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Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul Comarca de Campo Grande 7ª Vara Cível

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Academic year: 2021

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Vistos e examinados os presentes autos de Ação de

Indenização por Danos Morais, sob o

0813915-85.2014.8.12.0001, etc.

Nilcilene Tallevi Delilo, brasileira, portadora do documento

de identificação RG nº 639855 SSP/RO e inscrita no CPF/MF sob o nº 650.761.762.87, residente nesta Capital na Rua Capitão Airton P. Rebouças, Q18, L46, bairro Jardim São Conrado, ajuizou a presente Ação de Indenização por

Danos Morais contra Clínica Campo Grande S/A, pessoa jurídica de direito

privado inscrita no CNPJ/MF sob o nº 00.860.841/0001-79, com sede nesta Capital na Rua Marechal Rondon nº 1703, Centro, que, por sua vez, denunciou à lide Nobre Seguradora do Brasil S/A, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ/MF sob o nº 85.031.334/0002-66, com sede na rua Vergueiro nº 7213, São Paulo/SP.

Relata que em 22/01/2014 submeteu-se a uma cirurgia de joelho no hospital réu tendo informado sua grave alergia aos medicamentos dipirona, diclofenaco, ibuprofeno e plasil, o que foi anotado no prontuário e destacado na pulseira de identificação colorida colocada no pulso da autora. Nada obstante, assevera que durante o procedimento cirúrgico foram aplicadas duas ampolas de dipirona 1g/2ml, o que causou edema palperbral (vermelhidão nos olhos) e hiperamia facial (fechamento da garganta que impede a respiração). Afirma que embora a situação tenha sido rapidamente contornada com a aplicação de antialérgico, a imperícia do réu poderia ter causado a morte da autora. Assevera que a situação vivenciada lhe causou dano moral que deve ser indenizado. Em vista desses fatos, pede a condenação do hospital réu ao pagamento de indenização por danos morias. No mais, requereu a inversão do ônus da prova, os benefícios da justiça gratuita, a citação da parte requerida, protestou pela produção de provas, deu valor à causa e juntou documentos.

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Deferidos os benefícios da justiça gratuita (fl.53).

Devidamente citado (fls.56-57), o réu apresentou contestação às fls. 58-72. Inicialmente denunciou à lide a seguradora Tokio Marine Seguradora e o médico anestesista, responsável no momento da cirurgia, Marcelo Pedra Tognini. No mérito, sustentou a inexistência de falha no serviço médico do hospital uma vez que tão somente prestou os serviços de hotelaria e que os médicos envolvidos na cirurgia da autora não são empregados ou prepostos do hospital, mas tão somente utilizam as dependências hospitalares, destacando que eventual falha no atendimento médico deve ser limitada exclusivamente ao médico. Aduz que o hospital foi diligente identificando a paciente como alérgica, não tendo praticado nenhuma conduta ilícita. Alega ainda a ausência da dano moral a ser indenizado uma vez que a alegada alergia foi controlada, afastando o risco de morte, de modo que não ultrapassou o mero aborrecimento. Na hipótese de condenação, pugna pela fixação da indenização em valor razoável. Insurgiu-se contra o pedido de inversão do ônus da prova. Ao final, pugnou pela improcedência do pedido inicial.

Impugnação à contestação juntada às fls. 80-86.

Pela decisão de fls. 87-89, o pedido de denunciação à lide da seguradora foi recebido como chamamento ao processo, nos termos do artigo 101, inciso II, do Código de Defesa do Consumidor.

Citada, a seguradora apresentou a contestação às fls. 94-105 pela qual reconheceu a existência de contrato celebrado com o hospital, representado pela Apólice nº 201/0378/000047249, vigente na época dos fatos, contudo, defendeu que sua responsabilidade está limitada ao capital contratado, nos termos da cláusula 10ª, a ser feito mediante reembolso, recaindo sobre o segurado o pagamento da franquia, nos termos da cláusula 12ª das condições gerais. Alegou que a atividade desenvolvida pelo hospital não pode ser definida como atividade de risco, não configurando responsabilidade objetiva, sendo necessária a comprovação da culpa. Defendeu que o hospital procedeu de maneira ética e profissional perante à autora, inexistindo conduta ilícita. Na hipótese de condenação, pugna pela fixação da indenização em valor razoável e que os juros de mora e correção monetária incidam somente a partir da citação. Insurgiu-se contra o pedido de inversão do ônus da prova. Insurgiu-se contra eventual condenação aos ônus da sucumbência. Ao final, pugnou pela improcedência do pedido inicial.

Na sequências a autora e o réu impugnaram a contestação da denunciada, conforme petições de fls. 159-160 e fls. 161-167.

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Oportunizada a especificação de provas (fl.168), a autora requereu o julgamento antecipado da lide (fl. 169). O hospital réu requereu a produção de prova pericial e testemunhal (fls. 171-174) e a seguradora denunciada requereu a realização de perícia médica (fls. 175-177).

Frustrada a tentativa de conciliação conforme termo de fl. 248.

É o relatório. Decido.

Tratam os presentes autos de Ação de Indenização por danos morais ajuizada por Nilcilene Tallevi Delilo contra Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul - Clínica Campo Grande e Nobre Seguradora do Brasil S/A.

O feito comporta julgamento antecipado uma vez que a matéria discutida nos autos prescinde de dilação probatória, a teor do disposto no artigo 355, inciso I, do Código de Processo Civil.

Em sua contestação o réu denunciou à lide o médico anestesiologista que atuou na cirurgia descrita na inicial.

A relação existente entre as partes pe evidentemente de consumo.

Nesse sentido, é inadimissível a denunciação da lide nas ações originadas em relação de consumo, a teor do disposto no art. 88 do Código de Defesa do Consumidor, que deve ser considerado como regra geral a fim de evitar a instauração da lide secundária e o consequente entrave ao andamento processual, razão pela qual indefiro a denunciação à lide do médico Marcelo Pedra Tognini.

Passo a julgar o mérito.

Pretende a autora indenização por danos morais decorrentes da falha na prestação do serviço do hospital. Assevera que é alérgica a diversos medicamentos, entre eles dipirona, o que foi expressamente informado aos médicos e destacado em seu prontuário, todavia, durante cirurgia realizada no hospital recebeu considerável dose do medicamento o que causou uma crise alérgica grave que poderia ter provocado seu óbito.

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O hospital réu defende que não praticou nenhum ato ilícito uma vez que sua conduta está restrita ao serviço de hotelaria e que somente cede o espaço para os médicos, sem qualquer vínculo trabalhista e que a alergia foi prontamente combatida, sem maiores problemas e sem deixar nenhuma sequela. Assim, sustenta que os fatos descritos não configuram dano moral, mas tão somente mero aborrecimento.

Verifica-se que são fatos incontroversos a cirurgia descrita na inicial, realizada nas dependências do hospital réu, a alegada alergia à dipirona, devidamente informada no prontuário e destacada em pulseira colorida colocada no pulso da paciente; bem como a aplicação do referido medicamente causando a crise alérgica relatada.

A controvérsia reside na ilicitude da conduta do hospital e na configuração do dano moral.

Conforme já mencionado nesta sentença, trata-se de relação de consumo na qual o hospital réu participa da cadeia de fornecimento do serviço.

Assim, a responsabilidade civil do hospital, via de regra, é objetiva, fundada na teoria do risco da atividade, conforme artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor e artigos 186, 187, 927, 932, III, e 933 do Código Civil.

A responsabilização do hospital somente é afastada ou minorada nas hipóteses de caso fortuito ou força maior (art. 393, CC), inexistência do defeito (art. 14, § 3º, I, CDC) ou culpa exclusiva do ofendido ou de terceiros (CDC, art. 14, § 3º, II).

No caso dos autos, está comprovada a falha na prestação do serviço visto que é incontroverso que foi ignorada a informação constante no prontuário a respeito da alergia da paciente à dipirona com a ministração do referido medicamente durante o procedimento cirúrgico, culminando em grave crise alérgica que causou dificuldade para respirar, exigindo imediato atendimento médico para inversão do processo alérgico.

Nisto reside a ilicitude da conduta do hospital réu, conforme entendimento jurisprudencial:

RESPONSABILIDADE CIVIL. Erro médico-hospitalar. Paciente que, ao ser atendida, informou ao hospital ser alérgica a determinado medicamento (dipirona). Prescrição, todavia, de medicamento (buscopan), que contém a dipirona, e que ocasionou forte processo alérgico na paciente, quadro que evoluiu com edema na face, taquicardia, hipotensão (40x20) e lipotimia alergia paciente, levando-a à UTI.

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Reponsabilidade objetiva do hospital caracterizada. Nosocômio, ademais, que oferece quarto particular à autora, a que ela não fazia jus, mas posteriormente procede à cobrança da despesa. Sentença que declara a inexigibilidade do débito, mantida. Dano moral presente in re ipsa. Indenização. Precedentes do Colendo Superior Tribunal de Justiça. INDENIZAÇÃO. Valor fixado na sentença que se eleva, com atenção aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, observado o grave risco a que submetida a paciente, levado em conta o imediato cuidado do hospital na inversão do processo alérgico. Indenização elevada a R$ 40.000,00. Sentença parcialmente reformada, para esse fim. Apelo da ré não provida, provido em parte o recurso adesivo da autora. (TJSP; APL 1026292-36.2016.8.26.0554; Ac. 11826983; Santo André; Décima Câmara de Direito Privado; Rel. Des. João Carlos Saletti; Julg. 28/08/2018; DJESP 17/10/2018; Pág. 2755)

Defende o réu que a situação vivenciada pela autora não configura dano moral, mas sim mero aborrecimento, uma vez que recebeu prontamente o atendimento médico necessário para a inversão do quadro alérgico e que este não deixou nenhuma sequela.

Equivocado o raciocínio da parte ré.

Como já dito algumas vezes nesta sentença, é incontroverso que a alergia provocada pela dipirona atacou o sistema respiratório da autora. É fato notório que esse tipo de alergia que fecha a garganta do paciente, impede a respiração, o que evidentemente pode causar o óbito.

Deve-se reconhecer a relevância de uma falha médico-hospitalar que pode acarretar a morte do paciente. Não se pode admitir que tal circunstância, que põe em risco a vida de alguém, seja definida como mero aborrecimento, sob pena de banalização da vida humana e da própria medicina.

Sem dúvida, a morte e o risco de morte, são a fonte de maior temor, angustia, aflição e sofrimento imposto sobre a humanidade.

De tal sorte, necessário reconhecer que a grandeza do ato ofensivo ao direito personalíssimo exacerbou a naturalidade do cotidiano, ultrapassou o mero aborrecimento e, sem dúvida, alcançou o patamar de dano moral.

O nexo de causalidade é evidente, posto que o dano é decorrente da falha na prestação do serviço médico hospitalar.

Presente, portanto, todos os elementos da responsabilidade civil objetiva, isto é, o ato ilícito, o dano e o nexo de causalidade.

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Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Por sua vez, aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo, em consonância ao disposto nos artigos 187 e 927 do Código Civil.

Assim, constatado o dano, deve-se estabelecer a correspondente compensação.

Em que pese a falta de critérios objetivos para a fixação da compensação por danos morais, há que se observar que deve ser pautada pela proporcionalidade e razoabilidade, de sorte que o valor definido, além de servir como forma de compensação do dano sofrido, deve ter caráter sancionatório e inibidor da conduta praticada.

Nessa linha, destaca-se a lição de Sérgio Cavalieri Filho, segundo a qual "(...) o juiz, ao valorar o dano moral, deve arbitrar uma quantia que, de

acordo com o seu prudente arbítrio, seja compatível com a reprovabilidade da conduta ilícita, a intensidade e duração do sofrimento experimentado pela vítima, a capacidade econômica do causador do dano, as condições sociais do ofendido, e outras circunstâncias mais que se fizerem presentes." (CAVALIERI FILHO, S. Programa de responsabilidade civil, 8ª ed., São Paulo: Atlas, 2008, p. 93).

A reprovabilidade da conduta do réu está caracterizada pela falha na prestação do serviço que colocou em risco a vida da autora.

Desse modo, considerando a capacidade econômica das partes, levando em conta os elementos acima mencionados, o fato de que a reparação por dano moral não pode gerar um enriquecimento ilícito, bem como os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade fixo o valor dos danos morais em R$ 20.000,00 (vinte mil reais).

O hospital-réu denunciou à lide a seguradora Nobre Seguradora por força da Apólice de Seguro nº 47249, vigente na época dos fatos e juntada à fl. 78.

A intervenção da seguradora foi admitida no processo como chamamento ao processo, nos moldes do artigo 101, inciso II, do Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista a vedação de denunciação à lide prevista na referida norma consumerista (fls.87-89).

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Com efeito, o chamamento ao processo é o meio adequado para o fornecedor trazer para a relação processual seu segurador. Assim dispõe o artigo 101, inciso II, do Código de Defesa do Consumidor:

Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços, sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título, serão observadas as seguintes normas:

[...]

II - o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador, vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. Nesta hipótese, a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. 80 do Código de Processo Civil. Se o réu houver sido declarado falido, o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade, facultando-se, em caso afirmativo, o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador, vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este."

Em sua defesa a seguradora reconheceu a existência e vigência do contrato de seguro, contudo, defendeu que sua responsabilidade está limitada aos valores constantes na apólice.

Com razão a seguradora pois, por contrato, arcará com a indenização contratada, até o limite da apólice, conforme orientação da Súmula 537 do Superior Tribunal de Justiça "Em ação de reparação de danos, a seguradora

denunciada, se aceitar a denunciação ou contestar o pedido do autor, pode ser condenada, direta e solidariamente junto com o segurado, ao pagamento da indenização devida à vítima, nos limites contratados na apólice."

No chamamento ao processo o chamado se torna réu na demanda do autor, o que permite a sua condenação direta, tornando-o corresponsável quanto à reparação dos danos, nos limites da apólice, beneficiando, assim, o consumidor.

Sobre o tema, afirmam Cláudia Lima Marques, Antônio Herman V. Benjamin e Bruno Miragem:

“A opção do CDC em determinar ao fornecedor a possibilidade de chamamento ao processo do segurador, para que integre juntamente consigo o polo passivo da ação, é norma em benefício do consumidor. Isto porque a hipótese admitida é de chamamento ao processo, com a ampliação do número de réus (o fornecedor e

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seu segurador), e não a hipótese de denunciação da lide, que excluiria a responsabilidade direta do fornecedor. A norma, contudo, não deixa de conferir um benefício relativo ao fornecedor, uma vez que permite a este integrar desde logo o segurador ao polo passivo, sem a necessidade de, em caso de procedência da ação, ter de interpor nova ação para obter o direito que lhe assiste, em razão do contrato de seguro de que é parte.”

(Comentários ao Código de Defesa do Consumidor, Revista dos Tribunais, 3.ª edição, 2010, página 1463).

Há, portanto, na hipótese em julgamento, solidariedade entre o réu e a seguradora chamada ao processo, o que permite condenar ambos os demandados.

Na hipótese dos autos, verifica-se que a condenação por danos morais já fixada nesta sentença é de R$ 20.000,00, dentro do limite de R$ 56.134,00, previsto na apólice de fl.127.

No que se refere à alegação de obrigação de pagamento da franquia pelo réu, não assiste razão à seguradora. É certo que, diante da solidariedade entre segurador e segurado, a discussão a respeito da franquia não é oponível ao consumidor.

Melhor sorte não assiste à seguradora, chamada ao processo, quanto ao descabimento de pagamento de honorários de sucumbência e custas processuais.

Isto porque no chamamento ao processo o chamado figura como co-réu, não havendo a formação de uma lide secundária, logo, em havendo insurgência quanto ao pleiteado pela parte autora, deverá responder de forma solidária. No caso, verifica-se que a seguradora ofereceu resistência à pretensão da autora, cabendo, portanto, sua condenação nos ônus da sucumbência.

Diante do exposto e de tudo mais que consta nos autos, com fundamento no artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil, resolvo o mérito da lide e julgo procedente o pedido formulado por Nilcilene Tallevi Delilo para condenar o réu Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul - Clínica Campo Grande e a empresa Nobre Seguros S/A ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), corrigido monetariamente pelo IGPM a partir desta data e acrescido de juros de mora simples de 1% ao mês a partir da citação.

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Em consequência, com fundamento no artigo 85, § 2º, do Código de Processo Civil, condeno os réus ao pagamento das custas processuais e honorários de advogado no valor correspondente a 10% sobre o valor da condenação.

Certificado o trânsito em julgado, arquivem-se os autos, com observância das formalidades legais.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Campo Grande, 22 de outubro de 2018. Gabriela Müller Junqueira

Juíza de Direito

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