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DANO MATERIAL E MORAL

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Academic year: 2021

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DANO MATERIAL E MORAL

ERRO MÉDICO - AÇÃO JUDICIAL EM FACE

DO ESTADO – Aula n. 28 e 29 – Módulo

Saúde Pública – Pós-Graduação em Direito

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CASO JURÍDICO

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1) Competência

2) Nome da Ação Judicial 3) Partes

4) Fato e Fundamento Jurídico do Pedido 5) Fundamentação Legal

(6)

O direito positivo brasileiro adotou a teoria da responsabilidade objetiva do Estado, também chamada de teoria do risco, a bastar a comprovação do nexo causal entre o fato e o dano, para fazer surgir a obrigação de indenizar.

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A causa de pedir está vinculada à ineficiência do serviço público, que, em tese, não teria adotado os procedimentos médicos adequados para evitar o dano mencionado pela Autora.

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Responsabilidade Civil dos Profissionais da Saúde

Responsabilidade subjetiva

A responsabilidade é subjetiva, a depender, então, de comprovação de que a Administração foi imperita, competindo o ônus a quem alegar.

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Artigo 37, § 6º, da Constituição Federal

As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

(10)

Artigo 927 do CC

Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

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O dano moral, é a dor resultante da violação de um bem juridicamente tutelado, sem repercussão patrimonial. Seja dor física dor-sensação, como a denomina Carpenter nascida de uma lesão material; seja a dor moral dor-sentimento, de causa imaterial (Dano e Indenização. São Paulo: RT, 1980, p. 7).

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Art. 949 do Código Civil

No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.

(13)

Art. 950 do Código Civil

Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu.

Parágrafo único. O prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja

arbitrada e paga de uma só vez. (art. 950 do CC),

(14)

3. A jurisprudência do STJ admite a revisão do quantum indenizatório fixado a títulos de danos morais em ações de responsabilidade civil quando configurada situação de anormalidade nos valores, sendo estes irrisórios ou exorbitantes. 4. Na hipótese em questão, foi com base nas provas e nos fatos constantes dos autos que o Tribunal de origem entendeu que é justo o valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), arbitrado a título de indenização por danos morais, eis que baseado nos danos decorrentes de erro médico, o qual ocasionou paralisia cerebral e retardo mental severo no recorrido. Desta forma, a acolhida da pretensão recursal demanda prévio reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado ante o óbice preconizado na Súmula 7 deste Tribunal. 5. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1405910/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 25/11/2014, DJe 02/12/2014).

(15)

ATENÇÃO

Não se aplica o Código de Defesa do Consumidor nos erros dos médicos praticados nos hospitais públicos.

(16)

Apelação cível – Ação de conhecimento, de cunho condenatório, ajuizada sob o rito comum contra o Município de São Paulo - Responsabilidade civil do Estado – Erro médico - Indenização por danos morais, materiais e estéticos – Perfuração do intestino durante cirurgia para retirada de feto das trompas – Infecção decorrente da exposição do material acumulado no intestino – Pontos da cirurgia, realizada para vedar o intestino, que se abriram – Diversas intervenções cirúrgicas e graves sequelas - Grande cicatriz no abdômen – Longo período de afastamento do trabalho - Sentença de procedência – Recurso do Município. 1. Nulidade da r. Sentença por suposta inversão do ônus da prova sem conferir ao réu possibilidade de dele se desincumbir - Não houve inversão do ônus probatório (art. 373, § 1º, CPC) – A autora comprovou os fatos constitutivos de seu direito (art. 373, inc. I, CPC), cabendo ao réu comprovar eventuais fatos impeditivos, extintivos ou modificativos desse direito (art. 373, inc. II, CPC), o que não houve no caso em tela – Ainda, não há que se falar em cerceamento de defesa por ausência de dilação probatória, porque instada a se manifestar sobre especificação de provas, informou o réu não ter interesse, ressalvando eventual manifestação sobre eventuais provas produzidas pela autora, que também não teve interesse na instrução processual.

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2. Ilegitimidade passiva ad causam do Município – Em que pese o hospital que retirou o feto das trompas da autora pertencer a uma autarquia municipal, com personalidade jurídica própria e sujeita, pois, a direitos e deveres, há no caso mera descentralização do serviço público de saúde prestado pelo Município (art. 198, inc. I, CF) – No mais, é a Administração Direta responsável pela supervisão finalística da autarquia, motivo pelo qual pode ser responsabilizada pela ausência ou insuficiência de fiscalização – Além disso, o Município também responde pelos danos causados por entidade de direito privado qualificada como organização social, com a qual celebrou contrato de gestão, por culpa in vigilando ou in elegendo – Responsabilidade civil do Estado que, no caso, é subjetiva.

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como as sequelas dos fatos - Em que pese ser possível a existência de sequelas em razão de procedimentos cirúrgicos, as sofridas pela autora foram desproporcionais e, da análise do conjunto probatório, houve erros médicos sucessivos em razão do não emprego da melhor técnica - Lesão a direitos da personalidade (saúde, imagem, autoestima, dignidade da pessoa humana) - Dever de indenizar – Responsabilidade civil subjetiva do Estado, no caso, pela teoria da falta ou falha do serviço (culpa anônima) - Conduta, culpa, dano e nexo causal - Indenização por danos morais e estéticos bem arbitrada – Indenização pelos danos materiais devidamente comprovados. R. Sentença mantida. Recurso desprovido. (TJSP; Apelação Cível 1036559-81.2017.8.26.0053; Relator (a): Sidney Romano dos Reis; Órgão Julgador: 6ª Câmara de Direito Público; Foro Central - Fazenda Pública/Acidentes - 16ª Vara da Fazenda Pública; Data do Julgamento: 20/08/2018; Data de Registro: 20/08/2018)

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COMPETÊNCIA

• VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO • FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

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Agravo de Instrumento - Ação de indenização por danos materiais e morais - Erro médico - Decisão que julgou extinta a lide secundária decorrente da denunciação à lide em relação ao médico que prestou o atendimento - Insurgência da Santa Casa de Misericórdia - Descabimento - Em respeito ao princípio da celeridade

processual e distinguindo-se a responsabilidade do Estado como objetiva e a do médico que prestou atendimento como subjetiva, realmente, afigura-se mais acertado que o feito prossiga apenas em face do hospital e da Municipalidade - Antecipação de tutela para que o hospital e a Municipalidade

paguem, solidariamente, pensão mensal de um salário mínimo - Admissibilidade, ante a existência do nexo causai entre o serviço prestado nas dependências da Santa Casa e os danos sofridos pela criança, que se encontra em estado vegetativo - Recurso desprovido. (TJSP; Agravo de Instrumento 9059708-47.2008.8.26.0000; Relator (a): Sergio Gomes; Órgão Julgador: 9ª Câmara de Direito Público; Foro de Ribeirão Preto - 2.VARA FAZ.PUBLICA; Data do Julgamento: 25/03/2009; Data de Registro: 05/05/2009)

(21)

• Dano material

• Dano estético

• Dano moral

(22)

• Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

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• Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

(24)

• V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

• X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

(25)

• Art. 186 do Código Civil

Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

(26)

Art. 927 do Código Civil

Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo

(27)

Art. 951 do Código Civil

O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda no caso de indenização devida por aquele que, no exercício de atividade profissional, por negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho

(28)

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,

impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

(29)

• A responsabilidade objetiva independe da comprovação de culpa ou dolo, bastando configurada a existência do dano, da ação e do nexo de causalidade entre ambos (art. 37, § 6º, da CF/88).

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• Demonstrado o nexo causal entre o fato lesivo imputável à Administração e o dano, exsurge para o ente público o dever de indenizar o particular, mediante o restabelecimento do patrimônio lesado por meio de uma compensação pecuniária compatível com o prejuízo.

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CONTESTAÇÃO

• Regular comprovação de culpa, visto que o fato supostamente causador do infortúnio é a falha no serviço médico ministrado.

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• Se a causa da suposta responsabilidade é uma falha, não há que se falar em responsabilidade objetiva, mas sim, em responsabilização mediante prévia comprovação de culpa dos agentes estatais.

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• Ausente o nexo causal e não caracterizada atitude culposa por parte dos agentes do nosocômio, visto que não restou demonstrado na exordial, não há como falar-se em responsabilização do Poder Público.

(34)

• Apresentação da Réplica

Com a apresentação da réplica, teremos o despacho saneador.

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DESPACHO SANEADOR

• Cuida-se de ação proposta em face do Estado de São Paulo em que se requer indenização por danos morais em decorrência de erro médico consistente na perfuração do intestino da autora durante procedimento de cesariana.

(36)

• O Estado contesta, alegando ausência de culpa e de nexo da causalidade. Impugna os danos morais e estéticos.

(37)

• É questão controversa a responsabilidade do Estado pelos danos sofridos pela autora.

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QUESITOS DO RÉU

• Houve culpa no atendimento médico realizado pelos

prepostos da ré, nas três modalidades (imperícia,

imprudência ou negligência), no evento descrito na exordial? • Caso positivo, qual deveria ser o procedimento adotado pelos

prepostos da ré?

• A conduta dos médicos no caso narrado destoa do que preceitua a literatura médica para casos análogos?

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• Há como afirmar que o evento danoso ocorreu por exclusiva culpa do atendimento prestado ao autor?

• Há dano estético na espécie? Caso positivo, descrever o

referido dano e informar se o alegado dano pode prejudicar as atividades laborais.

• O alegado evento danoso resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função?

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• Resultou perda de membro, sentido ou função? • Resultou deformidade permanente?

• Resultará incapacidade para o trabalho? Esta incapacidade é total ou permanente?

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QUESITOS AUTOR

• O dano causado a parte Autora, foi resultante de perfuração no intestino durante o procedimento cirúrgico de cesariana? • Os danos causados pela perfuração ocorrida no intestino da

requerente poderiam ter sido minimizados, quando esta procurou pela primeira vez o Hospital, se este tivesse realizado exame para verificação das queixas da requerente? • A perfuração no intestino com diagnostico tardio é o fator

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• A perfuração no intestino durante o parto cesariano é comum de ocorrer? Em quais casos?

• Após a realização da cirurgia de cesariana é necessário realizar exames para

• Verificar se o procedimento correu dentro da normalidade? Se sim quais?

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• Os sintomas apresentados pela requerente podem ser confundidos com a presença de gases ou necessariamente é preciso realizar exames para investigar, uma vez que a requerente havia acabado de ser submetida ao procedimento cirúrgico de cesariana?

• Informar se foram analisadas todas as documentações médicas acostadas aos autos?

• Indicar as informações pertinentes e relevantes que não foram abordadas nos quesitos anteriores.

(44)

• Apresentação do laudo pericial

• Manifestação sobre o laudo pericial • Alegações Finais

Referências

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