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RESULTADO DO PLANO EM 2017

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Academic year: 2022

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ÍNDICE

4 MENSAGEM DA DIRETORIA EXECUTIVA 6 ADMINISTRAÇÃO DA APCDPrev

8 PANORAMA ECONÔMICO DE 2017

RESULTADO DO PLANO EM 2017

17 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS 30 DESPESAS ADMINISTRATIVAS E COM

INVESTIMENTOS DO PLANO

32 INFORMAÇÕES REFERENTES AO ESTATUTO SOCIAL DA ENTIDADE E DO REGULAMENTO DO PLANO 34 INFORMAÇÕES REFERENTES À POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS

38 RELATÓRIO RESUMO DAS INFORMAÇÕES DO DEMONSTRATIVO DE INVESTIMENTOS

40 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 44 PARECER DO CONSELHO FISCAL

46 MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO

48 GLOSSÁRIO

(4)

MENSAGEM DA DIRETORIA EXECUTIVA

(5)

MENSAGEM DA DIRETORIA EXECUTIVA

A Diretoria Executiva do Fundo de Pensão Multinstituído da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas - APCDPrev em cumprimento aos dispositivos legais apresenta o Relatório Anual de suas atividades durante o ano de 2016, na versão COMPLETA.

A Entidade encerrou o exercício de 2017 com patrimônio de R$ 22.155.209,42 e com 1.043 participantes ativos, consolidando uma gestão moderna com foco nos resultados e no participante.

Com base nas informações do Plano, apresentamos abaixo as estatísticas referentes aos Participantes Ativos nos exercícios 2015, 2016 e 2017.

Ativos

INFORMAÇÕES GERAIS

ITEM 2015 2016 2017

Nº de Participantes* 1.103 1.012 1.043

Idade média (anos) 41,71 42,57 43,51

Tempo médio de filiação ao Plano (anos) 6,26 7,21 7,98

Contribuição média R$ 207,52 R$ 230,63 R$ 210,46

Saldo individual médio R$ 13.534,90 R$ 17.129,66 R$ 19.731,56 (*) Valores não contemplam participantes cancelados, os quais estão aguardando resgate.

Conforme tabela acima, percebe-se que a Entidade teve um aumento no número de participantes em 2017 na ordem de 3,06%, quando comparado com o exercício de 2016.

Assistidos e Pensionistas

O Plano de Benefícios APCDPrev possui atualmente 03 participantes assistidos e 04 Pensionistas. Além disso, não houveram concessões de pensão por morte em 2017.

Desde o início do funcionamento da Entidade, em agosto de 2007, muito já se fez para fortalecer as relações com os Participantes, de modo a aperfeiçoar os serviços prestados.

O Relatório Anual tem por objetivo prestar informações aos Participantes referentes às atividades desenvolvidas pela Entidade e ao seu Plano de Benefícios. Com o envio do documento, a APCDPrev mantém o compromisso de apresentar os resultados de sua gestão com transparência.

Boa leitura!

(6)

ADMINISTRAÇÃO DA APCDPrev

(7)

ADMINISTRAÇÃO DA APCDPREV (

EM 31/12/2017

)

DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor-Presidente: Paulo Vianna Mesquita

Diretor Administrativo e de Benefícios: Moacyr Natale Macedo Diretor Financeiro e AETQ: Pedro Antônio Fernandes

CONSELHO DELIBERATIVO

Presidente: Marcio Rossi Mascarenhas

Conselheiro Suplente: Renato Gaudiosi Vianna Vice-Presidente (titular): (cargo em aberto) Conselheiro Suplente: Artur Cerri

Conselheiro Titular: Marcos Del Valle

Conselheiro Suplente: Rochael Marques de Oliveira Conselheiro Titular: Juscelino Kojima

Conselheiro Suplente: Waldyr Romão Junior

CONSELHO FISCAL

Conselheiro Presidente (titular): Gilberto Gomes Conselheiro Suplente: Ronaldo Iurovschi

Conselheiro Vice-Presidente (titular): Wilson Yasuo Inada Conselheiro Suplente: Mauricio Teixeira Duarte

(8)

PANORAMA ECONÔMICO DE 2017

(9)

PANORAMA ECONÔMICO DE 2017

Em 2017, finalmente a economia brasileira mostrou trajetória consistente de recuperação, após dois anos seguidos de forte recessão. O PIB do Brasil caiu 3,46% em 2016, encima de uma outra queda de 3,55% em 2015. Aliás, em 2014 ainda houve crescimento econômico, mas foi pífio, apenas 0,50. Entre 2014 e 2016, enquanto o PIB do Brasil recuou 6,5%, o PIB mundial acumulou crescimento de 10%. A maior economia mundial, os Estados Unidos, cresceu 7% nesse período e a União Europeia cresceu 6,3%. Para concluir as comparações importantes, gostaríamos de destacar que a China e a Índia (dois países que fazem parte dos “BRICS” como o Brasil), acumularam crescimento de 22,5% e de 23,2%, respectivamente, entre 2014 e 2016! Como a população brasileira cresce à taxa de aproximadamente 0,8% ao ano, o efeito da maior recessão na história do Brasil sobre o PIB per capita foi devastador. O PIB por habitante caiu cerca de 9%

nesse período. Felizmente, a mudança radical na condução da política econômica pela equipe do Ministro Henrique Meirelles e do Presidente do Banco Central Ilan Goldfajn levou o Brasil a uma nova trajetória de crescimento com inflação excepcionalmente baixa. A primeira queda do PIB na comparação interanual se deu já no segundo trimestre de 2014. Foram onze trimestres seguidos de queda do PIB e mais um trimestre de estagnação. Mas já no segundo e terceiro trimestres de 2017 houve crescimento e a nossa expectativa é que o quarto trimestre também venha a mostrar um dado positivo. A recessão provocada por vários anos de políticas econômicas inconsistentes ficou para atrás.

Entretanto, as consequências de uma das mais profundas recessões na história econômica do Brasil vão se sentir por muito tempo ainda, tendo em vista quão mais pobre ficou a população brasileira nesse longo período. O PIB per capita, medido em Dólares norte americanos, alcançou o pico em 2011, quando atingiu pouco mais de US$ 13.000. Em 2016, ficou em US$ 8.600. Após oito trimestres consecutivos de queda do PIB com ajuste sazonal, no fundo do poço, o número índice correspondente ao PIB do quarto trimestre de 2016 foi menor do que a estatística correspondente ao quarto trimestre de 2010! Isto se traduziu da seguinte maneira: na média, o volume de produção total da agropecuária, da indústria e dos serviços da economia brasileira no último trimestre de 2016 (antes da retomada) foi menor do que se produzia seis anos antes.

Dentro de esses setores, o mais atingido de longe foi a indústria, cujo nível de produção despencou e foi dos setores que mais desempregou pessoas.

5,2

6,5 5,96,66,2 6,3 7,0

1,0

-2,4 -2,2 -1,2

5,3 9,28,5

6,9 5,7 5,24,7

3,52,6 1,71,0

2,5 2,5 2,7

4,02,8 2,53,5

-0,4 -0,6-0,2 -1,6

-2,7 -4,3

-5,6 -5,2 -3,4-2,7 -2,5

0,0 0,41,4

-6,5 -4,5 -2,5 -0,5 1,5 3,5 5,5 7,5 9,5

1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016 1T 2017 2T 2017 3T 2017

PIB - Trimestre sobre mesmo Trimestre Ano Anterior (%)

(10)

Conforme pode se observar no final da cauda do gráfico acima, já tivemos três trimestres seguidos de crescimento ao longo de 2017. De acordo aos dados do IBGE, a taxa de desemprego, que tinha aumentado significativamente ao longo da recessão, começou a se retrair a partir do trimestre móvel acabado em abril de 2017. O pico do desemprego da PNAD contínua foi de 13,7% no trimestre janeiro-fevereiro-março de 2017. Embora a taxa de desemprego continue alta, a partir do trimestre fevereiro-março-abril de 2017, o desemprego caiu de forma consistente e encerrou o ano em 11,8% com 12,3 milhões de desocupados. Este número foi bastante menor que o recorde da série histórica, que foram os 14,2 milhões de desocupados estimados para o primeiro trimestre de 2017. Mostramos embaixo os dados históricos de desocupação no Brasil. Chamamos a atenção para o fato que embora a recessão tenha começado no segundo trimestre de 2014, o desemprego só começou a aumentar de forma alarmante a partir de 2015.

2012 2013 2014 2015 2016 2017

nov-dez-jan ... 7,2 6,4 6,8 9,5 12,6

dez-jan-fev ... 7,7 6,8 7,4 10,2 13,2

jan-fev-mar 7,9 8,0 7,2 7,9 10,9 13,7

fev-mar-abr 7,8 7,8 7,1 8,0 11,2 13,6

mar-abr-mai 7,6 7,6 7,0 8,1 11,2 13,3

abr-mai-jun 7,5 7,4 6,8 8,3 11,3 13,0

mai-jun-jul 7,4 7,3 6,9 8,6 11,6 12,8

jun-jul-ago 7,3 7,1 6,9 8,7 11,8 12,6

jul-ago-set 7,1 6,9 6,8 8,9 11,8 12,4

10° ago-set-out 6,9 6,7 6,6 9,0 11,8 12,2

11° set-out-nov 6,8 6,5 6,5 9,0 11,9 12,0

12° out-nov-dez 6,9 6,2 6,5 9,0 12,0 11,8

Taxa de desocupação para os trimestres móveis ao longo dos anos Trimestre móvel

4Tri-10:

162,6

3Tri-17:

165,1

4Tri-16:

161,6

120 130 140 150 160 170 180

1T 2005 2T 2005 3T 2005 4T 2005 1T 2006 2T 2006 3T 2006 4T 2006 1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016 1T 2017 2T 2017 3T 2017 PIB Trimestral com Ajuste Sazonal

O PIB de 2016 alcançou R$ 6,3 trilhões. O PIB per capita acumulou queda de cerca de 9,0% entre 2014 e 2016.

(11)

Com efeito, de acordo aos dados do IBGE, a taxa de desemprego a nível nacional aumentou de 6,5% no trimestre móvel outubro-novembro-dezembro de 2014 para 12% no mesmo trimestre móvel de 2016 e continuou em alta até o primeiro trimestre de 2017 (13,7%). Em meio à recessão, a última vez que houve um dado positivo de abertura de postos de trabalho em doze meses, com carteira assinada, foi nos doze meses terminados em janeiro de 2015. Mesmo assim, o dado foi pífio para um país com uma força de trabalho de mais de 100 milhões de pessoas: entre fevereiro de 2014 e janeiro de 2015 abriram-se somente 41.345 vagas de trabalho. Daí em diante começaram a se fechar postos de trabalho de forma acelerada, atingindo- se um pico de quase 2.000.000 milhões de vagas fechadas nos doze meses até março de 2016.

A recuperação econômica iniciada em 2017 levou ao registro de vários meses com criação líquida de postos de trabalho mas, em doze meses, o saldo ainda foi negativo: 123.429 vagas fechadas. De todo modo, é o menor número de corte de vagas desde fevereiro de 2015.

Além do forte aumento do desemprego desde 2015, a elevada taxa de inflação, que o Banco Central não se dispunha a controlar, corroía o poder de compra da renda disponível dos consumidores que ainda tinham renda. Não é de se estranhar, portanto, que o consumo das famílias também tenha apresentado vários trimestres seguidos de queda a partir do início de 2015. Entretanto, com a recuperação iniciada em 2017 e a derrubada da inflação conseguida pela nova equipe do Banco Central, o consumo das famílias começou a mostrar dados interanuais positivos a partir do segundo trimestre de 2017.

Embora a nova equipe econômica tenha criado um ambiente de maior confiança, inflação em queda, rentabilidade, maior segurança jurídica e regulatória tem demorado bastante a recuperação do investimento que abriria novos postos de trabalho mais rapidamente. O investimento público é praticamente inexistente tendo em vista a gravidade da situação das contas públicas. E tudo indica que o investimento privado em larga escala haverá de esperar o resultado das eleições presidenciais de 2018. Não temos expectativa que a recuperação deste investimento se de forma significativa antes de 2019.

A derrubada da inflação foi um grande destaque da mudança de 180 graus na condução da política econômica. A excelente equipe à frente do Banco Central ganhou rapidamente credibilidade e levou a inflação para dentro da meta em apenas seis meses. Com efeito, o IPCA caiu de 10,67% em 2015 para 6,29% em 2016 (abaixo do limite superior de 6,5% para aquele ano). Em 2017, a inflação caiu bem mais e fechou abaixo do limite inferior das metas de inflação (meta central de 4,5% mais o menos 1,5 ponto percentual). O IPCA de 2017 registrou inflação

4,9 5,8

5,3 5,1 6,4 6,2

5,8 7,17,2

7,0 8,4

3,5 2,3

4,04,5 7,07,5

5,4 5,3 6,8

6,4 6,6 4,0

2,53,0 2,2

3,9 4,8

3,84,1 3,5

2,5 3,5

1,51,1 2,8

-0,5 -2,1

-3,9 -6,1 -5,9

-4,9 -3,4-3,0

-1,7 0,6

2,2

-8,0 -6,0 -4,0 -2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0

1T 2006 2T 2006 3T 2006 4T 2006 1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016 1T 2017 2T 2017 3T 2017 Consumo das Famílias - Anual %

(12)

de 2,95%. O enorme sucesso no combate à inflação permitiu que a taxa de juros Selic fechasse o ano no menor patamar histórico: 7% ao ano.

A produção industrial que, conforme apontamos acima, foi a que mais sofreu na política econômica anterior, começou a mostrar uma trajetória consistente de recuperação, principalmente a partir do início de 2017. Mas, as consequências sobre o setor industrial da política econômica incoerente foram tão devastadoras, que o volume de produção industrial de dezembro de 2017 tinha se retraído aos níveis de produção de meados de 2009.

Algo que nunca é demais chamar a atenção é que o Banco Central presidido por Alexandre Tombini não combateu a inflação descontrolada com o instrumento tradicional de taxa de juros.

Ao invés disso, fizeram uso de fortes intervenções no mercado cambial, através de derivativos,

Mar-07:

2,96%

Out-08:

6,41%

Out-09:

4,17%

Abr-11:

6,51%

Set-11: 7,31% Jun-13:

6,70%

Dez-13:

5,91%

Dez-14:

6,41%

Dez-17:

2,95%

Dez-15:

10,67%

Mai-16:

9,32%

Dez-16:

6,29%

2%

3%

4%

5%

6%

7%

8%

9%

10%

11% IPCA 12 Meses - %

12 Meses Dez 2017:

Preços administrados: 8,0%

Preços livres 12 M: 1,34%

Jul-08:

105,1

Dez-08: 82,8 Jun-09:

91,7

Mai-11:

105,1 Dez-10:

102,8

Jun-13:

105,7

Dez-17:

91,1

80,0 85,0 90,0 95,0 100,0 105,0 110,0

Produção Industrial - Com Ajuste Sazonal

Média Jan/05 a Set/08:

,

-21%

O volume de produção de dezembro de 2017 é mais ou menos equivalente ao de junho de 2009!

Dez-10 a Dez-17: -11,4%

(13)

para manter o Real artificialmente baixo e desta forma tentar (em vão) controlar a inflação. O resultado foi a significativa perda de competitividade para o setor industrial brasileiro. Se bem taxas de câmbio acima de R$4 por Dólar claramente não eram taxas de câmbio de equilíbrio, taxas abaixo ou pouco acima de R$2 também não.

Uma vez que acabaram as intervenções no mercado cambial e a política econômica voltou ao tripé de câmbio flutuante, inflação sob controle e discurso firme a favor da austeridade fiscal, houve consistente aumento da confiança do empresário industrial. De acordo aos dados da Confederação Nacional da Indústria, desde a troca da equipe econômica em maio de 2016, o nível de confiança da indústria deixou para atrás os dados historicamente baixíssimos que se registravam desde 2014. O gráfico é particularmente revelador.

55,8 65,1

55,954,8 57,1

62,2

57,4 56,5 59,958,5

55,0 64,8

57,856,9 54,7

48,2

38,0 44,9

36,5 37,137,4 36,8

41,3 45,747,3

51,5 53,752,3

51,7 48,0

50,1 53,154,0

53,153,751,9 50,6

52,6 55,7 56,056,5

58,3

30,0 35,0 40,0 45,0 50,0 55,0 60,0 65,0 70,0

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 jan/16 fev/16 mar/16 abr/16 mai/16 jun/16 jul/16 ago/16 set/16 out/16 nov/16 dez/16 jan/17 fev/17 mar/17 abr/17 mai/17 jun/17 jul/17 ago/17 set/17 out/17 nov/17 dez/17

Confiança do Empresário Industrial

Média histórica: 54,1 Após 28 meses o índice ficou acima da linha divi- sória dos 50 pontos em agosto.

26-Jul-11: 1,53 25-Nov-11:

1,89

23-Fev-12:

1,70 28-Jun-12:

2,09

22/8/13:

2,45

8/3/13:

1,95

3/9/14:

2,24 29/1/14:

2,44

24/9/15:

4,19

18/5/17:

3,38 21/1/16:

4,16

25/10/16:

3,12

1,20 1,70 2,20 2,70 3,20 3,70 4,20 4,70

01/03/2011 16/03/2011 27/05/2011 08/08/2011 19/10/2011 30/12/2011 13/03/2012 24/05/2012 03/08/2012 16/10/2012 28/12/2012 12/03/2013 23/05/2013 02/08/2013 11/10/2013 23/12/2013 07/03/2014 21/05/2014 31/07/2014 09/10/2014 18/12/2014 04/03/2015 18/05/2015 28/07/2015 07/10/2015 18/12/2015 03/03/2016 16/05/2016 26/07/2016 05/10/2016 19/12/2016 01/03/2017 15/05/2017 25/07/2017 04/10/2017 18/12/2017

Taxa de câmbio 2011-2017: R$/US$

29/12/2017:

3,31

(14)

A queda substancial da inflação e o aumento do emprego também concorreram para aumentar a confiança dos consumidores.

Apesar da mudança radical na condução da política econômica na direção correta e do firme discurso de austeridade fiscal, levará muito tempo para conseguir recuperar o que foi perdido, já que as contas públicas ficaram em frangalhos na administração Dilma Rousseff. Pela primeira vez na série histórica houve déficit primário nas contas públicas (a soma de todas as receitas descontadas as despesas correntes e de investimento, exceto pagamento de juros do estoque de dívida) em 2014. Esse déficit cresceu como bola de neve nos dois anos seguintes. Mas, em 2017, houve uma melhora de R$ 45,2 bilhões no déficit total do setor público.

Contudo, por mais que o governo atual se esforce, o brutal aumento que houve em despesas obrigatórias em termos reais, não permitirá a volta de superávits primários a não ser mediante a implementação de urgentes reformas estruturais. Principalmente, a reforma da previdência, que tem pouquíssima chance de ser discutida antes das eleições de 2018. Tendo em vista a forte deterioração do quadro fiscal, uma solução estrutural para evitar o aumento descontrolado da dívida pública é premente. A dívida bruta do governo geral passou de 57,2% do PIB em 2014 para 74% do PIB em dezembro de 2017. Na falta de superávits primários que consigam pagar os juros da dívida pública, só continuará a crescer. É por isso que as eleições de 2018 serão um divisor de águas. Caso venha a ganhar um candidato populista que negue a necessidade de reformas, o Brasil jogará fora o atual processo de arrumação da casa e deverá retroceder anos em termos de investimento, crescimento e criação de empregos.

Além da retomada do crescimento e da inflação baixa, o que permaneceu uma boa notícia na área econômica em 2017 foram as contas externas, cujo déficit continuou caindo após o destravamento da taxa de câmbio. O Banco Central só interveio no mercado cambial em pouquíssimas oportunidades, unicamente para evitar forte volatilidade. O déficit em conta corrente do balanço de pagamentos, que o país precisou financiar com divisas, caiu drasticamente. Em 2014, Brasil tinha registrado um déficit no balanço de pagamentos de US$

104,1 bilhões. Em 2017 foi de apenas US$ 9,8 bilhões (0,48% do PIB). Por sua vez, os investimentos diretos estrangeiros alcançaram US$ 70,3 bilhões. Ou seja, as contas externas do Brasil estão extremamente robustas.

2,71 3,14 3,20

3,73

3,17 3,343,29

3,22

2,99 2,52

2,31 Nov-12:

1,94 Dez-12:

2,39 2,16

1,89

Out-13:

1,42 Dez-13:

1,88 Abr-14:

1,87

Dez-14:

-0,63

Set-16:-3,08

Dez-17:

-1,69

-4,0 -3,0 -2,0 -1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0

jan-11 mar-11 mai-11 jul-11 set-11 nov-11 jan-12 mar-12 mai-12 jul-12 set-12 nov-12 jan-13 mar-13 mai-13 jul-13 set-13 nov-13 jan-14 mar-14 mai-14 jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15 set-15 nov-15 jan-16 mar-16 mai-16 jul-16 set-16 nov-16 jan-17 mar-17 mai-17 jul-17 set-17 nov-17

Resultado Primário do Setor Público (% do PIB) - 12 Meses

Jan-Dez 2012: R$ 105 bn (2,39% PIB) Jan-Dez 2013: R$ 91,3 bn (1,88% PIB) Jan-Dez 2014: -R$ 32,5 bn (-0,63% PIB) Jan-Dez 2015: -R$111,2 bn (-1,88% PIB) Jan-Dez 2016: -R$155,8 bn (-2,49% PIB) Jan-Dez 2017: -R$110,6 bn (-1,69% PIB)

(15)

O mercado financeiro refletiu a melhora da confiança e tanto o risco Brasil caiu quanto a Bolsa subiu. No começo de 2017, o risco País estava acima dos 300 pontos e em dezembro fechou em 240 pontos. Já o índice Bovespa registrou valorização de 26,9%.

O ano de 2018 promete ser de bastante volatilidade pela incerteza das eleições, mas no que depende da condução da política econômica não devemos esperar grandes surpresas e sim a continuidade da inflação baixa, juros baixos e crescimento econômico.

(Panorama Econômico realizado por Victoria Werneck – Economista Chefe do Grupo Icatu Seguros)

Jan-99:

4,09

Ago-99:

4,82

Dez-17:

0,48 Fev-15:

4,38

-2,00 -1,00 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00

Jan-97 Oct-97 Jul-98 Apr-99 Jan-00 Oct-00 Jul-01 Apr-02 Jan-03 Oct-03 Jul-04 Apr-05 Jan-06 Oct-06 Jul-07 Apr-08 Jan-09 Oct-09 Jul-10 Apr-11 Jan-12 Oct-12 Jul-13 Apr-14 Jan-15 Oct-15 Jul-16 Apr-17

Déficit em Conta Corrente como % do PIB

Valores negativos indicam superávit

Déficit 2014: US$ 104,18 bn Déficit 2015: US$ 59,43 bn Déficit 2016: US$ 23,53 bn Déficit 2017: US$ 9,8 bn

20-May-08:

73.517

27-Oct-08: 29.435 6/1/10:

70.729 8/4/10:

71.785 8/11/10:

72.657

23/5/11:

62.345

8/8/11:

48.668 13/3/12:

68.394

7/8/12:

57.726 3/1/13:

63.312

7/8/13:

47.447 31/10/13:

54.256

2/9/14:

61.896 5/5/15:

58.052

28/12/17:

76.402 27/4/16:

54.478

21/2/17:

69.052 13/10/17:

76.990

26000,00 32000,00 38000,00 44000,00 50000,00 56000,00 62000,00 68000,00 74000,00 80000,00

02-Jan-08 02-Mar-08 02-May-08 02-Jul-08 02-Sep-08 02-Nov-08 02-Jan-09 02-Mar-09 02-May-09 02-Jul-09 02-Sep-09 02-Nov-09 02-Jan-10 02-Mar-10 02-May-10 02-Jul-10 02-Sep-10 02-Nov-10 02-Jan-11 02-Mar-11 02-May-11 02-Jul-11 02-Sep-11 02-Nov-11 02-Jan-12 02-Mar-12 02-May-12 02-Jul-12 02-Sep-12 02-Nov-12 02-Jan-13 02-Mar-13 02-May-13 02-Jul-13 02-Sep-13 02-Nov-13 02-Jan-14 02-Mar-14 02-May-14 02-Jul-14 02-Sep-14 02-Nov-14 02-Jan-15 02-Mar-15 02-May-15 02-Jul-15 02-Sep-15 02-Nov-15 02-Jan-16 02-Mar-16 02-May-16 02-Jul-16 02-Sep-16 02-Nov-16 02-Jan-17 02-Mar-17 02-May-17 02-Jul-17 02-Sep-17 02-Nov-17

Indice Bovespa

Em 2009: +83%

Em 2010: +1,04%

Em 2011: -18,1%

Em 2012 até 13/3: 20,5%

Em 2012: 7,4%

Em 2012 até 5/6: -7,5%

Em 2013: -15,5%

Em 2014: -2,9%

Em 2015: -13,3%

Em 2016: +38,9%

Em 2017 até 17/5: 12,1%

Em 2017: 26,9%

(16)

RESULTADO DO PLANO EM 2017

(17)

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS

(18)

RESULTADOS DO PLANO EM 2017

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS

BALANÇO PATRIMONIAL

DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO SOCIAL

BALANÇO PATRIMONIAL R$ MIL

ATIVO Nota 31.12.17 31.12.16 ∆% PASSIVO Nota 31.12.17 31.12.16 ∆%

DISPONÍVEL 4 201 184 9% EXIGÍVEL OPERACIONAL 140 119 18%

REALIZÁVEL 22.092 18.150 22% Gestão Previdencial 9 66 82 -20%

Gestão Previdencial 5 2.166 - 100% Gestão Administrativa 10 74 31 139%

Gestão Administrativa 6 - 34 -100% Investimento - 6 -100%

Investimentos 7 19.926 18.116 10% PATRIMÔNIO SOCIAL 11 22.155 18.217 22%

Fundos de Investimento 19.926 18.116 10% Patrimônio de Cobertura do Plano 22.155 18.217 22%

PERMANENTE 8 2 2 0% Provisões Matemáticas 22.155 18.217 22%

Imobilizado 2 2 0% Benefícios Concedidos 662 595 11%

Benefícios a Conceder 21.493 17.622 22%

TOTAL DO ATIVO 22.295 18.336 22% TOTAL DO PASSIVO 22.295 18.336 22%

As notas explicativas integram as Demonstrações Contábeis

Exercício findo em Exercício findo em

(19)

DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO SOCIAL

DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO DO PLANO

DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO SOCIAL R$ MIL

Nota 31.12.17 31.12.16 ∆%

A) Patrimônio Social – Início do Exercício 18.217 16.147 13%

1. Adições 7.026 5.156 36%

Contribuições Previdenciais 12.1.1 4.727 2.651 78%

Resultado Positivo Líquido dos Investimentos – Gestão Previdencial 12.3 1.713 2.118 -19%

Receitas Administrativas 586 387 51%

2. Destinações (3.088) (3.086) 0%

Benefícios 12.1.2 (2.502) (2.699) -7%

Despesas Administrativas (586) (387) 51%

3. Acréscim o no Patrim ônio Social (1+2) 3.938 2.070 90%

Provisões Matemáticas 12.1.3 3.938 2.070 90%

B) Patrim ônio Social no Final do Exercício (A+3) 22.155 18.217 22%

As notas explicativas integram as Demonstrações Contábeis

Exercício findo em

DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS R$ MIL

Nota 31.12.17 31.12.16 ∆%

A) Ativo Líquido - início do exercício 18.217 16.147 13%

1. Adições 6.440 4.769 35%

Contribuições 12.1.1 4.727 2.651 78%

Resultado Positivo Líquido dos Investimentos - Gestão Previdencial 12.3 1.713 2.118 -19%

2. Destinações (2.502) (2.699) -7%

Benefícios 12.1.2 (2.502) (2.699) -7%

3. Acréscim o no Ativo Líquido (1+2) 3.938 2.070 90%

Provisões Matemáticas 12.1.3 3.938 2.070 90%

B) Ativo Líquido – Final do Exercício (A+3) 22.155 18.217 22%

As notas explicativas integram as Demonstrações Contábeis

Exercício findo em

Referências

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