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Edição 1 CONTABILIDADE DE CUSTOS

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Academic year: 2022

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CONTABILIDADE DE CUSTOS

Edição 1

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C ontabilidade de

C ustos

Prof. Delma da Silva

(3)

Copyright © UNIASSELVI 2021

Elaboração:

Prof. Delma da Silva

Revisão, Diagramação e Produção:

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri UNIASSELVI – Indaial.

Impresso por:

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a presentação

Olá, estudante!

Seja bem-vindo(a) à disciplina de Contabilidade de Custos!

Neste material, você conhecerá os conceitos básicos relacionados ao tema e sua aplicabilidade no dia a dia de uma empresa industrial e no comércio.

A temática é importante porque a competitividade afeta todos os tipos de organizações, independentemente de seu segmento. Além disso, atualmente, os consumidores estão mais espertos e exigentes, procurando aliar qualidade e preço. Assim, as empresas precisavam alcançar a lucratividade a partir de baixos custos e gastando pouco para não perder a qualidade de seus produtos, tendo os fornecedores como aliados, a fim de gerar vendas significativas. Para que isso seja uma realidade, a empresa precisa conhecer as necessidades do mercado.

Portanto, a fim de melhorar as informações internas, os gestores utilizam estratégias ligadas à contabilidade de custos, área em que se concentram os cálculos para explicar o custo dos produtos fabricados ou vendidos e os serviços prestados.

Nesse sentido, diante desse contexto, fique atento ao conteúdo que preparamos para aprender conceitos, terminologias e demais aplicabilidades da contabilidade de custos, bem como os melhores elementos utilizados para a tomada de decisão.

Bons estudos!

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Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novi- dades em nosso material.

Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura.

O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagra- mação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.

Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilida- de de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador.

Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assun- to em questão.

Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa continuar seus estudos com um material de qualidade.

Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – ENADE.

Bons estudos!

NOTA

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Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela um novo conhecimento.

Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você

terá contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complemen- tares, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.

Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.

Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!

LEMBRETE

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s umário

UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento ...9

TÓPICO 1 - Introdução, definição e terminologias da contabilidade de custos ...13

TÓPICO 2 - Tipificação de custos e despesas ...25

TÓPICO 3 - Diferença entre gastos e custos...37

UNIDADE 2 Contabilidade de Custos: Métodos de Inventário de Estoque ...45

TÓPICO 1 - Custos dos serviços prestados, do produto vendido e da mercadoria vendida ....49

TÓPICO 2 - Contabilidade de Custos Industrial e Comercial ...63

TÓPICO 3 - Métodos de custeios: por absorção, variável e ABC ...73

UNIDADE 3 - Prática da Contabilidade de Custos ...87

TÓPICO 1 - Apuração dos custos de fabricação ...91

TÓPICO 2 - Formação de preço ...105

TÓPICO 3 - Contabilização de custos ...113

REFERÊNCIAS ...129

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

PLANO DE ESTUDOS

Entendendo o Planejamento UNIDADE 1

Esta unidade está dividida em três tópicos. No final de cada um deles, você encontrará atividades visando à compreensão dos conteúdos apresentados.

TÓPICO 1 - Introdução, definição e terminologias da contabilidade de custos

TÓPICO 2 - Tipificação de custos e despesas TÓPICO 3 - Diferenças entre gastos e custos.

A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• entender o propósito da atividade da contabilidade de custos;

• identificar a importância da área para a gestão de uma empresa;

• conhecer as terminologias da contabilidade de custos;

• compreender a relevância do objetivo da contabilidade de custos em au- xiliar no planejamento das empresas;

• analisar as informações que o setor de custo das organizações detêm para a determinação do processo de produção.

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I ntrodução da u nIdade

A contabilidade de custos é uma parte da ciência contábil dedicada ao estudo coerente dos custos incorridos para se obter vendas ou bens de consumo, sejam eles produtos ou mercadorias, sejam eles serviços.

O departamento com a função financeira é responsável por acumular, organizar, analisar e interpretar o custo de produtos, estoques, serviços, componentes organizacionais, planos operacionais e atividades de distribuição. Assim, pode-se determinar os lucros, controlar as operações e auxiliar as operações, permitindo aos gestores estarem mais cientes no processo de tomada de decisão (MARTINS, 2018).

Desse modo, com esta unidade, você aprenderá a determinar com precisão o custo de produtos e serviços, entenderá como aplicar seu conhecimento em custos de produtos e serviços para determinar preços de venda, licitar contratos e analisar a lucratividade relativa dos itens desejados.

Além disso, aprenderá como utilizar a tecnologia para medir gerentes e subordinados no desempenho do departamento da organização, como projetar um sistema de contabilidade adequado para os sistemas de produção e distribuição da organização e como usar o sistema de contabilidade enquanto uma ferramenta para motivar os gerentes a perseguirem as metas organizacionais.

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UNIDADE 1

1. Introdução, definição e terminologias da contabilidade de custos

TÓPICO 1

1.1 Introdução do tópico

Vamos iniciar nossa trilha de conhecimento e aprendizado sobre a contabilidade de custos estudando a respeito de definições e terminologias relacionadas ao assunto. Dessa maneira, antes da largada para os cálculos — que serão inúmeros ao longo da disciplina! —, iniciaremos compreendendo o conceito da contabilidade de custos. Provavelmente você já deve ter ouvido ou, até mesmo, conhece esse conceito, mas, aqui, irá entender sua aplicabilidade na rotina de uma empresa e/ou de um comércio.

No decorrer da leitura, imagine-se um empresário, sedo que cada operação e transação devem ser visualizadas como se estivessem ocorrendo em tempo real.

Vamos, então, desbravar esse seu lado empresário? Acompanhe o conteúdo!

1.2 Introdução à contabilidade de custos

A contabilidade de custos nos fornece uma compreensão abrangente quanto aos conceitos de custos, seu comportamento e às técnicas relacionadas ao tema. Também nos possibilita o entendimento de como essas particularidades são aplicadas nas empresas de manufatura e serviços.

Eliseu Martins (2018, p. 10), em seu livro Contabilidade de Custos, define os custos da seguinte forma:

O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento, e assim ficou durante o tempo de sua estocagem; no momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Este, por sua vez, é de novo um investimento, já que fica

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

Figura 1 - Sistema de informações gerenciais

Sistema de informações gerenciais

Contabilidade

financeira Contabilidade

gerencial

Contabilidade

de custos Sistema

orçamentário

Fonte: Martins (2018, p. 15).

Em suma, não importa se o escopo de negócios da empresa é comercial, prestadora de serviços ou indústria. Sempre envolverá muitas despesas.

Estudiosos acreditam que a contabilidade de custos surgiu na Revolução Industrial, com o objetivo de avaliar a quantidade de estoque das empresas por meio do processo de inventário das matérias-primas utilizadas no processo produtivo, bem como a quantidade de produtos que estão em processo de fabricação ou que já foram finalizados. A respeito desse assunto, Martins (2018, p. 3) nos explica que, “Até a Revolução Industrial (século XVIII), quase só existia a contabilidade financeira (ou geral), que, desenvolvida na Era Mercantilista, estava razoavelmente bem estruturada para servir as empresas comerciais”.

Figura 2 - Contabilidade de custos

Fonte: Pixabay (2021).

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Introdução, definição e terminologias da contabilidade de custos

Logo, temos que a contabilidade de custos fornece dados de custos detalhados necessários para que o gestor tenha controle das operações atuais e consiga planejar o futuro. Ela é a base de todas as atividades empresariais, utilizada como ferramenta para planejar e controlar a produção dos produtos, assim como para tomar decisões quanto aos custos indiretos e diretos das matérias-primas e de mão de obra.

De acordo com Martins (2018), a fórmula aplicada para estoque, por exemplo, é dada por compras, menos estoque, resultando no custo de mercadorias vendidas.

ATENCAO

Temos, ainda, que princípios e convenções são utilizados na contabilidade de custos, como competência, registro pelo valor original e prudência (conservadorismo). Observe a figura a seguir para entender melhor!

Figura 3 - Princípios e convenções aplicados à contabilidade de custos Princípio da

Competência

Convenção do Conservadorismo

Convenção da Materialidade Princípio da

Prudência (Conservadorismo)

Princípio do Registro pelo Valor Original

Princípios e Convenções Contábeis

Fonte: Elaborada pela autora (2021).

A grosso modo, os princípios e as competências funcionam do seguinte modo:

•  princípio da competência: estabelece que os efeitos das transações e demais eventos sejam confirmados dentro do prazo em que são cotados, independentemente de recebimento ou pagamento;

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

•  convenção do conservadorismo (uniformidade): os padrões utilizados na convenção para determinar fatos e ações administrativas não devem ser alterados com frequência, ou seja, após um período, métodos e padrões uniformes devem ser usados para registrar fatos contábeis e preparar demonstrações financeiras;

•  convenção da materialidade (relevância): do ponto de vista de registro e controle, certas contas não devem ser relacionadas a valores ou fatos não relacionados.

Os princípios da contabilidade de custos foram desenvolvidos para permitir que os fabricantes consigam lidar com muitos custos diferentes associados à fabricação, fornecendo seus próprios recursos de controle.

Figura 4 - Aplicabilidade da contabilidade de custos

Fonte: Anna Nekrashevich, Pexels (2021).

As informações geradas pelo sistema de contabilidade de custos fornecem uma base para determinar os custos dos produtos e preços de venda, ajudando a administração a planejar e controlar as operações organizacionais.

Com essa pequena introdução da contabilidade de custos, já podemos perceber quantas definições e quantos termos podem ser relacionados à área, não é mesmo? Por isso, no próximo item, conheceremos a definição da contabilidade de custos.

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Introdução, definição e terminologias da contabilidade de custos

1.3 Definição da contabilidade de custos

Quando o processo produtivo da empresa se dava de forma totalmente manual, o cálculo do custo de produção era alcançado a partir de dois fatores:

mão de obra e matéria-prima consumida. Para Martins (2018, p. 11):

Pela própria definição de custo, podemos entender, ainda mais sabendo da origem histórica, por que se generalizou a ideia de que contabilidade de custos se volta predominantemente para a indústria.

É aí que existe a produção de bens e onde a necessidade de seu custeamento se torna presença obrigatória.

Em inúmeras empresas de serviços, todavia, passou-se a utilizar seus princípios e suas técnicas de maneira apropriada em função da absoluta similaridade de situação, principalmente nas entidades em que se trabalha por projeto (empresas de engenharia, escritórios de auditoria, de planejamento etc.).

Com o crescimento da economia e das empresas, o acirramento da concorrência e os recursos cada vez mais escassos, houve a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de uso de fatores de produção determinam mudanças quase ilimitadas no comportamento dos custos de renda.

Figura 5 - Mão de obra

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

Portanto, a contabilidade de custos é essencial para qualquer empresa, principalmente em uma economia capitalista e competitiva como a nossa.

Desse modo, sem conhecimento, é difícil tomar decisões confiáveis e assertivas para obter uma margem de segurança satisfatória. Nesse sentido, as informações sobre custos de produção e/ou comercialização — desde que organizadas, resumidas e reportadas de forma adequada — são essenciais.

Ainda, existem muitos métodos de aplicação, o qual irá variar de acordo com a finalidade do custeio.

1.4 Terminologias da contabilidade de custos

No trançado da contabilidade de custos, nos deparamos com nomes e termos para conceituar e especificar o processo produtivo em uma empresa, a prestação de serviço, entre outras denominações. Diante disso, vamos conhecer algumas dessas terminologias e seus exemplos para uma melhor compreensão?

Um dos termos mais comentados diz respeito aos gastos, os quais estão ligados à aquisição de produto e/ou serviço, gerando para a empresa um sacrifício.

Temos como exemplos os gastos com mão de obra ou compra de matéria-prima.

Em contrapartida, o custo está relacionado ao gasto para aquisição de bem e/ou serviço para utilização no processo produtivo da empresa. Nesse caso, podemos citar como exemplos a energia elétrica e o pagamento do aluguel de espaço.

Já a despesa é um serviço e/ou bem de consumo direto ou indireto que gerará receita. Podemos mencionar como exemplo a comissão de vendedores.

O desembolso, por sua vez, está ligado ao pagamento de bem e/ou serviço.

Importante destacar que a empresa, para fazer o registro de recebimentos e pagamentos, adota dois regimes, a saber: regime de caixa (registro do recebimento ou pagamento no momento da transição comercial) e regime de competência (registro da transição comercial após o seu pagamento).

Temos, ainda, o investimento, que são os gastos para a aquisição de bens, direitos ou serviços (ativos da empresa); e a perda, que são os restos decorrentes do processo produtivo, de maneira previsível.

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Introdução, definição e terminologias da contabilidade de custos

A utilização de uma terminologia homogênea simplifica o entendimento e a comunicação. De acordo com Martins (2018), custo e despesa não são sinônimos, tendo sentido próprio, assim como investimento, gasto e perda. O gasto é a compra de um produto ou serviço que gera desembolso para a entidade. Já o desembolso é o pagamento da aquisição do bem ou serviço. Investimento é o gasto em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a um período futuro. Custo é o gasto relativo a um bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. A despesa é o bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para se obter receitas. Por fim, a perda é o bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária.

NOTA

Relevante mencionar, também, que podemos classificar os custos de várias maneiras, de acordo com a sua finalidade. Essa classificação é aplicada no cálculo de sistemas de custos variáveis. O importante é diferenciá-los dos custos fixos, a fim de obter subsídios com base nas flutuações dos custos para definir os preços de venda.

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AUTOATIVIDADE

1. Como já pudemos descobrir, a contabilidade de custos é uma área da contabilidade que tem por objetivo calcular os valores para que a empresa, a partir da transformação de matéria-prima, consiga produzir seus produtos.

Nesse sentido, relacione os termos listados a seguir às suas respectivas características.

I - Custo.

II - Investimento.

III - Gastos.

IV - Despesa.

V - Desembolso.

( ) Atividades com base na vida útil ou nos benefícios que podem ser atribuídos a períodos futuros.

( ) Bens ou serviços consumidos direta ou indiretamente para obtenção de receita.

( ) Pagamentos para a compra de bens ou serviços que podem ser feitos antes, durante ou depois da entrada dos utilitários comprados.

( ) Bens ou serviços consumidos de forma anormal ou involuntária.

( ) Compra de algo que trará prejuízo financeiro para a empresa a partir de um sacrifício representado pela entrega ou promessa de entrega de ativos.

Agora, assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) I, III, V, II e IV.

( ) IV, II, I, III e II.

( ) II, I, V, IV e III.

( ) I, II, III, IV e V.

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2. Ao longo de nossos estudos, pudemos identificar algumas diferenças entre determinadas terminologias utilizadas com frequência na contabilidade de custos. Entre essas terminologias, temos as despesas e os custos.

Diante desse contexto, o que são as despesas para uma empresa industrial e o que são os custos para um comércio? Cite exemplos das suas situações.

3. Para alguns especialistas, a contabilidade de custos fornece informações para a contabilidade financeira quanto à contabilidade gerencial. A partir desses dados obtidos, o gestor da empresa consegue se orientar para a tomada de decisão.

Diante disso, com base em nossos estudos a respeito do assunto, analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.

I - Por medir e avaliar os custos de acordo com os padrões contábeis, a contabilidade de custos é usada para atingir os objetivos da contabilidade financeira

PORQUE

II - quando usada internamente, pode satisfazer a contabilidade de gerenciamento fornecendo informações de custos sobre produtos, clientes, serviços, projetos, processos, atividades etc.

Agora, assinale a alternativa correta.

( ) As afirmativas I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.

( ) A afirmativa I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

( ) As afirmativas I e II são proposições falsas.

( ) A afirmativa I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

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AUTOATIVIDADE

4. O objetivo da contabilidade é estudar o patrimônio da empresa.

Suas principais funções são: registrar, organizar, provar, analisar e seguir as modificações de igualdade devido à atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico.

Sendo assim, descreva o princípio da competência e sua aplicabilidade na contabilidade de custos.

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5. Normalmente, o processo de produção está diretamente ligado aos custos de matérias-primas, mas é possível transformar um custo indireto em custo direto, caso possamos quantificar o objeto de custo.

Nesse contexto, pensando a respeito das terminologias da contabilidade de custos, analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.

I - Custo é todo gasto incorrido na produção de um bem ou na prestação de um serviço

PORQUE

II - tudo que é usado para produzir um bem ou serviço para ser vendido no mercado.

Agora, assinale a alternativa correta.

( ) As afirmativas I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.

( ) A afirmativa I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

( ) As afirmativas I e II são proposições falsas.

( ) A afirmativa I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

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TÓPICO 2

UNIDADE 1

2. Tipificação de custos e despesas

2.1 Introdução do tópico

A competição no mercado está se tornando cada vez mais acirrada, ao passo que os consumidores estão exigindo preços mais baixos todos os dias. No entanto, normalmente, é o mercado que determina o preço de um produto ou serviço, não apenas o empresário que o está produzindo.

Figura 6 - Tipificação de custos

Fonte: falovelykids, Pixabay (2021).

No contexto de concorrência generalizada, é importante identificarmos se estamos “ganhando dinheiro” quando produzimos e vendemos nossos produtos e/ou serviços. Isso porque, se não tivermos lucro, a empresa não conseguirá continuar no mercado competitivo.

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

Em uma empresa, muitos gastos estão envolvidos. Estes podem ser divididos em despesas e custos, sendo que, dentro do âmbito dos custos, ainda podemos dividi-los em custos diretos, indiretos, fixos e variáveis. As despesas, por sua vez, podem ser divididas em ficas e variáveis.

Para complementar essa definição, vale mencionar que o custo se trata das despesas da empresa relacionadas aos produtos ou serviços produzidos por ela.

Portanto, está diretamente relacionado às atividades da organização.

Figura 7 – Influência do custo e da despesa no balanço patrimonial

Custo

Integra o produto, vai para o estoque e aumenta o ativo circulante.

Despesa

Reduz o lucro e vai para o resultado, reduzindo o patrimonio líquido

Fonte: Ribeiro (2016, p. 19).

Diante disso, vamos estudar cada tipo de custo e despesa para compreender de que forma eles influenciam na contabilidade de custos? Acompanhe o conteúdo!

2.2 Custos diretos

O custo direto é aquele que pode ser diretamente atribuível a determinado produto ou serviço. No entanto, também podemos dizer que é o custo diretamente incluído no cálculo do valor do produto fornecido. Assim, estamos nos referindo aos custos que podem ser medidos de forma clara e objetiva.

É possível citar como exemplos de custos diretos as matérias-primas utilizadas diretamente no processo produtivo, bem como a mão de obra relacionada e os serviços terceirizados, mas estes estão diretamente ligados à atividade fim da empresa.

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Tipificação de custos e despesas

2.3 Custos indiretos

Ao contrário dos custos diretos, os custos indiretos se referem aos incorridos com o cálculo do valor da mercadoria fornecida por rateio. Nesse sentido, podemos dizer que os custos indiretos estão ligados aos custos que não podem estar diretamente relacionados à atividade fim da organização.

Diante dessa definição, temos como exemplos de custos indiretos os gastos com energia, água, aluguel etc. Estes interferirão nos produtos fornecidos pela empresa, mas não estão diretamente relacionados a eles. Isto é, os gastos com custos indiretos não serão incluídos diretamente nos custos do produto, pois é necessário realizar uma avaliação para inclui-los no preço final.

Martins (2003) nos apresenta os seguintes custos de produção:

Figura 8 - Custos de produção

Matéria-prima

Embalagens $ 2.500.000

$ 5.600.000

$ 1.000.000

$ 600.000

$ 100.000

$ 400.000

$ 300.000

$ 500.000

$ 200.000 Materiais de Consumo

Mao-de-obra

Salários da supervisão Depreciação das Máquinas Energia Elétrica

Aluguel do Prédio

Total

Fonte: Martins (2003, p. 31).

A matéria-prima e as embalagens podem ser apropriadas aos produtos que a empresa em questão está produzindo, pois foi possível identificar quando cada um consumiu desses itens. Os materiais de consumo, por sua vez, podem estar ligados aos lubrificantes das máquinas, por exemplo. Dessa maneira, eles não podem ser associados a cada produto diretamente. Além disso, outros desses materiais são de pequeno valor, então é provável que também não serão associados (MARTINS, 2003).

A mão de obra, por outro lado, pode estar relacionada a cada produto

(29)

UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

Já os salários de supervisão são ainda mais complicados de alocar por meio de uma verificação direta e objetiva que a mão de obra dos chefes de equipes de produção. Afina, essa supervisão é a geral da fábrica. Nesse sentido, Martins (2003) nos explica que esse custo representa o gasto com a supervisão dos chefes de equipes.

No caso da depreciação das máquinas, é comum que as empresas depreciem linearmente em valores iguais por período, mas não por produto. Ela até poderia ser apropriada ao produto, mas precisaria ser contabilizada de outra maneira.

Martins (2003) cita que parte da energia elétrica pode ser alocada em alguns produtos, já que as máquinas envolvidas podem consumir mais força por possuírem um medidor próprio. Com isso, a empresa consegue verificar quanto consome cada item produzido. Contudo, o restante da energia é medido de forma geral. Por exemplo, dos R$ 500 mil apresentados, R$ 350 mil podem ser alocáveis, mas R$ 150 mil não.

Finalmente, temos o aluguel do prédio, que é impossível de ser medido diretamente o quanto pertence a cada produto.

Com base nessas explicações e no exemplo dado pelo autor, podemos chegar à conclusão de que algumas despesas podem ser alocadas diretamente aos produtos e/ou serviços oferecidos pela organização, necessitando do consumo exato (quantidade de quilos consumidos, embalagem, horas consumidas, eletricidade consumida etc.).

2.4 Custos fixos

Os custos fixos têm certa regularidade e não mudam de acordo com as necessidades de produção. Exemplos claros desse tipo são os custos indiretos, o que pode incluir o espaço ocupado pela empresa locada, como o escritório; e um salário semanal fixo, ou seja, o salário e as funções da equipe de gerenciamento que não serão alterados com as mudanças nas vendas. A depreciação do equipamento também é quase sempre considerada uma despesa fixa.

Vamos entender a respeito do custo fixo realizando uma aplicação de cálculo? Confira o recurso a seguir com atenção!

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Tipificação de custos e despesas

Imagine que a empresa de embalagem Doces e Travessuras, no mês de setembro de 2019, teve seus custos fixos totalizando R$ 5.000,00. No mês de outubro do mesmo ano, ela produziu R$ 2.000,00 em produtos para vender. Dessa maneira, o cálculo diante das informações apresentadas é feito da seguinte maneira:

• somam-se todos os custos fixos (R$ 5.000,00);

• somam-se todos os itens produzidos (R$ 2.000,00);

• divide-se o custo fixo pela quantidade de itens produzidos ( ), a fim de obter o valor médio para a produção de cada item (R$ 2,50 por item).

No exemplo em questão, portanto, o custo para fabricar cada item vendido pela empresa é de R$ 2,50. Assim, fica clara a importância de sabermos os custos para definir o custo de venda dos produtos no mercado!

UNI

Alguns custos fixos podem ser reduzidos para melhorar o fluxo de caixa, mas isso exige que algumas decisões sejam tomadas, como mudar para um local de trabalho mais barato ou reduzir o número de funcionários. Por outro lado, outros custos fixos — a exemplo da depreciação — não melhorarão o fluxo de caixa da organização, mas podem melhorar o balanço patrimonial.

Para a maioria das empresas, um bom exemplo de custo fixo é o aluguel do local onde a organização exerce suas funções. Independentemente da produção, esse aluguel é sempre o mesmo, ainda que se tenha um mês de alta ou baixa demanda.

2.5 Custos variavéis

Os custos variáveis são aqueles que dependem diretamente dos requisitos de produção para definir o seu valor. Eles incluem itens como:

•  matérias-primas (insumos diretos): quanto mais materiais diretos a empresa comprar, mais gastará com eles;

•  embalagens: quanto mais mercadorias a serem enviadas, maiores serão os custos envolvidos em envio e embalagem;

•  impostos diretos sobre as vendas: ICMS, simples, ISS, PIS, COFINS,

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

A fórmula para encontrarmos os custos variáveis totais é dada pelo número total de um bem ou serviço vendido, vezes o custo variáveis por unidade.

Vamos aplicar esse cálculo para uma melhor absorção do conteúdo? Acompanhe!

Suponha que a empresa Traçados e Linhas possui um negócio que vende camisetas. Ela vende 1.800 camisetas por mês. O custo por unidade ou para ser vendida cada camiseta é de R$ 17,75. Assim, os custos variáveis totais são dados por

. Isto é, o custo variável será de R$ 31,95.

UNI

Porém, vale ficarmos atentos à relação entre custos variáveis e vendas, pois se estas aumentarem, os custos variáveis também aumentarão. Do contrário, se as vendas caírem, consequentemente os custos variáveis cairão.

O aumento dos custos variáveis nem sempre é uma má notícia para o negócio. Isso porque, como mencionamos, quando as vendas aumentam, é preciso fabricar mais produtos ou se preparar para realizar mais serviços. O valor gasto em custos variáveis aumentará. No entanto, esse aumento nas vendas trará mais receita para o negócio.

Importante ressaltar, em contrapartida, que a receita precisa crescer mais rápido que as despesas. Se os custos variáveis aumentarem mais rápido que a receita, não haverá lucro. Outro fator importante para determinar a lucratividade em uma empresa é a margem de contribuição variável (receita marginal). Ela é conhecida pela diferença entre a receita e os custos variáveis.

A respeito da margem de contribuição variável, para determiná-la, precisamos seguir um passo a passo, conforme exposto na sequência:

•  primeiro, deve-se encontrar o preço de um produto e/ou serviço ou a quantidade desse produto vendido para a empresa;

•  depois, determina-se o custo variável do produto ou serviço. Os custos variáveis variam de acordo com as vendas, incluindo materiais diretos, mão de obra direta e custos de transporte;

•  por fim, é preciso subtrair os custos variáveis do preço. A receita marginal variável é a solução para esse cálculo (custo variável - preço).

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Tipificação de custos e despesas

Imagine que, na pastelaria Massa Roma, o valor do pastel grande à moda da casa é de R$ 15,00. Para fazer e embalar, o proprietário do negócio tem um custo de R$ 5,50. Diante disso, podemos mencionar que a margem de contribuição variável do pastel é de R$ 9,50, pois R$ 15,00 – R$ 5,50 = R$ 9,50.

UNI

Podemos utilizar a receita marginal variável para analisar quanto dinheiro resta para cobrir os custos fixos. Conforme o resultado, é possível comparar o custo fixo total com o benefício marginal variável. Se o custo fixo for menor que a receita marginal variável, conseguimos identificar quanto lucro líquido se alcançou.

Figura 9 - Custo fixo x custo variável Custo fixos

São aqueles cujos valores permanecem constantes dentro de determinada capacidade de produção

Custos variaveis

São aqueles diretamente relacionados à produção.

Fonte: Elaborada pela autora (2021)

Agora, sabendo a diferença entre cada tipo de custo, podemos observar que os custos são pontos críticos para a saúde financeira da empresa. Práticas erradas podem levar a perdas, como preços e planejamento de orçamento de negócios ruins. Assim, eles fazem parte da ferramenta de negócios, uma vez que não existe produto sem custo. Logo, devemos implementar estratégias de redução de custos para melhorar a rentabilidade do empreendimento.

Com isso em mente, o relatório contábil utilizado de forma gerencial se tornará um importante suporte para se saber quando e quando é gasto, a fim de verificar a origem do maior custo do recurso. Os custos variáveis são os mais difíceis para cortar, pois estão diretamente relacionados à produção, mas não são impossíveis. Por meio de análise, pesquisa e planejamento aprofundado, resultados frutíferos podem ser alcançados.

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

2.6 Despesas variaveis e fixas

No que diz respeito às despesas, podemos definir como todas aquelas relacionadas à gestão da empresa, a exemplo de negócios, marketing, desenvolvimento de produtos e finanças. São, portanto, gastos necessários para manter o bom funcionamento da estrutura, mas que não contribuem diretamente para a produção de novos itens a serem comercializados pela organização.

As despesas afetam as demonstrações contábeis financeiras, especialmente a demonstração do resultado, que relata o desempenho financeiro durante um período específico. No caso das despesas variáveis, tratam-se daquelas proporcionais ao volume de vendas (quanto maior o volume de vendas, maior o gasto). Elas permanecem inalteradas em seus aspectos unitários.

Alguns exemplos de despesas variáveis são os fretes e as multas por atraso na entrega de produtos aos clientes, as comissões de venda, o gasto com combustível dos veículos da empresa e os incidentes ou acidentes na produção.

Dizemos que as despesas variáveis estão em algum lugar entre o custo e a despesa. Isso porque, por não estarem diretamente relacionadas à quantidade de produtos produzidos ou vendidos, aparecem como “despesas”, mas ainda mantêm uma relação estreita com as atividades de produção e vendas.

Já as despesas fixas não mudarão com a quantidade produzida ou vendida. Isso significa que uma taxa mensal será cobrada, independentemente de a empresa ter um bom desempenho nos negócios ou não. Alguns exemplos seriam as contas de água, energia elétrica e telefone, o salário dos funcionários, o aluguel do imóvel onde o negócio se localiza, as taxas bancárias e outros gastos frequentes da empresa.

Figura 10 – Despesas

Fonte: stevepb, Pixabay (2021).

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Tipificação de custos e despesas

Para calcular as despesas fixas e variáveis em uma empresa, o gestor precisará fazer duas coisas: mapear todas as entradas e saídas de dinheiro e estar familiarizado com alguns conceitos financeiros. Apesar da simplicidade, a maioria dos gestores ainda perde a oportunidade de se familiarizar com os termos financeiros e ignora esse ponto enquanto parte de uma decisão importante para o desenvolvimento do negócio.

Lembre-se de que, se você aprender a classificar as despesas e controlar receitas e despesas mensais, alcançará seus objetivos financeiros com maior facilidade.

Para tanto, precisa entender as definições financeiras de despesas (fixas e variáveis) e receitas (receita líquida, receita total e lucro).

DICAS

Para finalizarmos e você ter em mente os conceitos a que estamos nos referindo, vale anotar o seguinte para sempre consultar quando necessário:

•  receita bruta: é, basicamente, todo o dinheiro que entra na empresa;

•  receita líquida: é o resultado da receita bruta, menos suas devoluções, os impostos destacados na nota fiscal e os descontos comerciais;

•  lucro: é definido como a diferença entre receita líquida, menos todos os custos e as despesas envolvidos.

Não é necessariamente bom ou ruim para uma empresa ter mais despesas fixas ou variáveis. No fim, tudo dependerá da combinação das variações de lucro e custo do produto e/ou serviço produzido e comercializado pela organização!

(35)

AUTOATIVIDADE

1. Considerando nosso material de estudos, podemos afirmar que os custos estão relacionados à atividade fim da empresa, ou seja, ao que ela produz, ao passo que as despesas não estão ligadas a essa atividade.

Diante disso, no ambiente de uma empresa, podemos afirmar que:

( ) os custos diretos são apropriados aos produtos, como a matéria- prima.

( ) os custos indiretos podem ser alocados em cada produto, como a embalagem.

( ) os custos variáveis não variam no produto em seu processo produtivo, como o frete de mercadorias.

( ) os custos fixos têm relação direta com a quantidade produzida, como o aluguel.

2. O gerente de uma empresa terá maior controle sobre os custos e as despesas quando tem ao seu alcance um programa de otimização de recursos contínuo, tornando a organização mais competitiva em seu mercado comercial.

Diante disso, com base em nossos estudos, temos alguns tipos de custos que podem ser analisados. Cite exemplos de custos variáveis.

3. Conhecer e entender os custos e as despesas que incorrem no processo produtivo de uma empresa é fundamental para que os gestores possam tomar decisões assertivas e, principalmente, para identificar a rentabilidade dos negócios.

Sendo assim, considerando as terminologias estudadas, conceitue e exemplifique os custos fixos e as despesas variáveis.

4. Muitas despesas são automaticamente convertidas em despesas, enquanto outras entram primeiro no estágio de custo. Também temos aquelas que passam pelos estágios de investimento, custo, investimento e, em seguida, tornam-se despesas, de fato.

Diante disso, com base em nossos estudos a respeito do assunto, analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.

I - Entre as principais vantagens de um cálculo correto de custos e despesas, podemos destacar a análise da margem de contribuição por produto

(36)

PORQUE

II - esse cálculo ajuda as empresas a melhorarem os preços e, consequentemente, a margem opressiva.

Agora, assinale a alternativa correta.

( ) As afirmativas I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.

( ) A afirmativa I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

( ) As afirmativas I e II são proposições falsas.

( ) A afirmativa I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

5. Suponha que uma empresa gratifique seus vendedores exclusivamente por meio de um percentual incidente sobre o valor das vendas realizadas. Nesse caso, quanto mais eles venderem, mais serão bonificados.

Nesse sentido, considerando nossos estudos a respeito do assunto, podemos dizer que a remuneração dos vendedores, para a empresa, é:

( ) uma despesa variável.

( ) um custo fixo.

( ) uma despesa fixa.

( ) um custo variável.

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

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TÓPICO 3

UNIDADE 1

3. Diferença entre gastos e custos

3.1 Introdução do tópico

Muitas pessoas confundem os conceitos de despesas, custos e gastos, uma vez que eles parecem estar relacionados à mesma coisa, não é? No entanto, a verdade é que cada um traz sua definição adequada. Assim, entender a diferença entre essas terminologias é fundamental para equilibrar as finanças empresariais e pessoais, o que permite uma maior tranquilidade financeira.

Pensando nisso, ao longo deste tópico, estudaremos qual é a diferença entre gastos e custos, uma vez que já compreendemos quanto às despesas.

3.2 Diferença entre gastos e custos

De forma simples, podemos dizer que o gasto é a despesa financeira e todo sacrifício feito pela entidade para obter bens ou serviços. Por outro lado, o conceito de despesa é muito amplo e difícil de ser colocado em poucas palavras.

Como exemplos de gastos, podemos citar a compra de máquinas, equipamentos, veículos, móveis e ferramentas. As despesas podem se tornar um investimento, sendo que este, por sua vez, tornará-se um custo e uma despesa ao mesmo tempo.

Ribeiro (2016, p. 19) faz a definição de despesas e custos para que possamos entender que há uma diferença na linguagem da contabilidade de custos:

Essas duas palavras (despesa e custos), embora, quando utilizada pela contabilidade de custo tecnicamente representem coisas diferentes, quando utilizadas na nossa linguagem comum ou integrando terminologias de outras profissões, em certos casos, podem representar coisas semelhantes.

Custo é um gasto, ou seja, um sacrifício financeiro que uma entidade

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UNIDADE 1 Entendendo o Planejamento

Figura 11 – Gastos e custos

Fonte: stevepb, Pixabay (2021).

Conforme Ribeiro (2016), o gasto pode ser definido como uma parte da despesa e parte custo. Isso nos deixa um pouco confusos, não é? Esse assunto é complexo, mas a contabilidade de custos envolve os custos que beneficiam tanto as áreas de produção quanto as áreas administrativa e comercial. Assim, é necessário separar a parte que será classificada como despesa da parte que será classificada como custo.

Suponha que a empresa Linhas e Traçados comprou 4.000 unidades de matéria-prima, mas utilizou apenas 1.800 unidades no processo de transformação em determinado período, sendo a diferença ativada a título de estoque de matéria-prima.

Desse modo, o gasto foi relativo às 4.000 unidades, ao passo que o custo foi de 1.800 unidades.

UNI

(40)

Diferenças entre gastos e custos

O custo não deve considerar apenas o ganho com dinheiro, visto que há outros meios de se obter o que é necessário, como a força física.

Diante dessas definições, é possível concluir que há uma mudança a qual pode causar confusão, mas vamos simplificar da seguinte forma: as despesas podem se tornar um investimento, mas este se torna um custo e uma despesa ao mesmo tempo. Devemos diferenciá-los considerando a finalidade dos produtos e/ou serviços consumidos, bem como seus impactos no orçamento. E mais importante do que defini-los, é saber controlá-los, independentemente de ser despesas, gastos ou custos!

(41)

AUTOATIVIDADE

1. No conceito contábil, despesas, custos e gastos não representam a mesma coisa. Entender essa diferença é importantíssimo para qualquer empresa, em especial para que se possa identificar o que deve ser ajustado ou o que pode ser mantido.

Diante desse contexto, imagine a seguinte situação: a empresa Pascoina, no mês de fevereiro de 2021, iniciou a produção para a páscoa de 40.000 unidades de salgados. Ela teve os seguintes gastos:

Chocolate meio amargo (CV) 1.000,00

Margarina (CV) 80,00

Depreciação do fogão (CF) 200,00

Comissão do vendedor (CV) 2.000,00

Ovos (CV) 70,00

Salário do pessoal da produção (CF) 2.480,00

Embalagem (CF) 150,00

Gás (CF) 20,00

Honorários fixos (CF) 3.000,00

Fonte: Elaborada pela autora (2021).

Com base nos dados da tabela anterior, qual é o custo variável total e o custo fixo total?

2. Como bem sabemos, a contabilidade de custos atua nas empresas como uma investigadora das informações que irão ajudar na decisão e no planejamento do custo de produção para a formação do preço de venda.

Assim, considerando a temática e nossos estudos a respeito, por que é correto afirmar que gastos são quaisquer despesas realizadas por indivíduos ou entidades, a fim de obterem produtos ou serviços?

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3. Suponha o seguinte caso: o gestor da empresa Camiseta & Bermunda Ltda. apresentou as seguintes informações relacionadas ao seu processo de produção de dois produtos, informando o custo unitário e a quantidade produzida.

Camiseta baby

Quantidade produzida Custo unitário Custo total

2.000 unidades R$ 7,00 R$ 14.000,00

3.000 unidades R$ 7,00 R$ 21.000,00

4.000 unidades R$ 7,00 R$ 28.000,00

Camiseta lange

Quantidade produzida Custo unitário Custo total

2.000 unidades R$ 15,00 R$ 30.000,00

3.000 unidades R$ 10,00 R$ 30.000,00

3.750 unidades R$ 8,00 R$ 30.000,00

Fonte: Elaborada pela autora (2021).

Com base nas informações dispostas, podemos dizer que os custos das camisetas baby e lange, em relação à unidade de produto, são, respectivamente:

( ) variável e fixo.

( ) fixo e fixo.

( ) fixo e direto.

( ) variável e variável.

(43)

AUTOATIVIDADE

4. As empresas industriais são caracterizadas por suas atividades de produção, ou seja, por transformarem matérias-primas em produtos industriais. Tal atividade de transformação é conhecida como produção industrial.

Nesse sentido, podemos dizer que os custos de amortização e depreciação dos equipamentos que a empresa utiliza no processo produtivo de mais de um produto, os salários de supervisores de produção, o aluguel de fábrica e a eletricidade (que não podem ser associados ao produto) devem ser classificados como custos:

( ) com materiais diretos.

( ) diretos.

( ) variáveis.

( ) indiretos.

5. Imagine a seguinte situação: a empresa Trânsito & Confusão mantém, entre os diversos itens componentes de sua estrutura de gastos mensais, itens como a taxa mensal constante de energia elétrica, a matéria-prima consumida, o aluguel do galpão da fábrica, a depreciação de equipamentos calculada com base em unidades produzidas e o contrato de seguro do prédio da administração geral.

Nesse sentido, podemos afirmar que:

( ) a taxa mensal de energia elétrica e a matéria-prima consumida são custos fixos.

( ) o aluguel do galpão da fábrica e a depreciação de equipamentos são custos diretos.

( ) a matéria-prima consumida é um custo variável.

( ) o contrato de seguro do prédio da administração geral é um custo direto.

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RESUMO

CHAMADA

A contabilidade de custos possui diversos objetivos básicos. Por sua vez, a aplicação do pensamento sistêmico explora e tenta provar a conexão entre os objetivos ideais da organização e os reais. Em alguns casos, esses objetivos podem ser determinados por ações em vez de ideais imaginários.

As empresas adquirem matéria-prima para serem transformadas em produtos, sendo que o produto final é o resultado da agregação de diferentes materiais e esforços de produção. Diante dessa realidade, as pessoas acharam necessário revitalizar o sistema contábil estabelecendo uma metodologia de controle de custos, a qual fornece informações para usuários externos e investidores.

No entanto, saber o custo de cada item utilizado e envolvido é essencial para entender se o produto a ser oferecido é lucrativo por determinado preço.

Do contrário, deve-se analisar a possibilidade de reduzir os custos para alcançar resultados melhores.

Assim, ao longo de nossos estudos sobre a contabilidade de custos, o desenrolar dos conceitos e a aplicabilidade se tornarão pontos de fácil compreensão, incluindo outras variáveis relacionadas ao tema, como os métodos de custeio.

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

PLANO DE ESTUDOS

Contabilidade de Custos: Métodos de Inventário de Estoque

UNIDADE 2

Esta unidade está dividida em três tópicos. No final de cada um deles, você encontrará atividades visando à compreensão dos conteúdos apresentados.

TÓPICO 1 - Custos dos serviços prestados, do produto vendido e da mercadoria vendida;

TÓPICO 2 - Contabilidade de custos industrial e comercial;

TÓPICO 3 - Métodos de custeios: por absorção, variável e ABC.

A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• visualizar a aplicação dos métodos de custeios;

• compreender a contabilidade de custos na visão do comércio;

• analisar a contabilidade de custos sob a visão da indústria.

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I ntrodução da u nIdade

O objetivo da contabilidade é acumular informações financeiras para serem utilizadas na tomada de decisões econômicas. Logo, pode-se definir que a finalidade da contabilidade financeira é coletar dados que possam ser aplicados para preparar as demonstrações financeiras, atendendo às necessidades de investidores, credores e outros usuários externos quanto às informações financeiras da organização.

As declarações incluem balanço, demonstração de resultados, demonstração de resultados retidos e demonstração de fluxo de caixa.

Embora tais demonstrações financeiras sejam úteis para gerentes e usuários externos, elas não são suficientes. Assim, outros relatórios, listas de verificação e análises devem ser considerados para uso interno em planejamento e controle.

A gestão passa muito tempo avaliando os problemas e as oportunidades dos vários departamentos da empresa, em vez de verificar a organização como um todo. Como resultado, as demonstrações financeiras externas pouco ajudam a administração nos momentos das tomadas de decisões diárias.

A contabilidade de custos, por sua vez, fornece outras informações necessárias para esses relatórios especiais de gerenciamento, bem como dados preciosos para preparar as demonstrações financeiras. Por isso, nesta unidade, conheceremos a contabilidade de custos na indústria e no comércio.

O material exigirá um pouco mais de atenção da sua parte, mas, com uma leitura atenta, certamente irá tirar de letra!

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UNIDADE 2 Contabilidade de Custos: Métodos de Inventário de Estoque

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UNIDADE 2

1. Custos dos serviços prestados, do produto vendido e da mercadoria vendida

TÓPICO 1

1.1 Introdução do tópico

Os empresários devem considerar a contabilidade como uma aliada do negócio, mas, para além disso, os profissionais contábeis devem entender quanto aos recursos relacionados e garantir informações precisas para que os gestores possam tomar as decisões corretas, firmando uma vantagem competitiva.

O fato é que, independentemente de ser na indústria, nos negócios ou nos setores de serviços, a visão das contas corporativas não pode ser tão pragmática.

A relação entre vendas e faturamento deve incluir um item essencial: o custo.

Na prática, isso significa que os custos de produção ou compra de produtos e prestação de serviços devem ser subtraídos das vendas. Assim, eis que surge o custo dos produtos vendidos (CPV), o custo das mercadorias vendias (CMV) e o custos dos serviços vendidos (CSV).

Esses três indicadores calculam o custo direto de produção e compra de produtos ou serviços da empresa em determinado período. Por esse motivo, além dos custos operacionais específicos, os saldos inicial e final dos estoques ou serviços em andamento também estão incluídos nessas contas.

Dessa forma, CPV, CMV e CSV não considerarão o custo dos produtos em estoque ou dos serviços que ainda estão sendo implementados, mas consideram os itens que foram vendidos ou serviços prestados. Vamos nos aprofundar a respeito?

1.2 Custo dos produtos vendidos (CPV)

O custo dos produtos vendidos (CPV) inclui todos os custos de produção e armazenamento do produto até a sua venda. Quando vendemos o produto, o valor da transação é incluído na conta da loja, certo? Porém, para saber o lucro

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UNIDADE 2 Contabilidade de Custos: Métodos de Inventário de Estoque

Figura 12 - Custo de vendas

Fonte: Freepik (2021).

Importante lembrar que, deduzindo o custo das vendas do produto do preço de venda, conseguimos obter um lucro bruto. Para saber o lucro líquido, é necessário descontar outros valores, como aluguel e salários.

O CPV está diretamente relacionado aos processos industriais, por isso, além do saldo de estoques, despesas gerais de fabricação, custos de matéria- prima e mão de obra, o indicador também é utilizado como variável.

A fórmula do CPV é dada por , sendo que:

= custo dos produtos vendidos;

= estoque inicial;

= insumos (matérias-primas, materiais de embalagem e outros) aplicados nos produtos vendidos;

= mão de obra direta aplicada nos produtos vendidos;

= gastos gerais de fabricação (aluguéis, energia, depreciações, mão de obra indireta etc.) aplicados nos produtos vendidos;

= estoque final (inventário final).

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Custos dos serviços prestados, do produto vendido e da mercadoria vendida

Por exemplo, imagine que determinada empresa queira apurar o lucro bruto do primeiro mês em que seu novo produto ficou no mercado. Para tanto, ela deve calcular o custo dos produtos vendidos e compará-lo com o faturamento, que foi de R$ 450.000,00. A contabilidade repassou os seguintes dados:

•  estoque inicial de R$ 150.000,00;

•  insumos de R$ 70.000,00;

•  mão de obra de R$ 20.000,00;

•  gastos gerais de fabricação de R$ 30.000,00;

•  estoque final de R$ 15.000,00.

Com tais informações, podemos realizar as substituições necessárias na fórmula anterior. Logo, temos o seguinte cálculo:

Dessa maneira, temos que o custo dos produtos de vendidos da empresa, no mês em questão, foi de R$ 255.000,00. Para chegar ao lucro bruto, faremos o seguinte cálculo: R$ 400.000 - R$ 255.000 = R$ 195.000,00.

Ribeiro (2016, p. 31), quanto aos custos dos produtos vendidos, menciona que:

Os produtos que tiveram seus processos de fabricação iniciados em períodos anteriores e encerrados no período atual receberão cargas de custos proporcionais ao processo de fabricação em cada um dos períodos durante os quais estiveram em fabricação. Essas cargas de custos são atribuídas no final de cada período, para que os referidos produtos inacabados possam ser devidamente avaliados para integrar os estoques finais de produtos em elaboração no término de cada um desses períodos.

Portanto, temos que o custo dos produtos vendidos nos ajuda a realizar

(53)

UNIDADE 2 Contabilidade de Custos: Métodos de Inventário de Estoque

Ribeiro (2016) apresenta em sua obra o modelo da demonstração do custo dos produtos vendidos, assim como as expressões técnicas utilizadas para o preenchimento dessa demonstração. Observe o quadro na sequência.

Quadro 1 - Demonstração do custo dos produtos vendidos 1 Estoque inicial de matérias-primas

2 (+) Compras líquidas de matérias-primas 3 (=) Custo das matérias-primas disponíveis (1 + 2) 4 (–) Custo das matérias-primas não aplicadas na produção 5 Estoque final de matérias-primas

6 Custo das vendas de matérias-primas 7 Subprodutos acumulados no período

8 Outros

9 (=) Custo das matérias-primas aplicadas (3 - 4) 10 (+) Mão de obra direta

11 (=) Custo primário (5 + 6) 12 (+) Outros custos diretos 13 Materiais secundários 14 Materiais de embalagem 15 Outros materiais

16 Gastos gerais de fabricação diretos 17 (=) Custos diretos de fabricação (7 + 8) 18 (+) Custos indiretos de fabricação 19 Materiais indiretos

20 Mão de obra indireta

21 Gastos gerais de fabricação indiretos 22 (=) Custo de produção do período (9 + 10) 23 (+) Estoque inicial de produtos em elaboração 24 (=) Custo de produção (11 + 12)

25 (–) Estoque final de produtos em elaboração 26 (=) Custo da produção acabada no período (13 - 14) 27 (+) Estoque inicial de produtos acabados

28 (=) Custo dos produtos disponíveis para venda (15 + 16) 29 (–) Estoque final de produtos acabados

30 (=) Custo dos produtos vendidos (17 - 18) Fonte: Adaptado de Ribeiro (2016).

Na figura a seguir, podemos observar algumas expressões utilizadas na demonstração do custo dos produtos vendidos e o que cada uma representa.

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Custos dos serviços prestados, do produto vendido e da mercadoria vendida

Figura 13 - Expressões técnicas utilizadas no DCPV Custo das

matérias-primas disponíveis

Custo da produção

acabada no período • Compreende o custo de produção, menos o estoque final de produtos em elaboração.

• Fórmula dada por CPA = CP – EFPE

Custo de produção • Compreende o custo de produção do período, mais o estoque inicial de produtos em elaboração.

• Fórmula dada por CP = EIPE + CPP Custo de produção

do período • Compreende a soma dos custos incorridos na produção do período dentro da fábrica.

• Fórmula dada por CPP = Materiais + MO + GGF Custo

primário

• Compreende os gastos com matérias-primas aplicadas, mais os gastos com mão de obra direta.

• Fórmula dada por CP = MP + MOD

• Compreende o total das matérias-primas que a empresa teve à sua disposição durante o período para aplicar na produção.

• Fórmula dada por CMPD = EIMP + CLMP

Custo das matérias-primas

aplicadas

• Custo das matérias-primas disponíveis diminuído da somatória dos seguintes valores:

custo do estoque final de matérias-primas, custo das vendas de matérias-primas, valor dos subprodutos acumulados durante o período (parte do custo dos subprodutos derivada de sobras de matérias-primas) e outros eventos que venham a reduzir o custo das matérias-primas disponíveis, como as baixas por perecimento, sinistro, furtos etc.

• Fórmula dada por CMPA = CMPD – EF – V – SP – O'

Custo de transformação

• Embora o título não esteja evidenciado na DCPV, compreende a soma dos gastos com mão de obra (direta e indireta) e gastos gerais de fabricação (diretos e indiretos) aplicados na transformação dos materiais em produtos.

• Fórmula dada por CT = MOT + GGFT

Fonte: Adaptada de Ribeiro (2016).

Agora que pudemos entender sobre o custo dos produtos vendidos, no próximo item estudaremos quanto ao custo das mercadorias vendidas.

1.3 Custo das mercadorias vendidas (CMV)

O custo das mercadorias vendidas (CMV) é mais utilizado no comércio, porém pode incluir quaisquer atividades que não sejam necessárias ao setor, bastando que as empresas adquiram alguns produtos para revenda, como aqueles vendidos por salões de beleza aos clientes. Esse custo representa o custo do revendedor, distribuidor ou fabricante, desde a compra do produto até a sua venda ao cliente. Portanto, se o resultado for negativo, a receita de vendas, menos o custo das mercadorias vendidas, representará o lucro ou prejuízo bruto.

IMPORTANTE

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UNIDADE 2 Contabilidade de Custos: Métodos de Inventário de Estoque

O CMV é amplamente utilizado por grandes empresas como um indicador para medir a lucratividade das vendas. Ele é relatado na demonstração de resultados do ano corrente e pode ser tratado como uma despesa durante o período contábil.

A fórmula do CMV é dada por , sendo que:

= custo das mercadorias vendidas;

= estoque inicial;

= compras;

= estoque final (inventário final).

Peguemos o exemplo anterior. Suponhamos, agora, que a empresa queira apurar o lucro bruto do mês de abril de 2021, quando o produto novo foi para o mercado. Seu faturamento no mês de março do mesmo ano foi de R$ 160.000,00.

Além disso, temos:

•  estoque inicial de R$ 40.000,00;

•  compras de R$ 100.000,00;

•  estoque final de R$ 25.000,00.

Com tais informações, também podemos realizar as substituições necessárias na fórmula anterior. Dessa maneira, temos o seguinte cálculo:

Dados postos, conseguimos chegar ao resultado, sendo que o custo da mercadoria de vendidas no mês em questão foi de R$ 155.000,00. Já para chegarmos ao lucro bruto, faremos o seguinte cálculo: R$ 160.000 - R$ 115.000 = R$

45.000,00. Ao combinar os custos incorridos com a receita de vendas, o princípio da consistência contábil pode ser alcançado.

(56)

Custos dos serviços prestados, do produto vendido e da mercadoria vendida

Portanto, a fórmula CMV é particularmente importante para a gestão porque não só pode ser utilizada como um indicador de lucratividade, mas, também, pode ajudar os gestores da empresa a analisarem o modo como compram e vendem produtos. Geralmente, os cálculos melhoram esses processos e aprimoram o controle operacional.

Figura 14 - Mercadorias vendidas

Fonte: sunnygb5, Freepik (2021).

Sem dúvida, o cálculo do custo das vendas é uma etapa muito relevante na avaliação da situação financeira da empresa. Contudo, vale mencionar que essa medida também pode trazer outros benefícios para o negócio. Uma delas é verificar se a política de compras está de acordo com as tendências de consumo.

Por exemplo, uma empresa pode investir demais em um produto que não é mais atraente para o público-alvo. Desse modo, quando observamos essa situação, podemos gerenciar mais facilmente as despesas, comprando bens ou matérias- primas.

Além disso, os cálculos CMV também são úteis para uma melhor gestão de estoque. Uma vez que existem informações relevantes sobre os produtos mais vendidos ou que ficaram mais tempo no armazém. A empresa, então, poderá tomar medidas para utilizar o espaço disponível, ajudando na redução de custos e no aumento da receita.

Referências

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