A CIGARRA 2.' quinzena - Abril - 192S
e
pepsma
Exeellcnte, preparação He ferro de fácil ; assimilação, indicada cm todas as doenças que tem pobreza- de sangue por causa, •còmó anemia, enfrn quecimento do organismo, cansaço physico. dór de cabeia, falta ou irregula-ridade, da menstruacão etc.. n«i<? causa desordens no appàrelho Vídigcstivo, nem ennegréce os
para adultos: 1 colher do sopa pára creanças: T colher de chá depois do t}lmo(,o e do jantar.
BoticaaoVeado d-Ouro,
teu mais ardente desejo era con-sagrar a tua vida ao Redemptor, Esposo Mystico por quem tanto suspiravas. Noivinha gentil! Os teus soffrimentos, por amor do teu Amor, fizeram o teu novicia-do. A coroa dos esponsaes fostes buscar no céu. Bemdito seja Deus em tão amavel creatura. Da ami-guinha — "Maria Virgínia".
Capital
(Para "Catharina Bum") Mui de proposito deixara para este numero a resposta á sua de-licada chronica sobre a minha in-significante personalidade.
No entretanto, com pèzar con-fesso, amarga decepção me causou a sua collaboração na ultima "Ci-garra", referente ás pretenções de certo rapaz que procura o seu ty-po ideal, dizendo-se "negociante estabelecido", etc.
Respondi á "Meiranita", em pri-meir.o logar; agora era a sua vez. Tencionava lhe dizer alguma cousa — talvez que lhe aprovei-tasse, ao menos, pelo lado da ex-pertencia que possuo da vida — mas desisti, tamanha a desillusão que tive de você, pela leitura da citada chronica.
Ainda assim, não extranhei. Os meus trinta longos janeiros já me habituaram a esses choques tre-meados inflingidos pela irrespon-sabilidade feminina.
Desculpe-me a franqueza e, nu-ma das ruas de Perdizes, encontra o conterrâneo a seu inteiro dis-por. — "Leitor Antigo".
(apitai
Bondosa Rainha dos Brilhantes. Satisfaço as tuas informações a res'peito do jovem que guia o auto P. 818; Chama-se Waldimir Ma-l<heiros, reside na Avenida Carlos de Campos n. par, e ama uma loi-rinha de olhos ternos e apaixona-dos, que reside no Braz, Para me-lhores informações, queira procu-rar, por intermedio da nossa queri-da "Cigarra", a constante leitora e admiradora. — "Y. T. o. Coração Humilde".
Para o "Capa Verde" ler
No numero da primeira quinze-na de Abril, da nossa querida "Ci-garra", um grupo de rapazes e se-nhoritas foram envolvidos em teu ar.iguete, e como o mesmo é uma inverdade, peço o especial favor de não repetir, porique do contrario publico o teu verdadeiro nome. Co-mo és o maior garganta acho bom corresponder ao affecto de alguém que te jurou sincero amor, e dei-xar de dizer tanta mentira. A' querida "Cigarra" muito grata pe-la publicação. — "Investigadora".
Peço aos leitores á fineza de" me informar se o coração do jovem Antonio S. está dado, e quaes são as iniciaes de quem o posaue. Elle é moreno, baixo, olhos escuros te grandes; reside no largo dos Gua-yanazes n. impar. Agradece a pu-blicação — "Cinto
Azul".
"Im memoriam"
(A' Edith Machado Ferraz) 5-4-1928
Chamou-te Deus em pleno es-plendor dos teus 24 annos. Al-mas como a tua, quando partem, deixam muitos corações suspen-sos, immersos nas mais profun-das meditações. Cheia de vida irradiavas uma alegria sã e com-municativa. A doçura e innocen-cia do teu meigo olhar, de timi-da pomba era um iman que at-trahia todos os que logravam a ventura de te conhecer. E's das mais bellas recordações de minha vida. O teu coração, sensível, ti-nha um sorriso, uma palavra de amor e consolação para todos. Passaste os mais lindos annos de tua preciosa vida ensinando as criancinhas, o rebanho predilecto de Jesus. Foi nesse posto que a traiçoeira moléstia te surprehen^ deu, lindo soldadinho do Amor que consagravas ao teu batalhão toda a ternura de tua alma an-gelica.
Como a branca açucena, lan-Informação
guida e pura, passastes pela vi-da, espirito 110 alto, deixando 110 teu caminho o perfume de uma vida bella e virtuosa.
Üma virgem era chamada a ajuntar-se aos coros celestes pa-ra os proximos cantos da Alie-luia. A Real Senhora que sobre ti velava, qual formoso lyrio de immaculada alvura, buscou-te. Não quiz a Boa Mãe que o lodo deste mundo, cheio de homens maus, viesse toldar a brancura diaphana de tuas pétalas.
Alma formosa! Já na terra o
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2.' quinzena - Abril - 1928 A CIGARRA
Capital
(Para
"Mariazita")
Infelizmente você leu a minha chronica endereçada só á "Meira-nita", a que se referiu, somente para lhe deturpar o sentido e vir afifirmar cousas que lá não exis-tem.
Cito-lhe, por exemplo, o seguin-te: " e nem pensas em praporcio-nar á tua esposa o conforto e o bem estar .de que é merecedora". Não escrevi isto <e nem, suppo-nho eu, você tem o dom de advi-nhar aquillo que os outros pen-sam.
Leia novamente a citada, chroni-ca e verá que estou com a razão, incorrendo você num engano "ma-niíesto".
Lamento, também, que você pro-curasse me expor ao ridículo, que-rendo que inserisse o meu perfil no presente numero.
Julgo, pela iminha edade e, es-pecialmente, pelo modo com que trato as gentis patrícias, merecer de sua parte um pouco mais de consideração.
Ademais, nenhum interesse lhe poderá despertar o perfil de um hqrnem 'que, além de velho, ê tão desilludido quanto você, segundo declarou na ultima "Cigarra". — "Leitor
Antigo".
Para "Meiranita"
Muito obrigado pelo gentil offe-recimenito de uma estadia na fa-zenda, bem como
pela deferencia de me considerar seu amiguinbo.
Retribuindo a sua gentileza, convido-lhe para quando fizer uma excursão ao norte do paiz, procu-rar a tenra de Pedro Américo, em cujo município encontrará um modesto engenho, além da prover-Wial hospedagem da gente daquel-'a região, e onde
poderá repousar alguns dias.
* * *
O homem é o eterno descontente. ® logo, dirá você, a mulher a
eter-CALLOS
Ponha uma gotta de
"GETS-IT"
J
O
processo mais
rápido no mundo
Trabalha como magica em qualquer classe de callo, não, importa se é antigo, onde está, ou quanto magoa. Um contacto do remedio e a dôr instantaneamente desapparece. É quasi inacreditável. O callo mirra-se e cahe. Este processo é usado por dançarinos, actores, doutores é quem anda muito; milhões de pessoas usam-no. Cuidado com as imitações. Compre o genuino "GETS-IT" á venda em toda a paite.
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na victima. Estando no primeiro caso, não me satisfez, de tudo, a sua justificativa do motivo .por que atacou, tão ferinamente, o se-xo forte.
Volto, pois, a lhe . tratar do de-batido assumpto, indagando o que tanto lhe attingiu a alma, que não perde opportunidade de uma desforra geral.
A ainiguinha, como moça culta, não deve ignorar que: "pelos pec-cadores pagam os innocentes" e que: "pelos santos se beijam os altares".
Dahi, seduz-se o seguinte: Um ou alguns casos isolados
não constituem elementos suffi-cientes para o horror aos homens de que se acha possuída;
Dentre o meu sexo ha pessoas que, por sagrados estigmas, lhe são tão caras, não podendo, por-tanto, ser abrangidas pelos con-ceitos, que, irreflectidamente, ex-pendeu nestas columnas.
Que culpa temos "nós", se fa-lharam todos os caetellos que ar-chitectou na aurea phase da in-fancia? São os revezes da sorte ingrata. . .
Conclusão: retrate-se do ataque geral, individualise-o, e, acima de tudo, considere sempre que a de-licadeza é o axioma da ternura feminina. — "Leitor Antigo".
Nelson S. P.
Por intermedio de um seu ami-go, eu soube que você está de namoro com uma linda menina, por quem nutres sincera symipa-thia. Creio, por isso, que nunca me amaste. Tenho, porém, por ti, immensa e' sincera sympathia, e espero que, um dia, o Redemptor se apiedará do meu amo>r, fazen-do com que voltes de novo aos meus braços. Sei que não gos-taste de eu ter ido, contra a tua vontade, ao T. Perdoa-me, sim? Prometto não mais desobedecer-te. — "F. M.".
A alguém
(Ao jovem R. Braga) Não te irrites se te pagarem mal um beneficio. Antes ícahir das nuvens que de um terceiro andar. Da leitora — "Beijos de Cleopa-tra".
Capital
Na escola primaria, durante a lição de cousas:
Qual é o animal
que nos for-nece o bife?
O José A. Luso Jr. respondeu: E' o açougueiro, professor. — "Casanova".
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A CIGARRA 2.'-' quinzena - Abril - 192S
fpEBILlDADE GERAL |j
, Fraqueza geral. em cbnsequencia de excesso de j| Sas^ 1 trabalho ou de molestias agudas, graves. Pallidez, || Aj^eRcuLole^B; Anemia, Falta de Appetite. Constipagao de ventre. || |MT I / ]' 11 j|] l| Debilidade devida a perda de fkiirinc organicos. || \*J j.*J | * It11
jL//1 l| Em todos estes casos o orgamsmo necessita J II; de urn reconstitumte de accao raoida e certa e por .
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beneficos se manitestam logo nos jj
0 MAIS COMPLETO
Sant'Aniia
Tenho notado que: Jacyra S. P., a bònequinha mais attrahente de Sant'Anna; Aracy C., ca-da vez mais tagarella; Uracy S., ama J. L. P. e não é correspondido (coi-tado!); Odette B., muito engraça-dinha; o olhar de Valerio V.; Jairò B., muito galante. Da leito-ra — "L."
Sant'Aniia
(Importante leilão)
Quanto me dão pela symipathia de Jacy L.? pela sinceridade de Maria A.? pelos olhos de Judith F.? freio vestido azul de Cida B.? pela. cintura curta de Iracema M.? pela pintura de Margarida F.?
pelos vestidos curtos de Olga D.? pelas f.itas de Zima? pela simpli-cidade de Aurora V.? pelos amo-res de Jorge? pelo bigodinho do Ariel? pelo tamanho do Decio? pela altura do Clomis? pelos olhos do José A.? pela ipôse do Moacyr L.? pela seriedade do Uracy? pe-la sympathia do Laert? E quan-to me dão pela lingua comprida de — "Madame Pompadour"?
Capital
(Perfil de C. Godoy)
Quizera que na minha educa-ção houveses entrado a pintura, para num alvo quadro, reprodu-zir com maravilhosas e deslum-brantes cores, a figura do ;neu
gentil perfilado. E' impossível!... Não posso. Infelizmente tam-bem, não possuo o vivo r?as phra-ses e nem o estylo das grandes escriptoras; sou pequena ainda mas, mesmo assim, com as for-ças que a minha pobre penna tem, procurarei apresentai-o aos distinctos leitores, como o inais attrahente e encantador joven que poisa sobre a terra e que os raios solares beijam. Reside na Capital, á rua Pedroso, n. par. A sua estatura é mediana, os seus olhos são expressivos e de um lindo castanho claro (atra-vés das lentes de Harold Lloyd, traduzindo toda a grandeza da sua bella alma. Bocca pequena e bem talhada. E' de uma irre-sistivel sympathia. Com o seu pa-lestrar captivante, prende a to-dos os que tem o prazer de ou-vil-o. E' um talentoso poetn e escriptor com profundos conheci-mentos da nossa querida lingua Além desses dotes, pcssue ainda outros que o tornam mais bfilo ainda; — a affabilidade e a de-licadeza. Eis com grande esfor-ço, o que a minha débil penr.a conseguiu descrever os traços da-quelle joven, cujo o nome em portuguez significa: — pessoa de grande valor. —•— "Iná".
SanfAima
(Gosto e não gosto)
Gosto de Jacyra L. P. por ser linda e elegante; não gosto do Va-lerio por ser convencido; gosto da Odette B. por ser boazinha e edu-cada; não gosto da Aracy C. por ser prosa; gosto de Joãosinho R. por ser serio e amarei; não gosto do Arthur S. por ser tagarella; gosto do Uracy S. por amar J. S. P. e eer lindo como ella; não gos-to do Elvenar B. por não usar mais o gorro. — "Gosto e não gosto".
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DOS OLHOS. TESTA, BOCCA. SEGUNDO QUEIXO (fcouble menton) sSo o tumulo õo »mor Use na toilette diaria, nas pelles sec- Os productos "Electricos Mirabilia" da ACADEMIA cas ou norma.es, Água, Crême e Pó de SCIENTIFICA DE BELLEZA, com 15 annos de Arroz "Rainha da Hungria"; nas pel- successo, fazem a alegria da vida, porque tiram les gordas e luzidias os productos as rugas para sempre.
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2.' quinzena - Abril - 1928 Â CIGARRA
Ibitinga
Eis, querida "Cigarra", o que notei na brincadeira do dia 11 de Abril, á rua S. Paulo, 22; Victor M., o melhor bailarino; Camillo R., quiz esconder seus sentimentos (sei muito bem que anda cahidinho pela A. R.); Di-ctinho, não querendo que sua deusa dançasse com alguém (se-rão ciúmes?); Totó S., fazendo certas gracinhas; Luiz G., dan-sando sómente com a S. O.; Idy-lio G., querendo, querendo que o Dictinho apresentasse a cunha-da; Juca R., muito retrahido (porque seria?); Dorothéa C., conversando muito com o V. M.; Franca, pensando muito (em quem seria?); Santa O., não per-dia uma contradansa; Ignez C., muito engraçadinha ao lado do B. R.; Thereza C., sempre since-ra para com o noivo; Magdalena V., muito triste, por o pequeno estar doente; Rita C., num flirt com o Zézinho. Da amiguinha sincera — "Norma".
E. C. D. Pedro II
Presada "Cigarra". Querendo offerecer-lhe um jardim, escolhi as seguintes flores: Edmundo, um singelo cravo americano; Ernani, um botão de rosa; Miguel, uma sempre viva; Hoffman, beijos côr de rosa; Armando, um goivo; Os-wald.0, uma açucena; Dirceu, uma camelia; Paulo, uma margarida; Alio, uma acacia; Dario, um jas-mim; Sabatino, uma papoula; Aí-fonso, onze horas; Avelino, crista de gallo; Isabel, uma delicada ro-sa; Elvira, uma dhalia; Maria, uma delicada flor de cera; Odette, uma saudade; Odippa, um amor perfeito; Oarmen, cravo de defun-to; Nina, uma magnolia; Fama, um adoravel coração de estudan-te; Danellon, a preciosíssima an-gelica. — "Pharol da noite silen-ciosa".
Cia. Telephonicu
Necessitando a cozinheira da Cia. fazer um bôlo gostoso para servir na hora do caíé, pediu o seguinte: 100 grammas do sorri-so gracioso da Olivia V.; 50 grs. da sympathia da Filomena M.; 100 grammas da bondade da Yolanda; 150 grammas da belle-za da Antonietta S.: 100 gram-mas da amabiiidade da Amélia
m.n, -^7 11: W0. i • FiSrT'? lie 0.H.SAUDEPUBLIIO fl SOB M-KH M Marco Regislrada B t,/t, £ UM PRERARADO I TON ICO ¦ f FVECONSTITUINTE ¦ E NEBVINO 8 APPLICADO EM I TO DOS CASOS EM ¦ QUE SB NECES ¦ SITE TON1FICAR '/ 0R6ANISM0 H ' ^ Na convalescence ,/,¦ de doencAS graves •''/ OU prolongadas no,c H anemias r.a osteo- H malacia rachitismo 18 1 / na par«.d& do E9 dfccenvolvimento JUL !» »^ Depositário : O. O.MEHIC9.NO
Rua Senador Feijó N. 17 S. PAULO
Amostras aos senhores
médicos
G.; 500 grs. da elegancia. da Au-rea V.; 50 grammas de . luz dos lindos olhos da Zézé F.; 200 grs. do romantismo da Zuleika V.; e 100 grammas de gentileza da Ju-lieta B. Misturando bem, dará um bôlo delicioso para as meni-nas saborearem na hora. do lan-che. "t>r. Jekil".
Ser amado
O amor é a união de dois se-res, um duo gentil, um murmu-rio fugitivo de palavras acaricia-doras, cuja recordação ephemera é deliciosa ao coração.
Registe-mos o amor que se contenta com um olhar, um aperto de mão; ou, mais ethereo ainda, aquelle que é o cruzamento subtil de dois pen-samentos, o encontro indescriptivel de duas almas. Oa assídua leito-ra — "Media-luz".
Ao "Homem PhilGsopho"
Estás de parabéns, caro ami-guinho desconhecido. Pareces ser um optimo. . . doceiro. Sabes? Tua receita encheu-me d'agua á bocca. Tenho feito muitas quali-dades de doces, mas nunca os saboreio. Vivo tão solitaria e triste! . . . Vida de solteirona de-silludida. . . Mas, não importa. Vou tentar fazer o teu "Pudim dos apaixonados". Talvez raie em minha vida, então, o primei-ro sol de felicidade! Caro ami-guinho, cá espero outra tentado-ra receitazinha, sim? Adeus. Tua amiguinha desconhecida — "Ca-tharina, Bum!!!".
"Novas chics"
(S. José dos Campos)
Titã D., uma noiva encantado-ramente moderna e chie; Filhinha A., conquistou, com os seus olhos ternos, o disputado Zezinho C. (completamente?); Alayde C., pharmaceutica amavel; Dictinha L.. inse.paravel... "amor" do José R. (será amor?); Yolanda C., bo-nitinha, mignon e agradavel; Di-nha M. B., retrahida e discreta (qual o motivo?); Helena P., sympathica, irresistível e sedueto-ra; Cota L., lindíssimos tranças!; Nelly S. e Judith N., deliciosas noivinha; Sinhara, graeiosamen-te modesta; M. Apparecida P., saudosa da Paulicéa, no seu bello retiro (será paixão por alguém de lá? Duvido...); Arminda B., quando dará o ar da sua graça?; Marina B., saudosissima do Ed-ward; B. C., tem uma quedinha por... (não direi); Mourinha, já está mais consolado e menos cruel; Mauro R., será que amor velho morre? (não creio); João V., anda meio tristonho ultima-mente; Edw.ard R., tem feito muita falta; Moacyr A., com olha-res ternos para a...; Renato P., sympathico (que pena adorar a J.!); Dr. R., desta vez haverá "doces"?
(olhe que é a vigesi-ma!). Muito grata pela pulblica-cão fica a — "Menina de verde".
RUBINAT LL0RACH
A melhor agua mineral natural purgativa
ACAUTELAR-SE DAS CONTRAFACCÕES HACIONAES OU ESTRANGEIRAS
cuS *4 z" «2 . r-«k
A CIGARRA 2" quinzena - Abril - 1928
S. Roque
Eis, querida
"Cigarra", o que
tenho notado neste pedacinho de Céo: Rapazes: Dr. Uzeda, como áem.pre, volúvel e fiteiro; Tony B., faz papeis de criança; Zezé L., o amor não mo:rre; Caiuby O., parabéns pelo reconciliamento; Frazio, cada vez mais terrível; Fercio L., o teu íim será banho de Igreja com a ex-pianista; Ed-gard O., tens um fraco gosto; Ar-thur, não sejas tão fiteiro; Arau-jo, não devemos namorar na au-sencia da nossa Deusa (si a mo-reninha souber!); Sebastião J., alguém chora a tua ausência; Al-cides V., sempre tagarella; Dino-rah G., sempre encantadora; Edith G., sympathica ao extremo; Doca L., querendo imitar a
"linda E3: tíella do Ecran"; Nenê O., que-rendo ser a victrola do M...; Ze-naide G., cuidado que és capaz de tomar o fóra;. Dulce C., cuidado com as "Aves" (não despreses os da terra); Nenê N., cada dia mais quietinha; Nenziniha L., és bem fgual ás outras (eu bem vejo, mas esquivas); Lolita S., cada dia mais bonita; Genny N., não te faz temer (olhe que também é uma das Avezinhas que vieram passar uma temporada); Laura P., sempre desfaz o que é bem fei-to. Finalmente, eu, sempre taga-rellando. — "Cravo Branco".
Banharão
(Recordações do Carnaval) Terçaífeira. Ultimo dia de car-naval. Ultimo dia de delirio entre sorrisos, serpentinas e cohfettis... O salão da Fazenda X., galharda-mente enfeitado para a despedida do Momo, fulgia entre luzes mui ticôres. Muitos coníetti, muita serpentina. .. Uma festa linda!
Eis algo de 'bello dessa saudosa noite: Myrthes, a mais linda "bo-neca franceza"; Amalia Q., uma altiva e chic "Marie Antoniette"; Lourdinha, uma meiga "Cio-Cio-San". (Estava á calhar!);
Leo-Quando se Passa Dos 40eaVida sc Toma um Pesadc-lio, Todo oTrabalho éSemPra* zep-Tome Sorcto Aviáora-dop Dos Nervos
nor C., linda "pirata". . . prati-cando "piratagem" com certo "pierrot negro"...
(Ainda aca-bam casando...); B. Martins, uma "japonezita" galante; Lúcia F. Campos, endiabrada "mexica-na"; Nelly B., seduetora "ciga-na", ás voltas com a "buena di-cha"; Semiramis Martins, donai-rosa dama á "Luiz XV"; Alice F. C., linda "bailarina grega"; Mei-ranita, interessantíssima com seus trajes "charleston", masculinisan-do-se exageradamente nessa linda noite de carnaval; Sérgio Mattos, um "hombre" muito galanteador; Dr. C. P., um "mosqueteiro" irre-sistivel; Sampaio, prometteu vir, mas não nos quiz dar esse pra-zer... (S. Paulo é a terra que te prende? Não creio...); Dr. Car-doso, um "pierrot" muito
apaixo-nado; M. B. R., um "hindú"... tentador! (Que o diga. a Myr-thes...); Walter F. Campos, veiu -de D. Corregos só para se diver-tir perto da... (Psiu! E' prohi-bido contar...); Luiz F. C., triste "pierrot".
(Ella não quiz se di-vertrr, não compareceu...); Ne-nê, com sua phantasia negra, dei-xou realçar mais sua belleza, E, finalmente, os irmãos Martins, at-tenciosos fazendeirinhos, phanta-siados á "Luiz XV". Da leitora amiga — "Marqueza de Rabicó".
Praça Carlos Gomes
(Leilão)
Quanto me dão pelo convenci-meiito da Gilda C.? Pelos olhares da Palmyra P.? Pela bocca de-an-jo de Annita C.? Pelo geito de tia da Vicentina P.? Pelos lindos ca-chos de Esther Ch.? Pela paixoni-te aguda de Tita S.? Pelos cabel-los pintados de Eliza P.? Pela preoccupação de Luiza G. pelo seu noivado? Pelos passeios da Nina P. pelo largo da Liberdade? Pelos vestidinhos curtos da Irene P.? Da leitora -— "Loguta".
Sant'Aima
Gosto da Maria A. por ser sin-cera; não gosto da Cida B. por ser orgulhosa; gosto da Aurora V. por ser boasinlia; não gosto da Olga D. por ser volúvel; gosto da Iracema M. por ser alegre; não gosto da Zima por ser namoradei-ra; gosto do Bruno por ser since-ro; não gosto do Jorge G. por ser fiteiro; gosto do Uracy por ser sympathico; não gosto do Laert por ser convencido; gosto do Glows por ser alto; não gosto do Ariel por ser namorador; gosto do Decio por ser camarada; não gosto do Renato A. C. por ser um Larry Semon; gosto do Gabriel por ser amavel e não gosto de mim mesma por ser faladeira, — "Madame
Po-mpadour".
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I| CURA
2.* quinzena - Abril - 1928 A CIGARRA
Itapetininga
Eis, querida
"Cigarra", o que notei 110 l.o anno da Escola Nor-mal desta cidade: Ciluta, diz que vae terminar este anno o bunga-low que começou a edificar no l.o do .anno, ha dois annos atraz...; Iarcilia, pedindo sempre protecção aos seus deuses, está disposta a... brincar este anno...; Alice S., querendo conquistar o coração de um colleguinha... (-desista); Ro-linha, este anno, diz que pretende alcançar um longo vôo para o 2.o anno ; Célia C., sempre fitei-ra... mas nunca se esquece do Sodré...; N. Barros, demonstra muita amizade a M. Mendes... (Será que o Jorge não anda pelo meio?); iDulce, parece que já se esqueceu do J. L. (Será?) ; Jacyra, então, só pensa no Nabor...; Es-ther, leva sua .vida folgada, fin-gindo amar a todos...; Carmo, com saudades... (Será de Soroca-ba ou Tatuhy?); Nazira C., apre-ciando a^ brincadeiras nas aulas de... (?); Alzira C., a gostar de certa livraria...; Maria do C., sempre firme com um dos seus altos colleguinhas; Alice Rolim, com saudades... talvez de algum' Baroldo...; Luiza V.,. sincera para com Eleakim; Rinerolli, pensando que a vida é bôa, comi-parada com a nossa vidinha de escola...; Olga Cury, attra.hindo
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sympathias; Lazinha, a dizer que dansar é bom, mas estudar é me-lhor. Da leitora assidua — "C. Q. P."
Ao "Joselito"
Desculpe, Snr.! Mas só agora é que resolveu responder-me? Espe-rei bastante tempo e como não apparecesse o legitimo dono com
as "devidas provas", dei-o a uma instituição de caridade a qual já estava des.tinado. Então só quem enche cheques é considerado como bom partido? Não fique triste; pois a sua "Gaby-Azul" não desis-tirá do casamento por tão .pouca ccusa. O oenhor tem um banco tão importante, e é muito caridoso, podendo, por isso, encher quantos cheques "ella" queira. Da constan-te leitora — "Mil Kiss".
A quem me entende
Tenho lido continuamente, ha mais de um anno, notinhas na nossa querida "A Cigarra", com o titulo acima. Ficaria profunda-mente grato se a autora dessas notas me informasse no proximo numero desta revista as iniciaes da pessoa a quem as mesmas são dirigidas. Tenho uma historia bem saudosa na minha vida, a qual teve um desfecho tristíssimo. Perdi felicidade, ideal, tudo ... E o destino foi tão implacavel que não consegui jamais uma oppor-tunidade, não para uma reconci-liação, que não mereço, mas só-mente por um perdão... Outros trechos :de. minha historia são exactamente i-guaes aos dessas no-tinhas. Ahi está, pois, o motivo pelo qual fiz á gentil autora esse pedido. Agradece antecipadamente o — "Arizan". •m ¦ EMILE HAMEL -COIFFEUR DE DAMES HJ PARFUMERIE IDEAL
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Queres uma prova irrefutável do meu amor? Se o passado não é prova sufficiente, indica-me o que é preciso fazer. Se te não amasse, poderia ainda procurar-te? Pode-ria ainda continuar a sujeitar-me aos ridículos a que me tens obri-gado? Não será ridículo cortejar uma pessoa que procura por todos os modos, mostrar aos seus que se amotina com o meu amor? Não será ridículo soffrer por ti, de quem não consigo nem o mais le-ve sorriso? Quantas vezes já não me revoltei contra tudo isso? Mas a tua tristeza, arma infallivel de que lanças mão, submette-me ©em-pre, obrigando-me ás vezes a afo-gar em risadas amargas a dôr que me vae na alma. Ainda
duvi-das do meu amor!... Que h-or-ror!.. . Talvez algumas vezes, re-ceando desgostar-te com a minha insistência, tenha eu mesmo con-tribuido para te augmentar essa duvida. Se confoecesses, porém, o meu modo de pensar, acredi.tarias que, muito antes daquella saudosa noite em que, sentados no passeio de tua casa, me deixei embeber, pela primeira vez, na contempla-ção dos teus lindos olhos, já exis-tia no meu coração alguma coisa que me esforçava por te occultar. Já lá vae tanto temipo que, talvez, nem te lem'bres disso! Não serias tu quem escreveu a palavra "Amor" num logar
onde estiveste ha dias? Não desejarias que nos encontrássemos discretamente pa-ra falarmos? Agora que, talvez, me tenhas comprehendido melhor,
não duvides mais do meu amor. Para ti muitas saudades e para a nossa que-rida "Cigarra" muitos beijinhos e abraços da assidua leitora — "EL."
Capital
ONiotas do triângulo aos sabbados)
Arnaldo P., captivando cora-ções com seu bello sorriso; Pe-drinho B., moreninho orgulhoso, desprezando meninas apaixona-das; Joaquim M., loirinho alegre; Carlos A. F., raramente apparece no centro; Benedicto M., o azar do triângulo; Álvaro, coradinho e risonho; Jorge, moreno muito si-zudo; Américo, distrahido; Pau-lo, amavel; a elegancia do Caeta-no; Romeu, com idéias estrava-gantes; Laur& L., linda e attra-hente; Gilda P., sempre sincera; Branca N., mimosa em sua toilet-te; Stella S., flirtando. ..; Car-men G., íirme como...; Yolanda C., ferindo corações de... assu-car...; Ninette S., pensativa...; Hilda R., brigada com o seu pre-dilecto; Nena N., desprezando, sem piedade, o carioca; Jacy S., moreninha cotuba; Una B„ vai-dosa demais...; Rosita S., loiri-nha risonha; Bertha I. H., noivi-nha dedicada; Lurza R. U., detes-tando os estudantes. Deu na vista a indiscrecão da leitora — "XXX a XXX".
Paraiso
(Conselhos) Julia F., precisa perder o vicio de falar com namorados pelas es-quinas; Ruth, deve deixar um pouco o seu "boázinho" (está mais que visto); Carminha, deve desistir de namorar o Nelson por-que elle já tem "dona"; Julieta, precisa limpar um pouco os lábios portjue tem batton demais; Sônia C., precisa tornar a ser moça em vez de rapaz (deixe esse cabello a "la
home"); Lindinha, deve dei-xar a porta da rua; Estella Q., deve arranjar um noivo senão
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2.:! quinzena ¦ Abril - 1928 À CXOARftÀ
ca para tia; Concetta P., deve vol-tar para o Paraizo; Yvonne M., precisa entrar para, um collegio cie freiras; Rachel P., precisa de^ sistir da "Maninho" porque elle *'é muito meu"; Adalto, precisa tirar o fato preto; Nelson P., devia ter um gosto mais apurado; Buiz J., deve ir para a escola; Danilo, não quero que ponha po-mada no cabello e nem o alise; Raul G., deve sahir de casa; Nelson, pre-cisa ir ao dentista. Da Leitora — "A-e-iiO-u".
Santa Cecília
Informação
Peço ás caras leitoras da queri-da "Cigarra" a fineza de me infoir-mar qual o nome certo de uma se-nhorinha que, diariamente, passa pela rua D. José de Barros em di-recção á Com>pan:hia Teíephonica, onde é dactylographa. Se não me engano reside essa senhorinha em Sant'Anna, pois desce todos os dias do bonde 43 ás 8, 10 horas da ma-nhã. E' morena, estatura mediana, olhos castanhos, tendo uma pinti-nha ao lado esquerdo do rosto, que a torna enormemente encantadora; cabellos da mesma côr e rigorosa-mente aparados; lábios sem pin-tura, e quando desprende um sor-riso, o que, aliás, lhe é muito pe-culiar, surgem duas ifileiras de al-vissimos dentes. Traja-se quasi sempre de preto. Se não me enga-no, deve se chamar Maria. Sum-mamente grato a quem se dignar dar esta informação. — "Djalma".
Philosophando. . .
 dôr está de conformidade com-nossa intelligencia... O coração é um pêndulo que oscilla segundo o modo como os sentimentos aiffluem ao nosso espirito.
* * *
Ha. lagrimas que não assomam aos nossos olhos... Como pérolas
lAGUA
I
mU-^ISfSP
oçcultas no seio do oceano ellas se retêm em nosso interior scintil-lando sob o affago do nosso cora-cão. Uunico que conhece o rnyste-rio de sua existencia.
s}; % *
Ha sempre algo de bello e gran-dioso nas lagrimas da mulher... Pena é que ellas ,hoje em dia cho-rem com tanta facilidade!...
* * *
(Ao Nelson)
Se tens uma rusga com uma
mu-lher e vês que chora, encara-a e ri-lhe na face. Verás que ella se tor-na seria, irrita-se e ás vezes che-ga até investir. A mulher é assim: falsa no principio e depois pei-ver-sa.. . —— "Alcarlón".
Sant'Anna
Passeava, uma bella tarde, pelo pittoresco jardim de uma aprazi-zel vivenda quando encontrei: um jovem muito melancholico. Per-guntando o motivo, disse-me que desejava encontrar uma noiva, mas que ipossuisse: — os lindos olhos da Zézé M.; a a.mEübilidade da Eunice A.; os lindos dentes da Dédé C.; a sym!pathia da Cecília M.; o sorriso da Helena M.; a lin-da côr morena da Nininha F.; a "pôse"
da Dinorah; a alegria da Marelyta iC.; a elegancia da Cidi-nha B; a sisudez da Anna C.; os lindos cabellos da Adelia; a intel-ligencia da Virgínia; a tagarelli-ce da Olga D.; sendo: — carinho-sa como Jacy L.; meiga como a Maria A.; bonita como a Adayde ¦L.; bondosa e
querida como a Es-ther C.; gentil como a Marietta F.; engraçada como a Béta F.; delicada como Maria C.; mimosa como a Zenaide; porém, menos convencida que a Lina; menos exagerada que Ary; menos orgu-Miosa que Lucie; menos indiscre-ta que a EilEisa; e, finalmente, menos cacete que a — "Serta-neja".
Informações
Darei um pacote de saborosos beijos á gentil leitora que me in-formar a quem ipertence o coração-zinho de um jovem, alto, moísno, olhos verdes, bocca bem talhada, possuidora de riquíssimas pérolas do Oriente. E' intelligente alum-no do "Mackenzie College". Resi-de na Villa Aguiar de Andrade n' 8. Suas iniciaes são: D. A. Da lei-tora "Dama Negra".
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A CIGARRA 2.' quinzena - Abril - 1928
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Estão em leilão as se-guintes prendas: a gra-ça de Zuleika J.; o con-vencimento de Maria C. M.; a sympathia de Ire-ne B.; o retrahimento de Bianoa P.; a bonda-de de Otillinha; o me-lindrosismo de Mariasi-nha F.; a belleza attra-hente de Helena B.; o pedantismo das Cornet-ti; o delicioso flirt de Yolanda M.; as lindas pernas de Marillia e I-zolina. Rapazes: o orgu-lho do Geraldo; o bigo-dinho pintado do Bilu; o convencimento do At-tuy; a delicadeza do Luiz G.; o Ford de Fe/-'-nando D.; as calças • charleston do Adib S.; os lindos olhos de João B.; a ingratidão de Oc-tavio B.; a promptidão de Joãozinho V.; a gar-ganta de Oscar; e, final-mente, um pedacinno da lingua da indiscreta "Santamarense".
Informações
Desejava que me in.for-massem a quem pertence
Corn o uso du
Nota-se depois de usar dois ou três vidros: 1.9 — eliminação completa da caspa e todas as moléstias do couro cabelludo;
2.9 — tonifica o bulbo capillar, fazendo ces-sar immediatamente a queda do cabello;
3.9— faz brotar novos cabellos aos calvos; 4.9 — torna os cabellos lindos e sedosos e a cabeça limpa, • fresca e perfumosa;
5.9 — cura as affecções parasitarias.
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Em todas as pliarmacias, drogarias e perfu-marias. Não a encontrando ahi, peça ú. Caixa Postal, 2996. — S. PAULO.
o coraçãozinho da senho-ri-ta Maria J.,. freqüenta-dora do Clmb Portuguez. Desde que tive a felici-dade de dansar com ella, não sei o que sinto. Pa-rece que quando me lem-bro desses momentos de intensa felicidade, o meu coração se aleigra e revi-ve a sua ventura. Não sei, mas... parece que a amo. Muito grato pela publicação. — "Le qua-tre yeux".
Attenção!
Peço ás leitoras o ob-sequio de me informar a quem pertence o coração do jovem T. Freitas. To-da informação deve ser dirijida, pela
"Cigarra",
á •— "Morgadinha".
Capital
(A' "Pérola Azul")
Por que será que a pessoa que usa o pseu-donymo acima, não dá mais um ar de sua gra-ça? Aguardando breve resposta, aqui estou ao dispor. —-— "" Arth".
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claros".
Capital
(Edmundo T.)
Foi um sonho, meu amiguinho, um sonho irrealisavel! . . . Ha, en-tre nós, um abysmo tão profundo, que não exis-te ponte que o possa atravessar. Hei de eu trahir o que tão arden-temente adorei? Aban-donar, para sempre, o que amo?. .. Não! . . . Mil vezes não! . . . Nun-ca poderei • esquecer o meu primeiro amor! . . . E' melhor que nos sepa-remos para sempre, em-quanto ainda é tempo. Que Deus o faça feliz!... Esqueça-me. Adeus — "Alma martyr". O Mackenzista (á Colombina) Ia bem animado o chá-dansante quando el-le appareceu. Boina ver-nielha é do Mackenzie, murmuraram. (Macken-zie: porta da casa Sote-i'o, ouvindo discos e ver as deliciosas e incom-Prehensiveis normalistas Passarem). Ella — não tem graça uma historia sem mulher — ella era professora e no dia se-Suinte partiria para o sertão, onde o governo a designara. Duas horas de prosa fiada, e uma Pleiade de phrases mo-Sas salpicadas de "eu te amo", ''si tu soubes-ses". . .
Na gare da Luz. Um trem
que vae partir. -— A
distancia não se-Para, o que separa é o Aquecimento. Ella con-solou-o com essa
phra-vulgarmente
consola-dora. Elle estava palli-do, umas olheiras tão violetas. . . Havia no olhar de ambos um pe-daço de tristeza, triste-za de quem vae sentir a alma torturada pela dôr-saudade... Dôr-sau-dade é o desejo de ver perpetualisados todos os momentos felizes que passámos. Dizem ser ro-xa a saudade, mas nin-guem sentiu saudade de cousas tristes... A tar-de agonisava côr de zin-co. Na ponte, uma lou-ra, oxygenadamente lou-ra, parou para ver o trem partir.
Deixe-me qualquer cousa como tua lem-brança.
Ella procurou na boi-sa, nada que servisse como lembrança. Um re-tinir confuso de campai-nha. Numa timidez hy-pocrita, ellè chegou bem perto delia e sussurrou na concha-araçá do seu ouvido:
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Coitadinha, ella acreditou. A minha pai-lidez era fome e sorrriu num sorriso malandro.
No fundo do café, uns lábios ecoaram.
Primeira á esquer-da. Média... pão quen-te. — "Pirajá Cardoso".
Rio Preto
(Informação)
Picarei grata a quem me informar si o jovem Rodrigo Q., residente á rua Rubião Júnior, nu-mero impar, está fora de Rio Preto. Elle é moreno, •de olhos castanhos e ca-réis, para não dar na vista, accrescentou: ser-ve como lembrança . . .
Forget me not. Não, não esquece-rei.. .
Duas lagrimas come-çaram a brincar de rio Tietê nas faces morenas da professora. O trem apitou. O trem apitou e sahiu. . .
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