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CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

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Academic year: 2022

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(1)

Autora: Edilene Naciara Pereira

Programa de Pós-Graduação EAD

UNIASSELVI-PÓS

(2)

Reitor: Prof. Dr. Malcon Tafner

Diretor UNIASSELVI-PÓS: Prof. Carlos Fabiano Fistarol Coordenador da Pós-Graduação EAD: Prof. Norberto Siegel Equipe Multidisciplinar da

Pós-Graduação EAD: Profa. Jociane Stolf

Revisão de Conteúdo: Profa. Eli Teresinha Biscaro

Revisão Gramatical: Profª Márcia Maria Junkes

Diagramação e Capa: Centro Universitário Leonardo da Vinci

657.46

P436c Pereira, Edilene Naciara

Contabilidade tributária / Edilene Naciara Pereira Indaial : Grupo UNIASSELVI, 2011.

119 p. il.

Inclui bibliografia.

ISBN 978-85-7830-371-6 1. Contabilidade Tributária

I. Centro Universitário Leonardo da Vinci II. Núcleo de Ensino a Distância III. Título

Fone Fax: (047) 3281-9000/3281-9090

Copyright © UNIASSELVI 2011

Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri UNIASSELVI – Indaial.

Impresso por:

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Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Itajaí (1990) e doutorado em Ciências Empresariais. Atualmente é professora de Graduação e Pós-Graduação nas disciplinas de Ética e Legislação Profi ssional, Contabilidade Agrícola e Pecuária, Contabilidade Aplicada a Atividade Imobiliária, Contabilidade Comercial, Contabilidade Fiscal e Tributária e Contabilidade Introdutória. Publicou: Gestão Contábil para o Terceiro Setor; Programa Unicidade: Proposta de Integração Entre Universidade e Cidade; Gestão Financeira e Orçamentária II Contabilidade Introdutória

II, entre outros.

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APRESENTAÇÃO ...7

CAPÍTULO 1

Introdução à Contabilidade Tributária ...9

CAPÍTULO 2

Legislação Previdenciária...25

CAPÍTULO 3

Legislação e Tributos Federais –

Empresas Tributadas pelo Lucro Real ...41

CAPÍTULO 4

Legislação e Tributos Federais – Empresas Tributadas pelo Lucro Presumido e pelo Lucro Arbitrado –

PIS e COFINS ...71

CAPÍTULO 5

Legislação e Tributos Federais –

Empresas Optantes pelo Simples Nacional ...91

CAPÍTULO 6

Legislação de Tributos Estaduais e Municipais ...105

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Caro(a) pós-graduando(a):

Em nosso país, os tributos fazem parte de uma tarefa pesada e complexa para as empresas e, consequentemente, constituem um desafio para os profissionais contábeis. Por este motivo, o elevado montante de tributos pagos pelas pessoas jurídicas requer um adequado e constante gerenciamento dos gastos ao longo de todo o ano calendário. Atualmente, o controle dos tributos incidentes sobre as atividades é tarefa indispensável e muito importante dentro das empresas.

Dentro desta perspectiva, surgiu a contabilidade tributária, ramo da contabilidade cujo objetivo é o controle e o planejamento dos tributos gerados pelas operações e resultados empresariais. Assim, a existência de um sistema de informações contábeis confiável em conjunto com os conhecimentos e atualização da legislação tributária são essenciais para que o profissional contábil possa acompanhar a evolução dos tributos que incidem sobre as atividades de uma empresa.

Nesta disciplina, portanto, você vai conhecer os procedimentos de apuração do lucro das empresas em geral, seja pelo lucro real, lucro presumido ou lucro arbitrado, os aspectos e as regras relacionadas às empresas que se enquadram pelo sistema de tributação SUPER SIMPLES, preparando-o para atuar com ética e eficiência na contabilidade tributária das empresas.

Vale lembrar que, em função do grande número de mudanças na legislação tributária, o conteúdo deste material poderá sofrer alterações a qualquer momento, em virtude das mudanças na tributação do nosso país. Fique atento e bons estudos!

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C APÍTULO 1

Introdução à

Contabilidade Tributária

A partir da perspectiva do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes objetivos de aprendizagem:

 Conhecer os conceitos e funções do Direito Tributário, Legislação Fiscal, Administração de Créditos e Tributos, Tributos Indiretos e Diretos, Obrigações Principal e Acessórias.

 Diferenciar as várias formas de renúncia fi scal e os crimes contra a ordem tributária.

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ConteXtualiZação

O profi ssional contábil deve estar sempre caminhando paralelamente à contabilidade e ao direito tributário, seguindo assim, não só as Normas Brasileiras de Contabilidade, como também, a Legislação Tributária.

A contabilidade tributária e o direito tributário são ciências que caminham juntas e complementam-se. O direito tributário é a ciência das normas contábeis vigentes no país e a contabilidade tributária é a ciência que tem a função de colocar essas normas na prática contábil da empresa no seu dia a dia.

Você pode então, considerar a contabilidade como a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos fatos ocorridos na empresa, de acordo com o direito tributário.

Neste primeiro capítulo você conhecerá os principais aspectos da legislação tributária brasileira, bem como, os conceitos básicos da contabilidade tributária, conceitos estes necessários ao entendimento e cumprimento das obrigações fi scais, necessárias para o entendimento e compreensão dos demais capítulos.

Direito Tributário

Vamos iniciar o nosso estudo, conceituando o Direito Tributário, que é o arcabouço teórico da Contabilidade Tributária. Conforme Oliveira (2008, p. 54),

o Direito Tributário é defi nido como o ramo autônomo do Direito Público, por conter princípios e institutos próprios, relacionando-se com os demais ramos do Direito, dado sua unicidade, pois estuda e normatiza as relações entre Estado e contribuinte. Relações essas relativas à criação, fi scalização e arrecadação da receita pública derivada especifi camente dos tributos.

O Direito Tributário caminha paralelamente à Contabilidade Tributária, e conforme Oliveira et al. (2003, p.33):

pode-se entender Contabilidade Tributária como a especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária, ou ainda, o ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa, ou grupo de empresas, adaptando ao dia a dia empresarial as obrigações tributárias, de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fi scais e legais.

O Direito Tributário caminha

paralelamente à Contabilidade

Tributária.

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Você conheceu o conceito de direito tributário e já pode perceber a sua intrínseca relação com a contabilidade tributária. Agora já está preparado para conhecer os demais conceitos necessários ao entendimento destas ciências e, em especial, a contabilidade tributária que é a que vamos trabalhar neste caderno de estudos.

Contabilidade Tributária

A contabilidade tributária é a disciplina que relaciona a contabilidade com a administração tributária e o direito tributário. É muito mais do que simplesmente contabilizar impostos. Desenvolve ações de planejamento tributário, sendo que na maioria das empresas esta função está a cargo do Contador. Consiste em conhecer as principais teorias de direito tributário, a legislação de cada imposto e aplicar estes conhecimentos no campo da administração tributária.

Conforme Oliveira et al. (2003, p. 33), pode-se entender Contabilidade tributária como:

• especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária;

• ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa, ou grupo de empresas, adaptando ao dia a dia empresarial as obrigações tributárias, de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fi scais e legais.

Por meio do Quadro 1, você pode entender mais profundamente quais são as funções e atividades essenciais da Contabilidade Tributária.

Quadro 1 - Funções e atividades da contabilidade tributária

Fonte: Oliveira e outros (2003).

Escrituração e controle Orientação Planejamento tributário Escrituração fi scal das

atividades do dia a dia da empresa e dos livros fi scais.

Apuração dos tributos a recol- her, preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar.

Controle sobre os prazos para os recolhimentos.

Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher.

Orientação, trein- amento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos.

Orientação fi scal para as demais unidades da empresa (fi liais, fá- bricas, departamentos) ou das empresas con- troladas e coligadas, visando padronizar procedimentos.

Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fi scal, tais como:

Todas as operações em que for pos- sível o crédito tributário, principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI;

Todas as situações em que for possível o diferimento (postergação) dos recolhi- mentos dos impostos, permitindo melhor gerenciamento do fl uxo de caixa;

Todas as despesas e provisões per- mitidas pelo fi sco como dedutíveis de receita.

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Resumindo o Quadro 1, pode-se afi rmar que as principais funções e atividades da contabilidade tributária são e escrituração e controle, a orientação e o planejamento tributário.

PrincÍpios Constitucionais Que Limitam o Poder de Tributar

“O tributo não existe sem fronteiras e reside nessas a limitação do poder de tributar. Tais limitações são formadas pela união de traços que demarcam o modo, o campo, a forma e a intensidade com que atuará o poder de tributar”. (OLIVEIRA, 2008, p.73).

A partir deste conceito, você pode compreender que os tributos

são limitados por aquilo a que chamamos de princípios constitucionais para que possam ser executados. Os princípios constitucionais, na verdade, regem o limite do poder de tributar, ou seja, quando um tributo não respeita os princípios inseridos em Lei, ocorre a fronteira do poder do tributo.

Os princípios constitucionais que devem ser seguidos e respeitados pelos tributos, de acordo com o Art. 150 da Constituição Federal do Brasil de 1988, são:

• Princípio da Legalidade: de acordo com este princípio, fi ca vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios exigirem (instituição) ou aumentarem (majoração) tributo sem lei que o estabeleça (art. 150, inciso I).

• Princípio da Isonomia Tributária: de acordo com este princípio, é vedado à União, aos Estados e Distritos Federais, instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profi ssional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos (art. 150, inciso II).

• Princípio da Irretroatividade: o princípio da irretroatividade da lei tributária impede que à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrem tributos relativos a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei. Este princípio não se atém à data de publicação, mas à data da vigência (art. 150, inciso III, “a”).

• Princípio da Anterioridade da Lei Tributária: de acordo com este princípio, o tributo instituído não pode ser cobrado logo após a publicação da lei, mas sim apenas no primeiro dia do exercício fi nanceiro seguinte. Em matéria

O tributo não existe sem fronteiras e reside nessas a limitação do poder

de tributar.

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tributária, deve-se respeitar o princípio da anterioridade da lei tributária (art.

150, inciso III, “b”).

• Princípio da Anterioridade Nonagesimal ou Noventena: de acordo com este princípio, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios não podem cobrar o tributo antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a Lei que os instituiu ou aumentou.

Princípio da Vedação de Tributo Confi scatório: de acordo com este princípio, é vedado à União, aos Estados e Distritos Federais, utilizar tributo com efeito de confi sco, ou seja, os impostos devem ser graduados de modo a não incidir sobre as fontes produtoras de riqueza dos contribuintes e, portanto, a não atacar a consistência originária das suas fontes de ganho.

É confi scatório o tributo que incide sobre correções monetárias, que, como se sabe, não revelam aumento de riqueza (e, nesta medida, aumento de capacidade contributiva), mas simples recomposições do valor de troca da moeda (art. 150 inciso IV).

• Princípio da Liberdade de Tráfego: de acordo com este princípio, é vedado à União, aos Estados e Distritos Federais, estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público (art. 150, inciso V).

Podemos portanto, conceituar os princípios constitucionais, como as regras básicas para serem seguidas na formação e elaboração das leis que constituem um tributo.

Atividade de Estudos:

Analise as situações e identifi que a qual princípio constitucional se refere:

a) A prefeitura da cidade “XY” no mês de novembro, por falta de caixa sufi ciente para pagamento dos salários, aumentou de 5% para 8% o ISS da cidade sem instituir Lei específi ca.

(______________________)

b) O estado “SIMPLES” aumentou a alíquota do ICMS em 01/06/0X e instituiu que todas as empresas deveriam recolher o imposto retroativamente há dois anos. (__________________________)

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c) O governo publicou uma Lei em 01/07/0X e passou a cobrá-la dos contribuintes a partir de 01/08/0X. (________________________)

Vimos até agora os princípios constitucionais, agora vamos para a legislação fi scal na íntegra.

Legislação Fiscal

A Legislação Fiscal tem como principal objetivo orientar e conduzir as pessoas físicas e jurídicas quanto à forma de tributação adequada para cada caso. Através da legislação fi scal, você pode conhecer o que se pode chamar de conjunto de condutas destinadas a administrar os tributos.

Atualmente, as grandes empresas já possuem em sua estrutura um comitê de estudos específi co para tratar dos assuntos referentes à legislação fi scal, organizando preventivamente os seus impostos e tributos.

Exemplifi cando, para você entender melhor qual a função de um comitê de estudos dentro de uma empresa: A empresa modelo possui um comitê que se reúne mensalmente para discutir as alterações da legislação do PIS e da COFINS como forma de minimizar os pagamentos destes tributos sem sonegar. Ou seja, o comitê estuda a Lei para utilizar corretamente a tributação do PIS e da COFINS, para a empresa pagar corretamente e dentro dos limites permitidos.

E, assim, o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966, prevê que: “A expressão ‘legislação tributária’ compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre os tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.” (BRASIL, 1966).

Para que a legislação tributária surta os efeitos a que se destina, é preciso saber que as leis dividem-se em fontes do direito principal e as secundárias.

Vejamos um pouco mais sobre essas fontes:

• Fontes Principais: são aquelas que podem inovar na ordem jurídica, podem criar, modifi car ou extinguir preceitos legais. Portanto, as fontes principais são: Constituição Federal/88; Emendas constitucionais; Leis complementares

Legislação Fiscal tem como principal objetivo orientar e conduzir as pessoas físicas e jurídicas quanto à forma de tributação adequada para

cada caso.

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à constituição; Leis Ordinárias; Medidas Provisórias; Leis Delegadas.

Decreto Legislativo; Resoluções; Tratados e Convenções Internacionais.

Fontes Secundárias: São aquelas que não podem inovar na ordem jurídica, têm a função de esclarecer, interpretar ou dar detalhes de aplicação relativos às disposições das fontes principais.

As fontes secundárias são: os Decretos; as Jurisprudências e Normas Complementares das Leis; Tratados e Decretos.

Vamos exemplifi car para você entender melhor: O PIS e COFINS, foram criados por uma Lei e as interpretações e os esclarecimentos por Decretos e Leis complementares.

Quando abordamos a questão da legislação tributária nos remetemos automaticamente à administração de créditos tributários, que é o tema que vamos abordar na sequência.

Administração de CrÉditos e Tributos

Você já ouviu falar em administração de créditos tributários? Vamos tratar deste assunto nesta seção.

Conforme Oliveira et al. (2003, p. 21), o Código Tributário Nacional conceitua tributo da seguinte forma: “toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção por ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.

Prestação compulsória é o objeto de uma obrigação, que é realizada entre um sujeito ativo (o Estado) e um sujeito passivo (contribuinte), sendo que o limite do qual resulta a responsabilidade é justamente a obrigação tributária.

Prestação pecuniária compulsória quer dizer o comportamento obrigatório de uma prestação em dinheiro, afastando-se de plano, qualquer cogitação inerente às prestações voluntárias (que receberiam o infl uxo de outro modal – o “permitido”).

(CARVALHO, 2007. p. 25)

O Sistema Tributário Nacional classifi ca os tributos nas seguintes categorias:

Impostos, tributo de caráter genérico, exigido sem contraprestação e sem indicação prévia sobre sua destinação, como o IRPJ – Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica.

Vamos exemplifi car para você entender melhor: O PIS e

COFINS, foram criados por uma Lei e as interpretações e os

esclarecimentos por Decretos e Leis

complementares.

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Taxas: tributo relacionado com a prestação de algum serviço público, como taxas municipais de lixo, etc.

Contribuições sociais: tributos destinados à coleta de recursos para fi nanciar atividades do poder público especifi cadas em lei, como a CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

Contribuições de melhoria: tributo sobre valorização de imóveis particulares em decorrência de obras públicas realizadas, como o IPTU – Imposto Territorial Urbano.

Empréstimos compulsórios: tributo qualifi cado pela promessa de restituição, como, taxas incidentes sobre energia elétrica. (IUDÍCIBUS; MARION, 2006, p.339).

Conceituamos os principais tributos vigentes no dia a dia das empresas, vamos agora, estudar um pouco mais sobre cada um deles.

Impostos, TaXas e ContribuiçÕes

No Artigo 145 da Constituição Federal de 1988, encontramos as defi nições das espécies de tributos, que são: impostos, taxas e contribuições de melhoria.

Art. 145 – A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:

I - impostos;

II - taxas, em razão do exercício do poder de política ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específi cos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;

III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas (BRASIL, 1988).

Você deve observar, portanto, que imposto e tributo não têm o mesmo signifi cado como muitas pessoas acreditam, na verdade, “o imposto é uma espécie de tributo”.

As defi nições podem ser claramente defi nidas no Código Tributário Nacional (CTN) em seus artigos 16, 77 e 81, como segue:

Art. 16 - Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específi ca, relativa ao contribuinte, como Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

O imposto é uma espécie de tributo.

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[...]

Art. 77 - As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específi co e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição , como taxa de coleta seletiva de lixo.

[...]

Art. 81 - A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel benefi ciado, como IPTU. (BRASIL, 1966).

Os tributos ainda podem ser classifi cados como diretos ou indiretos e esta classifi cação vamos apresentar a seguir.

a) Tributos Indiretos e Diretos

Vamos defi nir agora, os conceitos e diferenças entre tributos diretos e indiretos, que de acordo com Fabretti (2003, p.161) “os tributos indiretos são aqueles que a cada etapa econômica são repassados para o preço do produto/

mercadoria/serviço.”

Resumindo, a indústria transfere os tributos incidentes sobre o processo produtivo para o preço de venda do produto. O comerciante adquire este produto e acrescenta ao valor pago na compra os tributos sobre o processo de comercialização e, por fi m, o consumidor fi nal paga ao pagar o preço da mercadoria, todos os tributos incidentes no processo produtivo.

O exemplo mais simples para você entender o que é um tributo indireto é o ICMS, o IPI e o ISS, ou seja, ainda, são tributos não cumulativos.

Fabretti (2003, p.161) ainda, conceitua tributos diretos como “aqueles que recaem defi nitivamente sobre o contribuinte que está direto e pessoalmente ligado ao fato gerador” como o IRPJ, que é defi nitivo sobre o lucro e não pode ser compensado nem recuperado.

Os tributos diretos e indiretos possuem obrigações principal e acessórias como vamos ver na sequência.

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Atividade de Estudos:

Assinale (V) ou (F) nas afi rmativas:

( ) A Legislação Fiscal tem como principal objetivo orientar e conduzir as pessoas físicas e jurídicas quanto à forma de tributação adequada para cada caso.

( ) O comitê de estudos específi co para tratar dos assuntos referentes à legislação fi scal, organizando preventivamente os seus impostos e tributos, faz parte atualmente, somente das pequenas empresas.

( ) A expressão legislação tributária compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre os tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.

( ) As fontes de direito principais referem-se às Leis complementares, Resoluções e Medidas Provisórias; as fontes de direito secundárias referem-se à Constituição Federal/88;

Emendas constitucionais; Leis complementares à constituição;

Leis ordinárias; Medidas Provisórias; Leis Delegadas.

Assinale a alternativa correta:

I. O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção por ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

II. Prestação compulsória quer dizer o comportamento obrigatório de uma prestação em dinheiro, afastando-se, de plano, qualquer cogitação inerente às prestações voluntárias.

III. Prestação pecuniária compulsória é o objeto de uma obrigação, esta realizada entre um sujeito ativo (o Estado) e um sujeito passivo (contribuinte), sendo que o limite do qual resulta a responsabilidade é justamente a obrigação tributária.

a) ( ) Todas as alternativas estão corretas.

b) ( ) Somente a alternativa I está correta.

c) ( ) Somente as alternativas I e II estão corretas.

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O Livro Diário e o Livro Razão que comprovam o valor exato do IRPJ devido são caracterizados como obrigação

acessória.

Relacione as colunas:

ObrigaçÕes Principal e AcessÓrias

Como comentamos na seção anterior, os tributos possuem obrigações principal e acessórias, assim podemos destacar que:

O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir, segundo as determinações legais.

Basicamente, as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento a determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares, destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). (OLIVEIRA et al., 2003, p.27).

Vamos exemplifi car melhor para você entender: o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) de uma empresa é caracterizado como uma obrigação principal. O Livro Diário e o Livro Razão que comprovam o valor exato do IRPJ devido são caracterizados como obrigação acessória. Importante destacar, portanto, que caso a empresa não tenha os livros para a comprovação do imposto devido, a falta desta obrigação acessória pode se transformar em uma obrigação principal: multa.

Conforme o Artigo 142 do CTN, a obrigação principal deve possuir o respectivo lançamento, que defi ne e formaliza o crédito tributário, que consiste, com base na ocorrência do fato gerador, na fi xação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente.

Você vai conhecer agora, os conceitos de renúncia fi scal aplicados na legislação tributária.

O objeto representa as obrigações que

o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir.

(1) Impostos ( ) Tributos destinados à coleta de recursos para fi nanciar atividades do poder público especifi cadas em lei;

(2) Taxas ( ) tributo de caráter genérico, exigido sem contraprestação e sem indicação prévia sobre sua destinação;

(3) Contribuições

Sociais ( ) tributo sobre valorização de imóveis particulares em decor- rência de obras públicas realizadas;

(4) Contribuições

de Melhoria ( ) tributo qualifi cado pela promessa de restituição;

(5) Empréstimos

Compulsórios ( ) tributo relacionado com a prestação de algum serviço público.

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RenÚncia Fiscal

Quando você ouvir falar sobre renúncia fi scal, lembre que esta renúncia refere-se, principalmente, à isenção e imunidade tributária.

A Isenção é concedida por Lei e é a dispensa, a imunidade, a concessão atribuída à alguma coisa ou alguma pessoa, para que se possa livrar, esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa, ou para que se livre de qualquer obrigação.

Na prática, podemos ilustrar a ideia de isenção da seguinte forma, veja: as exportações estão isentas do pagamento de PIS e COFINS, ou seja, no momento, em virtude de uma Lei específi ca estas atividades estão isentas do recolhimento destes tributos, porém, no caso da Lei ser revogada, estas atividades voltarão a ser contribuintes do PIS e COFINS, normalmente.

“A Imunidade Tributária representa privilégio dado a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: imunidade diplomática, imunidade judicial, imunidade parlamentar e imunidade tributária”. (OLIVEIRA et al., 2003, p.28).

De acordo com o mesmo autor, ainda, a imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos:

• vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio, a renda ou os serviços, uns dos outros – não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado;

• vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio, a renda ou os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto;

• vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio, a renda ou os serviços, das entidades representativas de partidos políticos, sindicatos de trabalhadores, instituições de educação e de assistência sem fi ns lucrativos;

• vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros, jornais, periódicos e papel destinado a impressão destes.

Vamos a um exemplo: as entidades ou atividades imunes não estão sujeitas a nenhum tipo de tributação, estão enquadradas em uma lei específi ca, concedendo o tratamento tributário de imunidade. Já a não – incidência tem as características diferentes da imunidade e da isenção. São atividades que possuem a não

A Imunidade Tributária representa

privilégio dado a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de

que não é obrigado a fazer ou cumprir certo

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incidência de algum tributo. Exemplifi cando: sobre as vendas de mercadoria não – incide o ISS e sobre a Prestação de Serviços não – incide o ICMS.

Os incentivos fi scais são benefícios concedidos pelas entidades governamentais, com o intuito de incentivar a implantação de empresas em regiões com defi ciência de emprego e renda. Como por exemplo, a instalação e implantação de empresas nas áreas de maior vulnerabilidade da Região Nordeste.

Para incentivar esta implantação, proporcionando trabalho e renda para a região, o governo oferece incentivos fi scais, ou seja, a isenção do pagamento de alguns tributos e contribuições.

Crimes Contra a Ordem Tributária

Os crimes contra a ordem tributária são intransferíveis. São considerados crimes contra a ordem tributária a sonegação, o contrabando, o descaminho, entre outros.

Para esclarecer melhor, podemos dizer que o crime contra a ordem tributária signifi ca suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, ou ainda, são as formas de comportamento das entidades para a supressão de tributos.

São caracterizadores de crimes tributários:

• A sonegação consiste em omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias, fraudar a fi scalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fi scal, falsifi car ou alterar nota fi scal, fatura duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável, elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato.

• O contrabando signifi ca a compra ilegal de produtos e serviços sem a emissão de nota fi scal e consequentemente o pagamento do imposto correspondente.

É também, o ato de negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fi scal ou documento equivalente, relativo à venda de mercadoria ou prestação de serviço,efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação.

Atividade de Estudos:

Assinale a alternativa incorreta:

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a) ( ) O Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) de uma empresa é caracterizado como uma obrigação principal.

b) ( ) O Livro Diário e o Livro Razão que comprovam o valor exato do IRPJ devido são caracterizados como obrigação acessória.

c) ( ) A Isenção é concedida por Lei e é a dispensa, a imunidade, a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa, para que se possa livrar, esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa, ou para que se livre de qualquer obrigação.

d) ( ) A Imunidade Tributária representa privilégio dado a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: imunidade diplomática, imunidade judicial, imunidade parlamentar e imunidade tributária.

e) ( ) Os crimes contra a ordem tributária são transferíveis e são considerados crimes contra a ordem tributária a sonegação, o contrabando, o descaminho, etc.

Algumas ConsideraçÕes

Neste primeiro capítulo abordamos a introdução à Contabilidade Tributária, com seus conceitos e funções, o Direito Tributário, os Princípios constitucionais que limitam o poder de tributar, a Legislação Fiscal, a Administração de Créditos e Tributos, como impostos, taxas e contribuições. Por meio deste capítulo, ainda, você pode conhecer os conceitos de Tributos Indiretos e Diretos, Obrigações Principal e Acessórias e Renúncia Fiscal, alcançando os objetivos propostos do capítulo que são: Conhecer os conceitos e funções do Direito Tributário, Legislação Fiscal, Administração de Créditos e Tributos, Tributos Indiretos e diretos, Obrigações Principal e Acessórias, Diferenciar as várias formas de renuncia fi scal e os crimes contra a ordem tributária.

Este capítulo é de extrema importância para o desenvolvimento dos demais capítulos. No capítulo 2 você vai conhecer e aplicar na pratica a legislação trabalhista.

O Livro Diário e o Livro Razão que comprovam o valor exato do IRPJ devido são caracterizados como obrigação acessória.

A Imunidade Tributária representa

privilégio dado a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de

que não é obrigado a fazer ou cumprir certo.

(24)

ReFerÊncias

BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema

Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis a União, Estados e Municípios. Diário Ofi cial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 31 de outubro de 1966. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5172.htm>. Acesso em: 9 abr. 2010.

______. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm>.

Acesso em: 9 abr. 2010.

______. Receita Federal. Código Tributário Nacional. Lei nº 5. 172, de 25 de Outubro de 1966. Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/

codtributnaci/ctn.htm>. Acesso em 9 abr. 2010.

FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade tributária. 8. ed. São Paulo: Atlas:

2003.

IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Contabilidade comercial. 6. ed.

São Paulo: Atlas: 2006.

OLIVEIRA, Luis Martins de et al. Manual de contabilidade tributária. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

OLIVEIRA, Gustavo Pedro de. Contabilidade tributária. São Paulo: Saraiva 2008.

(25)

C APÍTULO 2

Legislação Previdenciária

A partir da concepção do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes objetivos de aprendizagem:

 Conhecer os tributos referentes à legislação previdenciária e folha de pagamento.

 Calcular corretamente os tributos incidentes sobre folha de pagamento.

(26)
(27)

ConteXtualiZação

O Capítulo 2 do nosso caderno de estudos trata da legislação previdenciária.

Para tanto, vamos trabalhar com os conhecimentos necessários para identifi car os principais tributos incidentes sobre a folha de pagamento. Vamos conhecer também, a parte que se refere ao imposto de renda da pessoa física, que faz parte da legislação previdenciária.

Você sabia que os tributos sobre a folha de pagamento foram criados para a proteção dos trabalhadores? No entanto, em nosso país, além do salário, as empresas possuem gastos adicionais com encargos sociais incidentes sobre a folha de pagamento, provocando a difusão do trabalho informal, sem registro e sem o recolhimento dos encargos sociais.

Você já observou uma folha de pagamento? Já observou como ela é calculada, qual o valor utilizado e qual o custo das empresas e dos empregados com essa folha de pagamento?

Quais os valores utilizados e qual o custo das empresas? E, o custo dos empregados com a folha de pagamento?

Neste capítulo, portanto, são esses valores e esses cálculos dos encargos sociais sobre a folha de pagamento que vamos estudar. Iniciaremos com os conceitos de tributos sobre folha de pagamento e, na seqüência, vamos trabalhar com cada tributo individualmente no que se refere ao seu conceito e cálculos respectivos.

Tributos Sobre FolHa de Pagamento

Quando tratamos de tributos sobre folha de pagamento, consideramos que além do próprio salário a ser pago aos empregados pela prestação de serviços ao empregador, todos os benefícios aos quais eles têm direito devem constar

na folha de pagamento, tais como: adicionais, comissões, gorjetas, gratifi cações, prêmios, etc. Do total da remuneração, deverão ainda ser descontados todos os valores legalmente permitidos, como por exemplo:

contribuições previdenciárias, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), adiantamentos salariais, contribuição sindical, vale-transporte e outros valores previstos em instrumentos de negociação coletiva.

Constam ainda, como despesas com pessoal aqueles valores cujo ônus é exclusivo do empregador, tais como: a parte da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrada sobre a

Além do próprio salário a ser pago

aos empregados pela prestação de serviços ao empregador, todos

os benefícios aos quais eles têm

direito devem constar na folha

de pagamento.

(28)

folha de pagamento a ser recolhida pelo empregador, as indenizações pagas aos funcionários e o encargo da empresa referente à contribuição ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Analisando os tributos sobre folha de pagamento, Oliveira (2003, p,149) afi rma que:

Em adição aos salários propriamente ditos, há inúmeros outros gastos que oneram a folha de pagamento, representados pelos encargos com as contribuições sociais, como o 13º salário, férias remuneradas, contribuição para o Fundo de Garantia para Tempo de Serviço(FGTS), aviso prévio indenizado, repouso semanal remunerado, indenização compensatória de 40% sobre o saldo do FGTS, vale-transporte, vale-refeição, acréscimo do salário nas horas extras, etc.

Vamos iniciar então, com a contribuição ao INSS, seus conceitos, características e forma de cálculo.

a) Contribuição ao INSS

A contribuição ao INSS é uma das formas de fi nanciamento da seguridade social que se origina das pessoas jurídicas e é proveniente da folha de salários, inclusive pró-labore, conforme o Art. 195 da Constituição Federal. O INSS é calculado por partes de contribuição proporcionalmente entre empregadores e empregados, como segue:

As empresas, ao contribuírem à Seguridade Social devem seguir rigorosamente a Lei vigente, que estabelece os seguintes percentuais de contribuição que serão aplicados sobre a folha de pagamento dos funcionários:

• 20,0% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa;

• sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, incide também o FAP (Fator Acidente de Prevenção) aos segurados empregados e trabalhadores avulsos para o fi nanciamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa (antigo SAT) decorrente dos riscos ambientais do trabalho:

A contribuição ao INSS é uma

das formas de fi nanciamento da seguridade social.

(29)

– 1,0% para risco considerado leve;

– 2,0% para risco médio; e

– 3,0% para risco considerado grave;

• sobre o total das contribuições das remunerações pagas ou creditadas, para os seguintes Fundos e Entidades (Terceiros):

– SEBRAE (0,6%);

– SENAI, SENAC ou SENAT (1,0%);

– INCRA (0,2%);

– Salário Educação (2,5%).

Vamos exemplifi car

Considerando que uma empresa tenha uma folha de pagamento de R$

500.000,00, para o FAP possui um grau de risco leve e com relação a contribuição para terceiros, contribua para Salário Educação e SEBRAE, você deverá calcular a Contribuição para o INSS devidos para a empresa.

Resolvendo o exemplo:

• O salário base da empresa é de R$ 500.000,00.

• A parte do INSS atribuído a empresa é de 20% (R$ 500.000,00 X 20%=

R$100.000,00)

• O SAT é de risco leve que corresponde a 1% (R$ 500.000,00 X 1%=

R$5.000,00)

• O Salário Educação é de 2,5% (R$ 500.000,00 X 2,5% = R$12.500,00)

• A contribuição para o SEBRAE é de 0,6% (R$ 500.000,00 X 0,6%=

R$3.000,00)

• Com a aplicação destes percentuais sobre o salário base, teremos uma contribuição ao INSS pela empresa de 24,1%, totalizando R$ 120.500,00, conforme explicado melhor no quadro seguinte.

(30)

Atividade de Estudos:

Considerando que uma empresa tenha uma folha de pagamento de R$ 100.000,00, para o FAP possui um grau de risco médio e com relação à contribuição para terceiros, contribua para Salário Educação e SENAI, você deverá calcular a Contribuição para o INSS devidos para a empresa.

O salário base da empresa é de ________________.

A parte do INSS atribuído a empresa é de 20% (R$ ___________ X 20%= ____________)

O FAP é de risco médio que corresponde a 2% (R$ ____________ X 2%= R$___________)

O Salário Educação é de 2,5% (R$ ___________ X 2,5% = R$

__________)

A contribuição para o SENAI é de 1% (R$ __________ X 1%=

R$____________)

Com a aplicação destes percentuais sobre o salário base, teremos uma contribuição ao INSS pela empresa de 25,5%, totalizando R$ ____________, conforme explicado melhor no quadro seguinte.

Total da folha de Pagamento R$ 500.000,00 Encargos Sociais:

INSSFAP

Salário Educação SENAI

20,0%

1,0%

0,6 %2,5%

R$100.000,00 R$ 5.000,00 R$ 12.500,00

R$ 3.000,00

24,1% R$120.500,00

Total da folha de Pagamento R$ _____________

Encargos Sociais:

INSS FAP

Salário Educação SENAI

______________

______________

______________

______________

______________

______________

______________

______________

______________ ______________

(31)

Deve-se observar, portanto, que além de todos os encargos e contribuições com a folha de pagamento devidos pelas empresas, os empregados também devem pagar a sua contribuição ao INSS.

As empresas estão obrigadas a descontar do empregado sua contribuição previdenciária e recolher esta contribuição aos cofres públicos. Além desta obrigação, são responsáveis pelo correto cálculo do valor a ser descontado e seu recolhimento no prazo fi xado.

Conforme Fabretti (2003, p. 170), “o valor do encargo do empregado não faz parte do custo ou despesas e é apenas representado no passivo como obrigação da empresa.”

Os valores da contribuição paga pelos funcionários é representada pelos seguintes percentuais a partir de 01/01/2011.

Quanto à parcela do empregado, inclusive dos domésticos e trabalhadores avulsos, o empregador é obrigado a descontar desses a contribuição previdenciária, mediante a aplicação de porcentuais sobre o salário recebido, limitado a um teto de salário contribuição estabelecido pelo INSS.

Devemos destacar, portanto, que o teto máximo de recolhimento é de 11%

(onze por cento) sobre R$ 3.689,66 que é R$ 405,86. Assim, todo o contribuinte que obtiver um salário superior a R$ 3.689,66, também recolherá o valor máximo de R$ 405,86.

A contribuição previdenciária descontada do empregado, se não for recolhida pela empresa ao INSS nos prazos legais, confi gurará crime de apropriação indébita previdenciária, previsto no Código Penal (Decreto – Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940).

Portanto, o valor do encargo do empregado (contribuinte de fato) não faz parte do custo ou despesa e é apenas representado no passivo como obrigação da empresa, que é depositária desse desconto e responsável pelo recolhimento, no prazo, ao INSS.

As empresas estão obrigadas

a descontar do empregado sua contribuição previdenciária.

Funcionário Salário Base

A R$ 1.000

Salário de Contribuição Alíquota INSS

até R$ 1.106,90 8%

de R$ 1.106,90 a R$ 1.844,83 9%

de R$ 1.844,83 até R$ 3.689,66 11%

(32)

Exemplifi cando

Considerando a folha de pagamento de uma determinada empresa, vamos calcular a contribuição para o INSS, referente a parte do empregado.

Resolvendo o Exemplo

• Calculando o exemplo apresentado encontraremos a seguinte situação:

Funcionário Salário Base Alíquota Valor do INSS

A R$ 1.000 8% 1.000 X 8%= 80

B R$ 4.000 11% 3.689,66 X 11% = 405,86*

• Não calculamos da mesma forma que os outros porque o teto máximo de desconto do INSS é de 11% de R$ 3.689,66. Porém, cabe destacar que apesar do funcionário pagar a parte do funcionário apenas sobre o teto de R$

3.689,66, a empresa recolhe as contribuições por parte da empresa sobre o salário total de R$ 4.000.

Atividade de Estudos:

Observe a folha de pagamento de uma determinada empresa e em seguida calcule a contribuição para o INSS, referente a parte do empregado.

Funcionário Salário Base

João R$ 900

Pedro R$ 1.500

Maria R$ 3.400

José R$ 5.000

Calculando o exemplo apresentado encontraremos a seguinte situação:

Funcionário Salário Base Alíquota Valor do INSS João

Pedro Maria José

(33)

Mesmo a Maria recebendo R$ 3.400,00 e o José R$ 5.000,00, os dois contribuíram com 11% ao INSS, pois o José ultrapassou o teto de R$ 3.689,66

Lembrando mais uma vez que, apesar do funcionário José pagar a parte do funcionário apenas sobre o teto de R$ 3.689,66, a empresa recolhe as contribuições por parte da empresa sobre o salário total de R$ 5.000.

Além dos encargos trabalhistas, já explicados neste capítulo, as empresas devem recolher mensalmente também, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de 8% sobre a folha de pagamento dos funcionários, e isso é o que veremos a seguir.

b) Contribuição ao FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS), instituído em 1966, e regido atualmente pela lei nº. 8.036, de 1990, representa uma reserva constituída por depósito realizado pelo empregador na rede bancária e transferido à Caixa Econômica Federal, com base na remuneração do empregado, a ser utiliza por esse nos seguintes casos:

• demissão do trabalhador sem justa causa;

• término do contrato por determinado;

• aposentadoria;

• suspensão do trabalho avulso;

• falecimento do trabalhador;

• quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV;

• quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia maligna (câncer).

• permanência de conta sem depósito por três anos ininterruptos, para os contratos rescindidos até 13.07.90 e para os demais; permanência do trabalhador por igual período fora do regime do FGTS;

FGTS representa uma reserva constituída por depósito realizado

pelo empregador.

(34)

• rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior;

• rescisão do contrato por extinção total ou parcial da empresa;

• ocorrência de calamidade pública que tenha afetado a residência do trabalhador, devidamente reconhecida pelo governo federal e observadas as demais exigências da lei;

• rescisão do contrato por decretação de nulidade do contrato de trabalho nas hipóteses previstas no Art. 37 δ 2º, da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário, ocorrida após 28.07.2001;

• compra da casa própria;

• pagamento de parte do valor das prestações de fi nanciamento do SFH (Sistema Financeiro de Habitação);

• amortização e/ou liquidação de saldo devedor de fi nanciamento do SFH; e

• aplicação em FMP/FGTS, quando da venda de empresas públicas.

A contribuição a esse Fundo é realizado em documento próprio, denominado Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), instituída pela Lei nº. 9.528, de 10.12.1997, sendo exigida a partir da competência 01/1999. Além do recolhimento, a GFIP visa prestar informações à Previdência Social, tais como dados cadastrais, todos os fatos geradores e outras informações de interesse da Previdência.

A portaria Interministerial MT/MPAS (Ministério do Trabalho/Ministério da Previdência e Assistência Social) nº. 326, de 19.01.2000, instituiu a obrigatoriedade da entrega da GFIP em meio eletrônico, de forma progressiva, conforme a região do país, a partir da competência 04/2000.

Utilizando os mesmos dados do exemplo apresentado anteriormente, vamos calcular o FGTS sobre a folha de pagamento

• Calculando o exemplo apresentado encontraremos a seguinte situação:

* Os funcionários, além do salário recebido terão uma espécie de poupança no valor de R$80,00 para o funcionário A e R$320,00 para o funcionário B.

Funcionário Salário Base Alíquota Valor do INSS

A R$ 1.000 8% 1.000 X 8%= 80

B R$ 4.000 8% 4.000 X 8% = 320

(35)

Você conheceu as contribuições devidas pela empresa e pelos empregados ao governo e, no entanto o empregado, além da contribuição ao INSS deverá pagar mensalmente o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) que vamos abordar agora.

IRRF Sobre Rendimentos do TrabalHo

Você conheceu os tributos sobre a folha de pagamento do funcionário, e teve oportunidade também, de conhecer a obrigatoriedade de pagamento do INSS por parte do empregado.

No entanto, com relação ao empregado, ainda não é somente o INSS que ele precisa pagar, os empregados enquadrados na tabela progressiva do IRRF deverão pagar mensalmente e obrigatoriamente este imposto de pessoa física.

Cabe também, a empresa contratante, a retenção deste imposto do funcionário e recolhimento do mesmo ao governo.

De acordo com o RIR/2004, o Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre rendimentos do trabalho tem como fato gerador o pagamento de salário, inclusive adiantamento de salário a qualquer título, indenização sujeita à tributação, ordenado, vencimento, provento de aposentadoria, reserva ou reforma, pensão civil ou militar, soldo, pró-labore, remuneração indireta, retirada, vantagem, subsídio, comissão, corretagem, benefício (remuneração mensal ou prestação

única) das previdências social ou privada, do Plano Gerador de Benefício livre (PGBL) e de Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI), remuneração de conselheiro fi scal e de administração, diretor e administrador de pessoas jurídica, titular de empresa individual, gratifi cação e participação dos dirigentes no lucro, participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa e demais remunerações decorrentes de vínculo empregatício, recebidos por pessoa física residente no Brasil.

O imposto deverá ser calculado mediante a utilização da tabela progressiva mensal, vigente a partir de 01/01/2010, apresentada a seguir:

O Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF)

incidente sobre rendimentos

do trabalho.

Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$)

Até 1.499,15 - -

De 1.499,16 até 2.246,75 7,5 112,43

De 2.246,76 até 2.995,70 15 280,94

De 2.995,71 até 3.743,19 22,5 505,62

Acima de 3.743,19 27,5 692,78

(36)

Vamos exemplifi car para entender melhor.

Vamos calcular o IRRF dos mesmos funcionários que apresentamos no Exemplo Anterior:

Funcionário Salário Base Alíquota Valor do IRRF

A R$ 1.000 Isento isento

B R$ 4.000 27,5% (4.000 X 27,5%) – 692,78 = 407,22

Atividade de Estudos:

Vamos calcular o IRRF devido pelos funcionários utilizados nas atividades anteriores:

Funcionário Salário Base

João R$ 900,00

Pedro R$ 1.500,00

Maria R$ 3.400,00

José R$ 5.000,00

Resolvendo a atividade:

Funcionário Salário Base Alíquota Valor do IRRF João

Pedro Maria José

Para fi ns de apuração da base de cálculo a ser tributada, poderão ser reduzidas do rendimento bruto:

• as importâncias pagas a título de pensão alimentícia, em face das normas do direito da família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais;

• a quantia de R$ 150,69 por dependente;

(37)

• as contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, as contribuições para as entidades de previdência privada domiciliadas no Brasil e as contribuições para o FAP, cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da Previdência social no caso do trabalhador com vínculo empregatício ou de administrador.

Exemplifi cando:

João possui um salário mensal de R$ 6.000,00, casado com dois fi lhos.

Calcule o IRRF devido pelo João.

Resolvendo o exemplo:

• Primeiramente devemos calcular o INSS sobre o salário de João: Com o salário de R$ 6.000,00 ele entra na alíquota de 11%, porém ultrapassa o teto de R$ 3.689,66, fi cando com um INSS a recolher de R$ 405,86.

• Para calcular o IRRF:

Salário R$ 6.000,00

(-) INSS (R$ 405,86)

(-) 2 dependentes (R$ 150,69 X2) (R$ 301,38)

(=) Base de Cálculo R$ 5.292,76

X Alíquota do IRRF de 27,5% R$ 1.455,51

(-) Dedução Legal (R$ 692,78)

(=) IRRF a Pagar R$ 762,73

Cálculo da FolHa de Pagamento e dos Tributos Incidentes

As despesas referentes aos salários e ordenados a serem pagos aos empregados até o 5º dia útil do mês seguinte, ao qual foram incorridos ,devem ser provisionados no Passivo Circulante com base na folha de salários no mês a que se refere. Dependendo da estrutura e da composição da folha de pagamento de uma empresa, uma parte da remuneração mensal bruta (salários, hora extras, comissões, gorjetas, etc.) poderá estar contabilizada como custos de produção (mão-de-obra), enquanto outra, como despesas operacionais (despesas de vendas e administrativas). A contrapartida desses lançamentos deverá contar em uma do Passivo Circulante (Salários e Ordenados a Pagar).

(38)

Vamos exemplifi car:

João possui um salário mensal de R$ 6.000,00, é casado e possui dois fi lhos, somando assim três dependentes. Vamos calcular a folha de pagamento, considerando que João é o único funcionário. A parte de terceiros é correspondente a 3,5% e o FAP de 1%.

Contribuições da Empresa:

• INSS, terceiros e FAP 6.000 X 24,5% = 1.470

• FGTS 6.000 X 8% = 480 Contribuições do Empregado:

• INSS 6.000 X 11% = 405,86 (não esqueça que o salário cai na faixa de 11% que seria igual a 660, porém o teto máximo de recolhimento é 405,86)

• IRRF 6.000 (-) 405,86(INSS) (-) 452,07 (3 dependentes – 150,69 X3) = 5.142,07 (Base de Calculo)

• IRRF devido 5.142,07 X 27,5% (-) 692,78 = 721,29

Atividade de Estudos:

Uma empresa possui o seguinte quadro de funcionários, com seus respectivos salários:

Funcionário Salário Base Dependentes

A R$ 1.000 0

B R$ 2.000 1

C R$ 3.500 1

D R$ 5.000 2

Total R$11.500

Calcular a folha de pagamento, considerando que a parte de terceiros é correspondente a 3,5% e o FAP de 2%.

(39)

Contribuições da Empresa:

• INSS, terceiros e FAP ________________ = _________

• FGTS ____________ = ________

Contribuições do Empregado:

• INSS

Funcionário Salário Base Alíquota Valor do INSS A

B C D

• IRRF Fun-

cionário

Salário Base

Deduções INSS

Deduções Dependentes

Base de Cálculo

Cálculo do IRRF

A B C D

Algumas ConsideraçÕes

Neste capítulo, você conheceu os tributos e contribuições incidentes sobre a folha de pagamento. Pode observar também, que a complexidade da legislação trabalhista onera as despesas tanto das empresas quanto dos trabalhadores que também possuem sua parte de contribuição.

No capitulo 3, vamos falar um pouco de contabilidade internacional, seus conceitos e normas gerais.

(40)

ReFerÊncias

BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema

Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis a União, Estados e Municípios. Diário Ofi cial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 31 de outubro de 1966. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/

ccivil_03/LEIS/L5172.htm>. Acesso em: 9 abr. 2010.

______. Regulamento do Imposto de Renda (RIR). Decreto nº 3.000 de 26 de março de 1999. Regulamenta a tributação, fi scalização, arrecadação e administração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza.

Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3000.htm>. Acesso em: 25 maio 2010.

FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade tributária. 8. ed. São Paulo: Atlas:

2003.

OLIVEIRA, Luis Martins de et al. Manual de contabilidade tributária. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

(41)

C APÍTULO 3

Legislação e Tributos Federais –

Empresas Tributadas Pelo Lucro Real

A partir da concepção do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes objetivos de aprendizagem:

 Conhecer e compreender os principais conceitos e formas de tributação do Imposto de Renda e contribuição social.

 Compreender e aplicar a forma de tributação das empresas tributadas pelo lucro real e real trimestral.

 Compreender e aplicar a forma de tributação das empresas tributadas pelo lucro real anual.

(42)
(43)

ConteXtualiZação

Neste capitulo, você conhecerá as principais formas de apuração dos lucros nas empresas tributadas pelo Lucro Real, identifi cará as defi nições básicas de Imposto de Renda e contribuição social, aplicando estes conceitos às empresas tributadas pelo lucro real anual e real trimestral.

Para conseguirmos entender a correta aplicação da legislação tributária nas empresas, devemos compreender alguns conceitos de determinados elementos que encontraremos especifi cados nos procedimentos necessários de apuração do Imposto de Renda e contribuição social. Oliveira e outros (2003) nos apresentam os seguintes conceitos:

• Objeto - representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir, segundo as determinações legais.

• Fato gerador - da obrigação principal é a situação defi nida em Lei como necessária e sufi ciente para sua ocorrência. De forma mais simples, conceitua-se como o fato que gera a obrigação de pagar o tributo. Exemplo:

O fato gerador da obrigação fi scal com o Imposto de Renda é a obtenção da renda e proventos de qualquer natureza, por pessoas físicas ou jurídicas.

Contribuinte - é quem tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o respectivo fato gerador.

Base de cálculo – é o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a fi nalidade de apurar o montante a ser recolhido.

• Alíquota - é o percentual defi nido em lei que, aplicado sobre a base de cálculo, determina o montante do tributo a ser recolhido.

• Exercício social - trata-se de determinado espaço de tempo no fi nal do qual os contribuintes pessoas jurídicas são obrigados a apurar seus resultados e preparar as demonstrações contábeis, para efeitos comerciais, tributários e societários. Deve ter a duração de um ano.

• Ano – calendário – é o período de 12 meses consecutivos, compreendido do dia 1º de janeiro a 31 de dezembro, sendo que a legislação do Imposto de Renda utiliza tal expressão para identifi car o ano de ocorrência do fato gerador da obrigação tributária.

• Período – base – é a expressão que designa o período de incidência do Imposto de Renda das pessoas jurídicas, ou seja, o período de apuração da base de cálculo.

(44)

Vamos iniciar os estudos deste capítulo conceituando e conhecendo o Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro.

Conceitos de Imposto de Renda

Para você começar a entender o que é Imposto de Renda, vamos nos reportar ao Código Tributário Nacional, que em seu art. 43, defi ne o Imposto de Renda. Oliveira e outros (2003, p.172) afi rmam que

o fundamento – ou hipótese – da incidência do Imposto sobre a Renda consiste na aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda (produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos) e de proventos de qualquer natureza (acréscimos patrimoniais).

Os acréscimos patrimoniais são considerados os aumentos de capital que a pessoa física ou jurídica obtiver.

Latorraca citado por Oliveira e outros (2003, p.173) explica:

o conceito de renda, que abrange os proventos, compreende o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos;

e os acréscimos patrimoniais não compreendidos no item anterior. Assim, a obrigação tributária surge quando a pessoa jurídica adquire disponibilidade jurídica ou econômica de renda, isto é, quando se constata um acréscimo patrimonial.

Oliveira e outros (2003, p.173) mencionam ainda o art. 44 do Código Tributário Nacional, que assim dispõe: “a base de cálculo do imposto é o montante real, presumido ou arbitrado, das rendas e proventos tributáveis. Em decorrência, surgiram os conceitos de: lucro real, lucro presumido e lucro arbitrado”.

O lucro real é o resultado do período de apuração de uma pessoa jurídica. Por resultado deve-se entender o lucro ou prejuízo apurado no período. O lucro presumido é calculado mediante a aplicação de um percentual presumido de lucro sobre a receita bruta.

O lucro arbitrado é o lucro arbitrado pela fi scalização em decorrência de a pessoa jurídica estar em desacordo com a legislação.

A base de cálculo do imposto é o montante real, presumido ou arbitrado, das rendas e proventos

tributáveis.

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Para o cálculo do Imposto de Renda das pessoas jurídicas, utiliza-se o que chamamos de período – base de apuração que pode ser: trimestral, com base no lucro real, presumido ou arbitrado; anual, com base no lucro real, no caso de opção pelos pagamentos mensais por estimativa; em ocasiões específi cas, nos caso de reestruturações societárias – incorporação, fusão ou cisão de empresas - início ou encerramento de atividades.

Conceitos de Contribuição Social

Você já deve ter ouvido bastante falar sobre contribuição social, pois fi que sabendo também, que dentre os tributos que estão sujeitos às empresas, encontra-se a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. A esta Contribuição Social aplicar-se-ão as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ e, no que couberem, as referentes à administração, ao lançamento, à consulta, à cobrança, às penalidades, às garantias e ao processo administrativo, mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação da CSLL.

A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foi instituída pela Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988; trata-se de uma contribuição de competência da União. É uma das fontes de recursos previstas no art. 195 da Constituição Federal de 1988 (OLIVEIRA et al., 2003).

Empresas Tributadas Pelo Lucro Real

Lucro real é o lucro líquido do exercício, ajustado pelas adições e exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação tributária. (Art. 6º do decreto-lei 1598/77) e demonstrado a seguir:

(+) Lucro ou Prejuízo Contábil.

(+) Adições Exigidas por Lei.

(-) Exclusões Exigidas por Lei.

(=) Lucro Real antes da Compensação de Prejuízos Fiscais Anteriores.

(-) Compensação de Prejuízos Fiscais.

(=) Lucro Real a Tributar.

Oliveira e outros (2003), expõem que o lucro real corresponde ao lucro líquido do período apurado na escrituração comercial, denominado lucro contábil,

Dentre os tributos que estão sujeitos às empresas, encontra-se a Contribuição Social

sobre o Lucro Líquido - CSLL.

Lucro real é o lucro líquido do exercício,

ajustado pelas adições e exclusões

ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação tributária.

Referências

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