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Verônica Castilheiro Rosa.pdf (1.629Mb)

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(1)UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA. VERÔNICA CASTILHEIRO ROSA. Resíduos de medicamento domiciliar: elaboração de um folder contendo um infográfico para distribuição à população através do programa MackVIDA da Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo 2019.

(2) VERÔNICA CASTILHEIRO ROSA. Resíduos de medicamento domiciliar: elaboração de um folder contendo um infográfico para distribuição à população através do programa MackVIDA da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como exigência à obtenção do título de Bacharel em Farmácia. Orientador: Prof. Dr. Marcelo Guimarães. São Paulo 2019.

(3) VERÔNICA CASTILHEIRO ROSA. Resíduos de medicamento domiciliar: elaboração de um folder contendo um infográfico para distribuição à população através do programa MackVIDA da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como exigência à obtenção do título de Bacharel em Farmácia. Orientador: Prof. Dr. Marcelo Guimarães. Aprovado em BANCA EXAMINADORA. _______________________________________ Prof. Dr. Marcelo Guimarães (Orientador) Universidade Presbiteriana Mackenzie. _______________________________________ Profª. Drª. Isabela Rosier Olimpio Pereira Universidade Presbiteriana Mackenzie. _______________________________________ Profª. Drª. Amouni Mohmoud Mourad Universidade Presbiteriana Mackenzie.

(4) AGRADECIMENTOS Os primeiros nomes a serem citados aqui não poderiam ser diferentes: Silvana e Marcelo, meus pais. Agradeço imensamente por mudarem totalmente de vida para realizar meu sonho. E quando, logo no primeiro semestre do curso, com apenas 17 anos e tendo estudado numa única escola do interior a vida toda, eu surtei e achei que não daria conta de tanto, vocês só me abraçaram e falaram que tudo daria certo. Isso mudou tudo! Agradeço ao meu namorado Leonardo, que durante esses 5 anos viajou inúmeras vezes para me ver; como designer, me ajudou esteticamente em tantos trabalhos, mesmo sem ter a mínima noção do conteúdo deles; me ouviu falar sobre o quanto de matéria eu tinha que estudar e a calcular qual nota eu precisaria tirar na segunda prova para fechar a média. Você é incrível, obrigada por toda a força! Agradeço ao meu grupo de amigos desde o primeiro dia: a The Seven. Allan, Cecília, João Vitor, Nathalia, Victor e Yuri: sem vocês, esses anos não teriam sido tão bons e inesquecíveis como foram. Obrigada pela companhia nos almoços, aulas no integral, trabalhos, comemorações, “discussões”... tudo foi melhor do que eu poderia um dia imaginar. Por último, mas não com menor significado, agradeço aos mestres maravilhosos do curso de Farmácia, em especial ao meu orientador Marcelo Guimarães. Todos me acolheram, fizeram realmente me sentir em casa e aprender da melhor maneira possível. Pude usufruir de toda a estrutura oferecida pela faculdade, realizei workshops incríveis e pude participar do programa MackVIDA, que hoje inspira a elaboração desse trabalho..

(5) RESUMO O descarte de medicamentos em escala industrial e doméstica é um ponto pouco abordado, o que gera diversas dúvidas por parte da população, que acaba dando ao medicamento os destinos mais cômodos: o lixo doméstico, o vaso sanitário e a pia. Conscientizar a população sobre impacto do descarte incorreto em escala domiciliar é um bom começo para mudanças maiores. Devido a situação atual da gestão de resíduos e da logística reversa de medicamentos no Brasil e a ausência de informações para a sociedade sobre o assunto, o presente trabalho tem o intuito de ampliar a visibilidade desse tema, de modo a propor um modelo de folder. O folder desenvolvido contém um infográfico, que consiste em um modo condensado e de fácil compreensão de apresentação do conteúdo para o públicoalvo. Esse modo de divulgação já foi implementado e está consolidado pelo programa MackVIDA em suas Ações e Operações em Saúde na Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde a distribuição do material criado será realizada.. Palavras-chave: Resíduos de medicamento domiciliar. Descarte consciente. Infográfico..

(6) ABSTRACT The disposal of drugs on an industrial and domestic scale is a little approached, which generates several doubts by the population, which ends up giving the medicine the most comfortable destinations: household waste, toilet and sink. Raising awareness of the population about the impact of incorrect disposal on a home scale is a good start for major changes. Due to the current situation of waste management and the reverse logistics of drugs in Brazil and the lack of information for society on the subject, the present work aims to broaden the visibility of this theme, in order to propose a model of folder. The developed folder contains an infographic, which consists of a condensed presentation that is easy for the target audience to understand. This mode of dissemination has already been implemented and is consolidated by the MackVIDA program in its actions and operations in health at Universidade Presbiteriana Mackenzie, where the distribution of the material created will be carried out.. Keywords: Residues of domestic drugs. Conscious disposition. Infographic..

(7) LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Embalagens Primárias....................................................................... 13. Figura 2 – Embalagem Secundária..................................................................... 14. Figura 3 – Plano de Gerenciamento de Resíduos.............................................. 17. Figura 4 – Coletor de medicamento em desuso.................................................. 20. Figura 5 – Capa e contracapa do folder.............................................................. 25. Figura 6 – Interior geral do folder........................................................................ 26. Figura 7 – Descarte incorreto: caixa de texto 1 do folder desenvolvido.............. 26. Figura 8 – Descarte incorreto: caixa de texto 2 do folder desenvolvido.............. 27. Figura 9 – Descarte incorreto: caixa de texto 3 do folder desenvolvido.............. 27. Figura 10 – Descarte incorreto: caixa de texto 4 do folder desenvolvido............ 28. Figura 11 – Descarte incorreto: caixa de texto 5 do folder desenvolvido............ 28. Figura 12 – Descarte incorreto: caixa de texto 6 do folder desenvolvido............ 29. Figura 13 – Descarte: caixa de texto 7 do folder desenvolvido........................... 29. Figura 14 – Descarte correto............................................................................... 30. Figura 15 – Mockup digital do folder.................................................................... 31.

(8) LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Materiais de acondicionamento e suas vantagens........................... 12. Quadro 2 – Histórico da gestão de resíduos no Brasil........................................ 15.

(9) LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária BPF – Boas Práticas de Fabricação CFF – Conselho Federal de Farmácia CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente GT – Grupo de Trabalho GTT – Grupo Temático de Trabalho IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística LILACS – Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde MMA – Ministério do Meio Ambiente P&D – Pesquisa e Desenvolvimento PGRS – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PL – Projeto de Lei PLS – Projeto de Lei do Senado PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos RDC – Resolução da Diretoria Colegiada SciELO – Scientific Electronic Library Online UBS – Unidade Básica de Saúde.

(10) SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO................................................................................................. 10. 2 REVISÃO DA LITERATURA........................................................................... 11. 2.1 INDÚSTRIA FARMACÊUTICA...................................................................... 11. 2.2 INSUMOS FARMACÊUTICOS...................................................................... 11. 2.2.1 Fármacos e Excipientes..................................................................... 11. 2.2.2 Sistemas de Embalagem.................................................................... 12. 2.2.2.1 Embalagem Primária...................................................................... 12. 2.2.2.2 Embalagem Secundária................................................................. 13. 2.3 GESTÃO DE RESÍDUOS.............................................................................. 14. 2.3.1 Histórico.............................................................................................. 14. 2.3.2 Etapas.................................................................................................. 16. 2.3.3 Riscos oferecidos à saúde................................................................ 17. 2.3.4 Papel do farmacêutico e da população............................................ 19. 2.4 FOLDER COMO MATERIAL EDUCATIVO................................................... 20. 3 OBJETIVOS..................................................................................................... 22. 3.1 OBJETIVO GERAL........................................................................................ 22. 3.2 OBJETIVO ESPECÍFICO.............................................................................. 22. 4 METODOLOGIA............................................................................................... 23. 5 DESENVOLVIMENTO...................................................................................... 24. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................. 32. REFERÊNCIAS................................................................................................... 33.

(11) 10. 1 INTRODUÇÃO O tema gerenciamento de resíduos, de um modo geral, ganhou maior visibilidade nos últimos anos. Acerca do tema gerenciamento de resíduos de medicamentos, diversos foram os Projetos de Lei (PL) que o abordavam e responsabilizavam as indústrias, os estabelecimentos de saúde e os hospitais pelo correto destino dos medicamentos sem uso ou vencidos. De acordo com um censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 80% dos medicamentos vencidos estão nas casas dos brasileiros e menos de 20% são oriundos de estabelecimentos de saúde ou hospitais (BRANDÃO, 2013). São comuns os casos em que o paciente possui medicamentos armazenados nas chamadas “farmácias caseiras”. Essa forma de acondicionamento de medicamentos, sendo eles isentos de prescrição, restantes de um tratamento ou até mesmo fora da validade, além de não ser a adequada, pode acarretar em automedicação, intoxicações e reações adversas que afetam a saúde do paciente. A população brasileira possui dúvidas no momento de dar o correto destino aos medicamentos em desuso, vencidos ou sobras. Então, na maior parte das vezes, o destino habitual é o lixo comum, o vaso sanitário ou a pia. No entanto, esses locais são inapropriados, pois geram agressão ao meio ambiente, contaminação do solo, do lençol freático, da água potável e também da água tratada, já que o tratamento feito nas estações não consegue retirar todos os resíduos químicos provenientes dos medicamentos. Tendo em vista a eficácia do uso de material impresso na educação em saúde, acreditou-se que a criação de um folder, um modelo simples em folha com apenas uma dobra, com o tema “descarte de medicamentos” seria adequado. Para torná-lo mais atrativo, em seu interior, foi desenvolvido um infográfico, modo de apresentação de texto que faz uso da imagem de forma complementar e integrada. O modo como as informações foram selecionadas e dispostas no folder que será entregue à população como modo de abordagem do tema pelo programa MackVIDA está descrito no presente trabalho..

(12) 11. 2 REVISÃO DA LITERATURA 2.1 INDÚSTRIA FARMACÊUTICA A indústria farmacêutica nasceu e se desenvolveu no Brasil no período de 1890 a 1950, sendo considerada uma origem tardia quando comparada aos países europeus, que no século XIX já possuíam avanços significativos. Pode-se dizer que a saúde pública e as práticas sanitárias de prevenção e de combate às doenças infectocontagiosas estão diretamente ligadas ao seu desenvolvimento em território brasileiro (BRITO; PONTES, 2010). O objetivo principal da indústria farmacêutica é a produção de medicamentos, tarefa que exige, paralelamente, atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), inovação, comercialização e distribuição de produtos. Pode-se dividir a indústria farmacêutica em quatro principais áreas: P&D, produção de farmoquímicos, produção de medicamentos, marketing e comercialização das especialidades farmacêuticas (DUARTE et al., 2015; CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO RAMO QUÍMICO DA CUT, 2015). Esses estágios podem estar tanto concentrados, como distribuídos entre diferentes países, dependendo basicamente das tomadas estratégicas das empresas farmacêuticas operantes no plano nacional e internacional, bem como das políticas governamentais adotadas pelos países (AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL, 2008). 2.2 INSUMOS FARMACÊUTICOS 2.2.1 Fármacos e Excipientes Fármaco, princípio ativo, ou ainda, insumo farmacêutico ativo é uma substância que possui propriedades farmacológicas com finalidade medicamentosa. Pode ser utilizada para diagnóstico, alívio e tratamento, para modificar ou explorar sistemas fisiológicos e estados patológicos, visando o benefício do paciente no qual se administra (BRASIL, 2018a). Excipientes são todas as substâncias adicionadas ao produto que possuem a finalidade de melhorar a estabilidade ou aceitação como forma farmacêutica. Tem.

(13) 12. como função estabilizar e preservar o aspecto e as características físico-químicas da formulação (BRASIL, 2012). Dependendo da formulação, os excipientes podem atuar principalmente como diluentes, desintegrantes, aglutinantes, lubrificantes, conservantes, solventes, edulcorantes,. aromatizantes,. agentes. doadores. de. viscosidade,. agentes. antioxidantes e veículo. Geralmente são terapeuticamente inertes, inócuos nas quantidades adicionadas e não devem prejudicar a eficácia terapêutica do medicamento (BRASIL, 2012). 2.2.2 Sistemas de Embalagem 2.2.2.1 Embalagem Primária É a embalagem que mantém contato direto com o medicamento. Tem-se como embalagens primárias (Figura 1): tiras (blíster e envelope), bisnagas, bolsas, ampolas, frascos e seringas (BRASIL, 2016). A elaboração do acondicionamento de um medicamento inicia-se com a escolha do material (vidro, plástico ou metal) que será utilizado. De acordo com as matérias-primas da formulação, seleciona-se o material de embalagem mais adequado para o armazenamento do medicamento. O Quadro 1 relaciona o tipo do material de acondicionamento com as vantagens oferecidas (LUCIO, 2013 apud SANTORO et al., 2005). Quadro 1 – Materiais de acondicionamento e suas vantagens. Material de acondicionamento. Vantagens oferecidas. Vidro. É inerte, pode abrigar ácidos, bases, substâncias orgânicas, inorgânicas e solventes; quando âmbar, oferece relativa proteção à incidência de luz.. Metal. Barreira de luz e de peso; impermeável a gases; inquebrável; maleável.. Plástico. Resistente; possibilita a criação de diversos formatos de embalagem; permeáveis, até certo ponto, a gases atmosféricos. Fonte: Lucio (2013)..

(14) 13. O contato direto acaba tornando a embalagem primária tão contaminada quanto o próprio medicamento, devendo ser tratada da mesma forma que ele. As embalagens que continham produtos hormonais e produtos antimicrobianos; citostáticos; antineoplásicos; imunossupressores; digitálicos, imunomoduladores; anti-retrovirais, quando descartadas, devem ser submetidas a tratamento ou dispostas em aterro de resíduos perigosos (Classe I) (BRASIL, 2018c). Figura 1 – Embalagens Primárias. Fonte: Brasil (2016).. 2.2.2.2 Embalagem Secundária É a embalagem externa do medicamento, ou embalagem propriamente dita, que permanece em contato com a embalagem primária ou envoltório intermediário, podendo conter uma ou mais embalagens primárias. Tem-se como embalagem secundária (Figura 2), principalmente, o cartucho. Mas também incluem-se os lacres, rótulos e bulas (BRASIL, 2016; VIEIRA et al., 2013). Além de proteger a embalagem primária, tem a função de comunicar informações, como por exemplo, a via de administração, dosagem, condições de conservação, entre outros (VIEIRA et al., 2013). Deve ser descaracterizada e descartada como resíduo comum, já que não entra em contato direto com o medicamento. Sendo assim, pode inclusive ser encaminhado para reciclagem (SILVA et al., 2015)..

(15) 14. Figura 2 – Embalagem Secundária. Fonte: Brasil (2016).. É de responsabilidade das indústrias farmacêuticas a produção de uma quantidade relativa de resíduos sólidos, devido à devolução e ao recolhimento de medicamentos do mercado, ao descarte de medicamentos rejeitados pelo controle de qualidade e perdas referentes ao processo produtivo. As Boas Práticas de Fabricação (BPF) preconizam a destinação apropriada dos insumos farmacêuticos (FALQUETO; KLIGERMAN; ASSUMPÇÃO, 2006). 2.3 GESTÃO DE RESÍDUOS 2.3.1 Histórico Para entender o atual cenário da gestão de resíduos no Brasil, e analisar as possibilidades de descarte consciente, foi realizada uma pesquisa do histórico de gerenciamento de resíduos no país. O Quadro 2 mostra os acontecimentos e seus respectivos períodos, bem como uma breve descrição..

(16) 15. Quadro 2 – Histórico da gestão de resíduos no Brasil (continua). Acontecimento. Período. Descrição do acontecimento. 1991. PL 203/91, que dispõe sobre acondicionamento, coleta, tratamento, transporte e destinação dos resíduos de serviços de saúde.. 1999. Proposição do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) 259 foi aprovada pelo plenário do conselho, mas acabou por não ser publicada.. Comissão Especial da Política Nacional de Resíduos. 2001. Tinha o objetivo de avaliar as matérias abrangidas nos projetos de lei incorporados ao PL 203/91 e formular uma proposta substitutiva global.. Grupo de Trabalho (GT) Interministerial de Saneamento Ambiental. 2003. No âmbito do governo federal, reestruturou o setor de saneamento e resultou na criação do Programa Resíduos Sólidos Urbanos.. 2004. Ouviu a população e formulou nova proposta de PL, já que a Proposição CONAMA 259 estava defasada.. 2005. Criado para consolidar contribuições do Seminário CONAMA, os anteprojetos de lei existentes no Congresso Nacional e as contribuições de todos os envolvidos na gestão de resíduos sólidos.. 2007. Considerou o estilo de vida contemporâneo, de consumo intensivo e que provoca diversos impactos ambientais, à saúde pública e sociais, algo incompatível com o modelo de desenvolvimento ideal.. 2010. Lei no 12.305, que institui a PNRS, cria o Comitê Interministerial da PNRS e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências.. Grupo Temático de Trabalho (GTT) de Medicamentos. 2011. Criado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Ministério da Saúde, contou com a participação de representantes do setor farmacêutico, órgãos de vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, e do meio ambiente, entidades profissionais, além de representantes da sociedade civil organizada.. Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica para implementação da logística reversa. 2012. Realizado pelo GTT de Medicamentos em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).. Ideal da gestão de resíduos. Diretrizes Técnicas para a Gestão de Resíduos Sólidos. CONAMA realizou o seminário “Contribuições à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)” Grupo interno na Secretaria de Qualidade Ambiental nos Assentamentos Humanos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) Proposição do PL 1991/07 pelo executivo. Política Nacional de Resíduos Sólidos.

(17) 16. Quadro 2 – Histórico da gestão de resíduos no Brasil (conclusão). Acontecimento Edital de acordo setorial para implantação de sistema de logística reversa de resíduos de medicamentos. Período. Descrição do acontecimento. 2013. Convocava os setores interessados a apresentarem, em 120 dias, sugestões que abrangessem todas as etapas do ciclo de vida dos medicamentos.. GT de Descarte de Medicamentos e a Logística Reversa. 2016. Criado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), com o objetivo de retomar as atividades que foram realizadas sobre resíduos de medicamentos, desde a publicação da PNRS.. Nota técnica elaborada pelo GT do CFF. 2016. Visava dar seguimento ao acordo setorial, que encontrava-se sem parecer do MMA desde 2014.. Encontro Interinstitucional sobre a Logística Reversa de Resíduos de Medicamentos no Brasil. 2017. Iniciado no mês de abril em Brasília pelo CFF.. Rejeição do PL 226/15 e do PL 5718/16. 2017. A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços não aceita a proposta de logística reversa de resíduos sólidos.. Publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 222/18. 2018. Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências.. Aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 375/16. 2019. Altera a PNRS, tornando obrigatória a logística reversa de medicamentos e suas embalagens.. Fonte: Brasil (2017a); Brasil (2017b); Brasil (2018b); Brasil (2018c); Brasil (2019); Nobre (2017).. 2.3.2 Etapas O gerenciamento de resíduos pode ser definido como um conjunto de ações realizadas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente apropriada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) (BRASIL, 2010). Já o conceito de logística reversa é caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a possibilitar a coleta e o retorno dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros.

(18) 17. ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada (BRASIL, 2010). Além de ser uma determinação legal da PNRS, uma empresa que visa identificar oportunidades para redução de custos, desperdícios e riscos associados aos resíduos sólidos e propor o aumento da eficiência do processo produtivo, tem como peça fundamental a implantação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2019). Segundo Maroun (2006), isso significa seguir alguns passos: planejamento; implementação e operação; verificação e ações corretivas; e revisão da gestão, a fim de assegurar a melhoria contínua. As ações necessárias em cada uma das etapas estão relacionadas na Figura 3. Figura 3 – Plano de Gerenciamento de Resíduos. Fonte: Maroun (2006).. 2.3.3 Riscos oferecidos à saúde Os resíduos sólidos possuem uma relação direta com os problemas ambientais, como a poluição dos recursos naturais e a segurança dos seres vivos. Por esse motivo, o gerenciamento de resíduos sólidos é de extrema importância e.

(19) 18. tem prioridade tanto nas Políticas Públicas Ambientais no Brasil, como no mundo (SALES, 2017). Os medicamentos são compostos por substâncias químicas que, sendo eliminadas na rede de água e esgoto, não podem ser removidas por completo através do tratamento de água convencional, por possuírem elevado poder de bioacumulação e baixa biodegradabilidade. De acordo com um estudo realizado pela Brasil Health Service, empresa de soluções hospitalares, um quilo de medicamentos descartado de forma incorreta é capaz de poluir 450 mil litros de água (BRANDÃO, 2013; PINTO et al., 2014 apud CRESTANA e SILVA, 2011). Segundo Pinto et al. (2014), quando expostas a condições adversas de umidade, temperatura e luz, essas substâncias químicas podem ser convertidas em substâncias tóxicas e afetar o equilíbrio do meio ambiente, modificando ciclos biogeoquímicos, interferindo nas teias e cadeias alimentares. Pode ser citado, por exemplo, os antibióticos que, com o descarte inapropriado, favorecem o aparecimento de bactérias resistentes. Outro problema dá-se no âmbito da saúde pública. O acúmulo domiciliar de medicamentos, as chamadas “farmácias caseiras”, frequentemente acarretam em armazenamento por tempo e local inadequados, tendo a eficácia do medicamento afetada, seja em decorrência do vencimento ou das condições inapropriadas de conservação. Além disso, na maioria das cidades brasileiras, o lixo ainda tem como destino final os lixões. Esse fato possibilita que, principalmente os catadores, consumam de modo inapropriado ou descartem os medicamentos diretamente no solo, com o intuito de reaproveitar a embalagem (PINTO et al., 2014; TAVERA et al., 2017). Em ambos os casos, o consumo incorreto de medicamentos, principalmente os que ultrapassaram a data de validade, pode levar ao aparecimento de reações adversas graves e intoxicações, afetando a saúde, bem como a qualidade de vida de quem os utiliza (PINTO et al., 2014 apud ANVISA, 2011)..

(20) 19. 2.3.4 Papel do farmacêutico e da população Diante dos riscos apresentados, o farmacêutico tem a função de fiscalizar e promover o uso racional de medicamentos para o paciente, controlando os medicamentos dispensados, e as amostras gratuitas distribuídas pelos profissionais da força de vendas das indústrias farmacêuticas. É essencial que haja orientação à sociedade em relação aos pontos de coleta, estimulando a procura pelo destino correto ao medicamento que não está em uso (DANTAS; SILVA; FONSECA, 2018). Porém,. a. legislação. atual, voltada. quase. que. exclusivamente. aos. estabelecimentos de saúde, torna-se um dos fatores que impede o melhor esclarecimento direcionado à população sobre o descarte apropriado. Com o aumento da divulgação da existência dos pontos de coleta, seja feita pelo farmacêutico ou entre amigos e familiares, a chance do medicamento encontrar um destino adequado aumenta (ALVARENGA, NICOLETTI, 2010; ECYCLE, 2018). O recolhimento apropriado é realizado em diversas farmácias, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e supermercados; caso o paciente não encontre um desses locais nas proximidades, a orientação é procurar a Vigilância Sanitária. É possível localizar os postos na ferramenta de busca existente no site eCycle, porém, a criação de um meio de divulgação mais inclusivo faz-se importante. Dos postos de coleta, os medicamentos são tratados por processos térmicos, sendo geralmente levados para usinas de incineração, causando a redução o volume dos resíduos e sua periculosidade (ECYCLE, 2018; ROCHE, 2018). Além dos locais citados como postos de coleta, as indústrias farmacêuticas, de acordo com a logística reversa, estão adotando o uso de coletores de medicamentos. A Figura 4 mostra um coletor que encontra-se nos corredores de uma indústria farmacêutica brasileira localizada na região sul da cidade de São Paulo. Além de possibilitar o descarte de diversos tipos de medicamentos, a estrutura do coletor foi feita da reciclagem de blísteres..

(21) 20. Figura 4 – Coletor de medicamento em desuso. Fonte: Arquivo pessoal.. 2.4 FOLDER COMO MATERIAL EDUCATIVO Na atualidade, com a predominância do uso da comunicação digital como meio de divulgação de materiais educativos, inclusive os relacionados à saúde, o uso de métodos tradicionais, como os folders ainda são de grande valor, pois nem todas as pessoas têm acesso ou familiaridade com o digital (LOBENSCHUSS, 2017). O folder é um impresso de pequeno porte, formado por uma só folha de papel com uma ou mais dobras, e que pode apresentar conteúdo informativo ou publicitário. É dobrado conforme a sequência de informações: a capa contém a chamada principal, que deve despertar a curiosidade para abrí-lo. Na primeira dobra, é o detalhado do anunciado na capa. A última dobra (externa) é, normalmente, reservada para as informações do produtor (RODRIGUES, 2014). O material a ser desenvolvido contém um infográfico, que consiste no uso de texto e imagem de forma complementar e integrada, ou seja, a ausência de um deles impede que a informação seja dada por completo. Estudos baseados na Teoria da Aprendizagem Multimídia, mostraram que o uso de infográficos em.

(22) 21. materiais educativos é apropriado e recomendado (COSTA; TAROUCO; BIAZUS, 2011). O uso de materiais educativos impressos na educação em saúde deve ser visto como uma ferramenta associada com outras formas de atuação. No caso do programa MackVIDA, realizado pelos alunos do curso de Farmácia da Universidade Presbiteriana Mackenzie campus Higienópolis, o material impresso serve apenas como forma de abordar as pessoas e colocar em pauta o tema que se deseja discutir. A partir daí, inicia-se o diálogo, prática educativa mais sensível à necessidade do indivíduo, com o intuito de realmente realizar uma mudança no modo de agir (SILVA et al., 2013)..

(23) 22. 3 OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL . Propor um modelo de folder contendo um infográfico para o correto descarte dos resíduos de medicamento domiciliar; seja ele vencido ou restante de um tratamento já concluído pelo paciente e que, por consequência, não será mais útil a ele.. 3.2 OBJETIVO ESPECÍFICO . Desenvolver um material impresso que traz em pauta o modo como os resíduos de medicamento domiciliar são tratados no Brasil. De acordo com o conteúdo. levantado,. o. destino. desses resíduos. é,. frequentemente,. inapropriado. . Promover a divulgação e discussão do tema “descarte domiciliar” de forma clara. Desse modo, contribui-se para o entendimento do correto destino aos resíduos de medicamentos por boa parte do público-alvo..

(24) 23. 4 METODOLOGIA A pesquisa que deu origem ao presente trabalho iniciou-se no ano de 2018, através da escolha do tema com o orientador e início do esboço do modo de apresentação do folder. A partir do tema, a revisão bibliográfica foi norteada. Em seguida, foram selecionados os tópicos da revisão da literatura, com os materiais que poderiam ser abordados e os que seriam excluídos. Os seguintes critérios foram adotados para a escolha do material de consulta:  leitura de artigos, sites e/ou outros estudos relacionados com a temática abordada;  os. artigos. deveriam. possuir. resumo. e. texto. completo. disponíveis. gratuitamente online para acesso;  versão em língua portuguesa;  e ter sido publicado nos últimos 10 anos. Os artigos excluídos foram os que não possuíam concordância com o tema proposto e que não apresentavam textos na íntegra. A coleta de dados aconteceu durante os meses de março e abril de 2018, e teve continuação nos meses de fevereiro, março e abril de 2019, em fontes obtidas a partir das seguintes bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scholar Google. No total, foram utilizadas 33 referências que incluem: 14 artigos; 18 visitas a websites, dentre eles o Portal ANVISA, CFF e MMA; e 1 livro. O folder foi elaborado dos meses de março a maio de 2019. Foram pesquisadas referências visuais e de modo de apresentação de conteúdo no folder em sites como Behance, Canva, Envato e Freepik, com a finalidade de criar um visual atraente com informações claras e objetivas..

(25) 24. 5 DESENVOLVIMENTO Desde a escolha do tema do presente trabalho, a ideia de fazer com que toda a revisão bibliográfica desse origem a um folder já estava consolidada. O material educativo impresso foi escolhido por ser um modo simples e já muito utilizado para divulgação de informações na área da saúde. Além disso, é possível atingir um grande número e variedade de pessoas durante a distribuição. Em Ações e Operações em Saúde do programa MackVIDA, diversas foram as vezes em que os alunos abordaram, através de folders, temáticas que não são comumente debatidas e obtiveram êxito ao gerar diálogos importantes com a população. O infográfico foi escolhido como modo de organização das informações contidas no interior do folder, pois faz uso de conteúdo textual e visual de modo complementar. O fato de conter imagens e textos curtos, deixa o material mais atrativo e, ao mesmo tempo, facilita a rápida compreensão do conteúdo. Posteriormente, deu-se início a escolha do modelo de infográfico que seria utilizado. Após alguns testes, foi selecionado um modelo com cores diferenciadas e ícones, para que o foco estivesse primeiro nos textos contidos no impresso. Tendo como base todas as referências lidas durante a elaboração da introdução, deu-se início a seleção das informações essenciais que o folder deveria conter. Já que o foco do material que seria elaborado era incentivar o leitor a dar o destino apropriado aos resíduos de medicamento domiciliar, o conteúdo selecionado foi o que julgou-se como fundamental para o entendimento da importância deste ato. A capa (Figura 5) contém elementos que remetem ao ponto principal do folder: o descarte de medicamentos. Assim, uma pessoa ao recebê-lo, logo perceberá a temática do material, abrindo portas para um possível diálogo. Além disso, na contracapa, há o logo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do programa MackVIDA, que são os organizadores das Ações e Operações em Saúde..

(26) 25. Figura 5 – Capa e contracapa do folder. Fonte: Arquivo pessoal.. No interior geral do material (Figura 6), pode-se ver o conteúdo selecionado anteriormente disposto de maneira a contribuir para o rápido entendimento do leitor (infográfico). O infográfico foi elaborado em forma de caixas de texto, que contém informações e são diferenciadas por cores variadas e ícones que enfatizam os temas abordados em cada uma. Também foi adicionada uma seta, com o objetivo de indicar o sentido de leitura. Ainda é possível visualizar, no centro da página, uma personagem usando jaleco, simbolizando um farmacêutico, e destacando importância desse profissional em relação ao tema “descarte consciente”..

(27) 26. Figura 6 – Interior geral do folder. Fonte: Arquivo pessoal; Freepik.com (2018).. Tendo como ponto de partida a visão geral do interior do folder, foram selecionadas, individualmente, cada uma das caixas de texto a fim de expô-las com mais detalhes. A primeira caixa de texto (Figura 7) contém uma frase e três ícones, que tem como objetivo causar impacto no leitor e destacar os três meios de descarte incorreto frequentemente utilizados pela população. Figura 7 – Descarte incorreto: caixa de texto 1 do folder desenvolvido. Fonte: Arquivo pessoal..

(28) 27. A segunda caixa de texto (Figura 8) volta a atenção para o descarte no lixo domiciliar. Destaca a relação entre descarte incorreto no lixo, que vai para os lixões, que poluem o solo, o lençol freático e, consequentemente, a água potável. Esse fluxo, geralmente, não está muito claro no conceito das pessoas e ao destacá-lo tem-se consequências positivas. Figura 8 – Descarte incorreto: caixa de texto 2 do folder desenvolvido. Fonte: Arquivo pessoal.. A terceira caixa de texto (Figura 9) permanece com foco nos lixões, mas com ênfase na questão dos catadores de lixo, que normalmente recebe poucas menções em materiais semelhantes. O ícone presente também faz referência à um catador, aumentando o impacto do texto. Foi evidenciado também que o consumo inadequado de medicamentos causa reações adversas e intoxicação, informação útil à todos os leitores. Figura 9 – Descarte incorreto: caixa de texto 3 do folder desenvolvido. Fonte: Arquivo pessoal..

(29) 28. A quarta caixa de texto (Figura 10) salienta o descarte incorreto feito na pia e/ou vaso sanitário. Explicou-se de um jeito claro e objetivo as consequências de as substâncias químicas contidas nos medicamentos entrarem em contato com a água, já que as estações de tratamento de água e esgoto não possuem tecnologia para remover os resíduos completamente. Figura 10 – Descarte incorreto: caixa de texto 4 do folder desenvolvido. Fonte: Arquivo pessoal.. A quinta caixa de texto (Figura 11) continua com base no descarte inadequado na pia e/ou vaso sanitário, mas com foco na permanência dos antibióticos na água, favorecendo a ingestão de resíduos através do consumo da água tratada. Fazer um quadro apenas relacionado com antibióticos foi proposital, visto que as bactérias resistentes, ou superbactérias, são um tema atual porém ainda pouco abordado de forma simplificada. Figura 11 – Descarte incorreto: caixa de texto 5 do folder desenvolvido. Fonte: Arquivo pessoal..

(30) 29. A sexta caixa de texto (Figura 12) traz uma curiosidade ao leitor, com o intuito de aproximar o conteúdo do folder e do tema “descarte de medicamentos” em geral, com a realidade do dia-a-dia. A informação escrita inclui o leitor como membro responsável pelo descarte consciente. Figura 12 – Descarte incorreto: caixa de texto 6 do folder desenvolvido. Fonte: Arquivo pessoal.. A sétima caixa de texto (Figura 13) inicia a abordagem em relação ao descarte correto, já que somente destacar as ações incorretas das pessoas não é um método eficaz de solução dessa questão. O texto instrui o leitor a fazer um descarte consciente, separando a embalagem primária (contaminada pelo medicamento) da secundária (que não entra em contato com o medicamento e, portanto, pode ser descaracterizada e descartada como resíduo comum). Figura 13 – Descarte: caixa de texto 7 do folder desenvolvido. Fonte: Arquivo pessoal..

(31) 30. Concluindo a exposição do tema “descarte de medicamentos”, foi abordada na Figura 14 a questão do descarte correto e indicado os postos onde realizá-lo no Centro da cidade de São Paulo, local onde o programa MackVIDA atua e realiza suas Ações e Operações em Saúde. Além disso, julgou-se importante explicar o destino final do medicamento, após o encaminhamento para os postos de coleta. Isso evidencia a importância do papel da população na destinação final desses resíduos, e mostra que o descarte não termina nos postos de coleta, tendo como destino final as usinas de incineração, que reduzem o volume dos resíduos e sua periculosidade. Figura 14 – Descarte correto. Fonte: Arquivo pessoal; Freepik.com (2018).. A reunião de todas as informações anteriormente listadas deu origem ao interior do folder. A fim de apresentá-lo com maior fidelidade ao design do produto final, a Figura 15 traz um mockup digital. Esse tipo de representação nada mais é do que uma simulação virtual, com relativa precisão, de como o folder físico ficará. O uso do mockup digital possibilita avaliar melhor as proporções de cada conteúdo dentro do folder e fazer as alterações necessárias antes de transformá-lo em material impresso..

(32) 31. Figura 15 – Mockup digital do folder. Fonte: Arquivo pessoal; Freepik.com (2018).. Fazendo uma avaliação de modo geral, o folder criado, que utiliza um infográfico como modo de apresentação de conteúdo, trará melhorias nas Ações e Operações em Saúde do programa MackVIDA. Os benefícios esperados são em relação à abordagem do público realizada pelos alunos. No método atual, os folders distribuídos possuem aprofundamento nos temas, com conteúdo mais denso, elemento que pode ser considerado menos atrativo por uma parcela das pessoas abordadas. Por ter uma estrutura simplificada e de rápida compreensão, o infográfico possibilita discussões e questionamentos mais dinâmicos, que enriquecerão os aprendizados tanto do público-alvo, quanto dos alunos e professores participantes dos eventos..

(33) 32. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS O debate acerca do gerenciamento de resíduos de medicamentos, principalmente os provenientes de descarte domiciliar, tende a aumentar. Acreditase que o uso de informativos relacionados ao tema, sejam eles em material impresso ou digital, seja um modelo eficaz de divulgação e consequente conscientização da importância de se dar o destino correto aos resíduos. O material impresso em um folder foi escolhido por abranger um público mais heterogêneo, perfil que julga-se encaixar melhor nos padrões das Ações e Operações em Saúde já promovidas pelo programa MackVIDA. O uso do infográfico como forma de apresentação do conteúdo seguiu a mesma linha de raciocínio, além de ser um meio atrativo de exposição da temática. O protótipo do folder contendo um infográfico com o tema “descarte de medicamentos”, que foi criado no presente trabalho, será provavelmente utilizado em algum evento próximo. A distribuição à população terá como finalidade atestar a melhora no método de abordagem e compreensão do conteúdo, fato considerado primordial durante a elaboração do material..

(34) 33. REFERÊNCIAS AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL (Brasil). Relatório de Acompanhamento Setorial: Complexo da Saúde Indústria Farmacêutica. Campinas, 2008. 38 p. Disponível em: http://livroaberto.ibict.br/bitstream/1/625/4/Ind%C3%BAstria%20Farmac%C3%AAutic a%20-%20ago%202009.pdf. Acesso em: 05 abr. 2018. ALVARENGA, Luciana Santos Vieira; NICOLETTI, Maria Aparecida. Descarte Doméstico e Algumas Considerações sobre o impacto ambiental decorrente. 2010. Disponível em: http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3651641. Acesso em: 10 abr. 2019. BRANDÃO, Aloísio. Logística reversa: Brasil busca solução para descarte inadequado de medicamentos. Pharmacia Brasileira, Brasília, v. 12, n. 87, p.7-11, mar. 2013. Disponível em: http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/139/revista_web_%281%29.pdf. Acesso em: 11 abr. 2019. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. DCB: Definições. 2018a. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/dcb/conceitos-e-definicoes. Acesso em: 03 abr. 2018. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira. Brasília: Anvisa, 2012. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/259372/FNFB+2_Revisao_2_COFAR_s etembro_2012_atual.pdf/20eb2969-57a9-46e2-8c3b-6d79dccf0741. Acesso em: 03 abr. 2018. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Manual de Embalagens e Medicamentos. 2016. Color. Disponível em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/14/manualmedicamentos.pdf. Acesso em: 05 abr. 2018. BRASIL. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. CFF abre encontro sobre logística reversa e descarte de medicamentos. 2017a. Disponível em: http://www.cff.org.br/noticia.php?id=4423. Acesso em: 22 mar. 2018. BRASIL. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Descarte de medicamentos: CFF elabora proposta para resgatar Acordo Setorial. 2017b. Disponível em: http://www.cff.org.br/noticia.php?id=4253. Acesso em: 22 mar. 2018..

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