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Academic year: 2021

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World Bank – Banco Mundial

“Green Freight Transport for Brazil”

Iniciativa de Transporte Verde:

Estratégias para um setor de transporte de

cargas mais ecológico e eficiente no Brasil

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Origem e propósito da iniciativa

• Promover eficiência energética e redução de emissões no setor de cargas no curto a médio prazo

• Aplicar as melhores experiências internacionais

• Operacionalizar recomendações de relatórios do Banco Mundial:

– “Como Reduzir o Custo Logístico no Brasil” – “Estudo de Baixo Carbono para o Brasil”

• O foco da primeira fase e o relatório:

– Avaliar tecnologias e boas praticas que visem melhorar o desempenho da frota atual e futura de caminhões

– Identificar iniciativas existentes no Brasil destinadas a reduzir o consumo de energia e impacto ambiental do transporte de

cargas

– Sugerir uma estratégia abrangente e operacional para o setor aproveitando programas e atividades existentes

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Relatório “Green Freight Transport for Brazil”

1. Introdução: Tendências e Convergência de Interesses

2. Avaliação de iniciativas “Green Freight” para diminuição de emissões

3. Avaliação de outras iniciativas de objetivo similar 4. Recomendações e próximos passos

5. Agenda para suporte do Banco

– Anexo 1. Visão Geral do Setor

– Anexo 2. Avaliação de Tecnologias para diminuição de impacto ambiental

– Anexo 3. Resumo de Iniciativas Privadas do Setor no Brasil – Anexo 4. Projeto Piloto e Protocolo

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Rápido crescimento de emissões do setor

• A demanda por transporte de carga vai continuar crescendo

• Transporte rodoviário continuara a ser o maior segmento do setor • Projeção de Gases de Efeito Estufa por categoria de veiculo onde

se destacam os caminhões pesados:

Fonte: Institute for Energy and Environment (IEMA), publicado pelo Ministerio do Meio Ambiente, “1º inventário Nacional de Emissões Atmosféricas Por Veículos Automotores Rodoviários,” Janeiro de 2011.

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Convergência: meio ambiente e eficiência

1. Melhorias no setor de cargas e logística visando ganho em competitividade através da diminuição de custos operacionais

– Combustível é a maior componente de custo na operação de caminhões

– A parcela aproximada de custos operacionais no Brasil (excluindo

manutenção e depreciação) é 40-50%:

2. Alinhando objetivos:

– Mitigação de mudanças climáticas

– Redução da poluição local do ar

– Busca de sinergias e benefícios comuns, como: gestão de

Combustivel >40% Salarios, ~30% Seguro, ~20% Pedagios, ~10% Em comparação: China: ate 60% EUA: ~36% Europe: 20-30%

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>1,5 milhões de caminhões em operação no Brasil

Perfil da frota por tecnologia de motor/emissões e proprietário dividido em 3 segmentos:

0 100,000 200,000 300,000 400,000 500,000 600,000 700,000 800,000

P1 and Older P2 (Euro 0) P3 (EURO 1) P4 (EURO 2) P5 (EURO 3) P6 (EURO 4) 597,219 48,755 71,668 98,189 24,478 150,000 125,834 30,316 63,171 186,592 108,075 2,159 392 524 1,182 606 Cooperatives Companies Owner-Operators

2. Típico caminhão em operação 3. Novos Caminhões 1.Caminhões

Velhos

Fonte: ANTT, 2009

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Segmento 1: Caminhões mais velhos

• Caminhões com mais de 20 anos

• Aproximadamente 48% da frota total (>700,000):

– Caminhões que não se enquadram nos padrões ambientais (Pre-EURO)

– Responsável por volume desproporcional de emissões e consumo de combustível

– De propriedade de operadores autônomos com recursos financeiros escassos e capacitação técnica limitada

• Assumindo todo resto igual, substituir caminhões

P1(Pre-EURO) por P3 (EURO 1) pode potencialmente:

– Aumentar a eficiência de combustível em mais de 10% – Reduzir emissões de CO, HC, NOx e PM em 30% a 60%

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Segmento 2: Típico caminhão em operação

• Maior parte tem entre 5 e 15 anos (EURO 0-3) • Aproximadamente 42% da frota total (>620,000):

– Responsável pela maior parte dos kms e km-tonelada – 40% pertence a proprietários/operadores autônomos – Tem valor de revenda e vida útil considerável

• Estratégia: Incentivar tecnologias de upgrade/retrofit

Fonte: TRB, 2010

Tipo de Tecnologia % potencial redução de consumo

Aerodinâmica 3 to 15

Componentes auxiliares 1 to 2.5

Rolamento (pneus) 4.5 to 9

Redução de peso 2 to 5

Redução de marcha lenta 5 to 9 Tecnologias de monitoramento 8 to 15

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Segmento 3: Caminhões novos

• Caminhões licenciados cada ano, >150.000/ano

• A eficiência energética aumenta na media 1% por ano para veículos pesados em países da OECD

• Um caminhão EURO 5 (Proconve 7) é

aproximadamente 5% mais eficiente que um EURO 3 • Estratégia: Incentivar inovações e popularização de

novas tecnologias (quando apropriadas), por exemplo:

– Sistema de transmissão hibrido diesel-elétrico – Elétrico (caminhões pequenos)

– Transmissão automática sincronizada – Geradores auxiliares

– Controladores de emissão avançados (filtros e catalisadores)

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Estratégia: Comportamento e Treinamento

• O motorista tem algum controle sobre a maioria dos fatores que influenciam o consumo de combustível do veiculo (velocidade, aceleração, troca de marchas, uso de marcha lenta, e pressão dos pneus)

• Um teste com 105 caminhões no Brasil mostrou uma queda no consumo de combustível de 4% a cada 6

meses e uma melhoria cumulativa de 13% ao longo de 18 meses seguindo varias táticas:

– Aumentando o tempo de operação na faixa econômica do motor

– Evitando rotações excessivas do motor

– Minimizando o uso desnecessário de marcha lenta e freios – Reuniões periódicas de desempenho com motoristas para

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Estratégia: Gestão e Manutenção

• Sistemas para gestão e manutenção:

– Cinco paradas numa viagem de 10 km pode dobrar o

consumo de combustível de um caminhão de 40 toneladas comparado a mesma viagem sem paradas

– Pneus com pressão abaixo da ideal em 60kPa resulta em uma perda de 1% de eficiência

• Exemplos de melhorias continuas da performance da frota com investimentos em gestão e manutenção:

– Jamef (transportadora urbana): Consumo de combustível diminuiu em 4.5% em um ano e quase 7% em dois anos – Wal-Mart (grade embarcadora): Melhoria de 12% devido a

defletores instalados, acordos para reduzir a idade da frota contratada e viagens vazias, e gestão operacional com o uso de telemetria

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Resumo de tecnologias e boas praticas

Estratégias, e Soluções Estado-da-pratica Estado-da-arte Potencial Economia de Combustível Possíveis barreiras •Aerodinâmica •Resistência ao Rolamento •Redução de Peso •Auxiliares e redução da marcha lenta •Transmissão e propulsão •Exaustão e escape •Motorista •Manutenção •Gestão operacional

•Baixa aplicabilidade ou acesso (infraestrutura, regulamentação, e incentivos)

•Falta de conhecimento (testes) •Falta de familiaridade (educação e treinamento)

•Alto custo de investimento ou falta de financiamento (fundo rotativo)

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Testes Piloto de “Caminhão Verde”

• Testes para evidenciar resultados na operação

– Selecionar tecnologias e boas praticas: robusta, alto beneficio/custo e aplicáveis

• Dois testes de longa duração foram iniciados em 2011

– Teste 1: Pneus Verdes e defletores aerodinâmicos, frota em Anápolis (GO) – Teste 2: Treinamento de

Direção Econômica, frota em Contagem (MG)

• Representa um “pacote básico de eficiência”, custo médio por caminhão de US$ 4000

• Período de payback esperado de ~1 ano para o pacote, a ser confirmado por testes

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Tecnologias e Praticas para os Testes Piloto

“Green Tires,” such as these provided by Michelin, experience lower rolling resistance due to their sidewall construction and material compound.

Deflectors to reduce aerodynamic drag, including roof fairing and lateral gap reducers provided by Barril Fibras.

Eco-driving training delivered by CNT/SEST/SENAT, the most well-known training program in Brazil (including a hands-on module using a mobile truck unit like the one pictured), and verified by World Bank consultants.

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Piloto 1: Resultados preliminares

• Variáveis de alto impacto, a serem controladas:

– Veiculo – Motorista

– Carga Transportada – Trajeto

– Sincronicidade entre os veículos

– Manutenção veicular (Mecânica e Geometria)

• Relatório técnico com resultados (3 meses, 20.000km)

– Sendo verificado: 4% de economia de consumo com pneus verdes

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Outros elementos de “transporte verde”

• Infraestrutura e uma Rede Multimodal

– Equilíbrio modal e qualidade da infraestrutura (por exemplo, condições das estradas afetando a velocidade)

– Métodos de construção e uso apropriado de materiais de baixo carbono

• Regulamentação

– “Performanced-based”

– Uso adequado de veículos de alta capacidade – Políticas tributarias

• Incentivos a inovações tecnológicas (veículos e combustíveis) • Logística e operações

– Redução da kms vazios (transporte colaborativo)

– Outras iniciativas do setor privado e associações do setor

• Programas de financiamento (por exemplo, Procaminhoneiro do BNDES, Nossa Caixa em SP)

• Programas de capacitação e assistência técnica

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Construir uma estratégia de Transporte Verde

Infraestrutura Popularização de métodos de construção e materiais de baixo carbono. $ Concessões e gestão de estradas $$ Desenvolvimento de infraestrutura multimodal integrada. Renovação da Frota Valor da taxa de registro: De acordo com performance ambiental do caminhão. $ Uso controlado de caminhões mais velhos

– portos, cidades. $ Desenvolvimento de politica de sucateamento de frota Operações Certificar tecnologias; padronizar medição do carbono.

Promover frota “Green”; Progama voluntario; Disseminação de boas

praticas. $

Criar incentivo e induzir transportadores a reduzir emissões e aumentar eficiência; foco em soluções amplas e abrangentes. $ Transportadoras: Novas tecnologias; programa de melhores Inovações

Apoiar projetos pilotos de novas tecnologia; e disseminação. $ Considerar nova regulamentação para pesos e medidas de caminhões. $ Programa de incentivos a inovação. $$ Apoio ao desenvolvimento de nova geração de

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Recomendações

Esforços contínuos com resultados a longo prazo: Infraestrutura

• Continuar desenvolvendo infraestrutura multimodal integrada tendo em vista a mitigação de impacto ambiental

No curto a médio prazo:

• Renovação da frota: considerar regulamentação e incentivos financeiros para acelerar a renovação da frota (por exemplo, programa de

sucateamento ligado a inspeção, manutenção e custo de registro de veículos)

• Operação da frota:

– Facilitar parceiras que estimulem e reconheçam esforço voluntario do setor privado (a exemplo da U.S. SmartWay ou China)

– Aumentar acesso a financiamento a renovação da frota e capacitação para disseminar melhores praticas

• Inovações e a Frota Futura

– Apoiar inovação no setor, revendo estrutura regulamentaria (por exemplo, avaliação de pilotos)

– Promover inovação com incentivos fiscais e regulamentários (exemplo da U.S. 21st Century Truck Initiative)

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Recomendações: próximos passos

• Desenvolver um programa de parceria público-privado

– Estratégia de baixo risco, investimento modesto – Nos moldes de uma unidade de PPP

• Iniciativas para acelerar inovações

– Suporte financeiro para programa pilotos de pequena escala (avaliar e divulgar resultados)

– Canal de dialogo com empresas inovadoras

• Criar um fundo rotativo “verde”

– Complementação ao Procaminhoneiro e outros: Caminhões novos

– Sucateamento

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Modelo de Parceria Voluntaria – “SmartWay”

Fornecedor de Tecnologias Bancos, ONGs Shipper embarcador Carrier Transportador Coordenador Convenio, Ferramentas Dados D ado s Certificação Testes Co nv eni o, Fe rr am en ta s Economia Combustível Redução de Emissões Consumidor Marketing Mercado Imagem Ambiental

Objetivo: Acelerar a modernização da frota

Fa

ci

lit

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“SmartWay” resultados nos EUA

>2,800 parceiros:

– 650.000 caminhões (>10% do setor)

– 100 bilhões de km por ano (30% do setor)

– Consome >40 bilhões litros de combustível (32% do setor)

– Integrantes: os maiores embarcadores e transportadores, instalações de serviços para caminhões, vendedores

– Multimodal (inclui operadores ferroviários)

Desde 2004, SmartWay economizou:

– 14.7 million metric tons CO2

– 1.5 billion gallons of diesel fuel

– US$3.6 billion dollars in fuel costs

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Possíveis Funções da Unidade de Coordenação

• Uma equipe pequena com funções especializadas: • Técnico

– Certificação e avaliação de testes, pilotos – Ferramentas para monitorar

• Parcerias e comunicação

– Relações institucionais e recrutamento

– Interlocução com o setor privado, canal de dialogo – Marketing

• Financiamento

– Fundo rotativo

– Institucionalizar programa de incentivo (apoiar pilotos e prêmios de inovação)

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Exemplo de um fundo rotativo

• CSS Revolving Loan Fund nos EUA, com apoio da EPA

• Garantia para alavancar até 9x de capital privado

– Inicio em 2008 com contribuição de US$50 mil

– Atualmente contribuições de US$12 milhões alavancando mais de US$50 milhões de financiamento

• Empréstimos de 3 a 5 anos com juros

– Numero de caminhões substituídos = 1,484

– Numero de caminhões com Upgrade/Retrofit = 5,935

– Economia de combustível (média) = 5.62%

– Redução de emissões CO2 por dia = 234 MT

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Green Freight – Banco Mundial na China

• Teste pilotos

• Assistência técnica no desenvolvimento de uma estratégia abrangente e um programa operacional

• GEF Guangdong Green Freight Demonstration Project

– Componentes: Technology Rebates and Performance-Based Payments

– Capacitação

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Agradecimentos

Parceiros e colaboradores:

• Governo: Ministério do Transporte, Ministério do Meio Ambiente, ANTT

• Desenho e implementação dos testes: CSS, NTC, Ecofrotas, VIC Logistica, Rio Vermelho, Michelin, Barril Fibras, SEST/SENAT

• Avaliação/Validação dos Testes: CSS, IPT-SP • Disseminação: NTC, CNT, IEMA

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Obrigado pela atenção

• Georges Darido, [email protected]

• Equipe Banco Mundial: Shomik Mehndiratta, Eric Lancelot, Gregoire Gauthier, Harvey Scorcia;

Consultores: Ricardo Marar, Joel Smith, Guilherme de Souza, Ana Beatriz Monteiro, Andrea Leal

Referências

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