TERCEIRIZAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO
Tamires Maiara da Silva*
RESUMO: O presente trabalho aborda das mudanças na contratação de trabalho. O principal objetivo é explicar o que seria a terceirização trabalhista, os benefícios e os impactos que causaria em nosso meio socioeconômico. A terceirização ocorre quando uma determinada empresa é contrata por outra para prestar serviços. Nesses casos a empresa contratada que fará a seleção, fiscalização e a remuneração dos funcionários. A partir disso a empresa não cria um vínculo direto com os funcionários, somente com a empresa contratada. É de suma importância que sejam esclarecidas as modificações causadas pela lei 13.429/17 que alterou dispositivos da lei 6.019/74, que regulamenta os contratos de prestação de serviços terceirizados.
Palavras-chaves: terceirização, contrato de trabalho, vínculo de emprego, empregado, empregador.
1. INTRODUÇÃO
A terceirização do mercado de trabalho e as mudanças nessa área possuem grande repercussão, pois quando se trata de leis trabalhistas, todos são atingidos direta ou indiretamente.
Essa mudança traz questões positivas e negativas para o mercado de trabalho. Um ponto vantajoso para os empregadores seriam a redução de custos na empresa com os contratados, flexibilidade de prazos, divisão de tarefas e criação de empregos. Contudo, haveria um aspecto negativo, na qual seria a degradação dos funcionários terceirizados que teriam a remuneração de sua mão de obra reduzida.
* Acadêmica do 4º período do Curso de Direito da Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá - FEPI. E-mail para
contato: [email protected]; Trabalho apresentado no VIII Congresso de Iniciação Científica da FEPI em forma de Pôster.
Ademais, a terceirização do mercado de trabalho estaria, de certo modo, prejudicando os direitos trabalhistas existentes. Atualmente, é permitida somente nas áreas como limpeza, organização, arquivamento de dados e alimentação dentro de uma empresa, não atingindo sua mão de obra direta.
O trabalho, a seguir, pautou-se em pesquisa bibliográfica, doutrinária, jurisprudencial e pesquisa de campo. Observa-se o lado das empresas e o lado do trabalhador. A pesquisa de campo proporciona um resultado mais palpável para o entendimento comum.
2. CONTEXTO HISTÓRICO
Após a segunda Guerra Mundial emergiu a necessidade de expandir a produtividade na indústria bélica. Como as empresas não estavam conseguindo atender a demanda, uma das soluções encontradas foi transferir as atividades não essenciais a outras empresas. Delegando as atividades secundarias a terceiros.
Com isso surgiu, o modelo de produção taylorista, que visava à divisão de tarefas dentro da empresa, especialização do trabalhador, uso de métodos padronizados para reduzir custos, otimização do trabalho, entre outros objetivos (CRUZ, Guilherme Ribeiro. 2009 p. 2).
Porém, no ano de 1970 emergiu uma crise na Europa no qual impactou as estruturas e componentes do Sistema capitalista de produção. A crise abalou as relações de trabalho e emprego. Entre as mudanças trazidas a mais importante foi a eclosão do novo modelo de produção, o Toyotismo. Esse novo método visava aumentar à produtividade do trabalho e apta a empresa a competições no Sistema econômico.
Com essa nova metodologia de produção, nasce a ideia de horizontalização. No modelo taylorista usava-se a organização verticalizada. A horizontalização é uma maneira moderna de se trabalhar, as empresas formam parcerias para a produção de um produto ou serviço para o consumidor final. Assim, os custos são reduzidos e o volume da produção passa a ser mais flexível.
A verticalização já é o inverso, a empresa toma a frente de todas as atividades, não há empresas parceiras na produção, tomando assim toda a responsabilidade pela produção.
Com o Toyotismo emergindo após a crise e consequentemente a horizontalização, começou a surgir às empresas de pequeno porte, em que o principal objetivo era a prestação de serviços a empresas maiores, conhecidas atualmente como empresas terceirizadas.
3. CONCEITO DE TERCEIRIZAÇÃO
A atual lei 13.419/2017 dispõe sobre conceito de trabalho temporário com sendo aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços. Assim, na terceirização há a transferência de atividades que, em um primeiro momento, poderiam ser feitas pela própria empresa contratante para uma empresa diversa e, normalmente, especializada naquela atividade.
Para um entendimento simplificado define Mauricio Godinho, o conceito de terceirização:
Fenômeno pelo qual se dissocia a relação econômica de trabalho da relação justrabalhista que lhe seria correspondente. Por tal fenômeno insere-se o trabalhador no processo produtivo do tomador de serviços sem que se estendam a este os laços justrabalhista, que se preservam fixados com uma atividade interveniente. (GODINHO; Mauricio. 2015 p. 475).
4. VANTAGENS E DESVANTEGENS DA TERCEIRIZAÇÃO
A prática da terceirização torna-se comum entre as empresas, com a possibilidade de terceirizarem-se quase todos os serviços, incluindo as atividades afins, o que anterior a lei atual não era possível (MELO, Pollyanna 2009).
Há pontos, positivos e negativos, reúne discussões após as mudanças trabalhistas. Algumas das vantagens serão que, através da terceirização as pessoas terão flexibilidade em seus horários, podendo se dedicar a outras atividades, além disso, o aumento na produtividade e em empregos também é uma vantagem que deve ser analisada.
A celebração do contrato ficou mais passível de mudanças. Empregado e Empregador decidem a melhor forma que deve ser feito o serviço.
Com a terceirização a empresa poderá focar seus recursos na produção real da empresa, aquela que gera o lucro da empresa, melhorando a qualidade em seus serviços. Outro fator importante é a redução de custos que as empresas tomadoras terão ao não adquirirem nenhum vínculo com o empregado.
Outras vantagens são: simplificação da estrutura administrativa; redução do custo dos estoques; e aumento da participação dos dirigentes nas demandas principais da empresa.
Contudo, há que diga que trará algumas desvantagens, principalmente no que tange aos trabalhadores como a incerteza da instabilidade no emprego pelo empregador, os prazos estipulados aos mesmos podem não ser renovados. Aumento nos acidentes de trabalho, aumento na rotatividade, diminuição nos salários, entre outros fatores.
Outras desvantagens são: os serviços da empresa contratada podem não ter a qualidade esperada; os terceirizados podem não estar devidamente legalizados e registrados. Caso isso aconteça, seu empreendimento poderá ser autuado pelo Ministério do Trabalho ou sofrer ações trabalhistas; e os serviços precisam ser fiscalizados para verificar se estão de acordo com o que foi solicitado.
5. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS CARACTERÍSTICOS DO VÍNCULO DE EMPREGO
A ausência de característica deixa dúvidas em todo meio trabalhista. Predomina o entendimento de que não forma vínculo de emprego com as empresas tomadoras a contratação de serviços especializados para atender a atividade-meio, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta (Enunciado nº 331, III, do TST). Os demais elementos caracterizadores da relação de emprego - não-eventualidade e onerosidade – não chegam a constituir, para estes casos, marcos definidores para aferição da tipicidade contratual.
Isto porque a onerosidade está presente tanto no contrato de emprego que se forma diretamente com o beneficiado pelo serviço, como na subcontratação, via terceirização. Como já analisado em item anterior, atividades que constituem necessidade eventual, ou não, da empresa podem ser terceirizadas licitamente, sobretudo quando se trata de serviço de natureza especializada. (MOURA, Claudia Guimarães. 2010 p. 42)
Quanto à pessoalidade, se caracteriza pela obrigação do Empregado prestar os serviços, ou seja, o trabalho com o qual o empregador tem o direito de contar determinado e específico. Assim, não pode o empregado, por sua iniciativa, fazer-se substituir por outra pessoa, sem o consentimento do empregador. Também não pode o tomador do serviço exigir que o trabalho seja prestado apenas por determinada pessoa, sem permitir que a empresa intermediária possa
substituí-la por outro empregado, sob pena de caracterização da pessoalidade. Na terceirização, as exigências do tomador ficam limitadas a qualidade do serviço.
Registre-se que o requisito caracterizador da relação de emprego - a subordinação do empregado marca distintiva do contrato de trabalho numa relação jurídica, também se faz essencial para aferição da legalidade contratual na terceirização. E, para aferição da subordinação hierárquica, temos que nos ater aos seus dois polos caracterizadores, que são direção e fiscalização. Quem deve direcionar e, sobretudo, fiscalizar o trabalho do empregado é a empresa intermediária e não a tomadora do serviço.
Dessa forma, ainda que a terceirização alcance apenas os serviços pertinentes a atividade-meio, quando presentes os requisitos caracterizadores do vínculo de emprego, exercidos diretamente pela empresa tomadora do serviço, sobretudo pessoalidade e/ou subordinação direta, há contrato de emprego e o vínculo se forma diretamente com o tomador do serviço. (MOURA, Claudia Guimarães. 2010 p. 43)
6. POSICIONAMENTO JURISPRUDENCIAL
RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS. ATIVIDADE FIM. RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO DIRETAMENTE COM O TOMADOR DE SERVIÇOS. Diante do quadro fático delineado no acórdão recorrido, insuscetível de reexame nesta instância extraordinária, a teor da Súmula 126 do TST, de que não houve a subordinação e a exclusividade na prestação dos serviços da reclamante ao terceiro reclamado, inviável o reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços. Recurso de revista não conhecido.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. VÍCIOS. INEXISTÊNCIA. TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ENTE PÚBLICO A ausência de fiscalização foi examinada na decisão embargada. Não evidenciado qualquer dos vícios especificados nos artigos 535 do CPC e 897-A da CLT, não se viabiliza a oposição dos embargos de declaração. Embargos de declaração rejeitados.
RECURSO DE REVISTA. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. DURAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS. Inviável o conhecimento de recurso de revista na hipótese indica apenas contrariedade à Súmula nº 331, VI, na medida em que tal verbete não aborda a discussão acerca da limitação da responsabilidade subsidiária ao período de duração do contrato de terceirização. Recurso de revista não
conhecido. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CONDENAÇÃO EM LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ À OUTRA RECLAMADA. Não há interesse recursal se a condenação em honorários advocatícios decorreu de penalidade aplicada apenas à outra reclamada, nos termos do artigo 18 do CPC. Recurso de revista não conhecido.
7. ALTERAÇÃO DA LEI
A lei 6.019/74 que tratava dos serviços temporários teve seus dispositivos alterados dia 31 de março de 2017 pela lei 13.429/17.
A atual legislação alterou os arts. 1º, 2º, 3º, 4°, 5º, 6º 9º, 10°, 11º e 12º da lei 6.019, além disso, passou a regular os serviços terceirizados nas atividades fins, visto que anterior a essa lei a terceirização só era permitida para atividades como limpeza, segurança, serviços especializados, etc. A seguir, veremos as disposições e mudanças com a atual lei vigente.
Para que a empresa temporária possa existir ela deve possuir cadastro nacional de pessoa jurídica, possuir capital social compatível com o número de funcionários, por exemplo: empresas com até dez empregados - capital mínimo de R$ 10.000,00; empresas com mais de dez e até vinte empregados - capital mínimo de R$ 25.000,00; empresas com mais de vinte e até cinquenta empregados - capital mínimo de R$ 45.000,00; empresas com mais de cinquenta e até cem empregados - capital mínimo de R$ 100.000,00; e empresas com mais de cem empregados - capital mínimo de R$ 250.000,00; além disso, é necessário possuir o registro na Junta comercial.
A empresa prestará serviços específicos para o qual foi contratada, enquanto os trabalhadores terceirizados continuarão com sua carteira assinada pela mesma a realizar o serviço e não pela contratante.
O contrato realizado pela empresa temporária e a tomadora deverá ser escrito e conter a qualificação das partes, motivo da demanda, o prazo e o valor da prestação.
Assim, esses funcionários não perdem seus direitos como INSS, FGTS, licença à maternidade, férias proporcionais, repouso semanal remunerado, adicional noturno, indenização por dispensa sem justa causa, seguro contra acidente de trabalho e jornada de oito e as horas remuneradas as horas extras. É proibido que a empresa contratante utilize os trabalhadores em atividades diferentes daquelas descritas no contrato, contudo é permitido que o trabalhador seja contratado por mais de uma organização sendo esses serviços realizados no estabelecimento da empresa contratante ou em local distinto, variando a partir de convenção entre as partes.
Em caso de alguma violação aos direitos trabalhistas a responsabilidade é da empresa terceirizada. A contratante deverá exigir os certificados de capacitação e treinamento aos trabalhadores que realizarão serviços específicos.
Uma das alterações feitas pela lei atual foi o prazo para a realização dos serviços que não poderão ultrapassar 180 dias, porém pode ser prorrogado por mais 90 dias com um total de 270 dias. Após esse prazo o empregador só poderá prestar novamente seus serviços a mesma tomadora 90 dias depois, para que não haja vínculo empregatício.
É proibida a contratação desses trabalhadores temporários para substituição de funcionários em greve, assim permanece o direito de greve.
O contrato de experiência não será aplicado ao trabalhador temporário, além disso, a empresa contratante estenderá ao empregador temporário os benefícios prestados aos seus funcionários como atendimento médico, refeição, diminuindo a desigualdade entre os empregados.
A empresa tomadora do serviço possui responsabilidade subsidiaria pelo trabalhador terceirizado.
8. CONCLUSÃO
Em virtude das informações analisadas e das pesquisas realizadas, pode-se concluir que a terceirização será benéfica para as empresas e chefes. Já em relação aos empregados, haverá uma redução de cerca de 20% do salário, trabalharão em maior carga horária, ficarão menos tempo empregados devido a rotatividade que a mesma possibilita além de estarem mais sujeitos aos acidentes trabalhistas. Outro fator que deverá ser observado é a possibilidade do aumento de trabalho escravo no país.
Devido à falta de conhecimento sobre essa nova lei, muitas pessoas tendem a criticar e desvalorizar o trabalho realizado por estes trabalhadores.
A lei 13.429/17 foi sancionada no dia 31 de março de 2017 regulamentando a terceirização e a contratação de trabalho temporário. Esta que alterou dispositivos da lei 6.019/74.
9. REFERÊNCIAS
GARCIA, P. (s.d.). UMC. Fonte: UNIVERSIDADE UMC.
http://www.umc.br/_img/_diversos/pesquisa/pibic_pvic/XIX_congresso/artigos/Paula_Garcia. pdf.%20Acesso%20em%2025%20de%20junho%20de%202017.
Maia, A. O. (2015 de Abril de 2015). ARTIGO. Acesso em julho de 2017, disponível em CÂMARA: <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor =1325350&filenam=Tramitacao-PL+4330/2004>. Acesso em 25 de junho de 2017.
RH, M. (s.d.). MUNDO RH TERCEIRIZAÇÃO DO TRABLHO.Disponível em MUNDO RH:
<http://www.mundorh.com.br/terceiriza%C3%A7%C3%A3o-do-trabalho-como-vai-funcionar/>. Acesso em 20 de junho de 2017.
VIVEIROS, Luciano. CLT comentada: Doutrina e jurisprudência. 7ed. Revistas dos tribunais.
Dispõe sobre trabalhos temporários. <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13429.htm>. Acesso em 30 de outubro de 2017.
Altera dispositivos da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974, que dispõe sobre o trabalho temporário nas empresas urbanas e dá outras providências; e dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de prestação de serviços a terceiros. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6019.htm>. Acesso em 30 de outubro de 2017.
ALVARENGA, Bianca. Estudo mostra que terceirização não significa salários mais baixos. Disponível em:<http://veja.abril.com.br/economia/estudo-mostra-que-terceirizacao-nao-significa-salarios-mais-baixos/>. Acesso em 31 de outubro de 2017.
SEBRAE. Disponível em: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/as-
vantagens-e-desvantagens-da-terceirizacao,a3c085a596de0510VgnVCM1000004c00210aRCRD>. Acesso em 31 de outubro de 2017.
MELO, Pollyanna. VANTAGENS DA TERCERIZAÇÃO. Admisnistradores.com Disponível em: <http://www.ad
ministradores.com.br/noticias/negocios/vantagens-da-terceirizacao-de-servicos/20481/>. Acesso em 30 de outubro de 2017.
DELGADO, Mauricio Godinho Curso de direito do trabalho — 14. ed. — São Paulo:LTr, 2015. DELGADO, Mauricio Godinho Curso de direito do trabalho — 16. ed. rev. e ampl. — São Paulo:LTr, 2017.
BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. RR: 10680720135030103, Relator: Dora Maria da Costa, Data de Julgamento: 18/03/2015, 8ª Turma, Data de Publicação: DEJT 20 de março 2015.
BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho - ED-AIRR: 3577620145100004,
Relator: Emmanoel Pereira, Data de Julgamento: 04/11/2015, 5ª Turma, Data de Publicação: DEJT 13 de novembro 2015.
BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho - RR: 8066220135080121, Data de Julgamento: 05/11/2014, Data de Publicação: DEJT 07 de novembro 2014.
MOURA, Claudia Guimarães de. A INTERMEDIAÇÃO DE CONTRATAÇÃO DE MÃO DE OBRA POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO E A FRAUDE AOS DIREITOS TRABALHISTAS. Rio de Janeiro, 2010.Disponível em:
<http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/K214061.pdf>. Acesso em 30 de outubro de 2017.
CRUZ, Guilherme Ribeiro da. A TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA NO BRASIL: ASPECTOS GERAIS DE UMA FLEXIBILIZAÇÃO SEM LIMITE. Disponível em:
<https://www2.direito.ufmg.br/revistadocaap/index.php/revista/article/viewFile/32/31>. Acesso em 30 de outubro de 2017.