• Nenhum resultado encontrado

UM CURSO DE GEOMETRIA ANAL´ITICA E ´

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2019

Share "UM CURSO DE GEOMETRIA ANAL´ITICA E ´"

Copied!
706
0
0

Texto

(1)

GEOMETRIA ANAL´ITICA E ´

ALGEBRA LINEAR

Reginaldo J. Santos

Departamento de Matem ´atica-ICEx

Universidade Federal de Minas Gerais

http://www.mat.ufmg.br/~regi

(2)

´

E proibida a reproduc¸ ˜ao desta publicac¸ ˜ao, ou parte dela, por qualquer meio, sem a pr ´evia autorizac¸ ˜ao, por escrito, do autor.

Editor, Coordenador de Revis ˜ao, Supervisor de Produc¸ ˜ao, Capa e Ilustrac¸ ˜oes: Reginaldo J. Santos

ISBN 85-7470-006-1

Ficha Catalogr ´afica

Santos, Reginaldo J.

S237u Um Curso de Geometria Anal´ıtica e ´Algebra Linear / Reginaldo J. Santos - Belo Horizonte: Imprensa Universit ´aria da UFMG, 2007.

1. ´Algebra Linear 2. Geometria Anal´ıtica I. T´ıtulo

(3)

Pref ´acio vii

1 Matrizes e Sistemas Lineares 1

1.1 Matrizes . . . 1

1.1.1 Operac¸ ˜oes com Matrizes . . . 3

1.1.2 Propriedades da ´Algebra Matricial . . . 10

1.1.3 Aplicac¸ ˜ao: Cadeias de Markov . . . 16

Ap ˆendice I: Notac¸ ˜ao de Somat ´orio . . . 33

1.2 Sistemas de Equac¸ ˜oes Lineares . . . 35

1.2.1 M ´etodo de Gauss-Jordan. . . 39

1.2.2 Matrizes Equivalentes por Linhas . . . 50

1.2.3 Sistemas Lineares Homog ˆeneos . . . 52

(4)

2 Invers ˜ao de Matrizes e Determinantes 77

2.1 Matriz Inversa . . . 77

2.1.1 Propriedades da Inversa . . . 79

2.1.2 Matrizes Elementares e Invers ˜ao (opcional) . . . 82

2.1.3 M ´etodo para Invers ˜ao de Matrizes . . . 86

2.1.4 Aplicac¸ ˜ao: Interpolac¸˜ao Polinomial . . . 96

2.1.5 Aplicac¸ ˜ao: Criptografia . . . 98

2.2 Determinantes . . . 107

2.2.1 Propriedades do Determinante . . . 113

2.2.2 Matrizes Elementares e o Determinante (opcional) . . . 128

Ap ˆendice II: Demonstrac¸ ˜ao do Teorema 2.11 . . . 136

3 Vetores no Plano e no Espac¸o 142 3.1 Soma de Vetores e Multiplicac¸ ˜ao por Escalar . . . 144

3.2 Produtos de Vetores . . . 180

3.2.1 Norma e Produto Escalar . . . 180

3.2.2 Projec¸ ˜ao Ortogonal . . . 194

3.2.3 Produto Vetorial . . . 197

3.2.4 Produto Misto . . . 209

Ap ˆendice III: Demonstrac¸ ˜ao do item (e) do Teorema 3.5 . . . 226

4 Retas e Planos 229 4.1 Equac¸ ˜oes de Retas e Planos . . . 229

4.1.1 Equac¸ ˜oes do Plano . . . 229

4.1.2 Equac¸ ˜oes da Reta . . . 244

(5)

4.2.1 Angulosˆ . . . 270

4.2.2 Dist ˆancias . . . 277

5 Espac¸osRn 300 5.1 Independ ˆencia Linear . . . 300

5.1.1 Os Espac¸osRn . . . . 300

5.1.2 Combinac¸˜ao Linear . . . 305

5.1.3 Independ ˆencia Linear. . . 311

5.1.4 Posic¸˜oes Relativas de Retas e Planos . . . 322

5.2 Subespac¸os, Base e Dimens ˜ao . . . 329

Ap ˆendice IV: Outros Resultados . . . 355

5.3 Produto Escalar emRn . . . . 363

5.3.1 Produto Interno . . . 363

5.3.2 Bases Ortogonais e Ortonormais . . . 372

5.4 Mudanc¸a de Coordenadas . . . 382

5.4.1 Rotac¸ ˜ao . . . 388

5.4.2 Translac¸ ˜ao . . . 390

5.4.3 Aplicac¸ ˜ao: Computac¸ ˜ao Gr ´afica - Projec¸ ˜ao Ortogr ´afica . . . 393

6 Diagonalizac¸ ˜ao 405 6.1 Diagonalizac¸ ˜ao de Matrizes . . . 405

6.1.1 Motivac¸˜ao . . . 405

6.1.2 Autovalores e Autovetores . . . 408

6.1.3 Diagonalizac¸ ˜ao . . . 418

6.2 Diagonalizac¸ ˜ao de Matrizes Sim ´etricas . . . 440

(6)

6.2.2 Matrizes Ortogonais . . . 443

Ap ˆendice V: Autovalores Complexos . . . 454

6.3 Aplicac¸ ˜ao: Identificac¸ ˜ao de C ˆonicas . . . 458

6.3.1 Elipse . . . 458

6.3.2 Hip ´erbole . . . 465

6.3.3 Par ´abola . . . 472

Respostas dos Exerc´ıcios 500

Bibliografia 683

(7)

Este texto cobre o material para um curso de um semestre de Geometria Anal´ıtica e ´Algebra Linear ministrado nos primeiros semestres para estudantes da ´area de Ci ˆencias Exatas. O texto pode, mas n ˜ao ´e necess ´ario, ser acompanhado de um programa como o MATLABr∗, SciLab ou o Maxima.

O conte ´udo ´e dividido em seis cap´ıtulos. O Cap´ıtulo 1 trata das matrizes e sistemas lineares. Aqui todas as propriedades da ´algebra matricial s ˜ao demonstradas. A resoluc¸ ˜ao de sistemas lineares ´e feita usando somente o m ´etodo de Gauss-Jordan (transformando a matriz at ´e que ela esteja na forma escalonada reduzida). Este m ´etodo requer mais trabalho do que o m ´etodo de Gauss (transformando a matriz, apenas, at ´e que ela esteja na forma escalonada). Ele foi o escolhido, por que tamb ´em ´e usado no estudo da invers ˜ao de matrizes no Cap´ıtulo 2. Neste Cap´ıtulo ´e tamb ´em estudado o determinante, que ´e definido usando cofatores. As demonstrac¸ ˜oes dos resultados deste cap´ıtulo podem ser, a crit ´erio do leitor, feitas somente para matrizes3×3.

O Cap´ıtulo 3 trata de vetores no plano e no espac¸o. Os vetores s ˜ao definidos de forma geom ´etrica,

(8)

assim como a soma e a multiplicac¸ ˜ao por escalar. S ˜ao provadas algumas propriedades geometrica-mente. Depois s ˜ao introduzidos sistemas de coordenadas de forma natural sem a necessidade da definic¸ ˜ao de base. Os produtos escalar e vetorial s ˜ao definidos tamb ´em geometricamente. O Cap´ıtulo 4 trata de retas e planos no espac¸o. S ˜ao estudados ˆangulos e dist ˆancias entre retas e planos.

O Cap´ıtulo 5 cobre a teoria dos espac¸os euclidianos. O conceito de depend ˆencia e independ ˆencia linear ´e introduzido de forma alg ´ebrica, acompanhado da interpretac¸ ˜ao geom ´etrica para os casos de R2eR3. Aqui s ˜ao estudadas as posic¸ ˜oes relativas de retas e planos como uma aplicac¸ ˜ao do conceito

de depend ˆencia linear. S ˜ao tamb ´em tratados os conceitos de geradores e de base de subespac¸os. S ˜ao abordados tamb ´em o produto escalar e bases ortonormais. O Cap´ıtulo ´e terminado com mudanc¸a de coordenadas preparando para o Cap´ıtulo de diagonalizac¸ ˜ao.

O Cap´ıtulo 6 traz um estudo da diagonalizac¸ ˜ao de matrizes em geral e diagonalizac¸ ˜ao de matrizes sim ´etricas atrav ´es de um matriz ortogonal. ´E feita uma aplicac¸ ˜ao ao estudo das sec¸ ˜oes c ˆonicas.

Os exerc´ıcios est ˜ao agrupados em tr ˆes classes. Os “Exerc´ıcios Num ´ericos”, que cont ´em exerc´ıcios que s ˜ao resolvidos fazendo c ´alculos, que podem ser realizados sem a ajuda de um com-putador ou de uma m ´aquina de calcular. Os “Exerc´ıcios Te ´oricos”, que cont ´em exerc´ıcios que reque-rem demonstrac¸˜oes. Alguns s ˜ao simples, outros s ˜ao mais complexos. Os mais dif´ıceis complemen-tam a teoria e geralmente s ˜ao acompanhados de sugest ˜oes. Os “Exerc´ıcios usando o MATLABr”, que cont ´em exerc´ıcios para serem resolvidos usando o MATLABr ou outro software. Os comandos necess ´arios a resoluc¸ ˜ao destes exerc´ıcios s ˜ao tamb ´em fornecidos juntamente com uma explicac¸ ˜ao r ´apida do uso. Os exerc´ıcios num ´ericos s ˜ao imprescind´ıveis, enquanto a resoluc¸ ˜ao dos outros, de-pende do n´ıvel e dos objetivos pretendidos para o curso.

(9)

direci-onadas para o estudo de Geometria Anal´ıtica e ´Algebra Linear pode ser obtido na web na p ´agina do autor, assim como um texto com uma introduc¸ ˜ao ao MATLABre instruc¸ ˜oes de como instalar o pacote gaal. O MATLABr n ˜ao ´e um software gratuito, embora antes a vers ˜ao estudante vinha gr ´atis ao se comprar o guia do usu ´ario. Atualmente o SciLab ´e uma alternativa gratuita, mas que n ˜ao faz c ´alculo simb ´olico. O Maxima ´e um programa de computac¸ ˜ao alg ´ebrica gratuito. Ambos podem ser usados como ferramenta auxiliar na aprendizagem de Geometria Anal´ıtica e ´Algebra Linear. Na p ´agina do autor na web podem ser encontrados pacotes de func¸ ˜oes para estes programas al ´em de links para as p ´aginas do SciLab e do Maxima e v ´arias p ´aginas interativas que podem auxiliar na aprendizagem.

No fim de cada cap´ıtulo temos um “Teste do Cap´ıtulo” para que o aluno possa avaliar os seus conhecimentos. Os Exerc´ıcios Num ´ericos e os Exerc´ıcios usando o MATLABr est ˜ao resolvidos ap ´os o ´ultimo cap´ıtulo utilizando o MATLABr. Desta forma o leitor que n ˜ao estiver interessado em usar o software pode obter apenas as respostas dos exerc´ıcios, enquanto aquele que tiver algum interesse, pode ficar sabendo como os exerc´ıcios poderiam ser resolvidos fazendo uso do MATLABre do pacote gaal.

(10)

Hist ´orico

Julho 2007 Algumas correc¸ ˜oes. As respostas de alguns exerc´ıcios foram reescritas.

Marc¸o 2007 V ´arias figuras foram refeitas e outras acrescentadas. Foram reescritos o Exemplo 3.12 e o Corol ´ario 3.10. Na sec¸ ˜ao 5.2 um exemplo foi reescrito e acrescentado mais um. Os Exemplos 5.25e 5.26 foram reescritos, sa´ıram do ap ˆendice e voltaram ao texto normal. A sec¸ ˜ao 5.4 de Mudanc¸a de Coordenadas foi reescrita e acrescentada uma aplicac¸ ˜ao `a computac¸ ˜ao gr ´afica. Foram acrescentados dois exerc´ıcios na sec¸ ˜ao de Matrizes, um na de Invers ˜ao de Matrizes, um na sec¸ ˜ao de Determinantes, dois na de Produto de Vetores, um na de Subespac¸os, um na de Produto Escalar emRn, tr ˆes na de Mudanc¸a de Coordenadas, quatro na de Diagonalizac¸ ˜ao e um na de Diagonalizac¸ ˜ao de Matrizes Sim ´etricas. Foram corrigidos alguns erros.

Julho 2006 Foi acrescentado o Exemplo 2.16 na p ´agina 124. A sec¸ ˜ao 3.2 ’Produtos de Vetores’ foi reescrita. Foi acrescentado um exerc´ıcio na sec¸ ˜ao 4.2. O Cap´ıtulo 5 foi reescrito. Foram corrigidos alguns erros.

Marc¸o 2006 A Sec¸ ˜ao 1.1 de Matrizes e a Sec¸ ˜ao 2.2 de Determinantes foram reescritas. Na sec¸ ˜ao 1.2 o Teorema 1.4 voltou a ser que toda matriz ´e equivalente por linhas a uma ´unica matriz na forma escalonada reduzida. Foram acrescentados v ´arios exerc´ıcios aos Cap´ıtulos 3 e 4. O Cap´ıtulo 5 foi reescrito. Foram acrescentados exerc´ıcios te ´oricos `a sec¸ ˜ao ’Aplicac¸ ˜ao `a C ˆonicas’.

(11)

equivalente por linhas” com a demonstrac¸ ˜ao. O que antes era Exemplo 1.14 passou para o lugar do Exemplo 1.10. O Exemplo 2.5 foi modificado. No Cap´ıtulo 3 foram acrescentados 2 exerc´ıcios na sec¸ ˜ao 3.1, 1 exerc´ıcio na sec¸ ˜ao 3.2. No Cap´ıtulo 4 a sec¸ ˜ao 4.1 foi reescrita e foram acrescentados 2 exerc´ıcios. O Cap´ıtulo 5 foi reescrito. Foi inclu´ıda no Ap ˆendice III da sec¸ ˜ao 5.2. a demonstrac¸ ˜ao de que a forma escalonada reduzida de uma matriz ´e ´unica. A sec¸ ˜ao ’Diagonalizac¸˜ao de Matrizes’ ganhou mais um exerc´ıcio te ´orico.

Setembro 2003 Foi acrescentada a regra de Cramer na sec¸ ˜ao ’Determinantes’ (Exemplo 2.20). A sec¸ ˜ao ’Subespac¸os, Base e Dimens ˜ao’ foi reescrita. Foi acrescentado um ap ˆendice a esta sec¸ ˜ao com ’Outros resultados’. A Proposic¸ ˜ao 5.15 da sec¸ ˜ao ’Produto Escalar em Rn foi re-escrita. A sec¸ ˜ao ’Diagonalizac¸ ˜ao de Matrizes’ ganhou mais dois exerc´ıcios te ´oricos. A sec¸ ˜ao ’Diagonalizac¸˜ao de Matrizes Sim ´etricas’ ganhou um ap ˆendice sobre ’Autovalores Complexos’.

Novembro 2002 V ´arias correc¸ ˜oes incluindo respostas de exerc´ıcios. A sec¸ ˜ao ’Subespac¸os, Base e Dimens ˜ao’ ganhou mais um exemplo e um exerc´ıcio. A sec¸ ˜ao ’Diagonalizac¸˜ao de Matrizes Sim ´etricas’ ganhou mais um exemplo.

Julho 2001 Revis ˜ao completa no texto. Novos exerc´ıcios nas sec¸ ˜oes ’Matrizes’ e ’Sistemas Lineares’. As sec¸ ˜oes ’Subespac¸os’ e ’Base e Dimens ˜ao’ tornaram-se uma s ´o. A sec¸ ˜ao ’Mudanc¸a de Coordenadas’ passou do Cap´ıtulo 6 para o Cap´ıtulo 5.

(12)

Sugest ˜ao de Cronograma

Cap´ıtulo 1 8 aulas

Cap´ıtulo 2 8 aulas

Cap´ıtulo 3 8 aulas

Cap´ıtulo 4 8 aulas

Cap´ıtulo 5 16 (12) aulas

Cap´ıtulo 6 12 aulas

(13)

Matrizes e Sistemas Lineares

1.1

Matrizes

UmamatrizA,m×n(mporn), ´e uma tabela demnn ´umeros dispostos emmlinhas encolunas

A=

   

a11 a12 . . . a1n

a21 a22 . . . a2n

..

. . . . ...

am1 am2 . . . amn

   

.

Ai- ´esima linhadeA ´e

ai1 ai2 . . . ain

(14)

parai= 1, . . . , me aj- ´esima colunadeA ´e 

   

a1j

a2j

.. .

amj

   

,

paraj = 1, . . . , n. Usamos tamb ´em a notac¸ ˜aoA = (aij)m×n. Dizemos queaij ou[A]ij ´e oelemento

ou aentradade posic¸ ˜aoi, jda matrizA.

Sem=n, dizemos queA ´e umamatriz quadrada de ordemne os elementosa11, a22, . . . , ann

formam adiagonal (principal)deA.

Exemplo 1.1. Considere as seguintes matrizes:

A=

1 2 3 4

, B =

−2 1 0 3

, C =

1 3 0 2 4 2

,

D= 1 3 2 , E =

1 4

−3

 eF = 3 .

As matrizesA eB s ˜ao 2×2. A matrizC ´e 2×3, D ´e 1×3, E ´e 3×1e F ´e1×1. De acordo com a notac¸ ˜ao que introduzimos, exemplos de elementos de algumas das matrizes dadas acima s ˜ao

a12= 2,c23 =−2,e21 = 4,[A]22= 4,[D]12= 3.

(15)

matriz coluna. Matrizes linha e matrizes coluna s ˜ao chamadas devetores. O motivo ficar ´a claro na Sec¸ ˜ao5.1na p ´agina300.

Dizemos que duas matrizes s ˜ao iguais se elas t ˆem o mesmo tamanho e os elementos correspon-dentes s ˜ao iguais, ou seja,A = (aij)m×n eB = (bij)p×q s ˜aoiguaissem = p, n = q eaij = bij

parai= 1, . . . , mej = 1, . . . , n.

Vamos definir operac¸ ˜oes matriciais an ´alogas `as operac¸ ˜oes com n ´umeros e provar propriedades que s ˜ao v ´alidas para essas operac¸ ˜oes. Veremos, mais tarde, que um sistema de equac¸ ˜oes lineares pode ser escrito em termos de uma ´unica equac¸ ˜ao matricial.

Vamos, agora, introduzir as operac¸ ˜oes matriciais.

1.1.1

Operac¸ ˜oes com Matrizes

Definic¸ ˜ao 1.1. A soma de duas matrizes de mesmo tamanho A = (aij)m×n e B = (bij)m×n ´e

definida como sendo a matrizm×n

C =A+B

obtida somando-se os elementos correspondentes deAeB, ou seja,

cij =aij +bij,

(16)

Exemplo 1.2. Considere as matrizes:

A=

1 2 3

3 4 0

, B =

−2 1 5

0 3 4

Se chamamos deCa soma das duas matrizesAeB, ent ˜ao

C=A+B =

1 + (2) 2 + 1 3 + 5 3 + 0 4 + 3 0 + (4)

=

−1 3 2

3 7 4

(17)

Definic¸ ˜ao 1.2. Amultiplicac¸ ˜ao de uma matrizA = (aij)m×npor um escalar(n ´umero)α ´e definida

pela matrizm×n

B =αA

obtida multiplicando-se cada elemento da matrizApelo escalarα, ou seja,

bij =α aij,

parai = 1, . . . , mej = 1, . . . , n. Escrevemos tamb ´em[αA]ij = α aij. Dizemos que a matrizB ´e

umm ´ultiplo escalarda matrizA.

Exemplo 1.3. O produto da matrizA=

−2 1

0 3

5 4

pelo escalar3 ´e dado por

−3A=

(3)(2) (3) 1 (3) 0 (3) 3 (3) 5 (3)(4)

= 

6 3 0 9

−15 12

(18)

Definic¸ ˜ao 1.3. Oprodutode duas matrizes, tais que o n ´umero de colunas da primeira matriz ´e igual ao n ´umero de linhas da segunda,A= (aij)m×p eB = (bij)p×n ´e definido pela matrizm×n

C =AB

obtida da seguinte forma:

cij = ai1b1j+ai2b2j +. . .+aipbpj, (1.1)

parai= 1, . . . , mej = 1, . . . , n. Escrevemos tamb ´em[AB]ij =ai1b1j +ai2b2j+. . .+aipbpj.

A equac¸ ˜ao (1.1) est ´a dizendo que o elemento i, j do produto ´e igual `a soma dos produtos dos elementos dai- ´esima linha deApelos elementos correspondentes daj- ´esima coluna deB.

 

c11 . . . c1n

..

. cij ...

cm1 . . . cmn

  =        

a11 a12 . . . a1p

..

. . . . ...

ai1 ai2 . . . aip

..

. . . . ...

am1 am2 . . . amp

             b11 b21 .. .

bp1

. . . . . . . . . . . .

b1j

b2j

.. . bpj . . . . . . . . . . . .

b1n

b2n

.. . bpn     

A equac¸ ˜ao (1.1) pode ser escrita de forma compacta usando anotac¸ ˜ao de somat ´orio.

[AB]ij =ai1b1j+ai2b2j +. . .+aipbpj = p

X

k=1

(19)

e dizemos “somat ´orio dekvariando de1apdeaikbkj”. O s´ımbolo p

X

k=1

significa que estamos fazendo

uma soma em que o ´ındicek est ´a variando dek = 1at ´ek =p. Algumas propriedades da notac¸ ˜ao de somat ´orio est ˜ao explicadas noAp ˆendice I na p ´agina33.

Exemplo 1.4. Considere as matrizes:

A=

1 2 3

3 4 0

, B =

−2 1 0

0 3 0

5 4 0

 .

Se chamamos deCo produto das duas matrizesAeB, ent ˜ao

C=AB =

1 (2) + 2·0 + (3) 5 1·1 + 2·3 + (3) (4) 0 3 (2) + 4·0 + 0·5 3·1 + 4·3 + 0 (4) 0

=

−17 19 0

−6 15 0

.

(20)

Exemplo 1.5. SejamA =

1 2 3 4

eB =

−2 1 0 3

. Ent ˜ao,

AB =

−2 7

−6 15

e BA=

1 0 9 12

.

Vamos ver no pr ´oximo exemplo como as matrizes podem ser usadas para descrever quantitativa-mente um processo de produc¸ ˜ao.

Exemplo 1.6. Uma ind ´ustria produz tr ˆes produtos, X, Y e Z, utilizando dois tipos de insumo, A e B. Para a manufatura de cada kg de X s ˜ao utilizados 1 grama do insumo A e 2 gramas do insumo B; para cada kg de Y, 1 grama de insumo A e 1 grama de insumo B e, para cada kg de Z, 1 grama de A e 4 gramas de B. Usando matrizes podemos determinar quantos gramas dos insumos A e B s ˜ao necess ´arios na produc¸ ˜ao dexkg do produto X,ykg do produto Y ezkg do produto Z.

X Y Z gramas de A/kg

gramas de B/kg

1 1 1 2 1 4

= A X =

x y z

kg de X produzidos kg de Y produzidos kg de Z produzidos

AX =

x+y+z

2x+y+ 4z

(21)

Definic¸ ˜ao 1.4. Atranspostade uma matrizA= (aij)m×n ´e definida pela matrizn×m

B =At

obtida trocando-se as linhas com as colunas, ou seja,

bij =aji,

parai= 1, . . . , nej = 1, . . . , m. Escrevemos tamb ´em[At]

ij =aji.

Exemplo 1.7. As transpostas das matrizes

A=

1 2 3 4

, B =

−2 1 0 3

e C=

1 3 0 2 4 2

s ˜ao

At=

1 3 2 4

, Bt =

−2 0 1 3

e Ct=

1 2

3 4

0 2

 .

(22)

1.1.2

Propriedades da ´

Algebra Matricial

Teorema 1.1. SejamA,B eCmatrizes com tamanhos apropriados,αeβescalares. S ˜ao v ´alidas as seguintes propriedades para as operac¸ ˜oes matriciais:

(a) (comutatividade)A+B =B+A;

(b) (associatividade)A+ (B+C) = (A+B) +C;

(c) (elemento neutro) A matriz¯0,m×n, definida por[¯0]ij = 0, parai= 1, . . . , m,j = 1, . . . , n ´e

tal que

A+ ¯0 =A,

para toda matrizA,m×n. A matriz¯0 ´e chamadamatriz nulam×n.

(d) (elemento sim ´etrico) Para cada matrizA, existe uma ´unica matriz A, definida por[A]ij =

−aij tal que

A+ (A) = ¯0.

(e) (associatividade)α(βA) = (αβ)A;

(f) (distributividade)(α+β)A=αA+βA;

(g) (distributividade)α(A+B) =αA+αB;

(23)

(i) (elemento neutro) Para cada inteiro positivopa matriz,p×p,

Ip =

   

1 0 . . . 0 0 1 . . . 0

..

. . . . ...

0 0 . . . 1

   

,

chamadamatriz identidade ´e tal que

A In=ImA =A, para toda matrizA= (aij)m×n.

(j) (distributividade)A(B+C) =AB +AC e(B+C)A=BA+CA;

(k) α(AB) = (αA)B =A(αB);

(l) (At)t=A;

(m) (A+B)t =At+Bt; (n) (αA)t=α At;

(o) (AB)t=BtAt;

(24)

(a) [A+B]ij =aij +bij =bij +aij = [B +A]ij;

(b) [A+ (B+C)]ij =aij+ [B+C]ij =aij + (bij +cij) = (aij+bij) +cij = [A+B]ij +cij = [(A+B) +C]ij;

(c) SejaX uma matrizm×ntal que

A+X =A (1.2)

para qualquer matriz A,m×n. Comparando os elementos correspondentes, temos que

aij +xij =aij,

ou seja,xij = 0, parai = 1. . . , mej = 1. . . , n. Portanto, a ´unica matriz que satisfaz (1.2) ´e

a matriz em que todos os seus elementos s ˜ao iguais a zero. Denotamos a matrizXpor ¯0. (d) Dada uma matrizA,m×n, sejaXuma matrizm×n, tal que

A+X = ¯0. (1.3)

Comparando os elementos correspondentes, temos que

aij +xij = 0,

ou seja,xij = −aij, parai = 1. . . , me j = 1. . . , n. Portanto, a ´unica matriz que satisfaz

(1.3) ´e a matriz em que todos os seus elementos s ˜ao iguais aos sim ´etricos dos elementos de

A. Denotamos a matrizXporA.

(25)

(f) [(α+β)A]ij = (α+β)aij = (αaij) + (βaij) = [αA]ij + [βA]ij = [αA+βA]ij.

(g) [α(A+B)]ij = α[A+B]ij =α(aij +bij) =αaij +αbij = [αA]ij + [αB]ij

= [αA+αB]ij.

(h) A demonstrac¸ ˜ao deste item ´e a mais trabalhosa. SejamA,BeCmatrizesm×p,p×qeq×n

respectivamente. A notac¸ ˜ao de somat ´orio aqui pode ser muito ´util, pelo fato de ser compacta.

[A(BC)]ij = p

X

k=1

aik[BC]kj = p

X

k=1

aik( q

X

l=1

bklclj) = p X k=1 q X l=1

aik(bklclj) =

= p X k=1 q X l=1

(aikbkl)clj = q X l=1 p X k=1

(aikbkl)clj = q X l=1 ( p X k=1

aikbkl)clj =

= q

X

l=1

[AB]ilclj = [(AB)C]ij.

(i) Podemos escrever a matriz identidade em termos do delta de Kronecker que ´e definido por

δij =

1, sei=j

0, sei6=j

como[In]ij =δij. Assim,

[AIn]ij = n

X

k=1

aik[In]kj = n

X

k=1

aikδkj =aij.

(26)

(j) [A(B+C)]ij =

X

k=1

aik[B+C]kj =

X

k=1

aik(bkj+ckj) =

X

k=1

(aikbkj +aikckj) =

= p

X

k=1

aikbkj + p

X

k=1

aikckj = [AB]ij + [AC]ij = [AB +AC]ij.

A outra igualdade ´e inteiramente an ´aloga a anterior e deixamos como exerc´ıcio.

(k) [α(AB)]ij =α p

X

k=1

aikbkj = p

X

k=1

(αaik)bkj = [(αA)B]ij e

[α(AB)]ij =α p

X

k=1

aikbkj = p

X

k=1

aik(αbkj) = [A(αB)]ij.

(l) [(At)t]

ij = [At]ji =aij.

(m) [(A+B)t]

ij = [A+B]ji =aji+bji = [At]ij + [Bt]ij.

(n) [(αA)t]ij = [αA]ji=αaji=α[At]ij = [αAt]ij.

(o) [(AB)t]

ij = [AB]ji =

p

X

k=1

ajkbki = p

X

k=1

[At]kj[Bt]ik = p

X

k=1

[Bt]ik[At]kj = [BtAt]ij.

Adiferenc¸aentre duas matrizes de mesmo tamanhoAeB ´e definida por

(27)

ou seja, ´e a soma da matrizAcom a sim ´etrica da matrizB.

SejamAuma matrizn×nepum inteiro positivo. Definimos apot ˆenciapdeA, porAp =A . . . A

| {z }

pvezes .

E parap= 0, definimosA0 =I

n.

Exemplo 1.8. Vamos verificar se para matrizesAeB, quadradas, vale a igualdade

(A+B)(AB) =A2B2. (1.4)

Usando a propriedade (i) do teorema anterior obtemos

(A+B)(AB) = (A+B)A+ (A+B)(B)

= AA+BAABBB=A2+BAAB B2

Assim,(A+B)(AB) =A2B2 se, e somente se,BAAB = 0, ou seja, se, e somente se,

AB =BA. Como o produto de matrizes n ˜ao ´e comutativo, a conclus ˜ao ´e que a igualdade (1.4),n ˜ao vale para matrizes em geral. Como contra-exemplo basta tomarmos duas matrizes que n ˜ao comutem entre si. Sejam

A =

0 0 1 1

e B =

1 0 1 0

.

Para estas matrizes

A+B =

1 0 2 1

, AB =

−1 0 0 1

, A2 =A=

0 0 1 1

, B2 =B =

1 0 1 0 . Assim,

(A+B)(AB) =

−1 0

−2 1

6

=

−1 0 0 1

(28)

1.1.3

Aplicac¸ ˜ao: Cadeias de Markov

Vamos supor que uma populac¸ ˜ao ´e dividida em tr ˆes estados (por exemplo: ricos, classe m ´edia e pobres) e que em cada unidade de tempo a probabilidade de mudanc¸a de um estado para outro seja constante no tempo, s ´o dependa dos estados. Este processo ´e chamadocadeia de Markov.

Seja tij a probabilidade de mudanc¸a do estado j para o estado i em uma unidade de tempo

(gerac¸ ˜ao). Tome cuidado com a ordem dos ´ındices. A matriz

T = 1

2

3

t11 t12 t13

t21 t22 t23

t31 t32 t33 

 1

2

3

´e chamadamatriz de transic¸ ˜ao. A distribuic¸ ˜ao da populac¸ ˜ao inicial entre os tr ˆes estados pode ser descrita pela seguinte matriz:

P0 = 

p1

p2

p3 

est ´a no estado 1 est ´a no estado 2 est ´a no estado 3

A matrizP0caracteriza a distribuic¸ ˜ao inicial da populac¸ ˜ao entre os tr ˆes estados e ´e chamadavetor de estado. Ap ´os uma unidade de tempo a populac¸ ˜ao estar ´a dividida entre os tr ˆes estados da seguinte forma

P1 = 

t11p1+t12p2+t13p3

t21p1+t22p2+t23p3

t31p1+t32p2+t33p3 

(29)

Lembre-se quetij ´e a probabilidade de mudanc¸a do estadojpara o estadoi. Assim o vetor de estado

ap ´os uma unidade de tempo ´e dada pelo produto de matrizes:

P1 =T P0. Exemplo 1.9. Vamos considerar a matriz de transic¸ ˜ao

T = 1

2

3

   1 2 1 4 0 1 2 1 2 1 2 0 1 4 1 2    1

2

3

(1.5)

e o vetor de estados inicial

P0 =   1 3 1 3 1 3  

est ´a no estado 1 est ´a no estado 2 est ´a no estado 3

(1.6)

que representa uma populac¸ ˜ao dividida de forma que1/3da populac¸ ˜ao est ´a em cada estado. Ap ´os uma unidade de tempo a matriz de estado ser ´a dada por

P1 =T P0 =    1 2 1 4 0 1 2 1 2 1 2

0 14 12

      1 3 1 3 1 3   =    1 4 1 2 1 4   

Como estamos assumindo que em cada unidade de tempo a matriz de transic¸ ˜ao ´e a mesma, ent ˜ao ap ´osk unidades de tempo a populac¸ ˜ao estar ´a dividida entre os tr ˆes estados segundo a matriz de estado

(30)

Assim a matrizTkd ´a a transic¸ ˜ao entrekunidades de tempo.

Veremos naSec¸ ˜ao6.1na p ´agina405como calcular rapidamente pot ˆenciaskde matrizes e assim como determinar a distribuic¸ ˜ao da populac¸ ˜ao ap ´osk unidades de tempo parak um inteiro positivo qualquer.

Exerc´ıcios Num ´ericos

(respostas na p ´agina

501)

1.1.1. Considere as seguintes matrizes

A=

2 0 6 7

, B =

0 4 2 8

, C =

−6 9 7 7 3 2

D =

−6 4 0 1 1 4

−6 0 6

, E = 

6 9 9

−1 0 4

−6 0 1

Se for poss´ıvel calcule:

(a) AB BA, (b) 2CD, (c) (2Dt3Et)t,

(31)

1.1.2. Conhecendo-se somente os produtosAB e AC, como podemos calcularA(B +C), BtAt,

CtAte(ABA)C?

1.1.3. Considere as seguintes matrizes

A=

−3 2 1

1 2 1

, B =

2 1 2 0 0 3   C =  

−2 1 1 0 1 1

−1 0 1

, D= 

d1 0 0

0 d2 0

0 0 d3 

E1 =   1 0 0 

, E2 =   0 1 0 

, E3 =   0 0 1   Verifique que:

(a) AB ´e diferente deBA.

(b) AEj ´e a j- ´esima coluna de A, para j = 1,2,3 e EitB ´e a i- ´esima linha de B, para

i= 1,2,3(o caso geral est ´a noExerc´ıcio1.1.16na p ´agina26).

(c) CD = [ d1C1 d2C2 d3C3 ], em queC1 =   −2 0 −1 

,C2 =   1 1 0 

eC3 =   −1 1 1 

, s ˜ao as

(32)

(d) DC =

d1C1

d2C2

d3C3 

, em que C1 =

−2 1 1 , C2 =

0 1 1 e

C3 =

−1 0 1 s ˜ao as linhas de C (o caso geral est ´a noExerc´ıcio 1.1.17 (b) na p ´agina27).

(e) Escrevendo B em termos das suas colunas, B = [ B1 B2 ], em que B1 =   2 2 0   e

B2 =   −1 0 3 

, o produtoAB pode ser escrito comoAB = A[B1 B2 ] = [AB1 AB2 ] (o caso geral est ´a noExerc´ıcio1.1.18(a) na p ´agina28).

(f) escrevendoAem termos das suas linhas,A1 =

−3 2 1 eA2 =

1 2 1 , o produtoAB pode ser escrito como AB =

A1 A2 B =

A1B

A2B

(o caso geral est ´a no

Exerc´ıcio1.1.18(b) na p ´agina28).

1.1.4. Sejam

A =

1 3 0 0 4 2

e X =

  x y z  .

Verifique quexA1+yA2+zA3 =AX, em queAj ´e aj- ´esima coluna deA, paraj = 1,2,3

(33)

1.1.5. Encontre um valor dextal queABt= 0, em que

A= x 4 2 e B = 2 3 5 .

1.1.6. Mostre que as matrizesA =

1 1y

y 1

, em que y ´e uma n ´umero real n ˜ao nulo, verificam a equac¸ ˜aoX2 = 2X.

1.1.7. Mostre que seAeB s ˜ao matrizes que comutam com a matrizM =

0 1

−1 0

, ent ˜aoAB =

BA.

1.1.8. (a) Determine todas as matrizesA,2×2,diagonais(os elementos que est ˜ao fora da diagonal s ˜ao iguais a zero) que comutam com toda matrizB,2×2, ou seja, tais queAB =BA, para toda matrizB,2×2.

(b) Determine todas as matrizesA, 2×2, que comutam com toda matrizB, 2×2, ou seja, tais queAB =BA, para toda matrizB,2×2.

1.1.9. Verifique queA3 = ¯0, para

A=

0 1 0 0 0 1 0 0 0

.

O caso geral est ´a noExerc´ıcio1.1.29na p ´agina32.

(34)

Uma vez inicializado o MATLABr, aparecer ´a na janela de comandos um prompt>> ouEDU>>. O prompt significa que o MATLABr est ´a esperando um comando. Todo comando deve ser finalizado teclando-se Enter. Comandos que foram dados anteriormente podem ser obtidos novamente usando as teclase . Enquanto se estiver escrevendo um comando, este pode ser corrigido usando as teclas, , Deletee Backspace. O MATLABr faz diferenc¸a entre letras mai ´usculas e min ´usculas.

No MATLABr, pode-se obter ajuda sobre qualquer comando ou func¸ ˜ao. O comando >> help

(sem o prompt >>) mostra uma listagem de todos os pacotes dispon´ıveis. Ajuda sobre um pacote espec´ıfico ou sobre um comando ou func¸ ˜ao espec´ıfica pode ser obtida com o comando >> help nome,

(sem a v´ırgula e sem o prompt>>) em quenomepode ser o nome de um pacote ou o nome de um comando ou func¸ ˜ao.

Al ´em dos comandos e func¸ ˜oes pr ´e-definidas, escrevemos um pacote chamado gaal com func¸ ˜oes espec´ıficas para a aprendizagem de Geometria Anal´ıtica e ´Algebra Li-near. Este pacote pode ser obtido gratuitamente atrav ´es da internet no enderec¸o http://www.mat.ufmg.br/~regi, assim como um texto com uma introduc¸ ˜ao ao MATLABre instruc¸ ˜oes de como instalar o pacotegaal. Depois deste pacote ser devidamente instalado, o comandohelp gaalno prompt do MATLABrd ´a informac¸ ˜oes sobre este pacote.

Mais informac¸ ˜oes sobre as capacidades do MATLABrpodem ser obtidas em [4,28].

Vamos descrever aqui alguns comandos que podem ser usados para a manipulac¸ ˜ao de matri-zes. Outros comandos ser ˜ao introduzidos a medida que forem necess ´arios.

(35)

>> A=[a11,a12,...,a1n;a21,a22,...; ...,amn] cria uma matriz, m por n, usando os elementosa11, a12, ..., amn e a armazena numa vari ´avel de nome A. Por exemplo, >>

A=[1,2,3;4,5,6]cria a matrizA=

1 2 3 4 5 6

;

>> I=eye(n)cria a matriz identidadenporne a armazena numa vari ´avelI;

>> O=zeros(n)ou>> O=zeros(m,n)cria a matriz nulanpornoumporn, respectivamente, e a armazena numa vari ´avelO;

>> A+B ´e a soma deAeB, >> A*B ´e o produto deAporB, >> A.’ ´e a transposta deA,

>> A-B ´e a diferenc¸aAmenosB,

>> num*A ´e o produto do escalarnumporA, >> A^k ´e a pot ˆenciaAelevado ak.

>> A(:,j) ´e a colunaj da matrizA,>> A(i,:) ´e a linhaida matrizA.

>> diag([d1,...,dn])cria uma matriz diagonal, cujos elementos da diagonal s ˜ao iguais aos elementos da matriz[d1,...,dn], ou seja, s ˜aod1,...,dn.

>> A=sym(A) converte a matriz A numa matriz em que os elementos s ˜ao armazenados no formato simb ´olico. A func¸ ˜aonumericfaz o processo inverso.

>> solve(expr) determina a soluc¸ ˜ao da equac¸ ˜ao expr=0. Por exemplo, >> solve(x^2-4)determina as soluc¸ ˜oes da equac¸ ˜aox24 = 0;

Comando do pacote GAAL:

>> A=randi(n) ou >> A=randi(m,n)cria uma matriz npor n oum por n, respectivamente, com elementos inteiros aleat ´orios entre5e5.

1.1.10. Use o MATLABrpara calcular alguns membros da seq ¨u ˆenciaA, A2, . . . , Ak, . . ., para

(a) A=

1 12 0 13

; (b) A =

1 2

1 3

0 15

(36)

A seq ¨u ˆencia parece estar convergindo para alguma matriz? Se estiver, para qual?

1.1.11. Calcule as pot ˆencias das matrizes dadas a seguir e encontre experimentalmente (por tentativa!) o menor inteirok > 1tal que (use o comando>> A=sym(A) depois de armazenar a matriz na vari ´avelA):

(a) Ak =I

3, em que

A =

0 0 1 1 0 0 0 1 0

;

(b) Ak =I

4, em que

A =

  

0 1 0 0

−1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0

  ;

(c) Ak = ¯0, em que

A =

  

0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0

  .

1.1.12. Vamos fazer um experimento no MATLABrpara tentar ter uma id ´eia do qu ˜ao comum ´e encontrar matrizes cujo produto comuta. No prompt do MATLABrdigite a seguinte linha:

(37)

(n ˜ao esquec¸a das v´ırgulas e pontos e v´ırgulas!). O que esta linha est ´a mandando o MATLABr fazer ´e o seguinte:

• Criar um contadorce atribuir a ele o valor zero.

• Atribuir `as vari ´aveisAeB,1000matrizes3×3com entradas inteiras e aleat ´orias entre5

e5.

• SeAB=BA, ou seja,AeBcomutarem, ent ˜ao o contadorc ´e acrescido de1. • No final o valor existente na vari ´avelc ´e escrito.

Qual a conclus ˜ao que voc ˆe tira do valor obtido na vari ´avelc?

1.1.13. Fac¸a um experimento semelhante ao anterior, mas para o caso em que cada uma das matrizes ´ediagonal, isto ´e, os elementos que est ˜ao fora da diagonal s ˜ao iguais a zero. Use a seta para cimapara obter novamente a linha digitada e edite a linha no prompt do MATLABrde forma a obter algo semelhante `a linha:

>> c=0; for n=1:1000,A=diag(randi(1,3));B=diag(randi(1,3));if( ....

Qual a conclus ˜ao que voc ˆe tira do valor obtido na vari ´avelc?

1.1.14. Fac¸a um experimento semelhante ao anterior, mas para o caso em que uma das matrizes ´e diagonal. Use a seta para cima para obter novamente a linha digitada e edite a linha no prompt do MATLABrde forma a obter a seguinte linha:

>> c=0; for n=1:1000,A=diag(randi(1,3));B=randi(3);if(A*B==B*A),c=c+1;A,B,end,end,c

(38)

1.1.15. Use o MATLABrpara resolver osExerc´ıcios Num ´ericos.

Exerc´ıcios Te ´oricos

1.1.16. SejamE1 =        1 0 0 .. . 0       

, E2 =        0 1 0 .. . 0       

,. . . ,En =

       0 0 .. . 0 1       

matrizesn×1.

(a) Mostre que se

A =     

a11 a12 . . . a1n

a21 a22 . . . a2n

..

. . . . ...

am1 am2 . . . amn

   

´e uma matrizm×n, ent ˜aoAEj ´e igual `a colunajda matrizA.

(b) Mostre que se

B =     

b11 b12 . . . b1m

b21 b22 . . . b2m

..

. . . . ...

bn1 bn2 . . . bnm

     ,

´e uma matrizn×ment ˜aoEt

(39)

1.1.17. Seja

D=

   

λ1 0 . . . 0

0 λ2 . . . 0 ..

. . .. ...

0 . . . 0 λn

   

umamatriz diagonaln×n, isto ´e, os elementos que est ˜ao fora da diagonal s ˜ao iguais a zero. Seja

A =

   

a11 a12 . . . a1n

a21 a22 . . . a2n

..

. . . . ...

an1 an2 . . . ann

   

.

(a) Mostre que o produtoAD ´e obtido da matrizAmultiplicando-se cada colunaj porλj, ou

seja, seA= [A1 A2 . . . An ], em queAj =

 

a1j

.. .

anj

 ´e a colunaj deA, ent ˜ao

AD= [λ1A1 λ2A2 . . . λnAn].

(40)

seja, seA=

   

A1

A2 .. .

An

   

, em queAi = [ai1 . . . ain ] ´e a linhaideA, ent ˜ao

DA=

   

λ1A1

λ2A2 .. .

λnAn

   

.

1.1.18. SejamAeB matrizesm×pep×n, respectivamente.

(a) Mostre que a j- ´esima coluna do produto AB ´e igual ao produto ABj, em que Bj =

 

b1j

.. .

bpj

 ´e aj- ´esima coluna deB, ou seja, seB = [B1 . . . Bn ], ent ˜ao

AB =A[B1 . . . Bn] = [ AB1 . . . ABn ];

(41)

[ai1 . . . aip] ´e ai- ´esima linha deA, ou seja, seA=      A1 A2 .. . Am     

, ent ˜ao

AB =      A1 A2 .. . Am      B =     

A1B

A2B .. .

AmB

     .

1.1.19. Seja A uma matriz m × n e X =

   x1 .. . xn  

 uma matriz n × 1. Prove que

AX = n

X

j=1

xjAj, em queAj ´e aj- ´esima coluna deA. (Sugest ˜ao: Desenvolva o lado direito e

chegue ao lado esquerdo.)

1.1.20. (a) Mostre que seA ´e uma matrizm×ntal queAX = ¯0, para toda matrizX,n×1, ent ˜ao

A= ¯0. (Sugest ˜ao: use oExerc´ıcio16na p ´agina26.)

(b) SejamB eC matrizesm×n, taisBX =CX, para todoX, n×1. Mostre queB =C. (Sugest ˜ao: use o item anterior.)

1.1.21. Mostre que a matriz identidade In ´e a ´unica matriz tal que A In = InA = A para qualquer

matriz A, n × n. (Sugest ˜ao: Seja Jn uma matriz tal que A Jn = JnA = A. Mostre que

(42)

1.1.22. SeAB =BAep ´e um inteiro positivo, mostre que(AB)p =ApBp.

1.1.23. SejamA, B eCmatrizesn×n.

(a) (A+B)2 =A2+ 2AB +B2? E seAB =BA? Justifique. (b) (AB)C =C(AB)? E seAC =CAeBC =CB? Justifique. (Sugest ˜ao: Veja oExemplo1.8na p ´agina15.)

1.1.24. (a) SeAeB s ˜ao duas matrizes tais queAB = ¯0, ent ˜aoA= ¯0ouB = ¯0? Justifique. (b) SeAB = ¯0, ent ˜aoBA= ¯0? Justifique.

(c) SeA ´e uma matriz tal queA2 = ¯0, ent ˜aoA= ¯0? Justifique.

1.1.25. Dizemos que uma matrizA,n×n, ´esim ´etricaseAt=Ae ´eanti-sim ´etricaseAt=A.

(a) Mostre que se A ´e sim ´etrica, ent ˜ao aij = aji, para i, j = 1, . . . n e que se A ´e

anti-sim ´etrica, ent ˜ao aij = −aji, para i, j = 1, . . . n. Portanto, os elementos da diagonal

principal de uma matriz anti-sim ´etrica s ˜ao iguais a zero.

(b) Mostre que seAeBs ˜ao sim ´etricas, ent ˜aoA+B eαAs ˜ao sim ´etricas, para todo escalar

α.

(c) Mostre que seAeB s ˜ao sim ´etricas, ent ˜aoAB ´e sim ´etrica se, e somente se,AB =BA. (d) Mostre que seAeBs ˜ao anti-sim ´etricas, ent ˜aoA+BeαAs ˜ao anti-sim ´etricas, para todo

escalarα.

(43)

(f) Mostre que toda matriz quadradaApode ser escrita como a soma de uma matriz sim ´etrica e uma anti-sim ´etrica. (Sugest ˜ao: Observe o resultado da soma deA+AtcomAAt.)

1.1.26. Para matrizes quadradasA = (aij)n×ndefinimos o trac¸o deA como sendo a soma dos

ele-mentos da diagonal (principal) deA, ou seja,tr(A) = n

X

i=1

aii.

(a) Mostre quetr(A+B) = tr(A) + tr(B). (b) Mostre quetr(αA) = αtr(A).

(c) Mostre quetr(At) = tr(A).

(d) Mostre quetr(AB) = tr(BA). (Sugest ˜ao: Prove inicialmente para matrizes2×2.) 1.1.27. SejaAuma matrizn×n. Mostre que seAAt= ¯0, ent ˜aoA= ¯0. (Sugest ˜ao: use o trac¸o.) E se

a matrizAform×n, comm6=n?

1.1.28. J ´a vimos que o produto de matrizes n ˜ao ´e comutativo. Entretanto, certos conjuntos de matrizes s ˜ao comutativos. Mostre que:

(a) SeD1 eD2s ˜ao matrizes diagonaisn×n, ent ˜aoD1D2 =D2D1. (b) SeA ´e uma matrizn×ne

B =a0In+a1A+a2A2+. . .+akAk,

(44)

1.1.29. Uma matrizA ´e chamadanilpotenteseAk = ¯0, para algum inteiro positivok. Verifique que a

matriz

A=

     

0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0

..

. ... . .. ... ...

0 0 0 · · · 1 0 0 0 · · · 0

     

n×n

,

(45)

Ap ˆendice I: Notac¸ ˜ao de Somat ´orio

S ˜ao v ´alidas algumas propriedades para a notac¸ ˜ao de somat ´orio:

(a) O ´ındice do somat ´orio ´e uma vari ´avel muda que pode ser substitu´ıda por qualquer letra:

n

X

i=1

fi = n

X

j=1

fj.

(b) O somat ´orio de uma soma pode ser escrito como uma soma de dois somat ´orios:

n

X

i=1

(fi+gi) = n

X

i=1

fi+ n

X

i=1

gi.

Pois,

n

X

i=1

(fi+gi) = (f1+g1) +. . .+ (fn+gn) = (f1+. . .+fn) + (g1+. . .+gn) = n

X

i=1

fi+ n

X

i=1

gi.

Aqui foram aplicadas as propriedades associativa e comutativa da soma de n ´umeros.

(c) Se no termo geral do somat ´orio aparece um produto, em que um fator n ˜ao depende do ´ındice do somat ´orio, ent ˜ao este fator pode “sair” do somat ´orio:

n

X

i=1

figk =gk n

X

i=1

fi.

Pois,

n

X

i=1

figk = f1gk +. . .+fngk = gk(f1 +. . . +fn) = gk n

X

i=1

fi. Aqui foram aplicadas as

(46)

(d) Num somat ´orio duplo, a ordem dos somat ´orios pode ser trocada:

n

X

i=1

m

X

j=1

fij = m

X

j=1

n

X

i=1

fij.

Pois,

n

X

i=1

m

X

j=1

fij = n

X

i=1

(fi1+. . .+fim) = (f11+. . .+f1m) +. . .+ (fn1+. . .+fnm) = (f11+. . .+

fn1) +. . .+ (f1m+. . .+fnm) = m

X

j=1

(f1j +. . .+fnj) = m

X

j=1

n

X

i=1

fij. Aqui foram aplicadas as

(47)

1.2

Sistemas de Equac¸ ˜oes Lineares

Muitos problemas em v ´arias ´areas da Ci ˆencia recaem na soluc¸ ˜ao de sistemas lineares. Vamos ver como a ´algebra matricial pode simplificar o estudo dos sistemas lineares.

Umaequac¸ ˜ao linearemnvari ´aveisx1, x2, . . . , xn ´e uma equac¸ ˜ao da forma

a1x1+a2x2+. . .+anxn =b ,

em quea1, a2, . . . , aneb s ˜ao constantes reais;

Umsistema de equac¸ ˜oes linearesou simplesmentesistema linear ´e um conjunto de equac¸ ˜oes lineares, ou seja, ´e um conjunto de equac¸ ˜oes da forma

    

   

a11x1 + a12x2 + . . . + a1nxn = b1

a21x1 + a22x2 + . . . + a2nxn = b2 ..

. ... = ...

am1x1 + am2x2 + . . . + amnxn = bm

em queaij ebk s ˜ao constantes reais, parai, k= 1, . . . , mej = 1, . . . , n.

Usando o produto de matrizes que definimos na sec¸ ˜ao anterior, o sistema linear acima pode ser escrito como uma equac¸ ˜ao matricial

(48)

em que A=     

a11 a12 . . . a1n

a21 a22 . . . a2n

..

. . . . ...

am1 am2 . . . amn

   

, X =

     x1 x2 .. . xn     

e B =

     b1 b2 .. . bm      .

Umasoluc¸ ˜aode um sistema linear ´e uma matrizS =

     s1 s2 .. . sn     

tal que as equac¸ ˜oes do sistema s ˜ao

satisfeitas quando substitu´ımosx1 =s1, x2 = s2, . . . , xn = sn. O conjunto de todas as soluc¸ ˜oes do

sistema ´e chamadoconjunto soluc¸ ˜ao ousoluc¸ ˜ao geraldo sistema. A matrizA ´e chamadamatriz do sistema linear.

Exemplo 1.10. O sistema linear de duas equac¸ ˜oes e duas inc ´ognitas

x + 2y = 1 2x + y = 0

pode ser escrito como

1 2 2 1 x y = 1 0 .

A soluc¸ ˜ao (geral) do sistema acima ´ex=1/3ey= 2/3(verifique!) ou

X =

−13

2 3

(49)

Uma forma de resolver um sistema linear ´e substituir o sistema inicial por outro que tenha o mesmo conjunto soluc¸ ˜ao do primeiro, mas que seja mais f ´acil de resolver. O outro sistema ´e obtido depois de aplicar sucessivamente uma s ´erie de operac¸ ˜oes, que n ˜ao alteram a soluc¸ ˜ao do sistema, sobre as equac¸ ˜oes. As operac¸ ˜oes que s ˜ao usadas s ˜ao:

• Trocar a posic¸ ˜ao de duas equac¸ ˜oes do sistema;

• Multiplicar uma equac¸ ˜ao por um escalar diferente de zero;

• Somar a uma equac¸ ˜ao outra equac¸ ˜ao multiplicada por um escalar.

Estas operac¸ ˜oes s ˜ao chamadas deoperac¸ ˜oes elementares. Quando aplicamos operac¸ ˜oes ele-mentares sobre as equac¸ ˜oes de um sistema linear somente os coeficientes do sistema s ˜ao alterados, assim podemos aplicar as operac¸ ˜oes sobre a matriz de coeficientes do sistema, que chamamos de matriz aumentada, ou seja, a matriz

[A|B] =

   

a11 a12 . . . a1n b1

a21 a22 . . . a2n b2 ..

. . . . ... ...

am1 am2 . . . amn bm

   

(50)

Definic¸ ˜ao 1.5. Uma operac¸ ˜ao elementar sobre as linhas de uma matriz ´e uma das seguintes operac¸ ˜oes:

(a) Trocar a posic¸ ˜ao de duas linhas da matriz;

(b) Multiplicar uma linha da matriz por um escalar diferente de zero;

(c) Somar a uma linha da matriz um m ´ultiplo escalar de outra linha.

O pr ´oximo teorema garante que ao aplicarmos operac¸ ˜oes elementares `as equac¸ ˜oes de um sis-tema o conjunto soluc¸ ˜ao n ˜ao ´e alterado.

Teorema 1.2. Se dois sistemas lineares AX = B e CX = D, s ˜ao tais que a matriz aumentada

[C |D] ´e obtida de[A | B]aplicando-se uma operac¸ ˜ao elementar, ent ˜ao os dois sistemas possuem as mesmas soluc¸ ˜oes.

Demonstrac¸˜ao. A demonstrac¸ ˜ao deste teorema segue-se de duas observac¸ ˜oes:

(51)

(b) Se o sistema CX = D, ´e obtido de AX = B aplicando-se uma operac¸ ˜ao elementar `as suas equac¸ ˜oes (ou equivalentemente `as linhas da sua matriz aumentada), ent ˜ao o sistema

AX =B tamb ´em pode ser obtido deCX =Daplicando-se uma operac¸ ˜ao elementar `as suas equac¸ ˜oes, pois cada operac¸ ˜ao elementar possui uma operac¸ ˜ao elementar inversa do mesmo tipo, que desfaz o que a anterior fez (verifique!).

Pela observac¸˜ao (b),AX =BeCX =Dpodem ser obtidos um do outro aplicando-se uma operac¸ ˜ao elementar sobre as suas equac¸ ˜oes. E pela observac¸ ˜ao (a), os dois possuem as mesmas soluc¸ ˜oes.

Dois sistemas que possuem o mesmo conjunto soluc¸ ˜ao s ˜ao chamadossistemas equivalentes. Portanto, segue-se do Teorema 1.2 que aplicando-se operac¸ ˜oes elementares `as equac¸ ˜oes de um sistema linear obtemos sistemas equivalentes.

1.2.1

M ´etodo de Gauss-Jordan

O m ´etodo que vamos usar para resolver sistemas lineares consiste na aplicac¸ ˜ao de operac¸ ˜oes elementares `as linhas da matriz aumentada do sistema at ´e que obtenhamos uma matriz numa forma em que o sistema associado a esta matriz seja de f ´acil resoluc¸ ˜ao.

(52)

Exemplo 1.11. Uma ind ´ustria produz tr ˆes produtos, X, Y e Z, utilizando dois tipos de insumo, A e B. Para a manufatura de cada kg de X s ˜ao utilizados 1 grama do insumo A e 2 gramas do insumo B; para cada kg de Y, 1 grama de insumo A e 1 grama de insumo B e, para cada kg de Z, 1 grama de A e 4 gramas de B. O prec¸o de venda do kg de cada um dos produtos X, Y e Z ´e R$ 2,00, R$ 3,00 e R$ 5,00, respectivamente. Com a venda de toda a produc¸ ˜ao de X, Y e Z manufaturada com 1 kg de A e 2 kg de B, essa ind ´ustria arrecadou R$ 2500,00. Vamos determinar quantos kg de cada um dos produtos X, Y e Z foram vendidos. Como vimos noExemplo1.6na p ´agina 8, usando matrizes o esquema de produc¸ ˜ao pode ser descrito da seguinte forma:

X Y Z gramas de A/kg

gramas de B/kg prec¸o/kg

1 1 1 2 1 4 2 3 5

 = A X =

  x y z  

kg de X produzidos kg de Y produzidos kg de Z produzidos

AX =

x+y+z

2x+y+ 4z

2x+ 3y+ 5z

 =   1000 2000 2500  

gramas de A usados gramas de B usados arrecadac¸ ˜ao

Assim precisamos resolver o sistema linear 

x + y + z = 1000 2x + y + 4z = 2000 2x + 3y + 5z = 2500

cuja matriz aumentada ´e

1

1 1 1000 2 1 4 2000 2 3 5 2500

(53)

1a.eliminac¸ ˜ao:

Vamos procurar para piv ˆo da 1a.linha um elemento n ˜ao nulo da primeira coluna n ˜ao nula (se for o caso, podemos usar a troca de linhas para “traz ˆe-lo” para a primeira linha). Como o primeiro elemento da primeira coluna ´e igual a1ele ser ´a o primeiro piv ˆo. Agora, precisamos “zerar” os outros elementos da 1a.coluna, que ´e a coluna do piv ˆo, para isto, adicionamos `a 2a.linha,2vezes a 1a.linha e adicionamos

`a 3a.linha, tamb ´em,2vezes a 1a. linha. −2×1a.linha+2a.linha−→2a.linha −2×1a.linha+3a.linha−→3a.linha

 

1 1 1 1000 0

−1 2 0 0 1 3 500

 

2a.eliminac¸ ˜ao:

Olhamos para a sub-matriz obtida eliminando-se a 1a. linha. Escolhemos para piv ˆo um elemento diferente de zero na 1a.coluna n ˜ao nula desta sub-matriz. Vamos escolher o elemento de posic¸ ˜ao 2,2. Como temos que “fazer” o piv ˆo igual a um, vamos multiplicar a 2a. linha por1.

−1×2a.linha−→2a.linha

1 1 1 1000 0 1 2 0 0 1 3 500

Agora, precisamos “zerar” os outros elementos da 2a.coluna, que ´e a coluna do piv ˆo, para isto, soma-mos `a 1a.linha,1vezes a 2a.e somamos `a 3a.linha, tamb ´em,1vezes a 2a..

−1×2a.linha+1a.linha−→1a.linha −1×2a.linha+3a.linha−→3a.linha

1 0 3 1000 0 1 2 0 0 0

5 500

(54)

Olhamos para a sub-matriz obtida eliminando-se a 1a.e a 2a.linha. Escolhemos para piv ˆo um elemento diferente de zero na 1a. coluna n ˜ao nula desta sub-matriz. Temos de escolher o elemento de posic¸ ˜ao 3,3 e como temos de “fazer” o piv ˆo igual a1, vamos multiplicar a 3a.linha por1/5.

1

5×3a.linha−→3a.linha

1 0 3 1000 0 1 2 0 0 0 1 100

Agora, precisamos “zerar” os outros elementos da 3a.coluna, que ´e a coluna do piv ˆo, para isto, soma-mos `a 1a.linha,3vezes a 3a.e somamos `a 2a.linha,2vezes a 2a..

−3×3a.linha+1a.linha−→1a.linha

2×3a.linha+2a.linha−→2a.linha

1 0 0 700 0 1 0 200 0 0 1 100

Portanto o sistema dado ´e equivalente ao sistema

 

x = 700

y = 200

z = 100

que possui soluc¸ ˜ao geral dada por

X =

x y z

= 

700 200 100

.

(55)

A ´ultima matriz que obtivemos no exemplo anterior est ´a na forma que chamamos deescalonada reduzida.

Definic¸ ˜ao 1.6. Uma matriz A = (aij)m×n est ´a na forma escalonada reduzida quando satisfaz as

seguintes condic¸ ˜oes:

(a) Todas as linhas nulas (formadas inteiramente por zeros) ocorrem abaixo das linhas n ˜ao nulas;

(b) Opiv ˆo(1o.elemento n ˜ao nulo de uma linha) de cada linha n ˜ao nula ´e igual a1;

(c) O piv ˆo de cada linha n ˜ao nula ocorre `a direita do piv ˆo da linha anterior.

(d) Se uma coluna cont ´em um piv ˆo, ent ˜ao todos os seus outros elementos s ˜ao iguais a zero.

Se uma matriz satisfaz as propriedades (a) e (c), mas n ˜ao necessariamente (b) e (d), dizemos que ela est ´a na formaescalonada.

Exemplo 1.12. As matrizes 

1 0 0 0 1 0 0 0 1

 e

1 3 0 2

0 0 1 3

0 0 0 0

(56)

s ˜ao escalonadas reduzidas, enquanto 

1 1 1 0 1 2 0 0 5

 e

1 3 1 5 0 0 5 15

0 0 0 0

s ˜ao escalonadas, masn ˜aos ˜ao escalonadas reduzidas.

Este m ´etodo de resoluc¸ ˜ao de sistemas, que consiste em aplicar operac¸ ˜oes elementares `as linhas da matriz aumentada at ´e que a matriz do sistema esteja na forma escalonada reduzida, ´e conhecido comom ´etodo de Gauss-Jordan.

Exemplo 1.13. Considere o seguinte sistema 

x + 3y + 13z = 9

y + 5z = 2

−2y 10z = 8

A sua matriz aumentada ´e

1

3 13 9

0 1 5 2

0 2 10 8

1a.eliminac¸ ˜ao:

Como o piv ˆo da 1a.linha ´e igual a1e os outros elementos da 1a.coluna s ˜ao iguais a zero, n ˜ao h ´a nada o que fazer na 1a.eliminac¸ ˜ao.

 

1 3 13 9

0

1 5 2

0 2 10 8

(57)

2a.eliminac¸ ˜ao:

Olhamos para submatriz obtida eliminando-se a 1a. linha. Escolhemos para piv ˆo um elemento n ˜ao nulo da 1a.coluna n ˜ao nula da submatriz. Escolhemos o elemento de posic¸ ˜ao 2,2. Como ele ´e igual a

1, precisamos, agora, “zerar” os outros elementos da coluna do piv ˆo. Para isto somamos `a 1a. linha, −3vezes a 2a. e somamos `a 3a.linha,2vezes a 2a..

−3×2a. linha+1a. linha−→1a.linha

2×2a.linha+3a.linha−→3a.linha

1 0 2 3

0 1 5 2

0 0 0 4

Portanto o sistema dado ´e equivalente ao sistema

 

x 2z = 3

y + 5z = 2 0 = 4

quen ˜aopossui soluc¸ ˜ao.

Em geral, um sistema linear n ˜ao tem soluc¸ ˜ao se, e somente se, a ´ultima linha n ˜ao nula da forma escalonada reduzida da sua matriz aumentada for da forma[ 0 . . . 0|b′

m], comb′m 6= 0.

Exemplo 1.14. Considere o seguinte sistema 

3z 9w = 6 5x + 15y 10z + 40w = 45

(58)

A sua matriz aumentada ´e

0 0 3 9 6

5 15 10 40 45 1

3 1 5 7

1a.eliminac¸ ˜ao:

Como temos que “fazer” o piv ˆo igual a um, escolhemos para piv ˆo o elemento de posic¸ ˜ao 3,1. Preci-samos “coloc ´a-lo” na primeira linha, para isto, trocamos a 3a.linha com a 1a. .

1a.linha←→4a.linha

1

3 1 5 7

5 15 10 40 45

0 0 3 9 6

Agora, precisamos “zerar” os outros elementos da 1a.coluna, que ´e a coluna do piv ˆo, para isto, adici-onamos `a 2a.linha,5vezes a 1a..

−5×1a. linha+2a.linha−→2a.linha

 

1 3 1 5 7 0 0

−5 15 10 0 0 3 9 6

 

2a.eliminac¸ ˜ao:

(59)

−(1/5)×2a.linha−→2a.linha

1 3 1 5 7 0 0

1 3 2 0 0 3 9 6

Agora, precisamos “zerar” os outros elementos da 2a.coluna, que ´e a coluna do piv ˆo, para isto, adici-onamos `a 1a.linha a 2a. e `a 4a. linha,3vezes a 2a..

2a.linha+1a.linha−→1a.linha −3×2a. linha+4a. linha−→4a.linha

1 3 0 2 5 0 0 1 3 2

0 0 0 0 0

Esta matriz ´e escalonada reduzida. Portanto o sistema dado ´e equivalente ao sistema seguinte

x + 3y + 2w = 5

z 3w = 2.

A matriz deste sistema possui duas colunas sem piv ˆos. As vari ´aveis que n ˜ao est ˜ao associadas a piv ˆos podem ser consideradasvari ´aveis livres, isto ´e, podem assumir valores arbitr ´arios. Neste exemplo as vari ´aveisyewn ˜ao est ˜ao associadas a piv ˆos e podem ser consideradas vari ´aveis livres. Sejamw = α ey = β. As vari ´aveis associadas aos piv ˆos ter ˜ao os seus valores dependentes das vari ´aveis livres,z = 2 + 3α,x=53β. Assim, a soluc¸ ˜ao geral do sistema ´e

X =

  

x y z w

  =

  

−53β β

2 + 3α α

 

(60)

Em geral, se o sistema linear tiver soluc¸ ˜ao e a forma escalonada reduzida da matriz aumentada possuir colunas sem piv ˆos, as vari ´aveis quen ˜aoest ˜ao associadas a piv ˆos podem ser consideradas vari ´aveis livres, isto ´e, podem assumir valores arbitr ´arios. As vari ´aveis associadas aos piv ˆos ter ˜ao os seus valores dependentes das vari ´aveis livres.

Lembramos que o sistema linear n ˜ao tem soluc¸ ˜ao se a ´ultima linha n ˜ao nula da forma escalonada reduzida da matriz aumentada do sistema for da forma[ 0. . . 0|b′

m], comb′m 6= 0, como noExemplo

1.13na p ´agina44.

Observac¸ ˜ao. Para se encontrar a soluc¸ ˜ao de um sistema linear n ˜ao ´e necess ´ario transformar a matriz aumentada do sistema na sua forma escalonada reduzida, mas se a matriz est ´a nesta forma, o sistema associado ´e o mais simples poss´ıvel. Um outro m ´etodo de resolver sistemas lineares consiste em, atrav ´es da aplicac¸ ˜ao de operac¸ ˜oes elementares `a matriz aumentada do sistema, se chegar a uma matriz que ´e somenteescalonada (isto ´e, uma matriz que satisfaz as condic¸ ˜oes(a)e (c), mas n ˜ao necessariamente(b)e(d)daDefinic¸ ˜ao1.6). Este m ´etodo ´e conhecido comom ´etodo de Gauss.

O pr ´oximo resultado mostra que um sistema linear que tenha mais de uma soluc¸ ˜ao n ˜ao pode ter um n ´umero finito de soluc¸ ˜oes.

Proposic¸ ˜ao 1.3. SejamAuma matrizm×neB uma matrizm×1. Se o sistema linearA X =B

(61)

Demonstrac¸˜ao. Seja

Xλ = (1−λ)X0 +λX1, paraλ∈R.

Vamos mostrar que Xλ ´e soluc¸ ˜ao do sistema A X = B, para qualquer λ ∈ R. Para isto vamos

mostrar queA Xλ =B.

Aplicando as propriedades (i), (j) das operac¸ ˜oes matriciais (Teorema1.1na p ´agina10) obtemos

A Xλ =A[(1−λ)X0+λX1] =A(1−λ)X0+AλX1 = (1−λ)A X0+λA X1

ComoX0eX1 s ˜ao soluc¸ ˜oes deA X =B, ent ˜aoA X0 =BeA X1 =B, portanto

A Xλ = (1−λ)B+λB= [(1−λ) +λ]B =B,

pela propriedade (f) doTeorema1.1.

Assim o sistemaA X =B tem infinitas soluc¸ ˜oes, pois para todo valor deλ R,Xλ ´e soluc¸ ˜ao e

Xλ−Xλ′ = (λ−λ′)(X1−X0), ou seja,Xλ 6=Xλ′, paraλ6=λ′. Observe que paraλ= 0,Xλ =X0,

paraλ = 1, Xλ = X1, para λ = 1/2, Xλ = 12X0 + 12X1, para λ = 3, Xλ = −2X0 + 3X1 e para

λ=2,Xλ = 3X0−2X1.

NoExemplo3.4na p ´agina168temos uma interpretac¸ ˜ao geom ´etrica desta demonstrac¸ ˜ao.

(62)

1.2.2

Matrizes Equivalentes por Linhas

Definic¸ ˜ao 1.7. Uma matrizA = (aij)m×n ´eequivalente por linhasa uma matrizB = (bij)m×n, se

Bpode ser obtida deAaplicando-se uma seq ¨u ˆencia de operac¸ ˜oes elementares sobre as suas linhas.

Exemplo 1.15. Observando osExemplos1.11,1.14e1.13, vemos que as matrizes 

1 1 1 2 1 4 2 3 5

, 

0 0 3 9 5 15 10 40 1 3 1 5

, 

1 3 13

0 1 5

0 2 10

s ˜ao equivalentes por linhas `as matrizes

1 0 0 0 1 0 0 0 1

, 

1 3 0 2

0 0 1 3

0 0 0 0

, 

1 0 2 0 1 5 0 0 0

,

respectivamente. Matrizes estas que s ˜ao escalonadas reduzidas.

Cuidado:elas s ˜ao equivalentes por linhas,n ˜aos ˜ao iguais!

A relac¸ ˜ao “ser equivalente por linhas” satisfaz as seguintes propriedades, cuja verificac¸ ˜ao deixa-mos como exerc´ıcio para o leitor:

(63)

• SeA ´e equivalente por linhas aB, ent ˜aoB ´e equivalente por linhas aA(simetria);

• SeA ´e equivalente por linhas aB eB ´e equivalente por linhas aC, ent ˜aoA ´e equivalente por linhas aC(transitividade).

(64)

Teorema 1.4. Toda matriz A = (aij)m×n ´e equivalente por linhas a uma ´unica matriz escalonada

reduzidaR= (rij)m×n.

O pr ´oximo resultado ser ´a usado para provar alguns resultados no cap´ıtulo de invers ˜ao de matrizes.

Proposic¸ ˜ao 1.5. SejaR uma matrizn×n, na forma escalonada reduzida. SeR6=In, ent ˜aoRtem

uma linha nula.

Demonstrac¸˜ao. Observe que o piv ˆo de uma linhaiest ´a sempre numa colunajcomj i. Portanto, ou a ´ultima linha de R ´e nula ou o piv ˆo da linhan est ´a na posic¸ ˜ao n, n. Mas, neste caso todas as linhas anteriores s ˜ao n ˜ao nulas e os piv ˆos de cada linhaiest ´a na colunai, ou seja,R=In.

1.2.3

Sistemas Lineares Homog ˆeneos

Um sistema linear da forma     

   

a11x1 + a12x2 + . . . + a1nxn = 0

a21x1 + a22x2 + . . . + a2nxn = 0

..

. ... = ...

am1x1 + am2x2 + . . . + amnxn = 0

Imagem

Tabela 2.1: Tabela de convers ˜ao de caracteres em n ´umeros
Figura 3.1: Segmentos orientados representando o mesmo vetor
Figura 3.4: A diferenc¸a V − W
Figura 3.5: A diferenc¸a V − W
+7

Referências

Documentos relacionados

Os autores relatam a primeira ocorrência de Lymnaea columella (Say, 1817) no Estado de Goiás, ressaltando a importância da espécie como hospedeiro intermediário de vários parasitos

Após a implantação consistente da metodologia inicial do TPM que consiste em eliminar a condição básica dos equipamentos, a empresa conseguiu construir de forma

- Se o estagiário, ou alguém com contacto direto, tiver sintomas sugestivos de infeção respiratória (febre, tosse, expetoração e/ou falta de ar) NÃO DEVE frequentar

Incidirei, em particular, sobre a noção de cuidado, estruturando o texto em duas partes: a primeira será uma breve explicitação da noção de cuidado em Martin Heidegger (o cuidado

Pode haver alguns acordos prévios, como visto na classificação proposta em trabalho anterior (GUERRERO, 2006), mas estes são propostos sempre mantendo elevado

O Sifarma 2000® permite também a criação de uma ficha de cliente, que, sendo associada a cada compra na farmácia, permite aceder às compras passadas do utente, muito útil

Desde logo, a nossa compreensão e interpretação da importância funcional e ritual das lamentações públicas das carpideiras e dos carpideiros egípcios é sublinhada pelo

Além disso, o óxido nítrico está envolvido com a formação da placa aterosclerótica e desenvolvimento de doenças cardiovasculares, e seus níveis circulantes estão relacionados