DELINEAMENTO EXPERIMENTAL
AULA 5
Anderson Castro Soares de Oliveira
Departamento de Estatística/ICET/UFMT
Delineamentos Experimentais
DELINEAMENTOS EXPERIMENTAIS
• Delineamento experimental ou desenhos experimentais é o plano utilizado para realizar o experimento.
• Um delineamento experimental consiste em :
• Definir as unidades experimentais
• Definir como os tratamentos serão aplicados as unidades experimentais
• Definir como os dados do experimento poderão ser analisa- dos
DELINEAMENTOS EXPERIMENTAIS
• Os principais delineamentos são:
• Delineamento Inteiramente ao Acaso (DIC)
• Delineamento em Blocos Casualizados (DBC)
• Delineamento Quadrado Latino (DQL)
Delineamento Inteiramente
Casualizado
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
• O Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC) é o tipo mais simples,
• No DIC leva-se em conta os princípios da repetição e casu- alização.
• Este delineamento deve ser utilizado quando a variabili- dade entre as parcelas experimentais for muito pequena.
• Deve ser utilizado em locais em que as condições expe- rimentais possam ser bem controladas (laboratórios, casa de vegetação, terrenos com pouca heterogeneidade, etc).
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
• Aleatorização - Os tratamentos são designados aleatoria- mente às parcelas experimentais.
• Este tipo de sorteio implica em que todo tratamento tem a mesma chance de ser aplicado à qualquer parcela na área experimental
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
• O modelo estatístico para representar um DIC é dado por
yij=µ+τi+ij
• yij é o valor observado na unidade experimental que re- cebeu o tratamento i (i = 1,2, ...,I) na repetição j (j = 1,2, ...,J)
• µrepresenta a média geral
• τirepresenta o efeito do tratamentoi
• ijé o erro experimental observado na unidade experimental que recebeu o tratamentoina repetiçãoj.
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
• Análise de Variância (ANOVA)
FV GL SQ QM Fc
Tratamento I-1 SQTratamento QMTratamento QMTratamento QMErro
Erro I(J-1) SQErro QMErro
Total IJ-1 SQTotal
• No planejamento de experimento em DIC comItratamen- tos deve-se obter oJ repetições considerando:
• No mínimo 20 parcelas, ou sejaIJ≥20
• Grau de liberdade (GL) do erro experimental seja superior a 10, ou seja,I(J−1)≥10
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
Exemplo
• Um pesquisador deseja realizar um experimento em DIC com 3 tratamentos, qual o numero mínimo de repetições a ser utilizadas?
• Neste caso temosI=3 tratamentos, desta forma:
• IJ≥20⇒3J≥20⇒J≥6.67⇒J=7
• I(J−1)≥10⇒3(J−1)≥10⇒3J≥13⇒J≥4,33⇒ J=5
• Assim, para que as duas condições sejam atendidas o nu- mero minimo de repetições deve serJ =7
• Desta forma o resumo da ANOVA deste experimento
FV GL
Tratamento 2
Erro 18
Total 20
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
Exemplo
• Desta forma o resumo da ANOVA deste experimento
FV GL
Tratamento 2
Erro 18
Total 20
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
• As somas de quadrados são obtidas da seguinte forma:
SQTotal =
I
X
i=1 J
X
j=1
(yij)2−C C=
I
P
i=1 J
P
j=1
!2
IJ
SQTrat =
I
P
i=1
(yi.)2 J −C SQErro = SQTotal−SQTrat
• Ao aplicar o teste F na ANOVA é necessário verificar as pressuposições do modelo.
• Os erros têm distribuição Normal (normalidade).
• Os erros das observações não são correlacionados (independência);
• Os erros têm a mesma variância (homocedasticidade);
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
Exemplo
• Um pesquisador deseja avaliar o efeito de 5 antifungicos emMalassezia pachydermatis
• Foram utilizadas 10 placas de Petri estéreis, em que foram aplicados 1ml da suspensão de cada cepa
• Após solidificação, colocou-se os discos contendo os anti- fúngicos a serem testados, de maneira equidistantes
• Para controle da viabilidade das cepas foi utilizado um meio isento de antifúngico
• As placas foram incubadas por 7 dias
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
Exemplo
• Foram obtidos os tamanhos dos halos de inibição em mm
repetição
Antifúngicos
A B C D E
1 45,3 11,3 10,2 22,3 12,3 2 47,8 4,3 5,2 22,4 12,4 3 41,1 4,4 0,5 15,3 5,3
4 46,6 5,6 6 19,4 4,4
5 46,2 18 2,5 22,2 12,2
6 40,5 11,3 6 19,3 9,3
7 45,5 14,2 8,2 22,6 12,6 8 47,8 13,6 5,4 22,3 12,3 9 42,3 8,7 3,3 18,1 8,1
10 44 15,3 12 23,8 13,8
DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO
Exemplo
• Análise de Variância
FV GL SQ QM $F_c$ valor-p
Tratamento 4 9791,6 2447,9 203,68 $<0,0001$
Erro 45 540,8 12,02 Total 49 10332,4
CV=18,77%
• Verificando as pressuposições:
• Teste de Kolmogorov-Smirnov:valor−p=0,3998
• Teste de Levene:valor−p=0,4392
• Teste de Durbin-Watson:valor−p=0,4320
Delineamento Blocos
Casualizados
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Delineamento Blocos Casualizados (DBC) é utilizado para unidades experimentais heterogêneas
• Neste delineamento o material experimental é dividido em grupos homogêneos denominados bloco.
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Cada bloco representa uma repetição e recebe uma vez cada tratamento.
• O número de Unidades Experimentais por bloco é igual ao numero de tratamentos.
• O principal objetivo é manter o erro, dentro de cada bloco, tão pequeno quanto seja possível.
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Em experimentos com animais, os blocos são construídos por características que podem traduzir diferenças na res- posta aos tratamentos utilizados, tais como: peso inicial, sexo, idade, ninhada, etc.
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Aleatorização - os tratamentos são sorteados às unidades dentro de cada bloco.
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• O modelo estatístico para representar um DBC é dado por
yij=µ+τi+bj+ij
• yij é o valor observado na unidade experimental que re- cebeu o tratamento i (i = 1,2, ...,I) na repetição j (j = 1,2, ...,J)
• µrepresenta a média geral
• τirepresenta o efeito do tratamentoi
• bi representa o efeito do blocoj
• ijé o erro experimental observado na unidade experimental que recebeu o tratamentoino blocoj.
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Análise de Variância (ANOVA)
FV GL SQ QM Fc
Blocos J-1 SQBlocos QMBlocos QMBlocosQMErro Tratamento I-1 SQTratamento QMTratamento QMTratamento
QMErro
Erro (I-1)(J-1) SQErro QMErro
Total IJ-1 SQTotal
• No planejamento de experimento em DBC comItratamen- tos deve-se obter oJ blocos considerando:
• No mínimo 20 parcelas, ou sejaIJ≥20
• Grau de liberdade (GL) do erro experimental seja superior a 10, ou seja,(I−1)(J−1)≥10
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
Exemplo
• Um pesquisador deseja realizar um experimento em DBC com 3 tratamentos, qual o numero mínimo de blocos a ser utilizados?
• Neste caso temosI=3 tratamentos, desta forma:
• IJ≥20⇒3J≥20⇒J≥6.67⇒J=7
• (I−1)(J−1)≥10⇒(3−1)(J−1)≥10⇒2J≥12⇒ J≥6⇒J=6
• Assim, para que as duas condições sejam atendidas o nu- mero mínimo de blocos deve serJ =7
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
Exemplo
• Desta forma o resumo da ANOVA deste experimento
FV GL
Bloco 6
Tratamento 2
Erro 12
Total 20
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• As somas de quadrados são obtidas da seguinte forma:
SQTotal = X
i
X
j
(yij)2−C
SQBlocos = X
i
(y.j)2
I −C C=
X
i
X
j
yij
2
IJ
SQTratamento = X
i
(yi.)2
J −C
SQErro = SQTotal−SQTratamento−SQBloco
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Formulado-se a hipóteseH0 : τ1 = τ2 = ... ==τi ouH0 : µ1=µ2=...=µi
• O teste da hipótese na ANOVA é dado por
Fc = QMTratamento QMErro
• A partir do calculo deFc pode-se obter:
• o valor-p associado aoFc e compara-lo ao nível de signifi- cânciaα
• obter o dado na tabela de distribuiçãoFpara(I−1)e(IJ−I) graus de liberdade, respectivamente, de tratamentos e do erro e comparar com oFc
• Rejeita-seH0sevalor−p< αouFc>F
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Geralmente o teste de hipótese com relação aos efeitos de blocos não é feito por dois motivos:
• O interesse principal é testar os efeitos de tratamento, o pro- pósito usual dos blocos é eliminar fontes estranhas de vari- ação.
• As unidades experimentais sejam distribuídas aleatoriamente aos tratamentos, mas os blocos são obtidos de uma ma- neira não aleatória.
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Ao aplicar o teste F numa análise de variância é necessário verificar as pressuposições do modelo.
• Os erros têm distribuição Normal (normalidade).
• Os erros das observações não são correlacionados (independência);
• Os erros têm a mesma variância (homocedasticidade);
• Os efeitos de blocos e tratamentos são aditivos
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
• Vantagens da sua utilização
• Permite o controle da influência de uma fonte de variação além do efeito de tratamentos, pelo agrupamento hábil das parcelas (controle local)
• Com o agrupamento das parcelas, geralmente se obtém re- sultados mais precisos que aqueles obtidos num DIC.
• Desvantagens da sua utilização
• Quando há perda de parcela(s) em algum tratamento.
• Apesar de existir um método apropriado de estimação des- ses valores, há a perda de eficiência na comparação de mé- dias envolvendo esses tratamentos.
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
Exemplo
• Um experimentador está interessado em testar o % de mo- tilidade em sêmen de jumento. Para isto ele dispunha de 5 animais.
• O interesse é testar 4 diferentes diluentes e seu efeito sobre a motilidade.
• Para cada animal foi testado 4 alíquotas.
• As alíquotas iguais de uma mesma coleta de cada animal são sorteadas para cada tratamento e nesse caso cada ani- mal é considerado um bloco.
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
Exemplo
• Resultados do Experimento
Jumento Diluentes
gema leite coco citrato
1 80 76 77 65
2 72 65 60 50
3 63 55 53 48
4 83 75 73 64
5 76 70 69 57
DELINEAMENTO BLOCOS CASUALIZADOS
Exemplo
• Análise de Variância
FV GL SQ QM Fc valor-p
Blocos 4 1117,7 279,425 73,052 <0,0001 Diluente 3 829,35 276,45 72,275 <0,0001
Erros 12 45,90 3,825 Total 19 1992,95
• Verificando as pressuposições:
• Teste de Durbin-Watson -valor−p=0,6216
• Teste de Shapiro-Wilk -valor−p=0,8612
• Teste de Bartlett -valor−p=0,9700
• Aditividade -valor−p=0,9139
Delineamento Quadrado Latino
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Neste delineamento os tratamentos são agrupados nas re- petições de duas maneiras distintas
• Esta sistematização dos blocos em duas direções (desig- nadas genericamente por "linhas"e "colunas") permite eli- minar os efeitos de duas fontes de variação do erro experi- mental.
• O esquema do delineamento para I tratamentos corres- ponde a um "quadrado"comI linhas eIcolunas, contendo I2parcelas
• Cada tratamento ocorre uma vez em cada linha e em cada coluna
• Aleatorização - Em geral, é satisfatório tomar um quadrado latino qualquer, permutar as linhas e colunas e designar, ao acaso, os tratamentos às letras
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• O uso o DQL é mais freqüente em experimentos onde se comparam de 5 a 8 tratamentos.
• Como o número de repetições deve ser igual ao número de tratamentos, temos que:
• o número de graus de liberdade para o resíduo pode ser muito baixo nos delineamentos QL 4 x 4 ou menores
• o número de repetições pode se tornar muito alto nos expe- rimentos com mais de 8 tratamentos, dificultando a obten- ção de unidades experimentais com semelhança adequada.
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• O modelo estatístico para representar um DQL é dado por
yijk=µ+τi+cj +lk+ijk
• yijé o valor observado na unidade experimental que recebeu o tratamentoi, na colunaje linhak
• µrepresenta a média geral
• τirepresenta o efeito do tratamentoi
• cirepresenta o efeito da colunaj
• lkrepresenta o efeito da linhak
• ij é o erro experimental observado na unidade experimental que recebeu o tratamentoi, na colunaje linhak
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Análise de Variância (ANOVA)
FV GL SQ QM Fc
Coluna I-1 SQColuna QMColiuna QMColunaQMErro Linha I-1 SQLinha QMLinha QMLinhaQMErro Tratamento I-1 SQTratamento QMTratamento QMTratamento
QMErro
Erro (I-1)(I-2) SQErro QMErro Total I2−1 SQTotal
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• As somas de quadrados são obtidas da seguinte forma:
SQTotal = X
i
X
j
(yij)2−C C= X
i
X
j
(yij)2 IJ
SQColuna = X
i
(y.j)2 I −C
SQLinha = X
i
(y.k)2
I −C
SQTratamento = X
i
(yi.)2 I −C
SQErro = SQTotal−SQTratamento−SQColuna
−SQLinha
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Formulado-se a hipóteseH0 : τ1 = τ2 = ... ==τi ouH0 : µ1=µ2=...=µi
• O teste da hipótese na ANOVA é dado por
Fc = QMTratamento QMErro
• A partir do calculo deFc pode-se obter:
• o valor-p associado aoFce compara-lo ao nível de significânciaα
• obter o dado na tabela de distribuiçãoFpara(I−1)e (IJ−I)graus de liberdade, respectivamente, de tratamentos e do erro e comparar com oFc
• Rejeita-seH0sevalor−p< αouFc>F
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Geralmente o teste de hipótese com relação aos efeitos de linhas e colunas
• Ao aplicar o teste F numa análise de variância é necessário verificar as pressuposições do modelo.
• Os erros têm distribuição Normal (normalidade).
• Os erros das observações não são correlacionados (independência);
• Os erros têm a mesma variância (homocedasticidade);
• Os efeitos de blocos e tratamentos são aditivos
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
Exemplo
• Um experimento foi instalado para testar o efeito de anes- tésicos sobre o metabolismo animal (Frequência cardíaca e respiratória, pressão sanguínea, tempo efetivo de anes- tesia).
• Deseja-se testar 5 tipos de anestésicos.
• Considerando um experimento com 5 repetições seriam necessários 25 animais.
• Uma forma de reduzir o numero de animais e utilizar o DQL
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
Exemplo
• Assim, para testar 5 tipos de anestésicos, seriam necessá- rios apenas 5 animais
• Cada animal receberia um tipo de anestésico, e isso seria feito em 5 diferentes dias.
• Assim, teríamos um primeiro controle que é o animal e o segundo que é o dia.
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
Exemplo
• Croqui do Experimento
Animal Dias de Execução I II III IV V
1 D B C E A
2 B E A C D
3 A D E B C
4 E C D A B
5 C A B D E
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
Exemplo
• Resultados do Experimento
Animal Dias de Execução
I II III IV V
1 112,90 D 135,60 B 137,30 C 116,21 E 125,87 A 2 117,34 B 136,54 E 115,53 A 118,02 C 136,93 D 3 134,54 A 132,83 D 116,67 E 133,42 B 118,09 C 4 131,06 E 126,23 C 137,92 D 130,99 A 121,07 B 5 136,20 C 119,06 A 129,15 B 134,23 D 137,87 E
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
Exemplo
• ANOVA do experimento
FV GL SQ QM Fc valor-p
Coluna 4 43,39 10,85 0,08 0,9855 Linha 4 144,49 36,12 0,28 0,8837 tratamento 4 86,49 21,62 0,17 0,9500
Erro 12 1534,02 127,84 Total 24 1808,39
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• O problema que aparece quando usamos o DQL é com um número pequeno de tratamentos, pois o resíduo passa a ser estimado com um número pequeno de graus de liber- dade.
• Graus de liberdade do resíduo no DQL para diferentes nú- meros de tratamentos:
Número de Tratamentos g.l.do resíduo
3 2
4 6
5 12
6 20
7 30
8 42
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Uma alternativa para pequenos quadrados latinos é repetí- los para aumentar os graus de liberdade do resíduo.
• Existem três maneiras de repetir o quadrado latino
• Usar os mesmos tratamentos (em linhas e colunas) em cada repetição;
• Usar os mesmos tratamentos nas linhas, mas diferentes nas colunas em cada repetição (ou, de forma equivalente, usar os mesmos níveis nas colunas e diferentes nas linhas);
• Usar tratamentos diferentes em linhas e colunas.
• A análise de variância depende do método de repetição.
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Análise de Variância (ANOVA) para os mesmos tratamen- tos (em linhas e colunas) em cada repetição (tipo I)
FV GL SQ QM Fc
Quad. Latino R-1 SQQuad. Latino QMQuad. Latino QMQuad.Latino QMErro Coluna I-1 SQColuna QMColiuna QMColunaQMErro
Linha I-1 SQLinha QMLinha QMLinhaQMErro
Tratamento I-1 SQTratamento QMTratamento QMTratamento QMErro Erro (I-1)(R(I+1)-3) SQErro QMErro
Total RI2−1 SQTotal
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Sejayijkl a observação do i-ésimo tratamento linha, j-ésima linha, k-ésima coluna e l-ésima repetição, as somas de qua- drados são obtidas da seguinte forma:
SQTotal = X i
X
j
(yijkl)2−C C= X
i X
j (yijkl)2 RI2
SQQuad.Latino = X
i (y...l)2
I2 −C
SQTratamento = X
i (yi...)2
rI −C
SQLinha= X
i (y..k.)2
rI −C
SQColuna = X
i (y.j..)2
rI −C
SQErro = SQTotal−SQQuad.Latino−SQTratamento−SQColuna−SQLinha
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Análise de Variância (ANOVA) para os mesmos tratamen- tos nas linhas, mas diferentes nas colunas em cada repeti- ção (tipo II)
FV GL SQ QM Fc
Quad. Latino R-1 SQQuad. Latino QMQuad. Latino QMQuad.Latino QMErro Coluna R(I-1) SQColuna QMColiuna QMColunaQMErro
Linha (I-1) SQLinha QMLinha QMLinhaQMErro Tratamento I-1 SQTratamento QMTratamento QMTratamento
QMErro
Erro (I-1)(RI-2) SQErro QMErro
Total RI2−1 SQTotal
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Sejayijkl a observação do i-ésimo tratamento linha, j-ésima linha, k-ésima coluna e l-ésima repetição, as somas de qua- drados são obtidas da seguinte forma:
SQTotal = X i
X
j
(yijkl)2−C C= X
i X
j (yijkl)2 RI2
SQQuad.Latino = X
i (y...l)2
I2 −C
SQTratamento = X
i (yi...)2
rI −C
SQLinha= X
i (y..k.)2
rI −C
SQColuna = X
i (y.j..)2
I −C
SQErro = SQTotal−SQQuad.Latino−SQTratamento−SQColuna−SQLinha
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Análise de Variância (ANOVA) para os mesmos tratamen- tos nas colunas, mas diferentes nas linhas em cada repeti- ção (tipo III)
FV GL SQ QM Fc
Quad. Latino R-1 SQQuad. Latino QMQuad. Latino QMQuad.Latino QMErro Coluna I-1 SQColuna QMColiuna QMColunaQMErro
Linha R(I-1) SQLinha QMLinha QMLinhaQMErro Tratamento I-1 SQTratamento QMTratamento QMTratamento
QMErro
Erro (I-1)(RI-2) SQErro QMErro
Total RI2−1 SQTotal
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Sejayijkl a observação do i-ésimo tratamento linha, j-ésima linha, k-ésima coluna e l-ésima repetição, as somas de qua- drados são obtidas da seguinte forma:
SQTotal = X i
X
j
(yijkl)2−C C= X
i X
j (yijkl)2 RI2
SQQuad.Latino = X
i (y...l)2
I2 −C
SQTratamento = X
i (yi...)2
rI −C
SQLinha= X
i (y..k.)2
I −C
SQColuna = X
i (y.j..)2
rI −C
SQErro = SQTotal−SQQuad.Latino−SQTratamento−SQColuna−SQLinha
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Análise de Variância (ANOVA) para diferentes tratamentos nas colunas e nas linhas em cada repetição (tipo IV)
FV GL SQ QM Fc
Quad. Latino R-1 SQQuad. Latino QMQuad. Latino QMQuad.Latino QMErro Coluna R(I-1) SQColuna QMColiuna QMColunaQMErro
Linha R(I-1) SQLinha QMLinha QMLinhaQMErro Tratamento I-1 SQTratamento QMTratamento QMTratamento
QMErro
Erro (I-1)(RI-2) SQErro QMErro
Total RI2−1 SQTotal
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
• Sejayijkl a observação do i-ésimo tratamento linha, j-ésima linha, k-ésima coluna e l-ésima repetição, as somas de qua- drados são obtidas da seguinte forma:
SQTotal = X i
X
j
(yijkl)2−C C= X
i X
j (yijkl)2 RI2
SQQuad.Latino = X
i (y...l)2
I2 −C
SQTratamento = X
i (yi...)2
rI −C
SQLinha= X
i (y..k.)2
I −C
SQColuna = X
i (y.j..)2
I −C
SQErro = SQTotal−SQQuad.Latino−SQTratamento−SQColuna−SQLinha
DELINEAMENTO QUADRADO LATINO
Exemplo
• No experimento do anestésico para repetir o Quadrado La- tino, pode-se trabalhar com os mesmo animais, mas não é possível repetir os mesmos tempos, desta forma deve-se avaliar realizar a ANOVA do tipo II.
Animal Dias de Execução
VI VII VIII IX X
1 114,32 D 136,56 B 138,68 C 116,99 E 127,06 A 2 117,85 B 136,76 E 116,14 A 134,46 C 137,15 D 3 134,84 A 134,11 D 117,78 E 118,70 B 119,61 C 4 132,20 E 127,74 C 138,64 D 131,45 A 122,72 B 5 137,52 C 120,16 A 130,70 B 134,60 D 138,88 E
Delineamento Quadrado Latino (DQL)
• ANOVA do Quadrado Latino Repetido
FV GL SQ QM Fc valor-p
Quadrado 1 23,04 23,04 0,26 0,6143
Coluna 8 54,71 6,84 0,08 0,9996
Linha 4 337,62 84,41 0,95 0,4488 Tratamento 4 1021,73 255,43 2,87 0,0386
Erro 32 2846,91 88,97 Total 49 4284,01