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PROGRAMA ESPECIAL DO PARQUE NATURAL DAS SERRAS DE AIRE E CANDEEIROS

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PROGRAMA ESPECIAL DO PARQUE NATURAL DAS SERRAS DE AIRE E CANDEEIROS

PROGRAMA DE EXECUÇÃO E PLANO DE FINANCIAMENTO

Maio 2021

Versão para Discussão Pública

(2)

ÍNDICE GERAL

1. ENQUADRAMENTO DO PROGRAMA DE EXECUÇÃO E PLANO DE FINANCIAMENTO... 1

1.1 METODOLOGIA... 1

1.2 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DO PEPNSAC ... 3

2. ESTRUTURAÇÃO DO PROGRAMA DE EXECUÇÃO ... 5

2.1 PRINCÍPIOS E EIXOS ESTRATÉGICOS DE INTERVENÇÃO ... 5

2.2 PROGRAMAÇÃO TEMPORAL ... 12

2.3 MODELO DE GOVERNAÇÃO ... 15

3. PLANO DE FINANCIAMENTO ... 17

3.1 DISTRIBUIÇÃO DO INVESTIMENTO POR EIXO E DOMÍNIOS DE INTERVENÇÃO ... 18

3.2 PROGRAMAÇÃO TEMPORAL DO INVESTIMENTO ... 18

3.3 FONTES DE FINANCIAMENTO ... 19

4. QUADRO SÍNTESE DAS MEDIDAS/AÇÕES ... 21

5. CARACTERIZAÇÃO DAS MEDIDAS/AÇÕES PROPOSTAS ... 28

6. PROGRAMA DE AÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO ESPECÍFICA ... 76

(3)

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1 – Objetivos gerais e específicos do PEPNSAC ... 4

Tabela 2 - Relação entre os objetivos gerais do PEPNSAC e os eixos de intervenção propostos: ... 6

Tabela 3 – Distribuição das ações por medida, por domínio e por eixo de intervenção... 9

Tabela 4 – Distribuição temporal das ações ... 13

ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 – Estruturação do programa de execução: eixos estratégicos de intervenção e áreas de intervenção específica ... 8

Figura 2 – Distribuição das ações previstas por eixos de intervenção ... 12

Figura 3 – Distribuição das ações previstas domínios ... 12

Figura 4 – Distribuição do investimento por eixos de intervenção ... 18

Figura 5 – Distribuição do investimento por domínios de intervenção ... 18

Figura 6 – Programação temporal do investimento por eixos de intervenção ... 19

(4)

SIGLAS E ACRÓNIMOS

ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros

ASSIMAGRA - Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins AIE – Área de Intervenção Específica

CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional DGEG – Direção Geral de Energia e Geologia

DGPC – Direção Geral do Património Cultural

DRAPLVT – Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo ERIP – Entidades Representativas dos Interesses a Ponderar

FEEI – Fundos Europeus Estruturais e de Investimento

ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.

IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude LNEG – Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia

PEPNSAC – Programa Especial do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros PF – Perímetro Florestal

PNSAC – Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros POAP – Plano de Ordenamento de Área Protegida

POPNSAC – Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos QRE – Quadro de Referência Estratégico

TdP – Turismo de Portugal, I.P UB

Unidade de Baldio

(5)

1. ENQUADRAMENTO DO PROGRAMA DE EXECUÇÃO E PLANO DE FINANCIAMENTO

O presente documento constitui o Programa de Execução e Plano de Financiamento do Programa Especial do Parque das Serras de Aire e Candeeiros (PEPNSAC) dando cumprimento ao previsto no n.º 2 do artigo 45.º do Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio, que determina o conteúdo documental que acompanha o programa especial.

Nos termos da Lei de Bases da Política Pública de Solos e Ordenamento do Território e Urbanismo (Lei n.º 31/2014, de 30 de maio, na sua versão atual), os programas especiais estabelecem as orientações sobre a forma da respetiva execução, englobando as seguintes matérias:

 A explicitação dos respetivos objetivos e a identificação das intervenções consideradas estratégicas ou estruturantes;

 A descrição e a estimativa dos custos individuais e da globalidade das ações previstas, bem como os respetivos prazos de execução;

 A definição dos meios, dos sujeitos responsáveis pelo financiamento da execução e dos demais agentes a envolver;

 A estimativa da capacidade de investimento público relativa às propostas, tendo em conta os custos da sua execução.

Na sua essência, o Programa de Execução pretende agregar, em torno dos objetivos estratégicos e específicos definidos para o PEPNSAC, o conjunto de medidas e ações consideradas relevantes para o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), enunciando e descrevendo as intervenções prioritárias, incluindo o calendário de execução, a estimativa de custos e o contributo das diversas entidades para a sua execução.

A organização do Programa de Execução e Plano de Financiamento decorre, diretamente, do modelo territorial do PEPNSAC, nomeadamente, dos objetivos gerais e específicos que o configuram, que por sua vez, dão resposta e se articulam com os objetivos que presidiram à criação do PNSAC (Decreto-Lei nº 118/79, de 4 de maio).

1.1 M ETODOLOGIA

A elaboração do presente Programa Especial destina-se a assegurar a recondução dos planos de ordenamento das áreas protegidas (POAP) a programas especiais prevista no n.º 2 do art.º 200.º do RJIGT e não abrange, genericamente, alterações das atuais opções de ordenamento das áreas protegidas e do modelo territorial previsto nos POAP.

Assim, e considerando o disposto no Despacho de elaboração do PEPNSAC, este processo de recondução terá

sobretudo de se traduzir na adaptação do plano de ordenamento vigente ao atual quadro normativo.

(6)

Nesta conformidade e por princípio, serão mantidas as soluções e expressão territorial dos regimes de salvaguarda contidos no plano aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 57/2010, de 12 de agosto, só assim não acontecendo quando tais soluções contrariem as disposições legais que regem os programas especiais das áreas protegidas, quando estejam em causa atualizações, retificações e densificações, resultantes de erros ou omissões detetados como resultado da experiência na aplicação do plano, ou quando esteja demonstrado não serem as adequadas para prossecução dos objetivos de proteção dos recursos e valores naturais do PNSAC.

Neste contexto, procurou-se elaborar o presente documento partindo da avaliação do programa de execução que se encontra em vigor, atualizando-o nas dimensões necessárias, e adequando-o ao quadro de referência estratégico atual, em especial aos instrumentos de estratégia e política pública relevantes para a conservação da natureza e da biodiversidade.

A metodologia definida para a elaboração do Programa de Execução e Plano de Financiamento, assentou nas seguintes etapas:

1) Avaliação do programa de execução do plano de ordenamento em vigor:

O exercício de avaliação desenvolveu-se sobre uma matriz que visou aferir o grau de concretização das medidas/ações inscritas no programa de execução em vigor, utilizando, para o efeito uma escala de valoração.

2) Auscultação das entidades representativas dos interesses a ponderar

Pretendeu-se construir o programa de execução e financiamento em articulação com as entidades representativas dos interesses a ponderar (ERIP), através de:

 Disponibilização da matriz de avaliação do programa de execução em vigor às ERIP que compõem a Comissão Consultiva, para que ponderassem o grau de realização do instrumento em vigor;

 Solicitação de contributos às ERIP, relativamente a novas medidas/ações, os quais foram submetidos através da plataforma colaborativa de gestão territorial, ou disponibilizados, diretamente ao ICNF.

3) Elaboração da matriz do programa de execução:

Concluídas as tarefas de avaliação do programa de execução em vigor e recolhidos os contributos das ERIP, passou-se à construção da matriz do programa de execução, para o qual concorreram as seguintes atividades e tarefas:

 Ponderação da pertinência da manutenção das ações inscritas no programa de execução em vigor, em função da avaliação efetuada, bem como do cruzamento com a proposta de Diretivas e Normas de Execução elaboradas no âmbito do processo de recondução;

 Ponderação dos contributos das entidades relativamente à integração de novas medidas/ações;

 Aferição da adequação das medidas e ações existentes e propostas aos objetivos do PEAP e do diploma de criação da Área Protegida;

 Aferição do alinhamento das medidas/ações com outros instrumentos de estratégia e política

(7)

 Estruturação das medidas/ações por eixos e domínios específicos de intervenção.

 Identificação do quadro de governação, com a seleção das entidades responsáveis e intervenientes na execução das medidas propostas.

4) Definição do plano de financiamento

Identificadas as medidas/ações estratégicas para a execução dos objetivos do PNSAC, passou-se à etapa de definição dos investimentos associados e identificação das potenciais fontes de financiamento das medidas/ações selecionadas, os quais assumem um caracter eminentemente indicativo.

1.2 O BJETIVOS ESTRATÉGICOS DO PEPNSAC

O PNSAC foi criado pelo Decreto-Lei n.º 118/79, de 4 de maio, abrangendo uma área significativa do Maciço Calcário Estremenho, singular pela sua geologia, pela humanização da sua paisagem e por um conjunto de valores naturais diversificado que inclui espécies endémicas de distribuição circunscrita.

O interesse na proteção, conservação e gestão deste território encontra-se igualmente sublinhado pelo facto de integrar o Sítio de Interesse Comunitário “Serras de Aire e Candeeiros” (SICSAC), aprovado pela Resolução de Conselho de Ministros (RCM) n.º 76/2000, de 5 de julho, agora classificado como Zona Especial de Conservação, através do Decreto-Regulamentar 1/2020, de 16 de março, na qual estão identificados os tipos de habitats naturais e as espécies de fauna e da flora que aí ocorrem, previstos no Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, na sua atual redação.

O POPNSAC na prossecução dos objetivos de proteção, conservação e gestão deste território, estabelecido no diploma de criação do parque natural estabeleceu os regimes de salvaguarda de recursos e valores naturais e fixou o regime de gestão a observar na sua área de intervenção, com vista a garantir a conservação da natureza, a biodiversidade, a geodiversidade, a manutenção e a valorização da paisagem, a melhoria da qualidade de vida e o equilíbrio com o desenvolvimento socioeconómico das populações locais.

Estes objetivos do POPNSAC, apesar de se manterem atuais no contexto da presente recondução, foram objeto de densificação, aos quais se juntam novos objetivos, que derivam não só do imperativo de recondução do plano de ordenamento à figura de programa, como também da adequação a novos desafios para a gestão da área protegida.

Neste contexto, no âmbito do PEPNSAC, foram definidos um conjunto de objetivos gerais e específicos, que se

encontram identificados na Tabela 1.

(8)

Tabela 1 – Objetivos gerais e específicos do PEPNSAC

Objetivos Gerais do PEPNSAC (decorrentes do POPNSAC mas atualizados/densificados)

1) Assegurar, à luz da experiência e dos conhecimentos científicos adquiridos sobre o património natural desta área, uma estratégia de conservação e de gestão que permita a concretização dos objetivos que presidiram à criação do PNSAC;

2) Corresponder aos imperativos de conservação dos habitats naturais da fauna e flora selvagens protegidas nos termos do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n.º 49/2005, de 24 de fevereiro, e Decreto-Lei n.º 156-A/2013, de 8 de novembro, consagrando as orientações de gestão definidas no Plano Setorial da Rede Natura 2000, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 115-A/2008, de 21 de julho;

3) Fixar o regime de gestão compatível com a proteção e a valorização dos recursos naturais e com o desenvolvimento das atividades humanas em presença, tendo em conta os instrumentos de gestão territorial convergentes na área protegida;

4) Determinar, atendendo aos valores em causa, os estatutos de proteção adequados às diferentes áreas, bem como definir as respetivas prioridades de intervenção de acordo com a respetiva importância e sensibilidade ecológica, assentes em propostas de gestão territorial que promovam a necessária compatibilização entre a salvaguarda e valorização dos valores naturais e o desenvolvimento socioeconómico, com vista a promover uma utilização sustentável do território.

Objetivos Específicos do PEPNSAC (decorrentes do Despacho nº 4269/2017)

a) Promover a conservação dos valores naturais, destacando -se, de entre outros, os prados e arrelvados vivazes, as lajes calcárias, os afloramentos rochosos, os carvalhais, os louriçais e os azinhais, bem como as espécies da fauna associadas a estes biótopos, nomeadamente as aves de rapina, morcegos cavernícolas e a Gralha-de-bico–vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax);

b) Promover a conservação e valorização do património geológico, nomeadamente dos geossítios identificados que incluem por exemplo a Jazida de Icnitos de Dinossáurio de Vale de Meios, assim como das grutas e algares, as quais são também importantes zonas de hibernação e de criação para mais de uma dezena de espécies de morcegos cavernícolas e de nidificação de Gralha-de-bico-vermelho entre outra fauna cavernícola, designadamente de invertebrados;

c) Promover a manutenção de culturas e práticas agrícolas e florestais consentâneas com os objetivos de conservação da natureza, nomeadamente o olival tradicional e o montado esparso, com pastagem em regime extensivo sob coberto;

d) Contribuir para o ordenamento, disciplina e sustentabilidade das atividades agroflorestais, urbanísticas, lazer, animação turística e, particularmente, de extração de massas minerais, pelo seu potencial impacte ao nível da conservação dos valores naturais;

e) Enquadrar e promover a requalificação de áreas degradadas, nomeadamente através da renaturalização e recuperação de habitats naturais;

f) Valorizar e salvaguardar o património paisagístico, arqueológico, arquitetónico, histórico e cultural, com respeito pelas atividades tradicionais, assim como pelos elementos tradicionais do património arquitetónico, nomeadamente as formas de delimitação da propriedade através de muros de pedra seca, que, para além de conferirem uma paisagem singular a esta região, constituem importantes habitats para as espécies de fauna e flora rupícolas;

g) Assegurar a conservação dos habitats naturais e das espécies da fauna e da flora selvagens que estão na base da

classificação como Zona Especial de Conservação, nos termos do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, na sua

redação atual.

(9)

2. ESTRUTURAÇÃO DO PROGRAMA DE EXECUÇÃO

2.1 P RINCÍPIOS E E IXOS E STRATÉGICOS DE I NTERVENÇÃO

O PNSAC caracteriza-se como uma área singular pela sua geologia, humanização da sua paisagem e por um conjunto de valores naturais diversificado que inclui espécies endémicas de distribuição circunscrita.

Tal como referido no documento das Diretivas e Normas, é necessário garantir os aspetos relacionados com a conservação da natureza e da biodiversidade, a geodiversidade e a manutenção e valorização da paisagem, em harmonia com a qualidade de vida e o desenvolvimento económico das populações locais.

Assim, para a conservação dos valores naturais do PNSAC, considera-se como prioritário um conjunto de ações destinadas a promover: (i) a conservação de valores naturais, destacando-se de, entre outros, os prados e arrelvados vivazes, as lajes calcárias, os afloramentos rochosos, os carvalhais, os louriçais e os azinhais, bem como as espécies de fauna associadas a estes biótopos, nomeadamente as aves de rapina, morcegos cavernícolas e a Gralha-de-bico- vermelho, (ii) a conservação e valorização do património geológico, nomeadamente dos geossítios, (iii) a manutenção das culturas e práticas agrícolas e florestais consentâneas com os objetivos de conservação da natureza, nomeadamente o olival tradicional e o montado esparso, com pastagem em regime extensivo (iv) o ordenamento das atividades de animação turística e lazer (v) o ordenamento e sustentabilidade da indústria extrativa (vi) a valorização e salvaguarda do património paisagístico, arquitetónico, histórico e etnográfico e (vii) a contenção da edificação dispersa, no exterior dos perímetros urbanos.

O Programa de Execução é estruturado pelos objetivos gerais definidos no PEPNSAC, que por sua vez concorrem para a prossecução dos objetivos afirmados no diploma de criação do PNSAC e a implementação das suas ações deve ser norteada pelos princípios definidos no Decreto-Lei nº 142/2008, na sua atual redação, nomeadamente:

Princípio da função social e pública do património natural, nos termos do qual se consagra o património natural como infraestrutura básica integradora dos recursos naturais indispensáveis ao desenvolvimento social e económico e à qualidade de vida dos cidadãos;

Princípio da sustentabilidade, nos termos do qual deve ser promovido o aproveitamento racional dos recursos naturais, conciliando a conservação da natureza e da biodiversidade com a criação de oportunidades sociais e económicas e garantindo a sua disponibilidade para as gerações futuras;

Princípio da identificação, por força do qual deve ser promovido o conhecimento, a classificação e o registo dos valores naturais que integram o património natural;

Princípio da compensação, pelo utilizador, dos efeitos negativos provocados pelo uso dos recursos naturais;

Princípio da precaução, nos termos do qual as medidas destinadas a evitar o impacte negativo de uma ação sobre a conservação da natureza e a biodiversidade devem ser adotadas mesmo na ausência de certeza científica da existência de uma relação causa-efeito entre eles;

Princípio da proteção, por força do qual importa desenvolver uma efetiva salvaguarda dos valores mais

significativos do nosso património natural, designadamente dos presentes nas áreas classificadas.

(10)

A concretização dos objetivos do PEPNSAC e, por inerência, do próprio PNSAC, passa pela atuação articulada do modelo territorial definido, das diretivas e normas estabelecidas e pelo Programa de Execução, nomeadamente por medidas/ações que promovam a conservação, proteção, valorização e desenvolvimento integrado e sustentável da Área Protegida.

Articulado desta forma e para corresponder a uma estrutura mais operacional e programática, o Programa de Execução encontra-se, também, organizado por eixos de intervenção, os quais, por sua vez, se subdividem em domínios específicos de intervenção, que agregam um conjunto de medidas/ações.

Para além dos eixos de intervenção, são identificadas as Áreas de Intervenção Específica (AIE), que correspondem a áreas que, pela sua particularidade, são objeto de um programa que remete para o desenvolvimento de projetos específicos de intervenção, mantendo o nível de proteção da área onde se inserem, independentemente das intervenções a que sejam sujeitas, com exceção da AIE designada por “Áreas sujeitas a exploração extrativa”, que deverá ser objeto do desenvolvimento de planos municipais de ordenamento do território, e por consequência passam a ser abrangidas pelos regimes definidos nestes instrumentos.

Esta organização do Programa de Execução pretende uma agregação coerente e integrada das ações que o operacionalizam.

Atendendo aos objetivos definidos para o PEPNSAC, o Programa de Execução encontra-se estruturado em dois eixos de intervenção direta e um eixo de intervenção transversal, conforme ilustrado na tabela 2, que expressa a relação entre os objetivos e os eixos definidos:

Tabela 2 - Relação entre os objetivos gerais do PEPNSAC e os eixos de intervenção propostos:

E

IXO

1 C

ONSERVAÇÃO DO

P

ATRIMÓNIO

N

ATURAL

Assegurar, à luz da experiência e dos conhecimentos científicos adquiridos sobre o património natural desta área, uma estratégia de conservação e de gestão que permita a concretização dos objetivos que presidiram à criação do PNSAC

Corresponder aos imperativos de conservação dos habitats naturais da fauna e flora selvagens protegidas nos termos do Decreto- Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n.º 49/2005, de 24 de fevereiro, e Decreto-Lei n.º 156-A/2013, de 8 de novembro

Determinar, atendendo aos valores em causa, os estatutos de proteção adequados às diferentes áreas, bem como definir as respetivas prioridades de intervenção

E

IXO

2 P

ROMOÇÃO DA UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO TERRITÓRIO

Fixar o regime de gestão compatível com a proteção e a valorização dos recursos naturais e com o desenvolvimento das atividades humanas em presença, tendo em conta os instrumentos de gestão territorial convergentes na área protegida

O Eixo 1| Conservação do Património Natural, responsabilidade principal no planeamento e gestão da área protegida, que decorre da classificação deste território como parque natural, para além de outros elevados estatutos de proteção.

E

IXO

3 C

ONHECIMENTO

, S

ENSIBILIZAÇÃO E

I

NFORMAÇÃO

A

MBIENTAL

(11)

O da conservação de habitats, fauna e flora, que enquadra as medidas dirigidas para a manutenção e a recuperação do estado de conservação favorável dos habitats naturais e espécies características do PNSAC, incluindo ações de conhecimento dos ecossistemas, da monitorização dos seus habitats naturais e das populações das espécies de fauna e flora, especialmente relevante, num contexto adaptativo às alterações climáticas.

 O da valorização das áreas de conservação da natureza, dirigido às ações que visam valorizar o património natural do PNSAC.

 O da valorização de geossitios, dirigido às ações que visam valorizar o património geológico do PNSAC Atendendo aos objetivos do diploma de criação do PNSAC e aos que estão a ser considerados no âmbito da recondução a este programa especial, este é o eixo base de intervenção que sustenta os demais.

O Eixo 2|Promoção da utilização sustentável do território, é entendido na perspetiva de uma coexistência entre as atividades humanas presentes no PNSAC e a salvaguarda dos recursos e valores patrimoniais presentes, contribuindo para uma diferenciação positiva deste território.

Trata-se de um eixo de intervenção que privilegia uma atuação focada nas seguintes dimensões:

 A da promoção de atividades económicas sustentáveis, visando fundamentalmente apoiar as atividades económicas que se desenvolvem no PNSAC, potenciando o seu desenvolvimento económico e o bem-estar das populações residentes, mas em harmonia com os imperativos de conservação da natureza;

 A da valorização dos recursos territoriais existentes, na perspetiva de enquadrar processos de valorização, salvaguarda e aproveitamento sustentável dos recursos territoriais existentes, nomeadamente do património cultural, mas também de enquadramento e ordenamento das áreas sujeitas ao aproveitamento de massas minerais;

 A da estruturação e qualificação da visitação, através de medidas que incrementem as condições em que ocorre a visitação do PNSAC, contribuindo para o reforço deste território enquanto destino de visitação através do desenvolvimento de atividades baseadas nos valores ambientais e culturais do território.

O Eixo 3| Informação, comunicação e sensibilização ambiental, é um eixo transversal aos demais, e centra-se nas ações dirigidas à comunicação e divulgação do PNSAC, bem como à sensibilização ambiental dos residentes, visitantes e demais atores que exercem a sua atividade nesta área protegida, fomentando e reforçando o sentimento de pertença e a apropriação deste território.

Desta forma, este eixo agrega medidas/ações em torno de duas perspetivas:

 A da informação/divulgação, dirigida às ações que pretendem desenvolver a comunicação do PNSAC, a várias escalas, e também as de divulgação dos valores e objetivos desta área protegida;

 A da capacitação/sensibilização, promovendo a sensibilização e a educação ambiental dos vários agentes

que intervêm e vivem neste território.

(12)

Para além dos eixos de intervenção, que enquadram as medidas/ações a desenvolver, são definidas Áreas de Intervenção Específica, de “especial interesse para a fauna”, para os “geossítios, sítios de interesse cultural e abrigos de especial interesse para a fauna ” e para as “áreas sujeitas a indústria extrativa”, que devido ao número de visitantes e à consequente pressão sobre esses locais, necessitam da implementação de um conjunto de ações que visem o ordenamento, requalificação e gestão do espaço com vista à sua valorização e conservação.

1. De Especial Interesse para a Fauna

2. Geossítios, sítios de interesse cultural e abrigos de especial interesse para a fauna 3. Áreas Sujeitas a Exploração Extrativa

Figura 1 – Estruturação do programa de execução: eixos estratégicos de intervenção e áreas de intervenção específica

Na tabela 3, apresenta-se a estruturação do Programa de Execução do PEPNSAC, optando-se pela sua organização por eixo e domínio de intervenção, imputando-lhe um conjunto de medidas/ações com vista à sua concretização.

Relativamente às Áreas de Intervenção Específicas as mesmas são identificadas nesta tabela, sendo que a sua execução pressupõe a mobilização de algumas destas medidas/ações.

A descrição das medidas, o modelo de governação e a programação temporal e financeira é efetuada nos pontos

EIXO1

CONSERVAÇÃO DOPATRIMÓNIO

NATURAL

DI 1.1

Conservação de habitats, da fauna e da flora

DI 1.2 Valorização das áreas de conservação da natureza

DI 1.3 Valorização de Geossitios

EIXO2 PROMOÇÃO DA UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO TERRITÓRIO

DI 2.1 Promoção de atividades económicas sustentáveis

DI 2.2 Valorização dos recursos

territoriais

DI 2.3

Estruturação e qualificação da visitação

EIXO3

INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

DI 3.1 Promoção e divulgação

DI 3.2

Sensibilização e capacitação

Á

REAS DE

I

NTERVENÇÃO

E

SPECÍFICA

(13)

Tabela 3 – Distribuição das ações por medida, por domínio e por eixo de intervenção

E

IXO

1 C

ONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL

DOMÍNIO DE INTERVENÇÃO 1.1–CONSERVAÇÃO DE HABITATS, FAUNA E FLORA

Medida 1.1.1 – Criação do inventário dos sítios de interesse ecológico e geológico

Ação 1.1.1.1 – Criação e atualização da base de dados na área da ecologia

Ação 1.1.1.2 – Criação e atualização da base de dados na área da geologia

Ação 1.1.1.3 – Atualização do Inventário Espeleológico Medida 1.1.2 Aplicação da Convenção RAMSAR (Polje de Mira-Minde e

Nascentes associadas) Ação 1.1.2.1 – Atualização de informação e monitorização

Medida 1.1.3 Investigação em Biologia Subterrânea

Ação 1.1.3.1 – Apoio a projetos de investigação em biologia subterrânea

Ação 1.1.3.2- Inventariação e monitorização de espécies cavernícolas (Observatório de Biologia Subterrânea)

Medida 1.1.4 – Monitorização de valores naturais

Ação 1.1.4.1 - Monitorização da Gralha-de-bico–vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax)

Ação 1.1.4.2 – Monitorização da Perdiz-vermelha (Alectoris rufa) Ação 1.1.4.3 – Monitorização da avifauna - Estação de Anilhagem do Arrife e Projeto Estações de Esforço Constante (PEEC)

Ação 1.1.4.4 - Monitorização abrigos morcegos cavernícolas

Ação 1.1.4.5 – Atualização da cartografia dos habitats naturais

Ação 1.1.4.6 – Monitorização da flora e vegetação

Ação 1.1.4.7 – Apoio a estudos para a identificação de outros grupos taxonómicos

Medida 1.1.5 – Gestão de Habitats

Ação 1.1.5.1 – Controlo seletivo de vegetação e Silvicultura preventiva Ação 1.1.5.2 – Reconversão de área de eucalipto com espécies autóctones

Ação 1.1.5.3 – Gestão de espécies prioritárias e mosaico de habitats através do pastoreio

DOMÍNIO DE INTERVENÇÃO 1.2–VALORIZAÇÃO DAS ÁREAS DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

Medida 1.2.1 – Gestão de espécies protegidas

Ação 1.2.1.1 - Gestão habitat (Parque Eólico Candeeiros) para o Falco tinnunculus

Ação 1.2.1.2 – Gestão de espécies RELAPE

Ação 1.2.1.3 – Instalação e Gestão de mosaicos de áreas sensíveis e Rede Secundária de Faixas de Gestão de Combustível

DOMÍNIO INTERVENÇÃO 1.3–VALORIZAÇÃO DE GEOSSÍTIOS

Medida 1.3.1 – Dinamização e Valorização do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas, da Jazida de Pegadas de Dinossáurios de Vale de Meios e do Sítio Paleontológico do Cabeço da Ladeira

Ação 1.3.1.1 – Implementação de medidas de geoconservação (Projeto de Valorização do Património Geológico)

Ação 1.3.1.2 - Campanhas de estudos paleontológico do Sítio Paleontológico do Cabeço da Ladeira

Medida 1.3.2 – Dinamização e Valorização de outros geossítios Ação 1.3.2.1 - Conservação e valorização dos geossítios visando a melhoria das condições de conservação e visitação

(14)

EIXO 2–PROMOÇÃO DA UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO TERRITÓRIO

DOMÍNIO DE INTERVENÇÃO 2.1–PROMOÇÃO DE ATIVIDADES ECONÓMICAS SUSTENTÁVEIS

Medida 2.1.1 – Promoção das atividades rurais tradicionais

Ação 2.1.1.1 – Promoção, divulgação e comercialização de produtos regionais

Ação 2.1.1.2 – Promoção do pastoreio extensivo com pequenos ruminantes

Ação 2.1.1.3 – Promoção de atividades agrícolas não intensivas

Medida 2.1.2 – Ordenamento da atividade florestal e cinegética

Ação 2.1.2.1 – Elaboração dos planos de gestão florestal das áreas submetidas a regime florestal

Ação 2.1.2.2 – Realização de Censos de espécies cinegéticas

Medida 2.1.3 – Ordenamento e sustentabilidade da atividade de revelação e aproveitamento de massas minerais

Ação 2.1.3.1 – Aprovação e publicação dos Planos de Intervenção em Espaço Rural para as AIE do “Codaçal”, “Pé da Pedreira”, Portela das Salgueiras” e da “Cabeça Veada”

Ação 2.1.3.2 – Revisão do PDM de Alcobaça, que contempla a proposta de ordenamento para a AIE de “Moleanos”

Ação 2.1.3.3 – Recuperação de áreas degradadas DOMÍNIO DE INTERVENÇÃO 2.2-VALORIZAÇÃO DOS RECURSOS TERRITORIAIS

Medida 2.2.1 Valorização e salvaguarda do património cultural Ação 2.2.1.1 – Promoção de Rotas Temáticas

Medida 2.2.2 Gestão de áreas para aproveitamento de massas minerais Ação 2.2.2.1 – Aprovação dos Projetos Integrados do “Codaçal”, “Pé da Pedreira”, Portela das Salgueiras”, “Cabeça Veada” e “Moleanos”

DOMÍNIO DE INTERVENÇÃO 2.3–ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DA VISITAÇÃO

Medida 2.3.1 Qualificação das infraestruturas de apoio à visitação

Ação 2.3.1.1 Garantir uma rede contínua e integrada de percursos pedestres no território do PNSAC

Ação 2.3.1.2 – Conservação e requalificação das infraestruturas de apoio à atividade de turismo de natureza

Ação 2.3.1.3 – Manutenção e atualização da sinalização de locais de animação turística e lazer.

Ação 2.3.1.4 – Melhoria das Condições de Visitação do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas, da Jazida de Pegadas de Dinossáurio de Vale de Meios e do Sítio paleontológico do Cabeço da Ladeira

Ação 2.3.1.5 – Implementação de um conjunto de ações que visem o ordenamento, requalificação e gestão do espaço com vista à sua valorização e conservação, em especial nos Olhos de Água do Alviela, no Polje de Mira-Minde, nas Salinas de Rio Maior e na Fórnea

(15)

EIXO 3–INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL DOMÍNIO DE INTERVENÇÃO 3.1–PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO

Medida 3.1.1 – Desenvolvimento e implementação de ações de divulgação ambiental

Ação 3.1.1.1 – Divulgação do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas, da Jazida de Pegadas de Dinossáurios de Vale de Meios e do Sítio Paleontológico do Cabeço da Ladeira

Ação 3.1.1.2 – Divulgação do Centro de Interpretação Subterrâneo do Algar do Pena (CISGAP)

Ação 3.1.1.3 – Dinamização do Centro de Interpretação das Serras de Aire e Candeeiros (CISAC)

Ação 3.1.1.4 – Conceção de material de comunicação e divulgação DOMÍNIO DE INTERVENÇÃO 3.2–CAPACITAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO

Medida 3.2.1 – Desenvolvimento e implementação de ações de sensibilização e educação ambiental

Ação 3.2.1.1 – Dinamização de atividades destinadas a estudantes e jovens e acolhimento de visitantes no CISAC

Ação 3.2.1.2 – Organização de “Conversas e Tertúlias” destinadas a público diverso no CISAC

Ação 3.2.1.3 – Dinamização da visitação no CISGAP

Ação 3.2.1.4 – Dinamização da participação cidadã no Observatório de Biologia Subterrânea

Ação 3.2.1.5 – Organização de Congresso de Educação Ambiental no PNSAC para congressistas de “Palmo e Meio”

Ação 3.2.1.6 – Dinamização da visitação do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novass

Ação 3.2.1.7 – Promoção de ações de sensibilização para boas práticas na prevenção de incêndios rurais

Á

REAS DE

I

NTERVENÇÃO

E

SPECÍFICA

DE ESPECIAL INTERESSE PARA A FAUNA

GEOSSÍTIOS, SÍTIOS DE INTERESSE CULTURAL E ABRIGOS DE ESPECIAL INTERESSE PARA A FAUNA ÁREAS SUJEITAS A EXPLORAÇÃO EXTRATIVA

A distribuição das ações pelos vários eixos de intervenção evidencia o Eixo 1, por ser aquele que contempla o maior número de ações, agrupando um total de 22 ações, o que corresponde a 46% do número total de ações previstas.

Dentro deste eixo, o domínio D1 – Conservação de habitats, fauna e flora – é o que agrega mais intervenções (16 do total das 22 neste eixo).

Este é de facto o eixo base de intervenção e aquele que dá resposta à maior parte dos objetivos definidos no âmbito do PEPNSAC.

Segue-se o Eixo 2, mobilizando 15 das 48 ações previstas (31% das ações totais). Ao nível dos domínios de intervenção considerados, a maioria das ações, neste eixo, são dirigidas ao domínio da “promoção de atividades económicas sustentáveis”.

Por último o Eixo 3 agrega 11 ações, o que corresponde a uma quota de 23% do total de ações previstas. Sendo um

eixo transversal, naturalmente as medidas/ações inscritas neste eixo contribuem para medidas inscritas nos outros

(16)

eixos de intervenção. Dentro deste, verifica-se um predomínio das ações relacionadas com o domínio da sensibilização e capacitação.

Figura 2 – Distribuição das ações previstas por eixos de intervenção

Legenda: Eixo 1 (D1 - Conservação de habitats, fauna e flora; D2 - Valorização das áreas de conservação da natureza; D3 – Valorização dos Geossitios); Eixo 2 (D1 – Promoção de atividades económicas sustentáveis; D2 – Valorização dos recursos territoriais; D3 – Estruturar e qualificar a visitação); Eixo 3 (D1 – Promoção e divulgação; D2 – Sensibilização e capacitação).

Figura 3 – Distribuição das ações previstas domínios

2.2 P ROGRAMAÇÃO T EMPORAL

O presente ponto integra a programação temporal relativa à operacionalização do Programa de Execução do PEPNSAC.

Não obstante o período de vigência do PEPNSAC ser superior, o horizonte temporal definido para o Programa de Execução é de 5 anos (até 2026). A escolha de um período mais curto está essencialmente relacionada com a preparação do próximo ciclo de programação dos fundos comunitários (2023-2027), dado que muitas das ações identificadas são executadas com recurso a FEEI.

Em termos da distribuição das ações pelo horizonte temporal definido, verifica-se que a maioria das ações (56%) será executada no período considerado (2021-2026), estando prevista a execução de 38% das ações para o período 2021-2024, e os restantes 6% até 2023. Estas últimas englobam as ações decorrentes da aprovação de planos municipais de ordenamento do território e/ou projetos integrados, no âmbito da execução da AIE “áreas sujeitas a indústria extrativa, assim como o projeto de atualização da cartografia de habitats naturais, uma operação cofinanciada pelo POSEUR, e que se encontra, presentemente, em execução.

16

3 3

8

2

5 4

7

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18

D 1.1 D 1.2 D.1.3 D 2.1 D 2.2 D 2.3 D 3.1 D.3.2

Eixo 1 Eixo 2 Eixo 3

Distribuição das ações por domínio de intervenção

(17)

Tabela 4 – Distribuição temporal das ações

A

ÇÃO

2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026

A.1.1.1.1 - Criação e atualização da base de dados na área da ecologia

A.1.1.2.1 – Criação e atualização da base de dados na área da geologia A.1.1.1.3 – Atualização do Inventário Espeleológico

A.1.1.2.1 – Atualização de informação e monitorização

A.1.1.3.1 – Apoio a projetos de investigação em biologia subterrânea

A.1.1.3.2- Inventariação e monitorização de espécies cavernícolas (Observatório de Biologia Subterrânea)

A.1.1.4.1 - Monitorização da Gralha-de-bico – vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax)

A.1.1.4.2 – Monitorização da Perdiz-vermelha (Alectoris rufa)

A.1.1.4.3 – Monitorização da avifauna - Estação de Anilhagem do Arrife e Projeto Estações de Esforço Constante (PEEC)

A.1.1.4.4 - Monitorização abrigos morcegos cavernícolas

A.1.1.4.5 – Atualização da cartografia dos habitats naturais

A.1.1.4.6 – Monitorização da flora e vegetação

A.1.1.4.7 – Apoio a estudos para a identificação de outros grupos taxonómicos

A.1.1.5.1 – Controlo seletivo de vegetação e Silvicultura preventiva

A.1.1.5.2 – Reconversão de área de eucalipto com espécies autóctones

A.1.1.5.3 – Gestão de espécies prioritárias e mosaico de habitats através do

pastoreio

A.1.2.1.1 - Gestão habitat (Parque Eólico Candeeiros) para o Falco tinnunculus

A.1.2.1.2 – Gestão de espécies RELAPE

A.1.2.1.3 – Instalação e Gestão de mosaicos de áreas sensíveis e Rede Secundária de

Faixas de Gestão de Combustível

A.1.3.1.1 – Implementação de medidas de geoconservação (Projeto de Valorização

do Património Geológico)

A.1.3.1.2 - Campanhas de estudos paleontológico do Sítio Paleontológico do Cabeço

da Ladeira

A.1.3.2.1 - Conservação e valorização dos geossítios visando a melhoria das

condições de conservação e visitação

A.2.1.1.1 – Promoção, divulgação e comercialização de produtos regionais

(18)

A

ÇÃO

2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026

A.2.1.1.2 – Promoção do pastoreio extensivo com pequenos ruminantes

A.2.1.1.3 – Promoção de atividades agrícolas não intensivas

Ação 2.1.1.4 - Elaboração dos Planos de Gestão Florestal das áreas submetidas a regime florestal

A.2.1.2.1 – Realização de Censos de espécies cinegéticas

A.2.1.3.1 – Aprovação e publicação dos Planos de Intervenção em Espaço Rural para as AIE do “Codaçal”, “Pé da Pedreira”, Portela das Salgueiras” e da “Cabeça Veada”

A.2.1.3.2 – Revisão do PDM de Alcobaça, que contempla a proposta de ordenamento

para a AIE de “Moleanos”

A.2.1.3.3 – Recuperação de áreas degradadas

A.2.2.1.1 – Promoção de Rotas Temáticas

A.2.2.2.1 – Aprovação dos Projetos Integrados do “Codaçal”, “Pé da Pedreira”,

Portela das Salgueiras”, “Cabeça Veada” e “Moleanos”

A.2.3.1.1 Garantir uma rede contínua e integrada de percursos pedestres no

território do PNSAC

A.2.3.1.2 – Conservação e requalificação das infraestruturas de apoio à atividade de

turismo de natureza

A.2.3.1.3 – Manutenção e atualização da sinalização de locais de animação turística

e lazer.

A.2.3.1.4 – Melhoria das Condições de Visitação do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas, da Jazida de Pegadas de Dinossáurios de

Vale de Meios e do Sítio paleontológico do Cabeço da Ladeira

A.2.3.1.5 – Implementação de um conjunto de ações que visem o ordenamento, requalificação e gestão do espaço com vista à sua valorização e conservação, em especial nos Olhos de Água do Alviela, no Polje de Mira-Minde, nas Salinas de Rio

Maior e na Fórnea

A.3.1.1.1 – Divulgação do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas, da Jazida de Pegadas de Dinossáurios de Vale de Meios e do

Sítio Paleontológico do Cabeço da Ladeira

A.3.1.1.2 – Divulgação do Centro de Interpretação Subterrâneo do Algar do Pena

(CISGAP)

A.3.1.1.3 – Dinamização do Centro de Interpretação das Serras de Aire e Candeeiros

(CISAC)

A.3.1.1.4 – Conceção de material de comunicação e divulgação

A.3.2.1.1 – Dinamização de atividades destinadas a estudantes e jovens e acolhimento de visitantes no CISAC

A.3.2.1.2 – Organização de “Conversas e Tertúlias” destinadas a público diverso no CISAC

A.3.2.1.3 – Dinamização da visitação no CISGAP

A.3.2.1.4 – Dinamização da participação cidadã no Observatório de Biologia Subterrânea

A.3.2.1.5 – Organização de Congresso de Educação Ambiental no PNSAC para congressistas de “Palmo e Meio”

A.3.2.1.6 – Dinamização da visitação do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas

Ação 3.2.1.7 – Promoção de ações de sensibilização para boas práticas na prevenção de incêndios rurais

(19)

2.3 M ODELO DE G OVERNAÇÃO

O sucesso do programa de execução pressupõe uma corresponsabilização de todos os intervenientes, e um reforço de articulação do ICNF.IP., com os demais agentes no território, em especial as autarquias locais, os habitantes, proprietários, investidores e visitantes da área protegida, entre outros.

No âmbito do Decreto-Lei nº 116/2019, de 21 de agosto, que define o modelo de cogestão das áreas protegidas, preconiza-se para as áreas protegidas de âmbito nacional, onde se insere o PNSAC, uma governação assente em duas entidades, nomeadamente a Comissão de Cogestão da Área Protegida e o Conselho Estratégico da Área Protegida, que serão bastante relevantes no acompanhamento e implementação das medidas inscritas no presente Programa de Execução, em função das competências específicas de cada uma das estruturas.

Um modelo de governação colaborativo e articulado é crucial para a implementação das ações previstas no âmbito do programa de execução do PEPNSAC, pelo que a identificação das entidades intervenientes no operacionalização deste, dá resposta à necessidade de corresponsabilização que se pretende promover, num esforço concertado e conjunto, e que deverá ser devidamente ponderado em função da capacidade financeira, de realização e das competências específicas de cada uma das entidades intervenientes.

Não obstante essa necessidade, e em função do contexto que norteia o presente processo de recondução, a lista de ações que compõem este Programa de Execução assume um caráter eminentemente indicativo, tanto no que se refere ao âmbito material das intervenções, aos montantes necessários, bem como relativamente ao quadro de governação proposto para a execução das mesmas.

Em termos de monitorização e a avaliação, está previsto que a cada triénio, o ICNF.IP., dispondo de toda a informação em causa, procederá ao seu tratamento e análise, produzindo o Relatório de Execução do Programa Especial que será partilhado com as restantes entidades do Conselho Estratégico. Este documento para além de apoiar a revisão e definição do Programa de Execução para o triénio seguinte, suportará a eventual necessidade proceder a alteração ou à revisão do PEPNSAC.

Nesta fase, associa-se a cada uma das 48 ações programadas a entidade coordenadora, ou seja, aquela

que em razão das competências ou atribuições é a mais adequada para liderar o processo, e as entidades

parceiras, fundamentais para a prossecução dos objetivos e operacionalização das ações, quer seja

através da partilha do investimento financeiro, quer seja através do apoio especializado em algumas

dimensões técnicas.

(20)

Devido à complexidade e abrangência de algumas das ações indicadas, as mesmas poderão ser executadas em parceria, inclusive na coordenação da ação, situação que acontece com alguma regularidade, no âmbito da proposta apresentada.

Ao nível das entidades, ao ICNF.IP., na qualidade de Autoridade Nacional para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade competirá um papel central na implementação do Programa de Execução, sendo entidade coordenadora na concretização da maioria das ações programadas. As restantes entidades coordenadoras distribuem-se por outras entidades da Administração Central, Administração Local, e Outros, onde se inserem a Academia e as associações locais como a ADSAICA.

Relativamente às entidades parceiras, existe bastante diversidade na sua composição, sendo, no entanto de destacar, o papel dos municípios, dado o seu quadro de competências e a maior proximidade ao território, na implementação de muitas das ações previstas neste Programa de Execução, mas também a representatividade das associações locais e da academia.

Não obstante o Programa de Execução defina o potencial quadro de governação, em função do

conhecimento atual das ações que se perspetivam, e na prossecução do que já se encontrava firmado no

programa de execução do POAP que está a ser reconduzido, este pode ser reajustado no decurso da sua

implementação, o que poderá determinar outro contexto do agora apresentado.

(21)

3. PLANO DE FINANCIAMENTO

No âmbito de cada medida e ação programada, considerada relevante para a prossecução dos objetivos do PEPNSAC, importa proceder à estimativa do custos individuais e da globalidade das ações previstas, bem como a definição dos meios e das fontes responsáveis pelo financiamento da execução.

A programação financeira deste programa de execução resulta da estimativa dos custos associados à concretização da maior parte das medidas/ações

1

, sendo o exercício suportado na utilização de valores médios de referência utilizados em ações similares já desenvolvidas e/ou contratualizadas, que serviram de base para a atualização dos valores que se encontravam inscritos no programa de execução do plano em vigor, e cujas medidas/ações se preveem manter.

Neste contexto, e atendendo ao grau de maturidade de cada uma das ações elencadas, os valores que se encontram discriminados para cada medida/ação são meramente indicativos, devendo no âmbito da execução de cada ação ser aferidos com maior precisão, pelo que, neste contexto, este plano assume-se como um elemento orientador das atividades a realizar no futuro e não como um programa de gestão financeira de aplicação direta.

Esta circunstância reforça a pertinência do exercício de monitorização como suporte à avaliação periódica do presente instrumento, permitindo a avaliação do grau de execução das ações previstas, devendo fornecer informação útil para a eventual reponderação de prioridades e respetivos custos associados.

Os custos são apresentados para cada ação individualmente, sendo, no entanto, de realçar que face à natureza das ações programadas, algumas poderão ser executadas de forma agregada, através de projetos integrados que concorram para mais do que um domínio de intervenção, o que poderá ter implicações na alocação dos montantes previstos.

No caso das AIE, considerando a sua natureza e forma de implementação, através de projetos específicos ou outros instrumentos, que mobilizam no todo ou em parte muitas das medidas/ações propostas neste Programa de Execução e Plano de Financiamento, optou-se por não apresentar a globalidade dos custos associados à sua execução.

1 De referir que algumas das ações não apresentam estimativa de custos, ou porque o seu âmbito material não implica a alocação de investimento, ou porque se tratam de ações que estão na esfera da atuação de outras entidades, caso de projetos municipais ou planos territoriais, ou ainda, engloba situações que já foram objeto de financiamento no passado, nomeadamente no âmbito de FEEI, estando agora apenas em fase de execução.

(22)

3.1 D ISTRIBUIÇÃO DO I NVESTIMENTO POR E IXO E D OMÍNIOS DE I NTERVENÇÃO

Numa análise à distribuição do investimento por eixo estratégico, apesar do Eixo 1 ser aquele que concentra o maior número de ações propostas, é o Eixo 2 que mobiliza a maior fatia dos custos/investimentos perspetivados, representando cerca de 55% do total proposto.

Os Eixos 1 e 3 concentram cerca de 27% e 18% do investimento, respetivamente.

Por domínio de intervenção, o destaque vai para o D2.3 – Estruturar e qualificar a visitação- que representa 5% dos custos estimados, o que deriva da proposta de um conjunto de ações que estão associadas à intervenção em infraestruturas físicas de apoio à visitação.

Em seguida, surgem os domínios D3.2 – Sensibilização e capacitação e D1.3 – Valorização de geossitios - como os mais significativos em termos de mobilização de investimento (juntos representam ¼ do investimento proposto).

LEGENDA: D1.1 - Conservação de habitats, fauna e flora; D1.2 - Valorização das áreas de conservação da natureza; D1.3 – Valorização de geossitios - Promoção de atividades económicas sustentáveis, D2.2 – Valorização dos recursos territoriais, D2.3 – Estruturar e qualificar a visitação; D3.1 – Promoção e divulgação e D3.2 – Sensibilização e capacitação.

Figura 4 – Distribuição do investimento por eixos de intervenção

Figura 5 – Distribuição do investimento por domínios de intervenção

3.2 P ROGRAMAÇÃO T EMPORAL DO I NVESTIMENTO

Relativamente à distribuição temporal do investimento, prevê-se que a maior parte do mesmo (83,8%) seja executada até 2024. Até 2026, prevê-se a execução de remanescente, ou seja, de 16,2%.

Por eixo de intervenção, perspetiva-se que, nos Eixos 1 e 2, a maior parte do investimento seja mobilizada

num prazo mais curto (até 2024), dado que os investimentos mais avultados estão associados a projetos

cofinanciados, em particular pelo POSEUR, e por isso associados ao seu período de programação (2023),

(23)

enquanto que no Eixo 3, a maior parte da execução financeira está prevista para o médio-prazo (2021- 2026).

Figura 6 – Programação temporal do investimento por eixos de intervenção

3.3 F ONTES DE F INANCIAMENTO

As ações programadas em sede do presente programa de execução são potencialmente concretizáveis por via da mobilização de instrumentos de financiamento de iniciativa nacional e europeia, onde pela relevância estratégica e expressão financeira, sobressaem os programas operacionais apoiados pelos FEEI, em consonância com o que tem sido a prática da ação em matéria de conservação da natureza.

Efetivamente, Portugal dispõe de acesso a um conjunto de programas internacionais onde são enquadráveis projetos e ações no âmbito da conservação da natureza e da biodiversidade, no âmbito dos FEEI, sendo que no ainda quadro de apoio em execução (Portugal 2020), estes compreendem o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, o Fundo Social Europeu, o Fundo de Coesão, o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, e o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas.

O Portugal 2020 é operacionalizado através de 16 Programas Operacionais a que acrescem os Programas de Cooperação Territorial, dos quais se destacam os seguintes para o potencial financiamento da execução deste Programa: POSEUR e PDR 2020.

Para além dos FEEI, destacam-se os instrumentos de iniciativa da Comissão Europeia como o LIFE.

(24)

A nível nacional, destaque para o Fundo Ambiental, que tem por finalidade apoiar políticas ambientais para a prossecução dos objetivos do desenvolvimento sustentável, e explicitamente da Agenda 2030, contribuindo para o cumprimento dos objetivos e compromissos nacionais e internacionais, designadamente os relativos à conservação da natureza e biodiversidade.

Também no domínio das florestas se evidencia o Fundo Florestal Permanente, que visa apoiar a gestão florestal sustentável nas suas diferentes valências, no cumprimento dos objetivos da ENF2015.

No quadro síntese de medidas e na caracterização das ações, apresentados nos pontos seguintes do presente documento, encontram-se identificadas, para cada uma das ações, as potenciais fontes de financiamento, discriminando os fundos europeus ou nacionais que se aplicam, sempre que tal se revelou possível. Nos casos em que não se conseguiu determinar qual o programa operacional temático ou regional que enquadra o financiamento da ação proposta, utilizou-se a designação genérica de “FEEI”.

Foram igualmente identificadas as fontes provenientes do Orçamento do Estado (OE), ou através de outras receitas próprias, que neste caso ficaram enquadradas na designação de “Outros”.

Embora estas duas fontes (OE e Outros) sejam bastante representativas em termos do número de ações

que enquadram, em termos de investimento, o maior volume financeiro é com recurso ao POSEUR e/ou

Fundo Ambiental.

(25)

4. QUADRO SÍNTESE DAS MEDIDAS/AÇÕES

EIXO 1| CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL

D

OMÍNIO DE

I

NTERVENÇÃO

1.1 - C

ONSERVAÇÃO DE HABITATS

,

FAUNA E FLORA

Medida Ação Incidência

Territorial

Entidades Envolvidas Investimento

Temporalidade Prioridade Coordenadores Principais Parceiros Estimativa de

investimento (€)

Fontes de financiamento

M.1.1.1 – Criação do inventário dos sítios de interesse ecológico e geológico

A.1.1.1.1 – Criação e atualização da base de dados na área da ecologia

Toda a área ICNF.IP Academia 3.047,00 OE 2021-2026 3

A.1.1.1.2 – Criação e atualização da base de dados na área da geologia

Toda a área ICNF.IP

Academia LNEG Organizações

Cientificas

2.142,00 OE 2021-2026 2

A.1.1.1.3 – Atualização do

Inventário Espeleológico Toda área ICNF.IP Associações

espeleologia 2.142,00 OE 2021-2026 2

M.1.1.2 – Aplicação da Convenção RAMSAR (Polje de Mira-Minde e nascentes associadas)

A.1.1.2.1 – Atualização de informação e monitorização

Polje Mira-

Minde ICNF.IP

Academia, LNEG Centro Ciência Viva

do Alviela

254,00 OE 2021-2026 2

M.1.1.3 – Investigação em Biologia subterrânea

A.1.1.3.1

Apoio a projetos de investigação em biologia subterrânea

CISGAP e outras grutas no

PNSAC

ICNF.IP Academia

Associações

espeleologia 2.142,00 OE

Outros 2021-2026 1

A.1.1.3.2

Inventariação e monitorização de espécies cavernícolas (Observatório de biologia subterrânea)

CISGAP ICNF.IP Academia

Associações espeleologia Escola EB2,3 de

Alcanede

2.142,00 OE

Outros 2021-2026 1

M.1.1.4 – Monitorização de valores naturais

A.1.1.4.1

Monitorização da Gralha de Bico-Vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax)

Toda área ICNF.IP Academia 4.284,00 OE 2021-2026 1

A.1.1.4.2 – Monitorização da Perdiz-vermelha (Alectoris rufa)

Zonas de Interdição à

Caça do PNSAC

ICNF.IP Associações de

caça 3.570,00 OE 2021-2026 1

(26)

EIXO 1| CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL

D

OMÍNIO DE

I

NTERVENÇÃO

1.1 - C

ONSERVAÇÃO DE HABITATS

,

FAUNA E FLORA

Medida Ação Incidência

Territorial

Entidades Envolvidas Investimento

Temporalidade Prioridade Coordenadores Principais Parceiros Estimativa de

investimento (€)

Fontes de financiamento A.1.1.4.3 – Monitorização da

avifauna – Estação de Anilhagem do Arrife e Projeto Estações de Esforço Constante (PEEC)

Quinta do

Arrife ICNF.IP Voluntários 14.280,00 OE 2021-2026 1

A.1.1.4.4 – Monitorização abrigos

morcegos cavernícolas Toda área ICNF.IP Associações

espeleologia 3000,00 OE 2021-2026 1

A.1.1.4.5 – Atualização da

cartografia dos habitats naturais Toda área ICNF.IP

Academia, Empresas consultadoria

20 000,00 POSEUR 2020-2023 1

A.1.1.4.6 – Monitorização da

flora e vegetação Toda área ICNF.IP

Academia, Empresas consultadoria

8.649,00 OE 2021-2026 1

A.1.1.4.7 – Apoio a estudos para a identificação de outros grupos taxonómicos

Toda área ICNF.IP Academia 8.649,00 OE 2021-2026 2

M.1.1.5 – Gestão de Habitats

A.1.1.5.1 – Controlo seletivo de vegetação e silvicultura preventiva

Toda área ICNF.IP

ADSAICA, Municípios, Juntas

de Freguesia, Baldios, Associações Locais

144.000,00 POSEUR

Fundo Ambiental 2021-2024 1

A.1.1.5.2 – Reconversão de área de eucalipto com espécies autóctones

Toda área ICNF.IP

Associações Produtores Florestais Autarquias

1.524,00 OE 2021-2026 2

A.1.1.5.3 – Gestão de espécies prioritárias e mosaico de habitats através do pastoreio

Toda área ICNF.IP

Autarquias Associações Baldios Empresário/Pastor

1.524,00 OE 2021-2026 1

(27)

EIXO 1 CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL

D

OMÍNIO DE

I

NTERVENÇÃO

1.2 V

ALORIZAÇÃO DAS ÁREAS DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

Medida Ação Incidência

Territorial

Entidades Envolvidas Investimento

Temporalidade Prioridade Coordenadores Principais Parceiros Estimativa de

investimento (€)

Fontes de financiamento

M.1.2.1 Gestão de espécies protegidas

A.1.2.1.1 – Gestão habitat (Parque Eólico dos Candeeiros) para o Falco tinnunculus

Sul Serra

Candeeiros ICNF.IP Academia

Empresas 11.500,00 Fundo Ambiental 2021-2024 1

A.1.2.1.2 – Gestão de

espécies RELAPE Toda área ICNF.IP

Autarquias, Baldios, Comissão Gestão

dos PIER, ADSAICA Empresas

13.024,00 Fundo Ambiental

OE 2022-2026 1

A 1.2.1.3 – Instalação e Gestão de mosaicos de áreas sensíveis e Rede Secundária de Faixas de Gestão de Combustível

Toda área ICNF.IP

Autarquias Associações Baldios Empresário/Pastor

98.000,00 POSEUR

Fundo Ambiental 2021-2024 1

D

OMÍNIO DE

I

NTERVENÇÃO

1.3 V

ALORIZAÇÃO DE

G

EOSSÍTIOS

Medida Ação Incidência

Territorial

Entidades Envolvidas Investimento

Temporalidade Prioridade Coordenadores Principais Parceiros Estimativa de

investimento (€)

Fontes de financiamento M.1.3.1 – Dinamização e

valorização do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas, da Jazida de Pegadas de Dinossáurios de Vale de Meios e do Sítio Paleontológico do Cabeça da Ladeira

A.1.3.1.1 – Implementação de medidas de geoconservação (Projeto de Valorização do Património Geológico)

Sítios referidos

na Medida ICNF.IP

ADSAICA, LNEG, Municípios,

Academia, Organizações

Cientifica

231.580,00 POSEUR 2021-2024 1

A.1.3.1.2 – Campanha de estudos paleontológico do Sítio paleontológico do Cabeço da Ladeira

Sítio Paleontológico

do Cabeça da Ladeira

Organizações Cientificas, ICNF.IP,

LNEG

Autarquias 25.750,00 OE

Outros 2021-2024 1

M.1.3.2 – Dinamização e Valorização de outros geossítios

A.1.3.2.1 – Conservação e valorização dos geosítios visando a melhoria das condições de conservação e de visitação

Outros geossítios

ICNF.IP ASSIMAGRA

LNEG, Autarquias, Baldios, Comissão Gestão

dos PIER, ADSAICA

10.457,00 OE

Outros 2021-2024 2

(28)

EIXO 2| PROMOÇÃO DA UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO TERRITÓRIO

D

OMÍNIO DE

I

NTERVENÇÃO

2.1 P

ROMOÇÃO DE ATIVIDADES ECONÓMICAS SUSTENTÁVEIS

Medida Ação Incidência

Territorial

Entidades Envolvidas Investimento

Temporalidade Prioridade Coordenadores Principais Parceiros Estimativa de

investimento (€)

Fontes de financiamento

M.2.1.1 – Promoção das atividades rurais tradicionais

A.2.1.1.1 Promoção, divulgação e comercialização de produtos regionais

Toda área ICNF.IP Aderentes natural.pt

Autarquias, Associações,

Produtores

1.500,00 OE

Outros 2021-2026 2

A.2.1.1.2 Promoção do pastoreio extensivo com pequenos ruminantes

Toda área ICNF.IP

Autarquias Associações Empresário/Pastor

2.162,00 OE

Outros 2021-2026 1

A.2.1.1.3 Promoção de atividades agrícolas não intensivas

Toda área ICNF.IP DRAPLVT

Associações

Produtores 2.162,00 OE 2021-2024 2

M.2.1.2 – Ordenamento da atividade florestal e cinegética

A.2.1.2.1 – Elaboração dos PGF das áreas submetidas a regime florestal

PF Serra de Aire, UB Arrimal e Mendiga, UB de Alcobertas

Gestores dos Baldios;

ICNF.IP

Associações

florestais 8.500,00 OE

Outros 2021-2026 3

A.2.1.2.2 Realização de Censos

de espécies cinegéticas Toda área ICNF.IP Zonas de

Caça/Academia 538,00 OE

Outros 2021-2026 3

M.2.1.3 – Ordenamento e sustentabilidade da atividade de revelação e aproveitamento de massas minerais

A.2.1.3.1 Aprovação e publicação dos Planos de Intervenção em Espaço Rural para as AIE do “Codaçal”, “Pé da Pedreira”, “Portela das

Salgueiras” e “Cabeça Veada” AIE Municípios

ICNF.IP., Exploradores

ASSIMAGRA CCDR DGEG LNEG

N/A Outros 2021-2022 1

A.2.1.3.2 Revisão do PDM de Alcobaça, que contempla a proposta de ordenamento para a AIE de “Moleanos”

N/A Outros 2022 1

A.2.1.3.3 Recuperação de

áreas degradadas Toda área ICNF.IP Exploradores 4.325,00 OE

Outros 2021-2026 1

Referências

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