REFª: 35545140
RELATÓRIO DO ADMINISTRADOR
- 155º CIRE
ADMINISTRADOR JUDICIAL SUBSCRITOR
Nome: Nuno Rodolfo da Nova Oliveira da Silva
Morada: Quinta do Agrelo, Rua do Agrelo, 236 Localidade:
Código Postal: 4770-831 Castelões Vnf Telefone: 252921115 Fax: Email: Nº Registo: 366 NIF: 206013876 CARACTERIZAÇÃO Tribunal Competente: Nº Processo: Santo Tirso - Tribunal Judicial da Comarca do Porto
593/20.6T8STS Unidade Orgânica: Juízo de Comércio de Santo Tirso -
Juiz 3
Finalidade: Juntar a Processo Existente
DOCUMENTOS
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Relatório do Administrador - 155º CIRE
Documento 0,27 MB (5 pág.) D2B448123B2DDE0B3193616ABD5278DEE2D1614ECC1EEA057D7D0C5FAE2F87DE Peça Processual entregue por via electrónica na data e hora indicadas junto da assinatura electrónica do
Exmo.(a). Senhor(a) Doutor(a) Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca do Porto ‐ Juízo de Comércio de Santo Tirso Juiz 3 Processo nº 593/20.6T8STS V/Referência: 413822206 Data: Insolvência de “Ezequiel António Silva Almeida” Nuno Rodolfo da Nova Oliveira da Silva, Economista com escritório na Quinta do Agrelo, Rua do Agrelo, nº 236, Castelões, em Vila Nova de Famalicão, contribuinte nº
206 013 876, Administrador da Insolvência nomeado no processo à margem
identificado, vem requerer a junção aos autos do relatório a que se refere o artigo 155º
do C.I.R.E..
Mais informo que não foi elaborada a lista provisória de créditos prevista no
Insolvência de
“Ezequiel António Silva Almeida”
Relatório
(artigo 155º do C.I.R.E.) Processo nº 593/20.6T8STS do Tribunal Judicial da Comarca do Porto ‐ Juízo de Comércio de Santo Tirso ‐ Juiz 3
I – Identificação do devedor
Ezequiel António Silva Almeida
, N.I.F. 211 711 136, solteiro, residente na Rua de S. Brás, nº 173, freguesia de Vila das Aves, concelho de Santo Tirso (4795‐057).II – Situação profissional e familiar do devedor
O devedor com 45 anos, reside a título gratuito na casa dos seus pais. Actualmente, desempenha uma actividade remunerada junto da empresa “Pinto Brasil ‐ Fábrica de Máquinas Industriais, S.A.”, N.I.P.C. 502 654 082, para o exercício dasfunções de trabalhador não especializado no departamento de corte, auferindo uma remuneração bruta no valor de Euros 605,001.
O devedor tem uma filha menor de idade, actualmente com 9 anos, a quem entrega o valor mensal de Euros 150,00, a título de pensão de alimentos.
III – Actividade do devedor nos últimos três anos e os seus
estabelecimentos
(alínea c) do nº 1 do artigo 24º do C.I.R.E.)
O devedor outorgou vários contratos com diferentes entidades bancárias, acumulando um passivo, com base nos valores reclamados, de cerca de Euros
22.600,00. Vejamos:
Em Outubro de 2018 o devedor outorgou com o Banco Comercial Português, S.A. o contrato de crédito pessoal, pelo valor de Euros 9.590,772, contratando uma prestação mensal no valor de Euros 149,77;
Em Agosto de 2019 o devedor outorga contrato de crédito pessoal com o Banco
Ainda em Agosto de 2019 o devedor celebra mais um contrato de crédito pessoal, desta com a Cofidis, no valor de Euros 5.202,87, contratando uma prestação mensal de Euros 89,66;
Em Novembro de 2019 o devedor deixa de cumprir os contratos de crédito pessoal outorgados com o Banco BNP Paribas Personal Finance S.A.que e com a
Cofidis, sendo que, junto desta última entidade, o devedor apenas cumpriu a
primeira prestação; Desde Novembro de 2019 que o devedor acumulou ainda passivo proveniente de saldos devedores em contas de depósito à ordem, junto do Banco Comercial Português, S.A., do Banco BNP Paribas Personal Finance S.A. e do Wizink Bank, S.A.; Em Janeiro de 2020 o devedor passa a incumprir o contrato de crédito pessoal outorgado com o Banco Comercial Português, S.A..
Portanto, no entender do signatário e salvo melhor opinião em contrário, a situação de insolvência do devedor ficou a dever‐se aos sucessivos contratos de crédito pessoal outorgados, o que gerou um encargo total mensal de Euros 348,264 destinado apenas para o cumprimento de todas as prestações a que se obrigou no âmbito desses contratos. Ora, este valor respeita a cerca de 57,56% da remuneração bruta auferida pelo devedor. Em suma, os encargos prestacionais que resultaram dos contratos de crédito pessoal outorgados pelo devedor mostraram‐se demasiado elevados face aos rendimentos que aufere.
Face ao exposto, viu‐se o devedor no dever de se apresentar a Tribunal e requerer que fosse declarada a sua insolvência, tendo iniciado os procedimentos para tal necessário em Fevereiro de 2020.
IV – Estado da contabilidade do devedor
(alínea b) do nº 1 do artigo 155º do C.I.R.E.)
Não aplicável.
Insolvência de
“Ezequiel António Silva Almeida”
Relatório
(artigo 155º do C.I.R.E.) Processo nº 593/20.6T8STS do Tribunal Judicial da Comarca do Porto ‐ Juízo de Comércio de Santo Tirso ‐ Juiz 3
V – Perspectivas futuras
(alínea c) do nº 1 do artigo 155º do C.I.R.E.)
O devedor apresentou o pedido de exoneração do passivo restante, nos termos do artigo 235º e seguintes do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas. Estabelece o nº 4 do artigo 236º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas que na assembleia de apreciação do relatório é dada aos credores e ao administrador da insolvência a possibilidade de se pronunciarem sobre o requerimento do pedido de exoneração do passivo.
Por sua vez, o artigo 238º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas enumera as situações em que o pedido de exoneração do passivo é liminarmente indeferido.
A aceitação do pedido de exoneração do passivo determina que durante um período de 5 anos o rendimento disponível que a devedor venha a auferir se considere cedido a um fiduciário. Integram o rendimento disponível todos os rendimentos que advenham a qualquer título para o devedor, com exclusão do que seja razoavelmente necessário para o sustento minimamente digno do mesmo e do seu agregado familiar, não podendo exceder três vezes o salário mínimo nacional (subalínea i da alínea b) do nº 3 do artigo 239º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas). Actualmente o salário mínimo nacional mensal é de Euros 635,005. De acordo com o já exposto no Ponto II supra, o rendimento disponível do devedor é, de momento, nulo. Face a todo o exposto, não existem elementos, nem na minha posse, nem nos autos, que permitam concluir que o pedido de exoneração deve ser indeferido, porquanto não se encontra preenchido qualquer dos pressupostos enumerados no nº 1 do artigo 238º do CIRE.
rendimento disponível nos termos previsto na subalínea i da alínea b) do nº 3 do artigo 239º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas.
Considerando que a massa insolvente se encontra numa situação de
insuficiência patrimonial, nos termos do disposto no artigo 232º do CIRE, face à inexistência de bens passíveis de serem apreendidos nos autos, deverão os credores
deliberar no sentido do encerramento do processo nos termos da alínea e) do nº 1 do artigo 230º do CIRE, caso venha a ser proferido despacho inicial de exoneração do passivo restante, ou nos termos da alínea d) do mesmo artigo, caso venha a ser indeferido o pedido de exoneração formulado pelo devedor.
O Administrador da Insolvência
Nuno Oliveira da Silva
COMPROVATIVO DE ENTREGA DE PEÇA PROCESSUAL
REFª: 35545140
Data e Hora de entrega (Hora Legal): 13 de maio de 2020, 17:50:34
Nos termos do art.º 148.º nº 6 do C.P.C. ATENÇÃO
"A parte que apresente peça processual por transmissão electrónica de dados fica dispensada de oferecer os respectivos duplicados ou cópias, bem como as cópias dos documentos."
(a hora legal é obtida directamente do servidor do Observatório Astronómico de Lisboa, através de sincronização automática)
CARACTERIZAÇÃO
Tribunal Competente:
Nº Processo: Santo Tirso - Tribunal Judicial da Comarca do Porto
593/20.6T8STS Unidade Orgânica: Juízo de Comércio de Santo Tirso -
Juiz 3
Finalidade: Juntar a Processo Existente
ADMINISTRADOR JUDICIAL SUBSCRITOR
Nome: Nuno Rodolfo da Nova Oliveira da Silva
Morada: Quinta do Agrelo, Rua do Agrelo, 236 Localidade:
Código Postal: 4770-831 Castelões Vnf Telefone: 252921115
Fax:
Email:
Nº Registo: 366