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(1)

DISSE RT AC

O

AO

6(

ne

A II E î MM > RMI AGIA ESPOŒ TAW Ï iA

DO

SBW 1 M .

f i l SI

APRESENTADAA FACULDADEDSMEDICINADO RIODEJANEIRO

EM 18 DE DEZEMBRO DE1810.

.wyjijisa

» sus

jfanaÄDÄâTOïïIDEimisr»DüüâDD3D D U D P*

ï*or.

*

Antonio ‘Srosí (Conoifucs VAMAOS, attiraiduCidade deS

.

Sebastião dolliodeJaneiro

.

DOUTOR KM MLDICI.NA PELA MESMA VA ClLDADK

.

Nonestin nu'tl'cos c m p i u relcvctmntc r g c i , litritiumcoclàplus valetn ite malum.

Oil'll,lipUlohi3,lib.I.Ici

-

s.!"<I

-

,

J / M

ctmA

$CASM

I

i

M

.

í _ MMSJ

R I O D E J A N E I R O,

TYroCRAPIlIAFRANCF.ZA,HtIADES

.

JOSÉ N’Cl. ' 18ÜO

. .

(2)

-

»;©*:c

1'ikBcçon 0Sr

.

Doulor Manoel do Valin dãoPimentel.

OsSits

.

DOUTORES

.

I.EMISPROPRIETÁRIOS

.

M ateriasque1èreionão

Physica Medica F dePaulaCândido.

I Anno.( Bolanica Medirae princí pios

elementaresdeZoologia

.

. F.F

.

Alemã o

.

( Chimica Medica eprincí pios :Anno

.

elementares de Mineralogia

.

Anatomiageral cdescriptiva. Physiologie

.

Anatomia geraledescriptiva

.

í Patliologia geralc externa

.

! Patliologia geraleinterna

.

.

'

ï

J.V

.

Torres Hornem.Examinador

.

J. M N

.

Garcia.

O Cons

.

0I). K.dosG

.

Peixoto. J

.

M.N.Garcia.

.

5.Anno,'j

Ji.I.Ferreira.

J

.

J.da Silva

.

Presidente

.

MatériaMedica,espeeialmen

-

leaRrazileira.Pharmacia,

'1lierapeulica eartedeior

-

mular ï.Anno

.

.

J.J.deCarvalho.

L Operações, AnatomiaTopo

-

í graphicaeaparelhos. C. H. Monteiro.

o.° Anno. Partos, Moléstias»lemulhe

-

res pejadase paridas,ede

meninos recém

-

nascidos . F.J.Xavier

.

Medicina Legal J.M

.

daC

.

Juhim. Examinador

.

IlygienaeHistoria deMedi

-

T.G.dos Santos. Examinador.

\

Clinica Medicacina. e Anatomia 6

.

°Anno.

M

.

doV.Pimentel.

t Pathologien respectiva.

.

1 Clinica CirurgicacAnatomia y

Pathologien respectiva

.

. . $

i

.w»P

-

de^Carvalho.Examinador

.

LENTES SUBSTITUTOS

.

* r

*

A.T

.

dÀquino

.

A.F

.

Martins.Examinador.

\J. B.daPioza

.

1 L.deA

.

P

.

da Cunha

.

( I). M

.

de A

.

Americano

.

)L

.

C. Feijú

.

.

. \

Dr.L

.

C

.

daFonseca

.

Lm virtuded<humaResoluçãosua,aFaculdadenãoapprova

.

nem npro

-

>u a<nI minisinillidasnasTheses

,

asquacsde:em ser eonsideradas próprias<U

teusnuthints

Secção de Sciencias Accossorias

. . . |

<

SecçãoMedica

. .

Soição Cirúrgica

.

Secretario

(3)

I M I X I I I I\T HC MO S

.

I M A I '

í

!§

©

>u-a. :

^

s

^

avia

^ jS

.íarHbas

J 3

(eves

vfconfes .

<;"V

Chegandoapòrtermodminkaeducação lit

'

erariacseienlifted

,

para a

<j alcontribuirãostimmtevossostrabalhos,cuidadosedisertos,euabafa

-

ria hum sentimentotio meu coração'seobum dt v e r,se,apresentando o primeiro ensaiodemeus estudos,dvósonão offevtasse

.

Jdpelo fado de me terdes dadonexistência,dquem primeirodeveriaeuodedicar?d vós sãmente

.

Permitli portanto,quevos entregue esta pequena offerta:mas dignai

-

\ostoma

-

!a como humverdadeirosignaldcamor

,

respeitoe eterna

gratidãodevosso humilde e obedientefilho

A

.

J, G

.

F

.

(4)

O capitãoJoaquimJosé GonçalvesEantes

.

EuizJoséGonçalvesFontes,

AOS MEUS ÍNTIMOS AMIGOS

.

Homenagem da mais viva affeiçao

,

e da mais sincera amizade

.

A

.

J. G

. E .

(5)

D I S S E R T A Ç Ã O

s o uï; ï:

a ijcmovnmpa cr . yoniauca bo cnccfaCo .

C O N S I D E R A Ç Õ E S G E R AE S

.

Dentrensatlecçõesnumerosas , áquemaissujeitoheocncefalo,dis

-

tinguc

-

se porsuafreqiiencia, eextremagravidade, ahemorrhagia espon

-

tânea:tal lir*adenominaçãocomquesãodesignadososderramamentos de sangue quese operão noparenquymado orgãoencefálico , porso

-

luçãode.>oulinuidade espontânea de seusvasoscom destruiçã o ou rup

-

tnra deSeutecido. Osangue lie ilc ordináriocontido dentro de cavidades

anorinaesqueforma naespessura do orgão ; mas.algumasvezes,sendo estas«cavidades superficiesecommunicandocomosventrículos,oucom

Isuperlicicdo cncefalo, osangueseespalha,cse derr

.

una nestas cavidades natnraes.

Algunsautoresentendem quo

.

debaixoda denominaçãode hemor

-

rhagia encefálica,deve

-

secomprehenderlodoequalquer derramamento sanguí neoque dentro dacavidade cranianua sepossa formar ,eporisso

«[tiedevemdclles resultarosmesmossymptômes.Comtudo,aindaque,á primeira vista,pareçaqueassimdeveser,oestudo quemuitospráticostem feito,sobreasdiversashcmorrhagiasquepodemseoperardentro docra

-

rnostraciaram niequesepódemuitasvezes distingui

-

las,cque<Uas

sua formaçãoe oporque neo,

diHereinpela sua sede esegundoomodo de

obrãosobreocncefalo:slambem seguimosestaopinão,erespondemos Koohoux:tbein que seadmitia asemelhança destas duas ordensde f omis,emrelaçãoaossymptoinas,osedevemenos distingui

-

lasem

com

2

(6)

— —

anatomiapathologica:por quanton ã oheindifferenteque tenhaou não

>ido lesadootecido do orgão

.

»

Si remontamosaos tempos antigosachamos, nasobrasdosmed dessasépocas,descripios ossymptomasdahemorrhagiaencefálicaespon

-

tânea:suamarcha,inuitas desuascausasfarão por ellesapreciadas:llyppo

-

eralesfezoobjectode muitosaphorismos:Galeno,e Cœ lusAurelianens

oslinhãoigualmeute observado;porém,privadosdasluses daanatomiapi

-

thologicaquesó lhes podia revelar ascausas destes desarranjos liinccio

-

naes, milhares de hypotheses inventarão para os explicar: cada hum procuravafazervaler suatheoria.

-

Nãosendo possível,edecertodevanta

-

gemalguma,apresentar,empequeno quadro,asopiniõesetheoriasdi

-

versasqueserviãoparaexplica

-

los

,

theoriassomenteproduzidaspelaima

-

ginação, csegundoosystemadacadahum,exporemos tãosomenteo

-

differentesnomescom queosdesignarão, osquaes talvez possãoservir para dar huma diminuta idéadasopinioenschimericasquehouvesobre suacausa.

icos

Apalavraapoplexia,cujaorigem he grega,foiaprimeira porellesem

-

pregada,porseassemelharemosindividuosqueerãoaffectados comosque sãoferidospeloraio ou victimasde algum sacrifício:talheasua etymolo

-

gia,quesepóde traduzirferir com.violência

.

G caracterdeinstantaneidade emesmode gravidadeque notavã o nossymptomas,os levouáassim de

-

nomina

-

ios

.

Oepithelodeattonili

,

que Celsodava aosapoplecticos; os desideralio,afpulguratio,obstupescencia

,

comqueoutrosdesignavãoamo

-

léstiarepousãosobrea mesma base denomenclatura

.

Aqui n ão paráo as denominaçoensdadaspelos antigos,ellespersumirãoacliaranatureza in

-

tima damoléstia,edahi proveio que empregassemoutros nomes, taes como:catarr/ms

,

ecplixis

,

epilepsiaastrobalia

,

gutla

.

Quandoaanatomiapathologica começou á sercultivada,osprimeiras observadores,acostumadoscomastheoriasqueaté entãoreinavão,longe deabandonarem

-

nas,reprodusiã o

-

nas com huma ligeira diversão paraex

-

plicarem a producção dosfenomenos da apoplexia:chegarão inventaroutras,talvez maisridículas. Por outraparte, muitos medicos achandoapósdos symptomas que attribuiàoáapoplexia ,alteraçoensdi

-

.

collocarãona mesmalinha da hemorrhagia lesoensdifferentes que uppuzcrãocapazesdeproduzirosmesmos effeilos

.

Nascerãodahi asdiffe

-

díliniçoenscclassilicaçoensque aindahojeseencontrão nasobras de alguns autores

.

Todavia apesarde,por muitosannos

,

osprogressos desi

-

p(,ntodapalhologia,serem delidospelodesejodetudoexplicar,«ic i j

.

áinaniadashypothesesos factosobservados, apparccerãohomens mesmoa

versas

Icotes

(7)

que,saccmliiulo ojugodeIodaaidéapremeditada

,

soubeiT»oobserv

.

u « descrever os Iadoscomo os apvesenlava a natureza ,deduzir dolles verd.ufc«

preciosascabrir destarteocaminho paranovaspesquizas:la!ht*agloiia queeabe;iWepler, Valsalvae Morgagni

.

Iledos trabalhosimportantes

osles práticos, cujos nomess

-

more serãomemorados,quedata averda

-

deira historia da heinorrhagia espoutauea do encefalo. Bas i 1ercom algumaailençào suas obras,paraver

-

seque, nos casoseinquea heinor

-

'hagindoencefaloera acausa daapoplexia,seus symptomassereprodu

-

ziaocom o mesmo caraclerde semelhança,e mui diiierentes daquel

-

Icsqueseobservão nasoutras aílecçõesdoaparelho nervoso encefálico. Depoisdestes vieràooutros médicos , que , occupando

-

se especial

-

montedoestudo«las a ílecçoensdo encefalo

.

isentos dosprejuízosantigos .

«•guiadossomentepeloarchote da observação,uuico ciarãoqueospodia levarpelo caminho da verdade,chegarãoatraçarádeàcripcãoexactados symplomasdaheinorrhagia,ligando

-

os aslesoens materiaes ,cmostrando a diflerença que as diversas affecçocns dc encefalo linhão entre si, completarão sua

^

liistoriaj. Forão os preciosos trabalhos de Rostan.

Lallemand , Uoclioux, Parenl-Duclialeiêt, Martinet, e(iruvçlbier que levarãoeste ponto dapathologia ao gráo dcperfectibilidadoá que tem chegado. Também o methodofdosoíico«loestudaras aílecçoens doen

-

cefalo data daeporaemqueestespráticoscomeçarão áfazerseuestudo.

Todavia precisoliedizer que, apozar dos trabalhosquehãoleitocs

-

-ispráticos,ede ser a heinorrhagia entreasoutras lesoens do eucefalo ,

.

1melhor conhecida,muitas questoens á ella relativas

-

,novasbuscaseinda

-

gaçoensDepoisexigemdelermosqueliiudado humtiremo voopequeno bosquejo daquea

- -

leiaencobertohistoria desta a

.

<

-

l

. -

cçâovejamos agoraosnomescom que hojeseadesigna

.

Respeitandoas denotninaçoens dadaspelos antigos,ospráticosmodernos ,que hapou

-

co citamos,reservarãodentreellasapalavraapoplexia,sibemquediver

-

interpretaçoens por muitosoutrostivesse sofrido, não tanto parade

-

signaraílecçoens do encefalo distinctas , como lesoensanalogas dosdiver

-

sos orgãos

.

He portanto,comose vê,huma palavra quese pôde tomar sentidodiverso.< muigene

-

ricoporissoque, nestasinterpretoçoens

quese tem dado, tendoseestendido úaílecçoens differentes ,compre

-

hend« indivíduos diversosenumerosos;muitospráticos a abvação neste, tido. l

iorry, nestes Ultimos tempos, notando q u e,nem esta nem sas

<n i

seu

,:soutrasilcnominaçoeiisque«lerão osantigos,correspondemcom«>rsu dI inai dasciencia,propõeapalavrahcmornccfalorrimgra para d

-

si;u..

.. hcujorrhiigia do eucefalo. Comefleito,sialtemlcrinos,«le bum ule

(8)

— —

is ih' rpi ' Inçoeusdiversas;iquesetrm prestado aquclla palavra, da mais;isua clymologia: de outra

quando, como linn diz Cruvolhicr,

fundarsobresymptomas isoladosecquivocos;massimsobre ellesreuni

-

dosem tornodasdesordens organicas,» julgamos que,nenhum doster

-

mospelos antigos empregados,deve >er

bemorrhagiadocncefalo, e quandosen ãoqueira usarde huma peri

-

phrase, o termo que lhedevecompelir, lie o proposto por Piorry porissoquenão só indicaanaturezado mal comooorgãosofredor.

Seria inútil trazeraquiasdiflerentes classificaçoens,divisoens,esuh

-

divisoeusque,acerca desta aflecçâo, setem feito

.

Mãobaseadasamaior

parte delias,sobreanatureza da lesãoc de seussymptomas;eoutras com

-

prchendendoem siafiecçoens diversas,jiermittemfurtarmo

-

nosaotraba

-

Iho de menciona

-

las

.

bailaremos somente da divisãoque, nestesúltimos tempos,temsidogeralmente admittida:fundada na exlcncão da lesão organicaede seussymptomas, consiste esta divisãoem considerar a he

-

morragia em fortee fraca.ComeQoito,si râporrermdf asobservaçoens veremos que,segundoaquantidadedesangue derramado no tecidodo encefalo,ossymptomasda hemorrhagiu diflerementre si,eestadifleren ça ainda he notável pela gravidademaior ou menor da moléstia que cila determina: dahi provémprincipalmente estadist ineção que ospráticos temadoplatlo. Por agorasomente diremosqueemqualquer destasduas cspecicssepóde notar muitosgráosqueservirpodem paraseestabelecer muitas outras especics , queellas se confundem atécerto ponto, por isso n ã ohe possivelachar huma linha divisóriaaonde a natureza passa porgradaçoensinsensíveis. Quando tratarmos dossymptomas desta afléc

-

eãoprocuraremos mostrarasdilierent;as desta distincção

.

Dissemosno começodeste artigo quea bemorrhagia encefálica lie muiffeqiienle. Iíumlancedolbossobre o mecanismo desuaformação

I

-

asdisposiçoensanatómicas do encefalo bastão paraoprovar.Mo estado lisiologicoa observação , e a experiência mostrão que huma relaçãode proporção existe entre aimpulsão do sangueea resistênciadasparedes vasculares que fazem parteou atravessão or

-

nossosorgans;desortequese Immncausaqualquervem áalterar estarelaçã o de proporção,quer

huma congestão considerável em consequência de. bunt movimento fluxionarióviolento,oude bum obstáculoaotransitodosan

-

gue

coeris

mpem

,

eosanguese derrama

e am

-

uo estado avançado da sciencia

.

pathologia não se deve mais a

conservado comosvnonimode

con-

Msla cila em

quernoenfraquecimento desuasparedes,consequências dc nllera

-

vnriaveis que diminuemconsideravelmentesua cohesão,osvasosse nu espessura dosorgãos

,

mormente da

-

t o

(9)

9

quelles cuja estructnra hemolle edelicada , cmelhor sepresla às dilla

-

ceraçoens

.

Oranaeconomia humana nenhum orgãooll'erece disposiroens

naisfavoráveisparaestesderramamentos que oencefalo: a

levasos quenollesedistribuem,a tenuidade dosuasparedes , a ponça quantidadedetecidocellular oqual,em muitospontos,parecenãoexistir; alémdistOaactividade prodigiosacomqueexecutasuasiuneçoens,as al

-

ternativas de excitaçãoáqueha exposto

.

eis tantascondiçoens queaex

-

]HTÍeneia e aobservaçãoministraopiradar conta da freqiiencia dahe

-

morrhagia no orgà oencefálico. Nãotinhãoescapadoaogenio observa

-

dor tieMorgagniestascondiçoens

^

natomicas,porememsuaobraapeoas

asindica,quandofaliada freqiiencia destaallécção em certospontosdo

«rgào encefálico

.

Nestes últimos temposRochoux, dandomuito pezo ao amolleei

-

nientoque seencontra nasparedesdiscavernashemorrhagicas,concluio dahiqueahernorrhagiaencefálica necessitavaparaserproduzida,»le huma all raçãopreliminar dálibranervosaencefálica,aqual chegando á hum o rlogriudemnollecimento , s*terminaporhumadestruiçã oseguidaim

-

meditumente th*hcmorrhagia.(*)Tal he a doutrinaquee^lepratico, con

-

traaopiniã ode todososoutrosoliservsadores,temformado sobre apro*

«lucçãoda hemorrhagia

-

encefálica espontânea. Comon ãolie possível í.i

-

zermos, nolimitadocirculo desta these,humaanalysetie todos osfactos queservirãoá estepratico para estabelecersuadoutrina, apreciar todas

.

iscircunstancias'’dequeporventurapudessemvirrevistidos

-

,limitar

-

n

liemos, coüocaiid<j**uo9*aoladodotolosos outrosque<'slaopiniãorejei

-

lão

.

ádar algumas«las razoensprincipuosemquenosfunda mospara por

-

mosfunáesta porte denossathese

.

Mmprimeiroiwgnrsifosseacausoda hemorrhagia, acondiçãoindi

-

pensavel;o nmolleeimenlo d substancia cncefnlüta

.

lie ciaro queos imi»

videos em que esto aiYecção he mui freqtihnle

.

deveriâo

sujeitos nhomorrhagia.porissoquea alteraçãoliitorecentiloano menosrup

-

tiira this

-

tecidos,.osdeviria disporparaconLrahiramoléstia :mas,segundo aopinião dumuitospráticos.,emesmodelloeho

-

jx,he muiraro.quees

-

ta*!

liemorrhavias

alíeqtcm os intlivitluosque sollVemdeminigitis cefalileschronicas onde se encontra asubstanciaencefálicaainoMecida

abundancia

ser os mau

e eu

-

ininonos antigos maníacosque morremestadodcdemenciaede paralysie g**nil.Moroutrapari*deveriaser maisfrcqüentemeu toobservadanu epooa

')r

.

fflimlir*surl äipoplmie

.

p

.

153cluminitiail)ü

.

,p 413.

Hichond;dellnllu

o'orrme»nrPapoplriie

.

I

(10)

davida cm queotecido <locncefaloestáM Oseumaiorestadod o moll

\

, .

ui aindavemos, ([neos resultados da observação nãocorienrd.ioc

.

»m

opiniãode llochoux,pois([uetem mostrado quea iidancia,eavelhice .drindos7v)an nos , nãoo dispostas a lieinorrhagia,como nasépocas* intermediárias, noentantoquea substância encefálica he mui molle.

Hum argumento(pieparece

-

nos importar sobre todos,liealaita plela deprodromoseinslantaneidade damoléstia,na

Effeclivamente como conceber

-

se huma alteração tal emhum orgãotao delicado,cujas íVincçoensexigemainteirezadetodasassuaspartes,(pian- dosen ãoobserva, namaioria doscasospflomenos

,

algum fenomeno lunc

-

cioual á*quedênascimento;equando,poroutrolado,sc notão qucalle

-

rnçoensquesedesenvolvemlentamente,equeobrãomediatae gradativa

-

mentesobre o encefalo, não deixãode se manifestar por desarranjos innccionaesdeste orgão?decertoquenão

.

Demais disto, o exameque muitospráticos, e principalmenle Cruvelhier, temfeito dosíocos san

-

guíneosrecentes ,não tem descobertoalteraçãodestegenero

doscasos, e tem mostrado cm tacscondicçoensasubstanciaencefálicaque rodeiaofoco,no seuestado deintegridadea maisperfeita,equandoamol

-

lecida, apresentavalodos os caracteres de huma lesão recente

.

Nós tive

-

mosoccasião de observarhumfocosanguincorecente,c noexamequeli- zernos, suba dirccçãodoSr. Dr.Yialadão,encontramossomentealtera

-

da

,

huma camadadehuma e meia linha de espessuraque formavaasu

-

perfíciedofoco;c estaalteração consistiaemhum poucomaisdc molleza que asoutras partes,e nacô r vermelha que parecia# <levida$aoesma

-

gamentoque sofíreo,ea imbibicã oda parteserosado sangue;dahipor dianteração.aEstasubstanciaobservaçãencefoaindaálicanosn ãoveio corroborarapresentavao menor vestigio deaopiniãoque partilhaoito

— -

mos. Em fimtí nhamosaindaasexperiencesde muitospráticosqueprovão

.

<facilidadecomquehuma impulsãomaior dosanguebe siifliciente para determinaroderramamento,comdislruiçãoda substancia do encefalo,sem que alteração da fibranervosaseja indispensávelpara sua formação,sine

-

essariofosse:porem, julgandoqueasrazoens apresentadas são bastantes

; ra, quando menos, firmar aopposiçaoque á opinião de llochoux temfeitomuitos práticos,concluimos,desde já,quesç, cmalgunscasos,a

ubstanciaencefálicapóde serpreliminarmcnte amollecida,

benecessário, indispensávelesta alteraçãoparaserem

' fnauientoeadestruiçãoda substanciacnccfalica

.

(Ai

C O I I i -

gencralidade'doscasos

.

namaioria

em geralnão

produzidosoder

-

(11)

11

E T I O L O G I A

.

N

liir.

-

jfazcr

-

se commethodooestudo dascansasdahemorrhagia c<- empredisponentes, c occa

-

primeiras(jin»ohranlode humamaneira lenta cgradual d.spoein epr parãooorgãoparacontrahi-la;as outrasconsistemeincer- escircumstaiiciasque, influindo immediatamente

pontanea«ilo cneefalo, convémdistiugni

-

lns

nonnes:sãoas

oupoucotempoantes doapparecimento da mole>tia,sejulgãote-ladeterminado. E, poii quo temosdeenumera-las,diremos do'passagem que tanto humas comoou- tras,predisponentesouoccasionnes,obrãodirect.» ouindirectameutesobre

oelemento vasculardoencelalo,qner determinandonollehummovimento llnxionario maior, quorproduzindoestepela diminuiçãodacohesaodosuas

paredes,consequência doalteraçõesvariavcis quecilas podem produzir. Rntreascausaspredisponentes, humasha quesão communs comas

deoutrasmoléstias; outras quesão geralmentereputadascomo ,senão

inteiramenteprópriasdelia,ao menosparticnlarmente capazes deaprodu- zir;ecomo estasde quesó nos ocoupiremossereferemtantoá certoses

-

tados daeconomia,quergeraesouparciaes, comoàtransgressõesdasre

-

grasde hygienn,

^nósasdividiremoscomoos autores têmfeito , emindi

-

vidnaesrhvgiennicas.ecomeçaremosà tratardas primeiras.

A influencia daidadeavançada paraaproducçãodahemorrhagia>1«» cncefalo qfio foi

tascouhocida

porHyppocrates:emhumdeseusaphoris-

inoselle fazver quecilasohrevemordinariamentedepoistios 40annos:

reconhecida por todosos práticos, estaproposiçãodo immortalmedico de(l óshehoje incontestável;comelícitoresulta das observaçõesdeFai- re t. llochoux c outrosque ella hemui frequente naidadeinterme

-

diáriaentre 5'ie70annos.assazrara antesdos30 edepois dos70. l.lla he tambémmaisfreqiirnlcnoshomens quenasmulheres:de2297doen- tes. observados cm Parisdesde 1794alé 1823 . e appresentados por Falrct,em hum trabalhoestatístico,premiadopeloInstituto, 1070são dosexo masculino, c(>27dofemenino: Frankassimseexprime; «inler

-

decemapoplecticosunamniimeraresoloofeminam.» Estesresultadosque mostotanta disproporrãoentreosindivíduos dosdois sexosprovão ca- I,almenteadisposição maior dosexqmasculino paracontrahir ahemu

-

111;I i;I dapolpa encefálica. Sipesar-mos bemasdiversidades de profis

-

w„.MS.ministérios,generodevida,explicaremosestadisposição maior tio masculino.Olempernmenloqanguineo,o suguineobilioso,a consti

-

(12)

— —

l'ii»;.\ocaraetorisada pelo pescoçocurio,cabeça mui volumosi,face habi tuihmmtecorada,obesidade,abdomensalienle, pulsoduro,ccheio;cous, tituiçãoainda notável,pordispôr,de ordinário,os individuosaosamno, pelaimpossibilidade<pieelleslemdeseentregarem aos trabalhosabstracto*, porhumcerlogrãoda estupidez;constituição àqueospalhologistas de

-

oominà oapopleelira;sào predisposiçoensordináriasdestahcinurrhagia: eomlodo,fadoshaemquese a temobservado cmindivíduosde huma

<onstituiçào fraca,contrastando coina queacabamos de descrever, «

1omo,estessào,pelamûrparle,homensdeletras,algunsautoreslemfeito déliés huma variedadeda constituiçãoapoplectioa:poremestesindivíduos delgados, de temperamento nervoso, apresentando o desenvolvimento maiordas cavidades esquerdasdo coração, tememsi circurnstaiicias que devemseravaliadas,independentemente da constituição, equepodem dar contadodesenvolvimentodamoléstia

.

A falta dehumavertebra cervicaltunhem foi notada por Mòrgagni como huma predisposição;ainflammaçàochronicadasartériasencefálicas segundo Bouillaiul;as altera çoensdiversas quesà o tã ofrequentesnes

-

tesvasos,taescomosejàosuadegeneraçãocartilaginosa,ossea, &<:

.

,são, segundo diversosautores,causaspersisóssuflicientcsparafomentarem a moléstia: paramostraroquanto adegeneração cartilaginosa ou ossea , dispõe à hemorrhagia do encefalo, Crnveilher apresenta hum facto porelle observado,noqualnotouaobliteraçãoquasi completado orifí

-

cio dasduas carotidasprimitivas:heclaroque, nestecaso, aimpulsãodo sangue poucoou nada conlribuiopara a determinação da moléstia;de certo,a trial)i1idade,queresulta de taesalteraçoens,explica

-

nosmui

-

tobemafacilidade,comquemuitasdçstas hemorrhagias«lo encefalose desenvolvem.

Humaoutracondiçãoorganica,assignalada porquasi todosospráticos comohumacausapredisponente, e até certopontodeterminante, In

-

a

hypcrlrophia doventrículoesquerdodocoração;com effeitoasobserva

-

m

-

nspalhologicastemconfirmadoestaverdade,que,poroutrolado ,póde

«leduzir

-

se,apriori,dainfluenciaquenoestadonormalexerceoventrícu

-

loesquerdodocoraçãosobreacirculaçãogeral, c parliculnrmcnte sobre

:doencefalo

.

Depois deterLegalloisentrevisto,cmsuas observaçoens,a influencia«pietinhaahypcrlrophiadoventrículoesquerdosobreahemor

-

ruagin eucefalicn,eexplicado porcilaoopparccimenlo «lesta, muitos ou

-

trospráticos,observando numerosos factos de hemorrhagiasdo encefalo complicadas«lehypcrlrophiadoventrículonorlico, estabelocôiàoexplici

-

tamentequeesta lesão erahuma predisposiçãomais próxima para a hc

-

(13)

-

13

-

morrhagiado queaconstituiçãoqueellesdenominãoapoplectics;Riche

-

ruiul, oprimeiroentre estes,insistindo sobreestaquestãodefisiologiapa

-

thologicn, depoisîlelembrar queMalpighi,Cabanis,eRamazzini, viclimas destabemorrhagiatinhüobypertrophiadovenlriculoesquerdodocoração sustentouainfluenciadesta lesãodocorarão sobreabemorrhagiadoenee

-

talo.Os

^

atros , prineipalmente Rricctean, (*) eRavier (**) demonstra

-

rão, coin maior copiadefactos,averacidade da proposiçãocmittida pelo primeiro observador:estesfactosforào bastantesparuconvencer muitos medicosquenãoatinhàoencontrado:Corvisart,bem que confessassenão tervistofactoalgumem que a bemorrhagia do encefalo,fosse evideu

-

temeule o eífeilo da alíocção «lo coração, pensava queos factosre

-

ieridos pelos diversos práticoserão bastantes para estabelecer-se que humaaflíecçãodocoração(odizqualdelias)púde ser causa determinante dabemorrhagiaencefálica. iNestcsúltimostemposainfluenciasobre amo

-

léstiade quetratamos,dahypei tropbiado ventriculoesquerdo,temsidoob

-

servadapelamaioriadosmedicos: Lallemand cujaexactidão emsuasobser

-

\açoens,ejusteza deseu espirito, bemse deprehende desua obrasobre asmoléstiasdoencefalo,observa que o augmenlode espessurado ven

-

trículo esquerdodo eoiaçãocuja causa não liehum obstáculo entrea origem dasartérias carolidaseo coração,inline sobre maneira napro

-

ducçãoda bemorrhagiacn çefalica;Rouillaud , emseu tratado clinico so

-

breasmoléstias docoração, tratando desta questão,aresolve ,apresen

-

tandomuitosfactos de bypertrophiadocoração, de que huma,grande parlelie complicadadebemorrhagia da polpa encefálica, e notaque, emum certonumerodaqucllos- emque nãoexistia estacomplicação,aliy

-

pertrophiapouco ou nada affectava o ventriculo esquerdo,accrescendo alé m disto, dizelle, «queoscasoscom bemorrhagia erão,acxccpção de bumsó, de indiv íduo dosexo masculino.» liste autor tambémfaz

queasalteraçoensósseas,6íc

.

,sãomaisficqiientes

sofrem de hvpertrópbia doventriculoesquerdo. Untre nós* osSenho

-

Doutores M. V. Pimentele J.«L da Silva,á quem consultamos a nosteremobservado,frequentesvezes,ncoincidên

-

cia«ia bypertrophia do ventriculoesquerdo docoração coma hemor

-

ragiadoencefalo. Avista portantode tão numerosas obseivaçoens pa

-

lliologicas,e coibidas porraticos de grande nota, comoos queliave

-

apjoutado , julgamos poder concluir a influencia da hvpei tropliia

( *) Cliniquedefhopítnl Ncckcr

.

Del'Influencedu cœursur lecerveau.

indivíduos que ver nos

res

esterespeito, disserão

vemos

4

(14)

<pontlo veiUriculo esquerdo do coraânea

.

çãosobrea hemorrhagia ertccfalica es

-

A disposiçãohereditariahe cujaimportância tem sido assig

-

naladapelos autores,emuitosfactosexistemqueocomprovão.A prenhez lie considerada por alguns práticoscomo huma predisposição:entretanto

os tactos observados pelos modernos abonào poucoaimporl

^

cia que

ellespretendem.

Camas hygiennicasdiversaspodem predisporá hemorrhagia encefá

-

lica: os climas mui cálidosou mui frigidos, assim como as estacoens; ahabitação em

causa

lugares Onde seentrclem calor permanente; asalterna

-

tivas de calor eIrio; oarhúmidoe carregado de electricidade; aspro

-

licsocns que ohrigâo á ter a cabeça inclinada para diante,ouabaixada; asaffecçoens moraestristes cprolongadas;o exercícioexcessivo ehabi

-

tualdasfaculdadesinlellectuaes;osotnnoprolongado;asvígilias freqiieu

-

tes; o uso de gravatas muitoapertadas; a intemperança, oabuso dos licores alcoolicos;ouso constantede alimentossucculentos,muiexcitan

-

tes; avida sedentária;o outras tantascausas reconhecidas pelospráticos como capases dedispor áhemorrhagiada polpadoenccfalo

.

Pela continuaçãode sua acção, as causasqueacabamos de expen

-

der,podem,emmuitoscasos , fazerapparecer a hemorrhagia que tem lentamentepreparado, c tornarem

-

se,deslarte,determinantes:em outros muitoscasos porém,o apparecimenlo da moléstia não póde ter lugar, sem que,alé m ria influencia de huma ou maiscausas predisponentes, certascircusnstancias obrem immcdiatamente, ou pouco tempo antes da moléstia

.

Iinlre estas, a indigestãodurante o banho, o excesso no comer e nobeber, a insola ção , o coito, principalmente nos velhos; asvivasemoçoens moraes,produzidas pela alegria,oterroresobre tudo.

a cólera; osesforçosdoparto, orecuamento dosanguepor hum frio vivoesubito, asuppressão dehurnahemorrhagia habitual, comosejão< »

fluxohcmorrohidal,aépistaxis, o fluxo menstrual, a omissão de huma sangria habitual, asuppressãode exalhemas de huma ulcera antiga

,

as métastasés,sãoas causasque, em geral, determinãoestahemorrhagia.

Alguns práticosa julgãoepidemica, por issoque a tem observado muifrequentecmcertos annos; todavia com outros julgamosdeveral

-

iribuir antes á variaçoens detemperatura, e á outrasmudanças daathe

-

inosfera, que são mais senfliveisuhuns quenoutrosaunos:Klla lambem nãolie endcmicpnos paizesquentescomo pretendem muitos

.

(15)

1ii

S Y M P T O MA T O L O G I A»

A henlòrrhngtaespoolanea«lo chöefalo invade ordinariamente, scm

< jtiefenomenoalgumprecedaan senapparecimenlo;entretanto,cmccr

-

,

os casos, huma série defenomenos mais ou mecôsnitmeio

-

os anti

-

cipasua invasão.Acccssos de vertigens;peso de cabeça:cefalalgia viva esubita, embaraçonas ideas:algumasveies perdada memoria;fazendo com queosindbiduos,poralgunsmomentos, não saibâo onde estã o, nemoquefazem,e oque dizem:somnolentia;somnoprofundoeeslcr

-

toroso,sottbospeniveis;pesadellos;allucinaçoens;taesqueos indivíduos julgào verfogo,relanpagos, osobjectosde cô r rubra;ouvirsonsdiver

-

sos.(em geralsãoatormentados por zunidos'

'

; fraquezainsólita, pezoe

torpor nos membros, ordinariamente naquelles,em que a paralysiatem desemanifestar;algumas vezesformigueiros incommodos; batimentos das carolidns,maisforte quedocostume; ittjccção pronunciada das ju

-

gulares,edosvasos«lasconjunctivas;taessãoemgeralosprelúdiosdes

-

taaffecção

.

Todosseoapresentàoreunidos, epodem pertenceraou

-

tras moléstias; porni elles são de summa importância: por quanto, quando Se os observa mais ou menos reunidoso combinados, eem indiv í duosemcujoorganismo*se notão condiçorns favoráveis a estahe

-

morrhagia, temoutrovalor ,e sãooamiuncio »la invasãomaisoum«:

-

nospróximadesta affecção, <*omedico,que conhece

-

los bem

.

esou

-

ber distingui

-

los

.

póde, por meioshabilmente manejados, prevenir

a hemorrhagia , < ju<*porsua natureza lieextremamenlegrave

.

Depois »los proílromos»le que(i/.emos menção , muitas vezes sem queelles semanifestem,nbemorrliagiaseeffectua subitamente:ossymp

-

loinas(juelhesã o proprios ãpparecem rapidi e instantaneamente

.

K comoestespodem variarsegundo «jueahemorrhagiaheforte ou fraco

.

n«js estudaremoscm ca«la bum tie seusgraus que constituem SUãS va

-

riedades

.

Na liemorrliagia forteoindividu«perde subitamenteaintelligeucia

.

liacomomais oumenosprofundo;si elle está cm pé , ou assentado,car por terra , comoferido por hum raio,segundoaexpressãodos antigos. Siseoestimula,chega

-

se ás vezesatira

-

lo doestadocomatosocm que

-

e

acha;entãoelle abre lentamenteos olhoseencarapor algunsmomentos aquelles que o cercão

.

Outras vezes, n t e i Y i OScstimulososmaisfortesim

-

pressãoalgumaproduzem,existe oearns; nperda»I«intelligeuciahecom

-

Referências

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