Francisco Beltrão – Paraná
Recebido em 04/11/2015. Aprovado em 09/01/2016.
Avaliado pelo sistema double blind peer review. Kellerman Augusto Lemes Godarth1
Edison Luiz Leismann2 Resumo
As Micro e Empresas de Pequeno Porte (MPE) são reconhecidamente peças importantes para o Desenvolvimento Regional. Tem papel importante na geração de emprego e renda, contribuindo fortemente para o tal desenvolvimento. Não é exclusividade do município de Francisco Beltrão/PR, lócus desta pesquisa, pois este fato acontece em qualquer região do país. Este estudo tem como tema a Mortalidade de Empresas, relacionado como efeito de competitividade, perfil de liderança, ferramentas utilizadas para a tomada de decisão e formação do gestor e sua consequência para o desenvolvimento regional. Pode ser classificada, quanto ao método de abordagem, pelo método hipotético-dedutivo. O método de procedimento foi o estatístico, relacionado à abordagem de pesquisa quantitativa. Já nos procedimentos técnicos foram utilizadas a Estatística Descritiva, através da verificação da frequência e do cruzamento de dados (CrossTabs), que geraram inferências para o uso da Regressão Logística Binária. Foram pesquisadas uma amostra de 315 empresas de Francisco Beltrão, sendo 266 ativas e 49 descontinuadas. Ficaram comprovados que 7 variáveis foram identificadas e caracterizam um conjunto de fatores discriminantes. Comparadas às atuais políticas públicas do município, nenhuma delas é foco de operacionalização, tornando-se possibilidade de atuação do município para o desenvolvimento regional.
Palavras-chave: Micro e empresas de pequeno porte; Políticas públicas; Empreendedorismo.
Discriminant factors of mortality and survival of Francisco Beltrão -
Paraná MSE´S
Abstract
Micro and Small Enterprises (MSEs) are known to be important pieces for the Regional Development. It plays an important role in generating of employment and income, strongly contributing to such development. It is not an exclusivety in the county of Francisco Beltrão/PR, lócus of this research, as it actually happens in any part of the country. This study has as its theme the Companies Mortality, related with the effect of competitveness, leadership profile, ways used for decision making and training manager and its consequences for regional development. It can be classified, as the approach method, by the hypothetical-deductive method. The method of procedure was the statistical, related to quantitative research approach. In the technical procedures was used the Descriptive statistics, by the verification of the frequency and cross-checking (CrossTabs), that generated inferences for
1 Doutorando em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). E-mail: [email protected]
the use of Binary Logistic Regression. They were surveyed a sample of 315 companies of Francisco Beltrão, being 266 actives and 49 discontinued. They demonstrated that 7 variables were identified and characterized a set of discriminant factors. Compared to current public policy of the municipality, neither is the focus of operation, making it possible for municipal operations to regional development.
Keywords: Micro and small enterprises; Public policy; Entrepreneurship.
1 Introdução
As Micro e Empresas de Pequeno Porte (MPE) em conjunto tornam-se relevantes para o país, isso pode ser verificado com as contribuições oferecidas, como a geração de novos empregos, inserção de inovações, estipulam competição, concedem auxílio às grandes empresas e produzem bens e serviços com eficiência (LONGENECKER; MOORE; PETTY, 2001). No Brasil, as empresas de pequeno porte complementam as áreas de atuação das organizações de maior porte e empregam boa parte da mão de obra que entra no mercado de trabalho (MORELLI apud VIAPIANA, 2001). Logo, as MPE mostram-se importantes para o desenvolvimento do país, do estado do Paraná, como também para o município de Francisco Beltrão.
Alguns exemplos da importância do empreendedorismo são explorados por Dornelas (2014), que destaca as ações desenvolvidas relacionadas ao tema, como programas de incubação de empresas e parques tecnológicos, desenvolvimento de currículos integrados que estimulem o empreendedorismo em todos os níveis de educação, programas e incentivos governamentais para promover a inovação e a transferência de tecnologia, os subsídios governamentais para a criação e desenvolvimento de novas empresas, criação de agências de suporte ao empreendedorismo e à geração de negócios, programas de desburocratização e acesso ao crédito para empresas de pequeno porte, e o desenvolvimento de instrumentos para fortalecer o reconhecimento da propriedade intelectual.
As MPE são reconhecidamente peças importantes para o Desenvolvimento Regional. Tem papel importante na geração de emprego e renda, contribuindo fortemente para o tal desenvolvimento. Não é exclusividade do município escolhido como foco, pois este fato acontece em qualquer região do país. A questão é verificar se os índices nacionais e estaduais de mortalidade e sobrevivência das MPE se repetem, e se influenciam na dinâmica econômica e social da região.
Foram utilizados métodos estatísticos para inferência de fatores discriminantes, com destaque para a Regressão Logística, de forma a definir dois grupos de empresas: as que sobreviveram e as que encerraram atividades. Partiu-se do pressuposto inicial, a partir da literatura explorada, de que são fatores discriminantes a competitividade, o perfil de liderança, as ferramentas utilizadas para a tomada de decisão e a formação do gestor, conforme Godarth et al (2015).
2 Revisão de literatura
O estudo sobre a importância das MPE para o desenvolvimento local e regional pelo Brasil não é novidade. De forma breve, cita-se algumas delas, mais recentes, que fazem a ponte entre a mortalidade e sobrevivência das MPE, o desenvolvimento e as políticas públicas.
Iglésias (2009) pesquisou fatores discriminantes da sobrevivência e mortalidade de MPE, e os impactos destas nas políticas públicas pró-empreendedorismo no Estado do Rio Grande do Norte. Os dados incluem empreendimentos registrados em 2000, 2001 e 2002. De acordo com o arcabouço teórico, foram definidos 3 grupos de fatores: Estrutura Financeira Empresarial, Preparação para Empreender e Forma de Empreender, e os fatores foram estudados para se determinar se são discriminantes ou não para a sobrevivência e mortalidade de empresas. Chegou-se a determinar funções que explicam parcialmente a sobrevivência e mortalidade em função dos fatores e grupos de fatores. A análise permitiu, também, a avaliação das políticas públicas pró-empreendedorismo e verificou-se que estas políticas se mostraram pouco efetivas para evitar a mortalidade de empresas.
Oliveira (2009) destaca que os estudos sobre desenvolvimento regional vêm dedicando um olhar especial sobre a importância socioeconômica de MPE. Para o autor não são raros os exemplos a associar positivamente o desempenho de MPE com o desenvolvimento regional endógeno. Com base em fundamentos teóricos mais gerais, a pesquisa sustenta, como premissa inicial, a centralidade do apoio às MPE para o desenvolvimento regional endógeno. Em que pese, porém, os bons exemplos de padrões organizativos dos pequenos negócios em algumas regiões do globo, as MPE ainda lutam contra grandes adversidades ambientais, institucionais e estruturais, além das conhecidas desvantagens de escala. A viabilidade dos pequenos negócios e o combate às causas de sua mortalidade precoce têm sido alvo de estudos desde a primeira metade do século passado. Vários estudos são convergentes quanto à
necessidade de melhoria da gestão das MPE com vistas a sua sustentabilidade econômica. Entretanto a “cultura do empreendedorismo”, massivamente difundida pela literatura e eventos do gênero, privilegia a definição do perfil e características pessoais do empreendedor, associando o sucesso empresarial a padrões comportamentais dignos de alguns poucos. Diante deste cenário, o estudo procurou demonstrar que a adoção de um sistema de gestão é fator decisivo na sustentabilidade das MPE e, sem ser o único determinante, é um fator que pode ser alavancado por políticas públicas com elevada relação benefício / custo. A principal contribuição da pesquisa foi a elaboração de um modelo heurístico de gestão para MPE de base local passível de difusão e adaptação às especificidades regionais a partir de políticas públicas de extensão empresarial. Dessa forma, a região deixaria de se resignar com o “natural perecimento” de suas MPE, assumindo, por meio de políticas geridas localmente, um papel ativo na potencialização do desenvolvimento do território com base nos pequenos negócios. Concluiu-se, assim, que apoiar as MPE em seus processos de gestão não apenas aprofunda a sua sustentabilidade como permite que elas tomem consciência dos riscos sistêmicos colocados sobre uma região e elaborem estratégias que, ao libertá-las da excessiva dependência de um setor relativamente estagnado (ou mesmo decadente), liberta também a região como um todo desta dependência.
Costa (2011) destaca a relevância das MPE na sustentabilidade de um país, o acompanhamento do seu ciclo de vida, sua estrutura de capital, e, essencialmente, suas perspectivas de evolução em função das políticas governamentais de fomento.
Ghilardi (2011) constata que as MPE são essenciais para o crescimento e o desenvolvimento econômico de qualquer nação. No entanto, grande parte das novas empresas encerra suas atividades nos primeiros anos de funcionamento. O estudo aponta os principais motivos que levam à mortalidade precoce as MPE no Brasil, bem como os fatores condicionantes da sustentabilidade econômica e do sucesso empresarial. A pesquisa identificou fatores, desde conceituais até estruturais, como as principais dificuldades que normalmente são responsáveis por reduzir o tempo de permanência dessas empresas no mercado. Na opinião do autor, essas empresas que morreram poderiam não ter sido abertas e assim não teriam sido expostas, pelas condições impostas para a sua abertura e funcionamento, a um estado de vulnerabilidade tal que, além de não propiciarem o seu desenvolvimento, provocaram, na maior parte dos casos, a perda total dos recursos nelas aplicados na abertura ou na tentativa de reversão do quadro de dificuldade. Os principais
motivos para o fechamento, a princípio destacados por este estudo, são: abertura sem conhecimento do negócio (preços, mercado, concorrência); abertura sem pesquisa de mercado para o ramo (planejamento prévio); início da atividade com limitação de recursos financeiros (capital insuficiente); falta de conhecimento de custo, formação de preço de venda e gerenciamento; falta de aptidão ou capacitação do empreendedor para a gestão empresarial; falta de consultoria e assessoria desde o estudo para abertura da empresa; e, volume de vendas insuficiente e/ou número escasso de clientes. Além de destacar os motivos, a pesquisa foi além. Comprova que o mercado não é sensível à abertura de uma empresa, não sendo esse ato suficiente à criação da fatia de mercado necessária à sua sustentação. Assim, o mercado passa a ser o principal fator de análise, cujo desdobramento envolve desde o contexto econômico, a existência dessa fatia de mercado, o número de clientes em potencial e a projeção de vendas e do lucro. Em não obtendo a viabilização dessas perspectivas, explica-se o fato de muitas pequenas empresas não prosperarem.
3 Design da pesquisa
Nos procedimentos técnicos foram utilizadas a Estatística Descritiva, através da verificação da frequência e do cruzamento de dados (CrossTabs), que geraram inferências para o uso da Regressão Logística, ferramenta da Análise Multivariada de Dados, com uso da ferramenta computacional SPSS 18.0.
A variável dependente binária é representada pelas empresas descontinuadas (que determinam a mortalidade) ou continuadas (que determinam a sobrevivência). Considerou-se população o conjunto de Micro e Empresas de Pequeno Porte do município de Francisco Beltrão, existentes entre os anos de 2000 a 2013, totalizando 13.800 empresas. Destas, 4.800 estavam em atividade no mês de julho de 2013, enquanto que 9.000 haviam sido baixadas ou estavam inativas (sem recolhimento de impostos).
Ponderando que o tamanho da população objeto do estudo é extenso, a coleta de dados foi realizada por meio da utilização de uma amostra. Assim, para o propósito deste estudo, utilizou-se uma amostra probabilística de 315 empresas.
A coleta de dados foi realizada através da aplicação de questionários estruturados a gestores que atuam ou atuaram no município de Francisco Beltrão/PR, tendo ocorrido entre os meses de agosto de 2014 a janeiro de 2015. Foram assim coletados 266 questionários de
empresas em atividade e 49 questionários de empresas descontinuadas, totalizando 315 respondentes.
Os dados foram tratados através de Regressão Logística Binária, que é um modelo de regressão em que a variável dependente é dicotômica. Assim, Y assume apenas dois valores, 1 para representar a resposta considerada sucesso e 0 para a considerada insucesso (HAIR et al., 2005). No presente trabalho, a variável dependente assumiu o valor 1, se a empresa foi descontinuada (baixada ou inativa); e 0, se ela estiver em atividade. Uma das vantagens da regressão logística é que se necessita apenas saber se um evento ocorreu para usar um valor dicotômico como variável dependente, valor a partir do qual a equação prediz, informando a probabilidade de o evento ocorrer ou não. Se o valor da probabilidade for superior a 0,50, o caso será classificado como sucesso (grupo das ativas); em caso contrário, como insucesso (grupo das descontinuadas).
O parâmetro do modelo indica a mudança que ocorre no logito, dada uma mudança unitária na variável independente. A exponencial do parâmetro fornece as razões de chance (odds ratio), que medem a força da associação entre determinado fator e a variável dependente. A razão de chance menor que um significa que a variável atua reduzindo a possibilidade de descontinuidade da empresa. Por sua vez, quando a razão de chance é maior do que um, a variável está atuando como fator maior possibilidade de descontinuidade.
A análise dos dados foi realizada, utilizando o pacote estatístico Statistical Package
for the Social Sciences [SPSS], versão 18.0. Os resultados do modelo foram apresentados
como razões de chance (odds ratio). Foram considerados os resultados em nível de significância de 5% (p-value < 0,05) (HAIR et al., 2005).
4 Discussão e análise dos resultados
Para apresentação dos resultados, referentes aos 315 respondentes, partiu-se das frequências tabuladas de todos os questionamentos, para a seguir cruzar dados através de Cross Tabs, conforme apresentado em Godarth (2015), e finalizando com a aplicação da Regressão Logística Binária. Em seguida trata-se das políticas públicas municipais de desenvolvimento regional, no que tange ao apoio às MPE.
Empregando o software SPSS, utilizou-se a ferramenta de Regressão Logística, integrando todas as variáveis coletadas. Os resultados, trabalhados desta forma, foram insignificantes, visto que na tabela “Variables in the Equation” todas as variáveis
apresentaram nível de significância muito acima de 0,05. Porém tal resultado era esperado, segundo Corrar et al. (2012), visto a quantidade de variáveis envolvidas (32), que para os autores implicaria numa amostra de 30 vezes as mesmas variáveis, resultando em 960 observações.
Para adequação às suposições do modelo logístico, e utilizando-se dos resultados da frequência e cross tabs, apresentado em Godarth (2015), em um segundo ensaio integrou-se somente aquelas variáveis que apresentavam valores significativos no cruzamento dos dados. São 10 variáveis, que multiplicados pelas 30 vezes necessárias ao atendimento das suposições do modelo, necessitaria de aproximadamente 300 observações, o que é superado pela amostra de 315 empresas que responderam à pesquisa.
O Quadro 1 informa como estariam classificados as MPE caso o modelo se deixasse guiar apenas pela situação em que se enquadra a maioria dos casos observados. Assim, agindo conforme explicado na metodologia para construção da variável dependente, a amostra foi dividida em dois grupos: 266 observações foram classificadas no grupo das empresas ativas e 49 observações no grupo de empresas descontinuadas. De acordo com o Quadro 1, o modelo classificaria corretamente as empresas que continuam em atividade. Nesse caso, o percentual geral de acerto nas classificações seria de aproximadamente 84,4%. Esse quadro de classificação anterior à análise atua, portanto, como uma referência para avaliar a eficácia do modelo quando ele passa a operar com as variáveis independentes para predizer a que grupo pertence certa observação.
Quadro 1 - Classification Tablea,b
Observed Predicted
O empreendimento continua em atividade Percentage Correct
Sim Não
Step 0 O empreendimento continua
em atividade Sim Não 266 49 0 0 100,0 ,0
Overall Percentage 84,4
a. Constant is included in the model. b. The cut value is ,500 Fonte: dados pesquisados, 2015.
Sem incluir as variáveis independentes, o percentual de acertos era de 84,4%, conforme quadro 1. Como o quadro 2 demonstra, incluindo as variáveis independentes, o modelo passa a ter um percentual de acerto de 87,9% com um nível de confiança de 5%. Assim, estatisticamente, é viável incluir as variáveis no modelo apesar do ganho percentual ser mínimo, em vista de que o dado inicial já se mostrava com elevado potencial de acerto.
Quadro 2 - Classification Tablea
Observed Predicted
O empreendimento continua em atividade Percentage Correct
Sim Não
Step 1 O empreendimento continua em atividade
Sim 249 17 93,6
Não 21 28 57,1
Overall Percentage 87,9
a. The cut value is ,500
Fonte: dados pesquisados, 2015.
Como visto anteriormente, todos os testes sugerem que, de forma geral, o modelo pode ser utilizado para estimar a probabilidade de a empresa manter-se ativa ou não no mercado. Resta ainda verificar a significância de cada coeficiente em particular. Afinal, é necessário verificar se cada um deles realmente pode ser utilizado como estimador de probabilidades. Para tanto, recorre-se novamente à estatística Wald. Trata-se de um mecanismo equivalente ao teste T, cujo objetivo é testar a hipótese nula de que um determinado coeficiente não é significativamente diferente de zero.
Como a variável independente tem apenas um grau de liberdade, para cada coeficiente procede-se ao seguinte cálculo:
onde,
b, simboliza o coeficiente de uma variável incluída no modelo S.E, o erro padrão a ele associado.
Como se observa no quadro 3, nem todas as variáveis podem ser aproveitadas na composição do modelo, já que algumas possuem o coeficiente não diferente de zero, por causa de um nível de significância maior que 5%. Dentre todas as variáveis utilizadas, 7 destas (controle de estoque, quantidade de cursos, cálculo da rentabilidade, pesquisa de satisfação dos clientes, estabelecimento de metas de vendas, fluxo de caixa e permissão para resolução de problemas) mostraram coeficientes estatisticamente diferentes de zero para compor a função de probabilidade. Em outras palavras, pode-se afirmar que cada um deles exerce efeito sobre a probabilidade de uma empresa ser descontinuada, pelo menos a um nível de significância de 5%.
Quadro 3 – Variáveis da Equação
Variables in the Equation
B S.E. Wald Sig.
A. Gênero do entrevistado (sem resposta) ,087 ,957
B. Gênero do entrevistado (feminino) 17,407 14444,369 ,000 ,999 C. Gênero do entrevistado (masculino) 17,541 14444,369 ,000 ,999 D. Em média, sua empresa mantém/manteve quantos pessoas
trabalhando, incluindo membros da família? -,315 ,207 2,300 ,129 E. Permite que a equipe estabeleça seu próprio ritmo de
trabalho? ,779 ,471 2,740 ,098
F. Permite que sua equipe resolva problemas sem sua
intervenção? 1,129 ,501 5,082 ,024
G. Realiza pesquisa formal de satisfação dos clientes? 1,186 ,574 4,267 ,039
H. Estabelece metas de vendas? 3,318 ,706 22,061 ,000
I. O estoque é controlado em formulário e/ou planilha
próprios -2,419 ,547 19,576 ,000
J. A rentabilidade (Lucro ÷ (Capital Próprio=Patrimônio
Líquido)) é calculada mensalmente? -1,048 ,526 3,970 ,046
K. Para tomada de decisão, utiliza como fonte de
informação o Fluxo de Caixa? -2,724 ,613 19,734 ,000
L. Nos últimos 5 (cinco) anos, o principal Gestor da Empresa participou de cursos realizados pelo SEBRAE, Associação Comercial, SENAI, SENAC e/ou outras instituições:
-1,480 ,471 9,875 ,002
Constant -16,222 14444,369 ,000 ,999
Fonte: dados pesquisados, 2015.
Analisando-se estes resultados de cada variável, agora considerando-se as dimensões pesquisadas, e conforme observa-se no quadro 3, as informações de caracterização das empresas testadas nesta regressão, qual sejam o gênero e a quantidade de colaboradores, não obtiveram nível de significância que justificasse sua inclusão no modelo de regressão logística que explique a classificação nos grupos.
Quanto a dimensão de estilo de liderança, a permissão para a equipe estabelecer seu próprio ritmo de trabalho não é significativa. Porém a permissão para que a equipe resolva problemas sem sua intervenção tem significância, e a variação positiva aumenta a probabilidade de a empresa ser desativada. Conforme já analisado na seção anterior, é um resultado que surpreende se comparado ao que a teoria apresenta (MAXIMIANO, 2000), pois uma atitude de liderança democrática como esta deveria, em tese, diminuir a possibilidade de encerramento das empresas. Porém o modelo logístico trará o aumento dessa autonomia democrática como fator de aumento do risco de encerramento.
Na dimensão das ferramentas para tomada de decisão, duas das cinco variáveis aproveitadas nesta análise logística, pois apresentaram significância abaixo de 5%, variam
inversamente ao esperado nas inferências iniciais. São os casos de se realizar pesquisa formal de satisfação dos clientes e estabelecer metas de vendas. Conforme apresentado no quadro 3, variações positivas nestas variáveis aumentam a probabilidade de a empresa ser descontinuada, o que vai de encontro das inferências levantadas nos dois casos. Ilações diversas podem ser feitas sobre os motivos que levam a esta estranha e reversa ligação, mas todas dependeriam necessariamente de pesquisas mais aprofundadas para explicá-las.
Ainda na dimensão das ferramentas para tomada de decisão, outras três variáveis vão ao encontro das inferências iniciais delas. Isto é, o valor negativo apresentado no quadro 3 indica que a redução do uso da ferramenta aumenta a chance de encerramento do negócio. Pensando-se inversamente, a utilização destas ferramentas explica estatisticamente a sobrevivência das organizações estudadas, e farão parte do modelo logístico que ilustra tal sobrevivência.
O controle de estoque é ferramenta importante nas empresas, principalmente industriais e comerciais, pois uma política ou prática de estoque mal estabelecida ou realizada impacta fortemente nos resultados financeiros da empresa, muitas vezes de forma despercebida pelos empresários. O cálculo da rentabilidade denota a preocupação de quem o faz com o resultado final do seu negócio, pois mais que calcular o faturamento ou a lucratividade da empresa, a rentabilidade mostra ao investidor se aquele montante alocado está gerando rendimentos em forma de lucro e retorno financeiro. E o uso do fluxo de caixa pode ser exemplificado em sua importância de conhecer a realidade da empresa no dia-a-dia, nos seus valores mais básicos e detalhados, sem os quais quaisquer outros indicadores seriam impossíveis de serem calculados.
Finalizando a análise das dimensões, a formação do gestor é representada pela variável sobre a quantidade de cursos realizados pelo principal gestor nos últimos cinco anos. O valor negativo gerado na regressão logística explica a relação inversa da diminuição de cursos frequentados que aumenta a chance de descontinuidade da empresa. Portanto, quanto mais cursos frequentados, maior a probabilidade de continuação das atividades das empresas.
Submetido a todos os testes, verifica-se que o modelo está estatisticamente apto a ser utilizado na solução do problema de investigar a probabilidade de previsão de sobrevivência e mortalidade das MPE. Desta forma, pode-se esboçar a equação da regressão logística com boa margem de segurança. Com os coeficientes referidos anteriormente, a equação pode ser representada por:
Z = -16,222 + 1,129 F + 1,186 G + 3,318 H – 2,419 I – 1,048 J -2,724 K – 1,480 L onde:
F. Permite que sua equipe resolva problemas sem sua intervenção? G. Realiza pesquisa formal de satisfação dos clientes?
H. Estabelece metas de vendas?
I. O estoque é controlado em formulário e/ou planilha próprios
J. A rentabilidade (Lucro ÷ (Capital Próprio=Patrimônio Líquido)) é calculada mensalmente?
K. Para tomada de decisão, utiliza como fonte de informação o Fluxo de Caixa?
L. Nos últimos 5 (cinco) anos, o principal Gestor da Empresa participou de cursos realizados pelo SEBRAE, Associação Comercial, SENAI, SENAC e/ou outras instituições:
Conclui-se desta forma que é possível identificar e caracterizar um conjunto de fatores discriminantes para a sobrevivência e mortalidade das MPE, sendo estas 7 variáveis acima. E cada uma delas com um maior ou menor poder de discriminação. Com uma constante negativa de 16,222, a seguir tem maior poder preditivo as metas de vendas, numa relação direta de 3,318, e o fluxo de caixa e o controle de estoque, numa relação inversa de 2,724 e 2,419 respectivamente.
Em resumo, podemos discriminar o grupo das empresas com tendência a serem descontinuadas da seguinte forma: quanto mais permitir resolução de problemas sem intervenção do principal gestor; quanto mais realizar pesquisa formal de satisfação dos clientes; quanto mais estabelecer metas de vendas; quanto menos controlar o estoque; quanto menos calcular a rentabilidade; quanto menos utilizar o fluxo de caixa como fonte de informação para tomada de decisão; e quanto menos cursos o principal gestor participar.
4.1 Políticas públicas municipais de apoio ao desenvolvimento regional
Para analisar o formato de atuação do município foco da pesquisa em apoio ao Desenvolvimento Regional, esta seção apresentará informações referentes a atuação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (SEMDETEC), órgão responsável pela operacionalização de tais políticas, e também a legislação municipal relacionada ao tema.
4.1.1 SEMDETEC
O site da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (FRANCISCO BELTRÃO, 2015), apresenta de forma extensa e detalhada as políticas públicas municipais adotadas para apoiar as MPE, que por sua vez refletem no desenvolvimento do município e da região. As frentes de trabalho são definidas em Indústria; Comércio; Serviços; Inovação e Tecnologia; Turismo; e Cooperativismo.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (SEMDETEC) mantém diversas parcerias a fim de praticar as políticas públicas definidas, agrupando em um mesmo local físico diversos serviços às empresas, local este denominado Centro Empresarial.
Compreende-se que tais serviços estão focados em três principais linhas: crédito, serviços operacionais e qualificação. Dentre as dimensões estudadas nesta pesquisa, quais sejam a competitividade, o estilo de liderança, as ferramentas para tomada de decisão e a formação do gestor, transparece que são mais fortemente trabalhadas a formação do gestor, principalmente o que está relacionado aos cursos de qualificação, e menos fortemente as ferramentas para tomada de decisão, como por exemplo na atuação do SINCOBEL (Sindicato dos Contabilistas de Francisco Beltrão).
Mais precisamente, sobre as 7 variáveis confirmadas como discriminantes para a sobrevivência e mortalidade das MPE, o quadro 4 a seguir estabelece relação com os serviços oferecidos:
Quadro 4 – Cruzamento das variáveis discriminantes com os serviços oferecidos
Variáveis Discriminantes Serviços oferecidos
Permite que sua equipe resolva problemas sem sua
intervenção? Aparentemente nenhum, mas as qualificações podem incluir o assunto Realiza pesquisa formal de satisfação dos clientes? Aparentemente nenhum, mas as qualificações podem
incluir o assunto
Estabelece metas de vendas? SEBRAE oferece consultoria para plano de negócios, em que possivelmente o assunto deve ser abordado O estoque é controlado em formulário e/ou planilha
próprios
Aparentemente nenhum, mas as qualificações podem incluir o assunto
A rentabilidade (Lucro ÷ (Capital Próprio =
Patrimônio Líquido)) é calculada mensalmente? SINCOBEL presta atendimento aos empresários, e pode orientá-los neste cálculo Para tomada de decisão, utiliza como fonte de
informação o Fluxo de Caixa? Aparentemente nenhum, mas as qualificações podem incluir o assunto Nos últimos 5 (cinco) anos, o principal Gestor da
Empresa participou de cursos realizados pelo SEBRAE, Associação Comercial, SENAI, SENAC e/ou outras instituições:
Oferecem cursos de qualificação:
- Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária – IFPR – SME - Agência do Trabalhador
- SINDIMADMOV - OAB - SINVESPAR - UNIOESTE - SINCOBEL - SENAR - SENAC
- SEBRAE - SESI/SENAI – Sistema FIEP Fonte: dados pesquisados, 2015.
Uma atuação da SEMDETEC mais focada nos fatores discriminantes poderia vir a apresentar resultados mais eficazes. Preparação de líderes melhor qualificados, orientação para foco no cliente/mercado, orientação e apoio no planejamento do negócio, cursos específicos de controle de estoque e fluxo de caixa, e também uma atuação mais forte do SINCOBEL e também dos demais parceiros na orientação para cálculo da rentabilidade e outros indicadores. Estas são as recomendações pontuais que se pode elencar a partir das relações apresentadas no quadro 4.
4.1.2 Legislação Municipal
São três as leis municipais afeitas às MPE: A Lei Orgânica, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e a lei que cria o Programa de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Francisco Beltrão – PRODETEC.
Primeiramente a Lei Orgânica do município de Francisco Beltrão prevê, em seu Art. 99 “As micro empresas e as empresas de pequeno porte assim diferenciadas, visando ao incentivo de sua criação, preservação e desenvolvimento, serão beneficiadas, através da eliminação, redução ou simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias e creditícias, por meio da lei”. Essa previsão legislativa, apesar de ser muito ampla e pouco específica, torna-se importante por estar na lei maior do município, que corresponde à Constituição do mesmo. Porém refere-se somente aos benefícios fiscais e/ou burocráticos, sem tratar de termos mais operacionais, como os verificados e indicados pelos fatores discriminantes desta pesquisa.
Já na Lei Nº 3906/2011, de 01 de dezembro de 2011, observa-se o texto
Institui o tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e as empresas de pequeno porte no âmbito do Município, na conformidade das normas gerais previstas no Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Tal lei é uma legislação proforma, para fazer valer a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, esta de nível federal. Esta lei também é ligada às questões fiscais e burocráticas, e pouco ao desenvolvimento das empresas. A lei foca em aspectos de desenvolvimento regional, mas não se traduz em termos de política públicas claras impactantes para as MPE.
Fica criado o Programa de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Francisco Beltrão – PRODETEC, cujo objetivo é fomentar o desenvolvimento econômico do Município por meio de incentivos e ações voltadas ao setor da indústria e serviços, priorizando a geração de empregos, renda e o aumento da arrecadação tributária, em consonância com o Plano Diretor do Município e o Conselho de Desenvolvimento Econômico Municipal.
Apesar de trazer em seu caput a intenção de fomentar o desenvolvimento econômico, o que traria o desenvolvimento regional em seu bojo, complementa-se citando a forma de se operacionalizar, priorizando novamente questões fiscais e burocráticas, mesmo no bom intento citado na mesma de geração de empregos e renda.
Sendo assim, fica claro na análise das legislações que não há ainda estabelecida, no município de Francisco Beltrão, políticas públicas efetivas de apoio às MPE como ferramenta para o desenvolvimento regional. Há sim uma boa intenção, e um começo de caminho a ser percorrido. As 3 leis supracitadas dão início a um movimento que pode vir a estabelecer mais claramente tais políticas públicas vindouras.
Os fatores discriminantes surgidos nesta pesquisa podem servir de consulta aos órgãos responsáveis, de forma a suscitar programas de atuação que venham ao encontro dessas demandas, através de atividades e tarefas mais francamente direcionadas a sanar as dificuldades indicadas.
5 Considerações finais e conclusões
Este artigo pretende demonstrar causas da mortalidade e sobrevivência das MPE, e consequências para o desenvolvimento regional. Partindo de pressupostos identificados na literatura pertinente, pretendeu-se testar variáveis como fatores discriminantes. As consequências para o desenvolvimento regional foram analisadas também à luz da literatura estudada, mas de forma qualitativa, a partir dos resultados estatísticos encontrados.
Os resultados encontrados e apresentados respondem à questão problema desta pesquisa, que foi “É possível identificar e caracterizar um conjunto de fatores discriminantes para a sobrevivência e mortalidade das MPE?” Estatisticamente ficaram comprovados que 7 variáveis foram identificadas e caracterizam um conjunto de fatores discriminantes, sendo elas: a permissão para que a equipe resolva problemas sem intervenção do gestor; a realização de pesquisas de satisfação dos clientes; o estabelecimento de metas; o controle de estoque; o cálculo da rentabilidade; o uso do fluxo de caixa como fonte de informação para tomada de decisão; e a quantidade de cursos realizados pelo gestor.
As inferências iniciais foram em parte confirmadas e em parte não. A competitividade como fator discriminante, mensurada pelo porte da empresa a partir do número de colaboradores, foi negada. O estilo de liderança, que teve 7 questões analisadas, somente a permissão para resolução de problemas foi confirmada como fator discriminante, e as demais 6 variáveis não. Ainda tal questão que confirmou como fator discriminante foi de encontro à teoria estudada, pois mostrou na regressão logística que uma liderança mais democrática leva a empresa a ser descontinuada. É importante ressaltar que esse resultado merece ser mais estudado, a fim de ser confirmado ou não. A inferência das ferramentas utilizadas para tomada de decisão teve 5 das 16 variáveis pesquisadas confirmadas, e consequentemente 11 variáveis não. Mas também esta dimensão surpreendeu, pois duas importantes variáveis invertem o que se esperava das mesmas à luz da teoria. A regressão logística demonstrou que quanto mais se estabelece metas e se pesquisa a satisfação do cliente, maior a chance de a empresa ser descontinuada. Essas variáveis também podem ser objeto de estudos mais aprofundados, a fim de confirmar os resultados desta pesquisa. Já as variáveis de controle de estoque, cálculo de rentabilidade e uso do fluxo de caixa como informação para tomada de decisão corroboram com a teoria e foram identificadas como fator discriminante inverso à probabilidade de encerramento das atividades das empresas, isto é, quanto mais se usa, menos chance de encerramento. Concluindo a análise das inferências iniciais, a dimensão da formação do gestor teve uma variável confirmada como discriminante. A educação formal não foi identificada como discriminante, isto é, um diploma não garante a continuidade dos negócios. Já a formação continuada em cursos livres foi confirmada fator discriminante, e ratifica a teoria de que quanto mais qualificado o gestor, maiores as chances de perpetuidade do negócio.
Conclui-se desta forma que é possível identificar e caracterizar um conjunto de fatores discriminantes para a sobrevivência e mortalidade das MPE, sendo estas 7 variáveis acima. E cada uma delas com um maior ou menor poder de discriminação. Com uma constante negativa de 16,222, a seguir tem maior poder preditivo as metas de vendas, numa relação direta de 3,318, e o fluxo de caixa e o controle de estoque, numa relação inversa de 2,724 e 2,419 respectivamente.
Em resumo, podemos discriminar o grupo das empresas com tendência a serem descontinuadas da seguinte forma: quanto mais permitir resolução de problemas sem intervenção do principal gestor; quanto mais realizar pesquisa formal de satisfação dos
clientes; quanto mais estabelecer metas de vendas; quanto menos controlar o estoque; quanto menos calcular a rentabilidade; quanto menos utilizar o fluxo de caixa como fonte de informação para tomada de decisão; e quanto menos cursos o principal gestor participar.
Resultado plausível da pesquisa é de que, sabedores das causas de mortalidade das MPE, pode-se estimular novos empresários a evitá-las, através de campanhas, treinamentos, informação em geral. Desta forma, pode-se desenvolver materiais de divulgação, cursos, palestras, treinamentos e outras formas de informação de forma a alertar os futuros e atuais empreendedores a não errarem nos mesmos erros de outros.
E quanto ao relacionando com o desenvolvimento regional, torna-se útil para estabelecimento de estratégias estimuladoras do próprio desenvolvimento regional, pois cientes dos fatores que causam a sobrevivência das MPE, pode-se estabelecer tais estratégias regionais.
A principal sugestão para continuidade desta pesquisa refere-se às variáveis que, mesmo sendo consideradas fatores discriminantes, seus resultados foram de encontro à literatura existente. Faz-se necessário confirmar estes resultados, a fim de verificar se esta pesquisa ou a teoria vigente devem ser reformuladas. Os itens merecedores desta verificação são o estilo de liderança democrático, principalmente a variável sobre a liberdade dada aos colaboradores para resolver problemas sem intervenção do gestor, a prática do estabelecimento de metas de vendas, e a realização de pesquisas de satisfação dos clientes.
Referências
CORRAR, L. J.; PAULO, E.; MARIA FILHO, J. Análise multivariada para os cursos de administração, ciências contábeis e economia. São Paulo: Atlas, 2012.
COSTA, A. S. S. S. P. "O Papel das Instituições Financeiras no Crescimento e Sustentabilidade (ciclo de vida) das Micro e Pequenas Empresas: Estudo realizado no Município de Vitória de Santo Antão". 57p. Profissionalizante. (Economia). Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, 2011.
DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 5. ed. Rio de Janeiro: Empreende LTC, 2014.
FRANCISCO BELTRÃO. Desenvolvimento Econômico e Tecnológico. Disponível em http://franciscobeltrao.pr.gov.br/departamentos/turismo/a-secretaria/economia-tecnologia/ Acesso em 20 jan 2015.
GHILARDI, Wanderlei José. Micro ou Pequena Empresa: Na Dúvida, Não Abra!. 234p. Tese. (Doutorado). Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, Santa Cruz do Sul, 2011.
GODARTH, K. A. L. Fatores Discriminantes de Mortalidade e Sobrevivência de Micro e Empresas de Pequeno Porte de Francisco Beltrão – Paraná. 115p. Mestrado. Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Programa de Mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional – PGDR/UNIOESTE, Francisco Beltrão, 2015
GODARTH, K.A.L., et al. Discriminant Factors of Mortality Versus Survival of Micro and Small Companies. Business and Management Review, v. 4, n. 5, jan., p. 422-432, 2015 HAIR JR., J. F. BABIN, B.; MONEY, A. H.; SAMOUEL, P. Fundamentos de métodos de pesquisa em administração. Porto Alegre: Bookman, 2005.
IGLÉSIAS, L. R. Estudo sobre a mortalidade e sobrevivência de micro e pequenas empresas natalenses e seus impactos nas políticas públicas pró-empreendedorismo. 59p. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, 2009.
LONGENECKER, J. G.; MOORE, C. W.; PETTY, J. W. Administração de pequenas empresas. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2001.
MAXIMIANO, A. C. A. Introdução à administração. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
OLIVEIRA, M. A. F.. Gestão Empresarial e Desenvolvimento Regional: um modelo de gestão voltado à alavancagem... 371p. Tese (Doutorado em desenvolvimento regional). Universidade de Santa Cruz do Sul – Santa Cruz do Sul, 2009.
VIAPIANA, C. Fatores de sucesso e fracasso da micro e pequena empresa. In: II Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas – EGEPE. 2001, Londrina. (Versão online). Disponível em: <http://www.egepe.com.br/geral/arquivos/edicoesAnteriores /IIEGEPE2001/GPE2001-14.doc>. Acesso em: 28/03/2014.