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I? ~‹i€~ f. 14:
f~f“flamH:é¢~
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UNIVERSIDADE
FEDERAL
ÊÊ SÀNTÀ
CÀTÀÊINÀ
PROGRAMA
DE
Pós-GRADUAÇÃQ
EM
ENGENHARIA DE
PRODUÇAO
DESENVOLVIMENTO
COGNITIVO
E
A
DEFICIÊNCIA
MENTAL
03728785
Blssertação de Mestrado
Luciane
Ferreirade
Andrade
Gomes
Dissertação apresentada
ao Programa
dePós-Graduação
em
Engenharia de Produção daUniversidade Federal
de
Santa Catarinacomo
requisito parcial para obtenção do título
de
Mestreem
Florianópolis
2002
À A ‹:¬¿ ..,_ _ ¡' '› Lá 1 “íflãfil *V' 1__:§ ' i,. . H_;zz..›:. lv ' ^¬' ;,=:JV Sli” "f':“- '- -- __,_.õ. .,-. -.-r' 5 ..._ ' =¬_;;~ _. A -r.~ _ :.'- W `
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PRQGRAMA
DE
Pós-GRADUAÇÃO
EM
ENGENHARIA DE
PRODUÇAO
DESENVOLVIMENTO
COGNITIVO
E
A
DEFICIÊNCiA
MENTAL
Luciane
Ferreirade
Andrade
Gomes
Dissertação apresentada
ao Programa de
Pós-Graduação
em
Engenharia de Produção daUniversidade Federal
de
Santa Catarinacomo
requisito parcial para obtenção do título de Mestre
em
`
Engenharia
de
Produção.Florianópolis
2002
Luciane Ferreira de
Andrade
Gomes
DESENVOLVIMENTO
COGNITIVO
E
A
DEFICIÊNCIA
MENTAL
Esta dissertação foi julgada
adequada
e aprovada para obtençãodo título
de
Mestreem
Engenharia
de Produção
noPrograma
de
Pós-Graduação
em
Engenharia de
Produção
da
Universidade Federalde
Santa Catarina. , .
./
Florianopolis, 5 d iunho
de 2002
Prof. iét
o
Miranda
Barcia, Ph. D.Coo
den/ador do CursoBANCA
EXAMINADORA
Prof° rancisco A. P. Fialho, Dr. Eng.
Orientador
Prof
Ang
fz doy Viera, Dr. Eng._z7z¿‹_
,ff/7,»
Agradecimentos
A
DEUS
por tão imenso amor,dando-me
o privilégio de ter e conviver com:Pais dedicados, exemplos de vida,
que
me
oportunizaram e incentivaram os
meus
estudos; Marcelo,meu
marido , porme
amar
e motivar à crescer profissionalmente;Demais
famitiares e amigos,que
me amam
eme
permitem ama-los;e
pela oportunidade de conhecer o Professor e “Mestre” Fialho
que
atravésdo
modelo
profissionai nos impulsiona à busca do saber;bem
como
aos demais professores, coordenadores e monitoresdo
curso.A
todas as pessoas, não mencionadas,porém
não esquecidas, que,de alguma
O~ebwuT0domwdoéW@
qu.efG4fP%›30fl4'não-eâl'ão-;ømprøIÍg¢«14'4s
mWdwMnfirmw~
maøqwødazyváozamprømudandoz
Afimmwø~'
”.Guimarães Rosa
¿ ; é . . ,
RESUMO
Gomes,
Luciane Ferreirade Andrade Gomes. Desenvolvimento
Cognitivee
adeficiência mental. Florianópolis, 2002. 1001”. Dissertação (Mestrado
em
Engenharia de Produção)
-
Programa dePós-Graduação
em
Engenhariade
Produção,
UFSC,
1999.O
romper paradigmas sobre a deficiência mental , nos seus diferentes aspectose o entendimento sobre cognição, eis o desafio deste trabalho!
Teóricos
como
Michel Foucault, desperta-nos para o pensar “diferente” sobreaqueles
que
são tidoscomo
“diferente”,rompendo
assim estigmasque
odeficiente traz sobre si.
Reuven
Feuerstein,que
nos incita à mudança, olhando oeducando
que
mesmo
tendo limitações
pode
desenvolver-se, através da mediação.A
psicopedagogia,como
ciência a desenvolver trabalhos diferenciados; o uso da informática,como
ferramenta de apoio nas atividades educacionais, e ainda, osestudos da neuropsicologia,
como
aporte paracompreensão do
sistema cerebrale cognitivo deste universo
denominado
deficiência.Nas
entrevistas,com
profissionaisque atendem
aos deficientes, constatamos asdificuldades enfrentadas,
bem
como
o baixo rendimento no aprendizado e atémesmo,
a condição deque
não hánenhum
aprendizado,mas
apenas
“condicionamento”.
Enfim,
estamos buscando
ampliar os estudos acercada
deficiência mental e suas perspectivas futuras, para o desenvolvimento pleno do indivíduo e de todos aquelesque
0 cercam.ABSTRACT
Gomes,
Luciane Ferreirade Andrade Gomes,
CognitiveDevelopment and
Mental Handicaps, Florianopolis, 2002. 100f. Dissertation (Masters in
Production Engineering)
-
Production Engineering Graduate Program,UFSC,
1999.To
shatter paradigms about mental handicaps in all their different aspectsand
the perceptions about cognition, this is the challenge of this paper!
Theonsts like Michel Foucault,
awaken
us to “different” thinking about thosewho
are seen as “di1'ferent”, thus shattering stigmas that the mentally handicappedbear
Reuven
Feuerstein, incites us toward change, withand eye
on the leamerwho
even
though limited can grow, through mediation.Psycopedogogy, as the science to develop differentiated works; the use of infonnatics as a supporting tool in educational activities,
and
further, the study ofneuropsychology, support the comprehension of the cerebral
and
cognitivesystem of this universe called mental handicaps. .
ln interviews with professionals
who
work with the mentally handicapped, thedifficulties faced are verified, as well as the low rate of leaming
and
even, thecondition in which there is no leaming, but only “conditioning”.
Ultimately,
we
are trying to amplify the research thatencompasses
mentalhandicaps
and
its future prospects for the full development of the individualand
of all thosewho
surround him.1
-
introdução
Percebemos
diantedas
politicas educacionai-s atuais,que
existeuma
grande preocupação governamental
em
proldas pessoas
portadorasde
deficiência.
Prova
distoé
ar inclusão.Na
literatura, vastas publicações sobreo
tema
têm
sido divulgadas.O
que
vislumbramos
são grandes
esforços paraque
a deficiência deixe
de
ser tratadoscom
estigmas,a
fimde que
oportunidadesreais
de
vidaem
comum
sejam
alcançadas.Infelizmente,
há o descaso dos
progenitores,que
deixam
de
fazerexames
prée
pós-natais, retardando o iníciode
tratamentos,ou
atémesmo
de
se evitar as doenças.
Se
esses
exames
fossem
realizados,com
certeza, evitar- se-iam muitasdoenças e
os tratamentos seriammais
eficazes.Assim,o
que
vemos
éum
grande
contingentede
escolas especializadassendo
criadas,devido a situações
de
riscoque
poderiam
ser evitadas. Por outro lado, graçasa
estasmesmas
escolasa
inserçãodo
deficientena sociedade e acima de
tudo,o seu
bem-estartem
sido proporcional.Esforços
dos
médicos,pedagogos,
psicólogos,têm
sido exaustivosa
fim
de
que, atravésde novas
técnicas, metodologias, terapias,nossos
deficientes
permeiem
maior qualidadede
vida.As
conquistasde grandes
estudiosos,como
Reuven
Feuerstein,oportunizam-nos a
olharmos
o deficiente mentalcomo
quem
pode
superaras
limitações impostas pela doença,
ou
mesmo
a psicopedagogiae
neuropsicologia,
mediando
o
“diferente”do
“normal”.Como
cita Feuerstein“Não
devemos
permitirque
uma
criança fiqueem
sua
situação atualsem
desenvolvê-la atéonde
seu funcionamento nos
permite descobrir
que
écapaz de
chegar” e, atravésdessa
afirmação,de
olharmos
paranós
mesmos
e nos
questionarmos sobreo que
podemos
fazerpara
que
adoença
não
tenha a última palavra.É
nesta perspectivaque
se insereesse
trabalho:de
olhar para odeficiente
e poder
dizer-lhesque pode
e
conseguirá galgarcaminhos mais
elevados,
que
suas
limitaçõespodem
sersuperadas e
que
a
vida é digna para1 .1 -
Justificativa:
Apesar da
mudança
de
miiênio,deum
novo
século,avanços
tecnológicos,
de
descobertasna
área educacional,vemos
que
aindaestamos
atrasadosno que
diz respeito a conceitos, posturas, diferenças _Questões
tãoprimárias
continuam
a mistificara
sociedade. Diferentesparadigmas
precisam ser rompidos.Romper
o
rótulo, a marginalizaçãodo que
é, equem
são os
“deficientes”, necessita ainda ser vencido.Quem
são os
deficientesmentais?
Quais são as suas
necessidades? Quais são suas
habilidadese
limitações?Responder
a taisquestões,
é
mister paramudarmos
nossa
postura frenteàs
diferenças. Assim,estaremos
respeitando a individualidadeque
cada
um
possui.A
sociedade
sabe,conhece
a deficiência mental? Ela, infelizmentesó
convivecom
a deficiência,mas
não
aceita o deficiente.Revendo
a história, odeficiente mental é tido
como
pecador,endemoniado,
deus, sábio. (Buscaglia, 1993).Não
nos
compete
julgara
sociedade,mas
sim, esclarecê-la.Devemos
perceber
que
a otimizaçãodo
potencialé
que
nos
tornamais
ou
menos
capazes.
Desta
forma,cabe a
nós, educadores, psicólogos, enfim, todoprofissional envolvido
com
desenvolvimentoda
criança, esclarecer asociedade
e
principalmente, buscarmeios
para potencializaro
aprendizadodo
deficientemental, tornando
sua
vidacada vez mais
próspera e feliz.E
este trabalho surgeexatamente
com
esta intenção,de
buscaros
melhores
meios
para tornar oque
é
diferente, aceitável. Tal intençãonão
surgiu recentemente,
mas
desde
aépoca
acadêmica,quando
tivemos a oportunidadede
visitar instituições para deficientes mentaise
constatar oquanto
precisava e, ainda, precisa ser feito.Através
de
reflexões sobre oque
pesquisar,ousamos
aliardeficiência
e
questões cerebrais (paixão adquiridano
cursode
especializaçãoem
neuropsicologia e aprendizagem), à cognição.Cremos que
esta éuma
grande e
interminável parceria.Neste
trabalho,estaremos revendo
conceitos sobre deficiênciamental e of
desenvolvimento
cognitivo; contribuiçõesda
neurociênciano
que
tange à potencialização cognitiva,
bem
como
contribuiçõesde
Reuven
Feuerstein,em
sua
Teoriada
Modificabilidade Cognitiva Estrutural, para elevaro
potencial cognitivo, porconseqüência da
aprendizagem, respeitando o serque é
único,em
suas capacidades
e habilidades;e
Michel Foucault que, atravésde suas
obras,nos
incitaa
percebero
aqui e o agora,buscando
desmistificar
o
passado, atravésdos avanços do
hoje.Olhar o “diferentef
como
um
serque
é passívelde aprendizagem,
independentemente
de
seu
desempenho
cognitivo, tendoem
vista amaximização
de
sua
estrutura cognitivaao
pontode
desenvolvê-la.A
realidadenos aponta
este caminho: Otimizaro
potencial paraque
o “deficiente mental" sinta-se
mais
próximodo que
é ditocomo
“normal”,ou de
teruma
vidamais
normal possível, a partirdo seu
próprio potencial,deixando
de
lado qualquerpadrão
comparativo externo.A
capacidade
cognitivado
deficiente mentalnos
mostra prognósticosincertos, porém, o trabalho
do
hoje, as conquistasque
o indivíduoconsegue
galgar,
são
asque
nos levam
sempre
saber
mais
e
mais, paraque
estecaminho
sejamais
de superação do
que
limitações.1.2
-Problema
de
pesquisa:
O
estudodas
funções cognitivasbem
como
da
deficiência mentalsão
muito amplos.A
busca
deste entendimento,não cessa
apenas
nestemomento
de
escrita,mas
éuma
construção diáriana
vivência,buscando
respeitaro
ser único e integral,sem
perderde
vistao
tododa
doença.1.3
-
Objetivos
Geral:
Através
da
revisãode
conceitos sobre a deficiência mental,relaciona-lo
ao melhor
desenvolvimento cognitivo e a potencialização deste,utilizando-se
de
técnicascomo
a informática, a neuropsicologiae da
Teoriada
Modificabilidade cognitiva Estrutural.1.3.1
-
Obietivos Específicos:
-Descrever
o
desenvolvimento cognitivo;- Relacionar
e
conceituaras
deficiências mentais;- Correlacionar
a
deficiência mentalcom
o
desenvolvimento cognitivo; - Relatar sobre a Modificabilidade Cognitiva Estrutural,segundo
Reuven
Feuerstein;
- investigar
como
a neuropsicoiogia trabalhaas questões
cognitivasna
deficiência;
-
Descrever
o uso da
informática juntoao
deficiente mental;-
Descrever
a
realidadeda
criança deficiente mental,em
seu
dia-a-dia.1.4 -
Hipóteses:
Os
deficientes mentaispossuem
limitações cognitivas, entretanto taislimitações
podem
ser dirimidas, tendo porbase a
otimizaçãodo
potencialdas
habiiidades
não
comprometidas.1.5
-Metodologias:
O
presente trabalho será realizado atravésde
pesquisasbibliográficas,
bem
como
atravésde
entrevistas semi-estruturadacom
especialistas atuantesnas
escolas para deficientes mentais.1.6 -
Limitações:
Possuímos
grandes
estudos sobre a deficiência mentale sua
melhoriade
qualidadede
vida. Entretanto,a
prática, muitasvezes nos
revelauma
estagnação
deste desafio por partedaqueles
que
educam
os
deficientes.1.7 -
Estrutura
da
dissertação:
O
capítulo 1é
constituídoda
introdução, justificativa, objetivo gerale
especificos, hipótese, metodologia, limitações
e
estruturada
dissertação.No
capitulo 2,há
afundamentação
teórica,em
que
são
abordados,de
forma
breve,os
principais aportes teóricos sobre cognição,bem
como
a
construçãoda
deficiência mentalseus
conceitos, classificaçõese forma
de
prevenção.
No
capituio3
, faiamos sobredescrevemos
as
idéiasde
teóricos,no
que
diz respeitoao
tema. Michael Foucault,como
aqueleque
rompe
paradigmas
sociais, alertando parasociedade
excludente.O
uso
da
informática
como
recurso para potencializaçãodas capacidades
e habilidadesdo
deficiente;o
papeldo
psicopedagogo,como
sendo»o
aporteà
familiae
ao
próprio deficiente; e,
também,
Luria,desvendando
o desenvolvimento cerebral.No
capítulo 4,Reuven
Feuerstein,que não
nos
permite olhar parao
deficientecom
piedade,mas
sim,com
um
olharde
incentivo a perceberque
podem
ter qualidadede
vida iguala
todos.No
capitulo 5,descrevemos
o trabalhodas Apaes;
ocomo
estásendo
tratadaas questões
da
inclusão,bem
como
as
legislaçõesque buscam
dirimir as dificuidades sociais.
No
capitulo 6,apresentamos
a pesquisa, atravésde
entrevista semi-estruturada,
na
qual analisamos os resultados,comparando-os
com
a
literaturarevisada.
Por
último,no
capítulo 7,dedicado às
conclusões,comprovamos
a
hipótese
que
norteia este trabalho.As
reflexões teóricasapresentadas
nestadissertação,
bem
como
as entrevistasconfirmam
a hipótesede
que
o
deficientemental possui
capacidade
de
aprendizagem, entretantocom
graude
dificuldade eievado.Confirmamos,
também,
que,em
alguns casos,o
que
existe é
um
mero
condicionamento a
situações rotineiras, pois,em
havendo
mudanças, o
individuose perde e
não
dá prosseguimento às
ações.2
-
coeuiçâo E
oEFiciÊNctA
MENTAL
2.1
-
Definiçãode cognição
Cognição são funções
de
processamento e manipulação
de
dados.São
consideradas nobres, vistoque
fazem
parte exclusivamentedos
homens.
Segundo
Kolbe
Wishaw
(1985) cogniçãoé
um
compiexo
que
retrataos fundamentos
da
subseqüente
automatizaçãodas
respostas; exigindo paratanto
as funções
superiorescomo
a atenção, percepção,imagem,
memória, asimbolização, o processamento, o
pensamento, a
resoluçãode
problemas,a
planificação
e a
decisão.Com
a articulaçãodessas
funções superiores, dianteda
criaçãoe
participação cultural, atingiu-segrande capacidade
de
interaçãoe
adaptação
ao
meio. Vitorda
Fonseca
afirma “a cognição emerge, portanto,da
síntese dialética
de
processos biológicos e sócio-culturaisque
se influenciarame influenciam
mutuamente ao
iongodo processo
históricoda
espécie”.A
motricidade antecipaa
cognição,desde
o
inícioda
vida, entretantohá
momentos de
ambas
coincidirem neurofuncionalmente, para finaimente, a cognição processar, planificare
integrar a motricidade.Para
Piaget (1976),todos
os
mecanismos
cognitivossão baseados na
atividade motora-da
mão
(motor)que
incita ouso de novas
ações,recuando
extensivas e múltiplasatividades, iniciado a partir
do
seu
desenvolvimento postural e psicomotorintegrado pelo hemisfério direito (psicomotor).
O
processo do
desenvolvimento cognitivo portanto, inicia-se a partirdo motor e
deste, atravésda
integraçãoda mente
interiorcom
omundo
exterior.As
funções cognitivas são:Memória:
é acapacidade
de
registrar,armazenar e
reutilizar fatose
dados,
sendo
estasua
função.É
uma
atividade dinâmica,em
que
os
registrosaparecem,
desaparecem quando
são
estimulados. Até os4
anos
de
idade, amemória
estáem
pleno desenvoivimento,estando mais
evidenciadacom
o
desenvolvimento
da
linguagem, devidoà
associaçãodos
vocábuloscom
os
necessidades
básicas.Em
idade escolar, amemória
passa
a
ter outra dimensão,em
funçãoda
abstração, poiso
retere
recordar estãosendo
estimulados através
das
atividades escolares.Inteligência:
capacidade
de
diferenciaçãodos
conteúdos. Refere-se àcapacidade
de
identificar as relações entre conteúdos, gerarnovas
relações, fazer inferências,deduções,
análises, sínteses, particularizaçõese
generalizações,
bem
como
abstrair e criar conceitos. Aquisão
inferidasbaterias
de
testes paraconhecer o
nivelou
coeficientede
inteligênciade
cada
indivíduo,de
acordocom
escalas pré-determinadase
os resultadossão
consideradossomente
no
momento
de
realizaçãoPensamento:
é a atividade ideatória,de processamento das
idéias.São
holísticasou
lineares.A
primeira refere-seàs
imagens,modelos
econceitos,
conteúdos
únicos sobre os objetos;são
resultadosdos
processamentos
intuitivos pré-conscientese é
nelasque
se identificaa
coerência.
A
segunda, lineares,correspondem à
linguagem,compostas de
palavras,
são processamentos
totalmente conscientese submetidos à
racionalidade e
à
lógica.Conforme
Fialho“pensamento corresponde
à consciênciaque
temos
do
nosso
pensar"Atenção: no
primeiroano
de
vida, decorrede
estímulos externos,como
porexemplo
as cores fortes,sons
alternados, movimentos, concluindoser exploratória.
A
partirdos
2 anos,passa a
serde
cuidados consigoe
com
objetos
que
estãosob sua
responsabilidade,conforme
a cobrança dos
adultos.De
acordocom
a
faixa etária,a
criança possuium
tempo
determinado
parapermanecer
em
estadode
atenção, variandotambém
em
decorrênciado
estímuloque
lhe é apresentado.Percepção:
éi a resposta aum
estímulo fisicamente definido;o
indivíduo organiza osdados que
lheapresentam modalidades
sensoriaisinterpreta em compieta-os através
de
suas
lembranças,baseando-se
em
suas
experiências. Consisteem
comparações,
discriminações, seleções,2.2 -
Processos
cognitivosbásicos
a) Primeira infância (até
3
anos): conceito importante nesta fase refere-seà
percepção, visto
que
0
mundo
perceptivodos
bebês
atinge até6
meses
após
o
nascimento, níveisde funcionamento semelhante aos
adultos. Portanto,percepção
serve para colocar obebê
em
contatocom
o meio
atravésdos
sentidos.
Serve
para relacionaro organismo
com
seu
meio.A
percepção dos
recém
nascidospode
sermelhor
observada, atravésdos
estímulosque
lhessão
apresentados.Como
exemplo,temos o
olharda
criança ã direçãoda
voz
materna.b) Pré-escolar (4 a
6
anos): a partirdo
conceito anterior,em
que
obebê tem
percepção
do
seu mundo,
atravésde
expectativas,com
o tempo,passa
ase
organizar
em
esquemas,
ou
seja, representação mentalque
organiza conjuntosde
conhecimentos
que
as
pessoas
possuem
sobrealgum
domínioda
realizada.Entendamos
aqui,que
esta representação mental ocorre, devido os acontecimentosserem
repetitivamente realizadoem
seu
meio
social.A
criançaidentifica objetos
que
estãoem
locais familiares,não
tendo
qualquerreação
àquelesque não
lhessão
freqüentes.Ao
longodo
tempo, estesesquemas
são
amadurecidos, tornandomais
rápidosuas
identificaçõesou
rejeiçöes.Nesta
fase, apresentaa memorização, ou
seja,a
criança retém e recupera informaçõesque
lhesão
apresentadas.Observa-se
aqui,o
desenvolvimentode
estratégias
da
memória, asde
repetição (repetir o material verbalmenteou
outros procedimentos),
o
de
agrupamento
(ordenar e categorizaro
materialpara
melhor
recordá-lo)C) Escolares (7 a 12 anos): nesta fase, a
memorização
acontece
de
forma
planejada,
ou
seja,o
individuopercebe
amelhor
maneira
de
organizar-se, para atingirseu
objetivo finalque
é
a
evocação
posterior.Quando
se tratade
questões
significativas,a capacidade de
retenção eevocação
émais
ampla,ou
seja, existe
compreensão
das
mesmas.
istonão
ocorreem
questões
sem
significados,
podendo
ser excluída.Nesta
fase, ocorretambém
a aquisiçãoda
2.3 -
Conceituando
DeficiênciaMental
“Criança deficiente
é a
criançaque
se desviada
média ou
da
criançanormal em: caracteristicas mentais, aptidões sensoriais, caracteristicas neuro-
muscuiares
e
corporais,comportamento
emocional, aptidõesde
comunicação,
múltiplas deficiências, até
o
pontode
justificar e requerera
modificaçãodas
práticas educacionais
ou
a criaçãode
serviçosde educação
especialno
sentido
de
desenvolverao
máximo
suas
capacidades.” (C.E.C.- Concil Exceptional Children-l
Congresso
Mundial, Sterling, 1978)“A deficiência mental refere-se
ao funcionamento
intelectual geralsignificativamente abaixo
da
média,que
coexistecom
falhasno
comportamento
adaptador eque
se manifesta duranteo
períodode
desenvolvimento”(Membros da
Associação Americana
de
DeficiênciaMental-
AAMD,
Grossman,
1977).E
esclarece:1-
Abaixo da
média: significaque
os
resultados obtidos poruma
pessoa,em
uma
medida
padronizadado funcionamento
intelectualgeral, situam-se
na
baixamargem
de
16%
da população de sua
idade; _
2-
Funcionamento
intelectual geral: significaque
o
indivíduo foiavaliado por instrumentos,
ou
testes, cuja esferade ação é
suficiente para
examinar
muitos traçosmensuráveis
da
inteligência;
3- Período
de
desenvolvimento: nesta definição, entende-sedesde
aconcepção
até 16 anos;4- Maturação: refere-se
ao
coeficientede
seqüência
do
desenvolvimento
das capacidades
própriasda
infância, taiscomo:
sentar, engatinhar, ficar
de
pé, andar, falar, formar hábitos einteragir
com
oscompanheiros
de grupo
em
nivel aceitável;Indicado pela lentidão
na
aquisiçãode
tais aptidões.5-
Aprendizagem:
refere-se à facilidadecom
que
o conhecimento é
assimilado
em
funçãoda
experiência;no caso
do
deficientehá
'
6- Ajustamento social: refere-se
a capacidade do
individuoem
relaçäoà
sua
auto-suficiência em alsua
manutenção
em um
emprego.
Durante os primeiros
anos
escolares,o
termo refere-seà
capacidade de
relacionar-se~com
os companheiros
de
seu grupo
de
idade,com
criançasmais
novas, pais e outros adultos.Em
definiçãomais
recenteda
AAMR
e
do
DSM-IV
(Manual
Diagnóstico e Estatísticode
Transtornos Mentais), 1997, entende-se pordeficiência mental “o estado
de redução
notáveldo funcionamento
intelectualsignificativamente inferior à média, associado a limitações pelo
menos
em
doisaspectos
do
funcionamento
adaptativo:comunicação,
cuidados pessoais,competência
domésticas, habilidades sociais, utilizaçãodos
recursoscomunitários, autonomia,
saúde
e
segurança, aptidões escolares, lazere
trabalho.”A
partir desta definição,rompe-se
estigmas e rótulosque
osdeficientes sofrem, tendo
em
vistaque
os diagnósticosdeixam
de
basear-sesomente no
quocientede
inteligência, a fimde
entender o individuonos seus
afazeres diários.Conforme Verdugo
“Assim,a
utilizaçãode
um
único códigode
diagnósticode
deficiência mental se afastado
conceituado prévioamplamente
baseada
no
Qi,que
estabeleciaas
categoriasde
leve, médio, severoe
profundo.
Deste
modo
apessoa
era diagnosticadacomo
deficiente mentalou
nâo,com
base no comprometimento dos
três critérios de: idadede
instalação,habilidades intelectuais significativamente inferiores
à
média, limitaçõesem
duas ou mais das dez
áreasde
habilidades adaptativas estabeiecidas”. Outrofator
destacado
por Verdugo,é
que
os
diagnósticosdeixam de
sermeros
relatos estigmatizantes, devido
às
classificaçõesde
leve, média, severae
profunda, prestando
a
esclarecimentosdo
que
o deficiente necessita sertrabalhado “As terminologias
de
deficiência mentai leve, média, severa e profundadeixam
de
ser utilizadas. Assim,um
diagnóstico poderiase
expressardo
seguintemodo: 'uma pessoa
com
deficiência mentai, necessitade
apoioslimitados
em
habilidadesde
comunicação
e habilidades sociais (...)exemplos
prestação
de
serviçose ao
estabelecimentode
objetivosde
intervenção,que
o
sistemade
rótulosem
uso
até agora.” Ressaltaque
os diagnósticosvisam
a
potencialização
do
indivíduoem
questão, ressaltandosuas
habilidades aserem
desenvolvidas, levando-o à autonomia. “Refletea
enfase
atualnas
possibilidades
de
crescimento e potencialidadesdas
pessoas; centra-seno
individuo,
nas noções
de
oportunidade e autonomia;e na
convicçãode
que
estas
pessoas
hão
de
estar e pertencerà
comunidade”.Verdugo
(1994) salientatambém
questões
como
estigmas, pré- conceitos, exciusões, padronizaçõesde conduta nas
intervenções"O
sistematambém
refleteo
fatode que
muitaspessoas
com
deficiênciamental
não
apresentam
/imitaçõesem
todasas
áreasdas
habilidades adaptativas e, portanto,não
precisam
de
apoiosnessas
áreasnão
afetadas.Esse
sistematambém
exigeuma
mudança
na concepção
de
prestaçãode
serviços, frentea
uma
orientaçãode manutenção sobressaem
as
noções de
crescimentoe
desenvolvimento pessoal,
o
que
implicaem
oferecer alguns serviçoscontinuados
e
variadospara
responder às necessidades
destas pessoas. Estasnecessidades
devem
serdeterminadas
atravésde
avaliações clínicase nunca
em
funçãounicamente
de
um
diagnósticofechado
que
rotu/aa
pessoa”.E
"Em
resumo, o enfoque
de
trêspassos
descritobusca
proporcionaruma
avaliaçãodetalhada
do
individuoe
dos
apoiosde que
ele necessita. Isso permite analisarseparadamente
todasas
áreasem
que
podem
existirnecessidades
e, então,providenciar
uma
intervenção,uma
vez reconhecidasua
interdependência.Esta
abordagem
permiteque
se
tenhao enfoque
adequado
parao
tratamentoou
para
o
planejamento
dos
serviçosque levem
em
consideração todosos
aspectos
da
pessoa.A
partirdo
pontode
vistado
indivíduo,tem-se
uma
descrição
mais
apropriadadas
mudanças
necessáriasao
longodo
tempo, levandoem
contaas
respostas individuais parao
desenvolvimento pessoal,para
as
mudanças
ambientais,para
as
atividades educacionaise
as
ínten/enções terapêuticas. Finalmente, estaabordagem
centra-sena
possibilidade
que
o
ambiente
socialtem de
ofereceros
sen/içose
apoiosque
aumentarão as
oportunidadesdo
indivíduo levaruma
vida pessoal satisfatória.”Edgar
Doll (1941), define deficiência menta! atravésde 6
critérios:1
-
Incompetência social2
-
devidoà subnormalidade
mental3
-
resultantede
uma
paralisaçãono
desenvolvimento, a qual4
-
prevalecena
maturidade,sendo
5
-
de
origem constitucional e6
-
ê
essencialmente incurável.A
partir desta visãode
Doll,vemos
a
procedênciada
ignorância popularcom
relaçãoao
deficiente mental eta
justificativa,na
época, para tantamarginalização
e abandono.
Na
lXAssembléia
da
Organização
Mundialde
Saúde,
em
1976, foiproposto
uma
nova
conceituação para deficiência, a Internacional Classification of lmpairtments, Disabilities,and
Handicaps: amanual
of classification relating to theconsequences
of disease (ICIDH),sendo
sua
tradução -A
ClassificaçãoInternacional
de
deficiências, incapacidadese
desvantagens:um
manual de
classificaçãodas conseqüências das doenças
(CIDID), publicadaem
1989.Como
o
objetivodo
trabalho é a deficiência mental, outras definiçõesnão
serãoobjeto
de nossa
discussão.A
definição para deficiência,segundo
taldocumento
ê:perda ou anormalidade
de
estruturaou
função psicológica, fisiológica e anatômica, temporáriaou
permanente. incluem-senessas
ocorrênciasuma
anomalia, defeitoou
perdade
um
membro,
órgão, tecidoou
qualquer outra estruturado
corpo, inclusivedas funções
mentais.Representa
exteriorização
de
um
estado patológico, refletindoum
distúrbio orgânico,uma
perturbação
no
órgão.Segundo
a CIDID,a
deficiência refere-sea problemas
de
linguagem, audição, visão, músculo-esquelético (fisico)e
psicológica(mental).
A
proposta destanova
conceituação, é fazer perceber o indivíduocom
possibiiidades,não
evocando
a incapacidadecomo
ponto principal.2.4 - Classificação
de
Deficiênciamental
O
motivoda
classificaçãode
deficiência parece-nosem
primeiromomento,
como
sendo
discriminatório. Entretanto, tais classificaçõessó
corroboram
para otimizaçãode
programas de
intervenção.Não
falamos aqui,diferentes tipos e classificações
de
deficiência;mas
sim,de conhecer o
que
é
semelhante, para
que possamos
agirna
individualidadede cada
portador.Outro fator
que
torna essencial as classificações,é
que
asociedade
prepara-semais
para atendimento ,desenvolvendo
serviçose
facilitandoacessos
a locais, paraque
as diferençasvenham
a
ser dirimidas.As
equipesmultidisciplinares (médicos,
pedagogos,
psicólogos, fisioterapeutas)estudam
meios
eformas
paraaumentar
a qualidadede
vidade
tal clientela.Classificação funcional
das
deficiências:- Deficiências receptivas (input): visual, auditiva
e
tatilquinestésico-
refere-seao
indicede
comprometimento
ese
este interfereou
não
na
comunicação,
bem
como
na
aprendizagem;- Deficiências integrativas (organização
e armazenamento):
refere-se as possíveis alterações anatomofisiológicas,podendo
ocorreras
deficiências mentais
e
dificuldadesde
aprendizagem;- Deficiências expressivas (output): deficiência
de comunicação
e motora;devido
à
faltade
integridadedos
reflexos (respostas inatas),que
se
coordenam,
estruturam e auto-regulamnos
sistemasmotores
globais(postura, equilibração,
locomoção)
A
classificação para os tiposde
deficiência mental,da
American
Association of Mental Deficiency
(AAMD)
são
estabelecidas por escalasde
inteligência
que
estabelecem os
limites quantitativosdos
potenciaisde
aprendizagem, tais
como
WISC
(Weschsler
Intelligence Scale Children)e SBIS
(Stanford Binet Intelligence Scale),conforme
abaixo:Ligeira (mild)
68-52
69-55
classificaçãosais-Qi
lwisc-Qi
Moderada
(moderate)51-36
$54-40
Severa
(severe)35-20
39-25
Profunda
(profunda) š <19
J <24
Mais
recentemente,no
plano educacional,tem
sido consideradainternacionalmente a ciassificação
segundo
Kirk ,conforme
abaixo:Classificação .
Qt
Dificuldade
de aprendizagem (slow
learner) 80-90Deficiência mental educável
(educable
mentally retarded-EMR)
'
50-55- 75-79
Deficiência mental treinável (treinable mentally retarded
- TMR)
'30-35-
l
50-54
Deficiência mental
dependente (Dependent
MentallyRetarded
-É <25-30
DMR)
1. Deficiência mental educável (
educable
mentally retarded-EMR)
-
não
participa integralmentedo programa
escolar, porém,em
assuntosacadêminos
em
nivel primário,adaptação
social atéo
pontode
progredirsem
depender
do
outro. Tal deficiência,
nos
primeirosanos de
vida,não
é identificada. identifica-na
idade escolar,onde
existem expectativas sociais emergentes.2. Deficiência mental treinável (treinable mentally retarded
-
TMR)
-
adeficiência é, geralmente, notada devido a traços, estigmas, desvios físicos
ou
clínicosda
criança,ou
ainda, pordemorar a
aprender a falar e andar.Aprende
habilidadesacadêmicas
em
qualquer nivel funcional,quando
adultoé
totalmente dependente.É
capaz
de
conseguir cuidar-se, proteger-sedos
perigos
comuns
na
escola, vizinhança eem
casa;aprende a
compartilhar, respeitar direitosde
propriedadee
cooperarna unidade
familiar.3. Deficiência mental
dependente (Dependent
MentallyRetarded
-
DMR)
-
possui deficiências múltiplas, taiscomo
paralisia cerebral,ou perda
auditiva.Seu
comportamento
limita-seao
estabelecimentode algum
nívelde adaptação
socialem
ambiente
controlado.O
que percebemos
com
as classificaçõesacima mencionadas, é
que
termos pejorativos
como:
idiota, imbecil, cretino, anormal,deixaram
de
compor
sociedade
sobreesses
equívocos, para erradicaros
preconceitos sociaisem
que
estas terminologias tão- arraigadas persistem.A
revista isto É, n°1408
de
25/09/96, pubiicou artigoda
iornalista CláudiaWerneck,
comentando
este pre-conceito existentena
sociedade,como
sendo
devidoã
faltade
informaçãoe
atémesmo
da
formação:“somos
orientados corretamente
em
nossa
infânciae
quando
adultonão conseguimos
reverter
a
discriminaçãoao
diferente”.Valemo-nos
apenas de
limites quantitativosde
potenciaisde
aprendizagem ou
classificaçõesde
inteligência, é rotular o individuoao
fracasso,sem
oportunizá-lo a superarsuas
limitações e privilegiarsuas
aptidões.
Para
isto, a equipe multidisciplinar e oconhecimento
do
individuovão
compor
este maior entendimento.O
diagnósticodeve
ser elaboradoconhecendo
o ser integral,ou
seja, social, pedagógico, emocional, motor, habilidadese
inabilidades.Segundo
Luria, of cérebro está constituídode
zonas
que
funcionam
em
conjunto eque
acionam
determinado “sistema funcional”. Assim,um
problema,
em
alguma
área determinadado
cérebro,pode
levar à desintegraçãode
todoo
sistema.A
privação prolongadado
cuidadomaterno
pode
levarà
causa
de
deficiência mental,com
grave prejuízoao
desenvolvimentoda
criança, vistoque
“considera essencial parasaúde
mentaldo
recém-nascido
eda
criançade
pouca
idade,o
calor, a intimidade e a relação constantecom
amãe
ou quem,
em
caráterpermanente
a substitua”.( Bovvlby, 1981) ~As
pessoas
deficientes mentaissão acentuadamente mais
lentado
que
pessoas
da
mesma-
idade, ditas normais,no
que
diz respeitoà
memória, associaçãoe
classificaçãode
informações, raciocinios e julgamentosadequados.
Outro fator determinante
na
classificaçãoda
deficiência mentalé o
externo.
O
deficientepoderá
apresentar maiorou
menor
problema,dependendo do
meio
que
está inserido.Desta
forma,num
ambiente
familiar,pode
comportar-sede
maneira
diferenteque
na
escola, vizinhança,dependendo da
adaptação
do
indivíduoem
cada
local.Mattel (1987), destaca
10
momentos
importantesno
desenvolvimento
gestacionalda
criança:1°
mês
1°momento
,Formação
da
placa neural2°
momento
Fechamento da
goteira neural| I
l'
3°
momento
'Secreçãodo
iíquido oéfaio-raquidianoi i
2°
mês
l
4°
momento
*Vascularizaçäodo
tudo nervosok 5°
momento
ÍDiferenciação
dos
neubiastose
sua migração
3°mês
6°momento
Formação
das
fibrasnervosas
7°
momento
Formação
do
cerebelo (responsável pelo equilibrio) 4° e 5°mês
t 8°momento
Gliogênese
6° em 7°mês
l ' 9°momento
`Formação
dos
sulcos er circunvoiuções 8°e
9°mês
10°
momento
,Mieiinizaçáo (que continua até
a
adolescência)Segundo
Maffei, até o 4°mês
o sistema nervoso já estáformado e
em
atividade» completa,com
o
número
exatode
célulasnervosas
que
teremos
para o restode
nossas
vidas; isto implicaem
que, ocorrendo acidentes sérios principalmente ne-ste período,as
pessoas
podem
levaras conseqüências
parao
restoda
vida.A
formação
do
cérebrodo
bebê
se
inicia aindano
útero e se prolonga pelo restoda
vidaé
uma
jornadaque
destacando a formação
cerebrai,bem
como
as implicações que-podem
ocorrer,nos
meses
gestacionais, e o alertade
neuropediatraem
relaçãoa
estas situaçoes.Os
paisnão tem
noção, muitas vezes,da
imponência
de
uma
gravidez planejada, para
que
a
futura gestante seja avaliadae
assistida por médicos,e
ainda, durante a gravidez, atravésdos
exames
pré-natais,com
2.5 =
Causas
e
tiposde
deficiênciamental
As
causas
da
deficiência mentaisão
ciassificadasde
acordo
com
a
época
de
sua
instalação,e
estes diagnósticossão
realizados atravésda
anamnese
do
paciente,podendo
ser pré-natais, peri-nataise
pós-natais,conforme
descreveremos
abaixo:1
-
Pré-natais:a) Sociais: desnutrição materna,
má
assistênciaà
gestante;b) infecciosas: sífilis, rubéola, toxoplasmose, herpes;
c) Tóxico: alcoolismo, medicação, tabagismo, intoxicação por
chumbo,
mercúrio e radiações;d) Genético: alterações gênicas, por
exempio
a
fenilcetunúria, microcefalia,cromossopatias
1
-
Peri-natais:a) Sociais:
má
assistênciaao
parto; b) Hipoxia e anoxia;c)
Trauma de
parto;d)
Prematuridade
e baixo peso; e) lctericia gravef) incompatibilidade
de
Rh
3
-
Pós-natais:a) Sociais: desnutrição;
b) Infecciosas:
sarampo,
meningo
- ecefaiitesc)
Envenenamento:
remédios, inseticidase
plantas ld) Acidentes
de
trânsito,choque
elétrico e traumatismo craniano.e)
Anoxia
Através
do
acompanhamento
da
gestante,bem
como
no
parto e pós-parto por profissionais,
ou
seja, obstetrae
pediatra, poder'-se-ão diagnosticareventuais
problemas
no bebê
paraque
este seiaencaminhado ao
neuropediatra, paraum
diagnosticomais
detalhado e entãotomar
providênciasmais
imediatas e específicas.Entendamos
também
que
qualquer alteração psicomotorana
criança,esta
deverá
ser imediatamenteencaminhada
ao
neuropediatra; portanto,o
acompanhamento
médico
deve
ser realizado regularmente, paraque
a criança sejamelhor
assistida enão venha
a ter prejuizosem
seu
desenvolvimento.4
-
Outrascausas
da
deficiência mentala)
Doenças
cerebrais graves:doenças
que
podem
provocara
deficiênciamental
quando
ostumores
à estas associadosse
localizamno
cérebro,ou desordens
degenerativas. Exemplos: Neurofibromatoseou
doença de
von Reckinghausen,
Esclerose tuberosa,doença
de
Huntington.b) influências pré-natais desconhecidas:
são
caracterizadas pormá
formação
cerebralou
craniana presenteno
nascimento. Exemplos:Microcefalia, Hidrocefalia
c)
Desordens
psíquicas:Desordem de
Rette
certoscasos de Autismo e
Esquizofrenia
As
doenças
cromossômicas,
ou
seja,àquelas
que
são provocadas
por alteraçãono
número
de cromossomos,
figuram entreas causas mais
freqüentesda
deficiência mental.As
mais
conhecidas,descreveremos
abaixo:-
Síndrome
de
Patau: écausada
pela trissomiado
cromossomo
13,ou
seja,
há
um
cromossomo
a mais.Provoca
fissurano
lábioou no
palato,retardo mental profundo, olhos
pequenos
eproblemas
renaise
Síndrome
de
Down:
éprovocada
pela alteraçãodo
cromossomo
21,ou
seja há-um
cromossomo
a
mais. Está associadaã
idadeavançada da
mãe; Aparência
facial distinta e olhosamendoados
são suas
caracteristicas.
Possuem
também
problemas
do
coração
e
outros defeitosde
desenvolvimento.Ha
um
atrasodo
desenvolvimento,das
funções motoras do
corpo edas
funções mentais.O
bebê
é
pouco
ativoe molinho
o
que
sedenomina
hipotonia. Esta diminuicom
o tempo, conquistando o bebê,mais
lentamenteque
os outros, as diversas etapasdo
desenvolvimento. “Estesnormalmente
sedesenvolvem
passando
pelos
mesmos
estágiosde
uma
criança 'normal',mas
num
ritmomais
lento, eque pode
tornar-secada vez mais
lentono
decorrerdo seu
desenvolvimento”(Hodapp
&
Zigier,1990
apud
Nora
Newcombe)
.Estima-se
que
em
cada
550
bebês
que
nascem,
O1 tenha aSíndrome
de Down.
Síndrome
de
Prader-Willi: causada» pela alteraçãode
genes.A
criançadesenvolve
uma
fome
insaciável ecome
sem
parar,desenvolvendo
aobesidade mórbida
e
retardo mental;Sindrome
do
X-frágil: écausada
poruma
mutação
do
cromossomo
X,bloqueando
aprodução
de
uma
proteína, cuja função aindanão é
conhecida.Apresenta
deficiência intelectualem
graus variados.Salientamos
que
estadoença é pouco
conhecida, e estudos sobre amesma
continuam
sendo
realizados.Síndrome
de
Kiinefelter:anomalias
dos
cromossomos
sexuais, poisapresenta dois
cromossomos
X em
meninos,ou
seja,XXY,
ao
invésde
XY.Os
meninos
com
talsindrome
não
apresentam
característicasmasculinas,
podendo
ser corrigidos atravésde
prescriçãode
hormônios
andrógenos.Porém
serão estéreise
intelectualmente debllitados.- Hipotireoidismo Congênito:
É
hereditário,causado
pela faltade
uma
enzima, impossibilitando
que
o organismo forme o
T4,hormônio
tireoidiano,
impedindo
o
crescimentoe
desenvoivimentode
todoo
organismo
inclusivedo
cérebro,sendo
a deficiência mentaluma
de suas
manifestaçõesmais
importantes.Como
conseqüência,temos
a
deficiência mental, convulsões,
problemas
de
pele,de
cabelo,de
urinae
até invalidez
permanente
- Eritrobiastose Fetal
ou
Doença
Hemoiiticado
Recém
Nascido: incompatibilidadesangüínea
(fatorRh)
entreo
sangue
materno
e osangue
fetai.O
fetopoderá
falecerna
gestação
ou
após
o
nascimento.Pode
resultar, ainda,em um
recém
nascidogravemente
ictérioe
que
a
deficiência mental é
um
acompanhamento
possivel, além'de
surdez
e
de
paralisia cerebral. Estima-seque
a
incompatibilidadedo
fatorRh
seja acausa
do
retardamento mentalde
3%
a
4%
dos
portadoresde
deficiência mental institucionalizados. Calcula-se haver
um
caso
acada
150 à
200
nascimentos
A
criança, depoisque
nasce,passa
por várias fases, tanto psicomotoras,como
atendendo à
solicitações externas,conforme
abaixo:* 1° mês:
não
sustenta a cabeça,mãos
fechadas,membros
inferiores
em
flexão,movimentos e
reflexos, refiexosde
sucção, sorriso reflexode
satisfaçãointerna;
* 2°
ao
3° mês:Pode
manter
a cabeça
reta, a
mão
pode
ser aberta passivamente,acompanha
objetos;* 3° mês: sustenta
a
cabeça,
mãos
abertas,suga
dedos; * 3°ao
4°mês:
pega
objetos
com
a
mão
inteira, ri alto;* 4°
ao
5°;mês:
dá
palminhas no
colo, solta objetosque
estãonas mãos,
olhaao
redor, leva tudo a boca;* 5°
ao
6°mês: ergue a cabeça
eos
ombros,consegue
virar-se
quando de
* 6°
ao
7°Mês: estando
de
barriga paracima, vira para baixo, alcança tudo
e
agarro tudo, olhosacompanham
rapidamentemudando
o
foco;* 7°
ao
8°mês:
protege-sequando
senteque
vaicair, senta
com
o
apoiodas
mãos,
atira tudono
chão;* 8°
ao
9°mês:
rasteja e senta por longo tempo,inicia
preensäo
com
os
dedos;* 9°
ao
10°mês:
sentasozinho, fica
de
pé
com
apoio, imita sons;* 10°
ao
11° mês: engatinha, levanta-sesegurando na
mobília;
* 11°
ao
12° mês:começam
os
primeiros passos,obedece
à ordens
como
näo,
vem,
etc;* 12°
ao
15° mês: ficade
pé, inicia a
comer
ela própriausando
coiher; * 16°ao
18° mês:sobe
escadas,compreende
frases simples.
`
A
descrição acima, constitui-sede
parâmetrosdo
desenvolvimento normalde
uma
criança.Qualquer
distúrbiodo
desenvolvimento será detectadopelo
médico
pediatraque acompanha
a
criança e,quando
necessário,o
encaminhará
para o neuropediatraque
faráo
diagnósticomais
pormenorizado.Como
mencionamos
anteriormente,o
diagnostico será feito atravésda
anamnese,
mais o
desenvolvimento psicomotor atéa
datada
consulta.Em
muitos casos, a criança
é
também
avaliada pelo psicólogo, visando estabelecer o grauda
deficiência,quando
este for o laudo médico.3
- As
Técnicas
3.l
-
MichelFoucault
O
filósofo francês, Michel Foucault,chama
aatenção
em
seus
escritos
a
respeitoda
atualidade,do
contexto e realidadedo
hoje,quando
diz:“que é este
agora
aonde
estamos
todos,uns e
outros,e
que
defineo
momento
aonde
eu escrevo?
O
que
é
presenteque
faz sentido atualmente auma
reflexão filosófica. (Foucault, 1994).
Ao
pensarmos
na
deficiência mental, esta reflexãode
Foucaultnos
provoca inquietações;não
devemos
nos
estagnarem
nossos
estudose
pensamentos,
e
tampouco
aceitarque
a sociedade
torne-sedesinformada
e
excludente.Os
estudos filosóficos, diferente,de
“delírios evasivos”,como
muitos imaginam, a partirde
Foucaultnos
instigaa pensar
diferentedo
que
está estabelecido, “(...)oque
é, pois,a
filosofia-
quero
dizer a atividade filosófica-
senão
o trabalho criticodo
pensamento
sobre simesmo. É
se elanão
consiste,ao
invésde
legitimar oque
jásabemos,
sem
tentar sabercomo
e
atéque
ponto seria possívelpensar
diferente” (Foucault, 1984).O
que
precisamos
fazer
é
refletir todaa
construçãoda
deficiência mental,seus
mitos, conceitose
pré-conceitos, verificando
os
fatospassados
ebuscando
respostas atuais, parao
estado atualdesses
individuos.Além
disso,não
podemos
pensar
somente
como
uma
doença
no seu
estado biológico,mas como
algoque
a própriasociedade
construiu, portanto,como
ser sociale
sociãvel.Ter
a
visãosomente
biológica, torna-se
cômoda, porque
pensamos
em
como
evitá-la,mas
existe,e
dia