Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
2º CICLO EM ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO
Relatório de Estágio
Suporte Básico de Vida
Mestrando: Daniel Teixeira
Orientador: Paulo Alexandre Vicente Dos Santos João
Coorientadora: Célia Sampaio
UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
2º CICLO EM ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO
Suporte Básico de Vida
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Relatório de estágio apresentado à UTAD, no DEP – ECHS, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, cumprindo o estipulado na alínea b) do artigo 6º do regulamento dos Cursos de 2ºs Ciclos de Estudo em Ensino da UTAD, sob a orientação do Doutor Paulo Vicente João.
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“ O que fazemos para nós mesmos morre connosco. O que fazemos para os outros e para o
mundo, permanece e é imortal. ”
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AGRADECIMENTOS
As palavras escondem-se na hora de agradecer a todas as pessoas que contribuíram, direta e indiretamente, para esta etapa longa e dura da minha vida.
Queria agradecer, principalmente, à minha orientadora de estágio Célia Sampaio, por todo o apoio, conhecimento e amizade que demonstrou e transmitiu, desde o primeiro dia, dentro e fora da escola. Em todos os momentos esteve presente no estágio e deu o seu grande contributo para que fosse cada vez melhor e o mais completo possível como pessoa e profissional.
Aos meus colegas e amigos, que sem eles o estágio não teria sido igual. Por toda a amizade e entreajuda demonstrada, os trabalhos e atividades realizadas e todos os bons momentos passados pelo nosso núcleo ao longo deste ano letivo.
Um agradecimento ao meu supervisor Paulo Alexandre Vicente Dos Santos João, pela compreensão e paciência que demonstrou ao longo da realização deste relatório de estágio.
Um agradecimento especial aos docentes André Ferreira, Amandine Esteves e Sebastião Mota que sempre estiveram presentes, por todo o apoio, disponibilidade e contributo demonstrado.
A todos os auxiliares e docentes da escola Camilo Castelo Branco, pelo apoio e ajuda que evidenciaram em todos os momentos deste estágio.
Aos meus pais, irmã e avó, que estiveram sempre presentes e me apoiaram ao máximo para concluir com sucesso o meu percurso académico.
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RESUMO
O presente relatório visa a descrição e reflexão por parte do aluno estagiário sobre todo o trabalho desenvolvido ao longo do estágio pedagógico e as vivências que este lhe proporcionou, pois, como é descrito ao longo do trabalho, o professor só evolui se refletir sobre as suas ações. Ao longo do relatório serão descritas as diversas reflexões realizadas pelo estagiário ao longo do ano sobre a sua ação, estas que lhe permitiram evoluir na sua capacidade e qualidade de intervenção.
A realização da ação de formação “Suporte Básico de Vida” também serviu para transmitir um pouco dos conhecimentos em relação a um tema muito importante no âmbito escolar.
A realização e a respetiva reflexão deste documento permitiram concluir que o estágio pedagógico se assumiu como um momento determinante na minha formação enquanto futuro professor de Educação Física, completando a formação adquirida ao longo dos últimos quatros anos. No entanto, não assumo que seja o fim da minha formação, mas o início de um percurso de crescimento profissional.
PALAVRAS-CHAVE: Estágio; Reflexão; Formação; Escola; Suporte Básico de Vida;
ABSTRACT
The present thesis is intended to describe the intern's reflexion over her work and actual experiences during the internship, as it is described throughout this project the importance of a teacher's reflexions upon their actions and experiences. The intern also focuses on her different functions and diverse views, during that year, that allowed her to develop a more capable and qualitative intervention.
The implementation of the action of training "Basic Life Support" also served to transmit a little of my knowledge in relation to a very important issue in the school. The accomplishment of this document and the reflection of this led me to the conclusion that the pedagogic traineeship was assumed as a defining moment in my formation as a future teacher of Physical Education, completing the formation acquired over the last five years. However, do not assume it is the end of my formation, but the beginning of a course for professional growth.
ÍNDICE
RESUMO ... iv
INTRODUÇÂO ... 1
CAPÍTULO I - ESTÁGIO
... 2INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM ... 2
1. ENQUADRAMENTO PESSOAL ... 2
2. ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL ... 3
3. TAREFAS DE ESTÁGIO DE ENSINO/APRENDIZAGEM ... 4
3.1. PLANO ANUAL ... 5
3.2. UNIDADES DIDÁTICAS ... 5
3.3. PLANO DE AULA ... 7
3.3.1. ESTRURURA DO PA ... 7
3.4. PRÁTICAS DE ENSINO SUPERVISIONADAS ... 8
3.4.1. INSTRUMENTOS ... 8 3.4.2. PROCEDIMENTOS ... 9 3.4.3. RELATÓRIO E AVALIAÇÃO ... 9 4. ESTUDO DE TURMA... 10 4.1. INTRODUÇÃO ... 10 4.2. METODOLOGIA ... 11 4.2.1. AMOSTRA ... 11 4.2.2. INSTRUMENTO... 11 4.2.3. PROCEDIMENTO ... 11 4.3. APRESENTAÇÃO DE DADOS ... 12 4.3.1. CONSTITUIÇÃO DA TURMA ... 12 4.3.2. SITUAÇÃO DO AGREGADO ... 12 4.3.3. ESCOLA ... 12 DISCIPLINAS ... 12 4.3.4. SAÚDE ... 12 4.3.5. CARACTERIZAÇÃO DESPORTIVA ... 13 INTERESSE PELA EF E DE ... 13 MODALIDADES ... 13
4.3.6. SUGESTÕES DESPORTIVAS ... 14
4.4. CONCLUSÃO ... 15
4.5. ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ... 18
5. ATIVIDADES NA ESCOLA ... 19
5.1. PROJETO “PÕE-TE A MEXER” ... 19
5.2. CORTA MATO (FASE ESCOLA E CLDE)... 20
5.3. MEGAS (SPRINT, QUILÓMETRO E SALTO) ... 21
5.4. CAMPO DE FÉRIAS NA ESCCB ... 22
5.5. PEDDY PAPER ... 22
5.6. TORNEIO TRIBOL ... 22
5.7. VIAGEM À CANTÁBRIA (ESPANHA) ... 23
5.8. MEDIATECA ... 23
5.9. ENCONTRO DE EMRC ... 24
5.10.ATIVIDADE DO PROGRAMA COMENIUS ... 24
CAPÍTULO II – AÇÃO DE FORMAÇÃO
... 261. INTRODUÇÃO ... 26
2. METODOLOGIA ... 28
3. SUPORTE BÁSICO DE VIDA NO ADULTO E PEDIATRIA ... 29
3.1. CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA ADULTO ... 29
SBV PRECOCE (2.º ELO DA CADEIA) ... 29
3.1.1. SBV NO ADULTO ... 30
POSIÇÃO LATERAL DE SEGURANÇA ... 35
3.2. CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA PEDIÁTRICA ... 36
3.2.1. ETAPAS E PROCEDIMENTOS ... 37
3.3. PARÂMETROS ABORDADOS NA AÇÃO DE FORMAÇÃO... 43
4. CONCLUSÃO ... 43
INDICE DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Constituição da turma ... 12
Gráfico 2 - Disciplinas que alunos menos gostam ... 12
Gráfico 3 - Disciplinas que alunos mais gostam ... 12
Gráfico 4 - Alunos com problemas na prática ... 13
Gráfico 5 - Alunos com medicação ... 13
Gráfico 6 - Interesse pelo DE ... 13
Gráfico 7 - Interesse pela EF ... 13
Gráfico 8 - Modalidades que mais gostam ... 13
Gráfico 9 - Modalidades que menos gostam ... 13
Gráfico 10 - Modalidades com mais dificuldades ... 14
Gráfico 11 - Classificação dos espaços ... 14
Gráfico 12 - Sugestões para atividades ... 14
INDICE DE FIGURAS Figura 1 - Cadeia de sobrevivência adulto ... 29
Figura 2 - Verificar se a vítima responde ... 30
Figura 3 - Pedir ajuda ... 30
Figura 4 - Sequência de permeabilidade da VA ... 31
Figura 5 - Avaliar os sinais... 31
Figura 6 - Ligar 112 ... 32
Figura 7 - Procedimento para as CT ... 33
Figura 8 – Colocação da máscara e ventilação boca-a-boca ... 33
Figura 9 - Algoritmo do SBV adulto ... 34
Figura 10 - Sequência para colocar vítima em PLS ... 36
Figura 11 - Cadeia de sobrevivência pediátrica ... 36
Figura 12 - Avaliação da resposta ... 37
Figura 13 - Pedido de ajuda ... 37
Figura 14 - Pesquisa de corpos estranhos ... 37
Figura 15 - Permeabilização da VA ... 38
Figura 16 - Pesquisa de ventilação... 38
Figura 17 - Posição de recuperação ... 38
Figura 18 - Ventilação boca-máscara e boca-máscara-nariz ... 39
Figura 19 - Compressões e ventilações na pediatria ... 41
ABREVIATURAS
CT – Compressões Torácicas
EMRC – Educação Moral e Religiosa Católica
ESCCB – Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco PA – Plano de Aula
PCR – Paragem Cárdio-respiratória PES – Práticas de Ensino Supervisionadas PLS – Posição Lateral de Segurança PS – Primeiros Socorros
SAV – Suporte Avançado de Vida SBV – Suporte Básico de Vida
SIEM - Sistema Integrado de Emergência Médica UD – Unidade Didática
UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro VOS – Ver, Ouvir e Sentir
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INTRODUÇÂO
Segundo Costa (1996), a qualidade de ensino influencia em grande parte o êxito nas aprendizagens escolares por parte dos alunos, ou seja, a aprendizagem dos alunos depende da capacidade do professor lhes criar condições de sucesso.
A Educação Física é uma disciplina do currículo escolar, tendo parte na Educação Integral do indivíduo e portanto, entre tantos outros objetivos, deve desenvolver a aptidão física dos adolescentes em idade escolar através de exercícios físicos orientados (Braga et al 2008).
A promoção da saúde concretiza-se pela educação, entendida por Polit (2004) como “o pleno desenvolvimento das capacidades dos indivíduos e dos grupos (afetivas, cognitivas, motoras, sensoriais) com vista à aquisição de competências sociais para que possam relacionar-se positivamente com o meio”.
O Estágio Profissional foi realizado na Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco, juntamente com mais dois colegas, sendo o núcleo completado com a orientadora cooperante da escola, a Professor Célia Sampaio e o Professor Doutor Paulo Vicente João, supervisor da Universidade.
A elaboração deste relatório tem como principais objetivos a apresentação detalhada de todos os aspetos relevantes que aconteceram ao longo do ano letivo, bem como analisar profunda e criteriosamente todos os pormenores deste percurso.
O Estágio Pedagógico está inserido no âmbito do Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Este relatório está organizado, em dois (2) capítulos. O primeiro capítulo refere-se à intervenção pedagógica no processo de ensino/aprendizagem, envolvendo as tarefas realizadas, estudo de turma e principais atividades em que participamos. O segundo capítulo enquadra-se na ação de formação cujo tema “Suporte Básico de Vida (SBV)” é essencial no âmbito escolar. Nesta ação de formação foram abordados diversos parâmetros e acontecimentos que podem suceder em vítimas dentro e fora da escola, na qual está presente neste relatório todos os procedimentos para a realização do SBV, um dos elos mais importantes na cadeia de sobrevivência.
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CAPÍTULO I - ESTÁGIO
INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM
1. ENQUADRAMENTO PESSOAL
Ao longo da minha vida sempre dei total importância às aulas de educação física, desde o intervalo antecedente até ao sair do balneário, pela razão de me fazer sentir diferente. Era uma sensação de bem-estar, de satisfação e um abstrair de todos os problemas e dificuldades que me rodeavam. O mesmo sentimento surge nos dias de hoje, quando pratico qualquer atividade física, planeio e executo algum treino e a docência da disciplina de educação física.
Sempre fui uma pessoa ativa, que gosta de experimentar novos desafios e, como em qualquer opção que tomo na minha vida, baseio-me fundamentalmente, em fazer o que gosto e, como tal, o meu percurso académico foi sempre realizado em torno da educação física, pois é o que gosto e me vejo a fazer no futuro.
Apesar da situação da educação, atualmente, não ser a mais favorável, não me arrependo, em algum momento, por este mestrado e muito menos pela opção da escola. Inicialmente ao estágio não tinha grande motivação derivado um pouco da minha vida pessoal e dos feedbacks que me chegavam, pelos meus colegas e amigos, acabados de realizar os seus estágios, transmitindo a ideia de serem muito desmotivadores, muito trabalhosos e da existência de pouca interação com a escola e/ou os seus orientadores, que resultavam num estágio desagradável e difícil. Contudo, também obtive bons feedbacks que correram da melhor maneira, sem quaisquer aspetos negativos a apontar. Em relação ao núcleo de estágio, este foi composto por um grande amigo e colega de turma, conhecido do ano anterior, na qual tenho uma boa relação de amizade e trabalho. Por outro lado, era completado por um aluno desconhecido e, sabendo que o estágio se baseava na boa relação do grupo, estava, de início, um pouco apreensivo. Pouco tempo depois, derivado do muito tempo que convivemos, trabalhámos e participámos nas atividades em grupo, essa apreensão transformou-se numa boa relação de amizade, trabalho e empenho no grupo, não se registando quaisquer aspetos negativos.
Por outro lado, pude vivenciar e ter o primeiro contacto como docente, compreendendo e sentindo o papel de professor e de todo o funcionamento, organização e ações, interiores e exteriores, de uma escola. Todo o contacto obtido com docentes e auxiliares, todos os conselhos oferecidos, conversas obtidas, reuniões presenciadas e todo o convívio com os alunos, serviram para me moldar e aperfeiçoar no sentido de crescer na passagem de aluno para professor e de me inserir no contexto escolar.
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Ao longo da nossa vida, derivado do percurso que traçamos, oportunidades e acontecimentos que vão ocorrendo, sentimos a necessidade de nos introduzirmos em novos ambientes envolvendo pessoas desconhecidas e, como tal, desde o início tive a necessidade de me integrar o melhor possível, de conviver com todas as pessoas que me rodeavam, o que resultou numa boa relação de ambiente/trabalho criado, não se assinalando qualquer tido de situação menos positiva.
Contudo, como ocorre nas aulas, mesmo planeando tudo ao pormenor, há sempre situações que se sucedem, problemas que acontecem e que mudam, por vezes, toda a estrutura e, conforme este estágio correu da melhor maneira possível, nem sempre é assim, tendo plena consciência que estou no início de um longo percurso a realizar e que terei dificuldades e me terei de adaptar às situações que ocorrem, tendo sempre como base de trabalho a atualização e pesquisa de novos métodos que promovem a dinamização.
2. ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL
A escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco é um edifício estatal cuja construção foi concluída em 1943. Este estabelecimento de ensino, que celebrou em 1998 cento e cinquenta (150) anos de existência, encontra-se em funcionamento desde 1848. Uma caraterística peculiar da escola é o conjunto de murais que têm vindo a ser executados pelos alunos do curso de Artes Visuais, orientados pelos professores.
A nível de espaços para a prática desportiva, a escola dispõe de um pequeno ginásio, três espaços exteriores, um dos quais, o recreio central, foi recentemente requalificado. Comporta catorze (14) salas de aula, uma sala de estudo e uma sala de acompanhamento ao aluno, uma sala de professores e instalações sanitárias. A envolvente do edifício foi requalificada, proporcionando um espaço de lazer para os alunos.
O corpo docente é constituído por cento e oito (108) professores que demonstram uma sólida formação científica e profissional, assim como procura, uma permanente atualização das competências pedagógico-didáticas/organizativas. O corpo não docente conta com trinta e dois (32) funcionários, desde assistentes técnicos e operacionais. A escola conta com a colaboração de dois (2) enfermeiros no âmbito do Projeto de Saúde Escolar e uma psicóloga a tempo parcial.
Para evitar a proliferação de projetos e, de algum modo, facilitar o seu enquadramento em termos de objetivos a atingir pela sua consecução, nunca perdendo de vista a sua
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relação com a comunidade, optou-se por os agrupar em diferentes eixos, incluindo na vertente desportiva o Desporto Escolar e o projeto Põe-te a mexer (ESCCB – 2014).
3. TAREFAS DE ESTÁGIO DE ENSINO/APRENDIZAGEM
Ao longo do estágio, todo o trabalho realizado durante o ano letivo e direcionado para as turmas, permitiu desenvolver diversas competências inerentes a todo o processo de ensino-aprendizagem. O desenvolvimento e concretização de todo este trabalho permitiram-me colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos ao longo do meu percurso académico, os quais tiveram de ser ajustados às situações que surgiram à realidade escolar e às diferentes turmas.
De acordo com Bento, A. (2003) “os trabalhos de planeamento do professor de educação física relacionam a direção essencial das exigências e conteúdos programáticos com a situação pedagógica concreta. Isto implica o jogo conjunto das indicações programáticas (pré-planeamento) e das condições e ações (locais) que as prolongam e concretizam. Este ajustamento das indicações centrais à situação concreta é necessário em todas as circunstâncias, tanto mais que as condições de cada escola – e mesmo no interior da mesma escola – são bem distintas”.
Bossle (2002) parte do princípio de que planeamento se refere ao “processo de reflexão, racionalização, organização e coordenação da ação docente, que visa articular a atividade escolar e a problemática do contexto social”.
Em primeiro lugar, é importante salientar que todo o ato de planeamento exige a análise prévia das condições que lhe estão inerentes. Para além do estudo do meio, no qual a comunidade escolar está inserida, considerei importante o conhecimento das condições da própria escola e tudo o que estava diretamente envolvido com as aulas de educação física. Do mesmo modo, o núcleo de estágio, juntamente com alguns docentes, realizou um levantamento dos recursos materiais, tendo sido facultado posteriormente o inventário de todo o material.
Inicialmente, a nível mais abrangente, foi construído o plano anual. Num segundo momento, foram elaboradas as unidades didáticas (UD) referentes às modalidades que iriam ser abordadas, e, por fim, no terceiro nível de planeamento, foram elaborados os planos de aula (PA), que por vezes tiveram que ser adaptados devido às condições atmosféricas.
A elaboração destes planeamentos tinha um objetivo comum: a adequação do processo de ensino-aprendizagem às condições com que nos fomos deparando. De seguida
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encontram-se destacados os aspetos considerados mais relevantes de acordo com as diferentes fases do planeamento.
3.1. PLANO ANUAL
Segundo Bento, A. (2003), “a elaboração do plano anual constitui o primeiro passo do planeamento e preparação do ensino e traduz, sobretudo, uma compreensão e domínio aprofundado dos objetivos de desenvolvimento da personalidade, bem como reflexão e noções acerca da organização correspondente do ensino no decurso de um ano letivo.” O autor carateriza ainda o plano anual como um plano de perspetiva global, que procura situar e concretizar o programa de ensino no local e nas pessoas envolvidas, ou seja, “trata-se de traçar e realizar um plano global, integral e realista de intervenção educativa para um período lato de tempo”, a partir do qual “se definem e estipulam pontos e momentos nucleares, e acentuações do conteúdo”.
O plano anual (anexo I) é assim considerado como a unidade estrutural do processo de ensino-aprendizagem que será desenvolvido durante todo o ano letivo. Este documento revela-se fundamental a níveis de apoio e orientação ao professor, uma vez que é nele que o professor tem definidas as linhas gerais orientadoras do processo ensino-aprendizagem da(s) respetivas(s) turma(s) e estabelece uma sequência lógica de atuação.
3.2. UNIDADES DIDÁTICAS
Bento, J. (1992), refere que “de acordo com as indicações do programa, o plano anual subdivide-se em períodos, com diferentes unidades de matéria”. É neste âmbito, de abordagem de diferentes matérias e em períodos específicos, que surge a elaboração das diversas unidades didáticas. O autor afirma ainda que estes documentos são partes essenciais do programa de uma disciplina, dado constituírem unidades fundamentais e integrais do processo pedagógico e apresentarem ao professor e alunos as diversas etapas de ensino e aprendizagem.
Em relação às metodologias previstas para a abordagem dos conteúdos das UD, a revisão dos conteúdos abordados, o questionamento como método de ensino, a utilização de aquecimentos lúdicos (andebol) e específicos (natação), a utilização constante de feedbacks individuais e para a turma, a colocação do professor de modo a poder avaliar e controlar a turma, a utilização de progressões pedagógicas com o objetivo de simplificar a aprendizagem evitando assim a frustração e desmotivação,
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disponibilizar documentos de apoios aos alunos, utilizar os alunos como agentes de ensino, manipulação e organização do material didático pelo professor e a revisão dos conteúdos abordados no final de cada aula.
No início de cada período, utilizei a primeira e, se necessário, a segunda aula para proceder à avaliação diagnóstica. Com esta avaliação verifiquei o nível geral da turma e, principalmente, o nível em que se encontravam os alunos, para poder reajustar a UD, os seus objetivos, as estratégias e a estruturação dos conteúdos. Com essa finalidade, elaborei individualmente uma grelha de avaliação diagnóstica (anexo II), estruturada de maneira a que conseguisse obter uma avaliação o mais rigorosa e completa possível. No que respeita à avaliação formativa (anexo IV), a que os alunos vão sendo sujeitos ao longo de toda a UD, penso que tem um papel importante, não só no acompanhamento ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem, como nos permite fazer o ponto da situação das aulas, ou seja, possibilita ao professor fazer reajustes nas diferentes estratégias utilizadas ao longo de toda a UD.
De acordo com Ribeiro, A. (1990), “a avaliação formativa acompanha todo o processo de ensino-aprendizagem, identificando aprendizagens bem-sucedidas e as que levantaram dificuldades, para que se possa dar remédio a estas últimas e conduzir a generalidade dos alunos à proficiência desejada e ao sucesso nas tarefas que realizam.” Para esta avaliação, foram recolhidas informações a nível do domínio sócio afetivo, realizado de uma forma direta. Nas UD optei por entregar aos alunos alguns relatórios de aulas, tendo criado um modelo individual, o qual entregava no início de cada aula aos alunos que não as iriam realizar nesse dia.
Como último patamar da avaliação, realizada na(s) última(s) aula(s) no final de cada UD, encontra-se a avaliação sumativa (anexo III). Para esta avaliação utilizei, em todas as UD, a mesma grelha que utilizei para a avaliação diagnóstica, de maneira a poder avaliar os alunos, no seu domínio psicomotor, com o maior rigor e possibilitar verificar a sua evolução ao longo da UD, comparando os resultados com as restantes avaliações. Também fez parte desta avaliação a realização de testes sumativos, para poder observar o nível de conhecimento teórico dos alunos de acordo com a UD abordada.
As principais dificuldades que tive, subjacente ao ato de avaliar, surgiram à partida com a quantidade de parâmetros de avaliação que eram muitos em relação ao pouco tempo disponível. Contudo, mostra-se uma tarefa difícil a quantidade de comportamentos técnicos e/ou táticos em cada aluno, numa ou duas aulas de noventa minutos para turmas com cerca de vinte a trinta alunos.
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A avaliação das modalidades coletivas e individuais comportam diferenças significativas a vários níveis, sendo que na UD de natação senti mais facilidade em avaliar, pois os exercícios são técnicos e na sua organização permitia poder avaliar sem grandes dificuldades. Na UD de andebol, a nível tático, por vezes demonstrou coincidir com uma tarefa delicada, dado que os alunos, nalguns casos, não se conseguiam fazer sentir nos jogos, pela razão de não terem a posse de bola ou dos alunos mais evoluídos sobreporem-se aos menos evoluídos, resultando assim na dificuldade em poder avaliar esses alunos.
Quanto à nota final de período, segui os critérios de avaliação definidos pela escola, respeitando as percentagens atribuídas a cada domínio, de forma a obter a classificação final do aluno.
3.3. PLANO DE AULA
O plano de aula (PA), embora esteja inserido no patamar mais baixo de planeamento, não significa que se trate de um documento de menor importância, exigindo por isso grande dedicação nos momentos de sua elaboração. Bento (2003, p. 164) define-o como o “elo final da cadeia de planeamento do ensino do professor”. No entanto, este apenas é coerente quando articulado com as restantes escalas de planeamento. “Com o planeamento da unidade temática dão-se os primeiros passos para a preparação da aula. (…) Se as aulas forem preparadas sem ter em devida conta todo o quadro do planeamento e análise do ensino, ficarão por explorar muitas das potencialidades educativas e formativas de uma disciplina”.
3.3.1. ESTRURURA DO PA
Neste parâmetro nunca tive grandes dificuldades, utilizando uma estrutura de PA (anexo V), adquirido ao longo do meu percurso na UTAD, com o qual sempre me identifiquei. Assim sendo, as primeiras reuniões, com a nossa orientadora, ocorridas após as primeiras aulas, tiveram um papel essencial para o aperfeiçoamento neste campo. Em relação à estrutura do PA, sempre esteve de acordo com os seus ideais, mas de acordo com a informação, a nível de contexto e critérios de êxito, dos objetivos operacionais, ajudou-nos no esclarecimento de dúvidas e alguns conselhos, tendo como base a simplicidade e a qualidade de informação. Outra ajuda importante foi a descrição nas estratégias/controlo dos PA, havendo, por vezes, algumas correções a nível ortográfico e
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linguagem, que corrigidos facilitavam a compreensão do PA. Ao fim de alguns PA, já não foram necessárias correções, estando estes sempre de acordo com as UD.
A adaptação às aulas e respetivos PA foi um marco no meu estágio, devido ao facto dos espaços da escola serem limitados. Ao longo da UD de andebol tive disponível o campo exterior que, derivado do mau tempo que se fez sentir no primeiro período, tive a necessidade de adaptar as aulas para o ginásio da escola, sendo este um espaço reduzido, com pouca altura e muito limitado para a modalidade. Essas adaptações foram sempre realizadas com alguma reflexão e calma, tendo sempre cumprido os objetivos propostos inicialmente, nunca havendo a necessidade de reestruturar os conteúdos da UD.
3.4. PRÁTICAS DE ENSINO SUPERVISIONADAS 3.4.1. INSTRUMENTOS
A observação é uma capacidade essencial a qualquer professor. Foi tão importante na análise e avaliação das prestações dos alunos, como na própria atividade do professor. Foi através da observação que pudemos identificar desempenhos menos eficazes e assim melhorar nessa atividade (Aranha, 2007).
Em todas estas aulas utilizamos um registo anedótico (anexo VI) com o intuito de registar todos os momentos da aula, em ordem ao tempo. Este registo permitiu-nos perceber e constatar como o professor intervém na aula, o tempo útil da aula, o tempo de instruções, organizações e transições e o tempo de prática motora dos alunos. A cada colega de estágio foram observadas 45 aulas e 20 aulas à professora orientadora.
O instrumento utilizado para as planificações das UD e das aulas, tal como referido anteriormente, foi o planeamento anual, que nos permitiu saber o número de aulas para cada modalidade e os espaços, bem como o material disponível. Nas planificações das UD, a sequencialização de conteúdos (anexo VII) é, sem dúvida, um instrumento determinante para a estruturação das aulas e, para além desta, todas as avaliações dos alunos são ferramentas que nos permitiram perceber e identificar todo o processo de evolução do aluno ao longo do ano letivo.
Segundo Aranha (2004), estas permitem a recolha de informações necessárias para um correto desempenho. É um regulador por excelência de todo o processo ensino/aprendizagem. É a consciência do próprio sistema educativo. Estes três momentos de avaliação permitiram avaliar o aluno ao nível da assiduidade, interesse, participação, empenho e, também, em relação ao seu desempenho motor.
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3.4.2. PROCEDIMENTOS
A observação desempenha um papel fundamental na melhoria do processo de ensino aprendizagem, dando assim origem a uma mudança positiva na escola e na sua qualidade enquanto estrutura organizacional na educação (Reis, 2011). A ficha de observação foi elaborada de forma a facilitar o registo da prática pedagógica de forma eficiente e rápida, servindo como uma ferramenta de trabalho.
Após uma reunião com os núcleos de estágio e orientadoras, foram determinadas as modalidades e respetivas turmas que iriamos lecionar. Derivado de sermos três (3) estagiários no nosso núcleo, significava que um de nós iria lecionar 2 turmas de 11.º ano, enquanto os restantes ficariam entre o 11.º ano e a turma de 8.º ano. Chegando a um consenso, ficou decidido que ao longo do ano letivo teria as turmas do 11.º ano (C e B, no primeiro e segundo período, respetivamente).
Assim sendo, após a decisão, cada um de nós ficou responsável por esquematizar a sequencialização de conteúdos para as respetivas modalidades. Os conteúdos foram estruturados seguindo o programa do Ministério e algumas normas da escola, como os espaços e materiais disponível e, por último, o nível de aprendizagem em que as turmas se encontravam. Estas estruturações foram sofrendo alterações consoante os imprevistos que surgiram.
3.4.3. RELATÓRIO E AVALIAÇÃO
Segundo Alarcão, I. (2008), “o supervisor é alguém que influencia o processo de socialização, contribuindo para o alargamento da visão de ensino (para além de mera transmissão de conhecimentos), estimulando o autoconhecimento e a reflexão sobre as práticas, transmitindo conhecimentos úteis para a prática profissional”. De acordo com o referido pela autora, verifica-se que é indispensável a PES nesta fase de formação como é o estágio.
O principal foco incidiu, não só sobre os documentos elaborados pelo núcleo de estágio, mas, sobretudo, sobre a prática de lecionar as aulas. Todas as aulas lecionadas pelos estagiários foram supervisionadas pela nossa orientadora, tendo sido realizada semanalmente, no final de cada aula ou mesmo durante a aula, uma reflexão conjunta sobre a mesma, alguns aspetos a melhorar ou mesmo sugestões e estratégias. Nestas análises em grupo, eram transmitidos aos estagiários inúmeros feedbacks por parte da orientadora, discutidas situações e dadas sugestões contribuindo assim para a evolução ao longo do ano.
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Por outro lado, tanto a observação realizada aos meus colegas estagiários e à minha orientadora, bem como muitas aulas que assisti por parte de outros docentes da escola, serviram em todos os momentos para melhorar e vivenciar aspetos importantes num futuro profissional. De acordo com a observação aos meus colegas, serviu para assistir à abordagem a outras UD, envolvendo modalidades diferentes às que lecionei, o que serviu para observar e aumentar o conhecimento, bem como observar estratégias, adaptações e progressões que possam contribuir para a realização de futuras UD.
A importância da PES prende-se com a qualidade da supervisão, esta que se encontra “relacionada com a capacidade para gerar dinâmicas e processos de crescimento profissional centrados nos próprios alunos” e do núcleo de estágio, “operacionalizados através de uma atitude reflexiva, questionadora e analítica da ação docente, perspetivada como fonte de conhecimento, devidamente sustentada pelo conhecimentos teórico em que cada aluno, professor em gestação, vai construindo a sua identidade profissional” (Alarcão, I. 2008).
4. ESTUDO DE TURMA 4.1. INTRODUÇÃO
Uma turma é constituída por um conjunto de alunos diferentes entre si. O estudo de turma permite identificar as particularidades de cada aluno, desde as questões familiares, culturais, psicológicas até às sociais. Deste modo, assume uma importância muito grande na intervenção junto dos alunos, especialmente nas questões relacionadas com a direção de turma e com a componente letiva.
Através deste estudo, pode-se observar aspetos que permitem conhecer melhor os alunos, as relações entre os pares da turma, as suas preferências e aqueles com quem os alunos não são muito próximos. Com os dados recolhidos, pode-se delimitar estratégias e decisões para a lecionação, com o objetivo de melhorar o processo de ensino-aprendizagem e obter o sucesso dos alunos, garantido a igualdade de oportunidades, a diferenciação e a inclusão de todos.
Com o intuito de atingir os objetivos propostos para este trabalho, é feita, inicialmente uma explicação da metodologia utilizada, a caracterização da turma e constituição familiar, encarregado de educação, saúde e suas rotinas do dia-a-dia, disciplinas que mais e menos gostam, importância das aulas de educação física e estudo sociométrico. Posteriormente haverá apresentação dos dados, discussão e uma breve consideração final de todos os dados recolhidos.
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4.2. METODOLOGIA 4.2.1. AMOSTRA
A amostra deste estudo foi retirada da turma C do 11.º ano de escolaridade, da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real, que no presente ano letivo 20123/2014 frequenta a disciplina de Educação Física.
4.2.2. INSTRUMENTO
Para a realização deste estudo elaborou-se um questionário de caracterização individual do aluno (anexo VIII), visando um conjunto de parâmetros considerados relevantes para um melhor conhecimento individual dos alunos. As perguntas são de resposta fechada de modo a evitar ambiguidade de respostas. A ficha contemplou diferentes áreas:
Dados biográficos do aluno e do encarregado de educação; Constituição do agregado familiar;
Escola e disciplinas;
Saúde e hábitos alimentares;
Transporte para a escola e tempo de deslocação; Hábitos do dia-a-dia;
Caracterização desportiva;
Disciplina de educação física e modalidades; Tempos livres;
Conhecer as relações interpessoais da turma.
4.2.3. PROCEDIMENTO
A ficha foi distribuída e preenchida no dia 4 de outubro pelas 16:45h no campo exterior da escola. Sempre que surgiram dúvidas estas foram esclarecidas pelo professor estagiário. Após a recolha dos dados, os mesmos foram analisados e tratados estatisticamente de forma descritiva, através da média e da frequência de respostas a cada questão. Todas as respostas em branco contam como “0” de maneira a não alterar as médias obtidas e alteração de dados concretos.
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52% 48%
Raparigas Rapazes
Tabela 1 – Tempo médio diário e situação dos pais
0 2 4 6 8 10 FILOSOFIA BIOLOGIA PORTUGUÊS MATEMÁTICA ED FÍSICA INGLÊS 0 1 2 3 4 5 PORTUGUÊS MATEMÁTICA INGLÊS FILOSOFIA FÍSICA QUÍMICA BIOLOGIA 4.3. APRESENTAÇÃO DE DADOS 4.3.1. CONSTITUIÇÃO DA TURMA
A turma é constituída por 21 alunos (gráfico 1), 11 do sexo feminino e 10 alunos do sexo masculino.
4.3.2. SITUAÇÃO DO AGREGADO
A tabela 1 mostra-nos que 6 horas e 54 minutos é a média diária que os alunos convivem com os pais, variando entre 2 e 12 horas. Regista-se apenas um aluno que tem os pais separados, com a grande maioria a ter os pais juntos.
4.3.3. ESCOLA
DISCIPLINAS
As disciplinas preferidas pelos alunos são a educação física e a biologia, como podemos verificar no gráfico 2. No gráfico 3, a físico-química e a matemática, bem como o inglês e o português encontram-se como as disciplinas que os alunos menos gostam.
De acordo com os objetivos de estudo, como mostra o gráfico 13, a turma na sua totalidade refere que tem como objetivo chegar ao ensino superior.
4.3.4. SAÚDE
Os gráficos 4 e 5 mostram que todos os alunos da turma não tomam medicação nem apresentam qualquer problema que impeçam a prática das aulas de educação física.
Tempo médio diário
Mínimo Máximo
2h 12h
Média
6,904761905 = 6h 54 min.
Situação dos pais
Juntos Separados
20 1
Gráfico 1 - Constituição da turma
13 0 10 20 30 SIM NÃO 0 10 20 30 SIM NÃO 0 5 10 15 20 NENHUM POUCO ALGUM MUITO 0 2 4 6 8 NENHUM POUCO ALGUM MUITO 0 5 10 15 CORFEBOL GINÁSTICA BASQUETEBOL ATLETISMO ANDEBOL BADMINGTON VOLEIBOL NATAÇÃO FUTSAL 0 5 10 15 CORFEBOL GINÁSTICA BASQUETEBOL ATLETISMO ANDEBOL BADMINGTON VOLEIBOL NATAÇÃO FUTSAL 4.3.5. CARACTERIZAÇÃO DESPORTIVA INTERESSE PELA EF E DE
Após a obtenção de dados verifica-se que as aulas de educação física (EF) têm muito interesse por parte dos alunos da turma (gráfico 6). Em relação ao desporto escolar (DE) divide-se entre muito, algum e pouco interesse pelos alunos (gráfico 7).
MODALIDADES
De acordo com o gráfico 8, podemos concluir que voleibol, natação, andebol e futsal, são as modalidades preferidas dos alunos. Já corfebol e ginástica, pelo contrário, são as modalidades menos populares por parte da turma (gráfico 9). Nas modalidades que os alunos têm maiores dificuldades (gráfico 10) destacam-se a ginástica, corfebol e o andebol, esta última modalidade abordada.
Gráfico 5 - Alunos com medicação Gráfico 4 - Alunos com problemas na prática
Gráfico 7 - Interesse pela EF Gráfico 6 - Interesse pelo DE
14 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 GINÁSTICA CORFEBOL ANDEBOL NATAÇÃO BADMINGTON BASQUETEBOL ATLETISMO VOLEIBOL FUTSAL 0 2 4 6 8 10 12
INSUFICIENTES ADEQUADOS MUITO BONS EXCELENTES
28% 18% 18% 9% 9% 9% 9% Badmington Jogo do mata Ginástica Pavilhão Dodgeball Jogos tradicionais Ténis de mesa Condição Física
ESPAÇOS DESPORTIVOS DA ESCOLA
Relativamente ao gráfico 11, podemos observar que a grande maioria da turma refere que os espaços desportivos da escola são adequados ou insuficientes, o que leva a ponderar as estratégias para as aulas.
4.3.6. SUGESTÕES DESPORTIVAS
A escola, não possuindo campo indoor, leva a que, em dias que as condições meteorológicas não sejam as mais favoráveis, se tenha que adaptar as aulas para um espaço diferente e curto como é o caso do pequeno pavilhão da escola. Com isto, as sugestões de atividades dos alunos, destaca-se o badmington. A ginástica e o jogo do mata surgem em segundo plano como outras atividades que os alunos gostariam de praticar nos dias de mau tempo (gráfico 12).
Gráfico 10 - Modalidades com mais dificuldades
Gráfico 11 - Classificação dos espaços
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4.4. CONCLUSÃO
De acordo com a caracterização da turma, conclui-se que é homogénea e que poderei dividir a turma em variados grupos, podendo optar por mistos e do mesmo sexo, dependendo dos objetivos operacionais e da sua complexidade.
O que se observa de modo geral, a partir de respostas dos docentes, é que num primeiro momento há um bloqueio por parte dos rapazes em aceitar praticar atividades junto das raparigas. Os rapazes que não demonstram habilidades motoras que satisfaçam ao grupo também são discriminados. No entanto, existe uma tolerância maior por parte dos rapazes aos erros destes do que aos erros das raparigas. Assim, verifica-se a existência de uma predisposição em não aceitar a participação feminina, devido a uma determinação histórica da falta de habilidade, que desaparece parcialmente quando estas demonstram alguma habilidade motora (Abreu 1991).
Em relação aos encarregados de educação, são constituídos por pai ou mãe. De acordo com as habilitações académicas, a maior percentagem tem um curso do ensino superior. O ensino secundário também tem uma percentagem significativa. Relativamente à situação profissional, a maioria encontra-se, atualmente, efetivo no seu emprego. Entre 3 e 4 pessoas constituem o agregado de quase toda a turma. Além de tudo, a média diária de tempo encontrada, que os alunos passam com os pais, foi de cerca 6h, variando entre 2 a 12 horas. Os pais têm um papel determinante na vida dos seus filhos, nomeadamente, no âmbito escolar.
Na perspetiva de Vygotskiy (1984), a educação recebida, na escola e na sociedade cumpre um papel primordial na constituição dos sujeitos; a atitude dos pais e as suas práticas de criação e educação são aspetos que interferem no desenvolvimento individual e, consequentemente, no comportamento da criança na escola. A família, em consonância com a escola e vice-versa, constitui uma peça fundamental para o pleno desenvolvimento da criança e, consequentemente, demonstra ser um pilar imprescindível no desempenho escolar.
De acordo com as disciplinas preferidas pelos alunos, destacam-se a educação física e a biologia. A físico-química e a matemática, bem como o inglês e o português, encontram-se como as disciplinas que os alunos menos gostam. Com isto, derivado ao interesse da disciplina por parte dos alunos e optando por realizar aulas mais lúdicas e de interação da turma, resultará numa maior motivação e, por conseguinte, empenho por parte da turma, o que levará a um bom decorrer das aulas de educação física.
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Com esta análise de dados, tanto a nível de disciplinas favoritas, bem como problemas de saúde, possuirei todas as condições para um bom funcionamento das aulas e poderei organizar as aulas para a turma na sua totalidade, não havendo, para já, nenhum aluno que esteja impossibilitado para a prática das aulas.
No que respeita à alimentação e às refeições que os alunos fazem ao longo do dia, a turma na sua totalidade, faz as 3 principais refeições diárias, nomeadamente pequeno-almoço, almoço e jantar. Freitas (2002) afirma que “a alimentação influi em nossa disposição, em nosso estado emocional e até nossa inteligência”. Todo esse contexto pode prejudicar o interesse dos alunos em frequentar a escola, apresentando baixo rendimento, irritabilidade, agitação, stresse, entre muitos outros sintomas.
A nutrição é importante para manter a saúde e prevenir as doenças. Os distúrbios causados por défice nutricional ou consumo de refeições fracas estão entre as causas de doenças e morte; deste modo, uma alimentação inadequada, sem as necessidades nutricionais, interfere na disposição física e mental das crianças e jovens, perturbando as suas atividades e o seu desenvolvimento. Uma pessoa mal alimentada torna-se “fraca, irritadiça, desanimada, sem vontade de trabalhar e realizar atividades que dependam de esforço muscular e intelectual” (Salgado, 2005).
Além de uma alimentação apropriada, o descanso e o número de horas de sono contribuem, de certo modo, para um rendimento melhor, tanto a nível de concentração, como a nível emocional. Apesar de alguns alunos não terem preenchido, é possível presenciar que os alunos se deitam a uma hora pertinente, entre as 22:00 e as 00:00, o que origina a dormirem um número de horas adequado para um bom descanso diário. Não menos importante, de acordo com os hábitos de tabagismo, drogas e álcool, a turma apresenta resultados positivos. Verifica-se que nenhum dos alunos fuma regularmente. A turma ramifica-se nos parâmetros de não fumarem e nunca terem experimentado. Acerca da caracterização desportiva da turma, metade afirma que praticou desporto federado, na qual, apenas 24% da turma, atualmente, pratica. A nível de anos de prática e modalidades respetivas, havendo alunos que não preencheram mas considerando os dados recebidos, apurou-se uma média de 6 anos e 9 meses, sendo o futebol e o basquetebol as modalidades mais praticadas pelos alunos que passaram pelo desporto federado. Por outro lado, a maioria da turma nunca praticou DE. Contudo, futebol, voleibol, natação e basquetebol são as modalidades que mais interesse desencadeia aos alunos para a prática do DE.
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Confirmando e relacionando-se com o facto de a educação física ser uma das disciplinas favoritas da turma, verificou-se que as aulas da disciplina têm muito interesse por parte dos alunos. Já em relação ao DE, os interesses dividem-se entre muito, algum e pouco interesse pela turma.
Relativamente às modalidades, voleibol, natação, andebol e futsal são as modalidades preferidas pelos alunos. Já corfebol e ginástica, pelo contrário, são as modalidades menos populares por parte da turma. Nas modalidades que os alunos têm maiores dificuldades destacam-se a ginástica, corfebol e o andebol.
Januário (1995) afirma, relativamente à educação física, que constitui um apoio pedagógico acrescido em relação ao processo natural de maturação e de desenvolvimento físico.
De acordo com Marmeleira e Gomes (2007) referem que a educação física possui objetivos a curto e a longo prazo. A curto prazo, procura aumentar os níveis de atividade física dos alunos através dos conteúdos práticos abordados nas aulas e através do estímulo de opções de tempos livres. A longo prazo, a educação física tem como objetivo promover a adoção de estilos de vida saudáveis. A aprendizagem dos desportos é um dos objetivos mais importantes da educação física, uma vez que ajuda o jovem a descobrir a variedade e a riqueza de movimentos que o seu corpo lhe possibilita. Os mesmos autores referem ainda que a motivação para as aulas de educação física é um dos fatores psicológicos fundamentais no sucesso dos alunos. Se o sucesso na atividade é baseado no esforço pessoal e perceção da tarefa, então está presente a motivação intrínseca. Em contraste, se a aula for orientada enfatizando a performance estão presentes fatores externos, ou seja motivação extrínseca, o que leva mais facilmente à desmotivação. O interesse pelas aulas de educação física diminui gradualmente com o aumento da idade. Referem, ainda, que esta diminuição é mais visível no sexo feminino do que no sexo masculino, visto que as raparigas são menos ativas que os rapazes. Mendes (2011) concluiu que os alunos possuem um nível de motivação elevado para as aulas de educação física. Este estudo refere que não existem diferenças de motivação para as aulas de educação física entre os sexos. O autor refere que a motivação influencia a intensidade percecionada, pois verifica que os alunos menos motivados indicam valores de intensidade de esforço superior. Estes valores de intensidade não apresentam diferenças entre os sexos.
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4.5. ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
As conclusões retiradas têm como objetivo enumerar um conjunto de soluções para os problemas encontrados, de modo a poder, posteriormente, intervir pedagogicamente com o objetivo de melhorar a prestação do aluno e da turma. Contudo, existe um conjunto de dados obtidos que vão contribuir para um melhor funcionamento das aulas. Assim sendo, as estratégias e intervenções que poderei optar são as seguintes:
Derivado ao horário, optar à sexta-feira por aulas de consolidação/domínio, pois é a ultima aula da semana e a turma vem agitada, cansada e ansiosa;
Ser criterioso no horário do término da aula, pois pode influenciar a perda dos transportes por parte dos alunos;
Poderei escolher aleatoriamente grupos/equipas, pois a turma é homogénea e demonstra ter uma boa relação;
Em exercícios mais complexos optar pela divisão de sexos, para que todos tenham sucesso na realização do exercício;
Optar por exercícios simples e de fácil explicação, visto que a turma apresenta dificuldades na modalidade a abordar;
Optar por exercícios de caráter lúdico e jogos competitivos, com vista à implementação do espirito de equipa e coesão da turma, pois a educação física sendo uma das disciplinas favoritas e de elevado interesse para os alunos, estes apresentam uma maior pré-disposição nas aulas;
Estabelecer diferentes patamares de aprendizagem e premiar o esforço, as atitudes e o empenho dos alunos, com vista à manutenção de elevados níveis de motivação;
Punição e, consequentemente, extinção de atitudes individualistas e intolerantes;
Terminar todas as aulas em jogo formal de modo a poder implementar todos os conteúdos abordados e contribuindo para o empenho e motivação da turma;
Utilizar os alunos com uma maior prática desportiva como modelos na explicação dos objetivos operacionais;
Por fim, importa salientar que esta caracterização é uma mais-valia. É um documento importante que servirá de apoio ao longo do estágio, possibilitando a aplicação de métodos mais eficientes e eficazes que vão de encontro às necessidades e potencialidades dos alunos da turma.
Este estudo permitiu dar a conhecer a turma e delimitar algumas estratégias para um melhor funcionamento das aulas.
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As finalidades da educação física incidem sobre a saúde, a aptidão física e a integração social dos alunos. Esta disciplina visa o desenvolvimento da personalidade dos alunos (Bento, 1992).
5. ATIVIDADES NA ESCOLA
A participação na realização das atividades na escola constitui-se como uma grande contribuição para a promoção do sucesso educativo, no reforço do papel de Educação Física na escola e na própria disciplina, através de uma intervenção contextualizada, cooperativa, responsável e inovadora (Matos, 2009).
O entendimento da escola, enquanto comunidade educativa, concretiza-se através de um conjunto de atividades não letivas em que o professor estagiário participou durante o ano, que permitiram reforçar o seu papel enquanto docente na escola, facilitando também a sua integração na comunidade escolar.
Ao longo deste ano letivo, o nosso núcleo de estágio participou ativamente em diversas atividades realizadas na escola e realizou várias atividades desportivas, mostrando capacidades organizativas, de cooperação e trabalho de equipa.
5.1. PROJETO “PÕE-TE A MEXER”
A participação sistemática em programas de atividade física na vida adulta é influenciada pelas experiências vividas durante a infância e a adolescência. A maioria dos jovens não tem qualquer acesso à prática de atividade física, devido a fatores económicos e, também fatores geográficos, dado que a maioria dos alunos vive na periferia, ficando, assim, dependente dos transportes escolares cujos horários não são compatíveis com as ofertas existentes de prática de atividade física e com os custos a elas associados.
A população alvo é constituída pelos alunos do 3.º ciclo da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco, nos tempos de transição entre as atividades letivas diárias. Para tal, a cada turma será atribuído, no horário, um tempo determinado.
Para este projeto fazem parte os docentes da escola das disciplinas de educação física, incluindo o nosso núcleo de estágio, filosofia, psicologia, biologia, física e química. Os principais objetivos deste projeto são:
1. Contribuir para a promoção do sucesso escolar;
2. Combater a obesidade, através do desenvolvimento de programas pré-desportivos;
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3. Sensibilizar os alunos para uma alimentação e estilos de vida saudáveis; 4. Envolver as famílias no acompanhamento e controlo alimentar dos alunos; 5. Promover a ocupação de tempos “mortos”, nos períodos da manhã e da tarde; 6. Incentivar a permanência dos alunos no projeto, através da sua monitorização; 7. Facultar dados de estudo às equipas de investigação de apoio ao projeto; 8. Otimizar os recursos humanos existentes;
A divulgação, dinamização e coordenação interna, bem como a dinamização das sessões e o controlo do estado físico, são da responsabilidade dos docentes do grupo disciplinar de educação física envolvidos, incluindo o nosso grupo de estágio. Utilizando todos os espaços desportivos da escola, participámos e desenvolvemos atividades no horário das terças e quintas-feiras, das 11:45 às 13:15.
As atividades desenvolvidas foram, essencialmente, tiro com arco, esgrima, escalada, uni-hóquei, kin-ball, ténis de mesa, xadrez, peteca, futsal, basquetebol e badminton.
5.2. CORTA MATO (FASE ESCOLA E CLDE)
O Corta-Mato foi realizado no dia 30 de Outubro de 2013, na Fraga da Almotolia, na cidade de Vila Real. Teve início às 10 horas e decorreu ao longo de toda a manhã. Os respetivos percursos foram delimitados tendo em conta o respetivo escalão e género. O núcleo de estágio e alguns docentes de educação física colaboraram em diversas tarefas para o melhor decorrer da atividade, desde a recolha dos alimentos, o transporte dos alunos, a distribuição dos respetivos dorsais, orientar os alunos para as suas provas, manter os alunos em segurança e providenciar a devida alimentação no final das respetivas provas e no retorno dos alunos à escola.
A atividade decorreu sem quaisquer contratempos nem problemas, estando um bom clima para a prática desportiva e verificando-se alguns resultados positivos, sucedendo-se qualificações para a fasucedendo-se sucedendo-seguinte. No final, sucedendo-seguiu-sucedendo-se um almoço e convívio entre todos os professores e alunos que participaram na atividade.
A fase CLDE realizou-se no dia 5 de Fevereiro de 2014, no Natur Waterpark, na cidade de Vila Real. Esta atividade destinou-se aos alunos pertencentes às escolas de todo o distrito de Vila Real, que se apuraram na fase escolar.
Esta atividade teve início por volta das 9 horas e 30 minutos e decorreu ao longo de toda a manhã. As provas foram organizadas, mantendo a mesma estrutura da fase escolar, sendo o percurso modificado consoante o escalão e o género.
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Mais uma vez, o núcleo de estágio e alguns docentes de educação física, incluindo a nossa orientadora, contribuíram nas diversas tarefas para o melhor decorrer da atividade, conforme na fase escolar.
Não se registando quaisquer adversidades, com todos os objetivos propostos cumpridos, as provas decorreram sem grandes perdas de tempo e num ambiente de grande entusiasmo por parte de todos os envolvidos. Terminada toda a logística da atividade, seguiu-se um almoço de convívio no refeitório da escola entre todos os professores e os alunos participantes da mesma.
5.3. MEGAS (SPRINT, QUILÓMETRO E SALTO)
No dia 10 de março de 2014, realizaram-se no complexo desportivo da UTAD, as provas do Megas. Esta atividade destinou-se aos alunos pertencentes às escolas de todo o distrito de Vila Real.
Os megas tiveram início por volta das 9 horas e 30 minutos e decorreu ao longo de toda a manhã. As diferentes provas foram organizadas por escalões etários, dividindo os alunos de acordo com o seu escalão e participando na prova que se tinham inscrito. As provas megasprint e megasalto foram as primeiras a ser realizadas, começando pelos escalões mais jovens, seguindo-se por ordem crescente. De seguida foi realizado o megaquilómetro, começando pelos escalões mais jovens. No fim, foram realizadas as finais de cada escalão na prova megasprint.
O núcleo de estágio esteve presente colaborando na organização da atividade com alguns docentes da escola.
As tarefas realizadas incidiram sobre a distribuição dos dorsais com o respetivo número aos alunos da escola, o acompanhamento de todos os alunos desde o transporte da escola e para as suas provas, a alimentação após as provas, o registo fotográfico dos alunos ao longo das provas e a necessidade de manter todos em segurança.
A atividade decorreu sem nenhum problema, com todos os objetivos propostos cumpridos e as provas foram-se sucedendo sem grandes perdas de tempo e num clima de grande entusiasmo por parte dos alunos. De salientar uma aluna que se apurou para os nacionais na prova do megasprint.
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5.4. CAMPO DE FÉRIAS NA ESCCB
O campo de férias da escola decorreu ao longo do período de férias da páscoa, para um total de 50 alunos, onde se incluíram atividades desportivas diversificadas.
No primeiro dia realizou-se um torneio de boccia, onde participei na marcação dos campos, na organização das equipas e fui responsável pela arbitragem e pontuação de um dos campos.
No dia 11 de Abril realizaram-se várias atividades desportivas, organizadas por estações, envolvendo tiro com arco, escalada, uni-hóquei, kin-ball e esgrima. Teve como objetivo promover valores culturais, sociais e desportivos, a integração social, e diferentes vivências, através de múltiplas atividades. Fiquei inserido, juntamente com outro docente, na estação de escalada, transmitindo alguns feedbacks aos alunos e fazendo a respetiva segurança. Esta atividade decorreu ao longo de toda a manhã, tendo participado na organização das estações e na arrumação no final.
5.5. PEDDY PAPER
O Peddy Paper realizou-se no dia 17 de março de 2014. Nesta atividade os alunos realizaram diferentes percursos em torno da escola, abordando diversas disciplinas, incluindo a educação física. Teve início por volta das 14 horas e decorreu ao longo de toda a tarde. A atividade foi organizada em diversos grupos de quatro elementos. As equipas participantes abrangiam alunos desde o ensino básico até ao ensino secundário. Cada equipa tinha como objetivo atingir a pontuação máxima nas diferentes estações. Nas estações desportivas, distribuídas no campo central, tinham como objetivo marcar um golo, conduzir uma bola com um stick de hóquei e acertar num alvo, encestar numa tabela de basquetebol e acertar no bastidor do tiro com arco. Cada elemento da equipa só podia realizar uma vez cada tarefa.
Esta atividade contou com a presença dos dois núcleos de estágio, na qual participámos na organização das estações, onde fiquei incluído na estação do tiro com arco, cuidando da segurança, instrução da técnica e recolha das flexas.
5.6. TORNEIO TRIBOL
Esta atividade realizou-se no dia 26 de fevereiro de 2014, organizada pelo outro núcleo de estágio. A atividade teve início por volta das 14h e decorreu ao longo de toda a tarde. O objetivo concentrava-se nas equipas do 3.º ciclo e secundário, competirem nas modalidades de futsal, basquetebol e voleibol, de maneira a atingir a maior pontuação
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possível. Os jogos tinham a duração de 10 minutos, começando ao mesmo tempo e estando divididos pelos recintos desportivos da escola.
A minha participação nesta atividade esteve em torno da ajuda na organização e responsabilidade na arbitragem da modalidade de voleibol. Terminada toda a logística da atividade, deu-se a entrega de prémios aos vencedores.
5.7. VIAGEM À CANTÁBRIA (ESPANHA)
A viagem a Espanha, organizada pelas disciplinas de geografia e inglês, foi destinada a 35 alunos do 7º e 8º ano de escolaridade, aprovada em conselho pedagógico, considerada como importante para o enriquecimento dos saberes dos alunos. Dado ainda existirem lugares, alguns encarregados de educação também participaram nesta viagem, acompanhando alunos e professores, sendo uma forma de estes se aproximarem da escola e de se envolverem na educação dos alunos fora do quadro familiar. Esta viagem decorreu entre os dias 5 e 8 de Março de 2014, tendo sido a sua concentração pelas 6 horas da manha e, posteriormente, chegada pelas 21 horas do dia 8 de março.
Ao longo desta viagem, ficamos alojados num hotel em Suances, tendo-se, diariamente, realizado diversas atividades, entre as quais se destacam uma viagem de teleférico e respetiva subida até ao Mirador del Cable, situada nos Picos da Europa a 1850 metros de altura. A visita a Cabarceno, parque natural que remete para uma grande diversidade de animais, de todas as partes do mundo, bem como espécies botânicas e minerais, também foi um marco desta viagem. Variadas viagens e visitas a aldeias antigas e tradicionais, bem como a algumas falésias, praias e península, fizeram desta viagem um grande marco do meu estágio, que me fez integrar ainda mais com os alunos da escola e de conviver com outros professores de diversas disciplinas da escola.
5.8. MEDIATECA
A mediateca é um espaço da escola de interação para os alunos, onde se podem realizar leituras/estudo, bem como jogos e acesso à internet. Foi nesta sala, que em muitos tempos livres passei, com a companhia de alguns docentes, em interação com diversos alunos da escola, que se encontravam em horário livre. Este espaço serviu para criar laços dentro do recinto, cujo resultado se refletiu numa relação mútua de respeito, alegria e diversão demostrado ao longo do ano, na qual realizei diversos torneios de jogos.
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5.9. ENCONTRO DE EMRC
No dia 19 de Maio de 2014 realizou-se o encontro da disciplina de Educação Moral na cidade de Vila Pouca, onde estiveram presentes diversas escolas do distrito e um total de 2000 alunos. Esta atividade teve a duração de todo o dia, contando com uma concentração na parte da manhã, seguindo-se o almoço. Na parte de tarde, no complexo desportivo de Vila Pouca, realizaram-se diversas atividades como determinados desportos radicais, passeio a cavalo, touro mecânico, insufláveis, concertos, demonstrações de artes marciais, aulas de aeróbica e jogos de futebol.
A minha função neste dia foi de ajudar na organização dos alunos e acompanhar em todos os momentos de deslocação até à chegada à escola. Ao longo da atividade interagi frequentemente com os alunos, tendo por várias vezes participado nas atividades.
Mais uma vez, sem quaisquer pontos negativos a registar, houve total interação entre professores e alunos, resultando num ambiente de muita diversão e alegria.
5.10. ATIVIDADE DO PROGRAMA COMENIUS
O Programa Comenius visa melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia da educação, desde o ensino pré-escolar até ao ensino secundário, bem como dos estabelecimentos e organizações que oferecem esses mesmos níveis de ensino, de modo a atingir todos os intervenientes e agentes da atividade educativa.
No dia 8 de novembro de 2013 realizou-se na escola a receção aos alunos provenientes de vários países da europa. A nossa participação nesta atividade centrou-se na organização de jogos populares, orientação das equipas, algumas demonstrações e a participação, dos elementos do núcleo de estágio, nas competições que se realizaram. Esta atividade serviu, sobretudo, para interagir com alunos de outros países, envolvendo diversas línguas e, obviamente com alguns alunos da escola e docentes. No final realizou-se um magusto entre todos os participantes.
5.11. OUTRAS ATIVIDADES
Ao longo do estágio, além das atividades acima descritas, houve ainda outras atividades em que participámos e ajudámos na sua organização, desde o desporto escolar de ténis de mesa a alguns acompanhamentos de turma a locais de visita dentro de Vila Real, mas, principalmente, destaca-se a organizada pelo núcleo de estágio.
Esta atividade foi titulada como “o dia radical”, que não chegou a ser realizada derivado das más condições atmosféricas que se fizeram sentir ao longo da semana que fora
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planeada. Porém a atividade contava com cerca de 250 alunos inscritos, desde o 3.º ciclo e secundário. O local seria no regimento de infantaria 13 de Vila Real que, juntamente com a escola, ajudaria nas atividades organizadas, bem como o acompanhamento dos alunos. Estava previsto realizar ao longo da manhã provas de orientação com equipas de 4 a 5 elementos, num percurso que teria a duração prevista de 45 minutos a 1 hora. De tarde, realizar-se-ia escalada e rapel, numa torre. Simultaneamente, visitas guiadas pelo regimento e diversas apresentações seriam realizadas, ocupando toda a tarde. Com alguma frustração, derivado do trabalho envolvendo burocracias desde a escola até ao regimento, toda a logística e a organização das atividades e todo um bom trabalho realizado pelo nosso núcleo em conjunto com alguns docentes da escola, a atividade foi cancelada.
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CAPÍTULO II – AÇÃO DE FORMAÇÃO
SUPORTE BÁSICO DE VIDA: SITUAÇÕES NO CONTEXTO ESCOLAR
1. INTRODUÇÃO
Diariamente ocorrem situações inesperadas e todos os indivíduos estão suscetíveis de serem socorristas ou socorridos, portanto prestar auxílio implica compreender a necessidade de chamar ajuda qualificada e prestar socorro até à chegada dos meios de ajuda diferenciada.
Nesta partilha de responsabilidades cada cidadão deve ser um participante ativo da sua segurança e da segurança coletiva. (…) Cada um de nós tem o dever cívico de desenvolver uma verdadeira apetência de preparação face ao perigo (Martins, 2004). Desde os primórdios da existência do ser humano é conhecido o seu forte sentimento de solidariedade que proporciona as pessoas a serem voluntárias nos momentos de necessidade. Qualquer pessoa poderá ser surpreendida por acidentes ou doenças súbitas que envolvam a integridade física de alunos, colegas de trabalho ou até mesmo desconhecidos.
“Cuidar, tomar conta da vida está na origem de todas as culturas. (…) É à volta desta imperiosa necessidade de tomar conta da vida, ou seja, de fazer o indispensável para que a vida continue, que nasceram e se desenvolveram todas as maneiras das quais geraram crenças e modos de organização social.” (Collière, 2003).
Para Rodrígues et al. (2007) a saúde e a educação são inseparáveis e necessitam uma da outra, uma vez que para se ter educação depende-se da saúde, bem como, só se obtém a saúde através de uma boa educação.
De acordo com Deliberato (2002), a educação básica é o ponto de partida para a prevenção de acidentes (…) é a população adulta que deve ser inicialmente instruída se desejamos diminuir a ocorrência de acidentes domésticos, escolares, no trabalho ou na comunidade.
A prática educativa na saúde não é uma preocupação atual. Na Europa, desde o século XIX, eram adotadas medidas de higiene e controle de doenças utilizando a educação em saúde. Porém, apesar da educação em saúde ser antiga, a sua ação ainda demonstra alguma debilidade devido à pouca importância que concedem (Fioruc et al., 2010). A promoção da saúde concretiza-se pela educação, entendida por Polit (2004) como “o pleno desenvolvimento das capacidades dos indivíduos e dos grupos (afetivas, cognitivas, motoras, sensoriais) com vista à aquisição de competências sociais para que possam relacionar-se positivamente com o meio”.