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INSTITUTO CIBER ESPACIAL - ICIBE

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Academic year: 2021

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LAUDOS 2018

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ÍNDICE

I. IDENTIFICAÇÃO DO ÓRGÃO... 003

II. PROFISSIONAL COMPETENTE PARA REALIZAR A AVALIAÇÃO... 003

III. INTRODUÇÃO... 003

IV. OBJETIVO... 004

V. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL... 004

VI. DEFINIÇÕES GERAIS... 008

VII. VALORES DOS ADICIONAIS OCUPACIONAIS E DA GRATIFICAÇÃO POR TRABALHOS COM RAIOS-X OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS... 011

VIII. SUSPENSÃO DO PAGAMENTO DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE, IRRADIAÇÃO IONIZANTE E DA GRATIFICAÇÃO POR TRABALHOS COM RAIO-X OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS... 012

IX. METODOLOGIA E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO AMBIENTAL... 012

ICIBE

Laudo nº 049-2018-BEL - LABORATÓRIO DE FENÔMENO DE TRANSPORTE DE ENERGIA OU MULTIUSO 01

Laudo nº 050-2018-BEL - LABORATÓRIO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS OU LABORATÓRIO MULTIUSO 02

Laudo nº 051-2018-BEL - GABINETE DOS PROFESSORES - ICIBE

Laudo nº 052-2018-BEL - DIRETORIA E SECRETARIA ADMINISTRATIVA Laudo nº 053-2018-BEL - BUSINESS PROCESS MANAGEMENT LAB - BPM

Laudo nº 054-2018-BEL- LAB. DE TECNOLOGIAS PARA COMUNICAÇÃO DE DADOS - LTCD

Laudo nº 055-2018-BEL - LABORATÓRIO DE DADOS - DATALAB

Laudo nº 056-2018-BEL – LAB. DE COMPUTAÇÃO INTELIGENTE E BIOLOGIA - LACIB Laudo nº 057-2018-BEL – LAB. DE PRÁTICA DE PROG. DE COMPUTADOR - LPPC Laudo nº 058-2018-BEL - LABORATÓRIO DE GEOPROCESSAMENTO

Laudo nº 059-2018-BEL - LABORATÓRIO DE GEOPROCESSAMENTO, ANALISE ESPACIAL E MONITORAMENTO POR SATÉLITE - LAGAM

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I - IDENTIFICAÇÃO DO ÓRGÃO

Razão Social: Universidade Federal Rural da Amazônia.

CNPJ: 05.200.001/0001-01

CNAE Principal: 84.11-6-00 (Administração Pública em Geral).

Grau de Risco: Grau de Risco 1 / Grupo C-33.

Endereço sede: Av. Presidente Tancredo Neves, 2501, Montese, Cep: 66.077-530, Belém-Pa.

Fone: (91) 3210-5118

Email: [email protected]

II - PROFISSIONAL COMPETENTE PARA REALIZAR A AVALIAÇÃO

Este Laudo de Avaliação Ambiental foi elaborado pelo Engenheiro de Segurança do Trabalho ANDERSON DOS SANTOS VIEIRA, CREA/PA 16.154D-PA, SIAPE 1967955 e pelo Técnico em Segurança do Trabalho CLEBER LUIZ COELHO DA SILVA, SRTE/PA 3590,

SIAPE 2155394. O levantamento das condições ambientais da UFRA (campus Belém) foi

realizado no período de 16 de setembro de 2014 a 28 de abril de 2015. Este documento deverá permanecer na Instituição no formato impresso ou digitalizado e deverá ficar à disposição da comunidade universitária.

III - INTRODUÇÃO

A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) criada pela Lei nº 10.611, em 23 de dezembro de 2002 busca através do Laudo de Avaliação Ambiental realizar o levantamento das condições ambientais de trabalho, avaliando as atividades desenvolvidas pelos servidores dessa Instituição no exercício de suas funções e/ou atividades, determinando se os mesmos fazem jus à percepção de adicional de insalubridade, periculosidade, irradiação ionizante e gratificação por trabalho com raio-X ou substâncias radioativas pela exposição a agentes nocivos, com potencialidade de causar prejuízo à saúde ou a sua integridade física, em conformidade com os parâmetros estabelecidos na legislação vigente. A caracterização e a justificativa para a concessão dos adicionais ocupacionais nos locais de trabalho deu-se por meio de laudo conclusivo com base nos limites de tolerância mensurados nos termos das Normas Regulamentadoras aprovadas pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego nº 3.214, de 08 de junho de 1978, respeitando as normas estabelecidas para os trabalhadores em geral, de acordo com as instruções contidas na Orientação Normativa SEGRT/MPDG nº 04, de 14 de fevereiro de 2017, na Lei 8.112/90 e nas demais legislações vigentes sobre o tema.

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IV - OBJETIVO

O presente Laudo de Avaliação Ambiental tem por objetivo realizar a caracterização dos possíveis agentes biológicos, físicos e químicos existentes nos ambientes laborais da Universidade Federal Rural da Amazônia, com vista à concessão dos adicionais de insalubridade, periculosidade, irradiação ionizante e gratificação por trabalhos com Raios-X ou substâncias radioativas.

Além do objetivo proposto, este trabalho pode servir para:

 Assessorar a Instituição a elaborar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, o Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT e outros programas relacionados a segurança do trabalho;

 Assessorar a Instituição na confecção do Mapa de Risco dos ambientes da UFRA;

 Assessorar os Gestores das Unidades Administrativas na solicitação de Equipamentos de Proteção Individuais corretos para cada atividade;

 Mostrar a Administração Superior e aos Gestores das Unidades Administrativas as medidas corretivas/preventivas a serem implantadas em cada setor.

V – FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

 Lei nº 8.112 de 11 de dezembro de 1990 - Subseção IV - Dos Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas - Art. 68 a 72.

 Lei nº 6.514/1977 que introduz alterações no Capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, relativo à Segurança e Medicina do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452/43.

 Portaria nº 3.214/1978 – Regulamentou toda a matéria de Segurança e Medicina do Trabalho através de NR’s, conforme dispõe a Art. 190 da CLT.

 Decreto-Lei nº 1.873/1981 - Dispõe sobre a concessão de adicionais de insalubridade e de periculosidade aos servidores públicos federais, e dá outras providências.

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 Lei nº 8.270/1991. Dispõe sobre reajuste da remuneração dos servidores públicos.

Art. 12. Os servidores civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais perceberão adicionais de insalubridade e de periculosidade, nos termos das normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral e calculados com base nos seguintes percentuais:

I. Cinco, dez e vinte por cento, no caso de insalubridade nos graus mínimo, médio e máximo, respectivamente.

II. Dez por cento, no de periculosidade.

§1° O adicional de irradiação ionizante será concedido nos percentuais de cinco, dez e vinte por cento, conforme se dispuser em regulamento. (Decreto 877/1993).

§2° A gratificação por trabalhos com Raios X ou substâncias radioativas será calculada com base no percentual de dez por cento.

§3° Os percentuais fixados neste artigo incidem sobre o vencimento do cargo efetivo.

§4° O adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares é mantido a título de vantagem pessoal, nominalmente identificada, e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos.

 Decreto nº 877, de 20 de julho de 1993 – Regulamenta a concessão do adicional de irradiação ionizante de que trata o § 1º do art. 12 da Lei nº 8.270, de 17 de dezembro de 1991.

 Portaria GM/MTE nº 595/15 (DOU de 08/05/2015), incluiu Nota Explicativa no Quadro Anexo à Portaria GM/MTE nº 518/03, que dispõe sobre as atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas.

 Portaria Federal nº 453, de 1 de junho de 1998 – MS/SVS - Aprova o Regulamento Técnico que estabelece as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico, dispõe sobre o uso dos raios-x diagnósticos em todo território nacional e dá outras providências.

 Lei nº 12.740, de 08 de dezembro de 2012, define os critérios para caracterização das atividades ou operações perigosas.

 Decreto-Lei nº 97.458/1989 - Regulamenta a concessão dos Adicionais de Periculosidade e de Insalubridade.

 Lei nº 1.234/1950 – Confere direitos e vantagens a servidores que operam com Raios X e substâncias radioativas.

 Decreto nº 81.384/1978 - Dispõe sobre a concessão de gratificação por atividades com raios-x ou substância radioativas e outras vantagens, previstas na Lei nº 1.234 de 14 de novembro de 1950, e dá outras providências

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 Orientação Normativa SEGRT/MPDG nº 04, de 14 de fevereiro de 2017. Estabelece orientação sobre a concessão dos adicionais de insalubridade, periculosidade, irradiação ionizante e gratificação por trabalhos com Raios-X ou substâncias radioativas, e dá outras providências.

Art. 10º. A caracterização e a justificativa para concessão de adicionais de insalubridade e periculosidade aos servidores da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, quando houver exposição permanente ou habitual a agentes físicos, químicos ou biológicos, ou na hipótese do parágrafo único do art. 9º desta Orientação Normativa, dar-se-ão por meio de laudo técnico elaborado nos termos das Normas Regulamentadoras nº 15 e nº 16, aprovadas pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego nº 3.214, de 08 de junho de 1978.

§2º O laudo técnico deverá:

II – referir-se ao ambiente de trabalho e considerar a situação individual de trabalho do servidor. Art. 11º. Não geram direito aos adicionais de insalubridade e periculosidade as atividades: I - em que a exposição a circunstâncias ou condições insalubres ou perigosas seja eventual ou esporádica;

II - consideradas como atividades-meio ou de suporte, em que não há obrigatoriedade e habitualidade do contato;

III - que são realizadas em local inadequado, em virtude de questões gerenciais ou por problemas organizacionais de outra ordem; e

IV - em que o servidor ocupe função de chefia ou direção, com atribuição de comando administrativo, exceto quando respaldado por laudo técnico individual que comprove a exposição em caráter habitual ou permanente.

Art. 12º. Em se tratando de concessão de adicional de insalubridade em decorrência de exposição permanente a agentes biológicos, serão observadas as atividades e as condições estabelecidas na NR 15.

Parágrafo único. Além do disposto no art. 11, não caracterizam situação para pagamento do adicional de que trata o caput:

I - o contato com fungos, ácaros, bactérias e outros microorganismos presentes em documentos, livros, processos e similares, carpetes, cortinas e similares, sistemas de condicionamento de ar ou em instalações sanitárias;

II - as atividades em que o servidor somente mantenha contato com pacientes em área de convivência e circulação, ainda que o servidor permaneça nesses locais; e

III - as atividades em que o servidor manuseie objetos que não se enquadrem como veiculadores de secreções do paciente, ainda que sejam prontuários, receitas, vidros de remédio, recipientes fechados para exame de laboratório e documentos em geral.

Art. 14º. O pagamento dos adicionais e da gratificação de que trata esta Orientação Normativa será suspenso quando cessar o risco ou quando o servidor for afastado do local ou da atividade que deu origem à concessão.

Parágrafo único - Não se aplica o disposto no caput deste artigo às hipóteses de afastamentos considerados como de efetivo exercício:

I - pelo parágrafo único do art. 4º do Decreto-Lei nº 1.873, de 1981, conforme determina o art. 7º do Decreto nº 97.458, de 11 de janeiro de 1989, com relação aos adicionais de periculosidade, insalubridade e de irradiação ionizante; e

II - pelo art. 4º, alínea b, da Lei nº 1.234, de 14 de novembro de 1950, e pelo art. 2º, inciso II, do Decreto nº 81.384, de 22 de fevereiro de 1978, com relação à gratificação por trabalhos com raiosx ou substâncias radioativas.

Art. 16º. É responsabilidade do gestor da unidade administrativa informar à área de recursos humanos quando houver alteração dos riscos, que providenciará a adequação do valor do adicional, mediante elaboração de novo laudo.

Art. 17º. Respondem nas esferas administrativa, civil e penal, os peritos e dirigentes que concederem ou autorizarem o pagamento dos adicionais em desacordo com a legislação vigente. Art. 18º. Os dirigentes dos órgãos da Administração Pública Federal direta, suas autarquias e fundações, promoverão as medidas necessárias à redução ou eliminação dos riscos, bem como à proteção contra os seus efeitos.

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 Portaria Normativa nº 03 de 07 de maio de 2010, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que estabelece orientações sobre a Norma Operacional de Saúde do Servidor - NOSS aos órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal - SIPEC, com o objetivo de definir diretrizes gerais para implementação das ações e vigilância aos ambientes e processos de trabalho e promoção à saúde do servidor;

 E demais normas, leis, decretos ou similares, quando necessário.  Fundamentação legal complementar:

NR 6 – Equipamento de Proteção Individual;

NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional; NR 8 – Edificações;

NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;

NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade;

NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenamento e Manuseio de Materiais; NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;

NR 15 – Atividades e Operações Insalubres; NR 16 – Atividades e Operações Perigosas; NR 17 – Ergonomia;

NR 23 – Proteção Contra Incêndio;

NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho; NR 26 – Sinalização de Segurança;

NR 31 – Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura;

NR 33 – Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados; NR 35 – Trabalho em Altura;

Normas OSHA – Occupational Safety & Health Administration; Normas ANSI – American National Standards Institute;

Normas ACGIH – Amercian Conference of Governmental Industrial Higienists; Normas NIOSH – National Institute Ocupational Safety and Health;

ABNT NBR 10152 - Avaliação do ruído ambiente em recintos de edificações visando o conforto dos usuários;

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VI – DEFINIÇÕES GERAIS

Higiene Ocupacional: É a ciência e arte dedicada à prevenção, reconhecimento, avaliação e

controle dos riscos existentes ou originados nos locais de trabalho, os quais podem prejudicar a saúde e o bem-estar das pessoas no trabalho, enquanto considera os possíveis impactos sobre o meio ambiente em geral.

Risco: Identifica a probabilidade maior ou menor, ou mesmo iminente, de ocorrer um

acidente ou uma doença decorrente de condições ou situações do trabalho e também danos ao patrimônio empresarial.

Riscos Ambientais: Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e

biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função da sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador (item 9.1.5 da Norma Regulamentadora - NR-9).

Agentes Físicos: Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam

estar expostos os servidores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não-ionizante, bem como o infra-som e o ultra-som (item 9.1.5.1 da NR-9).

Agentes Químicos: Consideram-se agentes químicos as substâncias, os compostos ou

produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão (item 9.1.5.2 da NR-9).

Agentes Biológicos: Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos,

parasitas, protozoários, vírus entre outros (item 9.1.5.3 da NR-9).

Limites de Tolerância/LT: É a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada

com a natureza e o tempo de exposição ao agente ambiental, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante sua vida laboral.

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GHE - Grupos Homogêneos de Exposição: Grupos de servidores expostos de forma

semelhante a um determinado agente ambiental de acordo com sua função.

Equipamento de Proteção Individual – EPI: EPI é todo dispositivo de uso individual,

destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Deve ser fornecida gratuitamente, de acordo com o risco a que está submetido e, em perfeito estado de conservação e funcionamento (NR-6). É responsabilidade dos diretores das unidades orientar o servidor para o porte adequado do EPI e cobrar o seu uso.

Equipamento de Proteção Coletiva – EPC: EPC é todo dispositivo destinado a proteger à

saúde e a integridade física de uma coletividade de trabalhadores expostos a um determinado risco. Por exemplo: enclausuramento acústico de uma fonte de ruído, proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, sinalização de segurança, uso de extintores de incêndio, entre outros.

Extintores de Incêndio: Todos os estabelecimentos deverão, obrigatoriamente, ser providos

de extintores portáteis de incêndio, a fim de combater o fogo no seu inicio. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. Deve ser observada a recomendação da NR-23.

Atividades e Operações Insalubres: A insalubridade é definida em função do tempo de

exposição ao agente nocivo, levando em conta ainda o tipo de atividade desenvolvida pelo empregado no curso de sua jornada de trabalho, observados os limites de tolerância, as taxas de metabolismo e respectivos tempos de exposição.

O art. 189 da CLT define que serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza e condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados, em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.

Diferença entre risco e insalubridade: Risco pode ser definido como a possibilidade dos

efeitos de uma ocorrência, em termos de sua probabilidade e da magnitude de suas consequências, causarem dano a alguém.

A constatação do risco no ambiente de trabalho, não se baseia na simples presença de um objeto no ambiente de trabalho, relacionado a um determinado agente.

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Por insalubridade, como já vimos, entende-se a propriedade de um agente, conforme o seu processo, que cause dano, ou seja, insalubridade é a materialização do risco.

O reconhecimento da insalubridade é um processo com base científica, que consiste na identificação e caracterização dos perigos, pela a avaliação ambiental da exposição, pelas atividades e pelos efeitos dos riscos.

Diferença de risco ambiental dos riscos de acidentes e ergonômicos: Apesar dos riscos

ergonômicos e riscos de acidentes trazerem danos à saúde e a integridade física do trabalhador, eles não são classificados pela NR 15 para gerarem adicionais de insalubridade, diferentemente dos riscos físicos, químicos e biológicos que são conhecidos como RISCOS AMBIENTAIS, mas ainda assim, esses riscos ambientais, precisam estar na relação e na forma da NR 15.

Para gerar adicional, não basta ser insalubre, a insalubridade tem que ser conforme legislação.

Como a legislação estabelece quais os agentes considerados nocivos à saúde, não é o que consideramos insalubre, que fará o empregado ter direito ao respectivo adicional. É preciso que a atividade apontada pelo laudo pericial como insalubre esteja prevista na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. A discriminação dos agentes considerados nocivos à saúde bem como os limites de tolerância mencionados estão previstos nos anexos da Norma Regulamentadora NR-15, aprovada pela Portaria 3.214/78, com alterações posteriores.

Base legal para caracterização da atividade: Uma vez caracterizada a atividade como

insalubre, conforme sua natureza e condições, as fontes dos agentes têm que estar arroladas na NR 15 para fundamentar o adicional de insalubridade, conforme dito anteriormente, pois, mesmo considerando a atividade insalubre, não é possível atribuir o adicional de insalubridade se a mesma não estiver relacionada na legislação em vigor, em relação à via e a fonte do agente.

Atividades e Operações Perigosas: São consideradas atividades e operações perigosas

aquelas, que por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente a inflamáveis, explosivos, energia elétrica, ou roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial.

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Tempo de Exposição:

O Art. 9º da Orientação Normativa SEGRT/MPDG nº 04, de 14 de fevereiro de 2017 informa que em relação aos adicionais de insalubridade e periculosidade consideram-se:

I - exposição eventual ou esporádica: aquela em que o servidor se submete a circunstâncias ou

condições insalubres ou perigosas, como atribuição legal do seu cargo, por tempo inferior à metade da jornada de trabalho mensal;

II - exposição habitual: aquela em que o servidor submete-se a circunstâncias ou condições

insalubres ou perigosas por tempo igual ou superior à metade da jornada de trabalho mensal; e

III - exposição permanente: aquela que é constante, durante toda a jornada laboral.

VII – VALORES DOS ADICIONAIS OCUPACIONAIS E DA GRATIFICAÇÃO POR TRABALHOS COM RAIO-X OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS.

O Art. 5° da Orientação Normativa SEGRT/MPDG nº 04, de 14 de fevereiro de 2017, determina que:

“Os adicionais e a gratificação de que trata esta Orientação Normativa serão calculados na forma disposta na legislação aplicada à matéria.”.

A legislação que se aplica é a Lei nº 8.270/1991, que dispõe sobre reajuste da remuneração dos servidores públicos.

Art. 12. Os servidores civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais perceberão adicionais de insalubridade e de periculosidade, nos termos das normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral e calculados com base nos seguintes percentuais:

III. Cinco, dez e vinte por cento, no caso de insalubridade nos graus mínimo, médio e máximo, respectivamente.

IV. Dez por cento, no de periculosidade.

§1° O adicional de irradiação ionizante será concedido nos percentuais de cinco, dez e vinte por cento, conforme se dispuser em regulamento. (Decreto 877/1993).

§2° A gratificação por trabalhos com Raios X ou substâncias radioativas será calculada com base no percentual de dez por cento.

§3° Os percentuais fixados neste artigo incidem sobre o vencimento do cargo efetivo.

§4° O adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares é mantido a título de vantagem pessoal, nominalmente identificada, e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos.

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VIII – SUSPENSÃO DO PAGAMENTO DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE, IRRADIAÇÃO IONIZANTE E DA GRATIFICAÇÃO POR TRABALHOS COM RAIO-X OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS.

O Art. 14° da Orientação Normativa SEGRT/MPDG nº 04, de 14 de fevereiro de 2017, determina que:

“O pagamento dos adicionais e da gratificação de que trata esta Orientação Normativa será suspenso quando cessar o risco ou quando o servidor for afastado do local ou da atividade que deu origem à concessão.”.

O Art. 15º da referida orientação normativa determina ainda que:

“Cabe à unidade de recursos humanos do órgão ou da entidade realizar a atualização permanente dos servidores que fazem jus aos adicionais no respectivo módulo informatizado oficial da Secretaria de Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho no Serviço Público, conforme movimentação de pessoal, sendo, também, de sua responsabilidade, proceder a suspensão do pagamento, mediante comunicação oficial ao servidor interessado.”

A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo. (NR 15, item 15.4).

A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer (NR 15, item 15.4.1):

a) com a adoção de medida de ordem geral que conserve o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância.

b) com a utilização de equipamento de proteção individual.

IX – METODOLOGIA E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO AMBIENTAL

Este Laudo de Avaliação Ambiental baseou-se na avaliação qualitativa e quantitativa dos agentes biológicos e físicos respectivamente, como também avaliação qualitativa referente a agentes químicos presentes nos diversos ambientes laborais da UFRA. Através de visitas “in loco”, inspeções audiovisuais, entrevistas e descrição das atividades relacionadas em cada local de trabalho foram extraídas as informações para caracterização e justificativa de concessão dos adicionais de insalubridade, periculosidade, irradiação ionizante e gratificação por trabalhos com raio-x.

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A avaliação quantitativa dos agentes foi realizada através de equipamentos de medição e a metodologia adotada para a realização das avaliações seguiu o recomendado pela Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15) e Normas de Higiene Ocupacional (NHO) da FUNDACENTRO (Fundação Jorge Duplat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho). Quando necessário ou recomendado, foram utilizadas também as normas pertinentes da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ou de entidades internacionais reconhecidas, como NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health (EUA) e ACGIH - American Conference of Governmental Industrial Hygienists (EUA).

No caso de agentes físicos (ruído intermitente e calor) realizou-se a avaliação através de equipamentos de medição instantânea e certificando-se sobre o tempo de exposição, informado pelos servidores, e das medidas de controle adotadas.

No caso de agentes químicos, certificou-se da quantidade de produtos químicos utilizados na atividade, do tempo de exposição, das condições e forma de exposição e das medidas de controle adotadas.

No caso de agentes biológicos (microorganismos), foi analisado a fonte dos agentes, em relação a legislação, que prevê insalubridade somente para os agentes definidos nas fontes e condições da NR 15, anexo 14 e da Orientação Normativa SEGRT/MPDG nº 04 de 14 de fevereiro de 2017.

Para a Periculosidade, foram avaliadas as atividades, o tempo de exposição, os agentes, as quantidades e as áreas de risco definidas na legislação. Verificou-se as condições estabelecidas pelo anexo 01 (Atividades e Operações Perigosas com Explosivos), anexo 02 (Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis), anexo 03 (Atividades e Operações Perigosas com Exposição a Roubos ou Outras Espécies de Violência Física nas Atividades Profissionais de Segurança Pessoal ou Patrimonial) e anexo 04 (Atividades e Operações Perigosas com Energia elétrica), contidos na Norma Regulamentado nº 16 – NR 16.

Como as condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos servidores e à natureza do trabalho a ser executado, foi quantificada a Temperatura, Umidade relativa do ar e Luminosidade das unidades periciadas a fim de verificar se as condições de trabalho seguem o que determina o item 17.5 da NR 17.

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 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS

Aparelhagem utilizada

1- Avaliação de ruído: Foram utilizados na avaliação de ruído:

 O medidor de nível de pressão sonora (decibelímetros), Marca Instrutherm, Modelo DEC – 490, com Data logger RS 232, IEC-61672-1 e Classe 2, circuito de Ponderação A/C e escala de 30 dB a 130 dB.

 O Dosímetro Pessoal de Ruído, Marca Instrutherm, Modelo DOS – 600, com USB e Data logger, curvas de Ponderação A/C e escala de 60 dB a 140 dB.

 Calibrador para dosímetros e decibelímetros, Marca Instrutherm, Modelo CAL-4000, IEC – 942 e Classe 2, Frequência de saída 1000 Hz ± 4%, nível de pressão sonora de saída 94dB e 114dB.

2- Avaliação de Luminosidade:

Foi utilizado na avaliação de luminosidade o Luxímetro Digital, Marca Instrutherm, Modelo LDR-225, com escala de medição de 0 a 999900 lux.

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3- Avaliação de Temperatura e Umidade Relativa do ar:

Foi utilizado para medir temperatura e umidade relativa do ar o Termo-Higro-Anemômetro Digital, Marca Instrutherm, Modelo THAR-185, com escala de 0ºC a 50ºC e de 10 a 95% de UR.

4- Avaliação de calor:

Foi utilizado para as avaliações de calor, um conjunto de 3 sondas sendo um Termômetro de Globo, um Termômetro de Bulbo Seco e um Termômetro de Bulbo Úmido – Medidor de Stress Térmico da Instrutherm, Modelo TGD 400, com Data logger RS 232.

5- Avaliação de medição direta, indireta, área, volume, adição e subtração de medidas: Foi utilizado para auxilio no cálculo de áreas a Trena Laser digital portátil, Marca Instrutherm, Modelo TR-700, com escala de medição de 0 a 70 metros.

 NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA (RUÍDO)

A avaliação da exposição ocupacional ao ruído contínuo ou intermitente foi realizada por meio da medição de nível sonoro pontual ou por meio da determinação da dose diária de ruído ou do nível de exposição, parâmetros representativos da exposição diária do servidor. Foram identificados os grupos de servidores que apresentavam iguais características de exposição, ou seja, os grupos homogêneos de exposição – GHE. As avaliações foram realizadas cobrindo um ou mais servidores cuja situação correspondia à exposição típica de cada grupo considerado.

Para Ruído Continuo ou Intermitente, conforme determina o Anexo I da NR 15, o medidor de Pressão Sonora foi regulado para o circuito de compensação “A” e circuito de resposta Lenta “SLOW”, com leituras realizadas próximo ao ouvido do servidor. O critério de referência que embasa os limites de exposição diária adotados para ruído contínuo ou intermitente corresponde a uma dose de 100% para exposição de 8 horas ao nível de 85 dB(A). O critério de avaliação considera, além do critério de referência, o incremento de duplicação de dose (q) igual a 5 e o nível limiar de integração igual a 80 dB(A).

Caso houvesse Ruído de Impacto (aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 segundo, a intervalos superiores a 1 segundo), seria avaliado o que determina o Anexo 2, NR-15.

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Vejamos abaixo o Limite de Tolerância para ruído contínuo ou intermitente, conforme o Anexo 1, da NR-15, transcritos abaixo:

NÍVEL DE RUÍDO dB(A) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL

85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos

NÍVEIS DE EXPOSIÇÃO AO CALOR

A legislação brasileira, através da portaria nº 3.214 de 08/06/78, em sua Norma Regulamentadora – NR-15, adota para a avaliação da exposição do calor o Índice do Bulbo Úmido – Termômetro de Globo IBUTG. Portanto, IBUTG é um índice de sobrecarga térmica sob forma de equação matemática a partir de valores medidos no ambiente de trabalho.

Após inspeções prévias, verificou-se a necessidade de realizar as avaliações de calor no Restaurante Universitário (RU) localizado no campus Sede em Belém seguindo os procedimentos descritos na Norma de Higiene Ocupacional - NHO 06 para avaliação da exposição ocupacional ao calor da FUNDACENTRO e os parâmetros estabelecidos pelo Anexo 3, limites de tolerância para exposição ao calor, da Norma Regulamentadora 15 do MTE.

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NÍVEIS DE ILUMINAMENTO

Atualmente a Legislação Brasileira não considera o baixo nível de iluminamento como condição de insalubridade. Mas, para fins preventivos, os níveis de iluminamento dos setores periciados devem seguir o que determina a NR 17, item 17.5.3 e seus subitens e/ou o que estabelece a NBR ISO/CIEE 8995-1:2013 (Iluminação de ambientes de trabalho) que especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

As medições foram feitas nos locais de trabalho e o método utilizado foi colocar a fotocélula do luxímetro, em cada ponto de trabalho, na altura do campo visual dos servidores.

LEGENDA

dB(A) Nível de Pressão Sonora/ Ruído Contínuo Encontrado E Eventual

V.E Valor encontrado H Habitual

L.T Limite de tolerância P Permanente

Traj. Trajetória Lx Lux

UR Umidade relativa Temp. Exp. Tempo de

exposição

Referências

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