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Prefeitura Municipal de Ilhéus publica:

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(1)

• Lei Nº. 3648 a Nº. 3653.

• Decreto S/Nº - Nomear a Sra. Nueli Anunciação Melo De Oliveira, para o

cargo de Assistente de Compras, Símbolo CC V, na Secretaria Municipal

de Saúde.

• Decreto S/Nº - Exoneração dos servidores comissionados.

• Decreto S/Nº - Destituição dos conselheiros municipais.

• Decreto Nº 113 / 12.

• Portaria Nº 043/2012.

• Resolução Condema Nº. 26 de 12 de dezembro de 2012.

• Regimento Interno Conselho De Alimentação Escolar Do Município

De Ilhéus

• Decisão Administrativa Revogação da Licença Ambiental nº.

072/2012 Processo Administrativo nº 5673/2012.

• Extrato de Diárias Para Funcionários - Fundo Municipal De Saúde De

Ilhéus.

• Extrato de Errata do Contrato nº 267/2012.

• Extrato do Contrato de Convênio nº 02/2012.

• Extratos dos Contratos, Aditivos, Termos De Convênios e

Reti-Ratificação.

• Termo Aditivo De Prazo Ao Contrato De Concessão Resultado Da

Concorrência Nº 003/98.

(2)

ESTADO DA BAHIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

Lei Nº. 3648, de 28 de dezembro de 2012.

Institui no calendário oficial de eventos do

Município de Ilhéus, o Dia da Consciência Negra e

dá outras providências.

O Prefeito Municipal de Ilhéus, no Estado da Bahia, usando de atributos

legais que lhe são conferidos através da Lei Orgânica Municipal, faça saber que a

Câmara Aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o Dia Da Consciência Negra no Município, a ser

comemorado anualmente, no dia 20 de novembro.

Parágrafo único. A data será incluída no calendário oficial de eventos do município.

Art. 2º O Dia da Consciência Negra será comemorado nas unidades da rede

Municipal de ensino Público com atividades destinadas a resgatar a importância

social, histórica e cultural do negro na formação do Brasil contemporâneo.

Art. 3º A Administração Pública Municipal, através da Fundação Cultural de

Ilhéus, prestará colaboração às entidades do Movimento Negro envolvidas na

organização das atividades que constem do programa de comemorações do Dia da

Consciência Negra do Município.

Art. 4º As despesas decorrentes da presente lei correrão por conta de

dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 5º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,

Art. 6º Revogando-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, em 28 de dezembro de 2012, 478º

da Capitania de Ilhéus e 131º de elevação à Cidade.

(3)

ESTADO DA BAHIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

Lei Nº. 3649, de 28 de dezembro de 2012.

Dispõe sobre a obrigatoriedade de ter, nos

postos de saúde no Município de Ilhéus,

atendimento com Psicologia e Psicanalistas

às Famílias que tiverem dependentes

químicos e dá Outras Providências.

O Prefeito Municipal de Ilhéus, no Estado da Bahia, usando de atributos

legais que lhe são conferidos através da Lei Orgânica Municipal, faça saber que a

Câmara Aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica estabelecido que no Município de Ilhéus, os postos de saúde

terão atendimentos psicológicos e psicanálise, às famílias que tiveram

dependentes químicos.

Art. 2º As despesas relativas à formalização do estabelecido no artigo 1º

desta Lei correrão por conta do orçamento vigente.

Art. 3° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 4° Revogam-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, em 28 de dezembro de 2012, 478º

da Capitania de Ilhéus e 131º de elevação à Cidade.

Newton Lima Silva

PREFEITO

(4)

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

Lei Nº. 3650, de 28 de dezembro de 2012.

Dispõe sobre a implantação do acesso

gratuito à internet WI-FI nas Praças

Públicas do Município de Ilhéus e dá outras

providências.

O Prefeito Municipal de Ilhéus, no Estado da Bahia, usando de atributos

legais que lhe são conferidos através da Lei Orgânica Municipal, faça saber que a

Câmara Aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica disponibilizado nas Praças Públicas do Município a conexão e o

acesso à Internet “WI-FI” por meio de celular, smartphone, tablet, notebook e

outros aparelhos que conectam a Internet.

Parágrafo Único. A conexão de internet disponibilizada em todas as praças

Públicas do Município será gratuita.

Art. 2º As despesas decorrentes da presente Lei correrão por conta de

dotação orçamentária próprias, suplementadas se necessária.

Art. 3º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,

Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, em 28 de dezembro de 2012, 478º

da Capitania de Ilhéus e 131º de elevação à Cidade.

Newton Lima Silva

PREFEITO

(5)

GABINETE DO PREFEITO

Lei Nº. 3651, de 28 de dezembro de 2012.

Fica denominado de JOSÉ LOURENÇO DA

FONSECA SILVA à Rua Ladeira da Vitória,

situada no centro, nesta Cidade.

O Prefeito Municipal de Ilhéus, no Estado da Bahia, usando de atributos

legais que lhe são conferidos através da Lei Orgânica Municipal, faça saber que a

Câmara Aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º. Fica denominada de JOSÉ LOURENÇO DA FONSECA SILVA à Rua

Ladeira da Vitória, situada no Centro, nesta Cidade.

Art. 2º. Fica o Poder Executivo Municipal obrigado a encaminhar esta Lei à

Empresa de Correios e Telégrafos num prazo de 30(trinta) dias contados a partir

de sua publicação, para que seja incluída no cadastro do Código de endereçamento

Posta (CEP).

Art. 3º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,

Art. 4º. Revogam-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, em 28 de dezembro de 2012, 478º

da Capitania de Ilhéus e 131º de elevação à Cidade.

Newton Lima Silva

PREFEITO

(6)

GABINETE DO PREFEITO

Lei Nº. 3652, de 28 de dezembro de 2012.

Dispõe sobre a promoção e realização de eventos de grande porte no âmbito do município de Ilhéus e dá outras providências.

O Prefeito Municipal de Ilhéus, no Estado da Bahia, usando de atributos legais que lhe são conferidos através da Lei Orgânica Municipal, faça saber que a Câmara Aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º A promoção e realização de eventos de grande porte, com ou sem finalidade lucrativa, em espaços públicos ou privados, ficam condicionadas às disposições desta lei.

Art. 2º Para os efeitos desta lei, considera-se:

I - evento de grande porte - todo e qualquer evento de natureza artística, cultural, promocional, religiosa, esportiva e outros assemelhados, a serem realizados em:

a) local fechado - com capacidade de público igual ou superior a 1.000 (uma mil) pessoas;

b) local aberto delimitado fisicamente - com capacidade de público igual ou superior a 2.000 (duas mil) pessoas.

II - empresa locadora - a pessoa jurídica proprietária, locatária ou concessionária do direito de uso de espaço apropriado para realização de eventos de grande porte;

III - empresa promotora - a pessoa jurídica que promover a realização do evento nos locais mencionados nos incisos VI, VII e VIII;

IV - alvará de licença - instrumento de licença para funcionamento, de caráter definitivo e renovável a cada 12 (doze) meses), concedido às empresas locadoras;

V - alvará de licença para localização temporária - instrumento de licença de caráter precário, temporário e específico concedido às empresas promotoras, válido para cada evento de grande porte que venha a se realizar;

VI - espaços públicos abertos - os bens de uso comum do povo, tais como parques, praças, jardins e ruas;

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VII - espaços públicos fechados - os bens de uso especial, tais como edifícios, terrenos e equipamentos aplicados em serviços públicos;

VIII - espaços privados - os bens, abertos ou fechados, de propriedade particular.

Parágrafo único. É vedada a realização de eventos de qualquer natureza em espaços públicos, abertos ou fechados, à exceção daqueles que forem especificamente autorizados em decreto regulamentador ou devidamente autorizados pelo setor competente.

Art. 3º Para a realização dos eventos elencados no artigo anterior, inciso I deverão obter, junto aos órgãos competentes alvará de licença preenchendo todos os requisitos exigidos por esta Lei.

Art. 4º Fica criada a Comissão Permanente de Análise de Eventos de Grande Porte, composta por 09 (nove) representantes:

I - Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano; II - Secretaria Municipal de Finanças;

III - Secretaria Municipal da Saúde;

IV - Secretaria Municipal do Meio Ambiente;

V - Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social; VI - Procuradoria Geral do Município;

VII - Câmara Municipal de Vereadores; VIII - Associação de Promotores de Eventos; IX - Fundação Cultural de Ilhéus;

X – Secretaria do Turismo;

XI – ATIL – Associação do Turismo de Ilhéus.

§ 1º Os representantes dos órgãos mencionados nos incisos I a VI, pertencentes aos quadros funcionais, serão indicados por seus respectivos titulares.

§ 2º O representante da Câmara Municipal de Vereadores será indicado por seu Presidente, dentre os membros da Comissão Temática de Turismo. Art. 5º A Prefeitura somente expedirá alvará de licença para a realização de eventos ou festas em chácaras ou congêneres, em locais abertos ou fechados, em tendas ou a céu aberto, desde que atendida todas as exigências e apresentados os seguintes documentos:

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GABINETE DO PREFEITO

endereço, data de início e término do evento, número máximo de pessoas previstas no evento;

II - cópia autenticada do Contrato Social e posteriores alterações (pessoa jurídica) ou do documento de Registro Geral (pessoa física);

III - cópia autenticada do Cartão do C.N.P.J. (pessoa jurídica) ou C.P.F. (pessoa física) emitido pela Receita Federal e cópia autenticada de comprovante de endereço;

IV - laudo atestando as condições de estabilidade e segurança das edificações e estruturas (de palco, tendas e arquibancadas) utilizadas no evento, emitido por engenheiro ou arquiteto devidamente habilitado perante seu Conselho Profissional, com emissão da competente Anotação de Responsabilidade Técnica (A.R.T);

V - laudo atestando que a propagação de sons e ruídos está dentro dos limites estabelecidos pela NBR-10.151 "Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade", emitido por engenheiro devidamente habilitado, com emissão da competente Anotação de Responsabilidade Técnica (A. R. T.);

Art. 6º À Comissão Compete:

I - conferir e analisar a documentação apresentada pela empresa promotora;

II - proceder às diligências que entender necessárias; III - elaborar o seu regimento interno;

IV - decidir sobre casos omissos;

V - emitir parecer final, devidamente fundamentado, deferindo ou indeferindo o pedido.

§ 1º A decisão que indeferir o pedido poderá ser revista pela Comissão desde que comprovado pela empresa promotora que o motivo que determinou o indeferimento tenha sido sanado, observados os prazos estabelecidos no "caput"art. 6º e no § 3º desta lei.

§ 2º A comissão em primeira chamada, ou em segunda chamada com qualquer numero de presenças, superior a dois membros, após 20(vinte) minutos decidirá por maioria simples dos membros presentes observadas a presença mínima de 2/3 (dois terços) dos membros da Comissão.

§ 3º O exercício do cargo de membro da Comissão não será remunerado. § 4º O parecer de deferimento do pedido referido no inciso V será disponibilizado ao público via Internet na página da Prefeitura.

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Art. 7º Para realização de eventos de grande porte em local fechado, com capacidade de público igual ou superior a 1.000 (uma mil) pessoas, a empresa locadora deve estar devidamente licenciada junto ao Município com alvará para o ramo de Produção e Organização de Espetáculos Artísticos e Eventos Culturais, de caráter definitivo, e renovável a cada 12 (doze) meses.

§ 1º O alvará de licença poderá, a qualquer tempo, ser cancelado e o estabelecimento interditado, desde que constatadas e comprovadas irregularidades ou deficiências que comprometam a segurança dos freqüentadores, e/ou transgressões às normas ambientais e de posturas públicas municipais.

§2º O estabelecimento interditado somente reabrirá suas portas ao público após sanadas as irregularidades ou deficiências.

§ 3º O alvará de licença é pré-requisito indispensável para que o estabelecimento inicie suas atividades e a sua falta será razão suficiente para autorizar o Município a exercer seu poder de polícia, interditando-o, sem prejuízo das penalidades cabíveis.

Art. 8º Para realização de eventos de grande porte em local aberto delimitado fisicamente, com capacidade de público igual ou superior a 2.000 (duas mil) pessoas, a empresa promotora deverá, com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias da data prevista para o evento, protocolar junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano requerimento solicitando a expedição de alvará de licença para localização temporária para a realização do evento, o qual será instruído com os seguintes documentos:

I - cópia do contrato social, declaração de firma individual ou estatuto; II - cópia, com atestado de validade, do comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ;

III - certidão de regularidade fiscal municipal, estadual e federal; IV - alvará de licença da empresa locadora;

V - cópia do contrato de locação ou autorização da empresa locadora para realização do evento;

VI - Certificado de Vistoria expedido pelo Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado da Bahia, do qual deverá constar:

a) a capacidade máxima de público do espaço onde se realizará o evento; b) as características do local, com especificação dos equipamentos e adaptações necessárias à segurança do público.

VII - cópia do contrato de locação de serviços celebrado entre a empresa promotora e empresa especializada, objetivando a contratação de

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GABINETE DO PREFEITO

seguranças para o evento, que não poderá ser inferior a 1% (um por cento) do público recomendado no Certificado de Vistoria previsto no inciso VI; VIII - cópia do pedido formulado junto à Polícia Militar do Estado da Bahia, solicitando policiamento ostensivo para a data do evento;

IX - certidão fornecida pela Vara de Infância e Juventude, da cidade de Ilhéus, informando a faixa etária autorizada a participar do evento;

X - comprovante de recolhimento da taxa de Segurança Pública;

XI - cópia de apólice de seguro contra riscos de incêndio, das edificações e instalações de todo o espaço do evento;

XII - cópia de apólice de seguros de danos pessoais de visitantes, freqüentadores, clientes, expositores, servidores públicos e trabalhadores em serviço.

§ 1º Após devidamente autuado, o requerimento será encaminhado à Comissão de Análise de Eventos que, à vista dos documentos apresentados, emitirá seu parecer.

§ 2º Considerados satisfeitos os requisitos dos incisos I a XII, o pedido, com parecer fundamentado, será encaminhado à Secretaria Municipal de Finanças para recolhimento do Imposto Municipal Sobre Serviços - ISS, e emissão do alvará de licença para localização temporária.

§ 3º O alvará de licença para localização temporária será expedido pela Secretaria Municipal de Finanças, com prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes da realização evento.

§ 4º O alvará de licença para localização temporária é pré-requisito indispensável à realização do evento, e sua falta será razão suficiente para autorizar o Município a exercer seu poder de polícia para impedir, de qualquer forma, a sua realização.

Art. 9º É também pré-requisito indispensável que a empresa locadora seja licenciada junto ao Município com alvará de licença para o ramo de Produção e Organização de Espetáculos Artísticos e Eventos Culturais, de caráter definitivo, mas renovável a cada 12 (doze) meses.

Art. 10. A empresa promotora do evento não poderá iniciar a veiculação de publicidade, confecção dos ingressos e sua comercialização, sem a obtenção prévia do alvará de licença para localização temporária, de que trata esta lei.

§ 1º O material publicitário e os ingressos deverão conter:

I - a razão social da empresa promotora do evento, com o endereço, telefone, número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas -

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CNPJ e número da Inscrição Municipal;

II - indicação do número do alvará de licença para localização temporária; III - capacidade máxima para o local;

IV - faixa etária autorizada pela Vara da Infância e Juventude; V - data, horário e local autorizado para a realização do evento.

VI- As peças publicitárias do evento em radiodifusão deverão reservar vinte por cento do seu espaço para veiculação obrigatória de mensagens de campanhas oficiais de interesse público, determinadas pela Comissão Permanente que deverá alternar entre os temas, contemplado pelo menos duas das campanhas, a saber:

Campanha de prevenção e combate a DST/HIV e AIDS; Campanha de combate ao uso de DROGAS;

Campanha de combate à VIOLENCIA contra a MULHER; Campanha de combate à PEDOFILIA;

Campanha de combate às FOBIAS DISCRIMINATÓRIAS.

§ 2º A Veiculação do material publicitário, sob pena de cancelamento obrigatório do evento, deverá obedecer ao código de postura Municipais, sendo vedado a fixação de propaganda do evento em locais que não sejam expressamente licenciados para fins de publicidade§.

§ 3º A numeração dos ingressos será seqüencial, respeitada a capacidade máxima prevista no alvará;

§ 4º Do ingresso deverá ser destacado parte igual que ficará com o portador deste como comprovante de sua participação no evento.

Art. 11. Será obrigatória a afixação de placa indicativa nos locais de acesso do evento, bem como nos locais de venda de ingressos, com as mesmas informações relacionadas nos incisos I a V do artigo anterior.

Art. 12. Para efeito do que dispõe o artigo primeiro desta Lei, será obrigatória a revista eletrônica, por meio de detector de metais, na entrada do evento.

Art. 13. O descumprimento ao previsto na presente lei ensejará na aplicação das seguintes penalidades para as empresas organizadoras e promotoras do evento:

I - multa pecuniária mínima de R$ 10,00 (dez reais) até o máximo de R$ 1000,00 (um mil reais) por pessoa presente no evento, de acordo com a

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GABINETE DO PREFEITO

natureza e gravidade da infração cometida, importância que duplicará no caso de reincidência;

II - interdição e/ou embargo do evento a qualquer tempo;

III - impedimento, por 02 (dois) anos, para realização de novos eventos; IV - cassação dos alvarás a ser aplicada quando da continuidade da infração, após a interdição e/ou embargo.

§ 1º As penalidades previstas neste artigo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, sem prejuízo das sanções de caráter civil e criminal. § 2º Responderá pelas infrações quem, por qualquer modo as cometer, concorrer para a sua prática, ou delas se beneficiar;

§ 3º As penalidades serão aplicadas sem prejuízo das que, por força de lei, possam ser impostas por autoridades federais ou estaduais.

§ 4º Fica assegurado aos infratores o direito à ampla defesa, que deverá ser exercitado no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, sem efeito suspensivo. Art. 14. Para eventos com público inferior ao disposto no art. 2º, inciso I, alíneas "a" e 'b", o licenciamento se dará pela Secretaria Municipal da Fazenda, ouvidos os órgãos envolvidos.

Art. 15. Não se aplica o disposto nesta lei:

I - a jogos de futebol realizados em estádios destinados a esse fim, obedecidas às disposições contidas no Estatuto do Torcedor - Lei Federal n.º 10.671, de 15 de maio de 2003;

II - a jogos, individuais ou coletivos realizados em ginásios de esporte; III - aos eventos realizados nas dependências de clubes sociais e esportivos legalmente constituídos e por estes promovidos;

IV - a cultos ou eventos religiosos, quando realizados nos templos ou locais abertos, delimitados ou não;

V - a reuniões, convenções ou comícios políticos, obedecidas as restrições contidas no Código Eleitoral - Lei Federal n.º 4.737, de 15 de julho de 1965, e legislação complementar.

VI - a eventos científicos, culturais, empresariais, religiosos ou de natureza familiar, quando realizados em locais já licenciados.

VII - a eventos científicos, culturais, empresariais ou de natureza familiar, quando realizados em locais já licenciados.

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ESTADO DA BAHIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

e o respeito à moral e aos bons costumes, no interior do imóvel onde realizar-se o

evento.

Art. 17. O cumprimento do horário estabelecido na autorização para o

evento é de responsabilidade dos organizadores e promotores do evento.

Art. 18. A fiscalização dos eventos será executada pelos órgãos

representados na Comissão Permanente de Análise de Eventos de Grande Porte,

criada pelo art. 4º desta lei.

Art. 19. Esta lei será regulamentada no prazo de 30 (trinta) dias, contado de

sua publicação.

Art. 20. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as

disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, em 28 de dezembro de 2012, 478º

da Capitania de Ilhéus e 131º de elevação à Cidade.

Newton Lima Silva

PREFEITO

(14)

ESTADO DA BAHIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

Lei Nº. 3653, de 28 de dezembro de 2012.

Não constitui infração a prática de

Transporte de Passageiros por Vans,

similares, motocicletas e outros veículos,

por ocasião das paralisações dos serviços de

Transporte Coletivo do Município de Ilhéus.

O Prefeito Municipal de Ilhéus, no Estado da Bahia, usando de atributos

legais que lhe são conferidos através da Lei Orgânica Municipal, faça saber que a

Câmara Aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º. “Não constitui infração a pratica de transporte de passageiros por

todos os veículos que tiverem cadastrados na SETRANS, com as suas obrigações

tributarias em dia com o Município, por ocasião das paralisações dos serviços de

transporte coletivo em Ilhéus”.

Art. 2º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,

Art. 3º. Revogam-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, em 28 de dezembro de 2012, 478º

da Capitania de Ilhéus e 131º de elevação à Cidade.

Newton Lima Silva

PREFEITO

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O Prefeito do Município de Ilhéus, no uso das atribuições

conferidas através do art. 72, incisos VII, combinado com o artigo

99, item II, da Lei Orgânica do Município de Ilhéus (LOMI),

RESOLVE:

Art. 1

o

. – Nomear a Sra. NUELI ANUNCIAÇÃO MELO DE

OLIVEIRA, para o cargo de Assistente de Compras, Símbolo CC V, na

Secretaria Municipal de Saúde, a partir de 03 de dezembro de 2012.

Art. 2

o

. – Este Decreto entra em vigor a partir desta data.

Art. 3

o

. - Revogam-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, Estado da Bahia

em 03 de dezembro de 2012, 478º da Capitania de Ilhéus e 131º

de elevação à Cidade

.

NEWTON LIMA SILVA Prefeito

(16)

ESTADO DA BAHIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

DECRETO S/Nº

Exoneração dos servidores

comissionados.

O Prefeito do Município de Ilhéus, no uso das atribuições conferidas

através do art. 72, incisos VII, combinado com o artigo 99, item II, da Lei

Orgânica do Município de Ilhéus (LOMI),

RESOLVE:

Art. 1º Ficam exonerados todos os servidores comissionados da

Prefeitura Municipal de Ilhéus, Estado da Bahia.

Art. 2º Este Decreto entra em vigor a partir das 23h59m (vinte e três

horas e cinquenta e nove minutos) do dia 31 de dezembro de 2012.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, Estado da Bahia em 28 de

dezembro de 2012, 478º da Capitania de Ilhéus e 131º de elevação à Cidade.

Newton Lima Silva

PREFEITO

(17)

ESTADO DA BAHIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

DECRETO S/Nº

Destituição dos conselheiros

municipais.

O Prefeito do Município de Ilhéus, no uso das atribuições conferidas

através do art. 72, incisos VII, combinado com o artigo 99, item II, da Lei

Orgânica do Município de Ilhéus (LOMI),

RESOLVE:

Art. 1º Ficam destituídos da função todos os representantes

governamentais, titulares e suplentes, de todos os conselhos do Município de

Ilhéus, Estado da Bahia.

Art. 2º Este Decreto entra em vigor a partir das 23h59m (vinte e três

horas e cinquenta e nove minutos) do dia 31 de dezembro de 2012.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal de Ilhéus, Estado da Bahia em 28 de

dezembro de 2012, 478º da Capitania de Ilhéus e 131º de elevação à Cidade.

Newton Lima Silva

PREFEITO

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PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

Decreto nº 113 / 12

Aprova o Regulamenta a Lei nº 3.510 de 13 de dezembro 2010 o Código Ambiental do Município de Ilhéus que dispõe sobre o Sistema Municipal de Meio Ambiente - SISMUMA e dá outras providências.

CONSIDERANDO a disposição constante no Art. 198, inciso I da Lei 3.510 de 13 de dezembro de 2010,

CONSIDERANDO a discussão realizada durante todo o decorrer do ano de 2011, com a participação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, da Procuradoria Geral do Município de Ilhéus e do Ministério Público Estadual,

O Prefeito Municipal de Ilhéus, no uso de suas atribuições legais.

DECRETA:

Art. 1º - Fica aprovada a Regulamentação da Lei nº. 3.510 de 13 de dezembro de

2010 Este Código institui a Política Municipal do Meio Ambiente no município de Ilhéus.

Art. 2º A Política Municipal do Meio Ambiente no Município de Ilhéus esta

fundamentada no interesse local, regula a ação do Poder Público Municipal e sua relação com os cidadãos e instituições públicas e privadas, na preservação, conservação, defesa, melhoria, recuperação e controle do meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.

TÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS E DOS OBJETIVOS

Art. 3º - Ao Poder Público e à coletividade incumbe defender, preservar, conservar e

recuperar o meio ambiente, observando, dentre outros, os seguintes princípios: I - a promoção do desenvolvimento integral do ser humano;

II - a racionalização do uso dos recursos ambientais, naturais ou não; III - a proteção de áreas ameaçadas de degradação;

IV - o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e a obrigação de defendê-lo e preservá-lo para às presentes e futuras gerações;

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V - a função social e ambiental da propriedade;

VI - a obrigação de recuperar áreas degradadas e indenizar pelos danos causados ao meio ambiente;

VII - a garantia da prestação de informações relativas ao meio ambiente.

VIII - o desenvolvimento sustentável como norteador da política socioeconômica e cultural do Município;

IX - a garantia do acesso da comunidade à educação e à informação ambiental sistemática, inclusive para assegurar sua participação no processo de tomada de decisões, devendo ser capacitada para o fortalecimento de consciência crítica e inovadora, voltada para a utilização sustentável dos recursos ambientais;

X - a participação da sociedade civil;

XI - o respeito aos valores histórico-culturais e aos meios de subsistência das comunidades tradicionais;

XII - a responsabilidade ambiental e da presunção da legitimidade das ações dos órgãos e entidades envolvidos com a qualidade do meio ambiente, nas suas esferas de atuação;

XIII - de que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado;

XIV - a conservação da biodiversidade necessária à evolução dos sistemas imprescindíveis à vida em todas as suas formas.

Art. 4º - São objetivos da Política Municipal de Meio Ambiente:

I - articular e integrar as ações e atividades ambientais desenvolvidas pelos diversos órgãos e entidades do Município, com aqueles dos órgãos federais e estaduais, quando necessário;

II - articular e integrar ações e atividades ambientais intermunicipais, favorecendo consórcios e outros instrumentos de cooperação;

III - identificar, caracterizar e monitorar os ecossistemas do Município, definindo as funções específicas de seus componentes, as fragilidades, as ameaças, os riscos e os usos compatíveis;

IV - compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a preservação ambiental, a qualidade de vida e o uso racional dos recursos ambientais, naturais ou não;

V - controlar a produção, extração, comercialização, transporte e o emprego de materiais, bens e serviços, métodos e técnicas que comportem risco para a vida ou comprometam a qualidade de vida e o meio ambiente;

VI - estabelecer normas, critérios e padrões de qualidade ambiental, de emissão de efluentes e particulados , bem como normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais, adequando-os permanentemente em face da lei, de inovações tecnológicas e da qualidade dos ecossistemas;

VII - estimular a aplicação da melhor tecnologia disponível para a constante redução dos níveis de poluição e degradação ambiental;

(20)

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS GABINETE DO PREFEITO

IX - estimular o desenvolvimento de pesquisas e uso adequado dos recursos ambientais,

X - promover a educação ambiental na sociedade e especialmente na rede de ensino municipal;

XI - estabelecer e implementar o zoneamento ecológico econômico do município; XII - promover e fortalecer a gestão participativa dos recursos naturais e do meio

ambiente no município.

TÍTULO II

DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

CAPÍTULO I

DOS INSTRUMENTOS

Art. 5º - São instrumentos da política municipal de meio ambiente:

I – O zoneamento ecológico econômico;

II – Os espaços territoriais especialmente protegidos; III – Os parâmetros e padrões de qualidade ambiental; IV – A avaliação de Impacto Ambiental;

V – O licenciamento ambiental;

VI – O controle, monitoramento e fiscalização ambiental;

VII – O sistema municipal de informações e cadastros ambientais; VIII – O fundo municipal do meio ambiente;

IX – O plano diretor de arborização e áreas verdes; X – A educação ambiental;

XI – O Plano Municipal de Meio Ambiente; XII – a Conferência Municipal de Meio Ambiente; XIII – o Autocontrole Ambiental;

XIV – O Cadastramento de Instituições da Sociedade Civil Organizada e ONGs ambientalistas;

XV - o pagamento por serviços ambientais.

Seção I

Do zoneamento ecológico e econômico

Art. 6º - O zoneamento ecológico e econômico consiste na definição de áreas

do território do Município, de modo a regular atividades bem como definir ações para a proteção e melhoria da qualidade do ambiente, considerando as características ou atributos das áreas.

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Parágrafo Único - O zoneamento ecológico e econômico será definido por Lei e incorporado ao Plano Diretor.

Art. 7º - Na elaboração do zoneamento ecológico e econômico deverão ser

contempladas e valorizadas as florestas e outras áreas recobertas com vegetação nativa, de modo a garantir a sua preservação, conservação e recuperação, de acordo com os instrumentos legalmente instituídos, podendo ser estabelecidos mecanismos adicionais de proteção para compatibilizar o desenvolvimento equilibrado e a sadia qualidade de vida para as presentes e futuras gerações.

Art. 8º - Os empreendimentos e atividades a serem instalados em áreas que

dispõem de zoneamento específico poderão ter procedimentos simplificados de licenciamento ambiental.

Art. 9º - As zonas ambientais do Município são:

I - Zonas de Unidades de Conservação - ZUC: áreas sob regulamento das diversas categorias de manejo;

II - Zonas de Proteção Ambiental - ZPA: áreas protegidas por instrumentos legais diversos devido à existência de remanescentes de mata atlântica e ambientes associados e de suscetibilidade do meio a riscos relevantes;

III - Zonas de Proteção Paisagística - ZPP: áreas de proteção de paisagem com características excepcionais de qualidade e fragilidade visual;

IV - Zonas de Recuperação Ambiental - ZRA: áreas em estágio significativo de degradação, onde é exercida a proteção temporária e desenvolvidas ações visando a recuperação induzida ou natural do ambiente, com o objetivo de integrá-la às zonas de proteção;

V - Zonas de Controle Especial - ZCE: demais áreas do Município submetidas a normas próprias de controle e monitoramento ambiental, em função de suas características peculiares.

Art. 10 - O zoneamento ecológico e econômico deverá levar em conta os

seguintes aspectos:

I - a compatibilização do uso do solo, considerando a necessidade de preservação e conservação dos recursos naturais, patrimônio histórico, cultural, paisagístico e arqueológico, com as demandas das atividades sócio-econômicas;

II - a consideração das potencialidades e das limitações ambientais, visando a compatibilização do uso e ocupação do solo, a nível local, com o planejamento municipal;

III - a recuperação de áreas degradadas e a proteção de áreas ameaçadas de degradação;

IV - o Plano municipal de Meio Ambiente, os planos de manejo das unidades de conservação, dentre outros instrumentos de planejamento;

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V – as contribuições apresentadas pela sociedade civil em processos participativos conduzidos pelo Poder Público Municipal, em especial na Conferência Estadual de Meio Ambiente.

Art. 11 - Cabe aos Órgãos Executores do SISMUMA e aos órgãos geradores de

informações do Município o estabelecimento de mecanismos de gestão territorial integrada, que permita, dentro do âmbito de atuação de cada instituição, a implementação de ações articuladas.

Seção II

Dos espaços territoriais especialmente protegidos

Art. 12 - Os espaços territoriais especialmente protegidos, sujeitos a regime

jurídico especial, são os definidos neste capítulo, sem prejuízo do disposto no Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica.

Art. 13 - São espaços territoriais especialmente protegidos:

I – as áreas de preservação permanente; II – as unidades de conservação;

III – as áreas verdes públicas e particulares, com vegetação relevante ou florestada;

IV – morros e montes;

V – as praias, a orla marítima, os rios, lagoas e as ilhas do Município de Ilhéus (Fluviais e Marítimas).

Subseção I

Das áreas de preservação permanente

Art. 14 - Sem prejuízo do disposto na legislação federal e estadual pertinente,

são considerados de preservação permanente, os seguintes bens e espaços: I - os manguezais;

II - as áreas estuarinas, em faixa tecnicamente determinada através de estudos específicos, respeitados a linha de preamar máxima e os limites do manguezal;

III - os recifes de corais, neles sendo permitidas as atividades científicas, esportivas ou contemplativas;

IV - as dunas e restingas, sendo que a sua ocupação parcial depende de estudos específicos a serem aprovados por órgão competente;

V - os lagos, lagoas e nascentes;

VI - as áreas de proteção das nascentes e margens dos rios compreendendo o espaço necessário à sua preservação;

VII - as matas ciliares;

VIII - as áreas que abriguem exemplares de espécies raras da fauna e da flora, ameaçados de extinção e endêmicos, bem como aquelas que sirvam como local de

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pouso ou reprodução de espécies migratórias devidamente identificadas e previamente declaradas por ato do Poder Público;

IX - as reservas da flora apícola, compreendendo suas espécies vegetais e enxames silvestres, quando estabelecidas pelo Poder Público, nelas vedados o uso de agrotóxicos, a supressão da vegetação e a prática da queimada;

X - as áreas consideradas de valor paisagístico, assim definidas e declaradas por ato do Poder Público;

XI - as cavidades naturais subterrâneas e cavernas, onde são permitidas visitação turística, contemplativa e atividades científicas, além daquelas previstas em zoneamento específico;

XII - as encostas sujeitas à erosão e deslizamento, sendo que, em áreas urbanas, poderá ser permitida a sua utilização após a adoção de medidas técnicas que assegurem a qualidade ambiental e a segurança da população.

Art. 15 - A área de preservação permanente, e em especial a vegetação que a

reveste, deve ser mantida ou recomposta para garantir ou recuperar suas funções ambientais.

Art. 16 - A supressão das espécies, a alteração total ou parcial das florestas e

demais formas de vegetação, bem como a ocupação total ou parcial ou qualquer tipo de interferência antrópica nas áreas e bens de preservação permanente, só será permitida nas condições estabelecidas na legislação federal e estadual pertinente, com o licenciamento ambiental do órgão ambiental competente.

Art. 17 - Nas áreas de preservação permanente situadas em áreas com

ocupação antrópica de caráter permanente, já consolidadas, o órgão competente deverá realizar estudos de forma a delimitar a área degradada, avaliar a viabilidade da sua recomposição e definir critérios técnicos para sanar as irregularidades existentes.

§1º - Esgotadas as possibilidades de reversão da área ocupada à sua condição original, deverão ser previstas medidas compensatórias e de controle ambiental.

§2º - Poderá ser admitida, excepcionalmente, a permanência das comunidades tradicionais ribeirinhas já residentes na área de preservação permanente às margens dos corpos d’água, desde que a área venha sendo utilizada em atividades de subsistência e seja garantida a função protetora do ecossistema e dos recursos hídricos e adotados métodos conservacionistas.

Subseção II

Do sistema municipal de unidades de conservação

Art. 18 - O Sistema Municipal de Unidades de Conservação - SMUC tem por

objetivo contribuir para a manutenção da diversidade biológica e dos recursos genéticos no território municipal, promovendo a observância dos princípios e a

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adoção de práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento científico, tecnológico e socioeconômico do Município.

Art. 19 - O SMUC integra o Sistema Nacional de Unidades de Conservação –

SNUC, subdividindo-se em dois grupos:

I - Unidades de Proteção Integral, com o objetivo básico de preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos recursos naturais, com exceção dos casos previstos na legislação pertinente.

II - Unidades de Uso Sustentável, com o objetivo básico de compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável dos recursos ambientais.

Art. 20 - As Unidades de Conservação disporão de Conselho Gestor, de caráter

consultivo ou deliberativo, de conformidade com sua categoria.

Art. 21 - O Prefeito Municipal nomeará os membros dos Conselhos Gestores.

§1º - Cada representação dos Conselhos Gestores deverá contar com um membro titular e um suplente.

§2º - Os membros dos Conselhos Gestores e seus suplentes terão mandato de dois anos, permitida uma única recondução.

Art. 22 - A estrutura dos Conselhos Gestores, as atividades, a forma de

indicação e de escolha dos seus membros, bem como o seu funcionamento, serão definidos no Regimento Interno.

Art. 23 - As Unidades de Conservação são criadas por ato do Poder Público.

§1º - A criação de uma Unidade de Conservação deve ser precedida de estudos técnicos que permitam identificar a localização, os principais atributos a serem protegidos, a dimensão e os limites mais adequados para a Unidade.

§2º - A criação de Unidade de Conservação que, pela sua dimensão, natureza e grau de restrição a ser imposta à sociedade, apresentar potencial significativo de impacto social, econômico, ambiental e cultural, a critério do órgão competente, será objeto de avaliação dos referidos impactos.

Art. 24 - As Unidades de Conservação devem possuir uma Zona de

Amortecimento, definida no seu ato de criação ou por determinação do Conselho Municipal de Meio Ambiente.

Art. 25 - Quando existir um conjunto de Unidades de Conservação de

categorias diferentes ou não, próximas, justapostas ou sobrepostas, e outras áreas protegidas públicas ou privadas, constituindo um mosaico, a gestão do conjunto deverá ser feita de forma integrada e participativa, considerando-se os seus distintos objetivos de conservação.

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Art. 26 - Os Poderes Públicos, municipal e estadual, compatibilizarão suas normas de modo a adequá-las aos objetivos da criação e às diretrizes da Unidade de Conservação.

Art. 27 - As Unidades de Conservação devem dispor de Plano de Manejo elaborado e implementado de forma participativa, revisado periodicamente, abrangendo a totalidade de sua área e da Zona de Amortecimento, promovendo formas de compatibilizá-las com outras Unidades ou áreas protegidas, incluindo medidas que possibilitem a sua integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas.

Art. 28 - São proibidas nas Unidades de Conservação quaisquer alterações, atividades ou modalidades de utilização em desacordo com os seus objetivos e com o seu Plano de Manejo.

Art. 29 - Até que seja concluído o processo de desapropriação e elaborado o Plano de Manejo, todas as atividades e obras desenvolvidas nas Unidades de Conservação de Proteção Integral devem limitar-se àquelas destinadas a garantir a integridade dos recursos que a Unidade objetiva proteger, assegurando às populações tradicionais, porventura residentes na área, as condições e os meios imprescindíveis à satisfação de suas necessidades materiais e socioculturais.

Art. 30 - As Unidades de Conservação poderão ser geridas por organizações da sociedade civil, com objetivos afins aos da Unidade, mediante instrumento a ser firmado com o órgão público responsável pela sua gestão.

Art. 31 - O desenvolvimento da pesquisa científica no âmbito das Unidades de Conservação não pode colocar em risco a sobrevivência das espécies integrantes dos ecossistemas protegidos e depende de prévia aprovação do órgão executor da política municipal de meio ambiente, sujeitando-se à sua fiscalização e ao compartilhamento do seu resultado.

Subseção III Das áreas verdes

Art. 32 - As Áreas Verdes Públicas e as Áreas Verdes Especiais serão regulamentadas por ato do Poder Público Municipal.

Parágrafo único - A SEMA definirá as formas de reconhecimento de Áreas Verdes e de Unidades de Conservação de domínio particular, para fins de integração ao Sistema Municipal de Unidades de Conservação.

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Subseção IV Dos morros e montes

Art. 33 - Os morros e montes são áreas que compõem as áreas de preservação

permanente ou paisagística, definidas pelo zoneamento ecológico econômico e legislação pertinente.

Subseção V Da fauna

Art. 34 - Estão sob especial proteção, no Município de Ilhéus, os animais

silvestres, aqueles que utilizam o território de Ilhéus em qualquer etapa do seu ciclo biológico, seus ninhos e abrigos, bem como os ecossistemas ou parte destes que lhes sirvam de habitat.

Art. 35 - Nos instrumentos de planejamento e de gestão ambiental, em

especial o Zoneamento ZEE, as Unidades de Conservação e os Planos de Manejo de Unidades de Conservação deverão conter estudos sobre a fauna e prever ações relacionadas com a sua proteção.

Art. 36 - A licença ambiental e as autorizações ambientais de

empreendimentos, obras ou atividades, com áreas sujeitas à supressão de vegetação, deverão conter as devidas autorizações dos órgãos estaduais competentes, além de estudos sobre a fauna e incorporar a análise do plano de resgate da fauna, sempre que for necessário.

Art. 37 - Dentre as ações a serem desenvolvidas pelo empreendedor, no

sentido de garantirem o adequado manejo da fauna silvestre, deverão estar previstos os locais de recepção dos animais silvestres e a sua manutenção, enquanto perdurar o processo de reintegração ao seu habitat, correndo os custos por conta do empreendedor.

Art. 38 - É vedada, na forma do disposto em regulamento, a introdução de

espécies exóticas no Município, sem prévia e expressa autorização e controle do órgão estadual competente.

Art. 39 - O Poder Público municipal deverá:

I - desenvolver política de proteção e uso sustentável da fauna nativa, de modo integrado e articulado com os órgãos federais e estaduais, e com a sociedade organizada, com o objetivo de assegurar a manutenção da diversidade biológica e do fluxo gênico, da integridade biótica e abiótica dos ecossistemas;

II - promover a integração e a articulação entre os órgãos fiscalizadores para o combate ao comércio e tráfico de animais silvestres no Município;

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III - exercer o monitoramento e controle da fauna silvestre, de vida livre ou mantida em cativeiro, situada no Município, mediante autorizações, aprovações e registros de atividades a ela relacionadas, pelo órgão competente.

Subseção VI Das praias e ilhas

Art. 40 - As praias, as ilhas, as Lagoas, as baías, os estuários, a orla Flúvio - marítima, as encostas e topos de morro do Município de Ilhéus são áreas de proteção paisagística.

Seção III

Dos padrões de emissão e de qualidade ambiental

Art. 41 - Os padrões de qualidade ambiental são os valores de concentrações máximas toleráveis no ambiente para cada poluente, de modo a resguardar a saúde humana, a fauna, a flora, as atividades econômicas e o meio ambiente em geral.

Art. 42 - Os responsáveis pelos empreendimentos e atividades instalados ou que venham a se instalar no Município de Ilhéus, independentemente de dolo ou culpa, respondem pelos danos causados ao meio ambiente pelo acondicionamento, estocagem, transporte e disposição final de produtos, subprodutos e resíduos, bem como pelo tratamento destes últimos, mesmo após sua transferência a terceiros.

§ 1º - A responsabilidade do gerador não exime a do transportador e a do receptor do resíduo pelos incidentes ocorridos durante o transporte ou em suas instalações, que causem degradação ambiental.

Art. 43 - Os responsáveis pela degradação ambiental ficam obrigados a recuperar as áreas afetadas, sem prejuízo de outras responsabilidades administrativas legalmente estabelecidas, através da adoção de medidas que visem à recuperação do solo, da vegetação ou das águas e à redução dos riscos ambientais para que se possa dar nova destinação à área.

Parágrafo único - As medidas de que trata este artigo deverão estar consubstanciadas em um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD a ser submetido à aprovação da autoridade ambiental competente.

Art. 44 - São considerados responsáveis solidários pela prevenção e recuperação de uma área degradada:

I - o causador da degradação e seus sucessores;

II - o adquirente, o proprietário ou o possuidor da área ou do empreendimento;

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III - os que aufiram benefícios econômicos, diretos ou indiretos, decorrentes da atividade causadora da degradação ambiental ou contribuam para sua ocorrência ou agravamento.

Art. 45 - Os padrões e parâmetros de emissão e de qualidade ambiental são

aqueles estabelecidos pelos Poderes Públicos Federal e Estadual, podendo o CONDEMA propor padrões mais restritivos ou acrescentar padrões para parâmetros não fixados pelos órgãos Federal e Estadual, fundamentados em parecer consubstanciado encaminhado pela SEMA ou conforme sugestão de Câmara Técnica instituída pelo CONDEMA.

Art. 46 - A Política Municipal de Meio Ambiente, visando à produção mais

limpa, observará os princípios norteadores da Lei Ambiental Municipal, da Política Nacional de Resíduos Sólidos e as diretrizes de não geração, minimização, reutilização e reciclagem de resíduos e alteração de padrões de produção e consumo, estimulando e valorizando as iniciativas da sociedade para o aproveitamento de resíduos reutilizáveis e recicláveis.

Art. 47 - A política municipal de meio ambiente deverá estar integrada com as

ações de saneamento básico.

Art. 48 - As fontes geradoras de resíduos sólidos deverão elaborar, quando

exigido, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS, contendo a estratégia geral adotada para o gerenciamento dos resíduos, abrangendo todas as suas etapas, inclusive as referentes à minimização da geração, reutilização e reciclagem, especificando as ações a serem implementadas com vistas à conservação e recuperação de recursos naturais, de acordo com as normas pertinentes.

Parágrafo único – Consideram-se como áreas degradadas, entre outras:

a) as que tiveram suas características naturais alteradas pela poluição causada por derrame de produtos químicos;

b) as que não foram devidamente recuperadas após sofrerem exploração mineral;

c) as que foram desmatadas sem prévia autorização;

d) as que sofreram erosão em consequência de atividade antrópica; e) as Áreas de Preservação Permanente ocupadas de forma irregular;

f) as que tiveram suas características naturais alteradas por poluição causada por disposição irregular de resíduos.

Art. 49 - Aqueles que manuseiam, estocam, processam ou produzem

substâncias tóxicas ou inflamáveis, em quantidades e com características a serem definidas pela SEMA, deverão avaliar o risco que as emissões acidentais destas substâncias representam para as comunidades vizinhas, utilizando técnicas

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quantitativas de análise de risco, considerando cenários de pior caso e/ou cenários alternativos, e apresentar ao órgão ambiental um plano de gerenciamento de risco e minimização das consequências destas emissões.

Art. 50 - Em caso de derramamento, vazamento ou deposição acidental de

produtos, subprodutos, matérias-primas, insumos ou resíduos sobre o solo, em cursos d'água ou na atmosfera, causando risco ou dano ao meio ambiente, a SEMA deverá ser comunicado de imediato.

§ 1º - O fabricante, transportador, importador, expedidor ou destinatário dos

materiais, produtos, substâncias ou resíduos envolvidos na ocorrência deve fornecer informações tais como: composição, periculosidade, procedimentos de remediação, recolhimento, disposição do material perigoso, efeitos sobre a saúde humana, a flora e a fauna, antídotos e outras que se façam necessárias.

§ 2º - Cabe ao fabricante, transportador, importador, expedidor ou destinatário dos

materiais, produtos, substâncias ou resíduos envolvidos na ocorrência adotar todas as medidas necessárias para o controle da situação, com vistas a minimizar os danos à saúde pública e ao meio ambiente, incluindo as ações de contenção, recolhimento, remediação, tratamento e disposição de resíduos, bem como para a recuperação das áreas impactadas, de acordo com as condições e procedimentos estabelecidos pela SEMA.

§ 3º - O responsável pelo material derramado, vazado, lançado ou deposto

acidentalmente deverá fornecer a SEMA no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas, relatório preliminar com estimativa qualiquantitativa do material, bem como as providências tomadas para apuração, solução e minimização do impacto causado.

§ 4º - Nos 15 (quinze) dias seguintes a comunicação prevista no caput deste artigo, o

responsável deverá apresentar a SEMA relatório conclusivo da ocorrência, relacionando causas, quantidades, extensão do dano e providências adotadas.

§ 5º - As operações de limpeza e restauração de áreas e bens atingidos, de

desintoxicação quando necessária e de destino final dos resíduos gerados deverão atender aos requisitos da SEMA.

§ 6º - Se, por motivo de incapacidade técnica ou operacional, o responsável não tomar

as medidas adequadas para a proteção dos seres vivos e do meio ambiente, ficará obrigado a ressarcir a entidade que o fizer.

§ 7º - O ressarcimento das despesas envolvidas na adoção das medidas citadas não

eximirá o responsável das sanções previstas neste Regulamento.

Art. 51 - Com vistas a garantir a observância das normas e padrões

ambientais, a SEMA poderá determinar aos responsáveis por fonte degradadora medidas de prevenção, controle e recuperação do meio ambiente, tais como:

I - gerenciamento de riscos à saúde pública e ao meio ambiente;

II - determinação de alteração dos processos de produção de insumos e matérias-primas utilizados;

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III - monitoramento das fontes de poluição, com base em plano previamente aprovado pela SEMA, no qual deverá constar a frequência de amostragens, os parâmetros a serem analisados e a periodicidade da entrega de relatórios;

IV - caracterização qualitativa e quantitativa dos poluentes emitidos para o ambiente – água, ar e solo – através de monitoramento, medições, balanço de massa, inventário de emissões ou qualquer outro método aprovado pela SEMA;

V - instalação de equipamentos automáticos de medição, com registradores e aparelhos fixos de medição de vazão, tantas quantas forem as saídas existentes para efluentes ou emissões;

VI - instalação de equipamentos, ou a utilização de técnicas, capazes de reduzir a emissão de agentes químicos e físicos, dotados de dispositivos para seu monitoramento;

VII - comunicação prévia, para fins de fiscalização, das datas programadas para paradas de manutenção;

VIII - fornecimento de quaisquer informações relacionadas com a poluição ou degradação e dos procedimentos operacionais, de manutenção, de segurança e de outros dados que julgar necessários.

Art. 52 - Os equipamentos e outros meios adotados para controle de emissões

deverão ser adequadamente operados e sem interrupção, devendo ser prevista a sua necessária manutenção, em períodos tais que não resultem em ocorrências danosas ao meio ambiente.

Art. 53 - É vedada a ligação de esgotos ou o lançamento de efluentes à rede

pública de águas pluviais.

§ 1º - Nos logradouros com rede coletora instalada, é obrigatória a ligação dos

efluentes sanitários, de qualquer natureza, à rede de esgotamento sanitário.

§ 2º - Nos locais onde não houver a existência da rede de esgotamento sanitário

deverá fazer a instalação da Estação de Tratamento, principalmente nos casos da implantação de condomínio residencial, seja vertical ou horizontal;

§ 3º - No caso de descumprimento ao previsto neste artigo, a SEMA deverá aplicar as

penalidades administrativas cabíveis, conforme a infração praticada, e notificar o fato ao órgão público estadual ou à concessionária do serviço de saneamento.

Dos Padrões

Art. 54 - Para a garantia das condições ambientais adequadas à vida, em todas

as suas formas, serão estabelecidos pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CONDEMA), padrões de emissão e de qualidade ambiental sem prejuízo daqueles fixados pela legislação federal pertinente.

Parágrafo único - Os padrões de emissão para fontes novas ou existentes serão

desenvolvidos com base em estudos específicos e estarão voltados para a minimização da emissão dos diversos poluentes, podendo ser expressos, de forma

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numérica, como uma quantidade específica, taxa concentração, parâmetro de processo ou de equipamento de controle a ser obedecido, ou, de forma não numérica, como um procedimento ou boa prática de operação ou manutenção.

Art. 55 - Inexistindo padrões de emissão, o responsável pela fonte de poluição deve adotar medidas de controle, baseado na melhor tecnologia disponível, técnica e economicamente viável, especificando a eficiência do sistema de controle adotado. Parágrafo único - A adoção da tecnologia preconizada neste artigo deve ser proposta pelo responsável pela fonte e ser previamente aprovada pela SEMA.

Art. 56 - A SEMA deverá instituir programas específicos, objetivando reduzir os níveis de poluentes em áreas prioritárias para controle ambiental, assim consideradas pelo CONDEMA.

Seção IV

Da avaliação de impactos ambientais

Art. 57 - Os empreendimentos, obras e atividades, públicos ou privados, suscetíveis de causar impacto no meio ambiente, devem ser objeto de avaliação de impactos ambientais.

Art. 58 - Considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia, resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem:

I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II - as atividades sociais e econômicas;

III - a biota;

IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V - a qualidade e quantidade dos recursos ambientais;

VI - os costumes, a cultura e as formas de sobrevivência das populações.

Art. 59 - A avaliação de impacto ambiental é resultante do conjunto de instrumentos e procedimentos técnicos que possibilitem a análise e interpretação de impactos sobre a saúde, o bem-estar da população, a economia e o equilíbrio ambiental, compreendendo:

I - a consideração da variável ambiental nas políticas, planos, programas ou projetos que possam resultar em impacto referido no caput;

II - a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental – EIA, e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental - RIMA, para a implantação de empreendimentos ou atividades, na forma da lei.

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Art. 60 - É de competência da SEMA e do CONDEMA a exigência de Planos,

Estudos e outros instrumentos que julgar necessários para o licenciamento ambiental de atividade degradadora, de impacto direto local ao meio ambiente, bem como sua deliberação final.

Art. 61 - Os Planos, Estudos e outros instrumentos, além de observar os

dispositivos da Lei, obedecerão às seguintes diretrizes gerais:

I- definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos;

II- realizar o diagnóstico ambiental da área de influência do empreendimento, com completa descrição e análise dos recursos ambientais e suas interações, tais como existem, de modo a caracterizar a situação ambiental da região, antes da implantação do empreendimento;

III- identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais que serão gerados pelo empreendimento nas suas fases de planejamento, pesquisa, instalação, operação ou utilização de recursos ambientais;

IV- considerar os planos e programas governamentais existentes e a implantação na área de influência do empreendimento e a sua compatibilidade;

V- definir medidas redutoras e ações mitigadoras para os impactos negativos, bem como medidas potencializadoras dos impactos positivos decorrentes do empreendimento;

VI- elaborar programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos, indicando a freqüência, os fatores e parâmetros a serem considerados, que devem ser mensuráveis e ter interpretações inequívocas.

Parágrafo único. A Avaliação de Impacto Ambiental é o instrumento que possibilita diagnosticar, avaliar e prognosticar as consequências ambientais relacionadas à localização, instalação, construção, operação, ampliação, interrupção ou encerramento de uma atividade ou empreendimento.

Art. 62 - O licenciamento ambiental de empreendimentos, obras e atividades

suscetíveis de causar impacto no meio ambiente deve ser instruído com a realização de estudos ambientais, quando couber, a serem definidos, em cada caso a depender das características, localização, natureza e porte dos empreendimentos e atividades. § 1º. Consideram-se estudos ambientais aqueles exigidos pelos órgãos licenciadores como subsídio para análise ambiental para concessão ou renovação de licença ou autorização, ou para registro do Termo de Compromisso de Responsabilidade Ambiental, entre outros:

I - Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA); II - Auto-avaliação para o Licenciamento Ambiental (ALA);

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IV - Plano de Manejo;

V - Plano de Controle Ambiental (PCA);

VI - Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD); VII - Plano de Gestão Agroambiental (PGA);

VIII - Análise de Risco;

IX - Relatório de Caracterização de Empreendimento (RCE); X - Relatório de Controle Ambiental (RCA);

XI - Relatório Ambiental Preliminar;

XII - Relatório Técnico da Qualidade Ambiental; XIII - Balanço Ambiental.

§ 2º. Os estudos ambientais, quando a localização ou a natureza dos projetos a serem licenciados assim o recomendarem, deverão contemplar, dentre outros aspectos, os impactos cumulativos da implantação e operação de várias atividades e empreendimentos em um determinado bioma e/ou bacia hidrográfica.

§ 3º. Para fins de exigência da modalidade dos estudos ambientais, a SEMA considerará a significância do impacto, à vista das informações constantes do processo, complementadas, quando couber, pela inspeção local.

§ 4º. Os estudos ambientais deverão ser realizados por profissionais legalmente habilitados, sendo obrigatória apresentação da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do Conselho de Classe ou equivalente.

§ 5º. O empreendedor e os profissionais que subscrevem os estudos ambientais serão responsáveis pelas informações apresentadas, sujeitando-se às sanções administrativas, civis e penais.

§ 6º. Correrão por conta do proponente do projeto todas as despesas e custos referentes à realização dos estudos ambientais.

§ 7º. As despesas e custos a que se refere o parágrafo anterior são relativos à coleta e aquisição dos dados e informações, trabalhos e inspeções de campo, análises de laboratório, estudos técnicos e científicos, acompanhamento e monitoramento dos impactos, e realização de audiências públicas, entre outros.

§ 8º. As cópias dos estudos ambientais podem ser requeridas pela SEMA.

Art. 63 - O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) se aplica para novos

empreendimentos e atividades, efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente, bem como para a ampliação ou modificação de empreendimentos e atividades já existentes, que causarem impacto adicional significativo.

§ 1º. O EIA deverá conter:

I - dados do proponente, objetivos do empreendimento e sua relação com os programas, planos e projetos governamentais;

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II - caracterização detalhada da concepção do empreendimento, suas alternativas locacionais e/ou tecnológicas, descrevendo as ações necessárias à sua implantação e operação, de forma a permitir a identificação e análise dos impactos ambientais decorrentes;

III - diagnóstico ambiental da área de influência do empreendimento, em escala adequada, sendo claramente apresentados os critérios utilizados para a delimitação das áreas geográficas a serem direta e indiretamente afetadas, considerando-se o alcance dos impactos nos meios físico, biótico e socioeconômico, decorrentes da implantação e operação do empreendimento.

IV - identificação dos impactos ambientais, especificando, no caso dos impactos adversos, aqueles que serão mitigados ou compensados, bem como os não mitigáveis, para os quais deverão ser avaliadas as consequências decorrentes;

V - avaliação dos impactos ambientais, utilizando-se metodologia adequada, que permita mostrar, de maneira clara e objetiva, as vantagens e desvantagens do projeto mediante a identificação e análise dos efeitos do empreendimento nos meios físico, biológico e antrópico, caracterizando-os quanto à sua natureza, importância, magnitude, duração, reversibilidade e abrangência;

VI - definição das medidas que objetivem prevenir, eliminar ou reduzir os impactos adversos, compensar aqueles que não poderão ser evitados e valorizar os efeitos positivos do empreendimento;

VII - definição de programas específicos para execução das medidas referidas no inciso anterior, acompanhados de cronograma físico-financeiro;

VIII - definição do programa de acompanhamento da evolução dos impactos previstos que não poderão ser evitados;

IX - especificação e quantificação de serviços e equipamentos sociais e comunitários e de infra-estrutura básica para o atendimento das necessidades da população, decorrentes da operação ou expansão do projeto;

X - fonte de recursos necessários à construção e à manutenção dos equipamentos sociais e comunitários e à infra-estrutura.

§ 2º. Os impactos no meio físico e no meio biótico deverão ser avaliados tomando-se como unidade geográfica a(s) bacia(s) ou sub-bacia(s) hidrográfica(s) onde se insere o empreendimento ou que serão por ele afetadas.

§ 3º. Deverão ser descritos e analisados os fatores ambientais e suas interações, com dados, mapas e acervo fotográfico que permitam visualizar a situação ambiental antes da implantação do empreendimento.

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