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A Formaça o do Pastor que Faz Discıṕulos Grupo de Treinamento Online impactdisciples.com IMPACT

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Academic year: 2021

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Grupo de Treinamento Online

impactdisciples.com

IMPACT

Escrito por Ken Adams

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Introdução 3 As Seis Prioridades do Pastor que Forma Discı́pulos: Prioridade 1: Lidera para a missão 9 Prioridade 2: Lidera a si mesmo em primeiro lugar 22 Prioridade 3: Lidera o movimento/organização 36 Prioridade 4: Lidera lı́deres 48 Prioridade 5: Lidera com um plano 59 Prioridade 6: Lidera bem 70

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Texto para o diagrama:

No centro: O pastor que faz discı́pulos

No sentido horário: lidere para a missão, lidere a si mesmo em primeiro lugar, lidere a organização, lidere os lı́deres, lidere com um plano, lidere bem.

Introdução

A formação do Pastor que Faz Discı́pulos

Seja Bem-vindo ao Grupo

INTRODUÇÃO

Seja bem-vindo ao treinamento de Formação do Pastor que Faz Discı́pulos. Seja bem-vindo ao grupo de treinamento online para A Formação do Pastor que Faz Discípulos. Permita-me declarar desde o inı́cio o que signi]ica A Formação do Pastor que Faz Discípulos. Se a missão da igreja de Cristo é “fazer discı́pulos de todas as nações”, então todos os pastores devem ser pastores que fazem discı́pulos. A declaração precedente é incrivelmente lógica, ou não é? De fato, é insensato pensar que a igreja em qualquer tempo tivesse pastores que seriam tudo, menos pastores que fazem discı́pulos. Por que uma organização que é chamada para “fazer discı́pulos” seria liderada por alguém, a não ser por pastores que fazem discı́pulos?

Lamentavelmente, muitas igrejas hoje são lideradas por pastores que não têm ideia do que signi]ica ser fazedor de discı́pulos. E o que é pior, há muitos pastores e lı́deres de igrejas que não sabem que a missão da igreja é fazer discı́pulos.

Há muitos anos, ensinava uma matéria chamada “Discipulado na Igreja Local” em um seminário. No primeiro dia de aula fui impactado por uma observação surpreendente. Eu pedi a trinta e dois estudantes para pegarem um papel e escrever o único imperativo dado na Grande Comissão. Os resultados foram inacreditáveis. Somente dois dos trinta e dois alunos realmente escreveram que o mandamento da Grande Comissão era “fazer discı́pulos”.

Deixe as palavras que acabei de escrever invadirem a sua alma por um minuto. Se apenas duas pessoas em uma classe inteira de futuros lı́deres da igreja sabem qual é a missão da igreja, o que isso nos diz sobre nossa organização? Se somente dois jogadores de um time de futebol da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL em inglês) sabem que a meta é ganhar o jogo ]inal, o time está em apuros. Se apenas dois soldados em cada pelotão sabem que a meta é derrotar o

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inimigo, nosso exército está em apuros. Se só dois trabalhadores em um restaurante de comida rápida sabem qual é a missão da organização, então o restaurante não ]icará no mercado por muito tempo. Se os pastores que lideram a igreja de Jesus Cristo não sabem que a missão é fazer discı́pulos e se não sabem como cumprir a missão, logo a igreja está em apuros. Eu cresci em uma igreja que crê na Bı́blia e centrada no evangelho. Meu pai foi diácono e minha mãe organista. Eu não era um frequentador casual. Estava na igreja todo domingo de manhã e à noite, quarta-feira à noite e em qualquer outro dia que tivesse um evento na igreja. Eu fui resultado da tı́pica igreja evangélica do extremo sul dos EUA e, no entanto, nunca me ensinaram que a missão da igreja era fazer discı́pulos de todas as nações. Ensinaram-me que nós deverı́amos batizar o máximo de pessoas possı́veis, convidar as pessoas para irem à igreja e ajudá-las a tomarem uma “decisão” de aceitar Cristo e que deverı́amos ler nossa Bı́blia, orar e ofertar o dı́zimo. Todas estas coisas são boas, mas eu jamais ouvi, sequer uma vez, alguém mencionar a ideia de que Jesus nos transmitiu uma missão e que era nossa tarefa cumpri-la. Baseado em minha formação, eu diria que o imperativo na Grande Comissão era “batizar”.

Depois de alguns anos, eu senti que Deus me chamou para estudar no seminário, como preparação para a vocação do ministério em tempo integral. Minha sólida formação teológica transcorreu por quase quatro anos em um seminário proeminente e, no entanto, ainda assim não compreendia que a missão da igreja de Jesus era “fazer discı́pulos de todas as nações”. Durante o tempo de estudos no seminário me familiarizei com a Grande Comissão, todavia, eu nunca fui realmente desa]iado a me comprometer em fazer discı́pulos, que por sua vez, fariam mais discı́pulos. Por certo, jamais me ensinaram o conceito de ser pastor que faz discı́pulos. Como alguém pode crescer em uma igreja que crê na Bı́blia, estuda em um seminário solidamente conservador e, contudo, não sabe que a função do pastor é liderar a igreja para fazer discı́pulos de Jesus Cristo? Como a maioria dos alunos do meu curso de discipulado, nunca me ensinaram a realizar a verdadeira missão que Jesus cumpriu e nos chamou a cumprir.

Eu, de fato, entrei na missão de fazer discı́pulos por acaso. Durante meu perı́odo no seminário, minha noiva (que mais tarde se tornaria minha esposa) convidou-me para palestrar em um retiro de jovens na praia, na igreja onde ela trabalhava como diretora de jovens durante o verão. Como resultado desse tempo juntos, vários jovens se entregaram a Cristo e ]izeram compromissos de viver para Jesus. Eu sabia que esses jovens precisavam de ajuda para crescer na fé e caminhar com Deus. Eu convidei seis desses jovens para se reunirem comigo uma vez por semana com propósito de “discipulado”. Eu não estava sequer convicto do que era o “discipulado”, pois jamais fui discipulado, porém sabia que Jesus ]izera isto com os jovens que o seguiam; portanto, eu não poderia estar tão errado assim.

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O tempo que eu passei com esse grupo pequeno de jovens mudou minha vida. Espero que tenha mudado as deles também. Eu posso lhes dizer com certeza que esta experiência mudou a forma em que eu compreenderia o ministério para sempre. Por um perı́odo de meses, percebi um grupo pequeno de jovens se tornar mais semelhante a Cristo. Eu os vi se transformarem bem diante de meus olhos. Lentamente eles começaram a desenvolver o caráter e a conduta de Jesus Cristo nas próprias vidas. Isto foi surpreendente.

Após mais ou menos um ano da experiência do retiro de jovens na praia, eu fui chamado para ser pastor de jovens universitários, em uma nova plantação de igreja. Começamos por alcançar os alunos e vimos alguns deles depositarem fé em Cristo. Eu não sabia muito sobre ministério com estudantes, mas uma coisa eu sabia: eles precisavam da mesma coisa que eu havia feito com os seis jovens do acampamento de praia. Uma vez mais, cai de paraquedas em um ambiente de fazer discı́pulos, que teve um enorme impacto nas vidas de jovens. Seguir o modelo de Cristo pareceu útil e, como antes, eu me convenci cada vez mais de que era isso que Deus tinha em mente para ajudar as pessoas a crescerem espiritualmente. Eu mal sabia que estava me tornando um Pastor que Faz Discı́pulos. Eu e minha esposa ]izemos nossas malas e nos mudamos para começar minha formação no seminário, poucos anos depois de deixar minha função de pastor universitário de tempo parcial. Em poucos meses de minha jornada no seminário, percebi que precisava estar envolvido no ministério de uma igreja local. Rapidamente descobri que aprender sem aplicar a lição no ministério iria esgotar a minha vida. Em pouco tempo criei o ministério com estudantes em uma pequena igreja na zona rural, com menos do que dez estudantes, três dos quais eram ]ilhos do pastor.

Em pouco tempo, o grupo de dez se tornou trinta e em dois anos tı́nhamos mais de sessenta estudantes que demonstravam crescimento no caminhar com Cristo. Eu queria poder dizer que minha experiência no seminário ajudou-me a conduzir os alunos a se tornarem discı́pulos melhores, porém honestamente, meu grego e hebraico não ajudaram muito. O que foi útil foi o mesmo que ]iz com os jovens do retiro na praia e com os estudantes na plantação de igreja, onde eu trabalhei. Eu organizei os estudantes em grupos de discipulado e vi mais crescimento espiritual do que jamais testemunhei pessoalmente em uma igreja. Quando me formei no seminário, o Senhor me chamou para começar uma nova igreja no retorno ao meu estado natal. Assim que eu me mudei, abri uma loja na minha nova cidade e comecei a alcançar pessoas e a conectá-las com nossa nova famı́lia da igreja. Eu sabia, mesmo antes de estar neste novo contexto de ministério, que fazer discı́pulos desempenharia uma parte considerável em nossa estratégia e ]iloso]ia de ministério. Eu vi os resultados desta estratégia e sabia que isto se tornara uma parte essencial de tudo que nós ]izemos.

Quando a nova igreja começou a crescer, rapidamente eu percebi que era tempo de começar a desenvolver estruturas e recursos de discipulado. Durante este tempo, eu ]iz todo tipo de treinamento que pude para ajudar-me da melhor forma a realizar o trabalho de orientar a nova igreja a fazer discı́pulos. Um dos treinamentos que eu ]iz foi conduzido por um homem chamado Dann Spader, que

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ensinou fazer discı́pulos baseado no ministério e modelo de Jesus. Eu me lembro de pensar comigo mesmo: “Este homem fala das mesmas coisas que faço atualmente”. Dann expressou o padrão de fazer discı́pulos em que eu havia me deparado alguns anos atrás, depois daquele retiro na praia. Não é preciso dizer que não houve retorno. O treinamento de Dann foi como lançar lenha na fogueira. Meu desejo de conhecer mais sobre como Jesus procedeu em fazer discı́pulos era in]indável. Hoje, quase trinta anos depois, e honestamente, eu posso a]irmar a vocês que estou mais comprometido em me tornar um Pastor que Faz Discı́pulos do que jamais estive. Por certo eu não me “tornei” um fazedor de discı́pulos, porém aprendi tanto quando se trata de fazer discı́pulos que desejo compartilhar. Eu trabalho com o ministério de Pastor que Faz Discı́pulos por mais de três décadas e com certeza posso compartilhar o que é útil para mim como pastor experiente e o que não é útil. Eu posso lhe ajudar a priorizar o que é mais relevante em seu ministério de fazer discı́pulos.

Nos meses seguintes, eu vou compartilhar com vocês seis prioridades para se tornar um pastor que faz discı́pulos. Estas verdades combinadas com boa supervisão ajudarão a qualquer pastor a se tornar um Pastor que Faz Discı́pulos mais e]iciente. Aqui estão as seis prioridades fundamentais que analisaremos: 1. Lidera para Missão 2. Lidera a si Mesmo em Primeiro Lugar 3. Lidera o Movimento/Organização 4. Lidera Lı́deres 5. Lidera Com um Plano 6. Lı́deres Terminam Tarefas. Antes de começarmos A Formação do Pastor que Faz Discípulos, permita-me simplesmente acrescentar que Jesus é o modelo que vamos analisar. ED o exemplo de Jesus de que precisamos para nos tornarmos fazedores de discı́pulos, que Ele deseja. Faça disso sua meta: pastorear como Jesus o faria e você se tornará um

Pastor que Faz Discípulos.

Durante os próximos meses você será estimulado a ler mais a respeito das seis prioridades do pastor que faz discı́pulos. Cada uma destas prioridades será revelada por meio das mesmas três lentes.

Primeira: Nós vamos analisar cada prioridade através da “lente” da vida de

Cristo.

Segunda: Nós vamos aprender como cada prioridade é aplicada ao contexto

de hoje.

Terceira: Nós vamos viver cada prioridade em nosso contexto pessoal de

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Nossa meta é sermos treinados para liderar igrejas locais a se tornarem Igrejas que Fazem Discı́pulos. Esta é a forma em que Jesus começou a igreja e é a forma em que Ele deseja que ela permaneça.

Eu estou animado por estar na jornada com você. Cada mês aprenderemos juntos, compartilharemos juntos e cresceremos juntos. Nossa oração é para que duas coisas aconteçam: teremos no mundo mais pastores que fazem discı́pulos e haverá uma comunidade da qual farão parte. Vamos começar a jornada.

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Texto para o diagrama:

No centro: O pastor que faz discı́pulos ...

No sentido horário: Lidera para a missão, Lidera a si mesmo em primeiro lugar, Lidera a organização, Lidera os lı́deres, Lidera com um plano, Lidera bem.

PRIORIDADE 1

Um pastor que faz discı́pulos

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PRIORIDADE 1

Lidera Para A Missão

A prioridade número 1 dos pastores que fazem discı́pulos e lideram igrejas que fazem discı́pulos é liderar para a missão. Em outras palavras, eles lideram com a missão em mente. Os Pastores que Fazem Discı́pulos compreendem que se as igrejas deles fazem mil coisas boas, mas falham em cumprir a missão, eles falharam em liderar bem. Os Pastores que Fazem Discı́pulos são pastores que olham em retrospecto para os seus ministérios (e vidas) e sabem que ajudaram a cumprir a missão de Jesus Cristo.

Texto para o diagrama:

No centro: O pastor que faz discı́pulos ...

No sentido horário: Lidera para a missão, Lidera a si mesmo em primeiro lugar, Lidera a organização, Lidera os lı́deres, Lidera com um plano, Lidera bem.

Eu posso lhe a]irmar que os pastores que fazem discı́pulos são raros. Vocês podem procurar em todo lugar e terão di]iculdade de encontrar pastores que lideram com a missão de Jesus em mente. Eu penso que é difı́cil encontrar pastores que fazem discı́pulos por duas razões principais, a saber:

1. Nossos modelos pastorais não são modelos de fazer discı́pulos.

2. Nossos sistemas de educação teológica não ensinam a fazer discı́pulos. A maioria dos exemplos de pastorado que nós temos vivenciado sobressaem em pregação e cuidado das ovelhas e a maioria de nossos seminários fazem um grande trabalho para ensinar hebraico, grego e comunicação. Entretanto, eles não fazem uma boa lição de casa em ensinar a fazer discı́pulos. Eu digo mais: quando nossos modelos e treinamentos não são focados em fazer discı́pulos, não devemos nos surpreender que é raro encontrar Pastores que Fazem Discı́pulos. Nós precisamos tentar algo diferente e precisamos ter um plano de formar Pastores que Fazem Discı́pulos. Esta é a minha tentativa de fazer algo. Esta é uma tentativa de ajudá-lo a se tornar o Pastor que Faz Discı́pulos. A nossa meta neste grupo é simples: nós vamos analisar Jesus como nosso modelo, aprender como aplicar seu modelo ao nosso contexto atual e colocaremos em prática o que vamos aprender sobre seu modelo em nossos ministérios. Comecemos.

Analisar: Jesus Liderou Para A Missão

Desde o tempo em que Jesus deixou o céu até o momento que retornou, Ele jamais perdeu de vista a Sua missão. Jesus sabia que estava em uma missão divina. Jesus se inseriu na humanidade com uma missão clara e deixou a terra sabendo que havia cumprido a Sua missão. Ninguém antes ou desde então viveu e liderou com um senso mais evidente de missão do que Jesus. Nem sequer uma vez Jesus se

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distraiu ou se desviou de Sua missão. Ele permaneceu no caminho e nunca permitiu que outras pessoas ou os próprios desejos sabotassem a Sua missão. Jesus permaneceu ]iel à missão que Seu Pai lhe entregou.

A missão de Jesus era simples. Ele veio cumprir duas metas principais. Primeiro, Jesus veio para tornar possı́vel a redenção de toda humanidade. A vida, a morte e a ressurreição de Jesus tornaram a redenção uma possibilidade para cada pessoa em cada nação e em toda geração. Só Jesus poderia tornar a redenção possı́vel.

A segunda parte da missão de Jesus foi começar um movimento de discı́pulos multiplicadores, de modo que a mensagem da redenção fosse transmitida para todas as gerações. Jesus cumpriu com sucesso esta parte de sua missão ao treinar alguns discı́pulos para liderar um movimento de discı́pulos multiplicadores, para pregarem a mensagem a toda pessoa em cada nação e em cada geração. Jesus foi quem começou o movimento e o deixou para que nós continuássemos o movimento. Se os pastores não liderarem a igreja para que seja o movimento de discı́pulos multiplicadores, quem o fará?

Se Jesus não tivesse tornado possı́vel a redenção, começar um movimento seria irrelevante. Um movimento de discı́pulos perdidos que fazem mais discı́pulos perdidos é sem sentido. Por outro lado, se Jesus não começasse um movimento de discı́pulos multiplicadores, então a missão dele de tornar a redenção possı́vel seria irrelevante. Se Cristo ]izesse o trabalho necessário de redimir a humanidade, porém não tivesse executado o plano de alcançar todos que precisam da redenção, isto seria desperdı́cio. ED evidente que a missão de Jesus era tornar possı́vel para que qualquer pessoa tivesse a oportunidade de salvação e criar o movimento de discı́pulos que tornasse essa missão possı́vel.

Jesus de forma evidente declarou a missão de Seus discı́pulos antes que ele deixasse a terra. As últimas e mais importantes palavras de Jesus são registradas em Mateus 28.19,20 em um monte na Galiléia. Note como Jesus descreveu a sua missão: “Ide, portanto, fazei discı́pulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espı́rito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.

Jesus não estava gaguejando quando transmitiu aos discı́pulos a missão. Naquele monte, Jesus comissionou Seus discı́pulos a irem para cumprir a mesma missão que Ele executou por aproximadamente três anos. Jesus não lhes deu uma missão nova ou diferente. Ele lhes deu exatamente a mesma missão em que Ele trabalhou para cumprir.

Jesus liderou pessoas para a missão ao tornar claras as metas da missão. Você não pode liderar com o propósito de executar uma missão inde]inida, “obscura”. Você não pode liderar com vistas a cumprir uma missão que é incoerente e que sempre é alterada. Jesus tornou a missão clara e coerente para que os discı́pulos pudessem com êxito liderar para a missão. Ao que comumente nos referimos como “A Grande Comissão”, Jesus evidencia que a missão a que nós

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somos chamados para cumprir é “fazer discı́pulos de todas as nações”. Que não haja engano: essa é a missão que todos os pastores na Igreja são chamados para liderarem suas congregações a executar. Há somente uma missão.

Quando Jesus chegou ao ]im de sua vida, Ele sabia que duas coisas eram verdadeiras. Ele sabia que devido ao Seu grande sacrifı́cio, qualquer pessoa teria a oportunidade de experimentar a redenção. Jesus Cristo também sabia que pelo fato de haver começado um movimento de multiplicação de discı́pulos, a mensagem de redenção através dEle seria transmitida para todas as gerações da humanidade. Depois de mais de dois mil anos você lê isso aqui porque Jesus liderou para a missão.

Eu tenho certeza de que você compreende que o primeiro princı́pio em A

Formação do Pastor que Faz Discípulos é liderar para a missão. A missão em que

você lidera é fazer discı́pulos de todas as nações. O pastor que lidera as pessoas para realizar alguma missão diferente do que fazer discı́pulos de todas as nações não lidera como Jesus. Algumas pessoas podem recuar dela e dizer que está tudo bem. Contudo, a prioridade número um do Pastor que Faz Discı́pulos é liderar a Igreja para fazer discı́pulos de todas as nações. ED isso que Jesus fez e é isso que Ele quer que os pastores de Sua Igreja façam.

Aprender: Como O Pastor Lidera Para A Missão Hoje

Ao constatar que Jesus liderou para a missão, isso deveria fazê-lo formular uma pergunta: “Como o pastor no mundo de hoje lidera para a missão da mesma forma que Jesus liderou?” Se o pastor analisar como Jesus viveu e liderou e não faz esta pergunta, algo está errado. Contemplar Jesus como um homem com uma missão deveria levar todos os pastores hoje a procurarem cumprir a mesma missão. Todo pastor precisa aprender a liderar como Jesus o fez e isto signi]ica aprender como liderar tendo em mente a missão de fazer discı́pulos.

Eu sou pastor da mesma igreja há trinta anos e com honestidade eu posso a]irmar que por quase vinte e nove anos desse perı́odo, eu tenho me preocupado em tentar compreender o que signi]ica liderar para a missão de fazer discı́pulos. Eu levei um ano para que eu realmente compreendesse a missão. Eu penso que as pessoas na igreja onde pastoreio hoje diriam que isto é 100% verdadeiro. Nossa igreja é um laboratório de fazer discı́pulos por aproximadamente três décadas. Se eu sou culpado de alguma coisa como pastor, quero ser culpado de liderar a Igreja para cumprir a missão de Jesus Cristo. De fato, considere a alternativa: você gostaria de ser um pastor que não lidera a Igreja para cumprir a missão de Cristo? Aqui estão algumas lições que eu aprendo da vida de Jesus.

O Que: Se Jesus nos disse para “fazer discı́pulos de todas as nações”, nós

precisamos saber que é um discı́pulo quando de fato formamos um. Você não pode liderar para a missão de fazer discı́pulos se não tem ideia de o que é um discı́pulo. Seria como tentar atingir o alvo que você não pode ver.

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Quando Jesus disse aos discı́pulos para “fazer discı́pulos”, eu garanto que jamais houve um debate sobre o que é um discı́pulo. Os discı́pulos nunca se sentaram e debateram a respeito de fazer discı́pulos que fossem como Pedro, Tiago ou João. Todos eles sabiam e estavam de acordo que foram comissionados para fazer discı́pulos que seriam exatamente como Jesus.

Jesus assumiu a tarefa de de]inir o que é um discı́pulo em Lucas 6.40: “O discı́pulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruı́do será como o seu mestre”. Quando nós lideramos para a missão, a Igreja ajuda os não-treinados que buscam aprender a se tornar discı́pulos de Jesus, a serem devidamente treinados para terem o mesmo caráter e a mesma conduta de Cristo.

Como pastor, eu jamais permito que nossa igreja se esqueça de que nossa missão é ajudar as pessoas a serem discı́pulos plenamente treinados que se parecem com Jesus. De fato, nós usamos o termo “Discı́pulo M-7” como forma de identi]icar o caráter e conduta de Cristo na vida da pessoa. O M-7 representa as sete marcas de conduta semelhante que vemos em Cristo, em Seus discı́pulos e nos discı́pulos deles. Os sete Ms do Discı́pulo M-7 são: membros, magni]icadores, ministros, maduros, mediadores, mensageiros e multiplicadores. Nós cremos que também devemos ver as marcas do amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, ]idelidade e domı́nio próprio em todo discı́pulo plenamente treinado. Eu nunca desisto de orientar as pessoas para a meta de fazer Discı́pulos M-7. Nós temos quadros dos Discı́pulos M-7 pendurados em nosso saguão. Eu falo sobre os Discı́pulos M-7 nas mensagens de ]im de semana. Eu explico sobre os Discı́pulos M-7 em nossos cursos “Próximos Passos” para as pessoas em nossa igreja, que procuram dar os próximos passos para se tornarem discı́pulos de Jesus Cristo plenamente treinados. Eu estimulo as pessoas nestes cursos a participarem do grupo de discipulado usando os recursos do Projeto M-7. Eu apresento ao nosso povo a missão de fazer Discı́pulos M-7 em toda oportunidade que eu tenho. Isto é parte do que signi]ica liderar para a missão. Meu trabalho é motivar cada um a cumprir o “que”.

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O DIAGRAMA DO DISCÍPULO M-7

Membro, Magni]icador, Ministro, Maduro, Mediador, Mensageiro e Multiplicador.

O Como: Quando Jesus comissionou Seus discı́pulos a “fazer discı́pulos”, Ele

não apenas lhes disse o que o discı́pulo deveria ser, mas Ele também lhes disse como fazer mais discı́pulos. Jesus de forma clara disse aos Seus discı́pulos para fazerem discı́pulos “indo, batizando e ensinando”. Jesus alcançou seus discı́pulos, Ele se conectou com eles e Ele os ensinou. Então, Jesus os enviou a fazer exatamente o mesmo com outros discı́pulos. Jesus modelou e motivou os discı́pulos em como fazer mais discı́pulos.

Tão claramente quanto Jesus articulou a missão (o "que"), Ele igualmente articulou o processo de como fazer discı́pulos. Jesus ensina a Seus discı́pulos o processo simples em três passos de como fazer discı́pulos de todas as nações. Se a sua meta é ser um Pastor que Faz Discı́pulos, você precisa colocar em prática o processo de fazer discı́pulos que Jesus usou.

Indo: O primeiro passo no processo de fazer discı́pulos é encontrar pessoas

que estão longe de Deus. ED impossı́vel fazer discı́pulos de todas as nações, a não ser que você se conecte com pessoas que ainda não são discı́pulos. A palavra “ide” realmente é traduzida como “enquanto indo” na Grande Comissão, o que signi]ica que somos comissionados a fazer discı́pulos em todos os lugares que nós formos, à medida que nós formos. Isto quer dizer que fazemos discı́pulos quando nós vamos ao trabalho, para a escola, para a loja, a academia e aos nossos vizinhos. O termo literalmente signi]ica que estamos procurando pelas pessoas que ainda não são discı́pulos em todos os lugares que nós formos. Quando nós procuramos nos conectar com as pessoas as encontramos em lugares diferentes, nossa meta é ajudá-las a dar o próximo passo no processo de fazer discı́pulos.

Batizando: O segundo passo no processo de fazer discı́pulos é o batismo. O

ato do batismo de fato representa que a pessoa tomou a decisão de aceitar Cristo como Salvador e de se tornar cristã. O batismo é a pro]issão pública de fé e é importante porque ele identi]ica a pessoa como seguidora de Jesus. Enquanto nós "vamos'' e alcançamos as pessoas, nós ajudamos a conduzi-las a um relacionamento salvı́]ico com Jesus e as estimulamos a serem batizadas como um ato de obediência a Cristo.

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Ensinando: O último passo no processo de fazer discı́pulos que Jesus nos

transmite é ensinar a pessoa a obedecer tudo que Ele ordenou. Nesta fase do ensino do processo de fazer discı́pulos, os discı́pulos são treinados a viver e liderar como Jesus. Esta fase se estendeu por muitos anos para Jesus e Seus discı́pulos e se estenderá por muito tempo para nós também. Durante esse perı́odo, nossa meta é ensinar aos nossos discı́pulos como se tornarem “plenamente treinados”, de modo que sejam e ajam como Jesus. Ao aplicar o Grande Mandamento e a Grande Comissão como nossos guias, nós podemos fazer discı́pulos que são plenamente treinados. Aqui é como os treinamos para obedecerem a tudo que Jesus ordenou.

Se você se tornar o Pastor que Faz Discı́pulos, você irá liderar para a missão. Se você liderar as pessoas para a missão de fazer discı́pulos, então você ajudará as pessoas a irem, a batizarem e a ensinarem. Se as pessoas não forem, não batizarem e não ensinarem, então discı́pulos não são formados e a missão não é cumprida. Você precisa de]inir de modo claro a missão, bem como o processo.

Uma das tarefas mais desa]iadoras que eu enfrentei nos últimos trinta anos é ajudar a manter nossa igreja focada em aplicar o mesmo processo para fazer discı́pulos que Jesus empregou. A boa notı́cia é que não tenho que de]inir o discı́pulo ou descobrir como fazer um. Jesus já fez isso. A má notı́cia é que nós podemos ser preguiçosos, desobedientes e distraı́dos. Mantenha-se motivado na missão. Como pastor, parte de seu trabalho é motivar as pessoas para fazer discı́pulos. Continue lembrando-os de o “que” é e o “como”.

O Onde: Quando Jesus esteve no monte, na Galileia, para transmitir a seus

discı́pulos a comissão ]inal, Ele, provavelmente, ergueu o dedo e apontou para o mais longe que os olhos podiam ver e disse as palavras: “todas as nações”. Jesus foi claro não apenas em relação ao “que” é e o “como”, Ele também foi claro sobre o “onde”.

Pouco tempo depois que Jesus declarou o “onde” para seus discı́pulos, Ele o esclareceu ao dizer: “E sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos con]ins da terra” [Atos 1.8]. Jesus instruiu a Seus discı́pulos para começarem a fazer discı́pulos na pátria (em Jerusalém), movendo-se pelas regiões próximas (na Judeia e Samaria) e então para o restante do mundo conhecido (os con]ins da terra). Ao seguirem estas direções, os discı́pulos treinariam outras pessoas para serem discı́pulos indo, batizando e ensinando em todos os lugares que pudessem.

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Para alguns discı́pulos que estavam no monte, na Galileia, eu estou certo de que a tarefa de alcançar “todas as nações” pareceu desanimadora. Jesus esperava que o pequeno grupo de pessoas transmitisse a mensagem em todos os lugares, a todas as nações ao criar o movimento de multiplicação de discı́pulos. Ele esperava que Seus discı́pulos ]izessem discı́pulos, que ]izessem discı́pulos e assim sucessivamente. Ele usou alguns missionários para plantar Igrejas que Fazem Discı́pulos lideradas por Pastores que Fazem Discı́pulos, que motivariam igrejas cheias de discı́pulos para propagarem a mensagem de redenção às nações por meio do movimento de discı́pulos multiplicadores. Simples assim. O plano de Deus era ter igrejas locais em todo o mundo lideradas por Pastores que Fazem Discı́pulos, motivando o povo de Deus para a missão. A ideia de Deus para a evangelização do mundo é impressionante.

Imagine isto: quando você tem igrejas no mundo inteiro, todas tendo a mesma meta e todas colocando em prática o mesmo processo, você fará discı́pulos que têm o mesmo caráter e conduta de Cristo. Um movimento como este transformaria o mundo. Para fazer isto acontecer, você precisaria de lı́deres (pastores) que liderem essas congregações para a missão.

Não demorou muito tempo, depois que Jesus disse a seus discı́pulos para onde Ele os queria que fossem, para começarem a se desviar de Suas direções. Os discı́pulos estavam contentes em permanecer em Jerusalém, até que o Espı́rito Santo usou um pouco de perseguição para motivá-los a irem para a Judéia e Samaria. Mais tarde, o Espı́rito Santo motivou Paulo e Barnabé a proclamar a mensagem até aos con]ins da terra. A mensagem de redenção foi transmitida a todas as nações com a quantidade certa de motivação.

Hoje não é diferente. Fazer discı́pulos de todas as nações requer motivação. Nós devemos ser motivados a plantar Igrejas que Fazem Discı́pulos no mundo e precisamos formar Pastores que Fazem Discı́pulos para auxiliar com a motivação. O plano de Deus ainda é e]icaz e Seu poder ainda está disponı́vel. A questão é se o Seu povo será obediente ou não. Se a igreja hoje estivesse cheia de pessoas que fossem obedientes à missão de fazer discı́pulos plenamente treinados em indo, batizando e ensinando em todas as nações, nós poderı́amos contemplar a evangelização do mundo.

Os

Judeia e

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Nos últimos trinta anos de minha vida, eu ]iz o melhor para motivar os discı́pulos em minha igreja local a alcançar o mundo para Cristo. Eu os ensinei e os estimulei a fazer discı́pulos em Jerusalém, Judeia, Samaria e até aos con]ins da terra deles. Grande parte de meu trabalho como pastor é sempre mostrar às pessoas, em nossa congregação, que eles devem cumprir a missão de fazer discı́pulos de “todas as nações”.

Aplicar: O Que O Pastor Pode Fazer Para Liderar A

Missão?

A ]im de que os pastores liderem para a missão, eles precisam ser motivadores. Da mesma forma que Jesus motivou Seus discı́pulos a fazer discı́pulos, os pastores precisam motivar as pessoas em suas igrejas a fazerem discı́pulos. Você pode motivar as pessoas a se tornarem fazedores de discı́pulos, como o pastor, pelo que você diz e faz.

Os discı́pulos saı́ram do monte da Galileia, naquele dia, obedientes à missão de Jesus porque as Suas palavras foram persuasivas e Suas ações convincentes. Depois de mais de dois mil anos, o fato de que nós ainda falamos sobre o que Jesus fez é evidência da realidade de que Ele foi um excelente motivador.

O fato de que Jesus torna a missão e o processo tão claros para o Pastor que Faz Discı́pulos torna claro o “êxito” de liderar para a missão de forma inacreditável também. Expressando de outro modo, devido à clareza de Jesus, Pastores que Fazem Discı́pulos podem saber de maneira muito evidente se lideram ou não para a missão. Os pastores podem mensurar o êxito em cumprir a missão ao constatar quantos de seus discı́pulos fazem mais discı́pulos. Um discı́pulo que faz mais discı́pulos é o “triunfo” evidente para cada Pastor que Faz Discı́pulos.

Alcançar, batizar e ensinar as pessoas são grandes resultados em fazer discı́pulos, porém o “triunfo” real para um Pastor que Faz Discı́pulos é fazer discı́pulos que saem e replicam o seu processo. Os “triunfos” de Jesus não foram apenas conversões, batismos e discı́pulos, mas também formar discı́pulos que Ele sabia que continuariam Sua missão depois que Ele deixasse a terra.

Jesus veio para tornar a redenção possı́vel para toda a humanidade e a começar o movimento que propagasse a mensagem de redenção para todas as pessoas em todas as nações e em todas as gerações. Se Jesus não tornasse a redenção possı́vel e não começasse o movimento de fazer discı́pulos que transmitisse a mensagem de redenção, tudo que nós temos discutido aqui seria irrelevante.

Se Jesus avaliasse o Seu ministério só por conversões, batismos e o ensino a poucos discı́pulos, a missão de fazer discı́pulos de todas as nações jamais aconteceria. Jesus avaliou o Seu ministério tendo como referência o treinamento de alguns discı́pulos que iriam e fariam mais discı́pulos. Nós avaliamos o nosso

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ministério da mesma forma. Os Pastores que Fazem Discı́pulos lideram para a missão de fazer discı́pulos, que por sua vez fazem mais discı́pulos. Jesus disse em João 17.4: “Eu te glori]iquei na terra, consumando a obra que me con]iaste para fazer”. A obra que foi con]iada a Jesus tinha dois aspectos: tornar a redenção possı́vel e começar o Movimento de Fazer Discı́pulos. Jesus cumpriu a glori]icação de seu Pai e cumpriu a obra que Lhe foi con]iada. Um Pastor que Faz Discı́pulos tem apenas um trabalho fundamental: manter em ação o Movimento de Fazer Discı́pulos que Jesus começou. Em outras palavras: lidere para a missão. Se você ]izer isto, você terá certeza de que cumpriu o que Deus o chamou para realizar e você O glori]icará na terra.

Aprender: Como O Pastor Lidera Para A Missão Hoje?

Ser o Pastor que Faz Discı́pulos signi]ica ser o pastor que lidera para a missão. Liderar para a missão signi]ica liderar pessoas que fazem discı́pulos de todas as nações no indo, batizando e ensinando obedecer a tudo que Jesus ordenou. Quando este processo é concluı́do, o discı́pulo é formado. O discı́pulo então começa a multiplicar mais discı́pulos. Ao fazermos discı́pulos que fazem discı́pulos, realizamos a obra que Deus nos encarregou e glori]icamos a Deus aqui na terra. Liderar para a missão é o primeiro passo para se tornar um Pastor que Faz Discı́pulos. Texto para o diagrama: Em Azul por fora, no sentido horário: Motivador, Modelo, Mediador, Mobilizador, Mapa, Multiplicador No centro: O Pastor que Faz Discı́pulos ...

No sentido horário: Lidera para a missão, Lidera a si mesmo em primeiro lugar, Lidera a organização, Lidera os lı́deres, Lidera com um plano, Lidera bem.

Esta prioridade é muito importante. O mundo mudaria se nossas igrejas hoje fossem lideradas por Pastores que Fazem Discı́pulos. Minha pergunta para você é simples: você será o Pastor que Faz Discı́pulos? Você vai liderar a igreja em que pastoreia para cumprir a missão que Jesus nos con]iou de “ide, portanto, e fazer discı́pulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espı́rito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado?”

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Descreva com as próprias palavras o que signi]ica liderar para a missão. Quais são as evidências quando o pastor lidera para a missão? De que modo Jesus demonstra como é o lı́der que lidera para a missão? Descreva como o processo de Jesus nos capacita para cumprir a missão. Como o processo pode resultar em missão? Por que isso é um problema? Qual é o triunfo evidente do Pastor que Faz Discı́pulos? A maioria dos pastores está “triunfando”? Você poderia dizer que está cumprindo a missão que Deus lhe con]iou?

O que em sua vida e ministério indica que você lidera para a cumprir a missão certa?

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O objetivo do projeto mensal é ajudá-lo a se tornar o Pastor que Faz Discı́pulos e que lidera para a missão. O projeto é simples e fácil, porém eu o estimulo a aplicar-se inteiramente à tarefa. O projeto mensal é composto de duas partes:

Parte 1: Como forma de avaliar quão bem você lidera para a missão, use

alguns minutos para escrever os nomes de todos que você discipulou e os de quem eles discipularam. O objetivo nessa atividade é veri]icar quantos “triunfos” você obteve ao fazer discı́pulos. Em outras palavras, o objetivo é identi]icar quantos discı́pulos reprodutores você formou. Espero que você tenha uma árvore de discipulado cheia de pessoas que você discipulou, que prosseguem a fazer mais discı́pulos. Talvez você precise contatar algumas pessoas que você discipulou para veri]icar se elas reproduziram outros discı́pulos.

Parte 2: Como forma de progredir como “motivador” na missão, tire um

momento para escrever uma lista de meios pelos quais você pode motivar sua congregação para cumprir a missão de fazer discı́pulos nos próximos doze meses. Seja criativo. Estes meios poderiam ser mensagens, campanhas, cursos bı́blicos na igreja, seminários ou até mesmo sinais na entrada da igreja que motivem pessoas em sua igreja para fazerem discı́pulos.

Prepare-se para compartilhar suas ideias com o grupo de treinamento em nossa próxima reunião online.

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Texto para o diagrama:

No centro: O pastor que faz discı́pulos ...

No sentido horário: Lidera para a missão, Lidera a si mesmo em primeiro lugar, Lidera a organização, Lidera os lı́deres, Lidera com um plano, Lidera bem.

PRIORIDADE 2

O pastor que faz discı́pulos

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PRIORIDADE 2

Lidera a Si Mesmo em Primeiro Lugar

A segunda prioridade dos pastores que fazem discı́pulos e lideram suas igrejas a fazerem discı́pulos é que lideram a eles mesmos em primeiro lugar. Em outras palavras, eles praticam a autoliderança. Estes lı́deres compreendem que se estão ocupados a realizar mil coisas “boas”, porém não realizam as “melhores” coisas, não serão os melhores lı́deres que deveriam ser. Os Pastores que Fazem Discı́pulos são pastores que olham em retrospecto para o ]im de suas vidas e ministérios pastorais e reconhecem que ajudaram a cumprir a missão que Jesus Cristo lhes entregou ao serem exemplos para os outros. Os Pastores que Fazem Discı́pulos lideram a si mesmos em primeiro lugar.

Texto para o diagrama:

No centro: O pastor que faz discı́pulos ...

No sentido horário: Lidera para a missão, Lidera a si mesmo em primeiro lugar, Lidera a organização, Lidera os lı́deres, Lidera com um plano, Lidera bem.

Eu sei por experiência prévia o quanto é importante praticar a autoliderança. Ao graduar do seminário e começar meu primeiro pastorado, minha vida era um trem desgovernado. Eu não liderava a mim mesmo (tampouco alguém mais) de forma correta. Ah sim, eu tinha um tı́tulo e havia pessoas me seguindo, mas eu não as liderava na direção certa. No primeiro ano de meu ministério, eu geri pessimamente minha vida. Eu não aproveitava os meus momentos de repouso, eu não cuidava do meu corpo e eu arrastava minha esposa para as visitas ministeriais e dizia que era "nosso encontro". Eu me reunia com as pessoas quando me pediam para fazê-lo. O tempo para preparar a mensagem de domingo era uma ocorrência regular na manhã de sábado e eu não me dedicava a cultivar relacionamentos com os perdidos ou a discipular cristãos. Muito do eu que acreditava ser verdadeiro a respeito do discı́pulo plenamente treinado não se aplicava a mim.

Como eu fui envolvido por esta desordem? Eu assumo totalmente a responsabilidade de viver compelido pela pressão em vez de pela prioridade, contudo deve-se notar que minha formação no seminário não me ensinou nada a respeito de liderar a si próprio. Eu também não tive exemplos de pastores que foram modelos de boa autoliderança. Ainda bem que eu encontrei alguns pastores, com quem pude aprender, que me ensinaram os conceitos da sólida autoliderança. Estes esforços são parte da razão por que eu lidero os grupos de treinamento hoje. Creio que mais pastores (do que o contrário) se esforçam para viver a prioridade de liderar a si mesmos. A minha oração é que o grupo de treinamento o ajudará a

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aprender como liderar a si mesmo enquanto lidera outros. Jesus será o nosso exemplo porque Ele é o lı́der perfeito de si mesmo.

Com nossos olhos em Cristo, contemplemos como Ele se liderou e aprendamos como nos liderarmos no contexto moderno. Que nós encontremos formas de viver o que aprendemos em nossos ministérios. Mergulhemos, pois, nisso.

Analisar: Jesus Liderou A Si Mesmo Em Primeiro Lugar

Jesus foi o modelo digno de ser seguido. O caráter dEle era digno de ser imitado e Sua conduta foi exemplar. Você não erraria se usasse Jesus como o projeto com o qual edi]icaria a sua vida e ministério. O versı́culo que melhor resume o fato de que Jesus foi o modelo se encontra em 1 João 2.6. João a]irma: “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”. Você pode andar como Jesus andou porque Ele liderou o tipo de vida que desejava que todos seguissem.

Quando eu digo que Jesus foi um modelo digno de ser seguido por meio de seu caráter e conduta, eu a]irmo que Jesus demonstrou o que todo discı́pulo deveria ser e fazer. Jesus foi o discı́pulo que Ele queria que todos fossem e fez discı́pulos da forma em Ele que queria que todos ]izessem. Você não precisa procurar em outro lugar além de Cristo, a ]im de encontrar o modelo perfeito do discı́pulo plenamente treinado.

Jesus modelou o caráter justo ao demonstrar o fruto do Espı́rito. Jesus demonstrou amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, ]idelidade, mansidão e domı́nio próprio em todo relacionamento e situação de sua vida. Jesus sempre viveu o relacionamento justo com o Espı́rito de Deus e caminhou na trilha que nós deverı́amos caminhar porque caminhou no mesmo andar no Espı́rito. Jesus modelou a conduta correta ao demonstrar as marcas do discı́pulo plenamente treinado. Nós vemos em Atos que cada marca de discipulado que nós notamos nos discı́pulos foi também modelada em Jesus. A razão pela qual você nota as marcas nos primeiros discı́pulos é porque eles caminhavam como Jesus. Em qualquer momento que você identi]icar a marca do discı́pulo em múltiplas gerações de discı́pulos, é adequado presumir que as marcas são reproduzidas por uma razão. Em Atos, nós podemos identi]icar várias marcas do discı́pulo que se encontram nos doze discı́pulos originais e em Jesus.

Nos primeiros capı́tulos de Atos, nós veri]icamos sete marcas comuns dos discı́pulos na igreja de Jerusalém, que também eram verdadeiras nos discı́pulos originais e em Jesus. Como discı́pulos de Jesus hoje, as marcas devem igualmente ser demonstradas em nossas vidas.

1. Eles eram membros: Um discı́pulo plenamente treinado faz parte da

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“dedicavam” uns aos outros. Isto é claramente o conceito de fazer parte ou ser um membro da comunidade de cristãos.

Jesus e seus discı́pulos modelaram o compromisso quando os chamou: “Sigam-me e eu lhes farei pescadores de homens” (Mateus 4.19). Os discı́pulos na Igreja daquele tempo se dedicavam, pois viram dedicação modelada em Jesus. Se nós caminharmos como Jesus, nós caminharemos como membros da Igreja.

2. Eles eram magniXicadores: Um discı́pulo plenamente treinado é um

discı́pulo que de forma consistente adora Cristo em público e em particular. Jesus tornou os dois tipos de adoração prioridades consistentes em Sua vida. Em Marcos 1.35, Jesus fez do hábito de “levantar alta madrugada, sair para um local deserto e ali orar” uma prioridade. Lucas 4.16 declara: “... entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume...” Jesus fez da adoração pública e privada uma prática consistente em sua vida. Ele se liderou para ser um magni]icador. Se nós caminharmos como Jesus, nós caminharemos como pessoas que adoram.

3. Eles eram maduros: Um discı́pulo plenamente treinado cresce na fé e

caminha com Deus. Em sua humanidade, Jesus comprometeu-se com o crescimento e a maturidade. Mesmo como criança, Jesus cresceu em “... sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2.52). Jesus orou e memorizou a Escritura como qualquer outro. Ele modelou a marca da maturidade e liderou-se para fazer o que queria que outros ]izessem. Se nós caminharmos como Jesus, caminharemos como discı́pulos maduros.

4. Eles eram ministros: Um discı́pulo plenamente treinado é alguém que

serve a Deus ao servirem outros. Em Atos 2.44, a igreja é descrita como o lugar onde “todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum”. Os membros da igreja primitiva serviam uns aos outros porque o próprio Jesus foi modelo de serviço. Marcos 10.45 declara: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos”. Se nós caminharmos como Jesus, caminhamos como servos.

5. Eles eram mediadores: Um discı́pulo plenamente treinado é um discı́pulo

que honram Deus com os recursos que recebe. Em Atos 2.45, os cristãos “vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. O conceito de usar os recursos que recebiam para cuidar de outras pessoas é a marca da mordomia ou gerenciamento. Os primeiros cristãos aprenderam sobre esta prioridade assistindo a Jesus. Se nós caminharmos como Jesus, caminharemos como mediadores dos nossos recursos dados por Deus.

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6. Eles eram mensageiros: Um discı́pulo plenamente treinado é alguém que compartilha a mensagem de Jesus em sua Jerusalém, Judéia, Samaria e até aos con]ins da terra. Em Atos 2.47, as pessoas eram “... acrescentadas dia a dia, as que iam sendo salvas”. A razão por que as pessoas eram salvas em Jerusalém é simples. Lucas 19.10 a]irma que as pessoas eram salvas porque “... o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”. Os discı́pulos na igreja primitiva eram mensageiros porque Jesus era o mensageiro. Se nós caminharmos como Jesus, caminharemos como mensageiros do evangelho.

7. Eles eram multiplicadores: Um discı́pulo plenamente treinado é um

discı́pulo que reproduz mais discı́pulos de Cristo. Nós lemos em Atos 6.7 que “... em Jerusalém se multiplicava o número dos discı́pulos”. A razão por que os discı́pulos se multiplicavam é porque os primeiros discı́pulos reproduziam mais discı́pulos. A igreja crescia pela multiplicação, não por adição. A igreja crescia pela multiplicação, porquanto as últimas palavras de Jesus ainda ressoavam nos ouvidos dos discı́pulos. As últimas palavras de Jesus se tornaram a primeira prioridade deles. Eles ]izeram mais discı́pulos ao irem, batizarem e ensinarem os outros a fazer o que Jesus lhes ordenou que ]izessem. A igreja cresceu de forma exponencial, pois os discı́pulos ]izeram o que Jesus lhes disse a fazer. Eles multiplicaram outros discı́pulos. Se nós caminharmos como Jesus caminhou, caminharemos como multiplicadores de discı́pulos.

Espero que você comece a compreender a importância de liderar a si mesmo em primeiro lugar ao contemplar como Jesus liderou a si mesmo. Jesus não esperou que alguém lhe dissesse o que fazer. Nenhuma outra pessoa disse a Jesus para passar um tempo sozinho com o Pai. Ninguém disse a Jesus para habituar-se a ir à sinagoga no sábado. Nenhuma pessoa orientou Jesus para lavar os pés aos discı́pulos. Jesus não teve ninguém a quem prestar contas pela responsabilidade de compartilhar a mensagem de salvação com as pessoas distantes de Deus. Jesus não dedicou tempo para formar discı́pulos porque devia entregar um relatório ministerial ao seu supervisor. Ele era Seu próprio supervisor.

Jesus viveu e liderou o caminho que ele queria que Pedro, João, Tiago e Paulo vivessem e liderassem. ED por esta razão que Paulo disse em 1 Corı́ntios 11.1: “Sede meus imitadores, como eu também sou de Cristo.” Em essência, Paulo disse: “Caminhe no caminho que eu caminho porque caminho como Jesus”. Um Pastor que Faz Discı́pulos lidera a si mesmo em primeiro lugar porque Jesus liderou a Si mesmo em primeiro lugar.

Aprender: Como O Pastor Lidera A Si Mesmo em Primeiro

Lugar

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Você não pode liderar outros a um lugar onde você não esteve. Liderar a si mesmo em primeiro lugar é um dos princı́pios mais importantes e básicos de liderança e é fundamental se você deseja se tornar um Pastor que Faz Discı́pulos. As duas perguntas primárias que você precisa fazer para liderar a si mesmo em primeiro lugar são:

Eu sou discipulado?

Eu estou formando mais discípulos?

Se a missão da igreja é ser e formar mais discı́pulos, então você deve pessoalmente ser discipulado antes que você tente liderar outro para fazer discı́pulos. Você não pode levar os outros para onde você não esteve. Em outras palavras, você não pode formar discı́pulos plenamente treinados se antes você não for um discı́pulo plenamente treinado.

Eu conheço pastores que se formaram no seminário, porém jamais foram discipulados. Eles têm um acúmulo inacreditável de informação, contudo não assimilaram os fundamentos do que signi]ica viver em um relacionamento justo com Deus, consigo mesmo e com os outros. Eu conheço pastores que pregam mensagens poderosas, mas que jamais formaram pessoalmente um discı́pulo sequer. Muitos pastores não sabem como pessoalmente se dedicar às pessoas e ajudá-las a crescer como discı́pulos de Cristo.

Se nós temos igrejas que são lideradas por pastores que não são discipulados e que não fazem discı́pulos, então não é surpreendente porque muitas igrejas não estão cumprindo a missão de fazer discı́pulos.

Uma razão pela qual eu digo que conheço pastores que não são discı́pulos e não fazem discı́pulos é porque eu fui este tipo de pastor. Como mencionei antes, depois de me formar no seminário e começar meu primeiro pastorado, eu liderei uma igreja local antes de me liderar a mim mesmo. Em outras palavras, eu fui um pastor muito ocupado, que me esforçava muito para fazer a igreja crescer, mas não era o que Deus queria que eu fosse, nem sequer eu formava outros discı́pulos para que fossem como Deus desejava.

Autoliderança em primeiro lugar se tornou uma prioridade tão tangı́vel para mim enquanto eu estava em uma conferência de pastores em uma mega e bem-sucedida igreja. Depois de três dias de conferência, o Senhor tornou evidente para mim, de forma inacreditável, que eu não era um pastor que fazia discı́pulos porque não era um discı́pulo e não formava mais discı́pulos. Eu me esforcei de modo extenuante para construir uma igreja grande, entretanto eu não era um discı́pulo nem formava mais discı́pulos.

Eu voltei para casa daquela conferência e me desculpei com minha igreja pequena pela maneira como os liderava. Eu me coloquei em pé em um cı́rculo de umas doze pessoas e me comprometi com elas que pelo tempo que fosse o pastor da igreja, eu faria tudo que pudesse para aprender o que signi]ica ser discı́pulo e fazer mais discı́pulos. Eu lhes disse que focaria menos em construir uma igreja grande e focaria mais em formar pessoas plenamente treinadas.

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Eu ainda tenho que alcançar este estágio, mas posso lhe dizer que pelos últimos trinta anos, eu procuro entender com extrema determinação o que signi]ica ser discı́pulo e formar discı́pulos. Eu estou tentando liderar a mim mesmo para ser discı́pulo enquanto procuro liderar outro a fazer o mesmo. Esta procura é chamada de “autoliderança”. Ninguém mais vai me liderar a viver como discı́pulo ou fazer mais discı́pulos (a não ser o Espı́rito Santo). Eu tenho que reconhecer isto. Eu tenho que liderar-me e assumir minha própria responsabilidade. Eu sempre me lembro de que Jesus praticou a autoliderança. A única pessoa que liderava Jesus era seu Pai. Ninguém mais na terra O liderava. Ele viveu como um modelo de discı́pulo e Ele fez mais discı́pulos. Jesus encarnou a missão do Pai e Ele executou a estratégia que Lhe foi dada. Com o Espı́rito Santo em nós, podemos fazer o mesmo. Nós temos Jesus e sob Seu poder, podemos fazer o que Ele fez. Permita-me sugerir algumas coisas que eu aprendi sobre como se tornar um pastor que lidera a si mesmo em primeiro lugar.

Reconheça onde você está: Minha jornada para a autoliderança começou

com uma con]issão. Eu cheguei ao ponto onde percebi que minha vida não correspondia com a vida de Cristo. Eu não era nem fazia o que recomendava às pessoas a ser e fazer. Eu cheguei ao ponto em que percebi que não era um discı́pulo-M7 plenamente treinado.

Ao reconhecer que você não vive ou lidera da forma que você realmente precisa viver e liderar é o primeiro passo para fazer progresso. Até que você admita que precisa mudar, provavelmente você não fará mudanças. Uma das tarefas do grupo de treinamento propõe-se a ajudá-lo a avaliar sua vida e liderança. ED importante fazer uma autoavaliação e veri]icar se o que você sabe corresponde a como você vive.

Assim que reconhecer o fato de que não está se liderando da forma que você recomenda outras pessoas a viver, isso signi]ica que você está na direção certa para fazer mudanças positivas. Eu não começarei a dedicar-me a fazer discı́pulos até eu reconhecer a realidade que não faço discı́pulos da maneira que Jesus fez. ED improvável que eu me torne um mensageiro mais e]iciente até que eu aceite o fato de que não compartilho minha fé da forma que Cristo gostaria. Até que eu reconheça que não sirvo do modo como Jesus servia, é provável que eu não procurarei por oportunidades para servir outras pessoas.

Uma grande forma de mensurar sua autoliderança é realmente fazer uma avaliação M-7. No projeto, parte desta lição, você será encorajado a avaliar sua vida comparada com o modelo de Jesus. Se as sete marcas de um discı́pulo plenamente treinado estão ausentes em sua vida, você pode estar no caminho certo para a autoliderança.

IdentiXique onde você precisa chegar: Se você quer liderar a si mesmo em

primeiro lugar, então você precisa liderar a si mesmo para viver e liderar como Cristo. Para ser um Pastor que Faz Discı́pulos, você precisa seguir o modelo. Como

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Paulo a]irmou: “... Sigam-me como eu sigo Cristo”. As boas novas são: você não tem que descobrir o que deve ser ou fazer. Jesus já fez isto por você. Você simplesmente necessita focar sua vida e liderança no coração de Jesus e em como Ele viveu.

Pensem nisto deste modo: “se Jesus foi o mensageiro, você deve ser um mensageiro. Se Jesus foi um ministro, você deve ser um ministro. Se Jesus multiplicou discı́pulos, você deve multiplicar discı́pulo. A conjectura do que é a autoliderança para um Pastor que Faz Discı́pulos foi removida. Simplesmente siga o modelo que Jesus estabeleceu para você.

Se eu vir um traço ou caracterı́stica em Cristo, eu sei sem dúvida que o mesmo traço precisa ser encontrado em mim. Ao olhar para Cristo, eu sou capaz de identi]icar como preciso viver e liderar. A autoliderança é simples para os cristãos porque nossa meta é simplesmente caminhar como Jesus. Eu vou na direção certa quando Jesus é meu guia. Uma coisa que eu procurei me aplicar nos vinte e nove anos passados foi a prioridade da autoliderança. Assim que eu compreendi onde estava, mais disposto eu ]iquei para fazer o que precisava para me tornar o que eu precisava ser. Eu constantemente faço correções de rota em minha vida e liderança para realinhar minha vida com o padrão de Cristo. Ninguém mais fará isto por mim. ED isso que chamamos de autoliderança. Este processo também não se trata de eu escolher fazer o que eu quero. A autoliderança é liderar-me para seguir Jesus em Seu caráter e conduta através do poder do Espı́rito Santo. A autoliderança é liderar a si mesmo para seguir Cristo.

Execute um plano para chegar lá: Se estou em Atlanta mas quero estar em

Nova Iorque, eu devo admitir que não estou onde queria. Portanto, eu tenho de descobrir onde Nova Iorque está e encontrar uma forma de chegar lá. Eu não posso ir de Atlanta até Nova Iorque, a menos que eu saiba como planejar a direção de minha jornada. Eu terei que viajar de carro, ou de ônibus, ou de avião para chegar a Nova Iorque.

Assim que eu avalio minha vida e liderança e identi]ico as mudanças que preciso fazer, eu preciso elaborar um plano de ação que posso executar para chegar lá. A execução é escolher e entrar no veı́culo que me levará de onde eu estou para onde eu quero estar.

Se eu percebo que negligencio o tempo de quietude com o Pai, então eu preciso planejar esse tempo em minha agenda, ser disciplinado para acordar cedo o su]iciente para me reunir com Deus e, então sim, executar meu plano. Eu preciso cobrar de mim responsabilidade pelo fato de que eu ]iz o que creio que Cristo queria que eu ]izesse. Minha ideia aqui é: eu acredito que autoliderança exige cobrar de si mesmo uma atitude responsável.

Um dos fatos mais relevantes que tenho aprendido em minha vida como pastor é que ninguém mais cobrará responsabilidade pelos meus atos do que eu mesmo. Os presbı́teros, a equipe de auxiliares e os membros da igreja não avaliarão minhas prioridades no nı́vel que eu avaliarei. A melhor forma que eu conheço para

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liderar a mim mesmo bem é cobrar responsabilidade pelos meus atos sobre onde eu quero estar. A diferença entre o que eu digo e o que realmente eu faço é geralmente determinada por quão coerentemente eu me cobro responsabilidade relativa ao que eu faço quanto a essa lacuna. Responsabilidade autoestimulada é o que normalmente produz ação em minha vida. A ação é o que produz a execução.

Aplicar: O Que Um Pastor Pode Fazer Para Liderar A Si

Mesmo Em Primeiro Lugar?

Para que os pastores liderem a si mesmos em primeiro lugar, eles devem ser “modelos”. Da mesma forma que Jesus foi modelo para seus discı́pulos quanto a que signi]ica ser e fazer discı́pulos, o Pastor que Faz Discı́pulos é modelo para as pessoas na igreja em como teoricamente devem caminhar. Os pastores modelam a autoliderança ao serem e fazerem o que pedem para que as pessoas sejam e façam. Se você verdadeiramente quer ser modelo do que signi]ica ser discı́pulo e fazer discı́pulos, então eu sugiro os passos seguintes.

Primeiro, seja discipulado: eu jamais estive próximo de ser um modelo de discı́pulo, a não ser quando eu dediquei tempo para aprender o que signi]ica ser discı́pulo. Em meu caso, o processo de discipulado aconteceu como resultado de minha procura pelos recursos e instrumentos que me ajudassem a crescer. Eu não estou exagerando ao lhe dizer que por muitos anos tenho sido determinado em meu esforço de me tornar o mais autêntico discı́pulo de Cristo que eu puder. Eu não alcancei esse estágio, mas posso lhe dizer que eu leio, ouço e aplico tudo com que me deparo concernente a ser um discı́pulo de Cristo. Eu jamais me formarei nesse processo. Ser plenamente treinado não signi]ica que você está plenamente desenvolvido. Eu serei um aprendiz para a vida inteira na escola de discipulado de Jesus, porém o que importa é que estou de]initivamente matriculado.

Segundo, forme um discípulo: Se você é pastor, você já tem treinamento

su]iciente para começar a discipular alguém. Isto poderia acontecer como treinamento no trabalho, mas você aprenderá e crescerá simplesmente por começar. O que sei é que você não crescerá ou aprenderá por não fazer nada. Você jamais será um modelo de fazer discı́pulos se pelo menos não se esforçar para se tornar um discı́pulo.

Eu comecei a fazer discı́pulos há alguns anos, embora eu jamais fosse discipulado. Eu não tinha ideia do que fazia quando comecei a me reunir com cinco jovens, uma vez por semana, para ajudá-los a crescer espiritualmente. Mal sabia que eu seria um dos que mais haveria de crescer. Não espere até que você saiba tudo sobre isso antes que comece a formar discı́pulos. Aprenda enquanto faz.

Prioridade #2 Resumo

Ser um Pastor que Faz Discı́pulos signi]ica ser um pastor que lidera a si mesmo. Liderar a si mesmo representa ser e fazer o que você pede a alguém para

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ser e fazer. Se você deseja praticar a autoliderança, avalie onde você está atualmente, identi]ique onde você precisa estar fundamentado no exemplo de Cristo e coloque em ação as medidas para chegar lá. Quando você começar a liderar a si mesmo para caminhar como Jesus, pode dizer como Paulo: “... Sigam-me como sigo a Cristo”. Liderar a você mesmo em primeiro lugar é um passo vital para se tornar um Pastor que Faz Discı́pulos. Comprometa-se a se tornar um “modelo” para que outros possam seguir. Texto para o diagrama: No primeiro ciclo: Sentido horário: Motivador, Modelo, Mediador, Mobilizador, Mapa, Multiplicador No segundo ciclo:

No sentido horário: Lidera para a missão, Lidera a si mesmo em primeiro lugar, Lidera a organização, Lidera os lı́deres, Lidera com um plano, Lidera bem.

No centro: O Pastor que Faz Discı́pulos

Imagine o que poderia acontecer se nós tivéssemos igrejas no mundo lideradas por pastores que caminhassem como Jesus? Isto parece ser a regra, mas acredite, não é. Eu penso que é óbvio o porquê ter lı́deres modelos para serem seguidos é tão importante. Minha questão para você é simples: você pode dizer: “... Sigam-me porque eu sigo Cristo?” As pessoas em sua igreja saberiam o que signi]ica ser discı́pulo e formar discı́pulos se sua vida fosse o único padrão que eles teriam como exemplo para seguir?

Liderar a si mesmo para seguir Cristo é o ato mais libertador, realizador e frutı́fero que você pode realizar. Ele é libertador porque você permite que Cristo de]ina como você vive. Ele é realizador porque cumpre o propósito para o qual você foi criado. Ele é frutı́fero porque outros se tornam mais semelhantes a Cristo ao seguir você.

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Explique o conceito do que signi]ica liderar a si mesmo em primeiro lugar.

Quando você pensa em autoliderança, você se lembra de qual pessoa que você conhece pessoalmente? Por quê?

Dê alguns exemplos que você enxerga de autoliderança na vida de Jesus.

Por que liderar a si mesmo em primeiro lugar é prioridade fundamental para se tornar um Pastor que Faz Discı́pulos?

Qual era a base de Paulo para a autoliderança? Por que isso é importante?

Qual a]irmação descreve mais corretamente o seu nı́vel de autoliderança?

Tem alguns fundamentos, mas está aquém em outros. Atualmente está focada e disciplinada

Quais áreas de sua vida precisam de crescimento e desenvolvimento como discı́pulo?

Cite algumas medidas que você pode tomar para melhorar de forma imediata sua autoliderança.

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Como você pode motivar as pessoas de maneira mais adequada para a missão? Quais são algumas mudanças que você precisa fazer?

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O objetivo deste projeto mensal é ajudá-lo a se tornar um Pastor que Faz Discı́pulos e que lidera a si mesmo em primeiro lugar. O projeto é simples e fácil, mas eu o estimulo a aplicar-se totalmente à tarefa. O projeto mensal é composto por duas partes.

Parte 1: Faça uma avaliação de sua vida com base no critério do Discı́pulo-M7. Tome um minuto e avalie como sua vida corresponde à conduta de Cristo, conforme esboçada na Escritura. Dedique algum tempo para anotar pensamentos e medidas que você deseja colocar em ação como resultado de sua avaliação. Você pode fazer uma avaliação do Discı́pulo-7 comprando o Projeto M-7 ou baixando nosso livreto grátis, O Diário do Discı́pulo M-7 no site: impactdisciples.com.

Parte 2: Você atualmente faz planos para fazer parte de um grupo de

discipulado ou liderar um grupo de discipulado? Antes que esse grupo termine, demonstre que você é um discı́pulo ou faz discı́pulos. Seja “modelo” de fazer discı́pulos. Eu recomendo altamente que se use o Projeto D-7 disponı́vel em impactdisciples.com/store para um estudo mais aprofundado do caráter e conduta de Cristo.

Prepare-se para compartilhar suas ideias com o grupo de treinamento em nossa próxima reunião online.

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Texto para o diagrama:

No centro: O Pastor que Faz Discı́pulos

No sentido horário: Lidera para a missão, Lidera a si mesmo em primeiro lugar, Lidera a organização, Lidera os lı́deres, Lidera com um plano, Lidera bem.

PRIORIDADE 3

Um Pastor que Faz Discı́pulos

Referências

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