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Academic year: 2021

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Revestimentos

Condições Técnicas de Execução

Série MATERIAIS

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1. Revestimento de Paredes e Tectos

1.1 Generalidades

A natureza dos revestimentos das diversas superfícies será a indicada nos mapas de acabamentos e nas Cláusulas Técnicas Especiais.

Todos os revestimentos serão executados com a máxima perfeição sendo rejeitados todos os que se não apresentem devidamente desempenados ou que apresentem saliências e rebaixos, ou outros defeitos designadamente os indicados, nas normas em vigor, referente a pinturas.

Todas as superfícies serão cuidadosamente limpas de gordura, óleos, partículas em suspensão, antes da execução dos revestimentos.

Deverão também ser tomadas todas as providências para evitar o pó durante a execução dos revestimentos, lavando os pavimentos, protegendo as superfícies já acabadas, etc.

No exterior nenhum trabalho poderá ser executado com tempo húmido, devendo as superfícies estarem perfeitamente secas antes da execução dos trabalhos.

Todos os materiais para revestimentos, de características indicadas ou a indicar, deverão entrar na obra nas suas embalagens originais intactas.

Os materiais deverão ser armazenados em local coberto, fora da acção da humidade. Os materiais sem as características necessárias serão imediatamente retirados da obra. Todas as concordâncias, quando não venham indicadas nas peças desenhadas, serão indicadas pela Fiscalização, não devendo o empreiteiro executá-las sem essa indicação; sempre que possível essas ligações serão feitas por superfície curvas.

1.2 Tolerâncias dimensionais

Os paramentos em geral, depois de acabados, terão de observar as tolerâncias máximas seguintes:

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Implantação e cotas principais: 5mm Desvios de esquadria: 10mm

Verticalidade: 4mm na altura de um andar

Desempenamento: 1 mm em relação a régua de 0.20m e 2mm em relação a régua de 2.00m.

As superfícies de tectos e tectos falsos depois de acabados terão de observar as tolerâncias máximas seguintes:

Em tectos revestidos a reboco:

Nivelamento: 7mm com a régua de 2.0m; 3mm com a régua de 20cm; Em tectos revestidos a estuque:

Nivelamento: 5mm com a régua de 2.0m; 2mm com a régua de 20cm.

1.3 Cantarias

1.3.1 Aspectos gerais

Deverão ser grãos homogéneos, não geladiços, inatacáveis pelos agentes atmosféricos, limpos de matérias estranhas e isentos de cavidades, abelheiras, fendas e lesins.

Os leitos e sobreleitos, ficarão em esquadria com os paramentos aparelhados, com aparelho fixado no projecto e Clausulas Técnicas Especiais e sem falha sensível em toda a sua extensão.

As pedras deverão ser trabalhadas, de forma que assentem sobre o leito da pedreira, ou seja, comprimidas perpendicularmente a esse plano.

As juntas deverão ser bem desempenadas, em esquadria com os paramentos e de forma a apresentarem a menor espessura possível, salvo determinação especial em contrário.

Não será aceite o granito que tenha cristais de feldspato muito grosso, ou mica em grande quantidade.

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Os mármores não deverão apresentar o mínimo defeito, e serão perfeitamente cristalizados, sem fendas ou cavidades por mais insignificantes que sejam, com faces perfeitamente desempenadas e com uma coloração perfeita e bem polidos nos paramentos que ficarem à vista.

Todas as pedras terão proveniência, a configuração, as dimensões e a execução fixadas no projecto e Clausulas Técnicas Especiais do Caderno de Encargos da empreitada.

As cantarias e mármores só serão empregues depois de terem perdido completamente a água da pedreira, e serão rejeitados aqueles que oferecerem uma coloração diferente, e aqueles cujos defeitos tenham sido dissimulados com betume ou qualquer outra substância.

Ao Adjudicatário compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a cantarias, seus reforços, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.

1.3.2 Cantaria Artificial (Betão Vibrado)

Será de betão ligeiramente armado com a dosagem mínima de 350 Kg/m3, moldado e vibrado em estaleiro, conforme os pormenores constantes das Clausulas Técnicas Especiais.

Os inertes serão escolhidos por forma a que as peças depois de vibradas e desmoldadas, apresentem um acabamento perfeito.

Para o assentamento desta cantaria empregar-se-á argamassa de cimento e areia ao traço 1:3 e os pernes necessários serão em ferro zincado ou protegidos por qualquer forma que ofereça garantias e seja aprovada pela Fiscalização.

1.4 Enxilharia ou cantaria – paredes

Antes de se assentar as cantarias ou enxilharias deverá começar-se por picar a argamassa da camada inferior, a fim de lhe tirar os fragmentos friáveis, e tornar a superfície desigual, limpando-se a pedra que se vai cobrir com a cantaria ou enxilharia, a humedecendo-se.

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Em seguida, deverá estender-se sobre ela uma camada de argamassa com a espessura conveniente, colocando-se então, bem nivelada, a peça de cantaria ou enxilharia, limpa e humedecida, sobre o leito.

Para que o seu assentamento seja perfeito, dever-se-á batê-lo com maço de madeira, fazendo-se ressumar a argamassa.

As juntas verticais serão tapadas com argamassa, por forma a encher todos os espaços vazios, empregando-se para isso algumas lascas de pedra quando for necessário.

É expressamente proibido o emprego de cunhas para o assentamento das pedras; contudo, se esse assentamento oferecer dificuldades, devido às grandes dimensões das peças, a Fiscalização poderá tolerar o emprego de cunhas, fixando então a forma e natureza delas e exigindo que sejam tiradas imediatamente após o assentamento, mas devendo neste caso os leitos serem cuidadosamente cheios com argamassa, empregando-se frinchideira.

As pedras das diferentes fiadas, serão assentes para que as juntas verticais de duas fiadas consecutivas não distem entre si menos de 0,25 m.

A menor distância entre uma junta vertical e um ângulo reentrante será de 0,25 m e de 0,35 m entre uma junta vertical e um ângulo saliente.

A largura máxima das juntas nos leitos será de 0,008 m e de 0,005 m a 0,006 m nas juntas verticais.

Deverá ter-se o cuidado de, ao assentar as pedras, não apoiar as extremidades das alvenarias a menos de 0,30 m dos paramento e de resguardar as suas arestas com pedaços de madeira, a fim de se evitar que sejam esfolhadas.

A qualidade e o traço das argamassas a empregar no assentamento das cantarias e caixilharias será o previsto no projecto e Cláusulas Técnicas Especiais, sendo de 1:2 de cimento e areia quando nada estiver especificado em contrário, ou mesmo calda de cimento.

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1.4.1 Abóbadas de cantaria

Depois de se disporem os simples e cochins deverão começar-se as abóbadas simultaneamente por ambas as nascenças, e em todo o seu comprimento assentando-se as aduelas para que os leitos e juntas sejam normais ao paramento do intradorso.

Os rins e o resto das espessuras das abóbadas, serão bem ligadas e travados com os paramentos e executados por fiadas, cujos leitos tenderão para o centro das abóbadas, formando o prolongamento das aduelas do intradorso.

A qualidade e traço das argamassas a empregar na execução das abóbadas será o prescrito no projecto e Cláusulas Técnicas Especiais, sendo de 1:2 de cimento e areia quando nada estiver especificado em contrário.

1.4.2 Revestimentos

Os revestimentos de mármore ou cantarias serão feitos com material devidamente escolhido pela Fiscalização quanto ao tipo, dimensões e colocação das pedras.

Para os mármores deverá ter-se em atenção também os veios, sendo a colocação das pedras realizada de acordo com as indicações da Fiscalização.

O tamanho das peças será o adequado para dar o aspecto indicado no projecto.

A disposição de juntas, o aparelho dos paramentos, talhe de arestas, etc., serão escolhidos pela Fiscalização perante amostras a preparar pelo empreiteiro; a espessura das juntas não excederá 0,002 m se nada for indicado em contrário.

A espessura do material será a mais adequada para a natureza do revestimento não se admitindo porém espessura inferior a 0,02m.

Toda a peça será fixada convenientemente por gatos e pernos de bronze ou latão em número adequado à natureza da peça mas nunca inferior a dois.

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Estes gatos ou pernos devem ficar solidamente ligados às peças por meio de cavidades adequadas destinadas a receber a argamassa de ligação.

Nenhuma peça metálica deve ficar aparente.

Como norma será deixado um espaço de cerca de 1,0 cm entre as placas de mármore e as paredes, espaço esse que será cheio com aparas de cortiça ou outro material aprovado pela Fiscalização.

O assentamento poderá ser feito com argamassa de cimento, calcário e areia a 2:5:7, tendo o cuidado de limpar previamente o material e a superfície de assentamento e de verificar se a argamassa se espalha uniformemente por toda a superfície de forma a não haver espaços vazios; esta forma de assentamento só poderá ser adoptada se os pormenores respectivos constarem das peças desenhadas ou se for objecto de autorização expressa da Fiscalização.

As placas de mármore poderão ainda ser fixadas às paredes a revestir, por meio de parafusos cromados que atravessando-as se irão roscar a tacos de madeira nelas embebidos; neste caso, os tacos de madeira, devidamente tratados, serão embebidos nas paredes, e bem acompanhados com argamassa hidráulica de cimento.

Os revestimentos com placas de mármore, serão completados, se assim for fixado, com rodapés lisos ou com concordâncias côncavas, e peças côncavas a empregar nas arestas reentrantes de paredes.

Estes revestimentos, depois de concluídos, serão bem lavados e polidos com pedra de rebolo, se outro acabamento não for indicado.

1.4.3 Métodos de Fixação

Os revestimentos de pedra natural podem ser autoportantes (ou resistentes), quando são constituídos por placas capazes de suportarem o seu peso próprio por encosto topo a topo.

Os revestimentos assim concebidos são independentes do suporte e a ele fixados mecanicamente por gatos dimensionados de forma a garantir a estabilidade ao derrubamento.

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São constituídos por placas com uma espessura mínima de 75mm e permitem a definição de uma caixa-de-ar ventilada e, eventualmente, a interposição de isolamento térmico.

Mais frequentemente, os revestimentos de pedra natural são não-resistentes, sendo o seu peso próprio, tal como as restantes solicitações a que estão sujeitos, suportado pelos elementos construtivos – em geral, a parede – a que estão ligados.

Os processos de fixação ao suporte dos revestimentos de pedra não-resistentes podem ser dos seguintes tipos:

A)FIXAÇÃO DIRECTA

- colagem – quando se usa uma cola, que pode ser uma argamassa cola, com ou sem resina incorporada, um cimento cola ou um adesivo sem cimento;

- selagem – quando se usa uma argamassa de cal hidráulica ou de cimento branco (menos susceptíveis de originar manchas na pedra).

B)FIXAÇÃO INDIRECTA

- através de agrafos e pontos de argamassa; - através de gatos;

- através de uma estrutura intermédia constituída por perfis metálicos ou por um ripado de madeira, à qual as placas de pedra são, também, fixadas mecanicamente através de gatos ou agrafos.

No subcapítulo seguinte vão ser tratados apenas os revestimentos independentes do suporte. Os revestimentos assim concebidos têm um campo de aplicação em exteriores mais vasto que os revestimentos de fixação directa, por implicarem menos restrições de dimensões e peso das placas e de altura da parede a revestir e por reunirem condições para constituírem revestimentos de estanquidade.

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1.4.4 Revestimentos de Estanquidade de Pedra Natural

ELEMENTOS CONSTITUINTES

Placas de pedra

As placas de pedra são de forma rectangular, com dimensões faciais variáveis, mas tais que, em geral, permitem recobrir 1m2 de parede com uma a três unidades; a relação comprimento largura das placas é, quase sempre, inferior a três.

A espessura é condicionada pela natureza da rocha, pelas dimensões da placa, pelo modo de fixação e pelas solicitações a que a placa irá ser submetida. Não pode, contudo, ser inferior aos seguintes valores:

Placas não resistentes

- 27mm no caso geral e, sem excepção, no caso de placas obtidas por clivagem.

- 20mm no caso de placas talhadas e desde que se verifiquem ainda as duas seguintes condições:

1º - sejam aplicadas em zonas de parede de cota superior a 6m relativamente ao piso de espaços de circulação ou de permanência de utentes (ruas corredores, terraços, varandas, etc.);

2º - a largura dos espaços, atrás referidos, não seja inferior a 0,60m.

Estas duas condições visam reduzir os riscos decorrentes da queda eventual de placas. Placas resistentes

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1.4.5 Fixações

As placas resistentes são montadas umas sobre as outras segundo a técnica de execução de paredes de alvenaria, com juntas de assentamento de argamassa de cal ou bastarda. A estabilidade de um tal painel é assegurada por gatos que, de onde em onde, estabelecem a ligação com a parede. Estes gatos destinam-se apenas a evitar o derrube desse painel, não tendo, portanto, qualquer função de suspensão de placas.

Por sua vez, os gatos ou agrafos utilizados, na fixação das placas não resistentes devem desempenhar as seguintes funções:

- suportar o peso das placas de revestimento e, eventualmente, do isolamento térmico; - resistir a solicitações horizontais (vento, por exemplo) e impedir o derrube das placas em consequência dessas acções;

- absorver deformações diferenciais, sobretudo de origem termo-higrométrica (1), entre o revestimento e o suporte, reduzindo as tensões no revestimento.

1 – Segundo a norma em vigor, para uma temperatura ambiente de 26ºC, a incidência directa dos raios solares sobre um revestimento eleva-lhe a temperatura para os seguintes valores:

- 35ºC, no caso de revestimentos de cor branca; - 55ºC, no caso de revestimentos de cor verde; - 65ºC, no caso de revestimentos de cor negra.

O dimensionamento de agrafos e gatos basear-se-á em ensaios, devendo, sempre que possível, esse dimensionamento ser verificado por cálculo.

A escolha do processo de fixação a adoptar para as placas não resistentes deve ter em conta os seguintes factores:

- natureza e estado do suporte (possibilidade de fixação mecânica dos agrafos ou gatos ao suporte, variações dimensionais previsíveis do suporte, etc.);

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- presença eventual de isolamento térmico (distância entre o suporte e o plano médio das placas, etc.);

- natureza das placas de revestimento (peso próprio, variações dimensionais previsíveis, etc.);

- problemas relativos ao revestimento de pontos singulares (vãos, socos, pilares, vigas, etc.).

A) FIXAÇÕES DE AGRAFOS E PONTOS DE ARGAMASSA

Neste tipo de fixação, as placas de pedra são fixadas à parede com agrafos de fio de secção circular envolvidos em argamassa (pontos). A ligação dos agrafos ao suporte pode fazer-se por chumbagem de argamassa ou mecanicamente.

A existência de inúmeros pontos de argamassa que este processo implica não permite a inserção de isolante térmico na caixa de ar formada entre a parede e o revestimento.

Os agrafos podem ser de cobre, latão ou aço inoxidável.

Habitualmente, são empregues quatro agrafos por placa – dois agrafos de suspensão e dois agrafos de posicionamento -, actuando, em geral, nos topos verticais ou horizontais das placas. Os agrafos inseridos nos topos horizontais superiores das placas apenas podem ter função de posicionamento. Sempre que possível, os agrafos serão colocados (nos topos) entre 1/4 e 1/5 do comprimento dos lados das placas, contados a partir dos extremos. Quando não seja possível a agrafagem pelos topos, como acontece nas pedras de clivagem evidente, a inserção dos agrafos pode fazer-se no tardoz das placas.

O dimensionamento dos agrafos através de cálculo é inviável face à aleatoriedade inerente aos pontos de argamassa. Razões de durabilidade aconselham a utilizar fios com os seguintes diâmetros, em função da espessura das placas:

- 0,4mm para placas de 20mm de espessura;

- 0,5mm para placas de espessura entre 30mm e 40mm; - 0,6mm para placas de espessura superior a 60mm.

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B)FIXAÇÕES ATRAVÉS DE GATOS

Nos revestimentos deste tipo, as placas de pedra são fixadas ao suporte por meio de gatos resistentes, com chumbadouros de argamassa ou mecanicamente.

A fixação mecânica é feita, geralmente, com cavilhas de expansão. Neste caso, para evitar a corrosão, os gatos e as cavilhas devem ser do mesmo material; as excepções a esta regra têm que ser devidamente fundamentadas.

Os gatos são constituídos por placas ou perfis metálicos das mais diversas configurações e dos seguintes materiais: aço inoxidável, latão, bronze, bronze de alumínio, cobre e suas ligas. Os gatos podem comportar dispositivos de regulação para facilitar o posicionamento correcto das placas. Quase todos os modelos de gatos ficam invisíveis, depois de colocadas as placas, mas há alguns modelos que atravessam as juntas entre as placas e surgem no paramento exterior.

Habitualmente, tal como no caso da fixação por agrafos e pontos, são empregues quatro gatos por placa – tendo dois deles funções de sustentação e os outros dois funções de posicionamento – actuando nos topos verticais e horizontais das placas. Os gatos que actuem em topos horizontais superiores das placas podem ter função de posicionamento. Em geral os gatos ficam colocados a uma distância dos cantos das placas de 1/4 a 1/5 do comprimento dos lados.

C)FIXAÇÕES ATRAVÉS DE UMA ESTRUTURA INTERMÉDIA

A utilização de uma estrutura intermédia permite a execução do revestimento sem ter em conta a natureza e o estado da parede em zona corrente; a ancoragem da estrutura ao suporte tem, no entanto, que ser feita em zonas resistentes (ou tornadas resistentes) deste. Este processo de fixação por estruturas intermédias pode ser empregue como solução única em toda a parede, ou apenas para revestimento de pontos singulares de paredes onde em zona corrente tenha sido adoptado um dos outros processos de fixação.

O espaço entre as placas e a parede constituirá uma caixa-de-ar com largura mínima de 20mm, necessariamente ventilada pelo exterior. Nessa caixa-de-ar poderá ser, eventualmente, introduzido um isolante térmico, caso em que haverá que deixar uma lâmina de ar entre o revestimento e o isolante.

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O material constituinte da estrutura é, em geral, um metal – aço inoxidável, ligas de alumínio ou, se a estrutura ficar protegida da acção directa das intempéries e do escorrimento de água, doutros metais desde que protegidos contra a corrosão por tratamento adequado -, mas podendo nalguns casos ser a madeira tratada contra fungos e insectos (revestimento de pequenas áreas com intuitos predominantemente decorativos).

A ligação da estrutura ao suporte pode ser efectuada com gatos chumbados com argamassa ou fixados mecanicamente.

A fixação das placas à estrutura intermédia é, em geral, de índole mecânica – com agrafos de fios, gatos, ou peças mais elaboradas, aparafusados, soldados ou introduzidos em cavilhas. Pode, inclusivamente, ser utilizado o processo de fixação por agrafos e pontos para revestimento de pontos singulares, caso em que os agrafos podem contornar a estrutura e ser completamente envolvidos pelos pontos, cuja argamassa deve ser armada com linhada.

Todas as peças intervenientes na fixação devem ser inoxidáveis.

1.4.6 Campo de aplicação

Os revestimentos de pedra natural independentes do suporte são aplicáveis em paramentos exteriores de paredes. As restrições ao seu campo de aplicação dependem, em grande parte, do tipo de fixação utilizado.

Assim, o processo de fixação por agrafos com pontos de argamassa só pode ser utilizado quando se verificarem simultaneamente as seguintes conclusões:

- edifícios de altura não superior a 28m;

- placas de área não superior a 1m2 e com a maior dimensão não superior a 1,40m; - distância entre o suporte e o tardoz das placas entre 20mm e 50mm.

Por outro lado, os processos de fixação por gatos – chumbados ou fixados mecanicamente ao suporte – não estão, em geral, sujeitos às duas primeiras condições atrás referidas porque possibilitam a absorção, em cada placa, das deformações diferenciais revestimento-suporte, quer porque as placas contíguas não são solidarizadas de modo rígido, quer porque são possíveis movimentos relativos das placas e gatos, quer ainda porque os gatos

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possuem alguma flexibilidade. Porém, se essa liberdade de deformação não se verificar – porque as juntas entre placas ou os gatos são rígidos, ou porque existem pontos de argamassa a envolver os gatos – o funcionamento daqueles métodos de fixação ficará próximo do dos agrafos com pontos de argamassa, pelo que deverão respeitar as mesmas limitações de emprego.

A natureza do suporte é uma das condicionantes do processo de fixação. O quadro (quadro 1) estabelece as respectivas compatibilidades.

Os revestimentos de parede natural, para além de constituírem uma solução sempre actual e com variadas possibilidades de aproveitamento estético, têm um grande potencial de utilização na reabilitação de edifícios antigos com paredes de pedra, permitindo reconstituir o aspecto original.

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1.4.7 Colocação em obra

REVESTIMENTOS FIXADOS COM AGRAFOS E PONTOS DE ARGAMASSA

a) Sequência de operações

A sequência das operações de fixação das placas é a seguinte:

- marcação, na parede, dos locais onde irão ser executados os chumbadores de argamassa;

- abertura dos furos na parede;

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- preenchimento dos furos com argamassa (chumbadouros) e execução simultânea dos pontos de argamassa;

- encosto das placas de modo a inserir os agrafos nos chumbadouros (os agrafos já vêm, portanto, fixados às placas), estando ainda fresca a argamassa dos chumbadouros e dos pontos;

- aprumo e alinhamento das placas, mediante, nomeadamente, a introdução de cunhas de madeira nas juntas entre placas;

- extracção das cunhas de madeira depois do endurecimento da argamassa dos chumbadouros e dos pontos;

- preenchimento, eventual, das juntas entre as placas.

b) Fixação dos agrafos ao suporte

Os agrafos de uma mesma placa devem ficar ligados a um mesmo tipo de suporte – o plano detalhado de localização das fixações deve ser estabelecido de modo a evitar que uma placa possa fazer a ponte entre dois suportes de natureza diferente.

Também, à transição entre duas zonas diferentemente solicitadas dum mesmo suporte – por exemplo, entre nembos e panos de peito – deve corresponder uma junta entre placas.

A fixação dos agrafos à parede, como já atrás se disse, pode ser feita com chumbadouros de argamassa ou mecanicamente.

O furo onde será chumbado o agrafo deve ter, pelo menos, 60mm de profundidade para permitir a penetração do agrafo de não menos de 50mm; o diâmetro do furo será de cerca de 40mm. Os agrafos devem, portanto, ser, claramente, chumbados no suporte e não nos pontos de argamassa.

Os furos deverão, preferencialmente, apresentar perfil em cauda de andorinha.

Na vizinhança de ângulos, da parede, os furos devem desenvolver-se paralelamente ao plano bissector do diedro formado, ou mesmo segundo esse plano.

Os chumbadouros são executados com argamassa de traço volumétrico 1:2 a 3 (cimento Portland: areia) ou 0,5:0,5:2 a 3 (cimento Portland: cal apagada em pó: areia).

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A areia deve ser limpa e com granulometria entre 0,008mm e 2 ou 3mm. Antes da introdução da argamassa, os furos devem ser limpos e humedecidos.

Nos suportes de betão pode ser utilizada a fixação mecânica com cavilhas de expansão, desde que a cavilha e o agrafo sejam metais da mesma natureza e não corrosíveis. Uma cavilha de expansão pode ser ligada a dois agrafos de duas placas contíguas.

c) Execução dos pontos de argamassa

Os pontos de argamassa são necessários ao correcto funcionamento dos agrafos e constituem zonas de encosto das placas.

Os pontos devem envolver completamente os agrafos e preencher integralmente os furos dos chumbadouros. Transbordam largamente dos furos, ficando com diâmetro da ordem dos 100mm; a sua é igual à da caixa-de-ar entre as placas e a parede.

A argamassa dos pontos terá a mesma constituição da utilizada para os chumbadouros e será aplicada com consistência suficiente para se manter em posição durante a subsequente operação de montagem das placas. As placas devem ser previamente humedecidas.

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d) Fixação dos agrafos às placas

Os agrafos penetram, pelo menos, 25mm em furos efectuados nos topos das placas. Porém, a inserção dos agrafos nos furos só será feita depois destes terem sido preenchidos com a calda de cimento, cola ou mastique, para evitar o balanceamento das placas; quando esta colmatagem for feita com calda de cimento, os furos terão de ser previamente humedecidos.

A furação das placas é uma operação melindrosa, pelo que haverá toda a vantagem em que decorra em fábrica. Os furos são cilíndricos, de diâmetro superior em cerca de 1mm ao do fio dos agrafos e profundidade superior em 5mm ao comprimento de penetração dos agrafos, com um mínimo de 30mm.

A furação deve ser feita a meia espessura da placa, no caso de placas de espessura inferior a 30mm, ou a 1/3 da espessura (contado a partir do paramento exterior), quando as placas têm espessura igual ou superior a 30mm.

e) Juntas (juntas correntes entre placas, juntas elásticas dos painéis de esquartelamento, juntas de dilatação do suporte, etc.)

A largura das juntas entre placas dependerá da natureza da pedra e das dimensões e regularidade dimensional das placas. Estas juntas não podem, contudo, ter largura inferior a 4mm nem exceder 1/3 da espessura das placas.

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A utilização de calibres (réguas) de madeira durante a execução do revestimento permite a obtenção de maior regularidade de largura das juntas.

Estas juntas são, geralmente, preenchidas com argamassa. O inglês CP 298:1972 recomenda argamassas de traços volumétricos entre 1:5:7 e 1:2:8 (cimento: cal apagada: areia), podendo a areia ser adicionada de (ou substituída por) pó de pedra da mesma natureza da das placas. Neste caso, o pó de pedra deve passar no peneiro de malha de 1,4mm.

Para minimizar os efeitos das variações dimensionais diferenciais revestimentos suporte, e porque os pontos de argamassa tornam muito rígida a ligação daqueles dois elementos, é necessário promover a formação de juntas elásticas horizontais e verticais delimitando painéis de revestimento de área reduzida. Terão que existir juntas deste tipo em torno de todas as saliências das paredes (lintéis, varandas, peitoris, etc.) e, em zona corrente, todos os 3m e 6m, respectivamente, para juntas horizontais e verticais.

Nas juntas elásticas horizontais os agrafos que se situariam ao longo dessas juntas serão substituídos por peças mais resistentes (patas), porque não haveria possibilidade de os envolver convenientemente pelos pontos. As juntas elásticas verticais devem atravessar toda a espessura dos pontos, pelo que nessas juntas os agrafos das duas placas vizinhas não devem ficar envolvidos pelo mesmo ponto.

A largura destas juntas deve ser, pelo menos, de 10mm para as juntas horizontais e de 8mm para as juntas verticais. Serão vedadas com mastique sobre empanque.

Todas as juntas de dilatação existentes na parede devem ser respeitadas pelo revestimento, mantendo-se a localização e a largura, que não deve, contudo, ser inferior a 20mm.

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a) Sequência de operação

A sequência das operações de colocação em obra das placas, é semelhante à referida à referida para os revestimentos fixados com agrafos. No caso dos gatos chumbados ao suporte, é a seguinte:

- marcação, na parede, dos locais onde irão ser executados os chumbadores de argamassa;

- abertura dos furos na parede;

- limpeza e humedecimento dos furos; - preenchimento dos furos com argamassa;

- encosto das placas de modo a inserir nos chumbadouros, com a argamassa ainda fresca, os gatos já fixados às placas;

- aprumo e alinhamento das placas, mediante, por exemplo, introdução de cunhas de madeira nas juntas entre placas ;

- extracção das cunhas de madeira depois do endurecimento da argamassa dos chumbadouros;

- preenchimento, eventual, das juntas entre placas.

b) Fixação de gatos ao suporte

Como já se disse, a fixação dos gatos ao suporte pode ser feita com chumbadouros de argamassa ou mecanicamente.

Os furos a executar na parede para chumbagem dos gatos devem ter a profundidade necessária a uma correcta ancoragem; essa profundidade é, geralmente, de 80mm. São, quase sempre, cilíndricos, embora, preferencialmente, devessem apresentar perfil em cauda de andorinha, com diâmetro que garanta o envolvimento completo dos gatos, da ordem dos 40mm.

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Os chumbadouros são executados com argamassa de cimento e areia de traço volumétrico 1:2 a 3 ou com argamassa de cimento, cal apagada em pó e areia de traço volumétrico 0,5:0,5:2 a 3. A areia deve ser limpa e com granulometria entre 0,08mm e 2 ou 3 mm.

Antes da introdução da argamassa, os furos devem ser limpos e humedecidos.

Junto aos ângulos de confluência de duas paredes, os furos devem desenvolverse paralelamente ao plano bissector desse diedro, ou mesmo segundo esse plano.

Nos suportes de betão pode ser preferida a fixação mecânica dos gatos ao suporte com cavilhas de expansão.

O dispositivo completo de fixação mecânica com cavilhas deve ser objecto de ensaio prévio, para verificação da resistência ao arrancamento da cavilha e da ligação gato-cavilha.

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c) Fixação dos gatos às placas

Os dispositivos dos gatos destinados a estabelecerem a ligação com as placas (que podem ser, por exemplo, estiletes) devem penetrar nestas, pelo menos, 25mm, em furos

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(quase sempre cilíndricos, embora alguns modelos de gatos exijam ranhuras) existentes para o efeito.

No caso, dos gatos com estilete, a inserção desde elementos nos furos deve ser colmatada com calda de cimento numa das placas e com uma bucha de plástico na placa contígua; esta bucha de plástico tornará possíveis pequenos movimentos da placa.

Tal como no caso dos agrafos, os furos para alojamento dos estiletes dos gatos são cilíndricos, de diâmetro superior em 1mm ao diâmetro do estilete e com profundidade superior em 5mm ao comprimento de penetração do estilete, com um mínimo de 30mm.

A furação das placas deve preferencialmente ser feita em fábrica e os furos localizar-se-ão a meia espessura da placa, se a espessura das placas for inferior a 30mm, ou a 1/3 da espessura (contado a partir do paramento exterior), quando as placas têm espessura igual ou superior àquele valor.

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Quando os gatos ou as ligações gatos-placas foram concebidas de modo a possibilitarem a absorção ao nível de cada placa das deformações diferenciais do revestimento e do suporte, as juntas entre as placas podem ser consideradas como juntas elásticas, de fraccionamento do revestimento. Estas juntas devem, então, ser deixadas abertas ou preenchidas com mastique, não devendo nunca ser colmatadas com argamassa.

A espessura destas juntas dependerá da deformação previsível das placas – função das dimensões das placas, do coeficiente de dilatação térmica linear do material das placas e da amplitude térmica a considerar –, do material a utilizar em eventual preenchimento e, se for o caso, da espessura do prato dos gatos. A espessura das juntas não deve, contudo, ser inferior a 4mm ou 5mm conforme, respectivamente, se trate de junta aberta ou preenchida com mastique.

As juntas de dilatação do suporte devem ser prolongadas através do revestimento, mantendo a respectiva largura.

Se o processo de fixação dos gatos não garantir a elasticidade das juntas correntes entre placas, haverá então que proceder ao esquartelamento do revestimento com juntas flexíveis, nos moldes já explicados para o caso dos agrafos com pontos de argamassa.

REVESTIMENTOS FIXADOS COM INTERPOSIÇÃO DE ESTRUTURA INTERMÉDIA

A colocação em obra dos revestimentos de pedra fixados através de uma estrutura intermédia foi já sinteticamente descrita.

Para fixação às placas de pedra dos agrafos ou gatos que ligam aos elementos metálicos ou de madeira da estrutura intermédia e para a concepção e execução das juntas, são aplicáveis as recomendações feitas quando se falou de Revestimentos fixados com agrafos e pontos de argamassa e de Revestimentos fixados com gatos.

Quadro 1 - Compatibilidades entre suportes e processos de fixação de revestimentos de pedra

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1

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- A estabilidade da ligação da estrutura intermédia ao suporte deve ser, inequivocamente, assegurada.

2 - Processo de fixação admissível se a resistência característica do betão aos 28 dias de idade for >= 15MPa.

3 - processo de fixação admissível apenas em paredes não resistentes, até um máximo de 6m de altura do paramento e desde os agrafos ou gatos sejam chumbados com argamassa de cimento e linhada numa profundidade mínima de duas fiadas de furos.

4 - Processo de fixação admissível em paredes resistentes ou não resistentes, desde que os gatos de posicionamento se insiram em juntas horizontais da alvenaria.

5 - Processo de fixação admissível apenas no caso das juntas entre placas de revestimento serem deixadas abertas ou, então, preenchidas com material resiliente.

1.4.8 Qualidade das peças e dos trabalhos

As peças que se destinem ao mesmo local devem ser obtidas de blocos que permitam manter uniformidade de aspecto e cor.

Não serão aceites peças com riscados de serra ou de discos no acabamento amaciado ou brunido de cantarias.

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Quando é especificado um determinado acabamento para uma peça tal significa que, salvo expressa indicação em contrário, esse acabamento se aplica a todas as faces visíveis da peça.

Quando forem definidos remates, juntas, bordaduras, soluções de canto, etc., tais soluções deverão, salvo expressa indicação em contrário, ser generalizadas para o revestimento em questão, com o mesmo aspecto, e dimensões rigorosamente repetidas.

O Adjudicatário deve respeitar a estereotomia definida no Projecto, sendo responsável pelas correcções a efectuar e todas as consequências por erros de cotas e deficiente implantação.

O Adjudicatário deve apresentar à Fiscalização antes do trabalho de preparação das peças pelo canteiro, um desenho das unidades a executar com as cotas definidas já em relação ao levantamento da obra. Esses desenhos darão às peças as dimensões necessárias para que as estereotomias sejam as indicadas no Projecto, tendo em conta as espessuras exigidas para as juntas, e mantendo sempre as espessuras definidas no Projecto.

Sempre que não haja indicação em contrário as peças apresentarão 0.03m e 0.04m de espessura conforme as dimensões das peças:

1.4.9 Tolerâncias dimensionais

‰ A qualidade geométrica obedecerá às seguintes exigências: ‰ Dimensão e fuga da esquadria: ± 2%.

‰ As tolerâncias de espessura não devem ceder: 2mm.

‰ Disposição da fixação diferente da aprovada: máx. 1 por 10m2.

Desaprumo das placas: máximo 1/1000 no interior e nulo no exterior.

Nivelamento: 2mm de afastamento máximo da superfície a uma régua de 2.00m, em qualquer direcção.

As tolerâncias não se devem somar no mesmo sentido mais do que duas vezes seguidas.

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Espessura das juntas: 2.5mm a 0.5mm.

1.4.10 Assentamento

Quando o assentamento for húmido a base de assentamento será rugosa e deverá, no momento de assentamento da cantaria ter pelo menos 30 dias de feita e estar limpa de poeiras, ou outras impurezas. As peças devem ficar assentes sem chochos. O Adjudicatário substituirá todas as peças em que se verifique, por simples toque, a existências de chochos, e as que se partirem no período de garantia da obra.

O assentamento de cantarias em pavimentos será realizado com argamassa ao traço 1:4.O acabamento de pavimentos e degraus poderá ser realizado em obra.

Nos revestimentos de fachadas as peças serão fixas com suportes metálicos, ocultos, em aço inox ∅ 4 mm, cujo modelo terá de ser aprovado pela Fiscalização. As cavidades onde se aplicam os suportes, bem como o espaço entre as placas e o tosco do paramento, serão preenchidos com argamassa ao traço 1:3 com aditivo do tipo, "Lacticrete 3701-S0LVEY".

Os furos a efectuar nas peças serão ∅5 mm, terão uma profundidade mínima de 40mm, e serão efectuados na metade exterior da espessura das peças.

1.4.11 Juntas

As juntas terão 2mm, em geral, nunca podendo exceder 3mm. Serão preenchidas com leitada de cimento branco e pó de pedra, colorida à tonalidade da pedra, e levarão aditivo do tipo "Laticrete 3701-S0LVEY" quando em revestimentos exteriores.

O Adjudicatário poderá utilizar argamassas pré-doseadas especiais para fechamento de juntas, do tipo "Keracolor".

As peças deverão ser colocadas com afastamentos definidos por separadores em PVC de 2.0mm que serão retirados antes do fechamento das juntas.

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1.5 Pinturas (PAREDES E TECTOS)

1.5.1 Generalidades

As cores serão definidas sobre amostragens feitas em obra.

As sujidades (poeiras, produtos de oxidação, calamina, eflorescências e exsudações, gases absorvidos, etc.), deverão ser removidas dos substratos e bem assim as humidades, gorduras, resinas, etc.

O empreiteiro tomará as precauções necessárias respeitantes à protecção das superfícies que possam ser manchadas ou danificadas durante os trabalhos de pinturas, tais como soalhos, guarnecimentos de vãos, pavimentos, mobiliário, coberturas, etc.

Se utilizadas tintas de silicato, os vidros e as superfícies de zinco ou pintadas a óleo devem ser protegidas para se evitar o ataque químico da referida tinta a esses materiais.

Deve ser mantido absoluto asseio no local de execução dos trabalhos pois será indispensável evitar poeiras e sujidades que possam arruinar pinturas e equipamentos, provocar incêndios ou constituir perigo para a saúde dos operadores e utentes dos edifícios.

Na fase de emprego das tintas e produtos similares deverão verificar-se as seguintes condições:

¾ a temperatura ambiente deve ser superior a + 5°c;

¾ o ar deve encontrar-se suficiente seco para evitar condensações (a humidade relativa deve ser inferior a 85%);

¾ os substratos não podem estar gelados nem excessivamente quentes (por exemplo: as superfícies expostas ao sol poderão ser pintadas depois de suficiente arrefecimento);

As tintas de silicato para serem aplicadas necessitam de tempo seco e sem vento.

Como as tintas são sistemas instáveis devem ser executadas cuidadosamente as operações necessárias para assegurar a uniformidade da composição a aplicar (agitação e passagem por peneiro); se a tinta apresentar depósito mole a parte mais fluida deverá passar

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para um recipiente limpo e iniciar-se a homogeneização mexendo muito bem a parte sedimentada que ficou na embalagem inicial, adicionando-se posteriormente a parte fluida, a pouco e pouco; se ao abrir a embalagem existir uma pele sobrenadante, esta deve ser cuidadosamente removida; se a consistência do material for demasiado alta, deverá ser cautelosamente ajustada com diluente apropriado.

A temperatura e humidade ideais para a aplicação são as referidas na caracterização, mas não devem ser inferiores a 10 ºC nem superiores a 40 ºC, com humidade relativa sempre abaixo de 80%.

O rendimento em m²/litro varia de acordo com a diluição, rugosidade e absorção do substrato, preparação da superfície, método e técnicas de aplicação (pincel, rolo ou pistola).

A secagem compreende várias fases, sendo possível dividi-la em quatro fases: → Ao toque: 1 hora

→ Manuseio: 2 horas → Completa: 4 - 6 horas → Demão seguinte: 6 horas

A superfície a ser pintada deverá estar limpa e seca, isenta de partículas soltas, óleos, graxas, mofo, sais solúveis ou qualquer outra sujidade, com textura e grau de absorção uniformes.

1.5.2 Teor de Humidade das Superfícies

A pintura de qualquer substrato exige, pelo menos, que se tenha atingido .grande secagem correspondente ao estado de equilíbrio com a atmosfera circundante, ponto que varia em função da natureza do material, das condições exteriores, etc.

Para avaliação do teor de humidade das superfícies poderá recorrer-se a métodos laboratoriais ou aparelhos de tipo eléctrico (revestimentos), no caso de paredes e tectos poder-se-ão usar os seguintes processos expeditos: aplicar contra a superfície a pintar um vidro de

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relógio contendo alguns gramas de sulfato de cobre anidro, vedar e manter durante um período de 24 horas; a humidade excessiva no substrato provoca a mudança de cor do sulfato para azul; utilização de painéis "Iitmus", que permitem também apreciar a alcalinidade do substrato.

A presença de humidade em paredes e tectos favorece a agressividade química dos rebocos e estuques e pode conduzir à formação de manchas e de eflorescências, à diminuição da adesão, ao retardamento no endurecimento da película de tinta e até mesmo ao seu ataque, se for hidrolisável; assim, apenas se permitirá a pintura de paredes e tectos que apresentem um teor de humidade inferior a 5%.

Quando se trate de estruturas metálicas será obrigatório que, na ocasião da pintura, as superfícies se apresentem perfeitamente secas, pois a humidade impede a adesão do primário ao metal e facilita o estabelecimento e progresso da corrosão.

A pintura de madeira apenas se poderá iniciar quando o material apresente um teor de humidade que não exceda 16 a 20% para as peças expostas ao tempo e 10 a 12% para as peças mantidas ao abrigo de intempéries.

Para a programação da obra, deverão estimar-se convenientemente os tempos necessários para a obtenção dos graus de secagem acima referidas, pois as demoras que resultem do cumprimento desta exigência nunca poderão ser invocados para justificar pedidos de prorrogação do prazo para a execução da empreitada.

1.5.3 Processos de aplicação das Tintas

Aplicação à trincha - é um processo muito usado na pintura de tintas e vernizes embora seja o que consome mais tempo. a trincha pode ser de dimensão variável de acordo com o tipo de aplicação a efectuar.

Aplicação ao rolo - Muito mais rápida que a aplicação à trincha embora com algumas limitações. Não permite por exemplo, chegar aos cantos. É usado nas grandes áreas a pintar permitindo poupar tempo relativamente à aplicação à trincha.

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Aplicação à pistola - É o processo mais rápido de aplicação e o que permite obter maiores uniformidades nas espessuras aplicadas. Tem o inconveniente de produzir pulverizações, com perdas significativas de tinta.

1.5.4 Preparação de Superfícies

A preparação de uma superfície compreende um conjunto de operações que têm por fim obter uma superfície homogénea de porosidade conhecida e apta a receber a pintura.

Os trabalhos preparatórios são bastantes controversos, pois existem diversos métodos de execução e os produtos utilizados têm por vezes composições diferentes, e dependem fundamentalmente do tipo e condições da superfície a ser pintada, do tipo de tinta seleccionado sem esquecer os métodos e condições de aplicação.

O método de preparação a seguir mencionado deve servir como guia, pois a experiência e os conhecimentos adquiridos determinarão a escolha do método a ser usado em cada caso individual.

REMOÇÃO DE PARTÍCULAS POUCO ADERENTES

A fim de assegurar a indispensável aderência das tintas, vernizes, betumes, massas de barramento e preparações similares ao respectivo material de base ou aos produtos já aplicados, o empreiteiro fica obrigado a libertar as superfícies de todas as partículas pouco aderentes, nomeadamente poeiras, grãos de areia e restos de tinta esfoliada ou esfarelada.

Para retirar o pó das superfícies referidas na cláusula anterior utilizar-se-ão em regra, vassouras, espanadores, panos limpos, jactos de ar limpo, etc.; para remoção das restantes partículas proceder-se-á, conforme os casos, a uma passagem prévia com abrasivos, escovas rijas ou tacos de madeira.

A limpeza do pó de rebocos e estuques pode ainda fazer-se por lavagem de toda a superfície com água limpa, mas, tal operação, obriga a adiar a execução do trabalho seguinte durante um período de secagem que nunca será inferior a 2 a 3 dias, salvo no caso de se usarem apenas panos húmidos em que tal prazo poderá ser reduzido para 1 a 2 dias.

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REMOÇÃO DE GORDURAS E SUJIDADES

A necessidade de garantir a aderência das películas que constituem o sistema de pintura ou envernizamento ao respectivo material de base, obriga a remover as gorduras e sujidades que existam nas superfícies a pintar, o que correntemente poderá ser efectuado por lavagem com água limpa depois da aplicação de solvente ou detergente apropriados.

No caso de substratos metálicos a remoção destas gorduras e sujidades deverá ser particularmente eficiente pois a adesão depende não só a durabilidade de todo o sistema da protecção mas também a maneira mais ou menos eficaz como os elementos anticorrosivos do primário exercem a acção inibidora que deles se espera.

REMOÇÃO DO CASCÃO DE LAVAGEM E DA FERRUGEM

Antes da execução de qualquer pintura sobre ferro, há que assegurar a completa remoção do cascão de laminagem (ou carepa) e da ferrugem.

NIVELAMENTO DE IRREGULARIDADES

Consiste em efectuar o disfarce de todas as pequenas cavidades, fendas, fissuras, nós de madeira e outros defeitos isolados dos substratos; depois da reparação dos defeitos anteriores as superfícies devem ficar contínuas e constituir boa base para os trabalhos seguintes:

Irregularidades em rebocos e estuques

A reparação de irregularidades notórias em rebocos e estuques, nomeadamente o disfarce de rachas, zonas destruídas, etc., deve ser executada com materiais de características precisamente iguais às usadas no revestimento inicial e obriga a alegrar as fendas, mossas ou fracturas até se encontrar uma base sã; a argamassa a empregar em rebocos areados deverá conter areia da mesma granulometria e na mesma dosagem que a inicial, para que a área do remendo não fique nem mais áspera nem mais lisa que o conjunto.

No caso dos estuques se os defeitos a reparar apresentarem pequena gravidade e limitam profundidade, admite-se o emprego de massa de gesso sem qualquer mistura, que, embora tenha pouca plasticidade, seja difícil de trabalhar e conduza a superfícies de elevada

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porosidade, tem a vantagem de secar a água indispensável ao endurecimento da massa.

Nos casos previstos nos dois casos anteriores só se poderão iniciar as reparações se a base e vizinhança imediata da área do remendo tiverem sido bem saturadas com água, pois é necessário assegurar que a superfície onde o remendo assenta não irá absorver a água indispensável ao endurecimento da massa.

Deverá providenciar-se para que a área exterior do remendo fique bem desempenada e ao nível geral da parede, pois não se admitirão ulteriores operações de planificação, salvo no caso previsto na cláusula seguinte.

No caso de pinturas a óleo, se após o isolamento se verificar que a parede, está mal planificada, admite-se a correcção de tal anomalia com um barramento geral de betume, a aplicar segundo as técnicas já descritas neste Caderno de Encargos.

No caso de rebocos areados antes de se iniciar a pintura é necessário, constatar que a superfície apresenta aspecto uniforme, do ponto de vista de regularidade da aspereza de areado e esta perfeitamente nivelada; como já se referiu não será permitida nenhuma reparação e a existência de anomalias obriga o empreiteiro a demolir e refazer inteiramente todas as superfícies defeituosas.

Irregularidades em peças metálicas

Em princípio as irregularidades das peças metálicas deverão ser disfarçadas com ferramentas apropriadas de modo a evitar-se, tanto quanto possível, seria como em peças de madeira, é sempre prejudicial para a conservação dos sistemas de pintura.

Para cumprir o efeito a aplicação de betumes no disfarce de irregularidades de peças para as quais as pinturas tenham predominantemente uma função de protecção; como em interiores os prejuízos resultantes da aplicação de betume são muito reduzidos, eles apenas serão dispensados quando as superfícies se apresentem lisas e uniformes e o aspecto decorativo da pintura não seja fundamental.

Embora na lixagem das superfícies metálicas esboçadas ou barradas se possa usar lixa a seco ou água deverá sempre que possível dar-se preferência, ao último dos processos indicados.

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Irregulariedades em peças de madeira

A primeira operação a realizar para disfarçar as irregularidades das peças de madeira consiste em bater os pregos até ficarem abaixo da superfície geral.

SUPERFÍCIES DE ESTUQUE, REBOCO OU BETÃO

O sucesso de uma pintura sobre uma superfície nova de estuque, reboco ou betão depende da cura e secagem de cada um destes materiais.

Sob condições favoráveis, 30 dias de secagem é o tempo considerado mínimo para uma superfície estucada. Se nesta superfície forem visíveis depósitos salinos (eflorescências) estes devem ser removidos por escovagem com uma escova macia ou com um pano seco.

Contudo, se as eflorescências voltarem a aparecer com o tempo, é uma indicação que existe penetração de água em direcção à superfície. Esta penetração deverá ser convenientemente evitada antes de nova repintura.

Uma superfície de betão ou alvenaria rebocada deve curar e secar durante vários meses antes de aplicação de uma tinta, com excepção para algumas tintas de cimento. O teor de humidade da superfície não deve ser superior a 5%. Como se sabe a alcalinidade e o movimento da humidade através da superfície ataca determinadas tintas (oleosas, oleosintéticas). Com efeito, o contacto da película tinta oleosa com os álcalis tem tendência a produzir glicerol e sais de sódio (sabões alcalinos) que se depositam e obrigam a película seca a fissurar. A reacção hidrolítica que se dá, pode-se exemplificar como se segue.

Pode-se utilizar um primário antialcalino quando a superfície está seca, embora o interior possa ainda conter alguma humidade e se pretende um acabamento com tintas oleosintéticas. Neste caso contudo é preferível usar uma tinta “ plástica”, “ tinta de água) bastante diluída com primário, em virtude da sua porosidade deixar a humidade sair, e fazer o acabamento com a mesma tinta sem diluição ou então usar-se uma tinta não-aquosa, não oleosintética e resistente aos álcalis.

Consoante o estado e o tipo da superfície de betão (descofrado), de reboco ou até de fibrocimento e o estado final pretendido, a preparação da superfície para remoção dos contaminantes (óleos de cofragem), defeitos e asperezas poderá consistir numa decapagem por escovagem por projecções de abrasivos ou lixagem mecânica seguida de aspiragem, por

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projecção de água sob pressão ou por processos químicos. O nivelamento final da superfície deverá ser executado com um betume quando se pretende um efeito estético.

As velhas superfícies de betão ou de reboco devem também ser escovadas ou decapadas por projecção de areia e aspiradas as poeiras até obter-se uma superfície adequada à pintura.

Preparação de Rebocos e Estuques para Pinturas

Sempre que a repintura de paredes e tectos tenha apenas por objectivo modificar a cor ou tipo de decoração, encobrir pinturas demasiadamente sujas, riscadas ou danificadas por acções exteriores, ou ainda disfarçar as reparações realizadas nas próprias paredes, o empreiteiro fica dispensado de remover as tintas aplicadas, mas deverá preparar as superfícies.

Nos casos previstos na cláusula anterior, serão lavadas com detergente e água todas as áreas a pintarem, após o que executarão as reparações necessárias.

Se a pintura existente está em bom estado e foi executada com tinta de água, admite-se a aplicação directa de material de acabamento; se tiver sido realizada com tinta de óleo, devera ser completamente lixada antes de proceder à repintura, a não ser que o acabamento existente seja inteiramente mate.

Quando a pintura existente exigir reparações, depois de realizada a lavagem e de executados os necessários consertos, e salvo indicação em contrário da Fiscalização ou das Cláusulas Técnicas Especiais será obrigatória a aplicação de isolante anti-alcalino.

Tratando-se de pintura a óleo não fosco, após a lixagem da superfície, planificam-se os remendos com betume apropriado, depois de reforçado o isolamento da área em causa; à planificação segue-se um isolamento geral, isto é, uma aplicação de primário.

Se o estado original da parede, sob o ponto de vista da planificação for muito deficiente, há que efectuar um barramento geral, aplicado à betumadeira, de baixo para cima para reduzir o desnível das emendas e portanto o trabalho de lixagem; ao betume seco e lixado será aplicada nova demão de isolante para que ele fique compreendido entre duas demãos de primário anti-alcalino.

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Se na pintura existente se manifestarem os defeitos de perda de adesão, aparecimento de eflorescências ou de manchas derivados de fungos e bolores, provavelmente estarão relacionados com o excesso de humidade do substrato e portanto a primeira precaução a tomar consiste em efectuar a respectiva secagem.

Verificando-se perda de adesão será obrigatório remover toda a tinta existente.

Existindo formações de eflorescências, dois casos se podem dar ou estas se desenvolvem entre a parede e o filme primário anti-alcalino e então há que remover toda a pintura, ou se formam sobre a película; no último caso, se não houver perda de adesão admite-se que a reparação admite-se limitará ao isolamento adicional com primário anti-alcalino, admite-seguido de nova pintura.

O aparecimento de manchas causadas por fungos, obriga o empreiteiro a aplicar sucessivamente o tratamento já referido por produtos fungicidas, novo isolamento com primário anti-alcalino e nova pintura.

Em regra geral as manchas esbranquiçadas resultam de eflorescências calcárias ou de diferença de brilho angular devidas à deficiente execução do isolamento inicia; se for este o caso, sobre a pintura existente terá de se aplicar, segundo as instruções do fabricante, uma demão de primário anti-alcalino, e só depois se pode proceder ao acabamento.

A deterioração de pinturas antigas a tinta de água que apresentam esfarelamento acentuado e manchas, sem mostrarem sinais de rachamento ou esfoliação, resultam muitas vezes da falta de isolamento ou de ele se ter realizado em más condições; em tal caso a reparação consiste na remoção da tinta, operação que é seguida de aplicação de duas demãos de primário anti-alcalino, diluído segundo instruções do fabricante, e da execução do acabamento.

No caso da pintura ter sido realizada sobre reboco duro e liso, para a remoção da tinta velha, recorrer-se-á sempre que possível, ao emprego do jacto de areia, que realiza um trabalho eficiente e dá origem a uma superfície áspera que constitui uma boa base para a nova pintura.

No caso de decorações originalmente feitas com cal, com tintas de cimento ou com produtos baseados em silicatos solúveis atende-se a que estes filmes contêm produtos químicos altamente alcalinos e capazes portanto de afectarem as pinturas, quer por

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saponificação, quer por fornecerem os elementos indispensáveis ao estabelecimento de eflorescências; a pintura de água de tais superfícies obriga portanto à remoção dos filmes deteriorados por meios mecânicos e por lavagem, e seguidamente ao respectivo isolamento com duas demãos de primário anti-alcalino, diluído segundo as instruções do fabricante.

Na protecção de metais leves como o alumínio e suas ligas ficam interditos os primários que contenham zarcão porque este pigmento promove a corrosão daqueles metais.

No caso de pinturas de metais ferrosos se o enferrujamento se desenvolver em mais de 1 % da área total e a tinta antiga mostrar tendência a esfoliar com sinais de haver corrosão subjacente, estabelece-se como obrigatória a remoção de toda a pintura.

LAVAGEM,QUEIMA OU RASPAGEM DE PINTURAS VELHAS

Quando as pinturas a executar forem feitas sobre superfícies já pintadas, deverão as pinturas existentes serem previamente raspadas, lavadas e raspadas, ou queimadas e raspadas, conforme o fixado pela Fiscalização.

Sendo unicamente raspadas, executar-se-á esta operação de forma a tirar toda a tinta que estiver estalada e separada dos parâmetros, mas sem se esfolarem as arestas ou perfis das molduras.

A lavagem das pinturas velhas, quando não for definido outro produto nas Cláusulas Especiais, será feita com o emprego de lixívia de potassa muito fraca, com um grau de concentração adequada ao trabalho a realizar, acabando-se de tirar a tinta velha, pela sua raspagem com a faca de betumar.

Arrancada a tinta, e depois das madeiras bem secas, serão estas passadas á lixa no sentido do correr das fibras de madeira.

Nas lavagens que tiverem apenas por fim limpar as pinturas e reanimar as cores das tintas, deverão então empregar-se lixívia de potassa muito fraca ou melhor, água de sabão que deverá ser sempre preferida na lavagem dos vernizes e pinturas finas.

Quando as pinturas primitivas tiverem que ser completamente tiradas, serão então queimadas com o emprego de um maçarico e raspadas com a faca de betumar, e depois passadas à lixa.

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O que acima foi prescrito, tem inteira aplicação às pinturas existentes em superfícies estucadas e guarnecidas.

Tratando-se de peças de ferro, serão estas previamente picadas e raspadas para se tirar toda a ferrugem.

1.5.5 Sistemas de Pintura

Os sistemas de pintura deverão constar no mapa de acabamentos e nas Cláusulas Técnicas Especiais.

Quando nada conste na escolha dos sistemas de pintura a realizar, deverá atender-se às incompatibilidades, quer em pinturas de raiz quer em repinturas.

A espessura final dos filmes nunca poderá ser inferior a 125 microns, portanto, à resultante de 3 demãos.

1.5.6 Primários para Paredes e Tectos

Na pintura de paredes e tectos com tinta do tipo saponificável devem usar-se primários anti-alcalinos, também chamados isolantes porque estabelecem uma barreira entre os materiais alcalinos existentes nos rebocos e nos estuques e as restantes películas de pintura.

Se as superfícies são inofensivas, sob o ponto de vista de agressividade química, por serem velhas e estarem bem secas, ou, se os materiais de acabamento são resistentes aos álcalis, dispensa-se o recurso aos isolantes, mas pode ser aconselhável regularizar a absorção da base, antes de se proceder à pintura; adoptar-se-ão então selantes, isto é, primários sem função de protecção química, com as quais apenas se pretende tapar ou selar os poros da superfície, satisfazendo a sua absorção.

Terminada a aplicação do primário anti-alcalino, há que verificar se foi atingido o resultado pretendido, isto é, se foram isolados adequadamente os fundos e se foi eliminada a porosidade, para isso, deverá observar-se a superfície tratada segundo um ângulo razante e tanto quanto possível em contra-luz; um brilho angular uniforme indica que o isolamento foi

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eficaz e se pode, sem receio, iniciar a pintura, se esta situação não se atingiu, deverá proceder-se à aplicação de demãos adicionais de primário.

A aplicação de primários anti-alcalinos fica interdita nos seguintes casos:

i. Em superfícies que mostrem nítida tendência para desenvolverem eflorescências;

ii. Em superfícies exageradamente húmidas, isto é, com teor de humidade superior a 5%.

De facto no primeiro caso, devido à alta impermeabilidade do primário, seria bastante provável que a eflorescência se formasse entre a parede e a tinta e não sobre esta, podendo resultar deste facto levantamento forçado de película, desagregação e descascamento em paredes contendo um teor de humidade superior ao admitido anteriormente, pode verificar-se efeito idêntico, não só por perda de adesão específica em estuques pouco porosos, mas ainda, e sobretudo, pela pressão exercida pelo vapor de água retido na parede sob o filme primário, pressão esta que pode atingir valores extremamente altos e forçar a película quando a temperatura exterior aumenta.

Os remendos efectuados em paredes e tectos deverão ser sempre isolados antes de se proceder ao isolamento geral.

A diluição e formas de aplicação dos isolantes anti-alcalinos fica sempre condicionada às recomendações do fabricante.

1.5.7 Tintas de Película Seca

APLICAÇÃO

A boa aplicação de uma tinta depende de vários factores relacionados com: • base de aplicação que deve ser seca, limpa, e convenientemente preparada; • condições atmosféricas (tempo seco, evitar a humidade, sol forte e o frio);

• tinta utilizada (perfeitamente homogénea, convenientemente formulada e adequada ao fim pretendido);

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• aplicação (o tempo entre camadas deve ser o especificado e a técnica de aplicação a conveniente).

1.5.8 Pintura a Tintas Diluíveis em Água

As tintas diluíveis com água usadas na Construção Civil pertencem todas ao grupo das tintas ditas Plásticas ou de emulsão, sendo a resina que entra na sua composição um polímero ou copolímero disperso em água. Os tipos de resina mais usados são: Acetatos depolivinilo (PVA), copolímeros estireno-acrílicos ou copolímeros acrílicos.

As tintas a aplicarem no exterior deverá ser resistentes às intempéries e impermeabilizantes e no interior resistente à lavagem.

As tintas de água serão aplicadas seguindo-se rigorosamente as instruções fornecidas pelo seu fabricante.

As cores das tintas a aplicar, deverão ser sempre submetidas em amostras, à aprovação da Fiscalização.

Todas as superfícies a pintar com tinta de água e antes da sua aplicação, serão devida e convenientemente limpas, e todas as fendas existentes alegradas, e tomadas com massa de gesso e areia, com traço adequado à natureza dos seus revestimentos.

Uma vez preparada a superfície segue-se o seu isolamento com a aplicação de um primário anti-alcalino, de preferência tipo Plastron; a função desse primário é de estabelecer uma barreira entre os sais alcalinos contidos na parede e a tinta de acabamentos.

Se a aplicação do isolamento se fizer sobre estuques brunidos deve aplicar-se, uma demão de primário diluída com cerca de 20% de diluente; se for um estuque poroso recorre-se a duas demãos, sendo a 18 e diluída com cerca de 50% e a 28 demão, aplicada depois de seca a 18, diluída com 20 a 30%. A aplicação faz-se, no geral, à trincha.

Numa verificação em ângulo razante e em contra-luz, se a superfície apresentar um brilho uniforme, o isolamento ficou capaz, caso contrário terá de ser corrigida com demãos adicionais de primários.

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Se após o isolamento se verifica que a parede não está bem planificada ou apresenta alguma fenda, betuma-se e dá-se, sobre esses remendos, nova demão de primário diluída com 20%; o betume fica entre as duas demãos de primário.

PROCESSOS DE SECAGEM

Por evaporação da água e coalescência dos polímeros dispersos. Nas tintas de emulsão, a secagem processa-se à medida que a água se vai evaporando. Naturalmente que a velocidade de evaporação da água depende quer da temperatura, quer da humidade do ambiente. Quanto mais baixa for a temperatura e mais alto o teor de humidade no ar, mais demorada será a libertação da água do filme de tinta aplicado e portanto mais lenta a secagem.

Numa resina de PVA (acetato de polivinilo) dispersa em água e normalmente usada nas tintas plásticas, as partículas de resina são da ordem dos 0.5-1 microns, isto é, normalmente inferiores a 0.001 milímetros. Ao evaporar-se a água, estas gotículas de resina vão-se encostando umas às outras até se fundirem umas nas outras num filme contínuo e homogéneo. É o que se chama a coalescência que é um fenómeno que não existe quando aresina está em solução.

Devido à natureza do polímero, o filme fica depois de seco insolúvel na água.

1.5.9 Acabamentos com Tintas Plásticas

Na pintura de estuques, rebocos interiores e exteriores a função das tintas plásticas é equivalente à dos esmaltes, isto é conferir a cor e o brilho desejados e contribuir para a durabilidade de todo o sistema de pintura. Devido às características próprias, as tintas de emulsão permitem que a parede “ respire”, isto é, a sua permeabilidade em relação ao vapor de água é tal que torna possível o estabelecimento de um equilíbrio entre a humidade existente na parede e aquela que está contida no ar ambiente.

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1.5.10 Pinturas a Cola ou Têmpera

As Pinturas a cola ou têmpera só poderão ser aplicadas em interiores. As superfícies a pintar, serão previamente raspadas, alisadas e bem lavadas.

Depois de secas, aplicar-se-ão as demãos prescritas de cola quente, tendo-se sempre o cuidado de se pintar na mesma direcção, e de não passar a brocha mais de uma vez no mesmo ponto.

Depois de bem secas, todas as juntas, buracos e fendas dos parâmetros a pintar, serão betumadas com massa e cola.

A tinta constituída por pasta de cré e água, a que se juntará cola a ferver na proporção de um quarto do volume da pasta, e as cores, constituídas por tintas bem muídas com água, e passadas por passador, será depois aplicada uniformemente no número de demãos prescritas, devendo a brocha correr perpendicularmente à direcção em que se faz a colagem, e não devendo voltar a pintar, em cada demão, as partes que já tenham secado.

As cores da pintura a aplicar, deverão ser sempre submetidas em amostra, à aprovação da Fiscalização,

O número de demãos de cola e tinta, nunca inferior a duas, e as cores a aplicar, serão as fixadas no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais.

Quando a pintura depois de bem seca, saia, esfregando-se com a mão, será rejeitada, devendo então o adjudicatário raspá-la e refazê-la à sua custa.

1.5.11 Pinturas a Óleo

Tratando-se de pinturas novas sobre paramentos estucados ou rebocados, a superfície depois de bem limpa e desempenada, será tratada com primário anti-alcalino, nas condições indicadas para a tinta de água.

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Se as pinturas forem feitas sobre paramentos de madeira, os nós serão rebaixados, picados ou queimados, tirando-se-lhes a resina com aguarrás, e cobrindo-se em seguida com massa de cré e óleo fervido, que deverá encher as depressões feitas, de forma a ficarem à face dos restantes parâmetros; recomenda-se o emprego de selantes, a aprovar pela Fiscalização.

Depois de bem secos esses paramentos serão cuidadosamente passados à lixa ou pedra-pomes, aplicando-se o número de demãos de tintas fixadas, não se devendo nunca aplicar uma demão, sem que a antecente esteja bem seca, e de forma a resultar um acabamento homogéneo, sem estriações nem engrossamentos nas arestas, molduras ou rebaixos.

Depois da primeira demão estar bem seca, os paramentos serão lixados ou passados a pedra-pomes ao de leve, e de novo betumados com todo o cuidado, empregando-se então a massa um pouco mais plástica que na primeira betumagem e aplicando-se a segunda demão, uma vez os paramentos secos.

Seca a segunda demão, repete-se a mesma empregando-se lixa de água depois do que se aplicarão as restantes de mãos de tinta.

1.5.12 Pinturas em Cimento ou Fibrocimento

As pinturas em cimento ou fibrocimento, serão feitas por forma a evitar que os sais alcalinos do cimento ataquem as tintas dos seus acabamentos e por qualquer dos processos a seguir indicados.

EMPREGANDO-SE TINTAS ESPECIAIS

As superfícies a pintar, serão previamente bem limpas à escova, levando, depois uma demão de verniz isolador especial, à base de cauchu.

Depois de bem secas, aplicar-se-ão as tintas especiais em duas demãos, segundo as especificações oficiais e instruções do fabricante.

Referências

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