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Soleiras e Peitoris

No documento Re Vest i Mentos (páginas 90-97)

S ISTEMA DE COLOCAÇÃO

2. Revestimentos de Pavimentos

2.3 Tolerâncias Dimensionais

2.4.3 Soleiras e Peitoris

As soleiras e peitoris terão batente, canal, drenos, e lacrimal na sua face inferior. O topo do batente será inclinado para o exterior com inclinação superior a 10%, e a inclinação do canal será de 0.5 %. As soleiras e peitoris deverão ainda incluir reentrância para cordão impermeabilizante. Serão aplicadas ao traço 1:3 de argamassa de cimento CPN.

As soleiras e peitoris com mais de 1.00 m de comprimento terão duas furações ou canais para o exterior, em princípio não paralelas entre si e não perpendiculares à maior dimensão das peças.

As peças uma vez assentes devem ficar niveladas com as arestas bem marcadas e formando os ângulos necessários a que os desenhos do projecto se realizem, mesmo que o levantamento da obra apresente uma geometria ligeiramente diferente por motivo de variação de cotas. Sempre que essa variação for superior a 50 mm deve ser dado conhecimento à Fiscalização.

Soleiras completas, em Vidraço - S. Jorge, com batente, canal, drenos e, lacrimal, com todos os materiais e trabalhos inerentes.

Terão acabamento amaciado nas superfícies visíveis e arranhados na base para fixação ao suporte.

Serão de diversos tipos, para aplicar na generalidade dos vãos exteriores.

Soleiras completas, em Vidraço - S. Jorge, com desnível de aproximadamente 0,02m para aplicação de caixilharia de alumínio, com todos os materiais e trabalhos inerentes.

Terão acabamento amaciado nas superfícies visíveis e arranhados na base para fixação ao suporte.

Inclui selagem com silicone de cor idêntica à do Vidraço - S. Jorge, em paramentos exteriores

Peitoris completos, em pedra Vidraço - S. Jorge, com desnível de aproximadamente 0,02 m para aplicação de caixilharia de alumínio, com todos os materiais e trabalhos inerentes.

Terão acabamento amaciado nas superfícies visíveis e arranhados na base para fixação ao suporte.

Inclui selagem com silicone de cor idêntica à do Vidraço - S. Jorge, em - paramentos exteriores.

2.4.4 Degraus

Os degraus de cantaria, quando assentam em todo o seu comprimento sobre maciços de alvenaria, deverão sobrepor-se 0,03 m; quando se apoiem somente nas duas extremidades, ficarão encastrados de um mínimo de 0,10 m nas paredes de apoio, sobrepondo-se igualmente de 0,03 m.

Nas escadas denominadas "suspensas", em que os degraus só se apoiam por uma das suas extremidades, a cantaria deverá ficar encastrada no comprimento de 0,16 m a 0,30 m.

A fim de evitar o escorregamento dos degraus, estes assentar-se-ão uns sobre os outros por mais de um rebaixo, com 0,02 m de largura por 0,03 de altura devendo esta ser normal à linha de inclinação da escada.

No caso de revestimento, os cobertores terão a espessura de 0,04 m e os espelhos 0,025 m e serão assentes com argamassa de cimento, cal e areia a 2:5:7.

2.4.5 Lancil

O assentamento do lancil, deverá ser feito por meio de parafusos chumbados nas cantarias e ligados com arames ao betão ou cantaria metidas nas alvenarias.

Serão usados no mínimo 3 para cada ombreira e 2 para vergas ou peitoris.

Os peitoris e outras peças salientes em relação às alvenarias ficarão sempre com pendente de 2% para fora e serão munidos de todos os elementos para recolha e evacuação das águas para o exterior (meias-canas, pingadeiras, canais, etc.); os canais ligando as meias canas com as pingadeiras deverão ser estabelecidos em número suficiente para uma boa drenagem e nunca menos de um em cada metro.

Todas as peças em contacto com as alvenarias deverão ser revesti das com uma argamassa bastarda de 1:3:2 de cimento, calcário e areia ou com outra preparação adequada, aprovada pela Fiscalização.

A pedra será polida ou aparelhada à bujarda fina conforme indicação da Fiscalização, se nada for indicado em contrário.

As cabeças do lancil, serão gateadas e chumbadas com gatos de cobre para as lajes ou cabeças assentes nas paredes; cada ombreira levará um gato, cada peitoril, dois; e quando se empregarem socos cada um deles levará um gato na cabeça.

2.4.6 Critério de Medição

Os elementos com as mesmas funções construtivas devem ser individualizadas e descritos, em rubricas próprias, de acordo com as suas características principais, nomeadamente:

• Natureza e qualidade da pedra ou material artificial; • Formas geométricas e dimensões;

• Acabamentos dos paramentos vistos;

• Modos de assentamento e ligação, composição e dosagem dos ligantes.

Regra geral a medição dos perfis (elementos prismáticos de secção constante, em que o comprimento é a dimensão predominante: molduras, cornijas, corrimãos, rodapés, ombreiras, vergas, etc.) de cantaria será realizada:

a)Para larguras e espessuras até 20 cm, a unidade de medição será o m;

b) Para larguras superiores e espessuras inferiores a 20 cm, a unidade de medição será o m2;

c) Para larguras e espessuras superiores a 20 cm, a unidade de medição será o m3. As placas com espessuras inferiores a 20 cm serão medidas em m2 e com espessuras superiores em m3.

Outros elementos como cachorros, mísulas, bases e capitéis de pilares quando não solidários ao fuste, dados, balaustres, etc., serão medidos em m3, salvo se de geometria complicada em que a medição será realizada por unidade.

A medição de muros e de paredes de cantaria (só as que impõem a intervenção de canteiros na sua execução) será realizada em m2 para espessuras até 35 cm e em m3 nos restantes casos, e não serão deduzidos vãos ou aberturas inferiores a 0,50 m2.

A medição dos pilares será realizada em m3.

A medição dos arcos será realizada em m3 ou em metros e as medidas serão determinadas de acordo com as maiores superfícies que ficam aparentes na construção.

A medição das abóbadas será realizada em m2 da área em projecção horizontal.

A medição das guardas, balaustradas e corrimão será geralmente realizada em metros, sendo os troços curvos dos corrimãos medidos à unidade.

2.5 Toscos

Os toscos dos pavimentos térreos quando não incluídos nos art°s. Argamassas, Betões e Massames serão executados como a seguir se indica:

a) Pisos exteriores - Massame de betão de 1/4/5 com 0,15 m de espessura, estes pavimentos ficarão com pendentes de 1 %;

b) Pisos interiores - idem, com 0,10m de espessura;

c) O terreno será escavado de forma que o pavimento depois de acabado fique às cotas do projecto, e será consolidado convenientemente;

d) Os métodos de preparação do terreno serão da escolha do empreiteiro mas terão que ter a aprovação da Fiscalização;

e) Em todos os pontos que o terreno se deformar, por efeito da compactação, deverão efectuar-se a necessária estabilização, substituindo as camadas de características deficientes por outras de material seleccionado que poderá ser constituído por camadas de brita e areia;

f) Nos pontos em que for autorizada a compactação manual os aparelhos usados não poderão ter peso inferior a 25 Kg nem superfície superior a 0,05 m2 ;

g) Depois de preparada, a base deve ficar com uma superfície paralela à do acabamento e ser assim conservada até à construção das camadas superiores.

2.6 Betonilhas

A camada de desgaste dos pavimentos de betão (betonilha), terá 0,025m quando não for especificada outra espessura, e será feita em simultâneo e acabada antes do endurecimento do betão do tosco.

Esta camada será feita com inertes muito duros e muito resistentes ao desgaste, com uma granulometria estudada de forma a conseguir-se a maior compacidade possível.

A dimensão máxima da brita será de 0,01 m e a sua granulometria estará compreendida: ™ Malha de 12,7mm (1/3"), 100%

™ Malha de 9,5mm (3/8"), 95 a 100% ™ Malha de 4,8mm N° 4, 40 a 60% ™ Malha de 2,4mm N° 8, 0 a 5%

A areia será constituída principalmente por grãos grossos dentro da seguinte granulometria: o 9,5mm (3/8"), 100% o 4,8mm N° 4, 95 a 100% o 1,8mm N° 16, 45 a 65% o 297/v N° 50, 5 a 15% o 149/v N° 100, 0 a 5%

A dosagem para esta camada será feita com uma mistura em peso de 1/1/1,5.

Antes do lançamento desta camada deverá ser cuidadosamente retirada a argamassa superficial de forma a aparecer o agregado grosso.

O acabamento da superfície será feito com talocha metálica ou meios mecânicos de forma a obter a perfeição uniforme de água.

A passagem deve fazer-se até que a superfície endureça o suficiente para evitar o aparecimento superficial da água.

Em nenhum caso será permitido o lançamento de cimento em pó para facilitar o acabamento.

O pavimento deve ser conservado em permanente estado de humidade durante os primeiros 10 dias por meios de escolha do empreiteiro, mas aprovados pela Fiscalização.

Estes pavimentos levarão juntas de expansão junto a todas as ligações com as paredes, pilares e com os pavimentos de betão armado estas juntas terão 0,02 m de espessura, serão cheias com materiais plásticos apropriados e formarão uma linha contínua abrangendo toda a espessura e largura dos pavimentos.

Todo o pavimento será dividido em faixas com as dimensões máximas de 6,0 m x 6,0 m por juntas de contracção, a executar conforme os pormenores a fornecer estas juntas devem ser dispostas de forma a dar um aspecto agradável ao pavimento, devendo formar ângulos rectos rigorosos e serem normais à superfície do pavimento, não se admitirão desvios superiores a 0,06 m em cada 3,0 m.

Todas as juntas de construção devem coincidir com as juntas de expansão ou contracção e o reinício da betonagem deverá fazer-se como se especificou no artigo respectivo.

Todas as peças usadas como cofragem devem ser perfeitamente desempenadas e rígidas, de forma a aguentar sem desvios ou empenamentos os esforços durante a betonagem.

Todas as juntas depois da betonagem devem ser cuidadosamente acabadas conforme os pormenores e limpas de toda a argamassa ou corpos estranhos; o enchimento com o material plástico só será feito depois do endurecimento completo.

O material de enchimento das juntas deverá ser perfeitamente elástico, inalterável não podendo refluir pela acção do calor ou esforços sofridos, nem ser geladiço; a junta depois de acabada deverá ficar perfeitamente impermeabilizada.

Em princípio serão usados para 2/3 inferiores das juntas de dilatação placas de madeira e para o terço superior destas juntas e para o enchimento das de contracção um produto asfáltico com as características necessárias, homologado pelo LNEC.

0,15m de altura, quando outra coisa não esteja especificado, com argamassa de cimento e areia ao traço 1:3; estes Rodapés ligarão os pavimentos por meio de curvas de concordância.

Na execução das betonilhas está incluído o seu tratamento superficial, endurecedor e anti-pó usando-se, se outra coisa não for especificada, elementos à base de silicatos homologados pelo LNEC e empregues rigorosamente de acordo com o respectivo documento de homologação.

Para casos especiais e especificados no projecto, usar-se-á pintura a tintas de epoxi devendo verificar-se o seguinte:

I. Limpar a superfície, aplicar uma camada de material à base de resinas . epoxi que o de ser do tipo Krautoxine incolor com o teor e 25% a 30% de resinas, a fim de fechar todos os poros e provocar o endurecimento;

II. Vinte e quatro horas depois deverá ser aplicado novo revestimento com o mesmo tipo de produto mas com o teor de 36% a 40% de resinas e 18% a 20% de pigmentos, num total de 55% a 60% de matéria sólida, de modo a formar uma película com a espessura mínima de 70 a 80 microns;

III. Querendo obter uma superfície anti-derrapante, espalha-se a areia quartzífera seca e muito fina, antes da secagem da 2 aplicação, utilizando o mesmo produto mas incolor de forma a obter uma espessura total da película pelo menos 140 a 160 microns;

2.7 Mosaicos (Pedra, Hidraulicos, Cerâmicos, etc.) e Tacos de

No documento Re Vest i Mentos (páginas 90-97)