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Academic year: 2021

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 ANO

 ANO Vi / Nº 35 / mVi / Nº 35 / mAr-Abr 201Ar-Abr 20133

Informar a equipe

Informar a equipe

Manter os colaboradores

Manter os colaboradores

atualizados sobre a empresa

atualizados sobre a empresa

aumenta o rendimento

aumenta o rendimento

Vender a marca

Vender a marca

A publicidade pode criar

A publicidade pode criar

dierencial competitivo

dierencial competitivo

para produtos e serviços

para produtos e serviços

O corpo fala

O corpo fala

Ter postura e oratória ajuda

Ter postura e oratória ajuda

você a divulgar seu negócio

você a divulgar seu negócio

e pode conquistar clientes

e pode conquistar clientes

Brilho nos olhos

Brilho nos olhos

Comunicação visual efcaz

Comunicação visual efcaz

reorça a marca e estabelece

reorça a marca e estabelece

sinergia com o cliente

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FOCO NA

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comunicação

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Planeja Fácil SEBRAE-SP

Planeja Fácil SEBRAE-SP

O passo a passo para facilitar e

O passo a passo para facilitar e

simplificar o planejamento da sua empresa

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http://sebr.ae/sp/planfacil

http://sebr.ae/sp/planfacil

Conte com o SEBRAE-SP!

Conte com o SEBRAE-SP!

Para mais informações, utilize um de nossos

Para mais informações, utilize um de nossos

canais de comunicação listados abaixo ou visite um de nossos escritórios.

canais de comunicação listados abaixo ou visite um de nossos escritórios.

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(4)

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PalavraPalavra

do Presidente

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 Alencar

 Alencar Burti, Burti, presipresidente ddente d Cnse Cnselh Delibelh Deliberatrativ d Seiv d Sebraebrae-SP-SP

uem no se comunica, se trumbica”, uem no se comunica, se trumbica”, di-zia o inigualável comunicador Abelardo zia o inigualável comunicador Abelardo Barbosa. Com seu jeito irreverente, o Barbosa. Com seu jeito irreverente, o Ve-lho Guerreiro nos apontou a importância lho Guerreiro nos apontou a importância e necessidade do ato de comunicar, que e necessidade do ato de comunicar, que o dicionário dene como a ao de transmitir o dicionário dene como a ao de transmitir conhe- conhe-cimento, inormao, mensagem, opinio. Vou além, cimento, inormao, mensagem, opinio. Vou além, comunicar é uma das ormas mais interessantes de comunicar é uma das ormas mais interessantes de interagir com o outro, de mostrar seu ponto de vista. interagir com o outro, de mostrar seu ponto de vista. No mundo empresarial, a comunicao sempre oi No mundo empresarial, a comunicao sempre oi vi-tal – do amoso boca a boca aos anúncios nas mídias tal – do amoso boca a boca aos anúncios nas mídias impressa e eletrônica.

impressa e eletrônica.

A velocidade das transormaões, aliada à alta A velocidade das transormaões, aliada à alta tec-nologia presente nos meios de veiculao, bem como nologia presente nos meios de veiculao, bem como a diversicao do público que deve receber a a diversicao do público que deve receber a men-sagem, levaram (e ainda levam) à intensa sagem, levaram (e ainda levam) à intensa prossio-nalizao e diversicao do ato de comunicar, a m nalizao e diversicao do ato de comunicar, a m de garantir a ocupao de diversas mídias. Do boca a de garantir a ocupao de diversas mídias. Do boca a boca (ainda muito eciente em alguns casos) à boca (ainda muito eciente em alguns casos) à comu-nicao nas nuvens (

nicao nas nuvens (cldcld), temos verdadeiro mix de), temos verdadeiro mix de canais que exige ormas dierentes de levar a canais que exige ormas dierentes de levar a mensa-gem. Coisa de gente grande? Sim, mas no gem. Coisa de gente grande? Sim, mas no exclusiva-mente. Os donos de pequenos negcios podem – e mente. Os donos de pequenos negcios podem – e de-vem – traar estratégias de d

vem – traar estratégias de divulgao de sua empivulgao de sua empresaresa seus produtos/servios.

seus produtos/servios.

O estudo do Sebrae-SP “Doze anos de O estudo do Sebrae-SP “Doze anos de Monitora-mento da Sobrevivência e Mortalidade das Micro e mento da Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas Paulistas” constatou que cerca de Pequenas Empresas Paulistas” constatou que cerca de 40% das empresas constituídas em 2007 investiram, 40% das empresas constituídas em 2007 investiram, de orma contínua, em divulgao. Das abertas em de orma contínua, em divulgao. Das abertas em 2000, somente 21% aziam propaganda e divulgao. 2000, somente 21% aziam propaganda e divulgao.

Trata-se, portanto, de um incremento de quase 100%. Trata-se, portanto, de um incremento de quase 100%. A pesquisa mostra ainda que azer propaganda e A pesquisa mostra ainda que azer propaganda e di-vulgao está entre as três principais aões utilizadas vulgao está entre as três principais aões utilizadas para atrair e conquistar clientes dessas empresas para atrair e conquistar clientes dessas empresas so-breviventes. E uma sondagem realizada também pelo breviventes. E uma sondagem realizada também pelo Sebrae-SP mostra que das empresas que azem

Sebrae-SP mostra que das empresas que azem propa- propa-ganda, os veículos mais utilizados so jornais e ganda, os veículos mais utilizados so jornais e revis-tas, internet, aixas e cartazes e mala-direta.

tas, internet, aixas e cartazes e mala-direta. Nesta edio, a equipe da

Nesta edio, a equipe da CxCx Sebrae-SP con-Sebrae-SP con-versou com diversos especialistas e traz, de orma versou com diversos especialistas e traz, de orma clara e objetiva, dicas preciosas de como mostrar seu clara e objetiva, dicas preciosas de como mostrar seu empreendimento da melhor orma possível para seus empreendimento da melhor orma possível para seus diversos públicos – uncionários, ornecedores, diversos públicos – uncionários, ornecedores, clien-tes, ormadores de opinio, concorrenclien-tes, entre

tes, ormadores de opinio, concorrentes, entre outros.outros. Dentro desse processo, gostaria de deter-me num Dentro desse processo, gostaria de deter-me num item que tributo como essencial: o conteúdo da item que tributo como essencial: o conteúdo da men-sagem a ser comunicada. De pouco ou nada adianta sagem a ser comunicada. De pouco ou nada adianta belo anúncio, o mais eciente trabalho de assessoria belo anúncio, o mais eciente trabalho de assessoria de imprensa, a olheteria

de imprensa, a olheteriap t datep t date, se o , se o conteúdo noconteúdo no agrega va

agrega valor àquellor àquele que vai consume que vai consumi-lo.i-lo.

Hoje, as pessoas desejam receber a mensagem que Hoje, as pessoas desejam receber a mensagem que az a dierena e que está impregnada de az a dierena e que está impregnada de autentici-dade. Inormar, de orma simples, direta e verdadeira dade. Inormar, de orma simples, direta e verdadeira (sem enrolao) é um

(sem enrolao) é um desejo explícito dos consumido-desejo explícito dos consumido-res. Sem sombra de dúvida, trilhar esse caminho vai res. Sem sombra de dúvida, trilhar esse caminho vai agregar ainda mais valor ao produto/servio que sua agregar ainda mais valor ao produto/servio que sua empresa oerece. Ao mostrar respeito a esse público, empresa oerece. Ao mostrar respeito a esse público, você marcará orte presena num mundo cada vez você marcará orte presena num mundo cada vez mais competitivo. Ao ganhar pontos preciosos, com mais competitivo. Ao ganhar pontos preciosos, com certeza você no vai se trumbicar.

certeza você no vai se trumbicar. Boa leitura. Boa leitura.

A mensAgem e o meio

A mensAgem e o meio

““

(5)

4 Cnexã

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28

26

22

20

GESTÃO

Publicidade bem-eita

é aliada do sucesso

dos egócios. Escolha

seu dierecial

18

cenário

 A ora da comuicao visual  pode acrescetar valor aos  produtos e servios da empresa

negócios atalidade

O mercado reúe vários istrumetos de comuicao  para alar com o público-alvo

Cohea as iiciativas e ovidades do Sebrae-SP Serviç de Api às Micr e Peqenas Empresas d Estad de Sã Pal Conselho Deliberativo do Sebrae-SP

Assciaçã Cmercial de Sã Pal (ACSP)  Alencar Burti - Presidente do Conselho

Assciaçã Nacinal de Pesqisa, Desenvlviment e Engenharia das Empresas Invadras (Anpei) Celso Antonio Barbosa

Banc d Brasil

Diretria de Distribiçã Sã Pal Walter Malieni Junior

Federaçã da Agricltra e Pecária d Estad de Sã Pal (Faesp) Fábio de Salles Meirelles

Federaçã d Cmérci de B ens, Serviçs e Trism d Estad d e Sã Pal (Fecmerci)  Abram Szajman

Federaçã das Indústras d Estad de Sã Pal (Fiesp)

Paulo Antonio Ska  Fndaçã Parqe Tecnlógic de Sã Carls (Parqtec) Sylvio Goulart Rosa Júnior

Institt de Pesqisas Tecnlógicas (IPT)  Altamiro Francisco da Silva

Agência de Desenvlviment Palista (Desenvlve SP) Milton Luiz de Melo Santos

Secretaria d Estad de Desenvlviment Luiz Carlos Quadrelli

Serviç Brasileir de Api às Micr e Peqenas Empresas (Sebrae) Carlos Alberto Silva

Sindicat ds Bancs de Estad de Sã Pal (Sindibancs)

Wilson Roberto Levorato Sperintendência Estadal da Caixa Ecnômica Federal (CEF) Paulo José Galli

Diretoria

Diretr-sperintendente - Bruno Caetano Diretr Técnic - Ivan Hussni

Diretra de Administraçã e Finanças - Pedro Jehá

Redação

Gerente d prjet Eduardo Pugnali Editra respnsável

Roberto Capisano Filho -MTB 46.219

Prdçã e Crdenaçã

Fischer2 Indústria Criativa Ltda. Diretr de Cnteúd

 André Rocha -MTB 45.653 SP

Editra Exectiva - Selma Panazzo Reprtagem - André Zara, Andrea Ramos Bueno, Enzo Bertolini, Gabriel Pelosi e Thiago Rufno

Fts - Agência Luz, Olicio Pelosi e Su Stathopoulos

Revisã - Ruy Azevedo

Arte

atendiment@tt.ee Editres de arte

Maria Clara Voegeli e Demian Russo Chee de arte - Carolina Lusser Designer - Kareen Sayuri

Assistentes de Arte - Camila Marques e Laís Brevilheri

Prdçã Gráfca - Mila Uchôa Impressã - Gráfca Bandeirantes Bimestral / 50 mil exemplares Cartas para: Cmnicaçã Scial Ra Vergeir, 1.117, 8º andar, Paraís, Sã Pal, SP, CEP 01504-001 - Fax (11) 3177.4685 asc[email protected]m.br www.sebraesp.cm.br panorama ENTREVISTA

Wilso da Costa Bueo aalisa a  ora da comuicao corporativa  para a alavacagem dos egócios

 Aa Luisa de Castro

 Almeida, mestre em

comuicao pela UFRJ,

 ala sobre o poder da

comuicao os egócios

12

CAPA

 As empresas, de todos os

 portes, devem cosiderar

a comuicao como

 errameta estratégica

10

MERCADO NEGÓCIOS

O empreededor é o

carto de visitas da sua

empresa. Prepare-se para

saber coquistar clietes

Mater os ucioários

bem iormados sobre

a empresa aumeto o

evolvimeto o trabalho

(6)

 A diretria

Bruno Caetano

Diretr-sperintendente

m

mensagem da diretoria

comunicao passou a ser item impor-tante para os negcios. Saber comunicar bem sua marca e a qualidade de seus produtos ou servios tornou-se dieren-cial perante a concorrência.

A comunicao é undamental para o empreende-dorismo, para o amadurecimento do negcio de qual-quer tamanho. Comunicar bem comea sabendo alar com clareza, para prender a ateno do interlocutor. Essa técnica pode ser nata ou aprendida com pro-ssionais da área. É o que Cx mostra em uma das matérias desta edio, dedicada à comunicao e marketing. Essas áreas no devem ser desprezadas por ser um dos instrumentos estratégicos de gesto.

Como diz a proessora Ana Luisa de Castro Al-meida, consultora e mestre em comunicao e cul-tura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, nossa entrevistada, comunicao é estratégica para empresas de todos os portes. Por isso, aproveite a leitura para ter boas dicas e apereioar a comuni-cao da sua empresa.

Oerecer à imprensa dados sobre seu negcio pode resultar em notícias, o que aumenta a cre-dibilidade de sua marca. Esse é um instrumento poderoso que uma assessoria de imprensa pode ajudar você a alcanar.

A erramenta da publicidade, por sua vez, tem como tornar sua marca conhecida e admirada. Quer melhor do que isso em um cenário de tanta concor-rência? E saiba que no é preciso gastar milhões para ter resultado. Existem mídias alternativas, como anúncios em pacotes de po e de guardanapos que, dependendo do seu negcio, conseg uem bom retorno. Outro ponto importante é conhecer a ora da co-municao visual. Uma marca bonita e criativa apli-cada em placas, cartões e uniormes ajuda seus clien-tes e ornecedores a identicar a empresa.

APrendA A

se comunicAr

A

Há ainda o CRM (gesto de relacionamento com o cliente) e e-mail marketing que so essenciais na hora de desenvolver uma ao de comunicao ou marketing. Eles garantem que você ale com quem realmente interessa ao negcio.

Mas lembre-se de que a mais importante e ecaz comunicao comea dentro de casa. Você precisa preparar-se para estabelecer um diálogo com seus colaboradores. Eles precisam, para car mais mo-tivados e empenhados, conhecer como está a em-presa, quais suas metas e seus desaos. Funcionário bem inormado é aliado no seu crescimento.

O leque de opões para implantar aões de comu-nicao é vasto. E você no precisa escolher o me-lhor caminho sozinho. No mercado, há agências de comunicao e marketing que esto aptas a traar e executar o melhor plano de comunicao para cada perl de empresa. No esquea de que há ornecedo-res para todos os bolsos.

(7)

6 Cnexã

e

entrevista

 Ana Luisa de Castro Almeida

Proessora de comuicao e cosultora

por Selma Panazzo fotos: olicio pelosi

CoMuNICAR

CRESCER

PARA

(8)

O riscO que vejO muitO para

as pequenas e médias empresas

é de investirem e nãO terem

retOrnO, pOrque nãO planejam.

elas acham que aquilO é

O ideal e fazem. aí nãO dá

retOrnO e desestimula

Com ala rme e didática a proessora  Aa Luisa de Castro Almeida deede que a ecessidade de comuicar bem o é tarea apeas das grades empre-sas. Para o egócio forescer e gahar dierecial, é preciso relacioar-se com todos os públicos-alvo. Doutora em ad-miistrao pela Uiversidade Federal de Mias Gerais e Erasmus Uiversity (Holada) e mestre em comuicao e cultura pela Uiversidade Federal do Rio de Jaeiro, Aa Luisa lembra que o Brasil tem prossioais de reerêcia o campo da comuicao e marke-tig, aptos a criarem e implemeta-rem plaos de comuicao a medida de cada orgaizao. Itegrate do Programa de Mestrado em Comui-cao Social da PUC-Mias Gerais e da Fudao Dom Cabral, diretora  Acadêmica do Reputatio Istitute Brasil, membro do Coselho Editorial da publicao iteracioal

Corpora-te Reputation Review e da revista

Think&Love, da Repese, e

cosul-tora de comuicao orgaizacioal esia: “Toda orgaizao, a partir de sua cultura, tem uma idetidade. Leia a seguir os pricipais trechos da etrevista cocedida à Cx em sua viagem a So Paulo.

O qe a comnicação

pode azer pela empresa?

O qe ela pode trazer de

dierencial em relação à

concorrncia?

 Ana Luisa – Quando as organiza-ões trabalham a comunicao de uma orma mais intencional, mais estratégica, ela contribui muito para que a empresa consiga ter uma identidade mais orte. O que quero dizer com identidade mais orte? As pessoas identicando melhor quem é essa organizao e distinguindo--a de outras. Do ponto de vista de competitividade, aquela empresa que tem um processo de comunica-o melhor consegue com que, no geral, os públicos que se relacionam com ela saibam identicá-la naqui-lo que ela diere de outra.

O Brasil é m pas de

talentos nessa área de

comnicação?

 Ana Luisa – Muito. Há bons pro-ssionais. Aí podemos azer uma distino, porque temos os pro-ssionais mais voltados para as agências, para a área de criao; os  jornalistas que, em geral, se voltam muitas vezes para veículos; e os que se desenvolvem dentro das organi-zaões, que so os denominados da comunicao organizacional.

Em todas as áreas o Brasil tem bons

prossionais. Na verdade, há es-colas que levam a boa ormao e bons prossionais. Na comunicao organizacional, eu diria a você que temos a Associao Internacional de Prossionais de Comunicao Organizacional, o IABC – Interna-cional Association o Business Co-municator. Quando olho para o que o IABC az e vejo a entidade de clas-se no Brasil, que é a Aberje, obclas-servo que possuímos no s as mesmas qualicaões e competências, mas que o que se produz no Brasil em comunicao organizacional está no mesmo patamar dos países mais avanados, seja Holanda, Estados Unidos, Itália. Somos reerência.

Esses profssionais também

estão aptos a pensar, a

tra-balhar para ma empresa

pe-qena? O a fca mais dicil?

 Ana Luisa – Eles esto aptos a

pen-sar para as empresas menores. Na verdade, quando olhamos para os negcios, sejam eles pequenos, médios ou grandes, vemos que o que distingue as organizaões será muito mais a abrangência desse processo de comunicao, os recur-sos que se tem. Mas todas precisam possuir boa relao com aqueles que lidam com ela no dia a dia, seus empregados, clientes, ornece-dores ou a comunidade no entorno. Enm, com todos os grupos com os quais a empresa se relaciona.

Então há caminho para a

peqena empresa ortalecer

sa marca, sa imagem, se

prodto, se serviço? Qal

o trajeto para isso?

 Ana Luisa – Há vários instrumen-tos. A empresa pequena pode co-mear cuidando bem de sua marca, tendo uma identidade visual bem denida, coerente, consistente com aquilo que a organizao az, para que você olhe aquela empresa e perceba qual é a linha de produtos ou o que ela oerece. A partir daí, há várias estratégias, aões que pode implementar e, dependendo delas, vai se utilizar de determinadas er-ramentas, instrumentos. Mas o que ela precisa é pensar o seguinte: o que preciso construir, do ponto de vista de mostrar quais so os pon-tos ortes que minha organizao tem? E o que tenho a oerecer nesse relacionamento? Quando alamos

(9)

8 Cnexã

com seus públicos, estamos alando de expectativas. Os públicos têm expectativas em relao à empresa, têm expectativa de bom servio, de bom produto, de uma relao custo-beneício justa, de bom aten-dimento. Assim, é preciso ver o que ela concede, enquanto produtos e servios, e como comunica isso.

A empresa tem

personalidade?

 Ana Luisa – Toda organizao, a partir de sua cultura, tem uma identidade. Há empresas mais vol-tadas para inovao, para o aten-dimento ao cliente, mais arrojadas, mais modernas. Enm, esses atri-butos é que precisamos identicar e comunicá-los bem. É isso que aze-mos no processo de comunicao.

É como se osse o RG da

empresa, m número só dela...

 Ana Luisa – É dela. O que é s des-sa empredes-sa? Normalmente, temos diculdade de identicar quais so esses aspectos que so especícos, porque eles se misturam. Quando pego empresas do mesmo setor, vemos que elas têm características semelhantes. Mas isso écmmdity, ou seja, todas as organizaões têm. No entanto, ela precisa identicar o que há de dierente.

Falando ainda das

empresas de menor porte,

as redes sociais são

erramentas estratégicas

para elas?

 Ana Luisa –Para todas as organiza-ões. No podemos dizer que para uma ou outra. Digo que a organi-zao no precisa entrar na rede social para dizer que entrou nela. Se no tiver como manter esse re-lacionamento, é melhor no abrir. O que é a rede social? É um canal de comunicao. Igual você abrir um canal de comunicao de caé da manh com o presidente. A mesma coisa é quando vamos para a rede

social. À medida que abro esse ca-nal, as pessoas querem respostas. E respostas, nesse caso, so instantâ-neas. Ela é uma construo imedia-ta de relacionamento, e mais do que isso, é aberta, onde temos de lidar com todas as críticas. No dá para algumas organizaões abrirem esse canal e nas primeiras críticas se re-tirarem. Aí no esto lidando com essa relao como deveriam. É a co-municao de soluos: comea para o que é prejudicial.

Mdias não convencionais,

por exemplo, propaganda

em sacos de pão o em

gardanapos em bares e

restarantes são válidas?

 Ana Luisa – A mídia no conven-cional, hoje em dia, atinge de uma orma bem direcionada. Vejo

pe-a cOmunicpe-açãO internpe-a pe-ajudpe-a

O empregadO a traduzir aquilO

que a OrganizaçãO, num certO

sentidO, está cOmunicandO

quenas empresas organizando eventos muito bem planejados e que têm cuidado ao alar com aquele cliente ou ao levar algum produto. O que ocorre com a em-presa é que precisa ormatar muito bem sua mensagem, o objetivo que quer e no tentar azer tudo numa vez s. Esse é o erro.

A senhora diria qe m

empreendedor deve planejar

antes de azer sa opção

por ter ma comnicação?

 Ana Luisa – Ele tem de planejar o que quer, qual o tamanho do passo que dará, por onde comeará essa comunicao. Ele iniciará essa comunicao com quem? Quais os públicos mais importantes? Quais os meios utilizados? Qual a

requência? Qual a abrangência? O risco que vejo muito para as pequenas e médias empresas é de investirem e no terem retorno, porque no planejam. Elas acham que aquilo é o ideal e azem. Aí no dá retorno e desestimula. É diícil porque a verba é pequena. Ento, tem de planejar muito bem e manter, seno o dinheiro vai embora.

Diversifcar canais de

comnicação é estratégico

para se obter resltado?

 Ana Luisa – Depende do público e do que a empresa quer. Ela no pre-cisa diversicar se tiver bom canal. Se tiver um CRM (gesto de relacio-namento com cliente) muito ecaz com os clientes, talvez no precise de mais nada. Ento, depende, no dá para generalizar.

A comnicação interna

também traz resltados

para os negócios?

 Ana Luisa –Primeiro, um emprega-do identica-se muito mais com a organizao quando sente que essa considera a opinio dele. Muitas vezes, nos diagnsticos internos, ouvimos os empregados dizerem o seguinte: “Para que vou alar? Já cansei. Falo, mas ninguém me es-cuta”. Ento, o empregado tem de sentir que é importante, que é res-peitado, que é ouvido e que aqui-lo que ele ala a empresa leva em considerao. A comunicao in-terna ajuda o empregado a tradu-zir aquilo que a organizao, num certo sentido, está comunicando. Esse é seu papel. Isso aeta direta-mente a produtividade.

(10)

A comnicação pessoal é

importante também para

levar o negócio à rente?

 Ana Luisa –Você ala que “no tenho essa habilidade de comunicao; sou timo engenheiro; sou magníco na área de nanas; sou excelente, mas a comunicao para mim é uma di-culdade”. Aprendemos a lidar com isso. Você tem alguns prossionais que podem lhe ajudar nesse proces-so. O empreendedor precisa de saber utilizar bem a comunicao dele, como presidente da empresa, en-quanto responsável por ela. Ento, ele tem de participar de entidades de classe, eventos sociais. Ele tem de compartilhar de algumas ins-tâncias de relacionamento em que tem de se posicionar, tem de saber a hora de azer isso. O que alar, qual o tom, qual a abordagem, qual a in-tencionalidade, o que espera para a empresa dele, como apresentá-la.

Existe o perigo de ter ma

overdose de comnicação?

 Ana Luisa – Sim. É insuportável, por exemplo, aquela empresa que todo dia tem um e-mail bombarde-ando sobre alguma coisa.

Qais são os erros qe

se pode cometer na

comnicação?

 Ana Luisa – Já alei da comunicao por soluo, comear e parar de a-lar. Outro é abrir determinados ca-nais que no do conta de se man-ter atualizados. Outro equivoco é a alta de unidade e integrao entre os meios. Você tem uma comuni-cao para os empregados, seja no quadro de aviso, seja na intranet. É aquela histria de que, por exem-plo, “cortamos o caezinho porque estamos com reduo de despesas”. De repente, os empregados veem a empresa azer algumas compras que no so coerentes com aquele discurso. Diria que isso é a alta de alinhamento entre discurso e práti-ca. Esse é um erro muito sério.

(11)

10 Cnexã

m

micro e peqenas    F  o    t  o   :    D    i  v   u    l  g   a   ç    ã  o

Alencar Burti, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, Herman Vorwald, secretário de Educao do Governo do Estado de So Paulo e Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP

prOmOvendO

A LEI GERAL

Desde evereiro, alunos do 6º ao 9º ano do ensino undamental da rede estadual podem ter aulas de empreendedorismo. As ocinas so ministradas por 1.467 educadores ormados no curso “Jovens Empreendedores: Primeiros Passos”. O objetivo é disseminar a cultura empreendedora e promover refexões e debates sobre plano de negcios, por meio de ocinas. Para marcar a iniciativa, no início de evereiro, o secretário da Educao do Estado de So Paulo, proessor Herman Voorwald,

e o presidente do Sebrae-SP, Alencar Burti, entregaram os certicados de concluso a 161 docentes que representaram os demais.

NEGóCIOS

SE APRENDEM

na escOla

   F  o    t  o   :    L  u    i  z    P  r   a    d  o    /    L    U    Z

Apoio ao empreendedorismo é tema de gestores públicos em So Joo da Boa Vista

Preeitos, presidentes de Câmaras e vereadores eleitos de 20 cidades da regio de So Joo da Boa Vista reuniram-se para discutir a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, em 6 de evereiro. O evento

oi promovido pelo Sebrae-SP e realizado na sede da instituio. O objetivo do encontro oi mostrar a importância do desenvolvimento das micro e pequenas empresas para a economia dos municípios e o que o instituio tem a contribuir para a melhoria desse ambiente.

No m de evereiro, o

governador Geraldo Alckmin sancionou decreto que

aprova o novo regulamento da Junta Comercial do Estado de So Paulo (Jucesp). O decreto apresenta nova

estrutura do rgo, que ganha mais quatro secretarias (Geral, Administrao, Atendimento e Tecnologia da Inormao), com a nalidade de implantar processo único de abertura, alterao e encerramento de empresas no Estado de So Paulo.

NOVO

regulaMenTo

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Desde o início do ano, os interessados em inormaões

sobre gesto de negcios podem acessar o Portal de Educao a Distância (ead.sebraesp.com.br) de uma orma mais

simples e dinâmica. O Sebrae-SP promoveu uma série de mudanas no portal para agilizar o aprendizado. Entre os principais beneícios, esto eliminao do tempo de matrícula, acesso imediato, vagas ilimitadas e segmentao dos cursos de acordo com o perl de cada empresário.

eduCação

A UM CLIQUE

APROVEITANDO

a feSTa

   F  o    t  o   :    D    i  v   u    l  g   a   ç    ã  o Cerca de 40 jovens da Hackathon e da Maratona de Negcios oram

premiados pelo Sebrae-SP no encerramento da Campus Part 2013 – evento de tecnologia que reuniu milhares de jovens em So Paulo, de 28 de janeiro a 2 de evereiro. Todos os 36 nalistas da Maratona de Negcios participaro gratuitamente do Empretec, uma das capacitaões de maior sucesso do Sebrae-SP. Já os competidores que

garantiram os três primeiros lugares na Hackathon também tero direito a viagem ao Frum Internacional do Sotware Livre (Fisl) 2013, que ocorre de 3 a 6 de julho, em Porto Alegre (RS).

Vencedores da Hackathon iro para a Fisl 2013

PreMiação

NA

CAMPUS PARTy

Para orientar micro e

pequenas empresas do setor de artigos de esta sobre a cert iicao obrigatria exigida pelo Inmetro, o Sebrae-SP promoveu, em 20 e 21 de evereiro, em So Paulo, um workshop gratuito. Desde a publicao da

portaria em 2011, empresas abricantes, embaladoras e importadoras de artigos para esta já iniciaram processo de adequao para atendimento das normas. Mas com a prorrogao do prazo de certiicao, os empresários do setor tero até o im deste ano para se adaptarem.

DESAFIOS

DOS

negóciOs

O presidente do Conselho do Sebrae-SP, Alencar Burti, palestrou sobre os desaos do empreendedorismo de hoje e amanh, para 100 alunos do curso de graduao de administrao da Fundao Armando Álvares Penteado (Faap), em 19 de evereiro. Burti alou sobre sua experiência de mais de 50 anos como empresário e que já passou por diversas turbulências. Quando

perguntado sobre a rmula do sucesso, oi categrico: sonhar e preparar-se, como um maratonista, para transormá-lo em prática. “Inormar-se, capacitar-se, conhecer o mercado em que vai atuar, dialogar com pessoas mais experientes no ramo, organizar-se, participar de redes ans etc. E o Sebrae-SP pode ajudá-los nisso. Somos uma agência de viagem que pode transportá-los do sonho para o real.”

(13)

12 Cnexã

c

capa 12 Cnexã

G

7

Muito além

DA FACHADA

2

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lhões, segundo dados do Ibope Me-dia. Em meio a tantos potenciais consumidores, quais so os cami-nhos mais indicados para cada ne-gcio? Como promover os produ-tos e servios oerecidos, seja no ambiente impresso ou digital?

Com a comunicao mais ba-rata e “ácil” de se azer, o en-oque deve estar na adaptao das estratégias para a realidade de cada empresa. É o que de-ende Marcelo Sinelli, consul-tor de marketing do Sebrae-SP. “Costumo alar muito em uma palavrinha mágica: adequao. No tem certo ou errado. O que talvez uncione para uma empre-sa de grande porte pode no dar certo para uma pequena”, orien-ta. Sinelli destaca que antes de iniciar uma estratégia de marke-ting, o empreendedor deve iden-tiicar onde está seu cliente. “Se a empresa vende parauso para plataormas da indústria petrolí-era, será que tem coerência di-vulgar esse produto no Facebook, por exemplo? Esse canal no é adequado, o que vai determi nar a ao é o público-alvo que se quer atingir”, prossegue.

O ponto de vista é comparti-lhado pelo líder da área de mar-keting, pesquisa e economia da Escola Superior de Propaganda e

Marketing (ESPM) , Marcelo Pontes. “Hoje, o principal desao é com-preender os consumidores, por-que os mercados esto cada vez mais segmentados. No entanto, ter essa viso no é muito sim-ples, há certo grau de complexi-dade”, arma. Segundo Pontes, os empreendedores devem dedicar mais tempo a operao para reti-rar as ideias do papel. “É comum ver uma preocupao excessiva com estratégia e posicionamento, mas tem o cho de ábrica, o bal-co de loja, que az as coisas acon-tecerem”, diz

O proessor da ESPM reora que ortalecer a marca e realizar bom atendimento so pontos es-senciais para as empresas de pe-queno e médio portes. Pontes dá o exemplo de um empreendedor que deseja abrir um restaurante na capital paulista. “A cidade tem mi-lhares de estabelecimentos idênti-cos. Será que vai conseguir suces-so apenas por que a comida é boa? Isso é um pré-requisito”, analisa. “O consumidor no está preocupa-do com a estratégia, ele quer saber se a comida é boa, se a casa é lim-pa e se tem lugar lim-para lim-parar o car-ro. Isso se refete na viso de neg-cio, mas ela no adianta se no se transormar numa ao prática”, acrescenta Pontes.

Por Thiago Runo

e você cria um caso de amor com seus clien-tes, eles mesmos encar-regam-se por azer sua publicidade”, a rase do norte--americano Philip Kotler, uma das maiores autoridades em marke-ting no mundo, resume em apenas uma sentena o grande desao das empresas atualmente: ter uma co-municao eciente para atingir seus potenciais consumidores, de orma direcionada e precisa. Uma das teorias deendidas por Kotler é a criao de novo patamar para as organizaões, composto por um modelo de marketing no qual as companhias compreendam seus clientes e partilhem dos mesmos valores. Esses so conceitos que podem ser aplicados em qualquer empresa, independentemente do porte ou da capacidade de inves-timento. Em um cenário cada vez mais acirrado, o dierencial no está no poder econômico, mas sim na criatividade e, sobretudo, na conexo com o público-alvo.

Diversos atores contribuíram para que mais empresas pudes-sem divulgar seus produtos e ser-vios, um deles oi a acilidade proporcionada pela popularizao da internet. No Brasil, no terceiro trimestre 2012, o total de pessoas com acesso a web oi de 94,2

mi-S

PUBLICIDADE, ATENDIMENTO, PóS-VENDA... EM UM MERCADO

SEGMENTADO E COMPETITIVO, ESTRATÉGIAS DE MARKETING

QUE VãO ALÉM DA PROMOçãO DE PRODUTOS E SERVIçOS SãO

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14 Cnexã

Segundo ele, o empreendedor deve enxergar além e pensar em o que mais pode ser oerecido a seus consumidores. “Isso pode ser aplicado em qualquer seg-mento. O cliente que quer com-prar uma camiseta vai àquela determinada loja no pela rou-pa em si, tem algo a mais. É por causa da loja, da marca e do servio”, garante. “O bom aten-dimento az toda a dierena”, corrobora Aleta Nunes, scia da XyZA Comunicao.“No adian-ta ter uma imagem maravilho-sa, mas, se na hora do contato com o cliente a empresa no es-tiver preparada, todo o trabalho que oi eito lá atrás morrerá na praia”, prossegue.

Aleta acredita que outro equí-voco comum cometido entre em-presas de pequeno e médio portes so iniciativas de marketing sem planejamento. “Percebo que as pessoas já encontraram na comu-nicao um dierencial, mas, às vezes, vejo muitas soluões ‘casei-ras’, improvisadas”, arma. Já para Loureno Bustani, scio-undador da Mandalah, consultoria em ino-vao consciente, os erros mais comuns cometidos pelos empreen-dedores so “viso em curto prazo muito pautada em métricas ape-nas nanceiras, pouca governana, centralizao excessiva e inorma-lidade na gesto”, opina.

Bustani, que oi eleito pela re-vista norte-americana Fast Cm- pany,em 2012, um dos 100 execu-tivos mais cr iaexecu-tivos do mundo dos negcios, aposta que as empresas de pequeno e médio portes podem aliar iniciativas que gerem lucro simultaneamente com impacto social positivo. “A organizao do uturo se dará bem a partir do que ela promoverá. Quem atua num vácuo tende a sumir do mapa”, garante. “Na Mandalah, ajudamos as empresas a inovar com maior consciência do seu papel, para

que possam crescer sem que, ne-cessariamente, essa multiplicao seja em detrimento de algo ou al-guém”, adiciona Bustani.

Presença virtal

De acordo com Sinelli, está mais simples para as empresas aproxi-marem-se dos clientes por meio da construo de blogs, sites e lojas virtuais de orma gratuita. No entanto, ele chama a ateno para que o empreendedor no -que estagnado nessas plataor-mas. “So opões bacanas para comear, mas, por serem bem básicas, quando a empresa subir de patamar é preciso evoluir e contratar uma especializada no servio”, sugere.

O consultor em marketing do Sebrae-SP volta a reorar a ade-quao das estratég ias de marke-ting quando a operao ocorre nos meios digitais. “É preciso ter coerência na comunicao. Se o laout do site é preto e

verme-lho, mas a página no Facebook or azul e branca, o cliente vai achar que está no lugar erra-do”, orienta. E, além de manter a identidade visual padronizada, o empresário tem de icar atento ao conteúdo propagado por essas plataormas. “É preciso deinir personalidade da marca. A em-presa quer ser conhecida como a mais soisticada? Inovadora? Criativa?”, exempliica Sinelli.

A tendência é que elas passem a atuar ainda mais no ambiente digital, principalmente por meio das redes sociais. Porém, é neces-sário zelar pela gerência dessa in-terao, uma vez que ela é a porta de entrada mais prxima para os consumidores. “Na comunicao, é importante a interatividade e a internet é uma via de mo de du-pla. Se você cria algum t ipo de co-municao na internet, mas no deixa o cliente retornar, enra-quece a ao. A concorrência está a um clique de distância”, diz

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nelli. Quando uma empresa inte-rage com seu público-alvo, a pro-pagao das inormaões é maior devido ao boca a boca e gera tráe-go aos conteúdos da organizao.

Apesar de ser uma erramenta que no é mais novidade, as redes sociais continuam como uma das mais poderosas ormas de intera-o. Contudo, para que a ao seja eetiva, deve-se dedicar tempo e ter planejamento. “É preciso ter agilidade e a atualizao tem de ser constante. Qualquer elemento que tiver conteúdo novo apenas uma vez por semana no uncio-na, é melhor nem azer”, aponta Sinelli. “Se alguém deixar um comentário na segunda-eira e a empresa s retornar na quinta, o consumidor já terá comprado do concorrente”, adiciona.

Uma recente pesquisa da So-cialbakers, companhia que men-sura as estatísticas das principais redes sociais do mundo, rela-cionou as dez marcas que mais

respondem aos questionamentos dos seus “seguidores” no Twitter. O perl da rede varejista Ponto Frio é a única empresa brasilei-ra que gubrasilei-ra entre os escolhidos. Segundo o levantamento, 66,64% das dúvidas dos consumidores têm algum retorno por essa pla-taorma. Todas as organizaões citadas no ranking so de grande porte, o que assinala para uma lacuna que ainda pode ser preen-chida pelas companhias menores. Aleta arma que é indispensá-vel para uma empresa de pequeno ou médio porte estar presente no meio digital. “Ter um site e estar nas redes scias é condio sine qa nn atualmente, porque o pú-blico conversa por ali. É um am-biente que daqui para rente todos têm de estar presentes”. Ela acon-selha que esse canal de comunica-o no seja apenas um meio de propaganda. “A rede social é um caminho altruísta. A empresa vai vender sua imagem e pode de tem-pos em temtem-pos, divulgar os produ-tos e servios”, sugere Aleta.

Seja uma ao de marketing em rente impressa ou digital, a empreitada deve ter como obje-tivo no apenas conquistar novo público-alvo, mas também ven-der mais para quem já conhece a empresa. “Captar novos clien-tes é importante, mas atender o consumidor que já comprou é to quanto. Se o tíquete médio é de R$ 40, como posso azer para au-mentar?”, exemplica Sinelli.

Por dispor de menos verba para a comunicao quando compara-do às grandes corporaões, as mi-cro e pequenas empresas têm de segmentar suas campanhas para que sejam ecientes. “Em vez de azer uma propaganda massica-da com grande anúncio, é possí-vel ter muito mais retorno azen-do uma abordagem direta com público-alvo sem gastar muito”, aposta o consultor em marketing

do Sebrae-SP. Aleta também con-corda que as empresas de peque-no e médio portes “pulverizam” demais suas aões de marketing. “Os empresários ainda no con-seguem enxergar onde está o pú-blico e onde eles devem atuar. As PMEs precisam ter consciência de que é preciso contratar pessoas para ajudá-lo”, continua Aleta.

 Justamente oi essa a deciso do diretor do Frigoríco BB, Philip Braun, para divulgar uma de suas marcas de carne para os restau-rantes. “O retorno oi superbaca-na porque zemos anúncios para o público direcionado. Ainda no é um negcio conhecido no Brasil inteiro, mas tivemos bons resulta-dos”, conta. O anúncio impresso oi veiculado em uma publicao vol-tada a clientes e proprietários de restaurantes. A resposta demons-tra que o direcionamento pode ser mais vantajoso do que dispersar a propaganda de orma aleatria. “No dá certamente para alar com todos, é preciso concentrar a co-municao e criar uma mensagem personalizada”, adiciona Sinelli.

Pblicidade dierenciada

Tirar otos de apetitoso prato é um hábito comum entre os usuá-rios do aplicativo Instagram, que permite registar momentos pelo smartphone e compartilhá-los em uma variedade de redes so-ciais. Hoje, o sistema conta com mais de 30 milhões de usuários em todo o mundo. O conceito su-gerido por Kotler, de que os clien-tes podem azer a prpria publici-dade para a empresa, vem sendo aplicado na prática e de uma ma-neira bem simples por restauran-tes da capital paulista por meio dessa plataorma digital.

Os estabelecimentos incenti-vam que seus consumidores cli-quem os pratos e divulguem na internet. A campanha resulta em uma orma de publicidade

gratui-“nãO adianta

ter uma imagem

maravilhOsa,

mas, se na hOra

dO cOntatO

cOm O cliente

a empresa

nãO estiver 

preparada,

tOdO O

trabalhO que

fOi feitO lá

atrás mOrrerá

na praia”

Aleta Nunes, sócia da XYZA Comunicação

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16 Cnexã

ta que pode atrair novos clientes, estabelece uma orma de visuali-zar comentários espontâneos e ter um retorno quase em tempo real. Esse eedback pode ser importan-te aliado para melhorar o aimportan-tendi- atendi-mento do local e demonstra que é possível azer mais com menos, basta estar atento às oportunida-des. “A internet tem uma preciso

quase cientíca, mesmo com pou-ca verba disponível. Além disso, o empresário consegue monitorar e atuar diretamente com micropú-blicos”, ar ma Sinelli.

Foi com a ideia de “levar a arte a qualquer ambiente” que Mariana Vital, scia da agência Os Fora da Mídia, iniciou os trabalhos de co-municao e marketing para

em-presas, mas de maneira dieren-ciada por meio de intervenões artísticas. “Fazemos trabalhos em diversas áreas que se enquadram em divulgao da marca, treina-mento de uncionários e aões voltadas para entretenimento e conraternizao”, assegura. Se-gundo Mariana, o oco das aões é promover um produto ou ser-vio da empresa de maneira que seja imprevisível para o público--alvo. “Nosso oco principal é que haja interao, que cause impacto e seja uma situao ora do co-mum”, prosseg ue.

Para Mariana, é interessante que as empresas possam pensar em alternativas de marketing que tragam resultados satisatrios. “Acreditamos muito na interven-o e na mídia espontânea. É um servio que substitui uma ao de publicidade tradicional, num cus-to muicus-to menor, muitas vezes”, ga-rante. Ela arma que as interven-ões so repercutidas nas redes sociais, sejam pelos uncionários da empresa nas aões internas ou por quem transita pelo local em abordagens em espaos públicos.

Apesar de algumas organiza-ões já contarem com gestores que apostam em medidas inova-doras e com custo menor, ainda há receio de investir no novo. “Desde que comeamos a operao em 2011, notamos que principalmen-te a verba para o marketing oi diminuindo. As empresas ainda cam receosas por no saber exa-tamente o que vai acontecer, eles s querem números”, opina. “Mas nossas aões so adaptáveis e te-mos mercado, por isso tentate-mos buscar organizaões que têm a ca-bea mais aberta para azer coisas dierentes”, prossegue Mariana.

Conquistar o público interno é o principal objetivo do endomar-keting. O termo oi criado pelo consultor paulista Saul Faingaus Bekin em 1975, mas s

tornou-c

capa

“acreditamOs muitO na

intervençãO e na mídia

espOntânea. é um serviçO que

substitui uma açãO de publicidade

tradiciOnal, num custO muitO

menOr, muitas vezes”

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-se popular no m da década de 1980. O conceito enxerga a em-presa como um organismo vivo e que aposta no relacionamento do público interno da organizao como estrutura para melhorar a qualidade de produtos e servios. Aproveitando-se desse conceito, a Ericsson Suppl desenvolveu um projeto em sua unidade em So  José dos Campos.

No local, oram criadas salas temáticas para os uncionários a m de promover a interao e o descanso. “O espao passou a uncionar em janeiro e mante-mos uma equipe responsável para orientar, manter e organizar o lo-cal”, conta Andresa Maia Lima, analista de comunicao interna. E mesmo com pouco tempo de uso, o projeto já trouxe resultados. “Es-ses espaos têm infuenciado po-sitivamente na qualidade de vida e do trabalho dos uncionários. O

pessoal tem gostado bastante e apoiado a iniciativa”, continua.

De acordo com Andresa, cer-ca de 200 uncionários transitam pelo espao nos intervalos entre os turnos e na pausa para as re-eiões. “A grande vantagem é surpreender e agradar ao público interno, sem contar os beneícios envolvidos na ao em si”, anali-sa. Mesmo praticado em sua maior parte por empresas de grande por-te, os projetos de endomarketing podem contemplar qualquer or-ganizao, no sendo necessário grande investimento e, muitas ve-zes, com retorno imediato.

Tanto para Pontes quanto para Sinelli, dicilmente as empresas que no tiverem um plano de ne-gcios denido, e que contemple projetos de comunicao bem ela-borados, vo sobreviver em um mercado competitivo. “Hoje, per-deu-se a noo do que é marketing.

Digo que o marketing é a alma do negcio, a propaganda é apenas uma das erramentas. O que sus-tenta um negcio é boa gesto de marketing”, aposta Pontes.

Para o consultor em marke-ting do Sebrae-SP, os empresários têm de ter consciência e reser-var a verba para a área de acordo com a realidade de sua empresa. “O mundo está cada vez mais im-previsível, e nessa hora o planeja-mento é ainda mais undamental para ter como atuar em cenários otimistas, realistas e pessimis-tas”, propõe Sinelli. Ele destaca, até, a importância de um plano de marketing, que pode ajudar o empresário a tomar decisões quando or buscar parceiros es-pecializados no servio. “Tendo o plano deinido ica mais ácil para decidir. O undamental é en-tender que quem no aparece no é lembrado.”

“em um dOs

prOjetOs

desenvOlvidOs,

Os espaçOs têm

influenciadO

pOsitivamente

na qualidade

de vida e dO

trabalhO dOs

funciOnáriOs.

O pessOal

tem gOstadO

bastante e

apOiadO a

iniciativa”

Andresa Maia Lima, analista de comunicação interna

(19)

18 Cnexã

odo negcio tem a cara do seu dono, até mesmo na orma como ele se comunica. O empreendedor estabelece o diálogo com clientes e ornecedores, dá o tom que será reproduzido pelos seus uncionários, de uma maneira que pode ser benéca ou atrapalhar os negcios. Por isso, é preciso entender a importância que a habilidade de se comunicar bem tem no cotidiano dos empresários. “Uma comunicao pessoal ruim prejudica as pessoas e seus negcios, pois, se elas no se expres-sam de orma clara, no conseguem ser entendidas”, arma Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP. Se-gundo ele, é comum identicar, nos atendimentos que

T

Por André Zara

HABILIDADE PESSOAL DO EMPREENDEDOR DE COMUNICAR-SE

PODE AJUDAR (OU NãO) OS NEGóCIOS

CARA A CARA

realiza, empreendedores que têm diculdade para se comunicar. “E isso se refete na orma de gesto dele, porque se no consegue ordenar os pensamentos essa diculdade se transere para sua administrao.”

E no é apenas a alta da habilidade de se expressar bem oralmente que pode prejudicar, pois a comunica-o tem muitas acetas. “O corpo ala antes que qual-quer palavra seja trocada, o que qual-quer dizer que uma postura curvada ou roupas amassadas, por exemplo, no transmitem conana”, explica Messias.

O consultor líder de marketing da Miashita Con-sulting, Marcelo Miashita, concorda. “No ambiente de negcios, as pessoas têm pouco tempo para ormar

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   F  o    t  o   :    O    l    i  c    i  o    P  e    l  o   s    i

“cOmunicaçãO

é fundamental

para ganhar 

clientes e

tOdOs na

empresa têm

de saber se

cOmunicar 

bem”

 João Carlos Nogueira Guirau, fundador da Blocktime

uma percepo sobre você, o que torna a primeira impresso muito importante.” E isso quer dizer que seu produto ou servio podem ser timos, mas se você no se apre-sentar de orma correta, ninguém vai saber. Por isso, o objetivo de qualquer empreendedor deve ser criar empatia com o interlocutor. “A conexo entre pessoas se dá pela empatia, e isso é uma habilidade so-cial muito importante para o dono de uma pequena empresa. Como tem menos margem para dar des-contos e possibilidade de oerecer altos salários para os uncionários, ele precisa saber conquistar gente.” Inelizmente, desenvolver essa capacidade social é o grande desa-o para a maioria dos empresários, segundo o especialista. E se você no a tiver naturalmente, precisa trabalhar nela para no parecer orado ou até mecânico ao se rela-cionar. “Todo empreendedor de su-cesso é timo em desenvolver rela-cionamentos”, completa Miashita. O primeiro passo nesse sentido é conhecer bem sua empresa e o que ela oerece, dando assim mais segurana ao seu discurso. Além disso, com cada pessoa que você

in-terage é preciso azer uma adapta-o de estilo. Para o Reinaldo Polito, proessor de oratria e palestrante, essa dosagem é complexa. “Exces-so de intimidade e de brincadeiras pode até produzir momentos de relaxamento e descontrao, mas é uma atitude que também pode prejudicar o resultado dos negcios. Por outro lado, o comportamento duro, infexível, pesado pode ser ainda pior”, comenta.

Mesmo assim, embora haja essa diversidade toda, sempre será pos-sível encontrar pontos comuns en-tre as pessoas. “Aquele que souber alar considerando essas dierenas poderá estabelecer boa sintonia com os ouvintes e conquistar me-lhores resultados”, conclui Polito.

Como em todo processo de co-municao bem-sucedido, é preci-so, além de alar, saber ouvir. “Hoje, o cliente ala mais e isso é bom, pois assim podemos saber quais so suas necessidades e entregar me-lhores produtos e servios. E como a maioria das empresas oerece coi-sas parecidas, o que as dierencia é o atendimento”, arma Wlamir Bello, consultor de marketing e es-tratégia empresarial do Sebrae-SP.

Os empreendedores também precisam car atentos para sua co-municao por meios eletrônicos. “A maioria das pessoas utiliza a er-ramenta de orma errada, como se no houvesse alguém do outro lado. Os mesmos bons princípios e ati-tudes aplicam-se para o ambiente virtual também”, explica Bello. Por isso, é preciso estar atento ao uso da linguagem, sendo necessário a-lar corretamente o português, evi-tando abreviaões típicas usadas nas redes sociais. “Esses deslizes podem prejudicar a imagem pros-sional da sua empresa, que é a coisa que você deve mais prezar.”

O empresário Joo Carlos No-gueira Guirau sabe da importância de boa comunicao pessoal desde que undou a Blocktime, empresa prestadora de servios de tecnologia da inormao, em 1989. “A comuni-cao é undamental para conquis-tar clientes e todos na organizao precisam saber se comunicar bem, para que o cliente nos enxergue de orma clara e prossional”, diz.

Para garantir isso, todos os un-cionários contratados pela empresa, que lidam diretamente com os re-gueses, passam por um treinamen-to de oitreinamen-to horas, sendo que as pri-meiras quatro so exclusivamente sobre comportamento, enocando nas ormas corretas de alar, na postura, na vestimenta e na manei-ra de atender o cliente. “Além disso, avaliamos os colaboradores mensal-mente, o que nos permitiu detectar que muitos deles tinham problemas com o português e nos ez implantar um grupo de estudo para melhorar o nível”, conta Guirau.

Hoje, a empresa tem 15 uncio-nários e colhe os rutos do traba-lho. O maior deles, segundo o em-presário, é que a grande parte dos novos clientes chega por indicao dos antigos. “Por isso, a capacidade de toda a equipe de comunicar-se é primordial para o crescimento do nosso negcio.”

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20 Cnexã

om a concorrência cada vez mais acirra-da, a satisao dos clientes pode ser um truno importante para dierenciar seu negcio dos demais da mesma área de atuao. Com algum conhecimento de gesto de rela-cionamento com clientes, um pouco de criatividade e muito empenho é possível extrair timos resultados e agregar valor à sua marca.

 Já az algum tempo que as técnicas de gesto mudaram o oco do produto para o cliente. As em-presas viram que criar relacionamentos duradouros com seus consumidores, num processo contínuo de

C

Por Gabriel Pelosi

VEJA COMO INCREMENTAR SEU NEGóCIO COM FERRAMENTAS

BARATAS DE GESTãO DE RELACIONAMENTO COM O CLIENTE

Cohecer seu cliete

como iguém

conquista de conana e estima, era mais vantajoso. “No existe mais uma receita de bolo para o sucesso. Mas acredito que quanto mais prximo do cliente estiver sua marca, melhor. Hoje, a delidade está muito diícil, por isso, acho que a palavra é ‘relacionamento’. O de-sao é criar bom vínculo com seu cliente, sem orar a barra, mas deixando-o satiseito”, aconselha Priscila Nishiama, gerente de comunicao da Seven Idiomas.

Várias erramentas podem ser úteis para azer essa aproximao e até a delizao. O Customer Relationship Management (CRM), que nada mais é do que a gesto de relacionamento com o cliente, dá as diretrizes que o

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   F  o    t  o   :    O    l    i  c    i  o    P  e    l  o   s    i

“diversificamOs

nOssas ações

de marketing.

quem estiver 

iniciandO, cOm

pOucO dinheirO,

deve cOmeçar 

cOm redes

sOciais, bOm

site e e-mail

marketing”

Priscila Nishiyama, gerente de comunicação da Seven Idiomas

presário deve seguir, nesse intuito. Muitos associam o CRM a soluo de inormática que permite partilhar a inormao sobre os clientes dentro da empresa. Mais correto é deni--lo como um processo de gesto do relacionamento. No computador ou, mesmo em chas de papel, o empre-sário pode reunir inormaões dos clientes por meio de cadastro.

“Toda inormao sobre o clien-te pode ser útil. Desde sua cor preerida, o bairro onde mora, os

hbbyse até o time que torce. Essas inormaões podem ser reunidas e é possível traar uma estratégia de comunicao para cada tipo ou grupo de cliente”, ensina Gustavo Carrer, consultor de marketing do Sebrae-SP. Ele orienta a montar um banco de dados organizados em três blocos de inormaões: iden-ticao, detalhamento do perl e histrico da relao com a empresa. No primeiro bloco, entram as inormaões básicas, como nome, teleone, endereo, data de nasci-mento, e-mail, redes sociais etc. No segundo, um detalhamento maior: marcas e produtos preeri-dos, time que torce, cor,hbbys, lu-gares que gosta de requentar etc. No terceiro, o histrico da relao com seu negcio: o que esse cliente comprou, como pagou, se utilizou o SAC, se reclamou, se elogiou, se comprou por teleone, internet etc. “Com essas inormaões, posso planejar aões com cada perl de cliente. Ter um grupo que tende a comprar mais em liquidaões, ou-tro que compre a mais em saldões, outro que preere mais presentear, outro que compra mais para si pr-prio ou que até que esteja inativo.”

Com as inormaões em mos, as erramentas a serem utilizadas so variadas. O que dependederá é de quanto tempo e de dinheiro o em-preendedor está disposto a investir nesse processo. No entanto, há uma innidade de erramentas de bai-xo custo, como e-mail marketing,

mídias sociais, site, SMS, parcerias por meio de convênios ou permutas. Há outras com um custo um pouco maior, mas que trazem resultados mais expressivos, como mala-dire-ta, telemarketing, anúncio em mídia e assessoria de imprensa.

“Na Seven, diversicamos nossas aões de marketing. Quem estiver iniciando, com pouco dinheiro, deve comear com redes sociais, bom site e e-mail marketing e, dependendo do tipo de negcio, até realizar

per-mutas. A dica é ocar na sua regio de atuao, por ser ali que você tem de ser reerência”, arma Priscila.

As mídias sociais e o e-mail marketing so erramentas com melhor custo-beneício. Mas exi-gem um cuidado especial na hora de interagir com o cliente. “É pre-ciso ter conteúdo relevante para aquele público que você quer atingir. Se seu empreendimento é voltado para o público jovem e-minino, por exemplo, no adianta enviar um e-mail marketing para um mailing que inclua homens ou mulheres ora da aixa etária que você deseja atingir. Além de no gerar o resultado esperado, ainda pode prejudicar a imagem da sua marca”, ensina Maurício Salvador, presidente da Associao Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Segundo Salvador, a taxa de abertura/visualizao de e-mails marketings enviados no Brasil gira em torno de 5% a 15%. Os números parecem baixos, mas, ainda assim, o e-mail marketing representa 30% das vendas no comércio eletrônico. “O e-mail marketing é uma das er-ramentas que mais geram vendas no e-commerce. As mídias sociais so a segunda maior onte de trá-ego para as lojas virtuais nos Es-tados Unidos. No Brasil, represen-ta 10% das ontes de tráego para o comércio eletrônico. Há quatro anos esse número era de 2%.”

Mas encher a caixa de e-mail do seu cliente pode ser uma prá-tica atal para seu negcio. “Uma comunicao semanal acho que é o suciente para no ‘cansar’ o consu-midor e no se tornar spam”, indica Carrer. Outra alha recorrente é tra-tar os clientes como se ossem todos iguais. “O marketing de relaciona-mento no permite atirar para todos os lados. Por isso, é importante azer bom uso das inormaões colhidas para produzir uma comunicao segmentada e seletiva”, ressalta o consultor do Sebrae-SP.

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22 Cnexã

Por Andrea Ramos Bueno

A COMUNICAçãO VISUAL GANHA CADA VEZ MAIS DESTAQUE E, GRAçAS

À SUA DIVERSIDADE, PODE SER APLICADA EM DIVERSOS PRODUTOS

O RG da empresa

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O

início de uma empre-sa exige ateno com local, estoque, capital de giro, licenas, tribu-tos e outras questões burocráticas. O tempo e o dinheiro gastos com todas essas providências podem levar ao esquecimento de um ator que vai dar a identidade, a cara da empresa: a comunicao visual.

Padronizar cores, logotipos, uni-ormes de uncionários, sacolas, cartões de visita no é providência exclusiva de empresas de médio e grande portes. A boa notícia é que a iniciativa no exige tanto investi-mento quanto se pode pensar.

O consultor de marketing do Sebrae-SP, Marcelo Sinelli, explica “o ideal é que esse quesito seja

pen-sado desde o início, para que a em-presa seja apresentada ao mercado com uma identidade denida. Isso az com que o cliente tenha um en-volvimento emocional. Num dado momento, ele passa a ter orgulho de estar associado àquela marca”.

Quanto mais cedo a identida-de visual da empresa or identida-denida e apresentada ao mercado, mais cedo será a identicao por parte do cliente dos valores e atributos que o empreendedor quer passar.

No entanto, poucos so os em-preendedores que do importância à comunicao visual logo no início do negcio. De acordo com Sinelli, apenas pequena parcela procura o Sebrae-SP quando a empresa ainda é um projeto, no período

embrio-nário. Ele lembra ainda que a iden-tidade do negcio motiva também os colaboradores, pois o uncioná-rio mostra-se engajado no trabalho que ele executa por ter orgulho da marca. Isso chega ao ponto de querer inormar no currículo que trabalhou em determinada empre-sa por ela ter imagem de criativa e arrojada. Segundo o consultor, trabalhar em uma organizao que tem o reconhecimento externo traz para o uncionário um pouco da reputao da marca. O cliente, na outra ponta, também pode se tornar  da marca, numa eciente propaganda do produto ou servio. Para exemplicar a importân-cia de se xar o nome, o logotipo de uma marca, Sinelli cita a Cacau Show. Conhecida hoje em todo o País, a empresa comeou pequena, sem, no entanto, deixar de mostrar ao consumidor qual era sua cara. “O dono da Cacau Show, desde a primeira trua que deixou em uma padaria em consignao, colocou sua marca. A partir do momento em que várias pessoas comearam pedir pelo produto, o dono da pa-daria entendeu que aquela marca vendia”, conta Sinelli. A marca é o DNA da empresa, carrega seus dierenciais, seus atributos e é a porta de entrada do cliente pelo universo daquela empresa.

Outro exemplo de comuni-cao visual que uncionou por muitos anos está relacionada às marcas de cigarro. Com cores e lo-gotipos que remetem a uma ideia de despojamento, essa indústria usava, também, em propagandas de revistas e televiso, imagens de pessoas bem-sucedidas e sau-dáveis que praticavam esportes, tinham reconhecimento social, beleza e autoconana elevada.

Sinelli explica como essas ima-gens zeram com que o produto conquistasse tantos adeptos. “A ne-cessidade no era de umar, mas es-tar vinculado ao status e à aceitao

“a identidade dO negóciO mOtiva

também Os cOlabOradOres, pOis O

funciOnáriO mOstra-se engajadO

nO trabalhO que ele executa pOr 

ter OrgulhO da marca”

Marcelo Sinelli, consultor de marketing do Sebrae-SP

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Referências

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