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Relatório de Teste de Esforço Junho 2018

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Relatório de Teste de

Esforço Junho 2018

(2)

Indice

1.

Nota introdutória

3

2.

Sumário executivo

3

3.

Adequação de Capital

4

4.

Objectivos dos testes de esforço

5

5.

Identificação e descrição das vulnerabilidades detectadas

5

5.1

Identificação dos riscos materiais

5

5.2

Definição de cenário macroeconómico

7

5.3

Variáveis consideradas para a realização dos testes de esforço

8

6.

Resultados dos testes de esforço

15

6.1

Resultados dos testes de esforço ao risco de crédito

15

6.2

Resultados dos testes de esforço ao risco de liquidez

16

6.3

Resultados dos testes de esforço ao risco de liquidez ( associado à execução de cauções em situações de

tensão) 17

6.4

Resultados dos testes de esforço ao risco de taxa de juro

18

6.5

Resultados dos testes de esforço ao risco de taxa de juro da carteira bancária

19

6.6

Resultados dos testes de esforço ao risco de concentração

20

6.7

Resultados dos testes de esforço ao risco operacional

21

6.8

Resultados dos teste de esforço no risco de taxa de câmbio

22

6.9

Resultados dos testes de esforço ao risco reputacional

23

6.10 Resultado dos testes de esforço ao risco estratégico

24

6.11 Resultado dos testes de esforço ao risco de compliance

25

6.12 Resultado dos testes de esforço ao risco de tecnologias de informação

26

(3)

8.

Anexos (mapas da Circular n.º 05/SCO/2013)

30

8.1

Risco de crédito

30

8.2

Risco de Taxa de Juro

31

8.3

Risco da taxa de juro da carteira bancária

33

8.4

Risco de Concentração

35

8.5

Risco Operacional

37

8.6

Risco de Taxa de Câmbio

39

8.7

Risco Reputacional

41

8.8

Risco Estratégico

43

8.9

Risco de Compliance

45

(4)

BANCO MAIS – BANCO MOÇAMBICANO DE APOIO AOS INVESTIMENTOS, S.A.. TESTES DE ESFORÇO EM REFERÊNCIA A 30 de Junho de 2018

1. Nota introdutória

Em cumprimento do Aviso n.º 20/GBM/2013, e da Circular n.º 05/SCO/2013, o presente documento visa apresentar os resultados sobre os testes de esforço realizados pelo Banco Moçambicano de Apoio aos Investimentos, S.A. (doravante designado por Banco Mais ou Banco), com referência ao exercício findo em 30 de Junho de 2018, tendo em conta os critérios definidos no aviso e na circular do Banco de Moçambique.

O conteúdo e estrutura do presente relatório respeitam à informação disposta na Circular n.º 05/SCO/2013.

2. Sumário executivo

O presente documento tem como objectivo apresentar os aspectos genéricos, técnicos e organizacionais sobre os testes de esforço, tal como estabelecidos pela Circular n.º 05/SCO/2013.

Os testes de esforço referem-se à técnica de gestão de risco que visa avaliar os efeitos potenciais resultantes de alterações de gestão de risco que visa avaliar os efeitos potenciais resultantes de alterações nos factores de risco em função de acontecimentos excepcionais, mas plausíveis, nas condições financeiras do Banco.

Serão apresentados nos capítulos seguintes, de forma apropriada e íntegra, os tipos de testes de esforço e respectivos objectivos, a frequência de realização, a responsabilidade e linhas de reporte, detalhes metodológicos, resultados e principais vulnerabilidades identificadas e conjunto de medidas correctivas.

O processo utilizado para determinar a margem de cobertura suficiente para cada teste de esforço teve por base os dados orçamentados de três anos, aplicando o impacto dos respectivos cenários de esforço plausíveis ou eventos de dados, e analisar os respectivos resultados alcançados.

Os testes de esforço desempenham um papel crucial no: • Fornecimento de prospectivas avaliações de risco; • Apoio na comunicação interna e externa;

• Sustentação de capital e procedimentos de planificação de liquidez; • Informar a definição de tolerância de risco dos bancos; e

• Facilitar o desenvolvimento de planos de mitigação de risco ou de emergência em toda a gama de condições de pressão.

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BANCO MAIS – BANCO MOÇAMBICANO DE APOIO AOS INVESTIMENTOS, S.A.. TESTES DE ESFORÇO EM REFERÊNCIA A 30 de Junho de 2018

Os testes de esforço são uma ferramenta muito importante para a gestão de riscos, apresentando-se como um processo dinâmico, visto que o ambiente económico e de negócios se encontram em constante mutação, foram assumidos cenários para as projecções futuras.

3. Adequação de Capital

De acordo com o plano estratégico referente ao período de 2018 – 2020 espera-se que o Banco apresente um nível adequado de capital para fazer face aos objectivos definidos pela instituição bem como para cumprir as obrigações do supervisor (Banco de Moçambique - Os avisos 7 e 8/GBM/2017 definem o volume dos capitais mínimos e o regulamento dos fundos próprios respectivamente). O quadro abaixo apresenta o volume de capital (social e próprio) bem como o rácio de solvabilidade para o triénio em causa:

Solvabilidade 2018 2019 2020

Fundos Póprios de Base Tier 1 Capital Capital Realizado 1 650 000 1 950 000 1 950 000 Outras Reservas 350 350 350 Resultados Retidos -452 467 -575 437 -447 344 Resultado do Ano -122 970 128 093 182 020 Activos Intangiveis -55 121 -83 120 -74 162

Fundos Próprios de Base (Tier 1) 1 019 792 1 419 886 1 610 864

Fundos Próprios Complementares (Tier 2)

Elementos a Acrescer 19 507 19 565 19 641

Elementos a Deduzir

Fundos Próprios Complementares (Tier 2) 19 507 19 565 19 641

Fundos Próprios Elegivel(Tier I e II) 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Activos Ponderados pelo Risco

No Balanço 1 262 566 1 641 336 2 133 737

Fora do Balanço 289 081 375 805 488 547

Risco Operacional 21 344 39 960 59 930

Risco de Mercado 37 135 51 330 71 330

Total dos Activos Ponderados 1 610 127 2 108 432 2 753 543

Rácio de Adequação de Fundos Próprios de Base( Tier 1) 63,3% 67,3% 58,5%

Rácio de Adequação de Fundos Próprios ( Tier 2) 1,2% 0,9% 0,7%

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4. Objectivos dos testes de esforço

O Conselho de Administração tem como principais objectivos da gestão de capital, o cumprimento dos requisitos de capital imposto pelo Banco de Moçambique, manter um forte e saudável nível de rácios de capital, a fim de suportar um adequado crescimento do negócio e proporcionar uma adequada rentabilidade aos seus accionistas, tendo sempre em consideração os adequados níveis de capital.

O capital deverá não só cobrir as exigências regulamentares da actividade corrente da instituição, mas também respeitar as necessidades estratégias de crescimento, sujeitas às condições de mercado, e salvaguardar a solidez financeira junto dos stakeholders e shareholders.

Para efeitos de solvabilidade, os fundos próprios do Banco Mais são constituídos, de acordo com o Aviso 8/GBM/2017, de 3 de Abril, pelos fundos próprios de base (tier 1) e fundos próprios complementares (tier 2).

Desta forma, e de acordo com o Aviso 8/GBM/2017, de 3 de Abril, o Banco de Moçambique estabelece que cada banco cumpra um mínimo de activo de ponderação de risco (rácio de adequação de capital) acima ou no limite de 12%.

Além da adequação do capital, serão apresentados os impactos dos resultados dos testes de esforço em Balanço e Demonstração dos Resultados.

Os montantes apresentados no presente relatório consistem em milhares de Meticais.

5. Identificação e descrição das vulnerabilidades detectadas

5.1

Identificação dos riscos materiais

A actividade do Banco é exposta a diversos riscos provenientes de diversas fontes.

As principais funções do Banco em termos de gestão de risco consiste na identificação da totalidade dos riscos-chaves para o Banco, mensurar esses riscos, gerir as posições de risco e determinar as alocações adequadas de capital. O Banco revê periodicamente as suas políticas de gestão de risco, assim como os sistemas implementados por forma a considerar alterações ocorridas no mercado, nos produtos e nas boas práticas governação.

O objectivo do Banco é o de atingir um equilíbrio permanente entre risco / retorno e minimizar os efeitos potencialmente adversos que possam afectar o seu desempenho financeiro. O Banco define o risco como sendo a possibilidade de ocorrência de perdas ou a falta de obtenção de ganhos, as quais podem ser causadas por factores internos ou externos.

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qualquer transacção ou recompensa. Um conhecimento e cumprimento da cultura de risco são parte integrante das actividades quotidianas do banco.

O Conselho de Administração do Banco reconhece ser responsável, em última instância, por se justificar perante os accionistas relativamente:

• Ao processo de gestão de riscos e aos sistemas de controlo interno;

• À identificação, avaliação e gestão dos riscos significativos a que o banco se encontra exposto;

• A assegurar a existência e manutenção de um sistema de controlo interno adequado que permita reduzir a um nível aceitável os riscos significativos a que o banco se encontra exposto;

• A assegurar que existe um processo documentado e testado que permite ao banco continuar os seus processos comerciais críticos, mesmo em casos de ocorrência de incidentes que tenham impacto nas actividades por si desenvolvidas; e • A rever o sistema de controlo interno quanto à sua efectividade e eficiência.

O Conselho de Administração define, por escrito, as principais políticas de gestão de risco, assim como políticas que visam cobrir áreas específicas, tais como risco cambial, risco de taxas de juro, risco de crédito, uso de instrumentos financeiros derivados e não derivados. Adicionalmente, a função de auditoria interna é responsável pela revisão independente da gestão de riscos e dos controlos implementados.

O Conselho de Administração do Banco estabeleceu os seguintes riscos como materiais para as operações do banco:

 Crédito  Taxa de Juro

 Taxa de Juro da Carteira Bancária  Liquidez

 Liquidez (associado à execução de cauções em situações de tensão)  Concentração  Operacional  Taxa de Câmbio  Reputacional  Estratégico  Compliance  Tecnologia de Informação

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Por outro lado, o Conselho de Administração do Banco estabeleceu os riscos de contrapartes em derivados financeiros, pelo facto de no momento o Banco não possuir produtos derivados financeiros.

Consequentemente, os testes de esforço serão realizados sobre estes riscos. O Departamento de Risco será responsável pelo desenho, realização e implementação de medidas correctivas aos testes de esforço.

5.2

Definição de cenário macroeconómico

O crescimento real do PIB deverá rondar os 5.3% ao ano, potenciado pelo investimento nas indústrias extractivas e de energia. Adicionalmente, também se projecta um desempenho forte por parte das indústrias de infraestruturas de transporte, comunicações e financeira. Já a inflação espera-se que se fixe abaixo de dois dígitos no final de 2018.

Face ao exposto, o Banco estimou as seguintes variáveis para elaboração dos testes de esforço:

2018 2019 2020

Taxa de Crescimento 5,3 6 6,5

Taxa de Inflação 7,5 6 4,5

Taxa de Juro 15 10 7,5

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Sobre estas projecções incidirão os testes de esforço, em dois cenários: a) Cenário de agravamento económico

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Em cada risco identificado abaixo serão definidos as variáveis quantitativas consideradas para cada um dos cenários.

5.3

Variáveis consideradas para a realização dos testes de esforço

5.3.1 Risco de crédito

O Risco de Crédito é o risco associado à possibilidade de uma Instituição Financeira incorrer em perdas resultantes do incumprimento das obrigações contratuais das suas contrapartes, nas respectivas operações de crédito.

A carteira de crédito representa, em 30 de Junho de 2018, cerca de 47% do total do activo do Banco, sendo desta forma o seu activo mais representativo, aliado ao facto do crescimento previsto no Banco Mais conduzir a um natural aumento da exposição do balanço a este risco, o risco de crédito é considerado como o risco materialmente mais relevante ao qual o Banco se encontra exposto.

Em 30 de Junho de 2018, o Banco apresentava perdas por imparidade acumuladas no montante de 82.9 milhões de meticais, para um total da carteira de crédito num montante de 1.279 milhões de meticais, representando dessa forma, cerca de 6.5% do total da carteira.

Face ao exposto, foram considerados os seguintes cenários:

a) Cenário de agravamento económico

Num cenário de agravamento económico a liquidez de mercado diminuiu, conduzindo a uma maior dificuldade em honrar os compromissos no mercado entre os diversos intervenientes de mercado, resultando numa maior incidência de eventos de incumprimento. Adicionalmente, devido a um agravamento económico no mercado, o justo valor dos colaterais diminui, aumentando a exposição líquida na carteira de crédito.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuado agravamento económico a liquidez de mercado diminuiu significativamente, conduzindo a uma ainda maior dificuldade em honrar os compromissos no mercado entre os diversos intervenientes de mercado, resultando numa maior incidência de eventos de incumprimento. Adicionalmente, verifica-se um acentuado agravamento do justo valor dos colaterais no mercado, aumentado ainda mais exposição liquida na carteira de crédito.

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Consequentemente, face aos cenários acima descritos, os níveis de imparidades total que o Banco teria de constituir passarão a ser:

5.3.2 Risco de liquidez

O Banco identifica como principais factores de risco de liquidez os seguintes aspectos: i) Falta de liquidez no mercado e desvalorização dos activos líquidos;

ii) Uma inesperada corrida aos levantamentos dos depósitos pelos clientes; e iii) Liquidez completamente absorvida pelas actividades fora do balanço.

Face ao exposto, foram considerados os seguintes cenários:

a) Cenário de degradação económica

Num cenário de degradação económica, em que os depositantes, por desconfiança dos factores económicos, procuram depositar as suas poupanças no exterior ou em bancos maiores, efectuado dessa forma uma corrida inesperada aos depósitos. Dessa forma, consideramos uma redução de 12.5% dos depósitos de clientes. Consequentemente, a carteira de crédito diminui cerca de 7.5%.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuado agravamento económico, a corrida aos depósitos é ainda mais significativa. Dessa forma, consideramos uma redução de 16.5% dos depósitos de clientes. Consequentemente, a carteira de crédito diminui cerca de 12.5%.

O Banco utiliza como métrica de análise do risco de liquidez o rácio de transformação, procurando atingir níveis entre 75%-100%.

Face ao exposto, foram considerados os seguintes cenários:

Cenário 2018 2019 2020

Conjuntura Economica Adversa 20,00% 15,00% 10,00%

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5.3.3 Risco de Liquidez (associado à execução de cauções em situações de tensão)

O Banco pretende avaliar o impacto da dificuldade da transformação de colaterais em meios líquidos em consequência da incapacidade de os clientes honrarem as suas obrigações creditícias. Na grande maioria das vezes as operações de crédito são colaterizadas por bens menos líquidos como imoveis (cerca de 18% da carteira do Banco é colaterizada por imoveis), bens moveis, entre outros, daí a dificuldade da sua conversão em meios líquidos.

Face ao exposto, foram considerados os seguintes cenários:

5.3.4 Risco de taxa de juro

O Risco de Taxa de Juro pode ser entendido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nas condições financeiras devido a movimentos adversos nas taxas de juro.

Foram consideradas as seguintes reduções nas taxas de juro perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

5.3.5 Risco da taxa de juro da carteira bancária

Cenário 2018 2019 2020

Conjuntura Economica Adversa

Créditos a Clientes 7,5% 7,5% 7,5%

Recursos de Clientes 11,5% 11,5% 11,5%

Conjuntura Economica Mais Adversa

Créditos a Clientes 12,5% 12,5% 12,5%

Recursos de Clientes 16,5% 16,5% 16,5%

Cenário 2018 2019 2020

Conjuntura Economica Adversa

Grau de conversão de colaterais em meios liquidos 10,0% 15,0% 20,0%

Conjuntura Economica Mais Adversa

Grau de conversão de colaterais em meios liquidos 5,0% 7,5% 10,0%

Cenário 2018 2019 2020

Conjuntura Economica Adversa 3% 3,50% 4%

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A avaliação do risco de taxa de juro originado por operações da carteira bancária é efectuada através de um processo de análise de sensibilidade ao risco, realizado todos os meses, para o universo de operações que integram o Balanço do Banco, reflectindo a perda potencial em valor económico resultante de alterações adversas da taxa de juro.

As variações das taxas de juro de mercado têm efeito ao nível da margem financeira do Banco, tanto numa óptica de curto como de médio/longo prazo. Os principais factores de risco advêm do mismatch de repricing das posições da carteira (risco de repricing) e do risco de variação do nível das taxas de juro de mercado (yield curve risk). Adicionalmente – embora com impactos menos relevantes –, existe o risco de ocorrerem variações desiguais em diferentes indexantes com o mesmo prazo de repricing (basis risk). Por forma a identificar a exposição da carteira bancária do Banco a estes riscos, a monitorização do risco de taxa de juro entra em consideração com as características financeiras das posições registadas nos sistemas de informação do Banco, sendo efectuada uma projecção dos respectivos cash-flows esperados, de acordo com as datas de repricing, calculando-se assim o impacto no valor económico, resultante de cenários alternativos de alteração nas curvas de taxas de juro de mercado. Os pressupostos fundamentais utilizados nesta análise encontram-se documentados nos regulamentos internos e consistem essencialmente no estabelecimento de maturidades de prefixação da taxa de juro para itens relativamente aos quais não existe data de repricing definida, por um lado, e de comportamentos esperados de reembolso antecipado, por outro.

Foram consideradas as seguintes impactos nos fundos próprios para uma variação de 200 pontos bases perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

5.3.6 Risco de Concentração

A concentração de riscos constitui um dos principais factores potenciais de perda a que uma instituição de crédito se encontra sujeita. Num cenário de concentração, as perdas originadas por um número reduzido de exposições podem ter um efeito desproporcionado, confirmando a relevância da gestão deste risco na manutenção de níveis adequados de solvabilidade. Relativamente a este risco, analisou-se o impacto de incumprimento dos Funcionários Públicos que actualmente representam a maior exposição que o banco possuí.

Foram consideradas as seguintes as seguintes taxas de agravamento no excesso de limite de concentração perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

2018 2019 2020

Impacto Negativo nos Fundos Próprios 12,00% 8,00% 4,00%

2018 2019 2020

Impacto Negativo nos Fundos Próprios 16,00% 12,00% 8,00%

Conjuntura Economica Adversa

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5.3.7 Risco Operacional

O Risco operacional é a possibilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou capital, decorrentes de falhas na análise, processamento ou liquidação das operações, de fraudes internas e externas, de a actividade ser afectada devido à utilização de recursos em regime de outsourcing, ou da existência de recursos humanos insuficientes ou inadequados ou da inoperacionalidade de infra-estruturas.

Para este risco, foi calculado utilizando o Método do Indicador Básico (BIA) em conformidade com o aviso nº 12/GBM/2013 e foram consideradas as seguintes taxas de agravamento perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

5.3.8 Risco de Taxa de Câmbio

O Risco de Câmbio é a possibilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou capital, devido a movimentos adversos nas taxas de câmbio provocados por alterações nos preços dos instrumentos que correspondem as posições abertas em moeda estrangeira ou pela alteração da posição competitiva da instituição devido a variações significativas das taxas de câmbio.

Para este risco foi considerado a redução dos ganhos cambiais em resultado da queda das taxas médias de vendas das moedas estrangeiras bem como o facto de o negócio cambial ser concentrado em alguns bancos, para tal foram consideradas as seguintes taxas de agravamento perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

Cenário 2018 2019 2020

Conjuntura Economica Adversa

Nivel de Incumprimento dos Funcionários Públicos 40,00% 30,00% 20,00%

Conjuntura Economica Mais Adversa

Nivel de Incumprimento dos Funcionários Públicos 60,00% 50,00% 40,00%

Cenário 2018 2019 2020

Conjuntura Economica Adversa 40% 30% 20%

Conjuntura Economica Mais Adversa 60% 50% 40%

2018 2019 2020

Redução dos Ganhos Cambiais 30,00% 20,00% 15,00%

2018 2019 2020

Redução dos Ganhos Cambiais 50,00% 30,00% 25,00%

Conjuntura Economica Mais Adversa Conjuntura Economica Adversa

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5.3.9 Risco Reputacional

O Risco Reputacional consiste na possibilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrentes de uma percepção negativa da imagem da instituição, fundamentada ou não, por parte dos stakeholders bem como de orgão de imprensas ou opnião pública em geral.

Para este risco foi considerado a redução do produto bancário como consequência de uma percepção negativa da imagem do Banco, para tal foram consideradas as seguintes taxas de agravamento perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

5.3.10 Risco Estratégico

O Risco Estratégico é a possibilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrentes de decisões estrtégicas inadequadas, da deficiente implementação das decisões ou incapacidade de resposta a alterações do meio envolvente da instituição. Este risco é uma função da compatibilidade dos objectivos estratégicos duma instituição, das estratégias de negócio desenvolvidas, dos recursos empregues para alcançar tais objectivos estratégicos e da qualidade de implementação dos mesmos.

Para este risco foi considerado a redução do produto bancário como consequência de tomada de medidas estratégias inadequadas pelo Banco, para tal foram consideradas as seguintes taxas de agravamento perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

2018 2019 2020

Redução do Produto Bancário 20,00% 10,00% 5,00%

2018 2019 2020

Redução do Produto Bancário 30,00% 20,00% 10,00%

Conjuntura Economica Mais Adversa Conjuntura Economica Adversa

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5.3.11 Risco de Compliance

O Risco de Compliance é a possibilidade de oorrência de impactos negativos nos resultados ou capital, decorrentes de violações ou a não conformidade com leis, regulamentos, contratos, códigos de conduta, práticas instituídas ou princípios éticos, bem como a interpretação incorrecta das leis em vigor ou regulamentos. As instituições são expostas ao risco de compliance devido às relações com um grande número de stakeholders bem como autoridades fiscais e locais.

Para este risco foi considerado a redução do produto bancário como consequência de violações ou não conformidade com as leis pelo Banco, para tal foram consideradas as seguintes taxas de agravamento perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

5.3.12 Risco de Tecnologias de Informação

O Risco de Tecnologias de Informação é a possibilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrentes do uso ou dependência de hardware, software, dispositivos electrónicos, redes e sistemas de telecomunicações. Estes riscos também podem ser associados as falhas de sistemas, erros de processamento, defeitos de software, erros de operções, falhas de hardware, deficiência de capacidade, vulnerabilidade da rede, fraquezas de controlo, brechas de segurança, sabotagem interna, espionagem, ataques maliciosos, incidentes de hacking, conduta fraudulenta e capacidade de recuperação deficiente.

2018 2019 2020

Redução do Produto Bancário 25,00% 15,00% 5,00%

2018 2019 2020

Redução do Produto Bancário 30,00% 25,00% 10,00%

Conjuntura Economica Adversa

Conjuntura Economica Mais Adversa

2018 2019 2020

Redução do Produto Bancário 10,00% 7,50% 5,00%

2018 2019 2020

Redução do Produto Bancário 20,00% 15,00% 10,00%

Conjuntura Economica Adversa

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Para este risco foi considerado a redução do produto bancário como consequência de danos causados nos sistemas informáticos do Banco, para tal foram consideradas as seguintes taxas de agravamento perante um cenário de degradação económica e de acentuado agravamento económico:

6. Resultados dos testes de esforço

6.1

Resultados dos testes de esforço ao risco de crédito

Dos testes de esforço realizados ao risco de crédito, foram obtidos os seguintes resultados:

a) Cenário de degradação económica

Considerando um aumento de perdas por imparidade acumuladas para os três próximos exercícios num montante global de 20%, 15% e 10% sobre o total da carteira de crédito verificamos um reforço na imparidade de crédito para 2018, 2019 e 2020, num montante de 226.704 milhares de Meticais, 171.404 milhares de Meticais e 62.519 milhares de Meticais, respectivamente. O impacto deste esforço traduz-se numa diminuição do rácio global de solvabilidade para os três anos. Como tal, o rácio global de solvabilidade ascende a 50.47%, 49.39% e 42.49%, respectivamente, para os anos de 2018, 2019 e 2020 acima do valor fixado pelo supervisor.

2018 2019 2020

Redução do Produto Bancário 30,00% 20,00% 10,00%

2018 2019 2020

Redução do Produto Bancário 40,00% 30,00% 20,00%

Conjuntura Economica Adversa

Conjuntura Economica Mais Adversa

Impacto nos Resultados 2018 2019 2020

Resultados Antes de Impostos -122 970 128 093 182 020

Reforço/Reversão das Perdas por Imparidade -226 704 -171 404 -62 519

Resultados Antes de Impostos Após Impacto do Esforço -349 674 -43 310 119 501

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2018 2019 2020

Rácio de Solvabilidade Global 55,28% 61,19% 53,79%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -4,81% -11,80% -11,31%

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b) Cenário de acentuado agravamento económico

Considerando um aumento de perdas por imparidade acumuladas para os três próximos exercícios num montante global de 40%, 30% e 15% sobre o total da carteira de crédito verificamos um reforço na imparidade do exercício no montante de 606.125 milhares de Meticais, 541.339 milhares de Meticais e 222.825 milhares de Meticais para 2018, 2019 e 2020, respectivamente. O impacto deste esforço traduz-se numa diminuição do rácio global de solvabilidade para os três exercícios. Face a isto, o rácio global de solvabilidade ascende a 26.90%, 13.85% e 9.45%, respectivamente, para os anos de 2018, 2019 e 2020 estando acima do valor fixado pelo supervisor.

Para colmatar a situação verificado na analise do risco de crédito no cenário mais adverso o banco deverá definir um plano de aumento de capital por forma a garantir a observância do rácio de solvabilidade mínimo que se situará em 12%.

6.2

Resultados dos testes de esforço ao risco de liquidez

Os resultados aos testes de esforço ao nível do risco de liquidez apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

O resultado do teste de esforço ao cenário de degradação económica é negativo uma vez que nos três exercícios o rácio de transformação situa-se acima do estabelecido internamente pelo Banco, ou seja, entre 75% e 100%.

Impacto nos Resultados 2018 2019 2020

Resultados Antes de Impostos -122 970 128 093 182 020

Reforço/Reversão das Perdas por Imparidade -606 125 -541 339 -222 825

Resultados Antes de Impostos Após Impacto do Esforço -729 095 -413 246 -40 805

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2018 2019 2020

Rácio de Solvabilidade Global 55,28% 61,19% 53,79%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -28,37% -47,34% -44,34%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 26,90% 13,85% 9,45%

Conjuntura Economica Mais Adversa

2018 2019 2020

Crédito a Clientes 1 803 793 2 344 931 3 048 410

Depósitos 1 729 202 2 247 962 2 922 351

Rácio de Transformação 104,31% 104,31% 104,31%

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b) Cenário de acentuado agravamento económico

O resultado do teste de esforço ao cenário de degradação económica é negativo uma vez que nos três exercícios o rácio de transformação situa-se acima do estabelecido internamente pelo Banco, ou seja, entre 75% e 100%.

Com vista a reduzir o nível do rácio de transformação em cada um dos cenários, o banco deverá melhorar a confiança junto dos clientes através publicitação regular de informação que possa interessar aos clientes bem como intensificar o contacto de modo a entender as preocupações dos clientes.

6.3

Resultados dos testes de esforço ao risco de liquidez ( associado à execução de cauções em situações de

tensão)

Os resultados aos testes de esforço ao nível do risco de liquidez apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

O resultado do teste de esforço ao cenário de degradação económica é bastante negativo uma vez que nos três exercícios o nível de conversão de colaterais em meios líquidos atingiria níveis abaixo dos 5%, já que se assumiu que os clientes se encontram em dificuldades de honrar os seus compromissos creditícios. Esta situação poderia levar ao Banco a enfrentar problemas de liquidez relativamente graves.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

O resultado do teste de esforço ao cenário de acentuada degradação económica é bastante negativo uma vez que nos três exercícios o nível de conversão de colaterais em meios líquidos atingiria níveis abaixo dos 2%, já que se assumiu que os clientes

2018 2019 2020

Crédito a Clientes 1 706 291 2 218 178 2 883 631

Depósitos 1 631 507 2 120 959 2 757 246

Rácio de Transformação 104,58% 104,58% 104,58%

Conjuntura Economica Mais Adversa

2018 2019 2020

Crédito a Clientes 1 950 047 2 535 060 3 295 579

Nivel de Conversão de colaterais em meios liquidos 35 480 69 185 119 921

Redução da Carteira de Crédito por via da conversão de colaterais em meios liquidos 1,82% 2,73% 3,64%

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se encontram em dificuldades de honrar os seus compromissos creditícios. Esta situação poderia levar ao Banco a enfrentar problemas de liquidez bastante graves, o que comprometeria o seu normal funcionamento ( dia – a- dia e longo prazo)

Com vista a reduzir o nível do rácio de transformação em cada um dos cenários, o banco implementará as seguintes medidas:  Suspender a actividade de crédito caso seja necessário;

 Liquidação de títulos e venda da carteira de crédito;

 Reduzir os saldos em moeda estrangeira junto dos correspondentes;  Captação de depósitos.

6.4

Resultados dos testes de esforço ao risco de taxa de juro

Os resultados aos testes de esforço ao nível do risco de taxa de juro apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Num cenário de agravamento económico, em que a taxa de juro reduz 300 e 350 pontos base em 2018 e 2019 os resultados do exercício aumentam em 39.774 milhares de meticais e 1.840 milhares de meticais respectivamente. Já para a redução de 400 pontos base em 2020, os resultados do exercício reduzem em 31.755 milhares de meticais.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 67.02%, 70.24% e 59.57% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

2018 2019 2020

Crédito a Clientes 1 950 047 2 535 060 3 295 579

Nivel de Conversão de colaterais em meios liquidos 17 740 34 593 59 961 Redução da Carteira de Crédito por via da conversão de colaterais em meios liquidos 0,91% 1,36% 1,82%

Conjuntura Economica Mais Adversa

Impacto nos Resultados 2018 2019 2020

Resultados Antes de Impostos -122 970 128 093 182 020

Impacto nos Resultados 39 774 1 840 -31 755

Resultados Antes de Impostos Após Impacto do Esforço -83 196 129 933 150 265

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 55,28% 61,19% 53,79%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global 11,74% 9,05% 5,78%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 67,02% 70,24% 59,57%

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b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuado agravamento económico, em que a taxa de juro reduz 500 pontos base em 2018 , 600 pontos base em 2019 e 700 pontos base em 2020, os resultados do exercício reduzem em 8.615 milhares de meticais, 18.510 milhares de meticais e 46.835 milhares de meticais, respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 64.01%, 66.98% e 56.53% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

6.5

Resultados dos testes de esforço ao risco de taxa de juro da carteira bancária

Os resultados aos testes de esforço ao nível do risco de taxa de juro apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Num cenário de agravamento económico, em que a taxa de juro reduz 200 pontos bases os resultados dos exercícios de 2018, 2019 e 2020 tem um impacto negativo nos capitais próprios de 124.716 milhares de meticais, 115.156 milhares de meticais e 65.220 milhares de meticais, respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 56.80%, 62.81% e 56.85% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

Impacto nos Resultados 2018 2019 2020

Resultados Antes de Impostos -122 970 128 093 182 020

Impacto nos Resultados -8 615 -18 510 -46 835

Resultados Antes de Impostos Após Impacto do Esforço -131 585 109 583 135 185

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 55,28% 61,19% 53,79%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global 8,74% 5,79% 2,74%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 64,01% 66,98% 56,53%

Conjuntura Economica Mais Adversa

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -124 716 -115 156 -65 220

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 914 583 1 324 295 1 565 285

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2018 2019 2020

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -7,75% -5,46% -2,37%

(21)

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b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuado agravamento económico, em que a taxa de juro reduz 200 pontos bases os resultados dos exercícios de 2018, 2019 e 2020 tem um impacto negativo nos capitais próprios de 166.288 milhares de meticais, 172.734 milhares de meticais e 130.440 milhares de meticais, respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 54.22%, 60.08% e 54.48% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

6.6

Resultados dos testes de esforço ao risco de concentração

Os resultados aos testes de esforço ao nível do risco de concentração apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Num cenário de degradação económica, em que o nível de incumprimento dos Funcionários Públicos que representam a maior exposição do banco atinge 40%, 30% e 20% nos anos de 2018, 2019 e 2020 implicará reduções nos resultados nos montantes de 229.688 milhares de meticais, 223.946 milhares de meticais e 194.087 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 48.26%, 45.85% e 34.31% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -166 288 -172 734 -130 440

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 873 011 1 266 717 1 500 064

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2018 2019 2020

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -10,33% -8,19% -4,74%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 54,22% 60,08% 54,48%

Conjuntura Economica Mais Adversa

Impacto nos Resultados 2018 2019 2020

Resultados Antes de Impostos -122 970 128 093 182 020

Reforço/Reversão das Perdas por Imparidade -229 688 -223 946 -194 087

Resultados Antes de Impostos Após Impacto do Esforço -352 658 -95 853 -12 067

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2018 2019 2020

Rácio de Solvabilidade Global 55,28% 61,19% 53,79%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -7,02% -15,35% -19,48%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 48,26% 45,85% 34,31%

(22)

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b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuado agravamento económico, em que o nível de incumprimento dos Funcionários Públicos que representam a maior exposição do banco atinge 60%, 50% e 40% nos anos de 2018, 2019 e 2020 implicará reduções nos resultados nos montantes de 344.533 milhares de meticais, 373.244 milhares de meticais e 388.173 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 40.40%, 32.03% e 15.97% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos

6.7

Resultados dos testes de esforço ao risco operacional

Os resultados ao impacto conjunto dos testes de esforço ao risco operacional apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Num cenário de degradação económica, há uma redução no rácio de solvabilidade em 0.34%, 0.39% e 0.26% de 2018, 2019 e 2020 respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 64.21%, 67.89% e 58.96% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

Impacto nos Resultados 2018 2019 2020

Resultados Antes de Impostos -122 970 128 093 182 020

Reforço/Reversão das Perdas por Imparidade -344 533 -373 244 -388 173

Resultados Antes de Impostos Após Impacto do Esforço -467 503 -245 150 -206 153

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2018 2019 2020

Rácio de Solvabilidade Global 55,28% 61,19% 53,79%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -14,88% -29,16% -37,83%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 40,40% 32,03% 15,97%

(23)

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b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuada degradação económica, há uma redução no rácio de solvabilidade em 0.51%, 0.64% e 0.51% de 2018, 2019 e 2020 respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 64.04%, 67.63% e 58.70% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

6.8

Resultados dos teste de esforço no risco de taxa de câmbio

Os resultados do impacto conjunto dos testes de esforço ao risco de taxa de câmbio apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Num cenário de degradação económica, o impacto da queda dos resultados cambias como consequência da redução da taxa de câmbio da venda de moeda estrangeira é negativo nos três exercícios.

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios 0 0 0

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -0,34% -0,39% -0,26%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 64,21% 67,89% 58,96%

Conjuntura Economica Adversa

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios 0 0 0

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -0,51% -0,64% -0,51%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 64,04% 67,63% 58,70%

(24)

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Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 63.18%, 66.22% e 56.74% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de degradação económica, o impacto da queda dos resultados cambias como consequência da redução da taxa de câmbio da venda de moeda estrangeira é negativo nos três exercícios.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 62.64%, 65.56% e 55.95% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

6.9

Resultados dos testes de esforço ao risco reputacional

Os resultados do impacto apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Num cenário de degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 93.339 milhares de meticais, 156.968 milhares de meticais e 204.031 milhares de meticais respectivamente.

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -22 070 -43 325 -68 048

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 1 017 229 1 396 126 1 562 457

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -1,37% -2,05% -2,47%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 63,18% 66,22% 56,74%

Conjuntura Economica Adversa

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -30 783 -57 266 -89 830

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 1 008 516 1 382 185 1 540 675

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -1,91% -2,72% -3,26%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 62,64% 65,56% 55,95%

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Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 58.75%, 60.86% e 51.81% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuada degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 135.509 milhares de meticais, 251.966 milhares de meticais e 333.132 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 56.13%, 56.32% e 47.12% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

6.10

Resultado dos testes de esforço ao risco estratégico

Os resultados do impacto apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -93 339 -156 968 -204 031

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 945 960 1 282 483 1 426 474

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -5,80% -7,44% -7,41%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 58,75% 60,83% 51,81%

Conjuntura Economica Adversa

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -135 509 -251 966 -333 132

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 903 790 1 187 485 1 297 373

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -8,42% -11,95% -12,10%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 56,13% 56,32% 47,12%

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Num cenário de degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 114.424 milhares de meticais, 204.467 milhares de meticais e 251.530 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 57.44%, 58.57% e 50.08% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuada degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 135.509 milhares de meticais, 278.380 milhares de meticais e 359.547 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 56.13%, 55.07% e 46.16% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

6.11

Resultado dos testes de esforço ao risco de compliance

Os resultados do impacto apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -114 424 -204 467 -251 530

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 924 875 1 234 984 1 378 975

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -7,11% -9,70% -9,13%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 57,44% 58,57% 50,08%

Conjuntura Economica Adversa

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -135 509 -278 380 -359 547

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 903 790 1 161 071 1 270 958

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -8,42% -13,20% -13,06%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 56,13% 55,07% 46,16%

(27)

BANCO MAIS – BANCO MOÇAMBICANO DE APOIO AOS INVESTIMENTOS, S.A.. TESTES DE ESFORÇO EM REFERÊNCIA A 30 de Junho de 2018

Num cenário de degradação económica, os impactos nos anos de 2018, 2019 e 2020 são negativos em 12.858 milhares de meticais, 28.360 milhares de meticais e 77.461 milhares de meticais respectivamente. Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 63.75%, 66.93% e 56.40% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuada degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 55.028 milhares de meticais, 110.151 milhares de meticais e 193.355 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 61.13%, 63.05% e 52.19% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

6.12

Resultado dos testes de esforço ao risco de tecnologias de informação

Os resultados do impacto apresentam-se como segue: a) Cenário de degradação económica

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -12 858 -28 360 -77 461

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 1 026 441 1 411 091 1 553 044

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -0,80% -1,35% -2,81%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 63,75% 66,93% 56,40%

Conjuntura Economica Adversa

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -55 028 -110 151 -193 355

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 984 271 1 329 300 1 437 150

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -3,42% -5,22% -7,02%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 61,13% 63,05% 52,19%

(28)

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Num cenário de degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 135.509 milhares de meticais, 251.966 milhares de meticais e 333.132 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 56.13%, 56.32% e 47.12% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuada degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 177.678 milhares de meticais, 304.795 milhares de meticais e 401.339 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 53.51%, 53.82% e 44.64% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

6.13

Resultado do impacto conjunto de todos os riscos

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -135 509 -251 966 -333 132

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 903 790 1 187 485 1 297 373

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -8,42% -11,95% -12,10%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 56,13% 56,32% 47,12%

Conjuntura Economica Adversa

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -177 678 -304 795 -401 339

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 861 620 1 134 657 1 229 166

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -11,04% -14,46% -14,58%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 53,51% 53,82% 44,64%

(29)

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a) Cenário de degradação económica

Num cenário de degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 912.846 milhares de meticais, 1.529.497 milhares de meticais e 1.901.936 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a 7.85%, -4.27% e -9.86% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos.

b) Cenário de acentuado agravamento económico

Num cenário de acentuada degradação económica, os impactos são negativos nos anos de 2018, 2019 e 2020 sendo 1.611.208 milhares de meticais, 2.933.956 milhares de meticais e 3.793.660 milhares de meticais respectivamente.

Do ponto de vista de adequação de capitais próprios, o rácio de solvabilidade global ascende a -35.52%, -70.88% e -78.56% para os três exercícios, respectivamente, mantendo-se sempre o rácio de solvabilidade acima dos 12% estabelecidos

Para colmatar a situação verificado na analise conjunta de todos os riscos o banco deverá definir um plano de aumento de capital por forma a garantir a observância do rácio de solvabilidade mínimo em cada um dos anos.

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -912 846 -1 529 497 -1 901 936

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço 126 453 -90 046 -271 432

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -56,69% -72,54% -69,07%

Rácio Global Após Impacto do Esforço 7,85% -4,27% -9,86%

Conjuntura Economica Adversa

Impacto nos Capitais Próprios 2018 2019 2020

Capitais Próprios 1 039 299 1 439 451 1 630 505

Impacto nos Capitais Próprios -1 611 208 -2 933 956 -3 793 660

Capitais Próprios Após Impacto do Esforço -571 910 -1 494 504 -2 163 156

Impacto no Rácio de Solvabilidade 2017 2018 2019

Rácio de Solvabilidade Global 64,55% 68,27% 59,21%

Impacto no Rácio de Solvabilidade Global -100,07% -139,15% -137,77%

Rácio Global Após Impacto do Esforço -35,52% -70,88% -78,56%

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7. Conclusão

Os capitais próprios do Banco, à data da emissão do presente relatório e realização dos testes de esforço, apresentavam um rácio de solvabilidade global de 14.73%, em consequência do aumento do capital social, apresentando desta força um rácio global acima do limite mínimo estabelecido pelo Aviso 8/GBM/2017, de 3 de Abril.

Face aos riscos materialmente relevantes identificados pelo Banco, nomeadamente o risco de crédito, risco de taxa de juro, risco de liquidez e o risco de concentração, os resultados aos testes de esforço, elaborados pelo Departamento de Risco, foram positivos para ambos os cenários testados para os anos de 2018, 2019 e 2020 com excepção do realizado simultaneamente a todos os riscos em todos os anos bem como ao risco de crédito no ano de 2020 na conjuntura mais adversa. Para estes dois casos o banco terá de definir um planeamento de capital.

Dos resultados obtidos dos testes de esforço realizados aos riscos considerados materialmente relevantes, tanto para o cenário de agravamento económico como para o cenário de acentuado agravamento económico, os níveis de solvabilidade global situaram-se bem acima dos 12% definidos pelo supervisor para todos os exercicios.

De acordo com os testes de esforço conduzidos, tanto em cenário de agravamento económico bem como para o cenário de acentuado agravamento económico, o Banco encontrar- se- a devidamente capitalizado em cada um dos anos analisados.

(31)

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8. Anexos (mapas da Circular n.º 05/SCO/2013)

8.1

Risco de crédito

Cenário de degradação económica

Designação: Teste de esforço carteira de crédito

Breve descrição:

Consideração de dois cenários, um de agravamento económico e um outro de acentuada degradação económica

Objectivos: Verificação do impacto da imparidade nos resultados e solvabilidade

Frequência da realização: Semestral

Data última realização: 31 de Dezembro de 2017

Data última alteração:

Âmbito da aplicação: Empréstimos e adiantamentos a clientes

Incidência (tipo de risco: Risco de crédito

Responsáveis pelo

desenvolvimento e construção Departamento de risco

Responsável pela definição e implementação de medidas correctivas

Departamento de risco Linhas de reporte entre as

diversas áreas envolvidas nos testes de esforço

Departamento de risco

Aspecto genérico sobre teste de esforço

Aspectos organizacionais sobre o teste de esforço

Tipo de teste de esforço Teste de esforço ao risco de crédito

Descrição dos factores de risco Aumento dos empréstimos vencidos e consequentemente das perdas por

imparidade acumuladas em cenário normal

Análise de sensibilidade Cenário de agravamento económico

Caracterização dos choques Reforço da perda por imparidade acumulada

2018 20,00%

2019 15,00%

2020 10,00%

(32)

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Cenário de acentuado agravamento económico Resultados dos testes de

esforço para o ano 2018 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos mínimos de fundos próprios

-14,08% 171,78% -21,81%

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2019 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos mínimos de fundos próprios

-8,13% -146,13% -27,66%

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2020 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos mínimos de fundos próprios

-2,27% -36,98% -28,25%

Aspectos técnicos sobre o teste de esforço

Tipo de teste de esforço Teste de esforço ao risco de crédito

Descrição dos factores de risco Aumento dos empréstimos vencidos e consequentemente das perdas por

imparidade acumuladas em cenário de degradação económica

Análise de sensibilidade Cenário de acentuado agravamento económico

Caracterização dos choques Reforço da perda por imparidade acumulada

2018 40,00%

2019 30,00%

2020 15,00%

Aspectos técnicos sobre os testes de esforço

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2018 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos minimos de fundos próprios

-37,64% 459,29% -58,32%

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2019 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos minimos de fundos próprios

-25,67% -461,53% -79,72%

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2020 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos minimos de fundos próprios

-8,09% -131,80% -84,04%

(33)

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Cenário de degradação económica

Cenário de acentuado agravamento económico

Designação: Teste de esforço taxa de juro

Breve descrição:

Consideração de dois cenários, um de agravamento económico e um outro de acentuada degradação económica

Objectivos: Verificação do impacto da taxa de juro nos resultados e solvabilidade

Frequência da realização: Semestral

Data última realização: 31 de Dezembro de 2017

Data última alteração:

Âmbito da aplicação: Activos e Passivos Sensiveis a Taxa de Juro

Incidência (tipo de risco: Risco de taxa de juro

Responsáveis pelo

desenvolvimento e construção Departamento de risco

Responsável pela definição e implementação de medidas correctivas

Departamento de risco Linhas de reporte entre as

diversas áreas envolvidas nos testes de esforço

Departamento de risco

Aspecto genérico sobre teste de esforço

Aspectos organizacionais sobre o teste de esforço

Tipo de teste de esforço Teste de esforço ao risco de taxa de juro

Descrição dos factores de risco Redução das taxas de juro

Análise de sensibilidade Cenário de agravamento económico

Caracterização dos choques Redução das taxas de juro

2018 6,00%

2019 3,50%

2020 2,00%

Aspectos técnicos sobre os testes de esforço

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2018 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos mínimos de fundos próprios

2,47% -30,14% 3,83%

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2019 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos mínimos de fundos próprios

0,09% 1,57% 2,89%

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2020 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos mínimos de fundos próprios

-1,15% -18,78% 0,60%

(34)

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8.3

Risco da taxa de juro da carteira bancária

Tipo de teste de esforço Teste de esforço ao risco de taxa de juro

Descrição dos factores de risco Redução das taxas de juro

Análise de sensibilidade Cenário de acentuado agravamento económico

Caracterização dos choques Redução das taxas de juro

2018 10,00%

2019 6,00%

2020 4,00%

Aspectos técnicos sobre os testes de esforço

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2018 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos minimos de fundos próprios

-0,54% 6,53% -0,83%

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2019 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos minimos de fundos próprios

-0,88% -15,78% -1,88%

Resultados dos testes de

esforço para o ano 2020 Valor dos activos Resultados operacionais

Requisitos minimos de fundos próprios

-1,70% -27,70% -4,54%

Aspectos técnicos sobre o teste de esforço

Designação: Teste de esforço carteira bancária

Breve descrição:

Consideração de dois cenários, um de agravamento económico e um outro de acentuada degradação económica

Objectivos: Verificação do impacto da alteração da taxa de juro da carteira bancária na solvabilidade

Frequência da realização: Semestral

Data última realização: 31 de Dezembro de 2017

Data última alteração:

Âmbito da aplicação: Carteira Bancária

Incidência (tipo de risco: Risco de taxa de juro da carteira bancária

Responsáveis pelo

desenvolvimento e construção Departamento de risco

Responsável pela definição e implementação de medidas correctivas

Departamento de risco Linhas de reporte entre as

diversas áreas envolvidas nos Departamento de risco

Aspecto genérico sobre teste de esforço

Referências

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