INTRODU
INTRODU
ÇÃ
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O Ã
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F
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ÃRMÃCOLOG
ÃRMÃCOLOG
IÃ
IÃ
CONCEITOSCONCEITOS
Droga: qualquer substancia (planta, medicamento) que interage com o organismo Droga: qualquer substancia (planta, medicamento) que interage com o organismo e dessa interaçãoe dessa interação surge um efeito (bom ou
surge um efeito (bom ou ruim).ruim).
Fármaco: droga bem definida e bem estruturada que produz Fármaco: droga bem definida e bem estruturada que produz efeito benéfico e interage com oefeito benéfico e interage com o organismo doente ou saudável.
organismo doente ou saudável.
Medicamento: pode ser sinônimo de fármaco; Medicamento: pode ser sinônimo de fármaco; conjunto de fármacos.conjunto de fármacos.
Tóxico ou toxina: qualquer substancia que interage com o Tóxico ou toxina: qualquer substancia que interage com o organismo e produz um organismo e produz um efeito maléfico.efeito maléfico. Também chamado de veneno. Ex.: LSD
Também chamado de veneno. Ex.: LSD alteração da percepção; pesquisado para ser utilizado alteração da percepção; pesquisado para ser utilizado como medicamento; em quantidade muito pequena podem
como medicamento; em quantidade muito pequena podem ser absorvidos pela pele.ser absorvidos pela pele.
Remédio: qualquer coisa (abraço, dormir, repouso, medicamento) que é benéfico ao ser humanoRemédio: qualquer coisa (abraço, dormir, repouso, medicamento) que é benéfico ao ser humano (pode ser sinônimo de medicamento, contudo, nem todo remédio é medicamento).
(pode ser sinônimo de medicamento, contudo, nem todo remédio é medicamento).
EFEITO PLACEBOEFEITO PLACEBO
Efeito biológico não decorrente da ação de um Efeito biológico não decorrente da ação de um principio ativo especifico, mas sim de fatoresprincipio ativo especifico, mas sim de fatores psicológicos ou inespecíficos. Pode ser efeito fisiológico, psicológico o
psicológicos ou inespecíficos. Pode ser efeito fisiológico, psicológico o psicofisiológico.psicofisiológico.
Ex.: substancias simples farmacologicamente inertes (açúcar, amido, lactose, Ex.: substancias simples farmacologicamente inertes (açúcar, amido, lactose, talco, agua destilada);talco, agua destilada); fatores psicológicos (atitude do paciente, fé no remédio prescrito, entusiasmo do medico pelo fatores psicológicos (atitude do paciente, fé no remédio prescrito, entusiasmo do medico pelo tratamento, apoio do enfermeiro ou farmacêutico).
tratamento, apoio do enfermeiro ou farmacêutico).
Placebo refere-se a substancia sem o principio ativo.Placebo refere-se a substancia sem o principio ativo.
Parece estar associada com Parece estar associada com substancias produzidas endogenamente, como a endorfina (analgésica esubstancias produzidas endogenamente, como a endorfina (analgésica e produz bem estar).
produz bem estar).
ADESÃO AO TRATAMENTOADESÃO AO TRATAMENTO
Realização do tratamento de acordo como foi Realização do tratamento de acordo como foi prescrito.prescrito.
Fatores que levam ao não cumprimento do Fatores que levam ao não cumprimento do tratamento:tratamento:
Grande numero de medicamentos (em Grande numero de medicamentos (em idosos principalmente, porque ingerem muitos med).idosos principalmente, porque ingerem muitos med).
Dificuldade na obtenção do medicamento (prescrever medicamenDificuldade na obtenção do medicamento (prescrever medicamentos da Rename ou tos da Rename ou da Remune,da Remune, com o nome genérico)
com o nome genérico)
Disponibilidade comercialDisponibilidade comercial
EsquecimentoEsquecimento – – criar lembretes para não criar lembretes para não esquecer; lembrete adequado para cada paciente.esquecer; lembrete adequado para cada paciente.
Dificuldade de administraçãoDificuldade de administração
Falta de orientação sobre as reações adversas.Falta de orientação sobre as reações adversas.
Há formulários para controlar a adesão ao tratamento.Há formulários para controlar a adesão ao tratamento.
O medicamento só pode ser cortado quando há o SULCO, pois é o que “garante” que a dose estáO medicamento só pode ser cortado quando há o SULCO, pois é o que “garante” que a dose está dividida em partes iguais.
dividida em partes iguais.
DOSE EFETIVA MEDIANA: dose necessária para produzir determinada intensidade de um efeito emDOSE EFETIVA MEDIANA: dose necessária para produzir determinada intensidade de um efeito em 50% dos indivíduos. Doses outras que
50% dos indivíduos. Doses outras que produzem um efeito estável em outras proporções percentuaisproduzem um efeito estável em outras proporções percentuais são designadas. Faz uma relação com
DOSE LETAL: quando o efeito observado é DOSE LETAL: quando o efeito observado é a morte dos animais experimentais, registra-se como DL10...a morte dos animais experimentais, registra-se como DL10... Com base na dose terapêutica e
Com base na dose terapêutica e efetiva tem-se uma margem para efetiva tem-se uma margem para saber qual seria a letal saber qual seria a letal e presumeme presumem com a do animal.
com a do animal.
ÍNDICE TERAPÊUTICO: Relação entre DL 50(letal)/DE 50(efetiva). Quanto maior o índice, maior ÍNDICE TERAPÊUTICO: Relação entre DL 50(letal)/DE 50(efetiva). Quanto maior o índice, maior aa
margem de segurança. margem de segurança.
SUPERDOSAGEM: testes em humanos, animais. Deve ser comparada com a SUPERDOSAGEM: testes em humanos, animais. Deve ser comparada com a dose terapêutica. Ex.: podedose terapêutica. Ex.: pode ser até centenas de vezes maior
ser até centenas de vezes maior do que a dose terapêutica (alta do que a dose terapêutica (alta faixa de segurança).faixa de segurança).
A dose terapêutica faz-se com base na dose efetiva e com regra de 3 encontra-se a dose toxica.A dose terapêutica faz-se com base na dose efetiva e com regra de 3 encontra-se a dose toxica.
1ml = 20 gotas1ml = 20 gotas
ETAPAS DA CRIAÇÃO DOS FÁRMACOSETAPAS DA CRIAÇÃO DOS FÁRMACOS
Podem ser produzidos através de minerais, animais (ex.: captoprilPodem ser produzidos através de minerais, animais (ex.: captopril – – vem do veneno da jararaca) e de vem do veneno da jararaca) e de plantas. Para cada 10.000 substancias testadas, 9.990
plantas. Para cada 10.000 substancias testadas, 9.990 não seguem o não seguem o percurso.percurso.
1-1- Determinada planta é indicadaDeterminada planta é indicada – – geralmente indicação popular geralmente indicação popular
2-2- Indústria farmacêuticaIndústria farmacêutica
3-3- Estuda os efeitos da substancia e Estuda os efeitos da substancia e para que servepara que serve
4-4- Teste em órgãos isoladosTeste em órgãos isolados
5-5- Teste em pequenos animaisTeste em pequenos animais
6-6- De 10.000 substâncias, apenas 10 De 10.000 substâncias, apenas 10 comprovam a eficáciacomprovam a eficácia
7-7- Testes em humanos saudáveisTestes em humanos saudáveis – – para relatar o que ocorreu de inesperado no organismo e prever para relatar o que ocorreu de inesperado no organismo e prever as indicações e contra
as indicações e contra indicações.indicações.
8-8- Teste em um Teste em um grupo seleto (controle/experimental).grupo seleto (controle/experimental).
9-9- Teste em um grupo de Teste em um grupo de pacientespacientes teste em nível hospitalar, ambulatorial (controle teste em nível hospitalar, ambulatorial (controle – –
experimental
experimental – – padrão outo padrão outo comparação com os efeitos da comparação com os efeitos da terapia).terapia).
Para que o medicamento seja lançado, ele precisa ser melhor Para que o medicamento seja lançado, ele precisa ser melhor que o padrão ouro, tque o padrão ouro, tendo menosendo menos efeitos colaterais
efeitos colaterais indesejados.indesejados.
Das 10 substancias, apenas, 1 é lançada porque muitas delas são retiradas na etapa 9.Das 10 substancias, apenas, 1 é lançada porque muitas delas são retiradas na etapa 9.
Durante os 10 primeiros anos Durante os 10 primeiros anos o medicamento está protegido pela lei das patentes, oo medicamento está protegido pela lei das patentes, onde onde o laboratório que o lanço fica com t
laboratório que o lanço fica com todo o lucro e todo o lucro e tem exclusividade de produção e venda para garantirem exclusividade de produção e venda para garantir que irão superar o
que irão superar o dinheiro investido durante os anos de pesquisa. Após esse tempo outrosdinheiro investido durante os anos de pesquisa. Após esse tempo outros laboratórios produzem similares (com o mesmo principio ativo mas nome
laboratórios produzem similares (com o mesmo principio ativo mas nome fantasia) e genéricos (parafantasia) e genéricos (para surgir precisa passar pelo teste de
surgir precisa passar pelo teste de bioequivalêncbioequivalência). Quando o nome fantasia do ia). Quando o nome fantasia do similar é muito bomsimilar é muito bom pode haver um sucesso ainda maior desse produto.
pode haver um sucesso ainda maior desse produto.
CURVAS DE CONCENTRAÇÃO PLASMATICACURVAS DE CONCENTRAÇÃO PLASMATICA
Concentração x tempoConcentração x tempo
Revelam o comportamento de um medicamento na corrente sanguínea, podem não Revelam o comportamento de um medicamento na corrente sanguínea, podem não agiragir diretamente, mas possuem a relação com os
diretamente, mas possuem a relação com os órgãos ou tecidos.órgãos ou tecidos.
O gráfico não diz se o medicamento está ou não fazendo efeito no organismo, ou se está ou nãoO gráfico não diz se o medicamento está ou não fazendo efeito no organismo, ou se está ou não sento toxico. Geralmente, esses valores já vem prontos, e
sento toxico. Geralmente, esses valores já vem prontos, e podem ser colocados no gráfico (ex.:podem ser colocados no gráfico (ex.: concentração plasmática necessária para o medicamento começar a agir
concentração plasmática necessária para o medicamento começar a agir – – nível plasmático efetivo nível plasmático efetivo – – ao mesmo tempo saber em quanto
ao mesmo tempo saber em quanto tempo a concentração plasmática passa a ser menor tempo a concentração plasmática passa a ser menor do que odo que o nível plasmático efetivo).
Área under (sob) the curver (AUC) serve para dizer se uma droga teste pode ser genérica os valoresÁrea under (sob) the curver (AUC) serve para dizer se uma droga teste pode ser genérica os valores têm que ser iguais ou até 80% iguais aos de r
têm que ser iguais ou até 80% iguais aos de referência.eferência.
Para saber o efeito tPara saber o efeito tem que conhecer o nível plasmático efetivo/ concentração mínima efetiva - CME,em que conhecer o nível plasmático efetivo/ concentração mínima efetiva - CME, acima desse momento sabe-se que ela está fazendo efeito e
acima desse momento sabe-se que ela está fazendo efeito e o tempo, abaixo disso não. o tempo, abaixo disso não. Preciso usarPreciso usar dentro do tempo que eu
dentro do tempo que eu não observe a queda desse nível efetivo.não observe a queda desse nível efetivo.
Consegue observar se a substância usada em níveis elevados tem nível tóxico (CMT) e Consegue observar se a substância usada em níveis elevados tem nível tóxico (CMT) e a partir de quala partir de qual concentração isso ocorre.
concentração isso ocorre.
O ajuste de dose é mO ajuste de dose é muito dependente dessa curva, pois assim sabe-se quanto de medicamente temuito dependente dessa curva, pois assim sabe-se quanto de medicamente tem no organismo após o
no organismo após o tempo de meia-vida.tempo de meia-vida.
Medicamentos podeMedicamentos podem ser tomados a cada 6horas, 8hrs, 12hrs ou m ser tomados a cada 6horas, 8hrs, 12hrs ou 24hts.24hts.
Dosagem para crianças, adultos e idosos são Dosagem para crianças, adultos e idosos são diferentes, tendo seu nível plasmático efetivo e tempodiferentes, tendo seu nível plasmático efetivo e tempo de meia vida
de meia vida plasmático diferentes.plasmático diferentes.
FÃRMÃCOCINÉTICÃ
Bibliografia: Rang, Dale Conceito
É a parte da farmacologia que estuda a movimentação dos fármacos dentro do nosso corpo. Sabe-se mais ou menos para onde a droga vai. A partir da farmacocinética que se tem noção do quanto em termo de concentração; quando em termo de tempo; onde em relação ao órgão.
Medicamentos off label são os que não são prescritos com a indicação que usam. Ex.: dramin para dormir.
Fatores que afetam a farmacocinética:
Para se movimentar dentro do corpo há dois fatores importantes: lipossolubiilidade e grau de ionização.
Lipossolubilidade:
O corpo é dividido em compartimento e cerca de 70% dele é água.
Somos um conjunto de compartimentos aquosos revestidos por membranas lipídicas. A começar pela célula que é um compartimento aquoso revestido por membranas lipídicas.
Células tecidos órgãos
Para que uma droga saia do ponto onde ela é administrada e chegue a qualquer lugar do corpo, ela tem que ter a habilidade de atravessar as barreiras lipídicas e os compartimentos aquosos.
Quanto mais a capacidade da substancia de se difundir em meios lipídicos, mais facilmente ela chega nos lugares.
Coeficiente de partição oléo/água é a habilidade de se difundir tanto em meios lipídicos quanto aquosos. Se o coeficiente for igual a 1 mesma capacidade de se difundir tanto em agua quanto
lipídios. Maior que 1 mais solúvel em lipídios do que em agua. Menor que 1 mais solúvel em agua do que em lipídios.
Quando menor a Lipossolubilidade, menos o medicamento está agindo, menor o campo de ação e os avanços que ele vai fazer.
Grau de ionização:
Capacidade de formar íons.
Os fármacos são ácidos fracos e bases fracos; geralmente dentro do organismo os ácidos são carboxílicos e as bases são aminas.
HA ↔ H+ +
A-HA é a fração não ionizada, apolar. H+ e A- é a fração ionizada, polar. Ions possuem cargas que “fornece” polaridade as substancias.
A porção apolar é mais lipossolúvel, atravessa as barreiras lipídicas.
pH na boca em torno de 5 ou 6. Estomago pH de 1 a 3,5. Fração proximal do intestino de 4 a 6. Fração distal do intestino de 7 a 8.
Absorção – entrada na corrente sanguínea.
AAS tomado com leite dificulta a absorção do medicamento. Algumas substâncias (como leite) podem favorecer ou desfavorecer a ionização da droga.
O alimento pode alterar o pH do corpo e melhor definir a absorção do medicamento.
Absorção é a entrada na corrente sanguínea na forma apolar, que pode ser absorvida no estômago. Quanto está no estomago, já com bastante prótons H+, a droga acida se mantém na forma não
ionizada, sendo absorvido em ambientes ácidos (pois está na forma apolar, não ionizado), com carga a droga não atravessa "Quando a droga é mais alcalina, ela vai ser absorvida em ambiente mais alcalino.
O pK define quando a droga vai estar 50% ionizada e 50% não.
pH e ionização: um fator complicador importante em relação a permeação da membrana é o fato que muitos fármacos são acidos ou bases fracas, existindo portanto tanto na forma não-ionizada quanto na ionizada; a razão entre as duas formas varia com o pH. Para uma base fraca a reação de
ionização é
exemplo: morfina – base de pKa em torno de 8. Quanto maior que 8, mais predomina na forma não ionizada (vai para qualquer lugar); menor que 8 vai mais lenta para os diferentes lugares. - Aspirina pKa em torno de 3,5; a aspirina no estomago quando ele está bem cheio fica 50% ionizada e não ionizada, droga é absorvida de forma mais lenta; quanto mais vazio o estomago fica mais na forma não-ionizada, então a absorção dela fica mais rápida com o estomago vazio.
- peptidina é uma base, no estomago ioniza, então, fica presa no estomago (tem dificuldade de sair) se embrulha no bolo alimentar e segue o fluxo com o bolo alimentar. Feita para atuar no tubo
Tipos de transporte: o mais comum é a difusão, mas também tem filtração, pinocitose, par de íons e o transporte ativo facilitado por um transportador, atualmente citam apenas 3 tipos.
Vias de administração
Absorção é definida como passagem de um fármaco de seu local de administração para o plasma. Portanto, ela é importante para todas as vias de administração, exceto a intravenosa. Existem casos, como a inalação de um bronco dilatador na forma de aerossol no tratamento da asma, em que a absorção, como definida acima, não é necessária para que o fármaco atue, mas na maioria dos casos o fármaco deve entrar no plasma antes de chegar a seu local de ação.
Vias de administração: oral; sublingual; retal; aplicação em outras superfícies epiteliais (ex.: pele, córnea, vagina, mucosa nasal); inalação; injeção (subcutânea, intramuscular, intravenosa, intratecal). Via endovenosa não tem absorção porque “ela não entra, é colocada lá dentro”. Tem ação sistêmica,
mas não tem absorção pois já é colocada lá dentro. Via endovenosa tem efeito rápido; não há perda. É invasivo, requer técnica, tem risco de contaminação microbiana, e pode transmitir doenças pelo uso inadequado, difícil de reverter pelo efeito rápido. Para efeito de urgência.
Ação local: não se quer que tenha absorção porque devem agir apenas no local. Quando administra no local para agir. Conjuntivite – pinga coloria no olho; congestão nasal – descongestionante nasal. Se a absorção ocorrer vai ter um efeito sistêmico e muitas vezes indesejável. Vantagem: reduz os efeitos indesejáveis sistêmicos. Desvantagem: difícil de garantir quantidade adequada para o tratamento.
Ação sistêmica: precisam ter absorção. Administrada em qualquer local, desde que esse permita sua absorção (entrada na corrente sanguínea).
Via oral: desvantagem compete com o alimento; favorece a auto medicação; compete com o sistema digestivo; interferência na ação de enzimas e do pH. Vantagem: fácil aplicação.
Vias de administração: oral; sublingual; retal; aplicação em outras superfícies epiteliais (ex.: pele, córnea, vagina, mucosa nasal); inalação; injeção (subcutânea, intramuscular, intravenosa, intratecal). Via injetável: vantagem: ação rápida. Desvantagem: risco de contaminação, difícil reversão, requer
técnica.
Drogas com ação local (não requer absorção para manter a sua ação) e drogas com ação sistêmica.
Etapas da farmacocinética
Absorção: entrada a corrente sanguínea, não é necessariamente garantia de que vai chegar à grande circulação a alcançar qualquer órgão. Realmente vai entrar na corrente sanguínea.
Fatores importantes para absorção: via oral
Metabolismo de primeira passagem: relacionado com a via oral. Passa primeiro pelo fígado (filtro que seleciona; é um agente detoxicador; ataca quimicamente a substancia e tenta jogar para fora, nessa tentativa às vezes ele elimina parte da substancia e leva a perdas ou transforma a substancia em algo ativo ou inativo) que é o metabolismo pré-sistêmico, ocorre antes de chegar na circulação sistêmica. Pré-sistêmico, uma pré-passagem no fígado, pode contribuir para diminuir a quantidade de droga que vai chegar na circulação sistêmica.
Biodisponibilidade: o que realmente chega à circulação sistêmica. A quantidade de droga que alcança a circulação sanguínea sistêmica e dai sim será distribuído pelo corpo. “É a fração de uma dose ingerida de um fármaco que tem acesso à circulação sistêmica. Ela pode ser baixa porque é
incompleta ou porque o fármaco é metabolizado na parede intestinal ou no fígado antes de alcançar a circulação sistêmica.”
Biodisponibilidade baixa é o que garante muitas vezes a ausência de efeitos indesejáveis. Ação local, anestésico local, deve ser baixa.
Sibutramina baixa disponibilidade.
Define a necessidade de correção de dose. Biodisponibilidade relativa
Se não passar pelo fígado a biodisponibilidade aumenta, não o deixando o pró-fármaco tornar-se ativo (fármaco), ela tem que ser respeitada e não alta, um broncodilatador, por exemplo, tem esse valor baixo, assim sendo mais raro efeitos indesejados.
Metabolismo pré-sistemico: alguns fármacos são eliminados com tanta eficácia pelo fígado ou parede intestinal que a quantidade chega a circulação sistêmica é consideravelmente menor do que a absorvida. A isso se chama metabolismo de primeira passagem ou pré-sistemico que reduz a biodisponibilidade do fármaco, mesmo quando ele é bem absorvido no intestino. O metabolismo pré-sistemico é importante para muitos fármacos terapêuticos o que é problemático por que: 1- É necessária uma dose muito maior do fármaco quando é administrado por via oral do que por
outras vias;
2- Ocorrem grandes variações individuais na extensão do metabolismo de primeira passagem de determinados fármacos, resultando em imprevisibilidade de efeitos quando de sua administração por via oral.
Metabólico de primeira passagem pode ficar no organismo mais tempo que o medicamento em si,
podendo ser responsável pelos efeitos adversos
1. Por isso, alguns remédios não são indicados para hepatopatias (pois neles, o pró-fármaco não será transformado em fármaco);
2. Medicamento pode absorver uma porcentagem, só que o total dela não chega ao órgão, tendo perdas em outras regiões, mas outros podem ser excretados integralmente (essa porcentagem que foi absorvida);
3. BIODISPONIBILIDADE DEFINE A NECESSIDADE DE REAJUSTE DAS DOSES, da oral para a endovenosa;
Distribuição: ocorre a partir da corrente sanguínea.
A droga chega e será distribuída. Sangue, e dentro do vaso a droga pode ficar livre ou ligada. É a partir do sangue que a droga pode chegar aos diferentes órgãos. Isso define o quanto de droga o órgão irá receber, quanto mais vascularizado o órgão for mais droga ele recebe.
No sangue é ligado as proteínas do sangue – proteínas plasmáticas. Dessas proteínas, a mais comum é a albumina. Essas proteínas funcionam como uma pequena balsa, onde a droga se liga e vai veicular ligada a ela. Tende a ser inativa na corrente sanguínea. Demora mais para chegar no órgão. A DROGA LIGADA A PROTEINA É INATIVA.
Droga livre - A droga pode chegar ao órgão sem ser ligada a proteína e chega mais rápido e pode se tornar rapidamente ativa porque chegou mais rápido no órgão. Metabolizada, eliminada mais rapidamente. A curva plasmática dessa droga que tende a não se ligar é mais rápida.
Distribuição dos fármacos: os principais compartimentos são: plasma (5% do peso corporal); liquido intersticial (16%); liquido intracelular (35%); liquido transcelular (2%); gordura (20%). O volume de distribuição é definido como o volume de plasma que poderia conter todo o conteúdo corporal do fármaco em uma concentração igual a do plasma. Fármacos que são lipossolúveis ficam confinados principalmente no plasma e no liquido intersticial; a maioria não penetra no cérebro após uma dose aguda.
Os fármacos lipossolúveis chegam a todos os compartimentos, podendo acumular-se na g ordura.
Para os fármacos que se acumulam fora do plasma (ex.: na gordura ou ligados nos tecidos), o volume de distribuição pode exceder o volume corporal total.
Biotransformação: os fármacos transformados são aqueles que precisam se tornar menos lipossolúvel. É uma etapa que tem como objetivo formar produtos menos lipossolúveis e mais facilmente excretados, assim, essa fase é extremamente importante para drogas que possuem eliminação do corpo via renal (via mais comum de excreção). Têm-se outras vias de excreção que são: via fecal, suor, cabelo, unhas, qualquer secreção, ar expirado, leite materno (a mulher excreta drogas pelo leite, mas esse leite vai entrar no organismo do bebê que não tem maturidade
metabólica para atacar quimicamente aquela droga). Elimina-se droga do corpo pela via renal, intestinal.
Tem como objetivo modificar a droga para facilitar a excreção, deixando a droga mais polar.
Processo que facilita a via de excreção (principalmente a urinaria) há diversas vias de excreção e em todas elas saem drogas, as principais são a urinaria, a fecal e a mamaria (importante pois a droga não é jogada fora, o bebê ingere, além disso, o leite produzido pelos animais e ingeridos pelos
humanos também pode possuir drogas). Pode ocorrer em qualquer lugar do corpo, mas geralmente ocorre no fígado e geralmente através de enzimas do citocromo (CYP) P450.. Alguns fármacos
precisam do ciclo de biotransformaão para poder realizar o seu efeito.
Biotransformação divide-se em duas etapas. Geralmente a droga participa das duas etapas.
Etapa 1 biotranformação geralmente ocorre no fígado e ocorre através da ação de enzimas do citocromo P450 (conjunto de enzimas que atacam quimicamente esse droga). O ataque químico visa quebrar a droga, quebrar em pontos estratégicos através de reação de droga que visa expor na estrutura da droga ganchos (radicais); esses ganchos são polares (grupamentos como hidroxila, carboxila, sulfidrila, amina OH, COOH, SH, NH2 – respectivamente). Reações de quebra como oxidação, hidroxilação, desalquilação, desaminação, hidrolise. O produto após a fase 1 é reativo.
Etapa 2 etapa de conjugação. Nessa etapa o fígado pega produtos que se tem produzido e gruda no gancho. Esses ganchos podem ser aminoácidos como glicina; peptídeos. E ocorre o “gancho”. E a molécula ficou menos lipossolúvel. O produto após a fase 2 é inativo e sai facilmente.
Quanto mais polar menos tempo fica no organismo.
Eliminação de fármacos pelo rim
A maioria dos fármacos atravessam livremente o filtro glomerular, a não ser que apresentem uma extensa ligação com proteínas plasmáticas.
Muitos fármacos, especialmente os ácidos e bases fracas, são secretados ativamente para o interior do túbulo renal, sendo eliminados mais rapidamente.
Fármacos lipossolúveis são reabsorvidos passivamente por difusão no túbulo, não sendo eficientemente eliminados na urina.
Devido a partição pelo pH, acidos fracos são eliminados mais rapidamente em uma urina alcalina e vice-versa.
Diversos fármacos importantes são removidos predominantemente por eliminação renal, podendo causar toxicidade em idosos e pacientes com doença renal.
Gráfico slide
Efeito do pH urinário na eliminação de fármacos. Como o fenobarbital é acido .
Alcalinizar a urina aumenta a excreção de drogas ácidas.
A alcalinização força a droga acida a se ionizar, ao se ionizar fica presa no túbulo renal e “sai”. As reações de fase I envolvem oxidação, redução e hidrolise. Geralmente formam produtos quimicamente mais ativos, tóxicos ou carcinogênicos. Com frequência envolvem um sistema monoaminooxigenase, no qual o citocromo P450 desempenha papel fundamental.
As reações de fase II envolvem a conjugação (por exemplo, glicuronidação) de um grupo reativo (geralmente inserido durante a reação de fase I) e normalmente levam à formação de produtos inativos e polares que são eliminados facilmente.
Alguns produtos conjugados são eliminados pela bile, reativados no intestino e depois reabsorvidos (circulação entero-hepatica).
A indução das enzimas P450 pode acelerar acentuadamente o metabolismo hepático de fármacos. Em consequência, pode haver aumento da toxicidade de fármacos que possuem metabólicos tóxicos.
O metabolismo pré-sistêmico no fígado ou na parede intestinal reduz a biodisponibilidade de diversos fármacos quando são administrados via oral.
2- uma jovem senhora tentando evitar uma gravidez indesejada opta pelo uso de anticoncepcionais. Entretanto, sofre sempre com náuseas, vômitos, o que torna a via oral desaconselhável. Qual via alternativa de administração para este tipo de medicamento? Qualquer outra que exista para esse tratamento. Qualquer outra via que libere hormônio.
3- uma criança precisa fazer uso de analgésicos e anti-inflamatorios para o tratamento de uma
amigdalite branda. A criança tem dificuldade de engolir drágeas e comprimidos e frequentemente relata queimação no estomago. Quais as vias de administração indicadas neste caso? Qualquer outra via
disponível para esses medicamentos. No caso da criança usaria via oral liquida, mas refere queimação, pode-se pensar na via retal – via alternativa importante e para criança melhor do que a injeção.
FÃRMÃCODINÃMICÃ
Parte da farmacologia que estuda a dinâmica dos fármacos. Como agem no organismo.
Droga interagindo com o organismo receptor; essa interação é especifica e ocorre principalmente com proteínas alvos e dessa interação surge um efeito/ uma consequência; um efeito que pode ser
desejado e surgir uma indicação e um efeito que pode ser indesejado e surgir uma contraindicação. Essas proteínas alvos são de quatro principais tipos: receptores; enzimas; canais; transportadoras. Ex.: adrenalina interage com receptores adrenérgicos beta aumenta batimentos cardíacos o que é desejado numa bradicardia e indesejado numa taquicardia.
Alvos para ação das drogas
Uma droga é um produto químico que afeta a função fisiológica de um modo especifico. As drogas, na sua maioria, são eficazes porque se ligam a proteínas alvos-especifica.:
A especialidade é reciproca: classes individuais de drogas se ligam somente a certos alvos, e alvos individuais reconhecem somente certas doses de droga.
Nenhuma droga é completamente especifica na sua ação. Em muitos casos, o aumento da dose de uma irá afetar outros alvos que não o principal e levar a efeitos colaterais.
Receptores
Afinidade (tendência a se ligar)
Atividade intrínseca (sinônimo de eficácia) – capacidade de uma vez ligado ativar o receptor
Efeito
Agonista Possui afinidade Possui atividade intrínseca
Efeito direto (da ativação do receptor) Antagonista Possui afinidade Não possui atividade
intrínseca
Efeito indireto, mas possui o efeito. Esse efeito advém do bloqueio/da ação do ligante endógeno. Ex.: adrenalina é um agonista do receptor adrenérgico. Ao atuar nesses receptores adrenérgicos, exemplo, β1 (aumenta o batimento cardíaco), β2 (causa broncodilatação).
Propanolol é um antagonista do receptor adrenérgico. Impede que a adrenalina atue. β1 (diminui o batimento cardíaco); β2 (broncoconstrição). Usado na HAS, angina, taquicardia. Contraindicação para pacientes que possuem asma porque faz broncoconstrição.
Agonista total – droga que produz 100% da resposta total do tecido. Pode produzir efeitos máximos; tem alta eficácia.
Agonista parcial – a resposta é parcial; produzem efeitos submáximos, eficácia intermediaria. Para os antagonistas a eficácia é zero, não produz resposta
Antagonismo competitivo – quando duas drogas se ligam aos mesmos receptores. Ambas as drogas que se ligam aos mesmos receptores: o antagonismo pode ser reversível ou irreversível. Para
reverter a ação do antagonista, pode dar um agonista (vai competir com o antagonista) (??)
Antagonismo não competitivo – o antagonista interrompe a associação receptor - efeito. Não disputa o mesmo sitio, impede o efeito.
Agonistas, antagonistas e eficácia: Cada parte de uma droga pode agir em mais de um receptor, podem ser
em agonistas ou antagonistas
Os agonistas iniciam mudanças na função celular, produzindo efeitos de vários tipos; os antagonistas se ligam aos receptores sem iniciar tais mudanças
A potência agonista depende de dois parâmetros: afinidade (tendência a ligar-se aos receptores) e eficácia – atividade intrínseca (capacidade, uma vez ligado, para iniciar mudanças que levam aos efeitos).
Antagonismo entre drogas: ocorre por vários mecanismos
antagonismo químico interação em solução, interrompe a associação entre receptor e efeito -uma antagoniza ação da outra
Modulador modula quem entra e quem sai, e a quantidade.
Ex.: Balcor : bloqueador dos canais de cálcio. É indicado em qualquer condição onde diminuição do batimento cardíaco e vasodilatação seja indicada – utilizado para tratamento de HAS, pois diminui o debito cardíaco e a resistência periférica – não age nem no cálcio nem no receptor, por isso o influxo causa duvida se está modulando ou bloqueando.
Interação com enzimas
Enzima – ptn com atividade catalítica.
Inibidor: reação normal inibida. Ex.: droga anti-inflamatória
Substrato falso: metabolito anormal produzido. Ex.: felcromocitoma (tumor na suprarrenal) muita adrenalina acaba causando hipertensão, remédio faz com que seja produzida adrenalina menos potente baixando a pressão.
Pró-droga: droga ativa produzida (se aproveita da enzima para se tornar ativa).
Interação com transportador: catapultas, ligante endógeno é catapultado para dentro.
Inibidor: se ligar ao alvo. Inibe o transporte, reabsorção - pode entrar no lugar do ligante, ou interromper o transporte (braço transportador).
Transporte bloqueado
Substrato falso (transporte da droga falsa): compete com o verdadeiro.
Famílias de receptores de transdução de sinal: essas famílias determinam um tempo de efeito diferenciado
Tipo 1: efeito milissegundos – receptor ligada a canal iônico – sinal: ocorre transdução Tipo 2: efeito segundos –
receptor acoplado a proteína G – atua no receptor, ativa ptn G, ativa enzima, pode liberar cálcio o ptn e depois produzir o efeito. Tipo 3: efeito horas ou dias –
receptor ligados a quinases – fosforila algo e depois produz o efeito
Tipo 4:efeito horas, dias ou até semanas – receptor nuclear
Exemplo dado em sala SUMAX (**PROVA)
1- a) qual o alvo que interage para exercer seus efeitos
farmacológicos? Receptores do tipo 5-HT1 age na fechadura 2- b) Possui atividade intrínseca? Sim, pois é um agonista 3- c) Efeito farmacológico? Vasoconstrição
TRÃNSMISSÃO ÃDRÉNÉRGICÃ
Estuda todas as sinapses que usam a noradrenalina como neurotransmissora.
SN
Central relacionado ao humor e sistema de recompensa; ao ciclo sono-vigília e controle central de pressão arterial
Periférico: SNA simpático funções contrateis secretoras e metabólicas.
Quanto mais uso clinico o medicamento tem, mais perigoso ele é.
Transmissão adrenérgica:
Tirosina dopa dopamina noradrenalina
É liberada na fenda, atua em receptores específicos para ela. Recaptada para ser degradada pela Enzima MAO tirosina
Alfa e beta
Alfa 1 vasoconstrição
Alfa 2 receptor pré-sinaptico de axônio diminui liberação da própria noradrenalina Beta 1 aumenta batimento cardíaco (receptor presente no coração)
Beta 2 broncodilatação, relaxamento uterino e tremor (na musculatura esquelética, tremor de extremidade)
Beta 3 lipólise
Neurônio adrenérgica – termina em varicosidade que constitui ou pode ser parte de um botão
sináptico, parte de uma sinapse. Um único neurônio adrenérgico pode fazer sinapse com varias células.
Síntese da noradrenalina captação em vesículas de armazenamento liberação do neurotransmissor ligação ao receptor
remoção da noradrenalina metabolização Se diminui a síntese, diminui noradrenalina.
Se aumenta a liberação, aumenta quantidade de noradrenalina na fenda.
Se aumenta a recaptação, aumenta a degradação, diminui a noradrenalina no sistema.
No terminal pré-sinaptico MAO (monoaminooxidase)
Na célula pós COMT (catecoortometil transferase) tem como substrato as aminas que possuem os grupamentos catecol.
Síntese e liberação da noradrenalina em um neurônio adrenérgico: síntese de noradrenalina, a partir da tirosina. Armazenamento precisa ocorrer para não ocorrer a degradação da NA e não ser utilizada pela MAO. Captação em vesículas de armazenamento: a dopamina entra na vesícula e é convertida em noradrenalina. No terminal pré-sináptico tem a MAO – monoaminosidade, oxida todas as monoaminas – e em alguns órgãos inervados pela fenda, nas céls pós-sináptica - COMT – catecolortometil transferase. Liberação do Neurotransmissor: o influxo de Ca+ causa fusão da vesícula com a membrana celular.
Ligação a receptor: o receptor pós-sináptico é ativado mediante ligação com neurotransmissor Remoção da noradrenalina: a noradrenalina liberada é rapidamente captada pelo neurônio. * A captação pode ser impedida pela cocaína e imiprina
Aumenta a recaptação, não degrada a NA
Metabolização: a noradrenalina é metilada pela COMT e oxidada pela MAO (monoaminaoxidade, faz degradação)
Parkinson há deficiência de dopamina, mas há noradrenalina, pois a tirosina vai para os outros neurônios, mas não vai para o que produz dopamina. Dopamina não passa a barreira hemato encefálica, por isso não dá usar a dopamina diretamente. FILME: TEMPO DE DESPERTAR. Usa-se como tratamento a levodopa, introduzida no mercado mais ou menos na década de 60 e ainda hoje é a droga de escolha para tratar o Parkinson. O que foi descoberto foram estratégias que melhoram a utilização do medicamento. Deve ser utilizado em pequenas doses para retardar a evolução da doença. Dopa passa barreira hemato encefálica, mas pouco. Levodopa com inibidor da dopa descarboxilase,
atua na periferia, impede que a dopa vire dopamina na periferia. Quanto mais tardar o uso de levodopa melhor, pois precisa deixar para quando a situação está piorando para ter o que usar.
Classificação dos receptores adrenérgicos Adrenalina (Ad), isoprenalina (iso),
noradrelina (NA)
Alfa: noradrenalina mais seletiva que adrenalina que isoprenalina NA>Ad>Iso
Beta: isoprenalina mais seletiva que a adrenalina que a noradrenalinaa Iso> Ad> NA
A principal classificação farmacológica subdivide-se nos subtipos alfa e beta, baseados originalmente na ordem de potencia dos agonistas, e posteriormente, em antagonistas seletivos.
Catecolaminas: endógenas: noradrenalia, adrenalina, dopamina. Sintética: isoprenalina (retirada do mercada, porque causava broncodilatação mas como efeito indesejado aumentava o batimento cardíaco).
Ações da noradrenalina
Outros efeitos na musculatura esquelética causando tremor; liberação de histamina.
Por isso se utiliza preferencialmente a adrenalina na PCR, pois ela tem um efeito maior em alfa, que vai agir direto no coração aumentando seus batimentos.
Choque anafilatico
Musculatura lisa contração da musculatura lisa por estimulo de alfa 1; relaxamento da musculatura lisa (brônquica, uterina) por alfa 2.
Terminações nervosas efeito inibitório
Coração efeitos estimulantes por atuação nos receptores beta 1 Metabolismo convertem as reservas energéticas em combustíveis
Efeitos das drogas nas transmissões noradrenergicas
Influencia na quantidade de noradrenalina endógena disponível, afetando: a síntese, o armazenamento, a liberação, a captação, a degradação.
Metildopa: alvo é na síntese. “engana a enzima funcionando como um substrato falso e ao invés de produzir noradrenalina produz o neurotransmissor falso”. Funciona como um agonista alfa 2. Diminui a liberação de noradrenalina. Indicação para uso de como anti-hipertensivo, usado em tumores de suprarrenal, hipertensão na gravida.
A metildopa da origem a um falso transmissor (metilnoradrenalina), que é um agonista alfa 2 – adrenérgico potente, assim causando uma forte retroalimentação inibitória pré-sinaptica (bem como ações centrais).
Aminas simpaticomiméticas (anfetaminas): aumenta a liberação de noradrenalina, mas diminui o armazenamento, diminui a degradação e diminui a receptação. Aumenta a quantidade de noradrenalina na fenda. Uso para TDAH, já foi utilizado como medicamento para emagrecer, utilizado localmente como descongestionante nasal, e anestésico local (na odontologia).
As aminas simpaticomiméticas de ação indireta (exemplo anfetamina, efedrina, tiramina) são acumuladas pela captura 1 e deslocam a noradrenalina das vesículas permitindo seu escape. O efeito é muito aumentado pela inibição da MAO, que pode levar a hipertensão grave após a ingestão de alimentos ricos em tiramina por pacientes tratados com inibidores da MAO.
Os agente simpaticomiméticos de ação indireta são estimulantes do SNC. O metilfenidato (ritalina) e a atomoxetina são usadas para tratar o déficit de atenção com hiperatividade.
Cocaína ou antidepressivo tricíclicos: só bloqueiam a captação.
Os fármacos que inibem a captura 1 incluem cocaína e fármacos antidepressivos tricíclicos. Os efeitos simpáticos são aumentados por tais fármacos.
Interação com receptores adrenérgicos
Agonistas de receptores adrenérgicos
Noradrenalina e adrenalina mostram relativamente pouco seletividade de receptor. Agonistas alfa 1 seletivos incluem fenilefrina e oximetazolina.
Agonistas alfa 2 seletivos incluem clonidina e alfa-metilnoradrenalina. Esses agentes causam queda da pressão sanguiena, em parte por inibidação da liberação de noradrenalina e em parte por uma ação central. A metilnoradrenalina é formada como falso transmissor a partir da metildopa, desenvolvida como um fármaco hipotensor.
Agonistas beta 1 seletivos incluem a dobutamina. O aumento da contratilidade cardíaca pode ser útil clinicamente, mas todos os agonistas beta 1 adrenergicos podem causar arritmias cárdicas.
Dobutamina é uma droga que pode ser usada na insuficiência cardíaca.
Agonistas beta 2 seletivos incluem salbutamo, terbutalina e salmeterol, usados principalmente na asma por sua ação broncodilatadora.
Salbutamol pode ser usado em gravidas, injetável para produzir relaxamente uterino.
Agonistas beta 3 seletivos podem ser desenvolvidos para o controle da obesidade - lipólise. Poucos conhecidos no mercado, alguns atuam na incontinência urinária.
• Metildopa: interfere na síntese (produzindo NA falsa) e interfere no receptor alfa2
• Aminas simpaticomiméticas de ação indireta: fenilefrina, oximetazolina, anfetamina. Imitam o simpático, aumenta a liberação de NA, diminui a degradação,
diminui o armazenamento, diminui a captação, fica na fenda: ↑ FC, força de contração do miocárdio, inibição motilidade intestinal
• Antidepressivo tricíclicos: ↓ receptores • Antidepressivo: inibidor da MAO ↓ degradação
USOS CLINICOS DOS ANGONISTAS DE RECEPTORES ADRENERGICOS
Porque associar vasoconstritor com anestésico local? Contrai o vaso e dificulta a entrada do anestésico local para a corrente sanguínea. Diminui o risco de efeitos indesejados sistêmicos e diminui o risco de hemorragia. Adrenalina e fenilefrina – dois vasoconstritores mais utilizados. Mas entre os dois é mais a adrenalina por ser mais barata.
Adrenalina em associação com anestésico local não deve ser utilizado quando a pessoa é hipertensa e cardiopata.
Uso de clonidina no tratamento da obesidade, não está na diretriz do tratamento da obesidade, parece estar relacionado com o comer compulsivo.
Alguns efeitos adversos observados com agonistas adrenérgicos: insônia, náusea, tremores, cefaleia, hiperatividade, arritmias cardíacas
Antagonistas adrenérgicos
Não seletivos entre receptores beta 1 e beta 2 – adrenérgicos: propranolol, alprenolol, oxprenolol.
Seletivos para beta 1: atenolol, nebivolol
Alprenolol e ocprenolol tem atividade agonista parcial.
Muitos usos clínicos. Pior para o medicamento, porque pode ter mais riscos.
Riscos importantes são broncoconstrição e bradicardia com insuficiência cardíaca (possivelmente menos com agosnistas parciais).
Efeitos colaterais incluem extremidades frias, insônia, depressão, fadiga.
Alguns mostram rápido metabolismo de primeira passagem e, portanto reduzida biodisponibilidade.
Usos clínicos:
Cardiovasculares: angina de peito; infarto do miocárdio; arritmias; insuficiência cardíaca; hipertensão(não são a primeira escolha)
Ouros usos: glaucoma (ex: timolol em colirio); tireotoxicose (como coadjuvante do tratamento definitivo por exemplo no pré operatório); ansiedade (no controle dos sintomas somáticos –
palpitações, tremor); profilaxia de enxaqueca; tremor essencial benigno (um distúrbio familiar – é um tremor que piora em situações de estresse).
Beta bloqueadores diminuem as palpitações e tremores → problemas com exposição ao público, usado por pessoal com tremores de mãos)
Efeitos adversos observados: Hipotensão; bradicardia; fadiga; sonolência.
Propranolol afeta em nível periférico reduzindo retroalimentação positiva diminui palpitação e tremor e pessoa tem a sensação de estar mais tranquila. Contra-indicação importante pode causa broncoespasmos e causar crise de asma em pessoa já propensa.
Propanolol atua diminuindo a secreção de renina (enzima proteolítica produzida pelo rim). Quando o rim detecta níveis diminuídos de sódio, interpreta essa diminuição como uma queda na PA. Renina atua no angiotensinogenio angiotensina I ação da ECA angiotensina II
atua em receptor específicos para angiotensia II. E a angiotensina II promove vasoconstrição e aumenta da produção de aldosterona (hormônio que atua no rim fazendo com que ocorra a retenção de sódio e secundariamente a de água).
Angiotensina II nesse caso é o agente hipertensor.
No tratamento da hipertensão tem-se inúmeras alternativas que atuam nesse sistema.
Inibidor da ECA produz vasodilatação e diurese. Antagonista da angiotensia II inibe o receptor e produz vasodilatação e diurese.
Propranolol diminui a produção de renina, logo, impede toda a cascata, indiretamente tem ação de vasodilatação e não promove a retenção de sódio e agua.
Pode ser usado para tratar insuficiência cardíaca, mas pode causar a insuficiência cardíaca. Insuficiência cardíaca: o problema pode ser no débito cardíaco, na pré carga ou na pós carga. Quando é na pré carga ou na pós carga pode-se utilizar beta bloqueadores como o propanolol (aumenta a diurese), pois apesar de ele diminuir o débito cardíaco o problema não está no DC. Quando o problema for no débito cardíaco (há a sua diminuição) não se pode utilizar beta bloqueadores pois vai diminuir esse debito mais ainda, o que se faz é o uso de agonista seletivo
beta e/ou a colocação de marca passo.
TRÃNSMISSÃO COLINÉRGICÃ
Estuda toda a sinapse que usam a acetilcolina (Ach) como neurotransmissor.
Colina acetil CoA Ach armazena libera
cai na fendaatua em receptores específicos
degradada na fenda pelo colinesterase.
Sinapse colinérgica tem um caminho único, não utiliza muitas enzimas, é liberada e depois de agir já é degradada.
SN
Central Ach exerce ações relacionadas ao
aprendizado e memória, sistema motor.
Parkinson excesso de transmissão colinérgica. No tratamento têm-se drogas que afetam a transmissão colinérgica (pode causa insônia, sonolência excessiva).
Central receptor nicotínico e muscarinico. Periférico Ach atua em varias locais. Ações
periféricas da Ach contráteis voluntárias e funções autonômicas (secretórias, metabólicas e contrateis invol.) SNA – simpático e parassimpático tem Ach no gânglio.
Na periferia tem receptores nicotínicos nos gânglios sinápticos autonômicos.
Receptores muscarinicos nos órgãos inervados pelo parassimpático.
Tem mais receptor nicotínico na placa motora.
Receptor nicotínico e muscarínico nunca estão juntos na mesma sinapse.
Receptores colinérgicos
Nicotínicos junção neuromuscular, sinapse ganglionar, cérebro.
Muscarinicos M1 (neurais – encontrados em neurônios do SNC e perifericamente nas células parietais gástricas, possui efeitos excitatórios); M2 (cardíaco – perifericamente no musculo cardíaco, possui efeitos inibitórios); M3 (glandular – musculo liso – produzem efeitos excitatórios, estimulação das secreções glandulares e contração do musculo liso visceral. OBS. Podem mediar vasodilatação indireta).
Transmissão colinérgica: Colina → Acetil Co-A → Acetilcolina → fenda com receptor (nicotínico ou muscarínicos) → efeito com a desocupação do receptor → degradação na fenda ou no sangue pela enzima Colinesterase
Efeitos das drogas na transmissão colinérgica
Influência na quantidade de acetilcolina endógena disponível, afetando: o armazenamento, a
liberação, a degradação.
Toxina botulínica: tem como mecanismo de ação a diminuição da liberação de Ach. Na fenda não
tem Ach, logo as ações da Ach estão diminuídas. Indicações: pode ser utilizada na dermatologia diminuindo rugas (estética), para a hiperidrose, distonias, estrabismo, bexiga hiperativa, espasmo hemifacial, blefaroespasmo, espasticidade. Também pode desenvolver botulismo. Pode ser
utilizada em arma biológica de guerra (1grama de toxina botulínica pode matar uma população de 100 mil pessoas). Efeitos: inibe todas as ações da acetilcolina; logo quando aplicado de forma errada pode ter efeitos indesejados (até morte).
Anticolinesterásico: tem como mecanismo de ação a inibição da enzima colinesterase, logo, diminui a degradação de Ach, então aumenta a ação de Ach. Indicações: pode ser utilizado como medicamento no
tratamento da miastenia gravis, Alzheimer, auxilia no diagnostico de miastenia gravis. Usado como praguicidas (extermina pragas, antipulga). Pode ser uma arma de guerra (gás sarin).
Ambos podem ser utilizados como medicamentos, e ambos podem causar a morte. Receptores muscarínicos central periférico – parassimpática
Receptores nicotínicos central periférico – gânglios – placa motora (agonistas e antagonistas utilizados terapeuticamente para o mesmo fim = paralisia muscular)
Interação com receptores colinérgicos:
Agonistas muscarinicos: Ex.: acetilcolina, carbacol,
Efeitos: - sistema cardiovacuar (diminui frequência cardíaca e debito cardíaco) - musculatura lisa (aumenta contração e peristaltismo).
- oculares (contração da pupila e diminuição da pressão ocular) - glândulas (aumenta a secreção)
Antagonistas muscarinicos: Ex.: atropina, hioscina. - bloqueiam a ação da Ach.
- os compostos mais importantes são a atropina, a escopolamina, o iprátrópio e a pirenzepina. - os principais efeitos são inibição de secreções; taquicardia, dilatação da pupila e paralisia de acomodação; relaxamento da musculatura lisa (intestino, brônquios, trato biliar e bexiga); inibição da secreção ácida do estomago (sobretudo a pirenzepina); efeitos sobre o sistema nervoso central (principalmente efeitos excitatórios com a atropina; sedativo, inclusive amnésia, com a
escopolamina), além de efeitos antieméticos e antiparkinsoniano.
ATROPINA uso terapêutico em oftalmologia para produzir midríase e cicloplegia (oftalmologia), previamente a exame de retração. No tratamento de distúrbios espasticos de TGI e trato urinário inferior. No tratamento da intoxicação com organofosforados. Na supressão de secreções do trato respiratório previamente a cirurgia. Para tratamentos de cólicas durante a gravidez.
ESCOPOLAMINA induz a amnésia e sedação na obstetrícia. Associada a morfina, para produzir amnesia e sedação. Na prevenção da cinetose (enjoo de movimento) e dor abdominal – buscopam. IPRATRÓPIO tratamento da asma. Impede a broncoconstrição e diminui a secreção de vias
aéreas superiores.
EFEITOS INDESEJADOS visão borrada, confusão, midríase, constipação, retenção urinária, boca seca e taquicardia.
USOS CLÍNICOS:
Parkinsonismo -> não necessariamente são usadas no tratamento do Parkinson. Cirurgia -> atropina sempre está presente.
Usos clínicos: tratamento da bradicardia sinusal (após IAM), dilatação pupilar, prevenção da cinetose no Parkinson para neutralizar os distúrbios, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, pré-medicação anestésica, redução das secreções, facilitar a endoscopia e radiologia gastrintestinal (relaxa a
musculatura lisa), tratamento de ulcera péptica (menos usado).
Agonistas nicotínicos ganglionares: Ex.: nicotina, lobelina, DMPP. Eles propriamente dito não tem uso clínico.
- efeitos complexos simpáticos e parassimpáticos mistos: Taquicardia,
Pressão arterial,
Efeitos variáveis sobre o TGI,
Secreção brônquica, salivar e sudorípara, Efeitos centrais.
Efeitos periféricos pessoa que fuma e fica com intestino preso, quer ir ao banheiro.
- Agonistas podem produzir bloqueios, por isso os agonistas nicotínicos ganglionares deixaram de ser utilizados → Quando os receptores nicotínicos são persistentemente ativados por agonistas pode haver uma redução na excitabilidade da célula pós-sináptica → bloqueio por despolarização. - Nicotina promove como ação central relaxamento e sensação de gratificação.
Antagonistas nicotínicos ganglionares: Ex.: hexametônio (já foi utilizado no tratamento da hipertensão, mas os efeitos eram mais indesejados, hoje não é mais utilizado), trimetafam. - bloqueiam a ação pós-sinpatica da acetilcolina, ou seja, inibem a transmissão colinérgica no gânglio. Estes bloqueadores ganglionares não estimulam, nem despolarizam o gânglio, parecem atuar bloqueando o canal associado ao receptor.
- não possuem uso clínico.
Agonistas nicotínicos neuromusculares (placa motora): - bloqueadores neuromusculares
despolarizantes Ex.: suxametônio (suxinilcolina), decametônio - interessante uso clínico.
- Não se reverte com anticolinesterasico, pois ele aumenta a quantidade de acetilcolina na fenda e bloqueia mais ainda.
- Tem ação muita rápida.
cirurgias, porém, não afeta o limiar de dor ou consciência (em cirurgias, o associa a anestesia), paralisia revertida pelo anticolinesterásico.
- Ex.: tubocurarina, galamina, pancurônio, vecurônio, atracúrio (mais utilizado)
- bloqueiam de maneira competitiva os receptores nicotínicos da placa motora, sem despolarizar. - reverte com uso de anticolinesterasico, pois ele aumenta a quantidade de acetilcolina na fenda, e como o bloqueio não é despolarizante, é competitivo, compete por receptor e desbloqueia.
- É bastante utilizado pela facilidade de reversão
Agonistas nicotínicos da placa motora e antagonistas nicotínicos da placa motora são utilizados para o mesmo fim, pois ambos produzem paralisia muscular. Agonista se liga e produz um bloqueio por despolarização
ÃVÃLIÃÇÃO DO PÃCIÉNTÉ INTOXICÃDO
Avaliação do paciente intoxicado Sinais vitais:
Respiração.
Hipoventilação – carmator, organofosforados, opioides,
Pressão arterial
Hipotensão Hipertensão
Temperatura Estado mental:
Alterações no nível de consciência (letargia, torpor e coma)
Alterações do conteúdo da consciência (delírios e psicose)
Avaliar: atenção, orientação, memoria, raciocínio.
Analises toxicológica:
Teste de triagem – diz qualitativamente se há ou não substancia toxica. Como é não especifica, pode dar falso positivo. Se der positivo, deve-se fazer o confirmatório para verificar se é falso positiv.
Teste confirmatório
Teste quantitativo - nem sempre é feito. Se a dose que tem no organismo é terapêutico ou não.
Tratamento do paciente agudamente intoxicado Impedir a absorção do toxicante
Medidas gerais de descontaminação:
- Descontaminação cutânea – tirar a roupa e lavar com água e sabão
- Descontaminação ocular – retirar a lente de contato, lavar olho com água ou solução fisiológica
- Descontaminação gastrointestinal – lavagem gástrica, administração de catárticos (laxantes), administração de carvão ativado (se liga a substancia e diminui a absorção. Adsorve e inibe a absorção), administração de xarope de ipeca (substancia emética, produz vomito).
- OBS.: não se deve administrar sal de cozinha, nem estimular o vomito com medidas mecânicas. Também não se deve induzir vômitos em crianças menores de 6 meses, em paciente em coma, com convulsões ou com sangramento digestivo, ingestão de voláteis, ácidos e bases fortes.
Aumentar a eliminação do toxicante
Administrar antídotos- quando existir um especifico Evolução e prognóstico do quadro
Prevenir sequelas
B Medidas para eliminação do toxicante
Métodos mais utilizados: dialise gastrointestinal; diurese forçada; manipulação do pH urinário; hemodiálise; hemoperfusão com carvão ativado (indicações clínicas: sinais de intoxicação severa, piora progressiva, risco de morte ou sequelas graves).
C Administração de antídotos – geralmente específicos para contrapor agente toxico.
D Evolução e prognostico
Medidas de manutenção e suporte de vida Manutenção da respiração
Manutenção das condições hemodinâmicas
Cautela na tratamento de manifestações neurológicos (convulsões, e alteração de estado mental – confusão).
Atividade em sala:
1- Afeta os sinais vitais? Sim, por causa taquicardia, hipotermia.
2- Afeta o estado mental? Sim, pois causa temporária confusão, disturbios de concentrações ou alucinações visuais transitórias.
3- Quais medidas devem ser adotadas para diminuir a absorção do agente toxico? Vomito, lavagem gástrica e carvão ativado.
4- Só resposta: permeáveis vias aéreas, controlar temperatura corpórea, ECG e instituído controle da função cardíaca.
5- Essa droga possui antidoto especifico? Administração intravenosa e 1 a 3 mg de salicelato de fisostigmina.
SISTÉMÃ NÉRVOSO CÉNTRÃL
Humanos são seres psicobiossociais (Psico: das experiências vividas; Bio: tendência famílias; Social: meio em que se vive).
Plasticidade sináptica: relacionado com o arranjo harmônico do SNC, onde cada um tem o seu. Capacidade de rearranjo dos neurônios ao longo da vida. Cada coisa nova que aprendemos, vamos reforçando até que a sinapse fique bem reforçada. Relacionado comresiliência(capacidade de sobreviver a eventos aversivos, capacidade de tolerar desconfortos).
Substancia psicoativa ou psicotrópico: são drogas que atuam no SNC podendo alterar o seu funcionamento. São drogas lipossolúveis de baixo peso molecular (devido a barreira
hematoencefalica).
Psicofarmacos: medicamentos que atuam no SNC.
Para entrar no SNC tem que passar abarreira hematoencefálica. Neurônios são justaspostos, espaço intersticial é diminuído.
“Barreira hematoencefálica: barreira de neuroproteção virtual. Está associada com a dificuldade que a droga tem de entrar na corrente sanguínea, atravessar o epitélio do vaso, passar por membrana e chegar o SNC. Algumas drogas conseguem atravessar essa barreira e são chamadas se substâncias psicotrópicas. Ao chegar lá passam a ser chamadas de psicoativas, pois tem a capacidade de agir no SNC. Se ela for um fármaco ela é chamada de psicofármaco. Existem fármacos que inibem (anestésicos), que ativam (cocaína) e que perturbam
Atividade física aumentam as sinapses; aprendizados novos e uso de antidepressivo.
Antes se acreditava que neurônios não se regeneravam - Ramon Y Cajal (1843-1926).
Hoje já se sabe que eles podem criar novas sinapses, o que seria uma forma de regeneração.
Tudo no SNC é a base de sinapse. Neurônio - neurônio. Talvez, neurônio – célula glial (hoje já se sabe que participam da neurotransmissão).
1903 barbitúricos atua no GABA.
1927 os barbitúricos foram utilizados como anestésico local.
1947 descoberto primeiro antipsicotico. Até então toda e qualquer função que afetasse o SNC era
tratado como “louco”. Eletroconvulsoterapia utilizada de uma maneira não humanizada. Antidepressivo.
SNC – considerações anatômicas:
Encéfalo (cérebro [parte frontal] + tronco encefálico + cerebelo) Medula espinal
Estruturas extremamente protegida.
Phineas Gage perdeu massa encefálica após acidente de trabalho – relacionada ao lobo frontal – ficou com dificuldade de tomada de decisão.
Para ter memória precisa ter aprendizado e para ter aprendizado precisa-se prestar atenção. Atenção aprendizado memória.
Unidades funcionais:
Células gliais: produzem mielina; isolam grupos neuronais; regulam as propriedades do botão terminal; guiam a migração neuronal; captam NT e excessos iônicos; fornecem suporte ao SN; formam a barreira hemato-encefálica; aparentemente auxiliam a nutrição neuronal; removem escórias.
Neurônios: célula funcional que compõe grupos funcionais que trabalham com certas funções neuronaisespecificas para cada grupo.
Um neurônio pode ser estimulatória (entrada de Na+ ou Ca++ PEPS) ou inibitória (entrada de cloreto ou saída de potássio PIPS e diminui ainda mais a função neuronal).
PIPS a negatividade é diminuída no PEPS pode aumentar ou ficar a mesma
Neuroransmissores:
PEPS: ocorre despolarização: entrada de Na+. Negatividade de membrana seria diminuída. Ex.: glutamato
PIPS: entrada de Cl-. Negatividade de membrana é aumentada. Ex.: GABA
Outros neurotransmissores:
Clássico: o que tem todas as etapas da neurotransmissao bem conhecidas.
Noradrenalina: sistema de recompensa e humor; ciclo sono/vigília; controle de pressão arterial. Ex.: ritalina (utilizado no TDAH: estimular áreas prosencefalicas).
Dopamina: relacionado ao comportamento; controle do sistema motor; controle da secreção da prolactina; vômitos.
Tirosina dopa dopamina
Controle motor Parkinson falta de dopamina.
Relacionado ao comportamento – relacionada a esquizofrenia, há um aumento de
dopamina.trata esquizofrenia usa antagonista dopaminérgico, como efeito indesejado tem-se a imitação de um Parkinson (parkinsonismo imitatório)
Inibe a secreção de prolactina – existem drogas que são galactogogos que irão diminuir a liberação de dopamina – mães utilizam plasil e sulpirida (antipsicotico) para amamentação.
Dopamina estimula vomito utiliza plasil que ira inibir.
Relacionada com a paixão, reforçar o prazer de estar com a pessoa, esta relaciona também com o ciúme, se exacerbado o ciúme pode virar patológico e relacionar a casos de esquizofrenia
Inibe a transmissão colinérgica – diminui DA e aumenta ACh
Serotonina: relacionado ao comportamento; ciclo sono/vigília; transmissão sensorial; função autônoma e endócrina.
atua em 15 tipos de receptores.
Na paixão está relacionada a fissura a pessoa e o ficar pensando na pessoa quando não se está com ela.
Acetilcolina: ciclo sono/vigília; aprendizado e memória; controle motor.
Alzheimer deficiência da transmissão colinérgica
Drogas que mexem na transmissão pode afetar o ciclo sono/vigilia Neuropeptideos: modulação da dor.
Endorfina – produz analgesia e bem estar. Relacionado com o prazer.
Nesse receptor que a morfina atua.
Aminoácidos excitatórios – GLUTAMATO : responsável pela manutenção da excitabilidade normal do SNC.
AEE; glutamato (PEPS)
Falta de glutamato sedação
Não está sempre ativo, mas quando está, excita.
É como se o GABA e o glutamato estivessem cada um de um lado da balança que controla a excitabilidade normal, sendo que o GABA é inibitório e tônico, e o glutamato é excitatório e fasico. Quem domina é o GABA (estamos sempre inibidos). O equilíbrio pode ser afetado por drogas e doenças.
Doenças e drogas que alteram a excitabilidade:
Ansiedadeexcitabilidade “normal” está aumentada.
Narcolepsia doença do sono pessoa altera a excitabilidade -> diminuída. Quem produz convulsões tende a não
produzir coma e vice-versa, a não ser que seja uma droga perturbadora.
Cocaína, anfetamina (ritalina) aumentam a excitabilidade. Álcool é depressor (diminui a
excitabilidade normal), no inicio da ação do álcool ele é “des”inibitório; é depressor
porque aumenta a função do GABA (é inibitório), bloqueia a ação do glutamato e ainda pode
bloquear os canais da cálcio. Estruturas cerebrais que são inibitórias, então se inibe a inibição ocorre o efeito “des”inibitório.
Benzodiazepínicos diminuem a excitabilidade.
Sedação – começa a ficar indiferente ao meio. Pode ser usado como anestesia geral que pode levar ao coma, e a morte.
Classificação geral dos psicotrópicos
Psicolépticos – drogas depressoras ex.: antipsicóticos Psicoanalépticos – drogas estimulantes ex.: cocaína
Psicodislepticos – drogas perturbadoras ex.: alucinógenos. Efeito imprevisível, pode ter um efeito em uma pessoa e outro efeito diferente em outra pessoa, ou o mesmo individuo ter uma coisa ou outra dependendo da situação.
Classificação das drogas que alteram o humor, comportamentos ou são uteis no tratamento de desordens neuropsicológicas: (não precisa decorar)
Depressores não seletivos do SNC: barbitúricos; hipnóticos não barbitúricos; álcool etílico; anestésicos gerais
Ansiolíticos: benzodiazepínicos; não benzodiazepínicos
Analgésicos narcóticos: morfina, codeína, heroína; meperidina, fentanil, metadona
Psicoestimuladores: d- anfetaminas, mazindol; cocaína; cafeína; nicotina.
Antidepressivos: tricíclicos (imipramina); 2ª geração; inibidores da MAO (fenelzina)
Psicodélicos (alucinógenos): tetrahidrocanabinol; anestésicos (PCP, ketamina); serotonérgicos (LSD, Psilocibina); noradrenergicos (mescalina, MMDA); acetilcolinergicas (atropina). → não se usa de forma terapêutica
Estabilizadores de humor: lítio.
Drogas neurológicas: anticonvulsivantes; antiparkisoniano; espasticidade.
Classificação das drogas psicotrópicas
Drogas estimulantes: aquelas capazes de acelerar a atividade cerebral, ou seja, fazem com que o SNC funciona mais intensive e velozmente. Dessa forma, o estado de vigília, de alerta aumentam.
Também facilita as atividades que exigem mais energia, diminuindo a fadiga e dando a impressão de que as pessoas que as utilizam ficam “ligadas” ou “energizadas”. Existem muitos estimulantes lícitos como: cafeína, xantina, nicotina, anfetamina entre outros e alguns estimulantes ilícitos como
cocaína, crack, etc.
Drogas depressoras: aquelas que diminuem a atividade do SNC, ou seja, deprimem o funcionamento cerebral. A sensação resultante é a letargia, a demora nas respostas, como se a pessoa funcionasse em uma velocidade menor. A impressão resultante é o desligamento, isto é, como se ela ficasse “desernegizada” ou seja “desligada da realidade”. Podem causar desde sonolência até inconsciência. Existem depressores ilícitos como o álcool, os soníferos ou hipnóticos (drogas indutoras do sono como os barbitúricos e alguns benzodiazepínicos) e os ansiolíticos (drogas que inibem a ansiedade como o diazepam e lorazepam). Ainda nesse grupo temos os opiaceos ou narcóticos (drogas que aliviam a dor e dão sonolência, como a morfina, heroína, codeína, meperidina e outros) e os inalantes ou solventes como as colas, tintas, removedores, thiners dentre outros.
Drogas perturbadoras: são aquelas que promovem alterações significativas no SNC quase sempre conduzindo a alucinações e delírios. Dentre as mais conhecidas de origem vegetal temos a mescalina (cacto mexicano), o tetrahidrocanabinol (THC) da maconha e do haxixe, a psilocibina de alguns
cogumelos, o lírio (trombeteira, zabumba ou saia branca) e o 5 hidroxi-triptamina presentes no chacrona e na yuoasca utilizadas em beberagem nos ritos do Santo Daime e da Uniao Vegetal. Os de origem sintética são os LSD 25, o extase e os anticolinérgicos como o artane e o bentyl
(medicamentos registrados).
Tolerância: necessidade cada vez maior para produzir os efeitos iniciais (neuroadaptação) – tendência de usar cada vez mais. Nem sempre os efeitos são possíveis. Aumenta o risco de overdose.
Quando a droga produz tolerância, a pessoa que a usa vai aumentando cada vez mais a quantidade da mesma até que o organismo não mais a suporte.