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Manual do Residente UFU

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE

Manual do Residente

UFU

UBERLÂNDIA 2014

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Sumário

Apresentação ... 3

Da Natureza e Objetivos do Programa ... 4

Da Bolsa-Salário ... 4

Da Carga Horária do Programa ... 4

Dos Plantões ... Erro! Indicador não definido. Da Comissão de Residência Multiprofissional em Saúde (COREMU) ... 4

Da Reunião Pré-COREMU ... 6

Da Tutoria Acadêmica ... 6

Da Tutoria de Campo ... 7

Da Preceptoria... 7

Das Boas Práticas do Residente Multiprofissional ... 7

Das Atividades Teóricas ... 7

Do Núcleo de Atividades Comuns ... 8

Do Projeto Capinópolis ... 8

Do Núcleo Atividades Específicas ... 8

Da Avaliação da Prática ... 9

Das Atividades Teórico-Práticas ... 9

Do Fórum Anual da Residência ... 9

Das Férias ... 9

Das Licenças e Afastamentos ... 10

Do Trancamento e Desligamento do Programa Motivados pelo Residente ... 10

Das Infrações e Penalidades ... 10

Do Trabalho de Conclusão de Programa ... 11

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Apresentação

A partir do 2º Fórum da Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde, ocorrido em novembro de 2013, percebeu-se a necessidade de instrumentalizar o residente ingressante com um documento que o esclarecesse sobre o funcionamento, normas e diretrizes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Universidade Federal de Uberlândia (PRMS/UFU).

Neste cenário de discussões promovido no fórum anual da residência, foi decidido que deveria ser criado o Manual do Residente Multiprofissional da UFU, tendo como principal público-alvo os residentes ingressantes no programa.

Desta forma, o presente documento apresenta uma síntese de outros documentos, como o Projeto Político-Pedagógico do PRMS/UFU e o Regimento Interno do PMRS/UFU, devendo ser atualizado sempre que tais documentos forem revisados. Outras atualizações podem advir de necessidades percebidas nos Fóruns Anuais da Residência ou por determinação da reunião Pré-COREMU.

O objetivo principal deste documento é fornecer informações relevantes e instrumentalizar o residente ingressante no PRMS/UFU das questões burocráticas que envolvem a residência.

Este documento reconhece a importância do Fórum Anual da Residência como um evento consultivo e norteador dos avanços da residência, respeitando suas decisões. Reconhece também a relevância da participação dos residentes nas Reuniões Pré-COREMU, pois o considera como um ator político e participativo das questões que envolvem a residência.

Esta primeira versão do Manual do Residente Multiprofissional UFU foi escrita pelos residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva.

Reconhece-se que este documento é de inteira responsabilidade do residente e não tem poder legal.

Destaca-se ao fim, que este documento representa um importante avanço na conscientização do residente sobre as questões que envolvem a residência e no reconhecimento do protagonismo do residente no cenário do PRMS/UFU.

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Natureza e Objetivos do Programa

O Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Universidade Federal de Uberlândia é um curso na modalidade de ensino de pós-graduação lato sensu.

Seu objetivo é formar profissionais de saúde especialistas com visão humanista, reflexiva e crítica, qualificado para o exercício na especialidade escolhida, com base no rigor científico e intelectual, pautado em princípios éticos, conhecedor dos diferentes cenários da rede de saúde, capazes de atuar com competência na área específica de formação.

Bolsa-Salário

Os residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde receberão, no primeiro dia útil de cada mês, segundo cronograma do MEC, financiada pelo Ministério da Educação (MEC). O valor das bolsas é repassado à UFU, a qual faz os descontos de Imposto de Renda (retido na fonte) e a Contribuição Previdenciária.

Para o recebimento da bolsa, o residente deverá manter dedicação exclusiva à residência, não podendo, assim, desenvolver trabalhos remunerados, especializações, aperfeiçoamentos ou cursos não componentes da carga-horária do residente durante os 2 anos de residência. Além disso, o residente deverá entregar até o 10º dia corrido do mês subsequente a folha de ponto assinada pelo preceptor (diariamente) e pelo tutor (mensalmente).

Aconselha-se ao residente que seja retirada uma cópia da folha de ponto antes da sua entrega, e que o mesmo realize o acompanhamento das horas realizadas.

Carga Horária do Programa

O programa de residência tem duração de dois anos, sendo a carga horária total de 5.760 horas, das quais 1152 horas (20%) são destinadas às atividades teóricas e 4608 horas (80%) às atividades práticas (modalidade treinamento em serviço) do exercício da profissão.

A carga horária prática deverá ser cumprida nos dois anos de residência, sendo 2304 no primeiro ano (R1) e 2304 no segundo ano (R2). Para o cumprimento dessa carga horária, o residente deverá cumprir 48 horas semanais de atividades práticas e 12 horas de atividades teóricas, independente de feriados ou recessos.

A carga horária total semanal é de 60 horas, distribuídas entre atividades teóricas (20%) e práticas (80%) incluindo plantões, quando necessário (conforme escala pré-estabelecida).

Fica incluída na carga horária diária do residente o direito a 1 (uma) hora de almoço. É vedado ao residente a realização de “banco de horas”. Caso o residente faça mais horas semanais que o necessário indica-se que o mesmo retire as horas para descanso, preferencialmente dentro do mesmo mês. Para tanto é necessário que o preceptor e coordenador do programa específico sejam informados e estejam de acordo. Recomenda-se ainda, que as horas excedentes sejam utilizadas em feriados ou recessos.

Comissão de Residência Multiprofissional em Saúde (COREMU)

A COREMU é um órgão componente da residência multiprofissional composta por representantes dos diversos atores envolvidos com a residência. Este órgão tem caráter informativo e deliberativo, reunindo-se ordinariamente uma vez por mês e,

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extraordinariamente, sempre que necessário, a critério do seu presidente ou por solicitação dos seus membros.

Os pontos de pauta a serem discutidos na COREMU deverão ser repassado ao presidente da COREMU com minimamente 3 dias de antecedência e poderão ser elaborados por qualquer ator da Residência Multiprofissional em Saúde da UFU.

O representante dos residentes e seu vice são oficialmente escolhidos e indicado pelos demais residentes em eleição direta e por voto secreto, a cada início de ano letivo. A indicação deverá ser feita à COREMU no início de cada ano letivo. O mandato dos representantes dos residentes será de um ano.

Compete à COREMU:

a) Coordenar e avaliar a execução da residência;

b) Acompanhar o desenvolvimento das atividades e propor modificações necessárias para o adequado andamento da residência;

c) Apreciar as normas para avaliação de desempenho dos residentes;

d) Solicitar bimestralmente aos tutores e preceptores o resultado da avaliação individual dos residentes sob sua responsabilidade;

e) Solicitar aos docentes o resultado da avaliação individual dos residentes ao término da disciplina;

f) Apreciar os pedidos de licença para afastamento dos residentes; g) Elaborar o calendário de atividades anuais da residência;

h) Estabelecer o período de férias anuais dos residentes, em comum acordo com os serviços nos quais os estágios práticos serão realizados;

i) Elaborar e aprovar o edital de seleção para ingresso no programa; j) Referendar a grade curricular e as ementas das disciplinas;

k) Decidir sobre questões de matrícula, avaliação de desempenho e infração disciplinar; l) Indicar os nomes para composição das Comissões Examinadoras de trabalho de

conclusão de curso e de artigos científicos, bem como aprovar nome dos professores orientadores;

m) Criar mecanismos que assegurem aos alunos efetiva orientação acadêmica;

n) Tomar ciência e providências em relação às resoluções da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS);

o) Zelar pela adequação do residente à estrutura de funcionamento do HCUFU e pelo bom relacionamento com a administração do hospital, exercendo o papel mediador sempre que necessário;

p) Avaliar e tomar providências cabíveis em relação a eventuais faltas cometidas por residentes, tutores ou preceptores e que comprometam o bom funcionamento do programa;

q) Discutir temas e documentos relacionados ao programa;

r) Elaborar relatório anual e encaminhar a Direção de Ensino da residência; s) Cumprir, fazer cumprir e divulgar o Regimento Interno da residência; t) Propor a criação e extinção de programas de vagas de residência à CNRMS.

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Compete aos representantes dos residentes:

a) Solicitar à COREMU a inclusão de assuntos de interesse dos residentes na agenda de reuniões;

b) Reunir os residentes na reunião Pré-COREMU para propor sugestões que visem aperfeiçoar o programa e discutir em consenso as questões a serem levadas à COREMU;

c) Comunicar aos residentes deliberações da COREMU.

d) Representar os residentes em outras instâncias em que for convidado ou nomeado como representante (conselhos e comissões, por exemplo).

Reunião Pré-COREMU

A reunião pré-COREMU é o canal de participação efetivo do residente e acontece nos 15 dias que antecedem a inserção de pontos de pauta na COREMU. Essa reunião tem caráter informativo e consultivo, acontecendo ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que necessário.

O residente deve participar ativamente todo mês, lendo os documentos a ele enviados para a preparação para a reunião, votando nas questões colocadas em discussão e atuando para a implementação das decisões da reunião Pré-COREMU.

Essa reunião tem duração de 2 horas, na qual devem participar todos os residentes (R1 e R2), estando dispensados da reunião apenas os residentes licenciados, afastados ou em período de férias. O preceptor de campo deverá ser oficialmente comunicado, caso a reunião coincida com atividades práticas, por meio da carta convocatória para a reunião.

Tutoria Acadêmica (ou de Núcleo)

O tutor acadêmico é o ator da residência responsável por desempenhar a função de supervisão docente-assistencial por área específica de especialidade profissional, bem como orientação acadêmica de residentes e preceptores. São competências do tutor:

a) Manter a COREMU informada sobre o desenvolvimento das atividades e dificuldades encontradas;

b) Participar das reuniões sobre a Residência para as quais for convocado;

c) Avaliar o desempenho acadêmico do residente na sua área, bimestralmente, em conjunto com os preceptores;

d) Informar bimestralmente ao coordenador o resultado da avaliação individual dos residentes sob sua responsabilidade no que diz respeito ao seu desempenho acadêmico e aos demais critérios de avaliação;

e) Ministrar e/ou coordenar aulas, grupos de estudo, ou outras atividades acadêmicas com os residentes;

f) Promover a integração dos residentes das diversas áreas profissionais;

g) Promover a integração dos residentes com a equipe de saúde, usuários (indivíduos, família e grupos) e demais serviços;

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Tutoria de Campo

A figura do Tutor de Campo refere-se a um docente da universidade e foi criada para o acompanhamento do residente em determinado campo, devendo buscar o maior aproveitamento do residente em cada campo, conciliar anseios do campo ao necessidades de formação do residente, solucionar problemas quanto a prática e reorientar o trabalho da equipe multiprofissional.

Preceptoria

O preceptor tem a função de supervisão durante o treinamento em serviço, exercendo papel de orientador de referência para os residentes. Aos preceptores compete:

a) Observar a pontualidade e a frequência do residente de acordo com o cronograma de atividades;

b) Orientar e supervisionar os residentes em sua área;

c) Avaliar diariamente o desempenho acadêmico do residente na sua área;

Boas Práticas do Residente Multiprofissional

Tendo em vista o bom desenvolvimento profissional e humano do residente multiprofissional, este deverá manter boas práticas em seu cotidiano, sendo elas:

a) Relacionar-se de forma ética com os demais atores da residência e pacientes; b) Desenvolver as atividades solicitadas pelos tutores e coordenadores, e caso não

concorde com o solicitado, informar ao coordenador do seu Programa e/ou à coordenação da COREMU;

c) Cumprir os horários propostos para o desenvolvimento de suas atividades práticas; d) Realizar suas atividades e atendimentos com dedicação, zelo e responsabilidade; e) Agir com urbanidade, discrição e lealdade;

f) Zelar pelo patrimônio dos serviços onde o programa está sendo realizado;

g) Comunicar aos demais residentes de seu programa, assim como aos preceptores ausências não previstas ao local de prática;

h) Evitar levar aos locais de prática objetos pessoais ou valor, que não sejam essenciais à sua prática, pois os campos de prática não têm responsabilidade sobre os pertences do residente;

i) Vestir-se e identificar-se de acordo com as normas previstas nos campos de prática;

Atividades Teóricas

Os conteúdos teóricos são divididos em atividades comuns a todas as profissões e, se necessário, atividades específicas de cada profissão, com carga horária de 1.152 horas. O residente deverá cumprir uma carga horária mínima de 75%, independente de atestado médico, pois este apenas justifica a ausência.

O residente será aprovado se obtiver nota igual ou superior a 70 pontos em todas as atividades teóricas do curso. Em caso de reprovação o residente será desligado do programa.

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Núcleo de Atividades Comuns

O Núcleo de Atividades Comuns que será desenvolvido no R1, igualmente para todas as Áreas de Concentração, com 2.304 horas práticas desenvolvidas com carga horária semanal de 48horas. O residente deverá desenvolver essas atividades durante 48 semanas, reservando 4 semanas para férias.

Durante o Núcleo de Atividades Comuns os residentes ficam vinculados a uma Unidade de Atenção Primária em Saúde por 20horas, no mínimo. As 18 horas restantes são destinadas a atividades planejadas pelos coordenadores de Programa, tendo em vista a aproximação com o Programa específico escolhido.

Projeto Capinópolis

O Projeto Capinópolis nasceu de uma proposta de interiorização das ações de saúde e permite ao residente o contato com um município de pequeno porte e suas peculiaridades quanto à atenção à saúde. Esse contato do residente com uma realidade diferenciada do padrão adquirido durante sua graduação, normalmente em cidades médio ou grande porte (minoria das cidades brasileiras), permite ao residente vivenciar diferentes cenários em que poderá exercer a sua profissão, sendo portanto diferenciada e qualificada para o exercício também no contexto que é hoje uma grande realidade e necessidade dentro do país.

Neste projeto, os residentes realizam suas atividades semanais na cidade de Capinópolis (MG). Para isso, o residente conta com transporte intermunicipal que os conduz até o município de Capinópolis, na segunda-feira de manhã (7h), e retorna na sexta-feira (12h). Além do transporte, o residente conta com alojamento e refeições diárias fornecidas no município.

As refeições oferecidas no município são café da manhã, almoço e janta, os quais são disponibilizados no Hospital Municipal de Capinópolis. O alojamento é composto por suítes de até 3 camas, guarda-roupas e travesseiros, ficando sob responsabilidade do residente levar a sua roupa de cama, cobertor e toalha. As normas e regras do alojamento estão disponíveis para o conhecimento do residente.

Durante a atuação no Campo Capinópolis os residentes atuaram prioritariamente nas Unidades de Atenção Primária em Saúde, mas podem passar por outros serviços da Rede SUS municipal, de acordo com os preceptores e Tutoria de Campo. A carga horária do residente neste período é contada como integral (48h semanais).

O período de atuação no campo será determinado pelo coordenador do Programa específico, devendo o residente cumpri-lo integralmente, salvo em período de férias.

Núcleo Atividades Específicas

O Núcleo de Atividades Específicas que será desenvolvido no R2, igualmente para todas as Áreas de Concentração, com 2.304 horas práticas desenvolvidas com carga horária semanal prática de 48horas. O residente deverá desenvolver essas atividades durante 48 semanas, reservando 4 semanas para férias.

O segundo ano é destinado a atuação voltada para a área de concentração escolhida pelo residente.

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Avaliação da Prática

O processo de avaliação do residente será realizado pelos preceptores com participação dos tutores e dos próprios residentes que deverão fazer sua autoavaliação. Para ser aprovado, o residente deverá obter a nota média mínima de 70 pontos em 100 pontos distribuídos, anualmente. Esta avaliação se dará mensalmente ou ao final das atividades em cada local de prática.

Atividades Teórico-Práticas

As atividades teórico-práticas são aquelas em que se faz a discussão sobre a aplicação do conteúdo teórico em situações práticas, com a orientação de docente, preceptor ou convidado, por meio de simulação em laboratórios e em ambientes virtuais de aprendizagem e análise de casos clínicos ou de ações de prática coletiva.

Assim como as atividades teóricas e práticas, as atividades teórico-práticas devem necessariamente incluir, além do conteúdo especifico voltado ao programa específico, temas relacionados à bioética, à ética profissional, à metodologia científica, à epidemiologia, à estatística, às políticas públicas de saúde e ao Sistema Único de Saúde.

Fórum Anual da Residência

O Fórum Anual da Residência é um evento promovido pela Residência Multiprofissional e Profissional em Área da Saúde da Universidade Federal de Uberlândia. O evento tem cronograma desenvolvido por uma Comissão Organizadora, da qual o residente pode participar desde que manifestado interesse.

É obrigatória a participação efetiva de todos residentes, na totalidade do evento, ficando os mesmos liberados das atividades práticas e teóricas, sendo as horas do evento contabilizadas como horas práticas.

Compõe uma boa prática do residente aproveitar o evento para apresentar trabalhos, participar dos cursos, debates e oficinas, tendo em vista a qualidade da formação e a possibilidade de enriquecimento curricular.

Férias

O residente tem direito a 30 dias de férias anuais, as quais podem ser usufruidas em 30 dias consecutivos ou dois períodos de 15 dias de descanso, devendo nesse último caso ser usufruídas na primeira ou segunda quinzena de cada mês (1 – 15 ou 16 – 30). O primeiro período de férias deve ser gozado apenas após 90 dias após o início das atividades do R1.

Pedidos de férias devem ser organizados por cada Programa, de forma que não hajam residentes da mesma profissão ou muitos residentes do mesmo Programa no mesmo período.

Um cronograma de férias de cada Programa deve ser elaborado até o fim do primeiro mês de cada ano letivo, enviado para o Coordenador do Programa para a aprovação e posteriormente, submetido à COREMU. Pedidos de alteração de férias podem ser solicitados após a aprovação do cronograma inicial. Contudo, nesse caso é necessário que o residente elabore um documento, solicitando a alteração das férias para seu tutor, preceptor e posteriormente, que seja autorizado pela COREMU. Esse documento deve ser assinado pelo coordenador do Programa e enviado a secretaria da COREMU até 3 dias antes da reunião da COREMU que antecede o período de férias. Esse pedido está sujeito a análise da referida reunião.

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Licenças e Afastamentos

a) À residente gestante ou adotante será assegurada a licença-maternidade ou licença- adoção de até 120 dias, que poderá ser prorrogada pela instituição responsável em até 60 dias. Este prazo inicia-se no primeiro dia subsequente ao nascimento/adoção (dia útil ou não) não podendo ser adiado ou acumulado;

b) Ao Profissional de Saúde Residente será concedido licença de até 5 dias para auxiliar a mãe de seu filho recém-nascido ou adotado, mediante apresentação da certidão de nascimento ou adoção. Este prazo inicia-se no primeiro dia subsequente ao nascimento/adoção (dia útil ou não) não podendo ser adiado ou acumulado;

c) Será concedido, ao residente, oito dias consecutivos de licença em razão do casamento. Este prazo inicia-se no primeiro dia subsequente ao casamento (dia útil ou não), não podendo ser adiado ou acumulado;

d) Ao Profissional de Saúde Residente será concedida licença nojo de oito dias em caso de óbito de parentes de primeiro grau, ascendentes ou descendentes. Este prazo inicia-se no primeiro dia subsequente ao falecimento (dia útil ou não), não podendo ser adiado ou acumulado;

e) O afastamento por motivo de saúde em caso de até 15 (quinze) dias por ano, o residente receberá sua bolsa integralmente e, após o 16° (décimo sexto) dia de licença receberá auxílio doença do INSS, ao qual está vinculado por força de sua condição de autônomo;

f) O afastamento que exceda um período de 30 (trinta) dias consecutivos ou somatório de licenças anuais deverá ser recuperado integralmente ao término do treinamento; g) O residente que ficar licenciado, até o máximo de 30 (trinta) dias, poderá optar, por

escrito, para compensar este período com as férias

Destaca-se que o residente que se afastar do Programa, por motivo devidamente justificado, deverá complementar a carga horária prevista, repondo as atividades perdidas em razão do afastamento, garantindo a aquisição de competências estabelecidas pelo Programa. Todas as hipóteses de afastamento do PRM-HCUFU serão avaliadas e decididas pela COREMU, bem como o período e a forma de reposição.

Do Trancamento e Desligamento do Programa Motivados pelo Residente

O trancamento de matrícula, parcial ou total, exceto para o cumprimento de obrigações militares, poderá ser concedido, excepcionalmente mediante aprovação pela COREMU e mediante homologação da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS). No período de trancamento fica suspenso o pagamento da bolsa trabalho.

O residente poderá pedir o desligamento do Programa a qualquer momento, recebendo o proporcional da bolsa de residência. O desligamento pode ser pedido pelo residente, pelo coordenador de Programa (após 2 advertências) ou pelo presidente da COREMU quando o residente não cumprir as suas obrigações, devendo em ambos casos ser aprovado na reunião da COREMU.

Das Infrações e Penalidades

O residente que deixar de cumprir as normas deste Regimento e as normas gerais dos serviços estará sujeito a advertência escrita, suspensão, ou desligamento do programa. Essas sanções deverão ser propostas ao presidente da COREMU.

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Destaca-se que o residente passível da sanção proposta deverá ser convocado para a reunião, a fim de ter direito pleno de defesa, e não concordando com a decisão da COREMU, poderá recorrer, por escrito.

O residente pode ser desligado do Programa de Residência, de forma não desejada pelo residente quando:

a) faltar ao plantão sem justificativa aceita pela COREMU;

b) não alcançar anualmente o mínimo de 70 pontos nas avaliações das atividades teóricas e atividades práticas e frequência mínima de 75% nas atividades teóricas e 100% nas atividades práticas;

c) Cometer falta grave a este Regimento e, após análise da COREMU, esgotados todos os recursos possíveis, for assim decidido;

d) Quando comprovadas dificuldades não superáveis no relacionamento com pacientes, residentes, corpo clínico e/ou funcionários;

e) Pelo descumprimento do respectivo Termo de Compromisso.

O abandono do Programa de Residência é caracterizado quando o residente deixa de comparecer as atividades do programa por mais de 15 (quinze) dias consecutivos ou 30 (trinta) dias intercalados, sem justificativa aceita pela COREMU. Devendo, neste caso, devolver o montante das bolsas.

Trabalho de Conclusão de Programa

Todos os residentes deverão elaborar Trabalho de Conclusão de Programa (TCP) na forma de artigo científico, sob orientação docente. Todas as normas de TCP estão discriminadas pela Comissão de Trabalho de Conclusão de Programa (Co-TCP).

O artigo produzido pelo residente deve ser fruto da execução de um projeto de pesquisa elaborado em conjunto com o orientador. A mudança de tema e projeto de pesquisa está condicionada aos seguintes requisitos:

a) Aprovação expressa do professor orientador;

b) Concordância expressa de outro professor em realizar a orientação, caso a mudança não seja aceita pelo orientador do primeiro tema, sendo obrigatória, contudo, a aquiescência expressa deste;

c) Deliberação pela COREMU.

A avaliação do artigo científico será realizada mediante defesa pública mediante Comissão Examinadora. Essa comissão deverá ser constituída pelo orientador e mais dois integrantes portadores, no mínimo, do grau de Mestre. Deve ser indicado ainda um membro suplente, encarregado de substituir qualquer dos titulares em caso de impedimento ou qualquer motivo de força maior.

O artigo científico deverá conter a estrutura estipulada pela revista escolhida pelo residente e orientador.

O Orientador do artigo científico deverá ser tutor do programa e ter título de Mestre ou Doutor, mas a critério da COREMU poderão ser admitidos como co-orientadores: preceptores do programa ou docente não vinculado ao Programa.

Compete ao Professor Orientador: a) Orientar os residentes na organização e execução de seu plano de estudos; b) Orientar os processos de pesquisa dos residentes; c) Dar

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assistência aos residentes na elaboração e na execução de seu projeto de pesquisa e do artigo científico.

Uma versão definitiva do artigo científico, com as alterações propostas pela Comissão Examinadora, deverá ser encaminhada à COREMU, com o nome do residente, do orientador, título, local e ano e também em CD-ROM, até 10 dias antes do término da residência. Caso os membros da banca solicitem cópias, estas deverão ser entregues impressas ou em CD-ROM. Conclusão da Residência

Para obtenção do certificado de conclusão da residência o residente deverá satisfazer as seguintes exigências:

a) Obter conceito mínimo 70 pontos na avaliação do TCP;

b) Apresentar documento de submissão do artigo científico para revista indexada e o CD contendo a versão final do artigo.

c) Obter no mínimo 70 pontos nas avaliações das atividades teóricas e atividades práticas;

Referências

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