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ASSIGNATURAS

BRASIL Anno .•••• 455000 Semestre 255000 Trlme«tra 15J000 EXTETtlOB Anno 1205000 8emestre 605000

Numero avulso 100 réis

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ANNO XXXIX- N. 13.985

RIO DE JANEIRO, SABBADO, 3 DE FEVEREIRO DE 1923

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SEDE SOCIAL

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( Jornal independente, político, literário e noticioso

TELEGRAMMAS DAS AGENCIAS MAVAS,. AMERICANA E DOS NOSSOS CORRESPONDENTES ESPECIAES

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O IViOBVIEIMTO ÍNTERNACKOINAL

ressa a Berlim o presidente do

investigações que motivaram

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t& ao Ruhr

Oo sen relatório eonsta que cs operários riapeiia região estão fatigados e protestam eontra a continuação tia greve

PARIS,2(H.)-ü conselho cia Liga das Nações encarregou o «r. »o«xieio dei Gama do apresentar um

relatório sobre a fôrma de proteger as minorias etl/nicas da • Esthonia,

"1XX

! nilMfüS 1111

Mussolini declara ter sido a Itália

inteira-mente estranha ás medidas dos

allia-dos para a occupação do Ruhr

A OCCUPAÇÃO DE FACTO DA REÇ.IÃO CARRON1FERA PARIS, 2 — (A. H.) — Com-munlcani de DnsscJdorff que o focliiv-mento da bacia do Ruhr, derivado da proliibicno do saidas de carvão coiri destino ás outras partes da Allema-Idia, foi feito som o menor incidente. As autoridades alliadus viram-se, todavia, obrigados a deter o director dos tclcpíionos o dois funccionarios dos correios de DusscrSorfr, assim como d director dos tolegrnphos de Duisburgo.

Aasignnlarnin-so varias tentativas, Infrutíferas, <le "sabotage" nas liniias íerreus.

A ATTITUDE ITALIANA Mussolini permanece no sonho vão

do querer, para ò seu paiz, o pa-pei do mediador da paz.

ROMA, 2 — (A. H.) — Na're-união de hontom, do Conselho do Mi-nistros, o Sr. Mussolini, chefe do go-verno, declarou que a Itália fora completamente estranha ás medida» 'ornadas pela França e pela Bélgica, no Ruhr. O presidente do conselho accresccntou que o governo estava resolvido a orientar a. sua acção, no sentido da paz geral.

O conselho approvou unanimemen-te, a attitude do governo.

OS FERROVIÁRIOS ALLEMÃES

RETOMAM O TRABALHO As estradas voltam, aos poucos, á

iionnalrdudc

LONDRES, 2 — (A. H.) — In-formam de Colônia quo os ferrovia-rios allcniães resolveram retomar o serviço a partir de hoje As 6 horas, voltando dessa maneira as entradas de ferro á normalidade antes- da occupação.

Assim que os allcmães recomeça-rem o trabalho serão retiradas as tropas franco-belgas que guarnecem ns estações.

a alfândega re

aix-là-cha-peijjE passa as mãos dos

BELGAS.

A noticia ainda não foi confirmada LONDRES, 2 — (A. H.) — A Agencia Reuter informa, em com-municação procedente de Colônia, que os belgas so apoderaram da Al-fandega de Aachen(A ix-la-Chapelle) o expulsaram os funccionarios alie -mãoe.

Essa noticia, comUido, ainda não teve confirmação.

A ALLEMANHA ESTA' AUTORIZA-DA A CONTRAIR UM EMPRES-TIMO DE 500 BIIilõES DE MARCOS.

BERLIM, 2 — (A. H.) — O Red-clistag autorizou o governo a Òmlttlr um empréstimo do 500 billões de marcos para cobrir as despesas resid-tantos da occupação do Ruhr.

A GRANDE EXPLOSÃO DE IIAINITZ

Os mortos

.. . TARIS, 2 — (A. H.) — Pelaa ul-timas noticias procedentes de Beu-theri vê-so quo já, se eleva a 115 o numero de mortos na explosão das çalnas de llainitz.

HOSTILIDADES A' FRANÇA Em Francfórt

LONDRES, 2 — (A. H.) — A Agencia Reuter informa que em Francfórt também se deram manl -festações populares de hostilidade á França. Os manifestantes tentaram invadir o Carton Hotel, ondo esta hospedada a commissão alliada, mas foram repellidos pela policia allemã. De outra parte se annuncia que a commissão alliada da Rhenaniu eupprimiu a publicação de três jor-naes de Coblentz, em vista da sua attitude de hostilidade aos francezes e belgas.

EM KOENIGSBERG E' IntciLso o movimento popular

contra, os francezes

LONDRES, 2 — (A. H.) — O correspondente da Agencia Reuter em Berlim, telegrapha dizendo quo não tiveram interrupção durante a noite as manifestações populares con-tra os francezes em Kocnigsberg.

Segundo o mesmo correspondente, o "Tageblatt" annunciava que os ma-nifestantes tinham quebrado todas as janelas do edifício em que está in-etalado o consulado da França.

As autoridades do Berlim envia-ram para Koenigsberg grande refor-ço de tropas de policia.

O CARVÃO

Toneladas saldos para a França e Bélgica

LONDRES, 2 — (A. II.) — O correspondente da Agencia Reuter em Berlim, eommunica que, segun-do foi publicasegun-do officialmente na ca-pitai allemã. no período de 15 a 31 de janeiro findo, saíram do Ruhr C5G toneladas de carvão de coke, com destino Si Bélgica e 20.309 ft França.

PELA PAZ ! Vm appcllo (uirlstüo

STOCKOLMO. 2 — (A. H.) — O arcebispo de 1'psala o os bispos de todas as dioceses da Suécia enviaram, pelo telegrapho, ao? primeiros

minia-tros Bonar Law o Poincaré, e ao pre-fiidente Harding, uma mensagem em que fazem um caloroso appcllo em favor da paz.

A mensagem foi também telogra-phada ao arcebispos de Paris c Can-terbury.

MELHORA A SITUAÇÃO E' o que dizem de Londres LONDRES, 2 — (A. H.) — In-formações de fonte officiosa ingleza, confirmam que a situação do Ruiu-está melhorando sensivelmente. Se-gundo as mesmas informações, a re-sistencia allemã começava a enfra-quecer.

TOIÁ ENTREVISTA COM O SE-NHOR CUNO

Por (pio o governo allemão fez com . (pie so levantassem os

ferrovia-rios ?

BERLIM, 2 — (A. H.) — Entrevistado por alguns jornalistas hol -landezes, o chanceller Cuno decla -rou-lhes, francamente, qual era a ra-zão política que levava os ferrovia-rios do Ruhr a oppOr tão forte reais-tencia aos francezes.

"E' que para a occupação — explicou o chanceller — não ha consc -quedas tão nefastas como ae pro-veniontes da paralyzação do trafego." O PRESIDENTE DO REIOHSTAG

REGRESSA A BERLIM Cohcüusõeg do sou relatório LONDRES, 2 — (A. H.) — Noti-cias de Berlim referem que o Sr. Loe-bc, presidente do ltclclistag o mem-l)i'o do partido socialista, já regres-sou do RuIjv, ondu fôhi syiidicitr om nome do governo, do estado de e«pl-rito das classes operárias da região.

O Sr. Lot-be apresentou ao gover-no um relatório multo pessimista em (pie affinua que as classes operárias doqnolla região estão cansadas da provo o protestam contra u cõntl -iiuação do movimento.

O TRAFEGO FERROVIÁRIO NÃO FOI RESTABELECIDO Um exagero tclegraphlco que so

corrige

LONDRES, 2 — (A. A.) — Com-municam que a noticia de ter sido normalizado o trafego hoje de ma-nhã, em virtude de accordo entre as autoridades francezas e allemã», não É inteiramente verdadeira.

O accordo fez-se, na verdade, más sô se entendo com o trafego no se-ctor de Colônia.

As autoridades francezas não fa-rão accordo que as prive de exercer fiscalização directa sobre os servi-ços.

A SITUAÇÃO PERMANECE A MESMA

LONDRES, 2 — (A. H.) — Aa ultimas noticias recebidas de Mo-guncia, asseguram que a situação continua inalterada.

As negociações entre a9 autorl-dades francezas e os ferroviários ai-lomães fracassaram cm vista destes terem pedido que não seja applica-do nenhum castigo aos companhel-ros presos por actos do sabotage.

Os francezes, porém, recuzam-so a acceder a taes podidos, porque os indivíduos presos commetteram actos, dos quaes poderia resultar a perda de muitas vidas.

Ainda em uma destas ultimas nol-tes foram levantados os trilhos da linha de "Worms e desfechados tiros contra oo operários que concertavam os estragos.

GERMANOPR1LOS

Como o presidente da Argentina, cm elegante satisfação, destruiu a obra dos Inimigos da .França. PARIS, 2 (A. II.) — A visita do presidente Alvear ao monumento of-ferecido pe|a França. «^ Rtepublica Argentina, e que foi ha dias profa-nado por um atlentado germanophi-Io, causou aqui excellente impressão cm todos os círculos, onde o belio gesto do presidente argentino é apreciado como um rasgo verdadei-rámentc digno de um chefe de Es-tado.

UMA ENTREVISTA DO SR. TTTEU-NIS A' "LIBRE BELG1QUE" ¦BRUXELLAS, 2 (A. II.) — Em entrevista quo concedeu á "Libro Belgique", o Sr. Theunis, presdente do conselho, affirmou que o governo não cogitava absolutamente de cha-mar ás fileiras os reservistas, por-quanto, neste momento, eram suffi-cientes as forças que haviam sido enviadas para cooperar com os fran-cezes na occupação do Ruhr.

EM DESSELDORFF Regularização da circulação de

Essen

PARTS, 2 (A. II.) — Em Dussel-dorff vai-se restabelecendo a calma, assim como em Essen, onde os em-pregados dos correios já voltaram ao trabalho.

As linhas civis da bacia do Ruhr também já funecionam regularmen-te, e nos ramaes dependentes da rede ferroviária de Colônia o trafego pode ror.siderar-sc inteiramente nor-mallzado.

A circulação em Essen está igual-mente regularizada.

A ALLEMANHA CEDERA" E' o que se espera dentro de 24 Jioras

LONDRES, 2 (A. H.) — Noticias de fonte ingleza séria, recebidas de Berlim durante as ultimas 24 horas, parecem confirmar que u Allcmanlia so verá obrigada dentro cm breve a ceder á pressão da França e da Bélgica «a questão das reparações. O QUE MANDAM DIZER DE

DOR-TMUND

- LONDRES, 2 (A. H.j — Tele-grammas de Dortmund, para o Eve-nlng Nows",assegnram que as relações entre as autoridades militares fran-cezas, na zona de occupação, e os ha-bitantes melhoram dia a dia. Os fer-roviarion subalternos da região do Dusseldorf já escolheram para seu representante junto da commisão franceza um dos funccionarios re-centemente nomeados; e, por sua vez, todos os chefes de 6ocção, ten-do-se confoi-mado com o novo estado de coisas, resolveram voltar ao tra-ballio.

A Liga das Nações

UMA ENTREVISTA COM O EM-BAIXADOR DOMICIO DA GAMA

PARIS, 2 (A. H.) — Procurado por um representante da Agencia Havas, o embaixador brasileiro Do-micio da Gama, presidente do con-selho da Liga das Nações, manifes-*tou

a satisfação que sentia pelos progressos realizados no seio do mes-mo conselho.

Tudo quanto a Liga das Nações vem fazendo — acerescentou o en-trevistado — são passos para a frente na obra grandiosa da Paz. ü a opinião publica, particularmente a sul-americana, deve tomar muito a serio a Liga, onde figuram seis membros da raça latina, porquan-to cada um dos seus trabalhos con-sütue uma etapa nova não semente para a Europa mas para todo o mundo.

Questões financeiras

AS DIVIDAS ENTRE OS ALLIA-DOS

Entre os Estados Unidos e a Gru Bretanha

WASHINGTON, 2 (A. H.) — Abrindo os debates no Congresso contra a aceitação dos prazos de pagamento da divida britannica aos Estados Unidos, o Sr. Mackellar declarou hontem no Senado que o Congresso — como representante do povo norte-americano — não tinha absolutamente direito de conceder tal "bônus de subvenção" ao gover-no britannico.

O orador acerescentou que a uni-ca-proposta que a commissão norte-americana podia fazer era a defi-nida pela Lei de Consolidação das Dividas, que marca os juros do 4 l|2 por cento o o pagamento principal ao prazo de 25 annos.

AS TRANSACÇÕES ENTRE OS ES-TADOS UNIDOS E A INGIjATEU-RA PRODUZEM BOM EFFEITO NO MERCADO CAMBIAL LONDRES, 2 (A. A.) — A deli-beração do gabinete, aceitando <l accordo com os Estados Unidos para. regularização da divida externa, re-flectiu-se nos mercados financeiros, e embora as noticias do continente não digam que a melhoria notada tem caracter permanente, a taxa de Nova York sobre Londres elevou-se e fechou firme.

E' de esperar agora que o accordo anglo-americano e a, cooperação do* Estados Unidos permitiam a remo-ção de algumas difficuldades que ainda perturbam a situação européa, e as noticias recebidas da America do Norte informam que os jornaes, bem como os mais autorizados ho-mens de negócios e estadistas, mos-tram-so satisfeitos com a olução dada pelos dois governos ao caso da divida ingleza.

No paiz, a situação causada pelo accordo não é menos viva, embora a opinião publica reconheça que os sacrifícios impostos ao contiibuinto Inglez durante sessenta e dois annos serão bastante pesados. Os jornaes, examinando desapaixonadamente a deliberação do governo, qualificam-na de sábia.

A importância da operação foi, felizmente, bem comprehendlda; o, se por um lado, esta sobrecarrega as próximas gerações com um im-posto do seis dinheiros, addicional ao que st! cobra sobre a renda, por outro lado perriiittiu a consolidação, bastante louvável, da divida ingleza, a qual, com os juros atrazados. se eleva a 978 milhões de libras ester-Unas.

Os jornaes estão rlmvenridos de que, se alguma reluetancia houve em aceitar o accordo, foi ella devida ás apprehensões sobre o effeito possi-vel que as condições tumultuadas da Europa poderão ter sobre a po-sição econômica e financeira da In-glaterra, no futuro.

Os jornaes acerescentam também que, antes de darom sua asquies-cencla ao accordo, os ministros acharam absolutamente indispensa-vel so certificarem de que o eleva-do pagamento annual a que a In-glaterra se obrigava, podia ser re-gularmente satisfeito; e, tranquiilos sobre esse ponto, e certos de p.ue embora onerosas para o paiz, as clau-sulas do accordo eram as melhores que o momento proporcionava, não tiveram Inconvenientes em appro-val-as.

Os interesses

ita-TOURISMO Viagens á America do Sul FLORENÇA, 2 (A. K.) — Con-stituiu-se hontem nesta cidade a As-sociação Nacional em prol dos cru-zeiros italianos á America Latina. O pnirono da nova associação do turismo 6 o Sr. Mussolini, que of-fereceu á mesma, todos os navios e demais meios necessários para a rea-lização da grandiosa^ empreza que visa estreitar os laçtfaue sympathia e cordialidade que ligam a Itália aos paizes sul-americanos.

A LIMITAÇÃO DOS ARMAMENTOS A ratificação do aecortítfdo

Wushüi-gton pela Itália

LONDRES, 2 (A. H.) — A Agen-ela Reuter informa que o Sr. Mus-solini, chefe do governo italiano, está disposto a tomar núilto breve as providencias necessárias para que o accordo de Washington sobre a li-mitação dos armamentos navaes seja ratificado pela Itália.

A ORDEM PUBIAOA — SERVIÇOS DE POLICIA

ROMA, 2 (A. H.) — O Sr. Mus-solini, presidente do conselho, an-nunciou hontem, em reunião do ml-nisterlo, a dissolução geral de to-das as formações militares dos par-tidos fascistas, naounansta e libe-ral.

ENTRE A ITÁLIA E A AMERICA As comniiudcaçõcs ca.bographicas

ROMA, 2 (A. H.) — O conselho de ministros approvou a convenção do cabo telegraphico enjtre a Itália o a America do Sul.

A SIMPLIFICAÇÃO DOS SERVI-ÇOS DO ESTADO

Os passaportes

ROMA, 2- (An^jfck.W— O conselho de* Ministros," ttf-?m:,att8 dèlibèraQdeS' que tomou e que hontem communlcá-mos, resolveu adopt-ir diversas me-didas tendentes a simplificar o ser-viço nos diversos ministérios e in-9tituições mantidas pelo Estado.

O conselho decidiu estudar a con-veniencia da exploração de varias minas de petróleo cuja. existência foi assignalada em diversas províncias, afim de evitar a importação em grande escala que actualmente se faz.

Quanto ao caso dos passaportes, o conselho ordenou que seja dispen» sada a sua exhiblção por parte dos passageiros vindos das duas Amerl-cas em navios de nacionalidade ita* liana.

MUSEU NAVAL

ROMA, 2 (A. A.) — Vai ser crea-do em Veneza um Museu Histórico Naval.

A TRIPOLITANIA

ROMA, 2 (A. A.) — Os ministros, reunidos sob a presidência do se-nhor Mussolini, presidente do conse-lho, examinaram a questão da Tri-politania, tendo em vista os últimos avanços das tropas expedicionárias italianas que reconquistaram varias zonas do interior daquella colônia.

O problema turco

A RECENTE NOTA DO GABINETE

FRANCEZ

Suas conseqüências — Conuncnta-rios do "Daily Mall" LONDRES, 2 (A. H.) — O "Daily Mail", passando em revista os ultl-mos acontecimentos desenrolados na Conferência de Lausanne, diz que não ha absolutamente motivos para alarme e acereseenta que as inten-ções da França para com a Turquia são perfeitamente correctas. "O pro-cedimento da França em toda a con» ferencia — termina o jornal — foi exemplar, tal como está sendo aBora no Ruhr.

A Irlanda

UM FORAGIDO DOS FENIANOS

LONDRES, 2 (A. H.) — Chegou hontem a esta capital o senador Bagwell, que vinha sendo persegui-do pelos irregulares irlandezes e so-bre quem corriam boatos alarmantes.

O BrasiS no

estran-geiro

EM PARIS

O embaixador Souza Dantas recebe PARIS, 1 (A. A.) — O Dr. Sou-za Dantas, embaixador do Brasil junto ao governo francez, ainda não está definitivamente instalado nesta capital. Mesmo assim, S. Ex. tem oíferecldo numerosas opportunidades á sociedade franceza o aos membros proeminentes da colônia brasileira aqui residentes para a continuação e desenvolvimento das boas relações de civilidade existentes entre as duas nacionalidades. Com esse proposi-to, o Dr. Souza Dantas tem offere-cido innumeros almoços e jantares. Hoje realizou-se, na sCde da em-baixada, o primeiro almoço de uma serie de reuniões que pensa S. Ex. offerecer durante o inverno aos bra-sileiros de destaque e ás personalida-des francezas.

A' festa de hoje compareceram: o Dr. Alves Araújo, senhora e senho-rita; Dr. Ipanema Moreira; depu-tado Rodrigues Alves e

senhoritpi»-Dr. Pedro Leão Velloso Nçtto; ba-rão e baroneza de Nioac; Dr. Fran-cisco Guimarães, addido commer-ciai brasileiro; Dr. Carlos de Ouro Preto, 2o secretario da embaixada fc senhora; Dr. Rangel de Caátro, 2° secretario da delegação brasileira junto á Liga das Nações, etc.

At situação no

Ori-ente Europeu

A INCITAÇÃO AO POVO DE V1LNA

Os litluiunos a realizam de novo LONDRES, 2 (A. H.) — Noticias procedentes de Riga dão curso ao boato de que os hthuanos estão inci-tando novo levante em Vilna.

0 "ULTIMATUM"

THUANIA

A'

acaba de dirigir

PARIS, 2 (H.) — O

"ul-timatum" que a

Confe-rencia dos Embaixadores

á

Lithua-nia, por motivo da questão

de Memel, estabelece, no

caso de recusa, diversas

medidas, notadamente a

ruptura das relações

diplo-maticas.

FORAM

ABOLIDAS AS

FRONTEIRAS COM A

CIDADE.

RIGA, 2 (H.) - O novo

Conselho de Estado tornou

definitiva a occupação de

JVIemel, abolindo as

fron-teiras entre aq^iella cidade

eaLithuania.

Congresso

Interna-cional de Hygíene

UMA ENTREVISTA COM O DR.

ALOVSIO DE CASTRO MONTEVIDÊO, 2 (A. A.)—Entre-vistado por um dos redactores do "El Dia", o Dr. Aloysio de Castro, membro da delegação brasileira a. Conferência Sul-Americana de Hy-giene, manifestou o seu reconheci-mento pelas attonções que lhe tem. sido dispensadas, bem como aos seus companheiros de missão scientifica.

"E' um verdadeiro prazer—acere-scentou o Dr. Aloysio de Castro— ver quo as autoridades deste paiz amigo, com uma clara comprehensão das necessidades do presente e do futuro, estimulam e até collaboram na solução dos problemas seientifi-cos que são do utilidade innegavel para a saúde publica."

Occupando-se do desenvolvimento da seiencia medicai no Uruguay, o Dr. Aloysio de Castro fez referencias ao esforço constante e tenaz dos ho-mens de seiencia deste paiz, que lhe souberam dar uma posição privile-glada, collocando-o na vanguarda entre todas as nações desta parte do mundo. Quanto ao Brasil, disse, pó-de-so dizer quo atravessa, actu&l-mente, um período de confiança, porque está á testa de sou governo o Dr. Arthur Bernardes, por cuja ini-oiáitiya foram construídos, em Minas Geraes, vários estabelecimentos lios-pltalares e o Instituto de Radium, além de muitas outras obras que facilitam o aperfeiçoamento profis-slonal. Desse modo, a corporação me-dica do Brasil e o povo, cm geral, confiam em que a presidência1 Ber-nardes dedicará sua attenção a todos os problemas da seiencia medica local.

O Dr. Aloysio de Castro terminou, fazendo ver os benefícios quo pro-duziria o intercâmbio de professores entre todas as faculdades médicas da America do Sul.

UM BANQUETE AOS DELEGADOS

MONTEVIDÊO, 2 (A. A.)—As au-toridades municipaes offereceram um banquete em honra dos delega-dos á Conferência Sul-Americana de Hygiene, comparecendo, além dos membros daquella, mais o ministro das industrias, o presidente do con-selho de hygiene, conselheiros muni-cipaes, etc.

O presidente do Conselho Departa-mental, engenheiro Tonce, offeroeeu o banquete, pronunciando um bri-lhante discurso, ao qual respondeu o delegado paraguayo, Dr. Migone.

Pela diplomacia

O EMBALXADOR CHILENO EM BUENOS ATRES

BUENOS AIRES, 2 (A. A.)—Os jornaes, tratando da nomeação do Sr. Enrique Tocornal, illustre parla-mentar chileno, para oecupar a em-baixada de seu paiz nesta capital, applaudcm o acto do governo do Chile e fazem elogiosas referencias fi. personalidade do nomeado.

O novo diplomata é esperado em fins do mez corrente.

SANTIAGO, 2 (A. A.)—"El Mer-curió", occu,pando-ee da deliberação do governo, nomeando o Sr. Enrique Tocornal para a embaixada do Chile em Buenos Aires, diz que essa des-ignação foi a mais acertada da actuail administração chileua,

-I

OPTIMO RESULTADO

Cerca de 1.500 das nossas machinas "AMARAL" de beneficiar calfe, acham-se espalhadas por todo o Brasil. Jamais se deu o caso de alguém arrancar uma "AMARAL» para substituir por outra machina congênere. Mas... muita n.achina jâ foi substituída pela •nossa.

Visitem o nosso pavilhão especial da "Machina Amaral", para café, em íunecioiiamento na exposição

RMRTBNS BARROS & C, Ltda.

END. TELEG.: "PROGREDIOR" — CAIXA, 6 — S. PAULO

i PEBSSSTEIG5H

0 "Sampaio Correia" é. esperado a 8 do

corrente nesta capital

A CHEGADA A* BAniA Repercussão da notlola RECIFE, 2 (A. A.) — Foj rece-bida com grande cnthusiasmo a no-ticla da chegada dos aviadores Hin-ton e Martins, á Bahia.

AS TENTATIVAS PARA O REINI-CIO DO "RAID" HONTEM Os esfoirços resultaram inúteis BAHIA, 2 (A. A.) — Urgente — No momento de telegraphar, 9 ho-ras e 50 minutos, os aviadores Hin-ton e Martins activam os prejiarati-vos para a partida, fie 10 horas, com destino & Porto Seguro.

O aviadores Hinlon o Martins fizeram varias tentativas atfi fls 1.4 horas, debaixo das níaiores acclama-ções populares, sem eomtudo terem partido, devido ainda ao máo tempo. Dado o estado do tempo e a or-ganização do itinerar'o. continua-ee a suppor que o "raid" não será con-tinuado hoje, mas sim amanhã, so o tempo permittlr.

Os aviadores que deviam ter partido daqui ás 8 horas, conformo telegramma anterior, adiaram para fia 9 horas, devido ao máo tempo en-tão dominante.

A' essas horas, ainda o estado do eéo não permitt.a a continuação do "raid".

São onze horas o os pilotos ainda não puderam partir.

O cáes o praias estão repletos, á hora em quo telegraphamos, espe-rando-se que dentro de uma hora mais o "Sampaio Correia II" aecen-da aos ares, com destino ao Sul.

Os dois aviadores estão a bordo do hydro-avião ft aprestam-se para a partida.

A CONFERÊNCIA DO

AVIADOR

MARTINS NO THEATRO

GUA-RANY

O proR-rnmma das homenagens hon-tem levadas a effeito aos aviadores

BAHIA, 2 (A. A.)—Os aviadores Hinton o Martins continuam sendo multo festejados pela população, tendo o ultimo realizado hontem, á noite, no theatro Guarany, a sua an-nunciáda conferência, que teve nu-merosa concurrencia.

—As solemnidades de hoje con-stam do seguinte programma: ás 8,30 minutos, missa solcmno em f.cção de graças, na igreja cathedral, sendo officiante o arcebispo D. Jc-ronymo Tliomé; ás 10 horas, visita ao Lyceu de Artes e Otficios; ás LI horas, visita ao Paço Municipal: ás 11,30 minutos, visita ao Centro Auto-mobilista; ás 12 horas, almoço no palácio da Acclamação; ás 14 horas, visita á Associação Commercial; ás 15 horas, passeio em automóveis, pe-los pontos mais pitorescos da cidade e até á Avenida Oceânica; ás 10 ho-ras, chá-dansa.nte no palácio da Acclamação, offerecldo pelo gover-nador do Estado; ás 20 horas, rece-pção no Instituto Histórico, onde fa-larão os Drs. Joaquim Ignaclo Tosta e Rogério de Faria, sendo entregues aos aviadores os diplomas de sócios honorários do Instituto. Na mesma oceasião, a Dra. Hermelinda Paes fará entrega de um bronze, offereci-do pela Caixa Predial e Popular, e um membro da colônia portugueza entregará o mimo adquirido pelos portuguezes aqui residentes.

Finda a sessão, os aviadores com-parecerão á festa dada em sua hon-ra, no Cine-Theatro S. Jeronymo, e ao espectaculo no Theatro Poly-theama.

A CRITICA A' CONFERÊNCIA Cliá no palácio da Acclamação BAHIA, 1 (A. A.) (Retardado)— Os aviadores continuam senod muito festejadrs.

Os jornaes classificam de inter-essante, bem feita e original a con-ferencia realizada, hontem, no thea-tro Guarany, pelo aviador Pinto Martins, que descreveu o "raid" No-va York-Bahia.

A' hora em que telegraphamos, realiza-se no palácio da Acclanwção um animado chá-dansante, offereci-do aos aviaoffereci-dores.

NA ESPEOTATIVA DA PARTID \ DA TERRA B.UIIANA BAHIA, 2 (A. A.)—P0de-so dizer que os aviadores não partirão ma-lM hoje.devido ao mao t.:-n;n,q-ie.an en-vCa d» melhorar, cemo se esperava.

continua muito nublado, ameaçando chuvas.

O povo, entretanto, conserva-se no cáes e pelas pradas, e os aviadores, até á hora em que telegrapho, não abandonaram o apparelho, o quo deixa, ver o propósito cm que estão de ainda hojo continuarem o vôo.

REFORÇOS Ga7X)limi pana. Porto Seguro BAHIA, 1 (A. A.) (Rotardado)— Um rebocador, cedido pelo capitão do porto, parte hoje, ás 16 horas, le-vando 25 latas de gazolina para Por-to Seguro, onde os twiadores Por- toca-rão amanhã-.

OS "RA1DMEN" PROSEGUIRÃO VIAGEM HOJE

BAHIA, 2 (A. A.)—Devido u caí-mariii, os aviadores Hinton o Mititiiia só proseguirfio o "iiild" anmiiliã, em hora que Hindu não está rlYurta,

A ANCIEDADE EM VICTORIA Preparativos para a recepção VICTORIA, 2 (A. A.)—Continuam, os preparativos para a grande rece-lição aos aviadores Hinton a Martins, aqui esperados amanhã, ás primetiaa horas da tarde.

O coronel Ncstor Gomes, presi-dente do Estado, resolveu considerar feriado o dia da chegada dos avia*-dores.muito concorrendo "S3e acto do executivo espirito-santense pára au-gmentar o brilho dos festejos.

Nesla capital

Os preparativos iMini a recepção aos heróicos tripulantes do "Sampaio Corroa II".

Reuniu-se hontem na Associação Commercial do Rio de Janeiro, a. commissão de recepção aos aviado-res Hinton e Martins.

A reunião foi presidida pelo sena-dor Sampaio Correia 0 nêl-là toma-ram parte, além dos membros cffe-ctivos da commissão, os Srs. coronel Dav!d Colier, chefo da delegação americana & Exposição do Centena-rio e W. E. «churz, presidente da commissão da colônia americana do homenagens aos pilotos.

O senador Sampaio Correia redi-ifflu um telegramma noa aviadores pedindo-lhes que chegem ao Rio. quinta-feira, 8 do corrente, entre li e 12 horas.

Como fosso lembrado como maio conveniente outra, hora para a che-gada. o Sr. Sampaio Correia, mostrou não ser possível aos aviadores senão alcançarem o Rio naquelle tempo, porquanto de Victoria gastariam ei-les até esta capital de três a quatro horas.

E como não 6 provável que pos-sam levantar voo antes das 8 ho-ras. por força da cerração, só mes-mo entro onze e meio-dia poderão chegar.

Por outro lado, so demorarem a saida de Victoria, atting!rão o Rio depois de meio-dia, ihora por demais precária para a aviação, em virtude de se tornarem communs ns tempos-tados na segunda metade do dia.

Passou-se então a discutir o ponto cm que se deve dar "ameriesage'' ao "Sampaio Correia II".

Ao coronel Colier parecia que os aviadores, fazendo, <<Imo fazem, ess„ voo em commemoração do cen-tenario da nessa Independência, devo ficar bem patente essa filiação. Por Isso, opinou no sentido de que a "amerissage" do desse cm frente a expos'ção, que é o nosso monumento commemorativo da independência.

Se, como aliegava o Sr. ministro da marinha, devia e queria receber os aviadores na ilha das Enxadas, nesse caso o avião desceria em fren-t„ á exposição e de novo alçaria voo pare a ilha das Enxadas.

O Sr. Sampaio Correia mostrou, com o apoio da comnrssão, que isso não era possível, uma vez que pou-«ar e alçar o voo são as duas maio-res difficuldades da aviação. Não seria prudente, portanto, submetter os bravos aviadores a mais essa dif-ficuldade.

Lembrou-se, então. uma fúrma conciliadora, qual a de ser feita a "amerissage"

cm frente á Exposição, sendo os aviadores recebidos officia'-mente pelo prefeito o ministro da marinha, na doca do antigo Arsenal de,. Guerra.

O Sr. Sampaio Correia, lembrou n"tiio, a conveniência de, aobre o as-sumpto ouvir os Sa prefeito e

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