EXCELENTÍSSIMO SENHOR SECRETÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA
DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Processo Administrativo Disciplinar nº DGP 406/00 Polícia Civil do Estado de São Paulo
CELSO DE OLIVEIRA CORRÊA, brasileiro,
casado, ex-policial civil, portador da cédula de identidade RG nº 13.037.505-6 e
do CPF nº 063.567.648/64, residente e domiciliado na rua dos Faisões, nº 221,
Parque dos Pássaros, São Bernardo do Campo, SP, também qualificado nos
autos do processo supra onde é parte a Administração Pública do Estado de São
Paulo, vem, mui respeitosamente e com o devido acatamento, perante V.Exa.,
por seu advogado que esta assina, instrumento procuratório anexo, nos termos e
para os efeitos do artigo 122 da Lei Complementar estadual nº 207/79, interpor o
presente pedido de
REVISÃO ADMINISTRATIVA
em face do ato punitivo constante às fls. 1269/1272, dos autos do processo em
tela, eis que na sua ótica, quando perpetrado, já havia se consolidado a
prescrição da pretensão estatal, como será demonstrado nas razões abaixo
sustentadas:
Fatos:
O requerente foi policial civil da ativa até o dia
23 de junho de 2010, quando foi demitido a bem do serviço público por ato de
Vossa Excelência, consoante publicação do DOE inserta nos autos, fls. 1274.
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A decisão punitiva em tela teve como suporte o
processo administrativo disciplinar em epígrafe, cuja exordial continha a
seguinte imputação:
“...Consta do Protocolado
(CORREGEPOL N°4720/99) que, no dia 20 de dezembro de 1999, o agente policial CELSO DE OLIVEIRA CORREA, RG n° 13.037.505, qualificado à fl. 10, o advogado LUÍS AUGUSTO WICHER CARVALHO e o securitário ISAÍAS GALVÃO RODRIGUES foram autuados em flagrante pela prática de extorsão, eis que agindo em unidade de desígnios, previamente ajustados, exigiram dos sócios da empresa “Bras Bim”, Srs. Osmar José de Souza e Segismundo Secemski, a vantagem indevida de US$ 4.000.000,00 (quatro milhões de dólares), reduzindo, após negociações, para US$ 300.000,00 (trezentos mil reais),para que não fosse entregue às autoridades públicas um dossiê formado por documentos que prejudicariam seriamente a referida empresa, documentos esses, obtidos por Isaias na oportunidade em que lá trabalhou. Consta ainda, que em uma das reuniões realizadas para acertar o valor da quantia indevida exigida, o acusado Celso combinou com o sócio Osmar José de Souza que faria a intermediação com o advogado Luiz Augusto mediante o pagamento da quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), isto porque, o sócio Segismundo teria ficado muito nervoso com a exigência de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais).
Posteriormente, Luiz Augusto entrou em contato telefônico com o sócio Osmar e disse-lhe que Celso queria lhe falar, sendo dito por este que estava certo o pagamento de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). No dia acertado para referido pagamento, o policial - acusado telefona novamente para Osmar dizendo que iriam atrasar um pouco e que passaria mais tarde para pegar a quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reis).Inclusive, no dia do pagamento da quantia indevida exigida, Celso afirmou para o sócio Osmar que estava ali presente para garantir o acordo.
Consta também, que policiais da Primeira Delegacia via DIPROCOM-Extorsões-DEPATRI receberam ordem para investigar crime de extorsão, noticiado no Boletim de Ocorrência n° 44/99 e, após diligências, efetuaram a respectiva prisão na ocasião em que o acusado e os demais indiciados recebiam a vantagem indevida de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), na sede da empresa vitima, situada na Rua Clodomiro Amazonas, n° 249.
Além disso, consta que o acusado CELSO DE OLIVEIRA CORRÊA, ao ser interrogado no auto de prisão em flagrante, admitiu fazer "bicos" de segurança particular, tanto que alegou ter sido contratado pelo indiciado LUIZ AUGUSTO para prestar serviços de segurança, pelo preço de R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais) por dia. Assim agindo, o acusado CELSO DE OLIVEIRA CORRÊA, em tese, infringiu o disposto nos artigos 62 incisos II,III e IX; 63 incisos VII, XXVII, XLV e LIV; 74 inciso II e 75 inciso VI, todos da Lei Complementar n°207/79, razão pela qual e, atendendo ao r. Despacho do Exmo. Sr. Delegado Geral, exarado às fls. 22/23, INSTAURO o presente PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR...”.
Como se observa, havia duas condutas a serem
comprovadas durante a instrução do processo administrativo disciplinar; uma
puramente administrativa e confessada pelo Requerente relativa ao serviço
extracorporação (bico); outra concorrente com crime comum de extorsão.
A instauração do processo administrativo
disciplinar deu-se no dia 18 de fevereiro de 2000, fls. 27/29, marco inicial para
eventual contagem do lapso temporal relativo à prescrição da pretensão punitiva
estatal.
Vale gizar que o fato ocorreu na vigência da Lei
Complementar nº 207/79, despida das alterações da LC 922/02.
Mais de nove anos após a instauração do
processo administrativo foi aplicada a pena extremada por Vossa Excelência, eis
que o Requerente fora condenado à pena criminal de 5 anos e 4 meses de
reclusão.
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Ocorre que em sede de apelação criminal a
condenação foi reduzida para 1 ano, 9 meses e 10 dias de reclusão, com a
consequente decretação da prescrição da pretensão punitiva. Fato ocorrido em
20 de julho de 2011 como consta da cópia da v. decisão trazida a lume.
Houve a interposição de recurso especial pelo
Órgão do Ministério Público o que acabou elevando o processo criminal à
alçada do Colendo STJ.
Obteve sucesso o Ministério Público na sua
empreitada recursal, eis que conseguiu aumentar a pena imposta pelo Egrégio
Tribunal de Justiça, a qual foi fixada em 02 (dois) anos e 08 (oito) meses de
reclusão, com subsequente decretação da prescrição da pretensão punitiva,
vejamos o dispositivo do v. acórdão:
“...Nesse contexto, mantida a pena-base fixada pelas instâncias de origem, em 5 anos e 4 meses de reclusão, não havendo no caso atenuantes, agravantes ou majorantes, bem como afastada a tentativa, deve ser preservada a causa de diminuição da pena referente ao art. 29, § 1º, do CP, no patamar de 1/2, nos termos em que fixada pela Corte de origem, sob pena de reformatio in pejus, totalizando 2 anos e 8 meses de reclusão e 6 dias-multa.
Redimensionada a pena, deve ser reconhecida a prescrição pretensão punitiva do Estado. Nos termos do art. 109, IV, do CP, prescreve em 8 anos a pretensão punitiva estatal, se o máximo da pena é superior a 2 anos e não excede a 4. Assim, transcorrido lapso temporal superior a 8 anos desde a publicação da sentença, em 31/10/2005 (fl. 1.126), último marco interruptivo da prescrição, até a presente data, configura-se a perda da pretensão punitiva estatal...”.
O trânsito em julgado ocorreu no dia 19 de
outubro de 2016 consoante a certidão anexada. Destarte, a decretação da
prescrição da pretensão punitiva criminal, com trânsito em julgado, convola-se
em fato novo que repercute na situação administrativa como será demonstrado
adiante.
Possibilidade jurídica do pedido de revisão do processo disciplinar:
Preconiza o artigo 122 da Lei Complementar nº
207/79, o seguinte:
“Artigo 122 - Admitir-se-á, a qualquer tempo, a revisão de punição disciplinar, se surgirem fatos ou circunstâncias ainda não apreciados, ou vícios insanáveis de procedimento, que possam justificar redução ou anulação da pena aplicada.
§ 1º - A simples alegação da injustiça da decisão não constitui fundamento do pedido.
§ 2º - Não será admitida reiteração de pedido pelo mesmo fundamento.
§ 3º - Os pedidos formulados em desacordo com este artigo serão indeferidos.
§ 4º - O ônus da prova cabe ao requerente.”
No caso presente a situação criminal do
Requerente encontra-se finalmente resolvida, e considerando a motivação do ato
punitivo calcada na condenação criminal tal resolução o afeta drasticamente
tornando possível a revisão, como será demonstrado nas razões a seguir
sustentadas.
RAZÕES DESTE RECURSO:
O recurso de apelação criminal interposto pelo
requerente nos autos do processo crime correlato foi apreciado e julgado pela
douta 12ª Câmara Criminal do E. Tribunal de Justiça, tendo sido declarada a
extinção da punibilidade com escopo no artigo 109, V, do CP, em virtude do
redimensionamento da pena para um ano, nove meses e dez dias de reclusão.
Todavia, com o afirmado alhures, recorreu o Ministério Público e a pena foi
elevada para 2 anos e 8 meses de reclusão com subsequente declaração de
prescrição penal.
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Com isso, vislumbra-se a impossibilidade de ser
mantida a prescrição da pretensão punitiva administrativa, com lastro na lei
penal devendo ser considerado apenas o lustro de cinco anos fixado pela norma
estatutária (art. 80, II, LC 207/79).
Neste sentido a doutrina:
“...A incidência da prescrição da pretensão punitiva importa na rescisão da sentença condenatória, que não faz coisa julgada material, e na supressão de seus efeitos principais e acessórios, resultando, ainda, na perda do direito da ação cognitiva, pois extingue a pretensão do Estado em obter qualquer decisão a respeito do fato criminoso, não acarretando nenhuma responsabilidade para o acusado, tampouco marcando seus antecedentes ou gerando futura reincidência. Equivale, na verdade, à verdadeira proclamação de inocência, pois são apagados os efeitos da sentença condenatória, como se jamais tivesse existido ou sido praticado o crime (súmula 241/TFR), consoante ressalta Júlio Fabrini Mirabete (Manual de Direito Penal, Ed. Atlas)...”1
Ora, se os efeitos da condenação devem ser
afastados com o reconhecimento da prescrição penal, não teria sentido manter-se
a prescrição da pretensão punitiva administrativa agregada à Lei Penal com
escopo na regra estatutária que a atrai (art. 80, III, LC 207/79), pois na verdade
os efeitos da extinção da punibilidade com amparo na prescrição penal
equivalem aos da absolvição.
Em sendo assim, aplicável a orientação
jurisprudencial do c. STJ, no seguinte sentido:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. TÉCNICA DA RECEITA FEDERAL. DEMISSÃO. INFRAÇÃO DISCIPLINAR CAPITULADA COMO
CRIME. INEXISTÊNCIA DE AÇÃO PENAL.
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO. OCORRÊNCIA. OBSER-VÂNCIA DOS PRAZOS DA LEGISLAÇÃO ADMINISTRATIVA.
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PRECE-DENTES. SEGURANÇA CONCEDIDA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO.
1. Nos casos em que o suposto ilícito praticado pelo servidor público não for objeto de ação penal ou o servidor for absolvido, aplica-se o disposto na legislação administrativa quanto ao prazo prescricional. Precedentes. (grifei)
2. De acordo com o Supremo Tribunal Federal, havendo a instauração de inquérito administrativo, o prazo começa a correr por inteiro em desfavor da Administração a partir do momento em que se encerra o prazo máximo para sua conclusão, que é de 140 dias, segundo os arts. 152, caput, combinado com o art. 169, § 2º, ambos da Lei 8.112/90.
3. Hipótese em que os ilícitos administrativos teriam sido praticados pela impetrante entre 15/7/97 e 10/3/98. Sobreveio a Portaria 82, de 13/11/98, da Delegacia da Receita Federal em Brasília/DF, publicada na mesma data, destinada a apurar referidas irregularidades.
4. À míngua de decisão administrativa, o prazo recomeçou a correr por inteiro a partir de 5/4/99, conforme a própria Administração reconhece, pelo que, por se tratar de demissão, deveria findar-se em 5/4/04, após o transcurso de 5 (cinco) anos. Todavia, a penalidade foi aplicada por meio da Portaria 133, de 19/6/06, do Ministro de Estado da Fazenda, quando já consumada a prescrição da pretensão punitiva.
5. Segurança concedida. Agravo regimental prejudicado. (MS 12.090/DF, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 09/05/2007, DJ 21/05/2007, p. 541)
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RMS. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE INFRAÇÃO PENAL. PRESCRIÇÃO. PRAZO DA LEGISLAÇÃO ADMINISTRATIVA. RECURSO PROVIDO.
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1 - O prazo de prescrição previsto na lei penal aplica-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. Para isto é preciso, no entanto, que o ato de demissão invoque fato definido, em tese, como crime. 2 - Não havendo crime, seja porque não denunciado um dos recorrentes, sendo o outro impronunciado por falta de provas, ausente o parâmetro da lei penal a regular o prazo extintivo da ação estatal, sendo, pois, a sanção de caráter administrativo. Regula, então, a prescrição, neste caso, a legislação relativa ao processo administrativo disciplinar.
3 - Recurso ordinário provido para declarar prescrita a ação disciplinar, a teor da legislação local, porquanto decorrido entre os fatos e o seu desfecho, com os atos de demissão, prazo superior a 24 (vinte e quatro) meses. (RMS 10.699/RS, Rel. Ministro FERNANDO
GONÇALVES, SEXTA TURMA, julgado em
03/12/2001, DJ 04/02/2002, p. 544) ***
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
FATO TIPIFICADO COMO CRIME NA LEI PENAL. ABSOLVIÇÃO NO PROCESSO CRIMINAL E ABOLITIO CRIMINIS. APLICAÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEGISLAÇÃO
ADMINISTRATIVA. COMUNICAÇÃO DAS
CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA.
1. Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça e nos termos da legislação estadual, a prescrição da pretensão punitiva do Estado, nos casos em que o servidor pratica ilícito disciplinar também capitulado como crime, deve observar o disposto na legislação penal. Porém, nos casos de absolvição no processo criminal ou de abolitio criminis, aplica-se o disposto na legislação administrativa.
2. As causas interruptivas da prescrição estabelecidas na legislação penal não podem funcionar como causas interruptivas ou suspensivas no processo administrativo disciplinar se o legislador estatutário nem sequer assim dispôs.
3. O trânsito em julgado da sentença penal absolutória constitui apenas o reconhecimento do estado de inocência, não repercutindo como marco suspensivo ou interruptivo na esfera administrativa.
4. Agravo regimental improvido.
(AgRg no RMS 32.363/RS, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 22/02/2011, DJe 15/03/2011) (grifei)
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ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. PENA DE DEMISSÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. INFRAÇÃO
DISCIPLINAR CAPITULADA COMO CRIME.
CONDENAÇÃO E ABSOLVIÇÃO NA ESFERA
CRIMINAL. REPERCUSSÃO NA ESFERA
ADMINISTRATIVA. ART. 95 DA LEI ESTADUAL 7.366/80. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA
DO ESTADO. NÃO-OCORRÊNCIA. RECURSO
ORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO.
1. É firme o entendimento doutrinário e jurisprudencial no sentido de que as esferas criminal e administrativa são independentes, estando a Administração vinculada apenas à decisão do juízo criminal que negar a existência ou a autoria do crime.
2. Havendo o cometimento, por servidor da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, de infração disciplinar capitulada também como crime, aplicam-se os prazos de prescrição da lei penal e as interrupções e suspensões desse prazo da Lei Estadual 7.366/80, quer dizer, os prazos são os da lei penal, mas as interrupções, do Regime Jurídico, porque nele expressamente previstas. 3. Porém, nos casos em que o ilícito penal não for apurado ou o servidor for absolvido no processo criminal, aplica-se o disposto na legislação administrativa quanto ao prazo prescricional.
4. Na hipótese, duas infrações disciplinares, tidas também como fato delituoso (crime de peculato), foram imputadas ao recorrente. Ele respondeu na esfera criminal por ambos os fatos, sendo condenado no primeiro a três anos e seis meses de reclusão e absolvido do segundo por falta de provas.
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5. O primeiro fato, cujo prazo de prescrição é de oito anos (arts. 109, IV, e 110 do CP), ocorreu em 11/9/90 e o processo administrativo foi instaurado em 30/12/92, data em que o prazo prescricional foi interrompido (art. 95, § 1º, I, da Lei Estadual 7.366/80), recomeçando a correr por inteiro. Passados menos de sete anos, o prazo foi suspenso com a publicação da Resolução do Conselho Superior de Polícia 31.501 em 24/3/99 (art. 95, § 1º, II, b, da Lei Estadual 7.366/80) até 13/8/2001, com pronunciamento do Governador do Estado acerca da aplicação da pena de demissão. Assim, como a pena foi aplicada com a publicação do Boletim 87/01 em 20/8/2001, não há falar em prescrição na espécie.
6. Já o segundo fato, cujo prazo de prescrição é de cinco anos (art. 95, IV, da Lei Estadual 7.366/80), ocorreu em 4/5/91. O prazo prescricional foi interrompido em 7/3/96, com a instauração do processo administrativo. Reiniciada a contagem do prazo, foi ela suspensa em 24/3/99, com a publicação da Resolução do Conselho Superior de Polícia 31.500, voltando a correr em 13/8/2001, com o pronunciamento do Governador do Estado. De forma que também não há prescrição quanto a este fato.
7. Recurso ordinário conhecido e improvido.
(RMS 15585/RS, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 06/12/2005, DJ 03/04/2006, p. 367)