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Materiais de Construção P3

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Academic year: 2021

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Materiais de Construção P3

Roteiro para dosagem de concreto

(Método Racional)

A dosagem racional é feita com os ensaios prévios dos materiais constituintes e do concreto resultante, em laboratório. Há diversos métodos de realização de dosagem racional de concreto, todos porém, se baseiam nos seguintes fundamentos:

a) Propriedades Principais do concreto endurecido: resistência a esforços mecânicos e agentes agressivos variam com o fator água/cimento (a redução do fator água/cimento melhora as propriedades principais do concreto, mas há um limite mínimo para a água necessária para a hidratção completa do cimento e certa plasticidade do concreto.

b) Lei de Inge Lyse: é constante a água total empregada, com determinados materiais, para obter concreto com dada trabalhabilidade, independendo mesmo, praticamente, do traço empregado.

( )

X = fator água/cimento

H = ( quantidade de água / materiais secos ) . 100 (%)

m = areia + pedra = agregado total materiais secos = cimento + água + pedra

Obs: o traço é dado em peso.

c) A granulometria dos Agregados (areia e pedra) : tem influência na qualidade do concreto em relação à proporção entre os agregados (graúdos:miúdos).

d) Modo de se executar uma dosagem racional: Há vários métodos de executar uma dosagem racional, conforme os materiais e o equipamento existentes.

No entanto, o andamento genérico de uma dosagem racional é o seguinte:

- conhecida a resistência desejada verifica-se em curvas ou tabelas de resistência de cimentos usuais na região, a qual o fator X = água/cimento correspondente.

- conhecido o fator água/cimento (x) e determinado a quantidade de água, em relação aos materiais secos (H%), experimentalmente, calcula-se o traço total (m), o qual é desdobrado a seguir em areia + pedras (por meio de curvas ou experimentações já conhecidas).

(2)

- A verificação ou ajuste final do traço é feita moldando-se uma série de corpos de prova com o traço obtido e outras séries de corpos de prova pelo menos para dois traços (um mais rico e outro mais pobre do que o traço obtido).

- Se for fixado o consumo de cimento, o traço pode ser obtido a partir da seguinte fórmula, conhecido (H%):

Roteiro para dosagem (Método Racional)

1) Verificação do espaçamento entre barras de peças a serem concretadas (verificar se a pedra britrada passa entre os ferros).

Se e< e’ teremos que diminuir o diâmetro máximo ou adotar um diâmetro do ferro equivalente.

2) Cálculo do fc28 (resistência média do concreto à 28 dias) Sd = desvio padrão de dosagem

- Condição A: Sd = 4,0 MPa (controle rigoroso) Os agregados são medidos em massa. - Condição B: Sd = 5,5 MPa (controle razoável) Os agregados são medidos em volume.

- Condição C: Sd = 7,0 MPa (controle regular). Os agregados medidos em volume e a umidade da areia é estimada.

Só o fato de fazer a medição em volume há um erro maior e portanto o desvio padrão para a condição B é maior.

Fcj Resistencia media do concreto a j dias

Fck = tensão de trabalho de concreto “tensões de projeto” 3) Determinação do fator água/cimento

Lei de Abrams: 4) Cálculo de mescla (m) Feito pela Lei de Lyse

5) Determinação do teor de pedra

(3)

6) Escrever o traço piloto 1 : a : p : x

7) Determinação do traço básico (ajuste do traço básico piloto): O traço básico é determinado por tentativas a partir do traço piloto. Faz-se o balanceamento do traço até se atingir o teor de argamassamento ideal (α ideal ou A.S ideal  A.S= Teor de argamassa seca)

OBS: TP  traço piloto TB  traço básico

Escrever o traço básico (TB) 8) Determinação dos traços auxiliares

TAI traço auxiliar inferior : inferior, por isso eu subtraio e portanto eu melhoro o traço do concreto e consequentemente aumenta o consumo de concreto.

TAS = traço auxiliar superior : como é superior eu somo e portanto diminui a qualidade do concreto e diminui o seu consumo. Obs:

9) Construir o gráfico de dosagem

10) Calcular o traço final (TF)

Para concretos de mesma consistência

Concretos de mesma família

(4)

Frente de Exercícios

Exercício aula 01: dosar um concreto conhecendo as informações seguintes:

Fck = 25MPa max = 25 mm Slump = (60 10) mm Sd condição A Adensamento mecânico Α ideal ≈ 50% (adotado) Cimento CPII 32 Z = 3%

Seção transversal da peça:

Resolução:

1º ) Verificar o espaçamento entre barras: Norma: ( )

( )  como nosso e é maior que o e’ está Ok.

2º ) Cálculo do fj: Fcj = fck + 1,65.Sd

Sd é adotado como 4,0 MPa (condição A de preparo do concreto ou controle rigoroso) Como a resistência será avaliada aos 28 dias, teremos:

(5)

3º) Cálculo do fator água/cimento: (x = w/c)

Para CP II E 32, pela Lei de Abrams 

MPa

4º) Cálculo da mescla

M = a + p , pela Lei de Lyse:

5º) Cálculo do teor de pedra:

Como M = a + p ... 4,5 = a + 3,94  a = 4,5 – 3,94 = 0,56

6º) Escrever o traço piloto

1: 0,56 : 3,94 : 0,55

O teor de argamassamento para obras correntes varia entre 45% e 55%. Adotando αideal = 50%

7º) Determinação do traço básico (TB) – ajuste do traço piloto (TP)

TP = 1 : 0,56 : 3,94 : 0,55

Cálculo do consumo de cimento:

Adotando volume de concreto = 25 dm³, cálculo do concreto para 25 litros: 1m³ - 392,2 kg

(6)

Cálculo da quantidade de material para 25 dm³ Traço C25 = 9,81 (kg) Quantidade (kg) 1 9,81 9,81 0,56 9,81 5,50 3,94 9,81 38,65 0,55 9,81 5,40 TP  9,81 : 5,50 : 38,65 : 5,40

1ª tentativa: adicionar 15 kg de areia e não vou mexer na pedra, no cimento e nem na água. 9,81 : (5,5 + 15) : 38,65 : 5,4

M = 5,5 + 15 + 38,65 = 59,5 kg

Corrigir a quantidade de cimento 1 – 4,5

C1º - 59,5 C1º = 13,22Kg

Corrigir a quantidade de água

X = w/c  w = x .c = 0,55 . 13,22 = 7,27 kg

Traço da 1º tentativa

13,22 : 20,5 : 38,65 : 7,27 Dividindo tudo por 13,22 teremos: 1 : 1,55 : 2,92 : 0,55

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Exercício para casa: Calcular o voluume de 6 clindro de [(150x300) mm + 1 tronco de cone abaixo] . 1,2 (20% de quebra). Adotando volume de concreto = 25 dm³

Aula dia 13/09/2012

Exercício 01

– Ajustar o traço piloto 1: 0,7: 5,0: 0,6 para um teor de argamassamento igual a 63%.

Empregar as propriedades físicas dados no exercício anterior. Obs: fazer o exercício para entregar daqui

a pouco.

Exercício 02

– Dosar um concreto pela gráfico de dosagem para fck = 25 MPa, sabendo que foram

obtidos os seguintes dados:

Traço

F

c28

(MPa)

X (kg/kg)

M (kg/kg)

C (kg/m³)

TAI

45

0,5

4

370

TAB

30

0,6

5

320

TAS

18

0,7

6

300

Exercício 03 - NBR 12655: Durante a concretagem de 50m³ de peças estruturais moldou-se 24 corpos de prova cilindricos de diâmetro máximo equivalente à 150mm por 300 mm de altura, que deram os seguintes resultados:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

33 28 29 31 20 21 32 27 30 32 25 33

13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24

34 26 26 32 27 20 30 28 32 31 27 31

Pede-se:

1) Formar o número de exemplos 2) Média aritmética

3) Desvio Padrão

4) Desvio padrão de dosagem 5) Fck,est = 0,85 . fc

6) Fck, est = ( )

(8)

Resolução:

Para escolher o corpo de prova entre o de 33MPa e o de 34MPa, eu escolho o de maior valor, pois assim se ao realizar o teste aguentar 34 é porque está ok. São moldados em pares, então eu analiso o 1 e 13 e desprezo o de menor valor, entre o 2 e o 14 eu fico com o de 28MPa.

1) N = número de exemplares = 12, se houvesse número ímpar desprezaríamos o de maior valor)

2) Coloca-se os corpos de prova em ordem crescente:

21; 27; 27; 28; 28; 29; 32; 32; 32; 32; 33; 34

̅ 3) Desvio padrão: 3,66MPa

4) Desvio padrão de dosagem:

√ ( )

Sd = 1,38 x 3,66 = 5,05 MPa  a obra está na condição B, ou seja, ela não é segura. 5) Calcular fck,est = 0,85 x ̅

Obs: em qualquer caso a NBR 12655 impõe que Sd 2MPa

Fck, est = 0,85 x 29,6 = 25,16 MPa

Fck, est fck (Sempre, de acordo com a NBR 12655)

6)

(9)

Laboratórios do 3º Bimestre

Experiência Nº 15

: Determinação do inchamento de agregado miúdo

Equipamentos: caixote metálico, pá, proveta, água, areia.

Procedimento: pesar areia umida natural (no caixote). Acrecentou-se 73ml de água. Coloca-se de

volta no caixote, se houve o processo de inchamento sobrará areia. Repete-se o procedimento (variando a

umidade) e pesa-se. Assim conseuimos calcular o valor de inchamento. Traça-se o gráfico I% vs U.

Obs: Para as areias brasileiras a umidade crítica está em torno de 3,5 a 4,0 %.

Experiência Nº 16

: Determinação da massa específica do concreto fresco e do consumo de

cimento para 1m³ de concreto / Slump Test /

Equipamentos: tronco-cone; haste metálica, concha, régua, caixote metálico, enxada, balde, pá.

Materiais: areia, brita 0, brita 1, cimento;

Procedimentos:

Slump Test: coloca-se os materiais no caixote e se com a enxada. Adiciona-se água e

mistura-se. Umedecer o interior do tronco cone. Colocar em cima da chapa, pisar nas laterais e com a concha

preencher o tronco em 3 turnos de volumes iguais e socar 25 vezes com a hasete. Tirar a forma do tronco

e mede-se o abatimento.

Massa específica: repete-se o procedimento com tronco cilindrico.

Consumo prático de cimento para 1m³ de concreto: <kg/m³>

Obs: é utilizado no slump test, 1/3 de brita O e 2/3 de Brita 1 com o objetivo de melhorar a

granulometria (distribuição), ou seja, melhorar a resistência do concreto.

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Experiência Nº 17

: Porcentagem de argamassa seca no concreto

Equipamentos: enxada, caixote metálico; Materiais: area, brita 0, brita 1,

Procedimentos: colocam-se no caixote metálico os materiais (cimento, areia e brita) e espalha com a

enxada. Adiciona-se água. Com a quantidade dos materiais, o concreto ficou com muita brita, portanto

aumenta-se o teor de argamassamento. (30%  40%  50) (antes estava pouco coeso). Fazemos o

slump test. Adicinou-se mais concreto, areia e agua e repete-se o slump test.

Obs: ocorre um grande aumento na resistência quando o slump-test obedece os valores

pré-estabelecidos.

Experiência Nº 18

: Verificação da Lei de Inge Lyse

Equipamentos: enxada, caixote metálico; materiais: cimento, areia fina, brita 0 e brita 1.

Procedimentos: Adicionar todos os materiais junto a água no caixote metálico e misturar com a

enxada.

Experiência Nº 18

: Moldagem de Corpos de prova de concreto

Equipamentos: concreto.

Procedimentos:

1)

Parte do agregado graúdo + parte da água de amassamento

2)

Toda a quantidade de cimento, areia e o restante de água

3)

Restante do agregado graúdo

Coloca todos os materiais dessa maneira na betoneira e liga por um tempo. Após a mistura estar

ok, montam-se os corpos de prova. Dois cilindros pequenos, um normal e um prismático.

Referências

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