GRANDES OPÇÕES DO PLANO
2011
I - Apresentação dos documentos Previsionais. . . .
3
1. - Introdução . . . .
5
2. - Análise da situação financeira . . . .
9
II - Orçamento . . . .
25
1. - Resumo do Orçamento . . . .
27
2. - Receita . . . .
29
3. - Despesa . . . .
39
4. - Despesa por Classificação Orgânica . . . .
49
5. - Despesa por Classificação Económica . . . .
53
III - Grandes Opções do Plano . . . .
61
1. - Grandes Opções do Plano . . . .
63
2. - Notas às G.O.P. . . . .
97
3. - Mapa "Transferências para as Freguesias" . . . .
99
IV - Acordos de pagamentos . . . .
101
1. - Fornecedores . . . .
101
2. - Freguesias . . . . .
149
.
Quadro I - Receita e Despesa prevista para o ano de 2011 . . . .
10
Quadro II - Comparativo das Receitas 2010/2011 . . . .
11
Quadro III - Transferências de Capital 2010/2011 . . . .
13
Quadro IV - Comparativo das Despesas 2010/2011 . . . .
14
Quadro V - Comparativo das Despesas de Investimento 2010/2011 . . . .
17
Quadro VI - GOP - Classificação Funcional . . . .
18
Quadro VII - GOP - Valores por Objectivo e Programa . . . .
20
Quadro VIII - GOP - Comparativo 2010/2011 . . . .
22
Gráfico I - Evolução do valor global do Orçamento (2007 a 2011) . . . .
10
Gráfico II - Repartição da Receita . . . .
11
Gráfico III - Comparativo das Receitas 2010/2011 . . . .
12
Gráfico IV - Repartição da Despesa . . . .
14
Gráfico V - Comparativo das Despesas 2010/2011 . . . .
15
Gráfico VI - Evolução do valor global das GOP (2007 a 2011) . . . .
18
Gráfico VII - GOP - Repartição por funções (%) . . . .
19
Gráfico VIII - GOP - Repartição por funções (valor) . . . .
19
ÍNDICE DE GRÁFICOS
MUNICÍPIO DE SANTARÉM
Apresentação dos Documentos Previsionais
para o ano de 2011
5
Um Orçamento de Cinto Apertado
O Orçamento de 2011 da Câmara Municipal de Santarém espelha as exigências de rigor que
resultam do esforço de contenção, e de crise, em que o País está mergulhado. Um Orçamento
contraído, sem margem de manobra, que já não conta com cerca de dois milhões e meio de euros
que nos foram retirados ao longo dos últimos 18 meses e já conta com o corte orçamental
decidido pelo Governo em 8.65 % para as autarquias do país e tem em conta os vários
agravamentos que se registam nos impostos e na Segurança Social. De notar que o corte de 8,6%
realizado pelo Governo representa 18,44% no valor das receitas camarárias.
Cortámos 10% em todas as rubricas. Com excepção da educação que mantém o mesmo valor.
Porém, somos obrigados a subir os valores na área da Acção Social, em 5%, prevendo o aumento
da pobreza e a chegada da fome, aliás, sinais que neste momento já estamos a receber. Muito
possivelmente, vamos ter que abrir os refeitórios escolares ao fim de semana pois, neste
momento, já existem crianças que a única refeição que comem é aquela que é fornecida pelas
escolas.
Aguarda-nos um ano terrível. As dúvidas sobre o horizonte financeiro do País são grandes. É forte
a possibilidade do FMI ter de intervir. É forte a possibilidade do desemprego subir para patamares
ainda mais preocupantes do que os actuais. É forte a possibilidade de virem a falir ainda mais
empresas do que este ano.
Não é aqui a sede própria para discutir as políticas nacionais de estrangulamento financeiro,
económico e social. Mas é a sede na qual devemos assumir as consequências desta situação
porque Santarém não é uma ilha, nem vive imune à situação real do País.
6
Santarém vamos pagar dívidas. Continuar a sanear financeiramente a autarquia. É verdade que,
até hoje, e pese o grande esforço de investimento devido à aplicação do QREN não procedemos a
nenhum empréstimo excepcionado para a realização das respectivas obras. As nossas contas,
como iremos mostrar na devida altura, estão bem longe da situação crítica que vivemos, apesar
das enormes dificuldades de tesouraria.
Podemos dizer que estamos prontos para enfrentar a crise. Com uma decisão estratégica que está
reflectida no Orçamento e que assumimos sem dúvidas. Temos que aproveitar todos os Fundos
Comunitários atribuídos a Santarém. Sobretudo este quadro, agora aprovado, onde o município é
financiado, a fundo perdido, em 80% da obra executada.
Agora, na semana passada, conseguimos mais cerca de um milhão e oitocentos mil euros. Estamos
bem perto dos 40 milhões de euros para saneamento, para escolas, para equipamentos e
requalificação da mais variada ordem. Não podemos desperdiçar investimento do qual vamos
pagar muito menos que metade. A austeridade não se compadece com esta oportunidade e o QREN
vive agora, por mais dois anos, e não volta. Ou afrontamos a crise e produzimos obras estruturais
financiadas ou, então, ficamos a chorar sobre a dívida e todas as especulações à sua volta, e
perde-se tempo decisivo, dinheiro decisivo, para a modernidade do concelho.
Este executivo aceita sem complexos a berraria que a seguir soará a propósito da dívida. Há quem
veja nela o valor absoluto da „res publica‟. Que por ela viva e nela se esgote no que respeita à
reflexão sobre o futuro do concelho. É pobre tal reflexão. E simplista. Faz boa retórica mas não
produz riqueza nem sustenta a necessidade de desenvolvimento. Por isso, continuaremos a
apostar no investimento/QREN.
9
As Grandes Opções do Plano (GOP) e o Orçamento para o ano 2011 elaborados nos termos da
Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro com as alterações introduzidas, pela Lei n.º 5-A/2002,
de 11 de Janeiro, e pelo Decreto-Lei nº 54-A/99, de 22 de Fevereiro (aprova o Plano Oficial
de Contabilidade das Autarquias Locais – POCAL) ratificado pela Lei n.º 162/99, de 14 de
Setembro (1.ª alteração do POCAL), Decreto-Lei nº 315/2000, de 2 de Dezembro (alteração
ao POCAL), pelo Dec. Lei nº 84-A/2002 de 5 de Abril (alteração ao POCAL “Regras
Previsionais”) e pelo Decreto-Lei nº 26/2002, de 14 de Fevereiro (“Determina que as
receitas e despesas públicas passem a reger-se por códigos de classificação orgânica,
funcional e económica”), constituem documentos previsionais de gestão, de importância vital
na gestão pública do Município.
A elaboração do Orçamento cumpre determinações legais que implicaram obrigatoriamente
contenção de despesas de funcionamento e maior selectividade nas despesas de
investimento, foram ainda considerados os seguintes vectores:
- Identificação clara dos objectivos e das acções que concorrem para a sua realização;
- Definição das prioridades, tendo em conta a situação financeira do Município de Santarém,
os recursos disponíveis e os constrangimentos da Lei do Orçamento do Estado.
As GOP são documentos estruturantes discriminadas por objectivos, programas, projectos e
acções das despesas a realizar por investimento, num horizonte móvel de quatro anos que
traduzem as políticas e prioridades sectoriais definidas, e que vêm sendo executadas dos
anos anteriores.
Os Documentos Previsionais têm, assim, uma importância primordial para a gestão
autárquica, pois neles estão definidas as linhas de desenvolvimento estratégico a médio e
longo prazo e a política financeira de curto prazo.
Cabe a todos a tarefa de conseguir que os orçamentos possam constituir verdadeiros
instrumentos de gestão, aproximando-se, o mais possível, da realidade que se pretende para
o próximo ano.
10
Orçamento
Gráfico I – Evolução do valor global do Orçamento (2007 a 2011)
O Orçamento para 2011 regista um decréscimo de 10% relativamente ao ano anterior. Este
decréscimo é motivado principalmente pelo cenário de desenvolvimento sócio-económico
pouco favorável.
A previsão do Orçamento da Câmara Municipal para 2011, por agrupamento da classificação
económica é a seguinte:
Quadro I – Receita e Despesa prevista para o ano de 2011
RECEITA
DESPESA
DIFERENÇA
CORRENTE
48.267.355
47.782.987
484.368
CAPITAL
37.558.990
38.043.358
-484.368
TOTAL
85.826.345
85.826.345
Unid: Euro
2007
2008
2009
2010
2011
Orçamento 75.560.000 88.886.868 99.795.000 95.207.853 85.826.345
0
20.000.000
40.000.000
60.000.000
80.000.000
100.000.000
120.000.000
Un
id
: E
u
ro
11
O valor total do Orçamento da receita para 2011, 85.826.345 €, é composto por 56,24%
(48.267.355 €) para a receita corrente e 43,76% (37.558.990 €) para a receita de capital.
Gráfico II – Repartição da Receita
Quadro II – Comparativo das Receitas 2010/2011
Valor % Valor % 2010 2011
Receitas correntes: 44.071.012 46,29 48.267.355 56,24 9,52 100,00 100,00
01 Impostos directos 10.044.338 10,55 10.605.500 12,36 5,59 22,79 21,97
02 Impostos indirectos 1.131.103 1,19 1.194.645 1,39 5,62 2,57 2,48
04 Taxas, multas e outras penalidades 547.061 0,57 532.330 0,62 -2,69 1,24 1,10
05 Rendimentos de propriedade 14.042.140 14,75 18.511.350 21,57 31,83 31,86 38,35
06 Transferências correntes 16.790.218 17,64 15.824.005 18,44 -5,75 38,10 32,78
07 Venda de bens e serviços correntes 1.496.548 1,57 1.334.730 1,56 -10,81 3,40 2,77
08 Outras receitas correntes 19.604 0,02 264.795 0,31 1.250,72 0,04 0,55
Receitas capital 51.136.841 53,71 37.558.990 43,76 -26,55 100,00 100,00
09 Venda de bens de investimento 5.547.581 5,83 1.627.050 1,90 -70,67 10,85 4,33
10 Transferências de capital 15.016.236 15,77 14.096.975 16,42 -6,12 29,36 37,53
11 Activos financeiros 30.572.494 32,11 21.825.935 25,43 -28,6 59,79 58,11
12 Passivos financeiros 0 0,00 0 0,00 0,00 0,00
13 Outras receitas de capital 30 0,00 30 0,00 0,00 0,00 0,00
15 Reposições não abatidas nos pagam. 500 0,00 9.000 0,01 1.700,00 0,00 0,02
95.207.853 100,00 85.826.345 100,00 -9,85 100,00 100,00 TOTAL 2011 Taxa de cresc. Peso relativo % Cap Designação da rúbrica 2010
Anos
Unid: Euro
Corrente;
56,24%
Capital;
43,76%
12
Da análise das principais componentes das receitas correntes de 2011 constata-se que os
rendimentos de propriedade representam 21,57% e que as transferências correntes, apesar
da diminuição nas transferências do Orçamento do Estado (-8,6%), ainda representam
18,44% das receitas totais do município.
O valor previsto em rendimentos de propriedade inclui as rendas a pagar pelos parceiros do
projecto “Casa dos Sabores” e as rendas provenientes do arrendamento de parte das antigas
instalações do Presídio Militar, no valor total de 16,7 Milhões de euros.
Outro aspecto a referir diz respeito ao peso que os impostos directos têm no cômputo geral
da receita estimada, 12,36%, apesar da evolução desfavorável da situação económica do
País. Deste modo, e atendendo aos dados históricos prevê-se que este tipo de receita tenha
um crescimento de cerca de 5,59%.
No que se refere às receitas de capital os activos financeiros e as transferências de capital,
constituem as maiores fontes de receita do Município, representando 25,43% e 16,42%,
respectivamente, da receita total.
Quanto aos activos financeiros importa salientar a alienação de 49% do capital social da
empresa das “Águas de Santarém, E.M.”, cuja previsão de receita ascende a 10 Milhões de
euros durante o decurso do ano de 2011 e ainda, a Parceria Público Privada para a
valorização dos bens adquiridos no âmbito do plano de acção “Ota-Alcochete” com um valor
previsional de 11,5 Milhões de euros.
0
5.000.000
10.000.000
15.000.000
20.000.000
25.000.000
30.000.000
35.000.000
01
02
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
15
2010
2011
13
receita prevista, espelhando assim, o esforço feito pelo município de Santarém no sentido de
captar o maior volume de verbas do QREN com vista à realização de investimento que
possibilite o crescimento e o desenvolvimento do Concelho.
Quadro III – Transferências de Capital 2010/2011
Valor
%
Transferências do OE
Fundo de Equilíbrio Financeiro
4.237.786
3.480.490
-757.296
-17,87
Outras transferências do Estado
2.427.287
511.515 -1.915.772
-78,93
Participação comunitária proj. co-financiados
7.711.702
9.465.510
1.753.808
22,74
Fundos Autónomos
0
0
0
Outras transferências
639.461
639.460
-1
0,00
TOTAL
15.016.236
14.096.975
-919.261
-6,12
Transferências de capital
2010
2011
Valorização
Unid: Euro
Através da leitura do quadro III concluímos que as comparticipações comunitárias assumem o
maior peso nas Transferências de Capital. Estas, destinam-se a co-financiar investimentos
nomeadamente, a construção de centros escolares, modernização administrativa, pavilhões
desportivos escolares, mobilidade urbana, ciclovias, requalificação do mercado municipal,
instalações desportivas, Palácio João Afonso, edifício do antigo matadouro, envolvente à
Igreja de Stª Cruz, Parque de estacionamento em St.ª Iria da Ribeira de Santarém,
recuperação de fontes ornamentais, adaptação da Casa de Portugal e de Camões,
beneficiação do ginásio do Seminário e a recuperação de rede viária municipal.
Por outro lado, é de destacar a quebra abrupta das “Outras Transferências do Estado”,
representando em termos absolutos uma diminuição de cerca de 2 Milhões de euros.
14
A repartição do orçamento da despesa corrente corresponde a 55,67% (47.782.987 €) e
44,33% (38.043.358 €) para a despesa de capital.
Gráfico IV – Repartição da Despesa
Quadro IV – Comparativo das Despesas 2010/2011
Valor
%
Valor
%
44.069.940
46,29
47.782.987
55,67
8,43
01
Pessoal
14.729.869
15,47
15.615.116
18,19
6,01
02
Aquisição de bens e serviços
19.534.933
20,52
18.063.059
21,05
-7,53
03
Encargos correntes da dívida
1.529.033
1,61
1.064.529
1,24
-30,38
04
Transferências correntes
6.018.104
6,32
7.450.645
8,68
23,80
05
Subsídios
1.693.027
1,78
4.173.577
4,86
146,52
06
Outras despesas correntes
564.974
0,59
1.416.061
1,65
150,64
51.137.913
53,71
38.043.358
44,33
-25,61
07
Aquisição de bens de capital
37.438.020
39,32
25.366.046
29,56
-32,25
08
Transferências de capital
8.440.602
8,87
8.257.070
9,62
-2,17
09
Activos financeiros
1.215.243
1,28
205.869
0,24
-83,06
10
Passivos financeiros
4.039.048
4,24
4.053.923
4,72
0,37
11
Outras despesas de capital
5.000
0,01
160.450
0,19
3.109,00
95.207.853
100,00
85.826.345
100,00
-9,85
Cap
Despesas correntes
Despesas capital
TOTAL
Designação da rubrica
Anos
2010
2011
Taxa de
cresc.
Unid: Euro
Corrente;
55,67%
Capital;
44,33%
15
Da análise das principais componentes da despesa de 2011 constata-se que a proveniência
resultante da aquisição de bens e serviços e da aquisição de bens de capital, constituem as
maiores fontes de despesa do Município, representando 21,05% e 29,56%, respectivamente,
das despesas totais.
Nas despesas correntes, para além das já referidas Aquisição de bens e serviços, destaca-se o
peso das despesas com Pessoal (18,19%) e das Transferências correntes (8,68%).
Comparativamente com o ano anterior, ganham relevância os aumentos:
- nas despesas com Pessoal (6,01%), devido nomeadamente à abertura de novos
procedimentos concursais, ao aumento das comparticipações nas despesas com saúde
(ADSE), ao regresso de funcionários em cedência de interesse público nas empresas
municipais e o pagamento de indemnizações a trabalhadores que terminarão o contrato
por tempo determinado em 2011.
- nas Transferências correntes (23,80%), estando englobados nesta rubrica os valores a
transferir para Juntas de Freguesia, Associações Culturais e Desportivas, Associações de
Bombeiros, entre outras.
Face a 2010, as despesas com Aquisição de bens e serviços diminuem cerca de 1,5 milhões
de euros, ou seja, 7,53%, sendo de realçar as diminuições em Matérias primas e subsidiárias
198.449 €), Prémios, condecorações e ofertas 155.185 €), Conservação de bens
(-159.739 €), Locação de outros bens (-374.255 €), Estudos, pareceres, projectos e
consultadoria 506.115 €), Publicidade 336.603 €), Outros trabalhos especializados
(-231.311 €) e Outros serviços (-885.479 €).
0
5.000.000
10.000.000
15.000.000
20.000.000
25.000.000
30.000.000
35.000.000
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
2010
2011
16
Transferências de Capital representam 9,62% da Despesa Total.
O decréscimo verificado nas Aquisições de Bens de Capital (-32,25%) deve-se a alguma
contenção nos investimentos, apesar da realização de obras co-financiadas pelo QREN
2007/2013.
As Transferências de capital (-2,17%) e os Passivos financeiros (+0,37%), mantém-se
praticamente inalteráveis, sendo de destacar a grande diminuição de despesa com a aquisição de
Activos financeiros (-83,06%) face a 2010.
Assinatura de protocolos com as Juntas de Freguesia
17
Valores
%
Valores
%
Terrenos 1.641.145 4,38 1.030.054 4,06 Habitação Construção 427.658 1,14 75.157 0,30 Aquisição 3.500 0,01 3.500 0,01 Grandes reparações e beneficiação 867.300 2,32 449.678 1,77 EdifíciosInstalação de serviços 1.968.423 5,26 909.124 3,58 Instalações desportivas e recreativas 3.578.584 9,56 3.608.131 14,22 Mercados e instalações de fiscalização sanitária 1.095.459 2,93 0 0,00 Escolas 7.101.085 18,97 5.196.396 20,49 Outros 3.580.613 9,56 1.985.042 7,83 Construções diversas
Viadutos, arruamentos e obras complementares 5.265.474 14,06 3.681.513 14,51 Sistemas de drenagem de águas residuais 761.388 2,03 83.725 0,33 Estações de tratamento de águas residuais 0 0,00 0 0,00 Iluminação pública 305.705 0,82 225.750 0,89 Parques e jardins 4.567.105 12,20 2.801.647 11,04 Sinalização de trânsito 255.171 0,68 213.493 0,84 Cemitérios 76.030 0,20 52.360 0,21 Outras 2.512.116 6,71 999.162 3,94 Material de transporte 38.020 0,10 720 0,00 Equipamento de informática 290.868 0,78 710.659 2,80 Software informático 648.689 1,73 1.237.762 4,88 Equipamento administrativo 143.900 0,38 77.650 0,31 Equipamento básico 1.827.890 4,88 1.124.768 4,43 Ferramentas e utensílios 19.789 0,05 10.555 0,04 Investimentos incorpóreos 10 0,00 100.010 0,39 Artigos e objectos de valor 13.141 0,04 9.395 0,04 Outros 436.688 1,17 684.445 2,70 Locação financeira 12.269 0,03 95.350 0,38
TOTAL
37.438.020
100,00
25.366.046
100,00
Anos
Natureza
2010
2011
Unid: Euro
O quadro V evidencia os investimentos municipais para 2011 por natureza, sendo de realçar os
investimentos em Escolas que absorvem 20,49% do valor total, ou seja, 5.196.396 €. Merecem
ainda destaque os investimentos efectuados em Viadutos, Arruamentos e Obras
Complementares e Parques e Jardins.
18
Gráfico VI – Evolução do valor global das GOP (2007 a 2011)
(Valores definidos) Unid: Euro
As Grandes Opções do Plano para 2011 prevêem o montante global de 58.888.177 €,
registando um decréscimo de 13% relativamente ao ano anterior.
O quadro e gráfico seguintes ilustram a distribuição das verbas que constam das GOP no ano
2011 pela classificação funcional de primeiro nível segundo o POCAL.
Quadro VI – GOP – Classificação Funcional
Objectivo
Funções
Correntes
Capital
Global
1.
Funções Gerais
617.954
3.803.361
4.421.315
2.
Funções Sociais
16.655.914
18.946.605
35.602.519
3.
Funções Económicas
1.552.021
4.417.538
5.969.559
4.
Outras Funções
2.179.380
10.715.404
12.894.784
TOTAL
21.005.269
37.882.908
58.888.177
Unid: Euro
2007
2008
2009
2010
2011
GOP
52.027.700
61.874.429
74.901.740
67.649.883
58.888.177
0
10.000.000
20.000.000
30.000.000
40.000.000
50.000.000
60.000.000
70.000.000
80.000.000
19
Gráfico VIII – GOP - Repartição por funções (valor)
Pela leitura do quadro e dos gráficos anteriores, podemos inferir que as Funções Sociais
absorvem a maior parte do valor total das GOP. As Outras Funções, as Funções Económicas e
as Funções Gerais têm um peso, respectivamente, de 21,9%, 10,14% e 7,51% no valor total
das GOP.
Seguidamente são apresentados alguns mapas que, pelo seu detalhe, permitem uma maior
compreensão da aplicação dos valores incluídos nas GOP.
Funções Gerais
7,51%
Funções Sociais;
60,46%
Funções
Económicas;
10,14%
Outras Funções;
21,90%
0
5.000.000
10.000.000
15.000.000
20.000.000
25.000.000
30.000.000
35.000.000
40.000.000
Funções Gerais
Funções
Sociais
Funções
Económicas
Outras
Funções
CAPITAL
CORRENTES
20
ESTRUTURA FUNCIONAL GOP %
1 FUNÇÕES GERAIS 4.421.315 € 7,51%
1.1.0 Serviços Gerais da Administração Pública
1.1.1 Administração Geral 3.458.314 € 5,87%
1.2.0 Segurança e Ordem Públicas
1.2.1 Protecção Civil e Luta Contra Incêndios 963.001 € 1,64%
2 FUNÇÕES SOCIAIS 35.602.519 € 60,46%
2.1.0 Educação
2.1.1 Ensino Não Superior 5.113.156 € 8,68%
2.1.2 Serviços Auxiliares de Ensino 7.950.100 € 13,50%
2.2.0 Saúde
2.2.1 Serviços Individuais de Saúde 49.715 € 0,08%
2.3.0 Segurança e Acção Sociais
2.3.2 Acção Social 977.145 € 1,66%
2.4.0 Habitação e Serviços Colectivos
2.4.1 Habitação 711.925 € 1,21%
2.4.2 Ordenamento do Território 3.148.485 € 5,35%
2.4.3 Saneamento 107.971 € 0,18%
2.4.5 Resíduos Sólidos 3.411.041 € 5,79%
2.4.6 Protecção do meio ambiente e natureza 3.477.566 € 5,91%
2.5.0 Serviços Culturais, Recreativos e Religiosos
2.5.1 Cultura 6.765.390 € 11,49%
2.5.2 Desporto, Recreio e Lazer 3.439.862 € 5,84%
2.5.3 Outras Actividades Cívicas e Religiosas 450.163 € 0,76%
3 FUNÇÕES ECONÓMICAS 5.969.559 € 10,14% 3.2.0 Indústria e Energia 1.705.774 € 2,90% 3.3.0 Transportes e Comunicações 3.3.1 Transportes Rodoviários 4.166.045 € 7,07% 3.4.0 Comércio e Turismo 3.4.1 Mercados e Feiras 3.4.2 Turismo 97.739 € 0,17% 4 OUTRAS FUNÇÕES 12.894.784 € 21,90%
4.1.0 Operações da Dívida Autárquica 4.053.923 € 6,88%
4.2.0 Transferências entre Administrações 8.780.855 € 14,91%
4.3.0 Diversas não especificadas 60.006 € 0,10%
TOTAL GERAL 58.888.177 €
21
(14,91%), onde estão incluídas as transferências para as Freguesias; os Serviços Auxiliares
de Ensino (13,5%), que englobam as despesas correntes com educação.
Dos Objectivos e Programas descritos no mapa anterior destacam-se:
- os projectos relacionados com Educação (tanto ao nível de grandes obras, como ao nível
das despesas correntes);
- os elevados custos com Resíduos Sólidos (tratamento e recolha dos mesmos);
- os projectos de Modernização Administrativa incluídos na Administração Geral;
- os projectos de fomento de Cultura e Desporto;
- a reestruturação dos jardins do concelho;
- os elevados custos com iluminação pública incluídos na Indústria e energia;
- os projectos de rede viária e
- os valores relacionados com a amortização de empréstimos, nomeadamente os do
PREDE.
22
1.1.0 Serviços Gerais da Administração Pública
1.1.1 Administração Geral
3.394.566 €
3.458.314 €
1,88
1.2.0 Segurança e Ordem Públicas
1.2.1 Protecção Civil e Luta Contra Incêndios
857.539 €
963.001 €
12,30
2
FUNÇÕES SOCIAIS
41.180.678 € 35.602.519 €
-13,57
2.1.0 Educação
2.1.1 Ensino Não Superior
7.062.461 €
5.113.156 €
-27,60
2.1.2 Serviços Auxiliares de Ensino
6.737.146 €
7.950.100 €
18,00
2.2.0 Saúde
2.2.1 Serviços Individuais de Saúde
34.960 €
49.715 €
42,21
2.3.0 Segurança e Acção Sociais
2.3.2 Acção Social
928.482 €
977.145 €
5,24
2.4.0 Habitação e Serviços Colectivos
2.4.1 Habitação
1.527.122 €
711.925 €
-53,38
2.4.2 Ordenamento do Território
6.747.243 €
3.148.485 €
-53.34
2.4.3 Saneamento
798.435 €
107.971 €
-86,48
2.4.5 Resíduos Sólidos
2.656.961 €
3.411.041 €
28,38
2.4.6 Protecção do meio ambiente e natureza
4.735.861 €
3.477.566 €
-26,57
2.5.0 Serviços Culturais, Recreativos e Religiosos
2.5.1 Cultura
6.138.765 €
6.765.390 €
10,06
2.5.2 Desporto, Recreio e Lazer
3.637.393 €
3.439.862 €
-5,43
2.5.3 Outras Actividades Cívicas e Religiosas
175.849 €
450.163 €
155,99
3
FUNÇÕES ECONÓMICAS
9.309.496 €
5.969.559 €
-35,88
3.2.0 Indústria e Energia
1.592.241 €
1.705.774 €
7,13
3.3.0 Transportes e Comunicações
3.3.1 Transportes Rodoviários
5.525.047 €
4.166.045 €
-24,60
3.4.0 Comércio e Turismo
3.4.1 Mercados e Feiras
1.095.459 €
-100,00
3.4.2 Turismo
1.096.749 €
97.739 €
-91,09
4
OUTRAS FUNÇÕES
12.907.604 € 12.894.784 €
-0,10
4.1.0 Operações da Dívida Autárquica
4.039.048 €
4.053.923 €
0,37
4.2.0 Transferências entre Administrações
8.767.815 €
8.780.855 €
0,15
4.3.0 Diversas não especificadas
100.741 €
60.006 €
-40,44
TOTAL GERAL
67.649.883 € 58.888.177 €
-12,96
Para finalizar esta análise, o mapa anterior demonstra as variações ocorridas entre 2010 e
2011, relativamente aos objectivos e programas que compõem as Grandes Opções do Plano.
23
Destaca-se o aumento no valor dos projectos relacionados com Protecção Civil (12,3%),
Serviços Auxiliares de Ensino (18%), Acção Social (5,24%), Resíduos Sólidos (28,38%),
Cultura (10,06%), Outras actividades cívicas e religiosas (155,99%) e Indústria e energia
(7,13%).
Projecto do Centro Escolar de Jardim de Baixo
A diminuição verificada com o Ensino não superior (-27,6%) prende-se com a finalização
física e consequente pagamento, quase na íntegra, do Centro Escolar de Alcanede que em
2010 apresentava o valor de 2.190.000 € e que para 2011 tem previsto apenas o valor de
113.494 €. Também se verificam diminuições nos projectos de Habitação (53,38%),
Ordenamento do Território (53,34%), Saneamento (86,48%), Protecção do meio ambiente e
natureza (26,57%), Desporto, recreio e lazer (5,43%), Transportes rodoviários (24,60%),
Mercados e feiras (100%) e Turismo (91,09%).
MUNICÍPIO DE SANTARÉM
Apresentação do Orçamento
para o ano de 2011
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