Revista do Sistema Fecomércio-DF: Sesc, Senac e Instituto Fecomércio Ano XX nº 231 Outubro 2017 Entrevista // Pág. 8
AVANÇO NA LEI
TRABALHISTA
Carlos Thadeu,
diretor da Área Financeira e Internacional do BNDES
Nova lei que entra em vigor
em novembro torna
mais flexíveis as relações
entre patrões e empregados,
reduzirá ações judiciais e
contribuirá para o aumento
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registradora
[email protected]
COORDENADOR DE COMUNICAÇÃO DO SISTEMA FECOMÉRCIO-DF Diego Recena REVISTA FECOMÉRCIO Diretor de Redação: Diego RecenaEditora-Chefe: Taís Rocha
Editora Senac: Ana Paula Gontijo
Editor Sesc: Marcus César Alencar
Fotógrafos: Joel Rodrigues e Raphael Carmona
Repórteres: Daniel Alcântara, Brunna Pires, Fabíola Souza, José do Egito, Luciana Corrêa, Liliam Rezende e Sílvia Melo
Projeto Gráfico Gustavo Pinto e Anderson Ribeiro
Diagramação: Gustavo Pinto
Foto Capa: Raphael Carmona
Revisora: Fátima Loppi
Impressão: Coronário
Tiragem: 60 mil exemplares
REDAÇÃO
SCS, Quadra 6, bl. A, Ed. Newton Rossi, 2º andar - Brasília - DF - 70306-908 (61) 3038-7527
@fecomerciodf /fecomerciodf fecomerciodf.com.br
revista
IF comemora
21 anos no DF
O Instituto Fecomércio do Distrito Federal (IF) comemorou, no dia 22 de setembro, o aniversário de 21 anos da entidade. A festa foi no restaurante Esquina Mineira, na Asa Norte. Funcionários, diretores e empresários estiveram no local para celebrar a data. O IF foi criado pela Fecomércio-DF em 23 de setembro de 1996, pioneira dos institutos de pesquisa do setor, que serviu de modelo para Federações de outros estados.
Segue até o dia 8 de novembro a 26ª edição da CASACOR Brasília. Com o tema “Foco no essencial”, a mostra conta com 43 ambien-tes distribuídos em três pavimentos em uma área construída de 3,5 mil m² na QI 9 do Lago Sul. Cerca de 70 profissionais reno-mados nacionalmente e jovens talentos da cidade participam desta edição.
CASA COR BRASÍLIA
Quiosque no Conjunto
A marca de cosméticos Maybelline NY acaba de aterrissar no Shopping Conjunto Nacional. O modelo de quiosques da marca foi desenvolvido em 2011 e já conta com mais de 150 unidades pelo Brasil.
ERRATA
Na última edição da Revista Fecomércio-DF ocorreu um erro na matéria “Empresas são responsáveis pelo lixo que produzem”, que impossibilitou a leitura linear do texto. Confira a íntegra correta no link: www.fecomerciodf.com.br/revista-fecomercio
ERRATA II
Ao contrário do que foi publicado na Revista Fecomércio-DF de agosto, o novo administrador de Taguatinga se chama Marlon Anderson Costa.
outubro
34
50
Artigos Colunas Seções EntrevistaCarlos Thadeu, diretor da Área Financeira e Internacional do BNDES
8
Gastronomix Rodrigo Caetano16
Gente José do Egito20
Empresário do Mês55
Sindicatos60
Caso de Sucesso54
Indicadores do Comércio48
Tecnologia Renato Carvalho56
Economia Raul Velloso23
Direito na Empresa Antonio Teixeira25
Direito no Trabalho Raquel Corazza46
Pesquisa Conjuntural62
Pesquisa Relâmpago66
CapaPassa a vigorar em novembro a nova lei que trará benefícios para os trabalhadores ao tornar as relações de trabalho mais flexíveis
12
Conectados com os clientesQuem trabalha com o varejo pode contar agora com os bloguers e influenciadores para divulgar seus produtos
Fase final
O concurso Marca Brasília chega à fase decisiva de votação popular e escolha daquela que representará a cidade
Doses Econômicas Júlio Miragaya
42
Vitrine Taís Rocha45
Raphael Carmona Agenda Fiscal Adriano Marrocos52
SCS Qd. 6, Bl. A, Ed. Newton Rossi – 5º e 6º andares – Brasília-DF – 70306-911 – (61) 3038-7500
CONSELHO CONSULTIVO
Conselheiro Presidente Alberto Salvatore Giovani Vilardo Conselheiros
Antônio José Matias de Sousa Jose Djalma Silva Bandeira Luiz Carlos Garcia Mitri Moufarrege Rogério Tokarski
DIRETORIA (TITULARES)
Presidente
Adelmir Araujo Santana 1º Vice-presidente
Miguel Setembrino Emery de Carvalho 2º Vice-presidente
Francisco Maia Farias 3º Vice-presidente Fábio de Carvalho
Vice-Presidente-Administrativo José Aparecido da Costa Freire Vice-Presidente-Financeiro Paolo Orlando Piacesi
VICE-PRESIDENTES
Antonio Tadeu Peron Carlos Hiram Bentes David Edy Elly Bender Kohnert Seidler Francisco das Chagas Almeida José Geraldo Dias Pimentel Glauco Oliveira Santana Tallal Ahmad Ismail Abu Allan
DIRETORES-SECRETÁRIOS
Hamilton Cesar Junqueira Guimarães Roger Benac
DIRETORES-TESOUREIROS
Charles Dickens Azara Amaral Joaquim Pereira dos Santos
DIRETORES ADJUNTOS:
Hélio Queiroz da Silva Diocesmar Felipe de Faria Francisco Valdenir Machado Elias
DIRETOR DE ÁREA DE COMBUSTÍVEIS
Daniel Benquerer Costa
DIRETOR DA ÁREA DE HOTÉIS, BARES, RESTAURANTES E SIMILARES Jael Antônio da Silva
DIRETORES SUPLENTES:
Alexandre Augusto Bitencourt Antonio Carlos Aguiar Elaine Furtado (licenciada) Clarice Valente Aragão Edson de Castro Erico Cagali
Fernando Bizerra da Silva Francisco Messias Vasconcelos Francisco Sávio de Oliveira Geraldo Cesar de Araújo Jó Rufino Alves Jose Fagundes Maia
Jose Fernando Ferreira da Silva Luiz Alberto Cruz de Moraes Milton Carlos da Silva Miguel Soares Neto Roberto Gomide Castanheira Sérgio Lúcio Silva Andrade Sulivan Pedro Covre
CONSELHO FISCAL:
Titulares:
Alexandre Machado Costa Benjamin Rodrigues dos Santos Raul Carlos da Cunha Neto Suplentes:
Antônio Fernandes de Sousa Filho Maria Auxiliadora Montandon de Macedo
Henrique Pizzolante Cartaxo
DELEGADOS REPRESENTANTES
JUNTO À CNC Delegados Titulares 1- Adelmir Araujo Santana 2- Rogério Tokarski Delegados Suplentes: 1 - Antônio José Matias de Sousa 2 - Mitri Moufarrege
DIRETOR REGIONAL DO SESC
José Roberto Sfair Macedo
DIRETOR REGIONAL DO SENAC
Luiz Otávio da Justa Neves
SUPERINTENDENTE DA FECOMÉRCIO
João Vicente Feijão Neto
DIRETORA-EXECUTIVA DO INSTITUTO FECOMÉRCIO
Elizabet Garcia Campos
SINDICATOS FILIADOS
Sindicato do Comércio Atacadista de Álcool e Bebidas em Geral do DF (Scaab) • Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do DF (Secovi) • Sindicato dos Salões, Institutos e Centros de Beleza, Estética e Profissionais Autônomos do DF (Sincaab) • Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do DF (Sincofarma) • Sindicato dos Centros de Veículos Automotores do DF (Sindauto) • Sindicato das Empresas de Representações, dos Agentes Comerciais Distribuidores, Representantes e Agentes Comerciais Autônomos do DF (Sindercom) • Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do DF (Sindesei) • Sindicato das Empresas de Promoção, Organização, Produção e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do DF (Sindeventos) • Sindevídeo: Sindicato das Empresas Vídeolocadoras do Distrito Federal (Sindevídeo/DF) • Sindicato do Comércio Atacadista do DF (Sindiatacadista) • Sindicato do Comércio Varejista de Automóveis e Acessórios do DF (Sindiauto) • Sindicato de Condomínios Residenciais e Comerciais do DF (Sindicondomínio) • Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes do DF (Sindifeira) • Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas, Gêneros Alimentícios, Frutas, Verduras, Flores e Plantas de Brasília (Sindigêneros) • Sindicato dos Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do DF (Sindilab) • Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do DF (Sindiloc) • Sindicato das Empresas de Loterias, Comissários e Consignatários e de Produtos Assemelhados do DF (Sindiloterias) • Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção do DF (Sindmac) • Sindicato do Comércio de Material Óptico e Fotográfico do DF (Sindióptica)• Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do DF (Sindipel) • Sindicato dos Supermercados do DF (Sindsuper) • Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes do DF (Sindvamb) • Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) • Sindicato das Empresas de Produção de Imagens, Fotografias, Filmagens e Profissionais Autônomos do DF (Sinfoc) • Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Distrito Federal (Siese) • Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços Especializadas em Bombeiro Civil do DF (Sepebc).
SINDICATOS ASSOCIADOS
Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar) • Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis)
Adelmir Santana
Presidente do Sistema Fecomércio-DF: Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio
O Brasil está prestes a entrar em uma nova era no que se refere às relações de trabalho. Isso por-que a principal base das leis traba-lhistas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), datada da década de 1940, será finalmente atualizada com a entrada em vigor, agora em novembro, da Lei nº 13.467/2017. Precisamos ter em mente que essa Reforma Trabalhista, ao tornar a legislação mais flexível, mantendo os direitos básicos dos emprega-dos, certamente será uma precur-sora da geração de empregos e da formalidade no País.
Ponto já pacificado por espe-cialistas diz respeito à diminuição considerável das ações judiciais, uma vez que os acordos coletivos ganharão força de lei, e, assim, o negociado entre patrão e empre-gado prevalecerá sobre o legisla-do. Harmonia, diálogo e consenso devem ser a tônica das relações de trabalho a partir de agora no País.
Os críticos da reforma tentaram por inúmeras vezes convencer o povo e a opinião pública de que os trabalhadores perderiam direitos já adquiridos décadas atrás. Entre-tanto, o governo deixou bem claro que as garantias como 13° salário,
seguro-desemprego, licença-ma-ternidade e palicença-ma-ternidade, salário-mínimo, número de dias de férias devidas ao empregado, normas de saúde, higiene e segurança do tra-balho, repouso semanal remune-rado, direito de greve, entre vários outros, serão mantidos.
Acredito que as mudanças são para melhor porque a reforma é fundamental para que o País pos-sa superar a crise e alcançar um ritmo de desenvolvimento. Com a modernização das leis trabalhistas haverá mais segurança jurídica nas relações entre empregador e em-pregado, fortalecimento da econo-mia e, por conseguinte, posso dizer que haverá mais competitividade no mercado.
Outra novidade que quero apre-sentar é que a partir desta edição utilizaremos uma ferramenta que vai revolucionar o modo como nos relacionamos com as informações, as novidades e o mundo. A partir de agora, a Revista Fecomércio-DF utilizará da realidade aumentada para trazer o que o veículo já faz há mais de duas décadas de exis-tência, que é informar o leitor com qualidade. Agora, com Realidade Aumentada. Ela funciona por meio de um aplicativo que deve ser bai-xado gratuitamente, o Zappar, e que lê um simples código chamado Zapcode. Basta baixar o app, fazer a leitura do Zapcode como se fosse tirar uma foto e o que estava imóvel a sua frente ganhará animações, ví-deos, áudios, imagens 3D, tornan-do, assim, a revista Fecomércio-DF mais completa. Entramos, portan-to, em uma nova era da informação, antenados com o que há de mais novo no mercado editorial.
“A partir de agora, a
Revista
Fecomércio-DF utilizará da
realidade aumentada
para trazer o que
o veículo já faz há
mais de duas décadas
de existência, que é
informar o leitor com
qualidade”
Harmonia, diálogo e
consenso devem prevalecer
//Por Taís Rocha
Crescimento possível
da economia
Economista formado pela UFRJ,
mestre em Economia pela FGV, com
diversos artigos e livros publicados.
Carlos Thadeu
atuou como diretor
financeiro e membro do Conselho
de Administração da Petrobras e foi
diretor do Banco Central por dois
mandatos. Foi ainda economista
chefe da CNC e atualmente é
diretor da Área Financeira e
Internacional do BNDES. Nesta
entrevista ele fala dos mecanismos
que o governo federal tem usado
para viabilizar o crescimento da
economia brasileira, sobretudo por
meio do BNDES.
Gostaria que o senhor detalhasse a Medida Provisória que criou a Taxa de Longo Prazo (TLP) para empréstimos do BNDES e como ela poderá beneficiar os empresários daqui para frente. A Medida Provisória 777/2017 prevê a convergência, em um prazo de cinco anos, da taxa de juros cobrada pelo BNDES em seus empréstimos para o custo de captação do Tesouro Nacional no mercado, tendo como referência a NTN-B. Espera-se que a TLP permita uma redução na taxa estrutural de juros, com reflexos positivos na diminuição do custo do crédito no País. Além disso pretende-se que ela fomente o mercado secundário de securitização de créditos de longo prazo, melhorando o funding para o setor.
Recentemente, o presidente do BNDES afirmou que o modelo tributário do Brasil precisa ser “completamente remodelado”, pois “já passou do limite da reforma”. Na opinião do senhor, em que medida, essa remodelação pode ser feita em médio prazo?
A agenda de reformas
microeconômicas, entre as quais se insere a reforma tributária, é importante para aumentar a eficiência da economia brasileira, com impacto direto sobre a produtividade. Nesse contexto, deve ser prioridade para viabilizar o crescimento em bases sustentáveis da economia brasileira.
Considerando os desafios atuais ao crescimento, é possível que a busca de consenso para que essa agenda seja acelerada.
Na opinião do senhor, como corrupção e política econômica equivocada pesam no
desenvolvimento do País? Na medida em que implicam
elevação de custos e alocação ineficiente dos recursos, são limitadores do desenvolvimento. Por outro lado, houve um
fortalecimento das instituições no País, que no médio prazo tende a contribuir para o desenvolvimento em bases mais sustentadas. Há uma extensa literatura que trata desse tema, então entendo que o amadurecimento das instituições pode ser uma oportunidade. O senhor acredita ser possível realizar uma reforma tributária em um País com tantas
diferenças, como por exemplo, a questão do ICMS?
A reforma tributária precisa ser entendida como uma agenda do Estado brasileiro em um esforço para melhoria do ambiente de negócios. Evidentemente, deveremos ter um modelo de transição para evitar conflitos entre os entes federativos, União Federal, Estados e Municípios. Existem alternativas em discussão para tratar a questão do ICMS, entre as quais a criação de um imposto sobre o valor agregado (IVA), que substituiria também os impostos municipais. O ponto principal é um modelo de transição em um momento em que a União, Estados e Municípios se deparam com um quadro fiscal delicado.
Reequilibrar a área fiscal que está em crise, cortar gastos públicos e apostar nos investimentos pode ser um dos tripés para salvar o Brasil?
São condições necessárias, mas não suficientes. É importante caminhar na agenda de reformas microeconômicas para elevar o crescimento potencial do País. Nesse contexto, o agravamento da situação fiscal nos diversos níveis da federação trouxe à tona as discussões sobre a necessidade das
“Houve um
fortalecimento
das instituições no
País, que no médio
prazo tende a
contribuir para o
desenvolvimento
em bases mais
sustentadas”
entrevista
reformas, que passaram a ser uma agenda do País, e espera-se que menos dependente do ciclo político. Não são o suficiente, mas como o senhor analisa o atual cenário de taxas de juros baixas e inflação sob controle?
Temos visto os primeiros sinais de recuperação pelo lado do consumo, que responde mais rapidamente a esse cenário, principalmente com o ganho real dos salários diante da redução do nível de preços.
E o déficit das contas públicas de R$ 159 bilhões para o próximo ano? Como equilibrar esse rombo com um cenário desenvolvimentista?
Um cenário de crescimento em bases sustentadas terá impacto positivo sobre a arrecadação tributária e contribuirá para o equilíbrio das contas públicas. Além disso, o Governo Federal tem encaminhado um conjunto de medidas para geração de receita adicional, como os projetos de privatização e concessão de serviços públicos.
Um dos objetivos do BNDES é liberar os investimentos para o País, com isso, ter um terreno fértil para o desenvolvimento. Na opinião do senhor, até que ponto a crise econômica trava os investimentos e, consequentemente, o desenvolvimento do Brasil? Ela afeta as expectativas dos agentes econômicos, que postergam suas decisões de investimento. A existência de capacidade ociosa e projetos que
ainda não maturaram limitam novos investimentos. Existe ainda uma necessidade de avanço regulatório em algumas áreas para atrair novos investimentos e mitigação de situações de conflito de interesses.
O que o banco tem a oferecer aos pequenos e médios dos setores de comércio e serviços?
O BNDES lançou o Canal do Desenvolvedor MPME que reúne todas as linhas de financiamento indireto automático, entre as quais o Cartão BNDES e o BNDES Automático. Entre as vantagens destacamos a agilidade na solicitação de financiamento, transparência e facilidade no processo de solicitação e de acompanhamento e ampliação do acesso à rede de agentes financeiros credenciados. Cabe mencionar também que o BNDES ajustou as condições do Programa BNDES Giro, flexibilizando a exigência de garantias reais, com
o intuito de atender a um conjunto maior de MPME’s. Outro dado relevante é que excluindo o apoio aos setores de infraestrutura e comércio exterior, a participação das MPME’s nos desembolsos do BNDES passa de 60% atualmente - dados referentes ao 1º
semestre/2017.
Como a sua experiência na Confederação Nacional do Comércio (CNC), conhecendo os anseios dos diversos setores produtivos, pode agregar ao seu atual cargo no banco?
O BNDES está realizando neste momento o seu Planejamento Estratégico com foco na visão de futuro para o banco. Como instituição de desenvolvimento, essa reflexão deve considerar também as demandas dos diversos segmentos da sociedade, incluindo os setores produtivos. A experiência prévia na CNC me permite trazer para o banco a visão e necessidades da economia real.
comportamento
Muitas vezes o público que o empresário quer
alcançar na internet está nas redes sociais de
influenciadores digitais
//Por Luciana Corrêa Fotos: Raphael CarmonaN
ão tem como negar a in-tensidade da conexão e interação da população brasileira com a internet. Estamos falando de 139 milhões de internautas no Brasil e desses, 58% utilizam redes sociais. São números de um estudo feito pelas empre-sas We Are Social e Hootsuite, e só confirmam que o empresariado precisa acompanhar esse público. Galgar um espaço no mundo ciber-nético não é tão simples e, muitas vezes, apostar em pessoas que se tornaram influenciadores digitais pode ser uma forma de atrair cre-dibilidade e seguidores para a mar-ca. Para a professora de Marketing e Gestão Comercial da Faculdade de Tecnologia Senac-DF, Lucyara Franco, para quem trabalha com o varejo, com produtos ou serviços, realmente faz toda diferença estar online. “Não tem mais como oem-CONECTE-SE
COM SEU
CLIENTE
presário não estar conectado: se ele não está, o concorrente está”, destaca.
Ao pesquisar nas redes sociais, é possível identificar pessoas que por emitirem opiniões foram soman-do uma legião de seguisoman-dores. As empresas começaram a identificar esses casos e perceberam que, ao conectar seus produtos aos forma-dores de opinião, é possível atingir um público específico e ter resulta-dos positivos.
A especialista Lucyara explica ainda que o consumidor sempre foi curioso e desconfiado e se tor-nou cauteloso ao gastar. Por isso, segue e acredita em personalida-des que falam sua linguagem, que são próximos ao seu estilo de vida e, principalmente, que mostram como os produtos funcionam. “Fiz uma pesquisa uma vez e muitos fa-laram que não acreditam na
divul-gação de blogueiros muito famo-sos. Preferem pessoas da cidade, estilo gente como a gente. O públi-co já percebeu quando a divulgação é comprada, mesmo sabendo que os blogueiros locais também ga-nham para falar”, explica. Lucyara destaca que a divulgação online está tomando seu espaço. “Quan-do você faz publicidade na internet, vai direto ao seu público, principal-mente com esses influenciadores”, conclui.
MODA
A empresária Ligia Vieira é pro-prietária da loja Maria Charmosa, localizada no Boulevard Shopping, e investe 100% da verba para publici-dade em mídias online. A multimar-ca completou oito anos e há cinco tem uma parceria com a blogueira Ju Rodrigues. Ligia conta que há um ano investe apenas na
inter-net, pois outros tipos de divulgação, como panfletos, outdoor, anúncios em revistas e não tem mais resul-tado. “As pessoas estão muito mais digitais. Quando eu publicava em re-vistas, aparecia uma ou duas clien-tes dizendo que viu o anúncio. Com divulgação em rede social e por blo-gueiras é completamente diferente. A Ju faz a foto e no dia seguinte vem de duas a três pessoas procurar a roupa na loja, fora as mensagens no Whatsapp sobre preço e tamanhos. O resultado é imediato”, diz.
Ligia identifica seu perfil de cliente e garante que é o mesmo da Ju. “Já fiz até divulgações com outras blogueiras, mas a Ju chega aqui, escolhe o que parece com o estilo dela e o público recebe como uma dica de moda e não uma ven-da direta. Ela publica, geralmen-te, duas vezes na semana”, conta. A empresária destaca que com a parceria tem um aumento de pelo menos 15% nas vendas. “Quando fizemos um evento, o vestido que ela usou vendeu no dia seguinte. Se eu tivesse seis peças, tinha vendido tudo. Tive mais de dez clientes pro-curando a loja só pelo look que ela usou”, comemora.
A blogueira, Ju Rodrigues, tem mais de 83 mil seguidores no Insta-gram, que usa exclusivamente para divulgar a moda, e um blog. “Come-cei a fazer umas fotos para mostrar.
Hoje sou procurada pelo resul-tado que apresento para as lojas. As empresárias conversam e me indi-cam”, conta. Formada em Educação Física, assim que voltou da licen-ça-maternidade não se interessou mais pela área e começou a fazer diversos cursos online, como con-sultoria e produção de moda, e por meio deles fez seus primeiros con-tatos na área. “Percebi que as pes-soas se interessavam por eu ter um olhar diferenciado para encontrar peças legais, maquiagem. Na época fiz o blog, mas foi com o Instagram que realmente tive um crescimento na minha carreira”, conta.
Ju tem uma visão sobre o que traz resultado. “Tenho o meu pú-blico traçado. Sei exatamente o que
vestir e mostrar para fazer suces-so. Seleciono as lojas e roupas que vou vestir. O resultado positivo é uma soma: o meu estilo com o das seguidoras e o da loja”, explica. A blogueira propõe para parceria con-tratos financeiros de no mínimo três meses para gerar um engajamento junto ao público e credibilidade para a marca. “Posto duas a três vezes na semana, além do stories em que co-loco novidades sempre. Na linha do tempo somente fotos produzidas”, conta. Ela também faz divulgação por permuta, ou seja, em troca de produtos.
A dica da Ju é que Brasília tem muito o que mudar e crescer. “Tem marcas bem conceituadas que ain-da não se reciclaram. Ficam espe-rando clientes de porta. A gente não faz milagre, não sou vendedora. Vou divulgar a marca e os pontos positi-vos, mas óbvio que meu objetivo final é a venda para a empresa”, conclui.
GASTRONOMIA
O empresário, Bruno Borges, depois de diversas pesquisas e consultorias, abriu a sorveteria Stonia, em outubro do ano passado. O nome é uma mistura de Estônia, um dos dez países mais gelados do mundo, com a palavra pedra em in-glês (stone). Mas antes mesmo de abrir as portas, fez uma ação com
Ju Rodrigues (esq.) e Ligia Vieira: parceria
da blogueira com a empresária já rendeu bons frutos para ambas
o chef Kadu Barros, que assina o cardápio da loja, e com os influen-ciadores digitais da cidade.
Os resultados já apareceram no mesmo dia e o perfil no Insta-gram alcançou mais de mil segui-dores antes mesmo de inaugurar. “Um dia antes de abrir, chamamos o Raion, do Instagram Gulagram, e eles fizeram um post. Marcamos para as 12h, quando foi 11h30 tinha gente na porta pedindo para abrir. Vimos o potencial deles. Toda vez que eles postam, a repercussão é imediata”, conta.
Bruno conta que investe de R$ 3 mil a R$ 4 mil em divulgação online e que o trabalho com o Gulagram é por meio de permuta, a não ser para sorteios. “Chamamos outros influenciadores também, mas hoje o Gulagram é o mais forte. Damos exclusividade para eles em lança-mentos em eventos na loja. Eles têm um público muito grande e toda vez que postam pela manhã,
o resultado vem em números no mesmo dia”, comemora. O em-presário conta ainda que está em processo de expansão e animado a economia do País. “Estamos com esperança. Acredito que o ano que vem será muito bom para a gastro-nomia. Com um ano de empresa já temos duas lojas e um projeto de expansão”, conclui. A Stonia tem quase 20 mil seguidores no Insta-gram e 7,5 mil no Facebook.
Os influenciadores digitais por trás da conta do Gulagram são Ro-drigo Lourenço, mineiro e servidor público, e o publicitário e brasi-liense Raion Almeida. “Despre-tensiosamente, em uma conversa de bar, percebi que o brasiliense tem o costume de ir aos mesmos restaurantes e muitas vezes pedir os mesmos pratos. Não é possível que em uma cidade do tamanho de Brasília tenha tão poucas opções. Resolvemos nos desafiar”, conta Rodrigo. Com 159 mil seguidores no Instagram e 12 mil no Facebook, o Gulagram existe há três anos e ambos fazem visitas nos pontos gastronômicos da cidade.
A divulgação no perfil gastro-nômico pode acontecer gratuita-mente, por permuta e outras vezes são pagas. “Começamos a perce-ber que nossas dicas impactavam e davam algum tipo de retorno
financeiro quando tivemos depoi-mento de casas que postamos e tiveram o faturamento aumentado depois. Os shoppings da cidade co-meçaram a nos procurar e come-çamos a notar que não era mais só diversão ou curiosidade nossa”, conta Raion. O publicitário conta que passaram a investir dinheiro em posts, gastavam com a ida até os pontos. Então, perceberam que o Gulagram se tornou um traba-lho. “A grande diferença do nosso perfil é que os veículos de gastro-nomia, até então, iam aos locais por convite ou por relacionamento com assessorias de imprensa. Nós vamos pela pauta. Não esperamos a casa dar certo, e sim apostamos na ideia do empresário”, destaca Raion. Uma dica do publicitário para os empresários é que, quan-do forem fazer uma ação, façam-na de maneira pontual. “Convide um influenciador de cada vez para mensurar o resultado de forma direta. Tem muitos com seguido-res falsos e dá para saber fazendo uma análise do perfil”.
FITNESS
A farmácia de manipulação Far-madiet está no mercado há 13 anos e com a vinda das redes sociais, se atualizou e está na internet efetiva-mente há dois anos. O farmacêutico
e proprietário da empresa, Paulo Henrique Marão, declara que até hoje ainda faz divulgação em pu-blicações médicas e revistas, mas que não atinge seu público do modo como faz ações nas mídias sociais. “É um investimento que tem dado retorno. Tenho visto uma melhora grande na empresa, principalmente quando lanço uma novidade. A mídia social é uma propaganda barata e atinge o público que preciso”, explica.
A empresa tem uma parceria de permuta com a personal trai-ner e palestrante, Renata Costa. Há três anos, em forma de permuta, a influenciadora fitness faz posts, pa-lestras e treinamentos sobre o uso dos produtos feitos pela Farmadiet. “A Renata tem um grande público fitness e hoje ela é uma pessoa que muita gente segue e acredita nela. Para minha empresa, é uma das me-lhores propagandas. Posso garantir que o retorno, após as postagens dela, é imediato”, comemora.
A educadora física, Renata Costa, ou @renatinhafcosta no Instagram, tem mais de um milhão de seguido-res na rede. No início era tudo muito pessoal, mas os amigos começaram a pedir para ela postar dicas e trei-nos. “Comecei a mostrar as formas corretas e incorretas, como lido com a minha alimentação. Colocava posts, vídeos e as pessoas
começa-Os influenciadores digitais Raion Almeida (esq.) e Rodrigo Lourenço (dir.) se aliaram ao empresário Bruno Borges (centro) para divulgar as delícias da sorveteria Stonia
Hilan e Luiza Diener largaram os empregos para se
dedicarem exclusivamente ao blog Potencial Gestante Renata Costa, personal
trainer e palestrante:
“não faço divulgação de nenhum produto que eu não tenha experimentado” ram a gostar muito e foi crescendo. Cresceu mais quando comecei a trei-nar algumas atletas famosas e elas me marcavam. A repercussão foi enorme”, conta a influenciadora. Re-nata diz que para os parceiros mais antigos a troca é em permuta, como com a Farmadiet. “Sei que quando eu menciono um produto deles, muitos já ligam na farmácia e pedem. Rece-bo muitos pedidos de indicação e eu não faço divulgação de nenhum pro-duto que eu não tenha experimenta-do. Os seguidores fazem parte da mi-nha vida e eu quero sempre passar essa confiança”, conclui.
MATERNIDADE
A empresa brasiliense de ali-mentação orgânica infantil, Empório da Papinha, também investe na di-vulgação digital. A responsável pelo Marketing da empresa, Manuela Barreto, explica que estão nas redes socias há aproximadamente seis anos. “A Empório da Papinha está no Instagram, com 56 mil seguido-res, no Facebook com mais de 68
mil, e também tem canal no Youtube e blog. Hoje investimos muito pou-co em propagandas tradicionais”, conta. Em dezembro de 2016, a em-presa fez uma ação com o blog Po-tencial Gestante. Enviaram kits para toda a família. “A escolha por eles foi feita pela loja de Brasília em função do engajamento do perfil e o nosso resultado foi bem interessante. Ti-vemos um aumento de seguidores e feedback positivo”, conta Manuela. Atualmente, a empresa está em 19 estados e no DF.
O blog escolhido pela marca, o Potencial Gestante, existe desde 2009 com posts inicialmente feitos por Luiza Diener. “Eu trabalhava em um café e tinha o blog por hobby, mas meu plano era que quando ti-vesse filhos, iria parar de trabalhar para cuidar deles”, explica. Casada com o publicitário Hilan Diener, Lui-za conta que hoje, com três filhos, uma postagem já chegou a um al-cance de sete milhões de pessoas e seu maior público está no Facebook, com 162 mil seguidores. A proposta é mostrar a realidade da maternida-de e a família tem a renda totalmen-te provida pelo blog. “Somos uma miniagência e a dupla criativa do blog. Pensamos e produzimos tudo, desde os temas, fotos e vídeos”, conta Hilan. A ação com a Empório da Papinha foi voluntária da marca. “Eles entraram em contato conos-co e nos enviaram um kit conos-com um monte de opções, não só papinhas, mas também pratos prontos. Quan-do eu postei, muitas pessoas nos chamaram nas mensagens particu-lares para perguntar como eram. O resultado foi muito bom”, diz Luiza.
Tejo Restaurante
404/405 Sul, bloco B, loja 27 (61) 3264-7005 e 98311-1951
gastronomix
Rodrigo Caetano Jornalista e blogueiro http://bloggastronomix.blogspot.com [email protected] www.facebook.com/portalgastronomixPrimavera chegando:
tem menu especial no Tejo
O restaurante Tejo se inspirou na próxima estação do ano para elaborar um menu diferente do que sempre serve. O dono Manuelzinho Pires queria mais leveza. Por isso, resolveu servir o Gaspacho Andaluz (R$ 26), sopa fria que leva tomate, pimentão, azeite, pepino, vinagre e miolo de pão, como sugestão de entrada. Outra novidade é o salmão ao molho de maracujá com legumes salteados no vinho branco e couve crocante (R$ 89). Há também o Linguado ao molho de laranja (R$ 76 - já disponível no cardápio de sugestão da casa), acompanhado de brócolis e batatas gratinadas. A sobremesa, criada especialmente para a época, é o doce de tomate maduro, que pode ser
servido puro (R$ 28) ou com o queijo de ovelha portuguesa da Serra (R$ 79). O menu fica até o fim da estação, 21 de dezembro.
OSTRAS À
BEIRA DO LAGO
A happy hour do BierFass, no Pontão do Lago Sul, ficou mais animada nas sextas-feiras. A partir das 17h, enquanto durarem os estoques, a casa está promovendo o festival “Ostras e Espumantes”. A iguaria chega fresquinha, aberta na hora, custa R$ 6,50 a unidade.
BierFass Lago
SHIS QL 10, Lote 1/33 – Lago Sul www.pontaodolagosul.com.br (61) 3364-4041
Viagens gastronômicas
MontevidéuEstrecho – Um balcão com 20 lugares é o cenário deste delicioso restaurante localizado na Cuidad Vieja. Os chefs Cali Diemarch e Jessica Cambell e seus ajudantes preparam o menu com influência francesa, tudo à sua frente, em um bailar frenético. O cardápio é simples, curto e focado em ingredientes frescos e sazonais. Há dois tipos de sanduíches, três saladas, uma opção com peixe, frango e carne vermelha. Na sequência, tem as sobremesas também. A casa só abre para almoço, que vai até as 16h. Chegue cedo!
Sarandí 460
Telefone: +598 2915 6107
Jacinto Café & Restaurante – Aberto em 2012, o restaurante é tocado pela chef Lucía Soria, que trabalhou muitos anos com o chef argentino Francis Mallmann, conhecido pelo seu trabalho com o fogo. No menu, com influência espanhola e italiana, opções como saladas, massas, peixes e carnes, sempre com um toque diferente. A carta de vinhos investes em uruguaios. O salão é amplo e a casa na rua apenas de pedestres possui janelas para as lojinhas da Ciudad Vieja. Em 2013, a casa abriu ao lado uma padaria para cafés da manhã e lanches saborosos.
Sarandí, 349
Quem visitar a nova temporada da Casa Cor Brasília 2017 terá uma bela surpresa no espaço Vinho e Prosa Lounge. O arquiteto Hélio Albuquerque e a designer Sônia Peres criaram um ambiente para os amigos tomarem bom vinho, baterem papo e comerem confortavelmente. A ideia é que os visitantes se sintam em casa, acolhidos. A dupla se inspirou no clima das vinícolas que o arquiteto visitou recentemente pelo Uruguai. Albuquerque esteve em cerca de 10 bodegas do país produtor da uva tannat.
O espaço, bem contemporâneo, tem 110m², um piso vermelho para lembrar as casas antigas e a cor do vinho e uma cozinha aberta no tom azul-escuro, onde haverá pequenos eventos como uma aula de chás com degustação e outras surpresinhas.
Muito vinho e bom papo na Casa Cor
O Vinho e Prosa Lounge ainda conta com uma área externa e uma mesa de jantar. A Casa Cor 2017 vai até 8 de novembro.
Outras opções gastronômicas
Sob o tema “Foco no essencial”, a Casa Cor Brasília 2017 propõe o “design mais perto das pessoas”, com projetos, soluções e ideias dos melhores profissionais do segmento, que levarão ao consumidor a preocupação com o design e sua função, forma,
5.850m² de área de
evento 70 profissionais
e 43 ambientes
Frank Bar
Rua São Carlos do Pinhal, 424
Funcionamento: Domingos e feriados: 18h à meia-noite; Segundas, terças e quartas: 18h à 1h; Quintas, sextas e sábados: 18h às 2h (com direito a jazz ao vivo)
experiência e sobrevivência no cenário atual. Pizza Parque, Ernesto Cafés Especiais e restaurante do Chef Paulo Tarso são os espaços gastronômicos da 26ª edição da Casa Cor Brasília.
Casa Cor Brasília
QI 9 Lago Sul lote D
De terça a sexta das 15h às 22h Sábado, domingo e feriados das 12h às 22h
Telefone: (61) 3248-4638 Ingressos - Inteira: R$ 48. Meia: R$ 24.
Passaporte: R$ 160
Frank Bar renova
carta de drinques
Situado no lobby do Maksoud Plaza, em São Paulo, o Frank Bar conta com uma nova carta de drinques. São 20 coquetéis, dos quais 17 exclusivos. Além disso, novas opções de petiscos. Com referências de ícones dos séculos XIX e XX, a curiosa seleção de mixologia, dividida em quatro seções, faz uma viagem à história da coquetelaria. A média de preços do coquetel é de R$ 35.
parceria
//Por Fabíola Souza Fotos: Raphael Carmona
Máquina de cartões disponibilizada pela
empresa Intermeio, com exclusividade para a
Fecomércio-DF, traz benefícios exclusivos
C
om o objetivo de oferecer mais conforto e vantagens exclusivas aos sindicatos filiados e associados, a Fecomércio-DF passou a disponi-bilizar uma máquina de cartões com benefícios exclusivos para cada segmento. O projeto, ainda em implantação, já pode ser adquirido pelos empresários interessados.O presidente da instituição, Adelmir Santana, explica que essa parceria nasceu da vontade de oferecer algo exclusivo para os empresários filiados aos sindicatos da base, com o intuito de fortalecer o setor. “Hoje há muitas empresas que administram cartões, mas criamos um produto único, que entende a necessidade de cada segmento, seja no recebimento do paga-mento, seja na obtenção de descontos nas tarifas, ou algum mecanismo específico que o empresário deseja implementar”.
Facilidades para os
Paulo Galindo (esq.) e Alexandre Bitencourt, do Sindilab
Célio Paiva, do Sincaab (dir.), aprovou o uso da máquina
O presidente do Sindicato dos La-boratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do DF (Sindilab-DF), Ale-xandre Augusto Bitencourt, já está usando o equipamento e recomenda a aquisição da máquina Fecomércio. “Há vários pontos favoráveis, entre eles, as melhores taxas do mercado no débito e crédito, além de não co-brar anuidade da máquina. Negociei ponto a ponto e há projetos futuros para emitir até boleto bancário e nota fiscal pelo equipamento”, ressalta.
Esse novo produto só é possível por meio do convênio entre a Feco-mércio e a empresa Intermeio So-luções de Pagamento Ltda, em São Paulo, do fundador João Galindo. O CEO da empresa, Paulo Galindo, veio pessoalmente a Brasília para fazer as primeiras entregas das máquinas. “Tivemos várias reu-niões e de pronto identificamos a oportunidade de encontrar um pro-jeto específico para atender à Fede-ração”, informa Galindo. Segundo ele, o projeto nasceu e está pronto para ganhar as ruas da capital. “O principal objetivo desse convênio com a Fecomércio é integrar den-tro da base, que conta com diversos sindicatos, vários produtos, melho-res funcionalidades, integrações específicas para cada segmento, e obviamente com negociações em grupo, queremos ofertar as me-lhores taxas”, informa Paulo. A empresa possui um site com mais informações na página https://in-termeio.com/.
Outro associado que já está usan-do o novo produto é o Sindicato usan-dos Salões de Barbeiros, Cabeleireiros, Profissionais Autônomos na Área de Beleza e Institutos de Beleza para Homens e Senhoras do Dis-trito Federal (Sincaab-DF). O pre-sidente Célio Paiva afirma que o equipamento é rápido, tem boa co-municação, além de conectar por meio de WI-FI também usa a tecno-logia 3G. “Não tive problema de
co-nexão com a máquina da Intermeio e, em termos de uso, é perfeita, não deixa a desejar”, disse o presiden-te. Célio ressaltou outra vantagem que a Intermeio proporciona: uma pequena porcentagem nas vendas vai direto para o sindicato, o que fortalece ainda mais a corporação.
O empreendedor ou sindicato que queiram adquirir o seu equi-pamento podem entrar em contato no: (61) 4042-2699 ou e-mail: [email protected]. A sede é em São Paulo, mas a Fecomércio cedeu um espaço no 5º andar do prédio da instituição para melhor atender aos sindicatos interessa-dos em adquirir o produto.
gente
Um aplicativo criado e idealizado pelo brasi-liense e publicitário, Wellington Braga, tem movi-mentado o cenário gastronômico local. Trata-se do Magpi, criado para smartphones, que paga aos usuários com depósito em conta corrente para conhecer restaurantes da cidade. De acordo com Wellington, o aplicativo já conta com quase 80 restaurantes que pagam aos usuários para que visitem e indiquem os estabelecimentos, entre eles grandes franquias e marcas consagradas em Bra-sília, como Pizza Hut e American Prime. A ferra-menta, que há três meses funciona como um canal de relacionamento entre o usuário e o restaurante, está disponível para download para android e IOS. “A meta é, até dezembro, chegar a 250 casas ca-dastradas, além de expandir para Goiânia e São Paulo”, disse Wellington. Outra ideia do Magpi é medir a divulgação dos negócios. “Você perguntava aos empresários sobre a divulgação do negócio e a resposta era sempre que o que estava dando certo era o ‘boca a boca’. Então, decidimos fazer isso acontecer”. O empresário consegue monitorar o quanto estão pagando para convencer os usuários e quantas indicações o investimento rende.
Presente na lista dos jovens de até 30 anos mais promissores do Brasil da revista Forbes, Mariana Serra, 31 anos, é a cofundadora e idealizadora da Volunteer Vacations (VV), projeto voltado para quem busca auxiliar outras pessoas. “Queremos aliar férias tradicionais à possibilidade de fazer a diferença ajudando o próximo”, explica Mariana. Em português, o nome da empresa, aberta em 2013 com sede no Rio de Janeiro, significa “férias volun-tárias”. A ideia é oferecer ao público a oportunidade de embarcar em viagens nacionais e internacionais e ainda fazer o bem. A organização atende, em mé-dia, 300 pessoas por ano. Mariana fez trabalho vo-luntário em diversos países, como Brasil, Estados Unidos, Costa Rica, Haiti, Quênia, Tanzânia, Líbano, Jordânia, Índia e Tailândia. Daí surgiu a ideia de, com o apoio de várias ONGs do mundo, promover viagens, em um pequeno período para ajudar pes-soas. “Cuidamos de todo o planejamento e buro-cracia e montamos com a pessoa uma experiência capaz de aliar diversão e a realização pessoal de colaborar com uma causa”, defende. É possível conferir projetos, valores e tempo de estada no www.volunteervacations.com.br.
//Por José do Egito Foto: Raphael Carmona
//Por José do Egito
Vai um
restaurante aí?
Trabalho, viagens e
//Por José do Egito Foto: Raphael Carmona
Cinco
perguntas
para Luiz Amorim
//Por José do Egito
A cidade de Planaltina (DF) abriga um espaço que recebe animais maltratados. Utilizando um sítio da família, a médica veterinária, Camila Steck, decidiu criar o Santuário dos Unicórnios. O espaço foi idealizado por ela para ajudar cavalos que não têm abrigo. “Nosso espaço é próprio para proteger esses animais. Tudo isso para que estejam prote-gidos de invasores e caçadores”, explica Camila. Atualmente, o Santuário cuida de quatro cavalos resgatados, vítimas de maus-tratos. Para prote-ger tanto a área quanto os animais, Camila criou uma campanha online para arrecadar fundos para melhorar o local. “Precisamos urgentemente me-lhorar a cerca. Infelizmente já passamos o sufoco de ter um animal roubado, mas que foi recuperado pelo nosso esforço e dedicação. Agora é cuidar para que essa situação não se repita. Por isso criamos no site Kickante a campanha Santuário Rancho dos Unicórnios”. A ideia é receber animais maltrata-dos nos mais variamaltrata-dos sistemas de exploração. E a próxima meta é resgatar galos de briga. Embora o movimento de resgate e adoção seja mais comum para cães e gatos, Camila explica que os maus-tra-tos são muito comuns em animais de grande porte como cavalos. “Nosso trabalho é oferecer trata-mento adequado e carinho para esses animais”, diz.
Abrigo bom
pra cavalo
Luiz Amorim é proprietário do Açougue Cultural T-Bone. Em 1994, quando abriu o negócio, colocou uma pequena estante de livros no local. Com perseverança e doações, transformou o açougue no primeiro estabelecimento no mundo a unir carnes e livros. Além disso, ele distribui livros nas paradas de ônibus da W3 Norte.
Como surgiu a ideia de distribuir os livros?
Eu acredito em um País melhor por meio da leitura. Quis também levar a cultura para o espaço público.
Qual a principal dificuldade desse trabalho?
Sem dúvida é convencer parceiros a se sensibilizarem com o projeto.
Por que incentivar a leitura?
Projetos assim ajudam bastante a disseminar a cultura, mas também é preciso que os leitores nutram interesse.
Quando começou o projeto?
Em 2007 comecei a instalar as bibliotecas populares nas paradas de ônibus da W3 Norte.
Como funciona o empréstimo dos livros?
O material pode ser levado para casa e devolvido em qualquer um dos pontos com biblioteca, o que permite a rotatividade e a democratização da cultura.
ciência
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será realizada entre 23 e 29 de
outubro, no Pavilhão do Parque da Cidade, com participação do Sesc-DF
//Por Brunna Pires Foto: Joel Rodrigues
C
om o objetivo de promo-ver e democratizar os co-nhecimentos científicos e tecnológicos para a população, é realizada, anualmente, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O evento é uma iniciativa do Ministério de Ciência, Tecnolo-gia e Inovação e conta com apoio de secretarias, instituições de en-sino, sociedades científicas e ór-gãos governamentais. O Sesc-DF participa desde 2008.Para o evento de 2017 o tema será “A matemática está em tudo”. Conhecida por suas diversas defi-nições e aplicações, ela poder ser tão útil quanto prazerosa. O even-to será realizado entre 23 e 29 de outubro, no Pavilhão do Parque da Cidade. No Sesc-DF, o projeto é desenvolvido no âmbito do Progra-ma de Educação e da Unidade de Gestão de Ações de Sustentabili-dade. Além das Salas de Ciências, o evento contará com a participa-ção da equipe técnica, do corpo do-cente e de alunos da rede Edusesc no DF. A chefe da Unidade de Ges-tão e Ações de Sustentabilidade do Sesc, Patrícia Souza, explica que o tema escolhido envolve outros eventos no Brasil. “O País sedia-rá, pela primeira vez, a Olimpíada Internacional de Matemática e no ano seguinte o Congresso Interna-cional de Matemáticos, trazendo pesquisadores de alto nível”.
O estande do Sesc vai expor os trabalhos dos alunos e professo-res da Educação Infantil, Ensino
@sescdf
/sescdistritofederal www.sescdf.com.br
Fundamental I e II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos no Ensino Fundamental e Médio. O espaço contará com divisórias metálicas em nove módulos seg-mentados, onde serão apresenta-dos os diversos aspectos da Mate-mática na rotina das pessoas.
A expectativa é de que muitos visitem o estande da instituição ao longo da semana. “Esperamos receber mais de 40 mil visitantes. Temos mais de 4 mil alunos, além de professores, diretores e codenadores que trabalham na or-ganização e pesquisa de materiais relacionados ao tema proposto”, finaliza Patrícia.
SALA DE CIÊNCIAS
Para oferecer a prática de co-nhecimentos científicos nas
esco-las, o Sesc-DF oferece a Sala de Ciências, um laboratório interati-vo que integra o projeto SesCiên-cia, do Departamento Nacional do Sesc. A Sala de Ciências possui 80m² e fica localizada nas Unida-des do Sesc Taguatinga Norte e Taguatinga Sul. Neste ano, a sala abordará de que modo a Matemá-tica explica os poderes de super--heróis de filmes de grande suces-so, esse projeto terá como nome “Os Poderes da Matemática”.
Acesso facilitado
ao conhecimento
Raul Velloso
Doutor em Economia pela Universidade de Yale (EE.UU). Atualmente é consultor econômico em Brasília
artigo
economia
Enquanto o combate à corrup-ção, que é fundamental, toma con-ta do noticiário, a desabada dos investimentos públicos e a des-truição das empresas que atuam tradicionalmente na área de infra-estrutura vêm lamentavelmente ficando à margem das manchetes.
Assistir passivamente à des-truição dessas empresas e dos respectivos empregos, até há pou-co motivo de orgulho no País, jo-gando fora o conhecimento nelas acumulado, é algo realmente para se lamentar.
Pior ainda é ninguém falar na necessidade de reorganização administrativa do setor público, que há muito se impõe no País e que tornaria o ambiente de negó-cios inclusive menos suscetível à corrupção.
Ou seja, há muito o governo deixou de se planejar, pelo menos do jeito que se fazia quando iniciei minha carreira pública, não mais havendo estudos de viabilidade econômica dos investimentos co-gitados, em boa medida porque a máquina que cuidava do assunto foi simplesmente desbaratada.
Pasmem que hoje não costu-ma haver sequer um simples pro-jeto executivo, o que acaba con-ferindo aos empreendimentos
um indesejável selo de inse-gurança, levando a recursos
“Pior ainda é ninguém
falar na necessidade
de reorganização
administrativa do setor
público, que há muito
se impõe no País e que
tornaria o ambiente
de negócios inclusive
menos suscetível à
corrupção”
Para o governo
investir mais e melhor
e paralisações, com consequentes atrasos e “sobrecustos”.
Um problema básico é não haver recursos garantidos para a execução de um percentual mini-mamente razoável da obra, algo que deveria ser condição para o início de qualquer projeto. E práti-ca populista comum é as autorida-des adotarem “tabelas de preços” incompatíveis com as peculiarida-des de um dado projeto.
Inexistem mecanismos que obriguem o cumprimento do con-trato de obras pelo setor público, a não ser recorrendo à Justiça. Em vez de focar o controle da execu-ção sobre o setor público, esse se volta apenas contra o ente priva-do, particularmente nos pedidos de reequilíbrio contratual. Ainda que tais reequilíbrios decorram do não cumprimento de obrigações pelo setor público, eles são vistos meramente como “sobrecustos” indevidos.
Ao estabelecer o menor preço como critério único para definição de licitações, algo que se agravou com a introdução da modalidade RDC, o governo deixou de perse-guir “melhor técnica” e “capaci-tação” da empresa, e, finalmente, “qualidade” e até mesmo a “exe-cução do empreendimento em menor prazo”, objetivos esses de igual ou maior relevância para a sociedade.
Por fim, mas sem querer esgo-tar o tema, há o despreparo dos ór-gãos de fiscalização e controle para assumir as tarefas executivas que, na verdade, competiriam a um Exe-cutivo que funcionasse bem. Nada disso poderia faltar na reconstru-ção em curso.
empresas
//Por Daniel Alcântara
Objetivo do GDF é unir 13 órgãos que atuam na área
de licenciamento em um único local
Simplifica PJ é inaugurado em Taguatinga
O
Governo do Distrito Federal abrirá as portas ao Simplifi-ca Pessoa JurídiSimplifi-ca (Simpli-fica PJ) no mês de outubro. O obje-tivo é unir 13 órgãos que atuam na área de licenciamento em um único local. O projeto atenderá empresá-rios que precisam de licenças mais complexas e de serviço presencial, como os segmentos de restauran-tes e boarestauran-tes.De acordo com a Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sus-tentável, a proposta é evitar que o empreendedor precise peregrinar por diferentes locais para abrir, re-gularizar ou fechar uma empresa. O projeto terá uma sede na QI 19, do Setor de Indústrias de Tagua-tinga. De acordo com o titular da pasta, Valdir Oliveira, a proposta é evitar que o empreendedor preci-se peregrinar por diferentes locais para abrir, regularizar ou fechar uma empresa. “O Simplifica PJ é uma ação importante para destra-var Brasília. Foi um compromisso assumido na minha posse para este ano, em um único lugar reunir todos os órgãos para a regularização das empresas. E vamos cumprir nosso compromisso. Lançaremos em Ta-guatinga, onde há o maior número de CNPJ’s do DF, uma central para atender aos interesses empresa-riais, melhorar a economia e gerar riqueza”, ressalta o secretário.
A iniciativa será instalada na QI 19, Taguatinga Norte, próximo à Feira dos Goianos. O local tem ex-celente localização, além de ser de fácil acesso e contar com um amplo estacionamento. “Hoje o processo de abertura de empresas no DF é feito de duas formas: via digital, por
meio do RLE, com tempo médio de sete dias, e via manual, por meio de processo físico, com tempo de 120 dias. Com o Simplifica PJ, estima--se reduzir o tempo para 30 dias dos processos físicos”, destaca.
O presidente da Fecomércio--DF, Adelmir Santana, acredita que a palavra de ordem é simplificar. Segundo ele, facilitar a vida do ci-dadão deveria ser uma obrigação de qualquer governo. “A iniciativa merece elogio, já que teremos pro-cedimentos unificados e acesso aos serviços públicos em um só local. A desburocratização gera emprego e renda para a cidade, por isso o projeto é bem-vindo, principalmen-te em um País onde é preciso mais de 20 documentos de identificação diferentes”, destaca.
O Simplifica PJ é apenas mais um caminho do GDF rumo à
des-burocratização. O subsecretário de Relação com o Setor Produtivo, Márcio Faria Júnior, diz que o GDF tem feito parcerias com órgãos do Governo Federal, de outros Estados e entidades para melhoria do Siste-ma de Registro e Licenciamento de Empresas, que terá sua nova ver-são lançada em novembro.
“Essa versão contemplará to-dos os tipos jurídicos, reduzindo quase a zero os processos manuais e integrará ainda cartórios e OAB. Está prevista também a criação do Subcomitê da RedeSim, que visa reunir os órgãos envolvidos nos processos de registro e legalização de empresas em prol de elabora-ção de políticas públicas e revisão da legislação vigente de forma a simplificar e desburocratizar pro-cessos para a melhoria do ambien-te de negócios”, ressalta.
FUNÇÃO ORGÃO
Viabilidade de Localização Secretaria das Cidades/Administração Regional Registro Junta Comercial do Distrito Federal
Inscrições Tributárias Receita Federal do BrasilSecretaria de Fazenda
Licenciamento
Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) Diretoria de Vigilância Sanitária (DIVISA) Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) Subsecretaria de Defesa Civil (Defesa Civil) Secretaria de Agricultura (SEAGRI) Polícia Civil (PCDF)
Agência de Fiscalização do Distrito Federal (AGEFIS) Fomento Banco de Brasília (BRB)Secretaria do Trabalho
Orientação, capacitação e consultoria empresarial
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (SEBRAE/DF)
Conselho Regional de Contabilidade (CRC) Orientação para aprovação
de projetos de arquitetura
artigo
direito da empresa
Joel Rodrigues
Antonio Teixeira
Coordenador de Normas de Direito Empresarial da Presidência da República. Mestre em Direito Constitucional, com MBA em Direito Tributário e Mercado de Capitais.
A possibilidade de menor
se tornar sócio de empresa
Poderia uma criança com dez anos se tornar sócio de uma empre-sa? Vamos polemizar mais com um caso real. Tratava-se da transferên-cia de cotas em sociedade limitada para um recém-nascido, cuja certi-dão de nascimento comprovava que possuía um mês e 12 dias de vida.
Para respondermos a essas perguntas, vamos, primeiro, retor-nar a 1850, quando entrou em vigor o único Código Comercial do Direito brasileiro. Ele vedava em seu artigo 1º que o menor não emancipado se tornasse sócio em qualquer socie-dade empresária. Mesmo em caso de falecimento dos pais, a sociedade teria que ser extinta, pois a lei ve-dava a sucessão do sócio por seus filhos menores e não emancipados. A vedação do Código Comercial impediu a existência de sócios
me-nores em sociedades empresárias brasileiras, por mais de um século. As juntas comerciais não procediam ao registro de atos constitutivos ou de alterações registrais que impli-cassem a admissão de menores no quadro societário.
No entanto, em 26 de maio de 1976, o julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal, no RE 82.433-SP, alteraria para sempre essa regra. A controvérsia residia no indeferimento, pela Junta Comer-cial de São Paulo, do pedido de ar-quivamento de alteração contratual em determinada sociedade limitada, no qual se pretendia a inclusão de dois menores, filhos do principal co-tista. O capital estava integralizado e os incapazes não teriam poderes de administração ou gerência. A Corte maior entendeu que, nessas con-dições, era possível sim o ingresso de menores na sociedade limitada e o registro pela junta comercial não ofendia o Código Comercial. A de-cisão final trouxe a ementa: “Socie-dade por cotas de responsabili“Socie-dade limitada. Participação de menores, com capital integralizado e sem po-deres de gerência e administração, como cotistas. Admissibilidade re-conhecida, sem ofensa ao artigo 1º do Código Comercial. Recurso Ex-traordinário não conhecido.”
O Código Civil de 2002 incorporou a jurisprudência da Suprema Corte, ao fixar no § 3º, artigo 974, que a junta comercial deverá registrar os contratos ou alterações
contratu-ais de sociedade que envolva sócio menor incapaz, desde que este não possua poderes de administração, esteja representado ou assistido e o capital esteja integralizado.
No entanto, a polêmica ainda es-tava longe de ser pacificada. Logo, surgiram solicitações de registro na junta comercial de sociedades em-presárias nas quais todos os sócios eram menores. Destaco casos mais graves, nos quais foi requerido o re-gistro de uma sociedade limitada, cujo quadro societário era composto exclusivamente por menores abso-lutamente incapazes.
A sociedade integrada apenas por sócios menores traz várias im-plicações jurídicas. Por exemplo, em caso de crime falimentar, ne-nhum sócio é responsabilizado, pois todos são penalmente inimputáveis. Houve um caso nos Estados Unidos com o astro-mirim Jackie Coogan, que ganhou milhões quando crian-ça, mas, devido a sua idade, a ges-tão de seus negócios era realizada pela mãe e pelo padrasto. Ao atin-gir a maioridade, a sua fortuna não mais existia devido à administração desastrosa de seus representantes. Começou uma batalha judicial do fi-lho contra a própria mãe. Esse litígio ganhou repercussão e deu origem à “Lei Coogan”, que fixa responsabili-dades para os pais que administram negócios dos filhos.
Apesar das controvérsias, o arti-go 974 do atual Códiarti-go Civil permite o registro de empresas com quadro societário com apenas pessoas in-capazes. Hoje podemos garantir que o Brasil tem uma das legislações mais liberais quanto à possibilidade de o menor integrar sociedade em-presária.
aniversário
Atualmente, são oferecidas mais de 300 opções de cursos básicos, técnicos e
tecnológicos, cinco cursos de graduação e 14 pós-graduações presenciais
// Por Luciana Corrêa
Senac completa 50 anos
de história em Brasília
I
nvestir em educação é garan-tir oportunidades no mercado de trabalho e na geração de emprego e renda, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Com 50 anos de atuação no DF, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) tem contribuído na formação de profissionais para os setores de comércio, serviços e turismo, ofertando cursos pro-fissionalizantes nas modalidades de Formação Inicial e Continuada, Educação Profissional Técnica de Nível Médio, Graduação e Pós-Gra-duação presenciais e a distância.“A capacitação profissional pre-cisa ser completa e o Senac dispõe de diversas opções de cursos com o intuito de colocar no mercado de trabalho profissionais com uma for-mação especializada nas áreas que
o comércio do DF precisa”, destaca o presidente do Senac-DF, Adelmir Santana. Desde sua inauguração, há mais de 1,1 milhão de estudantes matriculados no Senac-DF.
Desde a sua existência (1946), o Senac esteve presente nas prin-cipais cidades do Brasil e, com a transferência da capital para o cen-tro do País, não poderia ser diferen-te. Na década de 1960, Brasília era construída e a instituição se orga-nizou para implementar uma es-trutura de educação profissional na cidade. Em 1967, instalou-se a Dele-gacia Executiva, vinculada ao Depar-tamento Nacional do Senac (DN). No auge da valorização do ensino pro-fissional à época, deu-se início aos trabalhos de implantação definitiva da Delegacia do Senac em Brasília e começaram as articulações para
parcerias com empresas, escolas, sindicatos, órgãos públicos etc. A instituição inaugurou sua primeira unidade no edifício José Severo, no Setor Comercial Sul, com o curso de datilografia.
O Senac-DF alcançou dimen-sões de empresa de grande porte e precisava estar mais presente na cidade para cumprir a missão de ser parceiro e colaborador dos empresários locais. E foi em 2002 que iniciou a atual gestão de Adel-mir Santana como presidente do Conselho Regional da instituição. “Tão logo assumimos este siste-ma (Federação do Comércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio), um dos nossos objetivos foi exatamen-te chegar onde chegamos, com foco na questão da formação continua-da”, lembra Adelmir. “Não nos
limi-MaisinforMações @senacdf /senacdistritofederal www.senacdf.com.br
tamos apenas aos cursos técnicos, mas também chegamos à educação de nível superior, com cursos de graduação e pós-graduação, pre-senciais e a distância”, celebra o presidente.
Um dos servidores mais antigos, Silrano Macedo da Silveira, 62 anos, foi contratado em 1976 depois de ser convidado a fazer um teste interno. Na época, fazia o curso de auxiliar de escritório e começou a trabalhar como escriturário, na secretaria es-colar da 903 Sul. “Com dois anos me tornei tesoureiro, passei por setores como atendimento, licitação e já fiz mais de 50 cursos durantes esses anos”, conta. Silrano já está aposen-tado há cinco anos e não quer parar. “Gosto de trabalhar, estudar e não pretendo parar. Tranquei o curso de graduação na Faculdade Senac, mas pretendo voltar em breve”, con-cluiu. Atualmente, o servidor está lotado na Biblioteca da Faculdade.
A administração regional do Se-nac-DF é dirigida, desde então, pelo diretor e professor Luiz Otávio da Justa Neves, que comemora o cres-cimento da instituição em termos de infraestrutura, com a criação de quatro das sete unidades, entre outras conquistas. “Estamos bem posicionados no mercado. Somos referência para os empresários e empregados. Destacamo-nos pelo alto nível de tecnologia, automação e serviços de qualidade”, declara. Em 2010, o Senac-DF comemorou a marca de mais de 1 milhão de alu-nos matriculados. Para alcançar tal marca, são oferecidas mais de 300 opções de cursos básicos, técnicos e tecnológicos, cinco cursos de gra-duação e 14 pós-graduações pre-senciais.
A ex-aluna Jéssica Guedes de Menezes conheceu a instituição em 2007 e cursou Técnico em Secre-tariado. “Assim que me formei, em 2009, comecei a procurar empregos e trabalhei como recepcionista. Vi
Curso de Cabeleireiro, na Unidade Taguatinga, um dos mais antigos da cidade Primeira unidade no edifício José Severo (SCS) oferecia o curso de datilografia
que só consegui a vaga pelo curso que havia feito. Fui chamada por uma empresa terceirizada para o Ministério da Cultura”, conta. Logo depois, Jéssica optou por fazer a graduação de Gestão de Recursos Humanos na Faculdade Senac. “Es-colhi a instituição por gostar muito dos profissionais e professores. Hoje estou trabalhando com festas infantis e quero fazer curso de con-feitaria pelo Senac. É meu sonho é abrir uma empresa nesse ramo”, explicou.
Além de sete unidades (veja qua-dro), a estrutura da instituição conta também com a Faculdade de Tecno-logia Senac-DF, Editora e Livraria, lanchonetes e restaurantes-escola, com órgãos públicos (Ministério da Justiça, Ministério Público do DF e Territórios, Supremo Tribunal Fede-ral, Controladoria Geral da União), bibliotecas, sede, subsede, além das
quatro carretas das Ações Móveis e dos Espaços Senac (locais cedidos por meio de parcerias para realiza-ção de cursos nas cidades que não têm unidade).
O Senac-DF dispõe hoje de sete unidades divididas em segmentações
Jessé Freire (SCS): informática, gestão e beleza
903 Sul: saúde
Unidade de Gastronomia (SCS): turismo, hospitalidade e gastronomia
Unidade de Taguatinga: cursos diversos
Unidade do Gama: cursos diversos Unidade de Sobradinho:
cursos diversos Unidade de Ceilândia: cursos diversos
sesc
Primeira edição do
Seminário Internacional
de Cultura promove
fortalecimento de ações
culturais para além das
apresentações artísticas
//Por Brunna Pires Foto: Raphael Carmona
C
om o objetivo de intensificar e promover a discussão so-bre questões como impacto econômico, políticas, curadoria e administração de espaços cultu-rais, o Sesc-DF e a Universidade de Brasília realizarão, nos dias 24 e 25 de outubro de 2017, o 1º Semi-nário Internacional de Cultura, no Memorial Darcy Ribeiro (UnB). A programação completa do evento está disponível no sitewww.sesc-@sescdf
/sescdistritofederal www.sescdf.com.br
df.com.br, sujeita a alterações. O evento trará a Brasília impor-tantes profissionais e estudiosos da área para compartilhar suas experiências, apresentar desafios e soluções relacionados ao tema. Estarão na cidade nomes como Juan Ivan Molina Velasquez, dire-tor da Escola de Cinema e Artes Audiovisuais da Bolívia; Maria Ya-rela Aguilera, da Argentina; Alejan-dro Amaro, da Casa das Américas de Cuba, entre outros. O projeto é destinado a pesquisadores, pro-fessores, artistas e estudantes das diversas linguagens das artes; or-ganizações, instituições filantrópi-cas e movimentos sociais e público em geral.
A assistente da Coordenação de Ações Culturais do Sesc, An-drea Campos, ressalta a importân-cia do evento. “Quando o público
Cultura em
debate
vê uma obra ou uma ação cultural, não imagina que há ali um trabalho de pesquisa, não é apenas entre-tenimento. Outro ponto importante desse seminário é o compartilha-mento de vivências”.
A realização é uma iniciativa do Sesc-DF e da UnB, por meio da Casa de Cultura da América Latina - instituições que buscam o desenvolvimento dos profissio-nais atuantes na área de Artes, que ocupam um importante es-paço na qualificação da produção artística, difusão de informações e intercâmbio cultural. “O evento acontecerá paralelamente à Se-mana Universitária e estará em sua grade de programação. Assim, nossa expectativa é que tenhamos muitas pessoas, obedecendo à li-mitação máxima do auditório, de 250 lugares”, conclui Andrea.