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O GRITO DE GUERRA DA MÃE TIGRE *

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Academic year: 2021

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Battle Hymn of the Tiger Mother Tradução de Elsa T. S. Vieira

AMY CHUA

O GRITO DE GUERRA

DA MÃE TIGRE

*

* A tradução literal do título The Battle Hymn of the Tiger Mother seria O Hino de Batalha da Mãe Tigre. No entanto, como a expressão «hino de batalha» não é de uso corrente na língua portuguesa, optámos pela mais generalizada «grito de guer-ra», que apesar de parcialmente desvirtuar o sentido do título original, é uma expressão foneticamente mais próxima dos nossos usos e costumes. (Nota do Editor.)

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7 PARTE UM 1 > A MÃE CHINESA 13 2 > SOPHIA 17 3 > LOUISA 21 4 > OS CHUA 25 5 > DECLÍNIO GERACIONAL 31 6 > O CÍRCULO VIRTUOSO 35 7 > SORTE DE TIGRE 41 8 > O INSTRUMENTO DE LULU 45 9 > O VIOLINO 53

10 > MARCAS DE DENTES E BOLHAS 61

11 > «O BURRINHO BRANCO» 69

12 > A CADENZA 73

PARTE DOIS

13 > COCO 83

14 > LONDRES, ATENAS, BARCELONA, BOMBAIM 89

15 > POPO 97

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16 > O POSTAL DE ANIVERSÁRIO 105

17 > CARAVANA PARA CHAUTAUQUA 111

18 > O LAGO 117

19 > COMO CHEGAR AO CARNEGIE HALL 123

20 > COMO CHEGAR AO CARNEGIE HALL, PARTE 2 131

21 > A ESTREIA E A AUDIÇÃO 137 22 > EXPLOSÃO EM BUDAPESTE 143 PARTE TRÊS 23 > PUSHKIN 155 24 > REBELIÃO 167 25 > ESCURIDÃO 175 26 > REBELIÃO, PARTE 2 179 27 > KATRIN 185 28 > A SACA DE ARROZ 191 29 > DESESPERO 195 30 > «MELODIA HEBRAICA» 199 31 > PRAÇA VERMELHA 203 32 > O SÍMBOLO 207 33 > A CAMINHO DO OCIDENTE 209 34 > O FIM 215 CODA 221 AGRADECIMENTOS 227 NOTAS 229

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Parte Um

O Tigre, o símbolo vivo de força e poder,

inspira geralmente medo e respeito.

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A Mãe Chinesa

Muitas pessoas perguntam como é que os pais chineses criam filhos tão estereotipadamente bem -sucedidos. Perguntam o que estes pais fazem para produzir tantos génios da Matemática e prodígios musi-cais, como é a vida familiar e se conseguiriam fazer o mesmo. Bom, eu posso responder a essas perguntas, porque fiz tudo isso. Aqui estão algumas coisas que as minhas filhas, Sophia e Louisa, nunca tiveram permissão para fazer:

> Dormir em casa de amigas

> Ir brincar para casa de amigos

> Participar numa peça da escola

> Queixar -se por não participar nas peças da escola

> Ver televisão ou jogar computador

> Escolher as suas próprias atividades extracurriculares

> Ter notas inferiores à máxima

> Não ser a melhor aluna em todas as disciplinas exceto Ginástica e Teatro

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> Tocar outro instrumento além de piano ou violino

> Não tocar piano ou violino

Uso a expressão «mãe chinesa» de forma genérica. Conheci há pouco tempo um rapaz branco extremamente bem -sucedido do Dakota do Sul (já o viram na televisão) e, depois de compararmos experiências, decidimos que o seu pai da classe trabalhadora era, decididamente, uma mãe chinesa. Conheço pais coreanos, indianos, jamaicanos, irlandeses e ganenses que também se qualificam. Da mesma forma, conheço mães de ascendência chinesa, quase sempre nascidas já no Ocidente, que não são mães chinesas, seja por opção ou por qualquer outro motivo.

Também uso a expressão «pais ocidentais» de forma genérica. Os pais ocidentais existem em todas as variedades. Na verdade, arrisca-ria mesmo dizer que os ocidentais são muito mais diversificados em termos de estilos de educação do que os chineses. Alguns pais ociden-tais são rígidos; outros são demasiado permissivos. Há pais do mesmo sexo, pais judeus ortodoxos, pais solteiros e mães solteiras, pais ex -hip-pies, pais banqueiros e pais militares. Todos estes pais «ocidentais» não estão, obrigatoriamente, de acordo em tudo, portanto quando uso a expressão «pais ocidentais» claro que não me refiro a todos os pais ocidentais — tal como «mãe chinesa» não se refere a todas as mães chinesas.

Ainda assim, mesmo quando os pais ocidentais pensam que estão a ser rígidos, geralmente não chegam nem perto das mães chinesas. Por exemplo, as minhas amigas ocidentais que se consideram rígi-das obrigam os filhos a praticarem os seus instrumentos meia hora por dia. Uma hora, no máximo. Para uma mãe chinesa, a primeira hora é a parte fácil. A segunda e a terceira horas é que começam a ser complicadas.

Apesar dos nossos escrúpulos em relação a estereótipos culturais, há imensos estudos que mostram diferenças assinaláveis e quantificáveis entre chineses e ocidentais em questões de educação. Num desses estu-dos, abrangendo cinquenta mães ocidentais americanas e quarenta e oito mães chinesas imigrantes, quase setenta por cento das mães

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dentais disseram que «insistir no sucesso académico não é bom para as crianças» ou que «os pais devem alimentar a ideia de que apren-der é divertido». Em contraste, aproximadamente zero por cento das mães chinesas tinham a mesma opinião. Em vez disso, a grande maio-ria das mães chinesas disse acreditar que os filhos podiam ser «os melhores» alunos, que «a realização académica reflete uma educação de sucesso» e que, se as crianças não se notabilizarem nos estudos, então há «um problema» e os pais «não estão a fazer o seu trabalho». Outros estudos indicam que, em comparação com os pais ocidentais, os pais chineses passam aproximadamente dez vezes mais tempo, diariamente, a trabalhar em atividades académicas com os filhos. Em contraste, é mais provável que as crianças ocidentais participem em desportos de equipa.

O que me traz ao meu último ponto. Há quem possa pensar que os pais desportivos americanos são análogos à mãe chinesa. Isso está totalmente errado. Ao contrário da típica mãe americana superocu-pada que leva os filhos aos treinos de futebol, a mãe chinesa acredita que (1) os trabalhos escolares vêm sempre em primeiro lugar; (2) um

A -menos1 é uma má nota; (3) os seus filhos têm de estar dois anos

adiantados em relação aos colegas em Matemática; (4) nunca se deve elogiar os filhos em público; (5) se o nosso filho alguma vez discor-dar com o professor ou treinador, devemos sempre ficar do lado do professor ou treinador; (6) as únicas atividades que os nossos filhos devem ter permissão para fazer são aquelas em que podem, eventual-mente, ganhar uma medalha; e (7) essa medalha tem de ser de ouro.

1. O sistema de classificação nas escolas americanas segue uma escala alfabética e não numérica, sendo o A a nota má-xima e o E a nota mínima. (N. da T.)

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Sophia

Sophia

Sophia é a minha filha mais velha. O meu marido, Jed, é judeu e eu sou chinesa, o que faz das nossas filhas sino -judeo -americanas, um grupo étnico que pode soar exótico, mas que, na realidade, é uma maioria em certos círculos, especialmente em cidades universitárias.

O nome de Sophia em inglês significa «sabedoria», tal como Si Hui, o nome chinês que a minha mãe lhe deu. Desde que Sophia nasceu, demonstrou ter um temperamento racional e poderes de concentra-ção excecionais. São qualidades que herdou do pai. Em bebé, Sophia rapidamente começou a dormir a noite toda e só chorava se, com esse choro, pudesse alcançar um objetivo. Na altura, eu estava a esforçar -me por escrever um artigo de Direito — estava de licença da minha firma de advogados em Wall Street e desesperada por arranjar um cargo de professora para não ter de voltar para lá — e, com apenas dois meses,

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Sophia compreendeu -o. Calma e contemplativa, ela basicamente dor-miu, comeu e viu -me ter bloqueios de escritor até ter um ano de idade. Sophia foi precoce em termos intelectuais e, aos dezoito meses, já sabia o alfabeto. O nosso pediatra negou que fosse neurologicamente possível, insistindo que ela estava apenas a imitar sons. Para o provar, pegou numa grande tabela complicada, com o alfabeto disfarçado de cobras e unicórnios. O médico olhou para a tabela, depois para Sophia, e novamente para a tabela. Astutamente, apontou para um sapo com uma camisa de dormir e uma boina.

— S — disse Sophia. O médico resmungou.

— Nada de ajudas! — avisou -me.

Fiquei aliviada quando ele chegou à última letra: uma iguana com muitas línguas vermelhas, que Sophia identificou corretamente como sendo o «I».

Sophia distinguiu -se na creche, particularmente em matemática. Enquanto as outras crianças estavam a aprender a contar até 10 segundo o criativo método americano — com varas, contas e cones — eu ensi-nei a Sophia adição, subtração, multiplicação, divisão, frações e deci-mais, à maneira chinesa, por insistência e repetição. O mais difícil era mostrar a resposta certa usando varas, contas e cones.

O acordo que eu e Jed fizemos quando casámos foi que os nossos filhos falariam mandarim e seriam educados como judeus. (Eu tive uma educação católica, mas foi fácil desistir disso. O catolicismo pra-ticamente não tem raízes na minha família, mas falarei disso mais tarde.) Em retrospetiva, foi um acordo engraçado, porque eu própria não falo mandarim — o meu dialeto nativo é hokkien — e Jed não é minimamente religioso. No entanto, de alguma forma, funcionou. Contratei uma ama chinesa para falar constantemente mandarim com Sophia e festejámos o nosso primeiro Hanukkah quando Sophia tinha dois meses.

À medida que Sophia crescia, parecia que estava a ter o melhor das duas culturas. Era exploradora e interessada, do lado judeu. E de mim, do lado chinês, recebeu capacidades — muitas capacidades. Não me refiro a capacidades inatas, nada disso, apenas capacidades aprendi-das à boa maneira chinesa, com diligência, disciplina e reforço da

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confiança. Quando tinha três anos, Sophia já lia Sartre, sabia a teoria dos conjuntos simples e conseguia escrever cem carateres chineses. (Tradução de Jed: reconhecia as palavras «Sem Saída», sabia desenhar dois círculos sobrepostos e, está bem, talvez os rabiscos fossem carate-res chineses.) Enquanto eu via os pais americanos cobrirem os filhos de elogios pelas tarefas mais básicas — desenhar um rabisco ou aba-nar um pau — apercebi -me de que os pais chineses têm duas vanta-gens em relação aos pais ocidentais: (1) sonhos mais elevados para os filhos e (2) uma maior consideração pelos filhos, no sentido de sabe-rem o quanto eles podem fazer.

Claro que eu também queria que Sophia beneficiasse dos melhores aspetos da sociedade americana. Não queria que ela acabasse como um daqueles autómatos asiáticos esquisitos, que sentem tanta pres-são por parte dos pais que se matam depois de ficarem em segundo lugar no exame nacional para a função pública. Queria que ela fosse equilibrada e que tivesse passatempos e atividades. Não qualquer ati-vidade, como «artes», que não leva a lado nenhum — ou, pior ainda, tocar bateria, que leva ao consumo de drogas —, mas um passatempo que fosse sério e muito difícil e que tivesse potencial para profundi-dade e virtuosismo.

E foi aí que entrou o piano.

Em 1996, aos três anos de idade, Sophia recebeu duas coisas novas: a sua primeira lição de piano e uma irmãzinha mais nova.

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Louisa

Louisa

Há uma canção country que diz: «Ela é um demónio com cara de anjo.» Essa é a minha filha mais nova, Lulu. Quando penso nela, penso em tentar domar um cavalo selvagem. Mesmo no ventre, já dava ponta-pés tão fortes que deixavam marcas visíveis na minha barriga. O ver-dadeiro nome de Lulu é Louisa, que significa «famosa guerreira». Não sei bem como percebemos isso tão cedo.

O nome chinês de Lulu é Si Shan, que significa «coral» e sugere delicadeza. Isto também condiz com Lulu. Desde o dia em que nas-ceu, Lulu sempre teve um palato muito seletivo. Não gostava do leite artificial que lhe dava e ficou tão indignada com a alternativa de leite de soja, sugerida pelo pediatra, que fez greve de fome. No entanto, ao contrário de Mahatma Gandhi, que era altruísta e meditava enquanto passava fome, Lulu tinha cólicas, gritava e agitava -se violentamente

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durante horas a fio, todas as noites. Jed e eu já andávamos de tam-pões nos ouvidos e a arrancar os cabelos quando, felizmente, a nossa ama chinesa, Grace, nos veio salvar. Preparou um tofu macio

estu-fado num molho leve de abalone2 e cogumelos shiitake, guarnecido

com coentros, de que Lulu acabou por gostar.

É difícil encontrar palavras para descrever a minha relação com Lulu. «Guerra nuclear declarada» não é suficiente. A ironia é que Lulu e eu somos muito parecidas. Ela herdou a minha personalidade: impul-siva, com uma língua afiada, mas rápida a perdoar.

Por falar em personalidades, não acredito em astrologia — e penso que as pessoas que acreditam têm graves problemas —, mas o zodí-aco chinês descreve Sophia e Lulu na perfeição. Sophia nasceu no Ano do Macaco, e os Macacos são curiosos, intelectuais e «conse-guem geralmente realizar qualquer tarefa. Apreciam trabalho difícil ou desafiador, uma vez que os estimula». Em contraste, as pessoas nascidas no Ano do Porco são «teimosas» e «obstinadas» e muitas vezes «têm ataques de raiva» embora nunca «guardem rancores», sendo fundamentalmente honestas e generosas. É a descrição exata de Lulu.

Eu nasci no Ano do Tigre. Não quero gabar -me, mas os Tigres são nobres, destemidos, poderosos, autoritários e magnéticos. São tam-bém, supostamente, pessoas de sorte. Beethoven e Sun Yat -sen eram ambos Tigres.

Tive o meu primeiro confronto com Lulu quando ela tinha cerca de três anos. Foi numa tarde gelada de inverno em New Haven, Con-necticut, um dos dias mais frios do ano. Jed estava a trabalhar — era professor na Faculdade de Direito de Yale — e Sophia estava na cre-che. Decidi que era a oportunidade perfeita para apresentar Lulu ao piano. Entusiasmada com a ideia de trabalharmos juntas — com os seus caracóis castanhos, olhos redondos e carinha de boneca, Lulu era enganadoramente querida — sentei -a no banco do piano, em cima de umas almofadas confortáveis. Depois mostrei -lhe como tocar uma nota, com um dedo, calmamente, três vezes, e pedi -lhe que fizesse o mesmo. Um pedido simples, mas Lulu recusou e

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feriu tocar muitas notas ao mesmo tempo com as duas mãos aber-tas. Quando lhe pedi para parar, bateu ainda com mais força e mais depressa. Quando tentei afastá -la do piano, desatou aos gritos, a cho-rar e a debater -se furiosamente.

Quinze minutos depois, ainda estava aos gritos, a chorar e a debater--se, e eu estava farta. Desviei -me dos seus golpes, arrastei aquele dia-binho guinchador até à porta das traseiras e abri -a.

O vento fazia com que parecesse ainda mais frio e doeu -me a cara ao fim de apenas alguns segundos de exposição ao ar gelado. No entanto, estava decidida a criar uma criança chinesa obediente — no Ocidente, a obediência é associada a cães e ao sistema de castas, mas na cultura chinesa está entre as mais elevadas virtudes — nem que isso me matasse.

— Não podes ficar dentro de casa se não fazes o que a mamã manda — disse -lhe, severamente. — Vais portar -te bem? Ou queres ir lá para fora?

Lulu saiu e olhou para mim, com ar de desafio.

Comecei a ficar assustada. Lulu vestia apenas uma camisola, uma saia de folhos e collants. Parara de chorar. Na verdade, estava estra-nhamente silenciosa.

— Muito bem, decidiste portar -te bem — disse, rapidamente. — Podes entrar.

Lulu abanou a cabeça.

— Não sejas palerma, Lulu. — Eu estava a entrar em pânico. — Está muito frio. Vais ficar doente. Anda já para dentro.

Lulu estava a bater os dentes, mas abanou outra vez a cabeça. E nesse momento vi tudo, claro como a água. Subestimara Lulu, não compreen-dera como ela era. A minha filha preferia morrer de frio do que ceder. Tive de mudar imediatamente de tática; esta era uma batalha que eu não conseguia ganhar. Além disso, os Serviços de Proteção de Meno-res ainda me mandavam para a cadeia. Com a mente num turbilhão, inverti o rumo e comecei a suplicar, a mimar e a subornar Lulu para entrar em casa. Quando Jed e Sophia chegaram, encontraram Lulu muito satisfeita, de molho numa banheira de água quente, a comer um bolo de chocolate e a beber uma caneca de chocolate quente com

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Mas Lulu também me subestimara. Eu estava apenas a rearmar. As linhas da batalha estavam traçadas e ela nem sequer sabia.

Referências

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