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Teoria Geral de Processos

03/02/2010

Introdução

O direito tutela a vida, uma infinidades de relações jurídicasAutocomposição – seria as partes disponíveis e indisponíveis

Autotutela – resolução de conflitos; (Ex. Lei de Talião “olho por olho, dente por dente” – formula medieval)

Autotutela é vedado no ordenamento jurídico, exceto por invasão de domicílio.  Heterocomposição – um terceiro que vai gerir o litígio por meio da jurisdição.Jurisdição é inerte – ou seja, o juiz não pergunta sobre o problema.

 Instrumento de fazer valer o direito perante o judiciário.

 O juiz só se manifesta perante um processo. (ele não é um funcionário e sim, membro do estado.)

10/02/2010

Direito Material

Tutela o bem da vida, pela normaDireito Processual

Serve para normatizar o exercício regular da jurisdiçãoPosição Enciclopédica

Público, Interno

Princípios Gerais do Direito Processual o Imparcialidade do Juiz

Impede que o juiz julgue com preferenciais. Está relacionado com a impessoalidade, de se colocar entre os litigantes e acima deles.

o Tribunais de Exceção

Criado para julgar um fato. É vedada a criação de tribunal de exceção o Impedimentos e Suspeição (Art. 134 e 135 CPC)

o Juiz natural

O juiz que fez a instrução deve julgar a causa. O juiz é nato deve estar constituído antes do fato.

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As partes devem merecer tratamento igualitário, igualdade proporcional. o Princípio do Contraditório (Art. 5º, LV)

Ao autor cabe alegar os fatos constitutivos do seu direito e ao réu contraditar. Princípio é corolário de uma garantia fundamental de justiça.

o Princípio da Ampla Defesa

Dar as partes, os instrumentos legais a disposição para que elas exerçam plenamente dos atos processuais na defesa do seu direito.

 Audiatur Et Altera Parts

Ouvir a parte contrária – Princípio da audiência bilateral.  Citação

Meios de dar ciência a parte contrária, que há uma ação contra ele.

Citação Por Edital – publicação em Diário de Justiça, para dar conhecimento ao réu.

Citação Por Hora Certa – Citação deverá ser entregue com hora marcada. O Réu será considerado citado se receber ou não a citação.

 Intimação

Dar conhecimento á parte de algo que tenha acontecido no processo (Passado).  Notificação

Dar conhecimento á parte de algo que ele precisa fazer no processo (Futuro).  Tese/Antítese/Síntese

Aula gravada

Explicação do Professor

O juiz que inicia o processo e vai até o final do julgamento dele, não pode trocar de juiz durante o processo. Só que isso é um principio comporta exceções,

JUIZ Síntese (Decisão) Autor Tese (Acusação) Réu Antítese (Contestação)

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porque a grande quantidade de processo, que existe hoje em dia, não permite que o juiz, que começou o julgamento da causa, vá para outra vara e fique atrelado ao processo anterior, então, pode acontecer do juiz começar o processo e o outro dá continuidade, a partir da fase em que se paralisou o processo até audiência de instrução.

Este princípio, do juiz natural diz o seguinte: só pode sentenciar o juiz que fez a instrução.

O que é que é instrução? É a vara onde houve testemunha, se coleta a prova, então ele tem um contato estreito com a prova do processo, então, o juiz natural significa isso, o juiz que fez a instrução deve julgar a causa, mesmo que ele esteja em outra vara, aqui no DF ocorre muito isso, o juiz substituto, fica como substituto, por muito tempo, muito tempo, 5, 6, 10 anos , até se titularizar, pois, não tem vaga. Pra ter vaga pra juiz titular, o juiz titular tem que virar desembargador e o desembargador tem que aposentar, só assim surge à vaga, lá no juízo de 1º grau ou a criação de novas vagas.

Recentemente foi criado tribunal do júri no N. Bandeirante, criando uma vara própria, o juiz mais antigo é chamado para ficar no tribunal do júri. Então o princípio do juiz natural tem haver que, o julgador tem que ser constituído também, antes que seja julgada a causa, não pode existir um juiz de exceção, não se pode constituir um juiz destinado pra aquela determinada causa, após a ocorrência do fato., por exemplo: não existia o juiz que julgasse crime de racismo, daí aconteceu o racismo, não pode. Esse caso já era, os próximos sim, poderão ser resolvidos por este juiz, para evitar a parcialidade do juiz, então o juiz é nato, tem sua competência constitucionalmente prevista antes que os fatos aconteçam . O juiz que trabalha na vara de família só vai julgar causa de família , todos os problemas de família vai cair na vara de família , o ... vai cair na vara onde foi destinado atuar naquela vara.

O principio da isonomia - também decorre da imparcialidade do juiz , porque o juiz tem que tratar de forma igual às partes, e é claro que isto decorre também o tratamento de forma desigual aqueles que se encontram em situação desigual , ex: a fazenda pública tem prazos maiores para contestar e recorrer que o particular . Se você for analisar a situação, você vai ver que vai haver um favorecimento à fazenda publica, porque se eu tenho um prazo de cinco dias pra recorrer, e a fazenda publica tem um prazo de 60, a lei estará sendo parcial, concedendo um beneficio para

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uma parte em detrimento da outra, o argumento se justifica este prazo, se justifica pelo grande volume de trabalho, portanto não conceder este prazo amplo seria dar um tiro no próprio pé.

Outra situação, o consumidor quando entra com uma ação contra uma empresa, ele tem o beneficio de ajuizar a ação no local de sua residência, ao contrario do que diz a regra CPC antigo, tem que ser ajuizado no domicilio do réu, no domicílio de quem vai responder a ação.

E porquê isso? Pra facilitar a defesa do réu, autor e réu no processo civil não quer dizer que tem a mesma conotação de réu no processo penal, muitas vezes o réu acaba saindo com razão no PC e ganhando a causa, muitos advogados substituem réu, requerente, requerido, dependendo do processo, pode ser exeqüente, executado, então, esta nomenclatura não tem conotação ativa - réu, no processo civil, não tem essa conotação vexatória do direito penal, vocês vão ouvir muito falar réu no código processo civil, não é aquele que está errado, é aquele que responde a ação. Então a isonomia está previsto no art. 5º CF. Ex. o idoso tem preferência na tramitação do pleito, por quê? Porque ele tem menos expectativa de vida, se ele esperar o mesmo que vocês que são jovens, muito que provavelmente ele não vai nem experimentar as beneficias que ele recebeu da justiça, os idosos tem preferência.

Então é tratar de forma igual, se o prazo pra um é 15 dias, pro outro também ser 15 dias, se um pode rolar cinco testemunha o outro também, se um pode recorrer o outro também pode recorrer, se um pode contra razoar um recurso o outro também, não tem, como vedar: vc vai ficar com poucos instrumentos e vc com muitos, instrumentos.

Principio do contraditório e da ampla defesa: é o principio por excelência, que rege todo o processo brasileiro, então contraditório e ampla defesa, vejam ai o que diz o art. 5º inciso LC da CF. ....

O que é o contraditório: contraditar significa contradizer: eu disse A, fulano vai dizer não é A e sim B , se ele diz que não é A, eu tenho o direito agora de retrucar o que ele falou, então é ação, reação, ação a reação , é aquele ping pong, o juiz tem deixar as partes falarem em momentos oportunos , e dá a elas a ampla oportunidade delas falarem o que interessa no processo, ao autor cabe provar o seu direito, e ao réu cabe contradizer o direito do autor. é isto que significa o contraditório, contradizer, se opor, ficar em face do autor bater de frente, contraditar, impedir que o autor logre

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êxito na causa , então, ao autor cabe alegar os fatos constitutivos do seu direito, e ao réu cabe contraditar esses fatos, então, se o réu não fizer, ele vai perder, então, basta que o juiz , oportunize o réu falar, se ele não quiser falar o problema é dele, mais a oportunidade foi dada.

Entretanto, não é falar o que se quer, primeiro tem ação, a parte é citada , recebe a citação, tem 15 dias pra contestar, se na contestação levantar um fato contra o autor, o autor vai ter prazo pra replicar aquilo que o réu falou, então isto significa contradizer.

Contraditório e Ampla defesa não são a mesma coisa - contraditório significa combater aquela tese que foi levantada naquele determinada momento, a justiça trabalha com uma tese, pelo autor e a antítese, pelo réu, e a solução da causa, é a síntese, que é a sentença..

O réu não fala com o autor diretamente, ele só se falam através do juiz. então o autor pede pro juiz, chamar o réu pra conversar, ...a ação tem três partes no processo: juiz, autor e réu.

Ampla Defesa significa: dar as partes os instrumentos legais a disposição, para que elas exerçam seus direitos processuais em sua totalidade: direito de rolar testemunha, contestar, falar na audiência, o juiz não pode me vedar. a ampla defesa é dada às partes e todos os instrumentos legais, ao exercício pleno dos atos processuais na defesa dos seus direitos. Se o réu não contestar vai acontecer uma coisa chamada revelia, no direito civil.

Verdade Formal: é o que o autor declara, quando não há contestação pelo réu -passa a ser verdade - verdade fictícia é uma verdade não contraditada. foi produzida em juízo por não ter sido contestada. Essa verdade se torna imutável pela revelia.

Verdade material: é a verdade do processo penal, tem que ser provado à culpa. Caso contrario; in dubio pro reo. O princípio é audita et altera parts,

Medidas: antecipação de tutela, liminar, mandado de segurança a o contraditório é diferido, o juiz ordena que as coisas se mantenham como estão, pra depois dar a oportunidade da outra parte falar, Ex: No pedido de busca e apreensão de um veiculo financiado, se o réu for notificada, ele pode sumir com o carro, portanto após apreensão do veiculo pelo oficial de justiça é que o réu tem o direito de se defender.o contraditório é diferido, mas ele existe.

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notificações. são meios e formas criadas pra informar a parte contrária de que existe uma ação contra ela,se não houver prova que a parte tem um processo contra si, o juiz não pode sentenciar, porque a sentença dele é nula, por que não permitiu o contraditório.

Citações: dar conhecimento a parte contrária que tem um processo contra ela, chamando- a se defender - é a 1ª comunicação do juiz pro réu. não existe mais citação no processo

Citação por edital - dá o prazo de 60 dias pra comparecimento -

Se o réu comprovar que tinha domicílio conhecido, que ele não se ausentou da cidade, e que o juiz poderia ter mandado um ofício pro cartório eleitoral, pedindo o seu ultimo local de votação, consegue-se anular a decisão dele conseguida pela citação por edital. O mais importante no processo é respeitar o contraditório e a ampla defesa.

Citação por Hora certa - quando o réu se furta a ser citado, o oficial comunica ao juiz, que autoriza a Citação por Hora certa, que consiste em marcar uma determinada hora para a entrega da citação, na sua ausência, se dará como citado.

Intimações : é quando o juiz manda a partes contrária, comparecer ao processo para, depois de citado. é dar conhecimento a parte de algo que aconteceu no processo (ação ocorrida - passado)

Notificação: é dar conhecimento as partes, para que faça ou deixe de fazer alguma coisa no processo, em momento futuro, sob pena de alguma punição. (ação pro futuro)

Citação por Hora certa - quando o réu se furta a ser citado, o oficial comunica ao juiz, que autoriza a Citação por Hora certa, que consiste em marcar uma determinada hora para a entrega da citação, na sua ausência, se dará como citado. intimações:é quando o juiz manda a partes contrária, comparecer ao processo para, depois de citado. é dar conhecimento a parte de algo que aconteceu no processo (ação ocorrida - passado)

Notificação: é dar conhecimento as partes, para que faça ou deixe de fazer alguma coisa no processo, em momento futuro, sob pena de alguma punição. (ação pro futuro)

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24/02/2010

Princípios Gerais do Direito Processual

Princípios informativos do processo:

a) Princípio Lógico: seleção dos meios mais eficazes e rápidos para descobrir a verdade e evitar o erro.

b) Princípio Jurídico: igualdade no processo e justiça na decisão

c) Princípio Político: máximo de garantia social e mínimo de sacrifício individual da liberdade

d) Princípio Econômico: processo acessível a todos – vista ao custo e duração.Imparcialidade do Juiz

É inseparável do órgão da Jurisdição (competência). O juiz se coloca entre as partes e acima delas

Isonomia (Igualdade)

As partes o os procuradores devem merecer tratamento igualitários, para que tenha as mesmas oportunidades.

Contraditório e Ampla Defesa

Contraditório - significa contradizer, combater aquela tese que foi levantada naquele determinado momento, a justiça trabalha com uma tese, pelo autor e a antítese, pelo réu

Ampla Defesa - dar as partes os instrumentos legais a disposição, para que elas exerçam seus direitos processuais em sua totalidade.

Princípio da Ação

Art. 41 CPP e Art. 282 CPC

È atribuído à parte a iniciativa de provocar o exercício da função jurisdicional. O direito de ativar os órgãos jurisdicionais, visando a satisfação de uma pretensão.

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o Processo Inquisitivo: o juiz é que inicia de ofício o processo, recolhe provas e profere a decisão. parcial

Só é utilizado no inquérito policial - processo administrativo. Os elementos probatórios servem de convencimento ao MP , mas não embasam a condenação.

Característica: é secreto, não contraditório e escrito. o Processo Acusatório (utilizado no Brasil)

É um processo penal de partes, em que acusador e acusado se encontram em pé de igualdade, com a garantia da imparcialidade do juiz, do contraditório e da

publicidade.

o Processo Misto: há somente algumas etapas secretar e não contraditórias.

Princípio da Disponibilidade /Indisponibilidade

Disponibilidade Processual: É o poder do indivíduo tem de ajuizar ou não uma ação e te desistir dela

Indisponibilidade Processual: Quando prevalece o interesse público. O Estado tem o dever de punir.

o Infrações de Pequeno Potencial Ofensivo: Crimes de Contravenção -

o Ação Penal Privada: Fica confiado ao ofendido, o desejo de instaurar o processo. Inicio através da Queixa Crime

o Ação Penal Condicionada: os órgãos públicos ficam condicionados a manifestação da vontade da vítima. Inicia-se através de denúncia.

Livre Apreciação (Investigação) das Provas

O juiz depende, na instrução da causa, da iniciativa das partes quanto às provas e ás alegações, para fundamentar sua decisão.

Para o fundamento da sentença:

No processo Civil: o juiz se satisfaz com a verdade formal.

O juiz pode participar da colheita de provas necessárias ao completo esclarecimento da verdade.

No processo Penal: o juiz deve descobrir a verdade real

“Absolvido o réu, não poderá ser instaurado novo processo criminal pelo mesmo fato, após coisa julgada, ainda que venham a ser descobertas provas concludentes contra ele” CPP, art. 386, VI

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o Ônus das Partes

Identidade Física do Juiz o Processo Penal e CivilOficialidade

o Investigação Penal o Autoridade e IniciativaImpulso Processual

o Preclusão (“Praecludo”= Encerrar): impedimento de se voltar a fases ou oportunidades já superadas no processo. Só alcança as partes e não ao juiz, exceto

“pro-judiciato”

Livre Convicção (Persuasão Racional)

Apreciação e avaliação das provas, indicando que o juiz deve formar sua convicção. Prova Legal: atribuir valor inalterado aos elementos probatórios

Secundum Conscientiam: o juiz avaliará segundo critérios críticos e racionais, mas o

convencimento deve ser motivado.  Motivação das Decisões JudiciaisPublicidade

Finalidade: controle da opinião pública nos serviços da justiça  Lealdade Processual

Impõe deveres de moralidade e probidade a todos que participam do processo o Ética Edeonlologia

Economia Processual

O máximo resultado da atuação o direito com o mínimo emprego possível de atividades processuais.

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Instrumentalidade das Formas

Define que a lei traz fórmulas pré-estabelecidas que devam ser observadas pelas partes, durante o processo, visando à rápida e econômica solução dos conflitos.

Duplo Grau de Jurisdição

É o direito de questionar a decisão de um juiz de 1ª instância, através de recurso, buscando uma segunda avaliação de instância superior.

Indica a possibilidade de revisão, por meio de recurso, das causas julgadas pelo juiz de 1º grau. Fundamenta-se na possibilidade da decisão de 1º grau ter sido errada ou injusta FONTES DIRETAS, IMEDIATAS

 Constituição  Leis

 Normas

FONTES INDIRETAS, MEDIATAS  Costumes

 Jurisprudência  Doutrina

 Princípios Gerais do direito

EFICÁCIA DA LEI PROCESSUAL NO TEMPO Aplica-se assim que começa a vigir;

Ataca os processos em curso.

EFICÁCIA DA LEI PROCESSUAL NO ESPAÇO Limita-se ao território nacional.

INTERPRETAÇÃO DA LEI PROCESSUAL 1. Classificação da Interpretação

a. Autêntica

Feita pelo próprio legislador, a própria lei diz, em artigo específico, a definição de uma expressão.

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b. Doutrinária

Esclarece o conteúdo das normas. c. Judicial

Feita pelos julgadores.

2. Métodos de Interpretação a. Gramatical ou Filológico

Visa interpretar a ortografia de texto da lei.

Ponto de vista ortográfico, sintático, textual, ou seja, a letra seca da lei. b. Interpretação Lógica ou Teleológica

i) Dedutivo

Motivo social. Raciocínio para compreender o espírito da lei. ii) Sistemática

Análise da lei, incorporada a todo o sistema jurídico. iii) Histórica

Análise da lei de acordo com momento social que a sociedade estava vivendo durante o seu surgimento.

iv) Comparativa

Normas similares de outros países usados como base ou mesmo ordenamento dentro do próprio país.

ESTUDO DIRIGIDO

1. QUAIS AS FORMAS DE SOLUÇAO DOS CONFLITOS? CITE E EXPLIQUE

CADA UM DELES

AUTOTUTELA – consiste na solução de conflitos pelas próprias partes, através da imposição da vontade de um sobre o outro, servindo a parte mais forte

AUTOCOMPOSIÇÃO – e o meio de solução de conflitos, onde a decisão resulta das

partes, através de meiso persuasivos e consensuais, onde uma das partes ou ambas abre Mao do interesse ou de parte dele

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HETERONOMIA – modo de resolujcao de conflitos em que a decisão e tomada por um terceiro que não auxilia e nem representa as partes

2. QUAIS AS FORMAS DE AUTOCOMPOSIÇÃO? EXPLIQUE A

AUTOCOMPOSIÇÃ PODE SER UNILATERAL OU BILATERAL UNILATERAL

a) Desistência – renuncia a pretensão

b) Submissão – renuncia a resistencdia oferecida a pretensão c) Transação – concessões reciprocas

BILATERAL

a) Mediação – um terceiro alheio a lide, auxilia as partes de forma intensa oferecendo proposta. Existe um projeto para regulamntar essa pratica PL 94/2003

b) Conciliação – um terceiro limita-se a receber as propostas das partes e tenta conciliá-las.

A autocomposição é utilizada no Brasil, apenas no âmbito trabalhista, inserido nas relações indevidas e coletivas como por exemplo. Acordo coletivo de trabalho, convenção coletiva do trabalho, pode ser verificadas também nos art. 625ª, 625h da CLT , que trata das comissões de conciliação previa.

3. O QUE É AUTOTULTELA? E PERMITIDA? EM QUE CASOS?

É o modo de tratamento dos conflitos em que a decisão e imposta , por meio da coação, a parte mas fraca predominado o direito pela força. No Brasil foi deferida como crime pelo art. 545 CP, mais é permitidas em alguns casos:

 Autodefesa em juízo – art. 36CPC, art. 791CLT, art. 263CPP  Legitima defesa – ART. 23 cp

 Direito de retenção – art. 578,644,1219,1433,I,1434CC  Cortar raízes e ramos de arvores limítrofes – art. 1283cc  Esbulho ou turbação de posse - art. 1210 parag. 1 CC  Penhor legal – art. 1468 e 1469CC

4. FALE SOBRE A FUNÇAO PACIFICADORA DO ESTADO.

O estado tem a função de eliminar os conflitos que envolvem as pessoas, analisando suas pretensões, decidindo imperativamente e impondo essa decisão, utilizando-se do sistema

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processual, buscando a pacificação com justiça e a promoção da plana realização dos valores humanos.

5. O QUE SÃO MEIOS ALTERNATIVOS DE PACIFICAÇAO SOCIAL?

A resolução dos conflitos é função quase absoluta e exclusiva do estado, entretanto, há situações onde essa tutela não se exerce ou mesmo, certos conflitos que são passiveis de soluções alternativas e rápidas. Tem que aguardar todo tramite dos processos judiciais, mais tendo os envolvidos em situações indefinidas e incomodas. Diante disso, começa a fomentar meios alternativos representados pela conciliação e pelo arbitramento.

Os juizados especiais voltados a conciliação e decisão rápida. O juízo arbitral que resolve lide patrimonial, entre outras, são meios disponibilizados pelo estado para dar celeridade na resolução dos conflitos.

6. O QUE SÃO HETERONOMIA? DE EXEMPLOS.

Modo de resolução dos conflitos em que a decisão é produto de um terceiro, que não auxilia e nem representa as partes em conflito.

Essa forma de pacificação de pessoas em conflito é aplicada, principalmente, através da arbitragem, que foi regulamentada pela lei nº. 9.307/96, sua aplicação é restrita a solução de litígio.

Como exemplo, podemos citar a própria arbitragem, o juizado de pequenas causas, juizados informais de conciliação

7. QUAL A DIFERENÇA ENTRE DIREITO PROCESSUAL E DIRIETO MATERIAL?

Direito processual – trata das relações entre autores processuais( partes, procuradores, advogados, promotores e juízes) da posição de cada um deles no processo da forma de proceder os atos processuais.

Direito material – Normas que regulam as relações referentes a bem se utilidades da vida. O direito processual é um instrumento de se requerer o direito assegurado em lei.

8. O QUE É INSTRUMENALIDADE DO PROCESSO?

São os meios hábeis (mecanismos) pré dispostos na legislação processual, atinentes a solucionar as forma eficaz, econômico e célere , todos os conflitos suscitados pelas partes.

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9. QUAL A POSIÇAO ENCICLOPEDICA DO DIREITO PROCESSUAL E COMO ELE SE DIVIDE?

Direito público interno

Divisão direito processual civil e direito processual penal

10. EXPLIQUE O PRINCIPIO DA IMPARCIALIDADE DO JUIZ

O juiz deve ser superpartes, colocar-se entre os litigantes e acima dele, esse princípio é pressupostos para que a relação processual se instaure validamente.

Esse principio esta convalidado na DUDH art. 10, no pacto internacional dos direitos civil e políticos, art. 14, na convenção americana sobre direitos humanos, art. 8,inciso I. 11. EXPLIQUE O PRINCIPIO DA IGUALDADE

Este princípio deriva do art. 5 CF/88 – Todos são iguais perante a lei... –

As partes e seus procuradores devem merecer tratamento igual, com ampla possibilidade e oportunidade de fazer valer em juízo as suas alegações. A igualdade de tratamento é um dever do juiz e não mais faculdade. Art. 125, I CPC.

12. EXPLIQUE O PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA E

SUAS DIFERENÇAS.

Contraditório – Ao autor cabe alegar os fatos constitutivos do seu direito e ao réu a possibilidade de contrapor argumentos e provas da parte contraria. E o contraditório que fundamenta a existência da defesa, esta assegurado no art. 5,LV da CF/88 e ainda no DUDH, art. 8.

13. EXPLIQUE O PRINCÍPIO DA AÇÃO ( PROCESSO INQUISITIVO E ACUSATÓRIO)

14. EXPLIQUE O PRINCÍPIO DA DISPONIBILIDADE E DA INDISPONIBILIDADE 15. EXPLIQUE O PRINCÍPIO DO DISPOSITIVO E O PRINCÍPIO DA LIVRE

INVESTIGAÇÃO DAS PROVAS (VERDADE REAL E VERDADE FORMAL)

16. EXPLIQUE O PRINCÍPIO DO IMPULSO OFICIAL

17. EXPLIQUE O PRINCÍPIO DA ORALIDADE

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19. EXPLIQUE O PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS

20. EXPLIQUE O PRINCIPIO DA PUBLICIDADE

21. EXPLIQUE O PRINCIPIO DA LEALDADE PROCESSUAL

22. EXPLIQUE O PRINCIPIO DA ECONOMIA E INSTRUMENTALIDADE DAS

FORMAS

23. EXPLIQUE O PRINCIPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO

24. O QUE É A TUTELA CONSTITUCIONAL DO DIREITO PROCESSUAL?

25. FALE SOBRE A GARANTIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL

26. QUAL A NATUREZA E OBJETO DA NORMA PROCESSUAL?

27. QUAL A DIFERENÇA DE NORMA MATERIAL E NORMA PROCESSUAL?

28. QUAL A FONTE DA NORMA PROCESSUAL?

29. QUAIS OS MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA NORMA PROCESSUAL?

30. DETERMINADO DELEGADO IMPEDIU O ACESSO DO INVESTIGADO AOS

AUTOS DO INQUÉRITO POLICIAL. ESSA CONDUTA FOI CORRETA? FUNDAMENTE NA LEI, NA DOUTRINA E NA JURISPRUDÊNCIA.

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07/04/2010 APLICAÇÃO DA PROVA

1ª AVALIAÇÃO SEMESTRAL

1. DEFINA O QUE É DESISTÊNCIA, SUBMISSÃO E TRANSAÇÃO. A QUAL FORMA DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS PERTENCE?

2. O QUE É AUTOTUTELA? É PERMITIDA NO DIREITO PÁTRIO? SE SIM, DIGA EM QUE CASOS? SE NÃO, FUNDAMENTE A RESPOSTA.

3. QUAL A DIFERENÇA ENTRE DIREITO MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL?

4. CITE E EXPLIQUE TRÊS PRINCÍPIOS DE DIREITO PROCESSUAL

5. O QUE É PROCESSO DIALÉTICO? COMO ELE OCORRE? QUAL O PRINCÍPIO QUE O FUNDAMENTA?

6. É POSSÍVEL QUE OS ELEMENTOS PROBATÓRIOS DO INQUÉRITO POLICIAL SEJAM APROVEITADOS NO PROCESSO? JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA INFORMANDO QUAL O PRINCÍPIO PROCESSUAL APLICÁVEL? 7. QUAL A DIFERENÇA ENTRE O PROCESSO INQUISITIVO E O ACUSATÓRIO

E QUAL DELES VIGORA NO PROCESSO BRASILEIRO?

8. EXISTE O PRINCÍPIO DA DISPONIBILIDADE NO PROCESSO PENAL? SE SIM, EM QUE CASOS? SE NÃO, JUSTIFIQUE.

9. O QUE É VERDADE FORMAL NO PROCESSO? COMO E QUANDO ELA OCORRE?

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2º BIMESTRE

28/04/2010 JURISDIÇÃO (Poder Coercitivo)

Conceitos:

1. É o poder, dever, função, atividade do Estado que substituindo os titulares dos interesses em disputa, de forma imparcial, resolve os conflitos dizendo o direito no caso concreto, com justiça.

2. É o poder, dever, função, atividade do Estado de dizer o direito do caso concreto. Características:

1. Substitutivo da Jurisdição

O Estado a prestar jurisdição , substituindo as atividades das partes e realizando em concreto a vontade do direito objetivo.

2. Escopo Jurídico

O escopo (finalidade, objetivo) da jurisdição é a atuação (cumprimento, realização) da norma de direito objetivo (material).

3. Lide

O escopo (finalidade, objetivo) da jurisdição é a atuação (cumprimento, realização) da norma de direito objetivo (material).

4. Inércia

Ne procedat iudex ex officio, ou seja, o juiz não procede de ofício. Nenhum juiz prestará a

tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer.

A jurisdição não pode ser exercida de ofício, deve ser provocada pela parte. Cabe a parte iniciar a ação.

5. Definitividade

As sentenças que apreciam o mérito da causa (pedido formulado pelo autor) formam a chamada coisa julgada material de forma definitiva e imutável do que foi decidido.

Princípios 1. Investidura

Somente o juiz regularmente investido na função jurisdicional pode julgar. 2. Aderência ao Território

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O juiz está vinculado ao princípio da territorialidade da lei processual. Ele fica vinculado a uma determinada área de atuação.

3. Indelegalidade

O juiz não pode delegar suas funções jurisdicionais. Quem julga é o juiz da causa. Sua função é exclusiva.

4. Inevitabilidade

O cumprimento das decisões judiciais é obrigatório pelas partes. 5. Inafastabilidade ou Indeclinabilidade

O juiz depois de acionado tem a obrigação de resolver o conflito de interesses. 6. Juiz Natural

O julgador tem que ser constituído também, antes que seja julgada a causa, não pode existir um juiz de exceção, não se pode constituir um juiz destinado pra aquela determinada causa, após a ocorrência do fato.

7. Inércia

A jurisdição não pode ser exercida de ofício, deve ser provocada pela parte. Cabe a parte iniciar a ação.

Diferença entre:

Inevitabilidade - As partes se sujeitam ao Estado-juiz, não podem evitar o resultado. Inafastabilidade - O juiz não pode se negar a julgar alegando falta de lei

Indelegabilidade O juiz não pode delegar suas funções para outro órgão. ELEMENTOS DA JURISDIÇÃO

Composição:

1. Notio ou Cognotio - Poder atribuído aos órgãos jurisdicionais de conhecer dos litígios;

2. Vocatio - Chamamento; faculdade de fazer comparecer em juízo todo aquele cuja presença é necessária ao regular desenvolvimento do processo;

3. Coertio ou Coertitio

Possibilidade de aplicar medidas de coação processual para garantir a função jurisdicional;

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Direito de julgar e pronunciar a sentença, compondo a lide e aplicando o direito em relação a uma pretensão;

5. Executio Cumprimento da sentença. ESPÉCIES DE JURISDIÇÃO Classificação: 1. Objeto a. Civil b. Penal

2. Quanto aos Órgãos Judiciários a. Especial

b. Comum

3. Pela Posição Hierárquica dos Órgãos a. Inferior

É aquela conhecida como jurisdição de primeira instância. Quem aprecia a demanda é o juiz, de primeiro grau ou juiz “a quo”.

b. Superior

É a Jurisdição de segunda instância. 4. Fonte do Direito

a. Direito – Civil Law

b. Equidade – Commom Law JUSRIDIÇÃO VOLUNTÁRIA

Homologação de pedidos que não impliquem litígio, mas apenas tutela interesse. JUSRIDIÇÃO VOLUNTÁRIA E CONTENCIOSA

Diferenças:

CONTENCIOSA VOLUNTÁRIA

Atividade jurisdicional Administração pública de interesses privados, exercida pelo poder judiciário

Destina-se a composição de lides Não destina-se a composição de lides Há formação das partes Não há partes e sim interessados

Processo Procedimento

Procedimentos especiais: CPC , art. 890 a 1102

Procedimentos especiais: CPC, art. 1103 a 1210

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Há formação de coisa julgada Não há formação de coisa julgada

Duplo grau de jurisdição

prevê a possibilidade de revisão, por via de recurso, das causas já julgadas pelo juiz de primeiro grau (ou de primeira instância), que corresponde à denominada jurisdição inferior,

Poder Judiciário

Instância Superior

STF

11 Min/ 35a>65a

STJ

33 Min/ 35a>65a

TST

27 Min/ 35a>65a

TSE

7 Mb/ 35a>65a

STM

15 Mb/ 35a>65a VITALÍCIO

TRF

7 Jz/ 35a>65a

TJ

TRT

7 Jz/ 35a>65a

TRE

7 Jz/ 35a>65a JUIZ MILITAR ESCABINATO JUIZ

FEDERAL DIREITOJUIZ DE TRABALHOJUIZ DO ELEITORALJUIZ

CNJ

15 Mb/ 35a>65a Justiça Especial JUIZ MILITAR ESCABINATO

(21)

Organograma do Poder Judiciário

Onde:

Supremo Tribunal Federal. Ultima instância. Analisa as causas de matéria constitucional.

Tribunais Superiores ou 3ª. Instancia. (Superior Tribunal Militar, Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral). Geralmente analisa em grau de recurso ordinário e especial matéria infraconstitucional.

Tribunais Regionais ou de 2ª. Instancia. (Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal Regional Federal, Tribunal Regional Eleitoral). Analisam em grau de recurso ordinário processos oriundos da 1ª. Instancia.

Justiça de 1º. Grau ou 1ª. Instancia. (Justiça Militar, Justiça do Trabalho, Justiça Comum, Justiça Federal e Justiça Eleitoral).

STFSTF STMSTM TSTTST STJSTJ TSETSE TRE TRE JUSTIÇA ELEITORAL Juizes Designados JUSTIÇA ELEITORAL Juizes Designados TJ TJ TRF TRF JUSTIÇA COMUM Juiz de Direito JUSTIÇA COMUM

Juiz de Direito JUSTIÇA FEDERAL Juiz Federal JUSTIÇA FEDERAL Juiz Federal TRTTRT JUSTIÇA DO TRABALHO Juiz do Trabalho JUSTIÇA DO TRABALHO Juiz do Trabalho (TJM)(TJM) JUSTIÇA MILITAR Juiz Auditor Militar JUSTIÇA MILITAR

Juiz Auditor Militar

STFSTF STM TST STJ TSE STM TST STJ TSE TRT TJ TRF TRE TRT TJ TRF TRE JM JT JC JF e JE JM JT JC JF e JE

(22)

INDEPENNDENCIA DO PODER JUDICIÁRIO Garantias do Judiciário

 Independência dos Juízes

Não há subordinação hierárquica no desempenho de suas atividades. GARANTIAS DOS MAGISTRADOS

 Vitaliciedade - ocorre após 3 anos, durante o estágio probatórios ele pode ser demitido por processo administrativo, próprio onde a votação da demissão e feita pelo tribunal pleno administrativo do seu respectivo tribunal, após 3 anos só por sentença transitado e julgado. Não perde o cargo

 Irredutibilidade de Subsídios -

 Inamovibilidade – não ocorre remoção sem o seu consentimento ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO

 Magistratura

 Duplo Grau de Jurisdição  Composição dos Juízos

Monocráticos Colegiados  Divisão Judiciária SERVIÇOS JUDICIÁRIOS  Serventuários  Advogados  Defensoria Pública

 Advocacia Geral da União  Procurador Federal

 Ministério Público da União

MPT MPM MPDFT MPF

(23)

COMPETÊNCIA

é a quantidade de jurisdição atribuída a um órgão, ou, a “medida de Jurisdição”  Critério de Competência

Território Valor Matéria Hierarquia

Absoluta – inderrogável ou improrrogável Matéria – o juiz deve declarar de ofício Hierarquia – Matéria de Ordem Pública Relativa – derrogável ou prorrogável

Território – Regra: domicílio do réu Valor

Regra de competência serve para determinar: Onde a ação vai tramitar

No local onde só há um juiz ele terá capacidade plena Princípios:

Princípio da Tipicidade: A competência deve ser determinada por norma legal para que seja válida. Evita o juiz ad hoc (nomeado).

Princípio da Indisponibilidade: As partes só poderão dispor sobre a competência se for legalmente permitido, como nos casos de competência relativa.

Princípio do Perpetuatio Jurisditionis: CPC87. A competência é estabelecida no momento da propositura da demanda, ou seja, na distribuição ou no despacho inicial.

Relativa

(24)

Art. 300 CPC – Exceção de Competência (Compete ao réu alegar, na contestação, toda a

matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito, com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir)

Art.301, I CPC - Argüida em momento oportuno

Art. 86 CPC – Conceito de Competência (As causas cíveis serão processadas e decididas, ou simplesmente decididas, pelos órgãos jurisdicionais, nos limites de sua competência, ressalvada às partes a faculdade de instituírem juízo arbitral.

Art. 87 CPC – Determina Competência (Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas

posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia.

Art. 91 CPC - Valor e Matéria

Art. 93 CPC – Competência Funcional – Hierarquia

Conexão ou Continência – CPC (art. 102 a 106)

Formas de estabelecimento da competência da relativa

Art. 102. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se pela conexão ou continência, observado o disposto nos artigos seguintes.

Art. 105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente.

Art. 106. Correndo em separado ações conexas perante juízes que têm a mesma competência territorial, considera-se prevento aquele que despachou em primeiro lugar.

Quando houver duas ou + ações: 1. CONEXÃO

- OBJETO = Pedido OU

- CAUSA DE PEDIR = Motivação do Pedido

Art. 103. Reputam-se conexas duas ou mais ações, quando Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir. 2. CONTINÊNCIA - PARTES E - CAUSA DE PEDIR E

(25)

Art. 104. Dá-se a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras.

CONEXÃO

A competência se prorroga quando duas ou mais causas tem o objetivo ou a casua de pedir em comum.

PREVENÇÃO (Quem pede: parte interessada)

É o primeiro juízo que conheceu da causa, que poderia ser julgada junto. CONTINÊNCIA

A competência se prorroga quando duas ou mais causas tem o objetivo, + a causa de pedir + objeto em comum

CAUSA DE PEDIR

O motivo do pedido judicial, são os fatos, fundamento do pedido. PEDIDO

Provimento Jurisdicional PERPETUATIO JURISDITIONIS

Uma vez firmada a competência ela não muda em função da mudança , (de endereço) fática do estado da pessoa, salvo nos casos de conexão e continência.

EXCECÃO

Quando se tratar de competência relativa CONFLITO DE COMPETÊNCIA

- Positivo – quando 02 ou + juízes alegam competência - Negativo - quando 02 ou + juízes alegam incompetência

(26)

09/06/2010

AÇÃO

TEORIAS DA AÇÃO

Teoria Imanentista (civilista) – a ação só pode ser acionada se houver direito material. Essa teoria foi defendida por Savigny e adotada pelo Código Civil de 1916. O Processo Civil não era considerado como direito autônomo.

Polêmica Windscheid-Muther – o conceito de ação passou a ser direito abstrato, dessa ação nasceria um direito para o Estado e outra para o ofendido. Foi a base para evolução da Teoria concreta da ação e a Teoria da ação como direito autônomo e abstrato.

Teoria Concreta da Ação – a ação é autônoma, mas só passa a existir se a sentença for favorável. A ação visa uma sentença favorável. Seguida por Wach, Bülow, Hellwig. A partir dessa teoria, Chiovenda formulou a teoria do direito potestativo, segunda a qual é autônoma e concreta, não se dirigindo contra o Estado, mas contra a outra parte.

Teoria da ação como direito autônomo e abstrato – a ação é um direito subjetivo da prestação jurisdicional seja ela favorável ou desfavorável ao autor. Seguida por Degenkolb e plósz.

Teoria eclética – é uma teoria dualista. Apesar da ação ser autônoma e abstrata, para ser aceita deve preencher as condições da ação. Adotada pelo atual Código de Processo Civil Brasileiro.

CONDIÇÕES DA AÇÃO

1) LEGITMIDADE DAS PARTES (AUTOR, RÉU, INTERESSADO) - Legitimidade Ativa

A titularidade é de quem detém o direito. - Legitimidade Passiva

Contra quem se pleiteia o direito - Capacidade Postulatória

Obrigação de se ter um advogado AD HOC – nomeado pelo juiz

(27)

- Capacidade Civil = Capacidade Processual Absolutamente Incapaz - Representante Relativamente Incapaz – Assistente 2) INTERESSE DE AGIR

A parte tem que se justificar para ajuizar a ação. Necessidade de a parte buscar uma tutela jurisdicional par proteger um direito.

Demonstrar ao juiz que a intervenção do Estado é necessária para a resolução da lide. 3) POSSIBILIDADE JUDIRÍDICA DO PEDIDO

Só é possível pleitear direito amparado por lei.

Na falta de umas das condições da ação

Art. 267, VI CPC - Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: quando não concorrer qualquer das condições da ação, como a possibilidade jurídica, a legitimidade das partes e o interesse processual;

(28)

ELEMENTOS DA AÇÃO

1. PARTES

a. Em sentido formal, o autor e o réu, isto é, aquele que pede, em nome próprio, a prestação jurisdicional e aquele contra quem ou em face de quem o autor formula o seu pedido, ou a pluralidade de autores ou de réus, litisconsortes ativos ou passivos.

a. Em sentido material os sujeitos da relação interpessoal que a sentença irá regular diretamente.

1. PEDIDO – OBJETO DA AÇÃO

Art. 286 CPC): É a providência que se busca através da tutela jurisdicional.

a. Imediato - à natureza do provimento solicitado. é o tipo de provimento pretendido: sentença condenatória, declaratória, constitutiva ou mesmo a providência executiva ou cautelar

b. Mediato - correspondente ao teor ou conteúdo do provimento, é o bem material ou imaterial pretendido pelo autor. é o beneficio; é o bem jurídico de direito material que se pretende seja tutelado pela sentença (bem material ou imaterial pretendido). É comum que o pedido imediato fique implícito. Exemplo: a entrega da coisa, a desocupação do imóvel, o pagamento etc.

2. CAUSA DE PEDIR

Fatos da vida, fundamentos que justifiquem o pedido, fundamentos jurídicos. É o fato jurídico que o autor coloca como fundamento de sua demanda.

O art. 282, III, estabelece como requisitos da petição inicial "o fato e os fundamentos

jurídicos do pedido".

A causa de pedir é constituído do elemento fático e da qualificação jurídica que dele decorre. A qualificação jurídica que o autor faz dos fatos é o significado jurídico dado pelo autor, a respeito dos fatos descritos que irão justificar o pedido (mediato e imediato). O fato (exemplo: acidente) é a causa de pedir remota. O decorrente direito que advém do fato (direito de indenização) é a conseqüência jurídica do fato, chamada de causar de pedir próxima.

Não se deve confundir fundamento jurídico com fundamento legal; este é a indicação do dispositivo legal, cuja referência não é exigida pelo Código, pois compete ao juiz formular o enquadramento legal da hipótese apresentada (o juiz conhece do direito).

(29)

2.1. CAUSA DE PEDIR PROXIMA

Fundamentos jurídicos. (mundo DEVER-SER)

Dizer que aquele determinado fato da vida encontra respaldo na lei. 2.2. CAUSA DE PEDIR REMOTA OU FÁTICA

Fatos da vida narrados na inicial (mundo SER) CLASSIFICAÇÃO

A. AÇÃO DE CONHECIMENTO

O juiz vai estudar o caso, tomar conhecimento de tudo aquilo que está no processo. O juiz vai dizer de quem é o direito.

A.1.DECLARATÓRIA

Declarar determinada relação jurídica. declaram a existência ou inexistência de um direito A.2.CONSTITUTIVAS

A sentença substitui o negócio jurídico, cria uma relação jurídica que não existia. tem como objetivo constituir, modificar ou extinguir um direito

A.3.CONDENATÓRIAS

Pedem que faça , deixe de fazer ou entregue algo.

Objetiva satisfazer uma obrigação de dar, fazer e não fazer. Pode ser mandamental (por meio de um mandato a sentença torna efetiva) e a execução (a execução ocorre no próprio processo de conhecimento).

B. CAUTELARES

Busca uma garantia processual para assegurar o processo de conhecimento ou de execução C. EXECUTIVA

O credor busca a satisfação de uma obrigação não cumprida voluntariamente pelo devedor

CLASSIFICAÇÃO DA AÇÃO PENAL

1. AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA 2. AÇÃO PENAL PÚBLICA

(30)

4. AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA

1) Pública - iniciativa exclusiva do Ministério Público, e vigora o princípio da obrigatoriedade, pois

havendo indícios suficientes, o Ministério Público é obrigado a propor a ação através da denúncia e pode ser ação:

a) Incondicionada - quando não depende de condições específicas ou;

b) Condicionada - quando exige condições como a representação da vítima ou requisição do

Ministro da Justiça. Mas a titularidade continua a ser do Ministério Público. A representação ou requisição é condições de procedibilidade. Quando se trata de ação condiconada a própria lei menciona.

2) Privada - é de iniciativa do ofendido ou seu representante legal se for menor ou incapaz,

através da queixa-crime. Vigora o princípio da oportunidade e conveniência, pois a vítima pode não querer ingressar com a ação, para zelar por aspectos de sua intimidade.

EXCEÇÃO

Direito de defesa do réu

Direito público, subjetivo, abstrato de se opor ao direito do réu. Classificação

Processual – ataca erros processuais do autor, não discute o mérito. Substancial – ataca os fatos imputados pelo autor.

(31)

Instância Superior

STF

11 Min/ 35a>65a

STJ

33 Min/ 35a>65a

TST

27 Min/ 35a>65a

TSE

7 Mb/ 35a>65a

STM

15 Mb/ 35a>65a VITALÍCIO

TRF

7 Jz/ 35a>65a

TJ

TRT

7 Jz/ 35a>65a

TRE

7 Jz/ 35a>65a JUIZ MILITAR ESCABINATO JUIZ FEDERAL JUIZ DE DIREITO JUIZ DO TRABALHO JUIZ ELEITORAL

CNJ

15 Mb/ 35a>65a Justiça Especial JUIZ MILITAR ESCABINATO

(32)

Organograma do Poder Judiciário

Onde:

Supremo Tribunal Federal. Ultima instância. Analisa as causas de matéria constitucional.

Tribunais Superiores ou 3ª. Instancia. (Superior Tribunal Militar, Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral). Geralmente analisa em grau de recurso ordinário e especial matéria infraconstitucional.

Tribunais Regionais ou de 2ª. Instancia. (Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal Regional Federal, Tribunal Regional Eleitoral). Analisam em grau de recurso ordinário processos oriundos da 1ª. Instancia.

Justiça de 1º. Grau ou 1ª. Instancia. (Justiça Militar, Justiça do Trabalho, Justiça Comum, Justiça Federal e Justiça Eleitoral).

STF

STF

STMSTM TSTTST STJSTJ TSETSE TRE TRE JUSTIÇA ELEITORAL Juizes Designados JUSTIÇA ELEITORAL Juizes Designados TJ TJ TRFTRF JUSTIÇA COMUM Juiz de Direito JUSTIÇA COMUM

Juiz de Direito FEDERALJUSTIÇA Juiz Federal JUSTIÇA FEDERAL Juiz Federal TRTTRT JUSTIÇA DO TRABALHO Juiz do Trabalho JUSTIÇA DO TRABALHO Juiz do Trabalho (TJM)(TJM) JUSTIÇA MILITAR Juiz Auditor Militar

JUSTIÇA MILITAR Juiz Auditor Militar

STFSTF STM TST STJ TSE STM TST STJ TSE TRT TJ TRF TRE TRT TJ TRF TRE JM JT JC JF e JE JM JT JC JF e JE

(33)

INDEPENNDENCIA DO PODER JUDICIÁRIO Garantias do Judiciário

 Independência dos Juízes

Não há subordinação hierárquica no desempenho de suas atividades. Garantias dos Magistrados

 Vitaliciedade

 Irredutibilidade de Subsídios  Inamovibilidade

ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO  Magistratura

 Duplo Grau de Jurisdição  Composição dos Juízos

Monocráticos Colegiados  Divisão Judiciária SERVIÇOS JUDICIÁRIOS  Serventuários  Advogados  Defensoria Pública

 Advocacia Geral da União  Procurador Federal

 Ministério Público da União

MPT MPM MPDFT MPF

(34)

INDEPENNDENCIA DO PODER JUDICIÁRIO Garantias do Judiciário

 Independência dos Juízes

Não há subordinação hierárquica no desempenho de suas atividades. Garantias dos Magistrados

 Vitaliciedade

 Irredutibilidade de Subsídios  Inamovibilidade

ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO  Magistratura

 Duplo Grau de Jurisdição  Composição dos Juízos

Monocráticos Colegiados  Divisão Judiciária SERVIÇOS JUDICIÁRIOS  Serventuários  Advogados  Defensoria Pública

 Advocacia Geral da União  Procurador Federal

 Ministério Público da União

MPT MPM MPDFT MPF

(35)

COMPETÊNCIA

é a quantidade de jurisdição atribuída a um órgão, ou, a “medida de Jurisdição”  Critério de Competência

Território Valor Matéria Hierarquia

Absoluta – inderrogável ou improrrogável Matéria – o juiz deve declarar de ofício Hierarquia – Matéria de Ordem Pública Relativa – derrogável ou prorrogável

Território – Regra: domicílio do réu Valor

Regra de competência serve para determinar: Onde a ação vai tramitar

No local onde só há um juiz ele terá capacidade plena Princípios:

Princípio da Tipicidade: A competência deve ser determinada por norma legal para que seja válida. Evita o juiz ad hoc (nomeado).

Princípio da Indisponibilidade: As partes só poderão dispor sobre a competência se for legalmente permitido, como nos casos de competência relativa.

Princípio do Perpetuatio Jurisditionis: CPC87. A competência é estabelecida no momento da propositura da demanda, ou seja, na distribuição ou no despacho inicial.

Relativa

(36)

Art. 300 CPC – Exceção de Competência (Compete ao réu alegar, na contestação, toda a

matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito, com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir)

Art.301, I CPC - Argüida em momento oportuno

Art. 86 CPC – Conceito de Competência (As causas cíveis serão processadas e decididas, ou simplesmente decididas, pelos órgãos jurisdicionais, nos limites de sua competência, ressalvada às partes a faculdade de instituírem juízo arbitral.

Art. 87 CPC – Determina Competência (Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas

posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia.

Art. 91 CPC - Valor e Matéria

Art. 93 CPC – Competência Funcional – Hierarquia

Conexão ou Continência – CPC (art. 102 a 106)

Formas de estabelecimento da competência da relativa

Art. 102. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se pela conexão ou continência, observado o disposto nos artigos seguintes.

Art. 105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente.

Art. 106. Correndo em separado ações conexas perante juízes que têm a mesma competência territorial, considera-se prevento aquele que despachou em primeiro lugar.

Quando houver duas ou + ações: 3. CONEXÃO

- OBJETO = Pedido OU

- CAUSA DE PEDIR = Motivação do Pedido

Art. 103. Reputam-se conexas duas ou mais ações, quando Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir. 4. CONTINÊNCIA - PARTES E - CAUSA DE PEDIR E

(37)

Art. 104. Dá-se a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras.

CONEXÃO

A competência se prorroga quando duas ou mais causas tem o objetivo ou a casua de pedir em comum.

PREVENÇÃO (Quem pede: parte interessada)

É o primeiro juízo que conheceu da causa, que poderia ser julgada junto. CONTINÊNCIA

A competência se prorroga quando duas ou mais causas tem o objetivo, + a causa de pedir + objeto em comum

CAUSA DE PEDIR

O motivo do pedido judicial, são os fatos, fundamento do pedido. PEDIDO

Provimento Jurisdicional PERPETUATIO JURISDITIONIS

Uma vez firmada a competência ela não muda em função da mudança , (de endereço) fática do estado da pessoa, salvo nos casos de conexão e continência.

EXCECÃO

Quando se tratar de competência relativa CONFLITO DE COMPETÊNCIA

- Positivo – quando 02 ou + juízes alegam competência - Negativo - quando 02 ou + juízes alegam incompetência

-09/06/2010

AÇÃO

TEORIAS DA AÇÃO

Teoria Imanentista (civilista) – a ação só pode ser acionada se houver direito material. Essa teoria foi defendida por Savigny e adotada pelo Código Civil de 1916. O Processo Civil não era considerado como direito autônomo.

(38)

Polêmica Windscheid-Muther – o conceito de ação passou a ser direito abstrato, dessa ação nasceria um direito para o Estado e outra para o ofendido. Foi a base para evolução da Teoria concreta da ação e a Teoria da ação como direito autônomo e abstrato.

Teoria Concreta da Ação – a ação é autônoma, mas só passa a existir se a sentença for favorável. A ação visa uma sentença favorável. Seguida por Wach, Bülow, Hellwig. A partir dessa teoria, Chiovenda formulou a teoria do direito potestativo, segunda a qual é autônoma e concreta, não se dirigindo contra o Estado, mas contra a outra parte.

Teoria da ação como direito autônomo e abstrato – a ação é um direito subjetivo da prestação jurisdicional seja ela favorável ou desfavorável ao autor. Seguida por Degenkolb e plósz.

Teoria eclética – é uma teoria dualista. Apesar da ação ser autônoma e abstrata, para ser aceita deve preencher as condições da ação. Adotada pelo atual Código de Processo Civil Brasileiro.

CONDIÇÕES DA AÇÃO

4) LEGITMIDADE DAS PARTES (AUTOR, RÉU, INTERESSADO) - Legitimidade Ativa

A titularidade é de quem detém o direito. - Legitimidade Passiva

Contra quem se pleiteia o direito - Capacidade Postulatória

Obrigação de se ter um advogado AD HOC – nomeado pelo juiz

- Capacidade Civil = Capacidade Processual Absolutamente Incapaz - Representante Relativamente Incapaz – Assistente 5) INTERESSE DE AGIR

A parte tem que se justificar para ajuizar a ação. Necessidade de a parte buscar uma tutela jurisdicional par proteger um direito.

(39)

6) POSSIBILIDADE JUDIRÍDICA DO PEDIDO Só é possível pleitear direito amparado por lei.

Na falta de umas das condições da ação

Art. 267, VI CPC - Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: quando não concorrer qualquer das condições da ação, como a possibilidade jurídica, a legitimidade das partes e o interesse processual;

ELEMENTOS DA AÇÃO

3. PARTES

b. Em sentido formal, o autor e o réu, isto é, aquele que pede, em nome próprio, a prestação jurisdicional e aquele contra quem ou em face de quem o autor formula o seu pedido, ou a pluralidade de autores ou de réus, litisconsortes ativos ou passivos.

c. Em sentido material os sujeitos da relação interpessoal que a sentença irá regular diretamente.

2. PEDIDO – OBJETO DA AÇÃO

Art. 286 CPC): É a providência que se busca através da tutela jurisdicional.

c. Imediato - à natureza do provimento solicitado. é o tipo de provimento pretendido: sentença condenatória, declaratória, constitutiva ou mesmo a providência executiva ou cautelar

d. Mediato - correspondente ao teor ou conteúdo do provimento, é o bem material ou imaterial pretendido pelo autor. é o beneficio; é o bem jurídico de direito material que se pretende seja tutelado pela sentença (bem material ou imaterial pretendido). É comum que o pedido imediato fique implícito. Exemplo: a entrega da coisa, a desocupação do imóvel, o pagamento etc.

3. CAUSA DE PEDIR

Fatos da vida, fundamentos que justifiquem o pedido, fundamentos jurídicos. É o fato jurídico que o autor coloca como fundamento de sua demanda.

O art. 282, III, estabelece como requisitos da petição inicial "o fato e os fundamentos

(40)

A causa de pedir é constituído do elemento fático e da qualificação jurídica que dele decorre. A qualificação jurídica que o autor faz dos fatos é o significado jurídico dado pelo autor, a respeito dos fatos descritos que irão justificar o pedido (mediato e imediato). O fato (exemplo: acidente) é a causa de pedir remota. O decorrente direito que advém do fato (direito de indenização) é a conseqüência jurídica do fato, chamada de causar de pedir próxima.

Não se deve confundir fundamento jurídico com fundamento legal; este é a indicação do dispositivo legal, cuja referência não é exigida pelo Código, pois compete ao juiz formular o enquadramento legal da hipótese apresentada (o juiz conhece do direito).

3.1. CAUSA DE PEDIR PROXIMA

Fundamentos jurídicos. (mundo DEVER-SER)

Dizer que aquele determinado fato da vida encontra respaldo na lei. 3.2. CAUSA DE PEDIR REMOTA OU FÁTICA

Fatos da vida narrados na inicial (mundo SER) CLASSIFICAÇÃO

D. AÇÃO DE CONHECIMENTO

O juiz vai estudar o caso, tomar conhecimento de tudo aquilo que está no processo. O juiz vai dizer de quem é o direito.

D.1.DECLARATÓRIA

Declarar determinada relação jurídica. declaram a existência ou inexistência de um direito D.2.CONSTITUTIVAS

A sentença substitui o negócio jurídico, cria uma relação jurídica que não existia. tem como objetivo constituir, modificar ou extinguir um direito

D.3.CONDENATÓRIAS

Pedem que faça , deixe de fazer ou entregue algo.

Objetiva satisfazer uma obrigação de dar, fazer e não fazer. Pode ser mandamental (por meio de um mandato a sentença torna efetiva) e a execução (a execução ocorre no próprio processo de conhecimento).

(41)

Busca uma garantia processual para assegurar o processo de conhecimento ou de execução F. EXECUTIVA

O credor busca a satisfação de uma obrigação não cumprida voluntariamente pelo devedor

CLASSIFICAÇÃO DA AÇÃO PENAL

5. AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA 6. AÇÃO PENAL PÚBLICA

7. AÇÃO PENAL PRIVADA

8. AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA

3) Pública - iniciativa exclusiva do Ministério Público, e vigora o princípio da obrigatoriedade, pois

havendo indícios suficientes, o Ministério Público é obrigado a propor a ação através da denúncia e pode ser ação:

a) Incondicionada - quando não depende de condições específicas ou;

b) Condicionada - quando exige condições como a representação da vítima ou requisição do

Ministro da Justiça. Mas a titularidade continua a ser do Ministério Público. A representação ou requisição é condições de procedibilidade. Quando se trata de ação condiconada a própria lei menciona.

4) Privada - é de iniciativa do ofendido ou seu representante legal se for menor ou incapaz,

através da queixa-crime. Vigora o princípio da oportunidade e conveniência, pois a vítima pode não querer ingressar com a ação, para zelar por aspectos de sua intimidade.

EXCEÇÃO

Direito de defesa do réu

Direito público, subjetivo, abstrato de se opor ao direito do réu. Classificação

Processual – ataca erros processuais do autor, não discute o mérito. Substancial – ataca os fatos imputados pelo autor.

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