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Especificação Técnica Unificada ETU

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Academic year: 2021

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(1)

Especificação Técnica Unificada

ETU - 126.1

Isolador tipo pilar distribuição em

porcelana

(2)

Apresentação

Nesta Especificação Técnica apresenta os requisitos mínimos e as diretrizes necessárias para a padronização das características e requisitos mínimos mecânicos e elétricos exigidos para fornecimento de isolador tipo pilar, em porcelana, para redes aéreas de distribuição de energia elétrica, em média tensão, nas concessionárias do grupo Energisa S.A.

Para tanto foram consideradas as especificações e os padrões do material em referência, definidos nas Normas Brasileiras Registradas - NBR da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, ou outras normas internacionais reconhecidas, acrescidos das modificações baseadas nos resultados de desempenho destes materiais nas empresas do grupo Energisa.

As cópias e/ou impressões parciais ou em sua íntegra deste documento não são controladas.

A presente revisão desta Especificação Técnica é a versão 2.0, datada de janeiro de 2021.

Cataguases - MG, janeiro de 2021.

GTD - Gerência Técnica de Distribuição

Esta Especificação Técnica, bem como as alterações, poderá ser acessada através do código abaixo:

(3)

Equipe técnica de redação de ETU-126.1 (Versão 2.0)

Acassio Maximiano Mendonca Gilberto Teixeira Carrera

Grupo Energisa Grupo Energisa

Augustin Gonzalo Abreu Lopez Hitalo Sarmento de Sousa Lemos

Grupo Energisa Grupo Energisa

Danilo Maranhão de Farias Santana Ricardo Campos Rios

Grupo Energisa Grupo Energisa

Eduarly Freitas do Nascimento Ricardo Machado de Moraes

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Aprovação técnica

Ademálio de Assis Cordeiro Juliano Ferraz de Paula

Grupo Energisa Energisa Sergipe

Amaury Antônio Damiance Marcelo Cordeiro Ferraz

Energisa Mato Grosso Dir. Suprimentos Logística

Fábio Lancelotti Paulo Roberto dos Santos

Energisa Minas Gerais / Energisa Nova Friburgo Energisa Mato Grosso do Sul

Fabrício Sampaio Medeiros Ricardo Alexandre Xavier Gomes

Energisa Rondônia Energisa Acre

Fernando Lima Costalonga Rodrigo Brandão Fraiha

Energisa Tocantins Energisa Sul-Sudeste

Jairo Kennedy Soares Perez

(5)

Sumário

1 OBJETIVO ... 8

2 CAMPO DE APLICAÇÃO ... 8

3 OBRIGAÇÕES E COMPETÊNCIAS ... 8

4 NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES ... 8

4.1 LEGISLAÇÃO E REGULAMENTOS FEDERAIS ... 8

4.2 NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRA ... 9

4.3 NORMAS TÉCNICAS INTERNACIONAL ... 10

5 TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES ... 12

5.1 ISOLADOR ... 12

5.2 ISOLADOR ANTIPOLUIÇÃO ... 12

5.3 ISOLADOR CLASSE A ... 12

5.4 ISOLADOR TIPO PILAR ... 12

5.5 CABEÇA ... 12

5.6 CARGA DE FLEXÃO NOMINAL (CFN) ... 12

5.7 CARGA DE RUPTURA DE UM ISOLADOR PILAR ... 13

5.8 DESCARGA DISRUPTIVA ... 13 5.9 DISTÂNCIA DE ESCOAMENTO... 13 5.10 PESCOÇO ... 13 5.11 SAIA ... 13 5.12 TRILHAMENTO ... 13 5.13 ENSAIOS DE RECEBIMENTO ... 14 5.14 ENSAIOS DE TIPO ... 14 5.15 ENSAIOS ESPECIAIS ... 14 6 CONDIÇÕES GERAIS ... 14 6.1 CONDIÇÕES DO SERVIÇO ... 14

6.2 LINGUAGENS E UNIDADES DE MEDIDA ... 15

6.3 ACONDICIONAMENTO ... 15

6.4 MEIO AMBIENTE ... 17

6.5 VIDA ÚTIL ... 17

6.6 GARANTIA ... 18

6.7 INCORPORAÇÃO AO PATRIMÔNIO DA ENERGISA ... 18

7 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS ... 19 7.1 MATERIAIS ... 19 7.1.1 Corpo isolante ... 19 7.1.2 Base metálica ... 19 7.1.3 Cimento ... 20 7.1.4 Rosca ... 20 7.2 C ... 20

(6)

7.2.1 Codificação ... 20 7.3 ACABAMENTO ... 21 7.3.1 Corpo isolante ... 21 7.3.2 Base metálica ... 21 7.3.3 Rosca ... 21 7.4 IDENTIFICAÇÃO ... 21 7.5 CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS ... 22 7.6 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS ... 22 7.6.1 Tensões nominais ... 22 7.6.2 Níveis de isolamento ... 22 7.6.3 Rádio interferência ... 22 8 INSPEÇÃO E ENSAIOS ... 23 8.1 GENERALIDADES ... 23 8.2 RELAÇÃO DE ENSAIOS ... 27 8.2.1 Ensaios de tipo (T) ... 27

8.2.2 Ensaios de recebimento (RE) ... 27

8.2.3 Ensaios especiais (E) ... 28

8.3 DESCRIÇÃO DOS ENSAIOS ... 28

8.3.1 Inspeção visual ... 28

8.3.2 Verificação dimensional ... 29

8.3.3 Tensão suportável nominal de impulso atmosférico ... 29

8.3.4 Tensão suportável à frequência industrial, sob chuva ... 30

8.3.5 Radio interferência ... 30 8.3.6 Poluição artificial ... 30 8.3.7 Ruptura mecânica ... 30 8.3.8 Ciclo térmico ... 30 8.3.9 Porosidade ... 31 8.3.10 Ensaio de zincagem ... 31 8.3.11 Ensaio mecânico ... 31 8.3.12 Verificação da rosca ... 31 8.4 RELATÓRIOS DE ENSAIO ... 32 9 PLANOS DE AMOSTRAGEM ... 32 9.1 ENSAIOS DE TIPO ... 32 9.2 ENSAIOS DE RECEBIMENTO ... 33

9.3 ENSAIOS DE INSPEÇÃO VISUAL ... 33

9.4 ENSAIOS ESPECIAIS ... 33

10 ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO ... 33

10.1 ENSAIOS DE TIPO ... 33

10.2 ENSAIOS DE RECEBIMENTO ... 33

11 NOTAS COMPLEMENTARES ... 34

(7)

13 VIGÊNCIA ... 35

14 TABELAS ... 36

TABELA 1 - Características eletromecânica dos isoladores ... 36

TABELA 2 - Limites de tensão de rádio interferência ... 37

TABELA 3 - Amostragem para os ensaios de recebimento ... 38

TABELA 4 - Relação de ensaios ... 39

15 DESENHO ... 40

DESENHO 1 - Dimensional do isolador tipo pilar ... 40

DESENHO 2 - Detalhe das cabeças dos isoladores tipo pilar - Montagem vertical - Sem ferragem na cabeça ... 41

DESENHO 3 - Detalhe das bases dos isoladores tipo pilar - base plana com furo central roscado - M20 ... 42

(8)

1 OBJETIVO

Esta Especificação Técnica estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à fabricação, ensaios e ao recebimento de Isolador Pilar, com Dielétrico de Porcelana, a serem usados no sistema de distribuição de energia da Energisa.

2 CAMPO DE APLICAÇÃO

Aplicam se às montagens das estruturas para redes aéreas de distribuição de energia elétrica, em média tensão, em áreas urbanas e rurais, previstas nas normas técnicas em vigência nas empresas do grupo Energisa.

3 OBRIGAÇÕES E COMPETÊNCIAS

Compete a áreas de planejamento, engenharia, patrimônio, suprimentos, elaboração de projetos, construção, ligação, combate a perdas, manutenção, linha viva e operação do sistema elétrico cumprir e fazer cumprir este instrumento normativo.

4 NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Esta Especificação Técnica foi baseada no seguinte documento:

• ABNT NBR 5032, Isoladores para linhas aéreas com tensões acima de 1.000 V - Isoladores de porcelana ou vidro para sistemas de corrente alternada

• ABNT NBR 12459, Isolador pilar - Dimensões e características

Como forma de atender aos processos de fabricação, inspeção e ensaios, os isoladores pilar devem satisfazer às exigências desta Especificação Técnica, bem como de todas as normas técnicas mencionadas abaixo.

4.1

Legislação e regulamentos federais

• Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social - Capítulo VI: Do Meio Ambiente

(9)

• Lei N.º 8.347, de 24/07/1985, Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências;

• Lei N.º 9.605, de 12/02/1998, Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências

• Decreto N.º 6.514, de 22/07/2008, Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações, e dá outras providências

• Resolução CONAMA N.º 1, de 23/01/1986, Dispõe sobre os critérios básicos e diretrizes gerais para o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

• Resolução CONAMA N.º 237, de 19/12/1997, Regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente

4.2

Normas técnicas brasileira

• ABNT NBR 5456, Eletricidade geral - Terminologia • ABNT NBR 5472, Isoladores e bucha para eletrotécnica

• ABNT NBR 6323, Produtos de aço ou ferro fundido - Revestimento de zinco por imersão a quente - Especificação

• ABNT NBR 7398, Produto de aço ou ferro fundido - Revestimento de zinco por imersão a quente - Verificação da aderência - Método de ensaio

• ABNT NBR 7399, Produto de aço ou ferro fundido - Revestimento de zinco por imersão a quente - Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo - Método de ensaio

(10)

• ABNT NBR 7400, Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido por imersão a quente - Verificação da uniformidade do revestimento - Método de ensaio • ABNT NBR 8158, Ferragens eletrotécnicas para redes aéreas de distribuição de

energia elétrica - Especificação

• ABNT NBR 8159, Ferragens eletrotécnicas para redes aéreas de distribuição de energia elétrica - Padronização

• ABNT NBR 9512, Fios e cabos elétricos - Intemperismo artificial sob condensação de água, temperatura e radiação ultravioleta B proveniente de lâmpadas fluorescentes - Método de Ensaio

• ABNT NBR 10621, Isoladores - Ensaio sob poluição artificial - Método de ensaio • ABNT NBR 15121, Isolador para alta tensão - Ensaio de medição da radio

interferência

• ABNT NBR 15124, Isolador de porcelana ou vidro para tensões acima de 1.000 V - Ensaio de perfuração sob impulso

4.3

Normas técnicas internacional

• ASTM D 2240, Test method rubber property - Durometer hardness

• ASTM D 2565, Practice for operating xenon-arc type light exposure apparatus with and without water for exposure of plastics

• ASTM G 53, Recommended practice for operating light-and-water-exposure apparatus (fluorescent UV-condensation type) for exposure of nonmetallic materials

• IEC 1109, Composite insulators for A.C. overhead lines with a nominal voltage greater than 1000 V - Definitions, test methods and acceptance criteria • IEC 1211, Insulators of ceramic material or glass for overhead lines with a

(11)

• IEC 60707, Methods of test for determination of the flammability of solid electrical insulating materials when exposed to na ignation source

• IEC 60815, Guide for selection of insulators under polluted conditions

• IEC 61952, Insulators fo overhead lines - composite line post insulators for alternative current with a nominal voltage greater than 1 KV

• IEC SC 36B, Insulators of overhead lines

• ISO 3452, Non-destructive testing - Penetrant inspection - General principles

NOTAS:

I. Nos pontos não cobertos por esta Especificação Técnica, devem ser atendidas as exigências da ABNT, aplicáveis ao conjunto e a cada parte. Nos pontos em que a ABNT for omissa, prevalecem as exigências da IEC.

II. O fornecedor deve disponibilizar, para o inspetor da Energisa, no local da inspeção, todas as normas acima mencionadas, em suas últimas revisões.

III. Todos os materiais que não são especificamente mencionados nesta Especificação Técnica, mas que são usuais ou necessários para a operação eficiente do equipamento, considerar-se-ão como aqui incluídos e devem ser fornecidos pelo fabricante sem ônus adicional.

IV. As siglas acima referem-se a:

• ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas

• NBR - Norma Brasileira Registrada

• ASTM - American Society for Testing and Materials

• IEC - International Electrotechnical Commission

(12)

5 TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES

A terminologia adotada nesta Especificação Técnica corresponde a das normas ABNT NBR 5456 e ABNT NBR 5472.

5.1

Isolador

Dispositivo destinado a isolar eletricamente e a fixar e/ou fornecer suporte para um condutor ou para um equipamento elétrico que estão submetidos a potenciais elétricos diferente.

5.2

Isolador antipoluição

Isolador cujo perfil da superfície externa é projetado para utilização em áreas poluídas.

5.3

Isolador classe A

Isolador cuja menor distância de perfuração é igual ou maior que a metade da distância de descarga a seco.

5.4

Isolador tipo pilar

Isolador rígido, classe A, formado por uma ou mais peças de material isolante permanentemente montadas com uma base metálica, destinado a ser fixado em uma estrutura-suporte através da base metálica, por meio de um pino ou de um ou mais parafusos.

5.5

Cabeça

Parte do isolador pilar destinada a fixação do condutor

(13)

Carga de flexão especificada pelo fabricante que deve ser suportada pela extremidade do isolador que deve ser conectada à linha, quando o isolador é ensaiado sob as condições predeterminadas.

5.7

Carga de ruptura de um isolador pilar

Carga máxima que é atingida quando o isolador é ensaiado sob as condições pré-determinadas por norma.

5.8

Descarga disruptiva

Descarga disruptiva externa ao isolador, conectando as partes que normalmente possuem a tensão de operação entre elas.

5.9

Distância de escoamento

Menor distância ou a soma das menores distâncias ao longo do contorno da superfície externa do corpo isolante do isolador, entre as partes condutoras, que normalmente são submetidas à tensão de operação do sistema.

5.10 Pescoço

Reentrância periférica tangente a cabeça de um isolador pilar, que se destina a acomodação do condutor.

5.11 Saia

Parte isolante, que se projeto do corpo do isolador, destinada a aumentar a distância de escoamento, podendo ser com ou sem nervuras.

5.12 Trilhamento

Degradação irreversível pela formação de caminhos que se iniciam e se desenvolvem na superfície de um material isolante. Esses caminhos são condutivos, mesmo quando secos. O trilhamento pode ocorrer em superfícies em contato com ar e nas interfaces entre diferentes materiais isolantes.

(14)

5.13 Ensaios de recebimento

O objetivo dos ensaios de recebimento é verificar as características de um material que podem variar com o processo de fabricação e com a qualidade do material componente. Estes ensaios devem ser executados sobre uma amostragem de materiais escolhidos aleatoriamente de um lote que foi submetido aos ensaios de rotina.

5.14 Ensaios de tipo

O objetivo dos ensaios de tipo é verificar as principais características de um material que dependem de seu projeto. Os ensaios de tipo devem ser executados somente uma vez para cada projeto e repetidos quando o material, o projeto ou o processo de fabricação do isolador for alterado ou quando solicitado pelo comprador.

5.15 Ensaios especiais

O objetivo dos ensaios especiais é avaliar materiais com suspeita de defeitos, devendo ser executados quando da abertura de não-conformidade, sendo executados em 5 (cinco) unidades, recolhidas em cada unidade de negócio.

6 CONDIÇÕES GERAIS

6.1

Condições do serviço

O isolador pilar tratados nesta Especificação Técnica devem ser adequados para operar nas seguintes condições:

a) Altitude não superior a 1.500 metros acima do nível do mar; b) Temperatura:

• Máxima do ar ambiente: 45 ºC

• Média, em um período de 24 horas: 35 ºC; • Mínima do ar ambiente: -5 ºC;

(15)

c) Pressão máxima do vento: 700 Pa (70 daN/m²), valor correspondente a uma velocidade do vento de 122,4 km/h;

d) Umidade relativa do ar até 100%;

e) Nível de radiação solar: 1,1 kW/m², com alta incidência de raios ultravioleta; f) Precipitação pluviométrica: média anual de 1.500 a 3.000 milímetros;

g) Ambiente marítimo, constantemente exposto a névoa salina.

6.2

Linguagens e unidades de medida

O sistema métrico de unidades deve ser usado como referência nas descrições técnicas, especificações, desenhos e quaisquer outros documentos. Qualquer valor, que por conveniência, for mostrado em outras unidades de medida também deve ser expresso no sistema métrico.

Todas as instruções, relatórios de ensaios técnicos, desenhos, legendas, manuais técnicos etc., a serem enviados pelo fabricante, bem como as placas de identificação, devem ser escritos em português.

NOTA:

V. Os relatórios de ensaios técnicos, excepcionalmente, poderão ser aceitos em inglês ou espanhol.

6.3

Acondicionamento

O isolador pilar deverá ser acondicionado em embalagens, com massa bruta não superior a 40 kg, obedecendo às seguintes condições:

a) Serem adequadamente embalados de modo a garantir o transporte (ferroviário, rodoviário, hidroviário, marítimo ou aéreo) seguro até o local do armazenamento ou instalação em qualquer condição que possa ser encontrada (intempéries, umidade, choques etc.) e ao manuseio;

(16)

b) A embalagem não deverá possuir espaçamento que permita a entrada de roedores;

c) O fornecedor será responsável por quaisquer danos que os isoladores venham a sofrer, resultantes de embalagem imprópria, deficiente ou construída com negligência;

d) O material em contato com os isoladores não deverá: • Reter umidade;

• Aderir a ele;

• Causar contaminação;

• Provocar corrosão quando armazenado.

Os volumes finais devem ser identificados, de forma legível e indelével, com no mínimo as seguintes informações:

a) Nome ou logotipo da Energisa;

b) Nome ou marca comercial do fabricante; c) Pais de origem;

d) Mês e ano de fabricação (MM/AAAA);

e) Identificação completa do conteúdo (categoria, código internacional se aplicável, diâmetro interno e externo, comprimento etc.);

f) Massa liquida, em quilogramas (kg); g) Massa bruta, em quilogramas (kg); h) ABNT NBR 12459;

i) Número e quaisquer outras informações especificadas no Ordem de Compra de Material (OCM).

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NOTAS:

VI. O fornecedor brasileiro deverá numerar os diversos volumes e anexar à nota fiscal uma relação descritiva (romaneio) do conteúdo de cada volume.

VII. O fornecedor estrangeiro deverá encaminhar simultaneamente à Energisa e ao despachante indicado, cópias da relação descritiva (romaneio) do conteúdo de cada volume.

6.4

Meio ambiente

O fornecedor nacional deve cumprir, rigorosamente, em todas as etapas da fabricação, do transporte e do recebimento do isolador pilar, a legislação ambiental brasileira e as demais legislações federais, estaduais e municipais aplicáveis.

No caso de fornecimento internacional, os fabricantes/fornecedores estrangeiros devem cumprir a legislação ambiental vigente nos seus países de origem e as normas internacionais relacionadas à produção, ao manuseio e ao transporte do isolador pilar, até a entrega no local indicado pela Energisa. Ocorrendo transporte em território brasileiro, os fabricantes e fornecedores estrangeiros devem cumprir a legislação ambiental brasileira e as demais legislações federais, estaduais e municipais aplicáveis.

O fornecedor é responsável pelo pagamento de multas e pelas ações que possam incidir sobre a Energisa, decorrentes de práticas lesivas ao meio ambiente, quando derivadas de condutas praticadas por ele ou por seus subfornecedores.

A Energisa poderá verificar, junto aos órgãos oficiais de controle ambiental, a validade das licenças de operação das unidades industriais e de transporte dos fornecedores e dos subfornecedores.

6.5

Vida útil

Os isoladores pilar devem ter vida média, mínima, de 45 (quarenta e cinco) anos a partir da data de fabricação, contra qualquer falha das unidades do lote fornecidas, baseada nos seguintes termos e condições:

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• Não se admitem falhas, no decorrer dos primeiros 10 (dez) anos de vida útil, provenientes de processo fabril;

• A partir do 10º ano admite-se 0,5% de falhas para cada período de 5 (cinco) anos, acumulando-se, no máximo, 1,0% de falhas no fim do período de vida útil.,

A aceitação do pedido de compra pelo fabricante implica na aceitação incondicional de todos os requisitos desta Especificação Técnica.

6.6

Garantia

O período de garantia dos materiais, deverá obedecer aos termos dispostos na Ordem de Compra de Materiais (OCM), contra qualquer defeito de fabricação, material e acondicionamento.

NOTA:

VIII. Quando não houver disposição na Ordem de Compra de Materiais (OCM), o prazo de garantia deverá ser de 36 (trinta e seis) meses.

6.7

Incorporação ao patrimônio da Energisa

Somente serão aceitos isolador pilar, em obras particulares, para incorporação ao patrimônio da Energisa que atendam as seguintes condições:

a) Provenientes de fabricantes cadastrados/homologados pela Energisa;

b) Deverão ser novos, com período máximo de 12 meses da data de fabricação, não se admitindo, em hipótese nenhuma, isoladores usado e/ou recuperado; c) Deverá acompanhar a (s) nota (s) fiscal (is) de origem do fabricante, bem

como, os relatórios de ensaios em fábrica, comprovando sua aprovação nos ensaios de rotina e/ou recebimento, previstos nesta especificação técnica.

(19)

IX. A critério da Energisa, os isoladores pilar poderão ser ensaiados em laboratório próprio ou em laboratório credenciado, para comprovação dos resultados dos ensaios de acordo com os valores exigidos nesta Especificação Técnica.

7 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

7.1

Materiais

7.1.1

Corpo isolante

Os isoladores devem ser de porcelana aluminosa, não porosa, impermeável, produzida pelo processo plástico ou líquido, quimicamente inerte e ponto de fusão elevado, conforme ABNT NBR 5032.

Toda a superfície exposta da porcelana deverá ser recoberta com camada de esmalte liso vitrificado.

7.1.2

Base metálica

A base metálica deve ser aço carbono 1010 a 1020, laminado, zincada a quente (camada média mínima de 100 micra e mínima de 86 micra), conforme ABNT NBR 6323 e respeitando as classes indicadas na Tabela 1 da ABNT NBR 7095.

NOTA:

X. Aço inoxidável ou liga de alumínio poderão eventualmente ser aceitos, mediante prévia aprovação da Energisa.

O sistema de fixação das ferragens deve garantir a integridade do corpo isolante, de forma a evitar trincas, fissuras ou esmagamento. As ferragens não devem se soltar quando o isolador for submetido a arcos de potência.

Todas as arestas existentes nos engates metálicos devem ser convenientemente arredondadas, evitando-se pontos proeminentes, objetivando minimizar o efeito de rádio interferência.

(20)

7.1.3

Cimento

O cimento empregado para unir as partes de porcelana deverá ser o da melhor qualidade, uniforme, com coeficiente mínimo de expansão linear, e ter alta resistência mecânica.

7.1.4

Rosca

Sem vidrado, de material de constante dielétrica idêntica ao material do isolador permitindo perfeita adaptação à cabeça do pino.

7.2

Características dimensionais

As características gerais e dimensões dos isoladores pilar para os níveis de tensão até 46,0 kV, estão na Tabela 1 e Desenho 1

7.2.1

Codificação

Cada isolador deve ser identificado por um código alfanumérico contendo quatro indicações:

a) A primeira indicação refere-se ao valor da carga de ruptura mecânica mínima à flexão, em quilo newtons, precedido pelas letras PL, indicativas do tipo de isolador;

b) A segunda indicação refere-se ao tipo de vínculo de fixação à estrutura: • C - Furo central roscado para uso com pino para isolador tipo pilar; c) A terceira indicação refere-se ao tipo de fixação do condutor:

• C - Sem ferragem na cabeça, pescoço tipo C; • F - Sem ferragem na cabeça, pescoço tipo F; EXEMPLO:

(21)

O código PL8CC refere-se a um isolador tipo pilar, com carga mínima de ruptura mecânica de 8 kN, vínculo de fixação na estrutura com furo central roscado na base, tipo de fixação do condutor, sem ferragem na cabeça, com pescoço tipo C, e tensão suportável nominal de impulso atmosférico a seco igual a 150 kV.

7.3

Acabamento

7.3.1

Corpo isolante

Cobertura com camada de esmalte liso vitrificado, na cor cinza, notação Munsell N6.5, impermeável, arredondado sem arestas ou cantos vivos, livre de rachas, bolhas ou inclusões de materiais estranhos, entre outros defeitos.

7.3.2

Base metálica

Deve ser totalmente revestida com zinco pelo processo de imersão a quente, conforme ABNT NBR 6323.

A espessura mínima do revestimento deve atender a ABNT NBR 8158. Deve ter superfície contínua e uniforme, sem saliências pontiagudas e arestas cortantes ou outras imperfeições.

7.3.3

Rosca

Sem vidrado, de material de constante dielétrica idêntica ao material do isolador permitindo perfeita adaptação à cabeça do pino.

7.4

Identificação

No corpo de cada isolador deve ser marcado de modo legível, visível e indelével no mínimo:

a) Nome e/ou marca comercial do fabricante; b) Tensão máxima de operação, em quilovolt (kV);

(22)

d) Ano de fabricação (mês/ano); e) Número do lote;

f) Código do isolador (conforme descrito na ABNT NBR 12459).

NOTAS:

XI. As marcações sobre o corpo isolante não devem produzir saliências ou rebarbas que prejudiquem o desempenho dos isoladores em serviço, nem eliminar o vidrado da porcelana.

XII. Não são aceitas informações gravadas em etiquetas adesivas.

7.5

Características mecânicas

Os isoladores devem ter uma resistência mecânica de ruptura à flexão, no mínimo, 8,0 KN.

O tipo da rosca da base de fixação deve suportar o torque de aperto de: • 7,6 daN.m, sem sofrer deformação permanente, quando da instalação; • 9,1 daN.m, quando dos ensaios.

7.6

Características elétricas

7.6.1

Tensões nominais

Os isoladores serão utilizados em sistemas de distribuição, cujas tensões máximas de operação estão indicadas na Tabela 1.

7.6.2

Níveis de isolamento

Os valores de tensões suportáveis que caracterizam os níveis de isolamento dos isoladores estão apresentados na Tabela 1.

(23)

A tensão de rádio interferência, quando medida em 500 kHz ou 1000 kHz e referida a uma impedância de 300 Ω, não deve ser superior aos valores apresentados na Tabela 2.

8 INSPEÇÃO E ENSAIOS

8.1

Generalidades

a) Os isolador pilar devem ser submetidos a inspeção e ensaios na fábrica, de acordo com esta norma e com as normas da ABNT aplicáveis, na presença de inspetores credenciados pela Energisa, devendo a Energisa ser comunicada pelo fornecedor com pelo menos 15 (quinze) dias de antecedência se fornecedor nacional e 30 (trinta) dias se fornecedor estrangeiro, das datas em que os lotes estiverem prontos para inspeção final, completos com todos os acessórios.

b) A Energisa reserva-se ao direito de inspecionar e testar os isoladores pilar e o material utilizado durante o período de fabricação, antes do embarque ou a qualquer tempo em que julgar necessário. O fabricante deverá proporcionar livre acesso do inspetor aos laboratórios e às instalações onde os isoladores pilar em questão estiverem sendo fabricados, fornecendo-lhe as informações solicitadas e realizando os ensaios necessários. O inspetor poderá exigir certificados de procedências de matérias-primas e componentes, além de fichas e relatórios internos de controle.

c) O fornecedor deve apresentar, para aprovação da Energisa, o seu Plano de Inspeção e Testes, que deverá conter as datas de início da realização de todos os ensaios, os locais e a duração de cada um deles, sendo que o período para inspeção deve ser dimensionado pelo proponente de tal forma que esteja contido nos prazos de entrega estabelecidos na proposta de fornecimento. d) O plano de inspeção e testes deve indicar os requisitos de controle de

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fornecimento de terceiros, assim como as normas técnicas empregadas na fabricação e inspeção dos isoladores pilar.

e) Certificados de ensaio de tipo previstos no item 8.2 para isolador pilar de características similares ao especificado, porém aplicáveis, podem ser aceitos desde que a Energisa considere que tais dados comprovem que os isoladores pilar propostos atendem ao especificado.

Os dados de ensaios devem ser completos, com todas as informações necessárias, tais como métodos, instrumentos e constantes usadas e indicar claramente as datas nas quais os mesmos foram executados. A decisão final, quanto à aceitação dos dados de ensaios de tipo existentes, será tomada posteriormente pela Energisa, em função da análise dos respectivos relatórios. A eventual dispensa destes ensaios somente terá validade por escrito.

f) Os ensaios para aprovação do protótipo podem ser dispensados parcial ou totalmente, a critério da Energisa, caso já exista um protótipo idêntico aprovado. Se os ensaios de tipo forem dispensados, o fabricante deve emitir um relatório completo destes ensaios, com todas as informações necessárias, tais como, métodos, instrumentos e constantes usadas. A eventual dispensa destes ensaios pela concessionária somente terá validade por escrito.

Entretanto, é reservado à Energisa o direito de rejeitar esses relatórios, parcialmente ou totalmente, se os mesmos não estiverem conforme prescritos nas normas ou não corresponderem aos isoladores pilar especificados.

g) O fabricante deve dispor de pessoal e aparelhagem próprios ou contratados, necessários à execução dos ensaios. Em caso de contratação, deve haver aprovação prévia por parte da Energisa.

h) O fabricante deve assegurar ao inspetor da Energisa o direito de familiarizar-se, em detalhes, com as instalações e equipamentos a serem utilizados, estudar todas as instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar ensaios, conferir resultados e, em caso de dúvida, efetuar novas inspeções e exigir a repetição de qualquer ensaio.

(25)

i) Todos os instrumentos e aparelhos de medição, máquinas de ensaios etc., devem ter certificado de aferição emitido por instituições acreditadas pelo INMETRO ou órgão internacional compatível, válidos por um período de 2 (dois) anos. Por ocasião da inspeção, devem estar ainda dentro deste período, podendo acarretar desqualificação do laboratório o não cumprimento dessa exigência.

j) A aceitação dos isoladores pilar e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:

• Não exime o fabricante da responsabilidade de fornecê-lo de acordo com os requisitos desta norma;

• Não invalida qualquer reclamação posterior da Energisa a respeito da qualidade do material e/ou da fabricação.

Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, os isoladores pilar podem ser inspecionados e submetidos a ensaios, com prévia notificação ao fabricante e, eventualmente, em sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta norma, eles podem ser rejeitados e sua reposição será por conta do fabricante.

k) Após a inspeção dos isoladores pilar, o fabricante deverá encaminhar à Energisa, por lote ensaiado, um relatório completo dos ensaios efetuados, em uma via, devidamente assinada por ele e pelo inspetor credenciado pela concessionária.

l) Esse relatório deverá conter todas as informações necessárias para o seu completo entendimento, tais como, métodos, instrumentos, constantes e valores utilizados nos ensaios, além dos resultados obtidos.

m) Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fabricante, sem ônus para a Energisa, sendo o fabricante responsável pela

(26)

recomposição de unidades ensaiadas, quando isto for necessário, antes da entrega à Energisa.

n) Nenhuma modificação nos isoladores pilar deve ser feita "a posteriori" pelo fabricante sem a aprovação da Energisa. No caso de alguma alteração, o fabricante deve realizar todos os ensaios de tipo, na presença do inspetor da concessionária, sem qualquer custo adicional.

o) A Energisa poderá, a seu critério, em qualquer ocasião, solicitar a execução dos ensaios de tipo para verificar se os isoladores pilar estão mantendo as características de projeto preestabelecidas por ocasião da aprovação dos protótipos.

p) Para efeito de inspeção, os c isolador pilar deverão ser divididos em lotes, por tipo. A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa o fabricante de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na conclusão da Energisa, a rejeição tornar impraticável a entrega dos isoladores pilar nas datas previstas, ou tornar evidente que o fabricante não será capaz de satisfazer às exigências estabelecidas nesta especificação, a mesma reserva-se ao direito de rescindir todas as obrigações e obter o material de outro fornecedor. Em tais casos, o fabricante será considerado infrator do contrato e estará sujeito às penalidades aplicáveis.

q) O custo dos ensaios deve ser por conta do fabricante.

r) A Energisa reserva-se ao direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já aprovados. Nesse aspecto, as despesas serão de responsabilidade da mesma, caso as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda inspeção, caso contrário, incidirão sobre o fabricante.

s) Os custos da visita do inspetor da Energisa, tais como, locomoção, hospedagem, alimentação, homem-hora e administrativos, correrão por conta do fabricante se:

(27)

• Na data indicada na solicitação de inspeção os isoladores pilar não estiverem prontos;

• O laboratório de ensaio não atender às exigências citadas nas alíneas 8.1.f até 8.1.h;

• O material fornecido necessitar de acompanhamento de fabricação ou inspeção final em subfornecedor, contratado pelo fornecedor, em localidade diferente da sua sede;

• O material necessitar de reinspeção por motivo de recusa;

• Os ensaios de recebimento e/ou tipo forem efetuados fora do território brasileiro.

8.2

Relação de ensaios

Todos os ensaios relacionados estão constando na Tabela 5.

8.2.1

Ensaios de tipo (T)

Os ensaios de tipo (T) são constituídos dos ensaios relacionados abaixo: a) Tensão suportável de impulso atmosférico, conforme item 8.3.3;

b) Tensão suportável à frequência industrial, sob chuva, conforme item 8.3.4; c) Radio interferência, conforme item 8.3.5;

d) Poluição artificial, conforme item 8.3.6; e) Ruptura mecânica, conforme item 8.3.7;

8.2.2

Ensaios de recebimento (RE)

São ensaios de recebimento (RE) são constituídos dos ensaios relacionados abaixo: a) Inspeção visual, conforme item 8.3.1;

(28)

b) Verificação dimensional, conforme item 8.3.2; c) Radio interferência, conforme item 8.3.5; d) Ruptura mecânica, conforme item 8.3.7; e) Ciclo térmico, conforme item 8.3.8; f) Porosidade, conforme item 8.3.9;

g) Ensaio de zincagem, conforme item 8.3.10; h) Ensaio mecânico, conforme item 8.3.11; i) Verificação da rosca, conforme item 8.3.12.

8.2.3

Ensaios especiais (E)

São ensaios especiais (E) são constituídos dos ensaios relacionados abaixo: a) Tensão suportável de impulso atmosférico, conforme item 8.3.3; b) Radio interferência, conforme item 8.3.5;

c) Poluição artificial, conforme item 8.3.6; d) Ruptura mecânica, conforme item 8.3.7; e) Porosidade, conforme item 8.3.9;

8.3

Descrição dos ensaios

8.3.1

Inspeção visual

Cada isolador deve ser examinado.

A montagem das partes metálicas nas partes isolantes deve estar de acordo com o respectivo desenho de referência.

(29)

A cor do isolador deve corresponder, aproximadamente, à especificada no item 7.2.1. Alguma variação no brilho do vidrado é permitida, isto é válido também para regiões onde o vidrado é mais fino e, portanto, mais leve, como por exemplo, nas bordas de pequenos raios.

São considerados defeitos no vidrado as áreas sem esmalte, inclusões no esmalte e pequenos orifícios.

O inspetor deverá efetuar uma inspeção geral verificando:

a) Defeitos no acabamento da superfície do isolador, conforme item 7.3; b) Identificação, conforme item 7.4;

c) Acondicionamento, conforme item 6.2;

d) Montagem e fixação das ferragens integrantes, que deve estar de acordo com o desenho do fabricante previamente aprovado;

e) Cor do isolador, que deve ser a especificada no desenho;

f) Defeitos de fissuras na raiz da saia, principalmente próximo aos terminais integrantes;

A não conformidade de um isolador com qualquer um desses requisitos determinará a sua rejeição.

8.3.2

Verificação dimensional

As dimensões do isolador devem ser confrontadas com as dimensões correspondentes da padronização da Energisa ou conforme o desenho do fornecedor previamente aprovado pela Energisa.

8.3.3

Tensão suportável nominal de impulso atmosférico

(30)

Constitui falha se os isoladores apresentarem danos devido a esses ensaios, sendo admissível, entretanto, a ocorrência de leves marcas na superfície das partes isolantes ou de lascas na cimentação (ou outro material usado na montagem do isolador).

8.3.4

Tensão suportável à frequência industrial, sob chuva

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 5032 e ABNT NBR IEC 60060-1. Constitui falha se ocorrer qualquer disrupção ou perfuração em qualquer unidade.

8.3.5

Radio interferência

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 15121.

Constitui falha se os valores medidos forem superiores aos valores definidos no item 7.4.3.

8.3.6

Poluição artificial

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 10621.

Constitui falha se os valores medidos forem superiores aos valores definidos na ABNT NBR 10621.

8.3.7

Ruptura mecânica

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 5032.

Constitui falha se os valores medidos forem superiores aos valores calculados como definidos na ABNT NBR 5032.

8.3.8

Ciclo térmico

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 5032.

Constitui falha se os isoladores apresentarem trincas ou perfuração ou ruptura mecânica.

(31)

8.3.9

Porosidade

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 5032.

Constitui falha se os fragmentos quebrados apresentarem quaisquer indícios de penetração do corante, por exame a olho nu, para que possa ser considerado aprovado no ensaio. A penetração em pequenas trincas surgidas durante a preparação inicial dos fragmentos deve ser desconsiderada.

8.3.10 Ensaio de zincagem

As características da camada de zinco devem ser verificadas através dos seguintes ensaios:

a) Aderência, conforme ABNT NBR 7398; b) Espessura, conforme ABNT NBR 7399; c) Uniformidade, conforme ABNT NBR 7400.

NOTA:

XIII. Este ensaio não é valido para as bases em aço inoxidável ou liga de alumínio.

Constitui falha se os valores medidos apresentarem valores inferiores aos definidos no item 6.1.2.

8.3.11 Ensaio mecânico

O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 5032.

Constitui falha se os isoladores que se quebrarem ou cujas partes metálicas apresentarem rompimento ou se soltarem durante o ensaio.

8.3.12 Verificação da rosca

(32)

Constitui falha a ocorrência de qualquer deformação permanente ou ruptura na rosca ou na base do isolador.

8.4

Relatórios de ensaio

Ao término da inspeção, ou quando a mesma for dispensada de acompanhamento em fábrica, o fornecedor deverá entregar à Energisa, dois conjuntos de relatórios de ensaios, contendo no mínimo as seguintes informações:

a) Nome do ensaio;

b) Nome e/ou marca comercial do fabricante; c) Identificação do laboratório de ensaio;

d) Certificados de aferições dos aparelhos utilizados nos ensaios, com validade máxima de 12 meses;

e) Tipo e quantidade de material do lote e tipo e quantidade ensaiada; f) Identificação completa do material ensaiado;

g) Relação, descrição e resultado dos ensaios executados e respectivas normas utilizadas;

h) Número da Ordem de Compra de Material (OCM); i) Data de início e de término de cada ensaio;

j) Nomes legíveis e assinaturas dos respectivos representantes do fabricante e do inspetor da Energisa e data de emissão do relatório.

9 PLANOS DE AMOSTRAGEM

9.1

Ensaios de tipo

(33)

9.2

Ensaios de recebimento

O tamanho dessas amostragens é apresentado na Tabela 3.

Se o lote a ser fornecido for constituído por mais de 10.000 unidades, essa quantidade deve ser dividida em vários lotes com menor número, cada um deles contendo entre 2.000 e 10.000 unidades.

As amostras que tenham sido submetidos a ensaios de recebimento que possam ter afetado suas características elétricas e/ou mecânicas não devem ser utilizados em serviço.

9.3

Ensaios de inspeção visual

Deverão ser verificadas 100% das amostras do lote.

No caso de falha da amostra em algum ensaio, o procedimento da contraprova deve ser aplicado conforme estabelecido no item 8.2.

9.4

Ensaios especiais

Os ensaios de especiais devem ser formados por 5 unidades, coletadas aleatoriamente nas unidades da Energisa.

10 ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

10.1 Ensaios de tipo

Os ensaios de tipo serão aceitos se todos os resultados forem satisfatórios.

Se ocorrer uma falha em um dos ensaios o fabricante pode apresentar nova amostra para ser ensaiada. Se esta amostra apresentar algum resultado insatisfatório, o isolador não será aceito.

(34)

Os critérios para a aceitação ou a rejeição nos ensaios complementares de recebimento são:

a) Se nenhuma unidade falhar no ensaio, o lote será aprovado;

b) Se apenas uma unidade falhar no ensaio, o fornecedor deverá apresentar relatório apontando as causas da falha e as medidas tomadas para corrigi-las, submetendo-se o lote a novo ensaio, no mesmo número de amostras conforme Tabela 1;

c) Se duas ou mais unidades falharem no ensaio, o lote será recusado.

As unidades defeituosas constantes de amostras aprovadas nos ensaios devem ser substituídas por novas, o mesmo ocorrendo com o total das amostras aprovadas em ensaios destrutivos.

11 NOTAS COMPLEMENTARES

Em qualquer tempo e sem necessidade de aviso prévio, esta Especificação Técnica poderá sofrer alterações, no seu todo ou em parte, por motivo de ordem técnica e/ou devido às modificações na legislação vigente, de forma a que os interessados deverão, periodicamente, consultar a Energisa.

12 HISTÓRICO DE VERSÕES DESTE DOCUMENTO

Data Versão Descrição das alterações realizadas

14/03/2019 1.0

• Esta 1ª edição cancela e substitui na Norma de Distribuição Unificada (NDU) 010, Classe 41, as quais foram tecnicamente revisadas.

31/03/2021 2.0

• Mudança na nomenclatura para “ETU-126.1 - Isolador tipo pilar distribuição porcelana”, conforme alinhamento com a área de suprimento;

• Correção de parte do texto e redivisão dos desenhos; • Correção de informação de ensaios;

(35)

13 VIGÊNCIA

Esta Especificação Técnica entra em vigor na data de 01/01/2021 e revoga as versões anteriores.

(36)

14 TABELAS

TABELA 1 - Características eletromecânica dos isoladores

Código Energisa Classe de Tensão de Operação Formato ABNT

Dimensões Característica mecânica Características Elétricas

Altura máxima do isolador “H” Diâmetro nominal da saia “D” Distância de escoamento mínima Diâmetro máximo da base de fixação “d” Tipo de rosca da base de fixação Tipo cabeça Carga mínima de ruptura à flexão Tensão suportável nominal em frequência industrial, sob chuva Tensão suportável nominal de impulso atmosférico a seco (NBI) (kV) (mm) (kN) (kV) 90253 15,0 PL8CC110 220 140 300 90 C - M20 C 8,0 38 110 90254 24,2 PL8CC150 330 150 530 90 C - M20 C 50 150 90580 36,2 PL8CC170 400 160 720 90 C - M20 C 70 170 91304 46,0 PL12,5CF250 550 200 1.140 140 C - M20 C 12,5 85 200

(37)

TABELA 2 - Limites de tensão de rádio interferência

Tensão máxima do isolador Tensão de ensaio interferência em 500 kHz e Tensão de rádio

referida a 300 Ω (kVeficaz) (kVeficaz) (μV) 15,0 9,41 250 24,2 22,00 36,2 46,0 44,00 400

(38)

TABELA 3 - Amostragem para os ensaios de recebimento

Tamanho do Lote • Verificação dimensional; • Verificação da rosca; • Ciclo térmico; • Poluição artificial; • Porosidade; • Radio interferência; • Ruptura mecânica; • Zincagem da base. Amostragem dupla Nível I NQA 2,5% Amostragem dupla Nível S4 NQA 1,0% Amostra Ac Re Amostra Ac Re

Seq. Tam. Seq. Tam.

até 90 - 5 0 1 - 5 0 1 91 a 150 - 5 0 1 - 8 0 1 150 a 501 1ª 13 0 2 1ª 8 0 2 2ª 1 2 2ª 1 2 501 a 1.200 1ª 20 0 3 1ª 13 0 2 2ª 3 4 2ª 1 2 1201 a 3.200 1ª 32 1 4 1ª 20 0 2 2ª 4 5 2ª 1 2 3.201 a 10.000 1ª 50 2 5 1ª 20 0 2 2ª 6 7 2ª 1 2 Legenda:

Seq. – Sequência da amostra; Tam. – Tamanho da amostra; Ac - número de aceitação; Re - número de rejeição.

(39)

TABELA 4 - Relação de ensaios

Item Descrição dos ensaios Tipo de ensaios

8.3.1 Inspeção visual RE

8.3.2 Verificação dimensional RE

8.3.3 Tensão suportável nominal de impulso atmosférico T / E

8.3.4 Tensão suportável à frequência industrial, sob chuva T

8.3.5 Radio interferência T / RE / E 8.3.6 Poluição artificial T / E 8.3.7 Ruptura mecânica T / RE / E 8.3.8 Ciclo térmico RE 8.3.9 Porosidade RE / E 8.3.10 Ensaio de zincagem RE 8.3.11 Ensaio mecânico RE 8.3.12 Verificação da rosca RE Legenda: T - Ensaio de tipo; RE - Ensaio de recebimento; E - Ensaio especial.

(40)

15 DESENHO

DESENHO 1 - Dimensional do isolador tipo pilar

NOTA:

(41)

DESENHO 2 - Detalhe das cabeças dos isoladores tipo pilar - Montagem

vertical - Sem ferragem na cabeça

NOTA:

(42)

DESENHO 3 - Detalhe das bases dos isoladores tipo pilar - base plana

com furo central roscado - M20

NOTA:

(43)

Referências

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