ENCONTROS & VIAASACRA
ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
SÃO PAULO VI
JJesus, mestre divino, que
chamastes apóstolos a vos
seguirem, continuai a passar pelos
nossos caminhos, pelas nossas
famílias, pelas nossas escolas,
e continuai a repetir o convite
a mu
a muitos dos nossos jovens. Dai
coragem às pessoas convidadas.
Dai força para que vos sejam fiéis
na missão de apóstolos leigos,
sacerdotes, diáconos, religiosos e
religiosas, para o bem do Povo de
Deus e de toda a humanidade.
V
ocê meu irmão e irmã, é chamado a participar desta Campanha. A “Campanha da Fraternidade” é um dos modos de viver a espiritualidade quaresmal, caminho que nos leva através do diálogo, a assumir o compromisso de uma vida fraterna no amor de Cristo. Este ano queremos intensificar nosso desejo e compromisso de união, tendo como centro de nossas buscas o próprio Jesus, Caminho, Verdade e Vida: Ele é nossa paz (Ef 2,14).O mistério Pascal é central em nossa existência cristã. É a partir dele que nós professamos nossa fé, praticamos o amor e vivemos de esperança em esperança, vislumbrando a luz, no final do túnel escuro dos desafios pelos quais passa a humanidade dividida por mil motivos
Convido a todos para viver esta quaresma como tempo favorável à conversão. As muitas comunidades e grupos que, em nossa Diocese, se reúnem em torno da Palavra de Deus, são fermento de um novo mundo que Deus está criando, a partir dos humildes da terra, os pobres, os que abandonam a violência, o egoísmo e o mundanismo. Deus abençoe todos os que colaboraram para a elaboração deste texto e os que irão se utilizar dele para crescerem na fé e na unidade. Que Deus abençoe a todos.
Dom Pedro Carlos Cipollini Bispo Diocesano de Santo André
A
Campanha da Fraternidade, celebrada nacionalmente desde 1964, é um grande auxílio nesse caminho de conversão pessoal e comunitária, e desde o ano 2000, em média a cada cinco anos, é celebrada de forma ecumênica, convidando os cristãos que sonham e trabalham pela Unidade, a crescer no diálogo e no compromisso com o Reino de Deus.Neste ano, a Campanha da Fraternidade se dará de maneira ecumênica, com as demais Igrejas que fazem parte do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil). Para isso, escolheu-se como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” e como lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2,14). Como os peregrinos no caminho de Emaús, somos chamados a, nesta quaresma, deixar o nosso coração arder, e do nosso encontro com o Cristo Crucificado-Ressuscitado, levar o anúncio da paz e do diálogo, a exemplo de nosso Mestre e Senhor. A iniciativa congrega diversas denominações cristãs, sempre de forma ecumênica, valorizando o que cada Igreja tem de bom. A primeira Campanha da “Fraternidade Ecumênica foi organizada no ano 2000, e teve como tema “Dignidade humana e paz”, e o lema escolhido foi: “Novo milênio sem exclusões”.
A segunda edição, em 2005, falou sobre “Solidariedade e paz”, com o lema: “Felizes os que promovem a paz”. Em 2010, o tema foi “Economia e Vida”, com o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. Em 2016, tema foi “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24).
Vivamos essa campanha quaresmal e anual com empenho, profundidade e desejo sincero de santificação.
Padre Geraldo dos Santos
Assessor da Campanha da Fraternidade Diocesana
Este material foi preparado para a vivência quaresmal à luz das motivações apresentadas pela Campanha da Fraternidade Ecumênica que nos convida, junto aos discípulos de Emaús, a caminhar com o Cristo Ressuscitado, nossa Paz. Em unidade, vamos viver o compromisso de amor que gera fraternidade e diálogo entre as comunidades cristãs, as outras práticas religiosas e as pessoas de boa vontade.
Para bem-viver esses encontros e a via-sacra, é preciso cuidar do espaço celebrativo, preparando os materiais necessários e organizando os locais para que sejam por si sinal de acolhida, respeitando as orientações sanitárias devido à COVID-19. Nesse caso, temos que pensar em todas as pessoas e nas suas condições e limitações. Acolher é mais do que uma saudação, é a construção de um espaço para o outro, que pode ser de forma presencial ou virtual.
Para os encontros, adotamos o seguinte caminho de oração, reflexão, partilha e convivência:
Preparação do espaço celebrativo
Procure deixar o ambiente propício para a oração, reflexão e vivência do tempo quaresmal. Neste sentido, é importante não carregar demais a decoração do ambiente, pois estamos em momento de se ater às coisas simples. A Bíblia e a vela não podem faltar. Na ornamentação do ambiente é importante colocar o cartaz da Campanha da Fraternidade Ecumênica.
Acolhimento
Aprendemos com a pandemia que acolher vai muito além de abraços e apertos de mão, mas é a capacidade de estar aberto ao outro com atitudes empáticas que superam as barreiras físicas e a indiferença. Nesse sentido, procure fazer a acolhida da melhor maneira possível, respeitando as condições e conjunturas sociais de saúde. Trata-se do momento da chegada das pessoas, da apresentação, quando possível , dos presentes para que possam se conhecer
pelo nome, saber de onde são e construir relações de amizade fraternal.
Oração inicial
De maneira simples, quem conduz o encontro pode fazer uma saudação rápida e agradecer a presença das pessoas e do espaço cedido ou daqueles que acompanham virtualmente. Em seguida realiza a oração presente nos encontros, ou pode optar por começar com a abertura do ofício divino para o tempo da Quaresma, presente no final deste livreto, junto aos cantos.
Partilha da vida
Trata-se de um preâmbulo que contextualiza o encontro a ser realizado.
Escuta da Palavra
É um momento muito forte no encontro, pois no Pão da Palavra encontramos a força para continuar a caminhada de discípulos e discípulas de Jesus Cristo, assim como os discípulos de Emaús, deixando arder o coração ao ouvir Jesus pelo caminho. É por meio da Palavra proclamada que iremos refletir sobre a que nos convoca a Campanha da Fraternidade Ecumênica, com o espírito quaresmal de oração, jejum e caridade na busca da unidade e do amor.
Partilha da Palavra
Sendo a Palavra Pão, ela deve ser repartida com a comunidade reunida e assim, será alimento para todos e ainda sobrará para ser partilhada pelas estradas da vida que cada um percorre. Esse momento é de extrema importância, sendo possível seguir um caminho orante nessa partilha, por meio do exercício da Lectio Divina proposto a todos por meio de perguntas sobre cada trecho bíblico. É um momento orante, de silêncio, mas também de partilha das impressões. É bom saber dosar o tempo para que todos possam partilhar algo da leitura proclamada, e que o encontro não seja somente dominado pelas interpretações de uma ou duas pessoas.
Fraternidade e diálogo
A Palavra de Deus nos convida a fazer do que era dividido uma unidade. Sendo assim, este é um espaço para conhecer e socializar práticas de vivência ecumênica e diálogo inter-religioso. Práticas essas que constroem pontes e vencem os muros da indiferença, da intolerância, do preconceito, num movimento de conversão permanente e diária, redescobrindo Cristo no caminho.
Compromisso com a vida: gestos concretos
Trata-se do momento de nos colocarmos como aquele e aquela que se percebe na vida da comunidade e que busca a compreensão do que é preciso mudar ou melhorar como prática de vida para cada vez mais se assemelhar a Jesus Cristo, na construção da unidade e da paz.
Oração de Envio
Momento de saída em missão, pois nas comunidades missionárias “suas portas estão continuamente abertas para o duplo movimento permanente: entrar e sair. São portas que acolhem aos que chegam para partilhar suas alegrias e sanar suas dores; e igualmente abertas para sair em missão, anunciando Jesus Cristo e seu Reino, indo ao encontro do outro, especialmente dos pobres e sofredores” (DGAE, 2019-2023, n.7). Nesse momento há uma fórmula de bênção. Em seguida, se faz a oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica e, se possível, canta-se o hino da CFE. Não podemos esquecer de agradecer a presença de todos e já sinalizar onde ou como será o próximo encontro.
Para a condução do encontro, leituras e outras tarefas, é sempre bom abrir espaço para as pessoas que estão chegando e se sintam à vontade para tais tarefas. Sabemos que as comunidades missionárias estão sempre abertas aos dons de cada um.
Acolhimento
D. Caríssimos irmãos e irmãs, iniciamos com este encontro a nossa meditação quaresmal, diante da urgência da fraternidade universal. A Quaresma, tempo propício para a conversão, convida-nos a olhar para o nosso interior e o mundo exterior e a nos propormos, como comunidade de fé e de amor, a uma mudança de atitudes, para sermos verdadeiros discípulos-missionários de Jesus Cristo.
Oração Inicial
D. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
D. O amor misericordioso de Deus que nos chama neste caminho quaresmal de conversão esteja em nosso meio.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu nesse compromisso de amor em prol da unidade.
D. Estamos vivendo um tempo de graça e salvação, a Quaresma, espaço para mudança de vida, para a conversão e a prática da caridade. Por isso, vamos, como Diocese de Santo André, nos unir aos irmãos e irmãs em prol da unidade e da construção de uma sociedade mais fraterna.
T. Fraternidade e diálogo: compromisso de amor com os irmãos e irmãs.
D. A Igreja precisa de cristãs e cristãos que respondam ao chamado batismal de compromisso com o Reino de Deus. Numa só voz rezemos a Oração de São Paulo VI pelas vocações.
T. Jesus, / Mestre Divino, / que chamastes os apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, / pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas, / e continuai a repetir o convite / a muitos dos nossos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis / na missão de
Primeiro Encontro
Fraternidade e diálogo
apóstolos leigos. sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém!
Canto
Partilha da Vida
D. O tema do nosso encontro nos mostra um longo caminho a ser percorrido. Impactados com a realidade da morte, devido à pandemia, à violência e o negacionismo, como cristãos, somos chamados a viver e a semear a esperança, “suportando-nos uns aos outros com amor” (Ef 4,2). Esse suportar significa a capacidade de ir ao encontro, ouvir, estabelecer verdadeiro diálogo, construir pontes em vez de muros, como nos insiste o Evangelho e o Papa Francisco.
T. Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L1. Na Sagrada Escritura, Deus se revela a nós como o Deus do diálogo. Tem paciência com a nossa fraqueza, o nosso fechamento e nos mostra seu caminho de salvação, liberdade e paz. Ao enviar o Seu Filho ao mundo, revela plenamente o Seu Amor para conosco, dando-nos novamente a dignidade de filhos, dando-nos o Seu Espírito, a Sua Paz, confirmando a nossa vocação para o amor.
T. Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L2. No exercício da sua missão, Jesus tem diálogos interessantes com várias pessoas, nas mais diversas situações. Jesus nunca se fecha ao outro, ao que pensa e age diferente dele. Pelo contrário, Ele escuta, medita, acolhe, perdoa. Ao longo dessa experiência, dialoga com o Pai, ensinando-nos a rezar. Antes da Cruz, na linda Oração Sacerdotal (Jo 17), Jesus reza por nós pedindo a nossa unidade (Jo 17,21), unidade que acontece no diálogo com Deus e com o próximo.
T. Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade
Escuta da Palavra
D. A Palavra de Deus é diálogo d’Ele conosco. Devemos aprender a ouvir com atenção para verdadeiramente nos converter. Somos exortados a dar testemunho da fé que recebemos. Ouçamos atentamente a Palavra do Senhor.
Canto
Partilha da Palavra com a Leitura Orante
(Lectio Divina)
1º - Leitura - A importância do diálogo se dá pelo caminho da escuta de Deus e do próximo, gerando um suporte no amor misericordioso. No que o texto chama a atenção?
2º - Meditação - O texto insiste num caminho digno de fé cristã. Diante da intolerância e do negacionismo, qual deve ser nossa postura de cristãos? Como temos ouvido os apelos do Papa e da Igreja em vista da unidade e da paz mundial? Temos nos preocupado em vencer a pandemia fazendo a nossa parte? Temos procurado respeitar o próximo, superando toda espécie de violência e extremismo?
3º - Oração - Ouvimos e meditamos este trecho da Carta aos Efésios, texto que inspirou o lema da Campanha da Fraternidade Ecumênica. Cristo é a nossa Paz! O que podemos dizer, iluminados por esta Palavra, a Jesus neste momento? 4º - Contemplação - Feito um percurso inicial com esta leitura, meditação e oração, como assumir esta Palavra de Deus como Palavra para nossa vida e ação? Como lidar com tempos de conflitos, violência, racismos, xenofobias e outras práticas de ódio?
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios Capítulo 4,1-6 (Ler na Bíblia)
Fraternidade e dialogo
D. O diálogo ecumênico e inter-religioso vai crescendo no caminho da Igreja Católica ao longo do século XX e ganha terreno para o cultivo a partir do Concílio Vaticano II, celebrado entre 1962 e 1965. O diálogo nasce do nosso encontro com a Verdade, Jesus Cristo. No diálogo somos chamados a ver que todos somos irmãos e corresponsáveis pela Fraternidade Humana.
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L1. A Igreja, assumindo o caminho do diálogo ecumênico (entre as comunidades cristãs) e inter-religioso (entre as grandes religiões), toma consciência da sua responsabilidade e da sua missão para que o mundo creia. Que saibamos entender essa nobre responsabilidade, superando as ideologias da intolerância, racismo, fundamentalismo e exclusão.
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L2. “A Igreja precisa refletir sobre si mesma; precisa sentir-se viver. Deve aprender a conhecer-se melhor, se quer realizar a própria vocação e oferecer ao mundo a sua mensagem de fraternidade e salvação. Precisa experimentar Cristo em si mesma, segundo a palavra do Apóstolo São Paulo: “Habite Cristo pela fé nos vossos corações”. A Igreja deve entrar em diálogo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se colóquio.” (São Paulo VI, Carta Encíclica Ecclesiam
Suam, 1964).
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
Compromisso com a vida: gestos concretos
D. A verdadeira conversão a Cristo gera compromisso, exige fraternidade. O tempo da quaresma resgata em nós que a fé autêntica transforma a todos, cria reconciliação com Deus e com o próximo. Como gestos concretos sugerimos que busquemos perdoar e pedir perdão e, se possível, ajudar alguma família em dificuldade material ou espiritual.
Oração de Envio
D. Confiantes na misericórdia divina, irmãos e irmãs, elevemos a Deus nossas preces que trazemos em nossas vidas, bem como peçamos por aqueles que mais sofrem.
((O grupo é convidado pelo dirigente a propor as preces, e todos respondem) T. Ouvi-nos, Senhor.
D. Concluamos nossas preces, rezando juntos a oração que Jesus, o missionário do Pai, nos ensinou:
T. Pai-nosso...
D. Confiantes na Virgem Maria, Senhora das Dores, roguemos:
T. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita.
Ave-Maria...
D. O Senhor, rico em misericórdia, nos chama sempre à conversão. Respondendo ao Seu apelo pelos exercícios quaresmais do jejum, da oração e da penitência, queremos unir as nossas vozes com a Igreja no Brasil, rezando juntos a oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica: T. Deus da vida, da justiça e do amor, Nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade.
Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica, ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo como compromisso de amor, criando pontes que unem em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio. Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade,
em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade. Por Jesus Cristo, nossa paz, no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. Amém.
D. O Senhor nos abençoe, nos guarde e nos livre de todo o mal em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
D. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
T. Para sempre seja louvado!
Acolhimento
D. Sejam todos bem-vindos, ao nosso encontro fraterno. A Campanha da Fraternidade Ecumênica nos chama a construirmos um mundo de diálogo com menos muros e mais pontes, menos armas e mais amor, com menos ódio e mais tolerância. Contemplaremos hoje a necessidade de semearmos a paz, que é fruto da conversa, da mudança de vida. Isso porque “a conversão nos provoca a pensarmos e repensarmos cotidianamente nossa forma de estar no mundo. Ela nos pergunta sobre como nos envolvemos com as transformações sociais, econômicas, espirituais, ecológicas, individuais e coletivas, a fim de que sejamos, cada vez mais coerentes com os ensinamentos de Jesus nos Evangelhos” (Texto-base CFE 2021, n. 8).
Oração Inicial
D. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
D. O amor misericordioso de Deus que nos chama neste caminho quaresmal de conversão esteja em nosso meio.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu nesse compromisso de amor em prol da unidade.
D. Estamos vivendo um tempo de graça e salvação, a Quaresma, espaço para mudança de vida, para a conversão e a prática da caridade. Por isso, vamos, como Diocese de Santo André, nos unir aos irmãos e irmãs em prol da unidade e da construção de uma sociedade mais fraterna.
T. Fraternidade e diálogo: compromisso de amor com os irmãos e irmãs. D. A Igreja precisa de cristãs e cristãos que respondam ao chamado batismal de compromisso com o Reino de Deus. Numa só voz rezemos a Oração de São Paulo VI pelas vocações.
Segundo Encontro
Fraternidade e Conversão
T. Jesus, / Mestre Divino, / que chamastes os apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, / pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas, / e continuai a repetir o convite / a muitos dos nossos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis / na missão de apóstolos leigos, / sacerdotes, / diáconos, / religiosos e religiosas, / para o bem do Povo de Deus / e de toda a humanidade. Amém!
Canto
Partilha da Vida
D. Ao refletirmos o Texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica, “Na caminhada quaresmal em vista da Páscoa, memória da crucificação e ressurreição de Jesus, a CFE 2021, como seu objetivo geral, convida as comunidades de fé e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para superar as polarizações e violências através do diálogo amoroso, testemunhando a unidade na diversidade” (Texto-base CFE 2021, n. 3).
T. (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L1. A Campanha tem como alguns de seus objetivos específicos: redescobrir a força e a beleza do diálogo como caminho de relações mais amorosas; denunciar as diferentes violências praticadas e legitimadas indevidamente em nome de Jesus; comprometer-nos com as causas que defendem a casa comum, denunciando a instrumentalização da fé em Jesus Cristo que legitima a exploração e a destruição socioambiental; contribuir para superar as desigualdades; animar o engajamento em ações concretas de amor ao próximo.
T. Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L2. Também são os objetivos específicos: promover a conversão para a cultura do amor, como forma de superar a cultura
inter-religiosa; estimular o diálogo e a convivência fraterna como experiências humanas irrenunciáveis, em meio a crenças, ideologias e concepções, em um mundo cada vez mais plural; compartilhar experiências concretas de diálogo e convívio fraterno.
T. Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
Escuta da Palavra
D. “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1, 15). Com esta frase, as cinzas são impostas sobre nossas cabeças em sinal de conversão. Ouçamos com a nossa mente e coração aberto a Palavra de Deus, que nos ensina o caminho da justiça e da fraternidade.
Canto
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios Capítulo 2,11-22 (Ler na Bíblia)
Partilha da Palavra com a Leitura Orante - Lectio Divina
1º Leitura - Cristo é nossa paz! Essa paz nos exige derrubar o muro da separação, da violência, do racismo, da
indiferença e assim criar pontes?
2º Meditação - “Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus”. O que Deus está nos falando? Deus faz distinção entre as pessoas?
3º Oração - Deus envia seu Filho, o príncipe da paz para salvar a humanidade. O que o texto nos faz dizer a Deus? Sou capaz de pensar com o coração?
4º - Contemplação - “As certezas e as dúvidas são
inerentes quando o assunto é a realidade em que vivemos, principalmente mediante crises e sofrimentos” (Texto-base CFE 2021, n. 23). Qual o nosso novo olhar? Quais as dificuldades que encontramos para um novo olhar frente ao ecumenismo?
Fraternidade e diálogo
D. A busca pela unidade se faz no dia a dia de muitas pessoas que procuram criar pontes e estabelecer o diálogo fraterno. T.(cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L1. O Papa Francisco na Fratelli Tutti afirma: “Como crentes, pensamos que, sem uma abertura ao Pai de todos, não podem haver razões sólidas e estáveis para o apelo à fraternidade. Estamos convencidos de que só com esta consciência de filhos que não são órfãos, podemos viver em paz entre nós” (Fratelli Tutti, n. 272).
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L2. Entre as religiões, é possível um caminho de paz. O ponto de partida deve ser o olhar de Deus. Porque, «Deus não olha com os olhos, Deus olha com o coração. E o amor de Deus é o mesmo para cada pessoa, seja qual for à religião. E se é um ateu, é o mesmo amor. Quando chegar o último dia e houver a luz suficiente na terra para poder ver as coisas como são, não faltarão surpresas!»
(Fratelli Tutti, n. 281).
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
Compromisso com a vida: gestos concretos
D. “A mensagem de Jesus não ergue muros, mas derruba-os, não é de ódio, mas de amorosidade. Por isso, precisamos expurgar a insensatez dos nossos corações e rever a forma como vivemos a nossa fé. Precisamos de profecias que abram nossos olhos para as desigualdades, principalmente para aquelas promovidas em nome da fé em Jesus Cristo” (Texto-base CFE 2021, n. 91). Quais os desafios que este encontro sugere? O que podemos fazer para melhorar a convivência com outras religiões?
Oração de Envio
D. Confiantes no Deus da paz e da fraternidade, irmãos e irmãs, elevemos nossas preces que trazemos em nossas
vidas, bem como peçamos por aqueles que mais sofrem.
(O grupo é convidado pelo dirigente a propor as preces, e todos respondem)
T. Ouvi-nos, Senhor.
D. Concluamos nossas preces, rezando juntos a oração que Jesus, o missionário do Pai, nos ensinou:
T. Pai-nosso...
D. Confiantes na Virgem Maria, Senhora das Dores, roguemos:
T. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita.
Ave-Maria...
D. O Senhor, rico em misericórdia, nos chama sempre à conversão. Respondendo ao Seu apelo pelos exercícios quaresmais do jejum, da oração e da penitência, queremos unir as nossas vozes com a Igreja no Brasil, rezando juntos a oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica:
T. Deus da vida, da justiça e do amor, nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade. Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica, ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo como compromisso de amor, criando pontes que unem em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio. Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade. Por Jesus Cristo, nossa paz, no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. Amém.
D. O Senhor nos abençoe, nos guarde e nos livre de todo o mal em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
D. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! T. Para sempre seja louvado!
Acolhimento
D. Queridos irmãos e irmãos, sejam bem-vindos ao nosso terceiro encontro da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021, cujo tema é: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de Amor”; e o lema: “Cristo é nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade (Ef 2,14a). Nesse encontro, somos convidados a refletir sobre o nosso papel na promoção da paz autêntica, aquela que vem de Cristo e que deve ser promovida por nós, seus discípulos.
Oração Inicial
D. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
D. O amor misericordioso de Deus que nos chama neste caminho quaresmal de conversão esteja em nosso meio.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu na misericórdia do Cristo. D. Estamos vivendo um tempo de graça e salvação, a Quaresma, espaço para mudança de vida, para a conversão e a prática da caridade. Por isso, vamos, como Diocese de Santo André, nos unir aos irmãos e irmãs em prol da unidade e da construção de uma sociedade mais fraterna.
T. : Fraternidade e diálogo: compromisso de amor com os irmãos e irmãs.
D. A Igreja precisa de cristãs e cristãos que respondam ao chamado batismal de compromisso com o Reino de Deus. Numa só voz rezemos a Oração de São Paulo VI pelas vocações.
T. Jesus, / Mestre Divino, / que chamastes os apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, / pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas, / e continuai a repetir o convite / a muitos dos nossos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis
/ na missão de apóstolos leigos, / sacerdotes, /
Terceiro Encontro
Fraternidade e Paz
“A paz esteja convosco” (Jo 20,19)
diáconos, / religiosos e religiosas, / para o bem do Povo de Deus / e de toda a humanidade. Amém!
Canto
Partilha da Vida
D. A Campanha da Fraternidade Ecumênica é um sinal de que, pelo diálogo, se chega à paz desejada por Cristo. Somos, como filhos e filhas de Deus, convidados a buscar sempre a unidade, mesmo diante das diferenças em nosso modo de professar a fé, de orar, de prestar culto a Deus. As igrejas cristãs devem, nesse sentido, buscar mais o que as unem do que aquilo que as dividem. Somente dessa forma, guiados pelo Espírito de Cristo, poderão ser testemunhas de Cristo em nossos tempos.
T. (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L1. “O Espírito Santo anima e vivifica as comunidades. É o Espírito Santo que nos movimenta para realizar gestos concretos em favor da paz que já temos em Cristo. É o Espírito Santo que abre os nossos olhos, mentes e corações para que percebamos o sentido da afirmação da Carta aos Efésios, que diz: ‘Assim, não sois mais estrangeiros nem migrantes; sois concidadãos dos Santos, sois da família de Deus’ (2,19)” (Texto-base CFE 2021, n. 137).
T. Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L2. “As comunidades cristãs são chamadas a serem esse espaço que gera esperança e possibilita sonhar, exercitar e concretizar esta Boa-Nova de que podemos ser protagonistas de histórias sem discriminações, preconceitos e violências. Uma comunidade viva e coerente com o Evangelho esforça-se para experimentar esta nova realidade revelada em Cristo, ou seja, sem relações de injustiça, de poder opressor, de desigualdade, abuso e orgulho” (Texto-base CFE 2021, n. 139).
T. (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
Escuta da Palavra
D. Diante dos medos que, muitas vezes, se fazem presentes em nossas vidas, Jesus nos oferece a sua paz. Na certeza de que somos chamados, como discípulos e discípulas de Cristo, a ser sinal de paz no mundo, acolhamos em nossos corações a Palavra de Deus.
Canto
Partilha da Palavra com a Leitura Orante - Lectio
Divina
1º - Leitura - Esta leitura acontece no domingo da Ressurreição. Pense no medo que os discípulos estavam naquele dia, antes de verem o Ressuscitado. Diante disso, voltemos ao texto e nos perguntemos: o que o texto diz? Quem são os personagens? Qual o ambiente?
2º - Meditação - O que Deus está nos falando através do texto? Quais são as palavras ditas por Jesus no texto que devemos acolher, uma vez que também somos seus discípulos?
3º - Oração - A experiência do Ressuscitado deve nos tornar comunidade viva e aberta ao diálogo, assumindo na ressurreição a paz, que é fruto da unidade. Sendo assim, o que o texto nos faz dizer a Deus? Como acolho as Palavras de Jesus e qual é a minha resposta?
4º - Contemplação - Como discípulos do Ressuscitado, a sua paz deve restaurar as nossas relações, na promoção de pontos de fraternidade. Qual o nosso novo olhar diante de tudo isso? Tente tirar uma palavra-chave que você levará em sua semana a partir deste encontro.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,19-23 (Ler na Bíblia)
Fraternidade e diálogo
D. A promoção da paz no mundo é condição para sermos chamados “filhos de Deus”, como nos lembra Jesus (Mt 5, 9). O Cristo nos dá a sua paz, para que também nós sejamos portadores e dispensadores da paz em todos os lugares em que estivermos. Para isso, somos enviados!
T.(cantando) De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L1. “A paz que brota da fé em Cristo é a superação da inimizade e do ódio. Ela promove a unidade (Ef 4,1-6), enquanto o ódio provoca inimizades e agressões e a guerra mata e destrói. A paz permite cuidar e reconstruir a convivência social – “sois a família de Deus” – irmãos e irmãs! (Ef 2,19). Paz imposta sob a arbitrariedade de governos que subjugam é aquela Paz Romana, que não é estendida a todas as pessoas” (Texto-base CFE 2021, n. 131).
T.(cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L2. “Em Cristo, a Boa-Nova de paz é oferecida para todas as pessoas a fim de se construir uma nova humanidade, que não esteja dividida, nem orientada pela violência e pelas divisões, mas animada e alicerçada no amor, na graça de Deus e na unidade que se realiza pelo Espírito Santo (Ef 2,18). A paz em Cristo tem seu fundamento na garantia das condições de vida para todas as pessoas e na transformação de tudo o que impede a existência da Criação. esta transformação é esperança de que uma nova humanidade é possível” (Texto-base CFE 2021, n. 136).
T.(cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
Compromisso com a vida: gestos concretos
D. “A sociedade brasileira vive momentos difíceis por causa dos muitos muros construídos: do racismo, das desigualdades econômicas, da dificuldade de conviver com opiniões diferentes, de desrespeito e ataque às instituições. Em situações-limite como essa, na busca por refúgio, recorre-se, por vezes, ao Sagrado. A religião torna-se uma possibilidade de segurança e a fé pode significar proteção”
(Texto-base CFE 2021, n. 42). Iluminados pelo caminho que acabamos de fazer, o que podemos propor para promovermos a paz em nossa sociedade?
Oração de Envio
D. Confiantes no Deus da paz e da fraternidade, irmãos e irmãs, elevemos nossas preces que trazemos em nossas vidas, bem como peçamos por aqueles que mais sofrem.
(O grupo é convidado pelo dirigente a propor as preces, e todos respondem)
T. Ouvi-nos, Senhor.
D. Concluamos nossas preces, rezando juntos a oração que Jesus, o missionário do Pai, nos ensinou:
T. Pai-nosso...
D. Confiantes na Virgem Maria, Senhora das Dores, roguemos: T. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.
Ave-Maria...
D. O Senhor, rico em misericórdia, nos chama sempre à conversão. Respondendo ao Seu apelo pelos exercícios quaresmais do jejum, da oração e da penitência, queremos unir as nossas vozes com a Igreja no Brasil, rezando juntos a oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica:
T. Deus da vida, da justiça e do amor, Nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade. Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica, ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo como compromisso de amor, criando pontes que unem em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio. Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças,
Por Jesus Cristo, nossa paz, no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. Amém.
D. O Senhor nos abençoe, nos guarde e nos livre de todo o mal em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
D. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! T. Para sempre seja louvado!
Quarto Encontro
Fraternidade e justiça
“A Justiça seguirás, somente a Justiça, para que vivas” (Dt 16,20)
Acolhimento
D. Caríssimos irmãos e irmãs, sintamo-nos bem-vindos a este 4º encontro da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021. Ela nos exorta a assumirmos um compromisso de amor, em Cristo, para com todo o gênero humano. Isso só é possível através da prática da justiça, que nos aproxima, derruba muros, constrói pontes e estreita laços. Enquanto unidos no Cristo, embora sejamos muitos e diferentes membros, formamos um só corpo (Rm 12,5).
Oração Inicial
D. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
D. O amor misericordioso de Deus que nos chama neste caminho quaresmal de conversão esteja em nosso meio.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu nesse compromisso de amor em prol da unidade.
D. Estamos vivendo um tempo de graça e salvação, a Quaresma, espaço para mudança de vida, para a conversão e a prática da caridade. Por isso, vamos, como Diocese de Santo André, nos unir aos irmãos e irmãs em prol da unidade e da construção de uma sociedade mais fraterna.
T. Fraternidade e diálogo: compromisso de amor com os irmãos e irmãs. D. A Igreja precisa de cristãs e cristãos que respondam ao chamado batismal de compromisso com o Reino de Deus. Numa só voz rezemos a Oração de São Paulo VI pelas vocações.
T. Jesus, / Mestre Divino, / que chamastes os apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, / pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas, / e continuai a repetir o convite / a
muitos dos nossos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis / na
missão de apóstolos leigos, / sacerdotes, / diáconos, / religiosos e religiosas, / para o bem do Povo de Deus / e de toda a humanidade. Amém!
Canto
Partilha da Vida
D. O tema desse nosso encontro, “A Justiça seguirás, somente a Justiça, para que vivas” nos apresenta o texto do Livro de Deuteronômio 16,20, o qual apresenta a importância de manter as práticas de justiça em prol da conservação da vida e do direito.
T. (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L1. Diante da triste realidade vivida durante todo o ano de 2020, com tantas vidas perdidas para uma doença invisível, deparamo-nos com a fragilidade humana. O distanciamento social nos mostrou sermos carentes do outro, de seu abraço e consolo. Mostrou também que ainda assim, existem pessoas que só pensam em si mesmas, em seus lucros, em suas vontades, não enxergam que seus atos afetam diretamente ao outro. O resultado disso, foram mais e mais mortes. T. (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz
L2. A Justiça, na Bíblia, é eminentemente partidária: defende a causa dos indefesos. Busca realizar o projeto de Deus. Concretiza-se na partilha e na fraternidade. Dirige a sociedade para a solidariedade e a paz. Exige, para todos, a distribuição igualitária dos bens. Impõe que todos possam participar das decisões que regem a vida e a história do povo. Em tempos de pandemia, ter a liberdade de sair, mas optar ficar, por entender que poderia trazer a doença para o outro, é um gesto maduro de compromisso com a vida.
Todos (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
Escuta da Palavra
D. A escuta atenta da Palavra de Deus proporciona-nos uma verdadeira transformação. Envia Senhor a vossa Palavra, para que floresça em bons frutos nossa prática da justiça.
Canto
Partilha da Palavra com a Leitura Orante -Lectio Divina
1º - Leitura - O valor ético-jurídico que se chama Justiça está presente em toda Sagrada Escritura, sempre ligado à causa dos mais necessitados. O que o texto diz a respeito? 2º - Meditação - Avaliando nosso último ano e a situação atual, tendo como parâmetro esta leitura de hoje, o que Deus está nos falando? Como estão nossas ações no mundo atual? O que estamos fazendo ou podemos fazer para ajudar no diálogo fraterno em vista da unidade cristã?
3º - Oração - Partindo dos ensinamentos bíblicos e de nossa prática cristã, o que o texto nos faz dizer a Deus? O que posso fazer para ser uma pessoa melhor?
4º - Contemplação - Uma vez que fizemos o percurso de leitura da Palavra, meditação e oração, qual atualização podemos fazer sobre a Palavra refletida?
Fraternidade e diálogo
D. O diálogo ecumênico e inter-religioso tem como objetivo promover a unidade entre igrejas e religiões, afirmando que, embora existam diferenças, é possível a convivência e o respeito.
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
Livro do Deuteronômio 16, 19-20 (Ler na Bíblia)
L1. A palavra “Ecumenismo” significa “casa comum – terra habitada”, lembrando que toda a humanidade forma uma só família de filhos e filhas de Deus. Diálogo não significa unificação de igrejas e religiões, nem mistura de crenças e cultos. Ao dialogar, cada um recria ou mantém sua identidade própria; as diferenças religiosas não são escondidas, e nem é deixado de lado a crítica fraterna mútua. Justamente por isso tem o nome de “diálogo”, porque é feito entre quem é diferente e se respeita.
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L2. Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender a odiar; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” (Nelson Mandela).
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
Compromisso com a vida: gestos concretos
D. Sabemos das dificuldades deste tempo atual, ainda assim, seria possível um gesto concreto de nossa parte? Tenhamos como base a prática da justiça, mesmo que nas pequenas coisas do dia-dia. Talvez distribuição de cesta básica. Uma frase de Santo Atanásio nos chama a atenção: “tudo que sobra no meu prato é roubo”. Quais são as nossas sugestões?
Oração de Envio
D. Confiantes no Senhor, Justo Juiz, que virá julgar nossas ações de paz e da fraternidade, irmãos e irmãs, elevemos nossas preces que trazemos em nossas vidas, bem como peçamos por aqueles que mais sofrem.
(O grupo é convidado pelo dirigente a propor as preces, e todos respondem)
T. Ouvi-nos, Senhor.
D. Concluamos nossas preces, rezando juntos a oração que Jesus, o missionário do Pai, nos ensinou:
D. Confiantes na Virgem Maria, Senhora das Dores, roguemos: T. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.
Ave-Maria...
D. O Senhor, rico em misericórdia, nos chama sempre à conversão. Respondendo ao Seu apelo pelos exercícios quaresmais do jejum, da oração e da penitência, queremos unir as nossas vozes com a Igreja no Brasil, rezando juntos a oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica:
T. Deus da vida, da justiça e do amor, nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade. Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica, ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo como compromisso de amor, criando pontes que unem em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio. Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade. Por Jesus Cristo, nossa paz, no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. Amém.
D. O Senhor nos abençoe, nos guarde e nos livre de todo o mal em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
D. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! T. Para sempre seja louvado!
Quinto Encontro
Fraternidade e justiça
“Os gentios são coerdeiros, membros do mesmo Corpo e coparticipantes
da promessa em Cristo Jesus, por meio do Evangelho” (Ef 3,6)
Acolhimento
D. Queridos irmãos e irmãs nosso encontro de hoje tem como objetivo provocar uma reflexão muito importante para a nossa caminhada de fé. A ressurreição de Jesus Cristo trouxe a salvação para toda a humanidade, essa é uma verdade indiscutível para aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas que professam a fé cristã em todo o mundo. No entanto existem muitos conflitos acerca da maneira pela qual essa mesma fé é expressada.
Oração Inicial
D. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
D. O amor misericordioso de Deus que nos chama neste caminho quaresmal de conversão esteja em nosso meio.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu nesse compromisso de amor em prol da unidade.
D Estamos vivendo um tempo de graça e salvação, a Quaresma, espaço para mudança de vida, para a conversão e a prática da caridade. Por isso, vamos, como Diocese de Santo André, nos unir aos irmãos e irmãs em prol da unidade e da construção de uma sociedade mais fraterna.
T. Fraternidade e diálogo: compromisso de amor com os irmãos e irmãs. D. A Igreja precisa de cristãs e cristãos que respondam ao chamado batismal de compromisso com o Reino de Deus. Numa só voz rezemos a Oração de São Paulo VI pelas vocações.
T. Jesus, / Mestre Divino, / que chamastes os apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, / pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas, / e continuai a repetir o convite / a muitos dos nossos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis / na missão de apóstolos leigos, / sacerdotes, / diáconos, / religiosos e religiosas, / para o bem do Povo de Deus / e de toda a humanidade. Amém!
Canto
Partilha da Vida
D. A grande maioria das pessoas que professam a fé no Cristo Ressuscitado se consideram fiéis a sua Palavra. Porém, é notório o modo pelo qual muitos cristãos “moldam” a Boa Nova de Jesus Cristo aos seus costumes morais e culturais que quase sempre acaba por excluir o que é diferente. Nossa fé em Jesus Cristo tem contribuído para posturas de acolhida e de compromisso com as pessoas vulneráveis e vulnerabilizadas, pobres e excluídas e de comprometimento em projetos de superação das desigualdades? T. (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L1. São Paulo que sempre se preocupou em propagar a fé em Jesus Cristo para todos os povos nos lembra na carta aos Efésios, que o Jesus de Nazaré que morreu na cruz é o mesmo Jesus Cristo Senhor do universo que deu agora a conhecer. “A consequência na vida de Jesus, de sua adesão ao projeto de Aliança com Deus foi a condenação à morte, pois seu modo fiel de viver a Palavra o colocou em contradição com os poderes de seu tempo. Mesmo sendo próximos a Jesus, aqueles discípulos não conseguem compreender os fatos. Por vezes, estamos sujeitos ao mesmo risco: diante dos sinais de morte e com tanta informação, ficamos desorientados e incapazes de interpretar a realidade na qual estamos inseridos” (Texto-base CFE 2021, n. 46).
T. (cantando): Todos (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
L2.“Aos principados e às autoridades nas regiões celestes, por meio da igreja, a multiforme sabedoria de Deus” (Ef 3, 10). Dessa forma não podemos nos esquecer de que Jesus é o salvador de toda a humanidade sem exceção, incluindo todas as pessoas que se quer acreditam nisso.
T. (cantando): Em nome de Cristo, que é a nossa paz! / Em nome de Cristo, que a vida nos traz: / Do que estava
dividido, / Unidade Ele faz! / Do que estava dividido, / Unidade Ele faz!
Escuta da Palavra
D. Vamos nos preparar para ouvir a Palavra de Deus, que nos chama à Unidade e ao diálogo, cantando:
Canto
Partilha da Palavra com a Leitura Orante - Lectio Divina
1º - Leitura - No texto que acabamos de ouvir São Paulo se declara portador do mistério de Cristo dado a ele por revelação e expressa sua necessidade de fazer conhecer esse mistério. Embora esse escrito seja direcionado aos efésios ele também apresenta um caráter universal. Olhando nossa sociedade tão polarizada atualmente qual é a mensagem desse texto?
2º - Meditação - Se o mistério salvífico de Cristo abrange toda a humanidade por que é tão difícil um diálogo que promova uma unidade dos cristãos? Segundo a teóloga Tânia da Silva Mayer, o fundamentalismo religioso é um dos principais entraves para uma convivência fraterna tão necessária. À luz da Palavra que ouvimos e olhando para as nossas comunidades, quais são as atitudes e costumes que nos impedem de ter um olhar mais fraterno aos nossos irmãos não católicos?
3º - Oração - Infelizmente na atualidade é cada vez mais frequente vermos pessoas de fé protagonizando eventos de preconceitos estruturais, de desrespeito ao próximo e até disseminando discursos de ódio a tudo o que é diferente. De que forma podemos conscientizar nossas comunidades sobre o quão prejudiciais são essas práticas para o projeto salvífico de Deus?
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 3,3-12 (Ler na Bíblia)
4º - Contemplação - A Boa Nova de Jesus Cristo é uma novidade que deve ser acolhida pelas pessoas no exercício de sua liberdade, por isso mesmo, nenhuma pessoa é excluída da alegria que essa boa nova traz. Diante de tudo o que refletimos nesse encontro, é possível olhar de maneira mais tolerante as diversas formas de expressão de fé em Jesus Cristo? O que devemos mudar para que isso seja realmente possível?
Fraternidade e diálogo
D. Um bom exemplo de como é possível a busca do diálogo e da convivência fraterna entre as diferentes profissões de fé cristã foi a criação do CONIC, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, na cidade de Porto Alegre – RS em 1982. O CONIC é composto atualmente pelas igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Presbiteriana Unida e Síria Ortodoxa de Antioquia.
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L1. A missão do CONIC é fortalecer o testemunho ecumênico das Igrejas-membro, fomentar o diálogo inter-religioso e promover a interlocução com organizações da sociedade civil e governo para a incidência pública em favor de políticas que promovam a justiça e a paz.
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
L2. Diante dessa iniciativa histórica é possível reconhecer que se Cristo, através de sua morte e ressurreição, alcançou a salvação a todo gênero humano, é possível que nos aproximemos dos nossos irmãos cristãos não católicos construindo um diálogo fraterno com um olhar direcionado para as características e práticas semelhantes e não apenas para as diferenças. Dessa forma estaremos fortalecendo a nossa união com aquele que é o centro de toda a nossa fé, Jesus Cristo.
T. (cantando): De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais, / Pra cantar o novo hino / De unidade, amor e paz.
Compromisso com a vida: gestos concretos
D. Uma vez que assumimos nossa responsabilidade como batizados que nos estabeleceu o compromisso de promovermos a paz e a justiça e de sermos anunciadores da Boa Nova de Jesus Cristo, torna-se nosso dever conhecer o próximo, entender suas origens e respeitar as diferenças de costumes para que a evangelização seja realmente eficaz na vida das pessoas. Como um gesto de boa vontade poderíamos nos propor a conhecer uma religião cristã diferente da nossa, através desse estudo conhecer sua origem, sua prática litúrgica, procurar saber qual é sua visão a respeito da proposta de Jesus Cristo. Façamos esse exercício com o intuito de conhecer o que pode nos unir, o que de fato nos é comum na caminhada de fé.
Oração Final:
D. Confiantes no Deus da paz e da fraternidade, irmãos e irmãs, elevemos nossas preces que trazemos em nossas vidas, bem como peçamos por aqueles que mais sofrem, e pela unidade entre os cristãos.
(O grupo é convidado pelo dirigente a propor as preces, e todos respondem)
T. Ouvi-nos, Senhor.
D. Concluamos nossas preces, rezando juntos a oração que Jesus, o missionário do Pai, nos ensinou:
T. Pai-nosso...
D. Confiantes na Virgem Maria, Senhora das Dores, roguemos: T.À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita.
D. O Senhor, rico em misericórdia, nos chama sempre à conversão. Respondendo ao Seu apelo pelos exercícios quaresmais do jejum, da oração e da penitência, queremos unir as nossas vozes com a Igreja no Brasil, rezando juntos a oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica:
T. Deus da vida, da justiça e do amor, Nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade. Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica, ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo como compromisso de amor, criando pontes que unem em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio. Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade. Por Jesus Cristo, nossa paz, no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. Amém.
D. O Senhor nos abençoe, nos guarde e nos livre de todo o mal em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
D. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! T. Para sempre seja louvado!
Lembremos ...
Diante da situação de pandemia, que cada pessoa ou família, veja a possibilidade de rezar a Via-Sacra em família ou no encontro organizado pela comunidade. Respeitando todas as exigências e cuidados no que diz respeito as normas de higiene para evitar contágios do COVID-19.
Intencionalmente as estações da Via-Sacra não são demoradas, para não ficarmos “reunidos por muito tempo”, seja em nossas casas ou na comunidade. Ao todo, a Via-Sacra não passará de uma hora.
Em casa, prepare uma pequena Cruz com uma faixa de tecido branco ou roxo (ou as duas cores juntas), lembrando o mistério da dor e da gloriosa ressurreição de Jesus entregue por nós.
Use uma ou duas velas para acompanhar a Cruz. Palavra de Deus aberta com os textos a serem lidos marcados antecipadamente.
A Via-Sacra, como o próprio nome diz: “caminho da cruz”, evoca o caminho de Jesus ao Calvário e sugere um percurso, que deve ser “percorrido” em nossos corações, e, eventualmente, se rezarmos em comunidade, ‘em áreas externas’ à Igreja, onde seja possível andar, parar e meditar” (CNBB. Orientações para projeto e construção de igrejas, p. 42).
Pode-se preparar 15 plaquinhas com os números das estações da Via-Sacra, que deverão ser colocadas perto da Cruz enquanto as estações forem percorridas.
Aconselha-se que a leitura bíblica proposta em cada estação seja proclamada diretamente da Bíblia; pois é bom acostumar-se a ter nas mãos e corações a Palavra de Deus. Se a Via-Sacra é feita em casa, o leitor fica de pé, e todos sentados, escutam atentamente.
Vamos começar...
O/A Dirigente (D) acolhe a todos e convida a meditar devotamente nos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Lembra que a Via-Sacra faz parte da CFE 2021, cujo Tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” e, o Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Efésios 2,14ª). Que a nossa caminhada quaresmal, portanto, seja “caminho de conversão pessoal, comunitário e social” para promover a paz e a justiça.
Oração Inicial
D. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
D. O amor misericordioso de Deus que nos chama neste caminho quaresmal de conversão esteja em nosso meio.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu nesse compromisso de amor em prol da unidade.
D. Estamos vivendo um tempo de graça e salvação, a Quaresma, espaço para mudança de vida, para a conversão e a prática da caridade. Por isso, vamos, como Diocese de Santo André, nos unir aos irmãos e irmãs em prol da unidade e da construção de uma sociedade mais fraterna.
T. Fraternidade e diálogo: compromisso de amor com os irmãos e irmãs.
D. Irmãos e irmãs, vamos ao encontro de Jesus neste exercício de piedade tão querido pelos cristãos. Por isso, com toda a Diocese de Santo André, queremos rezar nesta Quaresma
unidos a Jesus Cristo, profeta e mártir do amor, na força do Espírito Santo, para contribuirmos
com o diálogo e o testemunho, a construir com outras confissões religiosas pontes de amor e de paz em lugar de muros de ódio.
T. Senhor, concede-me a graça de compartilhar convosco o caminho da cruz, penetrar vossos pensamentos e sentimentos: o que pensavas, o que sentias enquanto carregavas a cruz pela humanidade, por mim? Ajuda-me a compreender um pouco mais do que esta via dolorosa significou para Vós. Com a minha pequenez, eu me atrevo a caminhar contigo nestas estações, deixando-me impressionar pela contemplação do teu mistério, buscando teu olhar de dor, de agonia, de morte, de paz.
Canto
D. Salve, ó Cristo obediente! Salve, amor onipotente, que te entregou à cruz e te recebeu na luz!
1. O Cristo obedeceu até a morte, / humilhou-se e obedeceu o bom Jesus, / humilhou-se e obedeceu, sereno e forte, / humilhou-se e obedeceu até a cruz.
2. Por isso o Pai do céu O exaltou, / exaltou-O e lhe deu um grande nome, / exaltou-O e lhe deu poder e glória. / Diante Dele céus e terras se ajoelhem.
1ª ESTAÇÃO
JESUS É PRESO
E CONDENADO
À MORTE
D. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos
T. Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo.
L1. Nesta PRIMEIRA ESTAÇÃO rezemos pelas iniciativas que podemos implementar para redescobrir a força e a beleza do diálogo como caminho de relações mais humanas e amorosas.
L2. Evangelho de Jesus escrito pelo evangelista João 19,13 - 16
(Ler na Bíblia).
Façamos breve momento de silêncio...
L3. Os poderosos de Jerusalém condenaram Jesus porque não compreendiam ou “não queriam compreender” suas propostas para que nascesse uma nova humanidade, baseada na solidariedade e no amor. Essas pessoas estavam fechadas em si mesmas, em seus poderosos esquemas de domínio corruptores e egoístas. Uniram-se a Cesar, ao poder destrutivo do Império, para destruir a vida de quem andou por toda a parte fazendo o bem.
Pai-Nosso; Ave-Maria; Gloria ao Pai. D. Senhor, tende piedade de nós! T. Senhor, tende piedade de nós! D. Jesus, Filho de Deus vivo. Ouvi-nos! T. Jesus, Filho de Deus vivo. Ouvi-nos!
D. Jesus, Filho de Deus vivo. Atendei-nos! T. Jesus, Filho de Deus vivo. Atendei-nos!
Canto: A morrer crucificado /teu Jesus é condenado, //: por teus crimes, pecador! ://. Pela Virgem dolorosa, / vossa Mãe tão piedosa, //: perdoai-nos, meu Jesus! ://.
2ª ESTAÇÃO
JESUS
CARREGA A
CRUZ
D. Nós, vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos. T. Porque pela vossa Santa Cruz pacificastes o mundo.
L1. Rezemos nesta SEGUNDA ESTAÇÃO pelas vítimas de todas as violências praticadas e legitimadas indevidamente, inclusive, algumas vezes em nome de Jesus.
L2. Evangelho de Jesus Cristo escrito pelo evangelista Mateus 27,27-31. (Ler na Bíblia).
Façamos breve momento de silêncio...
L3. Contemplemos nesta estação o início do terrível suplício de Jesus. Os soldados riram-se do Senhor, cuspiram e zombaram do Bom Samaritano que se inclinou sobre nós e carregou nossas feridas, fruto da violência do coração humano. Quantas vezes as insígnias do poder trazidas pelos poderosos deste mundo são um insulto à verdade, à justiça e à dignidade do homem? (Bento XVI).
Pai-Nosso; Ave-Maria; Gloria ao Pai
Canto: Com a Cruz é carregado, e do peso acabrunhado//: vai morrer por teu amor! Pela Virgem dolorosa, vossa Mãe tão piedosa //: perdoai-me, meu Jesus!
3ª ESTAÇÃO
JESUS
CAI PELA
PRIMEIRA VEZ
D. Nós, vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos. T. Porque, pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
L1. Vamos rezar nesta TERCEIRA ESTAÇÃO pelo nosso compromisso com as causas que defendem a casa comum, denunciando a instrumentalização da fé em Jesus Cristo que legitima a exploração e a destruição socioambiental.
L2. Evangelho de Jesus Cristo escrito pelo evangelista Lucas 4,1-4.
(Ler na Bíblia).
Façamos breve momento de silêncio...
L3. Jesus cai pela primeira vez, não suporta o peso das cruzes da humanidade. Contemplamos na fraqueza de sua humanidade as nossas fraquezas. Ao cair por terra, o Senhor nos faz pensar sobre a sua vontade solidária em assumir nossas faltas e a nos comprometermos para que sejamos ainda mais caridosos e fraternos.
Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória ao Pai.
D. Senhor Jesus, pela vossa Paixão, concedei-nos a paz e a unidade. T. Senhor Jesus, pela vossa Paixão, concedei-nos a paz e a unidade. Canto: Pela cruz tão oprimido, / cai, Jesus, desfalecido, //: pela tua salvação! :// Pela Virgem dolorosa, / vossa Mãe tão piedosa, //: perdoai-nos, meu Jesus! ://
4ª ESTAÇÃO
JESUS SE
ENCONTRA
COM SUA MÃE
D. Nós, vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos. T. Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
L1. Rezemos nesta QUARTA ESTAÇÃO pelas enormes desigualdades na sociedade brasileira. A pandemia do COVID-19 escancarou as desigualdades e a estratificação racial, econômica e social. Que o Senhor Jesus e a sua Mãe Maria nos iluminem pra responder com responsabilidade nos assuntos que dizem respeito à empatia e ao amor em relação ao próximo desprotegido.
L2. Evangelho de Jesus Cristo escrito pelo evangelista Lucas 2,34-35.
(Ler na Bíblia).
Façamos breve momento de silêncio...
L3. Nossa Mãe Maria, mulher das dores, chora por todos seus filhos e filhas, vítimas do descaso e o abandono nas áreas da economia e da saúde. Maria sempre ajudou seu Filho e ajuda a nós. Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, nesta caminhada quaresmal, nos inspire para despertar em nossa consciência a sensibilidade para cuidarmos dos irmãos e irmãs mais fragilizados.
Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória ao Pai. D. Rogai por nós Santa Mãe de Deus,
T. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo ...
Canto: Vê a dor da Mãe amada, / que se encontra desolada, //: com seu Filho em aflição! :// Pela Virgem dolorosa, / vossa
5ª ESTAÇÃO
SIMÃO, O CIRINEU,
AJUDA JESUS
A CARREGAR
A CRUZ
D. Nós, vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.remistes o mundo! L1. Vamos rezar nesta QUINTA ESTAÇÃO para que saibamos nos engajar em ações concretas de amor ao próximo, como promotores da paz e da justiça.
L2. Assim como Jesus pode contar com o Cirineu, hoje, o Cirineu se Evangelho de Jesus Cristo escrito pelo evangelista Lucas 23,26-27
(Ler na Bíblia).
Façamos breve momento de silêncio...
L3. A caminho do Calvário um tal Cireneu ajuda Jesus para nos lembrar dos inúmeros rostos de pessoas que se solidarizam conosco nos momentos em que a cruz se torna pesada. Por isso a petição desta estação é para que não falte na vida pessoas que nos ajudem com muito carinho em nossas dificuldades, sempre generosos para com todos.
Pai-Nosso; Ave-Maria; Gloria ao Pai.
D. Senhor Jesus, pela vossa Paixão, concedei-nos a paz e a unidade. T. Senhor Jesus, pela vossa Paixão, concedei-nos a paz e a unidade. Canto: No caminho do Calvário, / um auxílio é necessário: //: Não lhe nega o Cireneu! :// Pela Virgem dolorosa, / vossa Mãe tão piedosa, //: perdoai-nos, meu Jesus! ://
6ª ESTAÇÃO
VERÔNICA
ENXUGA O
ROSTO DE
JESUS
D. Nós, vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos. T. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.
L1. Vamos rezar nesta SEXTA ESTAÇÃO para que seja promovida, com todos os meios ao nosso alcance a “cultura do amor”, como forma de superar a desumana “cultura do ódio”.
L2. Livro do Profeta Isaías 53,2b-5. (Ler na Bíblia).
Façamos breve momento de silêncio...
L3. A face de Cristo está brutalmente machucada! A Verônica observa a face mais humana de Deus, sem beleza, chagada. Ela, corajosamente, vai e limpa o rosto de Jesus, mostrando amor e carinho; expressão daqueles que têm gestos de caridade e compaixão diante do sofrimento. Lembremos os agentes da saúde que doaram suas vidas para superar o sofrimento e a dor nesta pandemia.
Pai-Nosso; Ave-Maria; Gloria ao Pai.
D. Apesar de sermos pecadores, Cristo, ouvi-nos e atendei-nos! T. Cristo, ouvi-nos e atendei-nos!
Canto: Eis o rosto ensanguentado, / por Verônica enxugado, //: que no pano apareceu! :// Pela Virgem dolorosa, / vossa Mãe tão piedosa //: perdoai-nos, meu Jesus! ://