SEMINÁRIO DE CONTABILIDADE
DO SETOR COOPERATIVO
Data: 22 de outubro de 2013
CONSTITUI
CONSTITUI
ÇÃ
ÇÃ
O FEDERAL
O FEDERAL
n Art. 146 - Cabe à lei complementar:
n III - estabelecer normas gerais em matéria de
legislação tributária, especialmente sobre:
n a) definição de tributos e de suas espécies, bem
como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores,
bases de cálculo e contribuintes;
n b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e
decadência tributários;
n c) adequado tratamento tributário ao ato
cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.
LEI n
LEI n
º
º
5.764/71
5.764/71
n
Art. 111:
n
Art. 111 - Serão considerados como
renda tributável os resultados
positivos obtidos pelas cooperativas
nas operações de que tratam os
LEI n
LEI n
º
º
5.764/71, art. 79
5.764/71, art. 79
n
Ato Cooperativo:
n
Art. 79. Denominam-se atos cooperativos os
praticados entre as cooperativas e seus
associados, entre estes e aquelas e pelas
cooperativas entre si quando associados,
para a consecução dos objetivos sociais.
n
Parágrafo único. O ato cooperativo não
implica operação de mercado, nem contrato
de compra e venda de produto ou
LEI n
LEI n
º
º
5.764/71
5.764/71
n Art. 85 - As cooperativas agropecuárias e de pesca
poderão adquirir produtos de não associados, agricultores, pecuaristas ou pescadores, para completar lotes destinados ao cumprimento de
contratos ou suprir capacidade ociosa de instalações industriais das cooperativas que as possuem.
n Art. 86 - As cooperativas poderão fornecer bens e
serviços a não associados, desde que tal faculdade atenda aos objetivos sociais e estejam de
conformidade com a presente lei.
n Art. 88. Poderão as cooperativas participar de
sociedades não cooperativas para melhor atendimento dos próprios objetivos e de outros de caráter acessório ou complementar. (Redação dada pela Medida
DECRETO N
DECRETO N
º
º
3.000/99
3.000/99
q
Não Incidência:
n Art. 182. As sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica não terão incidência do imposto sobre suas atividades econômicas, de
proveito comum, sem objetivo de lucro (Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, art. 3º, e Lei nº 9.532, de
1997, art. 69).
n § 1º É vedado às cooperativas distribuírem qualquer espécie de benefício às quotas-partes do capital ou
estabelecer outras vantagens ou privilégios, financeiros ou não, em favor de quaisquer associados ou terceiros, excetuados os juros até o máximo de doze por cento ao ano atribuídos ao capital integralizado (Lei nº 5.764, de 1971, art. 24, § 3º).
n § 2º A inobservância do disposto no parágrafo anterior importará tributação dos resultados, na forma prevista neste Decreto.
DECRETO N
DECRETO N
º
º
3.000/99
3.000/99
q
Incidência:
n Art. 183. As sociedades cooperativas que obedecerem ao
disposto na legislação específica pagarão o imposto calculado sobre os resultados positivos das operações e atividades
estranhas à sua finalidade, tais como (Lei nº 5.764, de 1971, arts. 85, 86, 88 e 111, e Lei nº 9.430, de 1996, arts. 1º e 2º):
n I - de comercialização ou industrialização, pelas cooperativas
agropecuárias ou de pesca, de produtos adquiridos de não associados, agricultores, pecuaristas ou pescadores, para completar lotes destinados ao cumprimento de contratos ou para suprir capacidade ociosa de suas instalações industriais;
n II - de fornecimento de bens ou serviços a não associados,
para atender aos objetivos sociais;
n III - de participação em sociedades não cooperativas, públicas
ou privadas, para atendimento de objetivos acessórios ou complementares.
DECRETO N
DECRETO N
º
º
3.000/99
3.000/99
q
Cooperativas de Consumo:
n
Art. 184. As sociedades cooperativas
de consumo, que tenham por objeto a
compra e fornecimento de bens aos
consumidores, sujeitam-se às mesmas
normas de incidência dos impostos e
contribuições de competência da
União, aplicáveis às demais pessoas
jurídicas (art. 146) (Lei nº 9.532, de
1997, art. 69).
COOPERATIVAS DE CONSUMO
COOPERATIVAS DE CONSUMO
q
Lei nº 9.532/97:
Art. 69 - As sociedades cooperativas de
consumo, que tenham por objeto a
compra e fornecimento de bens aos
consumidores, sujeitam-se às mesmas
normas de incidência dos impostos e
contribuições de competência da
União, aplicáveis às demais pessoas
jurídicas.
COOPERATIVAS DE CONSUMO
COOPERATIVAS DE CONSUMO
q ADN COSIT nº 4/1999:
Dispõe sobre a tributação das sociedades cooperativas de consumo e mistas.
Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que: 1. não se aplica às sociedades cooperativas mistas o disposto no art. 69 da Lei No 9.532/97 , que estabelece tratamento tributário para as sociedades cooperativas de consumo, que tenham por objeto a compra e fornecimento de bens aos consumidores;
2. o termo "consumidores", referido no art. 69 da Lei No 9.532/97 , abrange tanto os não-associados como também os associados das sociedades cooperativas de consumo.
APLICA
APLICA
ÇÕ
ÇÕ
ES FINANCEIRAS
ES FINANCEIRAS
q
Súmula 262:
Ø
“Incide o Imposto de Renda sobre o resultado das
aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas”.
Ø
As Cooperativas não podem optar pela tributação
exclusiva na fonte;
Ø
Aproveitamento do IRRF;
Ø
Tese de dedução do custo de captação;
Ø
Dedutibilidade das despesas financeiras, na
proporção das operações associados/terceiros;
Ø
A CSLL também incide sobre o resultado das
aplicações financeiras...
Ø
Nota COSIT nº 33/2012;
NOTA COSIT n
NOTA COSIT n
º
º
33, de 19 de mar
33, de 19 de mar
ç
ç
o/2012
o/2012
q
3.4. A interessada pleiteia que, ao apurar o
IRPJ, os custos de captação de empréstimos e
financiamentos classificados como
“despesas
financeiras” possam ser deduzidos na apuração
do lucro tributável.
q
3.5. Esses custos, entretanto, se revelam como
resultado de atos cooperativos, como, por
exemplo, empréstimos para aumentar o seu
capital de giro ou mesmo um financiamento para a
construção da sede da cooperativa, ou seja,
representam
custos
para
manutenção
das
atividades habituais de uma organização.
NOTA COSIT n
NOTA COSIT n
º
º
33, de 19 de Mar
33, de 19 de Mar
ç
ç
o/2012
o/2012
q
3.6. Assim, a não possibilidade de computo dos
custos de captação de empréstimos e financiamentos
como despesas vem do fato de que as receitas e as
despesas dos atos cooperativos não podem ser
utilizadas para a apuração do IRPJ
.
q
3.7. Conclui-se, portanto, que as receitas das
aplicações
financeiras
das
cooperativas
representam ato não cooperativo, não podendo
ser deduzidas despesas próprias da atividade com
associado.
APURAÇÃO DO RESULTADO TRIBUTÁVEL
q
Parecer Normativo CST Nº 73/75:
ü
Segundo este PN, devem ser apuradas em
separado as receitas das atividades próprias das
cooperativas e as receitas derivadas das
operações por elas realizadas com terceiros.
Igualmente computados em separado os custos
diretos e imputados às receitas com as quais
guardam co-relação. A partir daí, e
desde que
impossível destacar os custos e encargos
indiretos de cada uma das duas espécies de
receitas,
devem
eles
ser
apropriados
proporcionalmente ao valor das duas receitas
brutas.
GANHO DE CAPITAL: Imobilizado
q
No caso de bens pertencentes ao Ativo Imobilizado,
utilizados em operações praticadas com cooperados e
não cooperados, os resultados devem ser rateados
entre essas atividades, proporcionalmente às receitas
derivadas das mesmas operações;
- Ac. nº 101-92.912/99 do 1º CC
- Ac. nº 107-05.674/99, do 1º CC
q
Apelação Cível do TFR nº 61.465/84: A venda
isolada de um bem já inservível, não se enquadra na
hipótese de incidência do imposto.
GANHO DE CAPITAL: Investimentos
q
Ganhos na Alienação de Investimentos
(Participação
em
Sociedades
não
Cooperativas), são tributados conforme art.
111 da Lei nº 5.764/71 e art. 183 do Decreto
nº 3.000/99;
q
Lucros e Dividendos recebidos: contabiliza
como resultado de atos não cooperativos e vai
para o FATES, mas exclui na base do IRPJ e
CSLL, pois já foi tributado na origem.
JUROS SOBRE O CAPITAL SOCIAL
Ø
Lei nº 5.764/71:
Ø
Segundo o disposto no artigo 24 § 3º da Lei Nº
5.764/71, é vedado às cooperativas distribuírem
qualquer espécie de benefício às cotas-partes do
capital ou estabelecer outras vantagens ou
privilégios, financeiros ou não, em favor de
quaisquer associados ou terceiros, excetuando-se
os juros até o máximo de 12% (doze por cento) ao
ano, que incidirão sobre a parte integralizada.
v
No caso das Cooperativas de Crédito, são
JUROS SOBRE O CAPITAL SOCIAL
Ø
Art. 348, do Decreto nº 3.000/99 (RIR)
ØSão dedutíveis os seguintes encargos:
Ø
I - a amortização dos juros pagos ou creditados aos
acionistas nos termos da alínea "g" do inciso II do
art. 325; e
Ø
II -
os juros pagos pelas cooperativas a seus
associados
, de até doze por cento ao ano sobre o
capital integralizado (Lei nº 4.506, de 1964, art. 49,
parágrafo único, e Lei nº 5.764, de 1971, art. 24, §
3º).
JUROS SOBRE O CAPITAL SOCIAL
q
Os juros sobre o capital são dedutíveis na
proporção de atos não cooperativos;
q
A IN SRF nº 41/98, estabeleceu que os juros
devem ser lançados em despesas, logo, não
devem ser tratados como destinação dos
resultados;
q
A forma de contabilização afeta a base de
cálculo das destinações legais e estatutárias,
bem como o lucro com terceiros para fins
tributários;
q
A dedutibilidade está
condicionada ao
TRIBUTAÇÃO IRF
q
A tributação do IRF está prevista no artigo 347
do RIR/99, no caso de juros sobre o capital
próprio;
q
No caso do artigo 348, não há previsão expressa
da tributação na fonte, mas a RFB tem posição
de tributação mediante solução de consulta;
q
Como interpretação legítima da referida regra,
resulta
que,
apenas
na
hipótese
de
descumprimento do percentual máximo de juros
estabelecido em lei, é que incidirá a tributação.
Nesse sentido encontramos precedentes do TRF4
e do TRF5.
n
A Lei nº 7.689/88, instituiu a CSLL,
tendo como fato gerador o lucro das
empresas;
n
A SRF, através da IN 198/88, definiu que
as Cooperativas deveriam recolher a
CSLL, sobre a totalidade dos seus
resultados;
n
A IN 11/96, admitiu que as Cooperativas
somente estarão sujeitas à CSLL,
calculada sobre os resultados das
atividades estranhas à sua finalidade;
LEGISLAÇÃO CSLL
n
IN SRF nº 390/04, art. 6º
n
As
sociedades
cooperativas
calcularão a CSLL sobre o
resultado do período de apuração,
decorrente de operações com
cooperados
ou
com
não-cooperados.
n
Art. 39. As sociedades cooperativas que
obedecerem ao disposto na legislação
específica,
relativamente
aos
atos
cooperativos, ficam isentas da Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido - CSLL.
Parágrafo único. O disposto no caput deste
artigo não se aplica às sociedades
cooperativas de consumo de que trata o art.
69 da Lei no 9.532, de 10 de dezembro de
1997.
n
Art. 48. Produz efeitos a partir de 1o de
janeiro de 2005 o disposto no art. 39 desta
Lei.
PIS e COFINS
PIS e COFINS
q
Cooperativas Agropecuárias:
qLei nº 10.833/03:Art. 10 - Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º :
VI - sociedades cooperativas, exceto as de produção agropecuária, sem prejuízo das deduções de que trata o art. 15 da Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e o art. 17 da Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003, não lhes aplicando as disposições do § 7º do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e as de consumo; (Nova Redação dada pelo art. 21 da Lei 10.865/04 - efeitos a partir de 01.05.04)
q
Lei nº 11.051, de 29/12/04:
Art. 9º - O direito ao crédito presumido de que trata o art. 8º
da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004, calculado sobre o
valor dos bens referidos no inciso II do caput do art. 3º das
Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29
de dezembro de 2003, recebidos de cooperado, fica limitado
para as operações de mercado interno, em cada período de
apuração, ao valor da Contribuição para o PIS/Pasep e da
Cofins devidas em relação à receita bruta decorrente da
venda de bens e de produtos deles derivados, após efetuadas
as exclusões previstas no art. 15 da Medida Provisória nº
2.158-35, de 24 de agosto de 2001. (Vigência a partir de abril
de 2005).
n RECEITA BRUTA
n ( -) Exportações (Isento)
n ( -) Vendas Alíquota Zero – Lei nº 10.925/04 e outras... n ( -) Vendas com Suspensão _ Lei nº 10.925/04 e outras... n ( -) Substituição Tributária, Incidência Monofásica...
n ( -) Custo Agregado – Lei nº 10.684/03, art. 17
n ( -) Repasse Cooperados – MP nº 2.158-35, art. 15 n ( -) Sobras – Lei nº 10.676/03
n (=) Base de cálculo
n (x) Alíquotas Pis e Cofins n (=) Contribuições devidas
( -) Crédito Presumido (observar limites permitidos) ( -) Créditos Ordinários
n (=) Saldo a pagar/Restituir
q
Manutenção dos Créditos
:
q
O art. 17 da Lei 11.033, de 21 de
dezembro de 2004, estabelece que as
vendas efetuadas com isenção, alíquota 0
(zero) ou não incidência da Contribuição
para o PIS/PASEP e da COFINS não
impedem a manutenção, pelo vendedor,
dos
créditos
vinculados
a
essas
operações.
n O art. 16 da Lei 11.116, de 18 de maio de 2005, estabelece
que o saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do ano-calendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de:
n
I - compensação com débitos próprios, vencidos ou
vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados
pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação
específica aplicável à matéria; ou
n
II - pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a
legislação específica aplicável à matéria.
PIS e COFINS
PIS e COFINS
qCooperativas de Crédito:
qCooperativas de Transporte de Cargas:
Lei nº 11.051/04: Art. 30 - As sociedades cooperativas de crédito e de transporte rodoviário de cargas, na apuração dos valores devidos a título de Cofins e PIS-faturamento, poderão excluir da base de cálculo os
ingressos decorrentes do ato cooperativo, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 15 da Medida Provisória nº 2.158- 35, de 24 de agosto de 2001, e demais normas relativas às cooperativas de produção agropecuária e de infra-estrutura. (Nova Redação dada pelo art. 46 da Lei 11.196/05 - efeitos a partir de 22.11.05)
PIS e COFINS
PIS e COFINS
–
–
IN SRF 635/2006
IN SRF 635/2006
qCooperativas de Crédito:
nArt. 15. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins,
apurada pelas sociedades cooperativas de crédito, pode ser ajustada, além do disposto no art. 9º, pela:
nV-exclusão dos ingressos decorrentes de ato cooperativo; n§6º Para efeito do inciso V do caput, entende-se como ato cooperativo:
nI-receitas de juros e encargos recebidas diretamente dos associados;
nII-receitas da prestação de serviços realizados aos associados e recebidas
diretamente dos mesmos;
nIII-receitas financeiras recebidas de aplicações efetuadas em confederação,
federação e cooperativa singular de que seja associada;
nIV-valores arrecadados com a venda de bens móveis e imóveis recebidos de
associados para pagamento de empréstimo contraído junto à cooperativa, até o valor do montante do principal e encargos da dívida; e
nV-valores recebidos de órgãos públicos ou de seguradoras para a liquidação
parcial ou total de empréstimos contraídos por associados, em decorrência de perda de produção agropecuária, no caso de cooperativas de crédito rural.
PIS e COFINS
PIS e COFINS
–
–
IN SRF 635/2006
IN SRF 635/2006
qCooperativas de Transporte de Cargas:
nArt. 16. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep
e da Cofins, apurada pelas sociedades cooperativas de
transporte rodoviário de cargas, pode ser ajustada, além do disposto no art. 9º, pela:
nI-exclusão dos ingressos decorrentes de ato
cooperativo;
§2º Para efeito do inciso I do caput, entende-se como ingresso decorrente de ato cooperativo a parcela da
receita repassada ao associado, quando decorrente de serviços de transporte rodoviário de cargas por este prestado à cooperativa.
PIS e COFINS
PIS e COFINS
q
Cooperativas de Eletrificação:
nLei nº 10.684, de 30/05/2003: Art. 17 - Sem prejuízo do
disposto no art. 15 da Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e no art. 1º da Medida Provisória nº 101, de 30 de dezembro de 2002, as sociedades cooperativas de produção agropecuária e de eletrificação rural poderão excluir da base de cálculo da contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP e da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social -COFINS os custos agregados ao produto agropecuário dos
associados, quando da sua comercialização e os valores dos serviços prestados pelas cooperativas de eletrificação rural a seus associados.
nParágrafo único. O disposto neste artigo alcança os fatos
geradores ocorridos a partir da vigência da Medida Provisória nº 1.858-10, de 26 de outubro de 1999.
PIS e COFINS
PIS e COFINS
–
–
IN SRF 635/2006
IN SRF 635/2006
q
Cooperativas de Eletrificação:
nArt. 12. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep
e da Cofins, apurada pelas sociedades cooperativas de
eletrificação rural, pode ser ajustada, além do disposto no art. 9º, pela:
nI-dedução dos custos dos serviços prestados aos associados, observado o disposto no § 2º;
nII-exclusão da receita referente aos bens vendidos
aos associados, vinculados às atividades destes;
nIII-dedução das sobras líquidas apuradas na
Demonstração do Resultado do Exercício, antes da
destinação para a constituição do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates), previstos no art. 28 da Lei nº 5.764, de 1971.
PIS e COFINS
PIS e COFINS
q
Cooperativas Operadoras de Planos de Saúde:
qMP nº 2.158-35 de 2001:
nArt. 2º - O art. 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação:
§ 9º. Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, as operadoras de planos de assistência à saúde poderão deduzir:
I - co-responsabilidades cedidas;
II - a parcela das contraprestações pecuniárias destinada à constituição de provisões técnicas;
III - o valor referente às indenizações correspondentes aos eventos ocorridos, efetivamente pago, deduzido das
importâncias recebidas a título de transferência de responsabilidades."
PIS e COFINS (Operadoras Planos Sa
PIS e COFINS (Operadoras Planos Sa
ú
ú
de)
de)
q
MP nº 619/2013:
nArt. 19. A Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, passa a vigorar com as seguintes alterações:
n“Art. 3º ...
§ 9º-A Para efeito de interpretação, o valor referente às indenizações
correspondentes aos eventos ocorridos de que trata o inciso III do § 9º entende-se o total dos custos assistenciais decorrentes da utilização pelos beneficiários da cobertura oferecida pelos planos de saúde, incluindo-se neste total os custos de beneficiários da própria operadora e os beneficiários de outra operadora
atendidos a título de transferência de responsabilidade assumida.”(NR)
n“Art. 8º-A Fica elevada para 4% (quatro por cento) a alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS devida pelas pessoas
jurídicas referidas no § 9º do art. 3º desta Lei, observada a norma de interpretação do § 9º-A, produzindo efeitos a partir do 1º (primeiro) dia do 4º (quarto) mês
subsequente ao da publicação da lei decorrente da conversão da Medida Provisória nº 619, de 6 de junho de 2013, exclusivamente quanto à alíquota.”
PIS e COFINS
PIS e COFINS
q
Demais Sociedades Cooperativas:
q
Educacionais;
qTrabalho;
q
Habitacionais;
qoutras:
n
Não há previsão para exclusão do ato
cooperativo, portanto, segundo a Lei nº
9.718, de 27 de novembro de 1998, são
tributadas normalmente pelo PIS e
Legislação – IN RFB 971/09 - INSS
n Da Exportação de Produtos Rurais
n Art. 170. Não incidem as contribuições sociais de que trata este Capítulo
sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos, cuja
comercialização ocorra a partir de 12 de dezembro de 2001, por força do disposto no inciso I do § 2º do art. 149 da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional nº 33, de 11 de dezembro de 2001.
n § 1º Aplica-se o disposto neste artigo exclusivamente quando a produção
é comercializada diretamente com adquirente domiciliado no exterior.
n § 2º A receita decorrente de comercialização com empresa constituída e
em funcionamento no País é considerada receita proveniente do comércio interno e não de exportação, independentemente da destinação que esta dará ao produto.
n § 3º O disposto no caput não se aplica à contribuição devida ao Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), por se tratar de contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas.
INSS: Cooperativas de Trabalho
n
Lei nº 8.212/91:
n
Art. 22 - A contribuição a cargo da
empresa, destinada à Seguridade Social,
além do disposto no art. 23, é de:
n
IV - quinze por cento sobre o valor bruto da
nota fiscal ou fatura de prestação de
serviços, relativamente a serviços que lhe
são prestados por cooperados por
intermédio de cooperativas de trabalho.
(Acrescentado pela Lei nº 9.876 de
26.11.99)
INSS: Cooperativas de Trabalho
n
Penaliza e onera as empresas que
contratam Cooperativas de
Trabalho;
n
No caso da contratação de outros
tipos de empresas, não existe
incidência de INSS para o
Sobras X Lucro
n
As sobras distribuídas pelas
Cooperativas sujeitam-se à
tributação na pessoa física (INSS
e IRPF);
n
Sobre o lucro não há incidência
Super Simples:
n Lei Complementar nº 123/06:
n Art. 3o Para os efeitos desta Lei Complementar,
consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:
n § 4o Não se inclui no regime diferenciado e favorecido
previsto nesta Lei Complementar, para nenhum efeito legal, a pessoa jurídica:
n VI – constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de
consumo;
n Porque as Sociedades Cooperativas não podem usufruir das
I S S:
n
Lei Complementar nº 116/03:
n
Não exclui o ato cooperativo do campo da
incidência...
n
Os cooperados já são contribuintes na
condição de pessoa física;
n
Muitas Prefeituras estão autuando as
Cooperativas de trabalho, tomando como
base de cálculo os ingressos decorrentes
do ato cooperativo...
CONCLUSÕES
1.
Em determinados casos as Sociedades
Cooperativas não tem vantagens tributárias
em relação às demais empresas;
2.
Há situações em que as Sociedades
Cooperativas são penalizadas, pagando
mais impostos que outras empresas, em
situação similar;
3.