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SEMINÁRIO DE CONTABILIDADE DO SETOR COOPERATIVO

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(1)

SEMINÁRIO DE CONTABILIDADE

DO SETOR COOPERATIVO

Data: 22 de outubro de 2013

(2)

CONSTITUI

CONSTITUI

ÇÃ

ÇÃ

O FEDERAL

O FEDERAL

n Art. 146 - Cabe à lei complementar:

n III - estabelecer normas gerais em matéria de

legislação tributária, especialmente sobre:

n a) definição de tributos e de suas espécies, bem

como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores,

bases de cálculo e contribuintes;

n b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e

decadência tributários;

n c) adequado tratamento tributário ao ato

cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.

(3)

LEI n

LEI n

º

º

5.764/71

5.764/71

n

Art. 111:

n

Art. 111 - Serão considerados como

renda tributável os resultados

positivos obtidos pelas cooperativas

nas operações de que tratam os

(4)

LEI n

LEI n

º

º

5.764/71, art. 79

5.764/71, art. 79

n

Ato Cooperativo:

n

Art. 79. Denominam-se atos cooperativos os

praticados entre as cooperativas e seus

associados, entre estes e aquelas e pelas

cooperativas entre si quando associados,

para a consecução dos objetivos sociais.

n

Parágrafo único. O ato cooperativo não

implica operação de mercado, nem contrato

de compra e venda de produto ou

(5)

LEI n

LEI n

º

º

5.764/71

5.764/71

n Art. 85 - As cooperativas agropecuárias e de pesca

poderão adquirir produtos de não associados, agricultores, pecuaristas ou pescadores, para completar lotes destinados ao cumprimento de

contratos ou suprir capacidade ociosa de instalações industriais das cooperativas que as possuem.

n Art. 86 - As cooperativas poderão fornecer bens e

serviços a não associados, desde que tal faculdade atenda aos objetivos sociais e estejam de

conformidade com a presente lei.

n Art. 88. Poderão as cooperativas participar de

sociedades não cooperativas para melhor atendimento dos próprios objetivos e de outros de caráter acessório ou complementar. (Redação dada pela Medida

(6)

DECRETO N

DECRETO N

º

º

3.000/99

3.000/99

q

Não Incidência:

n Art. 182. As sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica não terão incidência do imposto sobre suas atividades econômicas, de

proveito comum, sem objetivo de lucro (Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, art. 3º, e Lei nº 9.532, de

1997, art. 69).

n § 1º É vedado às cooperativas distribuírem qualquer espécie de benefício às quotas-partes do capital ou

estabelecer outras vantagens ou privilégios, financeiros ou não, em favor de quaisquer associados ou terceiros, excetuados os juros até o máximo de doze por cento ao ano atribuídos ao capital integralizado (Lei nº 5.764, de 1971, art. 24, § 3º).

n § 2º A inobservância do disposto no parágrafo anterior importará tributação dos resultados, na forma prevista neste Decreto.

(7)

DECRETO N

DECRETO N

º

º

3.000/99

3.000/99

q

Incidência:

n Art. 183. As sociedades cooperativas que obedecerem ao

disposto na legislação específica pagarão o imposto calculado sobre os resultados positivos das operações e atividades

estranhas à sua finalidade, tais como (Lei nº 5.764, de 1971, arts. 85, 86, 88 e 111, e Lei nº 9.430, de 1996, arts. 1º e 2º):

n I - de comercialização ou industrialização, pelas cooperativas

agropecuárias ou de pesca, de produtos adquiridos de não associados, agricultores, pecuaristas ou pescadores, para completar lotes destinados ao cumprimento de contratos ou para suprir capacidade ociosa de suas instalações industriais;

n II - de fornecimento de bens ou serviços a não associados,

para atender aos objetivos sociais;

n III - de participação em sociedades não cooperativas, públicas

ou privadas, para atendimento de objetivos acessórios ou complementares.

(8)

DECRETO N

DECRETO N

º

º

3.000/99

3.000/99

q

Cooperativas de Consumo:

n

Art. 184. As sociedades cooperativas

de consumo, que tenham por objeto a

compra e fornecimento de bens aos

consumidores, sujeitam-se às mesmas

normas de incidência dos impostos e

contribuições de competência da

União, aplicáveis às demais pessoas

jurídicas (art. 146) (Lei nº 9.532, de

1997, art. 69).

(9)

COOPERATIVAS DE CONSUMO

COOPERATIVAS DE CONSUMO

q

Lei nº 9.532/97:

Art. 69 - As sociedades cooperativas de

consumo, que tenham por objeto a

compra e fornecimento de bens aos

consumidores, sujeitam-se às mesmas

normas de incidência dos impostos e

contribuições de competência da

União, aplicáveis às demais pessoas

jurídicas.

(10)

COOPERATIVAS DE CONSUMO

COOPERATIVAS DE CONSUMO

q ADN COSIT nº 4/1999:

Dispõe sobre a tributação das sociedades cooperativas de consumo e mistas.

Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que: 1. não se aplica às sociedades cooperativas mistas o disposto no art. 69 da Lei No 9.532/97 , que estabelece tratamento tributário para as sociedades cooperativas de consumo, que tenham por objeto a compra e fornecimento de bens aos consumidores;

2. o termo "consumidores", referido no art. 69 da Lei No 9.532/97 , abrange tanto os não-associados como também os associados das sociedades cooperativas de consumo.

(11)

APLICA

APLICA

ÇÕ

ÇÕ

ES FINANCEIRAS

ES FINANCEIRAS

q

Súmula 262:

Ø

“Incide o Imposto de Renda sobre o resultado das

aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas”.

Ø

As Cooperativas não podem optar pela tributação

exclusiva na fonte;

Ø

Aproveitamento do IRRF;

Ø

Tese de dedução do custo de captação;

Ø

Dedutibilidade das despesas financeiras, na

proporção das operações associados/terceiros;

Ø

A CSLL também incide sobre o resultado das

aplicações financeiras...

Ø

Nota COSIT nº 33/2012;

(12)

NOTA COSIT n

NOTA COSIT n

º

º

33, de 19 de mar

33, de 19 de mar

ç

ç

o/2012

o/2012

q

3.4. A interessada pleiteia que, ao apurar o

IRPJ, os custos de captação de empréstimos e

financiamentos classificados como

“despesas

financeiras” possam ser deduzidos na apuração

do lucro tributável.

q

3.5. Esses custos, entretanto, se revelam como

resultado de atos cooperativos, como, por

exemplo, empréstimos para aumentar o seu

capital de giro ou mesmo um financiamento para a

construção da sede da cooperativa, ou seja,

representam

custos

para

manutenção

das

atividades habituais de uma organização.

(13)

NOTA COSIT n

NOTA COSIT n

º

º

33, de 19 de Mar

33, de 19 de Mar

ç

ç

o/2012

o/2012

q

3.6. Assim, a não possibilidade de computo dos

custos de captação de empréstimos e financiamentos

como despesas vem do fato de que as receitas e as

despesas dos atos cooperativos não podem ser

utilizadas para a apuração do IRPJ

.

q

3.7. Conclui-se, portanto, que as receitas das

aplicações

financeiras

das

cooperativas

representam ato não cooperativo, não podendo

ser deduzidas despesas próprias da atividade com

associado.

(14)

APURAÇÃO DO RESULTADO TRIBUTÁVEL

q

Parecer Normativo CST Nº 73/75:

ü

Segundo este PN, devem ser apuradas em

separado as receitas das atividades próprias das

cooperativas e as receitas derivadas das

operações por elas realizadas com terceiros.

Igualmente computados em separado os custos

diretos e imputados às receitas com as quais

guardam co-relação. A partir daí, e

desde que

impossível destacar os custos e encargos

indiretos de cada uma das duas espécies de

receitas,

devem

eles

ser

apropriados

proporcionalmente ao valor das duas receitas

brutas.

(15)

GANHO DE CAPITAL: Imobilizado

q

No caso de bens pertencentes ao Ativo Imobilizado,

utilizados em operações praticadas com cooperados e

não cooperados, os resultados devem ser rateados

entre essas atividades, proporcionalmente às receitas

derivadas das mesmas operações;

- Ac. nº 101-92.912/99 do 1º CC

- Ac. nº 107-05.674/99, do 1º CC

q

Apelação Cível do TFR nº 61.465/84: A venda

isolada de um bem já inservível, não se enquadra na

hipótese de incidência do imposto.

(16)

GANHO DE CAPITAL: Investimentos

q

Ganhos na Alienação de Investimentos

(Participação

em

Sociedades

não

Cooperativas), são tributados conforme art.

111 da Lei nº 5.764/71 e art. 183 do Decreto

nº 3.000/99;

q

Lucros e Dividendos recebidos: contabiliza

como resultado de atos não cooperativos e vai

para o FATES, mas exclui na base do IRPJ e

CSLL, pois já foi tributado na origem.

(17)

JUROS SOBRE O CAPITAL SOCIAL

Ø

Lei nº 5.764/71:

Ø

Segundo o disposto no artigo 24 § 3º da Lei Nº

5.764/71, é vedado às cooperativas distribuírem

qualquer espécie de benefício às cotas-partes do

capital ou estabelecer outras vantagens ou

privilégios, financeiros ou não, em favor de

quaisquer associados ou terceiros, excetuando-se

os juros até o máximo de 12% (doze por cento) ao

ano, que incidirão sobre a parte integralizada.

v

No caso das Cooperativas de Crédito, são

(18)

JUROS SOBRE O CAPITAL SOCIAL

Ø

Art. 348, do Decreto nº 3.000/99 (RIR)

Ø

São dedutíveis os seguintes encargos:

Ø

I - a amortização dos juros pagos ou creditados aos

acionistas nos termos da alínea "g" do inciso II do

art. 325; e

Ø

II -

os juros pagos pelas cooperativas a seus

associados

, de até doze por cento ao ano sobre o

capital integralizado (Lei nº 4.506, de 1964, art. 49,

parágrafo único, e Lei nº 5.764, de 1971, art. 24, §

3º).

(19)

JUROS SOBRE O CAPITAL SOCIAL

q

Os juros sobre o capital são dedutíveis na

proporção de atos não cooperativos;

q

A IN SRF nº 41/98, estabeleceu que os juros

devem ser lançados em despesas, logo, não

devem ser tratados como destinação dos

resultados;

q

A forma de contabilização afeta a base de

cálculo das destinações legais e estatutárias,

bem como o lucro com terceiros para fins

tributários;

q

A dedutibilidade está

condicionada ao

(20)

TRIBUTAÇÃO IRF

q

A tributação do IRF está prevista no artigo 347

do RIR/99, no caso de juros sobre o capital

próprio;

q

No caso do artigo 348, não há previsão expressa

da tributação na fonte, mas a RFB tem posição

de tributação mediante solução de consulta;

q

Como interpretação legítima da referida regra,

resulta

que,

apenas

na

hipótese

de

descumprimento do percentual máximo de juros

estabelecido em lei, é que incidirá a tributação.

Nesse sentido encontramos precedentes do TRF4

e do TRF5.

(21)

n

A Lei nº 7.689/88, instituiu a CSLL,

tendo como fato gerador o lucro das

empresas;

n

A SRF, através da IN 198/88, definiu que

as Cooperativas deveriam recolher a

CSLL, sobre a totalidade dos seus

resultados;

n

A IN 11/96, admitiu que as Cooperativas

somente estarão sujeitas à CSLL,

calculada sobre os resultados das

atividades estranhas à sua finalidade;

LEGISLAÇÃO CSLL

(22)

n

IN SRF nº 390/04, art. 6º

n

As

sociedades

cooperativas

calcularão a CSLL sobre o

resultado do período de apuração,

decorrente de operações com

cooperados

ou

com

não-cooperados.

(23)

n

Art. 39. As sociedades cooperativas que

obedecerem ao disposto na legislação

específica,

relativamente

aos

atos

cooperativos, ficam isentas da Contribuição

Social sobre o Lucro Líquido - CSLL.

Parágrafo único. O disposto no caput deste

artigo não se aplica às sociedades

cooperativas de consumo de que trata o art.

69 da Lei no 9.532, de 10 de dezembro de

1997.

n

Art. 48. Produz efeitos a partir de 1o de

janeiro de 2005 o disposto no art. 39 desta

Lei.

(24)

PIS e COFINS

PIS e COFINS

q

Cooperativas Agropecuárias:

qLei nº 10.833/03:

Art. 10 - Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º :

VI - sociedades cooperativas, exceto as de produção agropecuária, sem prejuízo das deduções de que trata o art. 15 da Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e o art. 17 da Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003, não lhes aplicando as disposições do § 7º do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e as de consumo; (Nova Redação dada pelo art. 21 da Lei 10.865/04 - efeitos a partir de 01.05.04)

(25)

q

Lei nº 11.051, de 29/12/04:

Art. 9º - O direito ao crédito presumido de que trata o art. 8º

da Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004, calculado sobre o

valor dos bens referidos no inciso II do caput do art. 3º das

Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29

de dezembro de 2003, recebidos de cooperado, fica limitado

para as operações de mercado interno, em cada período de

apuração, ao valor da Contribuição para o PIS/Pasep e da

Cofins devidas em relação à receita bruta decorrente da

venda de bens e de produtos deles derivados, após efetuadas

as exclusões previstas no art. 15 da Medida Provisória nº

2.158-35, de 24 de agosto de 2001. (Vigência a partir de abril

de 2005).

(26)

n RECEITA BRUTA

n ( -) Exportações (Isento)

n ( -) Vendas Alíquota Zero – Lei nº 10.925/04 e outras... n ( -) Vendas com Suspensão _ Lei nº 10.925/04 e outras... n ( -) Substituição Tributária, Incidência Monofásica...

n ( -) Custo Agregado – Lei nº 10.684/03, art. 17

n ( -) Repasse Cooperados – MP nº 2.158-35, art. 15 n ( -) Sobras – Lei nº 10.676/03

n (=) Base de cálculo

n (x) Alíquotas Pis e Cofins n (=) Contribuições devidas

( -) Crédito Presumido (observar limites permitidos) ( -) Créditos Ordinários

n (=) Saldo a pagar/Restituir

(27)

q

Manutenção dos Créditos

:

q

O art. 17 da Lei 11.033, de 21 de

dezembro de 2004, estabelece que as

vendas efetuadas com isenção, alíquota 0

(zero) ou não incidência da Contribuição

para o PIS/PASEP e da COFINS não

impedem a manutenção, pelo vendedor,

dos

créditos

vinculados

a

essas

operações.

(28)

n O art. 16 da Lei 11.116, de 18 de maio de 2005, estabelece

que o saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do ano-calendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de:

n

I - compensação com débitos próprios, vencidos ou

vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados

pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação

específica aplicável à matéria; ou

n

II - pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a

legislação específica aplicável à matéria.

(29)

PIS e COFINS

PIS e COFINS

qCooperativas de Crédito:

qCooperativas de Transporte de Cargas:

Lei nº 11.051/04: Art. 30 - As sociedades cooperativas de crédito e de transporte rodoviário de cargas, na apuração dos valores devidos a título de Cofins e PIS-faturamento, poderão excluir da base de cálculo os

ingressos decorrentes do ato cooperativo, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 15 da Medida Provisória nº 2.158- 35, de 24 de agosto de 2001, e demais normas relativas às cooperativas de produção agropecuária e de infra-estrutura. (Nova Redação dada pelo art. 46 da Lei 11.196/05 - efeitos a partir de 22.11.05)

(30)

PIS e COFINS

PIS e COFINS

IN SRF 635/2006

IN SRF 635/2006

qCooperativas de Crédito:

nArt. 15. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins,

apurada pelas sociedades cooperativas de crédito, pode ser ajustada, além do disposto no art. 9º, pela:

nV-exclusão dos ingressos decorrentes de ato cooperativo; n§6º Para efeito do inciso V do caput, entende-se como ato cooperativo:

nI-receitas de juros e encargos recebidas diretamente dos associados;

nII-receitas da prestação de serviços realizados aos associados e recebidas

diretamente dos mesmos;

nIII-receitas financeiras recebidas de aplicações efetuadas em confederação,

federação e cooperativa singular de que seja associada;

nIV-valores arrecadados com a venda de bens móveis e imóveis recebidos de

associados para pagamento de empréstimo contraído junto à cooperativa, até o valor do montante do principal e encargos da dívida; e

nV-valores recebidos de órgãos públicos ou de seguradoras para a liquidação

parcial ou total de empréstimos contraídos por associados, em decorrência de perda de produção agropecuária, no caso de cooperativas de crédito rural.

(31)

PIS e COFINS

PIS e COFINS

IN SRF 635/2006

IN SRF 635/2006

qCooperativas de Transporte de Cargas:

nArt. 16. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep

e da Cofins, apurada pelas sociedades cooperativas de

transporte rodoviário de cargas, pode ser ajustada, além do disposto no art. 9º, pela:

nI-exclusão dos ingressos decorrentes de ato

cooperativo;

§2º Para efeito do inciso I do caput, entende-se como ingresso decorrente de ato cooperativo a parcela da

receita repassada ao associado, quando decorrente de serviços de transporte rodoviário de cargas por este prestado à cooperativa.

(32)

PIS e COFINS

PIS e COFINS

q

Cooperativas de Eletrificação:

nLei nº 10.684, de 30/05/2003: Art. 17 - Sem prejuízo do

disposto no art. 15 da Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e no art. 1º da Medida Provisória nº 101, de 30 de dezembro de 2002, as sociedades cooperativas de produção agropecuária e de eletrificação rural poderão excluir da base de cálculo da contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP e da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social -COFINS os custos agregados ao produto agropecuário dos

associados, quando da sua comercialização e os valores dos serviços prestados pelas cooperativas de eletrificação rural a seus associados.

nParágrafo único. O disposto neste artigo alcança os fatos

geradores ocorridos a partir da vigência da Medida Provisória nº 1.858-10, de 26 de outubro de 1999.

(33)

PIS e COFINS

PIS e COFINS

IN SRF 635/2006

IN SRF 635/2006

q

Cooperativas de Eletrificação:

nArt. 12. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep

e da Cofins, apurada pelas sociedades cooperativas de

eletrificação rural, pode ser ajustada, além do disposto no art. 9º, pela:

nI-dedução dos custos dos serviços prestados aos associados, observado o disposto no § 2º;

nII-exclusão da receita referente aos bens vendidos

aos associados, vinculados às atividades destes;

nIII-dedução das sobras líquidas apuradas na

Demonstração do Resultado do Exercício, antes da

destinação para a constituição do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates), previstos no art. 28 da Lei nº 5.764, de 1971.

(34)

PIS e COFINS

PIS e COFINS

q

Cooperativas Operadoras de Planos de Saúde:

q

MP nº 2.158-35 de 2001:

nArt. 2º - O art. 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação:

§ 9º. Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, as operadoras de planos de assistência à saúde poderão deduzir:

I - co-responsabilidades cedidas;

II - a parcela das contraprestações pecuniárias destinada à constituição de provisões técnicas;

III - o valor referente às indenizações correspondentes aos eventos ocorridos, efetivamente pago, deduzido das

importâncias recebidas a título de transferência de responsabilidades."

(35)

PIS e COFINS (Operadoras Planos Sa

PIS e COFINS (Operadoras Planos Sa

ú

ú

de)

de)

q

MP nº 619/2013:

nArt. 19. A Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, passa a vigorar com as seguintes alterações:

n“Art. 3º ...

§ 9º-A Para efeito de interpretação, o valor referente às indenizações

correspondentes aos eventos ocorridos de que trata o inciso III do § 9º entende-se o total dos custos assistenciais decorrentes da utilização pelos beneficiários da cobertura oferecida pelos planos de saúde, incluindo-se neste total os custos de beneficiários da própria operadora e os beneficiários de outra operadora

atendidos a título de transferência de responsabilidade assumida.”(NR)

n“Art. 8º-A Fica elevada para 4% (quatro por cento) a alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS devida pelas pessoas

jurídicas referidas no § 9º do art. 3º desta Lei, observada a norma de interpretação do § 9º-A, produzindo efeitos a partir do 1º (primeiro) dia do 4º (quarto) mês

subsequente ao da publicação da lei decorrente da conversão da Medida Provisória nº 619, de 6 de junho de 2013, exclusivamente quanto à alíquota.”

(36)

PIS e COFINS

PIS e COFINS

q

Demais Sociedades Cooperativas:

q

Educacionais;

q

Trabalho;

q

Habitacionais;

q

outras:

n

Não há previsão para exclusão do ato

cooperativo, portanto, segundo a Lei nº

9.718, de 27 de novembro de 1998, são

tributadas normalmente pelo PIS e

(37)

Legislação – IN RFB 971/09 - INSS

n Da Exportação de Produtos Rurais

n Art. 170. Não incidem as contribuições sociais de que trata este Capítulo

sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos, cuja

comercialização ocorra a partir de 12 de dezembro de 2001, por força do disposto no inciso I do § 2º do art. 149 da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional nº 33, de 11 de dezembro de 2001.

n § 1º Aplica-se o disposto neste artigo exclusivamente quando a produção

é comercializada diretamente com adquirente domiciliado no exterior.

n § 2º A receita decorrente de comercialização com empresa constituída e

em funcionamento no País é considerada receita proveniente do comércio interno e não de exportação, independentemente da destinação que esta dará ao produto.

n § 3º O disposto no caput não se aplica à contribuição devida ao Serviço

Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), por se tratar de contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas.

(38)

INSS: Cooperativas de Trabalho

n

Lei nº 8.212/91:

n

Art. 22 - A contribuição a cargo da

empresa, destinada à Seguridade Social,

além do disposto no art. 23, é de:

n

IV - quinze por cento sobre o valor bruto da

nota fiscal ou fatura de prestação de

serviços, relativamente a serviços que lhe

são prestados por cooperados por

intermédio de cooperativas de trabalho.

(Acrescentado pela Lei nº 9.876 de

26.11.99)

(39)

INSS: Cooperativas de Trabalho

n

Penaliza e onera as empresas que

contratam Cooperativas de

Trabalho;

n

No caso da contratação de outros

tipos de empresas, não existe

incidência de INSS para o

(40)

Sobras X Lucro

n

As sobras distribuídas pelas

Cooperativas sujeitam-se à

tributação na pessoa física (INSS

e IRPF);

n

Sobre o lucro não há incidência

(41)

Super Simples:

n Lei Complementar nº 123/06:

n Art. 3o Para os efeitos desta Lei Complementar,

consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:

n § 4o Não se inclui no regime diferenciado e favorecido

previsto nesta Lei Complementar, para nenhum efeito legal, a pessoa jurídica:

n VI – constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de

consumo;

n Porque as Sociedades Cooperativas não podem usufruir das

(42)

I S S:

n

Lei Complementar nº 116/03:

n

Não exclui o ato cooperativo do campo da

incidência...

n

Os cooperados já são contribuintes na

condição de pessoa física;

n

Muitas Prefeituras estão autuando as

Cooperativas de trabalho, tomando como

base de cálculo os ingressos decorrentes

do ato cooperativo...

(43)

CONCLUSÕES

1.

Em determinados casos as Sociedades

Cooperativas não tem vantagens tributárias

em relação às demais empresas;

2.

Há situações em que as Sociedades

Cooperativas são penalizadas, pagando

mais impostos que outras empresas, em

situação similar;

3.

O art. 146, inciso III, letra “c” não está

sendo respeitado, inclusive devido a falta

de Lei Complementar que defina o

“adequado tratamento tributário ao ato

cooperativo”.

(44)

OBRIGADO

n

Dorly Dickel

n [email protected]

n

Fone: (51) 3269.3299

Referências

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