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"Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo
Sumário Capa Sum ário Folha de Rosto Folha de Créditos Dedicatória
Um recado para você, leitor Epígrafe Por aí Introdução Capítulo 1 PARTE I Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5 Capítulo 6 PARTE II Capítulo 7 Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Capítulo 11
Capítulo 12 Conclusão Agradecim entos Índice rem issivo Sobre o autor Notas
O PODER DA ENERGIA
Um guia inspirador para a única coisa que todos nós querem os: m ais vida em nossas vidas
BRENDON BURCHARD
Tradução Carolina Caires Coelho
Tradução para o português publicada sob acordo com Folio Literary Managem ent e Lennart Sane Agency AB Copy right © 2011 The Burchard Group LLC
Copy right © 2013 Editora Novo Conceito Todos os direitos reservados.
Nenhum a parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transm itida de qualquer m odo ou por qualquer m eio, sej a este eletrônico, m ecânico de
fotocópia, sem perm issão por escrito da Editora. Versão Digital — 2013
Produção Editorial: Equipe Novo Conceito
Este livro segue as regras da Nova Ortografia da Língua Portuguesa. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Burchard, Brendon
O poder da energia / Brendon Burchard ; tradução Carolina Caires Coelho. --Ribeirão Preto, SP : Novo Conceito Editora, 2013.
Título original: The charge. ISBN 978-85-8163-246-9
1. Conduta de vida 2. Motivação (Psicologia) I. Título.
13-01866 | CDD-153.8
Índices para catálogo sistem ático: 1. Motivação e desenvolvim ento pessoal:
Rua Dr. Hugo Fortes, 1.885 — Parque Industrial Lagoinha 14095-260 — Ribeirão Preto — SP
Dedicado à minha família, maravilhosa e amorosa, que sempre me permitiu buscar e viver a Vida Intensa: mãe, Helen, Bryan, David e minha esposa sempre presente,
gentil, motivada e linda, Denise. E para meu Pai — nós o perdemos cedo demais, Papis,
Um recado para você, leitor
Com o técnico, palestrante e treinador de alto desem penho, fui abençoado por trabalhar com pessoas realm ente interessantes (inclusive m eu público) de todo o m undo. Muitas das histórias deste livro são cenas ou resum os de m inhas experiências e interações com o cliente, com o público e, às vezes, com am igos ou pessoas de m inha fam ília. Alguns detalhes foram deixados de lado ou m udados, pois não são relevantes para o que pretendo ensinar. E, quando apresentadas por com pleto, algum as histórias foram exageradas. Em todos os casos, fiz o m elhor que pude para transm itir os elem entos essenciais das histórias de m eus am igos e clientes e para com partilhar exem plos que perm itirão que você se transform e. Espero que goste delas.
Além disso, por favor, saiba que não sou m édico, psicólogo ou psicoterapeuta, psiquiatra, neurocientista, estrategista j urídico ou financeiro. No m áxim o, sou um aluno e servo, e, apesar de com partilhar com alegria o que aprendi nessas áreas, nenhum a inform ação que apresento tem intenção e nem deve ser tida com o conselho profissional m édico, psicológico, financeiro ou j urídico. Se precisar de aj uda nessas áreas, consulte profissionais certificados. Nem eu nem a editora deste livro — por favor, m uito m enos ela — som os responsáveis por qualquer coisa que aconteça em sua vida, incluindo coisas ruins ou boas que aconteçam por você fazer o que aconselho nas páginas seguintes. Na verdade, a prem issa com pleta deste livro é de que sua vida é o que VOCÊ faz dela.
Ao escrever esta página, com partilho a prim eira lição a respeito de um a Vida Intensa: podem os nos divertir e nos com prom eter com qualquer coisa que fizerm os — até m esm o quando estam os lidando com advogados.
Tudo de bom , Brendon
Estamos sempre nos preparando para viver, mas nunca vivendo. — RALPH WALDO EMERSON
Por aí
A Vida Intensa, a vida realm ente vivida, não é um a existência rotineira em algum vilarej o afastado e pitoresco repleto de segurança e certezas. Não, a vida que vale a pena ser vivida está por aí, nas m atas selvagens do desconhecido, nos cam pos de batalha que testam nossos desej os e coragens, nas lutas diárias que travam os com nossos dem ônios. Ela é encontrada nos m om entos longos e difíceis de conflitos e dilem as; quando escutam os apenas os sussurros e há um a insistência de problem as, adversários m ais fortes do que nós m esm os; no chão onde fom os derrubados e forçados a enfrentar nossas fraquezas; no topo das m ontanhas ao qual só chegam os porque entregam os cada gota de qualidade, força, caráter e coragem de continuar subindo independentem ente das flechas e pedras que nos atiram nas costas ou das barricadas m ontadas à nossa frente. É na vida real que ficam os de frente com o m elhor que existe dentro de nós e com nosso destino. É na vida real, em um m undo novo de incertezas e aventura, que nós nos esforçam os, m elhoram os e nos realizam os. É apenas na luta hercúlea em busca de algo a m ais que a vida nos dá sabedoria e sentido, porém som ente depois de pagarm os com nosso suor e, às vezes, com lágrim as. É em m archa, quando estam os cansados, fracos e chorosos, e na am izade dos guerreiros com quem batalham os — nossos irm ãos e irm ãs, fam ília e am igos que nos incentivam e nos aj udam apesar da bagunça e da aparente m aluquice. É no cam inho m enos percorrido, um cam inho desconhecido escolhido por cada um de nós, um cam inho que costum a ser confuso, que leva apenas a outra estrada não percorrida ou a um cam po aberto de oportunidades, onde devem os atacar m ais um a vez com a m esm a esperança de vitória e superação. É na vida real, quando reunim os a coragem de ficar nus diante do m undo com o realm ente som os, quando espiam os a alm a dos que nos cercam e conseguim os ver neles a im agem do divino, quando nos entregam os brava e incondicionalm ente ao am or. É na vida real, fora da proteção de nossos confortos e prazeres, de nossos acúm ulos, além da arquitetura de nossa rotina, que derrubam os as barreiras de nossas crenças lim itantes, triunfam os sobre nossos defeitos e nos expressam os. É no m undo real, um m undo rico de opções e desafios, m edo e liberdade, que seus m aiores presentes e aventuras o aguardam . Escute com atenção. É na vida real que o destino cham a. Sej a coraj oso e se prepare. Está na hora de se recarregar.
Introdução
Este livro é um ataque ao tédio, à distração, à m ediocridade, à reclusão e ao viver um a vida “norm al”. Abordará de form a direta o m otivo pelo qual você se perm ite viver no nível energético em que atualm ente está e, com agressividade, vai desafiá-lo a levar um a vida m ais vibrante, estratégica e com prom issada.
Nas próxim as páginas, você encontrará um guia pragm ático, norm alm ente contraproducente, que interrom pe o fluxo de conselhos ruins, põe por terra quase m eio século de erros psicológicos e pavim enta um cam inho de ouro a um único destino: um a vida nova que faça com que você se sinta verdadeira, total e m aravilhosam ente vivo.
Sej am os realistas: a energia em ocional do m undo caiu. Nos últim os 40 anos, o diagnóstico de depressão clínica tem aum entado cada vez m ais em quase todos os países desenvolvidos. Isso está acontecendo apesar de os fatores que associam os ao bem -estar — alim entação farta, dinheiro, educação, segurança, acesso às artes e aos cuidados com a saúde — serem abundantes nessas sociedades. Cada vez m ais as pessoas estão descrevendo a sensação de inquietude, fadiga, estresse e um tipo de m al indefinível que as deixa entediadas, inseguras ou frustradas.
Acredito que você tenha se identificado. Com o todas as outras pessoas, você tem tudo o que dizem que “precisa” — segurança, abrigo, sustento —, m as, ainda assim , há dias em que não se sente tão anim ado, produtivo ou satisfeito com o pensa que deveria se sentir. Em algum m om ento, você pode ter a sensação de que não está cum prindo as prom essas que fez a si m esm o nem expressando o potencial que vive dentro de você. Você inicia todos os anos anim ado com a grande corrida, m as term ina trotando devagar. Sua sem ana está sobrecarregada de com prom issos, m as, no fundo, você sente que o trabalho que o m antém ocupado não é o trabalho de sua vida. Você tem sabedoria, vontade e disposição, m as, com frequência, encontra-se em um a roda de dúvida e atraso. Você está ligado a tudo e a todos on-line, m as não se sente, nem de longe, ligado ao m undo e às pessoas com o gostaria. Está esperando um tipo de perm issão ou o m om ento certo para viver com pletam ente todos os dias. Você sente um desej o incontrolável de obter algo a m ais.
Bem , estou aqui para dizer que você merece algo a m ais. Mas tem um porém : para chegar lá, você terá que exigir m ais de si m esm o. Estas palavras podem desanim á-lo ou até fazer com que você pare de ler o livro, eu sei. Você j á está se esforçando dem ais para m anter-se em pé: está pressionado por um a crise econôm ica, por exigências irracionais vindas de todos os cantos e tem dorm ido
pouco. Provavelm ente, a últim a coisa que quer escutar é que precisa se esforçar m ais, trabalhar de m odo m ais inteligente e se entregar m ais à vida.
O problem a é que você tem que fazer isso, sim . E independentem ente do que pensar de m im , vou desafiá-lo nestas páginas — e espero que você perm ita e aceite o desafio, pois acho que você sabe que existe, sim, m ais por aí. Acho que você j á experim entou m uitos m om entos m ágicos, felizes, com prom etidos e satisfatórios na vida, e está disposto a fazer o que for preciso para ter m ais m om entos assim . Você se lem bra de épocas em que se divertiu m ais, quando era descom prom issado e se sentia m ais anim ado e esperançoso. Resum indo, você j á teve um relance, j á experim entou a Vida Intensa — um a existência alterada que faz com que você se sinta energizado, engaj ado e entusiasm ado em viver.
Se isso é verdade, então m e deixe m ostrar m inhas cartas: não acho que a inquietude, o tédio, a ansiedade, o m edo ou qualquer outra energia negativa que você possa sentir em relação a si m esm o, aos outros ou à vida em geral tenham algo a ver com a econom ia, com o m undo cada vez m ais caótico em que vivem os, com sua infância, azar ou com qualquer outra desculpa fácil que as pessoas que se colocam no papel de vítim a dão hoj e em dia. Não, qualquer falta de energia em sua vida é apenas o resultado de um enorm e fracasso de estratégia. Apenas o fracasso em controlar estrategicam ente o conteúdo de sua consciência faz com que você deixe de sentir a intensidade interna de estar totalm ente vivo, com prom etido, conectado e satisfeito. O bom é que você, agora, tem nas m ãos um livro m uito estratégico.
Tenho certeza de que você j á sentiu um a faísca de ânim o na vida antes, que se m anteve por dias. Mas não quero apenas devolver a você a faísca de ânim o que possa ter sentido um a ou duas vezes — isso seria um truque barato esperado de um hipnotizador qualquer. Quero m ostrar a você um nível de possibilidade e vibração em ocional nunca antes experim entado. Um a realidade m ais vital, m ais colorida, m ais interessante e excitante pode ser sua.
Para aj udar as pessoas a alcançarem esse tipo de existência, passei 15 anos estudando tudo o que encontrei nos cam pos da psicologia, neurociência, potencial hum ano e alto desem penho. Dediquei m inha vida a aj udar as pessoas a aum entarem estratégica, radical e perm anentem ente sua energia, seu com prom etim ento e entusiasm o — a carga interna — em todas as áreas da vida. Aj udei executivos a revigorarem não apenas a si m esm os, m as em presas inteiras; casais a reacenderem a vida am orosa; atletas a voltarem a ter vigor; artistas a se reconectarem com seu talento; pais a reavivarem o relacionam ento com os filhos; e celebridades e políticos a reenergizarem suas parcerias, aj udando-os a buscar com o fonte um a carga interna m ais forte — algo que j á
estava esperando dentro deles. Para realizar esse tipo de trabalho, m e tornei um dos orientadores m ais bem pagos do m undo, e m inha palestra fam osa no m undo todo, a “High Perform ance Academ y ”, estabelece o padrão no crescim ento pessoal e na eficiência nos negócios. Mas aqui está o segredo: nada a m eu respeito im porta e nunca im portou. Não faço m eu trabalho batendo no peito nem passando afirm ações. Faço-o construindo um plano estratégico que perm ita a você — não, que desafie você — viver sua m elhor vida.
Motivações modernas
Está na hora de nos tornarm os m ais estratégicos e obj etivos no m odo de viverm os a vida.
Por que, em nosso m undo abundante de opções e conectividade, tantos de nós nos sentim os insuficientes e desconectados? Com todas as inform ações disponíveis à ponta de nossos dedos, por que não sabem os quais arm as usar para m elhorarm os a vida de m odo drástico? Com o podem os ter tanto — um teto sobre nossa cabeça, oportunidade, segurança, opções, acesso ao m undo todo — e ainda assim não nos sentirm os m unidos de energia o tempo todo? (Ou, pelo m enos, na m aior parte do tem po?)
No passado, gurus da autoaj uda e psicólogos de poltrona responderiam a essas perguntas sugerindo que som os m alucos, ingratos e alheios a todas as coisas ao nosso redor. Eles diriam que som os guiados por necessidades obscuras que não nos perm item aproveitar o sol, que estam os presos dem ais ao passado, que esperam os dem ais, que não tem os consciência de nossos verdadeiros pensam entos e padrões, ou que não estam os enviando pensam entos fortes o bastante para atrair a felicidade na vida que m erecem os. Essas respostas, claro, são inadequadas. Na verdade, elas causam m ais prej uízo do que benefício.
Então... de volta à pergunta essencial: com tantas de nossas necessidades hum anas sendo satisfeitas, por que não nos sentim os m ais eletrizados e satisfeitos com a vida?
A resposta apresenta um argum ento controverso: nós nos sentim os insatisfeitos porque a base de nossas m otivações hum anas evoluiu. O que nos deixava felizes, energizados e satisfeitos 50 anos atrás não m ais se aplica, pois nosso cérebro, corpo e sociedade m udaram .
Tal linguagem evolucionária enerva m uitos biólogos tradicionais, que afirm am que o cérebro e o corpo hum ano não podem ter se desenvolvido tão depressa nos últim os 50 anos a ponto de m udar nossas m otivações hum anas coletivas — que,
com o espécie, sem pre nos m otivam os pelas m esm as necessidades hum anas básicas. Ainda que isso sej a verdade — e m uitas pessoas dizem o contrário —, o que fica claro é que, em nossa cultura m oderna abundante, a maneira com que ativam os e nos sentim os satisfeitos por essas necessidades j á m udou totalm ente.
Pense bem . No piscar de olhos m ais recente de nossa história, nossa experiência hum ana e a cultura coletiva se transform aram de todas as m aneiras im agináveis: no que fazem os (trabalho m ais criativo e autônom o agora do que trabalho direcionado a um a tarefa, guiado e repetitivo); em com o obtem os alim ento e o que com em os (levando a um a evolução incrível no tam anho de nosso corpo, em qualquer parte do m undo); no lugar que cham am os de lar (a m igração local para as cidades); em com o interagim os (um planeta recentem ente interconectado, trabalhando em escritórios e em presas e não no cam po e nas fábricas); no que com pram os (m ais com pras não essenciais com base em preferências estéticas e não na funcionalidade ou utilidade); em com o gastam os nosso tem po (m ais tem po no trabalho e, ainda assim , m ais tem po na frente da televisão e do com putador); no quanto vivem os (m ais tem po, m as com m ais problem as de saúde do que nunca — talvez porque vivem os m ais tem po); e em com o estruturam os nossas em presas e países (m ais dem ocracia e tolerância no m undo todo — um a tendência observada de perto desde 1981). Se você pudesse voltar na história entre 50 e 100 anos, veria o quanto tudo m udou. E com o nosso m undo m udou tanto, foi inevitável que nós, seres hum anos, tam bém m udássem os para sobreviver e continuar. A m aneira com o pensam os, sentim os e nos com portam os — nossa psicologia — teve que m anter o ritm o com nosso m undo. Além disso, a m aneira com que nos expressam os e com o satisfazem os nossos desej os hum anos se desenvolveu.
Conform e nossa sociedade se torna m ais num erosa, as pessoas deixaram de ser guiadas apenas pelo que precisam. A m aioria de nossas necessidades básicas hum anas por alim ento, abrigo, segurança e afinidade j á foi satisfeita e estruturada por um a sociedade em avanço. Mas satisfazer tais necessidades não nos deixa, por si só, felizes. Longe disso. Infelizm ente, grande parte de nossa com preensão básica a respeito da psicologia popular ainda vem da fam osa “hierarquia de necessidades” de Abraham Maslow, desenvolvida nos anos 1940. Maslow era brilhante e grande parte de seu trabalho foi m al interpretada, m as o legado é este: se puderm os satisfazer nossas necessidades, serem os felizes. Então, quando nossas necessidades são satisfeitas e nós não som os felizes, sentim os que há algo de errado conosco.
A realidade é que, em um a cultura abundante, não m ais necessitam os nos concentrar m uito no que precisam os, então nós nos concentram os no que queremos. Tem os m ais opções e, assim , m ais liberdade para escolher o que
querem os colocar em nossa vida. Cercados por m ilhões de opções, som os libertos das am arras da necessidade e, ainda assim , ao m esm o tem po, desafiados a encontrar nosso foco e sentido na vida. Mas ninguém sugeriria que voltássem os no tem po. É um a bênção poderm os procurar o que querem os. Mas acontece que o que querem os hoj e é m uito, m uito diferente do que queríam os há apenas um a década.
Pense em com o a m udança enorm e de necessidades para desej os atingiu o trabalho. Nossa força de trabalho m oderna não é guiada pela sim ples segurança de um salário ou a m otivação prim itiva dos atrativos dados pelas gerências m anipuladoras. Os trabalhadores de hoj e têm um apetite novo e insaciável por m otivações intrínsecas, principalm ente pelo envolvim ento e pela satisfação que vêm de proj etos que envolvem controle criativo, conectividade social, design, história e contribuições que vão além de nossa m esa e da em presa com o um todo. Nós nos tornam os um a força de trabalho “am igada” que coloca a interação social, a experiência estática, a inovação e a colaboração significativa no topo de nossa lista de prioridades ao avaliar em pregos, causas, proj etos e líderes. Os antigos conceitos da m otivação no trabalho, com base apenas na com pensação — um escritório grande e am bições de crescim ento a longo prazo —, não m ais se aplicam (há m ais de um a década). Não som os m ais tão enganados por todas as arm adilhas com uns do sucesso, pois, em um a sociedade j á abundante, o que nos guia m udou. Nossa vida m oderna não funciona apenas com base nas m esm as considerações de segurança e sustento, nem vem os nosso cam inho à autorreciclagem da m esm a m aneira com o o víam os um a geração atrás. Com todas as opções que tem os, terem os que pular a segurança tradicional e procurar por experiências novas, desafiadoras, conectadas e criativas. Esses não são os devaneios de um autoconfesso “agente livre m oderno”. A neurociência está provando que, de fato, quando nosso cérebro se livra das necessidades anim ais básicas de segurança, o que envolve a m aior parte da atividade neural são estas coisas: a novidade, o desafio, a conexão e a expressão. E m uitas das m aiores pesquisas do m undo acerca da fam ília estão descobrindo a m esm a coisa em nível m undial — querem os nos sentir envolvidos no trabalho e o que nos torna envolvidos são coisas com o escolha, contribuição e expressão criativa.
Já vim os nossa vida profissional e pessoal se m isturar cada vez m ais, até o conceito de equilíbrio entre vida e trabalho parecer um a alucinação nostálgica dos anos 1950. Hoj e em dia, nossa vida fam iliar é m ais corrida, estressante e instável do que nunca. As pessoas têm dificuldade para ficar j untas ou até m esm o para se relacionarem . Com os filhos ocupados em atividades extracurriculares e a m ãe e o pai trabalhando o tem po todo, o que as fam ílias podem realmente esperar conseguir? Dar um teto à fam ília ou colocar com ida na m esa j á não basta, por m ais que quisesse. Em um m undo hiperconectado e
abundante, seus fam iliares sabem m uito bem as escolhas que têm . Todos os dias, eles veem casas m elhores, pais, escolas, brinquedos e equipam entos m elhores na televisão e na internet. Então, eles não dão valor ao fato de terem o que precisam — isso, para eles, é norm al. Eles se preocupam em ter o que querem.
Com o podem os pensar de m odo m ais estratégico a respeito de nós m esm os e do que nos m otiva hoj e, quando satisfazer nossas necessidades hum anas básicas não nos tira do tédio? O que nos levará a ter um a vida excitante e plena em m eio à enorm e m udança que ocorre no am biente de trabalho e na vida pessoal? Com o conseguir de novo aquela faísca de ânim o, para que o que fizerm os nos encha de alegria e satisfação? Quais arm as podem ser usadas na vida para alcançarm os nosso potencial total e viaj arm os com estilo em direção ao nosso destino?
Em O Poder da Energia, responderei a essas perguntas propondo um a nova estrutura para analisarm os a m otivação hum ana — que nos afaste de sim plesm ente fazer o que precisam os fazer para nos sentirm os seguros e confortáveis e que nos aproxim e do que faça com que nos sintam os verdadeiram ente vivos. Ao longo do cam inho, irem os fundo em sua m ente e entenderem os a estrutura de seu cérebro. Darem os a você as arm as m entais para m udar as coisas. Os diversos sentim entos que você tem por sua vida e seu trabalho serão expostos e, talvez, pela prim eira vez em sua vida adulta, você aprenda a controlar, reaj ustar e configurar tais sentim entos para poder viver a Vida Intensa.
Uma Vida Intensa é uma existência conscientemente criada que se mostra comprometida, energizada e entusiasmada. É um a vida escolhida e ativada com os dez im pulsos que nos fazem hum anos, o assunto deste livro. A Vida Intensa não é um sentim ento que existirá por um tem po nem um a faísca tem porária. É um a cham a na alm a que ilum ina você ao longo dos dias independentem ente da escuridão ao seu redor. Tam bém não se trata de algo que faz você andar com um sorriso falso nem se sentindo superenergizado por um coquetel m elado de afirm ações de autoaj uda. Trata-se de um a energia elevada, m as equilibrada constantem ente, que é planej ada com estratégia, que é sustentável e perm ite que você se com prom eta totalm ente com o m om ento e sej a otim ista em relação ao futuro. Descreverei ainda m ais essa vida no próxim o capítulo, m as, por enquanto, você deve sublinhar a frase-chave: existência conscientemente criada.
Para estruturar m elhor a sua vida, você terá que entender e ativar os dez im pulsos sim ples da em oção e da felicidade hum ana. São as alavancas psicológicas que você pode usar para rem oldar e reenergizar sua vida toda. Na Parte I deste livro, ensinarei você a entender e alavancar o que cham o de “cinco im pulsos básicos”, que são os desej os m ais autom áticos que você tem para
desenvolver o controle, a com petência, a congruência, o cuidado e as conexões com os outros em sua vida. Na Parte II, revelarei os “im pulsos de desenvolvim ento”, que aj udarão você a usar a m udança, o desafio, a expressão criativa, a contribuição e a consciência para m elhorar radicalm ente sua vida. Juntos, os im pulsos básicos e de desenvolvim ento som am dez im pulsos hum anos que o aj udarão a dar início à sua nova Vida Intensa.
Toda essa coisa de “m udar a sua vida” pode parecer bem exagerada e fora do alcance, à exceção de alguns avanços recentes nos cam pos da neurociência, da psicologia positiva e do alto desem penho. Aprendem os m ais sobre com o nosso cérebro funciona nos últim os três anos do que nos últim os três m il. Interrom pem os o foco centenário da psicologia sobre a neurose e sobre o que há de errado conosco e reestruturam os nosso estudo a respeito do que está certo. Descobrim os o código a respeito do que é preciso para alcançarm os níveis m ais altos de alegria, com prom etim ento e produtividade.
Agora é a hora de levarm os nossa nova com preensão a respeito da experiência hum ana ao cerne de com o estruturam os e planej am os nossa vida. O m om ento não poderia ser m elhor. Você vê o desencanto, a falta de direcionam ento e a busca da alm a em seus parentes, am igos, vizinhos e colegas de trabalho. Todo m undo está procurando algo, m as não sabe o quê nem onde procurar. As respostas, com o sem pre, j á estão dentro de nós. Precisam os nos entender m elhor e ativar as partes de nós m esm os que tornam nossa vida m ais rica, colorida, conectada e cheia de sentido.
Não vou fingir que a j ornada para se autoconhecer é fácil. Ao decidir, conscientem ente, assum ir as rédeas de sua vida e seguir em um a nova direção, você vai se encontrar (a princípio, pelo m enos) em um a estrada desconfortável, cheia de obstáculos. Mas tudo bem — essa é a única estrada que vale a pena atravessar. A m udança de vida é difícil. Pode acreditar, eu sei. Precisei passar por acidentes de carro, m udanças de carreira, caos e enorm es lutas internas para chegar aqui, para viver da m elhor m aneira. Porém , ao longo do cam inho, aprendi a direcionar m elhor m eus im pulsos hum anos e, por causa disso, vivo com a alegria, vibração e realização que nunca pensei serem possíveis. Assim com o m eus clientes. Quero o m esm o para você e, para aj udá-lo a chegar lá, estou disposto a abrir sua j aula e tirá-lo da zona de conforto (que tam bém é a zona da m ediocridade). Espero que você entre no j ogo, pois a outra opção — continuar no m esm o cam inho, esperando por algo m elhor, m as recusando-se a ser coraj oso — é m uito m enos do que você m erece. Essa época pede a você que dom ine sua m ente e contribua com m ais m ágica e energia positiva no m undo. Todos precisam os que você se com prom eta totalm ente e com partilhe conosco seu lado extraordinário. Precisam os que você escolha um a vida diferente e se
recarregue para os desafios que se encontram m ais adiante para toda a hum anidade.
Q uando a força de vontade supera a capacidade intelectual
Sej am quais forem sua posição, circunstâncias e oportunidades na vida, sem pre terá a liberdade de escolher com o experim enta, interpreta e m olda seu m undo. Se acreditar nisso, poderá escolher estrategicam ente e criar um a Vida Intensa. Acredito nisso agora m ais do que nunca, e não apenas em um nível filosófico, m as tam bém em um nível m uito prático e físico.
Apesar de ser conhecido em todo o m undo com o o cara do alto desem penho, recentem ente perdi a energia na vida por vários m eses. Precisei m e tornar consciente e focado para poder reacender a cham a interna e reenergizar m inha vida. Precisei lutar, todos os dias, para ativar os dez im pulsos hum anos que são a base deste livro. No processo, aprendi que nossa m ente é m ais poderosa do que im aginam os — ainda m ais forte do que nosso cérebro, m as chegarem os a esse assunto.
Para ser honesto, j á perdi e retom ei a energia em m inha vida três vezes. A prim eira foi quando caí em um a depressão depois de um rom pim ento terrível com m inha nam orada de faculdade. Perm aneci em um estado horroroso, suicida, durante um ano e foi preciso que eu sofresse um acidente de carro para sair dele. (Escrevi sobre esse acidente em m eus prim eiros livros, O Mensageiro Milionário e A Vida é um Bilhete Premiado). Em resum o, depois de estar em um carro que capotou em um a curva a 135 km /h, aprendi que, quando batem os à porta da m orte, som os forçados a nos fazer três perguntas: Será que vivi? Será que amei? Será que alguém já se importou comigo? Foi um a experiência para acordar, no m ínim o, e fez com que eu questionasse tudo em m inha vida. Nunca havia vivido antes e o acidente m e fez querer viver de verdade. Foi a frase de Virgílio que resum iu m eus sentim entos: “A m orte sussurra em m eu ouvido. ‘Viva’, ela diz, ‘Estou chegando’”. Decidi usar m eu bilhete de segunda oportunidade para criar conscientem ente um a vida m elhor, para que, ao cruzar a linha de chegada, eu estej a satisfeito com as respostas.
Meu bilhete acabou sendo bom por 15 m em oráveis anos de vibração, conexão e sentido. Nesse período, descobri e dom inei os dez im pulsos hum anos que você aprenderá neste livro. Construí negócios m ultim ilionários, orientei algum as das celebridades e executivos m ais fam osos do m undo, escrevi livros, m e apaixonei, m e casei, aj udei m inha fam ília a atravessar períodos difíceis, viaj ei o m undo, passei com facilidade por quase todos os desafios, palestrei em palcos com líderes e m otivadores lendários, dividi experiências com m agnatas e
ex-presidentes, dei e obtive m ais do que poderia im aginar. Eu estava vivendo a Vida Intensa e todo m undo ao m eu redor m e perguntava: “Com o você pode se divertir tanto, ter foco e energia?”.
E então, recentem ente, tudo m udou. Meu pai, a quem eu am ava m uito e que era m eu m elhor am igo, foi diagnosticado com leucem ia e m orreu dessa doença em pouco tem po. Com o direi m ais adiante, tentei controlar as coisas da m elhor m aneira por algum tem po. Tive os recursos psicológicos para lidar com nossa perda repentina, graças a Deus, e felizm ente consegui usá-los bem o bastante para m e m anter forte por ele, por m im e por m inha fam ília durante aquele período difícil. Ainda assim , não há dúvida de que m inha energia dim inuiu com a m orte inesperada de m eu pai.
E então, há pouco tem po, as coisas se desfizeram totalm ente em um instante — em outro acidente. Ironicam ente, a terceira vez que perdi a energia foi quando estava com eçando a escrever este livro.
Eu m e lem bro m uito bem daquele dia. Um grupo de am igos e eu estávam os correndo com quadriciclos em um a praia deserta de areia branca no México. O céu estava azul, o ar, úm ido. O m ar estava calm o, azul-turquesa. Atravessei o deserto o dia todo com facilidade e segurança. Ao passar por um a das últim as extensões da praia, relaxei e respirei profundam ente, curtindo a adrenalina de um a boa corrida e a beleza de um cenário perfeito. Estava pensando m uito em m eu pai. Ele havia m e ensinado a dirigir, a viver.
Talvez tenha havido um m om ento em que perdi a consciência, m e desliguei por um m om ento e olhei o m ar por um instante longo dem ais. Sej a lá o que tenha acontecido, estava atravessando a praia a 60 km /h e não vi o banco de areia à m inha frente. Diferente dos efeitos especiais de câm era lenta quando nosso carro capotou no ar e saiu da estrada, 15 anos antes, desta vez tudo aconteceu depressa. O quadriciclo bateu no banco de areia, saiu voando e pousou de bico, virando bastante para a esquerda, e m e j ogou no chão. Senti o im pacto da areia e do ar escapando de m eus pulm ões. Eu m e lem bro de ter rolado no chão e do arranhar da areia contra m eu capacete. Escutei o quadriciclo quicando ao m eu lado — bum ! bum ! bum ! — e pensei: Meu Deus, por favor, não permita que essa coisa caia em cima de mim!
Acordei com m eus am igos reunidos ao m eu redor, perguntando se eu estava bem . O guia não parava de perguntar: “O quadriciclo caiu em cim a de você? Caiu em cim a de você? Caiu em cim a de você?”. Eu não sabia e não tinha com o responder. Pisquei, tentando afastar as estrelinhas que estava vendo e recuperar o fôlego. Fechei os olhos e tentei sentir m eu corpo; dem orou um pouco para
conseguir sentir algum a coisa. Minha cabeça doía; m inha perna esquerda estava adorm ecida; m eu braço esquerdo ardia. O guia com eçou a passar a m ão por m eu corpo, à procura de ossos quebrados ou inchaços internos ao redor de m inhas costelas e estôm ago. Meus am igos m e aj udaram a m e sentar e eu apaguei por um m om ento, bem rápido. Foi quando percebi que estava em apuros. Meu lado esquerdo doía m uito: cabeça, om bro, punho, costelas e quadril. Meus am igos m erecem um a m edalha por terem m e colocado na garupa de um quadriciclo, m e levado ao acam pam ento base e, então, para o hospital da cidade — um intervalo de duas horas m uito difíceis, de que não gosto nem de m e lem brar. O diagnóstico final não foi ruim : pulso quebrado, que precisou de cirurgia, algum as costelas trincadas, que não m e deixariam respirar norm alm ente por algum as sem anas, um a contusão no pescoço e o quadril e o om bro m uito doloridos. Acho que tive sorte.
No entanto, três m eses depois, quando com ecei a escrever este livro, m inha vida estava um a bagunça. Não conseguia m e concentrar. Estava tendo dificuldade para planej ar, im aginar e m e lem brar das coisas. Meu raciocínio estava lento e m inha coordenação visual e m otora parecia m eio ruim . Os sucessos não estavam sendo recebidos com alegria e eu parecia incapaz de lidar bem com as pessoas. Meu hum or m udava toda hora e eu estava agindo de m odo im pulsivo. Não m e sentia alerta, com prom etido, conectado nem satisfeito com nada. Pior, eu não estava m ais vivendo bem — tinha pensam entos tristes a respeito da m orte de m eu pai que m e consum iam . A faísca havia desaparecido.
Sentindo-m e perdido no fluxo da vida, eu estava infeliz e não m e sentia realizado. Com o m uitas pessoas, deixava de lado a realidade e explicava que m eu m al-estar em ocional e m eu com portam ento inconstante eram devido à falta de tem po. Devo estar só cansado e estressado, eu pensava, mas tudo vai passar se eu seguir em frente. Afinal, eu tinha tudo de que precisava para ser feliz: um a linda esposa, um a fam ília am orosa, um trabalho que eu am o, carros bacanas, casas bonitas, contato com celebridades. Mas faltava algum a coisa.
No fim , escrever este livro salvou a m inha vida. Vinha pesquisando sobre neurociência havia anos para esclarecer e sustentar m inha crença a respeito do que m ove o com portam ento hum ano e a m otivação. Havia aprendido m uito sobre o cérebro e, certa m anhã, algo aconteceu que m e fez pensar em m inha pesquisa sobre neurociência.
Após sem anas enfrentando dificuldades para escrever, certa noite, tive um im pulso m ovido a cafeína e escrevi 20 páginas. Na m anhã seguinte, corri para o com putador e com ecei a analisar tudo o que havia escrito na noite anterior. É
estranho com o apenas alguns m om entos podem m udar a vida para sem pre. Bem ali, na tela, descobri que precisava de aj uda. O que eu vi foram frases e frases com palavras faltando. De algum a form a, as palavras em que estava pensando não eram expressadas por m eus dedos no teclado. Pior ainda, na m aioria das frases, eu m al conseguia entender o que quisera dizer para preencher as lacunas. Ao ler o que havia escrito, fiquei assustado ao ver um m onte de pensam entos e frases sem sentido. Havia algo m uito errado com m inhas habilidades de m e com unicar e com m inha m em ória.
Tudo isso causou preocupação e m e lem brou do que eu vinha pesquisando na neurociência — especificam ente, com o as pessoas com danos cerebrais costum am ter problem as de fala. Mas tam bém costum am ter problem as com a visão, com o controle de im pulsos, com em patia, m em ória e controle m otor. Eu não estava enfrentando todos esses problem as desde m eu acidente... Estava?
De repente, percebi que não havia algo de errado “com igo” — havia algo de errado com meu cérebro. Mom entos dos últim os m eses m e ocorreram : o m om ento em que eu estava m ostrando um vídeo para m eus clientes e o olho direito com eçou a se m exer de repente, fora de sintonia com o esquerdo; o m om ento em que decidi, do nada, com prar um carro (não exatam ente um a decisão que pode ser im pulsiva, o que m inha esposa logo destacou); os m om entos que não m ais m e davam alegria com o antes; a dificuldade para prestar atenção em proj etos im portantes; a repentina incapacidade de lidar com em oções fortes, com o a tristeza de perder m eu pai; a m inha equipe perguntando se havia “algo de errado”, pois não m e sentiam presente nem entusiasm ado. E a lista não acabava m ais.
Dentro de poucos dias, passei por um a ressonância m agnética e o veredicto final de m eu acidente foi: eu tinha sofrido um tipo de traum a cerebral — síndrom e pós-traum a — e havia pouca atividade em m eu córtex pré-frontal, cerebelo e hipocam po. Fiz m ais alguns exam es cognitivos que confirm aram o diagnóstico. Minha habilidade cognitiva estava a m enos de 25% da que têm alunos do Ensino Médio. O dano ao córtex pré-frontal estava atrapalhando m inha concentração, o controle em ocional e as habilidades de raciocínio abstrato; a baixa atividade no cerebelo estava tornando lenta a m inha habilidade de tom ar decisões; e o m au funcionam ento do hipocam po causava a m em ória fraca — grandes problem as para continuar a viver norm alm ente, piores ainda para realizar um teste cognitivo ou escrever um livro.
Felizm ente, o cérebro hum ano costum a ser curável. Assim com o recuperam os qualquer outra parte do corpo, é possível recuperar o cérebro por m eio de prática constante e terapia. Nivelando a capacidade do cérebro com o que os
neurocientistas cham am de “neuroplasticidade”, é possível direcionar seus pensam entos e experiências de m odo que eles rem odelem e reforcem as partes afetadas de seu cérebro. Ou sej a, assum indo novos desafios e usando o pensam ento consciente, a m editação e os j ogos de raciocínio para ativar partes com pouca atividade do cérebro, é possível, com o diz m eu am igo e neurocientista, dr. Daniel Am en, “m udar seu cérebro e m udar sua vida”.
Enquanto escrevia estas páginas, tive de lutar com toda a m inha força para reobter a energia. Precisei treinar a m ente, usando pensam entos e atenção para reativar partes de m eu cérebro e reenergizar m inha vida. Precisei colocar em prática tudo o que aprendi de psicologia, neurociência e alto desem penho. Lutava todos os dias para encontrar a força de vontade necessária para concentrar m inha atenção, reunir a energia, superar m inhas lim itações físicas e digitar tudo isto para vocês. Derram ei m eu sangue nestas páginas, testando os lim ites de m inhas próprias filosofias.
Já estive com pessoas que enfrentaram grandes doenças, ferim entos e m orte. Meu acidente, m inha história, não foram assim tão dram áticos nem horríveis. Com partilhei essa história porque passei pelos desafios e aprendi a controlar m inha m ente e m inha vida de m odo consciente. É isso o que peço para você fazer. Consegui vencer esse desafio sob estresse em ocional extrem o, com pouco foco e pouca capacidade m ental, em um m om ento em que tinha enorm es expectativas para escrever este livro e gerenciar um negócio m ultim ilionário. Viaj ava sem parar enquanto tentava cuidar de m inha esposa e pouca fam ília, de m eus am igos, clientes, de m inha equipe e de m im . A única coisa que m anteve tudo de pé foi o fato de eu ter um plano. Eu conhecia o cam inho de volta para um a vida vibrante. Eu conhecia os dez im pulsos da experiência e da felicidade hum ana. Só precisei m e esforçar m uito para ativá-los.
Fico feliz por dizer que estou de volta, totalm ente restaurado e recarregado. Não posso descrever os níveis de energia, com prom etim ento e entusiasm o que tenho na vida de novo, graças aos esforços m ais disciplinados que dediquei ao ativar as estratégias deste livro. Em vez de descrever o sentim ento, deixarei você descobrir sozinho nas páginas adiante.
O que posso dizer agora é que m e sinto grato por ter sabido quais alavancas acionar em m inha vida para não cair na tristeza nem na apatia durante um dos períodos m ais difíceis de m inha vida. Escrever sobre a Vida Intensa e os dez im pulsos hum anos m e fez lem brar do controle que eu tinha sobre m inha vida, por pior que eu estivesse. E isso m e m anteve concentrado no que im portava e lutei para conseguir atingir o que se tornou um a recuperação total e sadia. Minha m aior am bição é que aconteça a m esm a coisa com você. Pessoalm ente,
acredito que sua vida está em j ogo todos os dias de sua existência. Sua m aior experiência e seu legado de vida são construídos m om ento a m om ento, dia a dia. Sua história está sendo traçada por cada atitude e tudo está levando a algum lugar, ao que um a pessoa espera que sej a um ápice m aravilhoso. Talvez você não precise de um a pancada na cabeça, com o eu precisei, para decidir lutar e se esforçar por m ais qualidade de vida. Talvez você sim plesm ente escolha, neste m om ento, ativar o m elhor que existe dentro de você m ais um a vez.
Capítulo 1
SAINDO DA ESCURIDÃO
Nos últim os 15 anos, com o aluno e orientador de alta perform ance, tenho tido a sorte de ver as transform ações drásticas que as pessoas conseguem fazer no dia a dia quando decidem sair da m ediocridade de um a existência sem com prom isso e sem satisfação. Tam bém j á vi pessoas com um a vida feliz aum entarem o nível de alegria e satisfação com o nunca pensaram ser possível. Não im porta onde estej a nesse espectro, saiba qual é o tipo de vida que leva e o tipo de pessoa que você é para levar essa vida. Antes tarde do que nunca! Com isso em m ente, com eçam os a explorar três tipos de vida diferentes.
Três vidas
Um a Vida Intensa é um tipo de vida m uito diferente do que a que a m aioria das pessoas tem . Não porque é inatingível, m as porque a m aioria das pessoas raram ente pensa (ou estrategicam ente gerencia) em energia e com prom etim ento na vida a longo prazo — o que cham am os de “nível de carga”. Elas não pensam na própria vida desse m odo, pois a m aioria está apenas tentando reunir energia suficiente para viver seus dias ocupados e exaustivos.
Elas se arrastam de um a sem ana para a outra esperando pelo fim de sem ana, quando podem cair no sofá ou fazer algo que queiram de verdade. O que elas não costum am entender é que a correria de nossa vida tem um a m aneira curiosa de criar um a visão m íope do que é real ou possível. Se você não consegue enxergar além do planej am ento de um dia, fica difícil perceber a realidade cum ulativa de quem você se tornou e para onde está indo.
Às vezes, é bom parar em m eio a toda a loucura, tirar a cara da frente da pilha de trabalho ou da tela do com putador e perguntar a si m esm o com o está a satisfação e a qualidade de sua vida. É preciso verificar seu nível de carga, analisando se você está anim ado com sua realidade atual e com seu futuro.
Sentir-se recarregado significa sentir-se comprometido, cheio de energia e entusiasmo; tenho certeza de que todo m undo quer isso. Nossos níveis de carga têm duas propriedades: qualidade e intensidade. A qualidade da carga em ocional que tem os na vida pode ser positiva ou negativa, e tam bém pode ser de baixa intensidade (fraca) ou de alta intensidade (bem forte). Então, o ideal seria que todos tivéssem os um a carga intensa e positiva na vida. Mas você a tem ? A
qualidade e a intensidade da carga que você sente todos os dias são o que você sem pre esperou sentir? A carga que você está dando no trabalho tem a qualidade e a intensidade que inspiram você e os outros? A carga que está dando à sua esposa, aos seus filhos, tem a qualidade e a intensidade que expressam de m odo eficiente seu am or e afeto por eles?
Depois de 15 anos estudando a condição hum ana, passei a ver que as pessoas costum am viver um dos três tipos de vida. Você tem um a dessas três vidas hoj e e pode escolher entre m antê-la, aum entá-la ou m udá-la totalm ente. Vam os conhecer os três tipos para poderm os diferenciar a Vida Intensa deles e aprender a criá-la estrategicam ente.
A vida presa
Muitas pessoas vivem a vida presas no passado ou nas expectativas dos outros. Elas nunca se aventuraram no desconhecido nem procuraram rom per as barreiras que elas ou outros estabeleceram . Por terem perm itido que terceiros ou o passado ditassem quem elas são, suas identidades estão presas em um a caixa constrita de crenças a respeito do que é possível para elas. Assim , a experiência na vida e os pensam entos, sentim entos e com portam entos do dia a dia são restritos. Elas costum am se sentir acorrentadas a onde estão, presas por experiências que nunca superaram de fato, guiadas pelos resultados de ontem , com m edo de decepcionar seus m estres — m estres que podem existir apenas em sua im aginação. Elas costum am achar que o m undo as pressiona para que aj am de determ inada m aneira e que não podem escapar; estão presas a rótulos, expectativas e ideias inj ustas ou falsas.
Desde o nascim ento, som os levados a fazer o que os outros querem que façam os. Nossos “guias”, ou cuidadores, queriam que tivéssem os um a determ inada aparência ou identidade para o m undo. Às vezes, eles nos faziam agir com o eles queriam , oferecendo aceitação e am or. Outras vezes, podiam ser m ais rígidos. O resultado final, invariavelm ente, foi que nós adaptam os nossos com portam entos e desej os para se aj ustarem a recom pensas externas. Depois de um tem po, ficou fácil aceitar tal realidade com o rotina. Se estiverm os recebendo atenção, cuidado e recom pensas, estar preso não parece ruim .
Moriah, um a cliente m inha, sentia-se dessa m aneira — presa por um desej o de ter a aprovação e o am or dos outros. Quando com ecei a orientá-la, ela estava sem pre reclam ando: “Ninguém m e entende nem m e dá um a chance — sou apenas um a prisioneira do que todo m undo quer e pensa de m im ”. Apesar da reclam ação, ela nunca esticava o pescoço e expressava quem era ou o que queria da vida. Ela havia frequentado a faculdade que seus pais queriam , tinha
um em prego que seus am igos consideravam bom para ela e m udou-se para um a cidade onde seu nam orado sem pre quisera m orar (que ela detestava, m as não dizia a ninguém ). Ela se m udou, falava e agia com o acreditava que os outros queriam e nunca ousou se aventurar fora daquela rotina porque tinha m edo de fracassar e de ser j ulgada pelos outros. Sua vida toda era um reflexo dos desej os dos outros e ela nunca foi forte o bastante para se olhar no espelho e perguntar o que ela queria.
Essa é a vida presa e obediente. Em determ inado m om ento, todos sentim os sua repressão entorpecente. Nós j á nos sentim os presos, controlados, inquietos para sair. Nem todos se libertaram , e esta é a parte m ais dura: alguns de nós nunca se libertarão.
Só existem duas m aneiras de sair da prisão. A prim eira acontece quando, por acaso ou por destino, a vida vira de cabeça para baixo, acabando com nossa realidade confortável e abrindo a j aula para sem pre. A segunda m aneira de sair, a m aneira da disposição, exige um esforço enorm e. Acontece quando finalm ente escolhem os olhar além dos lim ites de nossa experiência guiada pela aprovação e pelo m edo e vem os que a vida é m ais do que viver preso na j aula de alguém . Acontece quando fazem os aquilo que sem pre aj udou um a pessoa a criar um destino novo: quando conscientem ente escolhem os um a nova autoim agem e um a nova vida e nos esforçam os para torná-las reais, alinhando nossos pensam entos e com portam entos.
A vida acomodada
Para m uitos, a vida não é tão ruim quanto a vida presa. Por m eio do trabalho, da dedicação e das circunstâncias felizes, levam o que consideram um a vida acom odada. Seguim os cam inhos parecidos para a independência, a oportunidade e a liberdade. Tem os casas, cônj uges, carros e filhos. Nós nos sentim os com prom etidos e gratos pela vida que tem os. Sabem os que realizam os algum as trocas — um pouco m enos de aventura aqui, algum as horas a m ais no escritório ali —, m as sabíam os onde estávam os nos enfiando. Vim os nossos am igos e colegas percorrerem cam inhos parecidos, e eles pareciam felizes.
E então, um dia, alguém pergunta a respeito de sua vida e você se surpreende ao responder: “Ah, as coisas estão... bem ”.
Um problem a com eça a crescer em sua m ente: Será que é isso mesmo o que eu queria? Será que é tudo o que terei? Será que fiz trocas demais? Estou vivendo a minha vida ou a de outra pessoa? Não sou mais criativo, sexy, espontâneo, ambicioso e divertido do que isso?
Norm alm ente, seu cérebro reage a esse tipo de pensam ento com a arm a afiada da culpa: Você não tem noção das coisas boas que tem. Deveria se sentir mais grato. Será que não pode ficar feliz com o que tem?
Apesar de ser m uito m ais um a rotina do que um a j aula, com eçam os a nos sentir presos. Não se engane: as arm adilhas são m uito, m uito m ais confortáveis, e a porta para a possibilidade é m uito m aior e m ais acessível — um cam inho livre para m ais, m ais, m ais. Porém , m esm o no conforto, vem a inquietude.
A vida não parece sem sentido, m as m isteriosa. Você pensa: Como eu vim parar aqui? Onde estão minha ambição, meu impulso e minha empolgação?
Enquanto a pessoa presa vê o m undo com o assustador, a pessoa acom odada o vê com o obsoleto. A pessoa presa sente que não tem potencial; a pessoa acom odada tem procurado desenvolver seu potencial, m as tem e que j á tenha chegado ao m áxim o. A pessoa presa se sente lim itada por condições externas; a pessoa acom odada se sente lim itada pelos próprios sucessos. A pessoa presa sente que não tem poder de expressão e, assim , não usa sua voz; a acom odada tem poder de expressão, j á o com partilhou, m as se acom odou... e agora quer saber se essa voz é a correta, é a autêntica.
Existe, no entanto, um a sem elhança inegável entre a pessoa presa e a acom odada: se estão em um a j aula ou nas arm adilhas do sucesso, as duas querem m ais cor, variedade, criatividade, liberdade e conexão. As duas desej am a Vida Intensa.
A Vida Intensa
A pessoa que vive a vida presa pergunta: Vou sobreviver? Então, o foco está sem pre na dúvida, ela nunca sabe se estará segura ou se vai se ferir. A pessoa que tem a vida acom odada pergunta: Serei aceita e bem-sucedida? Então, ela se concentra em se adequar e satisfazer. A pessoa que tem a Vida Intensa pergunta: Estou vivendo a minha verdade e realizando o meu potencial? Estou levando uma vida inspirada e inspirando as pessoas? O tédio ou a falta de direcionam ento que a pessoa acom odada sente não está no repertório em ocional de alguém que tem a Vida Intensa, por causa da alegria e do propósito que o intenso sente em se envolver em atividades novas e desafiadoras. Enquanto a pessoa acom odada acha que a vida é m isteriosa, o intenso acha a vida m ágica e cheia de sentido. A pessoa acom odada vê o m undo com o fam iliar e, assim , obsoleto; o intenso vê o m esm o m undo repleto de possibilidades excitantes e ilim itadas de crescim ento e progresso.
Nós, que vivem os intensam ente, não nos sentim os desconectados nem inquietos por causa das arm adilhas da vida. Não som os passageiros na m archa coletiva do progresso — estam os criando o nosso m undo e as nossas definições do que significa viver e progredir. Estam os vivendo intensam ente e vivendo a vida que querem os, não cobiçando nem procurando a vida das outras pessoas.
Não som os controlados há anos; tem os a alegria do controle consciente e da presença, aj ustando a pressão no acelerador em todos os m om entos e podem os escolher acelerar ou dim inuir a velocidade para apreciar a vista.
Não estam os presos na rotina ou em habilidades antigas e fam iliares; na verdade, estam os envolvidos no presente. Diferente dos acom odados, queremos e desejamos desafios que aum entem nossas habilidades. Não questionam os nossos m éritos nem duvidam os de nossa força; na verdade, nós nos concentram os na am bição de contribuir para o m undo e reunim os todas as nossas energias para isso.
Quando tem os a Vida Intensa, não nos preocupam os em causar m udanças, m as em fazer o que é certo e o que tem sentido. Se a controvérsia ou a m ágoa ocorrerem ao longo do cam inho, nós as enfrentam os com atenção e cuidado — m as seguim os em frente.
À prim eira vista, pareceria que aqueles que têm a Vida Intensa ultrapassaram todos os obstáculos e estão vivendo um a existência m aravilhosa. Mas esse não é o caso. É que as pessoas com altos níveis de energia gostam do cam inho em que estão, independentem ente dos obstáculos que apareçam ; estão profundam ente animadas para enfrentar os desafios da vida e criar o próprio destino. Sabem que são obras em andam ento, m as gostam de se m oldar e reinventar suas realidades. Dessa m aneira, diferente dos presos e dos acom odados, não estão pedindo à realidade ou à vida que os tornem seguros ou satisfeitos. Na verdade, querem as oportunidades de m udança e crescim ento. Concentram -se em servir e contribuir com o m undo. Sua crença é: não pergunte o que o mundo está dando a você, mas o que você está dando ao mundo.
Para os presos ou os acom odados, a Vida Intensa parece um a estrela inalcançável no céu, um a energia e luz em órbita própria. De fato, a Vida Intensa parece distante, dirigida por um a energia totalm ente diferente e voltada para um cam inho com pletam ente distinto. Mas as pessoas que têm a Vida Intensa são m uito pés no chão e m uitas delas dirão que j á foram presas ou acom odadas, ou as duas coisas. Afinal, é da natureza hum ana prim eiro subm eter-se obedientem ente, depois ser m ais assertivo, m as ainda cooperar e com prom eter-se e, então, por fim , descobrir a escolha, o cham ado, a m aturidade e os im pulsos
de liberdade, expressão e contribuição. A Vida Intensa, então, nos atrai depois de fazerm os o que deveríam os fazer, depois que nos tornam os quem pensávam os que tínham os que nos tornar, depois de viverm os com o acreditávam os que tínham os que viver. Então, a segurança, o conforto e o envolvim ento nos atingem , e a inquietude e a vontade de revolucionar nos m andam em busca de m ais aventura e sentido.
Quando a encontram os, a Vida Intensa se m ostra diferente de qualquer coisa que tenham os conhecido. Ela tem um a energia firm e de entusiasm o que parece durar em quaisquer circunstâncias ou desafios que encontrem os.
Conheça os Intensos
Quando você se flagra vivendo um a Vida Intensa, percebe um a energia constante, confiante, anim ada e prolongada em relação a si m esm o. Você tem m ais energia, um com pleto envolvim ento com seus com prom issos e um entusiasm o claro em relação à vida e ao futuro.
Algum as pessoas dizem que nem todo m undo pode ter esse tipo de vida. Mas por que não? Os “Intensos”, nom e que dou a quem vive um a Vida Intensa, não nascem com um raio sobre a cabeça. Não são diferentes de ninguém , nem de você nem de m im . Se existe um a diferença, está no fato de eles agirem e perceberem o m undo e a si m esm os de modo diferente. Poucos culpam a infância que tiveram pelas escolhas e pelos desafios da vida adulta. Não alim entam m uito ressentim ento nem se prendem ao passado. Não parecem ser distraídos no presente. E eles não tem em o futuro nem os obstáculos inevitáveis que a vida traz. Nisso, eles são realm ente diferentes dos outros.
Entretanto, não é a falta de ligação ao m edo ou aos aspectos negativos da vida que tornam os Intensos tão fascinantes e fortes. Na verdade, é a habilidade que eles têm de em itir um a energia firm e, positiva e constante, além de com prom etim ento e entusiasm o na vida em qualquer situação em que se encontram . Isso nem sem pre é fácil. Um a coisa que escuto com frequência de quem tem a Vida Intensa é que eles praticam ter consciência de suas reações e realidade. Eles batalham por sua energia e sabem que precisam disso. Os Intensos não acham que a energia interna é um dom , um “pensam ento” ou um a personalidade perm anente. (E têm razão: os neurocientistas j á escreveram que o cérebro adulto e a personalidade não são “fixos”, continuam a evoluir e am adurecer com base em novas ideias, experiências e condicionam ento. Essas são boas notícias para quem acredita que seu cérebro ou personalidade o im pedem de ter um a Vida Intensa.) Os Intensos, na verdade, são incrivelm ente atentos a suas realidades internas e externas, e se esforçam m uito para ter traços
que todo m undo pode acreditar que eles têm naturalm ente. Aqui estão os sete atributos m ais com uns dos Intensos que descobri:
1. Os Intensos são receptivos e observadores do momento.
Conhecem o passado, m as não se prendem a ele. Os Intensos são conscientes e aceitam o m om ento presente. Costum am se envolver com m uita curiosidade, espontaneidade e flexibilidade no m undo que se abre diante deles. Não se apressam em j ulgar o significado das coisas nem têm um a ideia preconcebida de com o as coisas “deveriam ” acontecer. Com essa percepção abrangente, costum am ser m ais pacientes, tolerantes, receptivos ao que acontece e m ais criativos para com preender um a situação. Sentem que o cam inho é tão im portante quanto o destino, por isso procuram se envolver e se com prom eter com o agora.
2. Os Intensos olham para o futuro.
Apesar de terem a habilidade de viver o m om ento, os Intensos tam bém têm grandes planos e am bições. Eles são otim istas em relação ao futuro e esse otim ism o funciona com o um ím ã, atraindo o futuro desej ado a eles. São m uito interessados no futuro planej ado e se sentem fortes quando dão passos necessários para transform ar os sonhos em realidade. Veem os problem as do presente com o solucionáveis e, assim , se com prom etem em resolvê--los e tornar o m undo do futuro um lugar m elhor.
3. Os Intensos buscam desafios.
Grande parte da em polgação com a vida que os Intensos sentem vem da busca ativa por novos desafios. Com o você verá nos próxim os capítulos, um novo desafio é com o um doce, ativando os centros e os horm ônios de prazer do cérebro. Aqueles que têm um a Vida Intensa querem se expressar e se realizar e sabem que isso não acontece sem desafios. Os Intensos estão sem pre prontos para o que a vida lhes reserva, pois acreditam que podem cum prir as exigências de qualquer situação. Isso faz com que eles se divirtam e até sej am brincalhões em processos incertos e tum ultuados de crescim ento.
4. Os Intensos têm profundo interesse pelas pessoas e se conectam a elas de verdade.
Para resum ir, os Intensos amam as pessoas. Têm um a curiosidade e um respeito profundos pelos outros. Fazem m uitas perguntas e escutam de
verdade seus sonhos, m edos e histórias do cotidiano.
Não são apenas sociáveis, ativos nas interações. Pelo contrário, costum am se concentrar nos outros. Mantêm interações autênticas com as pessoas e relacionam entos profundos e significativos com seus am igos e fam iliares. Apesar de norm alm ente serem vistos com o m ais extrovertidos e sim páticos do que outras pessoas, costum am se relacionar de m odo atento e têm m enos relações superficiais. Veem cada relacionam ento na vida com o um a oportunidade de conectar, aprender, crescer e dividir um a parte deles próprios. Os Intensos dizem que os relacionam entos que eles têm com os outros costum am ser as coisas m ais im portantes da vida; os relacionam entos são vistos com o o veículo principal para participar e aproveitar a vida. 5. Os Intensos são independentes.
Apesar do im pulso que sentem de se conectar às pessoas, os Intensos são extrem am ente independentes e capazes. Eles dançam conform e a própria m úsica; gostam de ter com panhia, m as não a ponto de estarem dispostos a m udar o cam inho. Eles não se sentem responsáveis pela felicidade de ninguém se, para isso, tiverem que com prom eter seus valores. Por esses m otivos, costum am ser vistos, inj ustam ente, com o teim osos e egoístas. Mas a verdade é que eles têm coragem suficiente de abrir seus próprios cam inhos e são confiantes o bastante para tentar novas ideias e até para fracassar e tentar entender as coisas sozinhos.
6. Os Intensos são dirigidos pela criatividade.
A expressão criativa é um a grande parte da vida dos Intensos. Eles costum am escolher em pregos, carreiras, proj etos, causas e oportunidades com base no que sentem que podem ser criativos e expressivos. Assim , em qualquer situação, costum am ser os criadores, artistas, designers, contadores de história e líderes. Eles com prom etem o lado criativo de m odo ativo e se ligam a suas perspectivas expressivas e únicas. Assim , seus talentos expressivos costum am fazer com que se destaquem . Eles tam bém não se desculpam por seu estilo ou m odo de pensar; m uito pelo contrário, sentem orgulho de sua coragem e do com prom etim ento de com partilhar seus trabalhos.
7. Os Intensos criam sentidos.
Os Intensos têm um profundo respeito pelo sentido que perm eia cada dia e pelo desej o igualm ente profundo de criar m om entos significativos na vida. Ao procurarem sentido na vida, conseguem evitar a confusão de detalhes
que costum a podar outras pessoas. Os Intensos têm um a visão total da situação; a vida deles é gasta com o esforço de alcançar obj etivos que valham a pena e que os relacionem a suas paixões e propósitos na vida. Eles sabem , com o Viktor Frankl nos ensinou, que a verdadeira busca do hom em é por um a existência com sentido. Por m eio dessa com preensão, os Intensos conseguem determ inar com consciência o que as coisas significam , com um a tendência a interpretar de m odo positivo suas lutas e sucessos na vida. Eles tam bém tentam criar m om entos e lem branças significativas com os outros e costum am surpreender as pessoas com presentes, experiências únicas ou palavras gentis de am or, adm iração e reconhecim ento. Ler essas descrições a respeito dos Intensos pode fazer parecer que eles têm um talento único ou que “sem pre foram assim ”. Mas as pessoas que têm um a Vida Intensa podem dizer que j á viveram presos ou acom odados. A transform ação na vida delas aconteceu quando decidiram se transform ar. Desej aram ter m ais vida na vida e, então, se esforçaram para realizar esse desej o. Da m esm a m aneira, você tam bém pode se tornar m ais intenso na vida — com suas escolhas conscientes e atitudes constantes. Mas com o com eçar? Os dez impulsos humanos
Se você fosse criar sua vida ideal de m odo consciente, em que deveria prestar atenção e quais ferram entas poderia usar para m elhorá-la e m anter níveis m ais altos de energia, com prom etim ento e entusiasm o?
Pense nisso por um instante. Nos m elhores m om entos de sua vida, houve um a faísca. Você a viu e nunca m ais se esqueceu dela. Então, a pergunta é: o que causou essa faísca? O que fez você se sentir tão vivo? E com o colocar essa sensação em seu dia a dia? Melhor ainda, com o transform ar essa faísca em um a cham a duradoura na alm a — um a energia dentro de você que nunca se apaga?
As respostas a essas perguntas não envolvem soluções rápidas nem abordagens superficiais. Um a bebida energética pode fazer isso por você, m as j á sabe que não dura. Criar um a Vida Intensa exige que cavem os profundam ente nosso interior e ativem os os m esm os im pulsos que nos fazem hum anos.
Minha pesquisa e prática sem pre foram voltadas para que eu entendesse com o ativar esses im pulsos de m odo que causem m udança real e duradoura e com prom isso no m undo caótico de hoj e. Criei a estrutura dos dez im pulsos hum anos e tenho obtido m uito sucesso ensinando outras pessoas a usá-la para radical e estrategicam ente m udarem a própria vida. Além disso, m ostrei a elas com o usar esses im pulsos hum anos no contexto atual — para ativar os im pulsos
básicos que sentim os com o hum anos nos últim os 50 anos, aproxim adam ente —, de m odo que elas se sintam felizes e energizadas nessa sociedade m udada e num erosa.
Mas, antes de com eçarm os, vou explicar o que quero dizer com “im pulsos hum anos”. Penso em nossos im pulsos hum anos com o m otivadores psicológicos ligados m ais aos desej os do que às necessidades. Não necessariam ente precisamos ter ou satisfazer os elem entos de m eu m odelo. No século 20, um a série de teorias psicológicas, cham adas de “teorias de im pulso”, desenvolveram a ideia de que todos nascem os com certas necessidades físicas e que, se não satisfizéssem os tais necessidades o m ais rápido possível, experim entaríam os estados adversos de tensão e de em oção negativa. Quando uso a palavra “im pulso”, não penso nela com o um a necessidade física ou psicológica. Na verdade, fora de um conj unto m uito lim itado de necessidades que m antêm a vida — alim ento, água, sono, proteção, cuidados ao nascer —, não acredito que tenham os m uitas necessidades reais. Algum as pessoas veem o crescim ento pessoal ou a “atualização” com o um a necessidade hum ana. No entanto, com o explicar o filho de 35 anos de seu vizinho que não sai do sofá e não se desenvolve no m undo? Outros estados e características populares, com o m oralidade, am or, autoestim a, respeito, fé e transcendência tam bém não são necessidades reais. Desej os fortes, im portantes e que m elhoram a vida? Sim . Mas questões de vida e m orte? Não, para a m aioria das pessoas.
Considerem os um dos prim eiros im pulsos hum anos, o im pulso por controle. Naturalm ente, som os todos levados a ter m ais controle em nossa vida porque acreditam os que m ais controle pode levar a ter m ais felicidade. Contudo, se não tiverm os m ais controle, não enlouquecem os nem perdem os a capacidade de nos envolver, viver e ser produtivos. A expressão criativa — outro im pulso que proponho nessa estrutura — é algo que todos querem os tam bém , apesar de m uitos conseguirem viver sem ela. Sim , sem ela não som os tão felizes, m as ainda podem os nos virar. O controle e a expressão criativa são coisas que realm ente queremos, não coisas de que precisam os para viver. A m esm a coisa em relação a todos os im pulsos de que estou falando — som os im pulsionados por eles porque eles podem e nos levam a um a existência m elhor, m as não precisamos deles necessariam ente.
Por que todo esse alvoroço sem ântico? Porque quero ser sincero desde o com eço. Você é im pulsionado pelos dez im pulsos que estou explicando, m as não precisa de nenhum desses conceitos — nem do m eu m odelo nem m esm o deste livro — para ser feliz. Não há dúvida de que você pode continuar com sua vida sem m ais controle nem expressão criativa.