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OS CINCO IMPULSOS

No documento O Poder da Energia - Brendon Burchard.pdf (páginas 116-200)

DE DESENVOLVIMENTO MUDANÇA DESAFIO EXPRESSÃO CRIATIVA CONTRIBUIÇÃO CONSCIÊNCIA

Capítulo 7

APRESENTANDO OS IMPULSOS DE DESENVOLVIMENTO

Nosso objetivo é, de modo consciente e proposital, progredir para um estado de ser mais sábio e livre.

— TOM ROBBINS

Os cinco im pulsos básicos que abordam os até agora — controle, com petência, congruência, cuidados e conexão —, e com o nós os ativam os, claram ente influenciam a qualidade e a energia de nossa vida. Quando nos sentim os fora de controle, incapazes de entender as coisas, incongruentes, sem cuidados, desconectados ou distantes dos outros, nossa vida se torna péssim a. Mas quando nos sentim os no com ando das coisas, capazes de aprender e entender o m undo, integrados com quem acreditam os ser e com o m odo com que nos com portam os, cuidando e em contato com nosso coração e o coração dos outros, com eçam os a sentir um a energia m aior e até positiva. Ativar esses im pulsos básicos nos aj uda a satisfazer m uitas de nossas necessidades biológicas de estabilidade e am or, e certam ente faz com que nos sintam os em contato conosco e com os outros. Desse m odo, considero as necessidades básicas essenciais à sanidade e ao desenvolvim ento de nossa sensação de quem som os e do que integram os na sociedade. Estáveis, seguros, socialm ente ligados. É um a ótim a receita para o conforto e para a felicidade na vida.

Mas a vida é m ais do que se sentir confortável e feliz. Estam os procurando nos sentir energizados e satisfeitos, e, para chegar lá, terem os que usar nossas am bições e assum ir um nível totalm ente diferente de im pulso hum ano e m otivação — os im pulsos de desenvolvim ento. Os im pulsos básicos colocam você no cam inho para um a Vida Intensa, m as são os im pulsos de desenvolvim ento que o levam aos obj etivos. Eles fazem com que você m ire desej os m aiores na vida, desde o desej o de se sentir m ais envolvido criativam ente ao de sentir transcendência em ocional.

Antes de falar sobre os im pulsos de desenvolvim ento, quero enfatizar que eles não estão totalm ente separados dos im pulsos básicos ou necessariam ente acim a destes. Ainda que separar todos os nossos im pulsos hum anos traga clareza e estrutura para este livro, devem os nos lem brar de que esses im pulsos estão sem pre ativos em nossa m ente, buscando controlar nossa atenção e ativação. Tudo está ligado. Nosso im pulso por controle, por exem plo, afeta drasticam ente

com o ativam os nosso im pulso por m udança (o prim eiro im pulso de desenvolvim ento e assunto do próxim o capítulo). É difícil realizar m udanças em nossa vida, pois não querem os sentir que perdem os o controle. Com isso em m ente, é im portante saber que o nível com que aprendem os a dom inar nossos im pulsos básicos afeta nossa habilidade de ativar os im pulsos de desenvolvim ento. Então, releia os capítulos anteriores, faça anotações e com ece a agir.

Os cinco im pulsos de desenvolvim ento, que cham arei de “im pulsos-d”, a partir daqui, são: desafio, m udança, expressão criativa, contribuição e consciência. Há algum as coisas que você deve saber sobre esses im pulsos que os tornam distintos e m ais desafiadores do que os im pulsos básicos.

Em prim eiro lugar, enquanto os im pulsos básicos deixam você m ais seguro e estável, os im pulsos-d agem para lhe dar um chacoalhão, para que você se sinta m ais satisfeito. Os im pulsos-d são m ais difíceis e desconfortáveis de ativar de m odo constante. Por causa disso, existe muito mais resistência para ativá-los. É relativam ente fácil convencer as pessoas a quererem m ais cuidados e conexão na vida, por exem plo, m as m uito m ais com plicado convencê-las a criar m udanças e assum ir desafios. As pessoas j á têm a sensação de que estão se esforçando dem ais sob a pressão da m udança e do desafio, então, por que desej ariam ter m ais disso? É o que você descobrirá nos próxim os capítulos, um prenúncio de com o nosso trabalho se tornará difícil daqui para a frente.

Em segundo lugar, os im pulsos-d são m ais orientados ao futuro do que os im pulsos básicos, m uitos dos quais autom ática ou inconscientem ente procuram ser ativados diariam ente. É fácil e quase autom ático controlarm os nossos pensam entos no m om ento, aprenderm os algo novo, viverm os com congruência, cuidarm os de alguém em necessidade e conectarm o-nos com alguém ao nosso redor. Mas, para m udarm os nossa vida com esses im pulsos-d, tem os que planejar. Por exem plo, quando pensam os nas contribuições que querem os realizar na vida, tem os que pensar m uito bem sobre a vida e o legado no futuro. É preciso ter m uita visão, tam bém , para decidir o que m udar e quais desafios assum ir no próxim o m ês ou no próxim o ano. No entanto, esse trabalho é o que torna os im pulsos-d tão envolventes e interessantes — olhar para o futuro e sonhar grande cria entusiasm o, um dos elem entos principais de um a Vida Intensa.

Por fim , os im pulsos-d exigem coragem . A m udança não vai criar grandes alterações no nível de satisfação. Sim plesm ente não vai. Para ativar esses im pulsos-d de m odo ativo, você terá que exigir m ais de si m esm o e assum ir atitudes m ais coraj osas do que antes. Terá que enfrentar o m edo do fracasso,

esquecer preocupações pequenas a respeito de rej eição e até transcender sua consciência para se ligar a algo m aior do que você. Será um trabalho im portante em sua vida. E valerá a pena.

A mudança aciona esses im pulsos m ais satisfatórios e voltados ao futuro. Os seres hum anos têm um desej o insaciável por novidade e variedade, e, para alcançá-los, precisam os, geralm ente, m udar a nós m esm os e o m undo. Todo m undo acredita que a gram a é m ais verde do outro lado da cerca, e o que procuram os fazer para pular para o outro lado é incrível. Mas buscar a m udança sim plesm ente por m udar é tão perigoso quanto em ocionante. Quando dom inam os nosso desej o por m udança de m odo inteligente e estratégico, entretanto, obtem os todos os benefícios de um a vida nova e com m ais qualidade. Por outro lado, se sem pre estiverm os tentando ativar o m ecanism o de liberação da m ente, de m odo que ele nos ofereça gotinhas do horm ônio dopam ina — aquele relacionado ao novo —, rapidam ente nos cansarem os ou nos viciarem os na m udança sem sentido. Se m uitas m udanças ocorrerem , enlouquecem os; se pouca m udança acontecer, nos entediam os. Aprender a ter equilíbrio e entender por que tantos de nós tem em os a m udança são os assuntos do capítulo 8.

O im pulso m ais forte para m elhorarm os a vida — e que acredito ser o segredo m ais im portante de um a Vida Intensa — é o desafio. É por isso que nos envolvem os m ais em épocas de desafios. Independentem ente de o desafio ser im posto por nós m esm os ou pelo m undo, ele nos força a dar total atenção, intensificar os pontos fortes, ultrapassar lim ites, aprender e crescer. Quando estam os envolvidos em um desafio, perdem os nossa noção de tem po e, até certo ponto, de quem som os. É por isso que você se senta para j ogar video game, pintar um quadro, escrever um livro ou brincar num touro m ecânico e, de repente, quando olha para o relógio, vê que horas e horas se passaram . O desafio é realm ente o grande unificador de todos os im pulsos, pois ele dá à nossa vida um a m udança que devem os controlar, envolver em com petência e, norm alm ente, gerenciar de m odo social (ativando os cuidados e a conexão). O desafio, quer dizer, o problem a do desafio é que ele assusta, então a m aioria das pessoas o evita, preferindo trabalhar por obj etivos m ais “práticos”. Você verá a diferença entre obj etivos e desafios — e vai cair na real — no capítulo 9.

A expressão criativa é o grande im pulsionador e am plificador da satisfação na vida. Quando estam os nos expressando de m odo firm e, nos sentim os vivos e cheios de energia. Mas, se nossa criatividade for retirada de nós, lentam ente com eçam os a ter a im pressão de que som os apenas m ais um a peça na roda de um m undo sem vida e im pessoal. Esse im pulso é o que faz com que você queira desenhar, tocar um instrum ento, dançar, escrever, cantar, planej ar, debater, vestir-se bem , inventar, construir e contar histórias. É por isso que você passa

horas experim entando roupas novas, procurando a frase certa para expor no Twitter e andando sem parar dentro de um a loj a de departam entos. A expressão criativa é o m oldador m ais im portante do “eu” e perm ite a definição e diferenciação de quem som os dentro de nossa m ente e no contexto de nosso m undo social. Infelizm ente, a m aioria das pessoas não se considera criativa e não percebe com o a criatividade é essencial para o sucesso na força de trabalho m oderna de hoj e e na econom ia global. Esperam os que você não reprove no “Questionário de Expressão Criativa” do capítulo 10.

O que dam os ao m undo é com o m edim os nosso lugar no m undo e, se j á fom os im portantes, o im pulso por contribuição é um desej o essencial para entender e ativar. Se você sente que está contribuindo com o m undo de m odo autêntico e significativo, sente a satisfação do orgulho e da realização. Sente que tem im portância e que deixou sua m arca. Mas qual será sua contribuição real? E a contribuição tem que ser um tipo de presente financeiro ou um grande legado? Que tipos de contribuições fazem com que nos sintam os m ais vivos? A resposta do capítulo 11 pode surpreender.

O im pulso m ais difícil de encarar é o da consciência. Em nossa essência e nas m aiores am bições, desej am os nos transcender e nos ligar a algo m aior. Querem os um a sensação m ais profunda de conhecim ento da realidade e dos relacionam entos com os outros, com o universo, talvez com Deus. Esse im pulso nos torna buscadores de sentido, autopercepção, espiritualidade e conexão com a unidade. Ele tam bém nos deixa estranhos, pois querem os buscar sentido em obj etos inanim ados ou iniciam os guerras para defender algo que nunca vim os ou que nunca conseguim os explicar bem . Com o alcançar esse im pulso que nos torna hum anos de um m odo tão único? Quais níveis de transcendência existem para nós? Podem os alcançá-los sem ter que usar roupas de m onge? Precisam os ficar sentados em posição de lótus para conhecer esse im pulso? Verem os, no capítulo 12.

Os im pulsos de desenvolvim ento são superiores aos prim eiros, m as todos são im portantes. Você consegue im aginar-se não ativando um desses im pulsos em sua vida? Se tirar qualquer um deles, a felicidade desaparece. Com preender e dom inar os dez im pulsos hum anos parece assustador, m as a boa notícia é que encarar os desafios assustadores é um a das m aneiras certeiras de voltar a se sentir vivo.

Capítulo 8

O IMPULSO POR MUDANÇA Quando você para de mudar, você para.

— BRUCE BARTON “Não consigo m udar, e isso está destruindo a m inha vida.”

O hom em sentado ao m eu lado no aeroporto ganha a vida dizendo a em presas com o m udar com pletam ente suas infraestruturas de tecnologia. Aparentem ente, ele entra em em presas m ultinacionais com um a pequena equipe e faz com que os dezenas de m ilhares de funcionários adotem softwares e sistem as m ais novos e m ais com plexos. É um pouco difícil de entender, m as eu m e sinto à vontade, um a vez que essa situação é m uito com um em m inha vida: conheço alguém novo, faço algum as perguntas sobre sua vida e, m inutos depois, ele está m e contando, com abertura surpreendente, o que faz, o que o deixa feliz e o que o im pede de ter a vida de seus sonhos.

A princípio, acho que esse cara tem tudo em ordem . Mas, então, pergunto: “Há áreas em sua vida com as quais você anda infeliz e que o estej am im pedindo de ter a vida que quer?”.

Ele dá de om bros e, então, com um nível surpreendente de indiferença, diz: “Consigo fazer com que 10 m il funcionários m udem totalm ente o m odo com o trabalham por m eio de tecnologias m ais novas e m ais com plexas. Mas não consigo m udar nem m esm o a m inha dieta. Continuo acum ulando gordura e m e prendendo aos hábitos ruins de sem pre, m inha esposa se torna m ais infeliz a cada dia e, francam ente, se eu não m udar tudo, sei que vou acabar entediado, sozinho e arrasado. É isso, cara”. Ele olha para m im e eu vej o o fracasso em seus olhos. “Sou um cara esperto”, ele diz. “Já tentei criar um plano e m e m anter focado nele, m as nunca funciona. Sinceram ente, não tenho ideia de com o m udar m inha vida para valer. Para m im , m udar é um inferno.”

Não é que ele não entenda o processo de realizar a m udança. Provavelm ente entende — afinal, é assim que faz as pessoas adotarem um novo sistem a. Mas quando estam os fora do trabalho e não estam os sendo pagos para adotar novos sistem as e m udanças, a situação m uda totalm ente. Não é preciso m uito tem po para perceber que o problem a desse hom em não é apenas a congruência; é um a falta de com preensão de seu im pulso por m udança.

Não sou bonzinho, nem m esm o com desconhecidos. Eu peço às pessoas que em punhem a espada na vida e deem o grito de guerra para desafiá-las a viver um a vida boa, forte e com prom etida. O que esse hom em está m e dizendo m e faz ter vontade de provocá-lo.

“Então, você está gordo. Sua vida é chata. Sua esposa está m uito brava.” Sorrio quando ele dá risada; e, então, bato o m artelo: “E ainda está m e dizendo que é um cara esperto? Com o pode dizer isso?”.

Faço um a pausa ao dizer esta últim a parte e olho diretam ente para ele por um instante m ais longo e desconfortável do que o necessário, de propósito. Quero ver o m ecanism o dele de luta ou fuga.

Ele balança a cabeça e não sabe o que responder. “Bem , é... Nossa, cara... é que...”

Eu sorrio para que ele se sinta aliviado, m as m e inclino para a frente, com o se fosse revelar um segredo.

“Olha, sou só um cara qualquer que você encontrou em um aeroporto, e acho que o que estou prestes a dizer pode não ser m uito bom . Mas aposto que o que direi agora m e torna apenas um porta-voz de sua voz interna. E aqui vai, cara: Você não está sendo esperto. Se estivesse, focaria em sua saúde, vida e esposa da m esm a m aneira com que se concentra em dom inar seu trabalho. Se realm ente estivesse dando atenção e investindo sua disposição nessas m udanças que quer fazer, você alcançaria o que quer. Posso dizer que você é um a pessoa de alto desem penho e m uito boa no que faz. Existe um cara m uito m ais coraj oso dentro de você do que o que está do m eu lado agora.”

Eu não teria dito isso a ele se não achasse que estava certo e se não fosse verdade. Não considero a m udança e o destino coisas que acontecem por acaso, e foi o destino que nos aproxim ou agora.

Ele reage com o eu esperava. Aj eita a postura e balança a cabeça concordando.

“Você está certo. Você está certo.”

“Eu sei. Então, vam os ser espertos j untos por um instante. Esses grandes program as de m udança que você diz im plem entar para fazer as pessoas adotarem seus sistem as. Eles são grandes?”

“Nossa, são enorm es. Mudanças com pletas.”

“Entendi. E com o essas m udanças são estudadas e planej adas?”

“Elas são totalm ente pesquisadas e planej adas. Planej am os tudo. Tem os m ais planos de trabalho, planilhas e slides de PowerPoint do que você pode im aginar. Nossos recursos são im ensos. Até escrevem os e-m ails para executivos para enviá-los a seus funcionários durante o processo.”

“Entendi. E quanto tem po essa m udança costum a dem orar para acontecer? Você a realiza em um ou dois m eses?”

“Não, não. São necessários cerca de oito a dez m eses para fazer tudo acontecer. E esse tem po é pouco. Antes, nós dem orávam os 18 m eses.”

Olho para ele com a m inha m elhor cara de “bobalhão”. Ele entende.

“Cara, j á sei o que está dizendo. Mudança com pleta. Totalm ente planej ada. Esforço. Preciso abordar a m inha vida pessoal de um m odo diferente. É isso o que você está dizendo.”

“Isso. Assim com o faz no trabalho, onde m uda tudo, você precisa m udar tudo para realizar a m udança radical em sua saúde. Esqueça essa história que você vê na im prensa sobre pequenas m udanças. Com er alguns salgadinhos a m enos não fará com que você fique em form a e cheio de energia. Você é m ais esperto, m ais forte e m ais dedicado do que tem m ostrado ao m undo, com sua saúde e provavelm ente com todos que fazem parte de sua vida. Você tem m ais força do que pensa.”

Vej o decisão em seus olhos. Não estou apenas anim ando esse cara para tornar a m inha escala no aeroporto m ais legal. Eu sei que esse hom em , com o a m aioria de nós, não vai fazer nada a m enos que sinta a faísca dentro de si para realizar m udanças reais.

“Droga. Não sei o que tenho feito.”

Dou um tapinha em seu om bro e balanço a cabeça, aprovando, com intensidade no olhar.

“Não im porta. Você sabe o que fazer. Vá para casa e coloque a sua saúde nos trilhos. Vá para casa e transform e o m undo de sua esposa. Vá para casa, m ude por ela e anim e-a. Mude e sej a o hom em que pode ser.”

Todos sabem os que precisam os m udar em algum as áreas de nossa vida. Mas tantos de nós nos envolvem os no fluxo forte de m udança contínua, que acontece sem que planej em os, que raram ente querem os lidar com m ais m udanças. Nosso im pulso interno, no entanto, exige que m udem os.

O im pulso por m udança surge não apenas de nosso cham ado biológico para crescer e aprender, m as tam bém de nosso desej o contínuo e consciente por novidade e anim ação. As células de nosso corpo exigem que m udem os e nosso cérebro exige que aprendam os e nos m antenham os com prom etidos e felizes. Diferente dos cinco im pulsos básicos — controle, com petência, congruência, cuidado e conexão, que surgem m ais de nossa necessidade biológica por estabilidade, autoconhecim ento e am or —, o im pulso por m udança é de um a ordem consciente superior às outras e exige m ais poder de processam ento na região frontal do cérebro e m ais visão positiva de nossa m ente. Por isso é tão difícil. Mas tam bém é por isso que ele nos aj uda tanto a agirm os com coragem e determ inação voltadas para o futuro e é o prim eiro dos im pulsos de desenvolvim ento.

Em nível coletivo, pareceria que j á dom inam os o im pulso hum ano pela m udança. O im pulso em nossa sociedade parece ter se expandido com o o universo, a um a velocidade rápida e por ordens de m agnitude que poucos conseguem com preender. De um j eito ou de outro, nós nos transform am os em viciados por m udança. A vontade de m udar, de crescer e nos expandir tem nos levado a m uitas de nossas m aiores conquistas: arte, arquitetura, agricultura. Tam bém tem nos levado a nos desenvolver em excesso, dar início a guerras em territórios que não nos pertencem e a procurar dom inar e consum ir tudo em nosso cam inho. A m udança não é necessariam ente um progresso, m as ninguém pode duvidar de que nossa cultura está m udando à velocidade da luz.

Porém , individualm ente, consideram os a m udança algo difícil. Isso é estranho, um a vez que a m udança tem sido nossa com panhia constante e am iga em

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