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PORTIMÃO / « - cm-portimao.pt» diri

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diri

---- Aos dezasseis dias do mês de Janeiro do ano de dois mil e doze, reuniu a Assembleia Municipal de Portimão, no Salão Nobre do Município de Portimão, sito na Praça Primeiro de Maio da Freguesia e Município de Portimão presidida pelo Presidente da Assembleia Municipal, FRANCISCO ANTÓNIO CORREIA FLORÊNCIO, Secretariado por Carlos Alberto G.

Gonçalves Café e VANESSA SUZANA DA PALMA LOPES, respectivamente como Primeiro Secretário e Segunda Secretária. --- ---- Quando eram vinte e uma horas e quarenta minutos, o Presidente do Órgão Deliberativo, FRANCISCO ANTÓNIO CORREIA FLORÊNCIO, declarou aberta a «SESSÃO», com o registo das presenças/«VINTE E QUATRO»/ausências

«NENHUMA», conforme listagem anexa:--- NOMES DOS MEMBROS DA

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PORTIMÃO

FORÇA POLITICA

FRANCISCO ANTÓNIO CORREIA FLORÊNCIO PARTIDO SOCIALISTA

JOÃO CARLOS BRANCO VIEIRA PARTIDO SOCIALISTA

JOSÉ CARLOS DINIZ CASIMIRO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

GISELA MARIA CRISTÓVÃO MARTINS DE LIMA PARTIDO SOCIALISTA

IVO DOS SANTOS PEREIRA CAMPOS PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

JOAQUIM JORGE CASTELÃO RODRIGUES PARTIDO SOCIALISTA

MARIA LUISA VIEIRA PENISGA GONZALEZ BLOCO ESQUERDA

MARIA DA LUZ CABEÇA GARRANCHO SANTANA NUNES PARTIDO SOCIALISTA

MARIA ISABEL AMARO JÚLIO BASTOS ALEIXO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

JOSÉ MANUEL FIGUEIREDO SANTOS PARTIDO SOCIALISTA

DOMINGOS MANUEL GUERREIRO MARTINS COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA

VANESSA SUZANA DA PALMA LOPES PARTIDO SOCIALISTA

JOSÉ PEDRO DA SILVA CAÇORINO CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL/-PARTIDO POPULAR

JORGE ARTUR GUIMARÃES BRITO DOS SANTOS PARTIDO SOCIALISTA

LUIS MIGUEL DA COSTA E CUNHA MARTINS PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

HELDER RENATO RODRIGUES PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

CARLOS ALBERTO GARRINHO GONÇALVES CAFÉ PARTIDO SOCIALISTA

(2)

______________________________________________________________________________________________________Página 48

PEDRO MIGUEL SOUSA DA MOTA BLOCO ESQUERDA

LUIS ANTÓNIO ROSÁRIO VERÍSSIMO PARTIDO SOCIALISTA

JOSÉ LUIS MATEUS BARBUDO PARTIDO SOCIALISTA

ALBERTINA GRACIOSA M.BACELAR ALVES PARTIDO SOCIALISTA

ARTUR HUMBERTO DIOGO SANTANA PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE ALVOR PARTIDO SOCIALISTA

VENTURA CERRO MARTINS -PRESIDENTE Jª FREGUESIA MEXILHOEIRA GRANDE PARTIDO SOCIALISTA

ANA MARIA FIGUEIREDO SANTOS -PRESIDENTE.Jª FREGUESIA PORTIMÃO PARTIDO SOCIALISTA

PEDIDOS DE SUBSTITUIÇÃO:

«De acordo com o artigo 6º / 7º do Regimento AMP e Artº 78º/ 79º Lei 169/99 de 18/09 c/ alterações Lei 5/A/2002 de 11/01»

FORÇA POLÍTICA

NOME MEMBROS

PERÍODO SUBSTITUIÇÃO

DATA INICIO/FIM

NOME SUBSTITUTO PS LUIS FILIPE PEREIRA DANTAS 6 Dias 11/01 a 17/01/2012 JOSÉ LUIS MATEUS BARBUDO

PS SHEILLA GASSIMN TOMÉ 2 Dias 16/01 a 17/01/2012 ALBERTINA G.M.L.ALVES

PPD/PSD CARLOS ALBERTO DA CONCEIÇÃO BICHEIRO 2 Dias 16/01/a 17/01/2012 HELDER RENATO RODRIGUES

---- --- ---- ---

--- Por parte da CÂMARAMUNICIPALDEPORTIMÃO estiveram presentes os

seguintes elementos: ---

NOMES CARGO/FORÇA POLÍTICA

LUIS MANUEL DE CARVALHO CARITO VICE PRESIDENTE PARTIDO SOCIALISTA

ISABEL CRISTINA ANDREZ GUERREIRO BICA VEREADORA -PARTIDO SOCIALISTA

JOSÉ FRANCISCO SOBRAL LUIS VEREADOR -PARTIDO SOCIALISTA

JORGE MANUEL DE CAMPOS INÁCIO VEREADOR -PARTIDO SOCIALISTA

JOSÉ DA CONCEIÇÃO DIAS DOS SANTOS VEREADOR -PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

---- Por parte da CÂMARA MUNICIPAL DE PORTIMÃO faltou o seguinte elemento: ---

NOMES CARGO/FORÇA POLÍTICA

MANUEL ANTÓNIO DA LUZ PRESIDENTE _PARTIDO SOCIALISTA

OLGA BRITO MARIA SOCIAL VEREADORA PARTIDO DEMOCRATA

---- De seguida fez a leitura do Edital da presente Sessão, conforme texto anexo: --- ---- 1 - PERÍODO DE INTERVENÇÃO DOS CIDADÃOS. --- ---- --- ---- 2 - PERÍODO DA ORDEM DO DIA

1

-

PERÍODO DE INTERVENÇÃO DOS CIDADÃOS

.

---

2

-

PERÍODO DA ORDEM DO DIA: --- a) DISCUSSÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE REVISÃO DE ESTATUTOS DA PORTIMÃO URBIS SGRU-EM.S.A --- b) DISCUSSÃO E VOTAÇÃO DO PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO PARA AQUISIÇÃO PELA PORTIMÃO

URBIS SGRU-E.M-S.A DAS PARTICIPAÇÕES SOCIAIS PRIVADAS, BEM COMO O DESENVOLVIMENTO DO PROJECTO DE FUSÃO ENTRE AS EMPRESAS EXPOARADE ESTRUTURA S.A E A PORTIMÃO URBIS SGRU-E.M-S.A---

(3)

---

c) DISCUSSÃO E VOTAÇÃO DO ROJECTO DA ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA DE PORTIMÃO. ---

Retirado da Ordem de Trabalhos

d) DISCUSSÃO E VOTAÇÃO I ALTERAÇÃO ORÇAMENTAL DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PORTIMÃO, DO ANO DE 2012. --- -

---- Passou-se então ao ponto «UM» da Ordem de Trabalhos: --- ---- --- ---- PERÍODO DE INTERVENÇÃO DOS CIDADÃOS. --- ---- Nesta Sessão, não foram recebidas na Mesa da Assembleia Municipal de Portimão, qualquer inscrição: --- ---- Nesse sentido, passou-se de imediato ao ponto dois a) do Período da Ordem do Dia- DISCUSSÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE REVISÃO DE ESTATUTOS DA PORTIMÃO URBIS SGRU-EM.S.A ---

--- Os membros Municipais presentes tinham na sua posse, a

documentação enviada nos prazos regimentais, relativamente quer aos estatutos atuais quer a Proposta de Revisão de Estatutos da Portimão Urbis, SGRU, EM.SA, aprovada em Conselho de Administração e Assembleia Geral da Sociedade ---

ESTATUTOS EM VIGOR DA EMPRESA MUNICIPAL

«PORTIMÃOURBISSGRU-SOCIEDADEDEGESTÃOEREABILITAÇÃOURBANA,E.M.SA»

CAPÍTULO I

DENOMINAÇÃO, NATUREZA, SEDE, OBJECTO E CAPITAL Artigo 1.º

Denominação, natureza e duração

---- 1- PORTIMÃO URBIS SGRU - Sociedade de Gestão e Reabilitação Urbana, E. M., SA abreviadamente designada por PORTIMÃO URBIS, é uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos de âmbito municipal, que goza de personalidade jurídica e é dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial e independência orçamental.--- ---- 2-A duração da PORTIMÃO URBIS é por tempo indeterminado.---

Artigo 2.º Direito aplicável

A PORTIMÃO URBIS rege-se pelos presentes Estatutos, pelo Regime Jurídico do Sector Empresarial Local, pelo Código das Sociedades Comerciais, pelo Regime Jurídico da Reabilitação Urbana e pela demais legislação aplicável.

Artigo 3.º Sede

1. A PORTIMÃO URBIS tem a sede no Parque de Feiras e Exposições de Portimão.

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______________________________________________________________________________________________________Página 50

2. Por deliberação do Assembleia-Geral, a PORTIMÃO URBIS poderá deslocar a sua sede para outro local dentro do concelho de Portimão, bem como proceder à criação e extinção de sucursais, delegações, agências, gabinetes ou qualquer outra forma de representação.

Artigo 4.º

Objecto, domínios de intervenção e competências

1. A PORTIMÃO URBIS é uma empresa municipal encarregada da gestão de serviços de interesse geral e promoção do desenvolvimento local e regional nos termos definidos nos artigos 18.º e 21.º da Lei n.º 53 –F/2006, e tem por objecto propor, acompanhar e executar as políticas de desenvolvimento territorial do Município, promovendo o crescimento económico local e regional e o reforço da coesão económica e social local e regional, nos domínios:

a) Da gestão urbana, promovendo a regeneração urbana e rural, desenvolvendo uma política de solos eficiente, justa e equitativa, desenvolvendo programas de gestão urbana avançada e de regulação do mercado imobiliário, executando processos perequativos de benefícios e encargos no município de Portimão, promovendo projectos de desenvolvimento dos sistemas de mobilidade urbana e do tecido empresarial e a valorização do património municipal;

b) Da reabilitação urbana, constituindo-se como entidade gestora das operações de reabilitação urbana no município de Portimão;

c) Do desenvolvimento turístico promovendo o reforço da oferta de infra-estruturas turísticas, executando projectos e acções de promoção, informação e dinamização turísticas e de animação turística;

d) Do desenvolvimento dos Mercados e Feiras tradicionais promovendo a modernização de infra-estruturas e a dinamização de feiras e mercados tradicionais;

e) Da gestão e do apoio à operação de equipamentos e infra-estruturas municipais, promovendo a redução de custos de manutenção e operação através da exploração de sinergias a nível de recursos humanos e materiais afectos a essas actividades.

2. Para a prossecução do seu objecto, incumbe, designadamente, à PORTIMÃO URBIS:

a) Gerir as participações sociais nas empresas filiais;

b) Auxiliar a Câmara Municipal nas funções de preparação e execução do Plano Director Municipal;

c) Elaborar Masterplans para a orientação da revisão do Plano Director Municipal e sua execução;

d) Instituir um Observatório Municipal de Preços Fundiários e Imobiliários;

e) Criar um Inventário Imobiliário;

f) Constituir uma Bolsa Fundiária e Fundos de Investimento Imobiliários;

g) Desenvolver estudos e sistemas de gestão que visem a criação de sistema de tributação eficientes e equitativos ao nível dos impostos sobre o património imobiliário e das taxas municipais;

h) Desenvolver uma política de solos eficiente e equitativa;

i) Desenvolver modelos de subsidiação selectiva em benefício dos cidadãos mais desfavorecidos de utilidades de interesse geral;

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j) Definir modelos de informação e legitimação dos investimentos e acções fundiárias de forma a que os cidadãos do concelho sejam informados das acções realizadas e do produto da aplicação dos tributos suportados;

k) Administrar sistemas de Perequação Fundiária através da socialização de mais-valias fundiárias resultantes de opções urbanístico;

l) Contribuir activamente para o aumento do valor da oferta de transportes públicos e para a optimização da circulação viária e do parqueamento;

m) Realizar estudos e projectos no âmbito da mobilidade, dos transportes públicos rodoviários e do estacionamento;

n) Gerir o sistema de transportes públicos urbanos e interurbanos no Município de Portimão;

o) Gerir o sistema de estacionamento em estrutura subterrânea, em silo ou em superfície;

p) Apoiar o processo de racionalização da gestão do património imobiliário municipal;

q) Promover áreas de acolhimento empresarial e captar investimentos privados;

r) Implementar procedimentos que eliminem prazos e custos desnecessários aos investidores;

s) Promover a criação de clusters de desenvolvimento económico do município através da realização de estudos e projectos, da captação de investimento e de aquisições de comparticipações financeiras;

t) Ordenar e fiscalizar a actividade publicitária no município de Portimão;

u) Apoiar a qualificação da oferta turística e o desenvolvimento do porto de cruzeiros;

v) Dinamizar iniciativas que promovam o desenvolvimento empresarial e melhorem a oferta de serviços de apoio devidamente orientados para as necessidades do tecido empresarial local e para a captação de novos projectos empresariais para ao Município;

w) Gerir as operações de reabilitação urbana, nos termos Decreto-Lei 104/2004, de 7 de Maio, e dos artigos 36.º e seguintes do Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de Outubro, e desenvolver um programa de apoio à reabilitação privada, no âmbito de uma acção geral de informação/formação tendo em vista a promoção e o apoio às acções privadas de reabilitação urbana;

x) Exercer todas as competências delegadas pelo Município para efeitos de reabilitação urbana e proceder a operações de realojamento, seleccionar investidores para operações de reabilitação urbana;

y) Propor e executar políticas de centralização dos fundos públicos de apoio à reabilitação e regeneração urbana e rural;

z) Desenvolver um programa de apoio à reabilitação privada, no âmbito de uma acção geral de informação/formação tendo em vista a promoção e o apoio às acções privadas de reabilitação urbana;

aa) Desenvolver soluções de infra-estruturação e de prestação de serviços de interesse geral nas áreas de gestão urbana especial e nas áreas de reabilitação urbana;

bb) Adquirir e alienar imóveis, nomeadamente no âmbito do programa geral de reabilitação urbana e de gestão de solos;

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cc) Contribuir para a estruturação de percursos integrados de inserção social de agregados familiares económica e socialmente desfavorecidos através da proposta ao Município de políticas e projectos de habitação e de integração social e o seu subsequente desenvolvimento;

dd) Propor aos organismos competentes os regimes fiscais e parafiscais especiais, assim como a elaboração de planos e regulamentos;

ee) Exercer todas as competências delegadas pelo Município para efeitos de regeneração urbana e implementação de política de solos;

ff) Desenvolver, implementar, construir, gerir e explorar infra-estruturas turísticas, desportivas, culturais e de lazer;

gg) Gerir, explorar e rentabilizar o Portimão Arena e o Parque de Feiras e Exposições de Portimão;

hh) Organizar, promover e realizar de feiras, exposições, certames e outros eventos, gerir a animação, promoção, informação, recursos e produtos na área do turismo e patrocinar eventos com impactos positivos no Município e na região;

ii) Dinamizar e promover feiras e mercados tradicionais, gerir os mercados municipais e modernizar as infra-estruturas vocacionadas para esta finalidade;

jj) Desenvolver os processos de licenciamento e fiscalização da venda ambulante em conformidade com o respectivo regulamento municipal e as competência delegadas pelo Município;

kk) Proceder à locação de equipamento diverso;

ll) Prestar serviços diversos, incluindo restauração e catering e o apoio técnico á organização de eventos e à operação e manutenção de infra-estruturas municipais;

mm) Adquirir, alienar, arrendar, tomar de arrendamento, onerar e administrar móveis e imóveis, com vista à prossecução do seu objecto e celebrar quaisquer contratos que tenham como objecto a cessão do gozo destes bens, seja qual for a natureza dos mesmos, designadamente contratos de locação e concessão de exploração;

nn) Desenvolver acções tendo em vista a recepção dos futuros serviços descentralizados da Administração Central e potenciar as vantagens decorrentes de um eventual movimento de regionalização administrativa;

oo) Desenvolver métodos de contabilidade analítica que permitam identificar as ineficiências existentes na gestão de infra-estruturas de forma a atenuar os seus custos;

pp) Praticar uma política de comunicação adequada às exigências colocadas pelo cumprimento do dever de informar;

qq) Celebrar contratos de empreitada, de fornecimento e de prestação de serviços;

rr) Promover e/ou participar na concepção, construção, exploração e gestão das infra- estruturas, nas estruturas e equipamentos de apoio às actividades que integram o seu objecto social;

ss) Participar na constituição ou adquirir participações em associações, federações, cooperativas, fundações, sociedades comerciais ou outras pessoas colectivas e participar noutro tipo de parcerias adequadas ao desenvolvimento dos seus fins;

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tt) Desenvolver as acções que visem assegurar, de forma regular, contínua e eficiente, o seu objecto social.

3. As obras e os trabalhos promovidos pela PORTIMÃO URBIS, que podem ser executadas no regime de administração directa ou de empreitada, não carecem de licenciamento municipal, desde que as mesmas resultem do exercício das suas atribuições específicas e o projecto respectivo seja submetido a parecer da Câmara Municipal de Portimão.

4. O objecto social da PORTIMÃO URBIS pode ser prosseguido directamente ou através de empresas participadas.

5. Para efeitos do disposto nos números anteriores, a PORTIMÃO URBIS fica investida de poderes de autoridade nas áreas sobre sua gestão específica.

6. Para efeitos de reabilitação urbana, e conforme o disposto no n.º 3 do artigo 79.º do Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de Outubro, consideram-se equiparadas às áreas de reabilitação urbana as zonas de intervenção da PORTIMÃO RENOVADA, SRU, EM, delimitadas nos termos do Decreto-Lei n.º 104/2004, de 7 de Maio, em anexo aos presentes Estatutos.

CAPÍTULO II ÓRGÃOS SOCIAIS

Artigo 5.º Órgãos Sociais 1. São órgãos da PORTIMÃO URBIS:

a) A Assembleia-Geral;

b) O Conselho de Administração;

c) O Fiscal Único.

2. Compete à Assembleia-Geral nomear e exonerar os membros do Conselho de Administração e designar o Fiscal Único.

3. O mandato dos titulares dos órgãos sociais será coincidente com o dos titulares dos órgãos autárquicos, sem prejuízo dos actos de exoneração e da continuação de funções até à sua efectiva substituição.

Artigo 6.º (Substituição)

1. Os membros dos órgãos da PORTIMÃO URBIS, cujo mandato terminar antes de decorrido o período para o qual foram designados, por morte, impossibilidade, renúncia, destituição ou perda de direitos ou de funções indispensáveis à representação que exercem, serão substituídos.

2. Em caso de impossibilidade temporária, física ou legal, para o exercício das respectivas funções, os membros impedidos podem ser substituídos enquanto durar o impedimento.

3. Tanto nos casos de substituição definitiva como nos de substituição temporária, o substituto é designado pela mesma forma por que tiver sido designado o substituído, sem prejuízo do disposto no número seguinte, e cessa funções no termo do período para que este tiver sido nomeado, salvo se, no caso de substituição temporária, o substituído regressar antes daquele termo ao exercício de funções.

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4. Nas suas faltas e impedimentos, o Presidente será substituído pelo membro do Conselho de Administração por si designado ou na falta de designação, pelo membro do Conselho de Administração com mais idade.

SECÇÃO I Assembleia-Geral

Artigo 7.º Assembleia-Geral

1. A Assembleia-Geral é constituída por um representante do Município de Portimão.

2. O Município é representado pelo Presidente da Câmara Municipal ou por um Vereador por este designado para o efeito.

3. O Município tem direito a um número de votos correspondente à proporção da respectiva participação no capital.

4. A Assembleia-Geral reúne-se na sede da PORTIMÃO URBIS ou noutro local expressamente indicado para o efeito na convocatória.

5. A Assembleia-Geral reúne em sessões ordinárias e extraordinárias.

6. Em sessão ordinária a Assembleia-Geral reúne:

a) Até 15 de Outubro de cada ano, para apreciar e votar os Instrumentos de Gestão Previsional relativos ao ano seguinte;

b) Durante o mês de Março de cada ano, para apreciar e votar o Relatório do Conselho de Administração, as Contas do Exercício e a Proposta de Aplicação de Resultados, bem como o Parecer do Fiscal Único, referentes ao ano transacto.

7. A Assembleia-Geral reúne extraordinariamente sempre que for convocada, nos termos legais ou mediante requerimento do Conselho de Administração, do Fiscal Único ou de qualquer dos representantes dos detentores do capital.

8. As sessões da Assembleia-Geral são convocadas com uma antecedência mínima de dez dias seguidos, através de convocatória expedida para a sede dos membros, com a respectiva ordem de trabalhos, data, hora e local.

9. Quando requerida a convocação da Assembleia-Geral em sessão extraordinária a mesma deve ser convocada no prazo máximo de dez dias seguidos, contados a partir da data da recepção do requerimento.

10. A Assembleia-Geral só reunirá com a presença de todos os seus membros.

Artigo 8.º

Competências da Assembleia-Geral 1. Compete à Assembleia-Geral:

a) Eleger os titulares de Órgãos Sociais cuja designação não esteja estatutariamente atribuída a qualquer dos detentores do capital;

b) Apreciar e votar, até 15 de Novembro de cada ano, os Instrumentos de Gestão Previsional relativos ao ano seguinte, nomeadamente os Planos de Actividades Anuais e Plurianuais, o Orçamento Anual, incluindo estimativa das operações financeiras com o Município e o Estado;

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c) Apreciar e votar, até 31 de Março de cada ano, o Relatório de Gestão, as Contas do Exercício, a Proposta de Aplicação de Resultados e o Parecer do Fiscal Único, referentes ao ano transacto;

d) Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Empresa;

e) Deliberar sobre as propostas de alterações dos Estatutos e aumentos de capital;

f) Deliberar sobre as remunerações dos membros dos Órgãos Sociais, podendo para o efeito designar uma comissão de vencimentos;

g) Deliberar constituir sociedades dominadas ou participadas e adquirir, alienar ou onerar participações no capital de outras sociedades;

h) Autorizar a aquisição e alienação de imóveis ou a realização de investimentos de valor superior a 20 % do capital social;

i) Deliberar sobre qualquer assunto para que tenha sido convocada, podendo emitir os pareceres ou recomendações que considerar convenientes.

2. As deliberações serão tomadas por um número de votos que representem a maioria do capital.

Artigo 9.º

Mesa da Assembleia-Geral 1. A Assembleia-Geral é presidida pela Mesa.

2. A Mesa da Assembleia-Geral é composta por um Presidente, um Vice-presidente e um Secretário.

3. O Presidente é substituído, nas suas faltas e impedimentos, pelo Vice-presidente.

Artigo 10.º Funções da Mesa Compete à Mesa da Assembleia-Geral:

a) Convocar e dirigir os trabalhos das reuniões;

b) Organizar o processo eleitoral;

c) Conferir posse aos titulares dos cargos dos Órgãos Sociais.

SECÇÃO II

Conselho de Administração Artigo 11.º

(Conselho de Administração e Comissão Executiva)

1. A Administração da Empresa é exercida por um Conselho de Administração.

2. O Conselho de Administração pode ter um máximo de sete membros: um Presidente e os restantes Vogais, sendo o Presidente, o Presidente da Câmara Municipal, e os vogais, vereadores que aceitem, em reunião da Câmara Municipal, participar no Conselho da Administração da PORTIMÃO URBIS.

3. No caso de se verificarem alterações ao Decreto-Lei 169/99, de 18 de Setembro, nomeadamente no que respeita ao disposto no artigo 57.º (composição), a estrutura do Conselho de Administração da Sociedade será adaptada em conformidade por forma a manter o princípio da representatividade e proporcionalidade.

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4. No caso das aceitações para a participação no Conselho de Administração da PORTIMÃO URBIS decorrer um número par, deverá ser designado um vogal exterior ao elenco de vereação da Câmara Municipal de Portimão.

5. Compete à Assembleia-Geral a nomeação e exoneração dos membros do Conselho de Administração.

6. A Comissão Executiva é composta por três elementos designados pelo Conselho de Administração, por maioria simples.

Artigo 12.º (Mandato)

O mandato dos titulares do Conselho de Administração, bem como da Comissão Executiva, coincidirão com o dos titulares dos órgãos autárquicos, sem prejuízo dos actos de exoneração e da continuação de funções até à efectiva substituição.

Artigo 13.º

(Estatuto remuneratório)

1. Os membros do Conselho de Administração serão retribuídos de acordo com o estatuto remuneratório definido pela Assembleia Municipal de Portimão, com observância das normas legais aplicáveis.

2. As atribuições em causa respeitam as remunerações no caso de exercício de funções a tempo inteiro e a tempo parcial, e as senhas de presença nos restantes casos.

Artigo 14.º (Competências)

1. Compete ao Conselho de Administração, para além de outras competências resultantes da lei ou do presente estatuto:

a) Definir as linhas de orientação estratégica da empresa e os objectivos a atingir;

b) Apreciar e aprovar o relatório e as contas de exercício bem como a proposta de aplicação de resultados propostos pela Comissão Executiva e submetê-las à aprovação da Câmara Municipal e da Assembleia Geral;

c) Apreciar e aprovar os instrumentos de gestão previsional propostos pela Comissão Executiva e submetê-los à aprovação da Câmara Municipal e da Assembleia Geral;

d) Adquirir, alienar e onerar direitos ou bens móveis e imóveis;

e) Constituir mandatários com os poderes que julgue convenientes, incluindo os de substabelecer;

f) Constituir reservas nos termos dos presentes estatutos;

g) Propor à Câmara Municipal a aprovação de preços e taxas;

h) Participar na constituição, ou de qualquer outra forma, em associações, federações, cooperativas e fundações

i) Participar na constituição de sociedades comerciais ou adquirir ou alienar participações em quaisquer sociedades já constituídas ou outras pessoas colectivas, bem como associar-se por meio de agrupamentos complementares de empresas, consórcios ou quaisquer outras formas associativas;

j) Celebrar empréstimos de médio e longo prazo, mediante autorização a solicitar à Câmara Municipal;

(11)

k) Autorizar a execução de trabalhos e de obras, fixando os termos e condições a que devem obedecer;

l) Emitir parecer sobre os assuntos que a Câmara Municipal de Portimão entenda dever submeter-lhe e executar os estudos e projectos que por esta lhe sejam confiados;

m) Adquirir, transmitir ou constituir direitos relativos a bens, designadamente o direito de propriedade e o direito de superfície;

n) Fiscalizar a organização e actualização do cadastro dos bens da empresa;

o) Enviar à Assembleia Municipal os regulamentos da empresa;

p) Exercer os poderes que lhe forem delegados pela Câmara Municipal.

2. Compete à Comissão Executiva, para além de outras competências que lhe venham a ser delegadas pelo Conselho de Administração:

a) Gerir a Sociedade nos seus diversos domínios de acordo com as linhas e objectivos definidos pelo Conselho de Administração;

b) Acautelar os interesses gerais da Sociedade e propor ao Conselho de Administração as linhas estratégicas que deverão orientar as suas diferentes actividades;

c) Elaborar o relatório e as contas de exercício e submetê-las à aprovação do Conselho de Administração, bem como apresentar proposta de aplicação de resultados;

d) Elaborar os instrumentos de gestão previsional e submetê-los à aprovação do Conselho de Administração;

e) Administrar o património da Empresa;

f) Estabelecer a organização técnico-administrativa da empresa e as normas do seu funcionamento interno, designadamente em matéria de pessoal e da sua remuneração;

g) Estabelecer a organização dos serviços, incluindo a fixação das categorias do pessoal, bem como os regulamentos internos;

h) Contratar, louvar ou punir os trabalhadores, rescindir os respectivos contratos e exercer sobre eles a competente acção disciplinar;

i) Informar mensalmente o Conselho de Administração sobre a situação da sociedade e a evolução dos seus principais indicadores de gestão, no âmbito dos respectivos planos operacionais, referindo, nomeadamente, as actividades realizadas e os serviços prestados.

3. A Comissão Executiva poderá delegar em qualquer dos seus membros ou nos dirigentes da PORTIMÃO URBIS, as suas competências, definindo em acta os limites e as condições do seu exercício.

Artigo 15.º

(Competência do Presidente do Conselho de Administração) 1. Compete ao Presidente do Conselho de Administração da PORTIMÃO URBIS:

a) Coordenar a actividade do Conselho de Administração;

b) Convocar e presidir às reuniões;

c) Representar a empresa em juízo e fora dela, podendo delegar a representação noutro membro ou em pessoa especialmente habilitada para o efeito;

d) Velar pela correcta execução das deliberações do Conselho de Administração;

e) Exercer os poderes que o Conselho de Administração, ou outro órgão, lhe delegar;

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______________________________________________________________________________________________________Página 58

f) Desempenhar as demais funções estabelecidas na lei, nestes assuntos e regulamentos internos.

2. Nas suas faltas e impedimentos, o Presidente do Conselho de Administração será substituído pelo membro do Conselho de Administração por si designado, ou na falta de designação, pelo membro do Conselho de Administração mais idoso.

3. O Presidente ou quem o substitua terá o voto de qualidade.

4. O Presidente participa, por inerência, nas reuniões da Comissão Executiva Artigo 16.º

(Reuniões, deliberações e actas)

1. O Conselho de Administração fixará as datas das reuniões ordinárias, que terão uma periodicidade mensal, fixando, para o efeito, a data das reuniões, e reunirá extraordinariamente sempre que seja convocado pelo Presidente, por sua iniciativa, ou por requerimento da maioria dos seus membros.

2. As deliberações são tomadas por maioria relativa e só são válidas quando se encontre presente à reunião a maioria dos seus membros com direito a voto, sendo proibido o voto por correspondência ou procuração.

3. De cada uma das reuniões será lavrada acta, a assinar pelos membros presentes à reunião, e que conterá um resumo de tudo o que nela tiver ocorrido, indicando, designadamente, a data e o local da reunião, os membros presentes, os assuntos apreciados e as deliberações tomadas.

Artigo 17.º

(Responsabilidade civil e penal)

1. A PORTIMÃO URBIS responde civilmente perante terceiros pelos actos e omissões dos seus administradores, nos mesmos termos em que os comitentes respondem pelos actos e omissões dos comissários, de acordo com a lei geral.

2. Os titulares dos órgãos respondem civilmente perante estes pelos prejuízos causados pelo incumprimento dos seus deveres legais ou estatutários.

3. O disposto nos números anteriores não prejudica a responsabilidade penal dos titulares dos órgãos da empresa.

Artigo 18.º

(Forma de obrigar a Empresa) A PORTIMÃO URBIS obriga-se:

a) Pela assinatura conjunta de 2 membros da Comissão Executiva, sendo um deles o seu Presidente ou o membro que o substitui;

b) Pela assinatura de um administrador, no âmbito dos poderes nele delegados;

c) Pela assinatura de mandatário ou mandatários, no âmbito dos poderes que lhe tenham sido conferidos, ou de procuradores especialmente constituídos, dentro dos limites da respectiva procuração;

d) Para actos de mero expediente bastará porém a assinatura de um membro da Comissão Executiva no exercício da competência que lhe tiver sido delegada.

Artigo 19.º

(Delegação de Poderes no Conselho de Administração

(13)

Por delegação da Câmara Municipal de Portimão, o Conselho de Administração poderá praticar os seguintes poderes:

a) Acesso a fundos comunitários;

b) Celebrar contratos-programa com o Governo;

c) Proceder à fiscalização decorrente das correspondentes disposições legais aplicáveis bem como dos regulamentos municipais relacionados com os serviços a prestar;

d) Executar estudos e projectos mediante a realização de contrato-programa;

e) Instruir processos de contra-ordenação por violação dos respectivos regulamentos e aplicar as coimas previstas.

SECÇÃO III Fiscal Único Artigo 20.º Fiscal Único

1. Nos termos do disposto no artigo 28.º da Lei n.º 53-F/2006, de 29 de Dezembro, a fiscalização da PORTIMÃO URBIS compete a um Fiscal Único, que terá sempre um suplente, os quais devem ser Revisores Oficiais de Contas ou Sociedades de Revisores Oficiais de Contas.

2. O Fiscal Único será eleito pela Assembleia-Geral.

3. A PORTIMÃO URBIS poderá, em consonância com o Fiscal Único e sem prejuízo da competência deste, atribuir as Auditorias das Contas a uma entidade externa de reconhecido mérito, que coadjuvará aquele Órgão no exercício das suas funções de verificação e certificação das Contas.

Artigo 21.º (Competência) São competências do Fiscal único designadamente:

a) Fiscalizar a acção do Conselho de Administração;

b) Verificar a regularidade dos livros, registos contabilísticos e documentos que lhes servem de suporte;

c) Participar aos órgãos competentes as irregularidades, bem como os factos que considere reveladores de graves dificuldades na prossecução do objecto da empresa;

d) Proceder à verificação dos valores patrimoniais da empresa, ou por ela recebidos em garantia, depósito ou outro título;

e) Remeter semestralmente à Câmara Municipal de Portimão um relatório fundamentado sobre a situação económica e financeira da PORTIMÃO URBIS;

f) Pronunciar-se sobre qualquer assunto de interesse para a empresa, a solicitação do Conselho de Administração;

g) Emitir parecer sobre os instrumentos de gestão previsional, bem como sobre o relatório do Conselho de Administração e contas do exercício;

h) Emitir parecer sobre o valor das indemnizações compensatórias a receber pela empresa;

i) Emitir a certificação legal das contas.

Artigo 22.º

(14)

______________________________________________________________________________________________________Página 60

(Remuneração)

Ao Fiscal único será atribuída uma remuneração a fixar pela Assembleia Geral, nos termos das normas legais aplicáveis em matéria de honorários aos Revisores Oficiais de Contas.

CAPÍTULO III

CONSELHO CONSULTIVO Artigo 23.º

(Composição)

1. O Conselho Consultivo é o órgão consultivo da Sociedade, composto por um representante designado pelo Presidente da Câmara Municipal, por um representante de cada força política com assento na Assembleia Municipal e por três representantes das entidades ou organizações directamente relacionadas com as actividades desenvolvidas.

2. Os representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal são designados pelos respectivos grupos, ou únicos eleitos.

3. No caso de as entidades ou organizações directamente relacionadas com as actividades desenvolvidas pela Sociedade, serem em número superior ao antes fixado, caberá ao conjunto de cada tipo desses representantes proceder à designação dos representantes referidos no número um do presente artigo.

4. A Sociedade notificará as entidades com direito a nomear representantes nos termos do disposto no número um do presente artigo, para que o façam no período de tempo que for fixado, o qual nunca será inferior a dez dias.

5. Na falta de indicação, no prazo fixado, de representantes previstos em 1. o Conselho Consultivo considera-se regularmente constituído pelos restantes membros indicados.

Artigo 24.º

(Competências e Funcionamento) 1. Compete ao Conselho Consultivo:

a) Elaborar e aprovar o respectivo regimento;

b) Eleger a mesa;

c) Emitir parecer sobre os instrumentos de gestão previsional;

d) Pronunciar-se sobre quaisquer assuntos de interesse para a Sociedade podendo emitir pareceres ou recomendações que considere convenientes.

2. O Conselho Consultivo reunirá ordinariamente duas vezes por ano, em Maio e Novembro, sendo a primeira reunião para emissão de parecer sobre o Balanço e Contas Anuais do exercício anterior e a última para emissão de parecer sobre os instrumentos de gestão previsional.

3. O Conselho reunirá extraordinariamente sempre que seja convocado pelo seu Presidente ou mediante requerimento da maioria dos seus membros.

4. Por proposta do Conselho de Administração, aprovada pela Assembleia Geral, o exercício de Membro do Conselho Consultivo poderá ser remunerado mediante atribuição de senhas de presença.

5. O Conselho Consultivo poderá solicitar ao Conselho de Administração os elementos de informação necessários para o desempenho das suas funções.

(15)

6. O Conselho Consultivo pode deliberar validamente quando estiver presente a maioria dos seus membros, sendo as respectivas deliberações tomadas por maioria de votos dos membros presentes ou representados, dispondo os membros indicados pelas forças políticas de poderes de voto correspondentes ao número dos respectivos representantes na Assembleia Municipal.

7. De cada uma das reuniões será lavrada acta, a assinar pelos membros presentes à reunião, e que conterá um resumo de tudo o que nela tiver ocorrido, indicando, designadamente, a data e o local da reunião, os membros presentes, os assuntos apreciados e as deliberações tomadas.

CAPÍTULO IV PRINCÍPIOS DE GESTÃO

Artigo 25.º (Princípios de gestão)

1. A gestão da PORTIMÃO URBIS realizar-se-á por forma a assegurar a viabilidade económica da empresa e o seu equilíbrio financeiro, com respeito pelo disposto nestes estatutos, regras legais e princípios da boa gestão, visando a promoção do desenvolvimento local e regional.

2. Na gestão da empresa ter-se-ão em conta, nomeadamente os seguintes objectivos:

a) Adaptação da oferta à procura economicamente rentável, salvo quando sejam acordadas condições especiais com a Câmara Municipal de Portimão, especiais obrigações decorrentes de contratos-programa ou de gestão a celebrar;

b) Prática de tarifas e preços que permitam o equilíbrio da exploração;

c) Obtenção de índices de produtividade compatíveis com padrões internacionais;

d) Evolução da massa salarial adequada aos ganhos de produtividade e ao equilíbrio financeiro da empresa;

e) Subordinação de novos investimentos a critérios de decisão empresarial, nomeadamente em termos de taxa de rendibilidade, período de recuperação de capital e grau de risco, excepto quando sejam acordados com a Câmara Municipal de Portimão outros critérios a aplicar;

f) Adequação dos recursos financeiros á natureza dos activos a financiar;

g) Compatibilidade da estrutura financeira com a rendibilidade da exploração e com grau de risco da actividade;

h) Adopção de uma gestão previsional por objectivos assente na descentralização e delegação de responsabilidade adaptada à dimensão da empresa.

3. Por força de imperativos inerentes ao serviço de interesse geral e por expressa indicação da Câmara Municipal de Portimão, havendo lugar à prossecução de objectivos ou investimentos de natureza político-social de que resulte um afastamento dos princípios de equilibrada gestão empresarial, deverão ser acordadas, entre a PORTIMÃO URBIS e a Câmara Municipal de Portimão, as contrapartidas destinadas a reequilibrar a situação económica que existiria se não houvesse lugar os referidos investimentos.

Artigo 26.º

(Planos de actividade, de investimento e financeiros)

(16)

______________________________________________________________________________________________________Página 62

1. Os planos plurianuais e anuais de actividades, de investimento e financeiros devem estabelecer a estratégia a seguir pela empresa, sendo reformulados sempre que as circunstâncias o justifiquem.

2. Os planos de actividades, de investimento e financeiros deverão ser completados com os desdobramentos necessários para permitir a descentralização de responsabilidades e o adequado controlo de gestão.

3. Os instrumentos previsionais deverão explicitar a forma como procuram concretizar os planos plurianuais, referindo, nomeadamente, os investimentos projectados e as respectivas fontes de financiamento.

4. Os planos de actividades e demais instrumentos de gestão previsional deverão ser remetidos à Câmara Municipal de Portimão para aprovação até 30 de Novembro do ano anterior àquele a que respeitem, podendo, a referida Câmara Municipal, solicitar, no prazo de 15 dias, todos os esclarecimentos que julgue necessários.

CAPÍTULO V

REGIME PATRIMONIAL E FINANCEIRO Artigo 27.º

(Património)

O património da empresa é constituído pelos bens e direitos recebidos da Câmara Municipal de Portimão ou adquiridos para ou no exercício da sua actividade.

Artigo 28.º (Receitas) Constituem receitas da PORTIMÃO URBIS:

a) Receitas provenientes da sua actividade;

b) O rendimento de bens próprios;

c) As comparticipações, dotações e subsídios que lhe sejam destinados;

d) O produto da alienação ou oneração de bens próprios;

e) O produto da prestação de serviços e de cobrança de taxas, nomeadamente, as taxas por gestão urbana especial e outras a definir no Regulamento Municipal de Taxas;

f) As doações, heranças ou legados de quaisquer entidades, os quais ficam sujeitos ao regime estabelecido na lei para os donativos às Autarquias Locais;

g) O produto da contracção de empréstimos a curto, médio e longo prazo, bem como da emissão de obrigações;

h) As verbas decorrentes da celebração de um contrato-programa com a Câmara Municipal;

i) As verbas decorrentes da canalização de taxas urbanísticas e de receitas de IMI numa lógica perequativa;

j) As verbas decorrentes de fundos comunitários e de organizações financeiras internacionais;

k) Os montantes decorrentes da coordenação dos fundos decorrentes da nova lei do arrendamento e de outros instrumentos de financiamento disponíveis;

l) As taxas de gestão por operação realizada;

m) Os fundos decorrentes da socialização de mais-valias fundiárias;

(17)

n) Outras receitas que lhe são ou lhe possam vir a ser atribuídas.

Artigo 29.º (Reservas)

1. A PORTIMÃO URBIS deve constituir as provisões e reservas julgadas necessárias, sendo obrigatória a constituição da reserva legal.

2. A dotação anual para reforço da reserva legal não pode ser inferior a 10 % do resultado líquido do exercício.

3. A reserva legal só pode ser utilizada para incorporação no capital ou para cobertura de prejuízos transitados.

Artigo 30.º

(Amortizações, reintegrações e avaliações)

A amortização, a reintegração e a reavaliação do activo imobilizado, bem como a constituição de provisões, serão efectuadas pelo Conselho de Administração de acordo com os critérios aprovados pelo Município da Portimão, sem prejuízo do disposto na lei fiscal.

Artigo 31.º (Capital)

1. O capital da empresa é do montante € 9.462.871 (nove milhões quatrocentos e sessenta e dois mil oitocentos e setenta e um euros), integralmente subscrito e realizado pelo Município de Portimão.

2. O capital poderá ser aumentado até vinte e cinco milhões de euros, por uma ou mais vezes, por entradas em dinheiro ou em espécie nos termos legais, mediante deliberação da Assembleia-Geral, que fixará as condições de subscrição.

3. Por deliberação da Assembleia-Geral e nos termos legais a PORTIMÃO URBIS pode associar-se com outras pessoas jurídicas, podendo, nomeadamente, constituir sociedades, agrupamentos complementares de empresas, consórcios, associações em participação, bem como adquirir e alienar livremente participações no capital de outras sociedades ainda que reguladas por leis especiais.

4. Nos termos do Art.º 210º do Código das Sociedades Comerciais, podem ser efectuadas prestações suplementares, no montante que pode ir até dez vezes o capital social, a cargo dos sócios.

Artigo 32.º

(Fundos de reserva e aplicação dos resultados do exercício)

1. A PORTIMÃO URBIS deverá constituir os fundos de reserva julgados necessários, sendo obrigatória a constituição de:

a) Reserva legal;

b) Reserva para fins sociais.

2. Constitui reserva legal a dotação anual correspondente a 10% do resultado líquido do exercício, deduzido da quantia necessária à cobertura de prejuízos transitados, reserva essa que somente poderá ser utilizada para incorporação no capital ou para cobertura de prejuízos transitados.

(18)

______________________________________________________________________________________________________Página 64

3. A reserva para fins sociais, a estabelecer pelo Conselho de Administração, será fixada em percentagem dos resultados e destina-se à prestação de serviços colectivos aos trabalhadores da empresa.

4. Constituem reserva para investimento a parte dos resultados apurados em cada exercício que lhe for destinada, bem como as receitas provenientes de comparticipações, dotações ou subsídios de que a PORTIMÃO URBIS seja beneficiária e se destinem a esse fim.

5. O Conselho de Administração apresentará proposta da aplicação do remanescente dos resultados anuais, considerando nomeadamente a constituição de reservas livres e a transferência de verbas para a Câmara Municipal.

Artigo 33.º

(Contratos-programa e de gestão)

1. O Conselho de Administração celebrará com a Câmara Municipal de Portimão contratos- programa e de gestão sempre que esta pretenda que a PORTIMÃO URBIS, prossiga objectivos sectoriais, realize investimentos de rendibilidade não demonstrada ou adopte preços sociais.

2. Nos contratos-programa e de gestão serão acordadas as condições a que as partes se obrigam para a realização dos objectivos programados.

3. Os contratos-programa e de gestão integrarão o plano de actividades da empresa para o período a que respeitam.

4. Dos contratos-programa e de gestão constará, obrigatoriamente, o montante das compensações que a empresa terá direito a receber como contrapartida das obrigações assumidas.

Artigo 34.º (Empréstimos)

1. A PORTIMÃO URBIS pode contrair empréstimos a curto, médio e longo prazo, bem como emitir obrigações.

2. A PORTIMÃO URBIS pode contrair empréstimos a curto e médio prazo para antecipação de receitas, aquisição de material e equipamento ou fundo de maneio de tesouraria.

3. A celebração de empréstimos a médio e longo prazo carece de autorização da Câmara Municipal de Portimão.

Artigo 35.º (Contabilidade)

A contabilidade da empresa respeitará o Sistema de Normalização Contabilística (SNC), responderá às necessidades de gestão empresarial e deverá permitir um controlo orçamental permanente de actividades e domínios de intervenção.

Artigo 36.º

(Documentos e prestação de contas)

1. Os instrumentos de prestação de contas da empresa, a elaborar anualmente com referência a 31 de Dezembro, e a submeter à Câmara Municipal de Portimão até ao final do mês de Abril, são os seguintes, sem prejuízo de quaisquer outros exigidos pela mesma Câmara ou em disposições legais:

(19)

a) Demonstrações financeiras, incluindo balanço, demonstração dos resultados, demonstração das alterações no capital próprio, demonstração dos fluxos de caixa e anexo;

b) Relação das participações no capital de sociedades e dos financiamentos a médio e longo prazo;

c) Relatório sobre a execução anual do plano plurianual de investimentos;

d) Relatório do Conselho de Administração e proposta de aplicação dos resultados;

e) Parecer do fiscal único.

2. O relatório do Conselho de Administração deve permitir uma compreensão clara da situação económica e financeira relativa ao exercício, analisar a evolução da gestão nos sectores da actividade da empresa, designadamente no que respeita a investimentos, custos e condições de mercado e apreciar o seu desenvolvimento.

3. O parecer do fiscal único deve conter a apreciação da gestão, bem como do relatório do Conselho de Administração e a apreciação da exactidão das contas e da observância das leis e dos estatutos.

4. Uma síntese do relatório anual do Conselho de Administração, as demonstrações financeiras e o parecer do fiscal único serão publicados num dos jornais mais lidos na área do Município de Portimão.

CAPÍTULO VI RECURSOS HUMANOS

Artigo 37.º (Estatuto do pessoal)

1. O estatuto do pessoal baseia-se no regime do contrato individual de trabalho, sendo a contratação colectiva regulada pela lei geral.

2. Sem prejuízo do que se dispõe no número seguinte, o pessoal da empresa está sujeito ao regime da segurança social.

3. Os funcionários da administração central, regional e local e de outras entidades públicas podem exercer funções na empresa nos termos da legislação aplicável, designadamente do regime constante no artigo 46.º da Lei n.º 53-F/2006, de 29 de Dezembro.

Artigo 38.º (Remunerações)

1. A tabela de remunerações do pessoal é fixada pelo Conselho de Administração.

2. Para estímulo e distinção dos trabalhadores, o Conselho de Administração poderá atribuir prémios, nas condições que forem estabelecidos em regulamento da empresa.

Artigo 39.º

(Forma de participação dos trabalhadores na gestão da empresa)

A participação dos trabalhadores na gestão da empresa tem uma função não vinculativa e exerce-se da seguinte forma:

a) Recebimento de todas as informações necessárias ao exercício da sua actividade e direito à informação sobre as seguintes matérias e direitos:

i. Instrumentos de gestão previsional e situação contabilística da empresa;

ii. Regulamentos internos;

(20)

______________________________________________________________________________________________________Página 66

iii. Gestão de pessoal e estabelecimento dos seus critérios básicos, mínimos de produtividade e grau de abstencionismo.

b) Emissão de parecer sobre os seguintes actos:

i. Estabelecimento do plano anual de férias dos trabalhadores da empresa;

ii. Alteração dos horários de trabalho aplicáveis a todos ou a parte dos trabalhadores da empresa.

c) Exercício do acompanhamento da gestão através das seguintes medidas:

i. Apresentar ao Conselho de Administração sugestões, recomendações e críticas tendentes à formação profissional dos trabalhadores e, em geral, à melhoria da qualidade de vida no trabalho e das condições de higiene e segurança;

ii. Defender, junto do Conselho de Administração, os legítimos interesses dos trabalhadores;

iii. Gerir ou participar na gestão das obras sociais da empresa.

CAPÍTULO VII (Delegação de Poderes)

Artigo 40.º (Delegação de Poderes)

1. Para a prossecução dos seus fins, e nos termos do artigo 17.º da Lei n.º 53-F/2006, de 29 de Dezembro, pode o município de Portimão delegar à PORTIMÃO URBIS os poderes necessários à prossecução do seu objecto social.

2. Sem prejuízos de outros poderes que lhe venham a ser expressamente delegados por deliberação municipal, são atribuídos à PORTIMÃO URBIS:

a) O direito de utilizar e administrar os bens do domínio público municipal que estejam ou venham a estar afectos ao exercício da sua actividade;

b) Os poderes e prerrogativas do município quanto à protecção, desocupação, demolição e defesa administrativa da posse dos terrenos e instalações que lhe estejam afectos e das obras por si executadas ou contratadas, podendo ainda, nos termos da lei, ocupar temporariamente os terrenos particulares de que necessite para estaleiros, depósito de materiais, alojamento de pessoal operário e instalação de escritórios, sem prejuízo do direito a indemnização a que houver lugar;

c) O acesso a fundos comunitários;

d) A celebração de contratos-programa com o Governo;

e) Proceder à fiscalização decorrente das correspondentes disposições legais aplicáveis bem como dos regulamentos municipais relacionados com os serviços a prestar;

f) Instruir processos de contra-ordenação por violação dos respectivos regulamentos e aplicar as coimas previstas;

g) Todos os demais poderes administrativos e de autoridade pública, previstos na lei, necessários à prossecução do seu objecto social.

3. Sem prejuízos de outros poderes que lhe venham a ser expressamente delegados por deliberação municipal, são atribuídos à PORTIMÃO URBIS, em sede de operações de reabilitação urbana:

(21)

a) Os poderes constantes nos n.º 1 e 2 do artigo 44.º, no artigo 45.º ao artigo 48.º, e nas alíneas a) a e) do artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de Outubro, nomeadamente, o licenciamento e admissão de comunicação prévia de operações urbanísticas e autorização de utilização, inspecções e vistorias, adopção de medidas de tutela da legalidade urbanística, cobrança de taxas, recepção de cedências ou compensações devidas;

b) Os poderes constantes nas alíneas f) a i) do artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de Outubro, no caso da PORTIMÃO URBIS se constituir como entidade gestora de operação de reabilitação sistemática ou a partir do momento em que os documentos estratégicos da unidade de intervenção hajam sido aprovados, nos termos do Decreto-Lei 104/2004, de 7 de Maio.

4. O pessoal que, por deliberação do Conselho de Administração, for para tal designado deterá, nos termos da lei, as competências e prerrogativas de autoridade pública destinadas:

a) À defesa do património da Portimão PORTIMÃO URBIS ou a ela afeto;

b) À fiscalização do cumprimento, bem como à garantia da efetiva aplicação das normas legais, regulamentos e posturas em matérias diretamente relacionadas como o seu objeto.

5. O exercício dos poderes e prerrogativas de autoridade delegados na PORTIMÃO URBIS será regulamentado pelo Conselho de Administração.--- ---

--- PROPOSTA DE REVISÃO

ESTATUTOS DA EMPRESA MUNICIPAL

«PORTIMÃOURBISSGRU-SOCIEDADEDEGESTÃOEREABILITAÇÃOURBANA,E.M.,S.A.»

CAPÍTULO I

DENOMINAÇÃO, NATUREZA, SEDE, OBJECTO E CAPITAL Artigo 1.º

Denominação, natureza e duração

1-A PORTIMÃO URBIS SGRU - Sociedade de Gestão e Reabilitação Urbana, E. M., SA abreviadamente designada por PORTIMÃO URBIS, é uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos de âmbito municipal, que goza de personalidade jurídica e é dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial e independência orçamental.

2-A duração da PORTIMÃO URBIS é por tempo indeterminado.

Artigo 2.º Direito aplicável

(22)

______________________________________________________________________________________________________Página 68

A PORTIMÃO URBIS rege-se pelos presentes Estatutos, pelo Regime Jurídico do Sector Empresarial Local, pelo Código das Sociedades Comerciais, pelo Regime Jurídico da Reabilitação Urbana e pela demais legislação aplicável.

Artigo 3.º Sede

1-A PORTIMÃO URBIS tem a sede no Parque de Feiras e Exposições de Portimão.

2-Por deliberação do Assembleia-Geral, a PORTIMÃO URBIS poderá deslocar a sua sede para outro local dentro do concelho de Portimão, bem como proceder à criação e extinção de sucursais, delegações, agências, gabinetes ou qualquer outra forma de representação.

Artigo 4.º

Objecto, domínios de intervenção e competências

1.A PORTIMÃO URBIS tem por objecto social a gestão de serviços de interesse geral e promoção do desenvolvimento local e regional nos termos definidos nos artigos 18.º e 21.º da Lei n.º 53 –F/2006, acompanhando e executando as políticas de desenvolvimento territorial do Município, com vista ao crescimento e reforço coesão da económica local e regional, nos domínios:

a) Da gestão urbana, promovendo a regeneração urbana e rural, desenvolvendo uma política de solos eficiente, justa e equitativa, desenvolvendo programas de gestão urbana avançada e de regulação do mercado imobiliário, executando processos perequativos de benefícios e encargos no município de Portimão, promovendo projectos de desenvolvimento dos sistemas de mobilidade urbana e do tecido empresarial e a valorização do património municipal;

b) Da reabilitação urbana, constituindo-se como entidade gestora das operações de reabilitação urbana no município de Portimão;

c) Do desenvolvimento turístico promovendo o reforço da oferta de infra-estruturas turísticas, executando projectos e acções de promoção, informação e dinamização turísticas e de animação turística;

d) Do desenvolvimento dos Mercados e Feiras tradicionais promovendo a modernização de infra-estruturas e a dinamização de feiras e mercados tradicionais;

e) ) Da gestão e do apoio à operação de equipamentos e infra-estruturas municipais, promovendo a redução de custos de manutenção e operação através da exploração de sinergias a nível de recursos humanos e materiais afectos a essas actividades.

(23)

2..Para a prossecução do seu objecto, incumbe, designadamente, à PORTIMÃO URBIS:

a) Gerir as participações sociais nas empresas filiais;

b)Auxiliar a Câmara Municipal nas funções de preparação e execução do Plano Director Municipal;

c) Elaborar Masterplans para a orientação da revisão do Plano Director Municipal e sua execução;

d) Instituir um Observatório Municipal de Preços Fundiários e Imobiliários;

e) Criar um Inventário Imobiliário;

f) Constituir uma Bolsa Fundiária e Fundos de Investimento Imobiliários;

g) Desenvolver estudos e sistemas de gestão que visem a criação de sistema de tributação eficientes e equitativos ao nível dos impostos sobre o património imobiliário e das taxas municipais;

h) Desenvolver uma política de solos eficiente e equitativa;

i) Desenvolver modelos de subsidiação selectiva em benefício dos cidadãos mais desfavorecidos de utilidades de interesse geral;

j) Definir modelos de informação e legitimação dos investimentos e acções fundiárias de forma a que os cidadãos do concelho sejam informados das acções realizadas e do produto da aplicação dos tributos suportados;

k) Administrar sistemas de Perequação Fundiária através da socialização de mais-valias fundiárias resultantes de opções urbanístico;

l) Contribuir activamente para o aumento do valor da oferta de transportes públicos e para a optimização da circulação viária e do parqueamento;

m) Realizar estudos e projectos no âmbito da mobilidade, dos transportes públicos rodoviários e do estacionamento;

n) Gerir o sistema de transportes públicos urbanos e interurbanos no Município de Portimão;

o) Gerir o sistema de estacionamento em estrutura subterrânea, em silo ou em superfície;

p) Apoiar o processo de racionalização da gestão do património imobiliário municipal;

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