Caro leitor,
Em 1969, há 51 anos, nossa linda profissão era reconhecida, finalmente tínhamos um Decreto-lei (938/69) assinado pelo então Presidente, que naturalmente precisou da Fisioterapia. O que talvez poucos saibam é que, em 1950, já havia sido criada e reconhecida a Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro, e que, desde 1958, quatro projetos de lei tramitaram pelo Congresso Nacional na tentativa de regulamentar a profissão. Devemos, também, nos lembrar daqueles que no amor à profissão se dedicaram e construíram todo o processo consagrado pelo Decreto-lei.
Sempre atento às necessidades da população e ao mercado de trabalho, o Claretiano iniciou, há 35 anos, seu tradicional curso de Fisioterapia na cidade de Batatais, o que foi ao encontro de sua Missão, cujo foco é “formar a pessoa para o exercício profissional e para o compromisso com a vida, mediante o seu desenvolvimento integral, envolvendo a investigação da verdade, o ensino e a difusão da cultura, inspirada nos valores éticos e cristãos e no carisma Claretiano que dão pleno significado à vida humana.” (PROJETO EDUCATIVO, 2012, p. 17).
Considerando a comemoração dos 50 anos da profissão e
dos 35 anos do curso no Claretiano é que lançamos esta edição
comemorativa da Revista Saúde, que, além de contar com excelentes
artigos, conta a história de nossa profissão com trabalhos resumidos
realizados pelos alunos do curso. Todo o esforço foi direcionado
para demonstrar que, durante esse meio século de profissão,
muitos avanços foram obtidos pela Fisioterapia, e que o curso do
Claretiano – Centro Universitário está sempre atento aos avanços e,
principalmente, à Prática Baseada na Evidência, que hoje é o pilar
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Essa foi a maneira que o Claretiano, a Revista Saúde, o corpo docente e os alunos do curso prestaram sua homenagem a todos os profissionais, parabenizando-os pela dedicação e cuidado com a nossa querida área de Fisioterapia.
“O que Deus quer de vocês é que façam bem o que já es- tão fazendo, em paz interior, em silêncio, sem queixas nem lamentações do próximo, nem das coisas, mas que tudo façam com constância e tranquilamente, crescendo cada dia na pureza e retidão de intenção e com todo coração”
(Santo Antonio Maria Claret, 1862).
Prof. Dr. Edson Alves De Barros Júnior
Coordenador do Curso de Fisioterapia
1969 – O MARCO DA FISIOTERAPIA NO BRASIL
Gabriel Capelossi Rosa DIAS
1Júlia Mariele de Castro Silva
1Marcelo de Paula CINTRA
1Edson Alves de BARROS JÚNIOR
1Eloisa Maria Gatti REGUEIRO
1, 2Pode-se dizer que a fisioterapia surgiu com as primeiras tentativas dos ancestrais em curar a dor “esfregando” o local dolorido e evoluiu ao longo do tempo com sofisticação, especificamente, das técnicas de exercícios terapêuticos, sejam elas manuais, mecânicas, elétricas ou térmicas. No ano de 1919, iniciou-se a prática de Fisioterapia no Brasil, quando foi fundado o departamento de eletricidade médica pelo professor Raphael de Barros, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Em 1929, dez anos mais tarde, o médico doutor Waldo Rolim de Moraes instalou o serviço de fisioterapia no instituto do Radium Arnaldo Vieira de Carvalho, no local do hospital central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Ele ainda planejou e instalou, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o serviço de fisioterapia. Anos mais tarde, na década de 1930, a fisioterapia era realizada por médicos denominados “médicos de reabilitação”. Com o envolvimento direto do Brasil na Segunda Guerra Mundial, houve o desenvolvimento da fisioterapia como prática recuperadora das sequelas físicas e, também, a modernização dos serviços fisioterapêuticos. Em 1951, surgiu o primeiro curso de Fisioterapia do Brasil, patrocinado pelo centro de estudos Raphael de Barros, cujo objetivo era formar técnicos em fisioterapia. Ao final do curso, os estudantes eram subordinados a uma prova teórica e uma avaliação prática, com a fiscalização de fiscais (médicos e enfermeiros). Nesse mesmo período, foram criados o anexo à cadeira de ortopedia e traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e o Instituto de Reabilitação (IR). Em 1963, a Fisioterapia tornou-se curso superior; todavia, a atuação dos fisioterapeutas ainda estava
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subordinada aos médicos. Alguns anos mais tarde, em 1969, o Decreto-Lei n. 938, de 13 de outubro de 1969, representou um marco para a Fisioterapia. O Art. 2º definiu que os fisioterapeutas diplomados por escolas e cursos reconhecidos são profissionais de nível superior e o Art. 3º definiu como sendo atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente. Na década seguinte, a lei n. 6.316, de 17 de dezembro de 1975, decretada pelo presidente da República, criou o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito). A Fisioterapia e a Terapia Ocupacional têm o mesmo conselho de classe, pois, à época, era insuficiente o número de profissionais em ambas as classes para criar um conselho, sendo necessária essa união para que ele fosse aprovado. Nesse ínterim, criou-se o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, com o objetivo de estabelecer as responsabilidades e normas para o exercício profissional. Os sindicatos da categoria estão entre outras conquistas dos fisioterapeutas e da terapia ocupacional (Sinfito), a fim de
“defender”, junto aos Crefito, os interesses trabalhistas da nossa classe.
Palavras-chave: Evolução. Reabilitação. Nível Técnico. Nível Superior.
Fisioterapia.
OS PRIMEIROS DEZ ANOS DA FISIOTERAPIA NO BRASIL
Helena Costa de Oliveira FREITAS
1Ana Júlia Tavares SILVA
1Tauan Muriel Santiago ESTANISLAU
1Edson Alves de BARROS JÚNIOR
1Eloisa Maria Gatti REGUEIRO
1, 2Ao estudar a história da Fisioterapia, voltamos à Antiguidade; entretanto, ela está completando 50 anos no Brasil. Surgiu com as primeiras tentativas dos ancestrais de diminuir um processo álgico, esfregando o local dolorido, e evoluiu ao longo do tempo com a sofisticação, principalmente, das técnicas e exercícios terapêuticos. No Brasil, a história da Fisioterapia surge em tempos difíceis com o avanço da poliomielite e o surgimento de recursos para tratar as sequelas dessa doença, além do período pós-guerra e a industrialização. A evolução da profissão data de meados de 1929 na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
No ano de 1956, foi criada a Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro, pela Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), que foi a primeira instituição no país a oferecer um curso regular de graduação em fisioterapia.
A luta de um grupo de profissionais fez crescer a profissão no aspecto legal.
Com o surgimento do parecer 388/63, elaborado por uma comissão de peritos, no Conselho Federal de Educação, e aprovado em 10 de dezembro de 1963 pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC), foram reconhecidos os cursos de Fisioterapia. Tal parecer definia que esses cursos deveriam ter a duração de três anos e estabelecia um currículo mínimo, caracterizando pela primeira vez os profissionais lá chamados de Técnicos em Fisioterapia. Contudo, a regulamentação da Fisioterapia como profissão de nível superior ocorreu apenas em 1969, com o decreto-lei nº 938 (Brasil, 16 out. 1969), no auge da ditadura militar no país e quando se agravaram as condições de saúde da população devido à sobrecarga epidemiológica e à deficiência do sistema assistencial brasileiro.
Também nesse período, intensificou-se o agravamento das condições de vida da população, em consequência do modelo econômico de renda. A política deu
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privilégio para as grandes corporações, com forte incentivo ao crescimento industrial, desenvolvendo-se em paralelo à deterioração das conquistas da classe trabalhadora. O art. 2º definiu que os fisioterapeutas diplomados por escolas e cursos reconhecidos são profissionais de nível superior e o art. 3º definiu como sendo atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterapêuticas com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente. Diversos trabalhos têm abordado períodos recentes da profissionalização da Fisioterapia, tendo o Decreto-lei nº 938 como ponto de partida de suas análises, passando pela criação dos Conselhos de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional, nos anos de 1970, utilizando, por vezes, a história como pano de fundo para suas produções acadêmicas. O desenvolvimento da fisioterapia aconteceu, portanto, em momento turbulento da sociedade brasileira, de forte crise no setor da saúde e com grandes implicações para a população, sendo a saúde um instrumento de sustentação econômica (instrumento de reabilitação da mão de obra e sua reintegração à força produtiva) e não um direito social da população. Desse modo, a formação do fisioterapeuta no Brasil sofre, ao longo de sua história, influência dos contextos políticos, econômicos e sociais.
Em 1969, quando da regulamentação da profissão, existiam no Brasil apenas seis cursos dessa graduação. Assim, deu-se início à profissão de Fisioterapia no país.
Palavras-chave: Curso Superior. Profissionais. Brasil. Fisioterapia.
20 ANOS DA FISIOTERAPIA NO BRASIL
Kimberly Natane GUIDETI
1Maria Fernanda FERREIRA
1Maria Vitória Aparecida Nascimento OLIVEIRA
1Edson Alves de BARROS JÚNIOR
1Eloisa Maria Gatti REGUEIRO
1, 2Nos primeiros anos de regulamentação da Fisioterapia no Brasil, inúmeros benefícios à classe foram conquistados, todavia, muito aquém para uma classe profissional em ascensão. De acordo com a resolução do Coffito nº 13, em 07 de outubro de 1979, foi aprovado o regulamento do sistema disciplinar e fiscalizador do exercício de fisioterapia (SISDIF), regulamentando o pleno funcionamento do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Fisioterapia (Coffito e Crefitos), órgãos da administração pública direta e indireta competentes para fiscalizar o exercício profissional e/ou instituições de saúde, inclusive clínicas e consultórios. Em 1980, foi reconhecido, pelo Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Fisioterapeutas do Estado de São Paulo (Sinfito-SP); por outro lado, no mesmo ano, foi criado o projeto de lei n. 2726/80, de autoria do deputado federal Salvador Julianelli, que “pretendia mudar todas as regras de convivência entre os profissionais de saúde, submetendo-os todos à tutela do médico”. Ainda nos anos 1980, no dia 28 de fevereiro de 1983, o Conselho Federal de Educação (CFE) estabeleceu um currículo mínimo para a formação em fisioterapia, que reforçou a posição do modelo curativo-reabilitador. De acordo com a resolução 4/83, foi instituído o tempo de formação em quatro anos com pelo menos 3.240 horas, além da determinação das disciplinas integradas, que foram divididas em quatro ciclos de matérias, sendo: biológicas, formação geral, pré-profissionalizantes e profissionalizantes. Ainda nesse ano, em 04 de maio de 1983, foi julgada em última instância pelo Supremo Tribunal Federal, de acordo com o pedido dos requerentes, baseando-se no artigo 153, parágrafo 23, da Constituição Brasileira, a declaração de que “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, observadas as condições de capacidade que a lei estabelecer.” Entretanto, passado um ano de sua aprovação, ainda 1984, o crescimento das ofertas de vagas
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infelizmente teve um andamento bastante lento, devido à pequena expansão do ensino superior no país, à repressão militar à educação superior, em razão da resistência do regime ditatorial e do pouco conhecimento das competências e dos benefícios da fisioterapia sobre a saúde da população. Entre os dias 21 e 22 de junho de 1985, houve nota do Coffito (nº 60) definindo que o fisioterapeuta poderia aplicar, complementar os princípios, métodos e técnicas de acupuntura desde que apresentasse ao respectivo Crefito título, diploma ou certificado de conclusão de curso específico patrocinado por entidade de acupuntura. Após aceito e registrado no Coffito diploma e/ou certificado, o Crefito poderia expedir documentos comprobatórios que habilitassem o fisioterapeuta a aplicar métodos e técnicas da acupuntura em suas atividades profissionais, podendo, assim, o Crefito solicitar que o fisioterapeuta demonstrasse periodicamente atualidade científica nos conhecimentos obtidos nessa área. Pode-se dizer que, em 20 anos de fisioterapia, não houve grande avanço no cenário profissional, possivelmente devido ao regime militar e à resistência ditatorial, além da visão da população desse profissional como auxiliar médico.
Palavras-chave: Crefito. Formação. Resolução. Fisioterapia.
O CENÁRIO DOS PRIMEIROS 30-40 ANOS DA FISIOTERAPIA NO BRASIL
Helena Nunes PAPACÍDERO
1Melissa Andrade dos SANTOS
1Filipe Giovanni Sousa GOMES
1Edson Alves de BARROS JÚNIOR
1Eloisa Maria Gatti REGUEIRO
1, 2Para que se possa entender a origem de um termo, é necessário saber os diferentes momentos da história da área ou profissão ligados a ele. Nesse contexto, os princípios da Fisioterapia iniciaram na Antiguidade. Com relação direta do Brasil na Segunda Guerra Mundial, houve um desenvolvimento da Fisioterapia como prática recuperadora das sequelas físicas, bem como a modernização dos serviços fisioterapêuticos. Com isso, a Fisioterapia no Brasil iniciou-se dentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em 1929, mas apenas em 1951 foi criado o primeiro curso para formação de técnicos em Fisioterapia pela Universidade de São Paulo e, em 1963, a Fisioterapia se tornou curso superior, porém os fisioterapeutas eram considerados ajudantes dos médicos. Apenas em 13 de outubro de 1969, a profissão de fisioterapia foi regulamentada, sendo atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicas com o intuito de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente.
Com tudo isso, em 17 de dezembro de 1975, houve a criação do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) e dos Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito). Em 2009, foram comemorados os 40 anos de regulamentação profissional da Fisioterapia, alcançando, assim, relevância entre as ciências da saúde. É de suma importância destacar várias evoluções e descobertas que favoreceram o crescimento da Fisioterapia durante os anos de 1999 até 2009. Esse crescimento se verificou, por exemplo, por meio da abertura de novos cursos, que aumentaram mais de 80% na segunda metade dos anos 1990, acelerando o crescimento no período entre 1999 e 2003, aumentando de 115 para 298 cursos, até 2008, resultando em 479. Sugere-se que
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esse aumento se deva ao reconhecimento e respeito concedidos à fisioterapia e à valorização da profissão pela sociedade, tornando-se um dos cursos de maior crescimento da área de saúde. Destaca-se ainda o avanço científico nesses 40 anos, com a prática clínica sendo baseada em evidências, com o auxílio das revistas científicas, que foram de extrema importância, como a Fisioterapia em Movimento e a Revista Brasileira de Fisioterapia. Entretanto, por mais que, em 40 anos de Fisioterapia, inúmeras conquistas tenham sido alcançadas, ainda há muito a fazer, como aumentar o número de pesquisadores na área, melhorar a qualidade e quantidade de revistas divulgadas e, por fim, criar mais bancos de conhecimentos científicos, para melhor capacitação dos profissionais, a fim de que entendam, avaliem e façam crítica a essas pesquisas científicas. Para tanto, é preciso empenho de todos os profissionais da área, para juntos, comemorarmos efetivamente a evolução da Fisioterapia.
Palavras-chave: Evolução. Curso Superior. Fisioterapia.
2019 – 50 ANOS DA FISIOTERAPIA NO BRASIL
Anna Beatriz de Assis e ANDRADE
1; João Victor de Almeida CANAVEZ
1; Maria Beatriz Matos LAPORTE
1; Edson Alves de BARROS JÚNIOR
1;
Eloisa Maria Gatti REGUEIRO
1, 2A fisioterapia no Brasil comemora em 2019 cinquenta anos de regulamentação, levando consigo muitos anos de luta por inclusão, representatividade e perseverança. Ainda que seja uma profissão relativamente nova no país, no contexto histórico, é praticada desde os tempos antigos, embora de forma mais limitada. Nos últimos dez anos, as técnicas fisioterapêuticas, os equipamentos, bem como as mudanças normativas e principalmente a ciência evoluíram diária e continuamente; assim, apresentamos o progresso da fisioterapia no Brasil, tonando-se perceptível o amadurecimento e a expansão da profissão ao longo dos anos, para melhor atender o paciente, sendo estímulo à aderência e à aceitação ao tratamento, além de propiciar melhor eficácia no processo da prevenção, promoção de saúde, reabilitação, inclusão e reconhecimento em diversos setores da saúde. Este estudo abordará ainda o crescente número de profissionais, instituições de ensino e especializações reconhecidas pelo conselho de classe, além de uma entrevista com um profissional sobre as mudanças por ele percebidas no período considerado. Nesse contexto, conclui-se que a fisioterapia está em constante processo de crescimento, de mãos dadas com a ciência e a inovação, na busca permanente da ruptura de paradigmas populares e retrógrados sobre seu significado e funcionalidade, sendo necessários maior engajamento e participação afetiva de todo profissional da área, a fim de que seu espaço no campo da saúde seja ampliado e as mudanças necessárias sejam feitas.
Palavras-chave: Evolução. Inovação. Fisioterapia.
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ÁREAS DE ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA
Julia de Arruda RICI
1Marcela de Souza ANDRADe
1William Coscrato ASSONI
1Edson Alves de BARROS JÚNIOR
1Eloisa Maria Gatti REGUEIRO
1, 2O objetivo deste estudo foi evidenciar a importância da fisioterapia no contexto da saúde e das diferentes áreas de atuação deste profissional, o fisioterapeuta, que passa pelas vertentes clínica, de gestão e de educação, reabilitando e promovendo saúde. Em cinquenta anos de profissão no Brasil, a Fisioterapia evoluiu de forma acadêmica, científica e social; nesse cenário, o surgimento das especialidades foi inevitável. Estas qualificam os fisioterapeutas, preparando-os para que a assistência fisioterapêutica tenha maior propriedade e resolutividade. Todas as especialidades são reconhecidas e regulamentadas pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) por resoluções publicadas por esse órgão, que realiza reuniões ordinárias, plenárias ordinárias ou plenárias extraordinárias, nas quais se consideram a assistência terapêutica e a importância da participação do fisioterapeuta na especialidade e como ela pode auxiliar para a resolução dos casos. Pelo Coffito, são reconhecidas quinze especialidades, a saber: Fisioterapia Neurofuncional, Fisioterapia em Acupuntura, Fisioterapia Traumato-ortopédica, Fisioterapia Esportiva, Fisioterapia em Oncologia, Fisioterapia Dermatofuncional, Fisioterapia em Saúde da Mulher, Fisioterapia em Osteopatia, Fisioterapia em Quiropraxia, Fisioterapia em Terapia Intensiva, Fisioterapia Aquática, Fisioterapia Cardiovascular, Fisioterapia em Gerontologia, Fisioterapia do Trabalho e Fisioterapia Respiratória. Essas áreas qualificam profissionais que atuam em pacientes acometidos por danos no sistema nervoso, no sistema musculoesquelético, por doenças neuromusculares, doenças causadas por disfunções orgânicas, inflamações e desgastes, pacientes em fase de tratamento em combate ao câncer, pacientes em estado crítico, com força muscular e equilíbrio comprometidos, com doenças respiratórias e cardíacas, que apresentam quedas, comprometimento articular, que necessitem de cuidados para a saúde da
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pele, saúde da mulher e do homem, e acidentes de trabalho, além de atividades de promoção de saúde. Assim, o fisioterapeuta tem como responsabilidade avaliar, diagnosticar, prescrever e realizar o tratamento, além da tomada de decisão pela alta quando necessário. As especialidades apresentadas e adequadas ao longo de décadas mostram a importância e a abrangência da profissão, que, mesmo em cinquenta anos, ainda é pouco reconhecida e valorizada.
Palavras-chave: Áreas. Resolutividade. Saúde. Profissão. Fisioterapia.