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' t( , KI ^ I O C Z
m 4 T-DISSERTACAO
SECOAO
DE SCIENCIASMEDICAS DA F E B R E.
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PROPOSigOES
S'ccrdo
Aceessoria Atmosphera — Cadeira
.de P / usiea
Secf Sclerema ao Cirurffica dos recem
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Cadeira-nascidos de part . or
Sec$ao Unlica
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Cackirn de Ihj/jiene c llistorvi do Medicina nos twsAsu.vios SOB o rovro in: VIST.\ HYGIEMCO.>Hr
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APHESENTADA
A FACliLDADE DE MEDICIAA DO RIO DE JANEIRO
EM 30 DE SETEMBRO DE 1880
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peranteella
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dia 21< fe Dezembro
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BP ^Ti< — 7?NATURAL HE M1NAS-GERABS (t)IAMANT1NA)
Filho legilirao de
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da MaltaMachado
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da Malta.
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CTYP. DE J, D. DEOJIYEIHA RUA no OUVIDOR N. MI .
1880
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BAIIAO PH Tl!KRBS'IPOLIS.
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Du. CARLOS FERREIRA DE SOUZA FKHNANDES
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SPIUMEIRO ANNO
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e Mollo CastroMascaronhas.
Physic;* em geral e particul,.i neat manasapplicatesa mcdicina. Cornud!]’ 1vc ManoelMaria deMora.ese Valle. Chimicae mineralogia,
. . AnaLomiadescviptiva.
SEGUNDO ANNO
Bolauioa e zoologia.
Chiinica orguuicju PhyaidlogJa
.
Anutomiu descripliva
.
M titciro GaminhoA Domingos Jose Froire Junior J'Oai Juupiim da Silva
•*
TERCEIRO ANNO
Physiologic.
Analmin geralo patUologiea,
PaUmlogia geral
.
Cliuka externa
.
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so.i KHI da SilvaCon l!i iro Burto do Maceid
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.I-i -in- ' 11Silva [Examinadar}...
.Viccjiio 1 ii lido Figueira do Saboia i* if i >
QUARTO ANNO
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PathologmPaLhologia externaInterna..
Partus, molestiaa de mulhev [
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la-pandas e de locem^nascidos Olmica externa
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A iii 'Hi i F rreira Franca .TOM * ]J n. oenu Pe$anl
Lui/ la 1 l'tiia Feijo Junior
la da Silva
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Vicente 1 iiidido Figueira do Saboia** # * **
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iho:onodaPeganha\lotta Maida Silvaa QUTNTO ANNOPaLUologiainterna.AIMtomia topograntiica, m
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ratorfu o nppavelhos.
Album T;
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!rignea do Alvarenga iPresidente) Materia medica a tharapeub .! rj Viet ^ Torres Homem
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Oilmen interna.
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SEXTO ANNO
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i Hygi no e historicda medic u;t .
Medicine legal
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Pharmacia.
Clinira interna
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Anton i < ' v<!ja de Souza Costa
vg*Mt in fosi
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de Souza Lima .... .. .<; 1.4
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Torres Homem.... . . . . . . .
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i i Guimanles (Examiuudor)pi' J i'i A t n'0 de Carvalho Franco Antonin 4 i rlano do Almeida..*. . .
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ulR H ; {
ijScndo a fcbre um dos factos pathologlcoS mais cormrums, que
soem acompanhar o organismo que soffrc
,
econhecida
de temposimmemormes e tem sidp estuda da desde a mais remota antigp
-
dade.
*
K assim quet percorrendo as 1ongas paginas da historic da medicina
,
doHyppocrates
a Gakno, de Galeno ate osnossos
dias,
vemos milhares do hypotheses
,
theories as mats antagonicas,
seerguerem, Limas apus outras, para expliearem o phenomeno que
,
pda sua constartcia
.
pda variedade de suas nunifetacoes, ternsemppe nccupado a attencao accurada dos sabios e
despertado
aniaior solicitude dos mais illustres observadores do todas as epochas
.
Derivada
,
segundo alguns autores, da palavra latiria fcrverex quo exprime, por $ua vcz, o augmento de calor de um liquido ca agicacao que este augmento determina i segundo outros, de /V
-
hnuvwi\
.
que sign!lieu puriticar,
scndo a punficacao do sangLie, naopiniao destes ultimos
,
um dos resultados constantes da febre ; ja Hyppocrates a considera va uma molestia que tinha por signal aclevacao da temperature do corpo humano, denonivnando
-
rq d alii.pj'TetoSy rermo grego
,
que quer dizer—
fogo.
O edebre Asclepiade, da Bithyaia
,
discipujo de Clcophantc,
que viveu cm Roma
,
pouco depois das victorias de Lucullus e Pompeu na Grecia e na Asia, definia a febredinario
,
gcral ou local,
acompanhado dc um pulso violento,
enjacausa ,
assim
como a da inUammacao,
e um engorgitumento qualquei\um
cator
extraor-
!
w12
E Claudio Galleno
,
nascido cm Pergamo,
Asia Menor, no anno 131 da era vulgar, a mais vasta erudicao, o talcnto mais raroJi
-
medicos da antiguidade, ligando, tambem, grande importancia: clevacao da temperatura nas molestias febris, Ihcs assignalava
,
i mesmo mode, como caracrer principal, uma modiiicaqao do cilorEsianormaldoutrina
—
calordosprcuterantigosnaturam* observa.
J, Picoiabandonada
,« Boerhaave
,
guiado por suas ideas iatxo-
mecanicas, encaroufebre como u resultado da acceleracao do curso do sangue
.
e,desdewtl
foi, todavia
,
das moditicacoes da temperatura foi completa#
-
emao, o
exame
mente abandonado no cstudo dcste processo morbido* E neces
-
i
io chegarmos aos cclebres trabalhos dc
Gavarrct
para vermosa clevacao da temperatura readquirir sua anterior importancia
,
11 rque
,
durante os reinudos dc Brown* de Find , de Brouss.is,
oestudo da febre
,
ligado a questoes doutrinarias, conservou-
se,
apenas ,
no dominio da hypothese.
A febre, sustentava M
.
Broussais em 1S16,—
nao c,
na rea-
ddade
,
senao um phenomeno symptomatico on o resultado de uma dor transmittidu ao coracao e a todo o apparelho dos capil-
lares sanguincos, pela arvore nervosa, da qual alguns
ramos
vemse distribuir em certo orgao que soffre,
Partindo dcste principio
—
que afebre nao e senao o symptomsd r uma afl'eccao local
—
Broussais collocava a sede desta alTeccao bre a mucosa do estomago c dos intestinos, e toda a especie defibre nao era
,
segundo a doutrina dcste professor, mais do queutna modificacao da gastrite ou da gastro
-
enterite.
Todas as des-
dens iuflammatorias das outras visceras cram consideradas como consccutivas. Esta doutrina. denominada physhlogica
,
teveurande aceitacao, adtnittindo, porem
.
alguns de scus apologistasi‘te a intlammacao primitiva, causa da febre
,
podia sc assestar cmmitro qualquer apparelho, que nao o digestive
.
Para Luges, a febre era uma exaltacao geral do systema ner
-
\ "SO ; e Georget, que pensava do meMno modo, attribuia a exci
-
* *
\
13
tacao do systerna circulatorio, enearada como elemento c&sencial
,
A exaltacao do systerna ganglionarto,
Nao
cabeT
sem duvida.
nos limites de nosso pequeno tra-
balhot
adescripcao
minuciosa das brilhantestentativas
que assi-
gnalam
os esforcos de nossos antepassados na procura da verdade de tao interessante quao diffkil problems.
Adepto
fervoroso da escola moderns, que, antevista, apenas ,
por alguns genios da antiguidade, se erguc
,
em nossos dias,
pujante e
vigorosa
,pr
£ganda - nos
uma novafe
e apomandonovos
caminlios
a pcrcorrcr ;sinceramente convencido
dasabe -
doria daquelles que
julgam
fecundo o scepticismo que conduz assciencias
naturaes a duvidarem dopassado
, para melhor se entre.garem a
pesquiza
mcthodica dosfactos
; naolevamos
* entretanto,o nosso fanatismo pdas iheorias positivas a ponto de conside
-
rarmos nocivo ou mesmo inmil, em scicncia
,
tudo oque nao traz,
como titulo de apresentacao, o rotulo ou a data dos tempos que
correiru
Pclo contrario? reconhecemos c proclamamos altamente as
grandes
vantagens, as proveitosas licoes,
que poderemos encontrarno
estudo
comparativo,
no parallelo sejn preconceitos, estabele-
cido entre as cousas novas c antigas
.
Em relacao, porem, ao ponto que escolhemos
,
um talmodo
de proceder
,
que* alias, como observa ainda J.
Picot, encontrariaantes sua verdadcira razao n'um tratado da
historic
da medicina,
ser
-
nos- ia
de todo impossivel anentos a enorme vastidao do assumpto,
o pouco tempo de que podemos dispor e, sobretudo,
agrande
difficuldade
,que
se nos antolha,
superior asnossas forcas
* Assim, pois, no correr dcstetrabalho
,sememe tivemos
cm vista a apreciacao e o estudo das differentes questoes perfeitamente demonstradas pela observacao ouintimamente ligadas
as hypo-
theses e
theorias ,
aceitas cmnossos
dias, como inrerpretacao do grandeprocesso
pathologico, comparando-
as entre si,analysan -
do
-
as, para em seguida enunciarmos o que julgamos majs verosi-
mil, no cstado actual de nossos conhecimemos
,
a respeito de um14
phcnomeno
tao commam, tao importante,mas
taodiversamente
comprehendido pelos mais illustres observadores.
Estamos
ceno de quc um estudo critico e aprofundado
de um tal assumpto implica, nao Iia Juvida,um grande
numero de dif-
Ttculdades, que nao tetnos a louca pretensao de veneer com os
a^ssos fracos conhecimemos c a nossa nenhuma experiencia ;
porem, desde ju
,
provenimos que encarregamos a vozes mais au-
t Tizadas tao
delicada
quao penosatarefa
. Tndo quanto aquiexaramos
, e que, poracaso, mereca algumaconsideracao
, sem re- bucos o confessamos, nao nos pertcnce. Procurando as fontes mais puras e buscando inspiracoes no que demelhor
tem-se es- cripto sobre as questoes, tomdmos porguias
deste trabalho dLtinctos professores nacionaes e estrangeiros, enire os quaes lembraremos os Srs. Drs* Dias daCruz
, de saudosa memoria,Torres
Homem, Kossuth Vinelli, Costa Alvarenga, J. Picot, P.Lorain, Jaccoud, Claude Bernard, V, Hutinel, Marey, G. Colin, Gavarret, etc. , consultando, ao mesmo tempo, varios artigos dis
-
perses em diccionarios,
differentes
memorias e outras publica-
coes scientificas. {*}
Nao podemos, tambem, passar em silencio o nome de um
nosso
parenie e amigo, o Sr. Dr.E
. Pitanga, distincto professor dc physica daEscola
Polytechnica. Aamabilidade
deste illustrecavalheiro
, uma das glorias do corpo docente superior dcsta terra,devemos o franco e valioso ofterecimento de importantes livros e
memorias que possue sobre a questao do calor animal, e que
mutto nos auxiliaram. A elle. portanto, o nosso reconhecimento
e sincere gratidao.
Nao foi sem
grande embaraco que chegamos
afixar
o piano(*) Dias cfa Cruz
. —
Pathologia geral : K. Vmolli*—
These de Concurso ; Torresliomemjrtetrie- / a temperaturecliniquc,
—
Compendiageneratede;corpsJChniea. IV,humainot*medico—
Lei; .uUu;grands0 sUlo BiAlvprocessus*n i'&irlrtsugtt*—
,Lamortfides—
Precivchafeur;dePanimate.iJurmoLumin-
,;V , Uutinoi,
—
Des temperatures basses centrales; Marey,—
La machine animate ;Ci Colin*
—
Phisiologic compared des animaux ; Gavarret,—
Physique medi-cvlc : etc.
15
-
a
seguir
na exposicao deste trabalho.
Depois de varias tentativas,
nao possuindo uma imica these, brazileira ou estrangeira
,
que nos prcstasse,
neste semido,
seu valioso auxilio, rcsolvemos por fimdividiUo cm duas partes ou seccoes principacs:
Na
primeira, cmdifterentes
capitulos e artigos, procuramos
estudar : as fonles de produccao eperdas
do calor animal ; a tem-
perature do homem sao, com suas oscillacoes physiologicas
,
e asalteracoes
pathologicas,
gcral e local,
destamesma
temperatura.
Na segunda
.
depois de adoptarmos uma definicao para a fibre,
tratdmos, emseguida
: dathermometria
clinica ; damarcha
da temperatura nas molestias febris ; da
relacao
entre a tempera-
tura e diversos outros symptomas ; terminando
,
afinal. com ascausas
e theorias do grande processo pathologico.
Fazendo
,
mais ou menus, nossas as palavras com que o Dr.
J.
daMatta
Machado encerrou a introduccaof de sua excellente these inaugural sobre a educacao, <i desejaramos,
tambem,
quealgum de nossos intelligentes
collegas
se dedicasse ao desenvoU vimento deste panto,
que taoimportante
sc nos figura para amedicina
pratica c scientifica,
e assiin melhor correspondesse d espectativa doillustrado
Lente de PathologiaGeral
* »De nossa parte
,
sentimo-
nos demasiadamente timido diante da magnitude do assumpto,
e so o cumprimento do dever que nos impoem osEstatutos
de nossa Faculdade,
e a confianca quenutrimos de obter de urn tal estudo
algumas
luzes que nos guiem na pratica espinhosa da carreira que abracdmos,
animaram-
nosa tomar sobre nossos hombros tao seria e dilficil
responsabilidade .
Uma esperanau
entrctanto.nos acompanha ,
ccque
ointe -
ressc
palpitante
do ponto, a sua incontestavel transcendencia e,
sobretudo, a
nossa
boa vontadc autorizam-
nos a esperar de nossosjuizes a sua benevola indulgencia
,
da quaL inutil e accrescentar,
muito
careccmos .
I * # \
n Com cjfcHri, dn mcsmct sorte qua cm muitos
omiviri symptoms#, u&c vemus wnilo u mijfincmo ou
it t l i i m d o a tictos fgrgidOSi ussim tambum nu
kbiv c nit iilgutex oncontriLinos unrcttmeniu :i exit-
jraniqau «u u drprcss-in do fuetn physiolouko
—
produreSo do tftlnr nnim&L »
i i>«. Ci vs IJA Cm;/„
—
PAtliolugm Uentl p. J3G).w A hJtMp n 11litis spgum print nprcoiur on rosu!
-
.lUialogtcit at cuiflu d\z
ijtttir
-
dii tluinnomemfWmntl(iHkiJi1 o istiulo »ns modulidinks cht uunper
-
muir.i mi isiutlu do saudc. K\ pais, do li
^
orrwn oiudoeliunvcl nmswkUtda euuliaeer qual t n tcmpc
-
ratiii'JL physiologist, v quae* us limites cm quo cjlu podo osciliar, para puder availax as modilicu'
^
OHmorbidas* quo u tempomUim apresent;!. u
\ f >». K VLVELLI* THESE tin coneurso
—
1S7-3 ha
N
.
50t *
*
PRIMEIRA PARTE
CAP ITU LO 1
® nlot [ animal
Um interessante phcnomenn imprcssiona invariavelmente a
attencao do observador quc procura dcsvcndar os profundos mys
-
terios da natureza ; c vem a ser a propriedadc mais ou menos energies dc produzir calor
,
quepossuem
todos os seres vivos,
dispostospalavra da creacaona immensa. ateescalao mais insignificantc
zoologies —
desdevermeo homemquc, rojaa ultimapclaterra
—
: propriedadc esta inherente a sua propria organisacao,
attributo inseparavel da vida
,
da qua! <5 mesmo um factor indis-
1
pensaveL
O homem c os vertebrados superiores gozao, alem disto,
do privilegio dc conservarcm umn temperatura mais ou menos
constante
,
c quc pouco sc resente das variadas modificacoes do meio cm quc vivem. O habitants dos polos, o filho das zonas tem-
peradas, e o negro das regioes ardentes da Africa apresentao lima
temperatura quasi identica
.
Foi dahq da apreciacao erronea destes factos, que se
originou
na classificacaoscientifica
dos animaesaquellc
grandet f i O O f f v
W
grupo
sangue,
atequentehapouco —
porqueconhecidosc suppunham,
sob adenominacao
dotados dede—
amaanimaestempede-
ratura propria
,
afim de os distinguir dos— animaes
de sanguefrio
, — nos quaes
a temperatura parecendo seguir,
a proposito,
asoscillacocs
calorificas domeio
ambientc,
cramconsiderados
comoincapazes ,
porsi ,
de produzirem calor.
Importantes
trabalhos modernos vieram demonstrar cabal-
mentc a inanidade de uma tal distinccao
,
e,
provando a evidencia a formacao de calor nosrepus
,nos
peixes, nos insectos,
etc.,forcaram a conclusao dc que os animaes superiores apenas pos
-
suem a faculdade de mantcr constantc a sua temperatura e sao animaes de temperatura constante cm quanto que os outros
,
pri-
vados dcsta faculdade
,
sao, por isso mesmo,
animaes de tempe- ratura vartaveLE
\
entretanto, sabido que o animal superior nao se acha menossufeito
do que a materia inerte as leis physicas da irradiacaoc da diffusao do calor.
Como
o mineral , elle cede constantc-
mente ao meio que o cerca uma parte de seu calor
,
consome grande porcao para transformal-
o cm trabalho util, c para ali-
mentar a
evaporacao continuada
de que saosedes
o tegumento e os pulmoes ; esta sujeito a outras causas innumeras c sempre activas de resfriamento ; se produz sem intcrrupcao calor, domesmo modo, perde
-
o continuamente,A produccao e as perdas variant
,
pois,de uni instante a outro, c a temperatura geralapenas
sollrc pequenas oscillacoes, E* que acima dos phenomenos da produccao e da perda do calor, existc nos vertebrados superiores uma potencia reguladora, que, por processos complexos, activa e enfraquece as combustoes ou a refrigeracuo, segundo as necessidadcs doorganismo ,
de modo amantcr a temperatura em um grao quasi fixo
,
e a tornal-
a inde*pendente do
mundo
exterior,Produccao, perda e equilibrio do calor, taes sao
,
cm ultimaanalyse
, exclama Hutinel, os tres termos a que pode ser reduzido o problema da calorificacao animal.
*
* V li! ^\ ) i j O
29
-
M
^ rtino — # rtjrm do ralov mtiitml
" Os antigos, djz Picot
.
consideravao o calor animal como amanifcstacao
de uma forca especial,
que Aristotclcs e Galenonomc de calor innato. Sen fdco gcrador
.
exis-
no vemriciilo
direito
pelo primeiro venrricalo esquerdo pelo segundn, Aessas design
#vao sob otindo no conicao1
.
F era localisadodesses autorcs, e no
ideas, succederam doutrinas systematteas
das sciencias na
cm relacaow ao estado epoch# cm que forctm imaginadas. No predominio os
physiologistas ,
impressionados pela da chimica
^ (
cbimiatrie
)produccao de calor que sempre acompanha a
maior
parte das com*binacoes
dos corpos entre si. attribuiramacombinacoes seme
*Ihantes
a origemdo
calor animal. ParaVan
Helmont era a causado phenomena a mistura que elle suppunha
cffectuar -
se no co- racao
entre o enxofre e o sal volatil do fcangue.
Siivius n referia ao encontro dochylo
e do sangue e aeffervescencia
que o acom* panhava.
Os
iatrn-
mecanicos, por sua vez, invocaramos
diversos movj-
mentos que se reproduzcm no organismo para a explicafSo do facto
.
Os movimentos musculares, ns movimemos dosangue
nointerior dos
vasos ,
e, sobretudo1 os attritos da columna sanguine#e de seus
globulos
contra as paredcs doscapillares
. forao. destefnodo
. considerados ns productorcs do calor.
«Tal era a confusao
,
taes as vistas que retnavao na scjenciaate o momento ern que
Lavoisier ,
na expressao de Claude Ber-
nard. fez passSro
importante
problema da phase das hypotheses para a phase das experiences. De entao. para csL immenso ternside o passo avan9ado para u esclarecimcnio da
verdade
*-
a
%
Lir sr