• Nenhum resultado encontrado

Da febre (Sciencias Medicas); Atmosphera (Sciencias Accessorias); Sclerema dos recem-nascidos (Sciencias Cirurgicas); Dos casamentos sob o ponto de vista hygienico (Sciencias Medicas)

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "Da febre (Sciencias Medicas); Atmosphera (Sciencias Accessorias); Sclerema dos recem-nascidos (Sciencias Cirurgicas); Dos casamentos sob o ponto de vista hygienico (Sciencias Medicas)"

Copied!
103
0
0

Texto

(1)

4

\

' t

( , KI ^ I O C Z

m 4 T-

DISSERTACAO

SECOAO

DE SCIENCIAS

MEDICAS DA F E B R E.

*

J .

\ T i5

i ii

ij

5 :

PROPOSigOES

S'ccrdo

Aceessoria AtmospheraCadeira

.

de P / usiea

Secf Sclerema ao Cirurffica dos recem

.

Cadeira-

nascidos de part . or

Sec$ao Unlica

Cackirn de Ihj/jiene c llistorvi do Medicina nos twsAsu.vios SOB o rovro in: VIST.\ HYGIEMCO.

>Hr

« kab

L

ijr

l w

'* m

V

APHESENTADA

A FACliLDADE DE MEDICIAA DO RIO DE JANEIRO

EM 30 DE SETEMBRO DE 1880

e

perante

ella

suat&

r

.

:

ada

no

dia 21

< fe Dezembro

do

mesmo anna

PKH) D\

-

l l

-

It

4 lojuo 3 sn m

i

IfeffsS

BP ^Ti< 7?

NATURAL HE M1NAS-GERABS (t)IAMANT1NA)

Filho legilirao de

Jouo

da Malta

Machado

r de

D

. Amelia Senhorinlia Caldcira

da Malta

.

1

. ^<£

^ OBL

/

CQ %

4T

aJLhJl \ f

.

07 N

.

a x

RIO DE JAHEIUO x

.

Data

r

) J

~

01 / - # /

C

TYP. DE J, D. DEOJIYEIHA RUA no OUVIDOR N. MI .

1880

V

<$>

yL

fOT

^

9

*

(2)

r f

V i\

c

\

)

f

oQ

FU GLDADB I ) E MEDIC1 NV DO RIO DE JANEIRO

nntmon

COKSKLIM-'1110 I ) U . V WONUR DE SANTA IZABKL.

\lcE

-

niRi:crnii

OJNSKLHRJRO I )lt

-

BAIIAO PH Tl!KRBS'IPOLIS

.

SKCBK1MK10

Du. CARLOS FERREIRA DE SOUZA FKHNANDES

.

U:\TES CATHI Itlt A llC

^

S

PIUMEIRO ANNO

N ll.r

.

ir 'V* . DfS

.

,*nt?.K l > C

.

e Mollo CastroMascaronhas

.

Physic;* em geral e particul,.i neat m

anasapplicatesa mcdicina. Cornud!] 1vc ManoelMaria deMora.ese Valle. Chimicae mineralogia,

. . AnaLomiadescviptiva.

SEGUNDO ANNO

Bolauioa e zoologia.

Chiinica orguuicju PhyaidlogJa

.

Anutomiu descripliva

.

M titciro GaminhoA Domingos Jose Froire Junior J'Oai Juupiim da Silva

*

TERCEIRO ANNO

Physiologic.

Analmin geralo patUologiea,

PaUmlogia geral

.

Cliuka externa

.

L

-

so.i KHI da Silva

Con l!i iro Burto do Maceid

».

.

.I-i -in- ' 11Silva [Examinadar}.

..

.

Viccjiio 1 ii lido Figueira do Saboia i* if i >

QUARTO ANNO

f

PathologmPaLhologia externaInterna.

.

Partus, molestiaa de mulhev [

.

la-

pandas e de locem^nascidos Olmica externa

.

A iii 'Hi i F rreira Franca .TOM * ]J n. oenu Pe$anl

Lui/ la 1 l'tiia Feijo Junior

la da Silva

»i** *!** i T '

Vicente 1 iiidido Figueira do Saboia** # * **

t .

ClI

.

u Iniiiuii Vt

-

iho:onodaPeganha\lotta Maida Silvaa QUTNTO ANNOPaLUologiainterna.

AIMtomia topograntiica, m

- -

>\ e

-

ratorfu o nppavelhos.

Album T;

.

!rignea do Alvarenga iPresidente) Materia medica a tharapeub .

! rj Viet ^ Torres Homem

. . . . .. .. .

Oilmen interna

.

* *a ***v

SEXTO ANNO

'3:

i Hygi no e historicda medic u;t .

Medicine legal

.

Pharmacia.

Clinira interna

.

Anton i < ' v<!ja de Souza Costa

vg*Mt in fosi

>

de Souza Lima .... .. .

<; 1.4

-

l l i< I I- i Ezetpiiel Uorna dos Santos

dua Viioid*

.

Torres Homem.

... . . . . . . .

'A -I!I

LEMES SLIBSTI 1 I TOS

jmw

I.b'Tij-iiirim i mu Idin Ramiz Galv&u. ..

Tniii 1

-

iL juim Plzarru

Iiwio MurHus Teixeim

A i -:

-

Furreira dosSantos

I

-

i'

.

i i Guimanles (Examiuudor)

pi' J i'i A t n'0 de Carvalho Franco Antonin 4 i rlano do Almeida..*. . .

ft; 1 M iKossmh VineUi (Examinador) j

Nu*io Fottv.11a de Andrade

I ]b i i t!'i do Abreu.,. .

.

Stscgrio de scUmcias acceasoi .M

.

I

/

i a ¥v

Sec

^

ao descienclas cirurgh

r9 -i # m m n

Soccno le scicncias medic

.

*

::: : \

uAA '

! i A Faculdado nao approva nem repiova asopinules emitt

QMO liw apreaentadas

.

\

A

'J ct

firT*

(3)

y ' qOo )

*

J

ulR H ; {

ij

Scndo a fcbre um dos factos pathologlcoS mais cormrums, que

soem acompanhar o organismo que soffrc

,

e

conhecida

de tempos

immemormes e tem sidp estuda da desde a mais remota antigp

-

dade.

*

K assim quet percorrendo as 1ongas paginas da historic da medicina

,

do

Hyppocrates

a Gakno, de Galeno ate os

nossos

dias

,

vemos milhares do hypotheses

,

theories as mats antagonicas

,

se

erguerem, Limas apus outras, para expliearem o phenomeno que

,

pda sua constartcia

.

pda variedade de suas nunifetacoes, tern

semppe nccupado a attencao accurada dos sabios e

despertado

a

niaior solicitude dos mais illustres observadores do todas as epochas

.

Derivada

,

segundo alguns autores, da palavra latiria fcrverex quo exprime, por $ua vcz, o augmento de calor de um liquido c

a agicacao que este augmento determina i segundo outros, de /V

-

hnuvwi\

.

que sign!lieu puriticar

,

scndo a punficacao do sangLie, na

opiniao destes ultimos

,

um dos resultados constantes da febre ; ja Hyppocrates a considera va uma molestia que tinha por signal a

clevacao da temperature do corpo humano, denonivnando

-

rq d alii.

pj'TetoSy rermo grego

,

que quer dizer

fogo

.

O edebre Asclepiade, da Bithyaia

,

discipujo de Clcophantc

,

que viveu cm Roma

,

pouco depois das victorias de Lucullus e Pompeu na Grecia e na Asia, definia a febre

dinario

,

gcral ou local

,

acompanhado dc um pulso violento

,

enja

causa ,

assim

como a da inUammacao

,

e um engorgitumento qualquei\

um

cator

extraor

-

(4)

!

w

12

E Claudio Galleno

,

nascido cm Pergamo

,

Asia Menor, no anno 131 da era vulgar, a mais vasta erudicao, o talcnto mais raro

Ji

-

medicos da antiguidade, ligando, tambem, grande importancia

: clevacao da temperatura nas molestias febris, Ihcs assignalava

,

i mesmo mode, como caracrer principal, uma modiiicaqao do cilorEsianormaldoutrina

calordosprcuterantigosnaturam* observa

.

J, Picoi

abandonada

,

« Boerhaave

,

guiado por suas ideas iatxo

-

mecanicas, encarou

febre como u resultado da acceleracao do curso do sangue

.

e,desde

wtl

foi, todavia

,

das moditicacoes da temperatura foi completa#

-

emao, o

exame

mente abandonado no cstudo dcste processo morbido* E neces

-

i

io chegarmos aos cclebres trabalhos dc

Gavarrct

para vermos

a clevacao da temperatura readquirir sua anterior importancia

,

11 rque

,

durante os reinudos dc Brown* de Find , de Brouss.is

,

o

estudo da febre

,

ligado a questoes doutrinarias, conservou

-

se

,

apenas ,

no dominio da hypothese

.

A febre, sustentava M

.

Broussais em 1S16,

nao c

,

na rea

-

ddade

,

senao um phenomeno symptomatico on o resultado de uma dor transmittidu ao coracao e a todo o apparelho dos capil

-

lares sanguincos, pela arvore nervosa, da qual alguns

ramos

vem

se distribuir em certo orgao que soffre,

Partindo dcste principio

que afebre nao e senao o symptoms

d r uma afl'eccao local

Broussais collocava a sede desta alTeccao bre a mucosa do estomago c dos intestinos, e toda a especie de

fibre nao era

,

segundo a doutrina dcste professor, mais do que

utna modificacao da gastrite ou da gastro

-

enterite

.

Todas as des

-

dens iuflammatorias das outras visceras cram consideradas como consccutivas. Esta doutrina. denominada physhlogica

,

teve

urande aceitacao, adtnittindo, porem

.

alguns de scus apologistas

ite a intlammacao primitiva, causa da febre

,

podia sc assestar cm

mitro qualquer apparelho, que nao o digestive

.

Para Luges, a febre era uma exaltacao geral do systema ner

-

\ "SO ; e Georget, que pensava do meMno modo, attribuia a exci

-

(5)

* *

\

13

tacao do systerna circulatorio, enearada como elemento c&sencial

,

A exaltacao do systerna ganglionarto,

Nao

cabeT

sem duvida

.

nos limites de nosso pequeno tra

-

balhot

a

descripcao

minuciosa das brilhantes

tentativas

que assi

-

gnalam

os esforcos de nossos antepassados na procura da verdade de tao interessante quao diffkil problems

.

Adepto

fervoroso da escola moderns, que, antevista

, apenas ,

por alguns genios da antiguidade, se erguc

,

em nossos dias

,

pujante e

vigorosa

,

pr

£

ganda - nos

uma nova

fe

e apomando

novos

caminlios

a pcrcorrcr ;

sinceramente convencido

da

sabe -

doria daquelles que

julgam

fecundo o scepticismo que conduz as

sciencias

naturaes a duvidarem do

passado

, para melhor se entre.

garem a

pesquiza

mcthodica dos

factos

; nao

levamos

* entretanto,

o nosso fanatismo pdas iheorias positivas a ponto de conside

-

rarmos nocivo ou mesmo inmil, em scicncia

,

tudo oque nao traz

,

como titulo de apresentacao, o rotulo ou a data dos tempos que

correiru

Pclo contrario? reconhecemos c proclamamos altamente as

grandes

vantagens, as proveitosas licoes

,

que poderemos encontrar

no

estudo

comparativo

,

no parallelo sejn preconceitos, estabele

-

cido entre as cousas novas c antigas

.

Em relacao, porem, ao ponto que escolhemos

,

um tal

modo

de proceder

,

que* alias, como observa ainda J

.

Picot, encontraria

antes sua verdadcira razao n'um tratado da

historic

da medicina

,

ser

-

nos

- ia

de todo impossivel anentos a enorme vastidao do assumpto

,

o pouco tempo de que podemos dispor e, sobretudo

,

a

grande

difficuldade

,

que

se nos antolha

,

superior as

nossas forcas

* Assim, pois, no correr dcste

trabalho

,

sememe tivemos

cm vista a apreciacao e o estudo das differentes questoes perfeitamente demonstradas pela observacao ou

intimamente ligadas

as hypo

-

theses e

theorias ,

aceitas cm

nossos

dias, como inrerpretacao do grande

processo

pathologico, comparando

-

as entre si,

analysan -

do

-

as, para em seguida enunciarmos o que julgamos majs verosi

-

mil, no cstado actual de nossos conhecimemos

,

a respeito de um

(6)

14

phcnomeno

tao commam, tao importante,

mas

tao

diversamente

comprehendido pelos mais illustres observadores.

Estamos

ceno de quc um estudo critico e aprofun

dado

de um tal assumpto implica, nao Iia Juvida,

um grande

numero de dif

-

Ttculdades, que nao tetnos a louca pretensao de veneer com os

a^ssos fracos conhecimemos c a nossa nenhuma experiencia ;

porem, desde ju

,

provenimos que encarregamos a vozes mais au

-

t Tizadas tao

delicada

quao penosa

tarefa

. Tndo quanto aqui

exaramos

, e que, poracaso, mereca alguma

consideracao

, sem re- bucos o confessamos, nao nos pertcnce. Procurando as fontes mais puras e buscando inspiracoes no que de

melhor

tem-se es- cripto sobre as questoes, tomdmos por

guias

deste trabalho dLtinctos professores nacionaes e estrangeiros, enire os quaes lembraremos os Srs. Drs* Dias da

Cruz

, de saudosa memoria,

Torres

Homem, Kossuth Vinelli, Costa Alvarenga, J. Picot, P.

Lorain, Jaccoud, Claude Bernard, V, Hutinel, Marey, G. Colin, Gavarret, etc. , consultando, ao mesmo tempo, varios artigos dis

-

perses em diccionarios,

differentes

memorias e outras publica

-

coes scientificas. {*}

Nao podemos, tambem, passar em silencio o nome de um

nosso

parenie e amigo, o Sr. Dr.

E

. Pitanga, distincto professor dc physica da

Escola

Polytechnica. A

amabilidade

deste illustre

cavalheiro

, uma das glorias do corpo docente superior dcsta terra,

devemos o franco e valioso ofterecimento de importantes livros e

memorias que possue sobre a questao do calor animal, e que

mutto nos auxiliaram. A elle. portanto, o nosso reconhecimento

e sincere gratidao.

Nao foi sem

grande embaraco que chegamos

a

fixar

o piano

(*) Dias cfa Cruz

. —

Pathologia geral : K. Vmolli*

These de Concurso ; Torres

liomemjrtetrie- / a temperaturecliniquc,

Compendiageneratede;corpsJChniea. IV,humainot*medico

Lei; .uUu;grands0 sUlo BiAlvprocessus*n i'&irlrtsugtt*

,Lamortfides

Precivchafeur;dePanimate.iJurmoLumin

-

,;

V , Uutinoi,

Des temperatures basses centrales; Marey,

La machine animate ;

Ci Colin*

Phisiologic compared des animaux ; Gavarret,

Physique medi-

cvlc : etc.

(7)

15

-

a

seguir

na exposicao deste trabalho

.

Depois de varias tentativas

,

nao possuindo uma imica these, brazileira ou estrangeira

,

que nos prcstasse

,

neste semido

,

seu valioso auxilio, rcsolvemos por fim

dividiUo cm duas partes ou seccoes principacs:

Na

primeira, cm

difterentes

capitulos e artigos

, procuramos

estudar : as fonles de produccao e

perdas

do calor animal ; a tem

-

perature do homem sao, com suas oscillacoes physiologicas

,

e as

alteracoes

pathologicas

,

gcral e local

,

desta

mesma

temperatura

.

Na segunda

.

depois de adoptarmos uma definicao para a fibre

,

tratdmos, em

seguida

: da

thermometria

clinica ; da

marcha

da temperatura nas molestias febris ; da

relacao

entre a tempera

-

tura e diversos outros symptomas ; terminando

,

afinal. com as

causas

e theorias do grande processo pathologico

.

Fazendo

,

mais ou menus, nossas as palavras com que o Dr

.

J

.

da

Matta

Machado encerrou a introduccaof de sua excellente these inaugural sobre a educacao, <i desejaramos

,

tambem

,

que

algum de nossos intelligentes

collegas

se dedicasse ao desenvoU vimento deste panto

,

que tao

importante

sc nos figura para a

medicina

pratica c scientifica

,

e assiin melhor correspondesse d espectativa do

illustrado

Lente de Pathologia

Geral

* »

De nossa parte

,

sentimo

-

nos demasiadamente timido diante da magnitude do assumpto

,

e so o cumprimento do dever que nos impoem os

Estatutos

de nossa Faculdade

,

e a confianca que

nutrimos de obter de urn tal estudo

algumas

luzes que nos guiem na pratica espinhosa da carreira que abracdmos

,

animaram

-

nos

a tomar sobre nossos hombros tao seria e dilficil

responsabilidade .

Uma esperanau

entrctanto.

nos acompanha ,

cc

que

o

inte -

ressc

palpitante

do ponto, a sua incontestavel transcendencia e

,

sobretudo, a

nossa

boa vontadc autorizam

-

nos a esperar de nossos

juizes a sua benevola indulgencia

,

da quaL inutil e accrescentar

,

muito

careccmos .

(8)

I * # \

n Com cjfcHri, dn mcsmct sorte qua cm muitos

omiviri symptoms#, u&c vemus wnilo u mijfincmo ou

it t l i i m d o a tictos fgrgidOSi ussim tambum nu

kbiv c nit iilgutex oncontriLinos unrcttmeniu :i exit-

jraniqau «u u drprcss-in do fuetn physiolouko

produreSo do tftlnr nnim&L »

i i>«. Ci vs IJA Cm;/

PAtliolugm Uentl p. J3G).

w A hJtMp n 11litis spgum print nprcoiur on rosu!

-

.lUialogtcit at cuiflu d\z

ijtttir

-

dii tluinnomemf

Wmntl(iHkiJi1 o istiulo »ns modulidinks cht uunper

-

muir.i mi isiutlu do saudc. K\ pais, do li

^

orrwn o

iudoeliunvcl nmswkUtda euuliaeer qual t n tcmpc

-

ratiii'JL physiologist, v quae* us limites cm quo cjlu podo osciliar, para puder availax as modilicu'

^

OH

morbidas* quo u tempomUim apresent;!. u

\ f >». K VLVELLI* THESE tin coneurso

1S7-3 h

a

N

.

50

(9)

t *

*

PRIMEIRA PARTE

CAP ITU LO 1

® nlot [ animal

Um interessante phcnomenn imprcssiona invariavelmente a

attencao do observador quc procura dcsvcndar os profundos mys

-

terios da natureza ; c vem a ser a propriedadc mais ou menos energies dc produzir calor

,

que

possuem

todos os seres vivos

,

dispostospalavra da creacaona immensa. ateescalao mais insignificantc

zoologies —

desdevermeo homemquc, rojaa ultimapcla

terra

: propriedadc esta inherente a sua propria organisacao

,

attributo inseparavel da vida

,

da qua! <5 mesmo um factor indis

-

1

pensaveL

O homem c os vertebrados superiores gozao, alem disto,

do privilegio dc conservarcm umn temperatura mais ou menos

constante

,

c quc pouco sc resente das variadas modificacoes do meio cm quc vivem. O habitants dos polos, o filho das zonas tem

-

peradas, e o negro das regioes ardentes da Africa apresentao lima

temperatura quasi identica

.

Foi dahq da apreciacao erronea destes factos, que se

originou

na classificacao

scientifica

dos animaes

aquellc

grande

(10)

t f i O O f f v

W

grupo

sangue

,

atequenteha

pouco

porqueconhecidosc suppunham

,

sob a

denominacao

dotados dede

amaanimaestempede

-

ratura propria

,

afim de os distinguir dos

animaes

de sangue

frio

, — nos quaes

a temperatura parecendo seguir

,

a proposito

,

as

oscillacocs

calorificas do

meio

ambientc

,

cram

considerados

como

incapazes ,

por

si ,

de produzirem calor

.

Importantes

trabalhos modernos vieram demonstrar cabal

-

mentc a inanidade de uma tal distinccao

,

e

,

provando a evidencia a formacao de calor nos

repus

,

nos

peixes, nos insectos

,

etc.,

forcaram a conclusao dc que os animaes superiores apenas pos

-

suem a faculdade de mantcr constantc a sua temperatura e sao animaes de temperatura constante cm quanto que os outros

,

pri

-

vados dcsta faculdade

,

sao, por isso mesmo

,

animaes de tempe- ratura vartaveL

E

\

entretanto, sabido que o animal superior nao se acha menos

sufeito

do que a materia inerte as leis physicas da irradiacao

c da diffusao do calor.

Como

o mineral , elle cede constantc

-

mente ao meio que o cerca uma parte de seu calor

,

consome grande porcao para transformal

-

o cm trabalho util, c para ali

-

mentar a

evaporacao continuada

de que sao

sedes

o tegumento e os pulmoes ; esta sujeito a outras causas innumeras c sempre activas de resfriamento ; se produz sem intcrrupcao calor, do

mesmo modo, perde

-

o continuamente,

A produccao e as perdas variant

,

pois,de uni instante a outro, c a temperatura geral

apenas

sollrc pequenas oscillacoes, E* que acima dos phenomenos da produccao e da perda do calor, existc nos vertebrados superiores uma potencia reguladora, que, por processos complexos, activa e enfraquece as combustoes ou a refrigeracuo, segundo as necessidadcs do

organismo ,

de modo a

mantcr a temperatura em um grao quasi fixo

,

e a tornal

-

a inde*

pendente do

mundo

exterior,

Produccao, perda e equilibrio do calor, taes sao

,

cm ultima

analyse

, exclama Hutinel, os tres termos a que pode ser reduzido o problema da calorificacao animal

.

(11)

*

* V li! ^

\ ) i j O

29

-

M

^ rtino # rtjrm do ralov mtiitml

" Os antigos, djz Picot

.

consideravao o calor animal como a

manifcstacao

de uma forca especial

,

que Aristotclcs e Galeno

nomc de calor innato. Sen fdco gcrador

.

exis

-

no vemriciilo

direito

pelo primeiro venrricalo esquerdo pelo segundn, A

essas design

#vao sob o

tindo no conicao1

.

F era localisado

desses autorcs, e no

ideas, succederam doutrinas systematteas

das sciencias na

cm relacaow ao estado epoch# cm que forctm imaginadas. No predominio os

physiologistas ,

impressionados pela da chi

mica

^ (

cbimiatrie

)

produccao de calor que sempre acompanha a

maior

parte das com*

binacoes

dos corpos entre si. attribuirama

combinacoes seme

*

Ihantes

a origem

do

calor animal. Para

Van

Helmont era a causa

do phenomena a mistura que elle suppunha

cffectuar -

se no co

- racao

entre o enxofre e o sal volatil do fcangue

.

Siivius n referia ao encontro do

chylo

e do sangue e a

effervescencia

que o acom* panhava

.

Os

iatrn

-

mecanicos, por sua vez, invocaram

os

diversos movj

-

mentos que se reproduzcm no organismo para a explicafSo do facto

.

Os movimentos musculares, ns movimemos do

sangue

no

interior dos

vasos ,

e, sobretudo1 os attritos da columna sanguine#

e de seus

globulos

contra as paredcs dos

capillares

. forao. deste

fnodo

. considerados ns productorcs do calor

.

«

Tal era a confusao

,

taes as vistas que retnavao na scjencia

ate o momento ern que

Lavoisier ,

na expressao de Claude Ber

-

nard. fez passSro

importante

problema da phase das hypotheses para a phase das experiences. De entao. para csL immenso tern

side o passo avan9ado para u esclarecimcnio da

verdade

*

-

a

%

Lir sr

Referências

Documentos relacionados

lista adraittido quo as molestias adqueridas transmittem - se tambem cmno as heriditarias , se na epoca da fecundacao estiverem os paes affectados ; fa remos por £ m uma excepcao para

verb gens quotidianas ; as doses fotio elevadas ate ires grammas, e assim die alcancou que cstc infeliz nao livesse mais accessos.. Basin mmeroti lam 1 mm a applira - lo na dose do

pois a Hygiene huma parte das Sciencias medicas assaz importante.. lie hum ramo de moral , lie ( segundo Rousseau )

A distribuicao deste tecido. visto ser o que entretem relacoes mais estreitas com a urethra , e que nos da conta ate certo ponto dos espasmos que algumas vezes sc observa na

polaprimoira vez pralicada polo illuslrado ophihalmologism n ’ um caso do glaucoma o coroadado niais feliz resnllado. De entflodatfio &lt; &gt; s priiicipoes irnb.. tplicar 6 es

Media da quantidade de materia fecal excretada nos ultimos 3 dias. M 6diu da quantidade tie urina excretada

pGHU « dominilOj dennnciaudo assim 11 m obstacnlo perautnente da eirculaqfto venosa , o affectao como t = £ de principal os organs male vusculares c os quo tCm relaqOee mais

hydrato de chloral poderiu ser empregado para acatmar as dores do parto natural , para facilitar as operates obstetrieas , e para combater a eclampsia *. 24. , nao so por serem