Diferença entre as competências de um profissional formado no modelo de ensino
Diferença entre as competências de um profissional formado no modelo de ensino
“PBL” e de um profissional formado com o modelo “Professor – Estudante”
“PBL” e de um profissional formado com o modelo “Professor – Estudante”
O modelo “Problem Based Learning”, mais conhecido pela sigla PBL, veio romper com o tradicional modelo de ensino denominado por alguns autores como modelo “Professor – Estudante”. O facto de o PBL ter articulado as competências técnicas ou específicas, muito valorizadas no modelo de ensino anterior, com as competências transversais, úteis em qualquer contexto e comuns a quase todas as profissões, veio alterar as aptidões com as quais os estudantes saem da faculdade para o mercado de trabalho.
Deste modo podemos concluir que um profissional formado com base do modelo curricular PBL possuirá uma maior capacidade para solucionar problemas, um maior desenvolvimento das habilidades técnicas e sócio - afectivas, um pensamento crítico mais amplo, uma maior capacidade de aprender ao longo da via e uma maior facilidade na absorção de conteúdos, sendo esta processada com mais profundidade e por períodos de tempo mais alargados. Para além disto, é consensual que apesar de mais difícil a transição entre o Ensino Secundário e o modelo PBL, a adaptação ao mercado de trabalho é muito mais fácil uma vez, uma vez que o modelo PBL reflecte o dia-a-dia dos profissionais de saúde, ou seja, a resolução colaborativa de problemas e a reflexão acerca das suas experiências.
No entanto nem tudo no modelo PBL é vantajoso, os profissionais formados com o modelo “Professor – Estudante” tem um conhecimento teórico mais profundo, uma vez que o PBL dá apenas uma visão superficial das situações. O facto de o modelo dito “convencional” ser mais antigo faz com que os profissionais se sintam maior segurança nos conhecimentos adquiridos assim como garantia do cumprimento integral do programa.
Referências Bibliográficas:
http://www.revistademedicina.ufc.br/v40/v407.htm, consultado em 28 de Setembro de 2010 RIBEIRO, Luís e MIZUKAMI, Maria, Uma Implementação da Aprendizagem Baseada em
Problemas (PBL) na Pós- Graduação em Engenharia sob a óptica dos Alunos, actual. Set. 2004, [Consultado em 27 de Setembro de 2010] Disponível na WWW: <URL:
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/viewFile/3815/3073>; http://www.uefs.br/portal/colegiados/medicina/menus-de-medicina/metodologia.htm,
consultado em 27 de Setembro de 2010;
Competências Transversais
Competências Transversais
A necessidade de competências transversais dos licenciados tem sido alvo de preocupação ao longo dos últimos anos, pois, não raras vezes, nos deparamos com colegas que eram brilhantes nos seus cursos e que hoje ocupam funções de pouco destaque, enquanto outros, ditos menos “brilhantes” em termos académicos, desempenham cargos profissionais destacados. Lança-se assim a questão: “Será que as competências técnicas / específicas são suficientes para o exercício superior de uma actividade profissional?”.
Bem, tudo indica que haja um conjunto de competências, não adquiridas através da formação académica aquando da passagem pela universidade, que são decisivas na empregabilidade dos diplomados do ensino superior. Surgem assim as COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS ou SOFT SKILLS, dando resposta às crescentes necessidades da sociedade.
Dessas competências distinguem-se: comunicação, trabalho de grupo, autonomia, adaptação, liderança, espírito crítico, persistência, autocontrolo, motivação, entre outras. E estão relacionadas com as atitudes e comportamentos das pessoas em interacção com outras. São comportamentais por natureza e desenvolvem-se através da prática em situações de trabalho reais.
Partindo do problema 1, o senhor Gervásio Silva ao apostar nas competências técnicas de profissionais de altas referências académicas esqueceu-se que, no exercer da medicina, “skills” mais humanas se tornam um factor preponderante e essencial para o contacto com os outros, daí não ter conseguido “criar nenhum serviço de referência”.
Resumindo, não obstante às capacidades académicas adquiridas durante o ensino superior outras se elevam no mundo profissional marcando a diferença, sendo que estas, competências transversais, servem, muitas vezes, como factor de selecção após a vida académica.
Referências Bibliográficas:
UNIVERSIDADE DO MINHO CAMPUS AZURÉM – GUIMARÃES. Competências Transversais e mercado de trabalho: Perspectiva de empregadores e licenciados.
http://www.tecminho.uminho.pt/ctdes/index2.php#, 27 Setembro de 10.
EXPRESSO. A importância das soft skills. http://aeiou.expresso.pt/a-importancia-das-isoft-skillsi=f542946 , 27 Setembro de 10.
UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA/PORTO FACULDADE DE ECONOMIA E GESTÃO. O papel das competências transversais. http://feg.porto.ucp.pt/PIC/Pagina.aspx?IDPagina=1.1.3, 27 Setembro de 10.
A declaração de Bolonha
A declaração de Bolonha
Em Setembro de 1988, várias universidades aprovaram em Bolonha uma “Magna Carta” devido aos 900 anos da mais antiga universidade da Europa. Esta Carta estabelece princípios fundamentais tais como a autonomia das universidades, a liberdade de ensino e de investigação, a afirmação da tradição humanista e a rejeição da intolerância.
No seguimento da "Carta Magna", os Ministros da Educação da Alemanha, França, Itália e Reino Unido, assinaram em Maio de 1998 em Paris a declaração de Sorbonne (iniciação informal da declaração de Bolonha) onde já se perspectivava a formação de um Espaço Europeu de Ensino Superior. Só em Junho de 1999 é que os Ministros da Educação de 29 Estados europeus arrancaram oficialmente com a Declaração de Bolonha, a qual define um conjunto de etapas e de passos a dar pelos sistemas de ensino superior europeus no sentido de construir um espaço europeu de ensino superior globalmente harmonizado. Os 29 países assinantes foram: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Noruega, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia, República Checa, Suécia e Suíça.
A ideia base é poder ser possível a um estudante de qualquer estabelecimento de ensino superior, iniciar a sua formação académica, continuar os seus estudos, concluir a sua formação superior e obter um diploma europeu reconhecido em qualquer universidade de qualquer Estado-membro. Tal pressupõe que as instituições de ensino superior passem a funcionar de modo integrado, num espaço aberto antecipadamente delineado. Nesse enquadramento, os sistemas de ensino superior deverão ser dotados de uma organização estrutural de base idêntica, oferecer cursos e especializações semelhantes e comparáveis em termos de conteúdos e de duração, e conferir diplomas de valor reconhecidamente equivalente tanto académica como profissionalmente.
Os objectivos gerais da Declaração de Bolonha são: o aumento da competitividade do sistema europeu de ensino superior; a promoção da mobilidade e empregabilidade dos diplomados do ensino superior no espaço europeu; o estabelecimento, até 2010, da Área Europeia de Ensino Superior, coerente, compatível, competitiva e atractiva para estudantes europeus e de países terceiros.
Com a declaração de Bolonha pretende-se uma grande flexibilidade dos currículos, maior autonomia para os estudantes escolherem o seu percurso escolar, mais rápida integração no mercado do trabalho, uma harmonização das estruturas do ensino superior que conduzirá, por sua vez, a um espaço comum europeu de ciência e de ensino superior.
A declaração de Bolonha, caso tenha êxito, tem como finalidade os seguintes aspectos: adopção de um sistema de graus académicos facilmente legível e comparável; adopção de um sistema assente em dois ciclos (em Portugal o primeiro ciclo conduz ao grau de licenciado e com uma duração compreendida entre seis e oito semestres; o segundo ciclo conduz ao grau de mestre, com uma duração compreendida entre três e quatro semestres); generalização de
um sistema de créditos académicos (ECTS), não apenas transferíveis mas também acumuláveis, independentemente da Instituição de Ensino frequentada e do país de localização da mesma.
Referências Bibliográficas: http://www.carloscoelho.eu/dossiers/bolonha/ver.asp?submenu=20&pf=12 http://www.carloscoelho.eu/dossiers/bolonha/ver.asp?submenu=20&pf=16 http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Estudantes/Processo+de+Bolonha/Processo+de+Bolonha/ http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1184884 Filipa Liz
Síntese: ligação Bolonha-PBL
Síntese: ligação Bolonha-PBL
A aprendizagem baseada em problemas (Problem Based Learning) surge como adequação ao Processo de Bolonha.
Para que esta adequação fosse possível, houve escolas (como a ESTSP), que procederam a uma revisão curricular em determinados cursos (exemplo: fisioterapia).
O grupo de trabalho responsável por esta revisão concluiu que teria de cortar com o modelo tradicional de curriculum. Para o substituir, foi escolhido o modelo de curriculum de Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem Based Learning).
Ao contrário do modelo tradicional, em que o curriculum se organiza em torno de unidades curriculares, no PBL o curriculum organiza-se em torno de problemas com relevância clínica e pedagógica, em que se integram os conhecimentos habilidades e atitudes considerados relevantes para o desenvolvimento das competências.
No modelo PBL adoptado na ESTSP o trabalho é desenvolvido no âmbito de pequenos grupos (dez estudantes) tendo um tutor como facilitador do processo de aprendizagem.
A conclusão que podemos retirar acerca da ligação PBL-BOLONHA é que este modelo (PBL) surge como resposta á adequação ao processo de Bolonha. Assim, algumas escolas, como a ESTSP, optaram por adoptar um novo modelo curricular, substituindo o tradicional.
Referências Bibliográficas:
• http://www.ipp.pt/fileManager/file/Rel_Bolonha/ESTSP.pdf • http://www.estsp.pt/PBL.pdf
Quais são as grandes diferenças entre os dois modelos conceptuais?
Quais são as grandes diferenças entre os dois modelos conceptuais?
O curso de Fisioterapia sofreu recentemente uma alteração metodológica no seguimento da adesão ao processo de Bolonha.
Este novo modelo implantado, o PBL (Problem Based Leaning), veio substituir o “até então” seguido plano de estudos, provocando inúmeras alterações curriculares tanto ao nível dos métodos de ensino e aprendizagem como a nível avaliativo.
Assim sendo podemos destacar que, ao contrário do que acontecia no modelo tradicional, no PBL o estudante baseia a sua aprendizagem na pesquisa, na investigação e na busca do conhecimento, procurando analisar um determinado problema que lhe é apresentado. Deste modo, são substituídas as tradicionais disciplinas leccionadas, passando a organizar-se todo o programa em módulos temáticos, que ao incluírem os problemas anteriormente referidos, relacionam e englobam várias áreas científicas.
O estágio, que era uma componente avaliativa no antigo modelo curricular, no PBL é substituído pela Educação Clínica que apesar de não destoar drasticamente do primeiro, acaba por acompanhar todo o processo de aprendizagem teórica (4 anos de curso), em oposição ao estágio que apenas ocorria após a conclusão da licenciatura.
Verifica-se também uma notável alteração no papel do professor enquanto transmissor de conhecimento. Os profissionais são agora tutores que aconselham e orientam o trabalho dos estudantes, tendo um papel menos decisivo no que diz respeito à organização dos métodos de trabalho (ritmo/evolução, áreas a abordar, etc).
A origem do PBL
A origem do PBL
O método PBL (Problem Based Learning - Aprendizagem Baseada em Problemas) surge em 1960 na Escola de McMaster, no Canadá e na Escola de Maastricht, na Holanda. É uma estratégia pedagógica/didáctica centrada no aluno. Nos últimos anos várias escolas medicinais têm adoptado este método, incluindo a fisioterapia. O PBL foi adoptado devido aos desafios de Bolonha. A partir do momento em que o PBL é adoptado como método nas ciências medicinais, Bolonha aceita as características e aptidões desenvolvidas pelos estudantes, tornando este método oficial e com melhores resultados de aprendizagem.
Vantagens e Desvantagens do PBL
Vantagens e Desvantagens do PBL
Vantagens Aumenta o senso de responsabilidade do estudante
O aluno precisa de ter vontade de aprender por conta própria Estimula a leitura
Desenvolve o raciocínio lógico e a capacidade de discussão O estudante aprende a investigar e a resolver problemas Desenvolve as relações interpessoais
Promove o conhecimento teórico mais contextualizado
O facto de serem os estudantes a aprender por si, torna a aprendizagem mais proveitosa
Torna as aulas mais dinâmicas
O aluno deixa de estar vinculado apenas a exames
Quando o estudante entra no mercado de trabalho está mais familiarizado e o choque não e tão grande
Fomenta o trabalho em equipa, promovendo, assim, uma melhor adaptação numa equipa multidisciplinar
Desvantagens
A adaptação a este método pode ser dificil pelo facto de o aluno, não estar inserido no contexto exigido pela metodologia do PBL, pois desde o inicio do percurso escolar o aprendizado é centrado na figura do professor
Com uma maior exigência sobre os estudantes, o tempo dedicado e a carga de trabalho aumentam
A adaptação por parte de aluno que já estiveram no ensino superior com o método de ensino tradicional é muito difícil
Não se adequa a todos os alunos, os mais introvertidos sentem dificuldades por estarem sujeitos a grande pressão quando têm que participar nas discussões do grupo Em trabalhos de grupo há sempre alunos que se aproveitam do trabalho dos outros,
alunos que se acham melhores que os outros, alunos mais stressados e pode haver conflitos
O estudante pode ficar com dúvidas acumuladas, que muitas vezes não são esclarecidas, seja pelo que impõe a metodologia, seja pelo facto de o tutor ser especialista apenas numa área
Em que consiste o PBL?
Em que consiste o PBL?
PBL (Problem Based Learning), isto é, aprendizagem baseada em problemas define-se, por uma abordagem mais personalizada do processo de aprendizagem, mais centrada nos problemas com que cada aluno se depara. A escola Mcmaster no Canadá foi a pioneira do PBL.
O PBL, consiste em: Aprender em contextos;
Trabalhar em pequenos grupos, compostos por alunos e um tutor; Aumentar o conhecimento através da pesquisa;
Aprender a resolver problemas;
Dar aos alunos problemas que contêm várias soluções possíveis e estão mal definidos; Estruturação do conhecimento social;
O tutor se certificar que a discussão vai na direcção certa e presta o conhecimento necessário;
Os alunos terem um trabalho autónomo, dirigindo o problema; Problemas da vida real.
Referências Bibliográficas:
- en.wikipedia.org/wiki/Problem-based_learning - www.studygs.net/pbl.htm
- www.uel.br/.../APRENDIZAGEMBASEADAEMPROBLEMAS.pdf José Carlos Lopes Martins
PBL –
PBL – Problem Based Learning
Problem Based Learning
O que é o PBL?
Problem Based Learning (ou Aprendizagem Baseada em Problemas), é um modelo de aprendizagem cujo objecto de ensino é a resolução de problemas que simulam situações reais, existindo um ensino multidisciplinar adequado para os diferentes estilos de aprendizagem. Possibilita a compreensão de toda a envolvência da questão, e não apenas pequenas partes, o que se supõe facilitar a retenção de conhecimentos e técnicas.
Métodos de Ensino PBL
A aprendizagem é feita em pequenos grupos de alunos que, a trabalhar conjuntamente, tentam arranjar soluções para resolver determinados desafios que lhes são lançados. Cada um destes grupos possui um tutor, cujas funções são facilitar o funcionamento do grupo e controlar o rumo e as dimensões que o trabalho está a tomar.
Deste modo, é proporcionado um contexto para as várias disciplinas, que aumenta a motivação, o auto-ensino e a utilização de conhecimentos prévios, sendo esta última de grande importância, visto estimular a discussão intra-grupo.
Assim, os estudantes têm maiores possibilidades de tomarem conhecimento do que sabem e do que não sabem, sem por isso serem prejudicados em testes ou outras avaliações, e dos vários métodos e técnicas de aprendizagem e estudo, ao estarem em contacto com outros estudantes.
Um dos principais objectivos desde modelo é ensinar o estudante a aprender, ou seja, mostrar outras técnicas de aprendizagem que, no futuro, proporcionem uma facilidade em aprender novas matérias, essenciais para a prática profissional.
Avaliação em PBL
O objectivo da aprendizagem em PBL não é a memorização para um exame ou teste, mas sim a retenção de informações teórico-práticas. Segundo o NSFES1, a avaliação deveria englobar:
A realização de tarefas semelhantes àquelas existentes em situações reais;
A existência de vários momentos de avaliação, de modo a atenuar diferenças bruscas entre notas;
A existência de documentos que registem o progresso de aprendizagem do estudante; A auto-avaliação e reflexões do estudante sobre o que realmente sabe e aprendeu e os
objectivos traçados no início do problema, o que lhe permite desvendar quais as técnicas de estudo que facilitam a aprendizagem.
Existem, assim, dois modos de avaliar estas competências: os vulgares exames ou um problema final, mais complexo, que englobe vários conhecimentos de situações já estudadas. Cada um destes elementos pode ser feito individualmente, em grupo, ou ambos, no final de cada problema ou módulo.
Cada entidade define os seus parâmetros e métodos de avaliação, tal como no método tradicional.
Nota:
1- NSFES – National Sciencie Foundation Education Standarts é uma entidade norte-americana que define os parâmetros de avaliação de diferentes graus de ensino, a nível nacional.
Referências Bibliográficas:
http://www.physther.net/cgi/content/abstract/78/2/195 em 27/09/2010 http://www.udel.edu/inst/why-pbl.html em 27/09/2010
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3796328 em 29/09/2010