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Análise de Desempenho

Econômico-Financeiro do

Setor Farmacêutico no Brasil

2003 a 2005

Econômico-Financeiro do

Setor Farmacêutico no Brasil

2003 a 2005

Estudos Febrafarma

14 An álise de Desem penho Econômico-Fin anceiro do Setor F a rm acêu tico no Br asil 2003 a 2005

O Estudo dá continuidade ao trabalho semelhante (Análise de Desempenho Econômico-Financeiro no Setor Farmacêutico do Brasil – 1998 a 2003). Abrangendo o período de 2003 a 2005, no trabalho foram compilados os balanços patrimoniais de 69 empresas do setor, que, em 2005, representavam um faturamento líquido de R$ 18,2 bilhões (preços de fábrica, sem impostos e descontos adicionais). Os indicadores do estudo atual, mesmo computando um número maior de empresas (69 contra 42 do estudo anterior) são comparáveis aos do ano de 2003. Apesar de registrarem variação mais acentuada na margem líquida e na rentabilidade do capital próprio e no retorno do capital empregado, os dados apurados neste trabalho e no anterior, referentes a 2003 (tanto em relação à essência, quanto à conclusão), não divergem; ambos apontam para perda de liquidez e rentabilidade do setor em 2003 quando comparado a 1998.

Luiz Affonso Neiva Romano

CMC Certified Management Consultant; presidente do IBCO Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização; consultor da FGV; autor do livro Intervenção e Regulação no Brasil- a indústria farmacêutica (o controle de preços no Brasil, desde 1940), estudos Febrafarma 2005.

Marco André Pelajo

Economista; Pós graduado em Finanças pela FGV; Consultor da FGV.

Marcos Alves Carneiro da Silva

Contador; Consultor na área contábil e financeira; Pós graduado em Administração Financeira pela FGV; Foi diretor do IBEF Instituto Brasileiro de Executivos

de Finanças e executivo de empresas de médio e grande porte. Participou do projeto “ Análise de Desempenho Econômico- Financeiro do Setor Farmacêutico no Brasil– 1998 a 2003 – estudos Febrafarma”.

Federação Brasileira da

Indústria Farmacêutica

SEDE BRASÍLIA SAS Quadra 1 Bloco N

Ed. Terra Brasilis, Salas 701 a 704 Cep 70070 010 Brasília DF Brasil Fone/fax 55 61 3323 8586

Febrafarma

A coleção Estudos Febrafarma aborda temas relacionados à indústria farmacêutica. Editada pela Federação Brasileira da Indústria

Farmacêutica (Febrafarma), da qual fazem parte 15 entidades representativas de 267 fabricantes de medicamentos, a série divulga pesquisas, análises e teses elaboradas por especialistas das mais diversas áreas de conhecimento que contribuam para uma melhor compreensão das características do setor. Com esta coleção, a Febrafarma reafirma seu compromisso de estabelecer um diálogo construtivo e permanente com a sociedade e as autoridades e profissionais que atuam na área da saúde, tendo em vista o

desenvolvimento do país e o bem-estar da população brasileira.

As opiniões emitidas neste estudo são de inteira responsabilidade de seus autores, não

Luiz Affonso Neiva Romano,

Marco André Pelajo,

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Estudos

Febrafarma

Análise de Desempenho

Econômico-Financeiro do

Setor Farmacêutico no Brasil

2003 a 2005

14

Luiz Affonso Neiva Romano

Marco André Pelajo

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Romano, Luiz Affonso Neiva Pelajo, Marco André

Silva, Marcos Alves Carneiro da

Análise de Desempenho Econômico-Financeiro do Setor Farmacieutico no Brasil 2003 a 2005. / Luiz Affonso Neiva Romano,

Marco André Pelajo, Marcos Alves Carneiro da Silva. São Paulo: Febrafarma - Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica, 2007 - (Estudos Febrafarma)

Bibliografia.

1. Indústria Farmacêutica - Controle de preços 2. Medicamentos - Preços - Método comparativo 3. Preços - Determinação I. Título. II. Série.

Índices para catálogo sistemático:

1. Panorama ecoômico dos segmentos do setor:

Agência Brasileira do ISBN ISBN

(4)

978-85-98216-Coordenação

Luiz Antonio Diório

Gerente de Economia Febrafarma

Análise de Desempenho

Econômico-Financeiro do

Setor Farmacêutico no Brasil

2003 a 2005

Estudos

Febrafarma

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índice

Introdução

7

1. Metodologia

11

1.1 Etapa I: Definição da Amostra e Levantamento de Informações 11

1.2 Etapa II: Modelagem Econômico-Financeira e Estatística

11

1.3 Etapa III: Apresentação dos Dados

12

1.4 Etapa IV: Conclusões

12

2 Definições

15

2.1 Nomenclaturas

15

2.2 Relação das Empresas Participantes

16

3 Análise do Desempenho Operacional

19

4 Análise do Desempenho Econômico-Financeiro

23

4.1 Comentários

30

Anexos

33

(7)
(8)

Introdução

O presente trabalho dá seqüência à coleção da série de Estudos FEBRAFARMA – pu-blicações abordando temas da indústria farmacêutica -, de forma a apresentar ao setor, ao mercado, ao governo e à sociedade brasileira dados, números, comentários e análises acerca do comportamento da indústria farmacêutica sob os aspectos político, econômico e social. A FEBRAFARMA objetiva, com a publicação da série de estudos, ampliar o diálogo com a sociedade, aperfeiçoando sempre a transparência do setor, de modo que a indústria farma-cêutica seja percebida com a importância que merece para a promoção da saúde.

O setor experimentou todas as fases de intervenções no passado (tabelamento, adminis-tração e congelamento de preços) e está entre os mais regulados no presente. O controle de preços, iniciado em 1940, era exercido pela Comissão Coordenadora da Mobilização Eco-nômica (CCME, depois CCP, COFAP e SUNAB). Apresentou-se mais rígido nas décadas de 60 e 70, quando eram necessárias a análise e a autorização prévia e expressa do plenário da CONEP e do CIP para o repasse dos custos aos preços e para o lançamento de produtos no-vos, sendo flexibilizado gradualmente, liberado em 1991, e totalmente no período compreen-dido entre maio de 1992 e abril de 1994. No Plano Real (1994 a 1999) foram acompanhados pelo governo de 1994 a 1996, por meio de entendimento informal, e de 1997 a 2000, quando obrigadas a comunicar e justificar os aumentos de preços. Em 2001 os preços passaram a ser regulados pela CAMED – Câmara de Medicamentos e, a partir de 2003, pela CMED – Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, conforme historiado no “Intervenção e Regulação – A Indústria Farmacêutica – Estudos FEBRAFARMA 2005”. Nesse período, entre 2001 e 2005, os reajustes médios autorizados para os preços dos medicamentos foram de 4,4% em janeiro de 2001, 4,0% em novembro de 2001, 4,3% em janeiro de 2002, 8,6% em novembro de 2002, 8,6% em março de 2003, 2,0% em setembro de 2003, 5,7% em março de 2004 e, em março de 2005, foram autorizados três níveis de reajuste de preço, em função da participação de medicamentos genéricos na classe terapêutica: nível 1: 7,4% (IPCA pleno); nível 2: 6,6%; e, nível 3: 5,9%.

Considerando o reajuste médio de 6,07%, em março de 2005 (admitindo-se que todas as empresas adotaram, nas respectivas faixas de reajuste, o limite máximo autorizado, ponde-rado por seus faturamentos), o reajuste acumulado de 2001 até 2005 totaliza 52,85%.

No mesmo período, ou seja, de janeiro de 2001 até dezembro de 2005, o IPCA acumulado foi de 54,97%, enquanto o IPA e o dólar acumularam variações de 82,81% e 24,88%, respec-tivamente. Verifica-se, portanto, que não ocorreram reajustes de preços superiores à inflação nos períodos pesquisados. Para esse período, não foram avaliadas as necessidades de rea-justes livres pelos fabricantes, considerando-se, apenas, as variações individuais dos custos de cada produto. Os dados contestam o sentimento de que os preços dos medicamentos costumam ser reajustados acima dos índices oficiais: o Brasil tem preços comparativamente inferiores – o quinto menor preço (sem impostos) de medicamentos ao consumidor, no con-junto de 30 países, como observado no “Comparativo Internacional de Preços de Produtos Farmacêuticos em 2005 – Estudos FEBRAFARMA”.

(9)

Outro fator importante a ser examinado quando se analisa o setor farmacêutico indivi-dualmente e, mais especificamente, os preços dos produtos por ele comercializados, é a car-ga tributária incidente. Segundo o estudo “Radiografia da Tributação sobre Medicamentos – Carga Tributária Incidente no Setor Farmacêutico – Estudos FEBRAFARMA – 2006”, a tributação sobre o valor agregado dos produtos farmacêuticos é de 57,88%, contra a mé-dia brasileira de 23,93%. O valor médio agregado pela indústria farmacêutica no período 2000/2004 foi de 36,37%. Dessa forma, os preços dos produtos farmacêuticos embutem ele-vada carga tributária, onerando o seu preço final para os consumidores, e, consequentemen-te, a despesa das famílias.

Foi nesse contexto que a FEBRAFARMA resolveu, a partir de 2004, desenvolver estu-do econômico-financeiro estu-do setor, com base nos balanços estu-dos laboratórios farmacêuticos participantes dos estudos. Os números, comparados aos reajustes dos preços autorizados e aos índices que medem a inflação, dão total transparência ao real desempenho do setor farmacêutico nos períodos analisados (1998/2003 e 2003/2005), fornecendo aos estudiosos um painel que exibe dados que permitem avaliar a competência e o esforço do setor para se adaptar às mudanças dos regimes de preços.

No estudo publicado em 2005, intitulado “Análise de Desempenho Econômico-Financeiro do Setor Farmacêutico no Brasil – 1998 a 2003”, incluindo 42 empresas pesquisadas (hoje, após fusões e incorporações consiste em 37 empresas), retrata-se o desempenho da indústria farmacêutica naquele período, ficando patente a perda de margem líquida (de 9,6% em 1998 para 0,5% em 2003), da rentabilidade do capital próprio (de 18,7% em 1998 para 1,2% em 2003), do retorno do capital empregado (de 7,2% em 1998 para -4,7% em 2003) e da margem de contribuição bruta (de 55% em 1998 para 44% em 2003). Pode-se perceber, também, a deterioração dos índices de liquidez geral (de 1,69 em 1998 para 1,18 em 2003), de liquidez corrente (de 2,12 em 1998 para 1,52 em 2003) e de liquidez seca (de 1,30 em 1998 para 0,96 em 2003).

O nível de endividamento do setor também se elevou significativamente no período, quando passou de 54,3%, em 1998, para 122,3%, em 2003. Todo esse quadro é explicado, em grande parte, pelo controle de preços adotado a partir de 2000 e pela significativa variação do dólar experimentada no período (variação acumulada de 301% no período 1998/2002 e 243% no período 1998/2003).

Parcela significativa dos insumos da indústria farmacêutica tem sua origem no exterior, a maioria indexada à moeda norte-americana (daí o grande reflexo do dólar na formação dos seus custos de produção). A variação acumulada dessa moeda, naquele período, deveu-se, em grande parte, à liberação da taxa de câmbio e, durante algum período, às incertezas geradas no mercado pela mudança de governo no Brasil e pelo início da guerra do Iraque.

O cenário descortinado não confirmou as previsões alarmistas. A cotação da moeda norte-americana não sustentou os elevados índices até então acumulados, fechando no final de 2005 com índice de variação acumulado no período 2003/2005 de 0,7425, ou seja, recuando a valores menores do que os verificados em 31/12/2003 (1 dólar em 31/12/2003= R$ 3,0783; 1 dólar em 31/12/2005= R$ 2,2855).

Posto isso, comparando o movimento dos indicadores financeiros dos dois estudos de ma-neira segregada e, também, em conjunto, fica nítido que esse fenômeno macroeconômico

(10)

Sendo assim, não nos resta dúvida em afirmar que a variável macroeconômica que mais colaborou para que o desempenho geral da indústria farmacêutica apresentasse a recupe-ração observada no período 2003/2005, apesar da manutenção do controle de preços, foi a valorização do real frente ao dólar americano. Oscilações cambiais significativas provocam reflexos imediatos nos números do setor.

1Grupemef é um grupo sem fins lucrativos, voltado exclusivamente ao desenvolvimento técnico e ao

intercâmbio de informações de profissionais de marketing farmacêutico. É composto por 84 empresas associadas, englobando laboratórios e empresas prestadoras de serviços da indústria farmacêutica.

O presente trabalho objetiva dar continuidade ao estudo semelhante – 1998/2003 –, abrangendo nesta oportunidade o período compreendido entre 2003 e 2005. Para tanto, fo-ram compilados os balanços patrimoniais de 69 empresas do setor, representando em 2005 faturamento líquido de R$ 18,2 bilhões (preços de fábrica, sem impostos e descontos incon-dicionais). Esse montante representa 82% das vendas captadas pelo Grupemef1, o que lhe

confere representatividade.

Segundo o Grupemef, o valor das vendas do setor em 2005 alcançou o montante de R$ 22,2 bilhões (preço de fábrica, sem impostos).

Os indicadores do estudo atual, apesar de computarem um número maior de empresas (69 contra 42 do estudo anterior) são comparáveis aos do ano de 2003, publicados no Estudo FEBRAFARMA “Análise de Desempenho Econômico-Financeiro do Setor Farmacêutico no Brasil – 1998 a 2003”. Na próxima tabela, observamos que, em síntese, as diferentes amos-tras registram resultados compatíveis, indicando uma tendência semelhante.

2003 2004 2005 Cesta Moedas Dólar Nominal Margem Contrib. Cesta Moedas Dólar Nominal Margem Contrib. 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 2.0 1.0000 0.8232 0.7588 1.0000 0.8830 0.7425 1.00 1.31 1.54

Comparativo US$ x Cesta de Moedas

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Indicadores 2003 (42 empresas) 2003 (69 empresas) Liquidez Geral 1,18 1,18 Liquidez Corrente 1,52 1,61 Liquidez Seca 0,96 1,02 Grau de Endividamento 122,3% 119,7% Grau de Imobilização do PL 59,0% 63,1% Imobilização de Recursos de LP 55,6% 55,1% Margem Líquida 0,5% -1,4% Rentabilidade do Capital Próprio 1,2% -3,7% Retorno do Capital Empregado -4,7% -6,7% Giro do Ativo 1,15 1,16 Margem de Contribuição 44% 45%

Apesar de registrarem variação mais acentuada na margem líquida e na rentabilidade do capital próprio e no retorno do capital empregado, os dados apurados no trabalho e no anterior, referentes a 2003 (tanto em relação à essência, quanto à conclusão) não divergem; ambos apontam para perda de liquidez e rentabilidade do setor em 2003 quando compara-dos a 1998.

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Capítulo 1

Metodologia

Para o desenvolvimento do estudo atual, foram cumpridas as seguintes etapas:

1.1 Etapa I: Definição da Amostra e Levantamento de Informações

A definição da quantidade de empresas pesquisadas procurou atender a dois critérios: obter um grupo que fosse representativo do setor e cujas informações pudessem ser forneci-das pela FEBRAFARMA.

Foram encaminhados, pelas empresas participantes, os balanços dos exercícios 2003, 2004 e 2005, os quais foram tabulados e analisados individualmente. Os dados foram tra-tados confidencialmente: a partir do seu recebimento, cada empresa foi apenas identificada por uma numeração. Após análise crítica dos dados, foram solicitados, por intermédio da FEBRAFARMA, esclarecimentos necessários. Com a obtenção dos mesmos, encerrou-se essa etapa, iniciando-se a de tabulação.

A fim de que os dados pudessem servir de base às análises econômico-financeiras, os balanços foram reclassificados, segundo um modelo de Planos de Contas Padrão. O padrão utilizado para a reclassificação e posterior tabulação foi o ITR, utilizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a obtenção das informações do balanço das companhias de capital aberto. Procurou-se, assim, usar modelo de apresentação dos dados do balanço reco-nhecido nos meios financeiros e acadêmicos.

Ocorreram dois encontros dos responsáveis pela elaboração do presente estudo com os membros do grupo de economia da FEBRAFARMA, para discussão e análise de diversos dados do trabalho.

1.2 Etapa II: Modelagem Econômico-Financeira e Estatística

Por meio dos dados tabulados, por empresa e pelo total do setor no padrão do ITR da CVM, foram elaboradas análises verticais e horizontais das séries levantadas para formar conjunto de indicadores econômicos e financeiros. Buscou-se utilizar os indicadores mais conhecidos pelo mercado de capitais, pelas instituições financeiras e pelos meios acadêmi-cos.

Os indicadores, separados por grupos, foram os seguintes:

Indicadores de Liquidez: •Liquidez geral;

•Liquidez corrente;

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Indicadores de Estrutura de Capital: •Grau de endividamento;

•Grau de imobilização do patrimônio líquido;

•Imobilização dos recursos de longo prazo.

Indicadores Econômicos: •Margem líquida;

•Rentabilidade do capital próprio;

•Retorno do capital empregado;

•Giro do ativo.

1.3 Etapa III: Apresentação dos Dados

Os estudos procuraram identificar e interpretar o comportamento dos indicadores apura-dos à luz apura-dos daapura-dos disponíveis.

Não foram objetos do trabalho a inclusão de entrevistas nas empresas ou questionários que pudessem esclarecer possíveis estratégias adotadas e que, de alguma maneira, influen-ciassem os resultados econômico-financeiros das companhias individualmente ou no com-portamento do setor. Os comentários apresentados se limitaram à interpretação dos índices e indicadores comparados entre períodos distintos e foram realizadas observações genéricas quando fatores econômicos de domínio público (e claramente correlacionados ao setor far-macêutico) fossem identificados.

A fim de atender o objetivo do trabalho e, ao mesmo tempo, a confidencialidade requeri-da para a divulgação requeri-das análises, não fizeram parte do escopo do presente estudo análises individuais dos comportamentos das empresas.

O trabalho identifica e comenta as médias dos resultados alcançados, a consolidação setorial, as evoluções, as comparações e as análises de tendências.

Os dados tabulados são apresentados em uma única planilha no formato padrão do ITR/ CVM.

1.4 Etapa IV: Conclusões

Os dados dos balanços foram apresentados buscando uma comparação entre dezembro de 2003 e dezembro de 2005, de maneira a retratar o desempenho econômico-financeiro no período estudado. As variações nominais foram comparadas com o IPA/FGV do período, que acumulou uma variação de 13,57% (fonte: Coluna IPA no ano, anexo II – Conjuntura Estatística – Conjuntura Econômica, julho de 2006), para a obtenção da evolução real dos dados apurados.

O IPA foi adotado por refletir, com mais exatidão do que outros índices, a variação dos custos industriais.

(14)

Os indicadores apurados para o setor farmacêutico, aqui representado pelos dados dos balanços das 69 empresas pesquisadas, foram comparados com Índices Padrões, disponíveis no livro “Análise Financeira de Balanços” – 6ª Edição – Editora Atlas, de autoria do Prof. Dante Matarazzo. O trabalho do prof. Matarazzo resulta da aglutinação de 5.657 balanços de empresas brasileiras e adotou a metodologia estatística. Os índices são expressados em “decis”2 e representam as medianas dos setores indicados.

De acordo com sugestão daquele autor, recomenda-se que cada empresa compare os ín-dices padrão com os ínín-dices apurados em seus balanços individualmente. Por não ser do escopo do presente trabalho, não apresentamos a tabela completa de “decis”, comparando somente os balanços do setor (e também os individuais, não publicados, mas disponíveis às empresas participantes) às medianas.

Como forma de fornecer mais um parâmetro para melhor interpretação dos dados, os índices apurados na amostra das 69 empresas participantes foram comparados também aos índices gerais experimentados por Matarazzo para o setor de indústria de alimentos, man-tendo-se, assim, os mesmos padrões constantes do trabalho publicado em 2005.

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Capítulo 2

Definições

Os indicadores foram apurados mediante a utilização das seguintes fórmulas:

• Liquidez Geral (LG): Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo / (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo);

• Liquidez Corrente (LC): Ativo Circulante / Passivo Circulante;

• Liquidez Seca (LS): (Ativo Circulante - Estoques) / Passivo Circulante;

• Grau de Endividamento (GE): Capital Total / Patrimônio Líquido;

• Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido (GI): Ativo Permanente Imobilizado / Patrimônio Líquido;

• Imobilização dos Recursos de Longo Prazo (IRL):

Ativo Permanente / (Patrimônio Líquido + Exigível a Longo Prazo);

• Margem de Contribuição (MC): 1 - (Custo dos Produtos Vendidos / Receita Líquida);

• Margem Líquida (ML): Lucro Líquido / Receita Líquida;

• Rentabilidade do Capital Empregado (RCE):

(Lucro Líquido + Despesas Financeiras) / Ativo Total;

• Giro do Ativo (GA): Receita Líquida / Ativo Total;

2.1 Nomenclaturas

AC: Ativo Corrente (ou Circulante); AT: Ativo Total;

CT: Capital de Terceiros; DF: Despesas Financeiras; ELP: Exigível a Longo Prazo; EST: Estoque;

GA: Giro do Ativo; AP: Ativo Permanente;

API: Ativo Permanente Imobilizado; LB: Lucro Bruto;

LC: Liquidez Corrente; LG: Liquidez Geral; LL: Lucro Líquido; LO: Lucro Operacional; LS: Liquidez Seca;

MC: Margem de Contribuição; PC: Passivo Circulante;

IRL: Imobilização de Recursos de Longo Prazo;

IPA/FGV: Índice de Preços por Atacado da Fundação Getulio Vargas; IPCA: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IBGE); PL: Patrimônio Líquido;

PT: Passivo Total;

RC: Rentabilidade do Capital Próprio (ou Patrimônio Líquido); RL: Receita Líquida;

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RLP: Realizável a Longo Prazo;

RCE: Retorno sobre o Capital Empregado; AH: Análise Horizontal;

AV: Análise Vertical;

2.2 Relação das Empresas Participantes

1. Abbott Laboratórios do Brasil Ltda. 2. Aché Laboratórios Farmacêuticos S/A 3. Alcon Laboratórios do Brasil Ltda. 4. Allergan Produtos Farmacêuticos Ltda. 5. Altana Pharma Ltda.

6. Apsen Farmacêutica S/A 7. AstraZeneca do Brasil Ltda.

8. Aventis Pharma Ltda. (fusão com a Sanofi-Synthelabo Ltda., resultando na Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.)

9. Bayer S/A

10. Biosintética Farmacêutica Ltda. (Incorporada pela Aché) 11. Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda. 12. Brasterápica Indústria Farmacêutica Ltda.

13. Bristol-Myers Squibb Farmacêutica Ltda. 14. Cardinal Health Brasil Ltda.

15. Cazi Química Farmacêutica Indústria e Comércio Ltda. 16. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. 17. DM Industria Farmacêutica Ltda.

18. Eli Lilly do Brasil Ltda.

19. Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. 20. Eurofarma Laboratórios Ltda.

21. Farmalab Indústria Química e Farmacêutica Ltda. 22. Farmoquímica S/A

23. Fresenius Medical Care Ltda. 24. Galderma Brasil Ltda. 25. Genzyme do Brasil Ltda. 26. Geyer Medicamentos S/A 27. GlaxoSmithKline Brasil Ltda.

28. Halex Istar Indústria Farmacêutica Ltda. 29. Herbarium Laboratório Botânico Ltda.

30. Indústria Química e Farmacêutica Schering-Plough S/A 31. Infan - Indústria Química Farmacêutica Nacional S/A 32. Inpharma Laboratórios Ltda.

33. J.P. Industria Farmacêutica S/A 34. Kley Hertz S/A

35. Laboratório Americano de Farmacoterapia S/A 36. Laboratório Catarinense S/A

37. Laboratório Kinder Ltda.

38. Laboratório Químico e Farmacêutico Bergamo Ltda. 39. Laboratório Saúde Ltda.

(18)

45. Laboratórios Wyeth-Whitehall Ltda. 46. Mallinckrodt do Brasil Ltda. 47. Medley S/A Indústria Farmacêutica 48. Meizler Biopharma S/A

49. Mepha Investigação Desenvolvimento e Fabricação Farmacêutica Ltda. 50. Merck S/A

51. Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. 52. Novartis Biociências S/A

53. Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda. 54. Organon do Brasil Indústria e Comércio Ltda. 55. Procter & Gamble do Brasil S/A

56. Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S/A 57. Relthy Laboratório Ltda.

58. Sankyo Pharma Brasil Ltda.

59. Sanofi-Synthelabo Ltda. (fusão com a Aventis Pharma Ltda., resultando na Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.)

60. Sanval Comércio e Indústria Ltda.

61. Schering do Brasil Química e Farmacêutica Ltda. 62. Serono Produtos Farmacêuticos Ltda.

63. Solvay Farma Ltda. 64. Torrent do Brasil Ltda.

65. TRB Pharma Indústria Química Farmacêutica Ltda. 66. União Química Farmacêutica Nacional S/A

67. Valeant Farmacêutica do Brasil Ltda. 68. Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda. 69. Zodiac Produtos Farmacêuticos S/A

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Capítulo 3

Análise do Desempenho

Operacional

O estudo anterior, publicado em 2005, abrangendo o período 1998 a 2003, quando uma série de variáveis políticas (troca de governo no Brasil, com a saída do PSDB, que governou por oito anos seguidos), incertezas econômicas (preocupações se o novo governo poderia alterar a política econômica, colocando em risco a estabilidade alcançada até então) e nacionais (dúvidas quanto ao desempenho da economia norte-americana e aos preços inter-nacionais do petróleo), aliado ao fato de ter-se iniciado, em 1998, novo período de controle de preços, registra no período um quadro de deterioração dos seus indicadores econômico-financeiros do setor. Já o período de 2003 a 2005 foi de recuperação do setor farmacêutico, não alcançando, entretanto, os índices registrados em 1998.

A partir de 2003, afastadas todas as incertezas e registrando-se um quadro econômico na-cional e internana-cional extremamente favorável, o setor registrou recuperação considerável.

Adicionalmente, caso fossemos segregar a contribuição para o setor farmacêutico de cada uma das mudanças políticas e econômicas observadas no período analisado, acreditamos que a variável que mais contribuiu para a recuperação do setor farmacêutico no período 2003/2005 foi, sem dúvida alguma, a valorização do real frente ao dólar norte-americano.

Com o dólar enfraquecido diante do real, os custos diretos de fabricação apresentaram significativa redução (52% dos custos diretos de fabricação do setor farmacêutico são maté-rias-primas importadas), tendo a margem de contribuição ultrapassado os 44%, registrados em 2003 no estudo anterior, e atingido 53%, em 2005. Outros indicadores apresentaram re-cuperação em relação ao período anteriormente estudado, conforme veremos a seguir.

Vendas Líquidas

No período compreendido entre dezembro/2003 e dezembro/2005, as vendas líquidas do setor farmacêutico pesquisado (R$ 18,2 bilhões) registraram crescimento nominal de 28,34%, contra reajuste acumulado autorizado para os preços (março/2004 a março/2005) de 12,12%, ou seja, crescimento real de 14,47%. Isso significa que houve aumento real nas vendas, em razão do maior consumo de medicamentos pela população. No mesmo período (janeiro de 2003 a dezembro de 2005), a inflação medida pelo IPCA e pelo IPA3,

respectiva-mente, foi de 24,30% e 20,67%. Dessa forma, tanto sob o aspecto de reajuste de preços como da inflação, verificamos real crescimento das vendas. Já no período que abrange de 1998 a 2003 (estudo anterior), as vendas líquidas experimentaram redução real de 33,3%.

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Margem de Contribuição

Após ver seus custos de fabricação subirem ano a ano no período de 1998 a 2003 (confor-me registrado no estudo anterior), tendo como causa principal a constante desvalorização do real frente ao dólar (1 US$ = R$ 3,0783, em 31/12/03), houve uma significativa recupera-ção em 2004 e 2005.

Em 1998, a Margem de Contribuição era de 55% das Vendas Líquidas, caindo sucessiva-mente até alcançar 44% em 2003 (perda de 11 pontos percentuais). Em 2004 a Margem de Contribuição era de 49% e, em 2005, fechou com 53%.

Tal recuperação só não se refletiu totalmente no Resultado Operacional Líquido do período (13% em 1998, -1% em 2003 e 8% em 2005) porque as Despesas Operacionais passaram de 41% da Venda Líquida, em 1998, para 45%, em 2005.

Despesas Operacionais

O crescimento das Despesas Operacionais no período englobando dezembro de 2003 a dezembro de 2005 foi de 26,0%, contra inflação acumulada, medida pelo IPA, de 13,57%. Ou seja, expansão real de 10,94%.

Em 1999, haja vista significativa queda na margem de contribuição e da retomada do controle de preços, ações de redução de gastos levaram o peso das Despesas Operacionais para 40% da Receita Líquida. Em 2005, notou-se expressiva elevação dessas despesas, as quais passaram a consumir 45% da Receita Líquida, atenuando o ganho do Resultado Ope-racional (o qual poderia ter sido maior se mantidas as Despesas Operacionais nos patamares anteriores ou com crescimento limitado à inflação do período).

O maior índice atingido pelas Despesas Operacionais, desde 1998, foi em 2002, alcan-çando 50% das Vendas Líquidas. As Despesas Gerais e Administrativas foram as principais responsáveis pelo aumento geral das Despesas Operacionais, com crescimento nominal em 2005 de 54,2% em relação a 2003. As Despesas Gerais e Administrativas representaram, aproximadamente, 16% das Vendas Líquidas em 2005 – maior índice registrado desde 1998, quando participava em apenas 7%.

Outro fator que colaborou para o crescimento das Despesas Operacionais foi o desempe-nho das Despesas Financeiras Líquidas, que passaram de 1% das Vendas Líquidas em 2003 para 3% em 2005, uma vez que as Despesas Financeiras se mantiveram no patamar de 4% das Vendas Líquidas durante os três exercícios pesquisados, enquanto houve queda nas Re-ceitas Financeiras no período.

Resultado Operacional

O ano de 2005 apresentou a consolidação da recuperação do resultado operacional do setor farmacêutico, segundo a amostra analisada.

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do assunto. Contribuiu, também, para a recuperação do Resultado Operacional, em 2005, o registro positivo do consolidado de Resultado de Equivalência Patrimonial (o resultado líquido do setor foi positivo em 2005: reflexo das empresas que possuem coligadas/contro-ladas). Nos anos de 2003 e 2004, o Resultado de Equivalência Patrimonial consolidado foi negativo.

Lucro do Exercício

O setor farmacêutico voltou a assinalar Lucro Líquido sobre a Receita Líquida de Vendas de 3% em 2004, atingindo 5% em 2005. Foi o melhor desempenho desde 1999 (7%). Tal resul-tado só não foi melhor devido à expansão das Despesas Operacionais, que cresceram 26% no período 2003/2005 (vide comentários sob o título específico). A recuperação da Margem de Contribuição foi a responsável pela apuração de resultado líquido positivo (5% das Vendas Líquidas), haja vista que as Despesas Operacionais (45% das Vendas Líquidas em 2005) re-gistraram, no período, crescimento de 26% (acima da inflação de 13,57% – IPA). A Despesa Operacional em 2005 apresentou a seguinte composição: Despesas com Vendas, 26%; Gerais e Administrativas, 16%; Financeiras, 4%; Outras Despesas/Receitas Operacionais, 1%.

As Provisões para Impostos incidentes sobre o lucro líquido evoluíram de 2% da Receita Líquida de Vendas, em 2003 e 2004, para 3%, em 2005, refletindo o melhor desempenho do período.

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Capítulo 4

Análise do Desempenho

Econômico-Financeiro

Ativo Total

Apresentou crescimento nominal de 24% no período 2003/2005, contra inflação acumu-lada de 13,57% (IPA). O Ativo Circulante cresceu 23%, enquanto o Ativo Realizável a Longo Prazo e o Ativo Permanente cresceram 57% e 19%, respectivamente. Estruturalmente, não se registraram grandes oscilações no período, permanecendo a conformação do Ativo prati-camente a mesma nos três períodos pesquisados (Ativo Circulante: 56%, Realizável a Longo Prazo: 10% e Permanente: 34%).

Individualmente, destacamos o crescimento do grupo Créditos (Ativo Circulante), que registrou expansão de 38% no período 2003/2005, refletindo o aumento nominal das Vendas Líquidas (28%) e das contas do Ativo Permanente - Investimentos (218%) e o aumento dos investimentos em coligadas/controladas (tendência do setor farmacêutico, como forma de aumentar a capacidade concorrencial das companhias incorporadoras).

O grupo Imobilizado registrou expansão de apenas 9% nominal, nos permitindo concluir que não ocorreram, no período 2003/2005, investimentos significativos na modernização e expansão das plantas industriais.

Passivo Total

Registrou crescimento nominal de 24% no período 2003/2005, contra inflação acumulada de 13,57% (IPA). Estruturalmente, o Passivo apresentou interessante oscilação, com queda do Passivo Circulante de 35% em relação ao Passivo Total, em 2003 para 30% em 2005, e do Patrimônio Líquido, que subiu de 46% em 2003, para aproximadamente 53% em 2005, comparados ao Passivo Total. Esse movimento espelha o melhor desempenho econômico-financeiro do setor no período pesquisado, com redução do nível de endividamento e retorno da lucratividade.

Individualmente, em relação ao Passivo Total, destacamos a redução dos Empréstimos e Financiamentos de Curto Prazo (de 9% do Passivo Total em 2003 para 8% em 2005); Forne-cedores (de 12% do Passivo Total em 2003 para 8% em 2005); Empréstimos e Financiamen-tos de Longo Prazo (de 8% em 2003 para 4% em 2005); Provisões (de 3% em 2003 para 6% em 2005, refletindo as provisões para impostos incidentes sobre os lucros que voltaram a ocorrer); Capital Social Realizado (de 47% em 2003 para 50% em 2005); Reservas de Capital (de 5% em 2003 para 3% em 2005) e Lucros ou Prejuízos Acumulados (de -7% em 2003 para -2% em 2005).

Nota-se redução do endividamento do setor no período 2003/2005 (em 2001 o total do endividamento a curto e longo prazos chegou a 51% do Passivo Total), registrando pouco

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menos de 48% em 2005, com reflexos nos custos financeiros do setor (8% das Vendas Líqui-das em 2002 para 3% em 2005).

O total do Patrimônio Líquido do setor, o qual vinha caindo desde 1998 (65% em 1998; 54% em 1999; 49% em 2000; 48% em 2001; e 41% em 2002), registra recuperação em 2003 (46%), 2004 (52%) e 2005 (53%). O bom desempenho verificado em 2004 e 2005 ajudou a recuperar a estrutura de capital do setor farmacêutico.

Indicadores de Liquidez e Rentabilidade

No período 2003 a 2005, verificou-se expressiva melhora dos indicadores econômico-financeiros do setor farmacêutico, com base na amostra pesquisada, retratando a recupe-ração das vendas, da margem de contribuição e da lucratividade. O endividamento geral das empresas farmacêuticas também assinala significativa redução, conforme comentado no item Passivo Total, com reduções nas contas de Empréstimos (Curto e Longo Prazos) e Fornecedores.

De acordo com a publicação “Maiores S.A.”, da Fundação Getulio Vargas, de agosto de 2006 (empresas não financeiras), a rentabilidade mediana das 500 maiores empresas do Bra-sil nos últimos cinco anos (2001 a 2005) foi de 11,3% (12,5% em 2005, especificamente). O setor das indústrias químicas (que mais se assemelha ao da indústria farmacêutica, não tratada separadamente pela publicação) registrou rentabilidade de 13,6% tanto para a mé-dia do período analisado (2001/2005) quanto para o ano de 2005, especificamente. O setor farmacêutico registrou rentabilidade média de 3,91% nos últimos cinco anos, e de 10,5% em 2005.

Ainda segundo a “Maiores S.A.”, o percentual de capital próprio apropriado pelas 500 maiores empresas do País foi de 49,5%. O setor farmacêutico usou 53% de capital próprio em 2005. Com base na comparação desses dados, verifica-se que o desempenho das indús-trias farmacêuticas em 2005 se aproximou do desempenho médio das 500 maiores empresas não financeiras nacionais, demonstrando recuperação quando comparado ao desempenho verificado no último estudo FEBRAFARMA (1998 a 2003).

De forma geral, todos os indicadores de liquidez e econômicos apresentaram recuperação no período 2004 e 2005, em relação aos verificados no estudo anterior (1998/2003), confir-mando o bom desempenho do setor no novo período pesquisado, pelas diversas razões des-critas no corpo do presente relatório.

Apresentamos a seguir quadro comparativo, contendo os diversos indicadores apurados, apontando os melhores e piores indicadores desde 1998, os indicadores apurados em 2005 e os índices-padrão das indústrias em geral obtidos pelo prof. Dante Matarazzo, no livro Análise Financeira de Balanços – 6ª Edição – Editora Atlas, supracitado.

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Índices Melhores Piores 2005 Padrão

Ano Índice Ano Índice Índice Índice Liquidez Geral (LG) 1998 1,69 2002 1,11 1,39 1,14 Liquidez Corrente (LC) 1998 2,12 2000 1,47 1,89 1,29 Liquidez Seca (LS) 1998 1,30 2000 0,89 1,29 0,82 Grau de Endividamento (GE) 1998 54,3% 2002 143,3% 89,5% 136% Grau de Imobilização (GI) 2005 47,6% 2002 65,1% 47,6% 77% Imobilização R.L. Prazo(IRL) 2005 48,9% 2000 60,8% 48,9% 66% Margem de Contribuição (MC) 1998 55% 2003 44% 53% -Margem Líquida (ML) 1998 9,6% 2002 -4,7% 5,3% 3,1% Rent. Cap. Próprio (RCP) 1998 18,7% 2002 -12,1% 12,0% 14% Retorno Capital Emp. (RCE) 1998 7,2% 2002 -15,7% 1,3% 4,1% Giro do Ativo (GA) 1998 1,26 2002 1,05 1,20 1,26

Os indicadores econômico-financeiros são, a seguir, comentados individualmente.

Índice de Liquidez Geral

• (Ativo Circulante + Realizável a Curto Prazo / Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo).

Registrou em 2005 o índice de 1,39, ou seja, havia R$ 1,39 disponível para cada R$ 1,00 de compromissos a pagar. Foi o melhor índice desde 1998, tendo chegado ao mínimo de 1,11 em 2002. O índice padrão do mercado é de 1,14, ou seja, o setor farmacêutico apresentou em 2005 índice de liquidez geral acima do padrão brasileiro.

Liquidez Geral

LG Padrão LG Padrão 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 1.69 1.14 1.37 1.14 1.21 1.14 1.20 1.14 1.11 1.14 1.18 1.14 1.18 1.14 1.39 1.14 1.39 1.14 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005

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LS Padrão 0.3 0.6 0.9 1.2 1.5

Índice de Liquidez Corrente - (Ativo Circulante / Passivo Circulante)

Apresentou em 2005 o índice de 1,89, ou seja, havia R$ 1,89 disponível para cada R$ 1,00 de compromisso de curto prazo a pagar. Foi o melhor índice desde 1998, chegando ao mínimo de 1,47 em 2000. O índice padrão do mercado é de 1,29, ou seja, o setor farmacêutico mostrou em 2005 índice de liquidez geral acima do padrão brasileiro.

Liquidez Corrente

Liquidez Seca

LC Padrão LC Padrão 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 2.12 1.29 1.69 1.29 1.47 1.29 1.63 1.29 1.56 1.29 1.52 1.29 1.61 1.29 1.76 1.29 1.89 1.29 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005

Índice de Liquidez Seca - (Ativo Circulante - Estoques / Passivo Circulante)

Assinalou em 2005 o índice de 1,29, ou seja, excluindo os recursos aplicados em estoque, havia R$ 1,29 disponível para cada R$ 1,00 de compromisso de curto prazo a pagar. Voltou ao nível de 1998 (1,30), atingindo o mínimo de 0,89 em 2000. O índice padrão do mercado é de 0,82, ou seja, o setor farmacêutico apresentou em 2005 índice de liquidez seca acima do padrão brasileiro.

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GI Padrão GI Padrão 0 10 20 30 40 50 60 70 80 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005 47.9% 77.0% 51.4% 77.0% 58.1% 77.0% 55.3% 77.0% 65.1% 77.0% 59.0% 77.0% 63.1% 77.0% 50.2% 77.0% 47.6% 77.0%

Grau de Endividamento

Grau e Imobilização do Patrimônio Líquido

Grau de Endividamento - (Capital Total / Patrimônio Líquido)

Registrou em 2005 o índice de 89,5% de endividamento total sobre o capital próprio (PL). Apesar de não ter sido o melhor índice apurado desde 1998, representa significativa redução no endividamento do setor, que chegou a ser de 143,3% em 2002. O índice padrão do mer-cado é de 136%, ou seja, o setor farmacêutico revelou, em 2005, endividamento abaixo do padrão brasileiro. GE Padrão GE Padrão 0 30 60 90 120 150 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005 54.3% 136.0% 85.5% 136.0% 104.5% 136.0% 106.9% 136.0% 143.3% 136.0% 122.3% 136.0% 119.7% 136.0% 92.4% 136.0% 89.5% 136.0%

Grau e Imobilização do Patrimônio Líquido - (Ativo Imobilizado / Patrimônio Líquido)

Expressou em 2005 o índice de 47,6, ou seja, 47,6% do capital próprio investido nas em-presas financiava o seu ativo permanente imobilizado. Foi o melhor desempenho desde 1998, alcançando o maior índice (65,1%) em 2002. O padrão do mercado é de 77%, ou seja, o setor farmacêutico exibiu em 2005 índice de imobilização do próprio capital abaixo da média do mercado brasileiro.

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Imobilização dos Recursos de Longo Prazo - (Ativo Permanente / Patrimônio Líquido + Exigível a Longo Prazo)

Apresentou em 2005 o índice de 48,9% (o menor desde 1998), retratando a redução do en-dividamento geral do setor e o reduzido investimento em imobilizações no período 2003/2005 (o crescimento das imobilizações foi de apenas 9%, contra uma inflação de 15,64% – IPA). O índice padrão do mercado é de 66%, ou seja, o setor farmacêutico apresentou, em 2005, índice de imobilização dos recursos de longo prazo abaixo da média do mercado brasileiro.

Imobilização des Recursos de Longo Prazo

Margem Líquida

IRL Padrão IRL Padrão 0 10 20 30 40 50 60 70 80 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005 54.0% 66.0% 56.3% 66.0% 60.8% 66.0% 56.5% 66.0% 53.6% 66.0% 55.6% 66.0% 55.1% 66.0% 49.0% 66.0% 48.9% 66.0%

Margem Líquida - (Lucro Líquido / Receita Líquida).

Assinalou em 2005 margem de 5,3%. O indicador não chegou a superar os registrados em 1998 (9,6%) e 1999 (6,8%), mas foi o melhor da série 2000/2005. Os motivos para a recupe-ração foram objeto de comentários sob o título Margem de Contribuição. O índice padrão do mercado é de 3,1%, ou seja, o registrado pelo setor farmacêutico foi melhor que a média nacional ML Padrão -2 0 2 4 6 8 10

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Rentabilidade do Capital Próprio

Retorno do Capital Empregado

Rentabilidade do Capital Próprio - (Lucro Líquido / Patrimônio Líquido)

Apresentou em 2005 rentabilidade de 12,0% sobre o capital próprio, não chegando a su-perar os registrados em 1998 (18,7%) e 1999 (15,0%), mas foi o melhor da série 2000/2005. Em 2002, o setor farmacêutico registrou rentabilidade negativa de 12,1%. O índice padrão do mercado é de 14,0%, ou seja, o setor farmacêutico, apesar da boa recuperação da lucrati-vidade, não superou a média brasileira.

RC Padrão RC Padrão -15 -10 -5 0 5 10 15 20 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005 18.7% 14.0% 15.0% 14.0% 3.7% 14.0% -1.7% 14.0% -12.1% 14.0% 1.2% 14.0% -3.7% 14.0% 8.1% 14.0% 12.0% 14.0%

Retorno do Capital Empregado - (Lucro Líquido + Despesas Financeiras / Ativo Total)

Registrou em 2005 o índice de 1,3%. Apesar de não representar significativa taxa de re-torno de capital, foi a primeira vez, desde 1998 (7,2%), que o setor farmacêutico apresentou taxa de retorno de capital positiva. Em 2002, o setor chegou a assinalar taxa de retorno de -15,7%. O índice padrão do mercado é de 4,1% e, embora a taxa alcançada pelo setor farma-cêutico tenha sido abaixo do mercado brasileiro, foi positiva e representa recuperação em relação aos anos anteriores (1998 a 2004).

RCE Padrão RCE Padrão -20 -15 -10 -5 0 5 10 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005 7.2% 4.1% -0.6% 4.1% -4.5% 4.1% -7.3% 4.1% -15.7% 4.1% -4.7% 4.1% -6.7% 4.1% -1.3% 4.1% 1.3% 4.1%

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GA Padrão GA Padrão 0.0 0.3 0.6 0.9 1.2 1.5 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005 1.26 1.26 1.18 1.26 1.19 1.26 1.08 1.26 1.05 1.26 1.15 1.26 1.16 1.26 1.26 1.26 1.20 1.26

Giro do Ativo - (Receita Líquida / Ativo Total)

Apresentou em 2005 o índice de 1,20, menor do que em 1998 (1,26) e 2004 (1,26). O índice do mercado é de 1,26, ou seja, o setor farmacêutico não obteve giro de ativo acima da média do mercado brasileiro.

Giro do Ativo

Margem de Contribuição (Custo dos Produtos Vendidos / Venda Líquida)

Em 2005, índice de 53%, o melhor desde 1998, confirmando a recuperação da margem de lucro bruto, influenciado pela variação negativa do dólar registrada no período 2003/2005. A recuperação da margem de contribuição foi a principal responsável pelo bom desempe-nho do setor farmacêutico no período 2003/2005, conforme comentado anteriormente, em capítulo próprio.

4.1 Comentários

Os índices, indicadores e análises apresentados ao longo do presente relatório apontam para a recuperação do setor farmacêutico no período 2003/2005. No entanto, não podemos deixar de ressaltar que os fatores valorização do câmbio – oscilações provocam reflexos imediatos nos números do setor – e, em menor proporção, as taxas de juros declinantes foram relevantes para que tal recuperação se registrasse. Alie-se a esses fatores exógenos o aumento efetivo no volume das vendas (28,34% contra um aumento de preços acumulado de 24,23%), a redução do grau de endividamento do setor e o retorno do lucro líquido (ape-sar do aumento de 26% registrado nas Despesas Operacionais). Observamos, também, du-rante os trabalhos de análise individual dos dados para tabulação, significativo movimento de fusões e incorporações de empresas ao longo dos últimos anos.

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De forma geral, o setor farmacêutico começa a retornar aos patamares de rentabilidade e liquidez registrados em 1998, último ano de liberdade de preços. Contudo, não pudemos identificar (com as limitações próprias da natureza do presente estudo) fenômenos específi-cos que, além da variação cambial negativa, do crescimento real das vendas, da redução dos níveis de endividamento e da redução das taxas de juros da economia (26% em dezembro de 2003 e 19% em dezembro de 2005), possam garantir que, desaparecendo alguns desses fatores positivos, os efeitos negativos do controle de preços no desempenho das empresas possam ser neutralizados. Para tanto, teríamos que ter apurado reduções expressivas na composição das Despesas Operacionais e Administrativas, por exemplo, ou nos custos in-diretos de fabricação, o que não ocorreu no período 2003/2005. Ao contrário, apuramos significativo aumento no grupo das Despesas Operacionais e Administrativas.

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(34)

Capítulo 5

Anexos

Análise Econômico-Financeira das Empresas do Setor Farmacêutico 2003/2005. Ati-•

vos e Passivos Consolidado do Setor; (1998 a 2003 e 2003 a 2005)

Análise Econômico-Financeira das Empresas do Setor Farmacêutico 2003/2005. De-•

monstração de Resultados – Resumo do Setor; (1998 a 2003 e 2003 a 2005)

Indicadores Econômico-Financeiros – 1998 a 2003 e 2003 a 2005 – Resumo do Setor. •

(35)

Discriminação 1998 1999 2000 2001 2002 2003 R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH AtivoTotal 5.398.722 100% 100% 7.027.755 100% 30% 6.907.576 100% 28% 8.226.831 100% 52% 9.192.490 100% 70% 9.233.046 100% 71% Ativo Circulante 2.850.442 53% 100% 4.083.735 58% 43% 3.771.853 55% 32% 4.419.461 54% 55% 5.100.953 55% 79% 5.152.676 56% 81% Disponibilidades 247.428 5% 100% 324.842 5% 31% 206.151 3% -17% 273.699 3% 11% 543.578 6% 120% 478.780 5% 94% Créditos 1.184.559 22% 100% 1.656.775 24% 40% 1.755.652 25% 48% 2.026.707 25% 71% 1.976.560 22% 67% 2.133.191 23% 80% Duplicatas a Receber 1.172.107 22% 100% 1.643.911 23% 40% 1.626.220 24% 39% 1.893.906 23% 62% 1.818.398 20% 55% 2.016.730 22% 72% Demais Contas a Receber 10.755 0% 100% 17.776 0% 65% 62.489 1% 481% 62.445 1% 481% 81.463 1% 657% 140.406 2% 1205% Sociedades Ligadas 31.243 1% 100% 54.361 1% 74% 66.943 1% 114% 70.356 1% 125% 77.093 1% 147% 45.389 0% 45% Estoques 1.106.865 21% 100% 1.628.440 23% 47% 1.483.000 21% 34% 1.737.050 21% 57% 2.027.078 22% 83% 1.890.885 20% 71% Outros 282.044 5% 100% 414.405 6% 47% 327.050 5% 16% 382.005 5% 35% 553.343 6% 96% 580.486 6% 106%

Ativo Realizável a Longo Prazo 357.021 7% 100% 349.416 5% -2% 500.296 7% 40% 692.578 8% 94% 911.463 10% 155% 828.051 9% 132%

Créditos com partes relacionadas 232.634 4% 100% 178.758 3% -23% 277.060 4% 19% 275.255 3% 18% 330.533 4% 42% 250.180 3% 8% Outros 124.387 2% 100% 170.658 2% 37% 223.236 3% 79% 417.323 5% 236% 580.930 6% 367% 577.871 6% 365% Ativo Permanente 2.191.259 41% 100% 2.594.605 37% 18% 2.635.427 38% 20% 3.114.792 38% 42% 3.180.074 35% 45% 3.252.321 35% 48% Investimentos 456.132 8% 100% 571.955 8% 25% 569.736 8% 25% 579.895 7% 27% 539.245 6% 18% 360.904 4% -21% Imobilizado 1.674.347 31% 100% 1.947.410 28% 16% 1.963.094 28% 17% 2.199.894 27% 31% 2.460.933 27% 47% 2.449.059 27% 46% Diferido 60.780 1% 100% 75.240 1% 24% 102.597 1% 69% 335.003 4% 451% 179.896 2% 196% 442.358 5% 628% Passivo Total 5.398.722 100% 100% 7.027.755 100% 30% 6.907.576 100% 28% 8.226.831 100% 52% 9.192.490 100% 70% 9.233.046 100% 71% Passivo Circulante 1.341.562 25% 100% 2.421.015 34% 80% 2.573.029 37% 92% 2.709.751 33% 102% 3.263.798 36% 143% 3.387.352 37% 152% Empréstimos e Financiamentos 173.789 3% 100% 398.144 6% 129% 682.585 10% 293% 696.331 8% 301% 988.968 11% 469% 897.548 10% 416% Debêntures - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% Fornecedores 407.007 8% 100% 938.928 13% 131% 874.737 13% 115% 946.551 12% 133% 1.111.083 12% 173% 1.096.056 12% 169% Impostos. Taxas e Contribuições 159.885 3% 100% 199.489 3% 25% 202.196 3% 26% 161.641 2% 1% 186.782 2% 17% 308.744 3% 93% Dividendos a Pagar 60.908 1% 100% 79.649 1% 31% 89.470 1% 47% 63.854 1% 5% 35.269 0% -42% 80.252 1% 32% Provisões 218.115 4% 100% 268.610 4% 23% 192.607 3% -12% 158.557 2% -27% 202.119 2% -7% 242.825 3% 11% Dívidas com partes relacionadas 55.703 1% 100% 234.206 3% 320% 261.832 4% 370% 286.759 3% 415% 260.093 3% 367% 427.557 5% 668% Outros 266.155 5% 100% 301.989 4% 13% 269.602 4% 1% 396.058 5% 49% 479.484 5% 80% 334.370 4% 26%

Passivo Exigível a Longo Prazo 559.427 10% 100% 818.409 12% 46% 957.272 14% 71% 1.540.135 19% 175% 2.150.249 23% 284% 1.692.117 18% 202%

Empréstimos e Financiamentos 300.854 6% 100% 427.481 6% 42% 447.693 6% 49% 864.971 11% 188% 1.299.623 14% 332% 832.172 9% 177% Debêntures 2.607 0% 100% 3.290 0% 26% 4.023 0% 54% - 0% -100% - 0% -100% - 0% -100% Provisões 61.166 1% 100% 103.416 1% 69% 130.708 2% 114% 215.126 3% 252% 268.866 3% 340% 356.618 4% 483% Dívidas com partes relacionadas 141.308 3% 100% 159.172 2% 13% 219.741 3% 56% 249.171 3% 76% 341.601 4% 142% 207.590 2% 47% Outros 53.492 1% 100% 125.050 2% 134% 155.107 2% 190% 210.867 3% 294% 240.159 3% 349% 295.738 3% 453% Impostos e Contribuições 28.835 1% 100% 35.197 1% 22% 64.242 1% 123% 106.411 1% 269% 129.480 1% 349% 206.223 2% 615% Dividendos a Pagar - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% Demais Contas a Pagar 24.657 0% 100% 89.853 1% 264% 90.865 1% 269% 104.456 1% 324% 110.679 1% 349% 89.515 1% 263%

Resultados de Exercícios Futuros - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0%

Patrimônio Líquido 3.497.734 65% 100% 3.788.331 54% 8% 3.377.275 49% -3% 3.976.945 48% 14% 3.778.443 41% 8% 4.153.576 45% 19%

Capital Social Realizado 1.853.435 34% 100% 1.957.586 28% 6% 1.874.795 27% 1% 2.551.729 31% 38% 3.159.487 34% 70% 3.561.180 39% 92%

(36)

Discriminação 1998 1999 2000 2001 2002 2003 R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH AtivoTotal 5.398.722 100% 100% 7.027.755 100% 30% 6.907.576 100% 28% 8.226.831 100% 52% 9.192.490 100% 70% 9.233.046 100% 71% Ativo Circulante 2.850.442 53% 100% 4.083.735 58% 43% 3.771.853 55% 32% 4.419.461 54% 55% 5.100.953 55% 79% 5.152.676 56% 81% Disponibilidades 247.428 5% 100% 324.842 5% 31% 206.151 3% -17% 273.699 3% 11% 543.578 6% 120% 478.780 5% 94% Créditos 1.184.559 22% 100% 1.656.775 24% 40% 1.755.652 25% 48% 2.026.707 25% 71% 1.976.560 22% 67% 2.133.191 23% 80% Duplicatas a Receber 1.172.107 22% 100% 1.643.911 23% 40% 1.626.220 24% 39% 1.893.906 23% 62% 1.818.398 20% 55% 2.016.730 22% 72% Demais Contas a Receber 10.755 0% 100% 17.776 0% 65% 62.489 1% 481% 62.445 1% 481% 81.463 1% 657% 140.406 2% 1205% Sociedades Ligadas 31.243 1% 100% 54.361 1% 74% 66.943 1% 114% 70.356 1% 125% 77.093 1% 147% 45.389 0% 45% Estoques 1.106.865 21% 100% 1.628.440 23% 47% 1.483.000 21% 34% 1.737.050 21% 57% 2.027.078 22% 83% 1.890.885 20% 71% Outros 282.044 5% 100% 414.405 6% 47% 327.050 5% 16% 382.005 5% 35% 553.343 6% 96% 580.486 6% 106%

Ativo Realizável a Longo Prazo 357.021 7% 100% 349.416 5% -2% 500.296 7% 40% 692.578 8% 94% 911.463 10% 155% 828.051 9% 132%

Créditos com partes relacionadas 232.634 4% 100% 178.758 3% -23% 277.060 4% 19% 275.255 3% 18% 330.533 4% 42% 250.180 3% 8% Outros 124.387 2% 100% 170.658 2% 37% 223.236 3% 79% 417.323 5% 236% 580.930 6% 367% 577.871 6% 365% Ativo Permanente 2.191.259 41% 100% 2.594.605 37% 18% 2.635.427 38% 20% 3.114.792 38% 42% 3.180.074 35% 45% 3.252.321 35% 48% Investimentos 456.132 8% 100% 571.955 8% 25% 569.736 8% 25% 579.895 7% 27% 539.245 6% 18% 360.904 4% -21% Imobilizado 1.674.347 31% 100% 1.947.410 28% 16% 1.963.094 28% 17% 2.199.894 27% 31% 2.460.933 27% 47% 2.449.059 27% 46% Diferido 60.780 1% 100% 75.240 1% 24% 102.597 1% 69% 335.003 4% 451% 179.896 2% 196% 442.358 5% 628% Passivo Total 5.398.722 100% 100% 7.027.755 100% 30% 6.907.576 100% 28% 8.226.831 100% 52% 9.192.490 100% 70% 9.233.046 100% 71% Passivo Circulante 1.341.562 25% 100% 2.421.015 34% 80% 2.573.029 37% 92% 2.709.751 33% 102% 3.263.798 36% 143% 3.387.352 37% 152% Empréstimos e Financiamentos 173.789 3% 100% 398.144 6% 129% 682.585 10% 293% 696.331 8% 301% 988.968 11% 469% 897.548 10% 416% Debêntures - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% Fornecedores 407.007 8% 100% 938.928 13% 131% 874.737 13% 115% 946.551 12% 133% 1.111.083 12% 173% 1.096.056 12% 169% Impostos. Taxas e Contribuições 159.885 3% 100% 199.489 3% 25% 202.196 3% 26% 161.641 2% 1% 186.782 2% 17% 308.744 3% 93% Dividendos a Pagar 60.908 1% 100% 79.649 1% 31% 89.470 1% 47% 63.854 1% 5% 35.269 0% -42% 80.252 1% 32% Provisões 218.115 4% 100% 268.610 4% 23% 192.607 3% -12% 158.557 2% -27% 202.119 2% -7% 242.825 3% 11% Dívidas com partes relacionadas 55.703 1% 100% 234.206 3% 320% 261.832 4% 370% 286.759 3% 415% 260.093 3% 367% 427.557 5% 668% Outros 266.155 5% 100% 301.989 4% 13% 269.602 4% 1% 396.058 5% 49% 479.484 5% 80% 334.370 4% 26%

Passivo Exigível a Longo Prazo 559.427 10% 100% 818.409 12% 46% 957.272 14% 71% 1.540.135 19% 175% 2.150.249 23% 284% 1.692.117 18% 202%

Empréstimos e Financiamentos 300.854 6% 100% 427.481 6% 42% 447.693 6% 49% 864.971 11% 188% 1.299.623 14% 332% 832.172 9% 177% Debêntures 2.607 0% 100% 3.290 0% 26% 4.023 0% 54% - 0% -100% - 0% -100% - 0% -100% Provisões 61.166 1% 100% 103.416 1% 69% 130.708 2% 114% 215.126 3% 252% 268.866 3% 340% 356.618 4% 483% Dívidas com partes relacionadas 141.308 3% 100% 159.172 2% 13% 219.741 3% 56% 249.171 3% 76% 341.601 4% 142% 207.590 2% 47% Outros 53.492 1% 100% 125.050 2% 134% 155.107 2% 190% 210.867 3% 294% 240.159 3% 349% 295.738 3% 453% Impostos e Contribuições 28.835 1% 100% 35.197 1% 22% 64.242 1% 123% 106.411 1% 269% 129.480 1% 349% 206.223 2% 615% Dividendos a Pagar - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% Demais Contas a Pagar 24.657 0% 100% 89.853 1% 264% 90.865 1% 269% 104.456 1% 324% 110.679 1% 349% 89.515 1% 263%

Resultados de Exercícios Futuros - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0%

Patrimônio Líquido 3.497.734 65% 100% 3.788.331 54% 8% 3.377.275 49% -3% 3.976.945 48% 14% 3.778.443 41% 8% 4.153.576 45% 19%

Capital Social Realizado 1.853.435 34% 100% 1.957.586 28% 6% 1.874.795 27% 1% 2.551.729 31% 38% 3.159.487 34% 70% 3.561.180 39% 92% Reservas de Capital 304.897 6% 100% 312.629 4% 3% 280.413 4% -8% 302.419 4% -1% 284.341 3% -7% 433.013 5% 42% Reservas de Reavaliação 88.520 2% 100% 125.265 2% 42% 112.602 2% 27% 215.197 3% 143% 237.776 3% 169% 230.683 2% 161% Reservas de Lucros 103.761 2% 100% 147.564 2% 42% 110.619 2% 7% 109.158 1% 5% 60.226 1% -42% 76.099 1% -27% Lucros / Prejuízos Acumulados 1.147.121 21% 100% 1.245.287 18% 9% 998.846 14% -13% 798.442 10% -30% 36.613 0% -97% (147.400) -2% -113%

(37)

Ativos e Passivos (continuação)

Discriminação 2003 2004 2005 R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH AtivoTotal 12.172.004 100% 0% 13.489.174 100% 11% 15.100.025 100% 24% Ativo Circulante 6.883.883 57% 0% 7.722.675 57% 12% 8.437.446 56% 23% Disponibilidades 722.025 6% 0% 673.089 5% -7% 969.055 6% 34% Créditos 2.868.642 24% 0% 3.156.666 23% 10% 3.948.976 26% 38% Duplicatas a Receber 2.651.056 22% 0% 2.940.202 22% 11% 3.550.889 24% 34% Demais Contas a Receber 217.586 2% 0% 216.464 2% -1% 398.087 3% 83% Sociedades Ligadas 62.124 1% 0% 90.348 1% 45% 93.642 1% 51% Estoques 2.531.606 21% 0% 2.855.292 21% 13% 2.685.667 18% 6% Outros 699.487 6% 0% 947.280 7% 35% 740.105 5% 6%

Ativo Realizável a Longo Prazo 936.600 8% 0% 1.308.799 10% 40% 1.466.729 10% 57% Créditos com partes relacionadas 289.045 2% 0% 484.298 4% 68% 471.546 3% 63% Outros 650.543 5% 0% 824.161 6% 27% 991.251 7% 52% Ativo Permanente 4.351.521 36% 0% 4.457.700 33% 2% 5.195.850 34% 19% Investimentos 306.700 3% 0% 473.270 4% 54% 975.785 6% 218% Imobilizado 3.492.739 29% 0% 3.520.027 26% 1% 3.792.084 25% 9% Diferido 552.083 5% 0% 464.404 3% -16% 427.980 3% -22% Passivo Total 12.172.004 100% 0% 13.489.174 100% 11% 15.100.025 100% 24% Passivo Circulante 4.274.185 35% 0% 4.390.700 33% 3% 4.474.440 30% 5% Empréstimos e Financiamentos 1.128.631 9% 0% 971.132 7% -14% 1.155.398 8% 2% Debêntures - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% Fornecedores 1.450.919 12% 0% 1.330.470 10% -8% 1.189.547 8% -18% Impostos. Taxas e Contribuições 361.461 3% 0% 460.174 3% 27% 525.684 3% 45% Dividendos a Pagar 80.210 1% 0% 142.721 1% 78% 152.853 1% 91% Provisões 371.121 3% 0% 406.549 3% 10% 484.965 3% 31% Dívidas com partes relacionadas 393.345 3% 0% 432.288 3% 10% 335.284 2% -15% Outros 488.500 4% 0% 647.330 5% 33% 632.683 4% 30%

Passivo Exigível a Longo Prazo 2.358.693 19% 0% 2.086.659 15% -12% 2.657.765 18% 13% Empréstimos e Financiamentos 978.136 8% 0% 610.582 5% -38% 649.479 4% -34% Debêntures - 0% 0% - 0% 0% - 0% 0% Provisões 400.482 3% 0% 512.839 4% 28% 881.889 6% 120% Dívidas com partes relacionadas 560.577 5% 0% 527.784 4% -6% 564.280 4% 1% Outros 265.240 2% 0% 292.874 2% 10% 338.791 2% 28% Impostos e Contribuições 236.512 2% 0% 268.436 2% 13% 353.833 2% 50% Dividendos a Pagar 13.067 0% 0% 5.996 0% -54% 6.541 0% -50% Demais Contas a Pagar 169.919 1% 0% 161.022 1% -5% 201.742 1% 19%

Resultados de Exercícios Futuros 22 0% 0% 92 0% 324% 741 0% 3328%

Patrimônio Líquido 5.539.104 46% 0% 7.011.724 52% 27% 7.967.078 53% 44%

(38)
(39)

Discriminação 1998 1999 2000 2001 2002 2003

R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH

Receita Bruta de Vendas de Serviços 9.212.068 0% 100% 11.304.978 0% 23% 11.369.625 0% 23% 12.083.457 100% 0% 13.067.556 0% 42% 14.661.910 0% 59%

Deduções de Receita Bruta (2.411.935) 0% 100% (2.982.188) 0% 24% (3.174.349) 0% 32% (3.195.824) -26% 0% (3.416.495) 0% 42% (4.088.262) 0% 70%

Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 6.800.133 100% 100% 8.322.790 100% 22% 8.195.276 100% 21% 8.887.633 74% 100% 9.651.061 100% 42% 10.573.648 100% 55%

Custos de Bens e/ou Serviços Vendidos (3.087.898) -45% 100% (4.042.105) -49% 31% (4.184.874) -51% 36% (4.817.868) -40% -54% (5.170.018) -54% 67% (5.908.847) -56% 91%

Resultado Bruto 3.712.235 55% 100% 4.280.684 51% 15% 4.010.402 49% 8% 4.069.765 34% 46% 4.481.043 46% 21% 4.664.800 44% 26%

Despesas / Receitas Operacionais (2.794.978) -41% 100% (3.401.509) -41% 22% (3.719.223) -45% 33% (3.999.334) -33% -45% (4.804.989) -50% 72% (4.404.159) -42% 58% Com Vendas (2.109.383) -31% 100% (2.463.068) -30% 17% (2.611.429) -32% 24% (2.678.903) -22% -30% (2.785.296) -29% 32% (3.332.831) -32% 58% Gerais e Administrativas (459.640) -7% 100% (557.192) -7% 21% (747.314) -9% 63% (775.655) -6% -9% (1.138.411) -12% 148% (825.635) -8% 80% Financeiras (198.383) -3% 100% (252.203) -3% 27% (357.266) -4% 80% (433.439) -4% -5% (763.747) -8% 285% (254.945) -2% 29% Receitas Financeiras 66.259 1% 100% 357.633 4% 440% 80.778 1% 22% 97.004 1% 1% 226.603 2% 242% 224.116 2% 238% Despesas Financeiras (264.642) -4% 100% (609.836) -7% 130% (438.044) -5% 66% (530.443) -4% -6% (990.350) -10% 274% (479.061) -5% 81% Outras Receitas Operacionais 58.561 1% 100% 48.039 1% -18% 140.674 2% 140% 66.538 1% 1% 91.506 1% 56% 168.253 2% 187%

Outras Despesas Operacionais (136.975) -2% 100% (213.509) -3% 56% (144.437) -2% 5% (158.822) -1% -2% (138.151) -1% 1% (143.408) -1% 5%

Resultado da Equivalência Patrimonial 50.843 1% 100% 36.424 0% -28% 549 0% -99% (19.053) 0% 0% (70.890) -1% -239% (15.593) 0% -131%

Resultado Operacional 917.258 13% 100% 879.176 11% -4% 291.179 4% -68% 70.431 1% 1% (323.946) -3% -135% 260.641 2% -72%

Resultado Não Operacional (6.430) 0% 100% (58.358) -1% 808% (49.166) -1% 665% (69.616) -1% -1% (96.303) -1% 1398% (51.822) 0% 706% Receitas 46.084 1% 100% 62.515 1% 36% 39.058 0% -15% 74.369 1% 1% 134.512 1% 192% 38.943 0% -15% Despesas (52.514) -1% 100% (120.873) -1% 130% (88.224) -1% 68% (143.985) -1% -2% (230.815) -2% 340% (90.765) -1% 73%

Resultado Antes Tributação/Participações 910.828 13% 100% 820.818 10% -10% 242.013 3% -73% 815 0% 0% (420.249) -4% -146% 208.819 2% -77%

Provisão para IR e Contribuição Social (255.332) -4% 100% (250.819) -3% -2% (115.737) -1% -55% (67.892) -1% -1% (36.646) 0% -86% (159.183) -2% -38%

Lucro / Prejuízo do Exercício 655.496 10% 100% 569.999 7% -13% 126.276 2% -81% (67.077) -1% -1% (456.895) -5% -170% 49.636 0% -92%

(40)

Discriminação 1998 1999 2000 2001 2002 2003

R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH

Receita Bruta de Vendas de Serviços 9.212.068 0% 100% 11.304.978 0% 23% 11.369.625 0% 23% 12.083.457 100% 0% 13.067.556 0% 42% 14.661.910 0% 59%

Deduções de Receita Bruta (2.411.935) 0% 100% (2.982.188) 0% 24% (3.174.349) 0% 32% (3.195.824) -26% 0% (3.416.495) 0% 42% (4.088.262) 0% 70%

Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 6.800.133 100% 100% 8.322.790 100% 22% 8.195.276 100% 21% 8.887.633 74% 100% 9.651.061 100% 42% 10.573.648 100% 55%

Custos de Bens e/ou Serviços Vendidos (3.087.898) -45% 100% (4.042.105) -49% 31% (4.184.874) -51% 36% (4.817.868) -40% -54% (5.170.018) -54% 67% (5.908.847) -56% 91%

Resultado Bruto 3.712.235 55% 100% 4.280.684 51% 15% 4.010.402 49% 8% 4.069.765 34% 46% 4.481.043 46% 21% 4.664.800 44% 26%

Despesas / Receitas Operacionais (2.794.978) -41% 100% (3.401.509) -41% 22% (3.719.223) -45% 33% (3.999.334) -33% -45% (4.804.989) -50% 72% (4.404.159) -42% 58% Com Vendas (2.109.383) -31% 100% (2.463.068) -30% 17% (2.611.429) -32% 24% (2.678.903) -22% -30% (2.785.296) -29% 32% (3.332.831) -32% 58% Gerais e Administrativas (459.640) -7% 100% (557.192) -7% 21% (747.314) -9% 63% (775.655) -6% -9% (1.138.411) -12% 148% (825.635) -8% 80% Financeiras (198.383) -3% 100% (252.203) -3% 27% (357.266) -4% 80% (433.439) -4% -5% (763.747) -8% 285% (254.945) -2% 29% Receitas Financeiras 66.259 1% 100% 357.633 4% 440% 80.778 1% 22% 97.004 1% 1% 226.603 2% 242% 224.116 2% 238% Despesas Financeiras (264.642) -4% 100% (609.836) -7% 130% (438.044) -5% 66% (530.443) -4% -6% (990.350) -10% 274% (479.061) -5% 81% Outras Receitas Operacionais 58.561 1% 100% 48.039 1% -18% 140.674 2% 140% 66.538 1% 1% 91.506 1% 56% 168.253 2% 187%

Outras Despesas Operacionais (136.975) -2% 100% (213.509) -3% 56% (144.437) -2% 5% (158.822) -1% -2% (138.151) -1% 1% (143.408) -1% 5%

Resultado da Equivalência Patrimonial 50.843 1% 100% 36.424 0% -28% 549 0% -99% (19.053) 0% 0% (70.890) -1% -239% (15.593) 0% -131%

Resultado Operacional 917.258 13% 100% 879.176 11% -4% 291.179 4% -68% 70.431 1% 1% (323.946) -3% -135% 260.641 2% -72%

Resultado Não Operacional (6.430) 0% 100% (58.358) -1% 808% (49.166) -1% 665% (69.616) -1% -1% (96.303) -1% 1398% (51.822) 0% 706% Receitas 46.084 1% 100% 62.515 1% 36% 39.058 0% -15% 74.369 1% 1% 134.512 1% 192% 38.943 0% -15% Despesas (52.514) -1% 100% (120.873) -1% 130% (88.224) -1% 68% (143.985) -1% -2% (230.815) -2% 340% (90.765) -1% 73%

Resultado Antes Tributação/Participações 910.828 13% 100% 820.818 10% -10% 242.013 3% -73% 815 0% 0% (420.249) -4% -146% 208.819 2% -77%

Provisão para IR e Contribuição Social (255.332) -4% 100% (250.819) -3% -2% (115.737) -1% -55% (67.892) -1% -1% (36.646) 0% -86% (159.183) -2% -38%

Lucro / Prejuízo do Exercício 655.496 10% 100% 569.999 7% -13% 126.276 2% -81% (67.077) -1% -1% (456.895) -5% -170% 49.636 0% -92%

(41)

Análise Econômico-Financeira das Empresas do Setor Farmacêutico

Demonstração de Resultados (continuação)

Discriminação 2003 2004 2005

R$000 AV AH R$000 AV AH R$000 AV AH

Receita Bruta de Vendas de Serviços 18.946.083 0% 100% 22.642.446 0% 20% 24.159.069 0% 28% Deduções de Receita Bruta (4.897.190) 0% 100% (5.764.667) 0% 18% (6.127.009) 0% 25%

Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 14.151.883 100% 100% 16.985.116 100% 20% 18.151.500 100% 28% Custos de Bens e/ou Serviços Vendidos (7.850.760) -55% 100% (8.727.415) -51% 11% (8.457.957) -47% 8%

Resultado Bruto 6.301.123 45% 100% 8.257.700 49% 31% 9.693.543 53% 54%

Despesas / Receitas Operacionais (6.488.237) -46% 100% (7.432.009) -44% 15% (8.182.002) -45% 26% Com Vendas (3.816.540) -27% 100% (4.403.579) -26% 15% (4.699.023) -26% 23% Gerais e Administrativas (1.834.025) -13% 100% (2.370.697) -14% 29% (2.828.021) -16% 54% Financeiras (194.515) -1% 100% (387.080) -2% 99% (482.440) -3% 148% Receitas Financeiras 413.740 3% 100% 358.769 2% -13% 283.254 2% -32% Despesas Financeiras (608.255) -4% 100% (745.849) -4% 23% (765.695) -4% 26% Outras Receitas Operacionais 139.788 1% 100% 102.022 1% -27% 180.454 1% 29%

Outras Despesas Operacionais (275.141) -2% 100% (235.018) -1% -15% (365.220) -2% 33% Resultado da Equivalência Patrimonial (507.803) -4% 100% (137.657) -1% -73% 12.248 0% -102%

Resultado Operacional (187.114) -1% 100% 825.691 5% -541% 1.511.541 8% -908%

Resultado Não Operacional (45.850) 0% 100% 86.873 1% -289% 58.353 0% -227% Receitas 44.982 0% 100% 94.670 1% 110% 87.051 0% 94% Despesas (77.691) -1% 100% (15.977) 0% -79% (29.892) 0% -62%

Resultado Antes Tributação/Participações (217.373) -2% 100% 912.912 5% -520% 1.569.307 9% -822% Provisão para IR e Contribuição Social (225.087) -2% 100% (351.131) -2% 56% (612.769) -3% 172%

(42)

Discriminação Legenda 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2003 2004 2005 Indicadores

Financeiros

Liquidez Geral LG 1.69 1.37 1.21 1.20 1.11 1.18 1.18 1.39 1.39 Liquidez Geral Padrão Padrão 1.14 1.14 1.14 1.14 1.14 1.14 1.14 1.14 1.14 Liquidez Corrente LC 2.12 1.69 1.47 1.63 1.56 1.52 1.61 1.76 1.89 Liquidez Corrente

Padrão Padrão 1.29 1.29 1.29 1.29 1.29 1.29 1.29 1.29 1.29 Liquidez Seca LS 1.30 1.01 0.89 0.99 0.94 0.96 1.02 1.11 1.29 Liquidez Seca Padrão Padrão 0.82 0.82 0.82 0.82 0.82 0.82 0.82 0.82 0.82 Grau de Endividamento GE 54.3% 85.5% 104.5% 106.9% 143.3% 122.3% 119.7% 92.4% 89.5% Grau de Endividamento Padrão Padrão 136.0% 136.0% 136.0% 136.0% 136.0% 136.0% 136.0% 136.0% 136.0% Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido GI 47.9% 51.4% 58.1% 55.3% 65.1% 59.0% 63.1% 50.2% 47.6% Grau de Imobilização do Patrimônio

Líquido Padrão Padrão 77.0% 77.0% 77.0% 77.0% 77.0% 77.0% 77.0% 77.0% 77.0% Imobilização dos

Recursos de Longo

Prazo IRL 54.0% 56.3% 60.8% 56.5% 53.6% 55.6% 55.1% 49.0% 48.9% Imobilização dos

Recursos de Longo

Prazo Padrão Padrão 66.0% 66.0% 66.0% 66.0% 66.0% 66.0% 66.0% 66.0% 66.0%

Indicadores Econômicos Margem Líquida ML 9.6% 6.8% 1.5% -0.8% -4.7% 0.5% -1.4% 3.4% 5.3% Margem Líquida Padrão Padrão 3.1% 3.1% 3.1% 3.1% 3.1% 3.1% 3.1% 3.1% 3.1% Rentabilidade do Capital Próprio RC 18.7% 15.0% 3.7% -1.7% -12.1% 1.2% -3.7% 8.1% 12.0% Rentabilidade do Capital Próprio Padrão Padrão 14.0% 14.0% 14.0% 14.0% 14.0% 14.0% 14.0% 14.0% 14.0% Retorno do Capital Empregado RCE 7.2% -0.6% -4.5% -7.3% -15.7% -4.7% -6.7% -1.3% 1.3% Retorno do Capital

Empregado Padrão Padrão 4.1% 4.1% 4.1% 4.1% 4.1% 4.1% 4.1% 4.1% 4.1% Giro do Ativo GA 1.26 1.18 1.19 1.08 1.05 1.15 1.16 1.26 1.20 Giro do Ativo Padrão Padrão 1.26 1.26 1.26 1.26 1.26 1.26 1.26 1.26 1.26

Indicadores Econômicos 2003 2004 2005 IPCA 1.0000 1.0760 1.1372 IPA 1.0000 1.1476 1.1564 Margem de Contribuição 1.00 1.31 1.54 Comparativo Variação US$ Nominal x Câmbio Real Cesta de Moedas 1.0000 0.8232 0.7588 Dolar Nominal 1.0000 0.8830 0.7425

Indicadores Econômico-Financeiros

Referências

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