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9 AS JORNADAS TÉCNICAS INTERNACIONAIS DE RESÍDUOS

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CO-ORGANIZAÇÃO

público desde 1990. APESB é o Membro Nacional português da ISWA, com vasta experiência na organização de conferências nacionais e internacionais. A cada dois anos tem lugar uma conferência nacional sobre saneamento básico que vai na 14ª edição (Encontro Nacional de saneamento ENASB) e uma outra conferência internacional sobre resíduos sólidos (Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos). Além disso, em cooperação com a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), a APESB organiza um Congresso Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (SILUBESA) a cada dois anos, alternadamente no Brasil e Portugal. Deve realçar-se que a APESB foi responsável pela organização do Congresso Mundial de Resíduos Sólidos da ISWA de 2009 em Lisboa e de 2 Congressos sobre Gestão Sustentável de Resíduos em África, o 1º no Lobito em 2012 e o 2º em Luanda em 2014, Angola, com apoio da ISWA e o alto patrocínio do Governo de Angola, do Ministério do Ambiente . Mais informações podem ser obtidas no site www.apesb.org

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ATROCINADORES Editores | Editors Mário Russo Cândida Vilarinho Graça Lopes Nídia Caetano Viana do Castelo - Portugal 14 - 15 SET 20 15

9. JORNADAS TÉCNICAS INTERNACIONAIS DE RESÍDUOS 9. International Technical Conference on Wast 2015 as th

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de Viana do Castelo (http://www.ipvc.pt/).

Viana do Castelo é uma cidade que contempla o mar, o rio e a montanha e que elegeu o Ambiente como valor fundamental a preservar.

Organizadores

APESB – Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental, é uma associação profissional técnica e científica,

fundada em 1980, sem fins lucrativos e reconhecida como pessoa colectiva de interesse público desde 1990. APESB é o Membro Nacional português da ISWA.

Consulte o nosso site www.apesb.org.

O CVR - Centro para a Valorização de Resíduos é uma instituição privada sem fins lucrativos que presta serviços de investigação, análise científica e aplicação de soluções reais na área da valorização de resíduos. Independentemente da área da atividade industrial, o CVR tem as competências necessárias para apoiar projetos e iniciativas relacionadas com uma ampla gama de resíduos industriais. www.cvresiduos.pt

Co-organizador

Instituto Politécnico de Viana do Castelo [IPVC] tem como objetivo

prosseguir, através das suas Escolas Superiores, a formação humana, cultural, científica, técnica e profissional de qualidade, realizar a investigação necessária e adequada à prossecução da sua missão. Ministra cursos superiores, entre os quais, Licenciaturas, Pós-Graduações e Mestrados (vários em cooperação com universidades estrangeiras e nacionais), através das seis Escolas Superiores que integra:

Escola Superior de Educação (Viana do Castelo) Escola Superior Agrária (Ponte de Lima)

Escola Superior de Tecnologia e Gestão (Viana do Castelo) Escola Superior de Ciências Empresariais (Valença) Escola Superior de Saúde (Viana do Castelo) Escola Superior de Desporto e Lazer (Melgaço) Mais informações em www.ipvc.pt

Lisbon, September 2015

All the responsibilities about ideas, opinions and information provided in the abstracts of this book are those of original authors of the papers presented in the conference. Reference editors bear no responsibility regarding the validity of information on products, services presented in this book. Eventual reference to commercial product or service does not imply any positive or negative disposition of the editors toward it.

As responsabilidades acerca de ideias, informações e opiniões manifestadas nos resumos aqui publicados são os dos autores nas comunicações originais submetidas ao congresso. Os editores desta publicação não têm quaisquer responsabilidades acerca da validade da informação, dos produtos e serviços aqui produzidos pelos autores e presentes neste livro.

Eventuais referências comerciais a produtos ou serviços não implica qualquer juízo de valor positivo ou negativo por parte dos editores deste livro.

SUGGESTED CITATION:

“Chalanges on Waste Management in a Circular Economy: 9AS Jornadas Técnicas Internacionais de

Resíduos”. Book of Extended Abstracts of the Congress. Mário A. T. Russo, Cândida Vilarinho, Graça A. Lopes e Nídia Caetano (Editors), ISBN 978-989-20-5907-5, APESB, Lisbon, 2015.

SUGESTÃOde CITAÇÃO:

“Desafios da Gestão de Resíduos numa Economia Circular: 9AS Jornadas Técnicas Internacionais de

Resíduos”. Livro de Resumos alargados do Congresso. Mário A. T. Russo, Cândida Vilarinho, Graça A. Lopes, e Nídia Caetano (Editores), ISBN 978-989-20-5907-5, APESB, Lisboa, 2015.

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9as Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos, Viana do Castelo 2015

Desafios da Gestão de Resíduos numa Economia Circular

Challenges on Waste Management in a Circular Economy

9

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Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos

APESB 2015

Viana do Castelo, 14 a 16 setembro 2015

LIVRO DE RESUMOS DO CONGRESSO

BOOK OF ABSTRACTS OF THE CONGRESS

Editores | Editors

Mário A. T. Russo

Cândida Vilarinho

Graça A. Lopes

Nídia Caetano

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9as Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos, Viana do Castelo 2015 as Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos (JTIR) em 1997, em Lisboa, através do seu Grupo

Técnico de Resíduos, GRAPESB. Este evento vem sendo repetido a cada dois anos, trazendo a Portugal renomados especialistas internacionais do setor de resíduos. O desenvolvimento do setor em Portugal nas últimas décadas foi elevado de tal modo que nas últimas edições a maioria dos especialistas já são portugueses.

A presente edição das Jornadas, a nona, é organizada conjuntamente com a terceira edição da conferência internacional Wastes: Solutions, Treatments and Opportunities 2015 pelo Centro de Valorização de Resíduos, CVR, dada a complementaridade dos eventos, numa ótica de ganhos de escala. Nos dias 14 a 16 de Setembro, os trabalhos decorrem no Instituo Politécnico de Viana do Castelo, numa ampla área em que parte das sessões é partilhada.

A política de resíduos da UE, em que os resíduos são considerados cada vez mais fontes de recursos que devem ser valorizados, impõe restrições à deposição de resíduos urbanos biodegradáveis (RUB) em aterros e valores mínimos de valorização dos resíduos de embalagens,Caminha-se assim para uma sociedade europeia da reciclagem e do desperdício zero, potenciando uma nova economia, denominada de economia verde, economia circular, ou ainda de eficiência de recursos, produção e consumo sustentável, simbiose industrial, metabolismo urbano, resíduo-zero, eco-design, prevenção e minimização de resíduos, remanufaturação, etc. Seja qual for o nome, trata-se de um conceito que estará nas próximas décadas consolidado em quase todos os países europeus, fruto de uma abordagem mais sustentável sobre os recursos, com apoio de legislação que obriga ao cumprimento de metas específicas (Towards a Circular Economy: A Zero Waste Programme for Europe (COM(2014) 398 final), e que influenciará outras legislações em outras geografias.

Portugal enfrenta um importante desafio no que tange à necessidade de valorização de crescentes quantidades de RUB não admitidos em aterro e de embalagens de diversos materiais, devido às exigentes metas legais. A concretização de tais metas contribuirá para a dita economia circular, ou economia verde, gerando mais emprego e renda e evitando o desperdício de recursos que seriam perdidos em aterros.

De facto, geram-se anualmente no mundo mais de 4 biliões de toneladas de resíduos de origem municipal, industrial e perigosos (http://www.unece.org), cabendo aos resíduos municipais cerca de 50% deste total (entre 1,6 e 2 biliões de toneladas por ano).

A recuperação de recursos por via da reciclagem já emprega cerca de 12 milhões de pessoas em apenas três países - Brasil, China e Estados Unidos. A triagem e processamento de materiais recicláveis sustentam dez vezes mais empregos do que as operações em aterros ou em incineração, numa base por tonelada (Towards a green economy - UNEP). Estima-se também, que o setor informal dos resíduos utilize cerca de metade das pessoas envolvidas com o tema dos resíduos, ou seja, em número semelhante ao setor formal e respondem por 52% da reciclagem realizada no mundo (19% dos resíduos produzidos).

A presente edição das JTIR debruçou-se sobre a gestão dos resíduos numa ótica da economia dos recursos, ou das oportunidades para se desenvolver a economia verde, tendo o programa sido organizado com os seguintes temas: Recolha de resíduos e tecnologias de transporte; Transformações químicas e biológicas de resíduos; Reciclagem e recuperação de materiais dos resíduos; Gestão de resíduos industriais e de resíduos de Construção e Demolição; Desafios da Comunicação Ambiental na Gestão de Resíduos; Tecnologia de aterros e nova mineração urbana; Investigação, Desenvolvimento e Inovação na gestão de resíduos; Avaliação de sustentabilidade da gestão de resíduos; Gestão de resíduos nos países da CPLP.

Será disponibilizado o e-book com os artigos após congresso via site da APESB. Os editores

Mário A. T. Russo Cândida Vilarinho Graça Alfaro Lopes Nídia Caetano

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9as Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos, Viana do Castelo 2015 The Portuguese Association of Sanitary and Environmental Engineering (APESB) organized the first

International Technical Conference on Waste (JTIR) in 1997 in Lisbon. Carried out by the Working Group on Waste (GRAPESB) the event has been repeated every other year, bringing to Portugal renowned international experts of the waste sector and industry. The development of the sector in recent decades in Portugal has increased so that in the last events most experts are already Portuguese.

This edition of the Conference, the ninth, is organized in association with the third edition of Wastes:

Solutions, Treatments and Opportunities 2015, by Centro de Valorização de Resíduos (CVR), given the

complementarity of events and due to economies of scale. From the 14th to the 16th of September, the

conferences will go on at the Polytechnic Institute of Viana do Castelo, in a wide area where part of the sessions will be shared and where all the participants can interact easily and freely.

The EU waste policy, where the waste is increasingly seen as resources that should be valorized, imposes restrictions on the disposal of biodegradable municipal waste (BMW) in landfills and requires minimal recovery values to packaging waste. This drives us to an European society of recycling and zero waste, promoting a new economy, called green economy, circular economy, or resource efficiency, sustainable production and consumption, industrial symbiosis, urban metabolism, zero-waste, eco-design , waste prevention and minimization, remanufacturing, etc. Whatever the name, it is a concept that will be consolidated in the coming decades in almost all countries, due to a more sustainable approach to resources, where legislation will help the achievement of goals (Towards the Circular Economy: The Zero Waste Programme for Europe (COM(2014) 398 final), which will influence other legislation in other geographies.

Portugal faces a major challenge in what concerns the valorization growing amounts of BMW not allowed in landfills and packaging of various materials due to stringent legal targets. The achievement of these goals will contribute to the so called circular economy, or green economy, creating more jobs and income and avoiding loss of resources that would otherwise be disposed off in landfills.

In fact, each year it is generated worldwide more than 4 billion tons of municipal solid waste, industrial and hazardous (http://www.unece.org), where municipal waste is about 50% of this total (between 1.6 and 2 billion tons per year).

The recovery of resources through recycling already employs about 12 million people in just three countries - Brazil, China and the United States. The sorting and processing of recyclables holds ten times more jobs than operations in landfills or incineration on a per ton basis (Towards a green economy - UNEP). It is also estimated that the informal sector of waste includes about half of the people involved with waste, i.e. a number similar to the formal sector and accounts for 52% of the recycling carried out in the world (19% of waste production).

The focus of this edition of the Congress is waste management in a perspective of economic resources, or of the opportunities to develop the green economy, and the program was organized including the following topics: Waste collection and transportation technology; Chemical and biological transformation of wastes; Recycling and recovery of waste materials; Management of Industrial wastes and Construction and Demolition wastes; Challenges of Environmental Communication in Waste Management; Landfill technology and new urban mining; Research, Development and Innovation in waste management; Sustainability evaluation on waste management; Waste management in CPLP Countries (Portuguese speaking countries).

The full papers will be available by link via APESB website after Congress. The editors

Mário A. T. Russo Cândida Vilarinho Graça Alfaro Lopes Nídia Caetano

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iv Congress Secretariat

Carla Galier

9AS Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos 2015

Av. Brasil, 101

1700-066 Lisboa, Portugal Tel: +351 218 443 849 Fax: +351 218 443 048 E-mail: [email protected]

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v natural e construído, e à qualidade de vida.

A Gestão dos Resíduos tem-se assumido como um pilar da saúde pública e da gestão ambiental, mas também da proteção e valorização dos nossos recursos, com reflexos claros na economia.

Tem sido um privilégio assistir à resolução dos passivos ambientais do passado e ver este sector passar de player marginal para um parceiro imprescindível no desenvolvimento da nossa sociedade.

As IX Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos (JTIR) tem lugar numa altura onde é possível contemplar o caminho já percorrido, mas onde se mostra imprescindível perspetivar o futuro. Como sempre, estas jornadas constituem uma importante plataforma para a consolidação de conhecimentos e experiências e a divulgação de boas práticas no domínio da Engenharia Sanitária e Ambiental.

A organização deste evento só foi possível com o empenho de um grande número de parceiros. À Comissão Científica, à Comissão Organizadora, mas também aos congressistas e às empresas parceiras, agradeço em nome da APESB a Vossa adesão a este projeto.

Estou certo que este Vosso apoio, em particular, no domínio da gestão dos resíduos, vai ser um enorme contributo para o ensaio das respostas aos novos desafios do sector, contributo para uma mudança do paradigma, centralizada na valorização dos recursos.

Paulo J. Ramísio

Presidente da Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental

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APESB

The Portuguese Association of Sanitary and Environmental Engineering, over more than 35 years of activity, has been an important promotional vehicle of the values associated to the environment, natural and built, and quality of life.

Waste Management has assumed as a pillar of public health and environmental management, but also the protection and enhancement of our resources, with clear effects on the economy.

It has been a privilege to attend the resolution of environmental liabilities from the past and see the industry move from marginal player to a vital partner in the development of our society.

The IX Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos (JTIR) takes place at a time where we can see steps taken until now, but which shows essential look to the future. As always it is, these events are an important platform for the consolidation of knowledge and experience and dissemination of good practice in the field of Sanitary and Environmental Engineering.

The organization of this event was only possible with the commitment of a large number of partners. To the Scientific Committee, the Organizing Committee, and our sponsors, I thank you on behalf of APESB your support to this project.

I am sure your support, particularly in the field of waste management, will be a huge contribution to the testing of responses to new challenges for the sector, contribute to a change of paradigm, focusing on the development of resources.

Paulo Ramísio President of APESB

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agradecimentos a todos os que permitiram a realização do presente evento na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, desde logo ao Presidente do IPVC, Prof. Rui Teixeira, que cedeu as instalações e concedeu um conjunto de facilidades.

Igualmente devo realçar o imprescindível apoio desde a primeira hora do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Engº José Maria Costa e dos Serviços Municipalizados de Saneamento Básico de Viana do Castelo, principal patrocinador dos eventos conjuntos, estendendo o agradecimento ao Presidente do Conselho de Administração, Engº Vitor Lemos.

Aos patrocinador Gold, Sociedade Ponto Verde, na pessoa do seu Diretor Geral, Dr. Luis Veiga Martins e Resurb de Angola, na pessoa da Administradora Engª Patrícia Castro, os nossos agradecimentos pelo importante apoio.

Aos patrocinadores Silver Lipor e Enc Energy, bem como aos restantes apoiantes Aquapor Serviços, SUMA-Vista Waste, Águas de Gaia, EGEO, Tratolixo e AST endereçamos os nossos agradecimentos.

Aos membros da Comissão de revisão e Comissão Científica, os agradecimentos pelo contributo na seleção dos trabalhos a serem apresentados. À ISWA e em especial ao seu Presidente, David Newman e Vice-Presidente Carlos Filho e Presidente da Comissão Técnico-Científica, Antonis Mavropoulos, a Comissão Organizadora apresenta os agradecimentos pela presença e contributo especializado. A Marco Ricci, Presidente do Grupo de Trabalho da ISWA dedicado aos Resíduos Biológicos, a disponibilidade em ministrar uma Masterclass sobre resíduos alimentares e a problemática da sua recolha com vista à valorização, o nosso agradecimento.

Finalmente, e não menos importante, a todos os participantes que submetendo trabalhos ou não, contribuem para profícuas trocas de experiências. Aos nossos irmãos dos países de expressão portuguesa, os países da CPLP que até nós vieram com o seu contributo, e às empresas que o permitiram, apoiando a vinda, o nosso agradecimento especial e fraterno.

Aos membros da Comissão Organizadora, do CVR, funcionários da ESTG e alunos do Mestrado de Engenharia Civil e do Ambiente da ESTG que apoiaram no terreno toda a logística e organização, o meu agradecimento.

O Presidente da Comissão Organizadora Mário Russo

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who made it possible to carry out this event at School of Technology and Management of the Polytechnic Institute of Viana do Castelo (IPVC), specially the President of IPVC, Prof. Rui Teixeira, who gave the venue and provided a set of related facilities.

I must also highlight the essential support of the Mayor of Viana do Castelo, Ing José Maria Costa and Serviços Municipalizados de Saneamento Básico de Viana do Castelo, that is the main sponsor of the joint events, extending the gratitude to the President of Board of Directors, Ing Vitor Lemos.

The Gold sponsor, Sociedade Ponto Verde, represented by its General Director, Dr. Luis Veiga Martins and Resurb Angola, in the person of the Administrator Ing Patricia Castro, our appreciation for the important support.

The Silver sponsors Lipor and Enc Energy and the remaining supporters Aquapor Serviços, SUMA-Vista Waste, Águas de Gaia, EGEO, Tratolixo and AST we address our thanks.

To the members of the Revision Commission and Scientific Committee, thanks the contribution of selection papers to be presented. To ISWA and specially its President, David Newman and Vice President Carlos Filho and the President of the STC, Antonis Mavropoulos, the Organizing Committee address many thanks for coming. To Marco Ricci, President of ISWA Working Group dedicated to biological wastes, the availability to conduct the Masterclass on food waste and the problem of collection for recovery, our thanks.

Last but not least, all participants submitting papers or not, have contributed to fruitful exchanges of experience. Our brothers of Portuguese-speaking countries, CPLP those who came to us with their contribute, and also the Companies that allowed supporting the arrival, our special and fraternal thanks.

To the members of the Organizing Committee, CVR and ESTG staff and Master students of Civil and Environment Engineering who supported the logistics and organization, my thanks.

Mario Russo

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ix

Cândida Vilarinho - CVR; University of Minho, Portugal [Co-Presidente] Fernando Castro - CVR, University of Minho, Portugal [Co-Presidente] Carlos Manuel Martins - ISEL,GRAPESB, Portugal

Dulce Álvaro Pássaro - APA, Portugal Domingos Saraiva - EGSRA, Portugal

Graça Alfaro Lopes - ISEL, GRAPESB, Portugal

Horácio Faria - Câmara Municipal de Viana do Castelo, Portugal Fernando Leite - LIPOR, Portugal

Fernando M. Fernandes - GRAPESB, Portugal Luis Paulo Marinheiro - GRAPESB, Portugal Mário Tomé - ESTG, IPVC, Portugal Mercês Ferreira - CM V N Gaia, Portugal Miguel Brito - ESA/IPVC, Portugal Nídia Caetano - GRAPESB, ISEP, Portugal Paula Mendes - LIPOR, Portugal

Paulo Ramísio - APESB, UM, Portugal Rosa Novais - GRAPESB, Portugal

Comissão de Revisão| Reviewer Committee

António Albuquerque - University of Beira Interior, APESB, Portugal Anabela Leitão - University Agostinho Neto, Angola

Derek Greedy - ISWA, UK

Felipe Macias Vasquez - University of Santiago de Compostela, Spain Fernando Jorge M Antunes Pereira - University of Aveiro, Portugal Fernando Santana - New University of Lisbon, Portugal

Francisco Lucas - Polytechnic Institute of Castelo Branco, Portugal Graça Alfaro Lopes - Polytechnic Institute of Lisbon, APESB, Portugal Luis Roberto Moraes - University Federal of Bahia, Brazil

Luis Marinheiro - GRAPESB, Portugal

Manuel Arlindo Matos - University of Aveiro, Grapesb, Portugal Mário Russo - IPVC, APESB, Portugal

Miguel Brito - IPVC, Portugal

Nídia Caetano - Polytechnic Institute of Porto, GRAPESB, Portugal Paulo Ramísio - University of Minho, APESB, Portugal

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xi

José Manuel P. Vieira - University of Minho, APESB, Portugal [Presidente] Antonis Mavropoulos - Presidente CTC ISWA, Greece

António Albuquerque - University of Beira Interior, APESB, Portugal António Jorge Monteiro - IST, Technical University of Lisbon, Portugal Anabela Leitão - University Agostinho Neto, Angola

Artur João Cabeças - New University of Lisbon, EGF, Portugal Costas Velis - University of Leeds, UK

Carlos Manuel Martins - Polytechnic Institute of Lisbon, GRAPESB, Portugal Cândida Vilarinho - CVR; Univerity of Minho, Portugal

Derek Greedy - ISWA, UK

Dulce Álvaro Pássaro - APA, Portugal

Fernando Castro - University of Minho, CVR, Portugal

Felipe Macias Vasquez - University of Santiago de Compostela, Spain Fernando Jorge M Antunes Pereira - University of Aveiro, Portugal Fernando Santana - New University of Lisbon, Portugal

Fernando Thomé Jucá - Federal University of Pernambuco, Brazil Francisco Lucas - Polytechnic Institute of Castelo Branco, Portugal Goran Vujic - University NoviSad, Serbia

Graça Alfaro Lopes - Polytechnic Institute of Lisbon, APESB, Portugal João Quinhones Levy - IST, Portugal

Luis Roberto Moraes - University Federal of Bahia, Brazil Luis Marinheiro - GRAPESB, Portugal

Manuel Arlindo Matos - University of Aveiro, Grapesb, Portugal Mário Russo - IPVC, APESB, Portugal

Miguel Brito - IPVC, Portugal

Nídia Caetano - Polytechnic Institute of Porto, GRAPESB, Portugal Paulo Ramísio - University of Minho, APESB, Portugal

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xiii

KEYNOTE ... 2

Gestão sustentável de resíduos sólidos: transformando desperdício em recurso ... 4

TEMA 1 RECOLHA DE RESÍDUOS E TECNOLOGIAS DE TRANSPORTE / THEME 1 WASTE COLLECTION AND TRANSPORTATION TECHNOLOGY ... 6

Modelo de previsão de enchimento dos contentores de recolha seletiva ... 8

Sistema de gestão de resíduos ... 14

Otimização de circuitos de recolha de resíduos urbanos ... 18

Estratégias de recolha seletiva rumo ao cumprimento de metas ... 22

TEMA 2 TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS E BIOLÓGICAS DE RESÍDUOS/ THEME 2 CHEMICAL AND BIOLOGICAL TRANSFORMATION OF WASTES ... 25

Application of biochar as a sorbent of fuel volatil compounds (btex and oxygenated ether) ... 26

Compost quality from biowaste treatment in West Africa ... 30

Valorização dos Residuos. Tratamento Mecânico, Biológico e preparação de CDR a partir de RU ... 34

TEMA 3 RECICLAGEM E RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS DOS RESÍDUOS / THEME 3 WASTE MATERIAL RECOVERY PROCESSES ... 41

Reciclagem de Plásticos Em Angola: Proposta de implantação industrial ... 42

Reuse of Porcelain Tile Polishing Residues for Heavy Metal Removal... 46

TEMA 4 GESTÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS E DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO / THEME 4 MANAGEMENT OF INDUSTRIAL WASTES AND CONSTRUCTION AND DEMOLITION WASTES ... 51

Análise Socioambiental e Econômica do Reaproveitamento dos Resíduos da Construção e Demolição no Camará Shopping, Pernambuco, Brasil ... 52

Soil-Cement Floor Produced with Porcelain Residues and Water Treatment Residues ... 56

Waste management indicators ... 62

TEMA 5 DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO DE RESÍDUOS / THEME 5 CHALLENGES OF ENVIRONMENTAL COMMUNICATION IN WASTE MANAGEMENT ... 70

Eco Shop, transforme o seu lixo em vales de compra ... 72

Campanhas de Comunicação Diretas para Promover Boas Práticas de Gestão de Resíduos em Viana do Castelo ... 75

TEMA 6 TECNOLOGIA DE ATERROS E NOVA MINERAÇÃO URBANA / THEME 6 LANDFILL TECHNOLOGY AND LANDFILL MINING ... 79

Landfill Mining - Recuperação de Terrenos de Antigas Lixeiras e Avaliação do Potencial de Recicláveis e do CDR - Intervenção na Antiga Lixeira Selada da Moita, AMARSUL SA ... 80

Groundwater Risk Assessment of Landfills in Province of Vojvodina ... 82

TEMA 7 INVESTIGAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO NA GESTÃO DE RESÍDUOS/ THEME 7 RESEARCH, DEVELOPMENT AND INNOVATION ON WASTE MANAGEMENT ... 87

(18)

xiv

Links Between Circular Economy And Waste Management In Developing And Transition Countries .. 102

Lipor no caminho da Inovação ... 108

PAYT – A Implementação do Sistema Payt Lipor ... 116

Gestão dos Resíduos de uma Base Aérea na Ótica da Valorização ... 124

TEMA 8 AVALIAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE DA GESTÃO DE RESÍDUOS/ THEME 8 SUSTAINABILITY EVALUATION ON WASTE MANAGEMENT ... 129

Boas Práticas na gestão de Resíduos Urbanos – Caso de Estudo de Viana do Castelo (SMSBVC) ... 130

Desafios e Oportunidades do PERSU 2020... 134

Avaliação da Sustentabilidade da Gestão de Resíduos: O Papel da Regulação ... 142

Avaliação da vulnerabilidade das bacias de captação devido a presença de lixões no Estado de Goiás, Brasil ... 152

TEMA 9 GESTÃO DE RESÍDUOS NOS PAÍSES DA CPLP E AMÉRICA LATINA / THEME 9 WASTE MANAGEMENT IN CPLP (PORTUGUESE SPEAKING COUNTRIES) AND LATIN AMERICA ... 155

O desafio do PERSU – estratégia renovada da TRATOLIXO para a sustentabilidade ambiental, económica e cumprimento dos objectivos para 2020 ... 156

Diagnóstico das diversas práticas e tecnologias de tratamento e disposição final de resíduos sólidos urbanos no Brasil, Portugal e Japão ... 164

Desafios da gestão urbana na seleção de áreas para a implantação de aterros sanitários: um olhar sobre o município de Goiânia, Brasil ... 170

Proposta de zoneamento urbano ambiental do entorno da área de disposição final de resíduos sólidos de Goiânia-GO, Brasil ... 176

Gestão de embalagens no ciclo urbano: a experiência da SPV em Portugal ... 188

Crescimento e inovação dos Serviços Municipalizados de Saneamento Básico de Viana do Castelo ... 192

Gestão de rsu – CMC da Matola - Moçambique ... 196

Recolha e tratamento de resíduos no Huambo – caso de estudo bairro de S. Luís ... 200

POSTERS ... 204

Valorización de azufre elemental en la fabricación de fertilizantes a partir de residuos ... 206

Deteção de orifícios nas impermeabilizações de aterros de resíduos: método do geosafe ... 214

(19)

xv

Amador Garcia Alberto ……….. 206

Ana Maria Jorge ……….. 94

Artur João Lopes Cabeças ……….. 80

Carlos Silva Filho ……… 4

Celestina Barros ……….. 22, 134 Cristina Vieira da Costa ………. 220

Diógenes Melo ……… 176

Diogo A. Colvero ………. 170

Elsa Teixeira ………. 108

F. Araujo ……….. 56

Felipe de Oliveira Cardoso Coelho ………. 52

Filomena Lobo ……… 142

Francisco Humberto ……… 62

Goran Vujic ……… 102

Ivo Jorge Rodrigues Duarte ……… 124

João Vaz ………. 30

João Dias Coelho ……… 156

Jónio Ferreira de Souza ………. 88

Laitone Melo ……….. 196

Luis Veiga Martins ………. 188

Manuel Arlindo Matos ……… 18

Maria da Graça Lopes ……….. 214

Maria Fernandes ………... 200

Miguel Laranjo ……… 75, 130 Nuno José Vinagre ……… 14

Paulo Jorge da Rocha Rodrigues ……… 116

Roberta Vieira Nunes Pinheiro ……… 152

Rosa Vazquez ……… 34

Saiz-Rubio, R. ……… 26

Sérgio Ribeiro ……….. 46

Silvia Costa ………... 42

Talita Vasconcelos de Lucena ………. 164

Ubavin, Dejan ……… 82

(20)
(21)

2

(22)
(23)

4

G

ESTÃO SUSTENTÁVEL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

:

TRANSFORMANDO DESPERDÍCIO EM RECURSO

Carlos Roberto Vieira da Silva Filho, Vice-Presidente da ISWA – [email protected]

RESUMO

Fatores como o crescimento populacional, a urbanização e os padrões produção e consumo são os fatores que atualmente mais influenciam os sistemas de gestão de resíduos em todo o mundo.

Nas últimas quatro décadas, a população mundial aumentou 85%, passando de 3,8 bilhões de habitantes em 1.970 para 6,1 bilhões no ano 2.000 e a perspectiva é de que o planeta conte com 10 bilhões de habitantes em 2.050. O primeiro 1 bilhão de habitantes na Terra foi registrado em 1.804 e levamos 123 anos para chegar a 2 bilhões de pessoas. Os incrementos posteriores foram registrados em prazos bem menores. Por exemplo, o crescimento de 6 para 7 bilhões de habitantes deu-se em apenas 12 anos.

Em conjunção com o crescimento populacional, o processo de urbanização deve se acentuar em âmbito global. Com a intensificação do processo de urbanização, as cidades passam a dar origem a grandes aglomerados urbanos, formando grupos populacionais conhecidos como "megacidades", as quais contam com mais de 10 milhões de habitantes e eram apenas 2 nos anos 59, passaram para 17 no início desse século, e serão 39 no ano de 2.025, sendo que, dessas, cerca de 25 cidades estarão em países em desenvolvimento, trazendo impactos variados e de grande magnitude para tais regiões, que já não contam com as infra-estruturas necessárias em pleno funcionamento. Em termos proporcionais, no ano de 2.003, os países em desenvolvimento concentravam 75% da população mundial. Em 2015, já temos mais de 80% da população concentrada nas áreas em desenvolvimento.

Além dos fatores populacionais, os fatores econômicos, como aumento do poder aquisitivo e os padrões de consumo, direcionados pelos processos produtivos atuais, também têm influência direta na gestão de resíduos e preservação dos recursos naturais. Uma equação mundial que ainda não foi contrariada diz que quanto maior a população e mais desenvolvida (mais rica) uma região, mais resíduos são gerados, ou seja, a geração de resíduos e, portanto, os sistemas de gestão, são diretamente impactados por questões econômicas.

Por conta dos atuais padrões praticados nos processos de manufatura e consumo, a demanda por materiais é cada vez maior. Segundo pesquisa da Global Footprint Network, o mundo precisa hoje de 1,6 planetas para atender suas demandas de recursos, e a geração de resíduos aumenta no mesmo ritmo.

A Instituição monitora a demanda da humanidade sobre o planeta (Pegada Ecológica) em comparação com a capacidade da natureza prover recursos para atender essa demanda. O "Earth Overshoot Day"

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(Dia da Sobrecarga da Terra) marca a data em que a demanda anual da população por recursos da natureza vai além do que a Terra pode regenerar. Essa data passou de início de Outubro em 2000 para 13 de agosto neste ano.

Atualmente, o sistema de gestão de resíduos vigente na maior parte das cidades é um sistema linear, baseado em atividades sequenciais, que se iniciam com a coleta, passam pelo transporte e transbordo, finalizando com a disposição final da maior parcela, que acaba, assim, sendo considerada como material em fim de vida, com total desperdício do recursos.

Para se ter uma ideia, a cada ano, a ABRELPE publica o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil e, segundo o estudo mais recente, relativo a 2014, o Brasil gerou mais de 78,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), um total de 387,6kg de resíduos por habitante por ano, o que consolida um aumento de 24% na geração de resíduos registrada na última década, muito superior ao crescimento populacional no mesmo período. Do total de resíduos gerados no país, cerca de 90% acabam depositados sobre o solo, em aterros sanitários, aterros controlados e lixões, sendo que essas duas últimas alternativas são totalmente inadequadas sob o ponto de vista de proteção ambiental e proteção dos recursos naturais.

No entanto, apesar de várias práticas ainda não estarem adequadas, no Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos abre uma oportunidade única para se atingir padrões sustentáveis de gestão de resíduos, com a adoção de novos sistemas, equipamentos, tecnologias e práticas. Mas é preciso conscientização e mudança de comportamento social para evoluirmos desse sistema de gestão de resíduos linear para um modelo circular, no qual a reciclagem, a reutilização e a recuperação dos materiais descartados deverão desempenhar os papéis principais.

Por meio do princípio da hierarquia na gestão de resíduos, que foi introduzido pela primeira no país pela Política Nacional de Resíduos (Lei Federal n. 12.305/2010), as ações de aproveitamento e transformação devem ter prioridade sobre a disposição final. De acordo com a Lei brasileira, os materiais que são descartados pela sociedade, que a princípio não teriam nenhuma utilidade, comumente chamados de lixo, passam a contar com um novo status, sendo considerados "recurso", podendo se constituir num importante insumo, seja na forma de matéria-prima; de energia (térmica e elétrica) ou de minerais.

É nessa direção que as iniciativas pública e privada devem trabalhar em parceria, para transformar em solução e recursos o que hoje ainda é um problema para muitos.

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6

PAPERS

TEMA

1

RECOLHA

DE

RESÍDUOS

E

TECNOLOGIAS

DE

TRANSPORTE

/

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(27)

8

M

ODELO DE PREVISÃO DE ENCHIMENTO DOS CONTENTORES DE RECOLHA SELETIVA

Magrinho, A., Professor Doutor - ESTSetúbal, Instituto Politécnico de Setúbal – Portugal -

[email protected]

Jorge, A., Mestre - ISCAL, Instituto Politécnico Lisboa – Portugal - [email protected]

Esteves, L., Mestre - ESTSetúbal, Instituto Politécnico de Setúbal - Portugal. –

[email protected]

Varela. L., Mestre - ATTCEI - Portugal – [email protected]

Didelet, F., Professor Doutor - ESTSetúbal, Instituto Politécnico de Setúbal – Portugal – [email protected]

Oliveira, N., Eng.º - Amarsul – Portugal - [email protected]

RESUMO

Um dos principais problemas que as empresas de recolha e tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) enfrentam no seu dia-a-dia é o desconhecimento do comportamento temporal do enchimento dos contentores. Na prática, este desconhecimento traduz-se em deslocações desnecessárias de equipas e viaturas para recolha de contentores vazios, com os respetivos custos associados, e na existência de contentores a transbordar no momento da recolha, o que tem impacto junto dos munícipes no que respeita à imagem percecionada da qualidade dos serviços prestados por estas empresas quer na fraca motivação da população para a separação dos seus resíduos.

Os elevados custos associados à recolha seletiva levam a que as tarifas cobradas aos municípios se tornam muito elevadas, devido aos elevados custos da recolha seletiva, com custos para os munícipes.

Estes elevados custos podem ter implicações negativas nas quantidades recolhidas e no cumprimento das taxas de reciclagem impostas pela atual legislação europeia. A otimização e a redução de custos da recolha seletiva é uma condição fundamental para permitir o aumento da reciclagem de resíduos e reduzir as quantidades que vão parar a aterro.

Visando obter uma redução dos custos associados com a recolha seletiva e contribuir para aumentar as quantidades de materiais recolhidos seletivamente, os autores conduziram um estudo, para a empresa Amarsul, no sentido de caracterizar o comportamento do padrão de enchimento dos contentores e estimar as suas taxas de enchimento.

Nesse sentido um modelo de previsão precisa das taxas de enchimento dos contentores da recolha seletiva é um ponto vital para uma gestão eficiente.

Um modelo matemático de previsão do enchimento dos contentores de recolha seletiva foi desenvolvido para a empresa AMARSUL, no âmbito de um projeto financiado pelo QREN. O modelo recorre ao histórico de enchimento dos contentores.

O modelo de previsão e a aplicação informática desenvolvidos durante este estudo, estão a ser aplicados com êxito desde 2012 para melhorar o processo de recolha seletiva na AMARSUL. Apresentam-se a evolução de alguns indicadores de eficiência operacional da recolha seletiva de embalagens na empresa onde se pode observar o impacto positivo da implementação da ferramenta desenvolvida.

Em resultado aplicação da aplicação do modelo de previsão de enchimento de contentores dos ecopontos verificou-se um aumento quantidade de resíduos de embalagens recolhidos por turno de

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serviço, em especial a do vidro onde se observa acentuado aumento, na ordem dos 18% em 2013 relativamente a 2012.

O crescimento mais acentuado na fileira do vidro é explicada pela conjugação da previsão de enchimento com a elaboração de circuitos dinâmicos diários para esta fileira. O peso médio por contentor recolhido nas diferentes fileiras aumentou, especialmente na fileira do vidro onde existiu um acentuado aumento 28% do peso por contentor recolhido em 2013 relativamente a 2012. Verifica-se também que o nível médio de enchimento de cada contentor aumentou em 2013. Relativamente percentagem de contentores/ecopontos a transbordar vinha a subir desde 2011 e reduziu-se significativamente em 2013.

Os valores positivos destes indicadores são claramente o resultado da implementação e aplicação destes modelos e da ferramenta informática onde correm.

Palavras-chave: recolha seletiva de embalagens, previsão de enchimento de ecopontos, RSU;

reciclagem; eficiência de recolha.

INTRODUÇÃO

A crescente preocupação com o ambiente, com o crescimento sustentável e a melhoria dos padrões de vida têm levado as populações a exigir esforços aos municípios e às empresas de recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos (RSU) no que se refere à eficácia e à qualidade dos serviços prestados por estas empresas. Esta exigência leva a que a questão dos custos e da eficácia de todos os processos inerentes à recolha e tratamento dos RSU sejam hoje em dia uma questão fulcral tanto para as autarquias como para as empresas de recolha e tratamento de RSU (Rovetta et al. 2009).

Em Portugal, assistiu-se nas últimas décadas a uma crescente preocupação com a Gestão Municipal de Resíduos Sólidos Urbanos, fazendo esta parte do plano estratégico do poder central assim como da maioria das autarquias (Magrinho et al. 2006).

No sentido de planear e implementar um sistema de recolha de RSU eficaz e sustentável é imprescindível o conhecimento da quantidade de RSU produzida (Vicentini, 2009).

Um dos principais problemas que as empresas de recolha e tratamento de RSU enfrentam é o desconhecimento do comportamento temporal do enchimento dos contentores que na prática se traduz em deslocações ineficazes quer para recolha de contentores vazios, quer na impossibilidade de recolha antes de atingir a sua capacidade máxima o que poderá refletir quer em termos de uma má imagem dos serviços prestados pelas empresas de recolha de RSU quer na fraca motivação da população para a separação dos seus resíduos.

Este aspeto traduz-se num aumento dos custos com a recolha, na má gestão de recursos humanos (consumo hora/homem) e no impacto ambiental pela emissão de CO2, no acréscimo de trafego e no desgaste e manutenção dos veículos afetos a este serviço. Este incremento leva a que as empresas desta área por vezes optem pela recolha não seletiva por ser mais barata e com implicações na diminuição das taxas de reciclagem impostas pela atual legislação europeia.

Uma previsão eficaz do nível de enchimento dos ecopontos permite otimizar as rotas de recolha assim como o número de contentores e a sua localização contribuindo assim para o cumprimento das metas previstas na legislação europeia em vigor (European Commission Directive nº 2008/98/EC).

No futuro, ao abrigo desta legislação, as entidades gestoras de RSU (Empresas e Municípios) serão penalizadas financeiramente pelo incumprimento das metas de reciclagem e de desvio de matéria orgânica dos aterros sanitários, através do pagamento de coimas.

Nesse sentido um modelo eficaz de previsão das taxas de enchimento dos contentores é um ponto vital para uma gestão eficiente. Tem-se assistido nos últimos anos ao surgimento de várias soluções de previsão do nível de enchimento dos contentores através de sensores de monotorização. Estas soluções podem incluir a instalação de sistemas de sensores de infravermelhos ou ultrassons dentro dos contentores (Rovetta et al. 2009,Vicentini et al, 2009, Hannan, et al, 2011, Arebey et al, 2010). Outras soluções podem incluir câmaras de captação de imagem e sua posterior análise (Hannan et al 2014; Hannan et al

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2012; Islame t al 2014). As soluções disponíveis implicam custos de aquisição e manutenção dispendiosos.

Seja qual for a tecnologia utilizada implica custos de aquisição e manutenção e pela sua implementação em contentores, que se encontram na rua, poderão ser alvo de atos de degradação e vandalismo. Os autores deste artigo apresentam um modelo alternativo de previsão baseado em modelos matemáticos.

METODOLOGIA

Dados

O desafio consistiu em inicialmente em compreender a problemática da recolha seletiva de resíduos na base de ecopontos. A falta de um método eficaz de previsão do nível de enchimento leva a que muitas vezes se deslocam equipas, ao local para efetuar a recolha dos contentores e estes se encontrem vazios. Estas deslocações acarretam custos acrescidos associados ao consumo de combustível dos veículos e custos acrescidos associados a uma utilização menos eficaz da mão-de-obra disponível. Após a análise de todo o sistema e a identificação suas variáveis, foi desenvolvida a modelação matemática necessária à previsão do nível de enchimento. Os modelos foram validados recorrendo ao histórico das recolhas da AMARSUL. Os dados do histórico continham informação sobre os níveis de enchimento de cada contentor observados aquando da sua recolha por parte da equipa da AMARSUL e sobre os níveis de enchimento dos outros contentores das outras fileiras do mesmo ecoponto, consideradas como observações intermédias entre recolhas.

Assim a série de dados utilizados contém valores correspondentes aos níveis de enchimento dos contendores na altura das recolhas e dados intermédios correspondentes à observação direta realizada pelos funcionários aquando da recolha de outras fileiras de material. Como suporte à modelação, à previsão de enchimento e a sua validação foi desenvolvida uma aplicação informática para calcular os níveis de enchimento previstos para qualquer contentor de qualquer fileira (papel/cartão, vidro ou embalagens) numa determinada data.

Modelação

A modelação desenvolvida contém uma série de modelos matemáticos, que são aplicados a cada contentor obtendo-se um conjunto de previsões que são então comparadas com os valores reais do histórico. A taxa de enchimento de um ecoponto é diretamente uma variável que depende do tempo decorrido entre recolhas, para se obter uma previsão desse valor considerou-se a seguinte função y=αx, onde o coeficiente alfa é obtido por várias abordagens. Para obtenção do coeficiente alfa foram utilizadas várias abordagens de cálculo entre os quais médias móveis, modelos baseados em regressão robusta e modelos mistos.

A aplicação informática além da estimativa da taxa de enchimento calcula o erro entre esta estimativa dada pelos diferentes modelos e o valor real do histórico. O modelo que apresentar o erro mínimo é escolhido pela aplicação como o mais adequado para ser usado na previsão futura de enchimento desse contentor. Desta forma cada contentor usa um modelo específico para cálculo da previsão de enchimento que mais se adequa ao seu padrão de comportamento de enchimento ao longo do tempo.

RESULTADOS

Esta modelação e aplicação informática encontram-se a ser usadas pela AMARSUL desde 2012 em todas as fileiras de resíduos de embalagens. O recurso a esta ferramenta permite à AMARSUL prever com antecedência e com elevado grau de precisão o nível de enchimento que cada contentor terá numa determinada data. Tal facto permite à empresa reorganizar frequentemente os seus circuitos de recolha de papel/cartão e plástico/metal. No caso da fileira do vidro, são elaborados circuitos dinâmicos diários para a recolha dos contentores dos ecopontos com base nesta previsão. A utilização desta ferramenta permitiu assim à AMARSUL otimizar o seu processo de recolha seletiva.

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Alguns dos resultados obtidos na AMARSUL, pela utilização da aplicação como ferramenta de apoio à gestão dos circuitos de recolha seletiva, podem observar-se nos gráficos que se apresentam a seguir. No gráfico 1 apresenta-se a evolução da produção/recolha de embalagens em termos absolutos. Verifica-se que a produção decresceu acentuadamente, tal como em todo o país, o que se compreende pela queda do nível de vida da população em geral. No gráfico 2 pode observar-se a evolução da quantidade de resíduos recolhidos por turno de serviço. Verifica-se um aumento deste indicador para todas as fileiras, em especial a do vidro onde se observa acentuado aumento, na ordem dos 18% em 2013 relativamente a 2012. Em geral o crescimento deste indicador em 2013 deve-se à introdução no início deste ano da previsão dos níveis de enchimento.

Comparando os dois gráficos observa-se que, apesar da queda da produção de vidro ocorrida em 2013, neste ano a quantidade de toneladas recolhidas por turno de serviço aumenta significativamente.

O crescimento mais acentuado na fileira do vidro é explicada pela conjugação da previsão de enchimento com a elaboração de circuitos dinâmicos diários para esta fileira.

Figura 1 Evolução da recolha de ecopontos Figura 2 Quantidade recolhida por turno de serviço

No gráfico 3 apresenta-se o indicador peso médio em cada recolha dos contentores das diferentes fileiras, onde se verifica, especialmente na fileira do vidro um acentuado aumento 28% do peso por contentor recolhido em 2013 relativamente a 2012.

No gráfico 4 apresenta-se os indicadores de qualidade, nível médio de enchimento de cada contentor e a percentagem de contentores a transbordar. Verifica-se que o nível médio de enchimento de cada contentor aumentou em 2013, mas ainda continua abaixo dos valores de 2010. Relativamente percentagem de contentores/ecopontos a transbordar vinha a subir desde 2011 e reduziu-se significativamente em 2013.

Figura 3 Quantidade média por contentor recolhido Figura 4 Indicadores de qualidade

Os valores positivos destes indicadores são claramente o resultado da implementação e aplicação destes modelos e da ferramenta informática onde correm.

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CONCLUSÕES

O conhecimento (estimação) do nível de enchimento dos contentores através da aplicação dos modelos matemáticos de previsão desenvolvidos, permite a geração de circuitos dinâmicos diários na base desses níveis. A conjugação da previsão de enchimento com a elaboração de circuitos dinâmicos tem permitido hoje à AMARSUL apresentar os melhores resultados operacionais da recolha seletiva dentro do grupo das empresas EGF. Estes resultados de eficiência de recolha seletiva mostram a utilidade do trabalho desenvolvido neste projeto apoiado pelo QREN e a importância da ligação das empresas ao meio académico para desenvolverem atividades de I&I com interesse para o seu negócio.

REFERÊNCIAS

Arebey M., Hannan M., Basri H., Begum R. Abdullah H. 2010. RFID and Integrated Technologies for Solid Waste Bin Monitoring System. Proceedings of the World Congress on Engineering Vol I. June 30 - July 2, 2010, London, U.K.

European Commission 2008, Directive nº 2008/98/EC http://ec.europa.eu/environment/waste/framework/ Hannan, M.A., Arebey, M. Begum, R. Basri, H. 2011. RFID and communication technologies for solid waste bin and truck monitoring system. Waste Management 31, 2406 – 2413.

Hannan, M.A., Arebey, M., Begum, R.A., Basri, H. 2012. An automated solid waste bin level detection system using gray level aura matrix. Waste Management 32, 2229-2238.

Hannan, M.A., Zaila, W.A., Arebey, M. 2014. Feature extraction Hough transform for solid waste bin level detection and classification. Environ Monit Assess 186, 5381-5391.

Islam S., Hannan, M., Basri, H., Hussain, A., Arebey, M. 2014. Solid waste bin detection and classification using Dynamic Time Warping and MLP classifier. Waste Management 34, 281-290. Magrinho, A., Didelet, F., Semião, V., 2006. Municipal solid waste disposal in Portugal. Waste Management 26, 1477-1489.

Rovetta, A., Xiumin, F., Vicentini, F. Minghua, Z., Giusti, A., Qichang, H. 2009. Early detection and evoluation of waste through sensorized containers for collectionmonitoring application. Waste Management 29, 2939 – 2949.

Vicentini, F., Giusti, A., Rovetta, A., Fan, X., He, Q., Zhu, M., Liu, B. 2009. Sensorized waste collection container for content estimation and collection optimization. Waste Management 29, 1467-1472.

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S

ISTEMA DE GESTÃO DE RESÍDUOS

Vinagre, NJ, Gestor – Cascais Ambiente - Portugal – [email protected]

Pedroso, NJ, Engenheiro Civil – Cascais Ambiente - Portugal – [email protected]

Marau, LM, Estudante Marketing – Cascais Ambiente - Portugal – [email protected]

RESUMO

A política de resíduos assenta em objetivos e estratégias que visam garantir a preservação dos recursos naturais e a minimização dos impactes negativos sobre a saúde pública e o ambiente. Neste âmbito, importa promover e desenvolver sistemas integrados de recolha, tratamento, valorização e destino final, que sejam sustentáveis em termos ambientais, económicos e sociais.

De entre todas as operações e processos que compõem um sistema de gestão de resíduos urbanos (RU), a componente de recolha e transporte assume uma especial relevância, devido ao facto de ser uma das componentes mais dispendiosas do sistema, envolvendo muitos equipamentos, viaturas e pessoal e podendo representar entre 40 a 70% dos custos totais do sistema de gestão de RU (com especial relevância para os últimos anos, devido à criação de novos fluxos de resíduos).

Por este motivo, a medição e avaliação do desempenho de um sistema de recolha de RU é essencial, pelo que a Cascais Ambiente, conjuntamente com um parceiro especialista em IT, desenvolveram um software concebido especificamente para a sua gestão.

O software escolhido foi totalmente personalizável e permite a adaptação das suas soluções às necessidades e exigências específicas da realidade da recolha urbana. Integra uma série de tecnologia eletrónica móvel, nomeadamente computador de bordo nas viaturas, identificação de contentores através de TAGS colocados nos contentores, sistema GPS, controle dos níveis de enchimento dos ecopontos, entre outros. O funcionamento básico do sistema vai desde o planeamento, à obtenção de dados relativos aos serviços de recolha e limpeza urbana. A título de exemplo, podemos quantificar algumas das poupanças diretas (base mensal) do serviço de recolha de ecopontos, sendo que esta realidade pode ser extrapolada para os demais serviços da limpeza pública.

Com este projeto fez-se reduções significativas na recolha de RU, obtendo ganhos a nível operacional e financeiro numa lógica de racionalização do uso de recursos. O acesso a dados reais e atualizados e a criação de histórico permitirá suportar os processos de decisão e moldar as operações de recolha de acordo com uma realidade em constante mutação.

Palavras-chave: gestão de resíduos

OBJETIVO

DO

ESTUDO

Desde a sua criação a empresa CASCAIS AMBIENTE, que tem vindo a apostar na componente tecnológica como forma de inovar em matéria de gestão de resíduos. Na constante procura de soluções económicas e ambientalmente eficazes, a empresa procurou opções que lhe permitisse reduzir os custos operacionais, através de uma melhor gestão de equipas e equipamentos, com recurso à obtenção de dados consolidados sobre todo o serviço de recolha e limpeza urbana. Desde sempre que considerámos que era importante fazer a avaliação do nosso desempenho operacional, através da análise de tendências, comparando desempenhos e construindo cenários alternativos de gestão. Para alcançar este desiderato, era fundamental termos acesso a informação fiável e em tempo útil.

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gestão da informação torna mais eficiente o conhecimento e a articulação entre os vários subsistemas que constituem os serviços, dando o devido apoio aos gestores na tomada de decisões. O conhecimento adquirido pelo savoir-faire deixou de ser suficiente, uma vez que o meio empresarial onde as empresas operam, apresenta atualmente características diferentes, tanto em termos logísticos (inúmeros fluxos de resíduos para recolher), como financeiros (restrições orçamentais impostas pelo Estado Central). Se em ambientes empresariais estáveis, a informação assumia o papel de redutora de incerteza, atualmente apresenta-se como um fator crítico de sucesso.

MÉTODOS

De forma a dar resposta às necessidades, em 2011 a CASCAIS AMBIENTE adquiriu um software de gestão de Serviços urbanos, que fosse inovador na abordagem e integrador das várias atividades desenvolvidas pela empresa, nomeadamente nas componentes recolha de resíduos (indiferenciados e seletivos) e limpeza urbana e que pudesse recolher e processar os inúmeros dados extraídos desses serviços. Entre outras funções, era solicitado que este novo software nos permitisse ter acesso a base de dados com toda a operação dos veículos, em tempo-real, fosse possível aferir o nível de enchimento dos ecopontos, por forma a otimizarmos circuitos e frequências de recolha, mas principalmente, que nos ajudasse a identificar os Resíduos Verdes e Objetos fora-de-uso abandonados na via pública, através da sua geo-localização (envio de coordenadas X:Y) atendendo que este era um dos serviços mais ineficiente, pois desconhecíamos a localização dos resíduos, habitualmente abandonados na via pública pelos Munícipes.

O sistema escolhido integra uma série de tecnologia eletrónica móvel, nomeadamente computador de bordo nas viaturas, identificação de contentores através de TAGS colocados nos contentores, sistema GPS, registo de anomalias a quando da recolha de resíduos urbanos (exemplo: contentor danificado, cortes de jardim, objetos fora de uso), controle dos níveis de enchimento dos ecopontos, entre outros. O funcionamento básico do sistema vai desde o planeamento de rotas otimizadas, à obtenção de dados relativos aos serviços de recolha e limpeza urbana. Com base na informação extraída, foi-nos possível caraterizar os demais serviços, tendo sido estabelecidos vários indicadores operacionais e de produtividade para cada um deles.

Trata-se de um sistema aberto e versátil adaptável às realidades e exigências em constante mutação.

APRESENTAÇÃO

DE

RESULTADOS

O sistema permite a extração de indicadores importantes para apoio à tomada de decisões. Mensalmente são efetuados relatórios operacionais sobre a recolha de RU indiferenciado, seletivo, resíduos verdes e objetos fora-de-uso, que permitem fazer um acompanhamento da evolução destes serviços.

Nas Tabelas 1 e 2 estão exemplos de indicadores que são extraídos através do sistema de gestão de resíduos.

Tabela 1 – Indicadores contentorização, Pesos médios, Horários de trabalho

Contentores Peso médio [kg] Turno [hh:mm]

Número

Circuito Planeados Recolhidos recolhidos Não

Contentor recolhido

[%]

Por

circuito contentor Por Inicio Fim Duração Tempo efetivo

150 313 248 65 79,2 11.519 46 04:01 10:09 06:07 04:06 160 308 245 63 79,5 10.696 44 04:01 10:02 06:00 03:41 170 301 217 84 72,1 11.577 53 04:00 09:59 05:58 03:53 161 331 249 82 75,2 10.036 40 21:02 02:59 05:57 04:34 171 358 308 50 86,0 14.130 46 21:00 03:01 06:01 04:28 181 371 299 72 80,6 13.843 46 21:10 03:09 05:59 04:35 191 390 277 113 71,0 11.777 43 20:59 02:56 05:57 04:44

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Tabela 2 – Indicadores operacionais Número

Circuito Distância [Km] [Km/Ton.]

Combustível / circuito

[litros]

[Litros/

100km] [Litros/Ton.] [Kg/Km] [Kg/Hora Efetiva]

150 58,0 5,0 55,6 95,9 4,8 199 2.806 160 62,5 5,8 55,8 93,7 5,5 171 2.896 170 67,3 5,8 60,8 90,4 5,3 172 2.976 161 59,2 5,9 63,1 106,6 6,3 170 2.193 171 62,4 4,4 56,5 90,6 4,0 227 3.154 181 59,2 4,3 54,1 91,3 3,9 234 3.012 191 57,4 4,9 53,6 93,4 4,6 205 2.488

Através da análise dos indicadores de produtividade, foi possível reorganizar as tarefas no serviço de recolha, mantendo a qualidade do serviço prestado aos Munícipes. A título de exemplo, reduziu-se o número de dias de recolha seletiva (passou de 6 dias/semana para 5 dias/semana, mantendo a mesma eficiência). Desta feita foi possível reduzir o número total de recolhas programadas, em cerca de 3.550 despejos de ecopontos, o que equivaleu a percorrer cerca de menos de 3.500 km/mês, reduzindo o combustível gasto em 3.150 Litros/mês. Somente por via da otimização de frequência de recolha dos ecopontos, através das poupanças em combustível e manutenção, beneficiámos de uma poupança mensal a rondar os 7.500 €.

De acordo com a Tabela 3, é percetível que ao longo dos últimos anos temos vindo a baixar o valor €/tonelada.

Tabela 3 – Valor €/tonelada Valor [€ / Tonelada] por serviço

Serviço 2011 2012 2013 2014

Recolha cortes

jardins 63.24 59.75 52.67 48.72

Recolha objetos fora

uso 129.03 152.57 150.01 140.59

Recolha resíduos

sólidos urbanos 44.10 45.97 45.89 44.53

Recolha seletiva e

grandes produtores 58.51 150.32 118.74 99.36

Na Tabela 4 são apresentadas as toneladas recolhidas desde 2011. Como se pode verificar, à exceção dos resíduos verdes, houve uma diminuição dos quantitativos recolhidos.

Tabela 4 – Toneladas de resíduos recolhidos Peso total [Toneladas] por serviço

Serviço 2011 2012 2013 2014

Recolha cortes

jardins 17.874 19.564 22.547 23.701

Recolha objetos fora

uso 3.161 2.569 2.376 2.397

Recolha resíduos

sólidos urbanos 89.557 85.524 84.809 84.883

Recolha seletiva e

grandes produtores 10.594 10.307 10.011 9.292

Na Tabela 5 são apresentados os gastos diretos na prestação destes serviços desde o ano de 2011 até ao ano de 2014.

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Tabela 5 – Gastos diretos na prestação dos serviços Valor total [€] por serviço

Serviço 2011 2012 2013 2014

Recolha cortes

jardins 1.130.423 1.168.970 1.187.493 1.154.688

Recolha objetos fora

uso 407.828 391.931 356.401 336.936 Recolha resíduos sólidos urbanos 3.949.699 3.931.352 3.892.193 3.779.501 Recolha seletiva e grandes produtores 1.602.781 1.549.265 1.188.675 923.236

CONCLUSÃO

Com este projeto pretendeu-se otimizar os processos de recolha de Resíduos Urbanos, obtendo ganhos a nível operacional e financeiro numa lógica de racionalização do uso de recursos. O acesso a dados reais e atualizados e a criação de histórico permitiram suportar os processos de decisão e moldar as operações de recolha de acordo com uma realidade em constante mutação.

Através da implementação deste sistema de indicadores (apoiado pelo sistema de gestão global dos serviços e sistema de sensores de enchimento), a Cascais Ambiente tem vindo ao longo dos últimos anos a reduzir os custos com estes serviços, sem colocar em causa o normal funcionamento dos mesmos.

Nem todos os investimentos na melhoria dos serviços são rentáveis a curto prazo ou mesmo geradores de retorno para as organizações. No entanto, o investimento feito pela Cascais ambiente neste sistema assume um caráter de “economicamente viável”, permitindo reduzir os custos e tornando os serviços mais eficientes.

Desta feita, a Cascais Ambiente consegue ter uma visão holística e transparente sobre toda a sua área Operacional, disponível a todos os utilizadores do sistema, em qualquer lugar e em qualquer momento.

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TIMIZAÇÃO DE CIRCUITOS DE RECOLHA DE RESÍDUOS URBANOS

M. Arlindo A. Matos, Environ. Engineer, MSc, PhD – Universidade de Aveiro, Departamento de Ambiente e Ordenamento, [email protected]

Mariana L.T. Campos, Environ. Engineer, MSc – Universidade de Aveiro, Departamento de Ambiente e Ordenamento, [email protected]

A. Paula D. Gomes, Environ. Engineer, PhD – Universidade de Aveiro, Departamento de Ambiente e Ordenamento, [email protected]

Palavras-chave: Gestão de resíduos urbanos, recolha de resíduos, higiene urbana, ecopontos,

circuitos de recolha, sistemas de informação geográfica, análise de redes, otimização de circuitos de recolha.

RESUMO

A gestão de resíduos urbanos (RU) é uma atividade complexa em que intervêm múltiplos fatores ao nível da produção (quantidade, composição, distribuição espacial e temporal) a que importa atribuir destinos diferenciados (valorização ou eliminação) que sejam ambientalmente adequados, economicamente viáveis e socialmente aceitáveis.

Introdução

A garantia de um nível de serviço de higiene urbana, compatível com as obrigações comunitárias a que o país está sujeito, exige aos municípios portugueses o dispêndio de um avultado conjunto de recursos financeiros, que, fruto da legislação, estende esse esforço aos cidadãos. Neste âmbito importa proceder à racionalização dos serviços de higiene urbana e dos serviços de recolha de resíduos urbanos em particular, nomeadamente através da otimização dos circuitos de recolha, pois que esta atividade de recolha totaliza mais de 60% dos custos totais de gestão dos resíduos urbanos. A otimização da recolha de resíduos é um problema de elevada complexidade de resolução que envolve a análise de redes de transporte.

Objectivo do trabalho

O trabalho que se apresenta é uma contribuição para o estabelecimento de circuitos de recolha de resíduos urbanos, baseando-se na representação geográfica da rede de locais de recolha/destino final, da rede viária e na aplicação de ferramentas de cálculo capazes de gerar trajetos de recolha (circuitos de recolha) tendencialmente otimizados.

Materiais e Métodos

Para o efeito é proposto um caso de estudo envolvendo um percurso de recolha de resíduos indiferenciados no município de Aveiro (261 locais do Percurso 5). A modelação do caso de estudo recorre ao uso das aplicações SIG desenvolvidas pela ESRI (ArcCatalog e ArcMap) e uso de aplicações específicas de modelação de redes sob suporte SIG (Network Analyst).

A determinação de circuitos ótimos assenta na existência de vasto e consistente conjunto de informações de base e depois um conjunto de aplicações que suportam a referida informação e que dispõem dos algoritmos necessários ao cálculo desejado.

Referências

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