• Nenhum resultado encontrado

Relatório estágio profissional

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Relatório estágio profissional"

Copied!
24
0
0

Texto

(1)

Relatório Final de Estágio Profissionalizante

Mestrado Integrado em Medicina

Filipa Teixeira | 2013206

Orientadora: Dr.ª Teresa Libório

(2)

ÍNDICE

I. INTRODUÇÃO……….…… 2

II. OBJETIVOS………..…………... 2-3 III. SÍNTESE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS………..………..………..…… 3-7 1. Medicina Interna……….……. 3

2. Cirurgia Geral……….………. 3

3. Pediatria………. 4

4. Ginecologia e Obstetrícia………..……….………… 5

5. Saúde Mental……….. 5

6. Medicina Geral e Familiar……….……….……….…. 6

7. Estágio clínico opcional – Medicina Geral e Familiar……….……….………….………. 6

IV. REFLEXÃO CRÍTICA………..……….. 7-8 V. ANEXOS………..………..………….……….. 9

A) Estágio Profissionalizante……….…… 10-11 Anexo I - Cronograma do ano letivo 2018/2019……….………. 10

Anexo II - Trabalhos desenvolvidos no Estágio Profissionalizante………..….…….. 11

B) Atividades extracurriculares………..………..……….. 12-23 Anexo I - ………..…….……… 12 Anexo II - ………..……… 13 Anexo III - ………. 14 Anexo IV - ………..…….………. 15 Anexo V - ……….……….……… 16 Anexo VI - ………..….………. 17 Anexo VII - ………..……….……….…….. 18 Anexo VIII - ………..……….….………. 19 Anexo IX - ……….……….… 20 Anexo X - ………..……….……… 21 Anexo XI - ……….………….………… 22 Anexo XII - ... 23

(3)

I. INTRODUÇÃO

O presente relatório visa analisar o grau de cumprimento dos objetivos gerais e específicos autopropostos para o 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina, ano profissionalizante, com base nas competências que um médico recém-formado deve ter a nível científico, ético e humanístico. Visa ainda descrever o conjunto de atividades realizadas durante este período (6º ano) e refletir sobre eventuais lacunas de formação e na forma de as poder colmatar, sempre com o intuito da progressiva prestação de melhores cuidados de saúde ao doente. Procura transpor também a minha motivação na procura de mais e melhor formação, sendo enumeradas outras atividades científicas, formativas e extracurriculares, relevantes para a minha formação médica (vide anexos).

A organização do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina, ano profissionalizante, rege-se pelas orientações da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, que orientam para uma composição de estágios parcelares obrigatórios de Medicina Interna, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental, Medicina Geral e Familiar e um estágio clínico opcional (Medicina Geral e Familiar).

Procurei cumprir as orientações dadas pela instituição supramencionada, com a intenção de maximizar o aproveitamento da totalidade do período formativo.

II. OBJETIVOS

Estabeleço vários objetivos gerais que um médico recém-formado deverá atingir, baseados no meu senso pessoal e também segundo os documentos recomendados (“The Tunning Project (Medicine)” e “O Licenciado Médico em Portugal”). Como médica recém-formada, julgo que uma das competências mais importantes passa por saber reconhecer os meus limites e solicitar ajuda quando necessário, sempre com base no princípio deontológico de "não fazer o mal antes de procurar praticar o bem". São igualmente importantes a colheita de dados, elaboração de histórias clínicas, exame objetivo dos doentes, pedido criterioso e interpretação dos exames complementares de diagnóstico, elaboração e discussão de hipóteses de diagnóstico e de propostas terapêuticas, acompanhamento da evolução clínica do doente, informando a família, participação na elaboração de notas de alta, estabelecer uma relação médico-doente humanizada, respeitando sempre os princípios éticos e legais médicos.

Como objetivos específicos, considero importantes: aprofundar a relação com os colegas e demais profissionais de saúde; aprimorar e desenvolver aptidões, competências, técnicas e conhecimentos de Medicina, com base em evidência científica, de forma a ganhar progressivamente autonomia; estar preparada para o exercício da Medicina em outros espaços culturais, sendo para isso essencial o domínio de outras línguas estrangeiras.

(4)

Em resumo: desenvolver aptidões e adquirir mais competências, numa perspetiva técnica, científica e humanizada, participando ativamente nas atividades científicas e formativas, em congressos, reuniões e comunicações.

III. SÍNTESE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

1. Medicina Interna

Local: Hospital das Forças Armadas – Pólo de Lisboa (HFAR-PL) | Orientador de Formação: Dr.ª Ana Afonso

Este estágio é fundamental, uma vez que a Medicina Interna é a especialidade que serve de base a todo o conhecimento médico. Passei a maior parte do meu tempo na Enfermaria, local onde fui totalmente integrada na equipa. Diariamente participava ativamente na observação de cerca de 2-3 doentes, realização da anamnese e exame objetivo, discussão diagnóstica, pedido criterioso de exames complementares de diagnóstico, sua interpretação e discussão conjunta da terapêutica, bem como na elaboração de diários clínicos e notas de alta. Durante o estágio, tive também a oportunidade de acompanhar, semanalmente, Médicos Especialistas e Internos no Serviço de Urgência Geral do Hospital de São José. Neste contexto, efetuei também alguns procedimentos, nomeadamente gasimetrias arteriais, uma punção venosa e medição dos parâmetros vitais. Ao longo do estágio participei em várias atividades de carácter científico (Alteração do estado de consciência e coma; Bases de eletrocardiografia; Pneumonias; Terapêutica antibiótica; Diagnóstico diferencial de diarreias), bem como semanalmente Seminários na Faculdade. Por se tratar de um hospital militar, tive a oportunidade de visitar instalações médicas para treino militar, tais como: “Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica” e “Centro de Medicina Aeronáutica”, áreas da Medicina com as quais nunca tinha contactado e que constituíram uma mais-valia para a minha formação profissional.

No total, observei e segui 16 doentes na Enfermaria, com uma média de idades de cerca de 67 anos. Realizei duas histórias clínicas e apresentei no final, juntamente com os meus colegas, um trabalho sobre: “Lesões associadas ao calor”, a propósito de um caso clínico de um doente internado.

2. Cirurgia Geral

Local: Hospital CUF Infante Santo | Orientador: Dr. Luís Galindo

A primeira semana foi dedicada a aulas práticas na Faculdade (curso TEAM – vide Anexos) e aulas teóricas/teórico-práticas no Hospital Beatriz Ângelo. O restante estágio decorreu no Hospital CUF Infante Santo, onde tive a oportunidade de acompanhar doentes no pré e pós cirúrgico - elaborei diários clínicos, propostas de realização de meios complementares de diagnóstico, pedidos de anatomia patológica e prescrição terapêutica. Assisti a consultas externas de cirurgia geral – onde tive a oportunidade de realizar

(5)

proctologia – onde as patologias incidiam, na sua grande maioria, em doença hemorroidária e fístulas perianais. Aí pude realizar certos procedimentos, tais como: exame retal e ajudar na excisão de hemorroidas trombosadas. Na pequena cirurgia, auxiliei na excisão de um quisto sebáceo e de um lipoma. No bloco operatório, foi-me possível rever todos os cuidados de assepsia e desinfeção cirúrgica; observei vários tipos de abordagens cirúrgicas: laparoscopia e laparotomia e também métodos inovadores particularmente: laparoscopia a 3D e cirurgia robótica. No total, assisti a 40 cirurgias, e participei como segunda ajudante em cinco, tendo sido as patologias mais commumente tratadas as colecistectomias, hemicolectomias, hérnias umbilicais e inguinais, doença hemorroidária e fístulas perianais. No final, apresentei, em conjunto com as minhas colegas, um trabalho intitulado: “Avanços no Tratamento da Neoplasia Gástrica” e no Minicongresso apresentámos: “7 is not his lucky number”, que teve por base um caso clínico sobre metástases metácronas hepáticas de adenocarcinoma do cólon.

3. Pediatria

Local: Hospital Dona Estefânia - Serviço de Infeciologia | Orientador de Formação: Dr.ª Catarina Gouveia

Perfiz a maioria das minhas horas no Serviço de Infeciologia onde observei crianças e adolescentes, com posterior discussão/esclarecimento de dúvidas e registo clínico. Realizei, também, várias notas de entrada e de alta. Na enfermaria, observei 13 doentes entre os 4 meses e os 12 anos de idade. Assisti a consultas externas de infeciologia pediátrica, sendo a maioria doentes referenciados do internamento; consultas de medicina do viajante, tendo tido contacto com uma área sobre a qual tenho elevada motivação - fiquei a conhecer as diversas indicações de vacinação para os países de destino e de recomendações gerais de proteção individual, assim como ferramentas informáticas usadas nestas situações; as consultas de orto-infeciologia, foram marcadas pela elevada prevalência de osteomielite hematogénea e artrite sética; tive também a oportunidade de assistir a consultas de imunoalergologia, de onde destaco casos de rinite alérgica, e assisti ainda a testes de hipersensibilidade cutânea, vacinas de dessensibilização e testes de função respiratória. No serviço de urgência observei um total de quatro doentes com idades entre 1 mês e 17 anos. Assisti a várias sessões científico-clínicas, a uma aula teórico-prática de Imunoalergologia e a um workshop de urgências pediátricas fundamental para a minha formação. No final do estágio, apresentei, em conjunto com as minhas colegas, um caso clínico de uma doente seguida no estágio com sinusite complicada por meningite pneumocócica, intitulado: “Meningite, surdez e implante coclear na idade pediátrica - A propósito de um caso clínico”. Elaborei, ainda, uma história clínica de uma doente internada no serviço.

(6)

4. Ginecologia e Obstetrícia

Local: Hospital dos Lusíadas | Orientador de Formação: Dr.ª Daniela Sobral

A consulta de Infertilidade preencheu a maior parte do meu estágio, exigindo uma revisão teórica alargada, sendo a relação médico-doente de particular importância, dada a sensibilidade inerente da área. Assisti à colheita de dados anamnésticos específicos para ambos os membros do casal, prescrição de tratamentos específicos e revi conceitos teóricos de ecografias endovaginais e abdominais no contexto da Procriação Medicamente Assistida. Estive no bloco de Fertilização In Vitro (onde observei punções foliculares, inseminações artificiais e transferência de embriões) e contactei com o laboratório de embriologia, onde observei várias técnicas (fertilização in vitro, microinjeção intracitoplasmática e processamento de espermogramas). Assisti a consultas de patologia do colo do útero onde revi a terminologia e marchas diagnósticas, tratamento, materiais usados e procedimentos utilizados. Na ecografia obstétrica observei ecografias nos vários trimestres da gestação, e depreendi os parâmetros a avaliar em cada um desses exames. No que concerne às consultas de obstetrícia, observei mulheres com gravidezes normais e outras com patologias associadas (exemplo: diabetes gestacional). Nas consultas de ginecologia tive a oportunidade de observar citologias cervicais e ecografias ginecológicas. No bloco operatório assisti às mais diversas cirurgias, com diferentes abordagens (laparoscopia, laparotomia e via vaginal), tendo auxiliado em três delas. Passei também pelo bloco de partos, onde observei algumas cesarianas. No serviço de urgência, observei mulheres grávidas e não grávidas, com patologias diversas. No final do estágio, apresentei um trabalho intitulado: “Aplicações android/ iOS no controlo da fertilidade - análise crítica”, tema sugerido pela minha Orientadora de Formação e que me suscitou grande interesse e motivação.

5. Saúde Mental

Local: Hospital Júlio de Matos, clínica 6 | Orientador de Formação: Dr. André Ponte

O estágio de Saúde Mental decorreu, nos dois primeiros dias, na Faculdade, onde foi feita uma breve introdução ao estágio parcelar e revisão de conceitos teóricos. Foram também apresentadas situações práticas de doentes que recorrem ao serviço de urgência, com posterior discussão; no segundo dia, falou-se dos estigmas associados à doença mental e modos de os desmistificar. O restante estágio decorreu maioritariamente na clínica 6 (Unidade da região de Sintra) do Hospital Júlio de Matos, onde diariamente observei doentes, participei ativamente na discussão dos casos clínicos, pedido criterioso de exames complementares de diagnóstico e propostas terapêuticas. No serviço de urgência tive a oportunidade de assistir a uma grande variedade de patologias do foro psiquiátrico, de casos agudos e graves, por vezes acompanhados pela polícia. Assisti às consultas externas no Centro Integrado de Tratamento e Reabilitação em Ambulatório, onde treinei técnicas de entrevista clínica e observei um leque mais alargado de patologias psiquiátricas. No global, as patologias mais observadas foram a perturbação bipolar, esquizofrenia e

(7)

perturbação depressiva. Assisti a sessões científico-clínicas semanais sobre os mais diversos temas. Redigi e entreguei no final uma história clínica de uma doente, seguida ao longo do internamento.

6. Medicina Geral e Familiar

Local: USF Lapiás| Orientador de Formação: Dr. Gonçalo Envia

A Medicina Geral e Familiar é um dos pilares fundamentais do Serviço Nacional de Saúde, sendo fulcral na minha formação. Ao longo das quatro semanas de estágio, tive a oportunidade de observar diferentes tipos de consultas (cerca de 10-15 por dia): doença aguda, saúde de adultos, infantojuvenil, planeamento familiar e saúde materna e participei, também, nas visitas domiciliárias. Tive a oportunidade de ter contacto com uma ampla diversidade de patologias, de doentes de uma faixa etária muito diversa. Propus-me a conhecer estratégias de educação e promoção para a saúde, métodos de rastreio universais e sua aplicação prática, diferentes métodos contracetivos, assim como os vários instrumentos de avaliação familiar e, quando se devem implementar. Desenvolvi esquemas mentais dos padrões de queixa mais comuns no contexto de cuidados de saúde primários e sua abordagem adequada, tendo em conta o contexto socioeconómico do doente e gestão de recursos, sempre com base na evidência científica. Destaco a oportunidade de ter podido observar a colocação de implantes subcutâneos e dispositivos intrauterinos. Aperfeiçoei o treino do exame objetivo e a medição dos sinais vitais. Por ter estagiado numa área rural, tive a oportunidade de observar uma relação médico-doente mais próxima, de particular importância para o cumprimento das recomendações médicas.

7. Estágio Clínico opcional – Medicina Geral e Familiar Local: Hospital dos Lusíadas | Orientador de Formação: Dr.ª Patrícia Maia

A escolha deste estágio foi motivada pelo meu interesse médico e pessoal na área e pela curiosidade em experienciar a Medicina Geral e Familiar em contextos diferentes (meio hospitalar e extra-hospitalar). Em relação às unidades de saúde familiar, são vários os contrastes: por um lado, a média de idades – onde predominam os adultos jovens, sendo escassas as consultas com doentes com mais de 65 anos e crianças e nulas as consultas de grávidas, recém-nascidos e lactentes; por outro lado, os motivos de consultas – sendo a perturbação da ansiedade o diagnóstico garantidamente mais observado (muitas vezes associada ao contexto laboral), seguido das patologias mais prevalentes na sociedade ocidental (diabetes mellitus, hipertensão arterial, perturbação do metabolismo dos lípidos, obesidade, patologias do foro músculo-esquelético, infeções da comunidade, entre muitas outras). Observei, ainda, algumas consultas de planeamento familiar.

(8)

IV. REFLEXÃO CRÍTICA FINAL

Termino este ano letivo com a sensação de dever cumprido. Julgo ter conseguido atingir, de forma muito satisfatória, os objetivos propostos. Foram essenciais para o seu cumprimento e para maximizar as oportunidades de aprendizagem, três vertentes: a motivação, estudo e trabalho constantes; a orientação, apoio, disponibilidade e confiança depositadaem mim por parte dos Orientadores e restantes profissionais de saúde e, também, a disponibilidade dos utentes. Acrescento que o rácio tutor-aluno 1:1-2, assim como a vasta diversidade de protocolos entre a Faculdade e instituições públicas e privadasfoi, indubitavelmente, um fator vantajoso para o enorme crescimento clínico-humanístico e progressão de autonomia que senti.

Numa perspetiva mais específica e focando-me em cada estágio parcelar, o de Medicina Interna foi muito proveitoso, na medida em que foi o que exigiu maior capacidade de autonomia e exigência de conhecimentos científicos, servindo como base para o restante ano letivo e prática clínica futura. As aulas lecionadas no Hospital e Faculdade foram essenciais para poder acompanhar este elevado grau de exigência. Acrescento que o facto de se tratar de um hospital militar foi muito enriquecedor, pelo contacto com uma estrutura organizacional e população diferentes.

O estágio de Cirurgia Geral foi benéfico na medida em que pude treinar procedimentos de assepsia e desinfeção cirúrgica, auxiliar em algumas cirurgias e ter um contacto mais estreito com a área da proctologia, o que me permitiu compreender melhor e prestar mais atenção aos sinais e sintomas de patologias desta área. No entanto, talvez por falta de oportunidade e/ou iniciativa, não tive ocasião de treinar alguns procedimentos mais práticos, nomeadamente suturação.

O estágio de Pediatria permitiu-me aprofundar conhecimentos de infeciologia (no contexto pediátrico), área em que desenvolvi particular interesse. Julgo que aprimorei competências de comunicação específicas para a população pediátrica, assim como com os respetivos familiares.

O estágio de Ginecologia e Obstetrícia foi extremamente rico e organizado, tendo cumprido os meus objetivos e excedido as minhas expectativas. Passei pelas mais diversas valências, tendo sido a área da Infertilidade, aquela em que mais lições retiro para a vida, em termos de modelos excelentes de relação médico-doente.

O estágio de Saúde Mental assenta num pilar fundamental que são as relações médico-doente e médico-família, onde se torna imprescindível algo para o qual temos sido alertados ao longo de todo o curso – empatia. Tive contacto com uma vasta gama de patologias psiquiátricas, em diversos locais e contextos, e oportunidade de treinar técnicas de entrevista e exame psiquiátrico. Faço um balanço muito positivo relativamente ao estágio de saúde mental anterior, no qual o meu contacto foi mais escasso, retirando grandes ganhos e interesse pela área.

(9)

O estágio de Medicina Geral e Familiar foi o que exigiu mais estudo e dedicação da minha parte, tanto por crer que esta especialidade deve ser o core da ação dos recém-médicos, como também pelo facto de ser uma área que me cativa. Sendo efetivamente fulcral na prevenção e seleção precoce de muitas patologias, reveste-se de elevada importância dentro da comunidade médica. Tive a oportunidade de também treinar muito o exame objetivo (com particular atenção ao exame osteoarticular e uso de esfigmomanómetro, falhas pessoais que identifiquei precocemente), encarar o doente num contexto familiar e atender a possíveis preocupações ou limitações socioeconómicas. Julgo que atingi de forma muito satisfatória os objetivos explicitados. No entanto, gostaria de ter alcançado um maior grau de autonomia que tinha visionado.

A escolha do estágio opcional de Medicina Geral e Familiar, como já acima referido, deveu-se à minha motivação na área. Tendo identificado lacunas anteriores, propus-me a colmatá-las. Listei e apresentei à minha Orientadora, dentro de outros objetivos, o desejo de uma maior autonomia e confiança, aperfeiçoar leituras e interpretações de eletrocardiogramas e de pedidos de outros exames complementares de diagnóstico e terapêutica. Foi um estágio extremamente benéfico e positivo, em que os objetivos foram mais do que alcançados. Senti que a disponibilidade para esclarecer qualquer dúvida, proporcionou uma saudável discussão crítica e relação profissional. Tive contacto com a prática desta especialidade num contexto diferente, com motivos de consultas e populações distintas. Foi, não só uma escolha acertada, como também uma mais-valia em termos de formação e confiança para a prática mais autónoma, que terá claramente influência no momento da minha escolha de especialidade.

Faço um balanço global muito positivo deste Estágio Profissionalizante, que se deveu a uma boa relação entre as vertentes acima descritas, juntamente com a minha vontade de querer e procurar, continuamente, sempre mais e melhor formação. Julgo que a estruturação do Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas, com início de contacto clínico precoce (desde o 3° ano), distingue-se pela boa preparação clínica dos médicos recém-formados.

Agradeço a todos os meus Colegas que me acompanharam nesta viagem, Orientadores, Docentes, Família e, claro, Utentes. Agradeço especialmente às minhas Orientadoras de Formação Dr.ªDaniela Sobral e Dr.ª Patrícia Maia, pelo apoio, incentivo e confiança depositada em mim que tanto marcaram positivamente este 6° ano. Muito obrigada a todos!

(10)
(11)

A) Estágio Profissionalizante

Anexo I

Cronograma do ano letivo: 2018/2019 Estágio

Parcelar

Regente Data Local Tutor

Medicina Prof. Doutor Fernando Nolasco 10 de setembro de 2018 a 2 de novembro de 2018 Hospital das Forças Armadas – Pólo de Lisboa (HFAR-PL) Dr.ª Ana Afonso

Cirurgia Prof. Doutor Rui Maio 5 de novembro de 2018 a 11 janeiro de 2019 Hospital CUF Infante Santo Dr. Luís Galindo

Pediatria Prof. Doutor Luís Varandas 21 de janeiro de 2019 a 15 de fevereiro de 2019 Hospital Dona Estefânia - Serviço de Infeciologia Dr.ª Catarina Gouveia Ginecologia e Obstetrícia Prof. Doutora Teresinha Simões 18 de fevereiro de 2019 a 15 de março de 2019 Hospital dos Lusíadas Dr.ª Daniela Sobral

Saúde Mental Prof. Doutor Miguel Cotrim Talina 18 de março de 2019 a 12 de abril de 2019 Serviço de Saúde Mental – clínica 6 – Hospital Júlio de Matos Dr. André Ponte Medicina Geral e Familiar Prof. Doutora Maria Isabel Santos 22 de abril de 2019 a 17 de maio de 2019

USF Lapiás Dr. Gonçalo Envia

Opcional – Medicina Geral e Familiar Prof. Doutor José António Pereira Delgado Alves 20 de maio de 2019 a 31 de maio de 2019 Hospital dos Lusíadas Dr.ª Patrícia Maia

(12)

Anexo II

Trabalhos desenvolvidos no Estágio Profissionalizante

Estágio Parcelar Temas Autores

Medicina “Lesões associadas ao calor” Filipa Teixeira, Flávio Pinto e Ricardo Guimarães

Cirurgia “Avanços no tratamento do

cancro gástrico”

Filipa Teixeira, Gabriela Carvalho e Maria Picciochi “7 is not his lucky number” Filipa Teixeira, Gabriela

Carvalho e Maria Picciochi

Pediatria “Meningite, surdez e implante

coclear na idade pediátrica- A propósito de um caso clínico”

Filipa Teixeira, Inês Lopes, Margarida Lisboa e Maria Tareco

Ginecologia e Obstetrícia “Aplicações android/ iOS no controlo da fertilidade - análise crítica”

(13)

B) Atividades extracurriculares

Anexo I

Sócia-fundadora e Diretora do Departamento de Formação e Ciência - AJEMED – Madeira (12/2015-07/2017)

(14)

Anexo II

Curso TEAM (Trauma Evaluation and Management)

(15)

Anexo III

(16)

Anexo IV

(17)

Anexo V

(18)

Anexo VI

II Jornadas de Medicina Desportiva e do Exercício

(19)

Anexo VII

(20)

Anexo VIII

Prevenção de Quedas

(21)

Anexo IX

(22)

Anexo X

(23)

Anexo XI

(24)

Anexo XII

Referências

Documentos relacionados

Se perante as estimativas que iremos efetuar se confirmar a hipótese da existência de uma dívida implícita nas pensões por velhice do Regime Contributivo do

O resultado (Tabela 3) afirma que, para as duas amostras em questão não existem diferenças significativas entre elas e que em um primeiro momento, para este estudo e esta área

The matter of genetic classification is particularly complex when dealing with high- contact varieties, as their typological traits are likely to unveil the influ- ence of a number

These sites indicate a reliance on marine resources through the Early Neolithic, although of limited importance in Western Algarve (Carvalho, 2008; Cortés Sánchez et al.,

This work presents a framework for the improvement of railway cabin interiors based on the assessment of the impact biomechanics. The use of these for crash scenarios, in which

Quanto às diferenças textuais, David Sánchez (2009: 4) enumera seis: o texto oral tem uma tendência para marcar as diferenças dialetais, enquanto o escrito é mais

A realização do presente estágio na empresa prestadora de serviços de marketing digital This Is Entertainment, permitiu ao aluno a contribuição para o

19.. sono e repouso do cliente internado na UCI enquanto que na segunda parte são reunidas as medidas promotoras do mesmo. No âmbito dos factores influenciadores do sono e repouso