• Nenhum resultado encontrado

GLOSSÁRIO. Glossário. Copyright 2016 by IFB/APB, Lisbon

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "GLOSSÁRIO. Glossário. Copyright 2016 by IFB/APB, Lisbon"

Copied!
16
0
0

Texto

(1)
(2)
(3)

A

Abertura de Conta

Operação que, em regra, traduz o ato que inicia o estabelecimento da relação de negócios duradoura com a entidade financeira, estando consubstanciados contratualmente os direitos e deveres recíprocos dos intervenientes.

Abuso Sexual de Crianças

Pratica crime de abuso sexual de crianças quem praticar ato sexual de relevo com ou em menor de 14 anos ou o levar a praticá-lo consigo ou com outra pessoa. Pratica ainda crime de abuso sexual de crianças quem, com ou sem intenção lucrativa, praticar ato de caráter exibicionista perante menor de 14 anos ou quem atuar sobre menor de 14 anos por meio de conversa obscena ou de escrito, espetáculo ou objeto pornográficos ou o utilizar em fotografia, filme ou gravação pornográficos.

Associação Criminosa

Existe crime de associação criminosa quando alguém promove ou funda grupo, organização ou associação cuja finalidade ou atividade é dirigida à prática de crimes. Também pratica este crime quem chefiar ou dirigir esses grupos e quem fizer parte de tais grupos, organizações ou associações ou quem os apoiar, nomeadamente fornecendo armas, munições, instrumentos de crime, guarda ou locais para as reuniões, ou qualquer auxílio para que se recrutem novos elementos.

Autoridades Europeias de Supervisão

Para os efeitos previstos na Lei n.º 25/2008, de 5 de junho, esta designação inclui a Autoridade Bancária Europeia (criada pelo Regulamento UE n.º 1093/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro de 2010), a Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (criada pelo Regulamento EU n.º 1094/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro de 2010) e a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (criada pelo Regulamento UE n.º 1095/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro de 2010).

(4)

B

Banco de Fachada (Shell Bank)

A instituição de crédito constituída em Estado ou jurisdição no qual aquela não tenha uma presença física que envolva administração e gestão e que não se encontre integrada num grupo financeiro regulamentado.

Beneficiário Efetivo

Pessoa(s) singular(es) que, em última instância, detém(êm) a propriedade ou o controlo do cliente e/ou a(s) pessoa(s) singular(es) por conta de quem é realizada uma operação ou atividade, incluindo, pelo menos:

• No caso das entidades societárias:

– A pessoa ou pessoas singulares que, em última instância, detêm a propriedade ou o controlo, direto ou indireto, de uma percentagem suficiente de ações ou dos direitos de voto ou de participação no capital de uma pessoa coletiva (incluindo através da detenção de ações ao portador) ou que exercem controlo por outros meios sobre essa pessoa coletiva (que não seja uma sociedade cotada num mercado regulamentado sujeita a requisitos de divulgação de informações consentâneos com o direito da União ou sujeita a normas internacionais equivalentes que garantam suficiente transparência das informações relativas à propriedade). Para este efeito considera-se que:

– É um indício de propriedade direta a detenção, por uma pessoa singular, de uma percentagem de 25% de ações mais uma ou de uma participação no capital do cliente superior a 25%;

– É um indício de propriedade indireta a detenção de uma percentagem de 25% de ações mais uma ou de uma participação no capital do cliente de mais de 25% por uma entidade societária que está sob o controlo de uma ou várias pessoas singulares, ou por várias entidades societárias que estão sob o controlo da mesma pessoa ou pessoas singulares;

– O controlo através de outros meios é determinado, nomeadamente, segundo os critérios estabelecidos no artigo 22.º, n.os 1 a 5, da Diretiva 2013/34/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013.

– A(s) pessoa(s) singular(es) que detém(êm) a direção de topo se, depois de esgo-tados todos os meios possíveis e não havendo motivos de suspeita, não tiver sido identificada nenhuma pessoa nos termos suprarreferidos, ou se subsistirem dúvi-das de que a(s) pessoa(s) identificada(s) seja(m) o(s) beneficiário(s) efetivo(s).

(5)

• No caso dos fundos fiduciários (trusts): – O fundador (settlor);

– O administrador ou administradores fiduciários (trustees) de fundos fiduciários; – O curador, se aplicável;

– Os beneficiários ou, se as pessoas que beneficiam do centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica ou da pessoa coletiva não tiverem ainda sido determinadas, a categoria de pessoas em cujo interesse principal o centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica ou a pessoa coletiva foi constituído ou exerce a sua atividade;

– Qualquer outra pessoa singular que detenha o controlo final do trust através de participação, direta ou indireta, ou através de outros meios.

• No caso das pessoas coletivas como as fundações e centros de interesses coletivos sem personalidade jurídica, similares a fundos fiduciários (trusts):

– O(s) fundador(es), se aplicável; – O(s) administrador(es);

– O(s) curador(es), se aplicável;

– Os beneficiários ou, se as pessoas que beneficiam do centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica ou da pessoa coletiva não tiverem ainda sido determinadas, a categoria de pessoas em cujo interesse principal o centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica ou a pessoa coletiva foi constituído ou exerce a sua atividade;

– Qualquer outra pessoa singular que detenha o controlo final da entidade através de participação, direta ou indireta, ou através de outros meios.

Branqueamento

Processo pelo qual se visa transformar a liquidez proveniente de atividades ilícitas em capitais reutilizáveis legalmente por dissimulação da fonte e do verdadeiro proprietário dos fundos.

C

Centro de Interesses Coletivos Sem Personalidade Jurídica

Qualquer património autónomo, tal como um condomínio de imóvel em propriedade horizontal, uma herança jacente ou um trust de direito estrangeiro, quando e nos termos em que este for reconhecido pelo direito interno.

Centro Offshore

Território, incluindo o nacional, caraterizado por atrair um volume significativo de atividade com não residentes, em virtude, designadamente, da existência de regimes menos exigentes de obtenção de autorização para o exercício da atividade bancária e de supervisão, de um regime especial de sigilo bancário, de vantagens fiscais, de legislação diferenciada para residentes e não residentes ou de facilidades de criação de veículos de finalidade especial.

(6)

Circulação

Segunda fase do ciclo do branqueamento de capitais, através da qual se desenvolve um conjunto complexo de operações e transações com o intuito de ocultar a origem e propriedade dos capitais ilícitos.

Cliente

Qualquer pessoa singular, pessoa coletiva (de natureza societária ou não societária) ou centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica que entre em contacto com uma instituição financeira com o propósito de, por esta, lhe ser prestado um serviço ou disponibilizado um produto através do estabelecimento de uma relação de negócio ou da execução de uma transação ocasional.

Colaborador

Qualquer pessoa singular que, em nome da instituição financeira e sob a sua autoridade ou na sua dependência, participe na execução de quaisquer operações, atos ou procedimentos próprios da atividade prosseguida por aquela, independentemente de ter com a mesma um vínculo de natureza laboral (colaborador interno) ou não (colaborador externo).

Colaborador Relevante

Qualquer colaborador, interno ou externo, da instituição financeira que preencha, pelo menos, uma das seguintes condições:

• Ser membro do respetivo órgão de administração ou de órgão equivalente;

• Exercer funções que impliquem o contacto direto, presencial ou à distância, com os clientes da mesma;

• Estar afeto às áreas funcionais de compliance, de gestão de riscos e de auditoria interna;

• Ser qualificado como tal pela instituição financeira.

Colocação

Primeira fase do circuito de branqueamento de capitais, em que os agentes branqueadores colocam o dinheiro das atividades ilícitas nos circuitos legais, nomeadamente através do investimento em negócios lucrativos e da compra de bens de elevado valor.

Conta de Depósito Bancário

Qualquer conta bancária aberta para constituição de uma das seguintes modalidades de depósito, previstas no artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 430/91, de 2 de novembro:

• Depósitos à ordem; • Depósitos com pré-aviso; • Depósitos a prazo;

• Depósitos a prazo não mobilizáveis antecipadamente; • Depósitos constituídos em regime especial.

(7)

E

Empresas de Investimento

Consideram-se empresas de investimento as entidades referidas no n.º 2 do art.º 293.º do Código de Valores Mobiliários, ou seja, as sociedades corretoras, as sociedades financeiras de corretagem, as sociedades gestoras de patrimónios, as sociedades mediadoras dos mercados monetário e de câmbios, as sociedades de consultoria para investimento, as sociedades gestoras de sistemas de negociação multilateral e outras que como tal sejam qualificadas por lei, ou que, não sendo instituições de crédito, sejam pessoas cuja atividade, habitual e profissionalmente exercida, consista na prestação, a terceiros, de serviços de investimento, ou no exercício de atividades de investimento.

Entidades Financeiras

De acordo com a Lei n.º 25/2008, são consideradas as seguintes instituições, quer tenham sede em território nacional, sejam sucursais situadas em território nacional mas com sede no estrangeiro, ou sejam sucursais financeiras exteriores:

• Instituições de crédito;

• Empresas de investimento e outras sociedades financeiras;

• Entidades que tenham a seu cargo a gestão ou comercialização de fundos de capital de risco;

• Organismos de investimento coletivo que comercializem as suas unidades de participação;

• Empresas de seguros e mediadores de seguros que exerçam a atividade referida na alínea c) do artigo 5.º do Decreto-Lei nº 144/2006, de 31 de julho (qualquer atividade que consista em apresentar ou propor um contrato de seguro ou praticar outro ato preparatório da sua celebração, em celebrar o contrato de seguro, ou em apoiar a gestão e execução desse contrato, em especial em caso de sinistro) com exceção dos mediadores de seguros ligados (mencionados no artigo 8.º do referido Decreto-Lei), na medida em que exerçam atividades no âmbito do ramo Vida;

• Sociedades gestoras de fundos de pensões; • Sociedades de titularização de créditos; • Sociedades e investidores de capital de risco; • Sociedades de consultoria para investimento;

• Sociedades que prossigam atividades que tenham por objeto contratos relativos ao investimento em bens corpóreos;

• Instituições de pagamento; • Instituições de moeda eletrónica.

Para este efeito também são englobadas neste conceito as entidades que prestem serviços postais e o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, IP (atualmente designado Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, EPE), na medida em que prestem serviços financeiros ao público.

(8)

Entidades Não Financeiras

Nos termos da Lei n.º 25/2008, de 5 de junho, são consideradas as seguintes entidades, que exerçam atividade em território nacional:

a) Concessionários de exploração de jogo em casinos; b) Entidades pagadoras de prémios de apostas ou lotarias;

c) Entidades exploradoras de jogos de fortuna ou azar, de apostas desportivas à cota e de apostas hípicas, mútuas ou à cota, quando praticadas à distância, através de suportes eletrónicos, informáticos, telemáticos e interativos, ou por quaisquer outros meios (jogos e apostas online);

d) Entidades que exerçam atividades de mediação imobiliária e de compra e revenda de imóveis, bem como entidades construtoras que procedam à venda direta de imóveis; e) Comerciantes que transacionem bens cujo pagamento seja efetuado em numerário,

em montante igual ou superior a € 15 000, independentemente de a transação ser realizada através de uma única operação ou de várias operações aparentemente relacionadas entre si;

f) Revisores oficiais de contas, técnicos oficiais de contas, auditores externos e consul-tores fiscais;

g) Notários, conservadores de registos, advogados, solicitadores e outros profissionais independentes, constituídos em sociedade ou em prática individual, que intervenham ou assistam, por conta de um cliente ou noutras circunstâncias, em operações: i) De compra e venda de bens imóveis, estabelecimentos comerciais e participações

sociais;

ii) De gestão de fundos, valores mobiliários ou outros ativos pertencentes a clientes; iii) De abertura e gestão de contas bancárias, de poupança ou de valores mobiliários; iv) De criação, exploração, ou gestão de empresas ou estruturas de natureza análoga,

bem como de centros de interesses coletivos sem personalidade jurídica; v) Financeiras ou imobiliárias, em representação do cliente;

vi) De alienação e aquisição de direitos sobre praticantes de atividades desportivas profissionais;

h) Prestadores de serviços a sociedades, a outras pessoas coletivas ou centros de interesses coletivos sem personalidade jurídica, que não estejam abrangidos nas alíneas f) e g).

Para este efeito é considerada qualquer pessoa que, a título profissional, presta a terceiros os seguintes serviços:

• Constituição de sociedades, outras pessoas coletivas ou centros de interesses coletivos sem personalidade jurídica, bem como a prestação de serviços conexos de representação, gestão e administração a essas entidades ou a centros de interesses coletivos sem personalidade jurídica;

• Desempenho de funções de administrador, secretário ou sócio de uma sociedade ou de outra pessoa coletiva ou de posição similar num centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica.

(9)

Entidades Sujeitas

Nos termos da Lei n.º 25/2008, de 5 de junho, esta designação engloba as entidades financeiras e as não financeiras (referidas nos artigos 3.º e 4.º) que estão subordinadas aos deveres de prevenção do branqueamento e do financiamento ao terrorismo.

Extorsão

Existe crime de extorsão quando alguém, com intenção de conseguir para si ou para terceiro enriquecimento ilegítimo, constranger outra pessoa, por meio de violência ou de ameaça com mal importante, a uma disposição patrimonial que acarrete, para ela ou para outrem, prejuízo.

F

Financiamento do Terrorismo

Atividade que consiste no fornecimento, recolha ou detenção de fundos ou bens, ou de produtos ou direitos suscetíveis de serem transformados em fundos, que serão utilizados para atividades terroristas. Estes fundos podem ter origem lícita ou ilícita.

G

Grupo

Na aceção da alínea j) do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 145/2006, de 31 de julho, é um conjunto de empresas:

• Constituído por uma mãe, pelas suas filiais e pelas participações da empresa--mãe e das filiais; ou

• Colocadas sob uma direção única por força de um contrato ou de cláusulas estatutárias; ou

• Cujos órgãos de administração ou de fiscalização sejam compostos na maioria pelas mesmas pessoas que exerciam funções durante o exercício e até à elaboração das contas consolidadas.

(10)

I

Instituição Beneficiária

Instituição legalmente habilitada a receber uma transferência de fundos diretamente de uma instituição ordenante ou através de uma instituição intermediária e, bem assim, a disponibilizar os fundos ao beneficiário.

Instituição Financeira

Qualquer uma das entidades referidas nas alíneas a) a c) do artigo 3.º do Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2013, a saber:

• Instituições de crédito, sociedades financeiras, instituições de pagamento e institui-ções de moeda eletrónica com sede em território nacional;

• Sucursais, situadas em território nacional, de instituições de crédito, sociedades financeiras, instituições de pagamento e instituições de moeda eletrónica com sede no estrangeiro, incluindo as sucursais financeiras exteriores;

• Entidades prestadoras de serviços postais, na medida em que ofereçam ao público serviços financeiros relacionados com matérias sujeitas à supervisão do Banco de Portugal.

Instituição Intermediária

Instituição inserida numa cadeia de pagamentos em série e de cobertura, legalmente habilitada a receber e transmitir uma transferência de fundos por conta de uma instituição ordenante e de uma instituição beneficiária, ou de outra instituição intermediária.

Instituição Ordenante

Instituição legalmente habilitada a iniciar uma transferência de fundos e a transferi-los após a receção do pedido de transferência, por conta do ordenante.

Integração

Última fase do processo de branqueamento, em que o dinheiro ilícito, depois de ter sido envolvido num esquema diversificado de operações, é reintroduzido nos circuitos legais com aparência legal, aparentando uma troca comum de capital.

Internet Banking

Serviço da banca que permite que os clientes acedam, através da internet, às suas contas, evitando a deslocação ao balcão.

(11)

L

Lavagem de Dinheiro

Expressão utilizada para designar uma situação de branqueamento de capitais, que surgiu por os agentes branqueadores recorrerem ao negócio das lavandarias para diluir os lucros das suas atividades ilícitas com as receitas dessas lavandarias.

Lenocínio

O crime de lenocínio pune quem, profissionalmente ou com intenção lucrativa, fomentar, favorecer ou facilitar o exercício por outra pessoa de prostituição ou a prática de atos sexuais de relevo, explorando situações de abandono ou de necessidade económica.

M

Meio de Comunicação à Distância

Qualquer meio de comunicação – telefónico, eletrónico, telemático ou de outra natureza – que permita o estabelecimento de relações de negócio, a execução de transações ocasionais ou a realização de operações em geral, sem a presença física e simultânea da instituição financeira e do seu cliente.

O

Organização sem Fins Lucrativos

Organização que tem por principal objeto a recolha e a distribuição de fundos para fins caritativos, religiosos, culturais, educacionais, sociais ou fraternais ou para outras finalidades similares.

(12)

P

País Terceiro Equivalente

O que constar de Portaria do membro do Governo responsável pela área das finanças, como tendo regime equivalente ao nacional em matéria de prevenção do branqueamento e do financiamento do terrorismo e de supervisão desses deveres, e, em matéria de requisitos de informação aplicáveis às sociedades cotadas em mercado regulamentado, o que constar de lista aprovada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Participação Económica em Negócio

Pratica crime de participação económica em negócio o funcionário que, com intenção de obter, para si ou para terceiro, participação económica ilícita, lesar em negócio jurídico os interesses patrimoniais que, no todo ou em parte, lhe cumpre, em razão da sua função, administrar, fiscalizar, defender ou realizar.

Peculato

Há crime de peculato quando um funcionário se apropria ilegitimamente, em proveito próprio ou de outra pessoa, de dinheiro ou qualquer coisa móvel, pública ou particular, que lhe tenha sido entregue, esteja na sua posse ou lhe seja acessível em razão das suas funções.

Pessoa Politicamente Exposta (PEP – Politically Exposed Person)

Pessoa singular que desempenha, ou desempenhou até há um ano, altos cargos de natureza política ou pública, bem como os membros próximos da sua família e pessoas que reconhecidamente tenham com elas estreitas relações de natureza societária ou comercial.

Para efeito da Lei n.º 25/2008, de 5 de junho, consideram-se: • Altos cargos de natureza política ou pública:

– Chefes de Estado, chefes de Governo e membros do Governo, designadamente ministros, secretários e subsecretários de Estado;

– Deputados ou membros de câmaras parlamentares;

– Membros de supremos tribunais, de tribunais constitucionais, de tribunais de contas e de outros órgãos judiciais de alto nível cujas decisões não possam ser objeto de recurso, salvo em circunstâncias excecionais;

– Membros de órgãos de administração e fiscalização de bancos centrais; – Chefes de missões diplomáticas e de postos consulares;

(13)

– Membros de órgãos de administração e de fi scalização de empresas públicas e de sociedades anónimas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos, institutos públicos, fundações públicas, estabelecimentos públicos, qualquer que seja o modo da sua designação, incluindo os órgãos de gestão das empresas integrantes dos setores empresariais regionais e locais;

– Membros dos órgãos executivos das Comunidades Europeias e do Banco Central Europeu;

– Membros de órgãos executivos de organizações de direito internacional. • Membros próximos da família:

– O cônjuge ou unido de facto;

– Os pais, os filhos e os respetivos cônjuges ou unidos de facto.

• Pessoas com reconhecidas e estreitas relações de natureza societária ou comercial: – Qualquer pessoa singular, que seja notoriamente conhecida como proprietária

conjunta com o titular do alto cargo de natureza política ou pública de uma pessoa coletiva, de um centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica ou que com ele tenha relações comerciais próximas;

– Qualquer pessoa singular que seja proprietária do capital social ou dos direitos de voto de uma pessoa coletiva ou do património de um centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica, que seja notoriamente conhecido como tendo como único beneficiário efetivo o titular do alto cargo de natureza política ou pública.

Procurador-Geral da República

Pessoa singular nomeada e exonerada pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, que preside à Procuradoria-Geral da República e representa o Ministério Público em determinados tribunais. A Procuradoria-Geral da República é o órgão superior do Ministério Público.

R

Rapto

Pratica crime de rapto quem, por meio de violência, ameaça ou astúcia, raptar outra pessoa com intenção de:

• Submeter a vítima a extorsão;

• Cometer crime contra a liberdade e autodeterminação sexual da vítima; • Obter resgate ou recompensa;

• Constranger a autoridade pública ou um terceiro a uma ação ou omissão ou a suportar uma atividade.

(14)

Relação de Negócio

Relação de natureza comercial ou profissional entre as entidades sujeitas e os seus clientes que, no momento em que se estabelece, se prevê venha a ser ou seja duradoura (de acordo com a redação da Lei n.º 25/2008, de 5 de junho).

O Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2013 acrescenta que a relação de negócios se carateriza-se designadamente, pela prestação de serviços ou disponibilização de produtos pelas instituições financeiras aos seus clientes, de forma tendencialmente estável e continuada no tempo e independentemente do número de operações individuais que integrem ou venham a integrar o quadro relacional estabelecido.

S

Smurfing

Método utilizado pelos agentes branqueadores que consiste em depositar pequenas quantias de dinheiro em diversas contas com o objetivo de evitar levantar suspeitas em relação a esses depósitos por via do seu fracionamento.

Sobrefaturação

Método utilizado pelos agentes que branqueiam dinheiro e que se traduz na colocação na fatura de um valor superior ao serviço ou bem que foi efetivamente prestado. O valor que se coloca em excesso na fatura, e que não corresponde a nenhum bem ou serviço prestado, é o montante de capital que se pretende branquear.

Sociedade-Ecrã (Sociedade de Fachada)

Pessoa coletiva de natureza societária constituída legalmente e que aparenta desenvolver atividades comerciais legítimas. Todavia, na prática, essa sociedade não desenvolve qualquer atividade ou a que desenvolve é reduzida. O objetivo é misturar os lucros provenientes de atividades ilícitas com os supostos lucros dessa sociedade.

Suporte Duradouro

Qualquer suporte físico ou eletrónico (seja este ótico, magnético ou de outra natureza) que apresente um grau de acessibilidade, durabilidade, fiabilidade, integridade e legibi-lidade suscetível de permitir um acesso fácil e permanente à informação, a reprodução fidedigna e integral da mesma e a correta leitura dos dados nela contidos.

(15)

T

Terrorismo

Consiste na prática de atos criminosos que, pela sua natureza ou pelo contexto em que são cometidos, sejam suscetíveis de afetar gravemente o Estado ou a população que se visa intimidar com a intenção de:

• Prejudicar a integridade e a independência nacionais:

• Impedir, alterar ou subverter o funcionamento das instituições do Estado ou de uma organização pública internacional;

• Forçar a autoridade pública a praticar um ato ou abster-se de o praticar; • Intimidar pessoas, grupos de pessoas ou a população em geral.

Titular de Outros Cargos Políticos ou Públicos

Pessoa singular que, não sendo qualificada como pessoa politicamente exposta (PEP), desempenhe ou tenha desempenhado, nos últimos doze meses e em território nacional, algum dos seguintes cargos:

• Membro de órgão representativo ou executivo de área metropolitana ou de outra forma de associativismo municipal;

• Cargos políticos ou equiparados e altos cargos públicos quando não determinem a qualificação do respetivo titular como pessoa politicamente exposta.

Para este efeito, são considerados os cargos enumerados nos números 1, 2, alínea a) e 3 do artigo 4.º da Lei n.º 4/83, de 2 de abril, a saber:

• Cargos políticos:

– Presidente da República;

– Presidente da Assembleia da República; – Primeiro-Ministro;

– Deputados à Assembleia da República; – Membros do Governo;

– Representante da República nas Regiões Autónomas; – Membros do Tribunal Constitucional;

– Membros dos órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas; – Deputados ao Parlamento Europeu;

– Os membros dos órgãos constitucionais; – Governador e vice-governador civil;

– Presidente e vereador da câmara municipal.

• Equiparados a titulares de cargos políticos:

– Membros dos órgãos permanentes de direção nacional e das Regiões Autónomas dos partidos políticos, com funções executivas;

(16)

• Titulares de altos cargos públicos:

– Gestores públicos;

– Titulares de órgão de gestão de empresa participada pelo Estado quando designados por este;

– Membros de órgãos executivos das empresas que integram o sector empresarial local;

– Membros dos órgãos diretivos dos institutos públicos;

– Membros das entidades públicas independentes previstas na Constituição ou na lei;

– Titulares de cargos de direção superior do 1.º grau e equiparados.

Transação Ocasional

Qualquer transação efetuada pelas entidades sujeitas fora do âmbito de uma relação de negócio já estabelecida, caraterizando-se, designadamente, pelo seu caráter expectável de pontualidade, independentemente do número concreto de operações.

U

Unidade de Informação Financeira

É a unidade central nacional com competência para receber, analisar e difundir a infor-mação suspeita de branqueamento ou de financiamento do terrorismo, instituída pelo Decreto-Lei nº 304/2002, de 13 de dezembro.

Referências

Documentos relacionados

A bomba de engrenagem consiste basicamente de uma carcaça com orifícios de en- trada e de saída, e de um mecanismo de bombeamento composto de duas engrenagens. No lado da entrada,

Preocupados com tal situação, nós, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), decidimos desenvolver uma oficina que envolvesse as figuras

LVT APFCAN-Associação de Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré SF 02-16B 2004 LVT APFCAN-Associação de Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré

O detalhamento dos serviços, equipamentos e acabamentos que farão parte deste empreendimento consta no Memorial Descritivo, na Convenção de Condomínio e no Compromisso de Compra

Un. Durante o ano 2018, no ámbito a que se refiren as alíneas b) e d) do artigo 11.Un desta lei, así como nas entidades a que se refire a alínea 5 da disposición transitoria tercei-

Na década de 90, quando a Câmara Municipal de Braga projectou autorizar a construção de um parque subterrâneo de automóveis, em zona extramuros das cidades

recomendações, vamos evitar uma queimadura, pois elas são para sempre e por mais que a medicina tenha evoluído, muitas vezes existe pouca coisa que se pode. fazer para tirar

* Os ingredientes não estão em concentração suficiente que contribua para o perigo ou Ingrediente não classificado como perigoso pelo Sistema de Classificação