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2014 CADERNO DE RESUMO

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2014

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul –UFMS

REITORA

Célia Maria Silva Correa Oliveira

DIRETOR DO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS – CCHS

Geraldo Vicente Martins

COORDENADORA DO EVENTO

Priscila Martins Medeiros (CCHS /UFMS)

COMITÊ CIENTÍFICO

Antônio Hilário Aguilera Urquiza (CCHS /UFMS) Célia Foster Silvestre (UEMS - Amambai) Cleverson Rodrigues da Silva (CCHS /UFMS) Daniel Lopes (UFMS - Navirarí)

Eugênia Portela de Siqueira Marques (UFGD) Fabrícia Carla Viviani (IFMS - Ponta Porã) Levi Marques Pereira (UFGD)

Manoel Rebelo Júnior (CCHS /UFMS)

Mara Aline dos Santos Ribeiro (CCHS /UFMS) Paulo Alberto dos Santos Veira (UNEMAT - Cáceres) Silvia Helena Andrade de Brito (CCHS /UFMS)

COMISSÃO ORGANIZADORA – DISCENTE

Adilayne Silva Serpa (UFMS) Alyson Matheus de Souza (UFMS) Ana Lúcia Franco (UFMS)

André Luiz Norio Kawaguchi (UFMS) Andréa Lúcia Cavararo Rodrigues (UFMS) Ariely (UFMS)

Carla Cristina de Souza (UFMS) Demilson Boaventura da Silva (UFMS) Duda Amarilla (UFMS)

Elias Firmino Silverio de Sousa (UFMS) Eloá Christine de Oliveira Deserto (UFMS) Inez de Oliveira de Souza (UFMS) Isabelle Jablonski (UFMS)

Ivani Marques da Costa Grance (UFMS) Julio Cesar Nunes de Souza (UFMS) Jurandir Alves de Moraes (UFMS)

Karine Emanuelle Freitas Cardoso (UFMS) Kellen Dias Lacerda (UFMS)

Liliana Simionatto (UFMS) Lorrayne Alves Pereira (UFMS) Luana Nabhan Benetti (UFMS) Mateus Henrique Zotti Maas (UFMS) On Suk Raisa Ribeiro Gabo (UFMS) Pâmella Rani Epifânio Soares (UFMS)

Rausemeyre Pinheiro de Almeida Rosa (UFMS) Shih Yin Tsen (UFMS)

Sônia Rocha Lucas (UFMS)

Sônia Maria Juvencia da Silva (UFMS) Tânia Milene Nugoli Moraes (UFMS)

APOIO:

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação- PREG/UFMS

Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis – PREAE/UFMS Centro de Ciências Humanas e Sociais – CCHS/UFMS

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

Sumário

Apresentação...7 Programação...8 Grupo Temático 1: Temas da Antropologia

 A DINÂMICA E A MOBILIDADE ÉTNICO-SOCIAL DOS KAMBA E SUAS

RESSIGNIFICAÇÕES IDENTITÁRIAS...11 Andréa Lúcia Cavararo Rodrigues

Alyson Matheus de Souza

Antônio Hilário Aguilera Urquiza

 A LUTA PELA CONSERVAÇÃO E FORTALECIMENTO DA IDENTIDADE

CULTURAL NAS COMUNIDADES INDÍGENA MARÇAL DE SOUSA E QUILOMBOLA TIA EVA...12 Iago Porfírio

 OKÓVO E A PARTIBILIDADE DA PESSOA ENTRE OS TERENA...13

Patrik Thames Franco

 NOTAS ANTROPOLÓGICAS SOBRE A BEBERAGEM INDÍGENA

AYAHUASCA E SEUS USOS CONTEMPORÂNEOS...14 Saulo Conde Fernandes

 QUANDO O “NATIVO” É PESQUISADOR: APONTAMENTOS INCIAIS

SOBRE O TRABALHO DE CAMPO NO SANTO DAIME...15 Mateus Henrique Zotti Maas

 CAPOEIRA ANGOLA: UMA VISÃO DE MUNDO...16

Marcos Vinicius Campello Júnior Gabriela Voltan Ribeiro

Bruno de Oliveira Ribeiro

 BOCAS, POLÍCIAS E O PCC: CONSIDERAÇÕES SOBRE PROCESSOS

EM TRANSIÇÃO DE REGULAÇÕES E CONTROLE DA CRIMINALIDADE

EM CORUMBÁ/BRASIL, FRONTEIRA COM PUERTO

QUIJARO/BOLÍVIA...17 Giovanni França Oliveira

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

 “OS MUROS FALAM: PICHAÇÃO COMO FORMA DE EXPRESSÃO DO

MOVIMENTO ESTUDANTIL DENTRO DA UFMS"...18 Lorraynne Alves Pereira

Gustavo Villela L. Costa

 EXPLORAÇÃO SEXUAL DE MULHERES INDÍGENAS E PARAGUAIAS NA

FRONTEIRA DE PORTO MURTINHO-MS: UM OLHAR

ETNOGRÁFICO...19 Ana Lúcia Franco

Tânia Milene Nugol

Antônio Hilário Aguilera Urquiza

 CRIANÇASKAIOWÁ E GUARANI EM SITUAÇÃO DE ACAMPAMENTONA

REGIÃO SUL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: QUEM SÃO E

COMO PERCEBEM A SITUAÇÃO DE ACAMPAMENTO...20 Sônia Rocha Lucas

Antonio Hilario Aguilera Urquiza

 TRABALHO DOMÉSTICO DAS MULHERES INDÍGENAS E PARAGUAIAS

NA FRONTEIRA DE PORTO MURTINHO-MS...21 Tânia Milene Nugol

Ana Lúcia Franco

Antônio Hilário Aguilera Urquiza

 A RELAÇÃO DA CRIANÇA INDÍGENA EM SITUAÇÃO DE

ACAMPAMENTO EM PERSPECTIVA IMAGÉTICA...22 Wellington Luiz de Marchi

Álvaro Banducci Júnior Tânia Mileni Nugoli

GT 2 – Aspectos Contemporâneos da Ciência Política

 AS DIRETRIZES DA SED-MS E O DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA

INTELECTUAL NAS ESCOLAS POR MEIO DO ENSINO SOBRE TIRANIA E SERVIDÃO...24 Diego Alexandre Neves da Silva

 A EFETIVAÇÃO DAS AÇÕES DOS CONSELHOS REGIONAIS URBANAS

DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS PARA A COMUNIDADE

LOCAL...25 Liliana Simionatto

 ZÉ CARIOCA: A CONVENIÊNCIA DA POLÍTICA DE BOA VIZINHANÇA

NAS RELAÇÕES EXTERNAS NA AMÉRICA-LATINA...26 Luciano Pereira de Souza Junior

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

NEOLIBERALISMO E A EXORTAÇÃO APOSTÓLICA “EVANGELII

GAUDIUM”: REFLEXÕES ACERCA DO ESTADO DE BEM–ESTAR SOCIAL

...27 Marco Antônio Rodrigues

Andréa Lúcia Cavararo Rodrigues

 TRANSTORNOS ALIMENTARES E OS ASPECTOS INCITADOS NA

SOCIEDADE CAPITALISTA VISTO A PARTIR DO ENFOQUE TEÓRICO-METODOLÓGICO DE CORNELIUS CASTORIADIS...28 Suélen Mazieri Lhamas

Karolyne Regina Zayede Silva David Victor-Emmanuel Tauro

 RENDA E CIDADANIA: RESPONSABILIDADE SOCIAL ÉTICA...29

Rausemeyre Pinheiro de Almeida Rosa

GT 3 – A Sociologia e as questões da atualidade

 A LUTA DE CLASSES E A CRÍTICA SOBRE O DISCURSO ECOLÓGICO

NO CAPITALISMO...31 André Luiz Norio Kawaguchi

 AS IMPLICAÇÕES DOS SISTEMAS ECONÔMICOS E DE MERCADO

PARA A SOCIEDADE E A NATUREZA...32 Daiana Aparecida Furlan Ecker

Miguel Angelo Perondi Nilvânia Aparecida de Mello

 A FUNÇÃO SOCIAL DOS MUSEUS NA CONTEMPORANEIDADE: EM

FOCO O MUSEU JOSÉ ANTÔNIO PEREIRA...33 Elaine Cristine Luz Santos de Moura

Luciano Pereira de Souza Junior Stella Sanches de Oliveira

VIOLÊNCIA E PRECONCEITO NAS FORMAS DO BULLYING ENTRE

ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL...34 Gabriel Zamian de Carvalho

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

 A INDÚSTRIA DA CONFECÇÃO DE VESTUÁRIO E A EXPLORAÇÃO DA

MÃO-DE-OBRA DE COSTUREIRAS FACCIONISTAS EM CAMPO GRANDE ENTRE OS ANOS DE 1980 E 2010...35 Ivani Marques da Costa Grance

Cleverson Rodrigues da Silva

 COOPERATIVISMO E PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NO

BRASIL...36 Maísa Areco de Oliveira

 AS POLÍTICAS ESCOLARES DE COMBATE À VIOLÊNCIA

REPRESENTADA PELO BULLYING EM CAMPO GRANDE/MS...37 Ismael Rodrigues Ibrahim

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

Apresentação

A IX Semana das Ciências Sociais será realizada no período de 17

a 19 de Novembro de 2014 e tem como principal objetivo discutir, a partir de uma

perspectiva interdisciplinar, questões relativas à sociedade contemporânea bem como as possíveis contribuições que cada área de conhecimento pode dar, juntamente com as Ciências Sociais, para a compreensão e resolução dos problemas de nossa realidade. Pretende contribuir através de mesas-redondas, oficinas, minicursos, entre outros espaços de discussão, para a formação de uma consciência - ainda entre os acadêmicos (as), da necessidade de cooperação entre as diferentes áreas do conhecimento. Portanto, pretende instigar reflexões sobre o papel da universidade na sociedade de uma maneira geral, em especial sobre a atuação profissional e como os problemas sociais são percebidos e enfrentados, seja pelo (a) cientista social, médico (a), historiador (a), arquiteto (a), jornalista, economista, entre outras profissões, em busca de uma sociedade mais justa e humana.

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

Programação

17/11/2014 – Segunda-feira (manhã) 08h – Credenciamento

09h – Cerimônia de Abertura – Auditório Complexo Multiuso Apresentação artística - Ana Cabral

Mesa de Abertura: Antropologia no cenário nacional, novas perspectivas, debates e desafios

Palestrante: Dra. Camila Caldeira Nunes Dias (UFABC) Coordenação: Dr. Antonio Hilário Aguilera Urquiza Apresentação artística – Maracangalha

17/11/2014 – Segunda-feira (Tarde) 14h às 16h: Mesa Redonda 1 – Auditório Complexo Multiuso

Tema: “Etnografias na fronteira: desafios da pesquisa antropológica nas margens do estado"

Palestrantes: Dr. Álvaro Banducci Júnior e Dr. Gustavo Villela Lima da Costa Mediador: Dr. Antonio Hilário Aguilera Urquiza

16h às 18h: Mesa Redonda 2 – Auditório Complexo Multiuso Tema: Antropologia Urbana

Palestrantes: Dra. Camila Caldeira Nunes Dias (UFABC) e Guto Naveira Mediador: Dr. Gustavo Villela Lima da Costa

18/11/2014 – Terça-feira (Manhã)

8h às 10h: Apresentação de trabalhos nos Grupos Temáticos - Unidade VII GT 1 – Temas da Antropologia

GT 2 – Aspectos Contemporâneos da Ciência Política GT 3 – A Sociologia e as questões da atualidade 10h às 12h: Mesa Redonda 3 – Auditório Complexo Multiuso Tema: Ano eleitoral: Estado Laico, representação política e o voto

Palestrantes: Dr. Aparecido Francisco dos Reis, Dr. Cleverson Rodrigues da Silva e Dr.Daniel Estevão Ramos de Miranda

Mediadora: Dra. Silvia Helena Andrade de Brito

18/11/2014 – Terça-feira (Tarde) 14h às 16h: Mesa Redonda 4 – Auditório Complexo Multiuso

Tema: “Diálogos entre Pierre Clastres, Cornelius Castoriadis e Vygotsky”

Palestrante: Dr. David Victor-Emmanuel Tauro, Profa. Me. Vanessa Clementina Furtado (UFMT) e Prof. Dr. Henrique de Oliveira Lee (UFMT)

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

16h às 18h: Mini cursos - Unidade VII

 Religiosidade “Cabide”: Uma aproximação conceitual do panorama religioso

brasileiro

 “Cala a boca, viadinho!”: a velada violência homofóbica na educação privada

de Campo Grande

 Sociologia das Relações Étnico-raciais: apontamentos sobre o Brasil de hoje

16h às 18h: Oficina - Unidade VI

 "Sistematização de Experiências"

19/11/2014 – Quarta-feira (Manhã)

8h às 10h: Apresentação de trabalhos no Grupo Temático - Unidade VII GT 1 – Temas da Antropologia

10h às 12h: Mesa Redonda 5 – Auditório Complexo Multiuso Tema: Prêmio Lévi-Strauss

Palestrantes: Jéssica Maciel de Souza, Mª Luciana Scanoni Gomes e Sônia Rocha Lucas

Mediadora: Dra. Mara Aline dos Santos Ribeiro

19/11/2014 – Quarta-feira (Tarde) 14h às 16h: Cine-CISO – Auditório Complexo Multiuso Filme: “Matem...os outros” e Terra Vermelha”

Comentarista:

16h às 18h: Mini curso - Unidade VII

 Ditaduras Militares no Brasil e na Argentina: Breves anotações acerca dos

fatores que levaram à instauração do “Regime” 16h às 18h: Oficina - Unidade VII

Contação de histórias africanas

19/11/2014 – Quarta-feira (Noite) 18h: Mesa de Encerramento – Auditório Complexo Multiuso

Tema: Elaboração, acompanhamento e avaliação de projetos sociais: a necessária conexão entre teoria e prática

Palestrantes: Dra. Maria Ines Rauter Mancuso (UFSCar) Coordenadora: Valéria Mont' Serrat Martins

Apresentação artística - Grupo de Capoeira e Maculele

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

Grupo Temático 1:

Temas da Antropologia

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

A DINÂMICA E A MOBILIDADE ÉTNICO-SOCIAL DOS KAMBA E SUAS RESSIGNIFICAÇÕES IDENTITÁRIAS

Andréa Lúcia Cavararo Rodrigues [email protected]

Alyson Matheus de Souza [email protected]

Antônio Hilário Aguilera Urquiza [email protected]

O presente artigo é fruto de pesquisa em sua fase inicial, e tem como objetivo identificar quem são o povo Kamba, de origem Camba-Chiquitano da Bolívia e sua migração para a cidade fronteiriça de Corumbá, no Estado do Mato Grosso do Sul. Será usada a pesquisa bibliográfica e, em conjunto com esta, será utilizada a observação participante a fim de compreender as representações dos Kamba acerca da realidade vivida por eles em seu cotidiano na fronteira. Buscar-se-á uma reflexão sobre essa região e a convivência dos Kamba em um contexto que provoca estranhamentos em relação ao “outro”. Será analisada a situação do indivíduo que sai de sua realidade cultural e acaba por adotar estratégias de adaptação/sobrevivência a uma nova cultura, desistindo de retornar ao seu habitat original, porém não abandonando a sua cultura de origem. Os conflitos existentes entre as emoções e sentimentos causados entre a cultura de origem e a nova cultura apresentada serão estudadas a fim de se compreender a capacidade de adaptação dos Kamba a essa nova realidade. A nova realidade a que está exposto o indivíduo e a sua consequente marginalização entre as duas culturas será analisada, a partir, especialmente das teorias de Barth (1969) e Sayad (2010) a fim de se compreender este fenômeno. Outro fator a ser estudado neste trabalho será a necessidade dos Kamba em serem reconhecidos pelo Estado brasileiro como “indígenas” para que possam buscar o efetivo amparo da Convenção nº 169 da OIT no que diz respeito aos direitos dos povos indígenas a uma vida digna.

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

A LUTA PELA CONSERVAÇÃO E FORTALECIMENTO DA IDENTIDADE CULTURAL NAS COMUNIDADES INDÍGENA MARÇAL DE SOUSA E

QUILOMBOLA TIA EVA

Iago Porfírio [email protected]

Este nosso trabalho visa ampliar o conhecimento acerca da realidade a qual se encontram os povos indígenas e a comunidade quilombola Tia Eva em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O estudo divide-se, basicamente, em duas partes: uma dedicada à comunidade Marçal de Sousa, e a outra, à comunidade Tia Eva. Subsidiado por obras que fundamentam o estudo, nosso objetivo com a pesquisa foi o de tentar compreender como se dá a manutenção da cultura com a urbanização e o contato com a sociedade envolvente cada vez crescente, considerando alguns conceitos de destradicionalização e transnacionalização. Procurando entender o primeiro como antigas práticas culturais dentro de novos contextos, e o segundo, como uma perda do território de origem para um novo território, no escopo das duas comunidades. Reduzimos a complexidade do tema ao objetivo transcrito acima, por meio de entrevistas com representantes dessas comunidades, fontes documentais e observação direta.

Palavras - chave: Tradição cultural, Comunidade Tia Eva, Comunidade Marçal de Sousa, Manutenção da identidade cultural

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

O OKÓVO E A PARTIBILIDADE DA PESSOA ENTRE OS TERENA

Patrik Thames Franco [email protected]

Esta comunicação apresenta dados preliminares de uma etnografia em curso com interlocutores terena no Mato Grosso do Sul. Partindo do tema da corporalidade e da noção de pessoa, ensaia-se uma reflexão sobre o okóvo, centro perceptivo que os Terena traduzem como ventre, mas também como alma, e que pode ser entendido como sede das emoções. Os Terena explicam que o corpo pensa, e na medida em que pensa, sente. Mas um corpo não pode ser visto fora de uma totalidade, como esquema individualizado, indivisível e limitado por oposição a outros sujeitos. O corpo conforme pensado e vivido pelos Terena é plural e compósito; não reconhece a unidade, mas a relação.

Palavras - chave: Terena, corporalidade, noção de pessoa, etnologia sul- americana

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

NOTAS ANTROPOLÓGICAS SOBRE A BEBERAGEM INDÍGENA AYAHUASCA E SEUS USOS CONTEMPORÂNEOS

Saulo Conde Fernandes [email protected]

A ayahuasca, beberagem com propriedades psicoativas obtida através da decocção do cipó Banisteriopsis caapi e da folha Psychotria viridis, é utilizada desde tempos imemoriais por diversos povos indígenas do complexo amazônico. No decorrer do século XX foram fundadas, na região do Acre e Rondônia, religiões de caráter profundamente sincrético, cuja ingestão da ayahuasca é tida como aspecto ritualístico central. Trata-se, como veremos, do Santo Daime, União do Vegetal e Barquinha. Com exceção desta última, estas religiões se expandiram para outras regiões do Brasil, assim como para outros países, formando assim uma grande rede de consumo urbano da ayahuasca. Mais recentemente outros arranjos rituais foram sendo criados, em intenso diálogo com tradições indígenas (xamanismos) e com as religiões ayahuasqueiras (em especial o Santo Daime). Trata-se do fenômeno do neoxamanismo, que aglutina influências diversas em sua composição. O campo religioso ayahuasqueiro se compõe, atualmente, como uma imensa rede, que forma circuitos (onde os adeptos circulam pelos centros); no entanto, também há contrastes identitários entre vários segmentos, marcados, muitas vezes, por intolerâncias.

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

QUANDO O “NATIVO” É PESQUISADOR: APONTAMENTOS INCIAIS SOBRE O TRABALHO DE CAMPO NO SANTO DAIME

Mateus Henrique Zotti Maas [email protected]

Pretendo neste trabalho problematizar o trajeto de minha pesquisa realizada na igreja do Santo Daime, Céu do Beija-Flor de Campo Grande Mato Grosso do sul. A especificidade de meu trajeto é o envolvimento pessoal com o grupo estudado, onde me inicio como fardado no Santo Daime no final de 2012, concomitante ao anseio de pesquisar o grupo e ao processo de “iniciação” no meio acadêmico. Para isso trago reflexões de pesquisadores das Ciências Sociais que investigam não somente o outro: distante e exótico, mas a sociedade moderna, urbana contemporânea, o vulgar “nós”, fundamentando uma virada do olhar antropológico. E para além, passo ao extremo desta virada metodológica onde o “nós” tem sentido estrito, possibilitando pesquisas de autores “nativos”, em especial em tradições religiosas. Percurso há algum tempo realizado nas pesquisas sobre religiões Afro-brasileiras, e mais recentemente nas religiosidades Ayahuasqueiras.Desse processo algumas questões centrais são colocadas, refletidas, mas não esgotadas, dado o caráter inicial da pesquisa: Como fundamentar uma pesquisa objetiva sobre

grupo do qual faço parte como “nativo”? Quais são os benefícios e problemas do

olhar de dentro de um iniciado? Quais reflexões esse tipo de pesquisa pode trazer para dentro da disciplina?

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

CAPOEIRA ANGOLA: UMA VISÃO DE MUNDO

Marcos Vinicius Campello Júnior [email protected]

Gabriela Voltan Ribeiro [email protected]

Bruno de Oliveira Ribeiro [email protected]

O presente artigo pretende mostrar as análises resultantes de uma pesquisa feita para a realização da monografia para uma especialização em sociologia, a monografia é intitulada como: O Ritual na Roda de Capoeira Angola. Portanto, o objetivo principal deste artigo é a exposição dos sujeitos e elementos que constroem o fenômeno da ritualística no momento da roda de Capoeira Angola. Justificamos a inscrição no Grupo de Trabalho de Antropologia devido aos métodos de pesquisa, pois foram utilizadas para a obtenção dos dados, técnicas como a observação participante, entrevistas semi-estruturadas e descrição; caracterizando uma perspectiva qualitativa visto que a proposta é compreender os sentidos e significados desse movimento sociocultural. Na inferência dos fatos vivenciados e leitura dos quadros de elementos apresentados, utilizamos a interpretação para compreender as teias de significados tecidas por participantes de Capoeira Angola. Observando- a como uma manifestação cultural, apresentamos como resultado da pesquisa, a transmissão de saberes de gerações de capoeiristas, que consta como o maior legado de uma “ancestralidade” que rege suas formas de ser e estar no mundo.

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

BOCAS, POLÍCIAS E O PCC: CONSIDERAÇÕES SOBRE PROCESSOS EM TRANSIÇÃO DE REGULAÇÕES E CONTROLE DA CRIMINALIDADE EM

CORUMBÁ/BRASIL, FRONTEIRA COM PUERTO QUIJARO/BOLÍVIA

Giovanni França Oliveira [email protected]

Este artigo tem como objetivo central compreender alguns processos em transição do mundo do crime na cidade de Corumbá (Brasil), fronteira com Puerto Quijarro/ Puerto Suárez (Bolívia). Desta forma o artigo será dividido em três partes; a primeira relacionada à Estratégia Nacional de Fronteira (ENAFRON) a segunda parte relacionada á entrada do PCC na região a partir de 2006 e a terceira parte centralizada nas chamadas bocas familiares estruturadas a partir das relações de vizinhança e parentesco que estruturam toda a criminalidade local da região. A presença do crime organizado vem transformando a dinâmica local de venda de drogas baseadas nas relações pessoais e de vizinhança, inserindo uma nova lógica de lealdades ao PCC, assim como apontando para sua possível transnacionalização

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

“OS MUROS FALAM: PICHAÇÃO COMO FORMA DE EXPRESSÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DENTRO DA UFMS"

Lorraynne Alves Pereira [email protected]

Gustavo Villela L. Costa [email protected]

Esta pesquisa, em fase inicial, é um estudo antropológico que visa registrar fotograficamente e estudar as diferentes formas de pichação, percebidas por Tainara Bastianello (2013) como micro atitudes, sejam elas coletivas ou não, existentes dentro e no entorno da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, campus de Campo Grande, no período de 2014. Nosso foco são principalmente as pichações de cunho político, tentando entender como esse ato, que por muitos é considerado somente como “vandalismo” também se coloca enquanto ato político. Essa pesquisa busca compreender a significação do ato de pichar pela perspectiva dos pichadores, que carregam consigo estigmas, originados pela construção social de significados que se dá na interação, de acordo com o conceito de Erving Goffman (1891), além, de analisar a ligação desses atos sociais com o movimento estudantil existente na UFMS-CG. Uma de nossas hipóteses será estudar a pichação como um “termômetro social” de demandas específicas de alguns grupos sociais, que contribui para a circulação de mensagens políticas de grupos marginalizados como “forma de resistência” mediante uma forma alternativa de comunicação.

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

EXPLORAÇÃO SEXUAL DE MULHERES INDÍGENAS E PARAGUAIAS NA FRONTEIRA DE PORTO MURTINHO-MS: UM OLHAR ETNOGRÁFICO

Ana Lúcia Franco [email protected]

Tânia Milene Nugol [email protected]

Antônio Hilário Aguilera Urquiza [email protected]

O presente trabalho faz parte do projeto de pesquisa que tem como propósito realizar um estudo antropológico apoiando-se no método etnográfico sobre a análise do tráfico e migração de pessoas na fronteira de mato grosso do sul: dinâmicas e modalidades, especificamente sobre exploração sexual de mulheres indígenas e paraguaias no município de porto Murtinho, localizado na região sudoeste do estado de mato grosso do sul, fronteira com o Paraguai. Neste sentido o plano de trabalho faz referência ao II Plano Nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas (II-PNETP, 2013), na linha operativa n.4 produção, gestão e disseminação de informação e conhecimento sobre tráfico de pessoas. Para tanto, presume-se que a pesquisa contribuirá para a realidade pouco divulgada, até mesmo pela imprensa local, a fim de dar visibilidade para o campo de pesquisa, analisando as dinâmicas de migração, identificando e levantando as expectativas de vida dessas mulheres, trazendo novos conhecimentos que possam ajudar a garantia de direitos e políticas públicas no combate ao tráfico de pessoas nas regiões de fronteira do estado de MS, sobretudo as mulheres indígenas e paraguaias que sofrem exploração sexual no município de Porto Murtinho.

PALAVRAS-CHAVE: Fronteira; Exploração sexual; Mulheres indígenas e paraguaias

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

CRIANÇAS KAIOWÁ E GUARANI EM SITUAÇÃO DE ACAMPAMENTO NA REGIÃO SUL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: QUEM SÃO E COMO

PERCEBEM A SITUAÇÃO DE ACAMPAMENTO

Sônia Rocha Lucas [email protected]

Antonio Hilario Aguilera Urquiza [email protected]

O presente texto é fruto do relatório final da iniciação cientifica de um projeto intitulado “Crianças Kaiowá e Guarani Em Situação de Acampamento na Região Sul do Estado de Mato Grosso do Sul” o qual teve como propósito realizar um estudo antropológico com e sobre crianças Kaiowá e Guarani em situação de acampamento na região sul do estado de Mato Grosso do Sul visando captar a visão, a percepção e a representação destas crianças acerca da situação de acampamento em relação ao seu território. Para isso foram escolhidas duas comunidades em áreas de retomada, ou seja, áreas que são fragmentos de terra garantidos por mandato judicial, enquanto se espera o final do processo de reconhecimento do tekoha (Guira Roka e Laranjeira Ñanderu) e mais duas em áreas de acampamento a beira de rodovia (Pakurity e Curral do Arame). O embasamento teórico, seguido concomitantemente com o método etnográfico foi usado como metodologia a fim de procurar perceber a forma como essas crianças constroem os conceitos e as concepções de mundo referentes à vida cotidiana nos acampamentos. Sendo assim, podemos salientar as transformações que tais acampamentos têm enfrentado no campo da retomada, seja da terra ou a cultural.

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

TRABALHO DOMÉSTICO DAS MULHERES INDÍGENAS E PARAGUAIAS NA FRONTEIRA DE PORTO MURTINHO-MS

Tânia Milene Nugol [email protected]

Ana Lúcia Franco [email protected]

Antônio Hilário Aguilera Urquiza [email protected]

O presente trabalho faz parte do projeto de pesquisa que tem como propósito realizar um estudo antropológico apoiando-se no método etnográfico sobre a análise do tráfico e migração de pessoas na fronteira de Mato Grosso do Sul: dinâmicas e modalidades, especificamente sobre o trabalho doméstico de mulheres indígenas e paraguaias no município de Porto Murtinho, localizado na região sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai. A partir do trabalho de campo a pesquisa se propõe levantar as condições de trabalho destas domésticas, mapeando se existe alguma modalidade de exploração, discriminação, ou práticas que firam os direitos básicos da pessoa humana. Juntamente com o trabalho de campo a pesquisa bibliográfica e documental trará importante luz para a compreensão das relações de trabalho e exploração nesta região de fronteira de Mato Grosso do Sul. Dessa forma, esta pesquisa visa abordar o tema do trabalho doméstico das mulheres indígenas e paraguaias na fronteira do Brasil com o Paraguai, especificamente no município de Porto Murtinho-MS, buscando entender os motivos e as condições vividas por essas mulheres indígenas, ou as condições a que são submetidas.

PALAVRAS-CHAVE: Fronteira, Migração e exploração de mulheres, Trabalho doméstico

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

A RELAÇÃO DA CRIANÇA INDÍGENA EM SITUAÇÃO DE ACAMPAMENTO EM PERSPECTIVA IMAGÉTICA

Wellington Luiz de Marchi [email protected]

Álvaro Banducci Júnior [email protected]

Tânia Mileni Nugoli [email protected]

Esse trabalho tem como objetivo um registro antropológico, por meio do recurso fotográfico das crianças Guarani e Kaiowá, que vivem em situação de acampamento na região sul do Estado de Mato Grosso do Sul, em sua relação com o território de ocupação coletiva. As áreas indígenas que foram pesquisadas são, especificamente, a de Laranjeira Ñanderu e a do Curral do Arame. O cotidiano das crianças Guarani e Kaiowá que vivem fora de seus tekoha, foram registrados no contexto de suas moradias, da casa de reza, das áreas em comum e o deslocamento involuntário com o processo de readaptação aos espaços até então provisórios, provenientes de ordem judicial, que é experimentado e articulado pelas crianças da área Laranjeira Ñanderu e do assentamento de beira de estrada, área Curral do Arame. O trabalho aqui apresentado tem como aspecto inovador e relevante a proposta de registro fotográfico do relacionamento da criança com o território, a partir do qual se produzirá a análise acerca da relação espaço e universo infantil em situação de acampamento indígena.

Palavras-chave: Antropologia Visual, Acampamento indígena, Crianças Indígenas, Direitos Humanos

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

Grupo Temático 2:

Aspectos Contemporâneos da Ciência Política

Coordenadores: Dr. Daniel Estevão R. de Miranda e Dr. David

Victor-Emmanuel Tauro

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

AS DIRETRIZES DA SED-MS E O DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA INTELECTUAL NAS ESCOLAS POR MEIO DO ENSINO SOBRE TIRANIA E

SERVIDÃO

Diego Alexandre Neves da Silva [email protected]

Este trabalho tem o objetivo de apresentar uma discussão que trata sobre tirania e servidão, o qual será apresentado como proposta de desenvolver autonomia intelectual nos alunos do ensino médio, assim, cumprindo o artigo 15 do título II da resolução da Secretaria Estadual de Educação do Mato Grosso do Sul n. 2.600, de 4 de dezembro de 2012. Resultado de uma pesquisa bibliográfica e documental, esta obra se concretiza num plano de aula. Para isso foi tomado como base o texto clássico “Discurso da Servidão Voluntária” de Etienne de La Boétie. O resultado esperado é que esse trabalho contribua no desenvolvimento da autonomia intelectual nos alunos envolvidos no projeto, e que seja debatida e esclarecida, através de exposição seguida de debate, a questão da recusa à servidão do “Discurso da Servidão Voluntária”.

Palavras - chave: Etienne de La Boétie, Discurso da Servidão Voluntária, Autonomia intelectual

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

A EFETIVAÇÃO DAS AÇÕES DOS CONSELHOS REGIONAIS URBANAS DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS PARA A COMUNIDADE LOCAL

Liliana Simionatto [email protected]

Este trabalho tem como objetivo entender o processo de implantação dos

Conselhos Regionais das regiões urbanas da cidade de Campo Grande – MS e

sua atuação nas comunidades. Analisando as áreas de atuações, seus bairros e parcelamentos e as ações dos Conselhos Regionais das Regiões Urbanas do Bandeira e Centro, nos anos de 1998 a 2014. A metodologia é feita por meio de pesquisa bibliográfica diversificada (documentos, atas, jornais e livros). Através dessa pesquisa pretendo identificar e quantificar as ações desses Conselhos e as respostas obtidas pelo poder público dessas ações para a comunidade local.

Palavras - chave: Conselhos Regionais Urbanos, Controle Social, Gestão Pública e Sistema Municipal de Planejamento

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

ZÉ CARIOCA: A CONVENIÊNCIA DA POLÍTICA DE BOA VIZINHANÇA NAS RELAÇÕES EXTERNAS NA AMÉRICA-LATINA

Luciano Pereira de Souza Junior [email protected]

Elaine Cristine Luz Santos de Moura [email protected]

O presente trabalho refere-se a um estudo da Política de Boa vizinhança criada pelo governo dos Estados Unidos em 1933, tendo em foco o personagem Zé Carioca. O objetivo desse trabalho é verificar qual o intuito dessa criação da Walt Disney e a construção estereotipada em relação ao personagem visto como "malandro simpático". Partindo de periódicos disponibilizados pelo Scielo (Scientific Electronic Library Online), e baseando-se em obras de Lilia Katri Moritz Schwarcz, verifica-se a necessidade do estado norte-americano através de suas políticas externas, e o desejo de controlar e dominar o pensamento comum das sociedades latino-americanas.

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IX Semana das Ciências Sociais da UFMS

NEOLIBERALISMO E A EXORTAÇÃO APOSTÓLICA “EVANGELII GAUDIUM”: REFLEXÕES ACERCA DO ESTADO DE BEM–ESTAR SOCIAL

Marco Antônio Rodrigues [email protected]

Andréa Lúcia Cavararo Rodrigues [email protected]

O objetivo deste trabalho é analisar as estruturas de dominação social exercidas pelas potências imperialistas sob o pano de fundo do assistencialismo, que se constitui em um mecanismo perverso de imposição de costumes e normas sociais com vistas aos fins últimos do capitalismo. Sob a luz da exortação apostólica do

papa Francisco, intitulada “Evangelii Gaudium” (da alegria do evangelho), busca-se

analisar as formas de poder arraigadas nas sociedades dos países considerados periféricos, e que foram inseridas de forma sutil – e até mesmo impostas - pelo “Estabilishment” anglo-americano e de que forma tal processo ocorreu. Nesse contexto, há que se destacar a lógica do capital e sua influência nos processos culturais de uma sociedade, seja por meio das políticas públicas ou normas voltadas principalmente ao enfraquecimento dos movimentos sociais e à precarização das relações de trabalho. Aborda-se o fato de que o capitalismo desde há muito deixou de ter função civilizatória, vindo a transformar-se em ferramenta de opressão, que tem levado as pessoas e as instituições ao esgotamento quase completo em nome de uma ordem patológica estimulante da colocação dos valores morais do ser humano em muito segundo plano em prol de uma insidiosa agenda que em nada se relaciona com o bem-comum e a dignidade humana. Nesse contexto, vislumbra-se uma alternativa ao problema sem se esquecer o princípio do bem-comum e do resgate aos valores éticos e morais que regem a vida em sociedade.

Palavras-Chave: Estruturas de Dominação Social; Formas de Poder; Lógica do Capital; Precarização do Trabalho

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TRANSTORNOS ALIMENTARES E OS ASPECTOS INCITADOS NA SOCIEDADE CAPITALISTA VISTO A PARTIR DO ENFOQUE

TEÓRICO-METODOLÓGICO DE CORNELIUS CASTORIADIS

Suélen Mazieri Lhamas [email protected]

Karolyne Regina Zayede Silva [email protected]

David Victor-Emmanuel Tauro [email protected]

Este trabalho propõe apresentar indicações preliminares sobre a importância do atendimento psicológico a indivíduos com transtornos alimentares compulsórios que resultam em intervenções cirúrgicas levando em consideração os aspectos de Autonomia, Responsabilidade, Cidadania, Luta contra heteronomia, Luta pela liberdade contra padrões impostos e consumo desenfreado e incitado na sociedade capitalista da obra de Cornelius Castoriadis. Serão apresentados dados preliminares de um estudo como requisito parcial para aprovação numa disciplina do curso de Psicologia ministrado pelo Prof. Dr. David Victor-Emmanuel Tauro. A metodologia usada foi coleta de dados bibliográficos e documentais na luz dos quais foram analisados, entrevistas semiestruturadas de seis pessoas. Os resultados mostraram que é fundamental o acompanhamento psicológico para o paciente que irá realizar qualquer procedimento cirúrgico uma vez que o ajuda entender melhor como funciona a cirurgia que ele será submetido, uma vez que o contato com os médicos é mais rígido e a explicação do procedimento é mais formal e técnico, o paciente se sente mais confortável em tirar duvidas com o psicólogo.

Palavras chave: Transtornos Alimentares. Intervenções cirúrgicas. Autonomia. Cornelius Castoriadis

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RENDA E CIDADANIA: RESPONSABILIDADE SOCIAL ÉTICA

Rausemeyre Pinheiro de Almeida Rosa [email protected]

A necessidade de se dar aos pobres uma condição mínima de sobrevivência sempre esteve latente em estudos filosóficos, do direito ou da Economia. O estudo abaixo propõe a metafísica da ética e da moral na temática da participação plural do país nesta distribuição mínima, apoiada nos textos do Senador Dr. Eduardo

Matarazzo Suplicy interseccionada com o texto de Émile Durkhein da obra “Ética

e Sociologia da Moral”, bem como a do ganhador do Premio Nobel , o indiano Amarthya Sem, idealizadas como um constructo humano, formas de agir, de pensar e sentir a moral que se impõe ao tema. A cultura de nossa sociedade nos diz que o homem é o centro de estudos em todos os seus aspectos culturais, intelectuais, estruturais, econômicos, etc., com diversos tipos de comportamentos durante sua historicidade. No momento da produção é que as pessoas se relacionam e se organizam numa determinada cultura e seus sistemas. Desde os mais remotos dos tempos discutem-se, politicamente como as sociedades devem ser. Apoiando essas ideias, ora contrapondo, estão os cernes dos pensamentos a respeito Dr. Eduardo Suplicy defensor da renda mínima, Thomas More, Stuart Mill, Malthus, Durkhein, Jean-Baptiste, Amarthya Sem , Wagner, Kant, Karl Marx, entre outros. Ideias que perpassam a historicidade, ética, a força dos costumes, religião, moral, nos emprestando visões para que possamos ponderar não somente a renda mínima, mas, os atores à margem das sociedades, os excluídos de possibilidades A discussão sugere que as lentes e objetos desses estudos sempre estiveram posicionadas de cima para baixo, em todas as análises, subjugados desde a Grécia antiga aos tempos atuais, a capacidade da subalternidade de ter coerência, cultura, oportunidade e posições a serem analisadas, ponderadas nesta questão da dignidade humana, dos sentimentos morais e do potencial humano, cuja magnitude estamos aquém de equalizarmos.

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Grupo Temático 3:

A Sociologia e as questões da atualidade

Coordenadores: Dr. Aparecido Francisco dos Reis e Dra. Silvia Helena

Andrade de Brito

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A LUTA DE CLASSES E A CRÍTICA SOBRE O DISCURSO ECOLÓGICO NO CAPITALISMO

André Luiz Norio Kawaguchi [email protected]

Os debates que cercam o tema da ecologia e da sustentabilidade são inúmeros e evidentes em nosso contexto histórico atual, não apenas pelo avanço da exploração do sistema capitalista, mas pela urgência da reavaliação do nosso entendimento de progresso e desenvolvimento. Muito se discute, sejam em conferências mundiais ou em estudos ambientais realizados pelos mais diversos pesquisadores das mais diversas áreas de estudo. Acompanhando a profundidade da temática e não a solucionando efetivamente, a propaganda do capitalismo é intensa quando se trata da ética ambiental, o novo e lucrativo mercado que se apresenta como uma resposta contraditória e ineficiente aos problemas ecológicos atuais. Pode-se afirmar que essa é uma discussão que no mínimo aflige a sociedade capitalista, uma vez que o mercado suaviza a sua aparência predatória para o consumidor e a razão científica o incorpora como assunto inadiável e de extrema urgência para a continuidade da atual sociedade. Sendo assim, a ecologia surge como uma nova pauta a ser debatida pela classe trabalhadora, não apenas como proposta de reformular o seu caráter teórico e crítico, mas de desenvolver um olhar sobre o limite da exploração humana e ambiental no capitalismo.

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AS IMPLICAÇÕES DOS SISTEMAS ECONÔMICOS E DE MERCADO PARA A SOCIEDADE E A NATUREZA

Daiana Aparecida Furlan Ecker [email protected]

Miguel Angelo Perondi [email protected]

Nilvânia Aparecida de Mello [email protected]

O artigo apresenta algumas considerações a respeito da implantação do mercado e do sistema auto-regulável e as transformações pelas quais a sociedade passou em decorrência da fixação de um sistema econômico baseado na auto-regulação. A pesquisa é de cunho bibliográfico e consistiu em um estudo procedente de concepções advindas principalmente de Polany (2000) e Leff (2010). Inicialmente apresentam-se algumas considerações sobre o funcionamento de uma organização social sem a interferência do mercado e, posteriormente, busca-se perceber como se organiza uma sociedade que comporta um sistema de mercado, permitindo entender como foi, a partir do século XIX, o processo de implantação de um sistema auto-regulável. Após tais considerações, se apreendem algumas das mudanças ocorridas diante de tais transformações econômicas, as quais se fazem presente na atualidade, apontando essencialmente as consequências da

degradação ambiental provenientes da conexão entre sociedade – natureza

impelidas ao acúmulo de capital.

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A FUNÇÃO SOCIAL DOS MUSEUS NA CONTEMPORANEIDADE: EM FOCO O MUSEU JOSÉ ANTÔNIO PEREIRA

Elaine Cristine Luz Santos de Moura [email protected]

Luciano Pereira de Souza Junior [email protected]

Stella Sanches de Oliveira

Em Campo Grande - MS, o Museu José Antônio Pereira (MJAP) explana a memória dos pioneiros com o intuito de manter a história de seus antecedentes, ilustrando a atuação social e cultural do século XIX e XX. O presente trabalho tem como objeto de estudo a repercussão que essa afirmativa reflete na sociedade. Reconhecer o impacto do museu para concepção social é o objetivo desta pesquisa. Através de entrevistas semi-estruturadas e avaliativas percebe-se que a sociedade tem interesse na preservação da história micro prestigiando a história macro. Verifica-se o diálogo entre o mediador, a memória e o público, tendo em vista que o não surgimento de apoio governamental poderá pôr em risco a representação da identidade cultural e material.

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VIOLÊNCIA E PRECONCEITO NAS FORMAS DO BULLYING ENTRE ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL

Gabriel Zamian de Carvalho [email protected]

Aparecido Francisco dos Reis [email protected]

O objetivo desta pesquisa é verificar as ocorrências de bullying nas turmas de ensino fundamental da Escola Etalívio Pereira Martins, focando no preconceito direcionado a homossexuais. Para a realização da pesquisa, foi feito trabalho de campo, que consistiu em acompanhamento de aulas em sala e de educação física para se observar o comportamento dos alunos e as reproduções de discursos heteronormativos. O principal meio utilizado para reproduzir o preconceito são as brincadeiras, sendo que em muitas destas são utilizados palavrões. Nestas brincadeiras, é construído o que é chamado de heteronormatividade, que inferioriza comportamentos que fogem a este padrão normativo, sendo que estas brincadeiras são direcionadas a todos os alunos, independente de sua sexualidade, que inclusive o pesquisador foi vítima destas chacotas. Não foram encontrados alunos que se autodeclaravam como homossexuais, mas foram obtidos relatos que possibilitaram o pesquisador a identifica-los. A ausência de uma autodeclaração do aluno pode ocorrer devido ao medo que estes homossexuais podem ter de sofrer violência.

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A INDÚSTRIA DA CONFECÇÃO DE VESTUÁRIO E A EXPLORAÇÃO DA MÃO-DE-OBRA DE COSTUREIRAS FACCIONISTAS EM CAMPO GRANDE ENTRE

OS ANOS DE 1980 E 2010

Ivani Marques da Costa Grance [email protected]

Cleverson Rodrigues da Silva [email protected]

Ao longo da história, a exploração da mão-de-obra feminina na indústria têxtil passou por muitas mudanças, seja nos direitos trabalhistas, na mecanização do chão de fábrica ou na automação do setor têxtil, permitindo à mulher menos esforço físico na execução do seu serviço. Durante este período exploração era praticada pelo dono dos meios de produção, que comprava a mão-de-obra feminina a um custo muito menor que a masculina, motivo pelo qual eram preferidas pelos grandes Indústrias. A reestruturação das Indústrias, sobretudo das têxteis e de confecção que ocorreram no Brasil durante os anos de 1990 e início da década de 2000 levou ao surgimento da figura do intermediário, além de uma ampla terceirização do setor. O objetivo deste trabalho é compreender a dinâmica que envolve o setor têxtil, o intermediário e clientes em torno da confecção por modo de facção em Campo Grande entre os anos de 1980 e 2010 e verificar como se dá a relação de dependência da costureira com o intermediário, bem como a preferência de um grande contingente dessas profissionais pelo trabalho informal. Para a realização da pesquisa, utilizaremos entrevista, levantamento bibliográfico e levantamento de informações técnicas relacionadas a esse segmento junto a órgãos públicos e privados, tais como, SINDIVEST, SENAI, FUNSAT, FUNTRAB e Sindicato dos trabalhadores nas Industrias do vestuário de Campo Grande – MS. .

PALAVRAS-CHAVE: Indústria Têxtil; Exploração da mão-de-obra feminina; Intermediário; Trabalho Informal

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COOPERATIVISMO E PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NO BRASIL

Maísa Areco de Oliveira [email protected]

Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, em 2011 o

total de seus associados passou dos 10 milhões, registrando um crescimento de 11% em relação a 2010, quando foram contabilizados cerca de nove milhões. Só o fato de o setor agropecuário figurar como o maior (seguido pelo de transporte e o de crédito), já nos coloca a questão de qual cooperativismo está se desenvolvendo vinculado ao agronegócio: historicamente ligado ao monopólio da terra e à superexploração do trabalho. Para Antunes, no mercado de trabalho moldado pelo desemprego estrutural herdado pela conformação do capitalismo industrial no Brasil no século XX também está inserido o trabalhador precário das cooperativas, integrando uma nova morfologia do trabalho. Ao tomarmos essa via de análise, muito do que se tem admitido como cooperativismo é parte do contexto da reestruturação do capitalismo no país enquanto modalidade de trabalho desregulamentada e distante da legislação trabalhista, sobretudo desde a década de 1990.

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AS POLÍTICAS ESCOLARES DE COMBATE À VIOLÊNCIA REPRESENTADA PELO BULLYING EM CAMPO GRANDE/MS

Ismael Rodrigues Ibrahim [email protected] Aparecido Francisco dos Reis [email protected]

O Bullying no ambiente escolar é a ação motivada por atitudes discriminatórias de uma pessoa ou grupo de pessoas contra um indivíduo ou grupo social em situação de vulnerabilidade. Levando em consideração que esse fenômeno ocorre no ambiente escolar esta pesquisa tem o objetivo de fazer um levantamento sobre as ações de prevenção e combate ao bullying realizadas pelas escolas ou pelo poder público. O Bullying homofóbico é um dos tipos de bullying que são cometidos e o debate da sobre a diversidade sexual e o bullying, relacionados a elaboração e execução de políticas, se mostram necessários para a apresentação da heterossexualidade como apenas uma entre as diversas formas de expressão da sexualidade assegurando o bem estar e a liberdade dos alunos, independente de sua orientação. Nesse sentido é importante observar que tipo de ação ou política pública tem se propugnado com a finalidade de diminuir os casos de bullying no ambiente escolar e, em especial, o bullying homofóbico, na localidade de Campo Grande, estado do Mato Grosso do Sul. Foram feitos levantamentos de leis e ações propostas referentes a temática nos órgãos competentes, incluindo o Plano Nacional de Educação, o Plano Estadual de Educação, Referenciais curriculares municipais e bem como leis e projetos de leis que tratem da temática do bullying, além de entrevistas com membros responsáveis pelas escolas trabalhadas. Pode se perceber que há legislação que trata da questão da violência nas escolas, porém ainda sem tratar destas violências através do conceito de bullying e além de não incorporar o debate acerca do gênero e da sexualidade relacionado ao bullying. Para reconhecer e controlar os casos de bullying, as escolas fazem parcerias com órgãos externos além das medidas já indicadas pelo estado.

Referências

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