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A participação dos enfermeiros nos programas de aperfeiçoamento.

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Academic year: 2017

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A PARTICIPAÇÃO DOS ENFERMEIROS

NOS PROGRAMAS DE APERFEiÇOAMENTO·

Lucine Lúcio Peeia**

Paulina Kurcgant***

RES U MO - O estudo busa o con hecimento das facilidades e d ificuldades identiicadas

pelos enfermeiros para a patici pação em pogramas de a perfeiçoamento, oferecidas

tanto pela instituição em que tra balham como por outras instituições. O estudo busa ,

tam bé m , a veriicação da impotância confeida por esses profissionais aos progra mas

e fonecer subs íd ios, com base nos resu ltados obtidos, para o planejamento de

programas d e a pefeiçoamento para a enfermeira . A presente pesqu isa enontra- se

e m fase de coleta de dados, com a adoção da técnia de entrevista realizadas com a

util izaão de u m formulário composto de peguntas semi-estruturadas. As informações

obtidas serão trabalhadas numa proposta quantitativa e qualitativa de análise.

ABSTRACT - The purpose of this study is to identiy reasons why nuses do or do not

take pat in improvement pogra ns ofered either by their place of wok or by other

institutions. It a lso aims at the impotance given to these programs. This data will povide

impotant subsidies for the planning of nusing improvement programs. Data are being

compiled by use of a questionnaire with per-structured questions followed by an inter­

view. A quantitative a nd qulitative analysis will be dealt based on this informatio n .

1

INTRODUÇÃO

A ecessidade de aerfeiçomento poissioal

tem sido reforçada pelo avanço tecnológico e elas

constantes muanças sociais que geam no indivíduo

a necessidade de buscar, adquiir, ever e atualir

seus cohecimentos.

o

desevolvimento dos recusos humnos tem

sido um secto consideado exteamente importan­

e

e essecial paa o sucesso de uma empesa. Esta

pecuação é evidenciada o último século a Teoria

"y" de McGREOR13 e na ais ecente teoia "z" de

OUCHl. ló

A Teoia

"

y

",

segu�o seus pessupostos, entede

os indivíduos como sedo esponsáveis e compome­

idos com o tablho, o aoio e estimulo da institição

como elemento udamel para o bom desemenho

umano.

A Teoia

"z"

dá ade ê�ase

à

admiistação de

essoal e prte de pessuostos que, para o sucesso da

empesa, é essencial o pocesso decisório ser consen­

l

e pticipativo. Com esta intenção cooeativa,

isensa ecusos paa o desevolvimento de abili­

ades inteessoais necessárias à decisão gupal efe­

iva

.

Nota Prévia

Dessa maneia, o desenvolvimento do indivíduo

tem um caráter de continuidade, indeendentemente

do tempo de exercício poissional em detemiaa

ativiade ou istituição.

Ainda em face

s

conquistas sociis a nova

constituição, cabe

s

empresas um eer do siste­

a de ecursos humanos, buscando toá-lo mis ágil

e eiciente.8

Também a áea da saúde é ressaltado or vários

autoes como ONÇALVES9, LEITEl l, MARCON­

DES12, NEZI5, SIL VAI7 e SL V N8 a imocia

da elaoação de pogmas de desenvolvimento po­

issiol para a real consecução dos objetivos orai­

acioais.

• • Enfeneira. Auxilir de Ensino do Deptmento de Orientação Proisisonal da Escola de Enfenagem da Universidade de São

Paulo I Lotda na disciplina Administração Aplicada à Enfenagem.

...

.

Enfeneira. Professor Assistente Doutor do Depmento de Orientação Proisisonal da Escola de Enfenagem da Univesidade e São Paulo I Lotada na disciplina Administração Aplicada à Enfenagem.

(2)

Segundo EJÍA,14 os proissioais de saúde, ao

complearem sua formação inicial, estão capacitados

apens paa começar e têm caminhos apontados paa

continuar um processo de educação duante toda a

vida poissioal. Sem esse processo contínuo, a com­

petêcia decresce progessivamente, como conse­

qüência de uma dinmica iluenciada ela icon­

gruência da formação inicial com a realidade da

prática, devido à exeriêcia que tanto ode agupar

e cosolidar ações e condutas pertinentes, quanto

induzirem a ábitos nem sempre válidos, ela falta de

memóia e pelas tansformaçes tzids or novas

tecnologias, mudanças sociais e epidemiológicas, tro­

ca de empego e modiicações no ambiente de traba­

lho.

Segundo MARCONDES, 12 o empego de estaté­

gias de desenvolvimento de recursos humanos, na

área da saúde, teve seu início nos anos 60, tendo sido

pogressivamente adoado, pincipalmente, pelas ins­

tituições hospitlares.

O hospital, enquanto sistema assistencial de saú­

de, que inteage com o ambiente exteno, se difeencia

como orgnízação complexa, caacterizada por uma

diâmica acelerada de tecologia de conhecimentos e

pocedimentos, fortemente compromissada com a

qulidade. Esses asectos toam impeativa a neces­

sidade de pessoal qualiicado.

A enfermagem, atuante no sistema de saúde, am­

bém evidencia a necessidade de popostas que levam

a um maior desevolvimento poissional de seu pes­

soai . Os enfermeiros buscam novos conhecimentos,

na tentativa de suprir espaços vazios deixados pela

formação básica no cuso de aduação e, de uma

fora mais ampla, buscam toar a enfermagem uma

ciência ela formulação de um copo póprio de co­

nhecimentos ..

Em

1 979

a Associação Basileia de Enferma­

gem2 ealizou o

10

Semiário de Educação Continua­

da, considerado a imporâcia da aquisição poges­

siva de cometência poissional na enfermagem.

Esta cometência se revela na auferição de melhor

qualidade a assistência de enfermagem. Com base

nestes consideandos, este semiário ecomendou às

instituições de saúde a mobilização de esforços ara

a elaboação de pogamas dirigidos paa o aefei­

çomento dos poissionais participantes da assistên­

cia de enfermagem.

Também, o Minístério da Saúde,5, na articulação

de poostas paa a viabiliação do Sistema Único de

Saúde, considea fundamentl a elaboação de poga­

mas de capacitação ermaente, visando a atualização

3 14 R. Bras. Enferm., Brasília, 45 (4) : 3 1 3-3 16, out./dez. 1992

técnica e cientíic� principalmente de enfermeias,

or considerá-ls elemento estatégico na melhoia da

qualidade da assistência pestada.

Os estudos do COFEN/ABEn, 4 sobe Força do

Tbalho em Efermagem, indicam que

8 1 ,2%

dos

efermeios no Brsil consideam o ofeecimento re­

gular de cursos de aperfeiçoamento e atualiação de

essoal pela istituição ode trabalham, como de

suma imoncia paa a eiciência e satisfação o

trabalho.

,

Entretanto, a prática tem mostrado que embora os

enfermeios solicitem poamas de apefeiçoamento,

quando estes são oferecidos, não contam coma pati­

cipa;cão dos solicitntes e, alguas vezes, quando

estes paticipam, não demonstam apoveitamento,

icado os resultados muito aquém do eseado. Isso,

muitas vezes, ocorre mesmo quado os enfermeiros

são consulados quanto às suas necessidades e inte­

resses, ou mesmo quando são operacionalizados po­

gamas dentro do horio de trabalho, com um gasto

icanceio mínimo para o indivíduo.

ALSPACHI efee que o desenvolvimento de

poamas educaciois em hospitais envolve subs­

tancial investimento de tempo, dinheiro e ecursos

humanos. Este asecto acrescido ao desgaste dos in­

divíduos envolvidos a fase de planejamento, execu­

ção e avaliação dos pogramas toma udamental que

seja avaliado o nível de participação da clientela à qual

o curso se destia, bem como à consecução dos esul­

tados esperados.

Pela liteata inteacioal pode-se veriicr

uma crescente peocupação com aspectos relativos à

validade dos poamas de aerfeiçoamento, como

odemos veriicar em estudos de CER ERO,

6

COX,7

DUQUETE ..

8

(3)

No convívio com enfeneiras resgata-se, em suas

falas, explicações para a contradição entre o discurso

e a prática. Isto pode ser apreendido quando os efer­

meiros refeem que, não são libeados paa freqüentar

o curso por flta de pessoal; á fala de econhecimen­

to, por parte da cheia imediata, da necessidade e da

imorância de participaem de pogrmas de apefei­

çomento; falta de temo pa cursos for a do horáio

de abalho; falta de ecursos innceios que viabili­

zem a participação; os pogamas não atendem

s

eais exectativas individuais e são ouco elacioa­

dos à pática diia.

Pela liteata e pelo vivencial na educação con­

tinuada em enfermagem, pode-se aceitar o apefeiçoa­

mento de pessoal como sedo "atividades que popi­

ciem ao idivíduo oportunidades de apofundamento,

ataliação e ampliação de conhecimento proissio­

ais". Estas atividades podem ser realiadas tanto

dentro a instituição, através de euniões cientiicas,

palestas e cursos elaborados, Uistrados ou coorde­

ados pela área de Educação Continuada, como foa

dela, aavés de visitas a outas instiuições, cusos de

atualiação, extensão uivesitária e ós-aduação e

aiciação em eventos cono Congessos, Encon­

ros, Joadas, etc.I I,17

Faz-se ecessário ambém, o entedimento do

sigicado de apefeiçoamento, uma vez que várias

modalidades de progrmas têm sido poposas e im­

plementadas com diferentes denominações. Poém,

ais importante que a termiologia é a crença de que

existe uma corelação osiiva ene qualidade de

assistência e processo de desenvolvimento integrl do

omem. Isso, por sua vez, deverá estar elacioado à

sua poposta de educação continuada prevista numa

olítica de essoal que contemple esse aspecto. I I

Assim, pretende-se desenvolver uma pesquisa

que objeiva conhecer as facilidades e diiculdades

identicadas pelos enfeneiros para participarem dos

progamas de aperfeiçoamento oferecidos pela insi­

uição em que abalha e or outas instituições; vei­

icar a imoncia conferida por eles a esses poga­

as e subsidia com base nos eslados obidos, o

plnejamento de pogmas de aefeiçoamento para

enfeneiros.

2

METODOLOGIA

o

pesente esudo está tendo or base a aálise de

ados obidos junto a uma amosta de efeneiras

que, no eriodo de jaeio a julho de

1 99 1 ,

deseme­

avam atividades poissioais em hospitis geais

do muicípio de Sãó Paulo, os quais desenvolvem

pogramas de aefeiço�ento paa efeneias.

Os dados utilizados paa a escolha desses hospi­

tais tiveam como fonte as infonações do Cadastro

de Estabelecimentos de Saúde do centro de Documen­

tação do Ministério a Saúde3 e o Cadastro de Esta­

belecimento de Saúde em Assistência Méica Sanitá­

ria do BGE. 10

Pela compilação das infonações das duas fontes

chegou-se ao númeo total de hospitais. Seguido

oientação estatística, esses hospitais fora submeti­

dos a um progama de amostagem seqüeçial, or

sorteio, na popoção de três pa quize, ou seja, de

cada quinze hospitis foram sorteados três hospiais.

Nesses hospitais foi veriicada a existência, ou não, de

pogramas de apefeiçoamento paa enfeneias. Esse

levantamento pelimiar foi feito, por contato teleô­

nico, junto às cheias de enfenagem dos hospitais.

De posse dessas iformações, levantou-se o nú­

meo de efeneias lotadas nas institições que,

compovadamente, desenvolvam pogramas de aer­

feiçoamento para enfeneios. Dessa forma, cegou­

se ao número total de efeneiros.

Com o objetivo de maner-se, a mosta de esudo,

a epeentaividde dos difeentes opiis geais que

deevolvem pos a enfeneias, optou-e ela

aosagem eaicad, edo os estos epe­

entados elos dfeCntes ios de ospitais.

Pelo fato de se esabelecer, cofone orientação

estaisica, uma amosta constituída de 20% da popu­

lação total em esudo, objetivou-se também iul rep­

resentatividade de caa estato. Assim, o número de

efeneias que paricipam do estudo corresonde a

20% da população de cada estato.

3

PROCEDIMENTO

Optou-e ela doção da técnica de enevitas,

devido à elaço de iteaão que ela popicia, lém de

eitir oeçes, esclaecimentos e aapçes que

faciliem a apaão s

ifoações desejas.

Na coleta de dados está sendo utiliado um for­

mulário paa a entrevisa ds efeneirs. No fonu­

lário estão contidos dados essoais de caracterização

do entevistado e eunas semi-esuads relati­

vas à sua participação em pogrms d� aefeiçoa­

mento ofeecidos pela instituição onde tabala e or

outs instituições.

Pa o atmento dos ados, opar-se-á ela aná­

lise quantitativa e qualitativa das ifomaçes obtids.

(4)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

2

3

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