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• 1
A~~NO XVII
-
N.
º
7
Num. avulso 1$200
Outubro de 1933
-REVIS1.P. MENSAL
---
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-L1irector: I
A.LlrfiJ1~l)O 1. l)~~ ..
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SUMMARIO
• 1Fern;1udo Silveira . .' . ...• . . . \ lttf111r•111!ia '11) Hc1t1l.~(Ün1~nto )U\
..
•
Maria Reis Ca111 pos e outros Nnhrn n.trí1 ndc 1
,losé A. da C.osta
'\ ~[;H.rú•nla e n frl'•JU!JH<'in na,,~ 1
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-Oepa1·ta1nento de Educllção. \pplh.:aç1\c~~ ,le Le~1~ na..
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pela Directoria
Geral do
Departa-mer1to
de
Educação,
de dar parecer
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na concorrencia publ
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ca aberta
para
edição
e ve11da
das publicações
edt1cacio11aes, dessa
Directoria, jt1lgou
das propostas apresentadas nos termos do edital
de
concorrencia, como
lhe co 111 pe
t
ia, depois de detido
exame
do assun1rto, e por t1nani1nidade
de votos.
Verificando agora pela pttblicação inserta 110 •Jo
r
nal
do Bras
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de·
que os ataqL1es
c1L1e
u1n dos pro1Jo11e11tes vem dirig
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11do,
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varias dias,
ao
s
r.
Director Geral do Departa111ento
de
Edt1cação, tem
por base
o
re
-sultado
daa
ll11dida
concorrencia
,
,nembros
dessa
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omrnissão,
reso
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eram
reunir
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se
eexaminar
aredacção do parecer então em
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i
do,
pai:a
verifi-car se porver1t11ra, algum termo ott expressão desse
IJarecer pode
ser
i
1
1-terpretado de modo eqLtivoco. Não se co11fir11
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ando
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l1y pothese
a
com-missão reaffirma o
~eu parecer
e assume
de
l
le i11teira respor
1
sab
ili
dade.
-•
1iio de Janeiro
:
2:>de
ot1!t1bro de
1933.
A
co111missão
--•
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as) i\\a ria dosl?.eis
Ca
m
p
o
s-
Relatora ,Joaqtrina
Alves
Teixeira
Daltro
Lourenço filho
(~
oell10 Netto
• • • • • • • • • -• • • • • •A ESCOLA
PRIMARIA
f '1
.
19
••
•
ma r1c11 a e a re uenc1a no correu e anuo
nas sco as
1cas
•
'•
O De pa rtamento de Ed ucação do Dis- com agrado, por que assim o problema
é
trict o Fe deral en viou á imp rens a a seg uin- po sto em foco para os esclarecimentos
in-te no t a : dí s pensaveis . ·
« O Depar tam en to de Ed uração est i- Logo no ini cio de ste anno, esti,.,·cmos
mou a reacção pro vocada , em · alguns jor- a ch amar, insi s tentement:!, ,t attençãr, ,lo
uaes, pelo se u ultimo edit al · sobre a 1n a- !)ub lico para as mediuas postü.s em pratica
tri cula n as escolas publicRs elementares pelo Departam.ento.
do Ri o. Graças a essas medidas , obtivemos a
O prob le ma da matricul a e frequencia matricula bruta, em Abríl , de 96.609 (
in-n ão é, como al iás quasi todos os proble- clu idas todas as escol ,1;; , jarQins de
infan-mas de edu caçã o, um problema exclusiva - eia, ex perimentaes e do Instituto de
Edu-mente tech11ico , rnas tambem Ltm proble- caç ão) numero a que 11un ca tinha attingido. ma de con sciencia publica, para cuja so- Com effeí·to, a matricula,
em todas as
lução importa, acima de tudo , a collabora-
e
sc
olas,
era emção con fi ante
e
positiva dos paizes.1930
Muitos, por certo, não sabem que a ' • • • • • • • • • S0,872
frequencia ás escolas, poderia ser muito 1931 · • · · · 86,0!)3
maior se os paes tivessem a noção viva e
19
32
· · ·
86,430pe rmanente de que elles é que são os agen- 1 .. 1933 · · , · · · 96,609
tes publico~ dessa freque~cia ·
Ma
'>
,
em todos os systemas escolares Inquerito recente feito em um~ de brasileiros, a matricula áo inicio do anno nossas escolas vem revel?lndo que mais de entra em declínio nos mezes posteriores,q uarenta por ce~:..º das faltas dos al11mnos por uma série de circumstancias, cheg,ndo pro·,em d_a decisao formal dos paes p~ra
i
muitas vezes, no fim do anno, com a ma que a cr1anç,i. falte, p,orque della pree1sa . tricula chamada liquida, menor de:20, 25
p_ara '!com_p~nhal-os as compras, ao den- e 30 por cento do que ,t matricula inicial .t tSt a , a s visit~s, etc. . Em São Paulo, onde o systema escolar
. Na matri~ula, 0 me smo se dá. Pri- tem mais organisação e consistencia do que metro, siuanto a ~poca · Julgam os paes q~e em outrog E stados esse declínio estudado
a fi.x açao de per1odo certo para a adm1s- 1990
1 'f L ' F'lh
- d 1 • . . . • . fi em ,., , pe o pro essor ourenço 1 e,
sao o a umno, e uma ex1g·enc1a . IDJust1 . era de 30 por ceDto, sendo que na capital
ca\:el . Segun~o~ qlt~uto ao nu~e:0 de _fal: do Estado foi de 21) por cento. Vide Esta·
t as paraª elim inaçao. A admtnt St ra~ao e I tistica Escolar de 1920 - Estado de São
fo rçada a fix a r uni certo numero, depois do p ,
1
d ' . . 1 1 <tU O.
q_ual tem tre1to a Ju g ar que o a umno re- No Rio de Janeiro entretanto por
t ir ou-s e d a escola e os paes nem sem- . . .' '
' ' , uma c1rcumstanc1a especial - o ntJo 111cer· rret t e.n~am _p_ara es sas co nsequ enc1as das 1·ame1ito da »1at1·~c11/a llO dtJCOl'rtr
40
a_nno-a\ as lnJu St tfi cada s. a mes ma se fazia
e
m todo o primeiro
se-Se m esses ele1nentos de ordem - epo- 1118.,tre
esc
olar.
ca de ma tri cula e nLtm ero de falta s para P0r isso , ella ou crescia ou se
manti-a s elimi·uações - a escola não passaria de nl1 a a mes ma , durante o primeiro semestre,
uma ins tituição de emergencía, 11ue recebe parecendo, a primeira vista, que se
trata-al umn0s de toda idade, em toda epoca. va de uma vantagem a preservar e não um
A reperçussão na imprensa de qual- defeito a corrigir .
quer as pecto do nosso es forço para regula- Puro engano.
A
matrict1la crescia ouriza r a m atri cula ; só pó de ser recebi'da se mantinha a mesma com um prejuizo
• • l • • 1
'
-/I • • • •
120
extraordin ario das escolas e das classes,
que eram constituídas e reconstituídas,
du-rante todo
o a11110,
numa atordoanteincon-sistencia.
A
flt1ctua ção real da matricula, emcada mez, era, em média de 5.000
cri-anças.
Em
J11lho de 1933, S.22G crianças seretirara,m das escolas e 5.414 se
matricttla-ram 11ovameute.
Não era possível nenhum trabalho
or-ganizado, em taes escolas.
A effi.ciencia do ensino, sujeita a taes
diffi.culdades, não podia deixar de ser baixa.
Em prio1eiro Jogar, impunha-se dar
•
•
A ESCOLA PRllYiARIA
---·---
--- ·--
--
. -·· --
. ·- . . .á matricula uma consistencia e re gt1l ari-dade maiores, todos esses factos devem
ser encarados, não como fatal idad es, ma s
proble mas a resolver , deffici~ncia s a
cor-• •
r1g1r.
Que a correcção se · e&lá fazend0 \·e-se pelo seguinte :
Mat,·iczila:
;\ bril . . . l\1aio . . , Junho. Jull10 . . . 1930 80.872 81.201 8.2363 81.123 • 1931 86.053 85.4 13 86. 441 86.77 0 1032 1033 86.430 96.609 87.250 95.600 87 .467 93.411 86.3•0 89.6 1401·de11,
á matricula, para que a escola e a Agosto . ,classe podessen1 vir a ser constituídas e Setembro.
responsabilizadas pelos resultados do
en-80.422 77.979 86.870 85.856 85.307 88.71 5 83,713 9 1.345
sino, Emquant0 em 1930, 31 e i32 a
n1atri-Foi o que fizemos. Marcam.os o mez de cula se mantém quas1 a mesma, mas co1u
Março para a matricula, que foi, depois, ttma formidavel oscillação r eal - eu1
mé-encerrada, e regularizou-se a ':!liminação dia de 4 a 5.000 alumnos - e em Setembro
por 20 faltas nãojustificadas. desce em 1933 a matricula declinou até o
Dessas duas medidas, deveria decorrer mez de Agosto, sem maior oscillação re<ll
logica111e1zte,
a diminuição da matricula, no do que a desse declínio ea
sce
1td
e
emSe-primeiro · semestre. Isso era não só espe- tembro, com a nova matricula do
i11t
cio
dorado, mas inevitavei. Acabara-se com ore- segundo semestre.
gime da esco:a de emergen".'.ia, onde as Em 1930, 31 32 a oscillação se fez
it··
co'..lsas nunca se chegavam a organizar, es-
regula1·t1ze1tte,
porque todos os mezes ~ran1tando tt1do, sempre em aberto, por ter- mezes de matricula, havendo. em media ,
minar. uma grande fluctuação consequente de ma
-As turmas foram constituídas e elas- tricula nova e de eliminações.
sificadas e
,qa1·a1itidas.
digamos assim, Em 1933 a matricula bruta seman-nessa constituição, até o primeiro se- tem com um 1declinio de 1,04
º/
0 de Abrilmestre. par~ Maio; de 2,27
º/
0 , de lVIa io paraJ
11·As eliminações passaram· a ser feitas nho; de 3,92°/o de Jt1nho para Julho; de
regularmente, dando-se como erd natural, 0,93
º/
0 de Julho para Agos,to. De AgosL_oa reducção do numero de alt1run03. Termi· para Setembro, deu-se, P?rem, o
a~cr~sc1-mi11ado o primeiro semestre, reclassifica· 1no regular, de nova ,matr1c~la, de ~.96°/o_,
mos os alumnos foi novamente aberta em 1
I
O
progresso esta na ma1orco
1z
szste
11
cia
' • d 1 O'
Agosto, a matricula. das cla~ses e no ma1or num_ero e a umn s
O
edital publicado e 1ue levantou cer· beneficiados com a reg11lar1da tl e dasmes-to éco na imprensa, referiu-se
á
diminui- mas.ção da matricula no primeiro semestre e No primeiro regillle, todos •.is mezes
visava dttas coLtsas : era111 ele constituição e re co nstituição de
111 - Tornar conhecida a diminuição, classes: no actual, só os mezes de Ab,·it e
no seu numero exacto, ,para qne se pu- de
.1
1gosto.
Ganha a escola, ganl1an1 asclas-désse fazer juízo sobre a mesma. ses, ganha o professor e ganh~ o ,tlu111110,
2n _ Soli f itar tim inquerito sobre as porque todos ficam sabendo 111a1s o que
po-causas das eliminações de alumnos, para dem fazer,
qui! se pudesse estudar as medidas para a Além disso , seria ingen uida_de não \·er
corr.ecção c!e um do3 males do nosso sys que o decrescimo
ê
anin1ador, st o compa-tema escolar. rarmos com outros systemas escol~re s,
No intuito em que nos achamos de dar mesmo aquelles qtlC merecem os maiores
'
••
• • { • • • • • • ' • IA ESCOLA PRIMARIA
elogios. Emqt1anto, na Capital de São
Paulo, em matricula de 66.588, a baixa é
de 13.362, ou sejam 20º/ º, no Rio de
Ja-neiro, t) maior declínio, em 96.609 é de
7. 894, ou sejam 8º/0 , logo melhorado com
a matricula do segundo semestre para
5 º/o · ~
Isso, entretanto, não impediu, como
não impede, que cogiten1os de reduzil--o
ainda mais, publicando esse declínio e
so-licitando para o mesmo a atten ção das
au-toridades escolares, ainda que 03 mal -
in-formados julguem que estamos a procla-mar fracassos.
121
Não nos deteremos no eruper.bo de
habilitar o syst·eoaa escolar da Capital do
Paiz a ser o padrã0 dos systemas escolares
dos Estados, em vez de lhes irmos pedir escalas para os nos:::os julgamentos.
Nefse esforço, . contamos com a
im-prensa da cidade, je cuja collaboração se-ria impossi vel prescindir,
Está ahi, em que fica o propalado fra-casso da escola elementar publica do Rio
-de Janeiro. Muito ao contrario, nunca
es-teve essa instituição tão consciente de seus
progressos e tão obstinada em consoli·
dai-os e desenv@lvel-os.>
J
•lnlluencia do Renascimento na Educaç~o Actual
(Conferencia realizad,1 pelo Prof. Fernando Silveira, na
''Sociedade
Carioca de Educação)
Quere111 algL111s J)e11sad,ores qLte têm: CLtlo, XVI, 11a E1.1rop:a, caracterizacla pela procL1rad.o, tirar, c.110 J)assad,o, qo,ncl11s.ões reno\1ação da arte e e.ia sciencia, · _
esque-fJara 1cJ, futL11·0, qL1 e a H ist,01ria se 1·e[)Íta cidas 110s te1n·po.s :a11teri.or,es e111, qt1e ·as
e1111 ciclo~ CL1j1a diLrraçã,o, 11ã10 é em: absi::i- prccccupações 1'.eligiosas se ap,ossava1n1' de
luto, co11l1ecicla. 011tr,os, levanta11d,o-s-e e111 tc das .as i1nag'i11,1ções. QIL1em1 ,d.iz arte e
.011da 1·evoltacla, clizern qt.1 e a J1ist,oril1 11ão scie11cia, ,diz ,apenas t1111·a co.t1sa qt1.e é a
se 1·e1)ete, e, e11tre elles, Vacl1,er c.ié La- ·p1·oct1ra d,a ,1erc.lad·e. A scie11cia tJrocura
pc uge te111 aq1iella celebre JJl1rase, 11t1111 a verdade JJeLo:1raciocini,o, a é11·te procLtra a
de s, e11s Iiv1·,o.s, <<11 oit1s co,t1ro11s ~,ers l' I11- verdaci'e !J:elo :se11ti1n1ento e, co·n1,o ,o
se11-cc,111111, 1n1ais ja111ais !e l)assé :i1e 1·evie11dra, tiiner1t,o e o, racioci11io 1e·stão sem!1Jre de·
ja·n1.ais.>> São antitl1eses elo p.e11san1ento, mãos dadas, 11ão JJ,óde l1a,,e1· sci1encia
ver-são, dizeres a11iag·o11ioos tJ1·0\1,e11ie11tes das , dacl'eira se111 11111 p,ot1co ele senti·m·ent10,
cci-c bserva,ções sobre 10Js n1es11118,s fatos, 111os., 1110, 11ã,o póde existir 1arte se1n1 c111e esteja tra11dc-n-os flag·rat1te1ne11t·e qt1a11to ,o as- a1111Jarl1cla peto raci oci11i.o. E11cara11d10-se
des-su,n1:pto,
é
c,o.111pl exo JJara qtie cl,elle se te 1n11ocf,o, tü· re11a,sci1111e11to se reveloL1 fJ·elo · possa ti1·ar t1111a il,tção perfeita ie ise11t.1 s11rto, fo11111idavel de t1111•a plieiade d,ees-de critica co11t1·,1ria. Mas o, ,11osso, espírito, piritos t111e a11ci1ava111' pela JJ,esquiza da
ver-- q11er qL1eiran1os, q11er não, - ·.se tleix,1 <ladeira razão, de ser d1as coLtsas e é, de arrastar cc11ti1111adan1'e11te para o c,o,11frr;11- tal 1orcle111, essa a11g1.1sti,1 q11e arrastava ,os to ,das ép101cas d·ie,11·sas, 'pa1·a a ap1·eciaçã•or IJOv,os a 11ma 11,o\1a ,01'ie11tação, q11e os
d.os q11,ad1·0.s 11ist1ori co·s difer,e11tes, iJOrc1uc pro1Jrios políticos se tleixara\nl ta,m•be1m in-está dent1·,o cie cada t1111 c.le 11ós, i111anc11tc- flL1c11ci,1r JJelo 1nes1110 ard:o.r, pela 11nesma
n1e11te, a idéa e.Ire C\OJ11[J,tra1· o dia ele l1 oje a11cia, 1Jela 111esma i11qL1iet11de, e .
p1·0c111·,1-cc1n11 10 c.le l1,011te111· ,e co11str11ir cast·ellos ra·n1 i111pri,111ir, .11a co-11stit11ição do,s estactos,,
JJaJ'.a ,a·111~111l1ã com o 1n<1~erial qL1e se l)C)S- o CL1lto do !)ello 011 o c11lto1 ela ,scie11cia,
súe 11a ves1Jera. Est;í. fóra .ele dL1vicla, e11- e11c1t1,1nto cttie reser,,a,ra111, ciosc1111e11te, para treta11t,o, l!Lie, se ,o,s jJl1e11.on1·e11os J1istori- as tJ1·1oprias }Jcssôas, 10, ct1lbo d,o· poderio e
cos 11ão, se rep1ete6·1, as ci,1ilízações se s11c- o p1·estigio do mE111d,o. Não foi .a
1·e11as-ccde1n, .011 110 111es111,o loc,:11, ot1 e111 c,11- cer1ça 1rn11a fc)rça 1nagica c111e ti,,,esse
lc-t1·as áreas, pe1·111'itti11<.lri, cJ,este 111oclo, a \ra11taclo, ao. i111,p11lso d1e 11111a va1·a de con~ a11alisc de certos fe11,on1c11,os 1soci,tis. l)e- clão, I1 o111e11s e rn11ll1cres, scie11tistas e ar- ·
fi11e-se a re11asce11ça ,co'in,o scr1do, a <Íp10- tistas, estaclistas e g11
1errei1·,os. N,ã.o. O re~ ·
ca qL1e se 1este11de do, séc11lo XV ao sé- 11asci111e11t,o se cfectuo.tt en1 on(ias ·
sue-•
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122 •
1 A ESCOLA PRIAt\ARJA
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-cessiv<ts, cada Clual atJa11I1a11clo, u111' ter1·ito- directrizes <lo renascim'e11to? Poderen10,s
rio, cacla qt1al trad1t1zi11d.o., 001111 111ai.o,r i.11- resp·o11te1·, t1·es: 1a cientifica, a ;;11·tistic.1
tensidatle, :a i11dol1e ,d!o, tJ,o,vo qt1e al1i l1a- e a política. A artística, com· A1·iosto e
bitav,a. Se aprecia1_.111os d·evi,da't11e11te os Tasso, co1m1 O,an-atel,o, e Fra A11g,elico, com
quad:r,os- l1isto-1·ioos, veren1 os qu,e 11a3ceu Miguel Angel,o ,e Rafael, con11 .B1·amante
antes d,o século· XV, e1111 d·eli11 e,os, ein' te11- t Mariooo, oom: Pint1oricI1io e C·eli11i, e,
tativas 'ln:edro sas, co,i11 as figtiras ,c!,e O.:i.11te do·minanc!Jo, a to,d1os, o Vttlto inc;onfttndivel
e de P~trarcl1a e, talvez 111esn1·0 11ão, tosse de Leonardo D.a Vinci.
errado, co11traria·m·ente ao, q11e de l1 abito Oisse11nos, 1a11teri,01·1ne11te, qtte a
cien-se faz, collo-car, oo,1n10, p1·im1eiras 1
n1anif,es- eia e a arte p,esq11iza,m ,a ve1·dade e, [Jor
tações, ,os dois g1·an·des -JJ·ensad10J·es ,qtte esta affirm1ação, se oo,mprel1 endc ,o va lot·
foram' R,ogeri.o Baco11 e TI1,0·111-az d'e Aq11i- dos conhecimtentos artisticos 11a co11sti
tui-11,o, a·111·bos do fi-111 dlo séct1lo XIII, !m!as çã,o. d,o cerebno,. A arte se ma.nifesta co -c11j1os ensi11·a1n·e11tos· se. [Jr;o.jetan , até l, o- mio, re1Jr:od11cção. ,dias I forn1as da 11at111·eza
je. Et111 101J,osição·, ta1111be111 só tardi111ne11t~, e é, assi:m·, 11m1a· das m,odalidades do
me-pel,o séc11lo
XVII,
app,areoeu ,o, rena:;ci- to-do, ·de 1ob:servação, ot1 ent'.'ío se ·.n·a11i-mento, na Allen1•anl1a 1e 11a Holland'a. Dir- festa oom:o tna11s p.o,sição dos se11tim,entos
~e-ia que ,as tr·e:vas da id'ade ·111édia, qtte ,ou das forças que se ,enoontram e111 to1·na
a pe11umbna do,s sécttl,o,s a11teri,o,r:es, ·que de nós, pana fór111·as conl1eci,das . . Na art·e,
{a no,ite esc11ra d'os · p·eri,od,os precedentes,. co:111,0, 11 a cie11cia, ·tudo .se realiza ti o 111es
-mergt1ll1ar.a·1n· 10s }Jov,o,s e·n11 .. tal inferiori- mJo, im,odo, segttncllo o aforism1a de qu E;
dadle 1n1e11tal qtte 1rm1 in1peto, f.or11·1idavel nad/a pr.ovém' ,d1o cerebro q11e não, tenl1a
se oonstitui11 lança11do1,. 11t1,1111 ·g1·a11,d1e vô,o passad,o anteri.o.rment~· peLo.s sentidos._ ~
para ,o p·ro,gress,o, e para .a ct1ltt1ra, nações
é
·,p,o,r isto1 que ,a enstn-o de cl·ese11ho, 1111 ...q11e estava:m 11u111a ·decad'e11cia, real 011 cial,m'ente,
é
d.e ta11to ,1alo,r, sabendio-sea.par:c11te, 1111,1s cujas 113ci,011alid'ades p,?s- que ,o, 'd'ese.11v1olvi1n·ento, i11telet11al se faz,
suiam1 f.c1·ças e111, estado, latente, e11erg·1as em pritmeir,o. lagar, d:e1Je11de11te dos
nnol-qu,e, t1111a vez .deflag·raclias, JJoderia·m ·tor- des ,objetiVJos ,e., .só ím·ais tarde, se ,c,,Jtl··
11ar-se verd1ad:eiras alava11cas de ·,e11gra11cl1e- dici ona ,ás a·bstrações. O e11si11an1e11t,o 1das
ci·m·e11to. Mas não, é facil .evidenciar ,o artes ,o'bjetivas, na primeira ;i11f ancia, é
qtte ío1·an-i: os pr11n:01·di,os .'d10 re11asci1n·e11to. de tal releva11cia _ q11e a s11a i11fl11e11cia se
Basta ace11t11.ar qt1e, .:111aliza11do ·d·ois pe- n1anifesta depois .en1 todios ,os
a1Jrendi-riodos ,p:011tificaes d!aqt1ella ép,oca, ·e o de zadios, faze11·dlo s,obresair aqueles qt'.e.
Alexandre V l e o, ,de J 11lio 11 (se·111 e;o11tar · dispõem· ,d'esses recursos seguros e p1·ec1~
os 1po,uoos 'n1ezes .e1n q11e ·O· Cardeal Pico- sos.
Ji·1nini Pi,o, III, fingi11 de Pa1Ja, e11tr.e Lá, no renasci1ne11to, e11co11tran1os os
ttínl e '.o:ut1~0) is,0,111,os larrast;;tdos <l co11siderar conselhos de Le,onard,o d1a Vinci .sob1·c as ·
Juli,o, II oam10, sendo o, grande pr,o,te cto1- vantagens d;o dese11I1o, 11a forn1'açã? ,dos
<.ias cie11cias e artes, ,11n1 (tos i11sta11r::1d,o,res tipos i11teletttais, }Jelo dese11v,olv1111cnto
do :ren,asci'ln1ento, "e1n•q11a11t,o qtte a fig11ra de das f.act1ldades d·e ,observação e de me:no
-Alexa11dre VI a1Ja1·e.ce, ao ot)11trario, co1110 ria, exercitando o 0Il1ar, co1mbinan·do 10
t1n11 espiri~o de -diss,ol11ção, 111erg11ll1~d·o. no gesto 001111, 10, q11e fico11 11a re.te11tiva, tra
-conf11si,011is1m10,, e11ovelado pelo ego1~1110 !e ze11clo :d'esfe 11nlodlo, 1a ·c-oorde11ação e a
pre-IJe]a ,am1biç.ãio-. Entret,111to, be.1T1 aprec1ad,o 1r) cisão ele ~111ovi'111·ei1tos. E 111ãio1 é sómente isto .
govern,o Ide Jt1li,o II, 1:iercebe-s,e qt1 e ,este Aqtteles q_11e_ e.11si11a!1111 cienci,1, sab,e;11 a
di-nada lmais fez senão c.o,i1ti11t1a1·, li11l1a por ficuldadle que certos clisce11tes a1Jresentan1,
1linha, a p,olitica e a orie11tação :esb,oç:i<las tJ or vezes, •e.n11 iso lar 1t1111 ct.etal!1e, e1n
1·~-JJel,os B.o,rgias e principal1'?1e11te pelo ,c~r- saltar 1t1111a ~11i11t1cia. E11tretar1to, ,essa
d1-deal gue1·1,eiro Cesa1· B0rg1a, l10,n1em ct11as fic11ldad'e poderia ter. sid:o, di·mi11uida, s inã,o
idéas .oonstitltira1n· gra11de e11sina1n1e11to, s,o- mes1n·o re11!,ovida, }J,eLo e11s,inar11er~to ,de
bretud:o ·se nãio to-mar111,os e1rn, co11sidera çãc, artes IJlast1cas. O que se tJrecontza, 110
apenas, 1os lados ·1n(to,s dia stta vida, lados ensino, 111odern·o1, já ,era aco11sell1ado pelo
estes IJro~enie11tes em gran·de [Jartc, ldros ge11io :d;a cie11cia co11f1or111e. se ·depreer1de,
costumes da época. Mas quaes as gra11cles não só111·ente d:os se.tis escrito·s, -co1no,
• • ' •
A
ESCOLA PRIMARIA - - - · - - - f' ' • •12
3
•tra~11ben1 das sé ries ct,e cacle1·11,os de c!ese11I1o,
genio
tlrt
bell,
ez.a
,
g.
e
,1io
rlc1
Jorf;Ct e ge,zio.que 11,os lego11.
elo
a n1101·. Vej,an1io,s 0011110, essas ttjes c,01·..,N,a cie11cia, Sa ,,a11,arola, I(e1Jler, Coper- rentes s,e 1nanifesta·n1 11a .época actt1al.
I11-nico,, Ga lil e11, ·rycl10-Bral1é e o 1Jrop1·io disct1tivel111·er1te, ra JJat·te cie11tifica
conti-Da Vi11ci, 1Jre1J,t1·,t1111 o adve nto c.l!o, mc1 ;)(!o 11t1ot1 11ess1
,
1
g1·an(le ev1olt1çã1o:, iJe1•111itind,o de observaçã~ dic \011de. res11ltm:ia.'
º
·
:m
e
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o Otte ven11os ,luoje, ,en1 111ec,a11ica, .e·m1 q11i-,111etcJd,o, ex1J c.r1n1en1al. Ta1ne, 10 gra11c!:c IJe11- , .n1ica, em electricidade, e'm mathematica,
sador, escrev,et1: «Depo-1s ·de ·1n'1.1it,o.s ,sé-_ -apresenta11d,o, 11esse d1ecorre1·, indivíduos
c~1Ic,s, ,os l1 0~1 e11s ,1l)r1ram -os ,oll1os e oormo Lav,oisie1· qt1e co11s,eg11íu i11tr.oduzir
v11~'nli> . J),~d1er1a111os acresce11t,1r c.111e, ,de- o, '111etoc!10· 1J1·eciso- 11,as jr1vestigações d~
p101s de sect1los ele [Jroc11rar,en1 a razão lab,orat,ori1o,; 1o Marqttez de Laplaoe q1.1e
de tuclo, 1101 alén1' e d·e esperarem e11oontra11 conseg11i11 nos (Jres·entear co111 ess.a ,dad'iva
a exp li caçã,o e1n· trm IJia110 tra11sce11de.t1te, di\rina, que é ,o calcttlo, ,de pro,babilidad,es;
os !1·om·ens v,olveran1 o 0Il1ar para ,o q11e Bt1ff,o.n ,que 110s leg,o,u a rntag
1estade de
l1av1a e111 torno e ,,iram qtte a ,divind·ad·e un1· e11cicl,opedis1no. 1·.ar1o1; e, os 111il!1ares
(lLte b·11sca,,arn' longe, ·estava die11tno 1lle- de :e,sp,ecialist.as dro, no,ss·O· sécLtLo, ,entre P.S
les 1m'es·1n1os . O J10,n1;em que ,até então, ,aiJe- qtt ,1is ap::11·cce·n1· Arrl1e.r1it1s e f)Ja11clz, Ein~
11as .pov,oa~~
,
o
11111ndo, d·escobritL ,o 1n1t111d•o, stein e Rtttlterford, Lore11ze e Br.oglie,e·111' q11e v1v1a. Da11·tec e f),oi11caré, 810,!11· e. Fret1d. A
cier1-Ha, co1m'o qL1e a revolta em todos os eia at11al, é fr11to,, ,JJ10J·tant101, .d,1 cienc/a,
esJJirito.s. A esoola , d.e Aritoteles, i11fi11me. ~.l'aq11elJ.a ép1oc3:, li~a_ndio,-se 1111·m·a série ,
in-para algu11s, qt1eriam1 a volta :da escola 111te_'.·rLtt'c1~ (fe aqô1s1çõ~s pr,ogressivas e
1
de Platão. Telesius, gt'.a11d'e m'entalidad'e dad1v,osa~. fv:as e prec1s.o 11,0,t~r - e 1essa
e g1•ar1de ct1Itt1ra se rebela e JJttblica ,ttn1 ,o,bservaçao e de gra11die pr,ofundeza JiJara
livro, tor11ado, celeb11e : <<A 11atureza dias O· noss,o, 1·aci,o,cinio - , é preciso 110.tar ·que
c:ot1sas jt1sta'l11ente a1Jreciadas», 11,0, qttal
'
ª
c_ier1cia fJrodttziLt de1111,1is, ca111i11l1,01tt mais,pedi,a qtte a at1torid'ade de Platã,o e a (fe ra1J1da;mente qu~ as ,outras, a ,artística e
Aristoteles fos s,en11 substituídas pela aiito.- a 'p,o,Jitica,. e .de tal orde·m· foi esse jm~
rid,ade 1111.ais forte da iobse1·v::1çã,o ate 11ta pulso 1que a estr:ada p,erco,rrida fe-la
dis-cLos fatos. tanciar-se ,das cJl11as, trazendo,, 11a ,s1erie ,d'e
·
J:í
111aqt1ela é1Joca a cie11cia caí11i11!1,1~ conheci11T)entos ,pr·eci,osos com qt1e ·se ,ves-. va 1mais depressa 4o ,tllle a p,olitica e te,
.
'
º.
des,equilibrio. e essa :a11gt1stia a quealguns }J,agava1n11, oo,n11 a ·vida
1o.u oom' per- ass1st1mos n,o. scenario, dos r1osso·s ;dilas.
seguições, a c11l1J,a in1aginaria d,eriv,ad:a d,os No, esf,orço i11gente ,de 1a,p·re11de1· ft v,
er-la11ccs en1 qi.te. se colo,cava1m,. Bru110.
e
dad'e, as conqttistas são de tal ord,en1 a,ueSav.a11ar0Ia queim:ados, Galileu,, .e Tele- a l1umanidatte se se11te peq11e11a e o.
110-sius seq11estrad1os. · m'em' se s·ei1te 11111 nada ,dea11te d,1 ,obra
•
Na p·olitic-a, so,bi·esaem' B,orgia 1\1a- oonqttista~a pelos l1011fe11s ,e co11str11ida pe·
cl1iavel, J11Iio, I l, Francisco, I, Luter,o. E' la humanidade. :
na verd'adie gra11diosa, a 0011ten1·plação 10;::> Alçam-se ,edificiqs ao.s cé11s ,e apr,
of11n-q11ad1·,o- historioo, q11.e se d1ese11r,o.Java ,na clar11'-se galerias 11as 1ni11as; apareJl1os
, !)Cll i11s11l1a 1·oma11 ,1 11a11qela ép,oca . . E, qttCITT! baixam nas agitas e sobrepõem-se ás n.
u-(1tlet· que seja q11e se 'debruce p1ara ,o, p·as- vens isolados ·d'a IJt·essãio alta :ou da pres-..
sado e volv:a ,o, ,oll1ar án'entaJ,m·ente }Jara são baixa, p~ocura11do s,ondar os arc;inos
esse espet,ac11Io, l1a e.te ,se11tir 10, arrepio, das ;alturas e d'as profttndezas;
:microsco-e io fren1ito p110,duzi-dos p;elas g:ra11d·es pios e telesao,JJLo,s JJe1·scrt1tia1111 ,o,
ime11-att1ações e1n' q11e férvill11:1rn pen,;a1ne11t.os sa·111ente ,1Je.q11e.n,o, e ,o, i1n·e11sa111e11te
gran-e !obras transce11d1entes. U,;11! d;os ·grandes de, tentan,ctlo, enco,ntrar a verd·ad.e ,entre
escrito1·es co11tein1J,ora11eos. Ed/011ardl Sc!1t1- esses dois infi11i~ps; 1a q11imica e a física,
ré, chamo,11 a Dante, . Leo11ard,o Da Vinci,; at,o.mica e m·olec11lar, ·esforça·1n-se em'
:
de-Rafael, 1''1.ig·t1el Angelo, e Co,rregio de ter, na carreira v,ertiginosa, o, e11igm1a ·da
<<
prop!i
e
lris d,
r
t
,,e,1rr.s{1e1tça>> e cog11,o,1ninot1· vida; ,o ho1m·em1 se se11tc grandie pelasos de
g;etzio c/.a
f
é
,
ge,ii,o, dac
i
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11ci
c
z;
icle,ações e peq11e11,o c.iea11ie das realisações,•
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12
4
A E:SCOLA PR!MARIA
• . . •
1 •
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ao, ao11te111'pla1· 10 quad1·,o em titt e se ofe- d,o-s cé11s, q11e se Jen11bra ete1·11 ,1me11te d e
rcce. a 1ragedia ele tei· t11do e r1ada 1Joder, ttti e :exi st,e al g1.11n a coisa (lLJ e elle 11ão sabe
se11t1~cto q11e . -as c,011~1.1istas cie11.tificas .
o
,
q11e sej,1,1c111 e eJ! e 11ão- sab e ,011cle ,esteja,
co11st1t11en1 _!~minas de_
·
d?~
s
,g11,m1es, 111ven- n1as de c11j,a existe11cia 1·eal clle te1111 atancto, :art1f1c10,s q11e fa c1!1ta1n ,o. traball10 certeza ,e, IJ:O·r isto, o se11 eSiJÍrito b-aiJa
m1as qtte 1natan1 os hon1ens, ide.alis:1ndo. da cie11 cia }Ja1·a .:i ,1rte e da art e }Jai·a a
b·alsam1os q11e_ miti~a111• as dc'.lres ,e 1J1·0- cie11 cia, la11ça11d,o JJ,o.11tes le.vacli ças ct1ja
J.onga'?11 1a_ ex1st~11c1a, ao, 1111:esn110 te111iJO exte11são, é, cada \1ez, 111aior, •sem, e
11tre-. q11_e l'ma_g·1n,a•n1 111s tr~rm er1tos qtte p,oss,1n1: ta.nto, ,tJ•o,ss11ir a direcçã:o seg11ra, ,d:e !11 odo
).:e1fa.r tm11ll1a1·~s d•e vidas _ 11.0 _111e11or te1111Jo, a ,cl1eg.ar ao po11t,o. desejado . . Veni·, eritâo,,
~~·ss1vel ; e;nf1111, ?011s eg·11!n~o,. cl1am1m·as _vo- o c,?rtej'.º ' dos id ea is i11atiiig iveis, ,dos
r~zes q11e, destr11111d,o. ,o, 1n11111g10,. ,os carbo- tieseJ os 1ncoa11JJ1··el1ensiveis, d,o eter11 0
iR"l-111za ta·m1bem. J)•o.ssivel ;des ejad,o, q11e cerca ,os SLl!Je
r-A ,parte q11e s•e refere
:
í
arte, [)r,ogredi11 J1 ome11s, ci11gi11do-os 1111111a i·êcle de :µ11g11s-tam1be1111 bastante, 1111as 11ão ·se pócle ,dizei· ti·a e tl e i11q11i e,ta ção. E' a al111a c,011tr,
1-qt1e ,o ca·111'inl10, tra11sp,o.sto tivess,e tido a I feita de Pascal, nã o co,nseg11in do, :mercê
·n1esn .. a ext,ensã,o, d·aq11elle t)ercorrido pela das s 11as i11dag,1ções, decif1·ar o ·enig11fa cti<>
cie11ci,1. f ,osse f),01·qt1c já e11tre 1o,s Gregos tini verso; é o l,011stra11gi1ne11to, 1de Mig11el
e ,os EgitJci,o,s 1a11tig;os e 11a tJr,o,pria Ro·n1a A11gelo,, 11ã.o tJo,de11(i!o obter· ,tlLLe ,a estat11a
tivesse tido gra11de des e!1volvimento, j á de Moysés fal,1sse; é a to1·t11ra q11e· to.dos
porqt1e ,o, se11 ,a·m'bito, tive.sse ati11giclo, ,01 se11ten11
11a 1obra co11s11111a cla e111 c11ja
exe-)naxi•mo, de aperfeiçoa·111ento, o .;qtte é facto c11çã~ foi gasta to da a e11ergia, se111 co
n-é q11e nã,o se póde oomtJarar a gr,111lieza seg111r-se a JJ1e1ieição. E 'busca-se 11111,t
. ele 1acquisições ci entifi cas co'111 a elas ac- 'o.11tr·a realisaç.ão co1n' ,o 'n1es1no ,arelor, c0r11
qt1isições artísticas 110s 11lti111os .tc1111nos.
a
1n1 es1111a tJersis1-e11cia, co1n1, o 11nes111,o, en-Basta fazerm os o co11f1·011to de 11m1 tralJa- tt1 sias111,o, ilu1ni.11acto. lJela cl1a111 a el a es
-1110, de Leonard10 Da Vinci, :c,01no seja ,o pe1·a11 ça t/LIC f,tz es ,1uecer tro1Je ços e
<<Mo-to, ,e 11ist1ra Deli' Acq11 ,t>>, oo,,n!o. ·base ,obstact1l o,s, dece1Jções e fracassos, neg
:.1ti-cientifica, e a lição so b1·e. ,trte pro111111- vas e i11 co n1pr·el1e11sões, e, 11 essas crises,
tiada p10.r esse vt1lto ge11ial 11a acacle1r1ia. se evide11 cía então, a g·ra11d'.eza do. es1Jirito
de Mil,ã.o,, para ,o,bservartnio.s q11·e .a orie11- l1111na11 0, ele.ntro d;a ~11,1 tJr,o,pria peq11,e11ez.
tação, 1artistica •mt1ito· p,ouc::i se 1nodifi cot1 , Ad1r1ir~11c1Jo, o, J)a11tl1 e,on ele AtJ1:e11as, Ve11us
etn·quanto c111e a cie11tifica foi rerno,clel,1d,1 de M1l o, a Victori a Lle Sa111iotrace, a Es
-inteira·m·e11t,e. J)o,den1,os ·dizer ·q11e ,o. re11a;.- fi11ge, 10s t e•111'[)l,os Egi11ci10,s, .as ri1i11a s
ci·nl'ento, se caracterisa, e'1?1' scie.11cia, pel ,1 de P,011111éa, as JJi11t11ras cl-o V<ttica11,o, ,as
volta :a;º ' ·metl1,odo . es1)1e1·1_me11tal abar1do- gal erias de Fl ore,11ça, ,o,s palacio-s 211o
t1-nado, •d1esde 1a ?r:ec1a a11t1ga e esse :ili~- t·iscos, ,as pi11t11ras de Wé1tea.11, ·t1'e Va11tlik,,
th~od·o,, n,o,s dom1111os __ tia ~11·te, I? OLIQ:Ji 1n1a1s de R11b e11s e, 1111oder11ame1ite, as oo ncep.,
{.)od·e lfazer d.o· qt1e 1:1 f,0,1 pr,at1cado,, 1,or- çõ es s11avissim,as ele f)11vis cl,e Cl1a\1an11es
qttanto, elJ.a, 11ão est11cla11c/Jo o i11diviclt10 l1en1· 001n:o, ias ele R.o,di11 de. Blo11delle1
I ' "' ' , ) 'd' d1 b ' , ' J ;
em ""1, p,o-r~n1 as qt~-a I a_ .es <>as 011 1111as lls d1ffere11ças 11ão são tã,o grand'es.
E
éd~ l11rn11ar11dad~ ~1111l7 0!1sadas e111 t11na tJ01· ist,o qtte disse111,os t e1· l1avid:o grande
~!1t11d~, 10_011cret1sad·as, as Viez~s 11111n· .~esto, di sse-mell1an ça ,tl e. i11te11sitlé1tle 11 0s trajetos
1::1 att1ng1Lt 11n1 _po11fo ct1lm111,a11te, J[t es- d:a cie11cia e cl',1 arfe. Restét ,111,1lis,11· a
teja perto, do fastigi,o,, Diss·e Leo11ardo face IJolitioa e essa é da 'lnai or im1Jorta11cí;}.
na s11a 11lti1n'a lição, <<O 1110,mem· só ::111111 tJar·,a a eclttcação, d'os p,ovos. Não é tanto
JJro,f11nda·m·ente ,o _i110~,11quista\~el e 11ão ,en- a scie11ci,a,, nã,o é ta11to ,.1 arte, q11 e ·n1lo
cli-candece o,. :eu ·deseJo se11ão. [<LO cl1oq11e fica ,a ev,ol11c,,:ão do, paiz e ,l ,evcil11ção idas
ela .. o_o.ntr,ad1çao>> ._ Phra_se pr:of1111da q11e ri os 11acic11alicl,Icles. E' , 1111 11 o~;sa apreci ação, :o,
explica 10 ev,ol111r rap1d,o, dre alg111n·a co11s,1 lado político, ,aq11ell e q11 e •111'ai or i1n1Jo1· ...
q11•ancl o esta se acl1a •e11volt :1 e111 misteri o: tancia poss11e pa1·a ét etl11cacão act11al. P o
-e, em1 ve1·dade, revela q11e 10• l1omem ha dem os asseg111·ar q11·e, se
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Sl'ie11cia e .ade ser s,e·mpre esse eterno, D.e11s, cal1id'o a1·te, crisalidas 110, 1·er1asci11i.ento, fizeram
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a s11a eclosão, 110, séc11lo l)àss,1do e começa sâ, dia11te d'a for1n,1 do.s gover11os 11r1ita
-do actua l, ,1 l)Olit ic,1, 11 0 sett grancle sig ni- r1 cs. J\i\t1ssoli11i, Hitl er, Ro,ose\1elt Stali11
fi cado, ai11cla 11ão, ,o, fez. A de111ocracia 11acla ·111ais são( d.o. qtt e rep1·ese11ta11t~s dess~
11ã10, teve ai11cla a s11,t :cx1Jressão, :11'axi111a t111itarisin,o e,. bem '01·ientad,os 1111s e ·inal
porq11 e a ed11cação ai.11 d·a 11ão pcrte11ce, 01·ientados 1011tros, 11,1cl,t •,rn,1is fazen1 ,do
11t111 L·a pe rtc 11 cc11 ,t todos. f) arct111 os e11si- qu e .segui1·, com tr·a11s1Josiçõ es 111·asca1·aclas
11a·me11t.os, ás ,re:zJes, aos , d,oze e t reze . a11~ o ca1ni11!10 trilJ1ac!,o J)lir at111el~s tJl) e der~
110s, c.11.tâ .11 cLo 1J11ét l ~1flo1·:1 :1 1111!)l'rclétcle r11baram1 ,o, fe11 Lialisr11-o, ét11tig,o . f>ron1111c
ia-ép,o.ca :en1 q11 e, tJ01· cxcell c11ci~1, se b~IJe1111 iTI10S 1muit,o de pr·o1Josito essa palavra
por-co:1111ec1:11 e11'.0_s 11ov-os -e o sub co11sc1e11te I q11c te!11 gr~ttJcie sig11ificação, 110 .111,01ne 11to
· po~e adq1111·1 r melh,0,1· os 1·ecurs.os q11e, actual, de-sde q11 e nos co11vençan1·os q11e
n1a!s _tard ~, se _t1! 111sfor111,lçã:o e111 f:1tçJ.S . . as grr1n cl es l11ctas tru \'é:tdas e11 tre os pov·os
P,o,1s e essa a fe1çao qt1 e ·11'Ja1s 1·esalta 1110, '. e as 11ações, d1estl'e o, re11ascime11t0 até
, n11ci1ne11t o, at11rtl , 11·a11st,or11a11cJ:o [)la11os e , l1oje, são co11tr,1 o fe11tlàlismo. fettllalism o
cor1v11lsio11a11 do reg in1ens 1e t11clo l)Or e;._ 1
t~rrit ori étl ,_ . fe11tlalis111,o cientifico:, feuc.l ,1
-1·0,s i11icia es de educação qt1 e, deve11 cl:o lisn10, rel1g1o so, são exJJressões antigas
0011s11·11i1· 1_111·11 s.ub-co nsc_ie11_te_ 110, q11al se; ]1 tiesse fe11 diali s1m,o, att1al, 111a1\ifest ,tcl,o iJ
C-_s_111ta .a foi taleza ele J)r111c1p1os, pr1efere a las grandes fort1111as e11ropeas ,e pelos
liberdade de 11m: co11scie11te co,11stit11ic.l,o li- g·randes tr11sts ·a·merica11 os. T,otias es·sas
~re1nente, ape~a,r. de ~e sab er q11 ~ 1este 1n,odificações gover11am e11taes c.111e se
pas-e spas-em i)re per1fer1 co, e se111pre cp1c.l crr11 ~ san1, 11ão são, ·n1ais d,o c111e r11anifestaç.ões
(lLte des-ap·arece ct q11alqt1er cl10,111 e. ; J tl essa g1·a11d:e l11té1 i11icié1cL1 c.lesde séct1l-os
f o~-,1~111/rf. ,rfo · qti -::1·0 11orq1ie q1~ero q11e ,as e: é necessari o qt1e -fixe1n 0s b·astante a'
<::1a~ças aprese11ta'ln',_ e1·radan1e11te, exteri.o- ate11 ~ã,o sol)1·e 10s con\1t1l siona111 enios q11e
r10.r1za11do. _11,11 co,11sc1 e11te abs11rd,::>, os tJae:, ar1·,o}am naçõ es co,11t1·a 11ações ,e i11 ctividtios
dever11' •e11s1na-~ as a s11~s~it1.1i-la IJela o,11tr:-1 oont1·a i11divid11os, er11 ,1rrem,eços tie féras,
~
-º
qtter o ,ar;,itlo q1tc ~ 11rsto q rie,-~1·, 11,as- ])1orq11 e ,deles ·ti1eco rrc;11 as1oscilações c.111 e
Lida ·de 11m s11b-co11sc1e11te qt1e seJ a co11- sent11n•os 110 JJroblema ·ec.l11cacional. A ec.1 11•
soa11te _cot11 a n101·al da 11atureza. E talvez, cação, é o reflexo clir·ect o e.ia regirn'e11 eco
-[)Or al11 , a edttcação se 0011v:e1·ta na s11a 11omico, o ,en.as 0011t!1c1<)r1allo parca111r11tt'
verdadei1;a fi11alidad:e q11e
e
a tJr,otecção a ,011tr,os fato,res. A cic11ci,1 e a arte s3,o,tlos indi\1icl11 os i1orq11 e, até ago r,1, o es- e_s~ravos c.ea~t,e do, po.derio da feição f)ll·
taclo r eq11 e1· ,a ,111 orte ,d,os i11divid11 os para l1t1ca q11 e p,a1ra sobre t1n1a nação. A ,e
d11-a ,·ifia das nacio11alid·ad1es. O e11si11a1111ento caçã,o e, lJ1orta11to., fr11to clesses tJrocessos
p,olitico que l1 erda•tn/os, dJo re11ascime11to foi e, JJ:01· ist0i,. s,ofre ir11:e11san1e11te do sett
o das g1;a11des unidad·es territoriaes e do, lad,o 'malsão, co.1n·o pócle a11ferir proventos
do111inio excI11si1;o, de 111na perso nalidad•e da s11a ,orientação, bc11ig11a. A ,ed'11carão,
forte tJat·a a qt11l l1 011vess e ,c,011vergencia no se11 'm'ais alto, sig11ificado, 11a stta mais
das 1asJ)iraçõ es dos subor·di11,1cl;os. E esse , alta expressão, q11e é O· ela ec.l11cação,
in-·fe11 om'c110 póde ser apreciad:o. desde que te~ral, f o-i 011tr'ora, co·m·o é ,,inda 11oje,
e_lle .:'urgi11 _até .o, 1p,?m·e11to1 act11al. A ,11ni- o, res11ltado cl'e 11ma ,orientação politica,
f1_caçao I_tal1ana, a~p1rada po~r Cesar Bo-r- . mt1it,o, 11111ais cl,o, qu e efeito ele escolas,
g1a e so . oo,nseg111da p,or Cav,ot1r, o, so- J <.cientifica ,011 •artística. Os e11sinam.entoíl
11110 de L11tl1ero, _c1ons11bsta11ciadio· por· Bis- j de C,cin11e11i11s 1e Rot1ssea11 11ada fi:zera1Ui
n1·arcl<: :a expansao da Ho.!landa, de P,or- na p11atica, sinão, q11ê1ndo ,os gover11os
1t~ga~ e da. l11~laterra q11e, não JJodendo e11rope11s oom:pree11dend,::i, ai11 cla q11e
i11co1n-d1latar t err1torro n o co1?t111e11te, tra11S(Jtt- 1:,lefa t11e11te, 10, pr.oble111a ed11caci o11al,
per-1 zeram ,miares ,e se .l ocal1sa ran1 en1 d1ff~- 111iti1;a1m· ,cJ ·dese11,,olvi111e11to, ,da edttcaçiio
irt-.rentes po11t,os, pe1·d1d os 110 espaço e 11n1- tegral. Q q11e sc11ti·111os 110 m,on1e11to qt1e
cios 110 te111p10,, sã-o ,a[Jrese11taç,ões varias r:iassa é ,o :deseq11ilibrio d:o derenv,olvi111ento
el e 11i11' ~1es1110 as11et~ . (Joliti co-social. E' e11tre os 11a111os da trilogia rep1·esentad:i
esse_ sc11t1 rn e11t~ de 11n1f1cação e de pt·epo- tJela cie11cia, r ela arte, e pia politica. A
tenc1a c-1u e se11t1m.os rio rn,0111e11to t11.1e iJas- tJcliti aõ1 1m11i t:o 11Tais oomr)lexa do que as
• • ' • 1 1 1 •
'
12
6
A
ESCOLA
P:RIMAR!A
1ot1tras, ficott en1' at1·azo 110 ca 111i11!10, f>Crcor- se tê111' passado as grandes ,ro11,111lsões l1is
-rido tJela l1t1111·anitlade. En1 quanto, ,os ,011tr,os toricas, ,pócle, 111ell1 or lto que ot1tras 11a
-a política das diferc11tcs 11ações, parasita- 1 ções, 1l)en1 ai)roveiia r-se dos e11si11a1ne11tos.
riam'ente, ·se ,apr,o,iJriava das. conqt1istas !)e- 1 qt1 e ellas co11tê1111 :e obte1· d.as 111es111as
neficiarias d·o l1ome111 par,t materiar.s lle
i
os co11sell10,s, as do1.1t1·i11:as, as lci·s, queguerra, v,olve11do, co11t1·a o peito, a po11ta I r,c1·i11 it,1111 ,10 l),0\110, a ecl11 c,1ção ele. qtte
do instrt11mento qtie deveri,t cavar ,, ter· clle .é dign o. Mt1ito te111os feito ;1cste
ra em1 bt1sca de conforto pr.opri o. Esse partict1lar: - não
é
opti111ismo. Nãopo-é o aspecto 111ais i11teressa11te ,da inflt1e11- ) de111 os 1dize1· entreta11to que te11l1amos c:0
11-cia do renascime11to, tJ,ois o qt1 e se vê. 1 segt1id o 10 J.oga1· ci'e destaqt1e qt1e 1ne
rc-no m·o1ne11t,o act11al,
é
a Rt1ssia co11tra cem,os: 11ãoé
[Jess irnisn110. Na ,ap reciação,o feudalismlo aristo.cratico; são os Estados j dos afetos e 11a critica ,d,os fen·om·e11os so4
Unid·os co11tra 10 fet1dalis111 0 monetario: i I ciaes, de,•emos cfesi1ir preco11ceitos e
i11-Mussoli11i cont1·a ,o. fet1dalis111 0 cios par•
I
cli11 ,1çõcs, ·esc1t1 ccer as s i'.r1 1, ,1tia;; e otli J ' ,tidos politioos fragm e11t,acLos;
é
Hitler procL1rando, ,a j ttsla ,medi ela lias cot1s:is e,contra ,o ·fet1dalism10 do,s judetts, i1r1pres-
l
,1ssi111, se111 des1Jeit,:;. e sem tr,a11sbortla-·sionado talvez pela expressão co rre11te de
I
me11to, podc111os dizer t1ue j:í co nseg11i111osq_tte 300 Jttdeus dirigen1 -0 '111t111do; porém, algt1r11a cnt1sa c,0;11" as 1·ca lisações a\•a11 çétclas
'l1ns e ,011t~os nad,a mais fazem, si11ão ,ca.. c111 S. fl att! c), c 111 /\1i11as Ucr,tis, er11 Esi)i
-1ninhar ,de enco11tro ,a pri11cipi,os iCCono111i- · rito-S,111to, c,11 fJcr11ambt101J , 11 é1 Ral1i ,1 ,e,
cos m·ille11arios, tenta11do, ,0L1 d·e 111·0,:1," sol,retttc!o, n'J Districto Fed'eral, se11do ele
certo ,o,Lt de 11110id'o ,e1·rado, ,a consecução. notar qt1e, f cliz1ne11te para 11ós, :tt1do, qt1a
11-do nivela,:11e11to n1,0J1·etario q11e consiga de- te) te111,os ,obti cl,o, é calcado 11 0s ali~
rimir as perturb,ações trazidas pel o ca pi· cerces fortes da co11fr,ater11isaçã:.o ele 11:.i
-talismo.
O
Brasil, SLtrgi11do co.n10 paiz, , ções e de raças, de c1·edos e de classes.em plena nen,asce11ça, embórét longe ·dos tende11do par,a o, ,mais ,t111pl o \SOCialismo.
cent·ros ,onde s e teem passado .. as gra11des Esse so.cialis'mo, di1·igido, fortem,ente,
é
,operturbações, te·111 1·ecebido, entretanto, ensinan1'e11t,o 'maior que podem os tirar rir)
como as n,ações eur,opéas ,e ,os Estados.· jJ<assad,o, 10 1111iqo co11cft1tor lJa ra él ,·er
-U11icf os, ,o,s ·1nalefici.os clcssas lt1tas ,1i11tla·s dad'eira paz, po1·q11e não ,exacerba os es
-do .renascim1ent,o.
Já
a s11a constititição en1, IJiritos, 11ão cavét abis1T1Jo e11tre inclivid11 ospaiz,
é
,L1mi reflexo da ,1·e11asce11ça; inv<1sões e 11 ão p1·ovo,ca co11flitos i11ter11acio11 ais.de fra11cezes e de ho,lla11dezes tê1111
a mes- Que tJrcsiga1nos 11esse ca111inl10, qL1c
te-1na
pr.ovenie11cia ; a vi11da da casa reinantl". t1ha1n·os fé e _,ardo1·, 11e.ssc -traball1'l) cmem, P,ort11gal para ,,. Ri o de Ja11eil·o, e pró! da educaçã ~ que ,,i,nos realizando.
o conseq11ente i·n1perio, métis tarde, são atravez elas esoolas, qtte JJrocuremios
in-pr.ojeções ,d,o 11nitarisrn,0 de. Na1)oleão,
ti-
ct1tir no espirito, daquelles que pro,ximo.po perfeitio, d,o, político (ia re11asce11ça qt1e de 11ós t,e11l1am os com1111andos ;s11premos,
passeot1 pelo m1L1ndo, conqttistando terrétS q11e co11sigamos manter inalterada essa
li-pa,·a ,a .Fra11ça e leva11do ,obras de artl" 11l1a directriz qt1c 110s ir1111a11a a t odos 11a
para Paris, mata11d8 so,Jclados ein C[t1111Jo labuta <liaria, q1.1e m·archen1os, sen1 ·odi.os
de batall1a e· oond1.1zi11do, un11 ,estad,o 1naior e sem' inveja, sem' de:,;peito e sem
<lesani-de sabios, pedindo, batall1õ'es aios lares e •m10, porém oom· firmeza ,e co111 org11lho,
eleva11d.o a senaclores l1om·ens de ciencia para. ,o engrandecimento da nossa Patria
e artistas. Pois bem, esse Brasil qite, afa·s· e ·iJara ,o de cada 11n1 de 11ós.
taclo 1d'os fócos 011de 110s ultimas tempos
• I • • ' • ' • • • ' • • • ' • • • • • • • • •
A
ESCOLA
PRiIVíARíA
f 'i21
---
--''--
- -
- - - -
-hinguagem
UMA CARTA - (Jº anuo)
Olhem aqui para o n1appa. O José
pe-g ue o Japis e \'á tomando nota das
diver-sas despe2as. (A pon tanci o) de Iiezende ~ost-. a S. J!lão d 'El-Rei : auto-omnibus, Professora. - O assumpto, hoje, pa1·a, ida e volta - 12$000. De S. João d'El-Rey
a nossa aula va e se r: 11ma carta . l<'ran- a Barbacen,1: estrada de ferro, ida e volta
cisco, você acl1a q1.1e toda pessoa deve sa- - 27$000 , l<~m Barbétce na, deixa-se a
ber escrever um ,1 carta? / Oes te e entra-se na Central. At'é
B.
Hori-Alumno. - Sia1, se nhora. A pessoa zon te : ida e vci lta - 67$000. Almoço e
q11e não sabe escrever é muito infe liz . j,tntar ern S . Jo::i.o d'El-Rey e no re statl·
P. -
Diz bem. A penna é muitas ve- ri:.nt da Central: 3$500 mais3$SOO
e 5$000. zes, o arrim o ,le urn 11ae de fa milia. Qu al ou mai s 5$000
=
17$000. ,José quantode voces quer viver sempre ás escu.ra s , somm.ou
?
sem o benefico clarão da pen na, que se A. -Sommei l 23$000.
assemelha ,10 bemdito pl1arol do navegan- P.- Mais 20$000 p:,ra
extr:.iordina-te? Níngttem está cl,1 ro. Meus al t1tnnos 1·ios: 1'43$000. Só /com $300 de sell<) do
ao certo não ignoram qt1e mu ita gente correio, o Jo sé poderá fazer o que deseja,
qt1e por ahi anda, verbosa e elegante, con· economizando, assim, 142$700 .
tando vantagens dt: su a grandeza, não raro / Vamos lá. Comece a carta, oralmente.
não sabe escrever uma linha sequer. A., «'1\leu querido tio>, ·
Acontece sempre o que eu tenho pre- e Desejo que estas mal traçadas linhas ...
senciado por toda parte. Utn desses em- P. - ( Continuando, emphatica, em
papelados é chamado para assiguar como tom de critica) .. , vil.o en co ntrar gozando
testem:1nha neste ou r1aquelle documento. sat1de e fel ic idade>.
O moça palavroso e perfumado chega-se Não . Não acce ito essa primeira
phra-ao livro, já muito desconcertado, molha a se. E' muit o corriqueira. Ha tantos mo•
pen na e treme. Alberico, quer voce passar dos de começar uma c,irta 1 . •• Vamos lá!
por perola falsa, brilhante por fór~, ôco Co1n ('Ce de no\·o. ·
por dentro? A.- «Me11 bond os o tio,;. ,
A. - Não senhora «Desejo-lhe muita sáude».
P . .:... E você Joaquim , deseja fa7.er
P. -
Está me J hor. Serve ( A professo-feio, qt1ando . fôr chamado para escrever ra in cu1nbir- se-á de corrigir as p J1rases euma carta ou redigir 1.1m documento? escrevel-as rapidan1ente em um · p.ipel s o
.<\.., - Não, senhoril, pre uma me3 aJ -- C) segundo pe · iodo
va-P.
-
Pois bem. Vamos, então, apret1· ser for1nado pelo Antqnio. Digao lá! Lemeder a não fazer feio, a não parecer um bre-se de que precisa explicar ao tio sua
fructo com bella casca por fó ~a e nenhum má situação aqui: falta de serviço,
von-miolo no fL1ndo. Outros diz em os pedan- tade de trabalhar e de ajudar os paes nas
tes, que é coisa
á
tóa, f,tcil demai s. Dire- despezas da casa.mos nós, _nem 8 nem 80. Vamos suppor · A. - «Co1no o sr. sabe, un1 ' emprego ,
que 11m de voces, depois de sahir do g·rt1- aqui
é
1nuito difficil».po, de seje ~mpregar-se eu1 Bello
Horizou-1
P. - E5tá be111. (Toma no~a do
pe-te ou uo Rio, onde tem um parente muito, riodo). Celestino, continua o assumpto.
relacionado ao alto cornn1ercío. A.- «Corno o sr. sabe, eu não gosto
Manoel, que faria voce? de ficar a toa.
A. - Escreveria uma carta ao meu · pa
P.
·
·
-
Não, não está bem. e Corno o sr.reate. · sabe,; já fo.i dito no período antecedente.
P. - Voce poderia falar a elle pes- E uma redacção que tem palavras uu
ex-s?almente, fazendo 11ma viagem a
B.
Ho- pressões repetidas, assim, torna-sedesa-r1zonte. gradavel ao ouvido. Fale de outro modo,
A. - Mas a viagem ficaria muito Ligue o que voce for dizer ao que foi dito
cara. pelo Antonio. ,
.
P. --
Vam~s calcular a despeza dessa r\. . -«E
eu. qtte preciso trabiJ.lhar por .viagem. que sou pobre e já sahi do grtipo, venho
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