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Relação da prática desportiva com aproveitamento escolar

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Academic year: 2021

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Clemente Pires de Oliveira

Relatório de Estágio

Relação da prática desportiva com aproveitamento

escolar.

Mestrado em Ensino de Educação Física

nos Ensinos Básico e Secundário

UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO 2014

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II

Clemente Pires de Oliveira

Relatório de Estágio

Relação da prática desportiva com aproveitamento

escolar.

Mestrado em Ensino de Educação Física

nos Ensinos Básico e Secundário

Orientadores: Prof. Dr. Nuno Garrido

Prof. Luís Costa

UTAD Vila Real - 2014

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III

Relatório de estágio apresentado à UTAD, no DEP – ECHS, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário, cumprindo o estipulado na alínea b) do artigo 6º do regulamento dos Cursos de 2ºs Ciclos de Estudo em Ensino da UTAD, sob a orientação do Professor Doutor Nuno Garrido e do Prof. Luís Costa.

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IV

Agradecimentos

Ao professor Luís Costa, nosso orientador, pelo apoio, ajuda e todo o conhecimento que nos transmitiu ao longo deste estágio.

À Escola Secundária Dr. Júlio Martins em Chaves por me ter recebido, e por me ter proporcionado todos os recursos para que o estágio se desenrolasse com êxito, em especial ao Diretor da mesma, Dr. Joaquim Tomás.

Ao meu irmão e colega de estágio Samuel Oliveira por todo o ano de companheirismo e entreajuda.

Às turmas às quais lecionei durante o ano de estágio, 9º F e 10º E, pelos bons e maus momentos que passamos, e por me terem moldado, e feito crescer como profissional.

Aos meus pais e avós que me sempre apoiaram, me ajudaram e me deram tudo aquilo que estava ao seu dispor, para me proporcionar uma vida ao melhor nível possível.

À professora Dr. Sandra Fonseca, coordenadora do mestrado, pela ajuda que nos disponibilizou todo ao longo desse processo.

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Índice

Agradecimentos ... IV Índice ... V Índice de tabelas ... VI Introdução ... 1 1 – Relatório de Estágio... 4

I. Tarefas de Estágio de Ensino Aprendizagem... 5

II.Tarefas de Estágio de Relação Escola-Meio... 15

III .Atividades na Escola ... 25

2 – Estudo Desenvolvido ... 30

Relação da prática desportiva com aproveitamento escolar ... 31

Conclusões Gerais... 40

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Abreviaturas

DE- Desporto Escolar DT - Direção de turma EF - Educação física UD - Unidade didática

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Introdução

O presente documento foi realizado no âmbito do estágio realizado, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O referido estágio decorreu na Escola Secundária Dr. Júlio Martins em Chaves, sob a orientação do Professor Luís Costa. O núcleo de estágio pertencente a esta escola, era constituído por mais um elemento, Samuel Oliveira, e contou com a supervisão do Professor Doutor Nuno Garrido, da UTAD.

No início do ano letivo, o docente Luís Costa comunicou-me que seria responsável por duas turmas, 9ºF e 10º E, e ainda que iria acompanhar nalgumas ocasiões a turma do meu colega de estágio, o 10ºA. Portanto durante este meu percurso acompanhei o processo de ensino-aprendizagem destes alunos, sempre apoiado e ajudado pelo referido docente.

Este documento encontra-se dividido em dois capítulos. O primeiro diz respeito ao estágio em si, nomeadamente a uma resumida reflexão de todo o percurso realizado, de toda a atividade desenvolvida.

O objetivo do Estágio Supervisionado é proporcionar ao aluno a oportunidade de aplicar os seus conhecimentos académicos em situações da prática profissional, criando a possibilidade do exercício das suas habilidades. Espera-se que o aluno tenha a opção de incorporar atitudes

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práticas e adquirir uma visão crítica de sua área de atuação profissional. (Oliveira & Cunha, 2006 cit.por Bernardy, K. 2012).

No segundo capítulo apresento o estudo por mim realizado, intitulado “Relação da prática desportiva com o aproveitamento escolar.” que me proporcionou conhecimento mais profundo, sobre essa temática, ficando de certa forma surpreendido com os resultados obtidos.

Esta experiência foi marcante, estimulante, enriquecedora enquanto profissional, tendo em conta as turmas complicadas que me calharam. Pôs à prova os meus limites, a minha sabedoria e as minhas competências. Durante todo o estágio coloquei-me muitas vezes em questão, gerando opiniões, reflexões, pensamentos, ideias, convicções. Porém no final do ano ter o reconhecimento dos próprios alunos, foi melhor que qualquer tipo de classificação que poderia ter obtido.

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I. Tarefas de Estágio de Ensino Aprendizagem

A escolha da escola para realizar o estágio iniciou-se com um simples e-mail enviado ao professor Dr. Nuno Garrido a perguntar quais eram as possibilidades, para realizar o respetivo estágio, inserido no segundo ciclo de estudos, do Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário.

Quando me deparei com as possibilidades de estágio, fiquei um bocado perplexo, pois praticamente nenhumas das possibilidades apresentadas eram compatíveis com a minha atividade profissional, pois as escolas em si encontravam-se demasiadas longes da minha atividade profissional. Ponderei mesmo o abandono/suspensão do meu estágio curricular por tempo indeterminado. Expus o caso a Professora Sandra Fonseca, ao qual me respondeu que se a minha vontade fosse essa, poderia abrir um núcleo em Chaves, porém teria que cobrir certos requisitos.

Os requisitos eram os seguintes: o núcleo teria que ter no mínimo dois elementos, pedir ao diretor da respetiva escola a autorização para realizar um estágio curricular, e ter um docente da escola disponível para coordenar. Em relação ao número de elementos foi logo a partida resolvida, pois o meu colega e irmão (Samuel Oliveira) encontrava-se na mesma situação do que a minha. Deslocámo-nos até a escola Secundária Dr. Júlio Martins em Chaves, para pedir ao Diretor da escola (Prof. Dr. Joaquim Tomás), autorização para realizar um estágio curricular, esse mesmo não criou entraves nenhuns nas nossas pretensões, pois para ele foi um motivo de orgulho dois ex. alunos, e irmãos, quererem realizar um estágio na escola que estudaram no passado.

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Sobre a escolha do coordenador da escola, essa recaiu no professor Luís Costa, que se prontificou para o cargo, achando também interessante o facto de dois ex. alunos e irmãos realizaram estágio na mesma instituição.

As referências que possuíamos da escola eram boas e já conhecidas, tendo em conta que se tratava de Ex alunos. Porém a escola tinha sofrido remodelações recentemente, que obrigou o Professor Luís Costa a mostrar "os novos cantos da casa". Também nos deram a conhecer a exigência da escola, e os rigorosos métodos de trabalho que futuramente teríamos de cumprir, e sabíamos à partida, que esta nova fase iria seria exigente.

Assim se iniciou o estágio curricular, com a distribuição das turmas, fiquei com duas "favas", a direção de turma do professor Luís Costa (9ºF), e a turma de um curso profissional (10ºE). As duas turmas foram complicadas, porém por motivos opostos. O 9ºF foi sem sombra de dúvida, a turma que mais complicações deu a direção da escola durante todo o ano escolar, muito mal comportada, irrequieta e com grandes défices de concentração, porém com bastante aptidão para a prática desportiva. O 10ºE pelo seu lado, era uma turma muito bem comportada, mas com uma motivação para a prática desportiva abaixo de zero.

Tendo duas turmas completamente opostas obrigou-me a redobrar a minha atenção. Tive que moldar a minha postura de modo a conseguir ter uma relação saudável com os alunos, evitando ser autoritário, e ao mesmo tempo de modo a conseguir cumprir os objetivos previstos sem ocorrência de comportamentos que pusessem em causa o saudável e bom funcionamento da aula.

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Cheguei à conclusão que são os alunos que acabam por moldar o professor, acabando por ser eles a decidirem até onde poderiam ir os níveis de confiança em cada caso. Sentia-me orgulhoso, e simultaneamente satisfeito pois, apesar de por vezes a nossa relação em contexto sala de aula possuir alguns contratempos, os alunos compreendiam bem a informação por mim transmitida, e evoluíram consideravelmente em todas as modalidades lecionadas. O facto de ter criado uma boa relação, fora do contexto da sala de aula com os alunos, deixa-me extremamente satisfeito.

A profissão docente é exigente. Exige muito de um ser humano. Implica a exaustiva tarefa de ensinar, de compreender os alunos, de se adaptar às características de cada um como ser diferente dos restantes, e “ representar” perante uma plateia deveras atenta. Para se ser um bom professor, é necessário ter vocação para tal, na minha modesta opinião. No entanto, o processo de ensino exige, quer aos que dotam desta “vocação”, quer aos que

não possuem tão especiais características do ser professor, planificação do referido processo, para que este se desenvolva, e decorra de uma forma orientada e organizada. É fundamental saber o que ensinar e como ensinar de acordo com os recursos existentes, humanos ou materiais, e de acordo com a população alvo.

Este conhecimento iniciou-se nas reuniões de grupo e departamento, nas quais conheci um pouco mais sobre a orgânica de funcionamento da escola, da disciplina, bem como a planificação das atividades anuais. Nestas reuniões, debateu-se e deu-se a conhecer a todos os docentes da disciplina de Educação Física pertencentes ao grupo em questão.

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Juntamente com Professor Luís Costa, e o meu colega do núcleo de estágio, determinaram-se e planificamos, de acordo com os espaços e recursos disponíveis, as modalidades a lecionar no decorrer do ano letivo que estava prestes a iniciar. O referido foi sofrendo alterações ao longo do ano letivo, e consequentemente, a planificação anual de matérias não permaneceu imutável, sofrendo por sua vez algumas modificações.

Confesso que senti um certo nervosismo, e ansiedade durante a primeira aula. Apresentei-me na companhia do professor orientador. O docente apanhou desprevenido, pois depois de fazer as respetivas apresentações, exigiu que eu referisse as normas/regras da disciplina sem aviso prévio. Confesso que tive algumas dificuldades, porém acabou por ser uma boa prova inicial de superação.

As primeiras aulas destinaram-se à realização de testes de condição física. Com todos os dados adquiridos, elaborou-se o estudo de turma, tirando-se importantes elações acerca da turma, necessárias e úteis à planificação do processo de ensino, quer ao nível dos conteúdos a aprender, quer ao nível das relações interpessoais. Só através deste conhecimento inicial foi possível planificar as UD’s, as aulas, bem como todo o processo

inerente ao ensino.

Os objetivos foram traçados de acordo com uma escala de níveis elaborada pelo grupo de Educação Física da escola, adaptados ao programa do Ministério, neste caso para o décimo ano. Aquando a planificação das UD’s

definiram-se os conteúdos a abordar de acordo com o número de aulas previstas, e o espaço, então, disponível. Em cada primeira aula destinada ao início da lecionação de cada UD, referi brevemente regras básicas e dei a

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conhecer um pouco da história de cada modalidade aos alunos. As aulas foram planificadas de acordo com os objetivos traçados, e conteúdos definidos avaliados diagnosticamente. Fui transmitindo os conteúdos por ordem crescente de complexidade, e incidindo mais atenção nos conteúdos nos quais os alunos apresentaram mais dificuldades.

Como referiu vezes sem conta a professora Ágata “não há estratégias corretas ou incorretas, mas sim estratégias correta ou incorretamente aplicadas”. Houve necessidade de alterar convenientemente, algumas que

defini inicialmente, de acordo com o contexto ou a ocasião, de modo a que a aula decorresse dentro da normalidade, de forma a garantir o bom funcionamento da mesma e a proporcionar um clima saudável no qual os alunos gostassem de permanecer.

Empenhei-me ao máximo para transmitir aos alunos exercícios variados, motivantes e desafiadores, de forma a permanecerem interessados, motivados e empenhados. Mais exercícios, com pouca duração cada, em vez de poucos com maior tempo de empenhamento motor, foi uma das estratégias “pensadas” para que os alunos não desmotivassem. Por vezes, acabaram por pedir a continuidade do exercício, o que de certo modo vi com “bons olhos”. Tentei responder a dúvidas sempre que solicitado e ajudar a

ultrapassar dificuldades sempre que observadas, individualmente ou em grupo. Procurei, ainda, proporcionar exercícios que promovessem a competição, especialmente quando observei que neste contexto os alunos se empenhavam mais, se interessavam mais, e se sentiam mais motivados consequentemente. Os alunos da turma eram extremamente competitivos, o

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que por vezes prejudicou, mas que beneficiou maioritariamente o tempo de atividade motora.

A utilização constante do feedback permitiu uma maior e mais eficaz ajuda aos alunos, bem como a potenciação de uma maior evolução por parte dos mesmos. Quando observava a execução dos exercícios e pretendia fornecer um feedback individual, chamava o aluno em particular, um feedback a um grupo transmitia a informação após terem terminado a realização do exercício (com o intuito de não interferir na execução dos restantes grupos), um feedback à turma, interrompia a atividade motora de todos e solicitava atenção.

Das minhas maiores preocupações, para além de os ajudar a superar dificuldades, foi a de lhes proporcionar o maior tempo possível de atividade motora, a de os fazer evoluir durante aquele que, apesar de parecer muito, acaba por se tornar pouco tempo.

Em todas as aulas houve a presença do professor orientador e do meu colega de estágio, realizando registos anedóticos. Assim como eu também estive presente nas aulas dos mesmos, realizando observações das mesmas com os respetivos registos. Cumpri os parâmetros estipulados para a avaliação, nomeadamente as quarenta e cinco aula do meus colega, e as vinte observações do professor orientador, nas quais observei estratégias, e exercícios que me permitissem também por em prática na minha turma.

No final de cada aula realizei o balanço de aula, tendo em conta os parâmetros: Objetivo da aula, Avaliação comportamental dos alunos, Avaliação das estratégias, Tempo de atividade motora, dificuldades dos

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alunos, dificuldades do professor e alterações efectuadas ao plano de aula. Estes relatórios tornaram-me uma pessoa mais reflexiva.

1.1. A avaliação do processo

“A avaliação é um elemento integrante e regulador das práticas pedagógicas, assumindo também uma função de certificação das aprendizagens realizadas e das competências desenvolvidas (…), tendo

influência nas decisões que visam melhorar a qualidade do ensino. (Abrantes et al. 2002 cit. por Gonçalves et al., 2010 p 17). “ É um regulador por excelência de todo o processo de ensino-aprendizagem” (Aranha 2004, cit. por Gonçalves et. al., 2010 p 17).

Este processo desenrolou-se então em três fases distintas, nomeadamente através da avaliação diagnóstica, da formativa e da sumativa. Segundo Carreiro da costa et al., (1985 cit. por Gonçalves et al., 2010) cada uma com a sua respetiva função. Avaliação diagnóstica de prognosticar/ orientar; avaliação formativa de regular/ controlar; e (…) sumativa de certificar/balanço.

1.2. Avaliação diagnóstica

Inicialmente, realizei então, a avaliação diagnóstica, que tal “como próprio nome indica, não é “formular um juízo” mas recolher informação para

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estabelecer prioridades e ajustar a atividade dos alunos ao sentido do seu desenvolvimento.” (Gonçalves et al., 2010 p 47).

Este momento de avaliação permitiu-me conhecer um pouco mais os alunos, as suas capacidades e dificuldades, bem como o nível em que a turma se encontrava, com o intuito de traçar objetivos e planear tarefas ajustadas às suas capacidades. Deste modo foi-me permitido planear o trabalho desde conteúdos, metodologias, estratégias.

1.3. Avaliação formativa

“A avaliação formativa tem por único fim reconhecer onde e em quê o aluno sente dificuldade e procurar informá-lo. (…) Esta avaliação serve de feedback para o aluno e para o professor. (…) Serve de regulação

do processo ensino-aprendizagem, detetando e identificando metodologias de ensino mal adaptadas ou dificuldades de aprendizagem dos alunos” (Coll e Martin 2011 cit. por Gonçalves et al., 2010 p 49).

Através da avaliação formativa pude ajudá-los a evoluir

consideravelmente. Pude fazer com que eles alcançassem o patamar do sucesso. Para que tal fosse possível, transmiti aos alunos os critérios de avaliação e ainda os objetivos a atingir no início de cada unidade didática. Preocupei-me em fornecer constantes feedbacks aos alunos no sentido de lhes dar a conhecer as suas limitações, apoiando-os na superação das suas dificuldades, no sentido de os tornar indivíduos mais autónomos, mais responsáveis pela sua aprendizagem.

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1.4. Avaliação sumativa

Para Birzea (1984 cit. por Gonçalves et al., 2010 p 56) “a avaliação sumativa, ou final, tem mais por função constatar o insucesso do que promover o sucesso escolar.

Recorri então, à avaliação sumativa com o objetivo de comprar os resultados finais, com os resultados obtidos inicialmente através da avaliação diagnóstica, para constatar se houve ou não evolução por parte dos alunos. Esta complexa atividade foi realizada através de grelhas tal como a avaliação inicial, (no entanto nesta avaliação final, a cada conteúdo foi atribuído determinada percentagem), e no mesmo contexto.

“É a avaliação sumativa que permite comparar os resultados iniciais

com os finais, permitindo assim fazer a súmula do que aconteceu ao longo do processo, verificando o grau de (in)sucesso do produto.” (Aranha 2004, cit.

Por Gonçalves et al., 2010 p 57).

1.5. Critérios de avaliação à disciplina de EF:

A nota atribuída aos alunos foi o resultado do somatório dos 3 domínios, calculada da seguinte forma:

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Tabela 1: Critérios de avaliação da disciplina de EF, para o ensino

secundário.

NOTA FINAL = 30%AV + 10%SC + 60%PM

Domínio Sócio-Afetivo 30% Assiduidade (0,5 v) - 2,5% Pontualidade (0,5v) - 2,5% Comportamento (2 v) - 10% Outros (1v) - 5% Atividades de grupo (2v) - 5% Domínio Cognitivo 10% Questionamento (1v) - 5% Relatórios (1v) - 5% Domínio Psicomotor 60 % Destrezas (12v)

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II. Tarefas de Estágio de Relação Escola-Meio

2.1. Estudo de Turma

Um estudo de turma tem como principal objetivo o conhecimento geral de todo o grupo que o professor encontra pela frente durante o ano escolar. Um trabalho com este perfil, tem uma enorme aplicabilidade prática porque permite-nos conhecer melhor cada aluno, conhecendo os seus hábitos, tanto dentro como fora da escola, facilitando o processo de ensino/aprendizagem. Um bom estudo de turma, que abranja os conteúdos desejados, possibilita ao docente melhorar a sua intervenção pedagógica.

Os dados recolhidos, após tratamento fornecem-nos informação geral acerca de toda a turma. Estes dados permitem ao professor promover alterações de determinados comportamentos dos alunos. O docente pode assim escolher estratégias e desenvolver métodos que facilitem o alcance do objetivo de mudança, de um certo parâmetro.

Um estudo de turma inicia-se com a realização de inquéritos, com perguntas pensadas e cuidadosamente redigidas, de forma a não tornar o inquérito cansativo, mas antes fácil de responder. Após esta recolha, o que se pretende é efetuar a análise dos dados, essencialmente através de gráficos, que facilitem a sua leitura e nos quais se identifiquem perfeitamente quais os comportamentos maioristas da turma. Os estudos de turma são caracterizados por englobarem os dados biográficos dos alunos, englobando nestes, o conhecimento das rotinas diárias e de fatores

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relacionadas com a disciplina de Educação Física, no geral. Existem perguntas que nos fornecem informação, por exemplo, acerca dos cuidados individuais a ter com cada aluno, como sejam os seus problemas de saúde.

Assim, o estudo de turma deve ser elaborado de forma a atingir determinados objetivos, tais como:

-demográfica do contexto familiar;

Atividades de tempo livre e vida escolar.

A caracterização sócio-demográfica do contexto familiar inclui no inquérito realizado os pontos referentes aos dados do agregado familiar e do respetivo encarregado de educação de cada aluno.

Estudos demonstram ligações entre a prática de exercício físico e aspetos da saúde psicológica, como a ansiedade, stress, depressão, humor e emoção, e ainda autoestima e disfunção psicológica. Os mesmos estudos mencionam que efetivamente os benefícios corporais de uma atividade física regular são mais notáveis e claros de medir em termos físicos, enquanto os resultados psicológicos e sociais são mais difíceis de interpretar, apesar da sua ligação já estar provada. (Barbanti Valdir, Data de publicação indisponível)

Ser ativo fisicamente é ótimo para indivíduos de todas as faixas etárias, dado que a realização de exercício físico promove uma redução da gordura corporal, ajudando assim no combate à obesidade, tal como diminui a pressão arterial elevada, aumenta a densidade óssea e ainda melhora o bem-estar psicológico. (Barbanti Valdir, Data de publicação indisponível)

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Outro fator de extrema importância a estudar nos alunos são os seus hábitos de higiene, mais especificamente se estes tomam ou não banho na escola a seguir à aula de educação física. Esta importância prende-se com o facto de a higiene ser na verdade algo que tem a finalidade de proteger e melhorar a saúde, sendo assim um meio que deve ser utilizado para proporcionar a proteção e a melhoria da qualidade de vida e saúde dos alunos, na medida em que o banho permite uma descarga de toxinas. Assim, a ausência de duche provoca a acumulação de substâncias nocivas na pele e consequentemente aumenta a probabilidade dos indivíduos contraírem doença, para além de provocar a acumulação de odores desagradáveis

A população alvo do estudo de turma é a turma F do 9º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins – Chaves, no ano letivo de 2013/2014.

A turma do 9ºF é constituída por 23 alunos na sua totalidade, sendo que 9 são indivíduos do género feminino e 14 são do género masculino. O total da amostra, tem uma média de idades de 14,8. Nesta turma, os alunos apresentam idades compreendidas entre os 14 anos (mínimo) e os 17 anos (máximo). Existem nove alunos com 14 anos, onze com 15 anos, dois com 16 anos e um com 17 anos.

Por análise dos dados obtidos verifica-se que a maioria dos pais dos alunos têm habilitações literárias iguais ou inferiores ao 3ºciclo. Desta forma, é possível avaliar por alto a classe de cada família, e pelos resultados obtidos a maioria das famílias serão, sem contar com outros fatores, de classe média. Esta informação é importante para se deduzir em que

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condições os alunos vivem e que apoios poderão os pais prestar aos seus filhos.

Todos os alunos no início do ano letivo foram alertados acerca da importância e benefícios dos hábitos de higiene após as aulas de educação física. Os dados recolhidos revelam que alguns dos alunos nunca tomam banho na escola após a prática desportiva. Estes dados são preocupantes. A higiene que se aconselha aos alunos não é nada mais do que uma forma de assegurarem a sua saúde. Porém, o facto de não tomarem banho na escola, não quer dizer que não o façam imediatamente a seguir em casa, já que o horário em que decorrem as aulas assim o permite. Muitas vezes os alunos sentem-se mais à vontade nas suas casas, mas devem tentar ultrapassar todos e quaisquer complexos e tomar banho nos balneários da escola, que existem para o efeito e têm todas as condições necessárias. O prolongamento do tempo que decorre entre a aula e o banho aumenta o risco de doenças e pode levar à acumulação de substâncias tóxicas na pele. Os resultados obtidos têm ainda outra explicação coerente: as regras da escola não impõe que seja tomado banho após a prática desportiva, e nós professores mesmo que quiséssemos dar a volta à situação de alguma forma, continuamos a só poder aconselhar os alunos. Poder-se-ia eventualmente colocar o banho como um parâmetro de avaliação de forma a motivar os alunos a fazerem-no, mas isso não teria lógica dado as regras internas da escola. Assim, a escola no seu regulamento limita-se a aconselhar higienicamente o banho após a aula de educação física e proporciona condições para tal. Desta forma, cabe a cada aluno tomar a decisão de ter hábitos de higiene ou não, assumindo as suas responsabilidades e possíveis consequências.

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Passando agora para o tópico das refeições diárias, os dados obtidos permitem verificar que existe um aluno que não toma o pequeno-almoço. Este aluno está a criar um hábito errado e prejudicial à sua saúde. O pequeno-almoço deve fornecer cerca de 20% de energia total diária. Tem especial importância na manutenção das funções físicas e mentais durante a primeira parte do dia, em que geralmente se realiza a atividade física mais exigente. Além disso, segundo diversos estudos, a supressão do pequeno-almoço poderá fazer com que não se satisfaçam as necessidades energéticas e de cálcio diárias. Algo que também é comum, e advém de não se tomar pequeno- almoço, ou tomar um pequeno-almoço insuficiente, é comer demasiado a meio da manhã, que é precisamente o intervalo escolar anterior à realização da aula de educação física. Frequentemente, nas escolas assiste-se ao consumo de pastelaria ou snacks a meio da manhã, como forma de compensação e saciedade. Todos os alunos deveriam fazer pelo menos 5 refeições e sempre que possível, incluírem também a ceia. Os dados recolhidos são influenciados por vários fatores, como determinantes sociais, familiares e individuais. Algo a realçar de positivo é que todos os alunos realizam as refeições mais importantes a seguir ao pequeno-almoço: almoço e jantar. (Cordeiro Tânia, 2011)

Não se deve permanecer mais de 3 horas em jejum, e por isso, os alunos, que já tomaram o pequeno-almoço antes de saírem de casa, sentem necessidade de se alimentarem. Os alunos devem procurar manter os seus níveis energéticos sustentáveis no decorrer da aula, ou seja, não devem comer nem mais, nem menos do que o necessário. Assim, cada um deve procurar conhecer-se a si mesmo e satisfazer as suas necessidades

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individuais, que variam com o sexo, idade, altura, nível de actividade física, entre outros.

A rotina diária dos alunos encaminha-nos para as horas de sono praticadas pelos mesmos. Verificamos, através dos dados tratados que a maioria da turma realiza entre 7.30 a 10.30 horas de sono (7.30 são as horas que decorrem entre as 23.30 e as 7.00 da manhã e 9.30 horas é o tempo decorrido entre as 21.30 e as 8.00 da manhã. A qualidade do sono afeta-nos desde bem cedo, e eventualmente se as crianças não dormirem as horas necessárias, isso poderá conduzi-las a problemas como a obesidade, hiperatividade, desatenção, etc. Nos adolescentes, as horas de sono continuam a ser importantes e na rotina diária de qualquer pessoa deve ser estabelecida uma hora de deitar de acordo com as necessidades, segundo as idades e devem manter- se rotinas consistentes.

Dormir bem é indispensável para uma boa prestação motora e para se manterem níveis de concentração elevados. É do conhecimento geral, que poucas horas de sono afetam a saúde. Dormir pouco envelhece, facilita a acumulação de gordura, propícia o surgimento de infeções e aumenta a probabilidade de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes. Tomografias ao cérebro revelam que todos os fatores revelados anteriormente podem ser uma consequência a longo prazo de noites mal dormidas, e que a curto prazo, indivíduos que não pratiquem as oito horas de sono recomendadas, ficam com o raciocínio mais lento e revelam falta de coordenação motora. "A comunidade industrializada vive uma endemia de privação de sono", diz Flávio Alóe, neurologista do Centro de Distúrbios do

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http://www.detetivesdf.com.br/pouco_sono.htm (consultado em 17/10/2013)]. No estudo de turma atual, os alunos mais preocupantes são aqueles que se levantam antes das 7 horas. Se estes alunos se deitarem depois das 23.30, estarão a perder qualidade de vida e a perder rentabilidade no seu desempenho escolar.

Os dados tratados revelam que a educação física é a disciplina favorita de muitos alunos. Este fato sugere que estes alunos estarão à partida mais motivados para a educação física, do que os restantes, porque quando gostamos tentamos sempre aperfeiçoar, e como se costuma dizer "quem corre por gosto não cansa". Estes dados recolhidos também acabam por retaliar o mito existente de que os bons alunos, os alunos que são bons nas ciências, não são bons na parte física, ou não gostam. Pelo menos na turma estudada, os alunos têm interesse pela disciplina.

Na turma estudada, existem 5 alunos que praticam desporto federado e 11 desporto escolar. Os motivos de não praticarem não são conhecidos e podem advir de várias causas. Dos alunos que responderam que sim quando questionados sobre a realização de desporto federado/escolar , a maioria dedicam varias horas semanais à sua prática, sendo. Os alunos que praticam atividades extracurriculares, normalmente possuem uma motivação orientada para os resultados e são empenhados nas aulas para poderem mostrar aos colegas e aos professores que são bons naquilo a que se dedicam. Nestes casos, a neutralidade do professor é fundamental, para que todos sintam que o que se pretende é elevar o nível do grupo em geral. O ideal para os profissionais de educação física e que pretendem ver os níveis mais altos dos alunos alcançados seria que existisse uma relação entre as

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aulas de educação física, o desporto escolar e o desporto extra-escola, nos clubes, federado e não federado. Porém, "ensino" e "treino" são domínios de intervenção de difícil relação. Apesar do que é exigido nos diferentes locais referidos ser diferente, se fosse possível esta relação, quem sairiam beneficiados seriam os alunos, porque só serviria para reforço positivo. O desporto escolar e o ensino normal serviriam de base para um nível mais avançado no desporto federado. No entanto, nem sempre é possível, ou melhor, isto quase nunca é possível acontecer, por várias razões. Não existem condições para a prática desportiva, não podem ser lecionadas várias modalidades no desporto escolar que abranjam as diferentes modalidades, não existem clubes, os pais não podem levar os filhos nos horários definidos, motivos económicos, entre outros. (Marques António, data indisponível)

As características mais valorizadas pelos alunos num professor de educação física são a simpatia, ser brincalhão e competente. Os alunos procuram nos professores desta disciplina, uma proximidade e uma grande interação professor-aluno. Estes dados têm para nós, professores, um cariz especial, dado que nos permitem adotar comportamentos durante a lecionação das aulas que irão de encontro às exigências e apreciações comportamentais esperadas pela turma. Esta mudança, se necessária, por parte do professor, não é só para agradar o aluno, mas essencialmente para que este se sinta à vontade e se sinta motivado para cada nova aula que se inicia.

Podemos concluir que no ponto da caracterização sócio-demográfica do contexto familiar a maioria das famílias dos alunos serão de classe média, devido às profissões que relevam ter os pais. No entanto, nunca poderemos afirmá-lo com 100% de certezas porque existem demasiadas variantes e

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fatores que afetam a economia de cada casa. Para saber isso certamente teríamos de abranger demasiadas vertentes, tais como o ordenado dos pais, o número de elementos do agregado familiar, entre outros e aplicar uma fórmula matemática geral. Outro aspeto muito importante neste estudo foi a abordagem correta dos hábitos de higiene e nutricionais dos alunos. A maioria dos alunos não toma banho, na escola, após a aula de educação física. Quanto às refeições diárias, o aluno que não toma o pequeno-almoço deve passar a fazê-lo e todos os alunos devem ser incentivados a realizar as 5 refeições diárias, tal como devem ser aconselhados sobre o hábito de se alimentarem antes da prática física e dos melhores alimentos a ingerirem nestes casos. Quanto às atividades que os alunos desempenham na escola e/ou fora dela, concluímos pelos resultados obtidos que a maioria dos alunos dorme o suficiente e que apenas 5 alunos praticam desporto federado. Quanto à aula de educação física todos os alunos têm interesse na sua realização, e para alguns dos alunos esta disciplina é mesmo a sua favorita.

As modalidades preferidas e aquelas em que os alunos revelam maiores dificuldades, tal como as características desejáveis num professor de educação física permitem adaptar as aulas de maneira a que os alunos se sintam à vontade e com vontade de fazer a aula, sem medo, sem receio, com motivação.

Concluo desta forma, que este estudo de turma ajudou-me a conhecer melhor a turma, bem com os seus alunos e a dirigir a atenção a pormenores que me teriam passado em vão caso não o realizasse. Penso que todos os professores deveriam efetivamente realizar um estudo aprofundado com questões de relevância das suas turmas no início de

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cada ano letivo, de forma a assegurarem informações a que de outra forma não teriam acesso e que se revelam ser de extrema importância na forma como decorre todo o ano.

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III. Actividades na Escola

Foram múltiplas as atividades definidas no plano anual na escola Dr. Júlio Martins ao longo de todo o ano.

Todas elas com os seus particulares objetivos, dirigidas a diferentes populações, no entanto todas elas desenvolveram em mim diversas destrezas, competências, responsabilidades.

Para Perrenoud (2000), a competência é o resultado de um conjunto de recursos cognitivos, saberes, capacidades ou informações, capazes de solucionar situações com pertinência de forma eficaz.

A Escola Secundária Dr. Júlio Martins tem a constante preocupação de proporcionar aos seus alunos um vasto leque de opções, oportunidades, atividades, todas pensadas ao pormenor, tendo como garantia e especial cuidado a segurança dos alunos, prezando sempre pela integridade física dos mesmos.

Irei seguidamente referir todas as atividades nas quais tive uma participação, direta ou indiretamente, tendo desempenhado uma função/tarefa, que tentei desempenhar como todo brio e empenho.

3.1 Desporto Escolar

“O Desporto Escolar é “(…) o conjunto de práticas lúdico-desportivas e de formação com objeto desportivo, desenvolvidas como complemento

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curricular e de ocupação dos tempos livres, num regime de liberdade de participação e de escolha, integradas no plano de atividade da escola e coordenadas no âmbito do sistema educativo” (Artigo 5.º - “Definição”, Secção II – “Desporto Escolar”, do Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de Fevereiro). Mais ainda, como refere o preâmbulo deste diploma, “(…) o Desporto Escolar deve basear-se num sistema aberto de modalidades e de práticas desportivas que serão organizadas de modo a integrar harmoniosamente as dimensões próprias.”

(In Programa do desporto escolar 2013-2017)

Ficou definido no início do ano letivo, que acompanharíamos toda a atividade de desporto escolar pela qual o professor Luís Costa encarregue. Desta forma, acompanhamos durante o ano a equipa de voleibol feminino.

Os treinos estavam marcado às quartas-feiras pela parte da tarde, enquanto os jogos se realizavam durante os sábados pela manhã.

Acompanhamos todas as etapas pelas quais este grupo passou, tendo inclusive ficado a nosso encargo, orientações de alguns treinos.

3.2 Direção de Turma

Para além de orientador, o professor assumiu também a função de diretor de turma do 9º F, turma à qual lecionou educação física durante o ano letivo.

Todos os documentos importantes referentes a este processo foram-nos fornecidos pela mesma. Ficamos a conhecer um pouco o modo como se

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lida com os encarregados de educação, como se constrói um PCT (plano curricular de turma), bem como as funções de um diretor de turma.

Foi uma experiencia muito enriquecedora, tendo os problemas que provocou a respetiva turma durante o ano letivo. A turma era muito mal comportada, tendo sofrido mais de cinquenta processos disciplinar, seis suspensões, vários castigos com trabalho comunitário dentro da escola e ainda vários riscos de exclusão ao longo de todo o ano.

O que acaba por ser de certa forma interessante, é que todos esses comportamentos aconteciam praticamente todos fora do contexto da aula de educação física, pois nessa disciplina essa turma era bastante competitiva e interessada.

3.3 Torneio Intra e Inter Escola de futsal

A associação da escola Dr. Júlio Martins solicitou ao professor Luís Costa, a nossa presença no torneio intra escola de futsal, para dirigir os respetivos jogos. O professor Luís não criou entraves nesse desejo, apenas desejou que o pedido fosse realizado por escrito. Depois de nos consultar sobre a nossa disponibilidade para tal, o pedido foi aceite de agrado pela nossa parte.

Durante varias tardes, apitamos e dirigimos os jogos, para que tudo corresses dentro da normalidade, pois fomos os únicos docentes presentes durante esse evento.

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A posteriori realizou-se um torneio inter escolas, desta vez organizado no pavilhão municipal de Chaves, com a equipa vencedora do anterior torneio na representação da escola Dr. Júlio Martins. Foi novamente requisitada a nossa presença para dirigir os jogos. Acatamos o pedido, passando uma manhã de quarta-feira a apitar e dirigir todos os jogos do respetivo torneio.

3.4 Corta-Mato Escolar

Participamos ainda no corta-mato escolar, durante a prova que aconteceu na nossa respetiva escola, tanto eu como o meu colega de estágio não tivemos uma tarefa/função definida, pois o professor Luís Costa achou pertinente que passássemos por todos os pontos, para melhor compreensão de toda a logística da prova.

Os melhores classificados da respetiva prova ficaram selecionados para a prova regional. Fizemos parte do grupo de educação física que deslocou até a Vila Real para a realização da prova. Foi necessário ter em conta vários paramentos para uma viagem e estadia sem sobressaltos, e em toda a segurança. Tais como, autorização dos encarregados de educação para a viagem, lanche para todos os praticantes, segurança durante toda a viagem, controlo de todos os alunos durante as provas etc.

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3.5 Semana da canoagem

Ficou logo definido no inicio do ano letivo, que durante o terceiro período, assim que o tempo permitisse, uma semana de canoagem. Durante essa semana, a tradicional aula de educação física seria trocado por uma aula de canoagem no rio Tâmega em Chaves.

Durante esse período, a organização, transporte de canoas, segurança dos alunos, tempo de utilização, entre outros, ficou ao encargo do grupo de educação física.

Foi uma experiência enriquecedora, no entanto complicada, tendo em conta a irresponsabilidade de alguns alunos intervenientes. Já tinha vivido essa experiência como aluno, sem nunca ter tido a noção, o perigo de algumas atitudes no âmbito desse tipo de atividades. Foi necessária muita chamada de atenção, repreensão e gritos, para que tudo corresses dentro da normalidade, sem problemas maiores.

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Relação da prática desportiva com aproveitamento escolar

Oliveira, C.; Costa, L,;

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Escola Secundária Dr. Júlio Martins, Chaves, Portugal.

Resumo

A atividade física regular assume um papel relevante na promoção de um estilo de vida saudável. É bastante consensual que níveis elevados de atividade física durante a infância e juventude aumentam a probabilidade de uma participação similar quando adultos. Contudo, a escolaridade assume um papel primordial na formação de cidadãos e futuros trabalhadores. O objetivo deste artigo é averiguar qual o grupo de alunos que consegue obter um maior aproveitamento escolar em relação à prática desportiva. Os grupos -alvo foram os seguintes: A- praticantes de desporto escolar, B- praticantes de desporto federado, C- praticantes de desporto federado e escolar, D- não praticantes. Para a realização deste estudo, procedeu-se à aplicação de um inquérito por questionário a 40 jovens de uma escola do norte do país, com idades compreendidas entre 12 e 15 anos, relativo às notas obtidas pelos alunos no ano transato e uma questão de resposta aberta, em que se pergunta aos alunos como reagiriam se hipoteticamente lhes era retirada a prática desportiva do seu dia-a-dia. Os resultados e as conclusões de maior relevo centram-se na questão do aproveitamento escolar: os praticantes de desporto escolar são os

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que apresentam melhores notas, em detrimento dos que não praticam nada. Estes resultados vão contra as perspetivas iniciais, uma vez que devido a maior disponibilidade dos alunos não praticantes seria previsível achar que existiria um maior aproveitamento escolar.

Palavras-chave: desporto, prática, aproveitamento escolar.

Introdução

Ao longo dos anos foram vários os estúdios realizados nesta temática, e que demonstram que são diversos os benefícios que a prática da atividade física regular tem na saúde e no bem-estar bem psicológico, bem como o contributo positivo para o desenvolvimento cognitivo do ser humano.

De acordo com estes estudos propõem-se desenvolver um estudo que tem como objetivo relacionar a pratica do desporto com o (in)sucesso escolar com base na avaliação de uma amostra de ambos os géneros recolhida numa escola do Norte do país.

Ao longo do tempo o conceito de desporto vem sofrendo várias tentativas de definição. Citado por Departamento de Desporto (2009), “Desporto é uma atividade física sujeita a determinados regulamentos e que

geralmente visa a competição entre praticantes. Para ser desporto tem de haver envolvimento de habilidades e capacidades motoras, regras instituídas por uma confederação regente e competitividade entre opostos. Algumas modalidades desportivas se praticam mediante veículos ou outras máquinas que não requerem realizar esforço, em cujo é mais importante a

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destreza e a concentração do que o exercício físico. Idealmente o desporto diverte e entretêm, e constitui uma forma metódica e intensa de um jogo que tende à perfeição e à coordenação do esforço muscular tendo em vista uma melhora física e espiritual do ser humano. As modalidades desportivas podem ser coletivas, duplas ou individuais, mas sempre com um adversário. Também se pode definir desporto como um fenómeno sociocultural, que envolve a prática voluntária da atividade predominantemente física não competitiva com finalidade de lazer, contribuindo para formação desenvolvimento e/ou aprimoramento físico, intelectual e psíquico de seus praticantes e espectadores. Além de ser uma forma de criar identidade desportiva para uma inclusão social. A atividade desportiva pode ser aplicada ainda na promoção da saúde em âmbito educacional, pela aplicação de conhecimento especializado em complementação a interesses voluntários de uma comunidade não especializada.”

Entende-se por Desporto Escolar o conjunto das práticas desportivas e de formação com objeto desportivo quando desenvolvidas como complemento curricular e ocupação dos tempos livres dos alunos, num regime de participação voluntário, integrados no plano de atividades coordenadas no âmbito do sistema educativo em articulação com o sistema desportivo. Estas atividades de complemento curricular visam, nomeadamente, o enriquecimento cultural e cívico, a educação física e desportiva, a educação artística e a inserção dos educandos na comunidade. O Desporto Escolar visa promover a prática desportiva como um fator de estilo de vida saudável, que não põe de lado, nem o respeito pelas normas do espírito desportivo, nem a riqueza da

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socialização subjacente à diversidade de oportunidades que a competição desportiva proporciona.

Para o Desporto Escolar é irrelevante a modalidade de eleição do jovem, na medida em que a tónica se coloca na prática de desporto e atividade física e não desta ou daquela modalidade em particular. Já para as Federações, existe um denotado interesse na captação de jovens para as suas modalidades, procurando por esta via garantir um trabalho de desenvolvimento sustentável e com marcada profundidade.

Ambos os subsistemas dispõem de importantes recursos que lhes permitem concretizar na prática aquelas que são as suas intenções nesta matéria.

Segundo Fonseca (1984), “a busca do sucesso escolar é uma condição do sistema social atual”; é ele que reforça expectativas e que justifica projetos e

esperanças familiares. Segundo este autor, pode-se mesmo garantir que o sucesso escolar é um meio de higiene mental a todos os níveis sociais. Na prossecução do que foi dito anteriormente, surge um novo conceito, por oposição ao sucesso escolar, o insucesso.

Num estudo realizado por Byrd (2007), verificou uma relação positiva entre atividade física e realização académica. Por outras palavras, os estudantes que mantiveram um nível mais alto de atividade física e obtiveram um índice de sucesso educativo mais elevado do que os estudantes que eram fisicamente menos ativos.

Segundo Symons et al (1997), uma boa condição aeróbia pode melhorar a capacidade de memorização. O exercício pode fortalecer certas áreas

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particulares do cérebro, e a entrada do oxigénio durante o exercício poderá melhorar as conexões os neurónios.

A atividade física tem um papel significativo no sucesso académico. Vários estudos referem a existência de uma relação entre atividade física e aumento dos níveis da função mental e da aprendizagem. A pesquisa indica que as escolas que oferecem intensos programas de atividade físicos verificam efeitos positivos quanto á realização académica: aumento da concentração, melhoria da interpretação oral e escrita e de cálculos matemáticos. Verificou-se também uma redução de comportamentos disruptivos (Symons et al, 1997).

Em relação ao Insucesso Escolar este entende-se pela falência ou fracasso de um projeto, que tem como referência uma instituição escolar (Vieira & Cristovão, 2007). O insucesso escolar é estudado a partir de indicadores de reprovação, e abandono (Vieira et al, 2007).

O Insucesso escolar é um fenómeno educacional e social complexo, com causas profundamente inter-relacionadas. Tem um carácter massivo e constante nos vários níveis de ensino (Benavente, 1980), afetando milhares de estudantes a cada ano (Fortier, Guay et al, 1997).

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Metodologia

Foram sujeitos deste estudo 40 alunos voluntários, com idade entre 12 a 15 anos, onde 25 eram de género masculino e 15 do género feminino. Destes, 10 praticavam desporto escolar e desporto federado, 10 praticavam desporto escolar, outros 10 praticavam só desporto federado e por fim os 10 restantes não praticavam qualquer tipo de desporto.

Após autorização de uma escola portuguesa do norte do país, com o consentimento dos professores e alunos, preencheram um inquérito por questionário dentro da respetiva sala de aula, onde mencionavam o tipo de prática desportiva que realizavam no ano anterior, as suas notas escolares referentes ao ano letivo passado, sua idade e género e por fim a uma pergunta de respostas aberta que consistia se lhe retirassem um dos desportos que praticavam teriam melhor, pior ou igual aproveitamento escolar.

Para analisar os dados, com finalidade de responder ao problema do estudo utilizaram-se os seguintes procedimentos: foram introduzidos no Microsoft

Office Excel, onde foram feitas as médias das notas escolares dos alunos e

posteriormente analisadas e discutidas.

Hipótese

Os alunos que não praticam qualquer tipo de desporto têm melhor aproveitamento devido a sua maior disponibilidade.

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Discussão dos Resultados

Como antes mencionado, o propósito para o nosso estudo consiste em relacionar a prática de desporto com o (in) sucesso escolar, utilizando uma amostra de alunos de uma escola do norte do país.

Gráfico N.º 1 – Média das notas escolares

Após a observação do gráfico nº1, relativamente as notas escolares em função da prática desportiva, pode-se verificar que a média de notas variam entre 3,3 e 4,1.

Os alunos que praticam Desporto Escolar apresentam um

aproveitamento escolar mais elevado que o resto da amostra, seguido dos alunos que praticam Desporto Escolar e Desporto Federado. Ao contrário do esperado estes resultados vão contra as perspetivas iniciais, visto que, os alunos que praticam atividades extra-curriculares disponham de mais tempo livre para dedicar as atividades escolares e consequentemente ter um aproveitamento escolar superior.

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Gráfico N.º2 – Pergunta de resposta aberta

Após análise do gráfico nº2, pode-se verificar que os não praticantes de qualquer tipo de desporto são da opinião que teriam melhor aproveitamento escolar se hipoteticamente lhes fosse retirado a prática desportiva, isto poderá ter a ver com o facto de esses alunos não terem gosto pela prática de qualquer tipo de modalidade, sendo fácil para eles abdicar da mesma. Por outro lado os que mais desportos praticam são aqueles que acham que teriam um pior aproveitamento se lhes fosse retirado a prática da modalidade. Estes resultados devem-se ao gosto pela prática desportiva e ver como prejudicial o afastamento de algo que para eles no futuro se possa tornar um sonho realizado.

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Conclusão

Moreno, (1996) relata que para o jovem desportista “o intelectual é, senão o inimigo, pelo menos o estranho”. Esta forma de pensar não é exclusividade deste autor. Pelo contrário, é uma constante no nosso quotidiano e é reforçada através dos vários meios de comunicação.

Percebe-se que existe uma tendência em acreditar que alunos-atletas não são alunos com bom aproveitamento escolar.

Os resultados deste estudo discordam totalmente que os alunos que praticam desporto, não são alunos com bom aproveitamento escolar, muito antes pelo contrário, os praticantes são aqueles que apresentam melhores resultados no âmbito do aproveitamento escolar, em detrimento dos alunos não praticantes que apresentam resultados bastantes inferiores.

Os resultados obtidos concordam completamente com Byrd (2007), onde o autor verificou uma relação positiva entre atividade física e sucesso escolar. Isto é, os estudantes que mantiveram um nível mais alto de atividade física obtiveram um aproveitamento educativo mais elevado do que os estudantes que eram fisicamente menos ativos.

Pode-se concluir que, muito para além do (in)sucesso escolar, o desporto na escola é revestido de justificativas como, por exemplo, o desenvolvimento integral dos indivíduos, do raciocínio, de lideranças, de espírito competitivo, da capacidade de trabalhar em equipa, melhoria da disposição. O desporto escolar antes de formar atletas, forma essencialmente cidadãos.

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Foi gratificante verificar a evolução dos alunos ao longo do ano, no fim da cada unidade didática. Foi de igual forma gratificante sentir que os ajudei a superar as suas dificuldades, a desencadear

capacidades/potencialidades, sentir que os mesmos confiaram em mim.

Não podendo deixar de realçar que a orientação do professor Luís Costa foi excelente, ajudando-me muito. Com ele “aprendi a ensinar”. Transmitiu-me

importantes conhecimentos, proporcionou-me grandes oportunidades, fez-me ver através de várias perspetivas. “ Não me deu o peixe, ensinou-me a pescar”

(Gonçalves, et al., 2010)

Verifiquei que de facto, tal como referiu inúmeras vezes a professora Ágata “não há estratégias corretas nem incorretas, mas sim corretamente ou incorretamente aplicadas”. Nenhum aluno é igual. As

que por vezes resultaram com uns, não resultaram com outros, e portanto foi necessário um constante reajuste das mesmas.

Como já referido anteriormente, este estágio pôs à prova os meus limites, a minha sabedoria e as minhas competências. Durante todo o estágio coloquei-me muitas vezes em questão, gerando opiniões, reflexões, pensamentos, ideias, convicções. Porém no final do ano ter o reconhecimento dos próprios alunos, foi melhor que qualquer tipo de classificação que poderia ter obtido.

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Tabela  1:  Critérios  de  avaliação  da  disciplina  de  EF,  para  o  ensino  secundário
Gráfico N.º 1 – Média das notas escolares
Gráfico N.º2 – Pergunta de resposta aberta

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